Monthly Archives: Janeiro 2012

atrasos, pagamentos, irresponsabilidades…

Tenho tido informações que a UC está farta de enviar emails a todos os alunos a avisar as datas-limite do pagamento das prestações das propinas.

Nunca tinha acontecido semelhante coisa na UC.

A UC adopta uma postura de medo na medida em que parece temer que os estudantes não cumpram as suas obrigações (mal ou bem) perante a instituição, mesmo perante as restrições (por consequência) que coloca a todos aqueles que não as cumprirem: impossibilidade de matrícula no ano seguinte; em casos de conclusão de curso, a UC não reconhece o término do mesmo e não emite diploma (até porque este tem filas de espera de 10 anos segunda consta) ou certificados enquanto não forem pagas as propinas do estudante em causa.

Como em todas as responsabilidades perante o Estado Português ou empresas públicas\institutos sob sua tutela, o não pagamento de propinas implica o pagamento de juros de mora às mesmas. Neste caso específico, não existe sequer a opção do estudante pagar juros depois de decorridos 90 dias sobre a data limite do pagamento: qualquer aluno que decida\lhe seja impossível pagar no prazo estabelecido, começa a acartar com juros sobre a prestação em causa no dia posterior ao término do prazo.

Gostaria apenas, perante o que exemplifiquei nos parágrafos anteriores de perguntar à UC, mais especificamente aos Serviços de Acção Social, quando é que os meus colegas bolseiros recebem as suas bolsas?

O ano lectivo já começou em setembro e para muitos o seu processo de bolsa ainda não se encontra resolvido. O Ministro Nuno Crato previa o pagamento das bolsas o mais tardar em Outubro e em Janeiro há gente que nem sabe o que lhes espera.

Ou seja, o ministro Nuno Crato é mentiroso.

Vamos imaginar a situação. Se a primeira prestação das bolsas de estudo é paga a partir do mês de Outubro, já decorreram precisamente 122 dias. Não será legitimo que os estudantes bolseiros que apenas recebam hoje imponham o pagamento de juros sobre o total das prestações que tiveram em falta?

A mim parece-me legítimo.

Assim como me parece legítimo que um dia um estudante bolseiro (em enormes dificuldades para sobreviver; melhor, para ter direito a uma refeição que é o mínimo condigno com o artigo 2º da CRP) por falta de dinheiro se recuse a pagar uma refeição nas cantinas.

É nestas pequenas coisas que se vê quem tem palavra e quem não tem palavra. A palavra de Nuno Crato é nula, a UC tem medo que não paguem “as vacas ao dono” e os SASUC\DGES abusam por completo dos moribundos.

E a AAC? Onde é que se encontra a AAC no meio de todo este processo?

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O que é isto?

A estratégia do governo de Ângela Merkel, embora inserido num contexto histórico e social diferente, tem tiques puros de III Reich.

Muito brevemente, uma das influências do III Reich para a dominação da europa e do mundo foram as teorias geopolíticas da escola de Munique e de Karl Haushofer.

A Escola de Munique teve 3 fases: a fase científica e utilitária (1924-1933), a fase propagandística (1933-1936) e a fase justificada (1936-1945)

Na primeira, segundo as palavras do General Pedro Pezzarat Correia, antigo professor de Geopolítica e Geoestratégia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra: ““Nesta fase, a «geopolitik» alimenta a ideia de recuperação da Alemanha.
Serve como tentativa de repensar o papel da Alemanha no mundo.”

Na segunda, Correia afirma que ““A escola de Munique é sujeita à pressão do partido e a geopolítica alemã acaba por se tornar um veículo de propaganda da ideologia nazi”.

Na terceira, o autor vai mais longe e liga a ideologia à prática: ““O partido nacional-socialista ascende ao poder. A «geopolitik» passa para
uma fase instrumentalista e justificada, justificando e legitimando as conquistas territoriais e política belicista alemã.”

Assim, a contribuição teórica da Escola de Munique assentava em 5 pilares essenciais:

Espaço Vital: “capacidade de um determinado espaço geográfico necessário para atender às necessidades da sociedade humana (etnologicamente diferenciada) que ohabita”(IAEM, 1992), consubstanciando-se na fórmula «sangue e solo» onde se associava o meio e a economia ao solo e a raça e a sociedade ao sangue (Mendes, Dias2005).

Fronteira: “ a fronteira era natural, mas não seria derivada das coisas da Natureza (ex. barreiras impostas pela própria Natureza) ou de outros factores artificiais (ex.tratados) mas, sim , da natureza das coisas.” Por outro lado, o conceito de fronteiras também assentava no pressuposto de que o Estado era um organismo vivo e assim, em associação com a nova percepção de espaço vital a fronteira (Mendes, Dias 2005).

