Tag Archives: emprego

só um à parte

O choradinho de Gaspar na conferência de imprensa da 7ª avaliação da troika ao cumprimento do memorando de entendimento celebrado com o governo fez todo o sentido. o trauma, o choque, a fatalidade do desemprego jovem começou logo a ser corrigida pelos seus colegas de governo. Cristas nomeou colegas de faculdade para o seu ministério sem passar por concurso público. O secretário de estado moedas nomeou dois recém licenciados para executar trabalhos “técnicos” no acompanhamento do memorando. “Dois jovens altamente qualificados” e com um percurso académico de excelência. 15 e 16 de média final de curso na Licenciatura em Economia, com estágios não-remunerados em departamentos ministeriais. Ora bem, se premiar a excelência académica é contratar gente que acaba cursos com 15 e 16, não consigo descortinar o que é excelência deste país e penso que estas duas contratações podem-se considerar gravosas no sentido em que estas duas aves raras (uma delas vinda da blosgosfera onde blogava com Paulo Rangel e da JSD) vão trabalhar no assunto mais importante que o estado português tem neste momento em carteira sem qualquer tipo de experiência profissional para o cargo. Sabendo que um deles foi blogger, se a função de blogger dá emprego numa secretaria de estado, vou tratar de enviar o meu curriculo para todos os ministérios e secretarias de estado deste governo para ver se me dão um com um vencimento bruto de 995 euros. Vinha mesmo a calhar.

Com as etiquetas , , , , , ,

Borges: o cão-de-fila

Ninguém cala Borges. Borges não se cala. O iluminado Borges. Como o Ministro da Economia (aquele que não dorme por causa da taxa de desemprego) não pode falar, encomenda o discurso ao Borges. O Borges não está maluco, como dizem. O Borges sabe muito bem o que diz. O problema é que só diz asneiras. O Borges fala aquilo que lhe encomendam e com isso queima-se mais.

Este paradoxo resultante destas afirmações é delicioso. Não se quer um país de gente pobre (quando de facto já se tem) mas quer-se um país de gente a ganhar pouco. Com que então, em Portugal, a questão de competitividade não passa pela baixa do salários mínimos mas sim pela revisão em baixa dos salários médios. Sim senhora, muito bem. Já agora, o brilhante Borges (e os que lhe encomendam este discurso) sabem das consequências na economia que tal revisão pode suscitar? Sabem porventura que a asfixia financeira que maior parte das famílias portuguesas actualmente vivem pode resultar em mais mal parado nos bancos caso tal ideia vá para a frente? Sabem porventura que o mal parado nos bancos poderá dificuldade a capacidades destes no fomento do investimento e a necessidade de resgate por parte dos estados? Sabem que o declínio absoluto da procura interna irá resultar em mais falências e consequentemente em mais desemprego? Sabem que o desemprego irá levar a que o estado tenha que gastar mais em apoio sociais e receba menos receitas tanto de impostos directos como indirectos? Pelos vistos, não sabem…

Mas atenção… Se há uma coisa que conheço é que este discurso não é virgemzinho de todo. As alterações que se fizeram ao Código Laboral no último ano tem um propósito e esse propósito é conexo a uma das premissas desse discurso. No tempo certo todos os portugueses saberão porque é que o Código Laboral português sofreu aquela brutal flexibilização. Está relacionado também com aquela história dos vistos Gold a investidores estrangeiros, principalmente asiáticos. A seu tempo escreverei com maior assertividade sobre o assunto.

Com as etiquetas , , , , , , ,

O sr. é parvo ou faz-se?

“Não há, até hoje, nenhuma evidência [de] que estejamos a viver numa espiral recessiva” – Pedro Passos Coelho hoje no debate quinzenal.

Ora vejamos:

1. Quebra na receita fiscal de Janeiro a Novembro de 2012 de 5,2%.

2. A economia portuguesa caiu 3,5% no 3º trimestre de 2012.

3. Quebra no consumo no 2º trimestre de 2012 que será agravada no ano de 2013.

4. Aumento da taxa de desemprego em 2012 em 3% relativamente ao ano de 2011.

5. Aumento da carga fiscal retira 60% do poder de compra detido pelas famílias de classe média.

6. Quebra do investimento global nos sectores produtivos e consequentemente aumento do desemprego.

7. O fetiche dos bancos, o investimento imobiliário, caiu em 20% no ano 2012.

8. A taxa de pobreza em Portugal é a mais alta da UE.

9. O número de pedidos de insolvência em Portugal aumentaram 78% em 2012 tendo em conta os números de 2011.

(entre outros)

A leitura dos dados veículados pelas agências competentes para os fazer é fácil.

