Monthly Archives: Julho 2012

De Londres #7

A Holandesa Marianne Vos deu a primeira medalha de ouro ao país das Tulipas nestas Olimpíadas. Na prova de estrada de ciclismo feminina, Vos fugiu do pelotão a 40 km da meta em conjunto com a Britânica Elizabeth Armitstead (medalha de prata) e a russa Olga Zabelinskaya (bronze). Vos de 25 anos, também irá competir na pista na próxima semana. Na estrada, para além de diversos títulos nacionais de estrada, ja venceu diversas etapas do Giro de Itália feminino e já foi por uma vez campeã do mundo de estrada da UCI.

Eis um resumo da prova no Diário Espanhol Marca.

Duelo intenso de porta-estandartes na 1ª jornada do torneio de basquetebol. A Espanha bateu a China por 97-81. O Porta-estandarte Pau Gasol apontou 21 pontos para o lado espanhol. O congolês naturalizado espanhol Serge Ibaka também esteve a altíssim nível com 17 pontos. Do outro lado, o porta-estandarte Chinês Yi Jianlian (Dallas Mavericks) fez 30 pontos.

Noutro prisma, outra das notícias do dia é ausência da Britânica Paula Radcliff na prova da maratona, prova marcada para dia 12. A Britânica que nos habituou aquele estilo estranho de corrida (abana a cabeça enquanto corre) perde mais uma oportunidade (talvez a última) para conquistar diante dos seus compatriotas a medalha de ouro. Radcliff já tinha desistido na prova de Pequim em 2008 devido a problemas físicos.

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the immaculate collection

Madonna — “Borderline” —  Álbum: Madonna (1983)

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Leio no DN e não posso acreditar

que sejam os principais dirigentes da actividade socorrista em Portugal a defender o voluntariado nos bombeiros portugueses.

Ainda por cima, por motivos económicos.

O profissionalismo, porque não?

1. Todos sabemos que o voluntariado faz com que as estruturas existentes no socorrismo (principalmente ao nível de incêndios florestais) dependa do número de operacionais cuja actividade profissional permita um certo grau de liberdade para que o bombeiro voluntário possa sair do seu emprego para combater o fogo.

Logo, existem muitos bombeiros “presos” pelas entidades patronais e incapazes de ter essa liberdade sempre que ocorre uma catástrofe natural. Logo, a estrutura operacional não está no seu pleno porque centenas de voluntários são prejudicados nas suas carreiras profissionais pelo facto de serem bombeiros: uns não podem acorrer rapidamente às suas corporações em dias em que as entidades patronais não lhes garantem a liberdade de sair do emprego durante o horário laboral, outros preferem não o fazer para não correrem o risco de represálias por parte do empregador, e outros não o fazem porque se saírem do emprego, as horas em que não trabalham não entram no orçamento familiar e o mês torna-se mais complicado.

2. O profissionalismo permitiria uma estrutura organizacional mais rápida, constante e mais eficaz na abordagem a situações de emergência. O que é que são 400 milhões de euros em custos tendo em conta os custos humanos que os incêndios provocam nas populações por cada situação em que a resposta seja tardia aos incêndios? Bastará por exemplo olhar ao exemplo dos incêndios do Algarve e da Madeira. Para além disso, o profissionalismo permitiria que milhares de voluntários pudessem exercer a tempo inteiro uma profissão da qual gostam (cívica é certo mas remunerada) sem qualquer tipo de restrições provocadas pelas suas actividades profissionais. E isso permitiria uma resposta mais rápida às situações de emergência.

3. Não consigo compreender o argumento na medida em que não consigo compreender um país que se diz de 1º mundo e que no entanto poupa nas despesas de maior proeminência social.

4. Não consigo compreender porque é que o Estado Português não coloca por exemplo, os milhares de operacionais do exército a trabalhar lado a lado com os bombeiros nas situações de emergência. Exemplos vindos de países como a Bélgica ou a Suiça (onde não existem bombeiros e onde o trabalho de socorrismo em situações de incêndios pertence ao exército) mostram estruturas muito mais organizadas e eficazes que a actual estrutura portuguesa.

