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em breve teremos notícias

Nogueira Leite demitiu-se da Caixa Geral de Depósitos. A privatização do banco está a caminho. A nacionalização do BCP também.

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tenho a certeza, disse e digo

que o BCP vai pelo caminho do BPN e vai ser o cabo do trabalhos.

e que a caixa agora tem 4,1 mil milhões de euros para abrir linhas de credito empresarial direccionadas para empresas vindos do Fundo de Recapitalização da Banca (os tais 12 mil milhões que estavam destinados primariamente à constituição dos ratios de capital aos quais os bancos são obrigados pelo Banco de Portugal; será?) mas cobra 14% às empresas de juros e dúvido que hajam muitos negócios que consigam pagar esses mesmos créditos.

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volto a reflectir

sobre a questão da falência e consequente nacionalização do BPN pela Caixa Geral de Depósitos e posterior privatização (venda? o acto de compra e venda pressupõe um comprador e um vendedor; no caso do BPN o estado ofereceu por 40 milhões de euros e ainda se responsabilizou pelo crédito malparado, pelos activos tóxicos e pelas indeminizações de eventuais despedimentos e fecho de dependências do banco; estamos a falar da responsabilização de um valor de aproximadamente 10 mil milhões de euros; a juntar aos 4 mil milhões de euros que o estado injectou no banco para fazer face à sua ruína no acto de fusão com a CGD) aos angolanos do Banco BIC.

já escrevi sobre esta questão várias vezes. aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui

confesso que esta questão surge de uma conversa que tive com um senhor reformado (bem culto por sinal no café) depois de ele me ouvir explicar a um amigo meu algumas das aldrabices que tem sido feitas no sector bancário português.

dizia-me o senhor em questão que no caso do BPN, se reparmos bem, o epicentro do “polvo do BPN” está em Cavaco Silva. Uma leitura atenta dos posts e uma consciencialização correcta da actual conjuntura do banco apresenta uma ligação profunda entre o presidente da república (e antigo primeiro-ministro), o banco, e alguns dos seus antigos ministros e comparsas: Dias Loureiro (accionista da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do banco, que deu de frosques para Cabo Verde logo após o rebentamento do escândalo do banco e nunca mais voltou; como se sabe Portugal e Cabo Verde não tem um acordo comum de extradição; como se sabe, alguns dos ruinosos negócios do banco em questão estavam a ser realizados por intermédio de um banco fictício com sede na Praia, o Insular; como se sabe, o Banco Insular era um dos bancos que estava envolvido no esquema Madoff) Mira Amaral (o actual CEO do Banco BIC) Duarte Lima e Oliveira e Costa, de quem, alegadamente, terá recebido uma casa de férias no Algarve.

o referido senhor, culto repito, perguntou-me se havia ou não possibilidades de tornar o BPN um “banco mau”, à semelhança daquilo que o estado espanhol colocará em marcha em 2013. a pergunta tinha, obviamente, pano para mangas.

comecei por lhe referir os moldes das agências de Bretton Woods. de seguida, tracei-lhe as políticas mais comuns que essas agências tinham efectuado nos países onde até hoje interviram. de seguida expliquei-lhe que a denominada política do “bom aluno no cumprimento da dívida e aceitação dos moldes de actuação das agências de Bretton Woods” e referi que esse modo de actuação não deu bons resultados para os países que estiveram sob intervenção. falei-lhe do caso do Brasil, da Bolívia, da Argentina, todos eles bons alunos que depois de terem acumulado uma dívida brutal em derivado dos choques petrolíferos dos anos 70, receberam ajuda do Fundo Monetário Internacional para colocar um travão nos seus défices da balança de pagamentos através de políticas de ajustamento que visavam sobretudo o corte na despesa pública, a desvalorização da moeda, a desvalorização do salário nominal dos trabalhadores, o empobrecimento do país como estratégia de enriquecimento no futuro por via de um aumento de competitividade, a liberalização total de vários sectores económicos e as consequentes privatizações de empresas públicas. para finalizar, expliquei-lhe que estes “bons alunos” tinham como premissa comum o facto de poderem desvalorizar a sua moeda, caso contrário ao caso Português, ao caso Grego e ao caso Irlandês, onde o euro não pode (por causa dos tratados europeus; para já) ser desvalorizado.

