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às vezes pareço bruxo

escrevi aqui a 4 de Março de 2012, propósito dos planos de Putin para a Rússia Moderna, em estricta colaboração com os países da BRIC: “Com Putin, apoiado pelo sucesso económico desta década dos BRIC, assistimos à tentativa (que decerto será concretizada) de reactivar um estado neoeslavo, apoiado pela tentativa de crescimento hegemónico na região, tanto a nível económico como geopolítico. Para isso Putin, apontou como bandeiras o apoio incondicional aos planos da BRIC, a monitorização dos planos nucleares do Irão, a tentativa de conquista da região através de acordos comerciais (como é o caso da Síria) e da hostilidade a antigas repúblicas (Geórgia; Ucrânia) em determinados casos desta década, a partir de um crescente rearmamento e a partir da  tentativa de com os países da BRIC instaurar um novo mercado de transacção de petroleo com sede em Moscovo.”

A fundação de um banco comum pelos países da BRIC (Brasil, Rússia, India e China) mais propriamente um banco de desenvolvimento que irá estabelecer uma actuação paralela às Instituições de Bretton woods e que irá resolver com problemas de liquidez no sistema financeiro mundial, segundo nota própria hoje apresentada pelos 4 líderes de estado envolvidos. Numa altura em que se discute novamente o falhanço das políticas macroeconomicas aplicadas pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário, não considero que seja uma “invenção” virgem. É efectivamente mais um passo para que estes 4 países tomem de assalto a hegemonia Norte-Americana no presente, mais um passo da falsa política multilateral de cooperação da República Popular da China tendo como principais clientes os países de 3º mundo e os países periféricos da União Europeia e acredito que o próximo passo será estabelecer o tal mercado internacional de transacção de petróleo. A ver vamos…

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chávez

ao contrário de muitos, não irei tecer muitas considerações sobre Hugo Chávez. já li algures que se teme uma espécie de primavera árabe no continente sul-americano. não consigo perceber o que vai na mente de quem profere tal asneira. se há altura em que os povos dos estados sul-americanos estão a ter prosperidade, esta é definitivamente a altura. prefiro aguardar pelo futuro para poder ter uma perspectiva melhor do que foi o efeito Chavez na Venezuela. como qualquer líder bolivariano, interessado em defender o interesse público e a soberania dos países sul-americanos contra a ingerência e tentativa de hegemonia das superpotências mundiais, desde sempre senti um enorme carinho pela figura de Hugo Chávez. pela defesa dos interesses públicos do povo Venezuelano na questão das plataformas petrolíferas controladas por empresas americanas (nacionalizadas em 2005 pelo estado venezuelano em prol do produto social) pela luta contra a pobreza na venezuela, pela expansão económica verificada no país nos seus mandatos e pelo acordo comercial celebrado com o nosso país. no entanto, nenhum destes items apaga o que tenho como certo: Chávez era autoritário. um ditador? não sei. não consigo descortinar se o era ou não. antigamente, bastava proibir a formação de partidos políticos para se construir um ditador. actualmente, o conceito de ditadura tem fronteiras muito ténues. a própria democracia é considerada por muitas correntes de opinião à esquerda como a ditadura da maioria sobre as minorias. recentemente, até o Nobel da Paz Lech Walesa, aquele que é tido como o maior democrata do leste proferiu algo que manchou o prémio que lhe foi dado e a própria democracia ao defender que os homossexuais deveriam estar fora do parlamento porque são uma minoria. (pre) conceitos trocados, portanto.