Autarcia: “está relacionado com a experiência traumática da Alemanha na primeira guerra mundial, e com o consequente conceito da «guerra total». A aquisição de capacidade para fazer face, com os seus próprios recursos, a situação de «fortaleza
sitiada» deveria ser a prioridade directriz da Economia mesmo em tempo de paz, a fim de preparar convenientemente o Estado para a próxima guerra”.(François, Raul 1996).

Pan-regiões: “permite atingir a plenitude da autarcia. É considerado o período emblemático da «escola de Munique» e constitui o modelo de análise mais nítido e mais característico do considerado paradigma dos «grandes espaços»”.A «escola de Munique» concebe então a divisão do Mundo em quatro grandes regiões, autosuficientes, geograficamente compensadas ao longo dos meridianos para garantir em cada uma delas a suficiente diversidades de climas que lhes permitissem poderem equivaler-se nas produções agrícolas ”.(François, Raul 1996)

A Pan-América, a Pan-Euroáfrica, a Pan-Rússia (englobando Afeganistão e o sub-continente indiano), e Pan-Ásia oriental, ou zona de co-prosperidade da grande Ásia. Cada Pan-regiões seria comandada por um «Estado director» (em situação não necessariamente de império, mas sim de efectiva hegemonia), o qual garantiriao desenvolvimento integrado de todo o conjunto, liderando a evolução científica e tecnológica, e orientando as especializações e as cooperações” (François, Raul1996).

Hegemonia Mundial “na medida em que, de um Mundo funcionando em paz sob o directório de quatro «Estados directores» se passaria a um Mundo regido pela hegemonia de um Estado, a Alemanha, o que viria a introduzir um fortíssimo incentivo para guerras naquela organização do Mundo em cuja proposta um dos argumentos principais era a suposta eliminação das causas da guerra”. A partir da
constituição da Pan-regiões, e de uma Paz pelo equilíbrio, passar-se-ia a uma Paz pela hegemonia, ou pelo império, através de um jogo de alianças, a constituir segundo três eixos principais. ”(François, Raul 1996).

Se relembrarmos a história, as conexões obtidas com esta contribuição teórica justificam a ligação do III Reich à Escola de Munique.

O pensamento nazi, catapultado pelo seu magnífico trabalho propagandístico não fugia à ideia da recuperação da humilhação alemã promovida pelos aliados no Tratado de Versalhes, na ideia da raça pura, do pan-germanismo consubstanciado na ideia de Gross Deutschland, do império tão grande ou maior que o império sacro-romano que pudesse dominar o mundo pelo prazo mínimo de 1000 anos.

Ou seja, em poucas premissas do pensamento nazi englobamos a autarcia, as fronteiras, a hegemonia e a tentativa de domínio alemão na Europa e no mundo.

Como é que isto foi posto em prática?

Por via da propaganda, das ideias adoptadas pelo nacional-socialismo alemão da experiência fascista italiana de Mussolini com olhares claros de desdém para o exterior numa índole de eliminar a ameaça externa, sem no entanto descurar o facto que internamente o poder ditactorial teria que ser imposto pelo monopolismo estatal do uso da violência e consequentemente por purgas internas aos opositores. Por via da asfixia aos países da Europa Central através de constantes tensões diplomáticas e ameaças bélicas. Por via de um sistema económico corporativista em que o Estado dominava a produção: Quem produz? Quanto produz? A quem vende? Com os ensaios bélicos promovidos na Guerra Civil Espanhola e com o sistema de alianças promovido pelo III Reich com Roma, com Tóquio e com Moscovo num tratado de não-agressão, que numa primeira fase era uma segurança para os alemães e ao mesmo tempo uma garantia de tentativa de pacificação Russa com o Japão.

Basicamente, pode-se dizer que os métodos de invasão alemã consistiram em asfixia dos países vizinhos e consequente anexação pacífica por falta de resistência militar por via da capacidade de juntar condições materiais que permitissem fazer frente à enorme máquina bélica do III Reich.

Não dispersando.

Volto à situação actual da europa.

A crise da dívida soberana da Zona Euro demonstra os tais tiques de III Reich no governo Merkel.

Em primeiro lugar, urge-me considerar alguns factos históricos:

1. Com o institucionalismo internacional imposto no pós 2ª Guerra Mundial, o uso da força por um parte de um Estado contra outro tornou-se ilegítimo.

