Tag Archives: Marcelo Rebelo de Sousa

A prova dos 9 governamental

Enquanto o professor Marcelo e António José Seguro, António Galamba e Carlos Zorrinho trocam mimos mútuos acerca da nova revisão estatutária do Partido Socialista:

1. O consumo em portugal desce, com novas descidas ao nível de bens alimentares, combustíveis e automóveis.

No entanto, Portugal continua a ser o país mais caro da Europa ao nível dos preço dos combustíveis.

Isso implica necessariamente que o Estado arrecade menos receitas por via do consumo.

2. O desemprego atinge os 15% e pior que nós só a Espanha e a Grécia. O Governo afirma que investiu 2 mil milhões de euros na criação de medidas de emprego mas a própria fonte do patronato (CIP) referiu hoje depois da reunião do Conselho Económico e Social que o governo em nada está a fomentar junto das empresas condições que permitam o crescimento económico e por conseguinte a salvaguarda dos empregos existentes assim como a criação de mais postos de trabalho.

3. Pedro Mota Soares descerra a máscara democrata-cristã e ataca os desempregados, os beneficiários do rendimento mínimo de inserção e aqueles que auferem subsídios por morte do conjûge.

4. Vitor Constâncio afirma do seu cadeirão no Banco Central Europeu que (apesar de não serem necessárias por ora) poderão existir medidas adicionais ao plano de resgate financeiro vigente no nosso país ou até um novo pacote de ajuda a Portugal.

Estão aqui 4 sinais de que as políticas de austeridade que o governo está a implementar estão a levar o nosso país à ruína total.

Um país que não consome é um país falido. Um país que não consome, mostra que não escoa stocks de produção, logo,  não cria condições para as empresas obterem os seus lucros, logo,  não cria condições para as empresas pagarem as suas obrigações perante fornecedores, perante o estado e perante os seus empregados, logo, são empresas que tenderão a despedir para se poderem manter competitivas, logo, são empresas que criam mais desemprego que por sua vez cria mais retracção no consumo e consequentemente menos receitas fiscais por via do consumo para os cofres do estado e mais apoio sociais do Estado aqueles que ficam desempregados.

Ao mesmo tempo que o desemprego aumenta, o Ministro que tutela a Segurança Social ataca as condições de acesso ao subsídio de desemprego e ao rendimento mínimo de inserção. Ou seja, estamos perante um governo de cartilha liberal que não só não fomenta o crescimento económico como começa a querer descartar a responsabilidade de corrigir desequílibrios sociais provocados pela situação negativa dos mercados.

Perante todas as imposições do Memorando e perante os avisos que foram feitos ao governo português por diversos economistas de renome de que a “austeridade por si não chega para resolver a situação problemática da economia portuguesa” o governo obtém como resposta à asfixia que está a cometer perante os seus cidadãos e perante o assassínio económico que está a provocar ao país de que estas medidas poderão não chegar caso se confirmem os piores cenários de recessão previstos para 2012. 

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sportinguices (mais uma vez)

Continuo a matutar no insucesso do Sporting.

Uma das ideias que vem sido espelhada pela Comunicação Social, por alguns “comentadores\cronistas” desportivos, por algumas pessoas nas redes sociais e até por alguns dirigentes desportivos e atletas é a de que Braga ultrapassou o Sporting como 3º grande do futebol português, afirmação que é inverosímel mas que para este post decido tomar como “válida”.

Vamos equacionar essa hipótese:

1. Se o Braga ultrapassou o Sporting como 3º grande do país, porque é que não trocamos os papeis na Comunicação Social?

Daqui em diante, o Sporting tinha direito a uma página ou metade de página e o Braga teria direito a 3 ou 4 páginas nos 3 desportivos. O Sporting teria direito a uma notícia na TV de semana a semana e o Braga seria todos os dias alvo de cobertura televisiva. O Sporting deixava de ser temática na Bola Branca, enquanto o Braga seria todos os dias bombardeado de perguntas por parte das rádios. Do Sporting escrevia-se uma simples notícia sobre o treino, um boletim clínico, um ou outra declaração de treinador\jogador ou presidente e uma ou outra especulação acerca da possibilidade de reforço do plantel, cabendo ao Braga as 3 ou 4 páginas que cabem actualmente ao Sporting, contempladas pelos 1001 artigos de opinião, pelas notícias detalhadas do plantel, pelo comentário de imprensa do treinador, do presidente, do roupeiro, do director desportivo, do seccionista dos juniores e dos 18 mil ex-jogadores que usualmente falam sobre o estado do clube. Ao Sporting cabia um ou outro artigo instável e ao Braga caberia artigos diários a expor a má-situação do clube e a pressionar o trabalho dos seus dirigentes e atletas.

