Monthly Archives: Setembro 2010

Presa pelos cornos

Uma Cabra apanhada fora-da-lei.

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Anti-associativismo

Pelo que é visto na imagem, parece que existe alguém dentro desta casa que pode negar a entrada de novas ideias e novas perspectivas… E o fiscal ainda anda a dormir?

Este artigo 6º (Admissão de Sócios) vai contra os Estatutos da AAC e a livre participação nos associativismo daquela que se considera a maior academia do país?

Será possível uma secção cultural desta casa vedar escolher a admissão de sócios em plenário em tempos que se faz queixa de falta de mobilização?
Ou será uma maneira de controlar a informação dentro da AAC?

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Este Sporting é miserável

1. A começar pela direcção. A direcção de José Eduardo Bettencourt está no Sporting a proteger os interesses de outros que não a do próprio clube. Quando digo “interesses de outros” refiro os interesses dos credores do Sporting, a banca… da qual José Eduardo Bettencourt fazia parte a tempo integral antes de ser presidente da SAD e do clube.

A direcção do Sporting é uma direcção de incompetentes, de anjinhos, de puros amadores… Não falam, não agem rápido. Demoram séculos a procurar jogadores e milénios a contratá-los. Procuram sistematicamente a contratação de jogadores mediocres pelo preço mais baixo do mercado. E se repararem bem, quase todas as contratações do Sporting para esta época não passaram de jogadores que são amigos de Costinha ou de jogadores que foram autenticamente despachados pelos clubes que fizeram propostas sobre os activos do Sporting. Valdés e Maniche vieram por amizade a Costinha. Nuno André Coelho e Zapater vieram envolvidos em negócios. Marco Torsiglieri é o exemplo crasso de um jogador que foi cá posto por um empresário qualquer.

Como disse, o Sporting demora “séculos” a negociarcontratar um jogador. Quando não o contrata, a direcção usualmente vem a público esconder-se por debaixo do escudo do argumento “não há dinheiroo sporting tem dificuldades em ir ao mercado”. No entanto, todos os dias, os sócios do Sporting são brindados com sucessivas propostas de restruturação financeira que promete mais dinheiro para ir ao mercado. Nada mais que areia para os olhos.

A direcção do Sporting andou durante meses a prometer uma equipa competitiva. Se na fase inicial da presidência, a José Eduardo Bettencourt era dado o benefício da dúvida para organizar a casa, actualmente o presidente do Sporting tem que ser apelidado de incompetente. Em Janeiro perdeu Ruben Micael para o FC Porto acabando por gastar 6,5 milhões de euros num jogador chamado Sinama-Pongolle que no período em que esteve no Sporting não fez absolutamente nada. Perdeu um grande treinador para o rival FC Porto e contratou um treinador (Paulo Sérgio) que não é melhor que Carlos Carvalhal…

A continuar assim, é preferível adoptar um discurso mais comezinho e sobretudo diminuir o orçamento. Não se pode lutar por um objectivo tão pequeno como a Liga Europa com uma “máquina orçamental” igual à que o Sporting detém na actualidade.

Isto sem falar da atitude que José Eduardo Bettencourt tem demonstrado nas relações com os rivais. Os pretensiosos almoços com o Presidente do Benfica Luis Filipe Vieira são a face visível de um clube que se pretende rebaixar sobre um rival que quando tem oportunidade de mandar a facada manda… O Sporting, pela sua história, pelo seu orgulho, não deve ter qualquer tipo de relações com o rival… Nem sequer deveria falar com o rival, quanto mais compactuar com as suas políticas…

Quanto à imprensa, o presidente do Sporting não é capaz de vir a público defender o clube da pressão que é feita por esta e de certa maneira colocar uma certa tranquilidade no trabalho do futebol profissional.


2. A direcção técnica. Como diz o povo, Paulo Sérgio aparece no Sporting “sem ler nem escrever.” Paulo Sérgio poderá vir a ser um treinador com futuro no campeonato Português, mas neste momento, não é o treinador que o Sporting precisa. Para além de não ter grandes provas dadas no principal escalão, não detém o pulso necessário para por ordem no instável balneário do Sporting nem é capaz de colocar o Sporting a vencer e a jogar bom futebol.

Outra mácula em Paulo Sérgio (pelo menos neste arranque de campeonato) é a forma como se dirige para a imprensa. Há algumas semanas atrás afirmou que “tinha a melhor equipa do mundo”. Isso é um bom discurso para ter dentro do balneário mas é um péssimo discurso para o exterior, visto que pressiona uma equipa que desde há alguns anos é uma equipa intranquila.

À 6ª jornada, Paulo Sérgio ainda não sabe bem que táctica deve aplicar e ainda não conseguiu fazer com que os jogadores assimilassem os seus processos de jogo. Isto, se eles realmente existirem. Eu olho para este Sporting à semelhança do Sporting de Paulo Bento: ninguém se mexe no meio campo e o jogo acaba por ser um jogo bombeado pelos centrais lá para a frente à espera que alguém ganhe uma bola e faça mexer o ataque.

Se Paulo Sérgio quer jogar pelas alas, os únicos alas que realmente tem são Diogo Salomão e Simon Vukcevic. Matías nunca foi ala e nunca o será. Valdés, Yannick ou Postiga muito menos.