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O autismo de Miguel Macedo

A História e a Retórica repetem-se a cada verão neste país.

A culpa nunca é da escassez dos meios que se dispõem neste país para o combate aos incêndios florestais. É sempre desses malandros que andam  na mata de isqueiro e bidons da gasolina a atear fogueiras pelo prazer de ver a folhagem a arder.

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De Londres #6

O novo Dream Team iniciou o torneio de basquetebol com uma vitória sobre a França por 98-71. Deron Williams e Kevin Durant marcaram 22 pontos cada.

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De Londres #5

Aos 38 anos e na sua despedida enquanto ciclista profissionais, eis que o Cazaque Alexandre Vinokourov consegue um dos maiores triunfos da sua longa e espectacular carreira.

O Cazaque venceu a prova olímpica de ciclismo de estrada, numa etapa que acabou por gorar as expectativas que os Britânicos tinham em ver Mark Cavendish vencer em casa.

1. Uma primeira nota sobre o percurso: 250 km de dificuldade fácil, divididos em 3 secções: uma primeira secção que saía de londres para um parque na periferia da capital inglesa, um circuito fechado de 9 voltas de 15 km dentro desse mesmo parque (havendo uma pequena subida de 2 km com inclinação de 6% a meio desse circuito) e o regresso à capital londrina nos últimos 50 km, estando instalada a meta junto ao bonito Palácio de Buckingham.

O percurso indiciava que as habituais fugas de início de etapa não teriam grande sucesso dado que o percurso era perfeito para roladores e indiciava uma discussão de etapa ao sprint. Para aqueles que quisessem fugir com sucesso, teriam que lançar o seu ataque na referida subida ainda dentro do circuito fechado, de preferência nas duas últimas voltas.

2. Os candidatos.

Dado que tudo apontava para uma discussão ao sprint, a lista de candidatos das várias selecções na contenda eram: Mark Cavendish (Grã-Bretanha) Thor Hushovd (Noruega) Tom Boonen (Bélgica) Peter Sagan (Eslováquia) Matthew Goss (Austrália) Tyler Farrar (Estados Unidos), André Greipel (Alemanha) e alguns outsiders como Fabien Cancellara (Suiça) Phillippe Gilbert (Bélgica) ou Alejandro Valverde (Espanha).

3. Previsão:

A equipa Britânica, constituída por Braddley Wiggins, David Millar, Christopher Froome, Ian Stannard, tentaria levar Mark Cavendish ao sprint final. O mesmo era expectável pelas restantes equipas de sprinters como a Austrália e a Alemanha. Homens como Gilbert e Cancellara, tentariam contrariar uma etapa em pelotão compacto através de ataques vindos de longe. Cancellara estava rotulado como um perigo, visto que caso conseguisse atacar, seria capaz de rolar num autêntico contra-relógio individual para a vitória.

4. Os Portugueses:

Rui Costa, apesar de não ser um favorito expresso às medalhas tentaria entrar numa fuga para poder estar em condições de lutar por uma medalha sem ter que discutir um sprint em pelotão compacto. Apesar da excelente época que está a fazer ter influência nas ambições do português por um grande feito nesta prova de estrada, Rui Costa sempre optou por um discurso ponderado onde afirmava “ser difícil conquistar uma medalha” a não ser que algo de extraordinário se desse na sua prestação.

Mesmo assim, o Português terminou a prova num honroso 12º lugar!

Manuel Cardoso, sprinter, queria obviamente um sprint massivo para se poder intrometer na luta de sprinters.

O jovem bairradino Nélson Oliveira de 23 anos, fazia a sua estreia numa prova olímpica, prometendo empenho e dignificação da camisola lusa.

