Monthly Archives: Outubro 2011

Memory Boy

Deerhunter — “Memory Boy” — Álbum: Halycon Digest (2010)

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Vou emigrar. Também eu…

Eu sou mais um jovem. 24 anos bem medidos na flor da idade. Estudei até onde pude. Sei o que sei, e sei que o meu conhecimento das coisas é sempre relativo. Perdi a fé nos homens. Perdi a fé nos políticos deste país.

Sou saudável. Dou graças por isso. Tenciono emigrar nos próximos anos. Porque aqui, o governo de Passos Coelho e dos seus co-religionários anda a brincar com o futuro do país. A oposição, infelizmente, não é melhor. Falam demais quando falam como oposição. No governo, não passam de um bando de oportunistas e mentirosos. Imagine-se, até queriam no último governo controlar tudo e instalar uma ditadura. As provas, essas não foram utilizadas em tribunal e por conseguinte até foram destruídas para que o “duce” que agora se encontra em Paris a estudar filosofia com o dinheiro dos nossos pais, esteja na maior. Emigrou, está claro. Vivemos num país que não se governa mas que já se deixa governar por estrangeiros. Os outros, os outros sabem mais que nós e o destino do tuga é sempre olhar o que vem do estrangeiro como bom e o que se faz cá dentro como ruim.

Provavelmente não terei direito a Segurança Social de 2026 para a frente, não terei direito a reforma aos 72 anos e terei que pagar 50 euros muito em breve para ser assistido num hospital público. Os meus filhos, se tiver condições para os ter, poderão não ter direito a educação, a um sistema nacional de saúde gratuito por exemplo.

Como referi, tenciono emigrar. Ao menos lá fora não tenho que levar com a crise. Sim, porque a crise nem é mundial nem nada. Ao menos sei que lá fora, se eu cair redondo e inválido numa cama tenho quem me assista e quem me socorra. Ao menos sei que terei uma vida melhor do que aqui. Verei concertos, verei futebol, poderei aspirar a um futuro. Aqui aspiro o pó das migalhas que a oligarquia empresarial que mexe todos os tecidos do burgo me deixa. Não sou contente nem triste. Sou um reaccionário. Sou um reaccionário mas bato em molhado porque o povo, tacanho, não me ouve. Vive fechado num conservadorismo de fin de siècle, como se a era vitoriana ainda estivesse aí ao virar da esquina. 

Vou emigrar. Só vejo incompetentes à minha frente.

 

 

 

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The Beatles – We Can work it out

The Beatles — “We Can Work it Out” — Editada em 1965. Não entra em  nenhum álbum de originais dos Beatles (edição em Single\incluída em várias colectâneas após o fim da banda)

Try to see it my way,
Do I have to keep on talking till I can’t go on?
While you see it your way,
Run the risk of knowing that our love may soon be gone.
We can work it out,
We can work it out.

Think of what you’re saying.
You can get it wrong and still you think that it’s alright.
Think of what I’m saying,
We can work it out and get it straight, or say good night.
We can work it out,
We can work it out.

Life is very short, and there’s no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it’s a crime,
So I will ask you once again.

Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There’s a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.

Life is very short, and there’s no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it’s a crime,
So I will ask you once again.

Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There’s a chance that we may fall apart before too long.
We can work it out,
We can work it out.

 

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Será?

Van Persie fez um gesto feio e politicamente incorrecto. Não diria que foi Nazi, mas sim a antiga saudação do Império Romano. Conhecendo a história, é certo que Hitler tinha a pretensão de fazer do III Reich um império maior que o Romano que durasse pelo menos 1000 anos. 

Polémicas à parte, o Arsenal de Wenger, o mesmo Arsenal que em Setembro levou 8 do Manchester United, que por conseguinte levou 6 do Manchester City, foi dar 5 a Stamford Bridge, deixando André Villas-Boas à beira de um ataque de nervos.