depois temos o caso dos maus alunos, ou seja, dos países que receberam intervenção de Bretton Woods, mas, que não cumpriram à risca os seus programas de ajustamento. o zimbabwe, a indonésia, a grécia. agora, de certa maneira, a espanha.

o caso grego e o caso espanhol, comparados com o português são interessantes de analisar. os gregos falharam por completo todas as metas impostas pelo resgate financeiro. os espanhóis, mesmo apesar de terem metade da capacidade produtiva do país completamente bloqueada, e mesmo apesar dos 7 milhões de desempregados que actualmente têm, decidiram (por via do escândalo do Bankia) criar um banco mau, ou seja, um banco que só servirá para, num primeiro plano, receber todos os activos tóxicos maus dos bancos espanhóis e para, num segundo plano, falir, livrar os bancos espanhóis de activos tóxicos e deixar, literalmente, os credores a xuxar no dedo. a tal política do mau aluno.

depois de toda a explicação, o senhor perguntou-me se não era isso que Teixeira dos Santos tinha em mente para o BPN. respondi-lhe que sim. claro que era isso que tinha em mente. Teixeira dos Santos resistiu o máximo que pode ao pedido de resgate financeiro. mas o seu governo entretanto caiu. como o presidente da república é o Dr. Cavaco Silva e a dupla Pedro Passos Coelho\Vitor Gaspar seguem de forma fiel o memorando de entendimento, onde um dos items a cumprir era precisamente a venda do BPN, tudo mudou. e interesses maiores, como escrevi anteriormente se levantaram, pela presença de Mira Amaral no BIC.

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e então sr. primeiro ministro?

só neste país é que isto é possível. as empresas do relvas e do passos trocavam favores em troca de formações subsidiadas a autarcas, arquitectos, professores e zés da esquina. As empresas do relvas e do passos obtinham informações privilegiadas no decurso de actividades político-partidárias no que diz respeito a concursos para o ministério das ditas formações. para que as empresas do relvas e do passos pudessem florescer. é claro que em troca, e para isto não é preciso ter dois palminhos de testa, o relvas e o passos, como bons militantes do partido que são, davam em troco o controlo de certos quadrantes sociais para o seu aparelho partidário. o cacique à moda antiga. o relvas e o passos davam formações e em troca, a partir das suas jotas, davam indicações precisas para as jotinhas fazerem a caça ao voto, pura e declarada. nas universidades, nos lares de idosos, nos amigos do clube de futebol de são jorge da murranhanha.

o passos e o relvas, culpados como adão e eva, mantem-se calados. o problema do seu silêncio. a coligação está a ruir. portas, o terceiro na história, deverá querer aproveitar o orçamento de estado (o péssimo orçamento de estado feito em Bretton Woods) para poder sair da coligação de bem com o povo português, hábil a negociar a morte do psd nas próximas eleições. engane-se, portas. esta coligação não terá retrocesso aos olhos do povo.

a própria justiça, no caso “monte branco” já está encarregue de destruir as escutas que envolvem o primeiro-ministro. desde os fatídicos casos do Pinto de Sousa de Paris e do Jorge Nuno que é assim. se for um miserável o escutado, o supremo valida as escutas. se for escutado um poderoso, eliminam-se as escutas do Ministerio Publico, ficando a última cópia para quem um dia precisar de atirar uma sarda à cara dos ditos cujos. por motivos políticos e pessoais. nunca por motivos que engrandeçam a justiça.