5. A Corrida:

Depois de um início com alguns ataques, à entrada para o circuito fechado, o pelotão permitiu que alguns ciclistas em fuga obtivessem alguma vantagem. Entre os ciclistas fugidos estavam por exemplo Phillippe Gilbert e Vincenzo Nibali. A meio da prova, o Belga chegou inclusive a tentar uma fuga a solo durante vários quilómetros, sendo apanhado pelo pelotão a 50 km da meta. Entretanto, duas fugas interessantes viriam a marcar os últimos 70 km com o Português Rui Costa a ingressar nas mesmas:

1. Uma primeira com 6 atletas, entre os quais o Rui, em perseguição a Gilbert.

2. Uma outra de 25 ciclistas, com homens como Valverde, Gilbert, Costa, Stuart O´Grady, Alexandre Vinokourov, Fabien Cancellara, Kristoff, Fulsang, Luis León Sanchez, Roman Kreuziger, Sylvain Chavanel, Alexander Kolobnev, Janez Brajkovic e Robert Gesink. Estava aqui um grupo com gente muito interessante.

A 30 km, o grupo da frente tinha cerca de 1 minuto de vantagem para o pelotão, onde Ingleses e Alemães (sem ninguém na fuga e convencidos que anulariam a sua vantagem para conseguir a tão desejada chegada massiva) tentaram o tudo por tudo para anular a fuga, rolando a alta velocidade. No entanto, como se previa, a aliança saxónica seria incapaz de controlar toda a corrida, um pouco à imagem daquilo que os experts afirmavam: se alguém ganhasse vantagem nos quilómetros finais, equipas de 5 elementos não conseguiriam controlar a corrida na sua integra.

A 10 km da meta, o pelotão estoirou por completo e sabia-se que dos 25 homens da frente, 3 seriam medalhados. Até que a 5 km da meta, o medalhado de bronze de Sydney 2000 (quem não se lembra dessa prova e do ataque que Vino fez com os seus colegas alemães da T-Mobile Ullrich e Kloden, sendo medalhados os 3) Alexandre Vinokourov disferiu um ataque demolidor na companhia do ciclista colombiano da Sky Rigoberto Uran. Ao princípio, os 22 homens que restaram na fuga (entretanto Cancellara embateu contra as barreiras de protecção numa curva e perdeu contacto com o grupo da frente; o Suiço estava desolado no final visto que pode não participar na prova de contra-relógio, prova onde é candidato ao ouro) não se conseguiram organizar para tentar alcançar os dois da frente. O próprio Rui Costa, em declarações no fim da prova, na cauda do grupo estava à espera que se alcançasse o duo da frente para poder disferir um ataque junto à meta.

Nada feito. A 500 metros da meta, Vino sprintou para o ouro olímpico e Uran foi 2º. O Colombiano jamais seria apontado às medalhas (ao bom estilo colombiano, é um ciclista que tem características de trepador) e viu os holofotes da fama incidir sobre si em Londres, até porque a sua história de vida é extremamente interessante. 

No grupo lá de trás, o bronze acabaria por ser discutido ao sprint, tendo o Norueguês Kristoff (outro semi-desconhecido do pelotão internacional) surpreendido toda a concorrência.

6. Ilações finais:

Tremenda derrota para a Grã-Bretanha, para Cavendish, para a Alemanha e para os Espanhóis, que mais uma vez não conseguiram medalhar Alejandro Valverde.

Uma etapa atípica com vencedores muito atípicos.

Natação:

Passagem de testemunho na natação norte-americana. Ryan Lochte venceu os 400 metros estilos e derrotou um “decadente” Michael Phelps.

Já era previsível que Lochte vencesse a prova. 1ª medalha de ouro para o nadador. Phelps está longe da forma de há 4 anos atrás e para além de ter feito uma qualificação algo tosca, apenas conseguiu a 4ª posição na final.

Judo:

Susto para a Húngara Eva Csernoviczki na prova feminina de -48 kg

Na mesma prova onde o Brasil conseguiu a sua primeira medalha de ouro através de Sarah Menezes.

