Monthly Archives: Fevereiro 2011

Era o que faltava…

Para tentar contornar a mais que certa entrada do Fundo Monetário Internacional no nosso país e o pedido de auxílio externo ao fundo de emergência da União Europeia, José Sócrates afirmou hoje que poderá fazer executar um novo pacote de medidas de austeridade para que no final do ano se atinjam os 4,5% no défice das contas públicas.

Mais medidas de austeridade?- é obviamente a questão que se põe perante estas afirmações.

É que para que se concretize esta meta só falta que o governo congele todas as contas bancárias dos Portugueses. Medida que efectivamente já aconteceu na Argentina no anos de 2000 e 2001 (noutros moldes) depois da ajuda do Fundo Monetário Internacional – medida essa que ficou conhecida mundialmente como “El Corralito”

Já agora, era o que faltava.

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Rescindiu


Leonardo Jardim bateu com a porta.

Há uns dias atrás noticiou que anunciava o seu futuro hoje. Eis que o dia nasceu amargo para o Sport Clube Beira-Mar. O técnico apresentou a carta de demissão e rescindiu o seu contrato com a direcção por mútuo acordo. Como se pode ver aqui.

É uma notícia que obviamente nos choca. Sabendo que o clube não conseguiria manter o técnico para a próxima época, pensava-se que ao menos este não abandonasse o barco já. Tal não veio a acontecer.

Esta demissão deixa o clube num enorme vazio. Numa altura em que não se garantiu a manutenção na principal liga do futebol português. É caso para dizer que recebi uma enorme bolada e ainda nem consigo acreditar bem nesta decisão.

Segue-se o Braga ou o Sporting. Jardim já foi apontado aos 2. No entanto, o técnico veio hoje desmentir está ligado a uma promessa eleitoral de um candidato à presidência do Sporting.

As despedidas no Beira-Mar já começam a ser frequentes. Em poucos meses vimos partir uma série de pessoas que marcaram o clube no seu passado recente. De Rui Varela a Leonardo Jardim passando por Kanu.

Ao mister, só lhe posso desejar toda a felicidade deste mundo. Sei perfeitamente que um dia vai dominar o futebol português – disso tenho a certeza. O mister marcou uma época de ouro deste clube. Merece todo o sucesso. Seremos sempre seus fans.

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Oscars 2011

Como já tinha escrito aqui a propósito da vitória de Colin Firth nos BAFTA, Colin Firth mereceu a estatueta. A sua brilhante interpretação em “O Discurso do Rei” vem colmatar uma série de grandes interpretações do Britânico. Faço menção de incluir a interpretação com que já nos tinha brindado em “Love Actually”, apesar de efectivamente esse filme não ser nada de extraordinário.

Quanto ao melhor filme, aceita-se a vitória do “Discurso do Rei”. Na minha opinião pessoal e considerando que vi 8 dos 10 filmes a concurso, creio que a vitória também assentaria na perfeição a “Black Swan”. Pela interpretação de Natalie Portman, pela graciosidade do argumento e pelo imenso “thrill” que o filme dá a quem o visualiza. “The Kids Are All Right” também é um excelente filme assim como “127 Days”. Pelos menos esses 4, mereceram o estatuto de nomeado.

No concurso de melhor realizador, Tom Hooper levou a melhor sobre David Fincher e sobre “The Social Network” – lembro-me perfeitamente que aqui http://joaorbranco.blog.com/wp-admin/post-new.phpquando escrevi uma pequena crónica do filme, apareceram logo vozes que me criticaram em relação ao desempenho de Fincher. A entrega das estatuetas acabaram por me dar razão – Fincher não mereceu o Oscar e “The Social Network” é na minha opinião o pior trabalho de um realizador que já nos brindou com uma pérola como “Fight Club” – aquele filme que é o filme da vida de muito boa gente.