é por isto meus senhores, que a justiça em portugal está cotada como está. somos o 3º pior país ao nível judiciário europeu. ainda vem falar de pressões sobre as privatizações por parte do BESI e de José Maria Ricciardi? claro que existem pressões. não deixa porém de ser irónico cruzar estas pressões com as declarações públicas de Ricardo Salgado, há uns meses atrás, onde este afirmava que o BES precisava de facto de um aumento de capital para que o banco restabelecesse os rácios de capital necessários para a sua administração saudável e de acordo com as imposições do seu regulador, o Banco de Portugal . aqui (a 28 de Março de 2012) e aqui.  embora não tendo recorrido ao fundo de capitalização promovido pelo dinheiro da troika, e relembrando conceitos que todos os economistas deverão ter sempre na ponta da lingua, por rácios de capital designam-se “um nível mínimo de capital que as instituições devem ter em função dos requisitos de fundos próprios decorrentes dos riscos associados à sua actividade. Como tal, este rácio é apurado através do quociente entre o conjunto de fundos próprios designado de “core” e as posições ponderadas em função do seu risco.
O conjunto de fundos próprios “core” compreende o capital de melhor qualidade da instituição, em termos de permanência e capacidade de absorção de prejuízos, deduzido de eventuais prejuízos e de certos elementos sem valor de realização autónomo (vide lista detalhada de elementos elegíveis em anexo), numa perspectiva de continuidade da actividade de uma instituição. Por seu lado, as posições ponderadas em função do seu risco representam uma medida dos riscos decorrentes da actividade financeira, designadamente dos riscos de crédito, de mercado (incluindo requisitos mínimos de fundos próprios quanto aos riscos cambial e da carteira de negociação) e operacional, os quais são calculados nos termos dos Decretos-Leis n.º 103/2007 e n.º 104/2007, de 3 de Abril, e demais regulamentação conexa.”

ora bem, posto isto: um banco que em Março não satisfazia os rácios de capital exigidos pelo regulador da sua actividade e que inclusive, para não recorrer ao fundo de capitalização bancária teve que ir aos mercados financiar-se em 500 milhões de euros (sabe-se-lá a que juros) já tem agora capacidade para investir na compra de empresas que serão privatizadas pelo estado? como é que é possível avançar para um negócio (com elevado grau de risco) em tão pouco tempo? será que os bancos já planeiam a sua actividade de um dia para o outro ou tudo o que Ricardo Salgado foi dizendo acerca da sua holding foi pura especulação ou até pura mentira? o que é que temos aqui que nos está a escapar? que o seu director Ricciardi, sabendo perfeitamente que as indicações do Memorando eram claras (plano de privatizações a troco de peanuts das empresas estatais) já andava a sondar o governo para ter informações privilegiadas sobre as mesmas? sim, era esse o plano. falta apenas dizer que a segunda parte do plano era, a de, inocentemente, vir o proprietário do banco, enfraquecer o próprio banco que administra, para que não desse tanta cana a eventualidade do banco participar na aquisição destas mesmas privatizações. e mais uma vez, temos o relvas e o passos na órbita da cadeia de favores. com um quarto cúmplice, o gaspar.

e já agora, o que se segue? a privatização do negócio da saúde da HPP (Caixa Geral de Depósitos)? será esse o target de Ricciardi? colocar os 9 hospitais que a HPP detém neste momento numa fusão com o sector da saúde do BES?

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não deixa de ser caricato

que um dos 3 interessados (os outros dois são duas empresas brasileiras) pelo negócio da saúde da CGD (HPP) que detém 9 unidades de saúde espalhado pelo país (entre os quais o Hospital Público de Cascais) seja precisamente a Espírito Santo Saúde.

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desabafo

Em linguagem comum, os canais informativos emprenham-nos diariamente com termos aos quais não davamos importância quando éramos miúdos\adolescentes. As palavras austeridade, cortes, deflacção, inflacção, expansão, recessão, estagnação, défice, exportação, despesa, dívida, soberania, democracia, guerra estão a ser levadas (por esses meios) como dizia o Vitor Espadinha numa canção dos Ornatos ao “expoente da loucura”.

Muitos portugueses poderão ser levados por tolos no meio deste processo. Centenas de milhares, assaltados pela perda total de escrúpulos de um estado que se vendeu à burocracia de 3ª linha de uma dita entidade financeira internacional criada com o propósito máximo de regular a economia mundial corrigindo os desequilíbrios nas balanças dos respectivos países, vão-se calando perante a perda de direitos, perante a perda sistemática e quasi-quotidiana de rendimento e vão tentando sobreviver, agarrando-se como podem ao emprego (ou na inexistência dele ao subsídio) que tem e ao pouco rendimento que tem para subsistir.

