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Sócrates (XVIII)

Resumindo e concluíndo: entrevista encomendada. super tendenciosa. encomendada claramente por Relvas. Relvas tentou aniquilar Sócrates mas saiu a culatra a Relvas. Relvas aproveitou a Páscoa para tentar fazer a paixão de Sócrates à sua maneira. Verdade seja dita. Sócrates não é um amador neste tipo de coisas. Esquivou-se a Vitor Gonçalves como pode, com a garra no discurso que sempre o caracterizou. Não há pergunta que incomode a Sócrates, mesmo que a sua resposta seja interrompida a cada 3 segundos. O truque jornalistico do costume. O truque político do costume. E Sócrates saiu reforçado na opinião pública, estou em crer.

Sócrates tocou na ferida quando falou do Presidente da República. Verdade seja dita, o nosso PR incentivou o máximo que pode ao derrube do seu governo. As pressupostas escutas tornaram-se hoje caso de polícia. O incentivo aos jovens para se manifestarem, numa situação governativa e numa situação conjuntural do país na altura 10 vezes menor do que a que encontramos hoje com o governo do PSD e do CDS, e o adjacente silêncio de Cavaco nesta legislatura mostram a má fé do chefe do estado perante o seu antigo primeiro-ministro. Aquele discurso de tomada de posse diz tudo sobre esta questão.

É certo que a crise prejudicou em muito a 2ª legislatura de Sócrates. A crise da dívida aniquilou qualquer rumo económico que este pudesse vislumbrar para o país. No entanto, a falência das seguradores Norte-Americanas e a sua contaminação à banca e à economia europeia não explicam tudo. Os problemas estruturais da economia portuguesa e do estado português não explicam aquilo que a crise dos subprimes per si não explicaram. Não explicam a ganância da gestão de Oliveira e Costa no BPN. Não explicam a ganância, a invenção de lucros por parte da tutela da propriedade da Sociedade Lusa de Negócios, não explica muito menos os anos e anos de falhas de supervisão tanto por parte de Constâncio no BdP como do seu saudoso Ministro Teixeira dos Santos na CMVM. Não explicam aquilo que a Europa desde meados da década de 90 nos avisava: cuidado que depois deste esforço para por o défice das contas públicas nos conformes para a entrada no euro, nem tudo vos será permitido. Cuidado que a entrada no euro do vosso país terá que ser acompanhada de reformas de modernização da vossa indústria e do vosso sector público. Cuidado com os erros de regulação económica e financeira. Nós, Portugueses, sempre tivemos a crença que entrando no euro tudo nos seria permitido e sempre tivemos a crença que alguém na Europa nos iria salvar em situações problemáticas. Sempre tivemos a crença que bastava uma palavrinha na Comissão Europeia e no Banco Central Europeu para a resolução dos nossos problemas, sendo-nos permitido continuar com uma política despesista excessiva para as nossas reais capacidades. Os nossos loucos anos 90 passaram. Contudo, Sócrates provou e bem que nenhum dos anos em que esteve na governação criou tanta dívida como aquela que foi contraída para o país nos anos de Passos e Gaspar. Factos são factos, partidarismos à parte.

Voltando ao início da entrevista, creio que Sócrates voltou a reforçar a sua veia mentirosa quando afirmou que não voltou ao país para se candidatar a qualquer cargo político. Não é verdade e Seguro deve ser o dirigente político mais nervoso nesta noite. Aliás, tem-se notado de facto nos últimos dias que o Partido Socialista rapidamente se arregimentou com o regresso daquele que ficará para a história como um dos seus mais icónicos líderes. Figuras de proa dos últimos 20 anos no partido rapidamente voltaram à cena. Falo de Jorge Coelho, de António Vitorino, de Maria de Lurdes Rodrigues (agora muito publicada no Jornal Público que desde sempre foi o grande aliado na comunicação social do Partido Socialista) Correia de Campos – ou seja – todos os socratistas puros reapareceram em cena e deram uma clara amostra de força: o líder não veio visitar a família, o líder não veio passear, o líder não veio só comentar. o líder veio para voltar aquilo que tem direito, a liderança do PS.