Portugueses:

Na Ginástica Artistica, Zoi Lima foi antepenúltima e falhou o acesso à final da prova.

No Judo, Joana Ramos foi eliminada na primeira ronda contra a campeã olímpica Priscilla Gneto num combate onde a atleta lusa baqueou no preciso momento em que comandava a luta.

Na Natação, Tiago Venâncio foi eliminado nas qualificações dos 200 metros livres.

 

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Acalmar o mar do Sul da China

Por Gareth Evans, Ex-ministro dos Negócios Estrangeiros australiano e reitor da Universidade Nacional da Austrália

“O Mar do Sul da China – considerado há muito tempo, juntamente com o Estreito de Taiwan e com a península coreana, uma das três áreas problemáticas da Ásia Oriental – está a fazer ondas novamente.

A China anunciou o envio de um contingente de tropas para as Ilhas Paracel, a seguir ao mês em que os que reclamam os seus direitos nos limites territoriais intensificaram a sua retórica, a presença naval em áreas sob disputa tornou-se mais visível e os chineses dividiram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), cujos ministros dos Negócios Estrangeiros podem não concordar com um comunicado, pela primeira vez, em 45 anos.

Tudo isto tem abalados os nervos – tal como aconteceu com o posicionamento militar semelhante e com braço de ferro diplomático, entre 2009 e meados de 2011. Não é de admirar: alongando-se de Singapura a Taiwan, o Mar do Sul da China é a segunda via marítima mais movimentada, com um terço do trânsito marítimo mundial a atravessá-la.

Mais estados vizinhos têm mais direito a mais partes do Mar do Sul da China – e tendem a empurrar essas reivindicações com um nacionalismo mais enérgico – do que qualquer outro caso de extensão de água comparável. E agora ele é visto como um importante campo de testes para a rivalidade sino-americana, com a China a estender as suas asas novas e com os Estados Unidos a tentar cortá-las o suficiente, para manter a sua própria primazia regional e mundial.

As questões legais e políticas associadas às reivindicações dos limites territoriais – e os recursos marinhos e energéticos e os direitos de navegação que os acompanham – são assombrosamente complexos. Os futuros historiadores podem ser tentados a dizer sobre a questão do Mar do Sul da China o que o lorde Palmerston disse famosamente sobre Schleswig-Holstein, no século XIX: “Apenas três pessoas compreenderam-no. Um está morto, outro ficou louco e o terceiro sou eu – e eu esqueci-me”.

A questão territorial central gira actualmente em torno do interesse declarado da China – demarcado com imprecisão no seu mapa “tracejado com nove linhas” de 2009 – em quase todo o Mar. Tal pretensão cobriria quatro grupos de características terrestres: as Ilhas Paracel, no Noroeste, também reivindicadas pelo Vietname, o Banco Macclesfield e o Recife Scarborough, no Norte, também reivindicados pelas Filipinas e as Ilhas Spratly no Sul (reivindicado de várias maneiras pelo Vietname, pelas Filipinas, pela Malásia e por Brunei, em alguns casos uns contra os outros, bem como contra a China).

Houve uma luta entre os vários reclamantes para ocupar o maior número possível – algumas não são muito mais do que rochas – destas ilhas. Isto é em parte porque, ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a qual todos estes países ratificaram, os proprietários soberanos de afloramentos podem reivindicar um total de 200 milhas náuticas da Zona Económica Exclusiva (permitindo a exploração exclusiva da pesca e dos recursos do petróleo), caso eles possam manter uma vida económica própria. Caso contrário, os proprietários soberanos podem reivindicar apenas 12 milhas náuticas das águas territoriais.

O que fez aumentar a preocupação da ASEAN sobre as intenções de Pequim é que, mesmo que a China pudesse razoavelmente reclamar a soberania sobre todos os recursos terrestres no Mar do Sul da China, e caso todos eles fossem habitáveis, as Zonas Económicas Exclusivas que foram com eles não incluiriam nada como todas as águas dentro da linha tracejada do seu mapa de 2009. Isto tem provocado receios, com fundamento, de que a China não está preparada para agir dentro dos limites estabelecidos pela Lei da Convenção do Mar e de que esteja determinada a fazer alguma reivindicação, mais ampla, baseada na história.