as duas ultimas medidas da administração chávez causam-me alguma preocupação em relação ao futuro do povo venezuelano. no ano 2012 chávez aumentou o salário dos venezuelanos em cerca de 133% e desvalorizou a moeda para tornar o produto venezuelano mais competitivo nos mercados. os venezuelanos nunca tiveram tanto poder de compra e tanto poder de crédito como hoje. pode-se mesmo dizer que só agora em pleno século XXI, contrariando a tendência que se está a manifestar desde o Consenso de Washington nos países ocidentais, os países sul-americanos estão a criar aquilo a que se chama de classe média. no entanto, estas duas medidas poderão ser nocivas e muito para o futuro do país. agregado ao aumento do poder de compra do povo venezuelano vem a necessidade de criar hábitos consumistas, muitos deles vindos do estrangeiro. e isso poderá trazer consequências para as balanças do país e para o crescimento de uma dívida externa desmesurável. um pouco à semelhança da armadilha na qual caíram os governos argentinos e brasileiros na década de 80, contudo, com características de crise diferenciadas. se os argentinos não conseguiram suportar uma factura energética elevadíssima vinda dos choques petrolíferos que causou desiquilíbrios gravíssimos na sua balança de pagamentos, aliada a um jogo de valorizações e desvalorizações cambiais da moeda argentina com base no dólar (completamente impensável para um país como a Argentina) o que levou à criação de uma dívida externa que ainda hoje é paga (e bem paga) pelo povo argentino. o caso brasileiro demonstrou um crescimento salarial desmesurado na década de 80 (Plano Cruzado) aliado também a um jogo cambial e ao crescimento do desemprego, factores que fizeram disparar a inflacção do país para níveis insuportáveis durante a presidência de José Sarney (atingiu um valor acumulado de 1076,5%). no caso venezuelano, ou muito me engano, ou a história argentina e brasileira poderá voltar a repetir-se (noutros moldes e noutro contexto sócio-económico é certo) até porque assistimos a uma premissa comum: nunca antes na venezuela se distribuíram tantas rendas como hoje, à semelhança dos primeiros anos da presidência Sarney no Brasil.

a morte de Chávez abre muitos cenários: sucessão, reforma estatal, renovação, golpe militar instituído à conta dos interesses de uma superpotência, declínio e queda do sistema socialista por via de eleições. são conjecturas que se fazem actualmente, se bem que como o próprio termo significa no léxico português, são ideias sobre algo que ainda não se veio a verificar. resta portanto aguardar pelo desenlace dos acontecimentos em Caracas. uma coisa tenho como certa: a grandeza da liderança de chávez deixa um hiato no país que vai demorar muito tempo a preencher. pelo meio, tudo pode acontecer.

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negócios à la carte

Miguel Pais do Amaral diz que vendeu 0s 10% da Média Capital por um valor definido no intervalo entre os 25 e os 30 milhões de euros. A CMVM diz que o empresário vendeu por um valor aproximado de 35 milhões de euros. O que mais me estranha em toda a polémica é: depois de tantos negociatas feitas neste país, negociatas essas que envolviam valores muito acima dos agora investigados no grupo Média Capital, porque é que só estão a dar o devido enfoque a este negócio?

Outra coisa que me causa alguma comichão. Se bem me lembro, Miguel Pais do Amaral, no ano de 2005, vendeu as suas participações no grupo Média Capital, onde se insere a TVI, numa altura em que o grupo estava em franca expansão (um aumento de 60% no EBITDA da empresa no relatório de contas de 2005 que pode ser visto aqui: f6c2492ab93de3a378fdcd721ed00a1f, ou seja, do indicador que representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas nas suas actividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos. Difere do EBIT, conhecido como o lucro na atividade, no que se refere à depreciação e amortização, pois o EBIT considera estes efeitos contáveis. A utilização do EBITDA ganha importância, porque analisar apenas o resultado final da empresa (lucro ou prejuízo) muitas vezes tem sido insuficiente para avaliar seu real desempenho em um dado período, já que muitas vezes é influenciado por factores difíceis de serem mensurados. Um primeiro passo é calcular o lucro operacional, que, de acordo com o critério utilizado mundialmente, é obtido com a subtracção, a partir da receita líquida, do custo das mercadorias vendidas (CMV), das despesas operacionais e das despesas financeiras líquidas “despesas menos receitas com juros e outros items financeiros da empresa”. Vale lembrar que a definição de lucro operacional em boa parte do mundo exclui o resultado financeiro. Já para calcular o EBITDA, é preciso somar do lucro operacional a depreciação e amortização inclusas no CMV e nas despesas operacionais. Isso porque essas contas não representam saída de caixa efectiva no período. Em resumo, a depreciação de um equipamento quantifica a perda de sua capacidade produtiva graças ao uso ou tempo, e, portanto, a perda de seu valor para a empresa. Essa perda, vale ressaltar, é apenas económica e não financeira, ou seja, não há um desembolso efectivo do recursos no período. Outra conta que deve ser acrescentada no EBITDA é a despesa financeira líquida, que foge do escopo de análise do indicador, ou seja, de efetivo desempenho operacional. Assim, para o cálculo do EBITDA, adicionam-se os juros, depreciação e amortização ao Lucro Operacional Líquido antes dos impostos.) para depois se dedicar ao negócio de livros escolares em Portugal, Brasil e Moçambique através do grupo Leya que é efectivamente um dos grupos na área editorial com maior expansão nos últimos anos, depois de em 2007 ter comprado o grupo ASA (apresentava lucros na altura aproximados aos 150 mil euros\ano) que como sabemos é um dos maiores produtores de livros escolares. Ora bem, penso que fabricar livros escolares para países emergentes como o Brasil e Moçambique, principalmente para o país africano que sempre demonstrou necessidade de ajuda do estado e de outros agentes portugueses no envio de livros, deve efectivamente dar dinheiro. O que me espanta nesta questão é que Pais do Amaral, quando em 2005 vendeu as acções que tinha no Grupo Média Capital, pressupostamente fê-lo, segundo a comunicação social porque a TVI estava a acumular um enorme passivo. O relatório de contas de 2005 diz-nos que apresentar da forte expansão ao nível televisivo da TVI (aumento gradual de receitas) os resultados financeiros desse ano mostraram que a empresa tinha reduzido em 48% o seu passivo.