2. O federalismo europeu tornou-se uma realidade tão importante que em primeiro lugar, ajudou a Alemanha a levantar-se dos danos provocados pelo III Reich durante os anos da guerra e num segundo lugar, voltou a ajudar a Alemanha depois da queda da RFA na ajuda ao desenvolvimento económico no contexto da Alemanha reunificada.

Nos últimos 20 anos, temos assistido a um pensamento alemão que incorre na vontade de juntar toda a Europa num estado único, cuja hegemonia é vista pelos Alemães (hegemonia essa dominada por Berlim) como a única capacidade da Europa se tornar competitiva do ponto de vista económico.

Daí toda a construção económica e financeira da europa segundo um modelo de moeda única e mercado único (União Económica Monetária e Integração financeira na zona euro) em que foi garantida à Alemanha o papel de hegémon de todas as forças e vectores europeus.

Merkel e os seus antecessores pegaram nessa oportunidade para poder asfixiar os restantes países (politicamente com as constantes perdas de soberania nacional e economicamente com as concessões crediticias que a banca alemã emprestou principalmente aos países em sub-rendimento da periferia europeia e que hoje estão a ser a garantia que o Estado Alemão tem para que estes países cumpram metas orçamentais e económicas).

Mais uma vez a lógica apresenta-se numa simples frase: “asfixiar para anexar e dominar”.

As sucessivas ajudas externas a Irlanda, Grécia e Portugal, a asfixia e perda de controlo dos governos Francês e Italiano nos mais variados ratings, as tentativas frustradas de renegociação das dívidas grega, portuguesa e irlandesa face aos credores privados alemães são o exemplo mais claro daquilo que os alemães pretendem da Europa.

A mais recente imposição do governo alemão de instituir um controlador externo às contas orçamentais do governo Grego não só representam mais uma investida alemã à perda de soberania nacional grega como concorre claramente no dito projecto alemão. Daí que Jean-Claude Junker, hoje, já tenha vindo a público negar a possibilidade de tal facto acontecer, numa afirmação de salutar.

No entanto, creio que se esta posição alemã não passar na cimeira europeia de hoje, outros métodos (decerto mais asfixiantes e mais repressivos aos estados europeus que constituam oposição às suas medidas) serão tentados para que pela via de políticas de pressão se façam as vontades às pretensões alemães. O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros também já veio repudiar a posição do governo alemão, o que para já, a meu ver, vem de encontro à minha ideia de que devemos bater o pé aos Alemães e às suas pretensões, mas, de facto pode ser uma posição que nos possa sair cara devido às pressões (negativas para o nosso bem-estar) que os Alemães poderão incutir ao nosso Estado.

Os dados estão portanto lançados. Restará aguardar para ver.

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Os amarelos vão virar laranja e vão beber Oranginas

Bem que ando a mentalizar os meus amigos amarelos para a realidade.

Com este treinador, a jogar dessa maneira, com as fraquezas ofensivas que demonstramos e com alguns jogadores que temos, vamos cair novamente.

Estamos apenas a 2 pontos do abismo. No domingo ou ganhamos ao Guimarães ou então que se comecem a fazer contas a resultados de terceiros.

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O “Caralho da Silva” quer ir para Belém

Nesta manhã, aos microfones da TSF, o antigo secretário-geral da CGTP quando interrogado pela possibilidade de se candidatar à Presidência da República nas próximas eleições presidenciais afirmou “ter disponibilidade e querer ajudar a sociedade”.

Está tudo dito. Pelo PCP Camarada?

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uma questão de critério?

Lembro-me perfeitamente de uma situação ocorrida numa época não-longínqua da Liga Portuguesa em que Paulo Bento, na altura treinador do Sporting, indignado se não estou em erro com uma arbitragem vergonhosa de Pedro Henriques a um jogo da equipa por si comandada num Benfica vs Sporting, ter ido ao flash interview\conferência de imprensa tecer duras críticas à arbitragem.

O Conselho Disciplinar da Liga, na altura comandado pelo professor Ricardo Costa, decidiu punir a revolta do agora seleccionador nacional com 12 dias de castigo, o que impediu a actual seleccionador português de se sentar no banco dos leões num empate em Paços de Ferreira numa altura em que o Sporting ainda lutava pelo título.

Em Novembro de 2008, Paulo Bento voltou a tecer duras críticas à arbitragem de um Sporting vs Porto para a Taça de Portugal que o Conselho Disciplinar da Federação considerou como “ofensivas”, Paulo Bento teria 1 mês de suspensão para cumprir no início da época 2009\2010, pouco antes de se ter despedido do Sporting.

Ontem, em Barcelos, não há margem para dúvidas que o Porto foi prejudicado em duas situações.

