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“seria mau porque não passa de um adivinho”

“Por ser um inequívoco defensor do interesse público de quem se pode esperar a defesa do sistema de protecção social e de saúde nos Estados Unidos e a aplicação de medidas que criem emprego e vençam o dogma da austeridade em Washington e no mundo, o Nobel da Economia 2012, autor de várias obras e colunista do New York Times Paul Krugman devia ser, para os signatários de uma petição a circular na Internet, a escolha do Presidente norte-americano Barack Obama para a Secretaria de Estado do Tesouro.

(…)

Para o próprio Krugman seria “mesmo uma má ideia”. Além de que o seu nome não seria confirmado pelo Congresso, diz o economista no seu blogue, a principal razão para a sua recusa tácita e antecipada é que uma nomeação e confirmação no cargo o obrigaria a deixar de fazer um trabalho no qual acredita ser bom para passar a fazer um em que seria mau, diz citado no site Politico. “Um cargo na Administração reduziria a minha influência deixando-me na impossibilidade de dizer publicamente o que realmente penso”, acrescenta.”

“seria mau” porque iriam tirar o homem da sua zona de conforto (os típicos bitaites na CNN onde este adivinha qual é a possibilidade dos países do sul da europa ficar na zona euro e outras que tais) para o obrigar a resolver um dos piores cenários económicos da história do país: 16 trillions (35% dessa mesma dívida está nas mãos dos chineses; no entanto não é por aí que cai o carmo e a trindade no país porque o facto dos chineses terem essa dívida pública acaba por ser confortável para os EUA na situação que atravessam), com uma dívida pública que deixou de ser intocável devido a mais um ano de crescimento negativo (outlook negativo do Triple A dos EUA na Fitch de Londres nos próximos 3 meses; o que pode ser mau indicador para a Europa), num país que atravessa graves problemas sociais (desemprego, insolvência das famílias, fome, recurso à caridade de forma abundante) minado pelas diferenças entre Repúblicanos e Democratas, embrenhados em disputas Senado-Congresso no que toca aos limites da dívida norte-americana e ao orçamento de estado de 2013 do país, e com um Tesouro (precisamente) incapaz de emitir mais títulos de dívida em troca de dinheiro da FED.

Moral da história: o homem é Nobel. Até hoje Ninguém sabe como é que o conseguiu ganhar. Por isso não abusem dele.

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não existem telemóveis. nem assessores

Este governo cai no descrédito dia-após-dia. São umas atrás das outras.

Primeiro o desvio era e não era colossal.

Segundo, há uns meses atrás o primeiro-ministro afirmou que os cortes nos subsídios de férias e de natal eram uma medida temporária. Agora já são para manter até 2015 segundo a sua óptica, óptica diferente do Ministro das Finanças.

Pedro Passos Coelho afirmou há uns meses atrás que Portugal regressaria aos mercados de emissão de dívida em 2013. Agora já é em 2014. Para Miguel Relvas continua a ser em 2013. É Relvas quem comanda os destinos do país ou o Primeiro-Ministro voltou a revelar a sua veia de mentiroso compulsivo?

Se não houvessem os meios de comunicação que existem hoje, até poderiamos desculpar estes lapsos. Ou então isto é sinónimo que já ninguém se entende no governo. Ou então é sinal que estes temas cheiram a esturro. Querem continuar a acreditar nestes vendedores de pesadelos?