3. Sobre a equipa.


O plantel foi mal construído desde o início da época. Falta muita coisa a este plantel para poder lutar pela competição que seja.

Começando pelo guarda-redes. Rui Patrício é um guarda-redes que deixa qualquer defesa insegura. Daí que se tenha comprado um guarda-redes mais experiente (Hildebrand) como Paulo Sérgio desejava. Mesmo assim, Hildebrand fica no banco ou na bancada.

Na defesa, Nuno André Coelho deu algum acerto no desarme e nas bolas aéreas, uma das principais causas da péssima época que o Sporting fez na época passada. Carriço parece que desaprendeu a jogar à bola e continua a posicionar-se muito mal, Polga “está literalmente morto desde o 7-1 de Munique” e Torsiglieri é um jogador de fraca qualidade. Nas laterais, Evaldo e João Pereira são jogadores que têm demonstrado muita luta, muita garra mas caso se lesionem Grimi e Abel são jogadores de uma qualidade muito duvidosa.

A defesa na era Paulo Sérgio é capaz de adoptar posturas radicais de jogo para jogo: nos primeiros jogos jogava demasiado adiantada e permitia que os adversários colocassem o seu jogo nas suas costas. Agora é uma defesa que teima em não subir quando necessita de subir. O golo do Nacional no jogo de hoje é a amostra clara de uma defesa que demorou imenso tempo a subir.

No meio campo, a falta de Pedro Mendes pode ser bem disfarçada pela presença de André Santos. No entanto ao lado tem um Maniche que já não tem pernas para estas andanças e ao Sporting falta um playmaker de qualidade. Falta um jogador criativo que pegue na bola no meio campo e possa  abrir espaços a partir de sucessivos dribles e conseguir jogar na desmarcação dos avançados. Maniche não é esse jogador. Zapater também não é esse jogador. Matías é esse jogador se estiver ao mais alto nível. Do reforço Tales nada foi visto. Izmailov é um caso perdido.

A meio dos jogos, o meio-campo do Sporting encontra-se perdido. Já não dá coesão defensiva e deixa o miolo aberto para o meio-campo adversário. Não batalha e como tal não conquista os ressaltos que possam surgir nas suas esferas de acção. É um meio campo extremamente colado ao ataque, que nem sequer é capaz de fazer correctamente a transição defesa-ataque.

Nas alas, volto a referir o problema que deixei lá atrás. Quer no 4-4-2 clássico como no 4x1x3x2 Paulo Sérgio necessita de alas. Alas que sejam capazes de desiquilibrar a partir da finta e da explosão em velocidade. Não os tem. Salomão necessita de crescer. Vukcevic faz estragos num flanco mas no outro está lá um Valdés ou um Matías que não aquecem nem arrefecem. Porque não são alas.

Na frente, muita falta de qualidade. Os tempos de Lièdson acabaram e já é tempo de reduzir a despesa salarial que é dada pelo “levezinho” ao clube. Saleiro e Postiga são meros sonâmbulos que andam por ali e que nem sequer tem qualidade para envergar a camisola. Yannick é um jogador limitado em muitos aspectos, desde logo, na técnica.

Este ataque é atabalhoado. Muito por culpa do meio-campo. Em vez de esperar pelo jogo, é o próprio ataque que tem que vir ao miolo construir jogo para a equipa.


Os jogadores do Sporting falam muito e poucas provas dão. Protestam mais do que aquilo que jogam. Se ao menos disfarçassem a falta de qualidade com atitude, crença de vitória, garra, espírito de batalha, talvez conseguissem melhores resultados. O que é certo é que nem têm qualidade nem garra, nem crença na vitória. Já entram no campo derrotados. Se estão a perder ou a empatar por volta dos 60″ começam a perder a cabeça e a jogar com o coração. Cometem erros e infantilidades de forma repetitiva. Fazem desesperar os adeptos, cansam os adeptos, desmotivam os adeptos que nem sequer aparecem no estádio.


Já uma vez tinha dito neste espaço que o futebol como uma industria precisa que o investimento numa equipa seja arrojado e pela certa nos jogadores certos: para se ter gente no estádio é preciso que se proporcione um bom espectáculo.

Para que se proporcione um bom espectáculo é necessário que se ganhe ou que se perca a jogar bom futebol, a dar alento aos adeptos…

Para que se proporcione um bom espectáculo e vitórias, é necessário que se contratem bons artistas do futebol. Para que se contratem bons artistas é necessário que se tenha um bom sistema de “scout” e sobretudo capacidade de investimento.

Se os bons artistas proporcionarem um bom espectáculo de futebol e vencerem, as pessoas vão ao estádio, as pessoas compram a marca, os bons patrocínios aparecem e o investimento feito na aquisição de bons jogadores tem retorno.

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Lembram-se dele?

Lembram-se dele? É, é sim. É ele, Ricardo Sousa, o jogador! Aquele que actualmente joga na Oliveirense e que no passado marcou o golo da vitória do Beira-Mar na final da Taça de Portugal da época 19981999.

