Tag Archives: povo português

eles afinal ainda andam aí (os fantasmas)

estar no café e descontraidamente ouvir alguém proferir “a culpa disto também é daquele coronel Vasco Lourenço que incitou logo a uma guerra civil”

roça quase aquele mito que os “comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço” quando são de facto os sociais-democratas e democratas-cristãos falsos, altamente penetrados pelo fervor neoliberal, tal como Friederich Von Hayek previa nos seus escritos, com tinta carregada de negro, que roubam o pequeno almoço às criancinhas.

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A dita ética social

A ética social é a ética em ordena que os estudantes e idosos perdem os 50% de descontos nos passes sociais a que tem direito.

Ainda hoje Pedro Mota Soares discursava sobre o que achava ser ética social no debate sobre o Orçamento de Estado…

O Orçamento de Estado passou, mas a fome e a miséria alastram no nosso país. Ponham os vossos olhos aqui nesta bonita realidade do nosso país retratada pelo Público. 

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Ah, a república

A República da revolta, da confusão, da ditadura, da revolução, da corrupção, da pobreza, da pobreza de espírito, da iliteracia, dos sucessivos défices públicos, da democracia desorganizada, do corte de direitos adquiridos, da justiça ineficiente.

Pela primeira vez, concordei em pleno com as ideias veículadas pelo Dr. Aníbal Cavaco Silva no discurso de 5 de Outubro.

Acrescento mais ao referido discurso. Não bastam os sacríficios por parte do povo. A classe governativa precisa de assumir responsabilidades no que toca à auscultação das consequências que as suas medidas podem trazer a todos os cidadãos portugueses. Por mais vitais que sejam para o país os objectivos de combate do défice das contas públicas e reencaminhar a economia portuguesa para os mercados internacionais e para um crescimento consolidado nos próximos anos, estes, terão que ter em atenção as condições de vida dos seus cidadãos. Esperemos que todas estas medidas não tragam mais fome do que a existe. Caso contrário, a fome e a degradação das condições de vida serão o rastilho para a violência. Não deveremos querer que a situação de insegurança que se vive em vários pontos deste país se desenvolva para caos.

Nós, os cidadãos, não somos números. Muito menos somos fantoches que trabalham com o objectivo de pagar os erros que outros cometeram… Não merecemos sofrer mais do que isto.


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Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

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