Francisco Louça, indivíduo que prezo bastante enquanto economista (e odeio como político) teve hoje uma das afirmações mais acertadas que lhe ouvi: “se portugal receber um segundo pacote de ajuda durante esta legislatura, o governo terá que cair” – nada mais acertado poderia ter saído do líder do Bloco de Esquerda. Até na possibilidade de um 2º resgate a doutrina diverge. A Fitch, no seu relatório sobre Portugal afirma essa possibilidade caso a recessão prevista para o ano 2012 seja superior à esperada. Tanto o BCE como o FMI como Vitor Gaspar negam a possibilidade de se consumar um 2º pacote de ajuda, mas Vitor Constâncio (aquele que no banco de Portugal nunca acertava uma previsão de crescimento económico) afirmou que essa hipótese nunca poderá ser descartada. Outros economistas vêem como inevitável uma 2ª ajuda a Portugal pelo simples facto das medidas de austeridade não estarem a ser acompanhadas de um sólido plano de crescimento económico. Ou seja, estamos a cortar em tudo para no fim se atingir um estado económico pior daquele em que estavamos quando Sócrates pediu ajuda externa.

O grande problema da não existência de um plano de crescimento económico para o país não advém da falta de soluções governamentais. O nosso Álvarinho Canadiano está tão confuso daquela cabecinha (nem os livros de economia portuguesa o podem salvar) que no meio de tanta papelada no seu super-ministério apenas consegue sacar como virtude a possibilidade de tornar o país apelativo a investimento externo, seguindo mais uma vez a opinião exterior dos megacorporativistas do Fundo Monetário Internacional. Tanto é que esta nova revisão do Código do Trabalho não foi mais do que tornar “sexy” o nosso país para a entrada de investimento estrangeiro ao jeito de “entrás cá, investes algum e a gente trata de meter o preguiçoso operário portuga a produzir para ti a níveis aceitáveis a troco de uma malga de arroz como os Chineses. Não te preocupes se tiveres de despedir porque no mesmo dia não só não te fica tão cara a indeminização do trabalhador em causa como terás mais 15 à disposição com um salário ainda mais baixo do que aquele que despediste”.

Onde é que entra a hipocrisia neste post?

Relembramos a estratégia do Álvaro quando este dizia que o crescimento português também se deveria assentar no empreendorismo jovem. Com que meios pergunto eu?

Nas Universidades, são mais os excluídos que os incluídos.

Nas Universidades não há dinheiro para desenvolvimento tecnológico.

Os cérebros que saem das Universidades são convidados pelo governo a emigrar.

Os bancos fecham as suas linhas de crédito para investimentos a partir do zero. Teremos que ir bater às portas da Cofidis para montar a nossa empresa?

As linhas de apoio do Estado à iniciativa empresarial e às existêntes PME´s está longe de ser o desejável.

Os números relativos ao aforro, poupança e investimento dos portugueses são os piores desde 1993 (se bem que o Estado só os irá apresentar em Junho).

O consumo diminui a olhos vistos, principalmente entre os produtos de fabrico nacional. Medidas proteccionistas? Já lá vai o tempo disso. Um país que não é capaz de escoar a sua produção poderá manter o emprego existente e poderá efectivamente pensar no crescimento empresarial a médio prazo?

Continuo a afirmar que este Ministro da Economia deverá ser demitido rapidamente. Já se viu que não tem conhecimento de causa nem capacidade para desenvolver soluções que visem o crescimento económico.

Apesar disso, o Álvaro pensa que o investimento externo em Portugal poderá resolver todos esses problemas. Quem é que poderá pensar nisso quando olhamos a bons e apelativos modelos vindos da europa de leste como a Polónia ou como a República Checa? Quem é que poderá pensar em investir em Portugal quando Portugal é um país com índices de produtividade inferiores aos países da europa do leste e com salários substancialmente superiores?

Nesse ponto entra Abebe Selasssie e o FMI. Baixem os salários. Flexibilizem ainda mais as vossas leis laborais. Mais? Já vendemos a nossa força de trabalho por um preço inferior aquele que um trabalhador necessita para se alimentar a si e à sua família. O que é que querem dizer com isso? Trabalhar por 300 euros? Trabalhar 12 horas a troco do salário actual?

Ainda que existissem telemóveis e telefones nos ministérios. Estamos definitivamente a entrar num caso perdido.

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complotzinho ou realidade?

