Monthly Archives: Junho 2010

O Professor Sarna

O Prof. Carlos Queiroz acabou de dar uma conferência de imprensa. Animada pelas perguntas dos jornalistas Portugueses, sequiosos de extorquir informação que lhes permita chegar às redacções e começar uma intensa bola de novo de calúnias, especulações e boatos.
Nesta conferência de imprensa, o Prof. Carlos Queiroz (à semelhança do Prof. Sarna) tentou entrar pelo mesmo caminho de outros seleccionadores Portugueses: mandando uma mensagem telepática para todos os Portugueses que o futuro da selecção será melhor no futuro. É sempre assim, o futuro será sempre melhor que o presente. Há anos que ouvimos essa conversa. O problema é mesmo quando chegamos a competições internacionais e acabamos por cair de forma inglória quando temos potencial para ir mais longe.

A frase que mais me marcou desta conferência de imprensa foi quando o nosso seleccionador afirmou: “Eu não hipotequei o meu futuro no Manchester United para vir para aqui brincar” – é caso para perguntar “QUE FUTURO PROFESSOR?”. O futuro do eterno adjunto que nunca subirá a principal? Quem é que é tão louco ao ponto de pensar que pode render Ferguson no comando do United sem ter conseguido ganhar nada de realce como treinador principal?

Queiroz pensa que sim, e por isso tentou disseminar uma mensagem telepática a todos os Portugueses. No entanto esta acabou por entrar de outra maneira.

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Eu bem tinha avisado Parte 2

Villa festeja perante a desilusão de Eduardo, para mim, o melhor em campo nesta partida.

Mais uma vez fomos eliminados de uma grande competição. Desta feita, alcançamos o feito histórico de dar 7 a 0 a uns coitaditos quaisquer dos quais já ninguém sabe se estão vivos e continuámos o nosso fado perdedor nos jogos a doer.

Ganhar 7 a 0 à Coreia do Norte fez mal ao ego dos jogadores. Mais valia termos ganho por 1-0 que chegava perfeitamente. Pior que isso, essa goleada encheu de orgulho as asas do pavão que é Carlos Queiroz, um perdedor nato que ainda ousou afirmar que neste mundial podia mudar aquilo que tem sido a sua carreira: uma carreira de adjunto que quando chamado a treinador principal só é faz é merda. Desculpem-me a linguagem.

Eu bem tinha avisado no post que fiz após o jogo com o Brasil que caso nos calhasse a Espanha iamos de vela. Perdão, de Villa. Isso pode ser lido aqui. Queiroz voltou a inventar. Colocou Pepe, Ricardo Costa e Hugo Almeida no onze titular. Os Espanhóis de Guardiola (sim porque o técnico do Barcelona aparece no banco disfarçado de Del Bosque) apareceram no sítio do costume a executar o “tiki-taka carrossel do diabo” do Barcelona, procurando o deslize da defensiva Portuguesa principalmente a partir do flanco de Ricardo Costa. “Pepe-lento” foi inexistência assim como um Simão que teve muito pouco sabor nesta partida. Hugo Almeida lá na frente não dava a rapidez que se necessitava perante Puyol e Piqué e muito menos se percebe esta escolha quando não tivemos qualquer ideia de jogar em bolas áereas, modalidade onde os centrais do Barcelona já tem vários doutoramentos.

Exigia-se Liedson de início. Depois de uma primeira parte muito bem conseguida do ponto de vista defensivo, onde tapamos a iniciativa de Xavi e onde os Espanhois “se viram gregos” para fazer o seu jogo, eis que Queiroz nos surprende com a entrada de Danny para o lugar de Hugo Almeida, desorientando a equipa a todos os níveis. Foi então, na altura da doença, que a Espanha acelerou o seu jogo, criou duas oportunidades e à terceira não perdoou.

O resultado disto era nítido. Portugal fez 4 jogos na África do Sul sem saber atacar. Sem ter alguém que conseguisse coordenar o jogo de ataque e quiça ter um lance de desiquilíbrio. Mourinho tinha razão: “não venceriamos o Mundial nem que Ronaldo jogasse a mil à hora”. É caso para dizer que Mourinho está um passo acima de todos os restantes técnicos Portugueses.Ronaldo jogou a mil à hora, nem que seja pelo facto de ter jogado sempre de forma individual, a correr à maluca para a frente tentando contrariar a essência do futebol que naturalmente é de jogo colectivo”.