Uma forma sensata de seguir em frente começará com todos a ficarem calmos em relação às provocações externas da China e às batidas de tambor nacionalistas internas. Não parece haver nenhuma posição maximalista alarmante e monolítica, adoptada pelo governo e pelo Partido Comunista, com a qual a China esteja determinada a avançar. Em vez disso, de acordo com um excelente relatório divulgado em Abril pelo Grupo de Crise Internacional, as suas actividades no Mar do Sul da China, ao longo dos últimos três anos, parecem ter surgido a partir de iniciativas descoordenadas de vários actores domésticos, incluindo os governos locais, as agências de aplicação da lei, as empresas estatais de energia e o Exército Popular de Libertação.O ministro dos Negócios Estrangeiros da China compreende as restrições de direito internacional, melhor do que a maioria, sem ter feito nada até agora para as impor. Mas, por todas as recentes actividades do ELP, e outras actividades, quando a transição da liderança do país (o que fez com que muitos representantes centrais importantes ficassem nervosos) estiver concluída no final deste ano, não há razão para esperar que uma posição chinesa mais comedida seja articulada.

A China pode, e deve baixar a temperatura, se readoptar o conjunto modesto da redução de risco e as medidas de confiança acordadas com a ASEAN em 2002 – e criar um código de conduta novo e multilateral. E, mais cedo ou mais tarde, precisa de definir com precisão, e com referência aos princípios compreendidos e aceites, aquilo que as suas reivindicações são realmente. Só então poderá ser dado qualquer crédito à sua posição declarada – não sem atractivos, em princípio – a favor de acordos na partilha de recursos para os territórios sob disputa enquanto se aguarda a resolução final das disputas territoriais.

Os EUA, por seu lado, enquanto justificam a sua adesão aos reclamantes da ASEAN para atrasar o excesso chinês de 2010-2011, deve ter cuidado com a escalada da sua retórica. O “ponto central” militar dos EUA para a Ásia deixou as sensibilidades chinesas um pouco frágeis e o sentimento nacionalista é mais difícil de conter num período de transição de liderança. Em qualquer caso, a preocupação dos Estados Unidos sobre a liberdade de navegação nestas águas sempre pareceu um pouco exagerado.

Um passo positivo, e universalmente bem-vindo, que os EUA poderiam dar seria finalmente para ratificar a Lei da Convenção do Mar, cujos princípios devem ser a base para a partilha pacífica dos recursos – no Mar do Sul da China, como em outros lugares. Exigir que os outros façam como se diz nunca é tão produtivo como pedir-lhes que façam como se faz.”

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De Londres #4

1. Futebol Masculino:

Marrocos 2-2 Honduras – O golaço de Labyad contra as Honduras num jogo muito atípido entre selecções que não são candidatas a nada.

O recente reforço do Sporting é craque!

Espanha vs Japão

O Japão causou a primeira surpresa deste torneio masculino de futebol ao bater a favorita Espanha por 1-0. Mesmo apesar de ter 3 campeões europeus nos seus 18 (Jordi Alba, Juan Mata e Javi Martinez) os Espanhóis foram uma sombra daquilo que poderiam render e caíram perante uma equipa Japonesa, que, apesar de ser muito inexperiente nestas andanças (Se bem que alguns jogadores já actuam na Europa) poderia ter saído com uma goleada.

Yuki Otsu marcou o único golo de uma partida que ficou marcada pela expulsão directa (quase a fechar a primeira parte) do central da Real Sociedad Iñaki Martinez aos 41″ e pelas inúmeras perdidas dos japoneses na cara de David De Gea na 2ª parte. Os Japoneses, com uma tremenda pressão alta logo na saída do portador da bola (a filosofia de jogo espanhola está formatada para que sejam os centrais a iniciar a construção de jogo) não só não deixou jogar a Espanha durante toda a partida como fez com que os Japoneses espalhassem o terror na defesa espanhola com incríveis roubos de bola em sitios perigosos.