“A Origem” foi buscar 4 estatuetas – Fotografia, Mistura de Som, Montagem de som e efeitos técnicos. Como a minha cara amiga Ana Margarida Mateus referiu numa postagem no facebook, os comentadores da TVI consideraram o filme como “um filme é um blockbuster intelectual”. Não gostei de tamanha depreciação. Dos filmes a concurso, “A Origem” é essencialmente o melhor filme do ponto de vista técnico e tem um argumento que é pura e simplesmente fantástico. Não é merecedor da categoria melhor filme ou melhor realizador, mas, merece os 4 galardões que recebeu nas categorias técnicas.

As categorias de melhor actor secundário passo à frente. Não analisei muito bem as prestações dos actores e actrizes nomeados. Quanto ao melhor filme estrangeiro, tenho-o aqui no PC, mas não tive tempo de o ver assim como não tive tempo de ver os outros 4 a concurso.

“Toy Story 3” levou o melhor filme de animação e melhor canção – merecidos.

“Inside Job – A verdade da crise” é fantástico e merece sem dúvida o galardão de melhor documentário. Recomendo que o vejam!

A melhor banda sonora original também foi bem entregue a “The Social Network” – Esqueci-me de referir na sua crónica que a banda sonora é um dos únicos pontos a favor do filme. Foi feita por Trent Reznik dos Nine Inch Nails e é pura e simplesmente sublime.


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Beira-Mar 0-1 Portimonense

A exibição do Beira-Mar ontem no Estádio Municipal de Aveiro frente ao Portimonense é o reflexo da intranquilidade que se viveu no clube nesta semana que passou.

A equipa do Beira-Mar entrou em campo frente a um Portimonense que aliado ao último lugar da Liga, não vencia desde o dia 26 de Setembro, ou seja, desde o jogo contra o Beira-Mar em Portimão. Para aqueles que se deliciam com pormenores estatísticos, esta vitória do Portimonense marcou a primeira vitória de Carlos Azelha na Liga enquanto treinador principal.

Com esta derrota, o Beira-Mar está a colocar-se a jeito. Se Leonardo Jardim frisou na conferência de imprensa posterior ao jogo que o Beira-Mar ainda goza de alguma tranquilidade em relação aos clubes que estão a baixo da linha de água, caso a Naval vença hoje, coloca-se a 8 pontos da nossa equipa.

Pior que esse facto é mesmo o facto do Beira-Mar estar precisamente há 3 jogos na possibilidade de efectuar os 27 pontos que lhe garantam “virtualmente” a manutenção na Liga e não aproveitar os jogos teoricamente “do nosso campeonato” para efectivar essa marca. Quem não mata, morre.

Ontem, frente ao Portimonense, vi um Beira-Mar a entrar em campo demasiado relaxado. Como se já tivesse o seu campeonato feito e não houvesse qualquer ambição em querer subir na tabela classificativa. Faço meus os comentários que ouvi na Rádio Terranova – o Beira-Mar parece a esta altura da época uma equipa desorganizada, incerta e dotada de uma direcção que parece estar a “desmontar a tenda” com base numa ilusão que a época está terminada ao nível de objectivos. Falsa ilusão.

O Beira-Mar executou uma péssima primeira parte. A pior primeira parte da época. Juro, que a primeira parte da equipa não parecia vir de uma equipa que nos encantou na 1ª volta do campeonato. Na 2ª parte, o Portimonense marcou (no único lance em que Rui Rego teve efectivamente culpas) e a equipa passou de uma situação de “descontracção” para uma situação de “nervosismo imanente” e “descontrolo emocional” – nervosismo esse que redundaria por exemplo no enorme falhanço de Wang Gang na linha de golo, um dos maiores falhanços que vi esta época senão o maior.

Esse desconcerto é obviamente marcado por alguns factores que aconteceram durante esta semana:

– O primeiro, obviamente, foi a venda de Ronny a uma equipa Chinesa.

