Tag Archives: Mário Soares

eu não sou de intrigas

tenho cá um pressentimento que esta história do Sócrates comentador político não é bem bem para ser comentador político. já vi o mesmo filme por várias vezes a acontecer dentro do partido socialista: o guterres e o sampaio conspiravam na casa de Algés do antigo primeiro-ministro para mandar a baixo o Soares e no fim das contas, os amigos zangaram-se e o Sampaio bateu couro e o Guterres avançou para as legislativas, deixando ao Sampaio a presidência. quando o Guterres saiu do governo, o Ferro Rodrigues fez figura de palhaço contra Durão Barroso, bateu couro numa oposição muito pobre e depois foi arredado pelas alegações que dele se faziam na sua relação com o escândalo casa pia (confesso que a última frase era para ser foi afastado depois de se saber que também ia ao cú aos meninos) para entrar o sócrates que tratou também ele de despejar o Alegre para fora do partido e ser candidato às legislativas e primeiro-ministro. nas últimas legislativas, o sócrates saiu de cena para Paris, o Seguro ficou com o barco partidário completamente despedaçado, o francisco assis foi queimado pelo caminho e Seguro dançou com Costa, se bem que neste caso, Costa sabia que algo de força maior (o regresso do querido líder) estava a ser preparado. as ilações que se podem tirar destas danças são óbvias: o querido líder não vem de Paris para a RTP para imitar o professor marcelo e dar a machadada final neste pobre (des)governo do PSD e do CDS. vem para buscar o trono perdido. tanto é que com petições e anti-petições, trocas e baldrocas, confusões e enganos, o largo do Rato está novamente em polvorosa e a notícia fez arregimentar num só dia todo um partido embrenhado em tremendas confusões e sectarismos nos últimos meses.

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Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

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Uma questão de atraso

Na América o atraso das televisões é de cerca de 7 segundos em relação à emissão em directo, norma que serve para cortar possíveis cenas ou declarações que possam causar impacto nos rigídos costumes sociais Norte-Americanos.

Assim, mandar uma caralhada como esta de alguém como eu em directo a partir de um estúdio de televisão Norte-Americano em directo valerá um sinal sonoro que impedirá os telespectadores de ouvirem a minha caralhada (piiiii) e colocar-me-à fora de sinal caso continue a foder-me a rir com a minha própria asneira.

Seria bom em Portugal que as nossas televisões adoptassem o mesmo sistema, mas em moldes diferentes. Talvez 2 minutos seria o ideal. Pelo menos no que toca a comentários políticos. e desportivos. Com esse sistema escusaríamos de ouvir em directo certas opiniões do Rui Santos, do Dr. Mário Soares, do Daniel Oliveira, do Dr. Pacheco Pereira, do Alexandrino e do Dr. António Barrete Barreto. Por antecipação o sistema acabaria por cortar as frases menos indesejáveis assim como as menos lúcidas de quem por norma não vem acrescentar nada ao mundo.

Pergunta-se o e-leitor “mas que raio é que este caralho julga que é para ousar escrever desta maneira?” A resposta é simples: ao menos, ao ler a merda das minhas caralhadas acaba apenas por gastar energia eléctrica do computador visto que decerto não utiliza apenas a Internet para aceder aqui ao arraial. E pelo menos sempre se tem a garantia que só lê quem quer e que para ler, não paga a taxa de audiovisual.

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Hilariante

Não me saem da cabeça aquelas imagens da confusão que houve com a entrada de José Sócrates no congresso do PS.

O olhar para a camara daquele segurançamilitante do PS é pura e simplesmente hilariante.

Com este congresso, o PS provou ter uma máquina eleitoral demolidora. Os tolinhos dos militantes da província (camaradas) aparecem lá no congresso com as suas bandeiras e cachecóis pelo cheiro de meia dúzia de bifanas no pão, como se o Partido Socialista fosse efectivamente um grande clube de futebol prestes a atingir a final da Champions League.

Não existem muitas críticas nem oposição interna no partido. Acusam os outros de andar a reboque das grandes instâncias financeiras mundiais mas na verdade, todos aqueles que se deslocaram a Matosinhos estão nas palminhas da mão de um líder falacioso, egocêntrico, inverosímel e acima de tudo autista, visto que não é capaz de respeitar os princípios mais básicos da convivência e do diálogo entre os homens (não aceita críticas) e os princípios basilares do jogo democrático.

Tenho pena deste Partido Socialista de Sócrates. Não é o mesmo partido de Soares, Alegre, Sampaio ou António Guterres. É uma sombra. É uma nódoa. É um poço inesgotável de políticos inúteis. E como tal, será julgado em eleições pelo povo sem qualquer tipo de piedade.

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