3. Estou estupefacto com o poderio que algumas selecções trazem:

3.1 Nem é preciso falar do potencial que o Brasil trouxe – Hulk, Danilo, Pato, Ganso, Neymar, Oscar, Thiago Silva, Marcelo, entre outros – Mano Menezes veio a Londres conquistar o ouro e preparar a sua selecção para o Mundial de 2014 com competição ao mais alto nível.

A selecção brasileira derrotou o Egipto por 3-2 na primeira jornada. Apesar de ter esmagado na primeira meia-hora (3 golos) os egipcios quase provocavam uma surpresa na 2ª parte.

O Uruguai, apesar de ter suado muito para bater os Emirados Árabes Unidos, é candidato às medalhas. Suarez, Cavani e Lodeiro são um trio de ouro para a selecção campeã sul-americana.

A equipa comandada pelo seleccionador A Oscar Tabarez ainda sofreu para vencer a equipa asiática, que, apresentando um futebol vistoso, chegou ao intervalo a vencer por 1-0.

Ryan Giggs cumpre o sonho em Manchester!

Aos 39 anos, o Galês cumpre o sonho de participar numa prova ao mais alto nível. Prémio de carreira para quem nunca pode participar numa grande competição internacional derivado do facto da selecção galesa nunca ter tido potencial para se qualificar para um campeonato da europa ou campeonato do mundo. Giggs torna-se o mais velho jogador a actuar numa fase final olímpica do torneio masculino de futebol.

A Inglaterra de Stuart Pearce cumpriu o primeiro jogo da fase-de-grupos em Old-Trafford perante um público em delírio. Na estreia contra o Senegal, a turma africana (na minha opinião) jogou melhor e mereceu o empate. A Grã-Bretanha mostrou algumas fragilidades defensivas e mostrou que ao nível de soluções está muito longe de outras selecções concorrentes como o Brasil e Uruguai.

Futebol Feminino:

1. França 2-4 Estados Unidos – Os Estados Unidos de Hope Solo (guarda-redes na moda no futebol feminino) venceram com dificuldade a França, selecção que se apresenta candidata às medalhas. Apesar de terem entrado a perder por 0-2 na primeira parte, as americanas fizeram uma excelente 2ª parte e deram a volta ao marcador.

2. O “escândalo diplomático” a abrir os Jogos com a selecção Norte-Coreana. A troca de bandeiras (as jogadoras norte-coreanas eram apresentadas nos monitores do estádio com a bandeira sul-coreana) motivou o atraso de hora e meia no jogo e algumas queixas indignadas por parte da delegação norte-americana. Um incidente a não repetir…

3. Brasil massacra Camarões. Marta (eleita por 5 vezes a melhor jogadora do universo futebolistico feminino) bisou e deu espectáculo. Christiane, a ponta-de-lança da selecção brasileira, tornou-se a melhor marcadora de sempre das olimpiadas com os 2 golos que apontou na partida. O Brasil afirma-se como candidato às medalhas no futebol feminino.

Tiro com Arco:

Lee Chang Hwan é um dos homens de quem se tem falado muito nos últimos dias. Isto porque o atirador sul-coreano bateu o record olímpico de pontos no tiro com arco logo nas qualificatórias para o torneio e tem a particularidade de ser “amblíope”, ou seja, de ter uma considerável percentagem do seu sentido visual afectado. Hwan afirma que se guia pelas cores dos alvos e pelo “sentir” no acto do disparo da flecha. 

Volei de Praia:

As fantásticas instalações da modalidade em Londres, bem no centro da cidade.

Andebol Feminino:

Dois excelentes jogos que vi hoje.

A Rússia bateu com muitas dificuldades a selecção de angola, tendo as angolanas contado com um espírito de luta fantástico e com o apoio dos Britânicos nas bancadas.

