Monthly Archives: Agosto 2012

da caixa de email

Para a minha caixa de email veio parar num destes dias um email (mantendo o anonimato) do qual concordo em parte, e cujo conteúdo passo a reproduzir, mencionando que o seu conteúdo não provém da minha autoria.

“Consta que na nr1 da Padre António Vieira a crise ainda não bateu á porta. É telemóveis xpto, carros alugados à vontadinha e fartazana, rota dos festivais de verão, almoços e jantaradas no Reis e bons hotéis para os meninos.

Os estudantes a passar dificuldades, a ficar sem bolsas, a prescrever, a UC a ficar sem dinheiro e os meninos da DG a gastar o dinheiro em luxos promíscuos em vez de defenderem os direitos dos estudantes que deviam representar.

Qualquer sócio da AAC tem o direito de consultar as contas da casa e devia fazê-lo. Ia perceber para donde vai o dinheiro e donde ele não vem. Pois é, meses e meses de rendas por cobrar ao mecenas da academia Tomás Ramalho do bar da tocha. Cem mil euros é coisa pouca e o Sr do bar precisou deles para abrir um bar novo na praia de ílhavo.

Diz-se também por aí á boca pequena que só em telemóveis e chamadas já lá vão mais de 15 mil euros, parece que ser extravaganza e extreme é coisa de estudante vulgar e estes meninos de vulgares não têem nada. São de oiro! Uns srs lordes! Com estas despesas até parece que a DG patrocina a TMN e o Bar de Ílhavo.

Mentirosos mentirosos mentirosos! Concurso para o bar! Reestruturação da sala de estudo? Direitos dos estudantes? Promessas de campanha!

Mas também… o que havia de se esperar de jotinhas. Todos uns mentirosos!

Diz-se também que pagar a funcionários é quando dá, se não houver massa para gasóleo e festivais então paga-se depois, ou depois, ou bem, quando der depois.

Negócios sujos com os bares, com a segurança, com as gráficas e produtoras. Uma vergonha numa associação que faz 125 anos! E ninguém faz nada? Um fiscal que fecha os olhos a tudo, uma magna que não existe. Dizia-se agora que o fiscal podia investigar sem queixas mas também estão comprados. As duas listas do fiscal compradas!

Consta que há lá gente que quer acabar com esta  vergonha, mas com este presidente, este administrador e este tesoureiro não da. São eles quem manda e a vergonha não vai nunca acabar.

Deixem as secções e os núcleos trabalhar, defendam o direito dos estudantes! É tudo uma vergonha. Só têem de fazer isso.

Parece simples não parece? Ao menos a ver se na latada dão bilhetes a toda a gente como é costume… este ano a malta tá sem dinheiro.”

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Romney, essa cavalgadura (2)

Mitt Romney desenterrou a questão da certidão de nascimento de Obama. ““Nunca me pediram a minha certidão de nascimento. Todos sabem que nasci e cresci aqui”

Existe alguém que lhe possa dizer que não existe de facto um conceito de identidade americana e que a que houve no passado foi completamente exterminada pelos sucessores dos founding fathers?

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Tem piada

The portuguese Kids.

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mais um post contra o governo angolano e vou engavetado como o Rui Unas

troçar com o bonga e com as suas bailarinas é como cuspir a espada da bandeira de angola.

Mais um post sobre Angola e ainda me vão pedir para ir a Luanda pedir desculpa ao grande líder como fizeram com o Pedro Rosa Mendes.

com Seguro no governo, a RTP voltará para o estado

claro. A lei nº1 da oposição diz que tudo o que se deve dizer enquanto oposição é precisamente o oposto de tudo o que está a ser realizado pelo governo.

Mas atenção: entreguem lá a RTP de mão beijada aos angolanos. Metade dos pivots do jornal da tarde vão directamente para o centro de emprego e em vez da tourada vamos ser brindados com excelentes espectáculos de Mwangolé vindos de Luanda. A mensagem de natal já não será dita por Cavaco Silva mas sim pelo líder do nosso país (tendencialmente lider, vá) José Eduardo dos Santos a partir de um resort em Benguela. Cristiano Ronaldo dará lugar a Flávio e André Macanga. A liga dos campeões só passará jogos entre o ASEC Mimosas e o 1º de Agosto. E para mal dos nossos pecados, lá teremos que gramar mais com os programas merdosos de José Luis Rabicha e da Cristiana voz de piano desafinado na TVI. Até Agualusa terá um programa semanal para nos ensinar a escrever com criatividade em português do novo acordo ortográfico. Um mimo.

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notas e memórias

Lembro-me perfeitamente desta etapa como se fosse hoje.