A Fitch anunciou hoje que o governo português terá um derrape nas contas públicas no ano 2012 caso a recessão se confirme em pior escala do que aquilo que foi previsto. No entanto, a agência evidenciou os esforços que o governo português está a fazer no cumprimento do Memorando de Entendimento com a troika.

O Governo Português, na pele do seu Ministro das Finanças continua a descartar o não cumprimento da meta de 4,5% de défice das contas públicas previsto para o final deste ano civil.

Podemos dizer aquilo que nos apetecer. Quando uma agência de rating conota em baixa o quer quer seja na nossa economia ou nas nossas finanças públicas, por defeito, esse abaixamento torna-se real passados uns meses.

Gasparzinho bem pode afirmar publicamente que a Fitch observa as economias dos diversos países mundiais através dos seus cadeirões em Nova Iorque. Gasparzinho bem pode afirmar que estas afirmações não passam de afirmações que visam o assassínio económico do nosso. Complotzinhos para descredibilizar o regaboff que a Troika está a executar no nosso país. O verdadeiro assassínio económico já está a ser executado pelo nosso governo ao deixar que se façam experiências macroeconómicas cujos resultados ainda são desconhecidos. Muitos economistas já tem avisado que não vale a pena cortar na despesa pública por cortar. Muitos economistas já tem afirmado que a austeridade sem políticas de crescimento económico não nos irão levar a lado nenhum. Depois de cortes em todo o sector público, depois do aumento dos impostos, depois da flexibilização laboral, depois das privatizações, depois da criação de legislação que abona a favor do despedimento barato, ainda não conseguimos assistir a uma medida por parte do governo que fosse digna de fomento do crescimento económico. Ainda não vimos uma mega ajuda à exportação empresarial como defende o Ministro da Economia. Ainda não vimos um incentivo ao abate do desemprego jovem. Ainda não vimos um mega pacote de ajuda às PME assim como não vemos a banca a incentivar ao crédito empresarial. Ainda não vimos um governo disposto a fomentar a agricultura e o empreendedorismo dos jovens agricultores. Ainda não vimos uma política que vise restabelecer o consumo.

Espero bem que desta vez a Fitch tenha razão e que tudo o que afirmou para o mundo seja realidade. Pode ser que Portugal ainda possa ser um país a salvo destes senhores da Troika e sobretudo destes senhores do PSD.

Nota final: quanto à avaliação da zona euro, temos assistido a muitas movimentações por parte das agências de rating. A Fitch foi a agência que na semana passada colocou a economia Francesa novamente sobre vigilância negativa. 17 países Europeus estão sobre vigilância, alguns deles sob vigilância negativa, entre os quais Portugal. As agências continuam a por e dispor das economias europeias a seu bel-prazer. Já era tempo dos países europeus avançarem para a criação de uma agência de rating europeia. Já se fala da possibilidade da criação de uma através de um tratado há 2 anos. No entanto, ainda nada vimos ao nível de encetação de esforços por parte dos 27. A competitividade europeia está na lama e continua a ser claramente prejudicada por via destes alarmes vindos de Nova Iorque.

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Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

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Caricato

Quando surgem notícias sobre decisões das agências de rating, Fitch, Standard & Poor´s e Mood, já não consigo reagir com espanto.

Quando se tratam de minúsculos países devedores como Portugal, os Srs. consultores das agências de rating não têm qualquer pejo em cotar como lixo o Estado, os bancos e as empresas públicas. Por mais minúsculos que sejam os países e frágeis as suas economias, estas agências não têm piedade em tornar mais complicada a vida destes nos mercados no que toca por exemplo à transacção de títulos de dívida pública e ao efectivo crescente da taxa de juro que os títulos portugueses tem sofrido nos últimos meses.