Temos 929000 desempregados, 400 mil deles que beneficiam de ajuda ao estado, 529 mil ao deus-dará. Esses 529 mil não consomem nem produzem riqueza para o país. Os 400 mil beneficiários de apoios sociais também não estão em condições de aplicar o seu rendimento no consumo ou em poupança. Temos 929 mil cidadãos que não só não consomem, como não criam riqueza para o país como ainda beneficiam do apoio monetário do estado e dão despesa ao estado. O aumento da carga fiscal, a 3ª mais alta da UE, faz com que o rendimento das famílias daqueles que ainda trabalham diminua. Se diminui, a economia é simples: passam a consumir menos e a comprar menos unidades dos produtos que antigamente compravam. Logo, a receita fiscal obtida por via do consumo é menor. A carga fiscal para quem não trabalha é menor do que nos anos anteriores pela simples razão que os que agora vivem de apoios sociais descontavam mais no passado pelo facto de terem emprego e de terem um rendimento maior do que o que recebem actualmente dos apoios sociais. A queda verificada no investimento e o aumento do número de insolvência daqueles que tinham capital investido fará aumentar o desemprego, a precariedade social, a necessidade de apoio do estado a novos desempregados, menos consumo e consequentemente aumento da despesa para o estado por via da diminuição da receita fiscal e aumento da despesa do estado com apoios sociais. A queda verificada no investimento imobiliário fará estagnar ainda mais o sector da construção civil, um daqueles que mais contribui para o PIB deste país e fará aumentar o desemprego. Escuso portanto de explicar novamente os mecanismos. Para além do mais irá afectar a banca pelo simples facto de insolvência de construtores e detentores de empréstimos à habitação deixar milhares de casas que não serão vendidas facilmente nas suas mãos, créditos que não terão reembolso e investimentos feitos pela banca de acordo com as espectativas geradas por alguns negócios no sector imobiliário completamente pendurados. Numa previsão negativa, mais bancos terão que ser recapitalizados com recurso a fundos do estado. Com o estado sem liquidez para fomentar a economia, com a banca às contas com prejuízos, quem é que vai conceder crédito para novos investimentos? Tudo isto gera não só uma espiral recessiva como os desiquilíbrios provocados pelos mercados e pela tosca intervenção deste governo nestes irão ter repercussões sociais gravíssimas: a população portuguesa é arrastada para situações de pobreza, fome generalizada, miséria, pobreza infantil.

O pior desta afirmação, a meu ver, é que o senhor primeiro-ministro é licenciado em Economia. É certo que é um licenciado às três pancadas. É o nosso destino enquanto povo termos que ser governados por um indivíduo que demorou 2 décadas a tirar uma simples licenciatura de 3 anos, numa instituição de ensino privado ainda por cima. É naturalíssimo portanto que não consiga compreender os mecanismos económicos de uma espiral que está a criar. Não os estudou, decerto. Passou às cadeiras com cábulas na calculadora. Fia-se nos relatórios que encomenda a uma certa instituição com sede em Washington. Fia-se num Ministro das Finanças que de génio não tem nada. Mantem um Ministro da Economia (Olá Alvaro, li os teus papers sobre Economia Portuguesa e são uma valente merda. Foste aluno da FEUC mas não aprendeste nada com os professores Joaquim Feio ou Júlio Mota. Qualquer dia faço-te chegar a minha resposta ao Ministério em carta registada para que pelo menos, caso não os queiras ler, uma das tuas secretárias seja obrigada a assinar um despacho dos correios!) que ainda não fez nada, nada, nadinha. Tomo portanto esta simples frase proferida hoje na Assembleia da República como uma frase de desespero de alguém que já não sabe o que fazer para inverter a situação do país. A saída é simples Sr. Primeiro-Ministro: demita-se e demita o seu governo. Já que em Belém temos um Presidente da República doente, senil, e incapaz de o fazer sem a ajuda da primeira-dama. Demita-se. É o favor que faz ao seu povo.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

desculpe?

A Chanceler Alemã Angela Merkel disse que “nas próximas décadas iremos observar a unificação do mercado de trabalho europeu”.

Será que ouvi bem as declarações? Já não o é? Ou será que ainda estou em 1991 e o Tratado de Maastricht e o Acordo de Schengen ainda não foram assinados e ratificados?

Com as etiquetas , , , , , , ,

prova dos 9

P.S: Peço que a esta sondagem só respondam pessoas que exerçam uma profissão remunerada contratualizada.

Com as etiquetas ,

lança perguntas

Acham mesmo que perante as dificuldades de tesouraria pelas quais muitas empresas portuguesas passam actualmente, deram a oportunidade dos seus trabalhadores pedirem o subsídio de férias por duodécimos?

Com as etiquetas , , ,

Missão Sorriso

“Associação de Defesa e Apoio da Vida de Coimbra

Envelhe (S)er pretende incidir em duas principais problemáticas que se verificam na sociedade atual e nomeadamente em Coimbra: a elevada taxa de desemprego e o envelhecimento demográfico acentuado da população, que acarreta muitas vezes situações de isolamento social, carência económica e desproteção social. A ADAV- Coimbra tem vindo a constatar um crescente aumento das situações de desemprego nos agregados familiares que apoia. Os pais e mães acompanhados/as têm formação e competências a vários níveis (Cabeleireiro e estética, Construção civil, Animação Sociocultural, Geriatria, Serviços Domésticos), pelo que o presente projeto visa criar uma bolsa de pessoas que estão desempregadas ou em situação de emprego precário, com o intuito de as inserir no mercado de trabalho através da prestação de serviços nas suas áreas. Assim pretende-se criar uma resposta alternativa e inovadora, no concelho de Coimbra, às situações de isolamento em que vivem muitos idosos e/ou às famílias que têm idosos a seu cargo.”

