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Blame Greece!

Alan Greespan, antigo governador da Reserva Federal Norte-Americana afirmou hoje que a situação actual da economia Grega pode provocar uma nova recessão nos Estados Unidos da América.

Uma nova recessão? Um país que está à beira de “default” nas contas públicas não pode ser considerado um país em recessão?

É interessante constatar as palavras de quem já não se lembra (talvez os 85 anos actuais de Greenspan lhe toldem a memória) que há uns anos atrás (não é preciso recuar muito na história) foi um dos rostos da JP Morgan, um dos grandes grupos responsáveis pela crise bolsista de 1987, motivada pela especulação e as suas falhas na supervisão nos negócios dos grandes grupos económicos Norte-Americanos no mercado dos derivados nos casos da Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers, JP Morgan e Meryll Lynch.

Nas duas crises, não foram só os Estados Unidos que entraram em recessão, mas sim, todo o mundo.

A teoria das “economias nacionais interligadas entre si” é uma teoria que serve para o bem e para o mal: no passado serviu na perfeição os interesses imperialistas Norte-Americanos. Actualmente, pode ser um dos motivos de crise. Para os economistas Norte-Americanos é mais fácil explicar a sua própria recessão colocando defeitos noutros países do que nos seus próprios defeitos: as sucessivas políticas externas que alimentaram vastas máquinas de guerra, as falhas na supervisão dos negócios especulativos ruinosos dos seus maiores grupos financeiros (será que se pode considerar falhas, omissões ou operações consentidas mesmo sabendo risco que esses negócios trariam à economia mundial?).

Já agora que menciono o caso Grego, não foi a Grécia mais um dos países “ajudados” por aquele organismo democrático saído do Acordo de Bretton Woods? Não deveria com efeito a “ajuda” colocar nos eixos a Economia Grega? Não é esse organismo sinónimo das sucessivas correntes teóricas da economia aplicadas na Economia Norte-Americana e matriz de implantação para o comportamento económico a adoptar por parte dos restantes Estados Mundiais?

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Bail-out

Os coveiros da actual fase do capitalismo uniram-se para tramar o povo português.

Os Bancos Portugueses nunca lucraram tanto como em alturas de crise. Nunca receberam tantos impostos como nesta crise. Os seus responsáveis nunca foram criminalizados pelas acções danosas das suas gestões. Nunca pagaram os impostos que lhe eram devidos, portanto, acabam por não ser aqueles que pagam esta crise.

As agências de rating. A sua visão exterior à economia de um determinado país é semelhante à visão que os agentes do FMI têm sobre as mesmas e partilham dos mesmos vícios de Bretton Woods na sua extrema aversão à intervenção estatal na economia e na confiança cega na auto-regulação dos mercados. O Triple AAA à toa foi uma das causas desta crise assim como a criação dos famosos CDO´s e das contras apostas que eram feitas ao mesmos, motivos das falências da Lehman Brothers, da Meryll Lynch e da AIG.

É mais que altura da União Europeia colocar mão na sua actividade. Como? Criando a sua própria agência de rating interna.

O imperialismo Alemão e Francês na zona euro. Perigoso. Usam-se de subsídios aos países periféricos para poderem instituir lá as suas multinacionais pagas a salário mínimo. Tão depressa instalam uma fábrica como depois a retiram para um país onde a mão de obra seja mais barata. O exemplo Alemão é o mais crasso. Um país cuja história recente abunda de ajuda externa solidária (pós 2ª Guerra Mundial queda do muro de Berlim) não é capaz de agir solidariamente perante os seus parceiros periféricos europeus, num dos pilares institucionais que constituem propósito da fundação da Comunidade Económica Europeia, agora União Europeia a 27.

Os Governantes Portugueses. As péssimas soluções políticas que apenas castigaram o povo português. As péssimas aplicações dos fundos comunitários. As sucessivas derrapagens nas contas públicas. As sucessivas derrapagens na gestão das empresas públicas e as grandes remunerações dos seus gestores sem que no entanto tenham demonstrado resultados convincentes. As sucessivas trapalhadas do Banco de Portugal na regulação económica. Compensação? Vitor Constâncio no BCE. Uma auditória independente às contas públicas portuguesas será o móbil exacto para finalmente se conhecer a verdadeira história do trajecto do Constâncio.

Tudo isto gerou um bail-out há muito esperado.

Ainda não sabemos em que moldes será pedida a ajuda externa. Ainda não sabemos as condições em que nos será gerada essa mesma ajuda. Temos apenas por consciência que a mesma não será benéfica para o povo. Esperam-se tempos ainda mais difíceis para o país.

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