Hoje, havia sempre alguma merda que falhava. Um passe que não chegava ao destinatário, um centro mal tirado, um cabeceamento mal conseguido, um porra de uma recepção mal-feita. Algo que até fez rir os Espanhóis que no alto da sua tranquilidade limitaram-se a trocar a bola à frente dos Portugueses após o golo marcado, fazendo aquele jogo irritante deles, aquele jogo que funciona, que faz ganhar títulos internacionais tantos ao nível de clubes como de selecções.

No fundo, foi um estado de pura demência do nosso seleccionador que provocou este resultado. E mais uma vez, todos aqueles que só vêem futebol de 2 em 2 anos voltaram de ombros encolhidos às suas casas onde a esta hora já vêem a novela da TVI. Ao menos aí, 90% das histórias têm finais felizes.
O pior disto tudo é que vamos ter de aturar com este Sr. Queiroz até 2012. Não interessa a Gilberto Madaíl despedir agora o seleccionador, pois isso acarreta uma despesa indeminizatória que a Federação não está disposta a pagar. Não porque não tenha dinheiro, mas porque a ideia da FPF é alimentar toda aquela corja de sanguessugas que anda por lá a chupar.

O Mundial não fica por aqui. Haverá decerto revelações bombásticas nos próximos dias. Quando se zangam as comadres sabem-se as verdades, já diz o ditado. Daquelas revelações mesmo à Portuguesa. Não me admira nada que venha por aí um Nani ou um Deco contar umas histórias interessantes.

Para finalizar, tenho a dizer que estou mesmo muito triste com essa derrota. Toda a gente pensava que eu estava contra a nossa selecção. Enganam-se. Quem me conhece bem, sabe que eu sou um fanático do desporto Português. Vejo muitas competições internacionais de várias modalidades apenas para torcer pelos Portugueses. E sábado vêm aí uma, o Tour de France, onde obviamente estarei muito atento às prestações de 3 Portugueses: o campeão nacional Manuel Cardoso, Sérgio Paulinho e Rui Costa.

Aí espero que uma vitória numa etapa seja o suficiente para apagar da memória mais um Mundial onde voltámos a falhar.

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Liberatura e Tragédia dos Comuns

LIBERATURA.NET, um blog de autores bastante interessante que foi criado recentemente mas cujo crescimento tem sido um dos maiores da WordPress nos últimos dias.

O blog destaca-se pela originalidade do template e do design e pelos excelentes conteúdos que os seus autores (entre os quais o meu amigo Paulo Abrantes) têm postado.

O LIBERATURA pode ser visto aqui.

Outro blog que me tem cativado nos últimos meses é o Tragédia dos Comuns. Administrado por alguns amigos (João de Araújo Correia; Eduardo Barroco de Melo; José Nuno Santos; António Sousa) o Tragédia preza-se pelas excelentes reflexões críticas feitas pelos seus autores aos problemas que surgem diáriamente no seio da política (nacional e estrangeira) da económia, da geografia e da sociedade em geral.

O Tragédia dos Comuns pode ser visto aqui

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Genial

“Super Size me” é um filme documentário que relata os 30 dias loucos de Morgan Spurlock, um jovem realizador que sepropõe a uma dieta alimentar mensal baseada nos menus do McDonalds.
Percorrendo a América, o realizador tem como objectivo alertar para um dos maiores problemas que os EstadosUnidos enfrentam: a depedência da população Norte-Americana da comida “fast-food”, os riscos para a saúde destafalamos de uma população cuja taxa de obesidade é de 60%) e os exemplos espalhados pelo país de bons programasalimentares entre os jovens Norte-Americanos.

De um momento para o outro, Spurlock que sempre se alimentou de forma saudável começa a ganhar peso e começa a ter complicações de saúde normais para quem faz as 3 refeições essenciais no McDonalds.
“Um excelente diário” que tem não só o testemunho pessoal do seu realizador como de advogados que tem enfrentadocausas judiciais movidas por cidadãos às grandes companhias multi-nacionais de fast food, de nutricionistas, demédicos e de pessoas ligadas aos programas alimentares Norte-Americanos.

Recomendo. Em cima, o trailer.