Perante os Estados Unidos da América, o supra-sumo do liberalismo económico e o país que mais deve no mundo, a falha na concertação política no que toca ao aumento da possibilidade de contrair dívida e a possibilidade do país entrar em default (incumprimento) caso não reduza o défice das suas contas públicas apenas agora suscita interesse por parte das referidas agências de rating, que só agora ousam ameaçar a administração Obama de um corte de rating que continua a ser da Triple A para o país do Tio Sam.

No mesmo relatório publicado ontem a Moody´s também pensa em cortar o rating a 3 bancos americanos, entre os quais o famoso Citygroup.

O mundo económico ainda não se apercebeu do carácter malicioso que estes ratings representam para a especulação económica.

Vejamos uma situação concreta:

Há uns meses atrás, colocava-se a hipótese de certos países investirem na nossa dívida pública. São países que detém bons fundos para investir, casos do Brasil, do Qatar e de Timor-Leste.

Lembro-me perfeitamente das palavras de Dilma Rousseff na sua visita a Portugal. Quando questionada por um jornalista português sobre a eventualidade do seu país poder investir na dívida pública do nosso país, Dilma foi peremptória: “a legislação apenas nos deixa investir em triple A”

Pois bem, esses fundos pertencentes a esses países apenas confiam no que é triple A para as maliciosas agências de rating. Portugal é junk, a Grécia é junk. Não passam de países minúsculos, insolventes é certo mas cuja dívida é ridícula tendo em conta a dívida actual dos Estados Unidos da América perante o mundo. Mas são junk e os EUA (mesmo em risco de default como estão Portugal e Grécia) continuam a ser Triple A.

O que é junk não presta. O que é triple A é bom. Não interessa contestar uma agência de rating: Triple A é bom, por isso, é mais que garantido o investimento. Depois, queixam-se que o sistema estoira como estoirou em 2008. Aguentem-se…

Tal diferenciação de pesos e medidas sobre as economias dos países que enfrentam graves crises de défice nas suas contas públicas só me faz elucidar que estas agências de rating só servem para promover mais confusão económica e para alimentar a especulação financeira. Se as mesmas já tiveram o seu dedo na eclosão da crise económica e financeira de 2008 não sei do que é que os governos e instituições mundiais estão à espera para lhes retirar o protagonismo imerecido que têm.

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Bail-out

Os coveiros da actual fase do capitalismo uniram-se para tramar o povo português.

Os Bancos Portugueses nunca lucraram tanto como em alturas de crise. Nunca receberam tantos impostos como nesta crise. Os seus responsáveis nunca foram criminalizados pelas acções danosas das suas gestões. Nunca pagaram os impostos que lhe eram devidos, portanto, acabam por não ser aqueles que pagam esta crise.

As agências de rating. A sua visão exterior à economia de um determinado país é semelhante à visão que os agentes do FMI têm sobre as mesmas e partilham dos mesmos vícios de Bretton Woods na sua extrema aversão à intervenção estatal na economia e na confiança cega na auto-regulação dos mercados. O Triple AAA à toa foi uma das causas desta crise assim como a criação dos famosos CDO´s e das contras apostas que eram feitas ao mesmos, motivos das falências da Lehman Brothers, da Meryll Lynch e da AIG.

É mais que altura da União Europeia colocar mão na sua actividade. Como? Criando a sua própria agência de rating interna.

O imperialismo Alemão e Francês na zona euro. Perigoso. Usam-se de subsídios aos países periféricos para poderem instituir lá as suas multinacionais pagas a salário mínimo. Tão depressa instalam uma fábrica como depois a retiram para um país onde a mão de obra seja mais barata. O exemplo Alemão é o mais crasso. Um país cuja história recente abunda de ajuda externa solidária (pós 2ª Guerra Mundial queda do muro de Berlim) não é capaz de agir solidariamente perante os seus parceiros periféricos europeus, num dos pilares institucionais que constituem propósito da fundação da Comunidade Económica Europeia, agora União Europeia a 27.