Lance Armstrong e Joseba Beloki estavam isolados a um grupo que compunha Mayo, Hamilton, Ulrich, Azevedo e mais uns quantos. Joseba Beloki, apesar de ser um excelente trepador, tinha medo de descer.

Beloki e Ulrich estavam em grande forma e ameaçavam o reinado  de Armstrong.

Armstrong viu Beloki a cair com gravidade e nem sequer parou para ver se o colega de profissão estava vivo. Beloki foi imediatamente transportado para um hospital da região, tendo sido operado 3 vezes numa semana a múltiplas fracturas. O então ciclista da Once tinha 30 anos e era sem dúvida o melhor trepador de então em conjunto com Iban Mayo da Euskatel. Foi precisamente o basco que parou a bicicleta para se acercar que o antigo colega de equipa na Euskatel em 98 e 99 estava vivo.

Para Armstrong não interessavam valores de camaradagem. O pelotão tinha-lhe respeito. Sempre que Armstrong parava para urinar, para comer ou para ser assistido por um carro médico, pelotão e fugitivos se os houvessem abrandavam a marcha até que o Norte-Americano entrasse no pelotão. Mas Armstrong não tinha qualquer respeito pelo pelotão.

Prova disso foi o tour de 2003. Não só no episódio Beloki. Etapas depois deste incidente, nos Alpes, Armstrong teve uma queda quando atacava numa contagem de montanha a finalizar a etapa. Mayo e Ulrich, apercebendo-se da queda do camisola amarela, continuaram a correr mas negociaram (contra a vontade do espanhol e a pedido do alemão; relembre-se que Ulrich seria o maior beneficiado desta queda) parar para esperar pela reentrada no grupo do norte-americano. Este viria a reentrar, sendo as imagens esclarecedoras do que fez a seguir à sua reentrada.

Em 2003, Ullrich haveria de perder o Tour com uma queda no contra-relógio final, num contra-relógio disputado num dia chuvoso onde o alemão evaporava o minuto e cinquenta que o separava do americano nos quase 60 km que ligavam Pornic a Nantes. Era o dia anterior a Paris.

Será isto possível sem doping? Na altura a resposta já me soava como não.

Não é possível. Estamos a falar do Mont Ventoux, subida de cerca de 22 km de comprimento a uma pendente média de 7,43% durante toda a subida e com vários locais onde as rampas ascendem aos 14%. Estamos a falar de uma subida onde Merckx venceu duas vezes, uma das quais, tendo que receber oxigénio no final da etapa por intermédio de uma mascara depois de desmaiar. Falamos de uma subida onde o britânico Tom Simpson morreu em 1967 devido ao consumo de anfetaminas com álcool, estamos a falar de uma subida que chega aos 1911 metros de altitude e onde o ar mais rarefeito impede os ciclistas de ter um rendimento metabólico regular.

Como podemos ver no vídeo, Armstrong atacou e segundo os dados da época, fez 115 pedaladas completas ao carreto por minuto, algo que nem Hinault, Merckx ou Indurein tinham alguma vez feito na mesma ascenção.

Pelo meio Armstrong apanha Pantani. Marco Pantani era o melhor trepador da altura. Pantari foi (para mim) o melhor trepador de sempre. A história no ciclismo de Pantani acabou com o suicídio do italiano, cansado de sucessivas investigações e processos judiciais que pendiam sobre falsas acusações de doping que nunca se chegaram a provar. Pantani foi inúmeras vezes castigado e a sua carreira foi estragada por completo. Pantani entrou em sucessivas depressões e em sucessivos programas de reabilitação derivado ao seu consumo de cocaína. Acabou por se suicidar, algo previsível na altura.

Quando no outro lado,

Armstrong fazia 135 pedaladas por minuto em Plateau de Beille, num ritmo que nem o melhor trepador da sua equipa (Roberto Heras) aguentava:

Doping? Não tenho dúvidas. É certo que a luta que Armstrong travou contra o cancro fortaleceu-lhe o espírito de sofrimento e a capacidade de resistência à dor. É certo que a quimioterapia deu-lhe a possibilidade de ter a fisionomia ideal para ser um excelente trepador. Mas como é que se explica o facto de Armstrong, mesmo apesar das suas características, ser também um excelente contra-relogista quando a maioria dos grandes trepadores perdem imenso tempo no contra-relógio? Como é que Ullrich e Santiago Botero, os melhores contrarelogistas da altura, perdiam para o Americano na sua especialidade?

Armstrong sabe que não tem a mínima hipotese de provar a sua inocência neste caso visto que todas as provas o incriminam. A casa de Granada, os métodos utilizados, os sucessivos controlos positivos de Floyd Llandis e as declarações deste, as declarações de Vinokourov, de Hincapie, de Tyler Hamilton, Rubiera, Beltrán, Zubeldia acerca dos conteúdos apreendidos na casa que servia de base aos treinos de preparação para o tour do americano.