Miguel Pais do Amaral voltou à Média Capital em 2011. 35ab680f99e2d05b35cd7ae1824ac70d. O EBITDA do grupo situava-se nesse ano nos 27,2 milhões de euros, 1% acima do valor registado com os números disponíveis para o cálculo do indicador em 2010 mas com a particularidade do resultado financeiro indicar uma queda dos proveitos operacionais em vários sectores do grupo, principalmente revelados com a queda de 5% nas receitas publicitárias que em 2005, eram os maiores ganhos da empresa (vide o relatório acima colocado) e que prometiam, segundo explicação da empresa, uma subida vertiginosa nos anos seguintes. Aqui encontro portanto a primeira incongruência. Depois de ter abandonado o Grupo Média Capital numa altura em que os resultados da empresa se cotavam por uma previsão alta de ganhos e de ter investido no negócio dos manuais escolares porque é que Miguel Pais do Amaral voltou a uma empresa que estava claramente em decadência? O ano 2012 prova resultados financeiros muito inferiores aos obtidos em 2011 caíndo o resultado do cálculo do EBITDA para um valor inferior a metade daquilo que a empresa valia em 2011 com um valor absoluto de 12,7 milhões de euros. Mas Miguel Pais do Amaral consegue vender a sua posição de 10% na empresa por um valor entre 25 e 30 milhões de euros, segundo explicação do próprio (35 milhões segundo outras explicações), valor superior em 300% ao EBITDA do grupo em causa. Alguém me explica portanto como é que uma outra empresa, a Prisa, compra 10% da posição de um accionista super minoritário por um valor 300% acima do valor manifesto pela própria empresa? Mesmo usando o multiplicador de 10 no EBITDA de 2011 da empresa, estamos a falar de uma valor de 127 milhões de euros, tendo o investidor vendido os 10% que possuía por 1\4 do valor da empresa quando de facto o capital por si subscrito era de 1\10. Penso que há aqui pano para mangas para a CMVM e sobretudo para o DCIAP. E mais não digo.

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A Dança

1985. Programa de Chico Buarque e Caetano Veloso na Globo. Uma das primeiras aparições nacionais dos Legião Urbana de Renato Russo, o novo rock de Brasilia, pela porta da geração mpb. Chico e Caetano ficaram maravilhados com a dança ao estilo Ian Curtis (Joy Division) Morrissey (Smiths) feita por Russo. Cedo, os dois perceberam que ali estava a ser gravado um momento histórico da viragem da música brasileira: a geração mpb que tanto tinha ajudado a mudar o paradigma social da sociedade brasileira durante o período da ditadura militar estava a presenciar uma nova maneira de fazer música no Brasil. Em 1985, muito influenciados pela onda de Madchester, bandas como os Legião, os Capital Inicial, os Plebe Rude (Brasília) em conjunto com os colegas de São Paulo (Paralamas do Sucesso) e do Rio (Titãs) acabaram por “derrotar” a mpb e instituir uma nova fase de culto na música brasileira.

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para ver agora

Documentário de 2012, apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria da Cultura Brasileira que tem como pano de fundo os Legião Urbana de Renato Russo e a era de ouro do rock brasileiro.