 

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Ao meio-dia…

Em Inglaterra, todas as semanas, presenciamos a um jogo compreendido no intervalo temporal entre o meio-dia e as treze horas e trinta minutos.

Se antigamente, nos grandes anos da Premiership dos anos 90, era o Arsenal que dava o mote, actualmente, temos inclusive jogos entre os grandes disputados nesse período temporal de sábado.

No consciente inglês, onde o consumo se torna primazia e grande motor económico, existem estudos realizados que comprovam que colocar este tipo de jogos ao meio-dia traz estádios cheios, coloca famílias inteiras a ir ao futebol e depois a rumar às superfícies comerciais instaladas nos estádios dos clube para almoçar, para comprar um “recuerdo” do jogo e consequentemente para fazer girar o merchandizing dos clubes e a própria economia.

A moda Britânica já se alastrou a Espanha e a Itália. As Ligas Espanhola e Italiana, esta época, calendarizaram um jogo por semana de manhã. Tanto que há umas semanas vi o Real Sociedade jogar contra o Ahletic de Bilbao às onze da manhã e a Atalanta a jogar contra uma equipa que já não me ocorre à mesma hora em Itália.

Em Portugal, não temos nada disso. A não ser na 2ª liga, por necessidade dos clubes de facturar algum capital com as transmissões televisivas da Sporttv.

Pessoalmente, e em jeito de aparte, eu gosto de assistir jogos à noite. Mas cada caso é um caso…

O que se pode considerar facto é que a mentalidade do nosso futebol ainda não se encontra predisposta a ceder às mudanças da indústria e os jogos dos grandes continuam a realizar-se depois das dezoito horas no mínimo, quando dois grandes, por imposição, jogam no mesmo dia.

Para a tarde, estão sempre reservados os jogos entre equipas menores, os jogos não-televisionados. Só o Braga, actuando duas vezes às dezasseis horas da tarde, mudou esse paradigma esta época.

É certo que jogar à noite traz desvantagens. Principalmente no inverno, onde o frio tira pessoas do estádio, mesmo que o jogo seja no período temporal compreendido entre as catorze e as dezassete horas. Em dias de chuva, são raros os estádios dos jogos menores que ultrapassam as duas mil pessoas e em noites de chuva, até os grandes sofrem com a afluência de meia ou pouco mais de meia casa, ainda mais quando os jogos estão a dar pela televisão.

Que tal mudar as mentalidades do futebol português para bem da indústria que é o futebol? A Liga deveria urgentemente em pensar copiar os modelos das ligas de sucesso do futebol europeu e começar a pensar colocar em experimentação um jogo ao meio-dia por jornada para ver se a coisa toma o rumo do sucesso.

P.S: Este post surge na sequência do facto da liga espanhola ter dado luz verde ao pedido do Real Madrid de jogar contra o Osasuna no Bérnabeu ao meio-dia (11 horas em portugal) de domingo.

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Blowin´in the wind

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, an’ how many times must the cannon balls fly
Before they’re forever banned?

The answer, my friend, is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind

(Bob Dylan – Blowin´in the wind)

 

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Chico Buarque & Elis Regina- Noite dos mascarados

Chico Buarque & Elis Regina — “Noite dos Mascarados” — Álbum: Chico Buarque de Hollanda (1966)

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S (porque te adoro)

Pintar-te um retrato soaria como algo estranho. Não sei pintar. Perdoa-me a falta de talento para te poder fotografar no papel. No entanto, existe uma palavra que substitui tal acto: acalmas-me. A tua presença e o que aprendi de ti ensinam-me a ser um melhor ser humano. Estou em dívida perante ti, ad-eternum. Ad-eternum é por conseguinte um termo em latim que marca o pulsar da perenidade do tempo. Daquele tempo que quero passar contigo. Do beijo que quero prender na tua boca para o fim da nossa história. Das carícias que te quero fazer. Da felicidade espelhada num só gesto pela manhã com os corpos repousados depois de uma noite de amor. Do teu sorriso no meu peito, sou capaz de tudo. Porque me tomas por um todo e eu já não sei a quantas ando sem a tua presença diária na minha vida. Porque me acalmas.