Pois é. Os paizinhos do menino Ricardo Sousa andaram a ver se metiam o menino no plantel profissional do Beira-Mar desta época.  Depois do menino ter feito a merda que fez há algumas épocas atrás em que tiveram que lhe rescindir o contrato a meio da época.

O Sr. Antonio Sousa, pela experiência que tem no futebol deve decerto compreender que no futebol profissional não existe lugar para as caridades. Caridade é na paróquia, na segurança social e nas misericórdias. O Sport Clube Beira-Mar não é obrigado a contratar jogadores que marcaram a vida do clube só porque sim, só porque um antigo técnico o entende. O Sr. António Sousa, danado por não terem contratado o seu pequeno delfim, decidiu reclamar uma verba de 10 mil euros ao Beira-Mar que remonta aos tempos em que era treinador do clube. O Beira-Mar demorou (segundo as palavras do seu presidente Mário Costa)  um a dois meses a pagar a dívida que tinha perante o antigo técnico que mesmo assim não ficou satisfeito e conseguiu que o tribunal mandasse penhorar a conta-corrente que o Beira-Mar possui no Finibanco.

O Sr. António Sousa, como sócio da instituição, como uma pessoa que se auto-intitula um grande Beiramarense, sabe perfeitamente qual é o grau de dificuldades financeiras que o clube atravessa e a gravidade desta decisão juridica para a vida do clube.

Como tal, o Sr. António Sousa também deverá ficar informado que se depender de mim e de muitos Beiramarenses (sérios) não deverá entrar mais dentro do Estádio Municipal de Aveiro.

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Perguntas da noite para o dia

Convido o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Águeda, o Dr. Gil Nadais, e todo o seu executivo a tomar a liberdade de vir a público responder a estas questões:

1. Se a Câmara Municipal de Águeda comparticipou a Festa do Leitão com o generoso montante de 174.982. 74 euros porque é que anda a dizer aos pais dos alunos da pré-primária da Chãs que não tem dinheiro para pagar às auxiliares de educação?

2. Se o Rio Águeda (aquando da realização da Festa do Leitão) estava tão bonito com um caudal considerável, porque é que agora passadas duas semanas mais parece uma fossa a céu aberto?

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Não é sério

Em Portugal, o que eles falam sobre os jovens também não é sério.

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Agora também escrevo aqui

No Criticamente Falando, o site mais crítico da internet… Pode ser visto aqui.

Quem pretender aderir ao grupo do facebook, poderá fazê-lo aqui.

Devido ao facto dos artigos estarem devidamente licenciados sobre o registo dos site na Creative Commons, não poderei os poderei transcrever para este blog. Por isso, peço que regularmente estejam com atenção ao referido site quando pretenderem ler os meus artigos.

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A geração Danoninho

Hoje a letra está formatada a cor-de-rosa porque sim, porque é uma cor que é fixe, baril, totil!

Os putos de hoje em dia são altos posers. A maioria, salvo excepções. A culpa é da merda da internet. Se não for da internet, a culpa é de quem eu quiser visto que eu neste espaço sou o único administrador, portanto, atribuo-a a quem me apetecer. Se a culpa é de um, o mal é do mesmo.

Os putos agora vem para a universidade com a mania que sabem tudo. São todos dotados de uma inteligência rara e de um falso bom gosto. Principalmente na musica. Aparecem aí aos magotes pelas ruas, vestidos com camisolas dos Ramones, dos Clash, dos Sex Pistols ou então com uma t-shirt estampada com o focinho do Kurt Cobain. Quando falam de musica, a sua arrogância no argumento topa-se a léguas. Pensam que sabem tudo, ousam fingir que são os maiores fãs de tudo e tentam explicar-nos as merdas como se nós (malta nos vinte e tais) fossemos equiparados aos paizinhos. (Explica-me então como se eu fosse tão burro que não soubesse mesmo nada nada!)
À primeira pergunta que faço para ver se os gajos puxam da tola, caem que nem patinhos e de facto demonstram a prova nítida que nada sabem e que tudo não passa de uma atitude falsa. De uma atitude clara de fazer transparecer uma atitude de poser.

Depois da fase das camisolas, começam a falar das guitarradas, das letras, das performances… Não percebem ponta, mas continuam a falar como se tivessem um doutoramento no assunto. São as interwebs e os média a funcionar ao topo. São capazes de ler a opinião de crítico A, de Crítico B mas não são capazes de meter a mão na testa e estabelecer um gosto, uma crítica própria que seja. Escondem-se por detrás da crítica da Blitz, do Ipsilon, da New Musical Express, da Rolling Stone ou da Pitchfork. O que é que me interessa saber disso se eu sou do tempo que a Radio Comercial era a única fonte de informação com que a minha geração tinha acesso ao que de bom saía lá fora? Não haviam interwebs, haviam gravadores de cassetes para gravar directamente da rádio. Muito raramente haviam 4 contos para comprar um álbum. De mês a mês no meu caso. Agora é tudo muito bonito. Vai-se a um site e faz-se download tão facilmente como se vai à mercadoria da esquina comprar um pacote de arroz.