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Perfeição

Renato Russo.

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uau!

O Bloco de Esquerda, aquele partido que congrega maoístas, trotskistas, marxistas, anarcas, ecologistas, marxistas-leninistas e afins, partido cuja ideologia se deve definir pelo símbolo matemático de x ou melhor, pela rotatividade de ideologias consoante o que dá jeito ao partido, descobriu o “socialismo” (entre aspas, está claro!!)

Espectáculo! Penso que em Portugal não havia uma descoberta tão inovadora desde 1500 aquando da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral.

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Democracia Corinthiana

Corinthians

Corinthians, São Paulo, 1981.

No ano de 1981, enquanto muitos estudantes, artistas e intelectuais participavam das campanhas pelo fim da ditadura militar no Brasil, um clube de futebol brasileiro teve uma experiência inédita de gestão compartilhada e democrática.

A Democracia Corithiana – movimento liderado pela direcção e por alguns jogadores do clube como Sócrates, Wladimir e Casagrande teve efeito renovador na estrutura autoritária que caracterizava e caracteriza a direcção de clubes de futebol. A Democracia Corinthiana ultrapassou as quatro linhas e também só foi permitida porque Sócrates era uma grande figura do futebol Brasileiro e o Corinthians era e (é) o clube com mais adeptos no Brasil (actualmente estima-se que sejam mais de 16 milhões em todo o território brasileiro).
A Democracia Corinthiana procurou a participação de atletas e funcionários do Corinthians nas decisões  que diziam respeito ao clube. Entre os itens que se pretendiam decidir estavam a abolição da concentração para alguns jogos, a definição dos horários das viagens e hora de partida, a contratação de novos jogadores e as mudanças na equipa técnica. O movimento durou de 1981 a 1985. A Democracia Corinthiana não foi uma tentativa de revolução ou uma proposta concebida pelos jogadores do Corinthians.
Em 1981, o sociólogo Adilson Monteiro Alves foi convidado pelo então presidente do clube Waldemar Pires para ser o director de futebol. Alves nunca tinha sido dirigente de um clube de futebol. Logo, entrou com novas ideias (vindas da sociologia) que nunca tinham sido experimentadas no futebol até então: um processo colectivo de tomada de decisões que envolvia a participação de jogadores, funcionários e equipa técnica num modelo de gestão democrática.
A proposta de Alves acabou por ser um sucesso. Além de unir o balneário da equipa, ajudou o clube a ultrapassar uma das fases mais difíceis da sua história quando em 1981 o clube desceu à 2ª divisão brasileira. Com o consequente movimento dos jogadores e equipa técnica no processo de tomada de decisões, em 1982 e 1983, o Corinthians foi bicampeão paulista e subiu novamente à 1ª divisão. Como herança deste período, os jogadores que constituíam o elenco destes 4 anos de vida do clube são hoje os ex-jogadores com voz activa junto das direcções do clube.
Que contexto histórico favoreceu essa mudança de postura?
De acordo com os estatutos do Corinthians em 1981, o então presidente do clube Vicente Matheus não podia recandidatar-se para a re-eleição. Por isso lançou Waldemar Pires como candidato e incorporou-se nessa candidatura como vice-presidente convicto de que continuaria a mandar no clube. Porém, ao ser eleito presidente do Timão (alcunha carinhosa pela qual é conhecido o Corinthians) Pires rompeu com Matheus e foi nesse momento que decidiu que a gestão do Corinthians seria outra daí em diante. Convidou então Adilson Alves para ser director do futebol profissional e juntos haveriam de arquitectar a Democracia Corinthiana. A gestão de Pires durou até Março de 1985, aquando da eleição para a presidência do clube de Roberto Pasqua (membro da ARENA; Aliança Renovadora Nacional; partido criado em 1965 para apoiar o regime militar) que, como partilhava das ideias do regime, encerrou o projecto da Democracia Corinthiana.
A Democracia Corinthiana contribuiu para a re-democratização do Brasil na medida em que era uma equipa popular com milhões de adeptos no Brasil. O apelo do clube junto às massas foi fundamental para divulgar a necessidade da democracia no Brasil, principalmente entre as classes sociais mais jovens. O movimento foi portanto um sucesso nesse campo e no campo desportivo pois deu títulos e estabilidade organizativa ao clube. A nível social e política, encetou uma evolução muito interessante ao nível da cidadania, ao instruir civicamente milhões de brasileiros (corinthianos ou não) que não tinham quaisquer noções políticas. O que apareceu como uma proposta de relações profissionais tornou-se um marco político da história contemporânea do Brasil.
Campeonato do Mundo de 1982 em Espanha – O último presidente da ditadura militar brasileira João Baptista Figueiredo, tentou utilizar a estratégia de 1970. Tentou usar o futebol e a presença do “escrete” em Espanha para espalhar a ideia de um Brasil em pleno desenvolvimento, com a construção de grandes obras ao nível de infraestruturas e a selecção vitoriosa como a personificação do sonho de desenvolvimento. O Brasil, ou melhor, a selecção brasileira, era favorita à vitória em Espanha e ostentava nas suas fileiras jogadores como Zico, Junior, Luisinho, Socrates ou Falcão. Acabaram eliminados pela Itália de Paolo Rossi nos quartos-de-final e essa eliminação abalou ainda mais o regime.
Qual foi o papel de Sócrates na Democracia Corinthiana?
Sócrates era o líder da Democracia Corinthiana na medida em que era o “braço operário do movimento”. Ele foi o grande ideólogo do movimento e do processo colectivo de tomadas de decisão. Foi o principal entusiasta da ideia, chegando inclusive a levar a inscrição Democracia Corinthiana para o relvado. Foi o principal entusiasta de um projecto de cidadania e gestão partilhada que se estava a implementar podia-se tornar uma acção maior à escala brasileira.
Médico de formação, “o doutor”, alcunha pela qual ficou eternizado no mundo do futebol, tinha interesses na política na tentativa de disseminação da ideia de democracia no Brasil ditatorial. Já nos anos 80, como ídolo de todo um país, participou na campanha das DIRECTAS (movimento popular que reinvindicava eleições directas para a presidência do Brasil em 1983 e 1984). Sócrates acreditava que o futebol poderia ser veículo de canalização de informação a favor da democracia. Participou nos campeonatos do mundo de 1982 e 1986 e foi um dos maiores jogadores da história do Corinthians e do futebol brasileiro. Depois do Corinthians, haveria de jogar uma época (1984\1985) na minha Fiorentina onde em 25 jogos apontou 6 golos.