Vitor Pereira veio aoi flash interview criticar duramente a arbitragem de Bruno Paixão, um tipo que anda a mais na arbitragem portuguesa há mais de uma década. Não porque seja tendencioso porque não é, mas porque é um arbitro de qualidade muito duvidosa.

Todavia, não deixo de anotar a revolta explicita do treinador do porto cujas palavras foram: “a arbitragem uma vergonha”.

Consigo prever perfeitamente que o relatório do observador de arbitragem dessa partida será suficiente para que Bruno Paixão seja colocado na famosa “jarra”. Indiferentemente de tais futurismo, Vitor Pereira também deveria ser colocado na bancada por semelhante período de castigo aplicado na situação anterior a Paulo Bento.

Digo eu, não é?

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Quase nem acredito…

Alvalade meteu 38 mil almas porque:

a) Ainda há muita esperança (verde) neste país.
b) Ainda há muito dinheiro no bolso dos verditos, logo é um indicador precioso para o Gasparzinho impor mais um impostozito pro estado.
c) era de borla.
d) os verdes davam bifanas de coirato e uma mine a cada espectador.
e) ainda existem cegos.
f) ainda cantam cisnes no lumiar.
g) fodasse, morram verdes.

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Quase nem acredito

Nos 38 mil que estiveram hoje em Alvalade.

 

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Governação mundial sem liderança

Dani Rodrik — Professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard (Boston, Massachussets) – autor de um livro que estou a ler intitulado de: “The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy.”

A economia mundial está a entrar numa nova fase, na qual o alcance da cooperação global tornar-se-á cada vez mais difícil. Os Estados Unidos e a União Europeia, agora sobrecarregados pelo elevado endividamento e o baixo crescimento – e, portanto, preocupados com questões internas – já não são mais capazes de definir regras mundiais e esperar que outros alinhem.

A agravar esta tendência, potências emergentes, como a China e a Índia, atribuem muita importância à soberania nacional e à não interferência em assuntos internos. Isso faz com que não estejam dispostas a submeter-se a regras internacionais (ou a exigir que outros respeitem tais regras) – sendo assim improvável que invistam em instituições multilaterais, tal como os EUA fizeram no rescaldo da II Guerra Mundial.

Como resultado, a liderança e a cooperação mundial permanecerão com uma oferta muito limitada, exigindo uma resposta cuidadosamente ponderada na governação da economia mundial – mais especificamente, um magro conjunto de regras que reconheça a diversidade das circunstâncias e exigências nacionais em prol de uma autonomia política. Mas as discussões do G-20, da Organização Mundial do Comércio e de outras instâncias multilaterais prosseguem como se o remédio santo fosse mais do mesmo – mais regras, mais harmonização e mais disciplina nas políticas nacionais.

No que diz respeito ao essencial, o princípio da “subsidiariedade” oferece a forma correcta de pensar sobre as questões de governação mundial. Diz-nos quais os tipos de políticas que devem ser coordenadas ou harmonizadas a nível mundial e quais devem ser maioritariamente destinadas aos processos de decisão internos. O princípio demarca as áreas onde precisamos de uma governação mundial extensa, daquelas onde apenas uma fina camada de regras globais é suficiente.

As políticas económicas baseiam-se aproximadamente em quatro variantes. Num extremo estão as políticas internas que não criam (ou criam muito poucas) repercussões além das fronteiras nacionais. As políticas de educação, por exemplo, não necessitam de qualquer acordo internacional e podem ser deixadas, com segurança, entre os processos de decisão internos.

No outro extremo estão as políticas que implicam o “património comum mundial”: o resultado de cada país é determinado não pelas políticas internas, mas pela (soma total das) políticas dos outros países. As emissões de gases com efeito de estufa são o caso arquetípico. Em tais domínios políticos existem fortes argumentos para se estabelecer regras vinculativas mundiais, uma vez que cada país, entregue a si próprio, tem interesse em negligenciar a sua parte na preservação do património comum mundial. A incapacidade de obter um acordo global condenaria toda a gente a uma catástrofe colectiva.

Entre os extremos estão outros dois tipos de políticas que criam repercussões mas que precisam de ser tratadas de forma diferente. Primeiro, existem as políticas “prejudicar o vizinho”, por meio das quais um país retira benefícios económicos à custa de outros países. Por exemplo, os seus líderes limitam o fornecimento de um recurso natural, no sentido de aumentar o seu preço nos mercados mundiais ou prosseguem com políticas mercantilistas, na forma de grandes excedentes comerciais, sobretudo em situações de desemprego e de excesso de capacidade.