2. Se o Braga ultrapassou o Sporting como 3º grande do país, porque é que o Sporting não cede o seu lugar na cadeira dos programas de análise e comentário que passam nos canais de informação das televisões generalistas ao Braga para lá colocar o prof. Marcelo a citar Platão e Descartes aquando de um penalty não assinalado sobre o Márcio Mossoró?

3. Se o Braga ultrapassou o Sporting como 3º grande do país, porque é que não vou à procura dessas grandes glórias do Braga (principalmente aqueles que saíram a mal do clube como fazem com o Sporting) para eles criarem instabilidade no seio do Braga?

4. Se o Braga ultrapassou o Sporting como 3º grande do país, porque é que nas redes sociais adeptos do Benfica e do Porto continuam a festejar-se uma derrota do Sporting\dizer mal dos maus momentos do Sporting se o Sporting, pela inerente perda de estatuto já não é candidato ao título e passe-se a expressão “já não é ameaça para Benfica e Porto?”

Tomando estes 4 pontos, porque é que não deixam o Sporting e os sportinguistas em paz visto que já não representamos ameaça ao campeonato que todos querem que seja disputado a dois com a presença (distante) de um 3º grande que é o sporting de braga?

Com as etiquetas , , , , , , ,

Como é que vamos pagar isto?

Ou melhor dizendo, porque é que não rejeitamos pagar.

Bastou alguém dizer na SIC Notícias que Portugal necessitaria de um novo resgate do FMIBCECE para a bolha rebentar. Ainda nem 2 meses passaram sobre a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado Português e a troika para ser cumprido nos próximos 3 anos para alguém (inconscientemente) fazer girar ainda mais a especulação em torno do nosso país.

Os Portugueses falam de mais. Nem com um novo governo, empenhado em cortar a despesa do Estado (que começou a pés juntos por cortar nos rendimento em quem menos têm para atingir receitas extraordinárias) poupou Portugal à humilhação da Moody´s. Humilhação que pode não vir só, visto que a Standard and Poor´s a Fitch preparam novas descidas ao rating do Estado Português, bancos e empresas públicas nos próximos dias. Talvez para lixo.

Volto a repetir: os Portugueses falam de mais. Principalmente esses Soares, esses Marcelos, esses Barretes de nome António, esses Miguéis Sousa Tavares, esses Josés Gomes Ferreiras e esses Pachecos Pereiras. Não contribuem em nada para o interesse nacional, não sabem o que é o interesse nacional e sobretudo não sabem o que é passar pela experiência de governar os destinos do país. O caso de Mário Soares é diferente visto que também ele deve ser culpabilizado pelo actual estado do país. Porque não te calas Mário?

Esquecem-se redondamente que as suas declarações são escutadas atentamente pelos Srs. das agências de rating e que as mesmas são breves e concisas a anotar publicamente as suas conclusões perante meio mundo para “não comprar aquilo que é nosso”.

Hoje, nos mercados secundários a os títulos de dívida pública Portuguesa ascenderam a fasquia dos 19%. Pergunta-se, onde é que vamos arranjar dinheiro para pagar isto?

Ou melhor: merecemos pagar isto?

Ou devemos rejeitar pagar isto?

Ironia das ironias também é o facto da nova chefe do FMI, a antiga ministra das Finanças Francesas Christine Lagarde (uma espécie de Strauss-Kahn sem histórias de violação na pele de uma mulher) elogiar o trabalho do Governo Português na redução dos problemas do país como demonstra ser “de interesse nacional”.

Não consigo perceber este tipo de coisas. A líder dessa instituição democrática que pede dinheiro emprestado a alguns países a juros de 1% para os emprestar a outros a juros de 4, 5 e 6% vem a público estabilizar as almas em relação aos esforços do novo governo Português. E do Irlandês.

Ainda nem 2 meses passaram desde a assinatura do Memorando de Entendimento e os super-experts das agências de rating, quais discipulos de Houdini começam a fazer a sua magia e a carregar em cima do pobre povo português. Quem os trava?  Ninguém os trava… 

O povo português pode optar por uma de duas vias: ou cala-se e é estrangulado com mais impostos ou sai para a rua e diz que não paga a dívida contraída pela má-gestão dos seus governantes e gerada pela especulação das agências de rating.

A coragem de um povo mede-se claramente pela sua vontade de se afirmar perante as dificuldades e dizer “não” como já dizia a Trova do Vento que Passa. Vivemos ou não vivemos em democracia?

Se optarem pela 1ª via, o resultado vai ser simples: a fome, a pobreza, a violência, as actividades ilegais ou marginais e a criminalidade vão aumentar perante um estado que está mais que decidido a cortar cada vez mais nos mecanismos de protecção social aos cidadãos e a trilhar um caminho opcional para um leque mais ou menos extensos de privatização em alguns serviços públicos.

Não queremos nada disso pois não?

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,