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HWC 2013 – 2ª Jornada

Grupo A:

(os comentários dos brasileiros são demais)

Na re-edição das últimas finais do campeonato PAN-Americano (desta feita num Mundial), o Brasil venceu a Argentina na 2ª jornada deste grupo. De nada valeu portanto a vitória dos Argentinos contra Montenegro: tendo a Alemanha perdido com a Tunísia hoje e a França ganho a Montengro, uma vitória dos Argentinos seria o equivalente a dizer que podiam dar-se ao luxo de empatar com os Alemães para passar o grupo desde que vencessem pelo menos os tunisinos. Sendo assim, a França lidera e o 2º classificado será decidido no cruzamento de jogos existente entre Brasileiros, Alemães, Tunisinos e Argentino sendo que cabe à Alemanha (em teoria) a superioridade.

Do jogo: o ponta Fernando José Pacheco (EC Pinheiros – Liga Brasileira) marcou 8 golos em 11 remates e foi o grande jogador desta partida. De salientar um último aspecto: os Argentinos tem meia dúzia de jogadores a actuar na europa, sendo que 4 actuam na Liga Asobal e dois na Liga Francesa, enquanto os Brasileiros apenas tem um jogador a actuar no Naturhouse La Rioja (ASOBAL).

Surpresa do dia. A Tunísia bateu a Alemanha por 26-24 num jogo em que vi o final em directo. Uma característica Alemanha, incapaz de segurar os ímpetos de primeira linha dos Tunisinos e com muitas dificuldades em praticar o seu característico rápido jogo de contra-ataque. Mais uma vez ficou vincada a agressividade defensiva desta equipa do Magreb que ontem já tinha ameaçado uma surpresa contra a França.

a França bateu Montenegro por 32-20 sem espinhas com 10 golos a serem alcançados em contra-ataque. Os campeões olímpicos em título lideram o grupo.

Grupo B:

 

Dinamarca russia

Diz tudo sobre o bom jogo realizado pelas duas equipas que irão decerto passar este grupo.

