Histórico

O desespero económico, social e político da Grécia aumenta de dia para dia.

Primeiro foram as intervenções conjuntas da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Seguiu-se a instabilidade política do Governo de Papandreou (acusado internacionalmente de corrupção no país) e social, com as sucessivas revoltas nas ruas do povo Grego e dos movimentos anarquicos Gregos.

Agora, faz-se história na Grécia, à conta das agências de rating internacional. A uma só voz, em poucos dias, a Grécia é um país considerado “lixo económico” pelas três principais agências de rating financeiro: a Fitch, a Standard & Poor´s e a Moody´s. A avaliação de rating do país desceu para BB+, ou seja, para o pior de todos os cenários. Confirma-se a bancarrota e acima de tudo, confirma-se que o governo Grego ainda terá que ter mais controlo e rigor orçamental nos próximos anos.

Nem o fundo de apoio europeu, nem o empréstimo concedido pelo FMI foi capaz de tornar a Grécia um país solvente em relação à sua dívida pública e em relação à sua dívida externa.

Relembremos apenas que estas agências de rating não-institucionais são as mesmas que andam a cortar na credibilidade do Governo Português nos mercados internacionais, vá-se lá saber a mando de quem! Mesmo assim, nem mesmo perante o espectro de uma eventual entrada do FMI no país impede o nosso governo de continuar a acumular dívida atrás de dívida. Nos últimos dias, a emissão de títulos de dívida a 18 meses que os nossos “amigos” Chineses nos compraram sob a batuta de juros usurários bem acima daquilo que actualmente estão a ser pagos a 10 anos, faz com que o nosso país caminhe para o caso Grego e para o caso Irlandês: a bancarrota!

O que ninguém ainda teve coragem de dizer é que estas agências são o verdadeiro lixo da economia. Sozinhas, conseguem manchar irremediavelmente os esforços de qualquer governante e conseguem isolar “economicamente” qualquer país contribuíndo ainda mais para a especulação que as grandes potências mundiais pretendem instaurar neste cenário de crise económica e financeira.

Até quando, é a pergunta que obviamente se faz. No caso do mercado europeu, até quando é que a União Europeia vai continuar a tolerar a especulação negativa que estas agências estão a fazer a alguns dos seus estados-membros em prol dos interesses especulativos das grandes potências?

Quando, é a outra pergunta que se deve fazer. Quando é que a União Europeia forma definitivamente a sua agência de rating?

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