Daquelas que acorda qualquer um…

Liars — “Mr. you´re on fire Mr.” — Álbum: They Threw us all in A Trench and Built A Monument on Top (2002)

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6, bom futebol, 9

A velha mecânica de Manchester anima-me a noite que se vestiu de verde.

Domingos e o Sporting ganham o meu entusiasmo.

Joy Division — “A means to an end” — Álbum: Closer (1980)

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É da Nova Zelândia

Antes de passar ao jogo de facto, gostaria de começar com o hino do campeonato do mundo de rugby “world in union” para podermos escutar a grandeza do que vou escrever neste post:

A seguir à África do Sul em Paris, a Nova Zelândia em Auckland, 24 anos depois, no mesmo estádio (Eden Park) e contra a mesma selecção (França).

Na noite de Auckland, tudo começou assim:

Portentoso Haka dirigido por Piri Weepu. Destemida e bela reacção de respeito dos Franceses.

Uma final de muitos números e curiosidades.

De um lado, Marc Lièvremont, o mais contestado seleccionador da história do rugby Francês. Despedido pela Federação antes da equipa rumar à Nova Zelândia. Humilhado quando os Bleus perderam contra Tonga na última jornada da fase de grupos. Ninguém iria acreditar que a França pudesse eliminar a Inglaterra e Gales e chegar à final.
Do outro lado, Graham Henry, consagrado aos 65 anos no seu último jogo no comando dos All-Blacks, com um score total de 87 vitórias em 103 jogos no comando técnico dos All-Blacks.
Para alguns jogadores de ambas as selecções, este jogo também pode marcar a despedida das respectivas selecção dado que o rugby é contrário ao avançar da idade: com o término de uma fase, dá-se início a renovações profundas nas selecções.

Por outro lado, a história que cirandou em particular este clássico do mundial mostrava algo extremamente interessante: a Nova Zelândia, apesar da superioridade de triunfos frente aos Gauleses, venceu o campeonato do mundo de 1987 numa final contra a França neste mesmo estádio mas foi três vezes eliminada pela França (mundiais de 1991, 1999 e 2007). Temia-se o síndrome no Eden Park.

Passando ao jogo em si:

Nos 15 iniciais, poucas surpresas. Do lado Francês haveria de se registar a aposta em Morgan Parra na abertura, em deterimento de François Trinh-Duc. Como veremos mais à frente, Parra acabou por sair para dar lugar ao abertura do Montpellier.

A França entrou no jogo com todo o gás, optando por fazer a circular a bola entre os flancos. Os Franceses queriam evitar um início fulgurante dos Neozelandeses e para isso tentaram preservar a bola na sua posse o máximo de tempo possível. Esta estratégia já tinha sido adoptada nos minutos iniciais do jogo dos quartos-de-final frente à Inglaterra e então, tinha dado enormes resultados aos Franceses. A táctica gaulesa era também a de enervar os Neozelandeses e obrigá-los a cometer faltas que pudessem ser úteis ao enorme potencial e alcance do seu abertura improvisado Morgan Parra.

A Nova Zelândia, equipa muito sábia e muito habituada a lidar sobre pressão, rapidamente tomou posse do jogo e logo aos 5 minutos um offside de um jogador francês (creio que foi Do 8 Harinodoquy) deu a possibilidade ao formação All-Black Piri Weepu de atirar pela primeira vez aos postos. Seria portanto, um dos momentos do jogo, com o formação dos Crusaders a falhar. A penalidade não era fácil pois era a cerca de 30 metros encostada à esquerda. Ficou porém nos momentos do jogo visto que Weepu nunca mais encontrou o ritmo da partida. Os pontapeadores sabem perfeitamente daquilo que falo. Se juntarmos o facto que era o primeiro pontapé de uma final de um mundial, é caso para dizer que a pressão fez-se sentir.