Nos outros jogos, a Islândia cilindrou o Chile por 38-23 e a Macedónia venceu o Qatar por 34-30.

Amanhã joga-se a 2ª jornada dos grupos C e D:

O Grupo C arranca às 14:45 com um interessante Eslovénia vs Coreia do Sul, prossegue às 17 horas com aquele que será o jogo do dia (Bielorussia vs Sérvia) e termina às 18:45 com um Polónia vs Arábia Saudita.

O Grupo D arranca às 15:45 com um Argélia vs Croácia (mais um passeio para os croatas), prossegue às 18 com um Espanha vs Egipto (jogo cauteloso para os espanhóis) e termina às 20 e 15 com um Austrália vs Hungria.

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HWC 2013 – jogos de sábado

Grupo C: Sérvia 31-22 Coreia do Sul

Polónia 24-22 Bielorussia

Rutenka

Os 8 golos de Siarhei Rutenka (Barcelona) foram insuficientes para evitar a derrota da Bielorussia frente à Polónia.

Grupo D:

Jogo de abertura. Caja Mágica, pavilhão do basquetebol do Real Madrid. 12 mil pessoas na assistência, cerca de 70% da lotação da Caixa. A Argélia (assim como todas as equipas do Magreb) costumam ser adversários chatos (que o diga a campeã olímpica França que horas mais tarde suou para levar de vencida a Tunísia) não pela sua capacidade ofensiva (muito longe do poderio dos europeus) mas pela sua defesa agressiva. A Argélia (uma vez Portugal teve que suar bastante no Mundial de 2001 para bater esta selecção) costuma adoptar uma postura defensiva de defesa 6-1 subida, muito agressiva, empurrando os adversários para fora dos 9 metros (o central chega a operar nos 12 metros), factor que baralha por completo as contas ao andebol europeu. A Espanha não tremeu e venceu tranquilamente por 27-24.

Grupo A

Germany

Regresso da Alemanha ao convívio dos grandes com uma vitória estrondosa sobre o emergente Brasil por 33-23. O lateral Steffen Weinhold (SG Flensburg-Handewitt) foi o melhor marcador do encontro com 7 golos.

A única surpresa do dia: a Argentina bateu Montenegro por 28-26 no primeiro jogo deste novo país europeu num campeonato do mundo. Há um  aspecto que devo salientar: Montenegro está neste campeonato do mundo não pelo seu talento, mas pela dificuldade que é jogar em sua casa nas qualificatórias. Por norma, os Montenegrinos recebem os adversários em pavilhões pequenos, sem condições e onde é inclusive permitido fumar. Chegou a haver um jogo de Portugal para a fase de qualificação para o europeu de 2012 onde dentro do pavilhão que acolhia o jogo entre as duas selecções estavam 40 graus.

A vitória dos Argentinos foi destaque na página do Diário Desportivo Olé.

O melhor marcador da partida (Amine Bennour com 7 golos) engana por completo aquele que é considerado já o melhor guarda-redes de sempre (Thierry Omeyer).

Vida complicada para os Franceses neste jogo inaugural:

france

Noutros jogos:

No Grupo B. a Dinamarca de Mikkel Hansen estreou-se com uma goleada perante o Qatar de 41-27, a Rússia bateu a Islândia por 35-30 e a Macedónia suou para bater o Chile por 30-28 e precisou muito da inspiração da sua vedeta Kiril Lazarov (Atlético de Madrid)

No Grupo C, a Eslovénia bateu confortavelmente a Arábia Saudita por 32-22.

No Grupo D a poderosa Croácia esmagou a Austrália por 36-13.

Amanhã há:

Grupo A: Derby regional entre Argentina e Brasil, Alemanha vs Tunísia e Montenegro vs França (respectivamente por estas horas 14, 16:20 e 18:30)

Grupo B: Chile vs Islândia, Qatar vs Macedónia e Dinamarca vs Rússia, sendo que este último jogo irá decidir já quem vencerá este grupo. Passam aos quartos-de-final da prova as duas primeiras de cada grupo, sendo as restantes enviadas para a lutar entre o 9º e o 24º lugar. (estes jogos realizam-se às 14:45, 17 horas e o Dinamarca vs Russia pelas 19:15)