Votar aqui.

Com as etiquetas , , , , , , , ,

Desemprego Irremediável

Por Bradford DeLong, Professor na Universidade da Califórnia em Berkeley e antigo subsecretário do Tesouro dos EUA

“Por pior que se possa pensar da actual situação da economia mundial, esta é apenas uma das formas de ver o mundo.

No que diz respeito à esperança de vida global, à riqueza mundial total, ao nível global de tecnologia, às perspectivas de crescimento nas economias emergentes e à distribuição do rendimento global, a situação parece bastante positiva.

Contudo, ainda em relação a outras áreas – por exemplo, o aquecimento global ou a desigualdade do rendimento nacional e os seus efeitos na solidariedade social dos países –, a situação parece ser negativa.

Até mesmo no que diz respeito ao ciclo económico, as condições já foram bem piores do que são hoje. Considere-se a Grande Depressão e as implicações da incapacidade das economias de mercado de se conseguirem recuperar por si mesmas, devido ao ónus do desemprego de longa duração.

Mas, apesar de não nos encontrarmos actualmente nessa situação, a Grande Depressão não é menos relevante para nós, porque é cada vez mais provável que o desemprego de longa duração venha novamente a tornar-se um obstáculo à recuperação, nos próximos dois anos.

Tendo atingido o seu auge no Inverno de 1933, a Grande Depressão foi uma forma de loucura colectiva. Os trabalhadores estavam inactivos porque as empresas não os contratavam; as empresas não os contratavam porque não viam qualquer mercado para a sua produção e não havia mercado para a produção porque os trabalhadores não tinham rendimentos para gastar.

Naquela altura, grande parte do desemprego existente veio a tornar-se desemprego de longa duração, tendo duas consequências. A primeira: o ónus das transformações económicas foi suportado de forma desigual. Devido ao facto de os preços ao consumidor terem diminuído a um ritmo mais rápido do que os salários, o bem-estar daqueles que continuavam empregados cresceu durante a Grande Depressão. Na esmagadora maioria, aqueles que ficaram desempregados e permaneceram nessa condição foram os mais prejudicados.

A segunda: a reintegração dos desempregados, mesmo numa economia de mercado funcional, revelar-se-ia muito difícil. Afinal, quantos empregadores não prefeririam um recém-chegado ao mercado de trabalho a alguém que estivesse há vários anos desempregado? O simples facto de a economia ter sofrido recentemente um período de desemprego em massa dificultou a recuperação dos níveis de crescimento e de emprego que na maioria das vezes se obtêm de forma natural.

As taxas de câmbio desvalorizadas, os défices orçamentais moderados do governo e a passagem do tempo pareciam ser soluções igualmente ineficazes. Os mercados de trabalho altamente centralizados e sindicalizados, como era o caso na Austrália, foram tão ineficazes na sua abordagem ao desemprego de longa duração como os mercados de trabalho descentralizados e de modelo laissez faire, como era o caso dos Estados Unidos. As soluções fascistas também não tiveram êxito, como foi o caso da Itália, a menos que fossem acompanhadas de um rápido rearmamento, como aconteceu na Alemanha.

No final, nos EUA, foi a aproximação da Segunda Guerra Mundial e a procura associada de material militar que levaram os empregadores do sector privado a contratar desempregados de longa duração, mediante remunerações que estes estavam dispostos a aceitar. Mas, ainda hoje, os economistas não conseguem fornecer uma explicação clara para que o sector privado não encontrasse forma de contratar desempregados de longa duração no período entre o Inverno de 1933 e a mobilização total para a guerra. A dimensão do desemprego persistente sugere que as teorias que identificam um factor-chave para o insucesso devem ser encaradas com alguma reserva.

No início, os desempregados de longa duração durante a Grande Depressão procuravam fontes alternativas de trabalho de forma ansiosa e diligente. Mas, após um período de mais ou menos seis meses sem sucesso, ficavam desanimados e desesperados. Após 12 meses de desemprego contínuo, o típico trabalhador desempregado ainda procurava emprego, mas de um modo esporádico, sem muita esperança. E, após dois anos de desemprego, o trabalhador, na certeza de ser colocado no final de cada fila de contratação, tinha perdido a esperança e, para todos os efeitos práticos, abandonava o mercado de trabalho. Foi este também o padrão dos desempregados de longa duração na Europa ocidental no final da década de 1980. E, daqui por um ano ou dois, será novamente o padrão dos desempregados de longa duração no Atlântico Norte.Desde há quatro anos que defendo que os nossos problemas relacionados com o ciclo económico exigem políticas expansionistas, monetárias e fiscais mais agressivas e que os nossos maiores problemas desapareceriam rapidamente se essas políticas fossem adoptadas. Esta verdade ainda hoje se mantém. Mas, durante os próximos dois anos, salvo uma interrupção súbita e inesperada das tendências actuais, essa verdade será menos certa.

O saldo actual de probabilidades indica que, daqui a dois anos, as principais falhas do mercado de trabalho do Atlântico Norte não serão falências de mercado ao nível da procura que poderiam ser facilmente corrigidas através de políticas mais agressivas para impulsionar a actividade económica e o emprego. Em vez disso, serão falhas de participação estruturais do mercado que não serão passíveis de uma qualquer cura simples e facilmente implementada.”