A Nova Zelândia tomava conta do jogo depois do ímpeto inicial Francês. Nos primeiros minutos dava para ver que este, à semelhança de outras finais que me lembro ter visto (de 99 a 2007) ia ser um jogo táctico, decidido em pequenos pormenores e sobretudo, na capacidade resistente das equipas em aguentar os picos de ansiedade ao longo da partida e em conseguirem obter mais uma dose de energia depois do longo desgaste que levam no corpo.

Os Franceses estavam afoitos a jogar ao pé para as costas dos Neozelandeses. Tentavam sacudir os All-Blacks dos seus 22 e quem sabe ganhar território que lhes permitisse montar boas plataformas de ataque. Aos 11 minutos, dá-se a primeira substituição do jogo: depois de um choque numa placagens a Ma´a Nonu, Morgan Parra é substituído por lesão de sangue por François Trinh-Duc. Para os menos familiarizados com a modalidade, a substituição de sangue é temporária, ou seja, um jogador entra enquanto outro estiver a receber assistência fora-das-linhas (a assistência médica como já devem ter reparado pode entrar dentro do campo com o jogo a decorrer).

Aos 14 minutos, um dos outros momentos da partida: o ensaio de Tony Woodcock a abrir o marcador para os All-Blacks. Numa falta, Piri Weepu chutou a bola para fora dentro dos 22 metros franceses. Na touche, a bola é jogada para Woodcock, que depois de levantar o saltador correu para um espaço vazio da defensiva gaulesa e entrou triunfante para o primeiro ensaio da partida. 5-o para os All-Blacks na noite de Auckland. Os Franceses estavam literalmente a dormir no lance. Piri Weepu voltaria a falhar a conversão.

A França, no compto geral, estava a defender bem. O domínio da bola assim como o domínio territorial era (e acabou por ser como mostram as estatísticas do site do campeonato do mundo) Neo-Zelandês, mas os franceses podiam gabar-se que nos primeiros 20 minutos estavam a defender muito bem as investidas Neozelandesas. Na Nova Zelândia, o destaque inicial ia para Ma´a Nonu – as investidas do centro estavam a ser certeiras, abrindo muitas brechas no cordão defensivo francês. O centro estava sempre inclinado para explorar os espaços vazios e quase sempre conseguia penetrar muito bem. Trinh-Duc haveria de entrar em definitivo aos 22″ para o lugar de um desolado Parra.

O jogo entrou numa fase em que os avançados tentaram brilhar. De lado a lado, sucediam-se os pick and go e a luta nos breakdowns. Aos 25″, uma falta no ruck dos franceses valeria a Piri Weepu mais um pontapé de penalidade. O formação haveria de falhar novamente para desespero de Graham Henry no seu gabinete no topo do estádio. O formação já custava 8 pontos aos All-Blacks. Alimentava a esperança Francesa. Dado caricato desta altura do jogo era o facto da França só ter ído até então por uma vez ao “ninho defensivo de 22” dos All-Blacks.

Aos 33″, nova substituição na partida: Aaron Cruden, 3ª escolha para o lugar de abertura dos Neozelandeses haveria de se lesionar. Muito azar para uma selecção que já tinha perdido por lesão Dan Carter na parte final da fase de grupos e Colin Slade nos jogos das meias-finais, facto que tinha motivado Graham Henry a convocar durante a semana Stephen Donald, antigo 2 de Dan Carter para a partida da final. Donald iria entrar e como se isso não bastasse, iria ser decisivo como iremos ver mais à frente nesta crónica.