O PEC IV. Sócrates tem toda a razão quando afirma que não lhe deram tempo nem espaço para aplicar o PEC IV. Se bem se lembram, o primeiro opositor ao PEC IV foi precisamente o chefe supremo do Banco Espírito Santo Ricardo Salgado. Foi Ricardo Salgado o primeiro a gritar alto e bom som à Europa que Portugal não conseguiria manter-se durante mais tempo nas situações em que estava sem auxílio externo. Foi o mesmo Ricardo Salgado que afirmou que a banca portuguesa teria que ir pedir batatinhas ao estrangeiro para se manter sustentável. O mesmo Ricardo Salgado, até hoje, manteve o seu discurso intacto com sucessivos financiamentos ao seu banco nos mercados para evitar a tomada de posição neste por parte do estado com recurso a fundos estrangeiros. Não me interessa debruçar muito sobre esta questão, estando o PEC IV como mote deste parágrafo. Interessa dizer que Sócrates começou mal esta questão e o PEC IV não foi aplicado devido a problemas com a legitimidade. Se bem me lembro, Sócrates foi de urgência a Bruxelas apresentar o PEC IV sem o comunicar ao Presidente da República e ao Parlamento. Nessa questão, Sócrates aniquilou qualquer legitimidade democrática que poderia existir sobre o plano. E acirrou claramente o Presidente da República que já estava de pé atrás em relação ao seu governo.

Para finalizar, o humor. Os termos de austeridade à bruta, o desconhecimento em relação a António Borges, a narrativa, o epá deixe-me falar, as questões de honestidade intelectual, “o parem de escavar”, as citações filosóficas em que Sócrates denota claramente que anda a estudar forte e feio em Paris e para finalizar a última, a melhor, o crédito sem garantias pessoais para viver em Paris que mais se assemelha a um crédito para estudantes da Caixa Geral de Depósitos.

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estou em pulgas

o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. estou maluco. eu e meio país. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. estou maluco. eu e meio país. até o relvas está maluco. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h. o querido líder voltou e vai falar à RTP às 21h.

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república das bananas

esta nomeação governamental do espião é a sério ou é a brincar? como é que é possível que o primeiro-ministro deste país integre nos quadros do estado português um profissional que saiu de uma agência tão importante para os interesses do estado português como o SIED para uma empresa privada (Ongoing) com informação detalhada das vidas e vivências de mais de 4 mil cidadãos destes país, para, num segundo acto passar essa mesma database a um ministro de nome Miguel Relvas para fins de controlo social dos 4 mil visados? juro que é por este tipo de actos que censuro com um certo asco os comportamentos deste governo. o crime compensa e o favor que Relvas devia a Jorge da Silva Carvalho será pago agora com um lugar na Presidência do Conselho de Ministros. pior que isso é o facto de crimes como os que cometeu Jorge da Silva Carvalho contra a República Portuguesa continuem a passar incólumes neste miserável estado que se apelida de direito.

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ainda faltam 10 dias para o dia das mentiras

José, em Galego Xosé, em Hebraico Joshua, em Inglês Joseph, o Sócrates, o exilado, o responsável da dívida, o mentiroso, o comentador que dizia a alunos com licenciaturas legais na Science Po de Paris que as dívidas gerem-se e pagar a dívida toda de uma vez é uma ideia de criança, o bacharel licenciado às três trapalhadas, o antigo namorado da Fernanda Câncio, o messias aguardado pelos jovens turcos do PS para por os patins a António José Seguro e devolver o PS aos cabeçalhos dos jornais e inícios de telejornais, o ex-accionista do benfica, o ex-colega de casa do Diogo Infante, o gajo que recebeu luvas do negócio Freeport, o gajo que processou professores, escritores, estivadores, gestores, o man que deixou o seu próprio ministro dos Negócios Estrangeiros de mão estendida nas instituições europeias para cumprimentar um outro ministro europeu, o governante que queria um portugal mais pobre, o teias do ambiente, entre outras bichezas, baixezas, descaradezas, docinhos e malvadezas, imagine-se, imagine-se, imagine-se, vai voltar de Paris para ser comentador semanal num programa da RTP.

p.s: Será que o Relvas deixa?

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angolanices

Há uns meses atrás, se bem me lembro, num programa Prós e Contras transmitido na RTP, o Ministro Relvas dirigiu-se ao séquito real do presidente José Eduardo dos Santos com tamanha gentileza, repito, tamanha gentileza, convidando os Angolanos a investir em Portugal. O jogo de charme foi de tal maneira galanteador e já agora, cínico, hipócrita e pedante, que as investidas do Ministro Português nas arcadas de sua alteza, o Rei de Angola, levaram a que a balança de investimentos entre os dois países fosse favorável aos investidores africanos. Relvas, o eixo-do-mal, foi mais fundo na questão: houve quem narrasse que tamanha bajulação ao reino do deus-dará, perdão, ao reino de José Eduardo dos Santos era um dos actos mais pedantes da história deste país. Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e seus pares, tinham, repito, tinham um programa na Antena 1 que foi cancelado a pedido do eixo-do-mal. Ainda hoje, nenhuma entidade reguladora para a comunicação social deste país se interessou minimamente pelo jogo de bastidores e pelo jogo de pressões que foi feito nos bastidores da administração da rádio difusora pública portuguesa.