A minha geração tinha mais apreço pela música que a actual tem nos tempos que correm. Eram tardes e tardes passadas à espera que um certo tema passasse na rádio. Ah, a radio, essa velha fonte de informação…
A própria rádio tem-se vindo a alterar ultimamente. Se antes, as playlists apresentavam uma certa diversificação e até o cunho pessoal do locutor ou da equipa de locutores, actualmente, nota-se que existe uma playlist forçada e um fenómeno de playlists completamente repetitivas. As últimas enjoam-me profundamente. Casos da Mega FM, da Cidade FM, da Comercial, da RFM. Se bem que para os tipos da RFM a música parou nos anos 90. Outras pelo contrário, continuam a fazer um bom serviço de divulgação de música: os casos da Antena 3, da TSF, da Antena 1 e em particular, da RUC entre nós…

Bem, no que diz respeito à música, os putos são a verdadeira geração danoninho. Consomem a música como se fosse um iogurte que os papás lhes trazem lá do supermercado. Ainda hei-de postar aqui a minha opinião dos putos quanto à literatura. Aí, o esforço de compreensão da minha parte será mais difícil visto que a Ministra da Cultura ainda está a pensar como os deve meter a ler.E que tal começar por  “uma super excitante Aventura no Ministério da Educação?”

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Nunca mais irei escrever sobre o amor

“ Olhá-la nos olhos é como descobrir um conjunto de coisas, de sensações, um todo de valores, de bons valores , de simpatia, de amizade, de carinho, de ternura. É descobrir aquilo que roça o perfeito. É descobrir aquilo que nos interessa para sermos felizes.
Olhá-la nos olhos é olhar o infinito e esquecer que possa existir mundo, que possam existir outras realidades para além do seu ser e do seu modo de estar.
Olhar nos olhos como a olhei, é sinal de um amor nato que por ela tenho. É sinal que não só a amo, como desejo puramente toda a sua amizade e tudo aquilo que ela sabe que me pode dar.
É sinal que é ela que quero mais do que tudo nesta vida(…)

(…) aquele sorriso fascinante, aquela boca que procurava a minha língua, aquela simplicidade no andar, aquele ombro que ampara as minhas quedas e  onde me dá conforto chorar sem medo que os homens me descartem da sua realidade, aqueles olhos cerrados naquele primeiro beijo que conto repetir mais vezes durante toda a minha pequena existência”


Introdução ao Capítulo II by João Branco (copyrights reserved)

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Beira-Mar 1-1 Marítimo

Antes das ilações do jogo, o momento crucial: golo anulado ao Beira-Mar aos 90″ por pressuposto fora-de-jogo de Hugo no momento do cabeceamento que antecede o seu toque para golo. Para isso, peço-vos que parem o vídeo aos 59 segundos para verem a posição do Hugo.

O Beira-Mar recebeu ontem o Marítimo tendo empatado a 1 bola. Não foi um jogo bem disputado, se bem que o Beira-Mar fez mais para vencer que o Marítimo.  E ao fim ao cabo, venceu, não fosse o facto de Artur Soares Dias ter invalidado um golo claramente limpo.

Nota-se que o Marítimo é uma equipa que tem outros argumentos. É uma equipa composta por jogadores com uma tecnica mais apurada e com um bom sentido tactico. No entanto, no jogo de ontem, o Beira-Mar foi mais forte. O Marítimo limitou-se a tentar anular lá atrás a influência do trio da frente (Varela, Artur e Wilson) de modo a poder jogar num contra-ataque deliberado em que Kléber e Babá são grandes especialistas. O Beira-Mar é uma equipa que comete muitos erros e que ainda não tem os processos ofensivos bem assimilados. Para além do facto de não ter um grande desiquilibrador, a circulação de bola é imperfeita, cometendo-se muitos erros no passe (principalmente Djamal e João Luis) e nas recepções (Renan e Wilson).

Defensivamente nota-se que falta alguma acutilância e agressividade quando o adversário tem a bola. Tenho visto que a equipa não ataca o portador da bola, optando por esperar que o adversário suba com bola pelo terreno para tentar neutralizar o perigo perto ou dentro da grande área. É um grande risco que a equipa assume e que se pode pagar bem caro. Também ao nível dos ressaltos, a equipa demonstra pouca agressividade. Nos lances aéreos, as bolas aparecem quase sempre a pingar à entrada da área para um adversário que dali pode causar muito perigo se rematar. É preciso portanto que se ganhem essas segundas bolas.

No entanto, ontem o Beira-Mar tomou o ascendente do jogo do princípio ao fim e podia ter construído uma vitória tranquila. Desde logo no primeiro minuto quando Wilson Eduardo apareceu na cara de Marcelo. Durante os 90 minutos foram muitas as ocasiões que por infelicidade não deram em golo: os remates de Renan e Djamal, um lance de Alex Maranhão e outro de Ronny se não estou em erro. Ao nível do espírito de luta, a equipa esteve de parabéns. Se o futebol por vezes é mal jogado, a equipa demonstra que quer vencer as partidas e isso é muito bom e dá bons indicadores para o resto da época.