Aos 35″, os Franceses voltaram aos 22 da Nova Zelândia e depois de um pequeno trabalho de incursão dos seus avançados, foram precipitados em colocar a bola em Trinh-Duc para o drop. O jogador do Montpellier haveria de falhar. Passados 2 minutos, o abertura haveria de protagonizar uma excelente incursão pelo meio dos homens do hemisfério-sul, galgando perto de 30 metros com bola no meio-campo francês, valendo Piri Weepu numa rasteira de braço (permitido) a parar o Francês. Se Weepu não para o Francês, este poderia ter causado mossa na defensiva All-Black. A França estava portanto num final de primeira parte em que queria equilibrar o marcador.

Ao intervalo, a Nova Zelândia vencia por 5-0. Se por um lado era uma vantagem escassa (Piri Weepu tinha desperdiçado 8 pontos) por aquilo que os All-Blacks fizeram na primeira parte, por outro, era um resultado merecido pelo que os Franceses tinham feito do ponto de vista defensivo, anulando todas as veias criativas dos Neozelandeses. Aceitava-se portanto a vantagem pelo ponto de equilíbrio dos vectores que enunciei. No entanto, os Neozelandeses marcaram, tiveram mais oportunidades para marcar, foram mais fortes no duelo dos avançados, nos rucks e no jogo no chão, e com mais posse de bola e domínio territorial que os Gauleses. No entanto, a França estava fortíssima a placar, principalmente por intermédio da sua 3ª linha de luxo: Dusatoir, Bonnaire e Harinodoquy. De Dusatoir, falaremos mais à frente.

Na 2ª parte, tudo se transfigurou…

Os Franceses entraram mais poderosos e com vontade de transformar os acontecimentos verificados até então… Aos 41″, uma falta neozelandesa leva Dimitri Yachvilli aos postes para tentar uma penalidade. Á falta de Parra, o grande especialista dos franceses nesse departamento, o formação não era má solução para o 3-5. Porém, à semelhança do seu colega de sector na outra equipa, o médio de formação dos Franceses acabaria por desperdiçar.

Passados 3 minutos, uma falta francesa a 30 metros, virada aos postes em posição frontal daria a Stephen Donald a possibilidade de estabelecer o 8-0 para a Nova Zelândia: bom chutador, o experiente abertura não se fez rogado e aumentou o marcador.

A França teria que arriscar para voltar à partida. Digo voltar, visto que com 8-0 no marcador, um ensaio convertido Francês era escasso para empatar a partida. Um erro neozelandes por volta dos 46″ num ruck daria lugar a um turnover para o lado Francês. Trinh-Duc ficaria senhor do esférico numa disputa com Ma´a Nonu. A bola entrou nos 22 com posse Francesa. Depois de uma série de passes para a direita e para a esquerda, e de tentativas de pick and go por parte dos avançados gauleses, seria o flanqueador e capitão de equipa Thierry Dusatoir a entrar sem oposição para marcar um ensaio junto a um dos postes. Yachvilli punha os Neozelandeses a tremer com a conversão colocando o resultado em 7-8.

Aos 49″ saía Piri Weepu para a entrada de Andrew Ellis. Uma fraca partida do formação que foi um dos patrões desta selecção Neozelandesa neste mundial. Os Franceses estavam em alta e queriam mais. Nos minutos seguintes, os Neozelandeses tentaram avançar no jogo de perímetro curto, preservando assim a posse da bola, e, acalmando os ímpetos franceses numa altura crucial da partida. Os Franceses estavam a defender muito bem desde o minuto inicial e estavam claramente em alta. Apenas lhes traía o nervosismo quando tentavam montar o seu jogo ofensivo.

Seguiu-se um período de muitas faltas de parte a parte. Destaque ia claramente para a exibição dos 3 homens da 3ª linha francesa. A Nova Zelândia à conta de um excelente jogo colectivo ia conseguindo estabilizar o jogo, como lhe competia! Aos 63″ mais um momento do jogo quando o experiente capitão, o idolatrado capitão Neozelandês Richie McCaw é apanhado em offside pelo sul-africano Craig Joubert (mais uma grande arbitragem) e é assinalada uma penalidade a favor dos Franceses: Yachvilli vai aos postes do meio-campo (com os postes em posição frontal) e volta a falhar. Desilusão de Lièvremont no gabinete.