O jogo de sedução do eixo-do-mal, leia-se acrónimo de Relvas, foi tão longe que hoje o Jornal de Angola, órgão de comunicação social do regime angolano e único diário que é permitido em território angolano sem censura estatal, publicou, a respeito das investigações que estão a ser movidas pelo DCIAP a uma alegada transferência bancária detectada pelo Banco de Portugal feita por uma empresa offshore para uma das contas do Procurador Geral da República de Angola no valor de 70 mil euros, uma missiva ao governo Português.

O director do referido jornal, no editorial, José Ribeiro, como podemos ler no link supra citado, revelou para além de uma falta de enquadramento histórico em relação à pequena e inenarrável história do seu país, um profundo caos de conhecimento em relação à ética e deontologia jornalistica. Para além do mais, este dito jornal consegue ser tão fraco que nem os objectivos para o qual foi criado (propaganda pura e dura do regime angolano) consegue cumprir dada a fraqueza de espírito de quem escreve. Para além de revisionismo histórico mal fundado, erróneo e partido de meras especulações que tem como pano de fundo a necessidade que o regime angolano tem de elevar as hastes das bandeiras nacionais do povo angolano a partir de um bode expiatório para os seus males (neste caso os portugueses, o imperialismo, o colonialismo e a sua mal fundada relação com a UNITA que desde já não compreendo) por parte do regime angolano, na pele de José Ribeiro, existe uma clara demonstração de falta de gratidão em relação ao que Portugal tem dado às elites angolanas.

Nós, o povo português, não temos culpa das nossas “elites políticas corruptas”, não temos culpa da UNITA e tão pouco temos culpa da forma como se celebram contratos em Angola. Não temos culpa que os Angolanos continuem a insistir na ideia que a celebração de um contrato público entre uma determinada empresa e o estado angolano contemple para a mesma obra ou encargo 5 orçamentos, sendo eles divididos nos louros pela empresa a cargo, pelo líder do país, pelo estado representado pelo líder do país, pelo líder do país e pela empresa chinesa que deixa passar o negócio. Não temos culpa pelo facto do General Spínola sempre se ter demonstrado contra a auto-determinação das nossas colónias e muito menos temos culpa do tosco processo de descolonização levado a cabo pelos sucessivos governos portuguesas da era do PREC e pós PREC. Mas isso, como afirmei anteriormente, nem vale a pena comentar porque as premissas que José Ribeiro apresenta não são factos historicamente provados mas sim frutos de uma memória colectiva angolana que revela um certo complexo de inferioridade. Recalcamentos.

Vamos ao que realmente que me interessa em toda esta questão: como bom conhecedor da lei que é, o Procurador Geral da República de Angola, João Maria Sousa, deverá saber que uma das funções do banco de portugal é efectivamente executar a supervisão económica de todas as transferências bancárias efectuadas em território português, em particular, de todas aquelas que possam levantar suspeitas de ilegalidade, fraude ou fuga aos impostos. Como de facto se trata, alegadamente, de uma transferência bancária realizada por uma entidade offshore, vulgo, por uma entidade que por norma anda de mãos dadas com a feitura de investimentos que derivam de capitais que por defeito deveriam ser entregues ao tesouro português, e como a tal transferência não aparece declarada nos rendimentos do PGR Angolano, não será de estranhar que o Banco de Portugal, depois de escândalos no seio de entidades bancárias cujos negócios deram para o torto por falta de supervisão, tenha aprendido algumas lições. É de estranhar portanto que tal procedimento não seja tido como comum nas entidades de supervisão económica e nas entidades judiciais angolanas. Se calhar a culpa é da globalização. Perante a necessidade que os países de terceiro mundo tiveram de construir as suas economias de forma a poderem entrar nos mercados, “esqueceram-se” de consolidar a democracia e o institucionalismo democrático. Em terras de cegos, quem tem olho é rei.