Em jeito de conclusão, apenas me resta deixar um aviso ao Conselho de Arbitragem da Liga: se realmente querem tornar os arbitros profissionais, comecem a separar o trigo do joio e a ver quem realmente tem qualidade. Este senhor do apito É REALMENTE MUITO FRACO. E isso, já o tinha reparado desde que o vi pela primeira vez.
Do ponto de vista tecnico não sabe dirigir um jogo sem o interromper em demasia. Do ponto de vista disciplinar, é capaz de dar um amarelo por uma merdinha de nada e de expulsar correctamente por agressão sem qualquer tipo de problemas. No entanto, ontem, lesou claramente o Beira-Mar em 2 pontos, que no final das contas do campeonato podem fazer falta. Nesta altura, estes dois pontos punham o Beira numa posição muito interessante no campeonato. O Sr. Artur Soares Dias, na altura do lance, deve ter dito para si mesmo que um clube como o Beira-Mar não pode estar à frente de outros conjuntos com mais poderio económico como por exemplo o Benfica, o Nacional ou até mesmo o Sporting de Braga caso perca a sua partida de hoje.

Neste caso, o que o povão diz é correcto e pode servir de analogia para os Srs. da Liga: quando pensarem trazer de novo Artur Soares Dias para apitar o Beira, ide roubar para o caralho.

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Pequeno reparo pessoal

Se eu estivesse na posição de Paulo Bento, jamais aceitaria o comando da selecção nacional sabendo que era a 2ª escolha da Federação.

Sabendo que esta queria propor a José Mourinho um contrato de prestação de serviços em que o treinador  do Real Madrid estaria incumbido de orientar a selecção nos próximos dois jogos da qualificação, supervisionar todos o futebol das Selecções e orientar a equipa no Europeu caso se qualifique, deixando portanto o trabalho de campo e o resto dos jogos de qualificação para Paulo Bento, tal acordo só iria beliscar o orgulho próprio de um treinador que já não é propriamente um novato.

Do ponto de vista anímico, a contratação de Mourinho para estes dois jogos seria excelente. É mais que certo que não existem muitos jogadores no mundo que não se sintam moralizados por trabalhar com o melhor treinador da actualidade. No entanto, creio que isto não é solução para o futuro. O comando da selecção deve ser entregue no menor tempo possível a alguém que garanta que pode trabalhar árduamente no futuro da Selecção e Paulo Bento é uma das pessoas. Pode não ter ganho nada enquanto treinador do Sporting. No entanto, sempre fez boa figura nos anos em que lá esteve: perdeu os campeonatos para um Porto mais poderoso, ganhou 2 taças, 2 supertaças e colocou a equipa todos os anos na Champions. Tudo isto num cenário interno onde na altura, o presidente Soares Franco, lhe negava de forma repetitiva o acesso ao mercado. No cenário actual do plantel do Sporting, Paulo Sérgio ainda pode olhar para o banco na 2ª parte e ter opções como Postiga, Vukcevic, Zapater, Polga, Diogo Salomão ou Jaime Valdés. Já Paulo Bento só tinha duques e cenas tristes como Adrien, Pereirinha, Carlos Bueno, Alecsandro, Koke, Romagnoli, Gladstone, entre outros…

Paulo Bento conhece bem a casa, conhece bem as pessoas e é um treinador que gosta de apostar em jovens. É um homem correcto, educado e sincero. É objectivo e não gosta de fazer muitas experiências quando se tratam de jogos a doer. Quer vencer. Mas é o plano B de Mourinho.

Se fosse para tapar os buracos dos outros, eu não aceitava…

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Tesourinhos deprimentes do Futebol Português #4

A revolta de Avelino Ferreira Torres, “o antigo proprietário do feudo de Marco de Canaveses” após um jogo em que o FC Marco foi prejudicado pela arbitragem, na altura na 2ª liga.

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A Acção Social não existe em Portugal!

Os estudantes da Academia do Porto tiveram tomates e irromperam no auditório onde decorria a abertura solene das aulas da Universidade do Porto que tinha a presença do Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Mariano Gago e o primeiro ministro José Socrates para entregar ao Sr. Ministro uma medalha de chouriço pelo facto deste país ser o 3º país “mais caro” ao nível do ensino superior entre os 27 estados-membros da União Europeia.

No seu discurso, Mariano Gago defendeu que a propina actualmente está de acordo com os rendimentos que são auferidos pela autoridade paternal assim como a propina anual de 6 euros estava de acordo com os rendimentos auferidos em 1942! Digamos que é um argumento bizarro, visto que quem tinha 1200 escudos em 1942 era literalmente uma pessoa abastada!

O que eu pergunto ao Sr. Ministro da Educação é o seguinte: não estará o Sr. a fazer as contas tendo em conta o seu chorudo ordenado? É que parece que não, mas 1000 euros por ano significa um esforço de retenção de capital de um mês por parte de algumas famílias neste país!