Os Governantes Portugueses. As péssimas soluções políticas que apenas castigaram o povo português. As péssimas aplicações dos fundos comunitários. As sucessivas derrapagens nas contas públicas. As sucessivas derrapagens na gestão das empresas públicas e as grandes remunerações dos seus gestores sem que no entanto tenham demonstrado resultados convincentes. As sucessivas trapalhadas do Banco de Portugal na regulação económica. Compensação? Vitor Constâncio no BCE. Uma auditória independente às contas públicas portuguesas será o móbil exacto para finalmente se conhecer a verdadeira história do trajecto do Constâncio.

Tudo isto gerou um bail-out há muito esperado.

Ainda não sabemos em que moldes será pedida a ajuda externa. Ainda não sabemos as condições em que nos será gerada essa mesma ajuda. Temos apenas por consciência que a mesma não será benéfica para o povo. Esperam-se tempos ainda mais difíceis para o país.

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Fitch corta rating de 6 bancos portugueses

A agência de rating Fitch cortou o rating de 6 bancos Portugueses.

Montepio, Banif e Finibanco foram considerados “junk” pela agência Norte-Americana

Se já era conhecido que 3 deles estão em estado de possivel ruptura (o caso do Montepio e do Banif são os mais crassos), CGD, Millenium-BCP e BPI viram os seus ratings descidos por arraste das descidas verificadas nos ratings de outras agências financeiras e pela instabilidade provocada pela descida dos ratings do próprio estado português.

Isto num tempo em que os juros implícitos da dívida pública a 5 anos ascenderam aos 10% nos mercados secundários.


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Histórico

O desespero económico, social e político da Grécia aumenta de dia para dia.

Primeiro foram as intervenções conjuntas da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Seguiu-se a instabilidade política do Governo de Papandreou (acusado internacionalmente de corrupção no país) e social, com as sucessivas revoltas nas ruas do povo Grego e dos movimentos anarquicos Gregos.

Agora, faz-se história na Grécia, à conta das agências de rating internacional. A uma só voz, em poucos dias, a Grécia é um país considerado “lixo económico” pelas três principais agências de rating financeiro: a Fitch, a Standard & Poor´s e a Moody´s. A avaliação de rating do país desceu para BB+, ou seja, para o pior de todos os cenários. Confirma-se a bancarrota e acima de tudo, confirma-se que o governo Grego ainda terá que ter mais controlo e rigor orçamental nos próximos anos.

Nem o fundo de apoio europeu, nem o empréstimo concedido pelo FMI foi capaz de tornar a Grécia um país solvente em relação à sua dívida pública e em relação à sua dívida externa.

Relembremos apenas que estas agências de rating não-institucionais são as mesmas que andam a cortar na credibilidade do Governo Português nos mercados internacionais, vá-se lá saber a mando de quem! Mesmo assim, nem mesmo perante o espectro de uma eventual entrada do FMI no país impede o nosso governo de continuar a acumular dívida atrás de dívida. Nos últimos dias, a emissão de títulos de dívida a 18 meses que os nossos “amigos” Chineses nos compraram sob a batuta de juros usurários bem acima daquilo que actualmente estão a ser pagos a 10 anos, faz com que o nosso país caminhe para o caso Grego e para o caso Irlandês: a bancarrota!

O que ninguém ainda teve coragem de dizer é que estas agências são o verdadeiro lixo da economia. Sozinhas, conseguem manchar irremediavelmente os esforços de qualquer governante e conseguem isolar “economicamente” qualquer país contribuíndo ainda mais para a especulação que as grandes potências mundiais pretendem instaurar neste cenário de crise económica e financeira.

Até quando, é a pergunta que obviamente se faz. No caso do mercado europeu, até quando é que a União Europeia vai continuar a tolerar a especulação negativa que estas agências estão a fazer a alguns dos seus estados-membros em prol dos interesses especulativos das grandes potências?

Quando, é a outra pergunta que se deve fazer. Quando é que a União Europeia forma definitivamente a sua agência de rating?

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