Neste primeiro ponto, revelo como oportuno um comentário que fiz aqui no Bancada Norte a meio da semana. Parafraseio-me no intuito de revelar a minha opinião sobre este negócio: ” Creio que as informações que foram prestadas pela direcção em relação à transferência do Ronny (pagamento de uma compensação financeira cujos boatos apontam ao pagamento de uma quantia a rondar os 100 mil euros) são um tremendo barrete. Não estou a ver qualquer equipa da China, do Bangladesh ou do Djibuti a dar compensações financeiras por um jogador que terminava contrato em 4 meses a mais do que aquilo que ele iria receber até ao final do contrato.

É preciso tirar a limpo essa história.

Sem falar que desportivamente foi mais um mau passo dado pela direcção. Denota falta de ambição para o que resta desta época e para a próxima. Se com a saída do Rui Varela, Ronny (até à aquisição de Dudu) era o único ponta de lança do plantel e a direcção do Beira-Mar “viu-se negra” para contratar outro, até ao final da época resta um avançado que vem claramente desrotinado do Brasil tanto ao nível de forma como ao nível de encadeamento com os processos de jogo da equipa. Tenho lido por aí pessoas a dizer que o Wilson, o Wang e o Élio podem colmatar a saída. Nem pensar. São extremos, não avançados.”

– O 2º ponto que corrobora o desconcerto que se vive actualmente no clube prende-se obviamente com o futuro do treinador Leonardo Jardim.

Anteontem, surgiu uma notícia que o treinador está a caminho de Braga com um acordo formal estabelecido com o FC Porto. Pessoalmente, não creio que Leonardo Jardim embarque neste tipo de esquemas, que de imediato foi considerado como uma “imbecilidade” por Pinto da Costa; no entanto, nada me espanta que hoje Leonardo Jardim afirme que vai sair do Beira-Mar no final da época, como já foi admitido publicamente pelo Presidente António Regala. Não consigo perceber no entanto, porque é que a comissão administrativaactual direcção não foi capaz de apresentar a proposta de renovação ao treinador há alguns meses atrás, na euforia dos bons resultados alcançados pela equipa – creio que caso a proposta de renovação tivesse sido apresentada em Outubro ou Novembro, Leonardo Jardim assinaria.

Neste ponto, o clube fica novamente a perder. Caso eventualmente se tivesse renovado com Leonardo Jardim e caso este saísse efectivamente para outro clube, o clube poderia encaixar algum dinheiro com a desvinculação do treinador. Na actual situação, o treinador termina contrato e sai a custo zero. O Beira-Mar revela-se profícuo em deixar sair toda a gente em saldos.

– Um 3º ponto, também ele de vital importância, prende-se com o facto de 16 jogadores do plantel actual se encontrarem com futuro incerto. O Beira-Mar tem neste momento 8 emprestados de outros clubes e 8 jogadores que terminam contrato no final da época. De modo a assegurar estabilidade para a próxima época, a direcção já deveria começar a mexer os seus contactos de modo a aproveitar quem é de aproveitar para a próxima época. Um jogador que se encontra com futuro incerto na sua carreira profissional é um jogador intranquilo e completamente desleixado com o que falta jogar desta época.

Só a direcção do Beira-Mar não parece elucidada destes factos.

E está claro, perante todos acontecimentos, não se pode pedir que a equipa tenha rendimento nas partidas. Como Carlos Teixeira da Rádio Terranova frisou e bem, o jogo de ontem frente ao Portimonense foi o espelho das decisões que tem sido tomadas ao nível directivo e ao nível técnico.

Hoje, Leonardo Jardim anuncia a sua decisão. Não tenho muitas esperanças que fique. Infelizmente, vai terminar um ciclo de ouro para o Beira-Mar, quando todos nós detinhamos um sentimento de especial afecto pelo seu trabalho e um sentimento de esperança em relação a um futuro risonho para o clube.

Os próximos dias revelarão o futuro do clube. Não creio que a direcção seja opaca ao ponto de continuar passiva perante os problemas que tem em mão.

Para finalizar, peço desculpa a todos os sócios e simpatizantes que eventualmente possam discordar com a minha opinião. Mais que uma simples opinião, este post representa um desabafo meu em relação à actual situação do clube.

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O Ministério Público demorou 13 anos a reagir em relação ao caso do desaparecimento do jovem Rui Pedro.