Façamos recuar o tempo. Há uns meses atrás, eu vi com os meus próprios olhos no Canal Parlamento, o Sr. Primeiro Ministro num debate quinzenal dedicado ao estado actual do Ensino Superior em Portugal, defender-se do massacre que levou dos partidos de esquerda e do CDSPP. Os 3 partidos da oposição questionaram na data (entre outros assuntos) a razão pela qual as instituições bolseiras do ensino superior não estavam a pagar a tempo e horas as referidas bolsas aos alunos bolseiros cuja atribuição já tinha sido despachada no início do ano. Socrates, na altura interveio, dizendo que a culpa não era do Ministério, pois o Ministério tinha canalizado o dinheiro a tempo e horas, sacudindo portanto a “água do capote” para as referidas instituições bolseiras das Universidades e Politecnicos. Em resposta a Francisco Louça do Bloco de Esquerda, o nosso grandioso mestre da mentira, prometeu que o novo decreto-lei de Julho sobre a Nova Regulamentação para as Bolsas de estudo do Ensino Superior, não só acabariam com as falhas de pagamentos como também haveria de prometer ligeiros aumentos nas bolsas de estudo dos alunos do Ensino Superior.

Sr. Primeiro Ministro, sempre me ensinaram desde miúdo que a mentira tem pernas curtas. O que se passa actualmente é que o referido Regulamento não só alterou as formas de cálculo das Bolsas de forma drástica e injusta como é favorável para que milhares de alunos carenciados percam as suas bolsas e outros milhares vejam o valor das suas bolsas reduzidas em 20, 30 ou até 50% em relação ao valor que era pago no ano lectivo 20092010. Ou seja, o que em Março parecia uma coisa, rapidamente tornou-se noutra sendo que os estudantes do ensino superior regrediram na idade e agora assemelham-se a crianças cuja maldade dos adultos leva a que num primeiro instante se lhes dê um rebuçado para o retirar mais tarde. É algo gravíssimo, Srs. Primeiro Ministro e Ministro do Ensino Superior! Isto sim, é estar a praticar um autêntico atentado ao Estado Social. É estar a incentivar a que o Ensino Superior se torne definitivamente um serviço público elitista, estar a incentivar que muitos jovens não tenham possibilidades para frequentar o Ensino Superior.

É portanto preciso denunciar as situações que estão a ocorrer nos serviços de bolsas deste país. Pior que a crueldade de limitar ainda mais os orçamentos de jovens (que são a rampa de lançamento para que Portugal no futuro tenha uma maior qualificação técnica capaz de criar mais riqueza para o nosso país e assim abater o “gap” que temos em relação às grandes potências europeias) é a crueldade com que o nosso Primeiro-Ministro assemelha todos os futuros licenciados, mestres e doutores deste país a números económicos. Não estamos a ser tratados como os cérebros neste país, mas sim como um número financeiro presente e futuro em que os vectores pura e simplesmente indicam que quem der riqueza no futuro será bem vindo e quem der demasiada despesa no presente deve ser cortado para que as contas públicas não sofram aumentos.

Eu estou-me completamente a cagar se o défice público aumenta ou diminui. Se aumenta, a culpa é vossa. Não temos que pagar na pele os vossos erros. Não trabalho em Bruxelas e sei que no futuro terei que pagar a vida toda para que se paguem os erros de quem governa este país desde o 25 de Abril de 74. Eu e a minha geração pura e simplesmente queremos aquilo que nos é consagrado de direito pela lei fundamental deste país. Para que um dia, na pele de contribuintes, possamos dar aquilo que é de Direito às futuras gerações que ciclicamente nos irão pagar a reforma e dar de aquilo que é de direito às gerações que se seguem.

E agora Sr. Ministro? Venha aqui ler se faz favor. Processe-me por difamação se assim quiser. A sua promessa, desta vez é um facto. Está documentada e é uma prova da sua vergonha enquanto governante deste país. Portanto, apenas nos dê o que é um direito nosso e construa definitivamente o seu estado social em vez de navegar com o liricismo neoliberal do PSD!

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O amor é fodido

Metronomy — Heartbraker — Nights out (2008)

“i heard she broke your heart again
i heard she broke your heart
well that girl’s a heartbreaker”

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Ava Adore para todos os Radicais!

Tinha 11 ou 12 anos, já tinha o cabelo mais comprido que a Ponte Vasco da Gama e passeava-me sozinho na escola, sempre acompanhado por um phones grandíssimos que tinha comprado para o meu velhinho walkman da Sony. Ainda não sabia bem definir o rock mas já arranhava os meus primeiros passos nas bandas da actualidade. Estavamos nas alturas dos hip-hops marados, dos Limp Bizkit, das sapatilhas da Reef e da Osíris. No velhinho gira cassetes bombava um ruído péssimo de bandas como Smashing Pumpkins, Bush, Pearl Jam, Soundgarden, Depeche Mode, The Clash, Blink 182, New Radicals, Oasis, Rage Against The Machine e Radiohead.

Os ricaços lá da escola já tinham os primeiros discman, sempre cheios de belas merdas para ouvir. Produtos musicais, exclusivamente.

O “Ava Adore” dos Smashing era quase presença obrigatória na minha mochila. No entanto, hoje pergunto-me como é que ao longo do tempo nunca consegui formular uma opinião pessoal sobre a banda de Billy Corgan. Aquilo era bom, era estimulante mas na época nem me agradava nem me desagradava. Se calhar era da péssima qualidade de som lá do bicho onde punha as cassetes. O “Ava Adore” tinha umas guitarradas fixes e tinha a influência ganha pela banda à pala do hino por inteiro que foi “Mellon Collie and infinite sadness”, um dos álbuns que o antecedeu e que eu de forma obscura o punha a tocar lá no leitor de cassetes à socapa dos meus pais que achavam toda aquela musica para miúdos que eram passadinhos dos cornos: o meu caso em especial!

