Tag Archives: António Barreto

Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

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Uma questão de atraso

Na América o atraso das televisões é de cerca de 7 segundos em relação à emissão em directo, norma que serve para cortar possíveis cenas ou declarações que possam causar impacto nos rigídos costumes sociais Norte-Americanos.

Assim, mandar uma caralhada como esta de alguém como eu em directo a partir de um estúdio de televisão Norte-Americano em directo valerá um sinal sonoro que impedirá os telespectadores de ouvirem a minha caralhada (piiiii) e colocar-me-à fora de sinal caso continue a foder-me a rir com a minha própria asneira.

Seria bom em Portugal que as nossas televisões adoptassem o mesmo sistema, mas em moldes diferentes. Talvez 2 minutos seria o ideal. Pelo menos no que toca a comentários políticos. e desportivos. Com esse sistema escusaríamos de ouvir em directo certas opiniões do Rui Santos, do Dr. Mário Soares, do Daniel Oliveira, do Dr. Pacheco Pereira, do Alexandrino e do Dr. António Barrete Barreto. Por antecipação o sistema acabaria por cortar as frases menos indesejáveis assim como as menos lúcidas de quem por norma não vem acrescentar nada ao mundo.

Pergunta-se o e-leitor “mas que raio é que este caralho julga que é para ousar escrever desta maneira?” A resposta é simples: ao menos, ao ler a merda das minhas caralhadas acaba apenas por gastar energia eléctrica do computador visto que decerto não utiliza apenas a Internet para aceder aqui ao arraial. E pelo menos sempre se tem a garantia que só lê quem quer e que para ler, não paga a taxa de audiovisual.

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De que buraco saíste António Barreto?

É caso para perguntar: de que buraco é que saiu este homem?

Desde o documentário “Portugal, um retrato social” (2006) que António “Barrete” andava completamente desaparecido das câmaras.

Homem formado em Direito em Coimbra e em Sociologia em Genebra, ex-militante do Partido Comunista Português, agora militante em “yuppie-style” do Partido Socialista e do Social-Democrata em alternância para o lado que mais lhe convém, aproveitou a demissão de Sócrates para ser o mais eloquente do momento em jornais e revistas, preparando-se quiça para tirar lugar ao Paulo Cardoso no oráculo de “Bellini” tais são os palpites e previsões “astrológicas” que pinta a José Sócrates e ao futuro do país.

É caso para também perguntar onde estava António Barreto nos primeiros anos de Portugal como estado-membro da CEE? Na Assembleia da República, eleito como deputado pelo PS. Um autor tão distinto de ensaios sociais sobre a agricultura, retratos políticos e sociais e comportamentos do país, não é capaz de admitir pertencia à legislatura parlamentar que recebeu os primeiros fundos da antiga CEE cujo estado (que tanto observou; de que tanto escreveu) e os investidores privados da altura não aproveitaram como deveriam aproveitar e cujo facto também acabou por ser um dos motivos pelo qual este país marcou passo em relação ao resto da europa.

Há uns dias atrás, Francisco José Viegas perguntava no seu blog A Origem das Espécies, passando a transcrever: “De repente, nasceram dezenas de colunistas e bloggers responsáveis, atinados, a colocar o interesse nacional à frente dos interesses partidários, penalizadíssimos com a situação económica alarmante, contra a loucura irresponsável que tomou conta «desta gente», contra o cinismo, a rasgarem as vestes como no Antigo Testamento e a pedirem um consenso alargado. Onde estavam há um ano e meio? A fazer um consenso alargado, aposto.” (FJV)

A boca é foleira e ofende o meu sentido de voto nas últimas eleições legislativas.

Faz-se uma nova pergunta, caso não esteja a ser incómodo: Onde é que estava António Barreto desde 1990 para cá?

Com a demissão de Sócrates parece mais vivo que nunca. É pena é que os seus ideiais estejam um tanto ou quanto contraditórios.

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