Estranho também, pelo facto da balança de investimentos feitos entre investidores dos dois países estar favorável ao capital angolano, que José Ribeiro considere que o investimento vindo desse país não é bem vindo em Portugal. A 29 de Agosto de 2012, publicava o Diário Económico (felizmente que não é um órgão de comunicação detido pelo tio Balsemão nem pelos Angolanos ao contrário do Jornal de Negócios) que até à data, durante o ano 2012, a filha do líder da macacada, tinha investido 137 milhões de euros no tecido económico português, capital esse que vá-se lá saber fazem de Isabel dos Santos uma das mulheres mais ricas do mundo e em particular, uma das maiores investidoras estrangeiras no nosso país. Factos. E contra factos não existem argumentos, nem os vindos de gente que quer propagandear de forma barata, inútil e mal feita. A mesma Isabel dos Santos, segundo outra revelação vinda do Económico, já tem 2,5 mil milhões de euros investidos em empresas cotadas na bolsa portuguesa, sendo grossa fatia está investida na Sonangol que por sua vez é a principal mandatária dos trabalhos da petrolífera portuguesa, a Galp, em Angola. Convém também explicar a um público menos atento, que em Portugal, ao contrário de Angola, o investimento estrangeiro, por lei, não necessita obrigatoriamente de ter o compadrio de alguém ligado ao regime para ser feito. E mais uma vez, parto de factos. E nós é que somos, aos olhos de José Ribeiro, imperialistas. Talvez, creio, que esta seja uma manobra tosca que tente explicar que o regime angolano fartou-se de tanta ingerência estrangeira dentro do seu território e sobre questões de soberania que agora está a querer experimentar um pouco desse veneno junto da soberania de outros estados.

O José Ribeiro age de acordo com o que lhe dizem. Se lhe dizem que os portugueses são maus, ele escreve que são maus. Se lhe dizem que o Benfica perdeu e o Benfica ganhou, ele escreve que perdeu. O José Ribeiro é pior que um papagaio. Ou melhor, o José Ribeiro é pior que o papagaio dos programas da Ana Maria Braga na Globo. O José Ribeiro não é propagandista porque nem sabe sequer o que é propaganda. Não quero com isto fazer alusões aos tempos da velha senhora, mas talvez lhe desse jeito ver ou conhecer alguns dos métodos de António Ferro. A SPN foi uma instituição que durante muitas décadas deverá ter ecoado em Angola.

Bem, o assunto já vai longo. O processo de investigação está em curso. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Português está interessadíssimo em manter as boas relações diplomáticas entre os dois países. Nem que para isso tenha que dar novamente o seu recto ao governo angolano. O eixo-do-mal Relvas, aquele que um dia já ousou tentar vender a RTP a um grupo angolano chamado Newshold que era angolano mas não era angolano porque tinha a sua sede no Panmá, deve estar em pulgas em São Bento. Don´t mess with the Boys.

Para finalizar, ainda bem que estou a escrever este post em Portugal. Em Angola, já estaria censurado.

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será?

O Efromovich não tinha 20 milhoezecos para dar pela TAP querem ver? Ou será que o Relvas voltou a atolar-se tanto que o governo chegou ao ponto de considerar que era melhor congelar a coisa? Ou os angolanos disseram que não, que não podia ser? Ou será que a proposta era mais um embuste deste governo para dar pérolas a porcos? Ou será que perceberam à última da hora que a TAP, bem gerida, poderá constituir-se um activo de excelência para o futuro do Estado? 

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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Miguel Relvas tem estado desaparecido…

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só na Universidade Lusófona é que isto pode acontecer

Relvas pagou 1777 euros (inscrição, equivalências que não existiam, e propinas) para ter um curso à la minuta.

Faz-me lembrar a era socratinista e a sua obsessão com o programa das Novas Oportunidades. Venha cá, aprenda um português de 3º ano, um inglês macarrónico de 6º e saia daqui com o 12º ano prontinho para frequentar o ensino superior.

Antigamente, faziamos questão de saudar os péssimos condutores automóveis como salvas com “tiraste a carta por correspondência seu urso” – noutros casos, o urso era logo substituído por um impropério mais berrante. A suposta licenciatura de Relvas (o fascista; cognome utilizado desde sempre e para sempre neste blog) soa a uma licenciatura tirada por correspondência. Relvas nem sequer fez um exame ad-hoc. Valeu-se da experiência profissional adquirida na sede da nacional da JSD a assinar despachos para as comissões políticas regionais e logo aí teve equivalências a cadeiras de Ciência Política. Pululou entre História e Direito (sem nunca ninguém o ter visto pelas faculdades em questão) e a única cadeira que fez valeu-lhe outras 10 equivalência. Foi a Roma, a Berlim, a Paris, a Bruxelas, a Londres e a Estrasburgo, tendo da vista do Big Ben obtido as restantes equivalências às restantes cadeiras de Relações Internacionais. O sonho fez o homem, o homem fez a carne e a carne deu o curso a Relvas.