Anos se passaram e voltei a reflectir sobre Billy Corgan. Cheguei à conclusão que o homem é um verdadeiro génio da música. Um génio mal interpretado pela comunicação social que depois da extinção dos Smashing apenas se dedicou a devassar a vida do homem e a dar tons negativos a todos os trabalhos que Corgan lançou.

Depois dos Smashing, Corgan criou os Zwan na tentativa que estes pudessem ser a banda perfeita para chegar ao exito de outrora. Chegou a tocar com os New Order na fase em que o Bernard Sumner e o Peter Hook andavam à murraça porque o espectro do Ian teimava em sair de cima da aura da banda. Na realidade, penso que nunca chegou a sair. Nem os triângulos de amor bizarro foram suficientes para apagar a mitologia dos Joy Division.

O que é certo é que os Zwan chegam numa altura fodida da vida de Corgan, ou seja, numa fase em que este estava a ser assolado por tentativas de suicídio à semelhança daquilo que aconteceu com antigos membros dos Smashing. É certo também que quem ouvir a música dos Zwan chegará à conclusão que aquilo não vale ponta de um esterco. Mas Corgan tentou e não se deve recriminar quem tenta e falha. No entanto, em musica, a caneta dourada dos senhores de revistas como a Rolling Stone ou a New Musical Express ditam mais consumidores a uns daquilo que realmente eles valem e consegue destruir carreiras em apenas 5 minutos.

Como já vos estou a aborrecer com esta prosa mal escrita e cheia de asneiras, vou-vos deixar com os Radicais do meu tempo, a banda de Gregg Alexander, que criou os New Radicals com base numa aposta com um amigo em que o álbum seria um sucesso ao contrário dos seus álbuns a solo que tinham passado como desconhecidos. Na verdade, os New Radicals não eram uma banda, eram um projecto a solo de Alexander que é uma espécie de toca tudo (também deve tocar orgão genital às vezes) e chamava uns tipos quaisquer para dar uns concertos. Até podiam ser uns manos que tocavam guitarra na rua.

Por hoje a vossa Wikipédia de serviço despede-se.

Uefa Champions League Fantasy Football – Matchday 1

Como tinha prometido aqui vão os primeiros resultados da minha Liga Privada (Amigos do Branco) no concurso da UEFA, após o término da 1ª ronda da fase de grupos da prova.

Dos cerca de 50 convites enviados e da postagem neste blog com o código da Liga, 22 utilizadores acederam à chamada e vistas as coisas, está desde já prometida uma competição privada bastante interessante que apenas é manchada pelo facto do “mastermind in masternova” da coisa, ou seja eu, declarar-me capaz de lutar pela UEFA da coisa…

Também é destaque que a liga está a ser liderada para já por um utilizador mistério! O lanterna-vermelha, devido a pelcalços (com o servidor!!!) é o meu amigo Pedro Patoilo!

A classificação, após o fecho desta ronda é a seguinte:

(Duplo clique para ampliar; peço desculpa por não ter conseguido um print-screen total)

A primeira metade da tabela revela que este ano a liga será prometedora. O utilizador mistério (Al Samud SAD) lidera com 84 pontos sendo seguido de perto por Rui Nunes com 83 e por Aron Von Meurs que está em 3º com 80 pontos.

Na 2ª metade da tabela (13º a 22º lugar) ainda se encontram os respectivos utilizadores:

13º Bruno Ferreira Santos (ELITE) — 49 pontos
14º Paulo Beirão (sorbitol) — 48 pontos
15º Hugo Gomes (FC Tropa) — 47 pontos
16º João Jorge (SCP.de) — 46 pontos
17º João Cortesão (SL Benfica) — 45 pontos
18º Nuno Mourinho (Goals´R´Us) — 44 pontos
19º Gabriel Girardon (Halterocopistas) — 39 pontos
20º Real Aguada (Júlio Pinto) — 37 pontos
21º Helder Pereira (fc confulcos) — 34 pontos
22º Pedro Patoilo (Rastaman FC) — 34 pontos

Ao nível da pontuação total, a nossa liga ocupa neste momento o lugar 823 no ranking de Ligas privadas.


PS: Já se podem alterar os jogadores tendo em vista a 2ª Jornada da competição que é daqui a 2 semanas. Aconselho-vos a fazer as alterações que pretenderem depois da jornada de campeonato que antecede para verificarem se os jogadores poderão ser utilizados nas partidas das Champions. Cada alteração terá a subtracção de 2 valores na pontuação acumulada do utilizador.

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Tesourinhos deprimentes do Futebol Português #3

Conversas mantidas entre Pinto da Costa, Antero Henrique, Deco e o jornalista Tavares Teles.