Ficha técnica:
Filme-documentário: Super Size Me (2004)
Realizador: Morgan Spurlock
Argumento: Morgan Spurlock
Rating IMDB: 7.610
Cast: Morgan Spurlock, Dr. Daryl Isaaks, Dra. Lisa Ganjhu, Dr. Stephen Siegel, Dra. Bridget Benett, Eric Rowley, Alexandra Jamieson

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Denúncia Coimbrã vs Jornal A Cabra

Quando se pensava que toda a polémica estava completamente sanada, ainda existe alguém que vem deitar achas à fogueira. Podem ser lidos aqui os dois posts escritos pelo antigo presidente da Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra  João Pedro Campos.

Só tenho a dizer uma coisa, repetindo aquilo que já tinha dito ao próprio num comentário ao post que aguarda moderação do administrador: só se dá à polémica quem se quer dar à polémica.

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Eu tinha avisado…

“Eu vi que a bola estava lá dentro…” – Foi assim que respondeu o guarda-redes Alemão Manuel Neuer à primeira pergunta dos jornalistas presentes na zona mista do Estádio Mangaung em Bloemfontain. Com esta frase, Neuer sentenciava por completo aquilo que muitos milhões de pessoas tinham visto pela televisão: a bola entrou de facto, a Inglaterra conseguia empatar a partida numa altura em que tomava o ascendente do jogo e numa conjuntura de jogo onde se previa que a Inglaterra “iria partir para cima dos Alemães” em busca do 3º golo ainda antes do intervalo.
Todavia, o árbitro Uruguaio Jorge Larrionda decidiu deixar jogar e o golo não valeu, para desilusão dos jogadores Ingleses que na 2ª parte haveriam de se balancear demais no ataque e assim permitir brechas na defensiva que os Alemães cínicamente transformaram em golo a partir de jogadas de contra-ataque simples e eficazes.

Larrionda já tinha mostrado a sua pouca qualidade enquanto árbitro de futebol. No Portugal vs Costa do Marfim deste ano, sofremos um pouco na pele a falta de critérios deste experiente árbitro Uruguaio. Sim, digo falta de critérios. Larrionda é daqueles árbitros que apita para o lado que lhe calha apitar. Se tiver que prejudicar uma equipa sem qualquer motivo aparente, ele vai prejudicá-la. E neste lance do remate de Lampard, Larrionda e os seus auxiliares erraram de forma grosseira:
1- Um árbitro deve acompanhar de perto as jogadas. O Uruguaio já provou por distintas vezes que não se sabe colocar em campo. Nesta jogada estava distante do lance e por isso decidiu calar-se perante um remate que até eu da televisão vi (sem auxílio a repetições) que tinha entrado.
2- O assistente do ataque Inglês (com um ângulo de visão mais reduzido) estava a seguir a jogada e nada disse perante o lance.

Eu bem tinha avisado que a Alemanha ia ganhar esta eliminatória. Já o previa desde o momento em que tive a certeza que estas duas selecções iriam jogar entre si a passagem aos quartos-de-final. Perante as semelhanças que estas selecções têm ao nível do seu jogo “existe uma diferença que hoje marcou a diferença”: ambas as selecções são rígidas no seu modo de actuar (tácticamente jogam muito coesas de modo a evitar quebras nos vários sectores) ambas as selecções usam e abusam do jogo directo e da sua maior imponência física, ambas as selecções praticam um futebol musculado. No entanto, os Alemães tem algo que os Ingleses não tem: uma disciplina táctica fenomenal, onde cada jogador limita-se a cumprir a sua função e sabe perfeitamente qual é o pedaço de terreno de jogo que lhe cabe. Assim, os Alemães conseguem fazer com que defensivamente não sofram quaisquer tipos de desiquílibrios dos adversários e que no ataque, todas as peças saibam realizar as jogadas do costume de modo a obter a eficácia que é necessária neste tipo de jogos.

Joachim Low foi astuto. Soube aproveitar as lacunas defensivas existentes na defesa Inglesa, principalmente no eixo onde Capello inventou colocando Upson, o pior dos 4 centrais de que dispõe face à ausência de Rio Ferdinand. Capello por seu turno foi pouco inteligente no trabalho que fez com esta selecção Inglesa. Colocar a Inglaterra a jogar com um modelo baseado no futebol Italiano é um erro tremendo. Colocar qualquer selecção Inglesa a jogar num modelo que não seja baseado no próprio estilo Britânico é como tentar ensinar um cão bébé a não urinar no tapete das escadas lá de casa: ele nunca vai obdecer e automáticamente vai voltar a fazê-lo mais tarde ou mais cedo.
Muller e Ozil foram duas peças essenciais na engrenagem montada por Low: tanto moeram a cabeça aos defesas Ingleses que estes “sedentos de golo” aventuraram-se e pagaram caro a factura.