Outros, mais afoitos, preferem viver de espinha direita quando a maioria vive de espinha dobrada, silenciada pelo sistema pela via da eliminação. Pelo medo da marginalização súbita.

Quando éramos crianças, vivendo na riqueza ou sobrevivendo na pobreza, o mundo parecia-nos mais despreocupado, mais feliz, um lugar idílico para viver. É esse o poder que uma criança tem: mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo nos momentos mais extremos do contexto social que a rodeia, consegue engolir o sofrimento mais facilmente que um adulto e reaparecer a sorrir novamente. A felicidade.

Crescemos numa altura em que o país irradiava prosperidade. E gastava de mais. Começamos todos a frequentar o ensino superior, luxo para as gerações anteriores. Seremos todos licenciados, mestrados e doutorados. Muito à custa do suor dos nossos pais, gente laboriosa que lutou para nos dar um futuro melhor do que teve a sua geração.

Chegamos ao estado adulto licenciados, mestrados e doutorados. Apesar do investimento feito na nossa formação enquanto homens, enquanto quadros técnicos e enquanto profissionais, crescemos e deparámo-nos com o pior dos cenários do Portugal contemporâneo, podendo efectivamente ser a primeira geração que viveu pior que a anterior. Apesar do facto de sermos malta com instrução, escasseia o presente e escasseia o futuro. Escasseia o emprego e escasseia o desejo de viver uma vida confortável.

O nosso sorriso de criança desapareceu e deu lugar a uma natural apatia e a um natural péssimismo, ambos produtos de um futurismo que se olha com um pano negro envolto.

Somos um quadro jovem qualificado. Quero acreditar que no meio da bandalheira que é ensino superior em Portugal, somos um quadro jovem que tem competências para fazer o país crescer. Faltam-nos porém as oportunidades para tal. Falta-nos emprego e falta-nos a certeza que o estado não fará um papel de mero vigilante quando nos tirarem o que temos. Falta-nos tudo. Repetimos variadíssimas vezes os gestos de contar o dinheiro que temos. Para almoçar, para jantar, para a bica e para forrar o estomago com um fino quando vamos ver a bola. Outros, no mais puro estado de miséria, vivem de espinha dobrada, contando os trocos para comer e para fazer face às suas básicas obrigações. Para essas pessoas, não existe bica, não existe cultura, não existe futebol nem fino: existe sim a luta pela mais pura sobrevivência.

Cabe-nos a nós, povo, reclamar o que é nosso: o Estado. O Estado Português. O Estado Português, cujo órgão executivo está entregue à falsa bicharada social-democrata e democrata-cristã mascarada de Neoliberal (do exemplo mais puro do que profetizou o Neoliberalismo) já deu provas que não nos governa a nós Estado, a nós República, a nós povo. Continuo a acreditar na ideia de contrato social de Rousseau: entregue o poder do povo aos seus governantes por via do voto, quando estes não satisfazem ao nível governativo o povo, deverão cair no cadafalso movido pelo mesmo. Se estivessemos na era do Império Romano, decerto que os portugueses serviriam na perfeição o papel de imperador que, no alto da sua tribuna numa disputa intensa de gladiadores, faria o sinal de morte a este governo.

Este des(governo) já nos deu provas de uma tremenda falta de originalidade, brio, e também já nos deu provas da sua falta de veracidade. Quando assim o é, deverá cair.

Não somos mais crianças. Não podemos ignorar o mal que este governo nos faz e sorrir como nada tivesse passado. Temos que imediatamente parar a bolha irreversível que este governo está a executar. Está mais que visto que este governo em alguns campos em que deve assumir a economia, está a conceder essa oportunidade a privados. Está mais que visto que este governo não vende, dá ao desbarato. Mais uma ocorrência que o prova foi recentemente a venda das acções que a Caixa Geral de Depósitos efectuou a pedido do governo a um preço mais baixo do que aquele que a mesma companhia ofereceu numa OPA lançada em 2011. Mais uma ocorrência que o prova foi o encerramento da maternidade Alfredo da Costa, acompanhando a gradual tendência que este governo está a incutir na saúde: o encerramento ou concessão de um sector vital a privados.