Provavelmente, creio que esta demora deve ser record mundial. O Ministério Público Português, na figura do DCIAP e da sua directora Cândida Almeida estão de parabéns. Demoraram 13 anos a concluir que o principal suspeito do rapto do menor devia efectivamente ser interrogado sobre o desaparecimento do jovem de Lousada.

Foram 13 longos anos de martírio para a família de Rui Pedro. Martírio que não vai terminar com a detenção do principal suspeito do rapto do jovem nem com uma sentença que determine a sua prisão. Foram 13 longos anos em que as principais autoridades judiciais deste país gozaram com esta pobre família de Lousada.

Analisando estes casos em concreto, não sou de acordo com a lei que existe neste país em relação ao desaparecimento de pessoas. A lei determina que em caso de desaparecimento de pessoas, a polícia só pode actuar passadas 24 horas da comunicação do desaparecimento da pessoa. Tomando em conta a quantidade de gente doente que existe aí pelas ruas e a facilidade com que neste momento se rapta qualquer criança neste país, em 24 horas, é passível que uma criança seja raptada por uma rede de pedofília e quando a polícia for chamada a actuar, esta já esteja por exemplo na Austrália.

Quando a polícia intervir de facto, já é tarde…

Analisando estes casos em concreto, sou de acordo que a polícia deve actuar imediatamente aquando da comunicação do desaparecimento da pessoa. Se os cidadãos Portugueses pagam impostos, merecem eficácia na actuação das autoridades que são pagas com os seus impostos. Como tal, não merecem, que a polícia actue dias depois do desaparecimento e que o Ministério Público (no caso Rui Pedro) comece a actuar 13 anos depois do desaparecimento.

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Justiça eficaz!

Manuel Godinho.

Usou-se das mais variadas influências e dos mais variados truques para enriquecer. Colocou em xeque antigos ministros e grandes executivos de grandes empresas nacionais, num processo de corrupção impar em Portugal.

Mas vai ser solto hoje…

A isto é que eu chamo uma justiça eficaz!

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A História repete-se…

Na Líbia Kadafy está cada vez mais isolado no governo do país e encurralado pela revolução na capital Trípoli.

Enquanto Kadafy continua a  ordenar “banhos de sangue” ao seu próprio povo, em Nova Iorque, o Secretariado-Geral das Nações Unidas ainda está a tentar discutir possíveis sanções a aplicar imediatamente ao ditador. Perante a situação, ninguém (na organização) ainda foi capaz de cortar as contas bancárias do ditador, lançar embargos ao regime, enviar tropas para território Líbio de forma a acalmar os ânimosdepor de vez o ditador ou montar uma campanha humanitária (na Tunísia) para ajudar os milhares de refugiados que já passaram a fronteira.

Qualquer uma das opções a tomar seria legítima para por fim a uma guerra civil sangrenta que parece não ter fim…

Quer-me parece que a História se repete. Mais uma vez (à semelhança péssimo exemplo que foi dado nesta matéria no caso Sudanês) a maior Organização Internacional que conhecemos desde a 2ª Guerra Mundial parece ser incapaz de actuar rapidamente aquando de uma emergência.

Perante estes casos, cada vez mais defendo uma imensa reforma no actual quadro de competências e atribuições institucionais da ONU. Para que esta finalmente possa evitar males maiores. Atempadamente.

E a delegação Portuguesa no Conselho de Segurança parece completamente inerte no caso Líbio. Parecem demonstrar o típico pensamento Português: “Não é nada connosco, não nos metemos”

Quando aqui há dias critiquei Ana Gomes e um dos seus últimos posts no Causa Nossa, argumentava que a Sra. Dra. tinha razão nas medidas que pedia  que a delegação Portuguesa no CS levasse a cabo imediatamente. No entanto, efectivamente, a “crítica positiva” que fiz ao seu post e o desenlace da problemática em questão acabou por me dar razão neste caso.