Lineker tinha mesmo razão: “o futebol é onze contra onze mas no final quem vence é a Alemanha”

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Clash of the titans

Sobre o embate entre estas históricas selecções (que terá mais um capitulo amanhã na África do Sul) já dizia Gary Lineker, histórico avançado dos Ingleses aquando da eliminação da Inglaterra aos pés dos Alemães no Mundial de 1990: “Actualmente, o futebol é um jogo simples: são 11 contra 11 e a Alemanha ganha sempre”

O que é certo é que em fases finais de europeus e mundiais, os Alemães costumam ser mais fortes. Em 1990 Voller e companhia eliminaram os Ingleses nas meias finais e venceram o Itália´90. Seis anos passaram e na casa do inimigo não se coibiram de pôr sua Majestade a Raínha Isabel II e toda a família real a chorar pela derrota dos seus súbditos nos penaltis das meias finais contra a Alemanha de Sammer, Klismann e Bierhoff.

Amanhã às 15 horas (hora portuguesa) em Bloemfontain, Alemães e Ingleses medem forças nos Oitavos-de-final da prova Sul-Africana, 10 anos após o último encontro em fases finais que aconteceu no Euro 2000, curiosamente num grupo que foi ganho pela nossa selecção.

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NBA Draft 2010

O director executivo da National Basketball Association (NBA) David Stern apresenta ao mundo John Wall, jovem base da Universidade de Kentucky que foi ontem oficializado como o #1 do draft deste ano tendo sido escolhido pelos Washington Wizards.

De apenas 19 anos, este base conseguiu uma média de 16.6 pontos, 6,5 assistências e 4,3 ressaltos na sua época de estreia no Campeonato Universitário Norte-Americano (NCAA) pela Universidade de Kentucky.

Para finalizar deixo a pergunta da praxe: será esta foto o prenúncio do nascimento de mais uma vedeta da NBA?

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Portugal vs Brasil

Querido Carlos Queiroz, as tuas invenções causam-me choque. A mim e a muitos milhões de Portugueses que assistiram hoje ao jogo da selecção.
Sabias desde o início que o apuramento estava garantido. No entanto (à semelhança daquilo que tinhas feito em toda a fase de qualificação) não te privaste de fazer umas invenções no onze da tua selecção frente ao Brasil num mundial. Levaste dois laterais direitos e colocaste um tamanco chamado Ricardo Costa na ala, colocaste um “Pepe-lento” no miolo quando sabias que ele estava sem ritmo, voltaste a insistir num Duda que não aquece nem arrefece…

Pior que isso é o facto de não medires as consequências das tuas escolhas e de não conseguires compreender e analisar bem a selecção contra quem jogas. Os Bombeiros tem uma máxima quando sujeitos ao fogo que é usar o contra-fogo como medida de combate a um incêndio. Tu não, continuas a brincar com o fogo e tenho certo que se apanhares a Espanha vais-te queimar.
Contra a Costa do Marfim (uma equipa físicamente forte) deixaste o Hugo Almeida no banco num jogo onde ele poderia dar combatividade aos centrais deles. Hoje jogaste na cautela e nem te lembraste que um Liedson poderia ser um grande arma perante a falta de velocidade dos centrais brasileiros.

No fundo, toda a gente sabe que és um perdedor. Este mundial ou qualquer outra competição onde fores tu o treinador principal não será excepção. Pior que perdedor, és teimoso e nada me admira que daqui a algumas semanas venha a público o Nani dizer que andaste às turras com ele. Em Portugal há essa saga: mundiais ou europeus não são normais se não houver problemas no seio do grupo de trabalho.

Todavia, toda a imprensa e todo o povo Português te embandeira em arco. Até perderes. Aí serás um vilão tão grande como o António Oliveira ou como o Artur Jorge. E para isso se concretizar, sou crente que faltam poucos dias.