Num jogo contra o Boavista no Bessa na época 20032004 Deco atirou a chuteira ao árbitro de modo deliberado e com o intuito de agredir o mesmo. O Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol decidiu castigar o jogador de forma exemplar. O que acontece é que o jogador já tinha a cidadania Portuguesa e era um dos convocados de Scolari para o Euro 2004 e Pinto da Costa usou esse facto para pressionar a Federação a anular o castigo relativo a Deco e ainda se retratar perante o jogador sob pena deste não querer ir à selecção.

O resto é uma chantagem do outro mundo que veio parar nas escutas do “Processo Apito Dourado”

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Auto-retrato à la minuta

No ponto alto da metafísica existencialista, todos nós nos perguntamos: afinal de contas, quem sou eu?

Este post é dedicado aqueles que nunca fizeram um esforço para compreender e para aqueles que à minha semelhança nunca bateram bem da tolinha.

No meu caso particular posso apresentar 3 pontos de vista, todos eles particularmente interessantes e legítimos para que possam  tentar compreender aquilo que eu realmente sou:

Teoria nº 1 – NOFX – Don´t call me White

Esta é a teoria formulada por dois grandes nomes do pensamento moderno: Alexandre Abrantes e Hugo Gomes.

Teoria nº2 – A do Dr. Svengali

“(Svengali) conseguia ser impertinente de uma forma grosseira. Tinha um estilo de humor cínico que era mais ofensivo do que engraçado, e ria sempre da coisa errada, no momento errado, no lugar errado. E a sua garagalhada era sempre derrisória e cheia de malícia.”

De George de Maurier ín “Trilby” (1894)

Teoria nº3 – A minha própria teoria.

No meu próprio entender, não sou mais que um espírito demoníaco que se diverte a possuir e a devassar a curta vida de pequenos póneis e que nos tempos livres ainda tem tempo para se personificar num tipo relativamente alto de cabelo comprido, que se dedica ao ofício de ser um ser que vai contra tudo e contra todos numa espécie de fenómeno de comportamento anti-social arrogante e completamente despreocupado com as consequências dos seus actos.

Já me compreendem melhor?

Tesourinhos deprimentes do Futebol Português #2

Créditos: João Araújo Correia do Tragédia dos Comuns

Estávamos em 2008. A família Loureiro tinha largado a presidência do Boavista, deixando o clube num enorme pântano de dívidas. No último ano do clube histórico do Porto na 1ª Liga, era Joaquim Teixeira quem tentava segurar o barco boavisteiro.

Antes de uma partida referente à 1ª Liga contra o Nacional da Madeira, os jogadores do Boavista ameaçavam a direcção de greve à partida caso esta não pagasse até ao dia anterior os 4 meses que estes tinham em atraso. Até que a meio da semana aparece uma grande personagem que prometia salvar o clube da bancarrota: Sérgio Silva, pressuposto empresário do ramo da construção civil que detinha uma empresa de investimentos chamada “Castleshore”. Sérgio Silva chegou ao Bessa disposto a ajudar o clube, prometendo injectar na SAD Boavisteira um valor a rondar os 38,5 milhões de euros.

Num primeiro instânte toda a direcção Boavisteira caiu na esparrela de um charlatão que apenas procurava dar o golpe de misericórdia num clube que já estava mais que falido. Mesmo perante os avisos de pessoas que tinham sido burladas pelo empresário, a direcção Boavisteira no desespero total assinou um acordo com o empresário num dia para o desfazer no outro.

Afinal de contas, Joaquim Teixeira tinha-se apercebido que não se tratava de um possível investidor mas sim de um charlatão de alto gabarito. Sérgio Silva haveria por ser detido pela Polícia Judiciária à saida das instalações do Estádio do Bessa graças a uma denúncia por parte da direcção Boavisteira e julgado por diversos crimes no Tribunal de Viana do Castelo onde foi condenado a 2 anos de prisão com pena suspensa!

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Uefa Champions League Fantasy Football

A “Uefa Champions League Fantasy Football” é um concurso com base numa plataforma virtual promovida pelo site da UEFA, válido para a Liga dos Campeões. O objectivo do jogo é muito parecido com a Liga Record, salvo as diferenças dos respectivos regulamentos e os prémios que esta época continuam a ser praticamente os mesmos para os melhores classificados: viagem e bilhetes para a final da competição, playstation 3, Playstations portáteis e televisores Sony Bravia. O utilizador tem a oportunidade de registar uma equipa tendo em conta um orçamento virtual de 100 milhões.

Nos intervalos entre as jornadas da competição e posteriormente entre os jogos das eliminatórias, o utilizador poderá fazer as alterações que desejar na sua equipa.

Para quem estiver interessado em jogar a edição desta época da “Uefa Champions League Fantasy Football”, à semelhança das épocas anteriores criei uma liga privada que intitulei “Os Amigos do Branco”.

A inscrição no concurso da UEFA pode ser feita aqui. Depois do registo de utilização e da criação da equipa, quem quiser poderá inscrever-se nesta Liga Privada tendo apenas que clicar nas opções “LeaguesLigas” que aparece por cima da equipa e inserir este código (69049-13344) na opção “Join Private LeaguesEntrar numa liga privada”.

As actualizações dos resultados dos participantes na Liga serão colocadas neste blog após o termino de cada jornada.

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