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O espelho das políticas desenvolvidas pelo Partido Socialista

Ontem, como tinha postado neste espaço, a Standard and Poor´s fez uma revisão em baixa do rating de 5 bancos Portugueses, entre os quais a Caixa Geral de Depósitos.

Hoje, a mesma agência, reduziu o rating do Estado Português cotando-o com o rating de BBB – , ou seja, a um passo do rating FFF que em linguagem económica significa “junk”: lixo.

Pelos factos enunciados na peça do Jornal Público, este é mais um dos factos que comprova o falhanço total das políticas económicas impostas pelo Governo Socialista ao país.

Actualização 17:11: No dia em que os mercados voltaram a humilhar Portugal. Depois de corte no rating da Standard and Poor´s, os juros da dívida pública nacional a 5 anos dispararam a novo máximo histórico de 9,02%


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Engraçado…

No dia em que a Standard and Poor´s reduziu o rating de 5 bancos Portugueses (CGD, BES, BPI, Santander-Totta, e BCP) voltei a fazer um review da entrevista que Pedro Passos Coelho deu à SIC na última quinta-feira.

A agência de rating considerou a cotação em baixa do rating dos respectivos bancos com base no chumbo do PEC 4 na Assembleia da República, facto causador de instabilidade política e económica no país e maior dificuldade de refinanciamento.

Passos Coelho apresentou como uma das medidas para superar a crise uma nova privatização da CGD. Com a CGD em clara queda ao nível de confiança nos mercados internacionais, esta medida de Pedro Passos Coelho deverá perder algum efeito. Afinal de contas, se internamente se tem considerado que não existem investidores portugueses capazes de investir, não será com cotações em baixa e perdas de confiança dos mercados no banco do estado um sinal de que haverão investidores estrangeiros prontos a investir na CGD “caso o PSD no governo” decida privatizar parte das acções do banco.

No entanto desconfio que a Standard and Poor´s não quis revelar outro dos importantes factos que constituem o descrédito do maior banco do estado nos mercados internacionais, que não é mais do que a ajuda que foi prestada pelo banco do estado a mando do governo socialista no buraco negro em que se tornou o BPN depois de nacionalizado. Facto que demonstra que não só não se culpabilizaram judicialmente aqueles que provocaram a manobra fraudulenta nos negócios do BPN que motivaram a sua bancarrota, como uma atitude que é por demais passiva do Estado Português perante a banca.

Em tempos em que o governo aplica sucessivas medidas de austeridade que vão directamente aos bolsos daqueles que menos rendimentos têm, a banca continua a ter lucros abissais e a não prestar os impostos que legalmente lhes devem ser tributados, sob o falso pretexto que estes não detêm neste momento a capacidade negocial necessária para investirconceder crédito para fomentar de novo a economia Portuguesa.

Esta notícia surge no dia em que grupos de jovens fizeram acções simbólicas nas sedes do BPN em todo o país.

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Histórico

O desespero económico, social e político da Grécia aumenta de dia para dia.

Primeiro foram as intervenções conjuntas da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Seguiu-se a instabilidade política do Governo de Papandreou (acusado internacionalmente de corrupção no país) e social, com as sucessivas revoltas nas ruas do povo Grego e dos movimentos anarquicos Gregos.

Agora, faz-se história na Grécia, à conta das agências de rating internacional. A uma só voz, em poucos dias, a Grécia é um país considerado “lixo económico” pelas três principais agências de rating financeiro: a Fitch, a Standard & Poor´s e a Moody´s. A avaliação de rating do país desceu para BB+, ou seja, para o pior de todos os cenários. Confirma-se a bancarrota e acima de tudo, confirma-se que o governo Grego ainda terá que ter mais controlo e rigor orçamental nos próximos anos.

Nem o fundo de apoio europeu, nem o empréstimo concedido pelo FMI foi capaz de tornar a Grécia um país solvente em relação à sua dívida pública e em relação à sua dívida externa.

Relembremos apenas que estas agências de rating não-institucionais são as mesmas que andam a cortar na credibilidade do Governo Português nos mercados internacionais, vá-se lá saber a mando de quem! Mesmo assim, nem mesmo perante o espectro de uma eventual entrada do FMI no país impede o nosso governo de continuar a acumular dívida atrás de dívida. Nos últimos dias, a emissão de títulos de dívida a 18 meses que os nossos “amigos” Chineses nos compraram sob a batuta de juros usurários bem acima daquilo que actualmente estão a ser pagos a 10 anos, faz com que o nosso país caminhe para o caso Grego e para o caso Irlandês: a bancarrota!

O que ninguém ainda teve coragem de dizer é que estas agências são o verdadeiro lixo da economia. Sozinhas, conseguem manchar irremediavelmente os esforços de qualquer governante e conseguem isolar “economicamente” qualquer país contribuíndo ainda mais para a especulação que as grandes potências mundiais pretendem instaurar neste cenário de crise económica e financeira.

Até quando, é a pergunta que obviamente se faz. No caso do mercado europeu, até quando é que a União Europeia vai continuar a tolerar a especulação negativa que estas agências estão a fazer a alguns dos seus estados-membros em prol dos interesses especulativos das grandes potências?

Quando, é a outra pergunta que se deve fazer. Quando é que a União Europeia forma definitivamente a sua agência de rating?

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