Com as etiquetas , , , , , , , , , ,

O reverso da medalha da exigência

17 anos de aprendizagem para ganhar o salário mínimo a contrato de 6 meses. É escravidão, é crime. E só pode ser possível neste país. É a medida estímulo 2012!

Com as etiquetas ,

O vosso blogger previu e acertou

Basta ler excertos da notícia de hoje do Jornal Público e ler todos os posts que tenho escrito sobre algumas das medidas deste governo:

“A receita total do Estado está a cair 4,4%, sobretudo à custa do abrandamento ou mesmo da quebra das receitas fiscais. Ao contrário da subida que o Governo está a prever para o global do ano, as receitas provenientes dos impostos estão a cair 5,85, tanto nos impostos directos (IRS e IRC) como nos indirectos (IVA, Imposto sobre Veículos e Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos)”

Anotamento meu: A quebra das receitas fiscais por via da diminuição do rendimento dos contribuíntes, ora por aumento do desemprego ora por baixa progressiva dos salários e a diminuição do rendimento disponível para consumo.

“O mesmo parece verificar-se na despesa, que está a crescer 3,5% no Estado.”

Anotamento meu: Porque o Estado saneou mais um buraco negro, desta feita, o da RTP. Mais de 300 milhões de euros foram oferecidos de bandeja para uma estação televisiva cujo administrador era o gestor público mais bem pago deste país ao nível salarial, tendo um vencimento de cerca de 250 mil euros anuais.

“A contribuir igualmente para o aumento da despesa estão os encargos com juros, que dispararam 221,5% no primeiro trimestre, uma tendência que o Executivo atribui a um forte efeito de base: é que, no primeiro trimestre de 2011, o montante de juros pagos foi muito inferior ao verificado no início deste ano.”

Anotamento meu: em virtude das sucessivas e ruinosas emissões de títulos de dívida a curto-prazo do inteligente do Teixeira dos Santos, e, o respeitinho que os mercados tinham pela eleição presidente de Cavaco Silva, factor que ainda hoje estamos por descobrir.

“O montante é inferior em 301 milhões em relação ao saldo registado ao fim dos primeiros três meses do ano passado. Esta quebra do excedente em 55% resulta, em parte, de um aumento da despesa de 7,1%, por causa do aumento de pensões, subsídios de desemprego e apoios ao emprego.”

Anotamento meu: Tudo certinho até ao ponto em que se mencionam os ditos “apoios ao emprego”

Estamos no bom caminho. Que Zeus proteja a Espanha. Se eles caírem, vamos de atrelado.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , ,

o mote é flexibilizar

Despedir em Portugal torna-se mais barato.

Comparar a execução da medida em Portugal com a média europeia é uma comparação infeliz.

Tomemos os casos em concreto.

No Reino Unido, país que aplica a indeminização por despedimento de 10 dias de trabalho por cada ano de antiguidade, um trabalhador que tenha um ordenado de 3 mil euros mensais e trabalhe na empresa há 15 anos, receberá uma indeminização de cerca de 225o0 euros, mais coisa menos coisa, seguindo a tabela de aumentos salariais por via da inflacção.

Em Portugal, um trabalhador que seja contratado daqui a uns meses com o vencimento de 500 euros mensais e fique numa empresa durante 15 anos, receberá de indeminização caso o período diminua para 10 dias de indeminização por cada ano de trabalho, algo como 3750 euros.

Um jovem licenciado nas mesmas circunstâncias, com um vencimento de 800 euros receberá cerca de 6 mil euros de indeminização.

Assim vale a pena contratar em Portugal é aqui onde quero chegar com a minha analogia nos dois casos anteriormente expostos.

Não se trata do gap salarial entre os dois países. Trata-se sim do facto de Portugal ser um país onde se paga mal e onde se vai começar a despedir gratuitamente daqui a uns meses. Se quiser ir mais longe, posso afirmar que este ponto do novo código do trabalho só irá beneficiar ainda mais a contratação a curto-prazo pelos empregadores. Funcionará um pouco na lógica de “contrato um gajo por um ano a troco de 500 euros e sei que ao fim desse ano vou mandá-lo embora com uma indeminização de 250 euros.” – assim como esta medida ainda fomentará uma lei da procura e oferta no emprego que continuará a fazer com que os salarios permaneçam baixos. O empregador irá jogar com a lógica: “contrato barato, despeço barato e quando despedir, continuarei a pagar o mesmo salário porque o desemprego existente e as novas regras do subsídio de desemprego farão com que tenha mão-de-obra desesperada para cumprir esta tarefa”.

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

não existem telemóveis. nem assessores

Este governo cai no descrédito dia-após-dia. São umas atrás das outras.

Primeiro o desvio era e não era colossal.

Segundo, há uns meses atrás o primeiro-ministro afirmou que os cortes nos subsídios de férias e de natal eram uma medida temporária. Agora já são para manter até 2015 segundo a sua óptica, óptica diferente do Ministro das Finanças.