Uma vez que as políticas “prejudicar o vizinho” criam benefícios, através da imposição de custos sobre os outros, também necessitam de ser reguladas a nível internacional. Este é o argumento mais forte para submeter as políticas monetárias da China ou os fortes desequilíbrios macroeconómicos, como o excedente comercial da Alemanha, de forma a existir uma maior disciplina global, em relação à que existe actualmente.

As políticas “prejudicar o vizinho” devem ser distinguidas das políticas que se poderiam chamar de “prejudicar-se a si mesmo”, cujos custos económicos são suportados principalmente em casa, embora possam também afectar os outros.

Considere os subsídios agrícolas, a proibição de organismos geneticamente modificados ou uma regulação financeira negligente. Embora estas políticas possam impor custos a outros países, elas não são utilizadas para se extrair vantagens mas sim porque outros motivos políticos internos – tais como os distributivos, os administrativos ou as preocupações de saúde pública – prevalecem sobre o objectivo da eficiência económica.O argumento da disciplina global é bastante mais fraco com as políticas “prejudicar-se a si mesmo”. Afinal de contas, não deve ser da responsabilidade da “comunidade mundial” dizer a cada país como deve agir para influenciar os objectivos concorrentes. Impor custos a outros países não é, por si só, um motivo para a regulação mundial. (Na verdade, os economistas dificilmente reclamam quando a liberalização comercial de um país prejudica os concorrentes). As democracias, em particular, devem ter o direito de cometer os seus próprios “erros”.

Naturalmente, não há nenhuma garantia de que as políticas internas reflictam com exactidão as exigências da sociedade; até mesmo as democracias são feitas reféns por interesses especiais, com alguma frequência. Sendo assim, o argumento da regulamentação mundial assume uma forma bastante diferente com as políticas “prejudicar-se a si mesmo” e exige requisitos processuais destinados a melhorar a qualidade das políticas internas. Os padrões globais referentes à transparência, à ampla representação, à responsabilidade e à utilização de provas empíricas, por exemplo, não limitam o resultado final.

Diferentes tipos de política exigem diferentes respostas a nível mundial. Actualmente é desperdiçado bastante capital político a nível mundial para harmonizar as políticas “prejudicar-se a si mesmo” (principalmente nas áreas do comércio e da regulação financeira) e não é gasto o suficiente nas políticas “prejudicar o vizinho” (tais como os desequilíbrios macroeconómicos). Esforços demasiado ambiciosos e mal direccionados na governação mundial não serão benéficos para nós numa altura em que a oferta de uma liderança e de uma cooperação mundial continua limitada.

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vamos cá ver se nos entendemos

Jorge Silva Carvalho é maçom e antigo chefe do SIED.

Roubaram-se documentos do telemóvel do jornalista do público Nuno Simas. Carvalho entretanto saiu do SIED e foi trabalhar para a Ongoing. Carvalho monitorizava 3800 telemoveis e os respectivos dados de altas figuras da alta roda portuguesa.

Jorge Silva Carvalho andou a dizer ao deus dará (aos da Ongoing e da sua loja maçonica) informações que tinha obtido a partir do seu cargo no SIED e a partir do seu emprego na referida empresa preparava uma reforma nas secretas. Estamos portanto perante alguém que sabe de informações que pertencem a vários processos que estão pendentes na justiça e que sabe de informações estratégias que pertence ao Estado Português. Estamos portanto perante alguém que pode colocar em risco a segurança do nosso país.

Não será prejudicial manter um indivíduo destes à solta?

Não será apropriado punir um indíviduo deste calíbre para que actos de semelhante escala possam acontecer dentro dos serviços secretos portugueses e possam por em causa a segurança e a defesa do estado português?

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Leonard Cohen – Suzanne

Leonard Cohen — “Suzanne” — Álbum: Songs of Leonard Cohen (1967)

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patos

Diz a comunicação social que o FC Porto ofereceu uma proposta de 5 milhões por Paulo Henrique Ganso do Santos.

Os negócios do Porto com o Santos já dão água pela barba.

Aquando da venda de Diego para o Werder Bremen, o clube santista queixou-se que o Porto não tinha respeitado a clásula que previa o pagamento de um x de uma futura transferência do médio mais os direitos de formação do atleta, na altura algo como 2,5 milhões de reais (cerca de 1,1 milhões de euros) quezília que o clube santista quis inclusive levar para o tribunal Estadual de São Paulo.

Neste verão, o Porto compra mais dois jogadores ao Santos: Danilo por 13 milhões e Alex Sandro por 9. O primeiro é, por insistencia do Santos pago a pronto, para ser libertado em dezembro no fim da época brasileira, caso contrário cumpria contrato até Março. O negócio do 2º é acertado a 3 tranches, uma a pagar em Setembro, outra em Janeiro e outra em Junho de 2012.

