Tag Archives: bancos portugueses

As mentiras de Pedro Passos Coelho

1. A mais crassa de todas. Livro favorito: “A Metafísica dos Costumes” de Hegel quando toda a gente sabe que a “A Fundamentação Metafísica dos Costumes” foi escrita por Immanuel Kant. Nem no nome completo do livro, Passos conseguiu acertar.

Era na altura este o candidato que o PSD pretendia lançar contra José Sócrates. Será que Passos algum dia virá desmentir esta como veio tentar desmentir a declaração do “desvio colossal”.

2. “O passe social dos transportes para que todos possam andar de transportes públicos”

“O passe de Coelho” – um passe para trás é certo (sublinhado meu)

Passos Coelho quer um passe social só para pobres. Como os que nos têm governado, não fez as contas certas. Ao subsidiar o transporte coletivo o Estado poupa dinheiro. À sociedade, à economia e a si próprio.” ín Expresso, 8 de Fevereiro de 2011.

No fim de Julho, após reunião de Conselho de Ministros, o governo de Coligação decide aumentar em média 15% o preço dos transportes públicos. Passos Coelho faz-se refém do Memorando de Entendimento assinado pela troika (ver aqui).

O Ministro das Finanças Álvaro Santos Pereira, sim, aquele bacalhau que o PSD foi buscar ao Canadá para o Movimento Mais Sociedade, lança as tarifas sociais. Quais tarifas sociais? Ver aqui. Estão contempladas nos transportes Públicos? Em quais? Nos que sofreram aumento?

Fonte: i online.

3. “O BPN”

Ver aqui, a 10 de Dezembro do ano transacto.

Pedro Passos Coelho pedia ao executivo Sócrates, em particular ao Ministro Teixeira dos Santos, informação clara e concisa sobre o estado do BPN e os custos que as decisões do estado em relação ao banco iriam custar aos cofres públicos.

“Em dever de lealdade, transparência e rigor, era importante que, depois de terem falhado as operações que o governo tinha destinado para o BPN ainda este ano, nomeadamente a sua reprivatização, houvesse uma informação clara e concisa ao país quanto à intenção que tem para futuro e sobretudo ao custo que essa intervenção representa nos dias de hoje” – defendeu perante os jornalistas.

fonte: Jornal de Notícias

A 30 de Julho de 2011, 7 meses e 20 dias depois, já como primeiro ministro deu autorização ao seu ministro das Finanças para vender o BPN à pior proposta possível, feita por um banco cuja cara principal é um gestor que já foi ministro de um Governo Constitucional do PSD (Mira Amaral) e ainda por cima para além dos 2360 milhões de euros que custou aos contribuíntes portugueses, a proposta vencedora ainda contempla que o estado tenha que pagar indeminizações aos funcionários que o BIC irá reduzir no banco, acartar com as custas de metade da totalidade do crédito mal parado e acartar com os custos do fecho de dependências e agências do banco.

Uma intervenção brilhante.

Juntando a isto, o facto de Pedro Passos Coelho e do seu ministro das finanças ainda não terem disponibilizado publicamente as ofertas dos outros interessados à compra do banco. Revela uma clareza e uma transparência formidável, estando praticamente esmiuçadas pela Comunicação Social as melhores ofertas tanto de Montepio como dos investidores que fizeram proposta para comprar o banco.

Mais uma mentira, portanto.

4. “Passos Coelho e os impostos”

A 21 de Março: “devem descer, porque Portugal tem uma carga tributária e fiscal excessiva.” – era candidato, precisava obviamente deste trunfo para se fazer ao povo.

Expresso

A 24 de Março: “devem subir para o Estado obter receitas extraordinárias”  – em Bruxelas.

No mesmo dia à TVI: “Não posso prometer que não aumente os impostos”


A 5 de Maio: “não irão aumentar. Isso é uma invenção do PS” – era candidato, estava na recta final da caça ao voto.

Jornal de Notícias

O Governo toma posse e o que é que acontece? Imposto extraordinário sob 50% do subsídio de Natal dos que auferem rendimentos superiores ao salário mínimo.

Estamos perante um conjunto de mentiras cujo pior facto de realmente o serem, é a bipolaridade das declarações de Passos Coelho. Essa bipolaridade política que só os candidatos em vésperas de eleições conseguem manobrar: dizer sim e não conforme lhes convém, dançar ao som da música que lhes tocam e atirar as culpas para o principal adversário na contenda.