Pedro Passos Coelho afirmou há uns meses atrás que Portugal regressaria aos mercados de emissão de dívida em 2013. Agora já é em 2014. Para Miguel Relvas continua a ser em 2013. É Relvas quem comanda os destinos do país ou o Primeiro-Ministro voltou a revelar a sua veia de mentiroso compulsivo?

Se não houvessem os meios de comunicação que existem hoje, até poderiamos desculpar estes lapsos. Ou então isto é sinónimo que já ninguém se entende no governo. Ou então é sinal que estes temas cheiram a esturro. Querem continuar a acreditar nestes vendedores de pesadelos?

Francisco Louça, indivíduo que prezo bastante enquanto economista (e odeio como político) teve hoje uma das afirmações mais acertadas que lhe ouvi: “se portugal receber um segundo pacote de ajuda durante esta legislatura, o governo terá que cair” – nada mais acertado poderia ter saído do líder do Bloco de Esquerda. Até na possibilidade de um 2º resgate a doutrina diverge. A Fitch, no seu relatório sobre Portugal afirma essa possibilidade caso a recessão prevista para o ano 2012 seja superior à esperada. Tanto o BCE como o FMI como Vitor Gaspar negam a possibilidade de se consumar um 2º pacote de ajuda, mas Vitor Constâncio (aquele que no banco de Portugal nunca acertava uma previsão de crescimento económico) afirmou que essa hipótese nunca poderá ser descartada. Outros economistas vêem como inevitável uma 2ª ajuda a Portugal pelo simples facto das medidas de austeridade não estarem a ser acompanhadas de um sólido plano de crescimento económico. Ou seja, estamos a cortar em tudo para no fim se atingir um estado económico pior daquele em que estavamos quando Sócrates pediu ajuda externa.

O grande problema da não existência de um plano de crescimento económico para o país não advém da falta de soluções governamentais. O nosso Álvarinho Canadiano está tão confuso daquela cabecinha (nem os livros de economia portuguesa o podem salvar) que no meio de tanta papelada no seu super-ministério apenas consegue sacar como virtude a possibilidade de tornar o país apelativo a investimento externo, seguindo mais uma vez a opinião exterior dos megacorporativistas do Fundo Monetário Internacional. Tanto é que esta nova revisão do Código do Trabalho não foi mais do que tornar “sexy” o nosso país para a entrada de investimento estrangeiro ao jeito de “entrás cá, investes algum e a gente trata de meter o preguiçoso operário portuga a produzir para ti a níveis aceitáveis a troco de uma malga de arroz como os Chineses. Não te preocupes se tiveres de despedir porque no mesmo dia não só não te fica tão cara a indeminização do trabalhador em causa como terás mais 15 à disposição com um salário ainda mais baixo do que aquele que despediste”.

Onde é que entra a hipocrisia neste post?

Relembramos a estratégia do Álvaro quando este dizia que o crescimento português também se deveria assentar no empreendorismo jovem. Com que meios pergunto eu?

Nas Universidades, são mais os excluídos que os incluídos.

Nas Universidades não há dinheiro para desenvolvimento tecnológico.

Os cérebros que saem das Universidades são convidados pelo governo a emigrar.

Os bancos fecham as suas linhas de crédito para investimentos a partir do zero. Teremos que ir bater às portas da Cofidis para montar a nossa empresa?

As linhas de apoio do Estado à iniciativa empresarial e às existêntes PME´s está longe de ser o desejável.

Os números relativos ao aforro, poupança e investimento dos portugueses são os piores desde 1993 (se bem que o Estado só os irá apresentar em Junho).

O consumo diminui a olhos vistos, principalmente entre os produtos de fabrico nacional. Medidas proteccionistas? Já lá vai o tempo disso. Um país que não é capaz de escoar a sua produção poderá manter o emprego existente e poderá efectivamente pensar no crescimento empresarial a médio prazo?

Continuo a afirmar que este Ministro da Economia deverá ser demitido rapidamente. Já se viu que não tem conhecimento de causa nem capacidade para desenvolver soluções que visem o crescimento económico.

Apesar disso, o Álvaro pensa que o investimento externo em Portugal poderá resolver todos esses problemas. Quem é que poderá pensar nisso quando olhamos a bons e apelativos modelos vindos da europa de leste como a Polónia ou como a República Checa? Quem é que poderá pensar em investir em Portugal quando Portugal é um país com índices de produtividade inferiores aos países da europa do leste e com salários substancialmente superiores?

Nesse ponto entra Abebe Selasssie e o FMI. Baixem os salários. Flexibilizem ainda mais as vossas leis laborais. Mais? Já vendemos a nossa força de trabalho por um preço inferior aquele que um trabalhador necessita para se alimentar a si e à sua família. O que é que querem dizer com isso? Trabalhar por 300 euros? Trabalhar 12 horas a troco do salário actual?

Ainda que existissem telemóveis e telefones nos ministérios. Estamos definitivamente a entrar num caso perdido.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A prova dos 9 governamental

Enquanto o professor Marcelo e António José Seguro, António Galamba e Carlos Zorrinho trocam mimos mútuos acerca da nova revisão estatutária do Partido Socialista:

1. O consumo em portugal desce, com novas descidas ao nível de bens alimentares, combustíveis e automóveis.

No entanto, Portugal continua a ser o país mais caro da Europa ao nível dos preço dos combustíveis.

