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Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

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Uma questão de atraso

Na América o atraso das televisões é de cerca de 7 segundos em relação à emissão em directo, norma que serve para cortar possíveis cenas ou declarações que possam causar impacto nos rigídos costumes sociais Norte-Americanos.

Assim, mandar uma caralhada como esta de alguém como eu em directo a partir de um estúdio de televisão Norte-Americano em directo valerá um sinal sonoro que impedirá os telespectadores de ouvirem a minha caralhada (piiiii) e colocar-me-à fora de sinal caso continue a foder-me a rir com a minha própria asneira.

Seria bom em Portugal que as nossas televisões adoptassem o mesmo sistema, mas em moldes diferentes. Talvez 2 minutos seria o ideal. Pelo menos no que toca a comentários políticos. e desportivos. Com esse sistema escusaríamos de ouvir em directo certas opiniões do Rui Santos, do Dr. Mário Soares, do Daniel Oliveira, do Dr. Pacheco Pereira, do Alexandrino e do Dr. António Barrete Barreto. Por antecipação o sistema acabaria por cortar as frases menos indesejáveis assim como as menos lúcidas de quem por norma não vem acrescentar nada ao mundo.

Pergunta-se o e-leitor “mas que raio é que este caralho julga que é para ousar escrever desta maneira?” A resposta é simples: ao menos, ao ler a merda das minhas caralhadas acaba apenas por gastar energia eléctrica do computador visto que decerto não utiliza apenas a Internet para aceder aqui ao arraial. E pelo menos sempre se tem a garantia que só lê quem quer e que para ler, não paga a taxa de audiovisual.

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