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O jogo mais longo de sempre

Aconteceu isto na 2ª ronda de Wimbledon, após pouco mais de 11 horas de jogo (o jogo prolongou-se por 3 dias) quando o Norte-Americano John Isner conseguir vencer o seu 98º jogo de serviço no 5º set perante o Francês Nicolas Mahut que ficou pelos 95.  Foi um jogo inacreditável, impensável nos tempos que correm e que jamais deverá voltar a acontecer.

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Fabuloso…


http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=105537499,t=1,mt=video
Simão | MySpace Video

Se fosse um jogador da Nova Zelândia ou das Honduras, todo o mundo do futebol diria que um golo marcado desta forma seria um tremendo roubo.

Como foi um jogador do “escrete” um golo obtido nesta situação é uma magnífica obra de arte. Como tal, não deve ser sequer contestada.
O delicioso disto foi o facto deste jogo ter sido arbitrado por um árbitro Francês, que decerto adorou um gesto tão característico de outro jogador gaulês que por obra do acaso até levou a selecção gaulesa à África do Sul.

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Metodologia da pesquisa

Se existe um verdadeiro inferno na terra, se existe algo que é maçudo, que causa dor, que é difícil de encaixar e que causa o verdadeiro terror na época de exames de um estudante é a cadeira de Metodologia da Pesquisa.

Só consigo formular uma pergunta a mim mesmo nestes dias em que tenho estudado esta cadeira: Para que é que eu preciso disto na actividade profissional que viso exercer no futuro?

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Delphic


Delphic – “Halcyon” on Zane Lowe´s and BBC Radio 1 Live Sessions

Nos últimos tempos é isto que tem feito as delícias do meu ouvido: o álbum de estreia dos Delphic, auto intitulado de “Acolyte”.

Oriunda da cidade de Manchester, cidade que tem contribuído muito para a música Britânica (basta só ver que de Manchester saíram bandas como Buzzcocks, Joy Division, The Smiths, Oasis, Doves, Elbow ou Happy Mondays) esta nova banda Britânica estreia-se com um álbum completamente alternativo onde contrariando a tendência post-punk da nova vaga da música Britânica (falo de bandas como os Kaiser Chiefs, The Libertines, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand ou Babyshambles) troca as guitarras pelos sintetizadores criando um som que é fica no ouvido e convida à dança.

Num espírito muito próprio, os membros da banda negam que esta tenha saído com o intuito de ser catalogada como mais uma banda do cenário “Madchester” preferindo afirmar que são fãs da música que se fez e faz na cidade mas não foram buscar qualquer influência às bandas da cidade.
O que é certo é que os Delphic tem marcado a diferença em relação à musica criada na cidade e o álbum de estreia foi muito bem acolhido não só pela crítica da especialidade como teve repercussões internacionais que ultrapassaram as expectativas. No entanto, todas essas expectativas podem ser negativas no futuro quando a banda pensar em lançar um novo álbum e a musica está cheia de bandas que estão a fracassar devido às enormes expectativas que estão a ser depositadas no 2º álbum, casos dos MGMT ou dos Klaxons, que já estão a receber algumas críticas negativas aos seus primeiros avanços.

Em “Acolyte” podemos ver um indie alternativo desinteressado, virado para a electrónica. Analisado pela óptica do ouvinte, é um trabalho que o remete para um misto de sensações: se por um lado leva a que este tenha alguma introspecção, certas faixas levam à subida de um estado eufórico de prazer, como é o caso de “Doubt” ou “Halcyon”. É caso para afirmar que com “Acolyte” os “emo” jogam em casa e isso é aquilo que torna o álbum tão especial: a capacidade de fazer de pessoas absolutamente normais, puros seguidores da tendência “emo” durante a audição do disco.

Aguardo com expectativa o lançamento de um 2º disco, não sem antes ver a banda ao vivo, privilégio que terei caso vá à edição deste ano do Festival de Reading em Inglaterra, onde a banda actuará no 2º dia num dos palcos secundários.

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Falta de respeito

Engane-se quem pense que venho com este post contestar a exploração dos bares que o Grupo InTocha faz na propriedade da Direcção Geral da Associação de Coimbra (DGAAC). Engane-se também quem pensa que venho por este meio contestar os preços, a decoração, o contrato de exploração ou as pessoas que administram o espaço. Nesse campo, não posso argumentar visto que desconheço na totalidade os trâmites do contrato celebrado entre o Grupo InTocha e a Direcção Geral da Associação Académica.
Não irei por este meio utilizar uma argumentação “ad-hominem” mas deixar uma reclamação como sócio da Direcção Geral da Associação de Coimbra e como estudante da UC.