Isso implica necessariamente que o Estado arrecade menos receitas por via do consumo.

2. O desemprego atinge os 15% e pior que nós só a Espanha e a Grécia. O Governo afirma que investiu 2 mil milhões de euros na criação de medidas de emprego mas a própria fonte do patronato (CIP) referiu hoje depois da reunião do Conselho Económico e Social que o governo em nada está a fomentar junto das empresas condições que permitam o crescimento económico e por conseguinte a salvaguarda dos empregos existentes assim como a criação de mais postos de trabalho.

3. Pedro Mota Soares descerra a máscara democrata-cristã e ataca os desempregados, os beneficiários do rendimento mínimo de inserção e aqueles que auferem subsídios por morte do conjûge.

4. Vitor Constâncio afirma do seu cadeirão no Banco Central Europeu que (apesar de não serem necessárias por ora) poderão existir medidas adicionais ao plano de resgate financeiro vigente no nosso país ou até um novo pacote de ajuda a Portugal.

Estão aqui 4 sinais de que as políticas de austeridade que o governo está a implementar estão a levar o nosso país à ruína total.

Um país que não consome é um país falido. Um país que não consome, mostra que não escoa stocks de produção, logo,  não cria condições para as empresas obterem os seus lucros, logo,  não cria condições para as empresas pagarem as suas obrigações perante fornecedores, perante o estado e perante os seus empregados, logo, são empresas que tenderão a despedir para se poderem manter competitivas, logo, são empresas que criam mais desemprego que por sua vez cria mais retracção no consumo e consequentemente menos receitas fiscais por via do consumo para os cofres do estado e mais apoio sociais do Estado aqueles que ficam desempregados.

Ao mesmo tempo que o desemprego aumenta, o Ministro que tutela a Segurança Social ataca as condições de acesso ao subsídio de desemprego e ao rendimento mínimo de inserção. Ou seja, estamos perante um governo de cartilha liberal que não só não fomenta o crescimento económico como começa a querer descartar a responsabilidade de corrigir desequílibrios sociais provocados pela situação negativa dos mercados.

Perante todas as imposições do Memorando e perante os avisos que foram feitos ao governo português por diversos economistas de renome de que a “austeridade por si não chega para resolver a situação problemática da economia portuguesa” o governo obtém como resposta à asfixia que está a cometer perante os seus cidadãos e perante o assassínio económico que está a provocar ao país de que estas medidas poderão não chegar caso se confirmem os piores cenários de recessão previstos para 2012. 

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A nuvem da Depressão

Por Bradford DeLong, professor de economia na Universidade de Berkeley e antigo subsecretário do Tesouro Norte-American

Quatro vezes no século passado, uma grande parte do mundo industrial entrou em depressões profundas e de longa duração caracterizadas por uma taxa de desemprego elevada e persistente: Os Estados Unidos na década de 1930, os países industrializados da Europa Ocidental na décadBera de 1930, novamente a Europa Ocidental na década de 1980 e o Japão na década de 1990. Duas dessas crises – a da Europa Ocidental na década de 1980 e a do Japão na década de 1990 – lançaram uma nuvem extensa e sombria sobre o desempenho económico futuro.

Em ambos os casos, se a Europa ou o Japão tivessem regressado – ou se na verdade alguma vez regressarem – a algo semelhante à tendência de crescimento económico do período anterior à crise, teriam demorado (ou demorarão) décadas. Num terceiro caso, o da Europa no final da década de 1930, não se sabe o que teria acontecido se a Europa não se tivesse tornado um campo de batalha após a invasão da Polónia pela Alemanha nazi.

Só houve um caso em que o crescimento a longo prazo não foi perturbado: A produção e o emprego nos EUA após a Segunda Guerra Mundial não foram significativamente afectados pelo impacto macroeconómico da Grande Depressão. É claro que, na ausência de mobilização para a Segunda Guerra Mundial, é possível e mesmo provável que a Grande Depressão tivesse lançado uma nuvem sobre o crescimento económico dos EUA após 1940. Sem dúvida era assim que a situação se apresentava no final da década de 1930, com altos níveis de desemprego estrutural e um stock de capital abaixo do nível tendencial, antes da mobilização e do início das guerras da Europa e do Pacífico.

Nos EUA, já há indícios de que a recessão que começou em 2008 está a lançar a sua nuvem sobre o futuro. Analistas conceituados – tanto privados como públicos – têm feito revisões em baixa das estimativas do PIB tendencial a longo prazo dos EUA.

Por exemplo, a participação da população activa, que normalmente deixa de diminuir e começa a crescer após o ciclo económico de depressão, tem vindo a diminuir continuamente ao longo dos últimos dois anos e meio. Pelo menos alguns responsáveis pela política monetária acreditam que as recentes reduções na taxa de desemprego dos EUA, que resultou em grande parte da diminuição da participação da população activa, constituem uma razão tão válida para se adoptar políticas mais austeras como as reduções do desemprego que reflectem aumentos das taxas de emprego. E processos e respostas muito semelhantes estão presentes – ainda mais fortemente – na Europa.