5. “O mercado de trabalho. Flexibilizar ou não flexibilizar. Criar emprego ou aumentar o estigma do desemprego”

“As políticas de emprego mais profundas, para combater o desemprego” – disse a 10 de Dezembro. Já liderava o PSD e já se sabia que seria candidato.

JN

“Aposta na criação de emprego para voltar a trazer a esperança às novas gerações” – a 11 de Maio, em plena campanha eleitoral.

Fonte: ‘PSD´

No Governo, aprova em conselho de ministros e faz uso da sua maioria parlamentar para aprovar a redução das indeminizações pagas por cada ano de trabalho aos novos contratos laborais de 30 para 20 dias.

Mais uma mentira, portanto.

Depois de todas estas declarações e da sua análise ao nível das primeiras intervenções feitas pelo Governo liderado por Passos Coelho, apenas posso concluir que o nosso primeiro-ministro é um mentiroso. Um mentiroso compulsivo de um calíbre e artimanhas comparáveis às do seu antecessor. Artimanhas das quais Passos Coelho tanto reclamava quando estava na oposição.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bail-out

Os coveiros da actual fase do capitalismo uniram-se para tramar o povo português.

Os Bancos Portugueses nunca lucraram tanto como em alturas de crise. Nunca receberam tantos impostos como nesta crise. Os seus responsáveis nunca foram criminalizados pelas acções danosas das suas gestões. Nunca pagaram os impostos que lhe eram devidos, portanto, acabam por não ser aqueles que pagam esta crise.

As agências de rating. A sua visão exterior à economia de um determinado país é semelhante à visão que os agentes do FMI têm sobre as mesmas e partilham dos mesmos vícios de Bretton Woods na sua extrema aversão à intervenção estatal na economia e na confiança cega na auto-regulação dos mercados. O Triple AAA à toa foi uma das causas desta crise assim como a criação dos famosos CDO´s e das contras apostas que eram feitas ao mesmos, motivos das falências da Lehman Brothers, da Meryll Lynch e da AIG.

É mais que altura da União Europeia colocar mão na sua actividade. Como? Criando a sua própria agência de rating interna.

O imperialismo Alemão e Francês na zona euro. Perigoso. Usam-se de subsídios aos países periféricos para poderem instituir lá as suas multinacionais pagas a salário mínimo. Tão depressa instalam uma fábrica como depois a retiram para um país onde a mão de obra seja mais barata. O exemplo Alemão é o mais crasso. Um país cuja história recente abunda de ajuda externa solidária (pós 2ª Guerra Mundial queda do muro de Berlim) não é capaz de agir solidariamente perante os seus parceiros periféricos europeus, num dos pilares institucionais que constituem propósito da fundação da Comunidade Económica Europeia, agora União Europeia a 27.

Os Governantes Portugueses. As péssimas soluções políticas que apenas castigaram o povo português. As péssimas aplicações dos fundos comunitários. As sucessivas derrapagens nas contas públicas. As sucessivas derrapagens na gestão das empresas públicas e as grandes remunerações dos seus gestores sem que no entanto tenham demonstrado resultados convincentes. As sucessivas trapalhadas do Banco de Portugal na regulação económica. Compensação? Vitor Constâncio no BCE. Uma auditória independente às contas públicas portuguesas será o móbil exacto para finalmente se conhecer a verdadeira história do trajecto do Constâncio.

Tudo isto gerou um bail-out há muito esperado.

Ainda não sabemos em que moldes será pedida a ajuda externa. Ainda não sabemos as condições em que nos será gerada essa mesma ajuda. Temos apenas por consciência que a mesma não será benéfica para o povo. Esperam-se tempos ainda mais difíceis para o país.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Fitch corta rating de 6 bancos portugueses

A agência de rating Fitch cortou o rating de 6 bancos Portugueses.

Montepio, Banif e Finibanco foram considerados “junk” pela agência Norte-Americana

Se já era conhecido que 3 deles estão em estado de possivel ruptura (o caso do Montepio e do Banif são os mais crassos), CGD, Millenium-BCP e BPI viram os seus ratings descidos por arraste das descidas verificadas nos ratings de outras agências financeiras e pela instabilidade provocada pela descida dos ratings do próprio estado português.

Isto num tempo em que os juros implícitos da dívida pública a 5 anos ascenderam aos 10% nos mercados secundários.


Com as etiquetas , , , , , , , , , , ,