Não podemos ser tolos. Não temos nada. Nem pão nem água, muito menos bolos.

Devemos marcar pé a nossa posição saíndo à rua. Não pedimos a troika, não pedimos o défice, não pedimos os cortes. Quanto muito deveriamos ter referendado acerca da possibilidade de “governo” externo. Somos soberanos. Como soberanos que somos, somos livres de escolher o nosso destino. Já “fomos” enganados quando elegemos este mentiroso primeiro-ministro. Nem merece que escreva o seu cargo com maísculas. Não podemos ser enganados pelas 3ªs linhas de FMI´s. Não podemos ser governados a partir dos consensos obtidos por cidadãos estrangeiros no eixo Washington-Bruxelas-Berlim. Não poderemos ceder. Estamos a deixar aniquilar o nosso futuro e os futuro dos que aí virão.

Para quando viveremos de espinha direita?

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à la troika

O assunto da venda do BPN aos angolanos do BIC continua a dar que falar.

O acordo base já era uma catástrofe para as finanças portuguesas.

A venda por 40 milhões depois de um saneamento das contas do banco promovido pela CGD no valor de 2,360 mil milhões de euros, com a adopção do risco de 50% do crédito mal parado do banco por parte do estado, mais, os encargos impostos ao estado pelo pagamento de indeminizações aos funcionários despedidos pelo downsizing promovido pelo BIC nos actuais quadros do banco eram 3 premissas que assustam qualquer contribuínte português.

Liberalizar é a palavra.

Os contribuíntes lusos tiveram que arcar do seu bolso com as nefastas negociatas promovidas em Cabo Verde por Oliveira e Costa através do Banco Insular, com a conivência de todos os burgueses da Sociedade Lusa de Negócios, entre os quais o cavaquista Dias Loureiro e com negócios estranhíssimos onde intervenientes foram ilustres como Figo e o próprio presidente da república.

Para evitar mais instabilidade entre a banca nacional, a CGD teve que anexar o BPN para depois Vitor Gaspar o vender ao desbarato, seguindo as velhas tendências e preferências da cartilha neo-liberal, dedilhadas também elas por Poul Thompsen, agente do FMI ontem afastado do caso português.

As ditas reformas estruturais que o Fundo faz por esse mundo fora para ajustar as balanças redundam nisto: austeridade a potes, liberalizar o sector público ao desbarato para ter investimento externo e equilibrar as contas com a venda daquilo que é de todos os cidadãos. Neste caso, optou-se pela via da caridade. Dá-se um banco a amigos pelo dá cá aquela palha, numa índole de “eu pago para tu ficares com essa carcaça velha”. Foi exactamente isso que aconteceu (e está a acontecer) na venda do BPN ao Banco BIC. O Estado, numa primeira instãncia, assumiu as despesas de um buraco sem fundo com o dinheiro dos seus clientes e com o dinheiro dos contribuíntes (dupla contagem em alguns deles), deu ao desbarato, assumiu os riscos para despachar gratuitamente o banco e perante a falta de liquidez que actualmente possuí (não estivessemos nós a receber financiamento externo) a emprestar dinheiro à banca para voltar a semear o terror.

É engraçado, para finalizar, constatar que existem suspeitas que estes 300 milhões “emprestadados” venham a constituir uma ajuda pública. Tão bondoso é esse estado português que chega a emprestar dinheiro a quem menos precisa. Tão carrasco é o carrasco que empresta dinheiro a mais um carrasco dos seus cidadãos.

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Absolutamente vergonhoso

Nota-se.

Primeiro, para uns quantos praticarem gestão danosa e levarem o banco à total bancarrota.

Segundo, para o Estado ter que nacionalizar o banco e ter que injectar 2,4 mil milhões no fosso aberto pelos seus gestores através do dinheiro de todos os contribuíntes portugueses e dos clientes da Caixa Geral de Depósitos.