Acontece que, o Porto envia de volta Jorge Fucile para o clube brasileiro a título gratuito como perdão do pagamento de uma tranche de Alex Sandro que deveria ser paga neste mês de Janeiro.

Perante este historial de negócios, ainda tem o descaramento de oferecer 5 milhões por um jogador que vale 50. Mesmo que ofereçam 50, eu se fosse presidente do Santos não vendia o atleta. Não o vendia porque sofria o risco de não receber o pagamento.

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Infelicidades

Foi assim que o Maiorca caiu nos quartos-de-final da Taça do Rei às mãos dos bascos do Athletic de Bilbao.

As imagens dispensam quaisquer comentários…

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Momentos felizes da Académica

Ontem, no Auditório Central do Polo II assisti a uma das melhores comédias de sempre desta academia: a tomada de posse da nova Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

A hipocrisia e a bajulação andaram de mãos dadas, de tantas as cabeças naquela sala.

De Eduardo Barroco de Melo, um discurso de “fim de linha”. O antigo presidente da Direcção-Geral tentou, à frente de todos os convidados presentes branquear algo que não foi e algo que não fez: trabalho e resultados práticos.
O antigo presidente da DG chegou inclusive a expandir-se em agradecimentos (estranhos no mínimo) ora a colegas de Direcção-Geral que arruinaram o seu trabalho, ora a colegas que pouco ou nada fizeram no ano em que estiveram consigo no comando dos destinos da Académica. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Não falemos mais em tristezas.

De Ricardo Morgado, um discurso de início de sales season. Muita luta. Muita luta que dentro de um ano se transformará a meu ver em muita parra e pouca uva. Priceless. A continuação da dinastia terá obviamente que prometer para cair em graça. No fim de contas, por mais cálculos mentais que possam ser feitos, o resultado será zero, ou seja, tudo continuará na mesma.

Ricardo Morgado não se importou de mandar umas boas punchlines a Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC. São a meu ver punchlines de circunstância, dado o nó institucional em que o administrador se encontra devido à pressão que Lisboa exerce sobre a sua actuação institucional. No entanto, na óptica do estudante fica bem ao novo presidente começar com um discurso moralizador, para depois, lá para meio do ano, nos diálogos institucionais entrar de pantufas e sair de pijama vestido.

Depois uma nota para a sua equipa. Lá andavam eles todos sorridentes. Competências é uma coisa que não vejo em muita gente. Efeito bajulação? Muita. Hipocrisia? Muita. Facadas nas costas? Pois claro. É assim que certas pessoas chegam a Direcções-Gerais. Arrisco-me a dizer que pegava em maior parte da sua equipa e todos espremidos não dão 1 de jeito.

O certo é que o futuro está aí mesmo à porta. Luta por um ensino gratuito e de qualidade ou ficar parado à espera que Lisboa corte ainda mais direitos e continue gradualmente a fomentar um ensino elitista. Ricardo Morgado saberá melhor que ninguém que este ano será crucial para a Académica. Coloco apenas uma dúvida na minha mente: filiado na JSD, estará Ricardo Morgado disposto a ir contra os governantes do seu partido?

Para finalizar, uma nota mais pessoal enquanto seccionista cultural da AAC: falou-se muito do desporto universitário. Nada contra. Os resultados estão à vista e são salutares. Parabéns a todos aqueles que lutaram pelo melhor dos nossos desportistas e aqueles que deram de si em prol da Académica. Cultura? Zero. Meia dúzia de linhas pouco coesas para ficar bem no papel. Depois da incompetência Jéssica Barandas na cultura da AAC, posso perguntar o que é que nos vai calhar na fava com 2 pessoas que nunca trabalharam numa secção cultural?

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Ninguém quer saber

É um número deveras preocupante: 10 idosos foram encontrados mortos em suas casas desde o início do ano na Grande Lisboa.

Lembro-me de uma vez já ter escrito sobre este assunto neste blog. Continuo a reflectir na seguinte medida: se verificarem uma a uma as casas deste país, talvez encontrem centenas de surpresas iguais a estas. No entanto, o dispositivo montado pelas autoridades estatais já melhorou em certa medida: em Trás-os-Montes foi criado um dispositivo que prevê que a polícia visite diariamente aldeias afastadas das cidades onde habitam menos de 10 idosos.

Todavia, estes casos deixam-me a pensar no bem-estar que o estado português está em falta perante os seus cidadãos, quer pela sua acção directa quer pela descentralização de responsabilidades para as autarquias.