Todavia, este escandalo não me serve de contentamento. Foram 7 anos a desejar que alguém vencesse Armstrong, dopado ou não. Acreditei em Pantani, em Mayo, em Ullrich, em Virenque, Jalabert, Beloki, Hamilton, Menchov e em muitos outros. Só queria mesmo que alguém se superiorizasse ao americano e à US Postal. Esta verdade desportiva tardia sabe a muito pouco.

 

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os memoráveis

David Bowie — “be my wife” — Álbum: Low (1977)

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e mais uma vez “all togheter now”

Vitorino ao Jornal de Leiria: “Quanto um Português canta em Inglês fica tristemente ridículo”

A resposta de Paulo Furtado não poderia ser melhor: “Senhor Vitorino, por quem até tinha alguma estima, pegue lá este recado: verdadeiramente ridículo é quando um Português canta em Inglês só porque uma marca lhe põe dinheirinho no Bolso. Acho que se os artistas se preocupassem mais com a sua arte e integridade e deixassem a dos outros em paz teríamos melhor música em Portugal. Pois trabalhem, que logo colhem frutos”

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não deixa de ser caricato

que um dos 3 interessados (os outros dois são duas empresas brasileiras) pelo negócio da saúde da CGD (HPP) que detém 9 unidades de saúde espalhado pelo país (entre os quais o Hospital Público de Cascais) seja precisamente a Espírito Santo Saúde.

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não deixa de ser caricato

que uma vez vi Alexandre Soares dos Santos a chorar na TV com o argumento de que de todas as empresas do grupo Jerónimo Martins, o Pingo Doce era a única incapaz de criar riqueza.

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não deixa de ser caricato

que o presidente Francês reconheça que o estado terá que rever a sua posição nos impostos que cobra por cada litro de gasolina ou gasóleo face à subida de preço dos mesmos, para que a procura do bem não desça e com ela também não desça a procura interna do país e as receitas que o estado arrecada com a venda.

Cá em Portugal…

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não deixa de ser caricato

A Juventude Popular quer que as máquinas de multibanco voltem a autorizar levantamentos de 5 euros. Tem toda a razão. Com a miséria que o governo deles está a provocar no povo português, poucos são aqueles que tem 5 euros disponíveis no cartão para levantar. É de aproveitar portanto que os que tem gastem o que tem e o que não tem.

 

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dead and gone

The Black Keys — “Dead and Gone” — Álbum: El Camiño (2011)

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eureka

O caso das Pussy Riot faz-me lembrar o porquê do governo russo se manter intransigente na defesa do regime de Assad. Grau nulo de democraticidade, justiça a pedido, comércio (tráfico neste caso) acima de qualquer grau de instuticionalização, incumprimento ao nível de respeito e garante dos Direitos Humanos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, teimosia, diplomacia tosca, autismo ao exterior, luta pela hegemonia.

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bem me parecia

A ideia bicéfala de liderança no BE não agrada nem a Drago nem a Daniel Oliveira. Cucu: Querem-se candidatar os dois?

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pesadelo

Tudo apontava para uma noite de gala. O nosso pior inimigo era completamente esmagado em Aveiro. Duelo de claques na mesma bancada, na noite em que a SAD Beiramarista (com o proprietário na bancada) decidiu fechar os topos do estádio, retirando o lugar habitual da sua claque. Tudo indicava o melhor. Aos 7″ João Real castigava um Nildo esforçado com uma entrada por trás e o Beira inaugurava de penalty por Balboa. O 2º estava mais próximo que o primeiro dos coimbrinhas. Marinho era a única sombra que pontuava do lado de lá ao bonito futebol dos aveirenses. Abel Camara haveria de chutar de longe e ser feliz. Golo de carreira so far, golo para mostrar seguramente numa retrospectiva da época quando esta terminar. Intervalo. Balboa abre a 2ª parte com uma bola na barra que merecia ser muito mais do que uma bola na barra. O Beira-Mar jogava um futebol rectilineo, bastante flanqueado, os laterais subiam com confiança no terreno. Na defesa, Sasso e Hugo permitiam poucas veleidades a homens como Cissé ou Afonso. 3-0. Era o fim, pensava. Não poderia pedir melhor aos 56″. Eram os tais 5 que pedia para o arranque da época.

E tudo mudou em 12 minutos. Inacreditável. Infantilidade. Como é Ulisses?

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Diga?

(Portugal) “Conseguiu dar a entender que a meta não é poupar e sim desenvolver reformas que tornem a economia competitiva e as estruturas em fatores de crescimento”.

Philip Rosler, Ministro da Economia do Governo Alemão