Mais importante, no entanto, tem sido o que parece, do ponto de vista actual, ser um colapso permanente da capacidade de assunção de risco do mercado privado e um aumento grande e permanente no grau de risco percebido de activos financeiros em todo o mundo – e das empresas cujos fluxos de caixa os suportam. Devido ao envelhecimento da população nos países industrializados, grandes compromissos da parte dos governos em sistemas de segurança social e sem planos claros para equilibrar os orçamentos públicos a longo prazo, seria de esperar ver a inflação e os prémios de risco – talvez de forma não substancial, mas claramente visível – representados na dívida do tesouro até mesmo nas maiores e mais ricas economias.

Em algum momento no decorrer da próxima geração, os níveis de preços dos EUA, Japão e Alemanha poderão aumentar substancialmente após algumas tentativas míopes por parte de algum governo de financiar despesas com a segurança social, através da emissão de moeda. É pouco provável a descida dos níveis dos preços. No entanto, o desejo de manter activos que evitem os riscos a médio prazo associados ao ciclo de negócios superou este factor de risco fundamental de longo prazo.

Mas o risco que os investidores mundiais estão actualmente a tentar evitar, precipitando-se na dívida soberana dos EUA, Japão e Alemanha, não é um risco “fundamental”. Não há preferências psicológicas, constrangimentos a nível de recursos naturais ou factores tecnológicos que tornem o investimento em empresas privadas mais arriscado do que o era há cinco anos atrás. Pelo contrário, o risco decorre da recusa dos governos, quando chega o momento decisivo, em adequar a procura agregada à oferta agregada, a fim de evitar o desemprego em massa.

Gerir a procura agregada é um dever do governo. Apesar da Lei de Say – a visão de que a oferta cria sua própria procura – ser falsa em teoria, é suficientemente verdadeira na prática em que os empresários e as empresas podem depender e dependem dela.Se o governo falhar na sua tarefa, escreveu John Maynard Keynes há 76 anos, e “a procura for deficiente… o empreendedor individual… estará a funcionar com as probabilidades viradas contra si. O jogo de risco que ele joga acarreta muitos zeros”, que representam “o aumento [pelo qual] a riqueza do mundo ficou aquém das… poupanças”, devido às “perdas daqueles cuja coragem e iniciativa não foram complementadas pela competência excepcional ou pela boa sorte incomum. Mas se a procura efectiva for adequada, a competência e a boa sorte medianas serão suficientes.

Durante 62 anos, entre 1945 e 2007, com algumas interrupções acentuadas, mas temporárias e regionalizadas, os empresários e empreendedores poderiam apostar que a procura estaria presente se a oferta fosse criada. Esta situação teve um papel significativo na definição do palco para as duas gerações mais rápidas em termos de crescimento económico global a que o mundo já assistiu. Actualmente o palco está vazio.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , ,

O suspeito habitual

Por Bradford DeLong, Professor na Universidade da Califórnia em Berkeley e antigo subsecretário do Tesouro dos EUA

“Por todo o mundo euro-atlântico, a recuperação da recessão de 2008-2009 permanece lenta e hesitante, transformando um facilmente curável desemprego cíclico num desemprego estrutural. E o que foi um breve soluço no processo de acumulação de capital transformou-se num prolongado défice de investimento, que implicará uma acumulação de capital mais baixa e um menor nível do PIB real não só hoje, enquanto a recuperação está em curso, mas possivelmente por décadas.

Um legado da experiência da Europa Ocidental na década de 1980 tornou-se um princípio básico: por cada ano que uma menor utilização da força de trabalho e uma redução do capital físico total resultante da diminuição do investimento fazem diminuir a produção para 100 mil milhões de dólares abaixo do normal, então o potencial produtivo no pleno emprego em anos futuros será 10 mil milhões de dólares abaixo do que se preveria caso a retracção não tivesse ocorrido.

As implicações fiscais disto são notáveis. Suponhamos que os Estados Unidos ou as economias centrais da Europa Ocidental impulsionam as suas compras governamentais para o próximo ano por 100 mil milhões de dólares. Suponhamos ainda que os seus bancos centrais, estando indisponíveis para se comprometer adicionalmente em política monetária não convencional, estão também indisponíveis para entravar políticas de governos eleitos, contrabalançando os seus esforços para estimular as suas economias. Nesse caso, um simples multiplicador de condições monetárias constantes indica que podemos esperar uns 150 mil milhões de PIB adicional. Esse impulso, por sua vez, gera 50 mil milhões de dólares de rendimento fiscal extraordinário, implicando um acréscimo líquido à dívida nacional de apenas 50 mil milhões.

Qual é a taxa de juro real (ajustada pela inflação) que os Estados Unidos ou as economias centrais da Europa Ocidental devem pagar por esses 50 mil milhões de dólares de dívida adicional? Se for 1%, impulsionar a procura e a produção por 150 mil milhões de dólares no próximo ano significa que devem ser reunidos 500 milhões de dólares em todos os anos futuros para impedir que a dívida cresça em termos reais. Se for 3%, o aumento anual necessário de rendimentos fiscais sobe para 1,5 mil milhões de dólares. Se for 5%, o governo necessitará de uns 2,5 mil milhões de dólares adicionais todos os anos.