Em Portugal não são raros os casos de idosos encontrados sem vida nas suas casas, alguns com o cadáver decomposto pelo tempo que medeia o óbito e a descoberta do óbito. Em Portugal são banais os casos em que filhos\sobrinhos\netos abandonam os pais, tios e avós à porta dos lares das misericórdias, dos lares privados, na própria rua ou nos hospitais. Em Portugal, existe uma considerável percentagem da população que trata o idoso como se fosse um animal de estimação: se dá problemas, abandona-se. Se está doente, deixa-se no hospital que eles tratam dele. Se morre, vamos buscar a herança pois isso é o que importa.

No meio desta roda-viva, o Estado Português (quer pela sua acção directa, quer pelas autarquias ou IPSS´s) é incapaz de promover uma aferição do número de idosos em Portugal que vivem na mais crua solidão e criar programas que obriguem as autarquias e IPSS´s a fazer o trabalho para a qual existem: visitar os idosos diariamente e acercar-se de eventuais necessidades que estes possam ter\dificuldades.

Vou dar o exemplo dos regimes de Estado Providência continentais (Alemanha\França) – São regimes assistencialistas. Enquanto que em Portugal, o Estado não incentiva as famílias a tomarem conta dos seus idosos e tão pouco se esforça para que os grupos de risco sejam vigiados, na Alemanha e na França, os sucessivos aparelhos governativos crêem e incentivam monetariamente um conjunto leque de soluções para os idosos que tire ao Estado a responsabilidade de os inserir em lares para a 3ª idade. Dou um exemplo: se um idoso na Alemanha ou em França tem 2 filhos vivos, o Estado tentará (através do pagamento de um valor extra anualmente) que os filhos tomem conta dos pais. Se estes não quiserem, e se o idoso em causa tiver 2 sobrinhos, a obrigação passa directamente para os sobrinhos. Se tiver dois netos, passa para os netos. E funciona, dado que nesses países existe um respeito pela velhice que o português claramente não tem.

Nesses regimes, só em último caso (nenhum familiar vivo, nenhum familiar quer tomar conta do idoso, não existem vagas em IPSS´s locais ou regionais) é que o idoso fica sob tutela de entidades criadas pelo poder central.

Aqui, pelo contrário assistimos a uma banalização do estatuto do idoso. Dezenas são abandonados nos hospitais como se tralha se tratassem. E por lá ficam, lamentando-se com enfermeiros e médicos à espera que a sua família se volte a lembrar da sua existência. Outros, ficam sozinhos em casa sem que ninguém queira saber do seu quotidiano. Depois acontecem casos como os que podemos ler na reportagem do Jornal Público.

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Frase do dia

Esta frase pertence ao comandante do Costa Concordia Francesco Schettino: “Quando me apercebi de que o navio estava inclinado, fui-me”

Espectáculo!

 

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Barcelona 2-2 Real Madrid

Sem querer entrar em muitos pormenores:

1. As minhas previsões saíram meio furadas. Este Real Madrid surpreendeu-me. Pelo início fulgurante e por uma 2ª parte de luxo. Este Real Madrid de Mourinho, pelo que fez, mereceu muito mais do que o empate em Nou Camp. Até agora, dos jogos que vi do Barcelona, este foi o único jogo em que vi os adeptos do Barça irritados, pensativos e com aspecto de quem estava a temer o pior.

2. Uma primeira nota a sério: Pepe a titular, cumprindo um risco. Mourinho foi corajoso e meteu um jogador que tem sido apupado por meio mundo nos últimos dias e cuja agressão a Lionel Messi já foi inclusive alvo de uma pergunta de dois eurodeputados espanhois (eleitos por partidos catalães) à Comissão Europeia. Lass Diarra ao centro, numa tentativa de acrescentar músculo perante a intensiva circulação de bola da equipa de Guardiola e Kaka à esquerda do ataque. No Barça, tudo igual ao de sempre.

3. Um começo de partida algo atribulado com o Real Madrid a evidenciar superioridade no primeiro quarto-de-hora. Afoita, a equipa de Mourinho tentava aniquilar o jogo central do meio-campo catalão com pressão alta e com marcações eficazes a Messi e a Iniesta. (este último haveria de sair lesionado) – nos primeiros minutos, penso que fica uma grande penalidade por assinalar a favor do Real. A arbitragem, de certo modo, protegeu sempre os catalães na medida em que qualquer toquezinho de um jogador do real era assinalado, mesmo aqueles em que não existiu contacto físico entre jogadores. Depois, dois momentos importantes da partida que poderia ter mudado por completo esta eliminatória: o remate de Ozil (era um golão) e a brincadeira de Pinto que Higuaín não conseguiu concretizar (se tivesse dado para o centro estaria Ronaldo pronto a inaugurar o marcador).