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25 anos a fazer amor

A Rádio Universitária de Coimbra faz 25 anos – uma data história que deve ser comemorada com toda a pompa e circunstância.

Sexta-Feira, não se esqueçam: Radio Dept pelas 21:30 no TAGV. Bilhetes a 8 euros (sócios da RUC) 9 euros (estudante) e a 10 euros (público em geral)

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Expresso nº 2000

Edição nº 2000 marcada obviamente pelos 732 artigos em que Portugal é mencionado na Wikileaks.

Merece o meu destaque num futuro post, quando adquirir a edição física do jornal.

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Demitido

Já se sabia desta decisão antes do jogo frente ao Rangers.

Couceiro assume a equipa até ao final da época.

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A nossa grande esperança olímpica


Com a paragem na carreira de Vanessa Fernandes no Triatlo e os maus resultados de Nélson Évora no Triplo-Salto, os Portugueses em nada devem temer um novo fracasso nos Jogos Olímpicos de Londres do próximo ano.

O projecto olímpico Português está mais vivo que nunca, depois de se ter descoberto uma grande promessa do Salto à Vara. O Armando.

Aos 54 anos, Armando Vara é um dos melhores saltadores do mundo. Descoberto muito novo numa sucursal bancária da Caixa Geral de Depósitos em Mogadouro (distrito de Bragança) bastou-lhe uma ficha de adesão ao Partido Socialista e uma atitude passiva perante os cambalachos dos outros para rapidamente ocupar a posição de nº2 da Administração Central da Empresa em Lisboa.

Da Caixa ao Parlamento foi um passo. Do Parlamento ao Ministério foi outro. Depois, é caso para dizer que a carreira de Vara foi de vento em poupa até “dar um passo a mais que a perna” com um empresário de nome Manuel Godinho.

Armando Vara é agora um dos melhores saltadores da europa. Arrisca-se mesmo a bater os records do Ucraniano Sergey Bubka. Não é por nada que é considerado por analístas da modalidade como uma das “moscas varejas” mais maravilhosas no que toca a esta modalidade.

Como último record, Vara saltou por cima de alguns idosos num centro de saúde. Espantoso. Os Portugueses devem estar orgulhosos…

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Ficamos à espera

dos comentários de Alberto João Jardim, o novo comentador político da TVI 24.

Segunda-feira, o presidente do governo regional madeirense vai fazer a análise política no “Jornal do Dia” de Henrique Garcia.

Esperamos com ansiedade!

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Bulls vencem novamente os Heat

Caíram pela 2ª vez em Chicago. Contra factos não há argumentos. A nova equipa dos parolos não tem argumentos para bater os Bulls.

Quem se ri por último, ri-se melhor…

Se estão à espera que o LeBron James seja o salvador da patria, estão muito bem enganados. Viu-se ontem no último minuto a pedrada de 3 que ele mandou lá para cima e que redundou num delicioso airball. Esta madrugada, LeBron James começou o jogo com a corda toda mas foi desaparecendo aos poucos. Já Dwayne Wade, esse sim, é o grande motor da equipa de Miami.

Chris Bosh teve um jogo para esquecer. De campo, conseguiu um cesto em 18 tentativas. Talvez o pior jogo da carreira.

Do lado dos meus Bulls, prestem a devida vénia ao Derrick Rose. Ao contrário do James, ele resolve. Ao contrário do James, o Rose não começa com a pica toda, acaba com a pica toda. E não se esqueçam que ele não tem apenas 2 estrelas ao lado (Bosh e Wade) tem 3 (Deng, Noah e Boozer).

Passo a explicar no jogo de ontem, a partir de números:

– Do lado de Miami James fez 29 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências. Wade fez 34 pontos e 8 ressaltos e Bosh fez 7 pontos e ganhou 9 ressaltos. Os 3 juntos fizeram 70 dos 89 pontos da equipa. O que significa que os restantes 5 jogadores utilizados pelos Heat são praticamente inúteis.