Suécia vs Dinamarca – Duas candidatas às medalhas deram espectáculo.

Portugueses:

1. Na Natação, 3 participações terminaram com a eliminação e sem novos recordes nacionais. Diogo Carvalho foi 26º nos 400 estilos. Sara Oliveira nos 100 mariposa e Carlos Almeida, ficou a poucos décimos do recorde nacional, tendo sido 3º na sua série nos 100 bruços. No entanto, a competição tem sido pautada por excelentes prestações globais.

2. Lei Huang Mendes foi eliminada no torneio individual de ténis de mesa. A luso-chinesa foi eliminada por uma atleta Tailandesa, menos cotada no ranking. A Portuguesa acusou o nervosismo de ser a primeira lusa a participar na prova na história dos Jogos Olímpicos. Venceu os dois primeiros parciais por 11-4 e 11-3, pensando-se na altura que iria conquistar uma vitória tranquila. O nervosismo da atleta veio ao de cima no 3º parcial, acabando por vencer o 4º e perder na negra contra Komwong. Falta de experiência internacional.

3. João Costa foi 7º nas finais do tiro de pistola de ar comprimido a 10 metros. Uma razoável prestação de quem já foi campeão do mundo na modalidade.

Doping:

Como não poderia deixar de ser, o primeiro controlo positivo já apareceu nos Jogos. No Halterofilismo, o Albanês Hysen Rulaku acusou uma substância dopante e foi convidado a abandonar a aldeia olímpica.

 

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De Londres #3

O Sr. Silva e a mulher, mesmo apesar do corte na pensão, ainda conseguiram marcar lugar no estádio olímpico.

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De Londres #2

O momento auge da grandiosa noite de ontem!

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De Londres #1

Até dia 12, os comentários daquilo que vou vendo e as leituras que vou fazendo acerca dos jogos.

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verdade (2)

“A disposição na Europa virou-se claramente contra a Grécia e há pouca vontade de perder mais tempo ou dinheiro para resolver os problemas do país. A vontade política desapareceu em muitos países da zona euro e a ameaça maior de um descarrilamento espanhol ou italiano está a atrair mais atenção. A Grécia tem argumentos fortes no seu desejo de uma reformulação do resgate, face ao aprofundamento da recessão, mas a troika não parece preparada para se desviar da linha que foi definida. Como o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaueble, disse há poucos dias, o programa não vai mudar porque “já foi decidido”. O que a coaligação e muitos gregos esperavam que fosse um processo de renegociação está a tornar-se um caso simples de “pegar ou largar.” Se fôr o caso, que melhor maneira para dar a última volta ao parafuso, que tornar dolorosamente claro à Grécia que está à beira de um desastre? Ao rejeitar as obrigações gregas (como colateral), o BCE ligou o interruptor para iluminar um aviso sobre a auto-estrada do euro onde se lê: Cuidado, a estrada termina ali à frente.”

excerto do Kathimerini, diário Grego.

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verdade

“Estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que a Grécia fica de pé. E eles [os alemães] fazem tudo o que têm ao seu alcance para garantirem que falhemos. Não sei se o fazem conscientemente ou por serem estúpidos”

Antonis Samaras, primeiro-ministro Grego

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confesso que sempre que ouço a voz de Barry White me faz lembrar da voz do chefe de South Park

Barry White — “You’re the First, the Last, My Everything” — Álbum: Can´t get enough (1974)

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A ordem dos médicos anda a ler o meu blog. tenho a certeza,

“A Ordem dos Médicos recorda que os médicos fizeram greve em defesa do Serviço Nacional de Saúde, das carreiras médicas e das contratações públicas dos médicos, precisamente para lutar contra estas situações anómalas, embora pouco frequentes, que são consequência da empresarialização dos hospitais e da introdução de regras de mercado na saúde, defendidas por ministros neoliberais”

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos.

O “mítico caso” Ideal Med

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