4. Depois deste início de rajada do Madrid, o Barça acordou e começou a por em prática o seu futebol de circulação, colocando portanto um bocado de gelo no jogo. A fase de adormecimento dos merengues foi tão óbvia que o Barça tinha reservados para os 5 minutos finais da primeira parte os seus dois golos na partida: o primeiro numa jogada típica em que Messi rasga pelo centro do terreno e consegue dar a bola a Pedro na esquerda na última décima de segundo possível antes do defensor (neste caso Sérgio Ramos ou Pepe) conseguirem chegar aquela bola e o segundo noutro lance estudado onde Daniel Alves aparece solto à direita após cobrança de um livre no centro. Fabio Coentrão errou claramente no 2º golo da equipa “culé”.

5. 2ª parte. A entrada de Karim Benzema mudou tudo. Benzema anda mais esforçado, mais rápido, mais alegre, a vir buscar a bola mais e a usar mais as diagonais. Foi precisamente a partir de diagonais que o Real Madrid atingiu os seus dois. Primeiro por Ronaldo numa belíssima desmarcação e depois por Benzema, num lance em que Fábio Coentrão faz um passe exímio e Benzema deu um nó cego em Carlos Puyol. À esquerda, Ozil fazia gato sapato de Abidal e por duas ou três vezes ameaçou a baliza de Pinto. Numa delas, Ronaldo poderia efectivamente ter dado a passagem ao Madrid.

6. O Barcelona por sua vez foi recuando e foi apostando no contra-ataque. Por duas vezes Xabi Alonso (está muito mas mesmo muito abaixo de forma) perdeu a bola em zona proibida e por duas vezes o marcador poderia ter rolado novamente para a equipa comandada por Pep Guardiola.

7. No duelo dos bancos, Guardiola não parecia muito satisfeito com o rendimento da sua equipa. Já o banco do Madrid estava em pulgas. Rui Faria e Karanka constantemente levantados e de Mourinho era constante o bocejar do típico “filho….” sempre que o arbitro assinalava uma falta ou um fora-de-jogo contra o Madrid.

8. No fim da partida, Sérgio Ramos é bem expulso.

9. Jogadores da partida, Benzema para o Real pela dinâmica, pela revolução que deu no ataque e pelo nó cego em Puyol. Para o Barça, o inevitável Messi: mesmo quando a equipa não joga bem, Messi resolve.

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Adeus. Não voltes mais.

Amanhã termina o mandato de Eduardo Barroco de Melo à frente dos destinos da AAC.

Pelas razões que ele bem conhece, é por mim considerado o pior presidente da história da AAC.

Mesmo assim vale a pena relembrar os “grandes episódios” do seu triste reinado:

aqui – Despede João Alexandre de Secretário-Geral da Queima das Fitas, 4 dias após a sua tomada de posse.

aqui – Volta atrás na sua decisão e readmite João Alexandre.

aqui – Despede o Administrador João Alves por “falta de confiança política” medida que consideramos injusta.

aqui – Azeda a relação com os núcleos, agudizada depois com os obstáculos criados a uma actividade dos pelouros das saídas profissionais do NEE\AAC e do NEG\AAC.

aqui – A meio do mandato moscambilhava para se recandidatar.

aqui – a constante má gestão da sua equipa de trabalho na DG.

aqui – a demissão do Tesoureiro Miguel Andrade na última noite de latada e a chuva de comunicados que se seguiu nos dias posteriores.

Pelo meio ainda tivemos lugar para atitudes nada democráticas em respostas a sócios em Assembleia Magna, o bloqueio de uma deliberação de uma decisão de Assembleia Magna justificada pela falta de “quorum” e porque o presidente da DG não quis dar o braço a torcer aos proponentes da dita moção, a ameaça aqui ao blogger, a compactuação com os mundanos comportamentos da secção de jornalismo, uma manifestação a Lisboa que redundou num enorme fracasso, uma fraca actuação nos campos da política educativa, uma luta incipiente perante os SASUC no cumprimento das suas funções institucionais e nos cortes promovidos na Acção Social, atitudes rebaixistas do bom nome e prestigio da Associação Académica de Coimbra em ENDA, as guerras fracticidas com presidentes de núcleo, com super coordenadores e vice-.presidentes, e ACIMA DE TUDO ZERO DE TRABALHO REALIZADO e ZERO DE RESULTADOS PRÁTICOS.

O seu mandato não deixará saudades no nº1 da Padre António Vieira.

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