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dissonâncias

enquanto os Irlandes usam e abusam de instrumentos institucionais como a presidência da União Europeia para pura e simplesmente rasgar do incómodo acordo assinado em 2010 com a “troika”, enquanto os gregos não cumprem nenhuma das metas orçamentais e planos de ajustamento previstos desde 2009, enquanto os cipriotas, os eslovacos, os húngaros, os italianos e os espanhóis se aguentam com dívidas publicas gigantescas, problemas gravíssimos na gestão de activos tóxicos nas suas bancas e derrapagens descomunais repetidas aos seus orçamentos de estado para não pedir auxílio económico às instituições de Bretton Woods…

temos um governo altamente submisso que aplica todas as reformas e todos os planos vindos do exterior. O filme repete-se. Esta história de cortar mais 50 mil empregos na função pública, de aumentar as taxas moderadoras com o fim claro de dar um  fim de privatização à saúde, de vender empresas públicas altamente lucrativas (sim, porque as que dão prejuízo como a RTP ninguém as quer) a troco de peanuts and soda a estrangeiros e de reduzir os encargos com saúde e educação vai empobrecer cada vez mais o país e colocá-lo numa posição quasi-feudal à merecê de meia dúzia de grupos económicos, nacionais e internacionais.

Enquanto os outros usam e abusam de esquemas para não pagar as suas dívidas e proteger o que resta do Estado Social, nós, os bons portugueses seguimos a cartilha neoliberal de forma absoluta. Daí que o filme da Argentina, da Indonésia, de El Salvador, da Bolívia, do Brasil e de todos os exemplos dos chamados “bons alunos” de Bretton Woods vai-se repetir no nosso país. Chegaremos a um limite de insustentabilidade por via do falhanço de todas estas políticas macroecómicas tal que como sempre, as instituições de Bretton Woods, sapientes do fracasso instaurado para protecção de meia dúzia de detentores de capital irão justificar-se empurrando as culpas para os governantes. Não tardará muito ver uma Christine Lagarde, branca ao microfone a afirmar que a culpa não foi das políticas macroeconómicas impostas pela sua instituição mas sim da má aplicação por parte do governo português. É só idealizar aquele inglês tosco que caracteriza qualquer francês e uma figura calva de fracasso a afirmar: “nós avisámos o governo português mas eles não nos deram ouvidos” – e mais uma vez, como quase sempre na actuação do Fundo, os maus alunos, sabendo das artimanhas usadas, escaparam e nós Portugueses, que não pulámos a cerca a tempo, ficamos para trás.

esta é só uma nota de aviso. não é que tenha um oráculo para prever o futuro. a cartilha neoliberal utilizada pelos fundamentalistas radicais de mercado não é coisa de hoje, é coisa de décadas, com exemplos, experiências, sangue e suor de governantes e respectivas populações plasmadas em pedaços de papel que não resultaram em nada. neste país, ele está a mostrar-se cada vez mais real dia após dia. e não se vislumbra risonho para os portugueses.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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Boas notícias

O azeite português está em franco sucesso.

O excelente indicador no meio disto tudo: “O Brasil compra 40% do azeite que consome a Portugal.” – o mercado é enorme e pode gerar uma mina de ouro para o sector. Parabéns a algumas marcas (como a Galo, por exemplo) que tem apostado imenso em campanhas de publicidade no país em causa, causando um aumento de hábitos de consumo de azeite no Brasil. Ainda recentemente via um trecho de uma telenovela brasileira em que o azeite que se expunha na cozinha do protagonista era dessa mesma marca. Parabéns ao departamento de marketing da empresa por tão feliz ideia, sabendo da importância que as telenovelas da Rede Globo têm nos hábitos consumistas do povo brasileiro.

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dava pra dizer tanta coisa

Maria Bethânia — “Um jeito estúpido de te amar” — Álbum: Pássaro da Manhã (1977)

“Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais”

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vamos cá esclarecer umas coisitas

dados revelam que se fez “história” na economia portuguesa: pelo primeiro ano em 16 (se não estou em erro), a nossa balança comercial (dizem) é favorável. 315 milhões de superavit no período considerado na peça da rádio renascença, segundo os dados apresentados pela AICEP.

1. falsa ilusão: não são as exportações que estão a crescer desmesuradamente, são as importações que estão a decrescer. porquê? a perda de poder de compra dos portugueses. crescem porque o mercado interno já não satisfaz a oferta das empresas.