A França faz quatro substituições nos avançados para os minutos finais: Entram o talonador Szarzewski, o pilar Barcella, o 2ª linha Julien Pierre e o médio de formação Marc Doussin. Doussin estreia-se na selecção francesa na final do mundial. Drama até ao final. Os Neozelandeses tentam retardar um ataque final com pontapés para as costas dos avançados franceses. Alguns deles chegam inclusive a dar alinhamentos no interior dos 22 franceses. Nesse departamento, a França esteve muito bem perante a Nova Zelândia. Entra Sonny Bill Williams na Nova Zelândia para refrescar a 3ª linha. Até ao final, a Nova Zelândia controlou a bola e sagrou-se pela 2ª vez na sua história campeã do mundo de rugby.

Man of the Match, Thierry Dusatoir, capitão francês, frustrado pela derrota mas com um jogo de encher o olho a qualquer amante de rugby: 21 placagens e cerca de 60 metros ganhos com bola, algo extraordinário!

Pela negativa: viu-se pouco dos pontas de ambas as equipas (principalmente Alexis Palisson na França e Richard Kahui na Nova Zelândia) e do defesa neozelandês Israel Dagg, uma das vedetas do torneio.

No flash-interview, o seleccionador Neozelandês era um homem contente: “It´s Wonderful. I´m so proud of being a neo zealander tonight. We dreamt with this triumph many many years. Now on, we can rest in peace” – começou por dizer Henry no flash-interview realizado pela organização logo após o jogo acabar. Henry realçou o apoio do público da casa na organização do evento e no apoio incansável aos seus rapazes.

O mesmo sentimento era partilhado pelo homem que iria erguer a taça minutos mais tarde, Richie McCaw. A alegria estampada no rosto dos neozelandeses nesta imagem:

E com esta imagem, me despeço, depois de vividas as emoções do 7º campeonato do mundo da IRB. Daqui a 4 anos, estaremos com os olhos virados no Japão.

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Quando é que a Europa quer?

Digo-o no seguimento deste post e desta notícia.

Merkel quer, Merkel quer, Merkel quer. Nunca se usa o verbo pretende. É o verbo querer. A União Europeia como hoje a conhecemos sempre se construiu à base do diálogo e nunca da imposição formal, declarada e egoisticamente descarada.

Quando é que a Europa quer?

Já agora, gostaria que um dia a vida me desse o privilégio de perguntar à Dra. Angela Merkel perguntas tão simples como: como anda o défice das contas públicas alemão? Para quando teremos o privilégio de constatar um ano de crescimento positivo da economia Alemã? Podemos esperar que as multinacionais alemãs presentes em Portugal continuem a laborar no nosso país caso haja recessão em 2012 e\ou terá o estado português que desenbolsar mais uns milhões de euros em benefícios para elas continuarem a produção no nosso país?

 

 

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Mais que azar

Regista-se o falecimento de uma jovem promessa do motociclismo Marco Simoncelli. Decidi não publicar as imagens do aparatoso acidente que se registou hoje na Malásia para não ferir os leitores mais sensíveis.

A morte de Simoncelli regista-se numa altura em que a federação internacional de motociclismo se prepara para mudar as cilindradas das categorias presentes no Moto GP (125cc a 4 tempos passa a ser 250cc a dois tempos; 250 passa para 500 e 500 vai até 800) para a próxima época e quando algumas escuderias presentes se tem queixado da falta de segurança e das falhas de alguns traçados presentes no campeonato.

É muito mais que azar.

 

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Incêndios de estupidez

Quem acompanha de perto o futebol em geral, e em particular os périplos da carreira de Mário Balotelli, decerto que saltou imensas risadas com alguns dos momentos mais cómicos do “artista” dentro e fora das quatro linhas.