Todo este esturro sai precisamente no dia em que o Ministério da Exigência Educativa de Nuno Crato publica os excelentes resultados do exame nacional de Português. 9.6 de média à disciplina da Língua de Camões. Uma exigência danada. No entanto, como em terra de cegos quem tem olho é rei, é caso para dizer que infelizmente qualquer pessoa que saiba ler e escrever o suficiente em Portugal poderá arriscar-se a ter uma licenciatura como Miguel Relvas.

Mas atenção. Nesta macacada, juntando os galhos todos, ainda vêm dizer que Relvas está dentro da lei. Será que se eu arranjar o vidro do meu carro, terei automaticamente a licenciatura em Engenharia Mecânica e o mestrado em Mecânica de Automóveis? Se eu usar um beret basco, serei pintor e como tal terei direito à licenciatura em Arquitectura? A resposta dou-a de borla: sim, Relvas conseguiu. sim, dá direito. (mas porque Relvas conseguiu).

O pior desta história será obviamente mencionar a postura deste ministro. Ainda circula pelos corredores de São Bento. Sem vergonha de ter a sua pessoa envolida em escândalos das secretas, de estar acusado de vigiar e obter informações sobre a vida privada de 4 mil pessoas, de ter coagido psicologicamente uma jornalista a não apresentar uma peça jornalistica incómoda, e destinatário de um licenciatura mais forjada que a dita licenciatura de José Sócrates a um domingo. Ou seja, em São Bento, para além da incompetência do Ministro da Economia, da prepotência e do falhanço total das políticas do Ministro das Finanças, da arte de bem mentir do primeiro-ministro, da cristandade absoluta da Ministra da Agricultura e da pasmaceirice que se tem revelado noutros Ministros, temos um que não tem vergonha.

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O Relvas é mais inteligente que eu

Gostava de descobrir os segredos e truques que utilizou para cometer esta proeza.

Mais um case-study para o Ministério da Educação no âmbito da tal “exigência” que Nuno Crato está a tentar incutir no ensino Português.

Desta notícia também tiro uma ilação que me parece importante: a bancada parlamentar do PSD já não pode usar como arma de arremesso contra a bancada do PS a pressuposta “licenciatura a um domingo” de José Sócrates.

Para finalizar, remeto os meus leitores para uma sondagem que publiquei aqui onde pergunto se Miguel Relvas se deveria demitir.

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Acha que Miguel Relvas se deveria demitir?

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Aos 367 dias do XIX desgoverno constitucional

Miguel Relvas,

mais conhecido entre nós pelo cognome de “O Fascista”

mais conhecido entre a Helena Roseta como o “acelerado” que tentou desviar fundos comunitários para uma formação ministrada por uma das empresas do actual primeiro-ministro

mais conhecido por castrar a liberdade de imprensa da comunicação social portuguesa

mais conhecido por aquele que se comunicava com o antigo espião Jorge da Silva Carvalho acerca de assuntos de estado já com o último a trabalhar para a Ongoing.

mais conhecido como aquele que investigava a vida privada de 4 mil portugueses

ainda está no governo e isso é obra!

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Mais um dia de sol

Menos um jornalista no Jornal Público e mais um dia com Miguel Relvas no governo.

 

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o fascista disse

“Quero dizer-lhes que Portugal tem futuro e que há esperança, que emigrem quando tiverem de emigrar. Nós não temos de ter preconceitos, a minha filha dentro de seis meses vai fazer Erasmus para França.”

Miguel Relvas.

Palavras pra quê?

 

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João Araújo Correia, como bem adivinhavas nem a Troika sabia da medida.

Parece que existe vida para além do Memorando de Entendimento. O Relvas já não pode justificar tudo com o dito memorando.

Ah, esqueci-me que o Relvas agora é Ministro dos Assuntos Sportinguistas.

E depois tens esta do Carlos Costa:

“Carlos Costa salientou, nomeadamente, que há “uma maior flexibilidade salarial tácita do que explícita” e que esta “está a suportar o reforço da competitividade externa”. O governador salientou que esta flexibilidade salarial é inclusive maior do que se pensa no âmbito das Pequenas e Médias Empresas (PME).”

ín Público na edição de hoje.

Definitivamente, ainda não chegou a Washington o novo Código do Trabalho. Será que foi de barco e o raminho se perdeu no caminho?

O argumento do Moedas é espectacular. Depreendo então que seja mais positivo para a competitividade da economia portuguesa baixar “tacitamente” os salários (com recurso por exemplo à praga do contrato a tempo incerto e dos recibos verdes) do que abrir linhas mais robustas de financiamento às PME´s ou incentivar a banca a abrir linhas de crédito.

Ah, pois… Esqueci-me que a banca portuguesa ainda anda a batalhar nos rácios de capital… e que o BES anda em manobras arriscadas…

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