Venho sim por este meio reclamar publicamente sobre o barulho nocturno que tem sido feito pelo Bar dos Jardins da AAC (cuja exploração pertence ao Grupo InTocha por meio de um contrato celebrado com o proprietário dos espaços que é a DGAAC) em plena época de exames. Na noite de ontem (devido à barulheira realizada) deu-se o ponto alto da minha insatisfação (e da insatisfação de outros colegas) sobre o ruído realizado pelo mesmo.

É inadmissível (estando o Bar rodeado por 3 salas onde existem estudantes a estudar, onde existem estudantes pressionados pela dureza dos exames) que o Bar dos Jardins da AAC apresente enormes festas nesta altura de exame onde o barulho não permite que aqueles que tentam estudar nas salas de estudo e cantinas se consigam preparar devidamente para as provas de exame. Festas que duram até às 6 da manhã.

Pergunto-vos o seguinte: se uma pessoa não conseguir estudar de forma sossegada em casa ou por necessidade tiver de ir estudar para a sala de estudo da AACCantinas dos Grelhados e Azuis poderá fazê-lo nas condições que têm sido apresentadas nas últimas semanas? A resposta decerto “será um redondo NÃO”.

Eu não sou daquelas pessoas que pensa que o BAR não devia ter sido concessionado pela DGAAC ao Grupo X ou ao Grupo Y. Não tenho nada contra o Grupo InTocha ou contra qualquer grupo de exploração comercial. Estou sim, contra os dirigentes da DGAAC cujos direitos permitem “dar o toque” ao Grupo InTocha para abrandar o ritmo nesta época que acaba por ser a época em que tudo se decide para os estudantes da Universidade de Coimbra.
O barulho na área é abusivo e eu que vivo em Celas chego a estar incomodado com o referido barulho dentro da minha própria casa que como se sabe, fica a centenas de metros de distância.

Noutro prisma, este barulho não só incomoda o trabalho daqueles que necessitam de estudar como dos seccionistas da AAC que dentro do edifício da AAC tentam como podem trabalhar de modo a elevar bem alto o bom nome da casa. Tendo falado com alguns seccionistas, alguns contam-me relatos que só conseguem trabalhar levando uns phones para as suas secções.

Para finalizar, alerto os actuais dirigentes da DGAAC para este problema, pedindo para que tentem minorar os danos vindos desta autêntica falta de respeito por parte do Grupo InTocha para com aqueles que no fundo acabam por garantir a subsistência e os devidos lucros do espaço.
“Porque a continuar assim é demais e o que é demais já começa a cheirar mal”

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Coreia do Norte

Foto: FIFA.COM

Depois de toda a festa (merecida) do povo Português, deixo a pergunta. Uma pergunta cuja resposta poderá nunca ser conhecida: O que é que vai acontecer a estes pobres seres humanos quando terminar a participação da Coreia do Norte neste mundial?

Será um mero jogo de futebol capaz de conseguir tirar a vida a estes pobres inocentes que vieram à África do Sul representar o seu país da melhor forma que podem?

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Homenagem póstuma

Partiste do nosso mundo, deixando a literatura mais pobre.

Confesso que não era um fã rendido da tua escrita. Odiava-me sobretudo o facto de não teres qualquer pontuação e de nunca pores um travão nessas longuíssimas frases que escrevias. No entanto, não era a formalidade que fez de ti um escritor consagrado, mas a inteligência com que nos brindavas obra após obra. Eras irónico, eras mordaz e nessa mordacidade conseguias provar que eras um exímio observador do mundo, da mutação dos tempos e dos valores tomados como vigentes, válidos e aceites pela sociedade. Com o teu estilo acutilante também provavas que eras extremamente conhecedor da Doutrina Católica, ao contrário do estado de estupidez e loucura que te foi vaticinado pelo Vaticano.

Gostavas do teu país. Daquele país que sempre te odiou porque nunca se esforçou por te compreender. Daí que tenhas optado por estabelecer o resto da tua vida numa ilha Espanhola, onde conseguiste ter o sossego suficiente para levar a cabo as tuas melhores obras. Aí a culpa foi nossa. A culpa foi de um povo tacanho que nunca tentou compreender a tua racionalidade e sempre se agarrou em velhos dogmas para te criticar. Muito por culpa desses Padres e desses Bispos, gente que não ensina senão um enorme conjunto de mentiras. E é triste como Português ver que foi a Academia Sueca que te deu o teu maior prémio de excelência, prémio esse que fizeste reverter a favor do Partido Comunista, partido que nunca renegaste, causa que nunca rejeitaste visto que acreditavas mesmo numa sociedade mais justa e equalitária.