Balotelli já protagonizou cenas de humor ímpares como: falar com adeptos do Inter no decorrer de um lance despropositado a meio de um final da Liga dos Campeões, negar conhecer a sua namorada (uma miss itália), ter problemas em vestir um colete no aquecimento ou atirar dardos ao campo onde uma equipa juvenil do City actuava por “não estar a gostar do espectáculo”.

Nesta semana, Balotelli protagonizou uma cena ainda mais caricata, ao ter lançado foguetes em casa com alguns amigos, facto que motivo um fogo no interior da habituação e a pronta emergência de uma corporação de bombeiros de Manchester. Mais cómico foi o facto de Balotelli se lançar rumo ao incêndio para salvar uma mala com notas que pressupostamente estava dentro da habitação!

Será que não existe ninguém que chame estúpido a este menino?

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As farmacêuticas em tempos de crise

 

“A depressão dói mas pode deixar de doer” – é o slogan de uma campanha que tido alguma percurssão na comunicação social (tanto escrita como falada) nos últimos dias.

Para os mais desatentos, o slogan não passa de uma campanha publicitária disfarçada de campanha terapêutica. Passo a explicar: o slogan da campanha pertence exclusivamente a uma empresa farmacêutica multinacional, a Eli Lilly, ou como queiram em Portugal apenas Lilly, conhecida por ser uma das maiores produtoras mundiais de medicamentos relacionados com a saúde mental, entre os quais, em Portugal, o Zyprexa (anti-psicótico) Fluoxetina (anti-depressivo) Cipralex (inibidores selectivos de recaptação de serotonina) entre outros menos conhecidos do público em geral.

O que interessa mesmo para a questão que quero hoje debater é o facto desta campanha aparecer em força numa altura em que a situação social do país agrava-se de dia para dia. Todos os dias somos confrontados com mais endividados, com mais problemas sociais, com mais divórcios, com mais fome, com mais angústia no rosto das pessoas e consequentemente com mais pessoas a pedirem ajuda médica ao nível da saúde mental. A Lilly, perdoem-me todos os puritanos, pelo que vi no seu site não está mais predisposta a ajudar a que as pessoas que sofrem de depressão mas sim a incentivar para que as pessoas vão constatando que sofrem de depressão e até tenham os sintomas de um quadro de depressão disponíveis para averiguar se familiares estão com depressão. Efeito desejado? Fazer disparar as vendas de anti-depressivos em alturas de crise económica.

Não há portanto um truque publicitário mais baixo que este.

 

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Amos Lee – Colours

Amos Lee — “Colours” — Álbum: Last Days At the Lodge (2008)

 

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confusões senatoriais

Leio o artigo de Rui Moreira para o Jornal A Bola de hoje.

O “senador” já não é bem amado no Porto. Por vários motivos que por vezes se confundem com o facto do pressuposto “delfim” ter virado para o outro lado, e como se isso não bastasse, escrever para o diário dos outros, dos mouros lá de Lisboa.

Diz Moreira que este Porto está doente. Nada que um bom médico (não falo de Vitor Pereira) não resolva.

Curioso é o facto que a mesma coluna, escrita pelo mesmo Rui Moreira na semana passada, rezava que “encenar a morte do porto” era um facto extremamente exagerado.

 

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Fica.

Já te disse que podes ficar

Aquece-te aqui, nesta lareira que arde em paixão

Fica

Já te disse que podes ficar.

Fica. Para sempre

Junta à tua mão à minha e vamos caminhar

Vamos trilhar esse caminho de felicidade que é a vida

Fica. Já te disse que podes ficar para sempre

Aqui juntinha a mim,

Fala-me de ti. Fala-me daquilo que te apoquenta,

Ergue-te sobre os teus problemas e faz de mim confissão,

Fica. Para sempre.