2. crescimento de 6,9% nas exportações em relação ao período considerado no ano anterior. justificação? simples. as exportações estão a crescer em virtude dos acordos comerciais que foram feitos no mandato de José Sócrates. Quais são os mercados? simples. Venezuela, Líbia, África do Sul, Angola, Moçambique, Brasil, Argentina, ou seja, tudo países, onde Sócrates conseguiu mercados para produtos portugueses. Imputar a este governo este tipo de vitórias é do ponto de vista prático errado.

3. falsa ilusão, parte 2: uma balança comercial favorável, apesar de ser um indicador económico interessante e positivo, no nosso caso, não revela as contas do país. continuamos a ter uma balança de pagamentos desfavorável, em virtude dos elevados juos que o país está a pagar aos credores internacionais e, precisamente à troika. Os 315 milhões de euros obtidos não chegam sequer para pagar os juros anuais que estamos a pagar ao Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, que, como se sabe, são de 34,4 mil milhões de euros (quase metade do resgate financeiro a que fomos submetidos). Bastará portanto fazer as contas aos 5% que teremos que pagar ao Fundo Monetário Internacional, calculando as 5 tranches que já nos foram atribuídas e a verba pertencente ao Fundo dentro dessas tranches(por exemplo) mais o spread diferencial, Dá qualquer coisa como 750 milhões de euros de juros por ano a 45 anos.

outros dados revelam-se assustadores: a política de Gaspar a dar frutos. 4,9% de queda na receita fiscal. Apesar do corte na despesa de 14,5%, o aumento de 22,9% com ajudas sociais mostram que a política de empobrecimento do país não só está a reduzir o poder de compra como está a tirar dinheiro ao estado por via de impostos indirectos, como ainda está a levar o estado a aumentar os seus encargos com situações de desemprego, que, tenderão a aumentar visto que a perda de poder de compra só trará mais ruína ao tecido económico português. Medidas ruinosas que se tendem a aliar com os valores dos novos escalões tributários deste país.

a espiral negativa. a armadilha do consumo. em tempos de recessão, a súbida de preços dos produtos, aliada à perda de rendimentos para consumo por parte das famílias levará a uma racionalização do consumo. perde o consumidor (que fica claramente insatisfeito visto que não consegue prover todas as suas necessidades), perde o empresário (não escoa stocks e como tal terá que rever as planificações da sua empresa e cotá-las novamente em baixa; o que levará ao desemprego, favorecido pelo novo código laboral), perde o trabalhador (despedido e catapultado para um subsídio de desemprego mais baixo que o salário que auferia) e perde o estado, pela diminuição de receitas e pelo aumento de prestações sociais.

mas

Gaspar e Mota Soares ainda querem atacar mais.

se seguir em frente, esta é a proposta que irá colocar meio portugal nas ruas para derrubar o governo. menos 42 euros para quem já faz das tripas coração para sobreviver. seria uma medida excelente caso os 150 mil beneficiários desta medida tivessem emprego. mas não tem. e mais uma vez, a estratégia de empobrecimento do país trará consequências ruinosas.

para finalizar e indo de encontro ao meu pensamento, é bonito ver as últimas estatísticas da Comissão Europeia sobre o desemprego jovem e os custos que esse mesmo desemprego incidem sobre o Estado Português.

não me venham com isto dizer que este governo peca por estar, com estas políticas, a agradar às pretensões dos seus parceiros europeus e dos mercacados, menosprezando ou tendo dificuldades de comunicação com o povo português. o povo português é imberbe mas não é estúpido. sente na pele a falta de dinheiro nos bolsos, a falta de comida na mesa e a falta de dinheiro para satisfazer as necessidades básicas.

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Tom Jobim e Elis Regina — “Águas de Março” — Álbum: Elis e Tom (1973)

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provavelmente dos sentimentos mais bonitos que escutei

“Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem”

este tema tem uma história muito peculiar. segundo reza a crónica, no rio, havia um casal de idosos com uma história de amor em comum, que, depois de muitos anos sem se verem, combinaram encontrar-se num hotel que se encontrava há muitos anos em risco de desabamento. nessa mesma tarde o hotel veio a desabar. antes, um empregado do hotel bateu a todas as portas para que se evacuasse o maior número de pessoas. o referido casal não quis sair. e o marcelo camelo aproveitou (e bem) a história para construir uma melodia.

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