Terceiro, mais nota menos nota, o BPN custa 2,360 milhões ao Estado Português e é entregue de mão beijada a quem não se tem bem a certeza se fará evoluir o banco ou voltará a colocá-lo em saco roto. Pessoalmente não confio nestes angolanos e muito menos no seu rosto em Portugal: Mira Amaral.

É um banco de todos, pago por todos. Os contribuíntes, está claro.

Só Oliveira e Costa, Dias Loureiro e Joaquim Coimbra é que continuam por aí a monte, sem que a justiça lhes ponha a mão. Um ainda nem sequer regressou ao país, continuando “exilado” numa ex-colónia até que a bronca se esfume com o tempo. O outro, moralmente não pode ser preso porque já é um homem com 70 e tal anos e já não adianta prender “em definitivo” alguém com essa idade. Joaquim Coimbra é o sócio maioritário da SLN que afirma não saber de nada. Desconhece por exemplo os negócios feitos a partir do Banco Insular em Cabo Verde. 

Este negócio é absolutamente vergonhoso e ruinoso para o Estado Português.

O Ministério das Finanças, detinha outras propostas para além do BANCO BIC. Diz a comunicação social que uma delas era no valor dos 100 milhões de euros.

Vitor Louçã Rabaça Gaspar e a sua equipa, decidiram dar o banco a Mira Amaral, antigo ministro do Governo PSD de Aníbal Cavaco Silva ao mesmo tempo que Dias Loureiro (assim só por exemplo) numa altura em que Vitor Gaspar já colaborava com o Estado Português e em que o próprio Cavaco Silva já recomendava calma aos ímpetos liberais do então jovem economista.

Passando aos números:

Mais profissionais serão atirados para o desemprego.

Com a redução em 30% do pessoal a cargo do Estado assim como as despesas decorrentes do encerramento de agências, segundo o acordo com o Banco BIC, os 40 milhões pagos pelo banco luso-angolano chegam para pagar as indeminizações dos trabalhadores despedidos?

O Estado Português fica com a responsabilidade por metade do crédito mal parado do banco.

Antes de vender o banco, o Ministério das Finanças salvaguardou a entrada de antigos administradores do BPN “com cadastro” na gestão ruinosa no banco.

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Fitch corta rating de 6 bancos portugueses

A agência de rating Fitch cortou o rating de 6 bancos Portugueses.

Montepio, Banif e Finibanco foram considerados “junk” pela agência Norte-Americana

Se já era conhecido que 3 deles estão em estado de possivel ruptura (o caso do Montepio e do Banif são os mais crassos), CGD, Millenium-BCP e BPI viram os seus ratings descidos por arraste das descidas verificadas nos ratings de outras agências financeiras e pela instabilidade provocada pela descida dos ratings do próprio estado português.

Isto num tempo em que os juros implícitos da dívida pública a 5 anos ascenderam aos 10% nos mercados secundários.


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Engraçado…

No dia em que a Standard and Poor´s reduziu o rating de 5 bancos Portugueses (CGD, BES, BPI, Santander-Totta, e BCP) voltei a fazer um review da entrevista que Pedro Passos Coelho deu à SIC na última quinta-feira.

A agência de rating considerou a cotação em baixa do rating dos respectivos bancos com base no chumbo do PEC 4 na Assembleia da República, facto causador de instabilidade política e económica no país e maior dificuldade de refinanciamento.

Passos Coelho apresentou como uma das medidas para superar a crise uma nova privatização da CGD. Com a CGD em clara queda ao nível de confiança nos mercados internacionais, esta medida de Pedro Passos Coelho deverá perder algum efeito. Afinal de contas, se internamente se tem considerado que não existem investidores portugueses capazes de investir, não será com cotações em baixa e perdas de confiança dos mercados no banco do estado um sinal de que haverão investidores estrangeiros prontos a investir na CGD “caso o PSD no governo” decida privatizar parte das acções do banco.

No entanto desconfio que a Standard and Poor´s não quis revelar outro dos importantes factos que constituem o descrédito do maior banco do estado nos mercados internacionais, que não é mais do que a ajuda que foi prestada pelo banco do estado a mando do governo socialista no buraco negro em que se tornou o BPN depois de nacionalizado. Facto que demonstra que não só não se culpabilizaram judicialmente aqueles que provocaram a manobra fraudulenta nos negócios do BPN que motivaram a sua bancarrota, como uma atitude que é por demais passiva do Estado Português perante a banca.