Assumindo que uma produção continuamente abaixo dos níveis normais lança uma sombra de 10% em futuros níveis de produção potencial, esses 150 mil milhões adicionais de produção significam que no futuro, quando a economia tiver recuperado, haverá uns 15 mil milhões de dólares adicionais de produção – e uns 5 mil milhões adicionais de rendimentos fiscais. Os governos não precisarão de aumentar impostos para financiar a dívida extra contratada para financiar impulsos fiscais. Em vez disso, será provável que o contributo no longo prazo da oferta agregada sobre a produção potencial proveniente da política fiscal expansionista consiga não apenas pagar a dívida adicional necessária para financiar o aumento de gastos, mas também permitir cortes fiscais futuros ao mesmo tempo que se equilibra o orçamento.

Esta é, para dizer pouco, uma situação altamente invulgar. Normalmente, os multiplicadores aplicados a expansões nas compras do governo são muito menores do que 1,5, porque o banco central não mantém as condições monetárias constantes à medida que os gastos do governo aumentam, mas antes age para manter a economia no caminho para atingir o alvo inflacionista da autoridade monetária. Um multiplicador mais habitual será o multiplicador compensatório da política económica de 0,5 ou zero.

Além disto, numa situação normal, os governos – mesmo o governo dos Estados Unidos e os da Europa Ocidental – não conseguem gerir a dívida adicional e em cima disso ainda pagar uma taxa de juro real de 1%, ou mesmo de 3%. Normalmente, a aritmética do aumento das compras por parte do governo diz-nos que um pequeno ou dúbio aumento actual da produção traz um fardo financeiro mais pesado no futuro, o que transforma a expansão fiscal financiada por dívidas numa má ideia.

Mas a situação actual é tudo menos vulgar. Hoje a economia global está, como salienta Ricardo Cabellero do MIT, ainda desesperadamente à procura de activos seguros. Os investidores globais estão dispostos a pagar preços extraordinariamente altos e a aceitar taxas de juro extraordinariamente baixas sobre dívida de economias centrais, porque valorizam como um proveito extraordinário a detenção de um activo seguro que possam usar como garantia.Neste momento, a preferência dos investidores pela segurança torna o financiamento adicional de dívida soberana anormalmente barato, enquanto as sombras no longo prazo provocadas pela produção e pelo emprego prolongadamente abaixo dos níveis normais tornam a lenta recuperação actual previsivelmente cara. Dada a necessidade de mobilizar recursos ociosos no curto prazo para manter o potencial produtivo no longo prazo, uma maior dívida nacional seria, como Alexander Hamilton, o primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, o disse, uma bênção nacional.”

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

Quarta-Feira – Motiva-te +

O 2º do ciclo promovido pelo pelouro das saídas profissionais do Núcleo de Estudantes de Gestão da Associação Académica de Coimbra.

A não esquecer que já hoje, pelas 17 horas no Auditório da FEUC (mesmo na entrada da faculdade) o especialista em Coaching Executivo, Comercial e Coaching para a Criatividade, Marketing, Vendas e Negociação João Catalão vem-nos mostrar alguns dos seus truques para o sucesso.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , ,

para hoje temos…

A União Europeia a negar a Portugal um reforço na ajuda ao desemprego jovem. Dos 651 milhões veremos 352 e nem mais um cêntimo.

Como é que o governo tenciona combater a falta de liquidez para a criação de políticas que fomentem o pleno emprego entre os jovens? Criando os ditos “estágios profissionais” em que o empregador recebe um jovem pago à conta do estado. Quando digo pago à conta do Estado é mesmo pago à conta do estado e dos tais 352 milhões que vem do fundo comunitário mais outros tantos milhões previstos no Orçamento de Estado.

Qual é a realidade disto? Nenhuma.Qual é o carácter inovador disto? Nenhum. O empregador que não precisa de mais um salário a seu cargo sairá beneficiado por mão-de-obra que não paga. O empregador que não receber do estado decerto que não contrata. O estágio profissional continuará a ser o estigma de muitos jovens qualificados nos primeiros 7 a 10 anos após termino de curso. O estágio não-remunerado será a alternativa para tantos outros.

Conclusão: o jovem licenciado português continuará no estilo salta pocinhas de estágio em estágio. O não-qualificado continuará a bater à porta do Centro de Emprego.

Para mal dos nossos pecados, esta medida, segundo o governo só irá abranger 77 mil jovens desempregados. É de recordar que o país tem cerca de 400 mil jovens desempregados, ou seja, uma taxa de 35,7% de desemprego na faixa etária entre os 18 e os 33 anos, correspondendo este desemprego a cerca de 36% da taxa actual de desemprego no nosso país.

Para a minha geração, estes números parecem ser assustadores. É o preço a pagar pela abstenção eleitoral tenho dito.

 

Com as etiquetas , , , , , , , ,

Vamos jogar ao quem quer ser desempregado?

Jorge Gabriel veste-se de Tozé Seguro e pergunta a Passos Coelho: o montante do desemprego já atingiu os 14%. Quer ficar por aqui ou pretende a ajuda do público?

 

Com as etiquetas , , ,