Não fizeram justiça ao teu trabalho neste país. Pelo contrário, sempre sentiste a repulsa do teu povo, um povo ignorante que não consegue raciocinar antes de falar. Um povo mesquinho, atrasado, fútil.

Bem sei que as homenagens devem ser feitas em vida. À boa moda Portuguesa só se lembraram de ti quando souberam que tinhas falecido.
Infelizmente, o panorama literário Português denota actualmente que não teremos ninguém tão brilhante como tu. Quantos séculos irão passar até que algum escritor Português volte a Estocolmo para receber aquele prémio tão honroso? Quantas décadas passarão até que alguém chegue perto da qualidade que tu exibias nas tuas obras?

Bem sei que é triste fazer homenagens póstumas. Mesmo não gostando da tua forma, esta é a minha singela homenagem a ti, que foste o melhor escritor Português dos últimos 40 anos. A ti José Saramago, uma mente que será para sempre recordada como brilhante.

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AVC está na casa

Sarcasmo – AVC Na Casa c/ Haka e Dj Spark (prod. MCF)

“Só faixas” é o trabalho estreia dos AVC, projecto composto por dois dos novos valores emergentes do hip hop Português: Moisés Regalado mais conhecido por HAKA,  Ricardo Almeida, vulgo Sarcasmo, Spasm e pelo Dj Profail.

Gravado nos estúdios da SINEFACT em Aveiro (estúdio de Mike Ferreira que inclusive entra nos vocals numa faixa do EP) “Só Faixas” é o produto de muita paixão pelo hip hop destes dois MC´s e de todos aqueles que foram convidados a dar a sua colaboração nas gravações das faixas. É de realçar que neste trabalho entra por exemplo Thomas Zimmermann (mais conhecido no mundo do hip hop por Zim) o mentor da banda Aveirense NAD, banda que em 2007 ganhou um prémio atribuído pela Microsoft.

Para primeiro trabalho “Só Faixas” mostra um excelente trabalho realizado pelos membros e por toda a equipa que esteve por detrás das gravações dando indicações claras que tanto o projecto como os seus membros (a nível individual) tem luz verde para evoluir ainda mais na sua arte de modo a que possam arrancar ainda mais aplausos do público específico do Hip Hop e talvez chegar ao ouvido do público eclético.

Para quem estiver interessado em ouvir mais faixas dos AVC deixo o MySpace da banda em: www.myspace.com/havece

“Só faixas” poderá ser adquirido entrando em contacto com os membros do projecto.

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Entre o Nada e o Infinito

Foi no ano de 2005 que descobri a blogosfera. Nesses tempos, saltava de blog em blog para ler opiniões pessoais de outros bloggers sobre política, sobre música, sobre desporto, sobre os assuntos do quotidiano, basicamente, sobre um bocado de tudo e um bocado de nada…

Passados alguns meses decidi criar o meu primeiro blog. Ainda nos modelos arcaicos da Blogspot. Chamava-se “the sarcastic way” e pelo ímpeto corrosivo da escrita, acabou por criar grandes ondas de manifestação: às vezes boa, às vezes má. No “The Sarcastic Way” escrevi durante quase 4 anos. Escrevi de tudo um pouco, postei sobre tudo um pouco e apenas me arrependo de todas as polémicas que criei na existência daquele blog que ao fim ao cabo estava morto à nascença.

Os anos passam, as pessoas amadurecem e hoje sinto que a minha mentalidade é neste momento a indicada para começar um blog. Com tronco, cabeça e membros venho para aqui ser sincero, prometendo dizer aquilo que penso e postar sobre aquilo que marca a minha existência ao longo dos dias. Não o faço para me vangloriar ou para me auto-edificar mas sim para que vós (aqueles que vierem lerver) sintam prazer em vir cá vezes sem conta ver aquilo posto, comentar e até levar para as vossas existências todas as sugestões pessoais que aqui deixar.

Ao contrário do “The Sarcastic Way” não é tempo de apenas criticar, mas também construir.

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