Em tempos em que o governo aplica sucessivas medidas de austeridade que vão directamente aos bolsos daqueles que menos rendimentos têm, a banca continua a ter lucros abissais e a não prestar os impostos que legalmente lhes devem ser tributados, sob o falso pretexto que estes não detêm neste momento a capacidade negocial necessária para investirconceder crédito para fomentar de novo a economia Portuguesa.

Esta notícia surge no dia em que grupos de jovens fizeram acções simbólicas nas sedes do BPN em todo o país.

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A nossa grande esperança olímpica


Com a paragem na carreira de Vanessa Fernandes no Triatlo e os maus resultados de Nélson Évora no Triplo-Salto, os Portugueses em nada devem temer um novo fracasso nos Jogos Olímpicos de Londres do próximo ano.

O projecto olímpico Português está mais vivo que nunca, depois de se ter descoberto uma grande promessa do Salto à Vara. O Armando.

Aos 54 anos, Armando Vara é um dos melhores saltadores do mundo. Descoberto muito novo numa sucursal bancária da Caixa Geral de Depósitos em Mogadouro (distrito de Bragança) bastou-lhe uma ficha de adesão ao Partido Socialista e uma atitude passiva perante os cambalachos dos outros para rapidamente ocupar a posição de nº2 da Administração Central da Empresa em Lisboa.

Da Caixa ao Parlamento foi um passo. Do Parlamento ao Ministério foi outro. Depois, é caso para dizer que a carreira de Vara foi de vento em poupa até “dar um passo a mais que a perna” com um empresário de nome Manuel Godinho.

Armando Vara é agora um dos melhores saltadores da europa. Arrisca-se mesmo a bater os records do Ucraniano Sergey Bubka. Não é por nada que é considerado por analístas da modalidade como uma das “moscas varejas” mais maravilhosas no que toca a esta modalidade.

Como último record, Vara saltou por cima de alguns idosos num centro de saúde. Espantoso. Os Portugueses devem estar orgulhosos…

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BPN


Já não interessa saber quem comprou as acções e a que preço, quem as vendeu e a que preço, quem as voltou a comprar e todos os contratos leoninos que a Sociedade Lusa de Negócios (actual Galilei) deixou no Banco Português de Negócios.

Um vende a outro e o outro vende a outro porque o contrato obrigava a que as acções fossem novamente vendidas e no final das negociatas, todos saem contentes porque ficam a ganhar.  Nestes negócios, o que interessa é que a ganância de uns continue a ser bafejada pelo santo lucro. Inclusive o nosso Presidente da República, que graças aos podres do BPN pode ser apelidado de mentiroso. Com M grande.

Há dois anos atrás, Cavaco Silva negava ter alguma vez possuído acções do BPN. Mentiu perante todos os Portugueses, quando agora se soube que deu ordem de venda de 100 mil acções da Sociedade Lusa de Negócios, que lhe granjearam 147,5 mil euros de mais-valias no seu património pessoal. Mentiu perante todos os Portugueses e pior que isso, Cavaco Silva conhecia perfeitamente a realidade catastrófica do banco na altura em que deu ordem de venda das acções.

Será que Cavaco também vai negar que Oliveira e Costa era um dos maiores financiadores das suas campanhas eleitorais? Será que Cavaco continuará a criticar a gestão do BPN quando presumivelmente sabia da gestão ruinosa do BPN por parte das Administrações de Oliveira e Costa e nada fez para que se tomasse controlo sobre a situação do banco?

A liquidez negativa do banco é de cerca de 2 mil milhões de euros. O investimento estatal por intermédio da Caixa Geral de Depósitos já ascendeu aos 5 mil milhões. A crise de meia dúzia de lunáticos enriquecidos está a ser paga por todos os clientes da Caixa Geral de Depósitos e por todos os contribuintes Portugueses. Para mal dos nossos pecados. Por via de um Estado que continua a defender os ricos em deterimento daqueles que menos têm.

Até quando?

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