– Do lado de Chicago, Rose fez 26 pontos, 5 ressaltos e 6 assistências. Deng fez 20 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências. Boozer fez 16 pontos e 9 ressaltos. Noah fez 7 pontos e 8 ressaltos. No total 69 dos 93 pontos da equipa. Os restantes jogadores de Chicago que foram utilizados fizeram 24 pontos. Não é um número por aí além se tivermos em conta que Karl Korver fez 7 pontos e Ronny Brewer 8. Mas é interessante por exemplo constatar que Omer Asik ganhou 11 ressaltos em 20 minutos de utilização, 10 dos quais ressaltos defensivos.

Mas pronto… Continuo a concordar com alguns de vós. Nos playoffs é que vamos ver quem joga. E é mais que certo que nas meias-finais de conferência cá estaremos para contar 4 a 7 jogos entre Miami e Chicago.

Não se esqueçam de uma coisa: o James treme nos momentos de decisão. O Rose não. É um segredo que fica entre nós.

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Castles in the snow

” You’re my favorite daydream
I’m your famous nightmare
Everything I see looks like gold
Everything I touch goes cold
Castles in the snow

Here’s all I know
Your checkered room and your velvet bow
Your Elvis song in my ear
That moonlit voice that I hear

Now we are bold as brass
We walk along our golden crest
We hide away for a week
We only look and don’t speak

You’re my favorite daydream
I’m your famous nightmare
Everything I see looks like gold
Everything I touch turns cold
Castles in the snow”

George Lewis Jr in Twin Shadow´s “Castles in the snow” (Twin Shadow, 2010)

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Julian Assange

Vai ser extraditado para a Suécia por crimes que só existem nas cabeças dos serviços secretos Norte-Americanos e dos homens forte da Administração Obama.

Tomando analogamente como exemplos os casos “Rubycuore” e as acusações que foram formadas em 2010 aos jogadores da Selecção Francesa, só me questiono porque é que as duas jovens suecas que denunciaram o criador da Wikileaks dos pressupostos crimes de violência sexual e não pedem à justiça sueca uma choruda indeminização, à semelhança daquilo que Karyma El Mahroug fez com Silvio Berlusconi e Zahia Dehar pediu no escândalo com os jogadores da Selecção Francesa? Afinal de contas, todos sabemos que existe alguém que está a “municiar financeiramente” o criador da Wikileaks…

Algo está a bater mal nesta história. E a verdade que se pode tirar como ilação de todo este processo é que Assange e que a sua criação apenas cometeram um crime, crime esse que todo o mundo sempre quis saber – as atrocidades cometidas pelos Norte-Americanos nos últimos 30 anos – e esse facto, é incómodo para caraças para alguém…

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Doi-me tudo

Doi-me na alma o actual estado do Sporting.

A cada jogo que passa, digo sempre que é o último que vejo – o meu sado-masoquismo em relação ao Sporting parece ser eterno.

No final de cada jogo do Sporting, sinto-me como se tivesse levado uma enorma carga de pancada.

Há 23 anos que ando neste sofrimento. Não há vida que resista a este Sportinguismo fiel, a este Sportinguismo doente.

Continuo a afirmar: assim mais vale acabar com o clube. mais vale que se acabe de vez com este sofrimento.

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As incoerências dos líderes árabes

Mohammar Kadafy está claramente atrapalhado.

Ante-ontem afirmou à televisão estatal ser “o guia da revolução”. Hoje em mais uma declação altamente bizarra acusou a Al-Qaeda de ser a principal responsável pela revolução do povo Líbio.

A Líbia vive o momento mais conturbado da sua história. Não se sabe bem a extensão dos ataques militares ordenados por Kadafy no Oeste do país e na capital Trípoli. Não se sabe muito bem o número de mortos. Agências noticiosas assinalaram centenas de mortos outras milhares.

Kadafy deve ser deposto o mais rápido possível. Os países da União Europeia devem retirar todos os seus civis da Líbia o mais rápido possível.  Caso os ataques militares sejam verídicos, Kadafy deve ser detido o mais rápido possível e julgado em Haia por genocídio e crimes contra a humanidade.

No Irão, Mahmoud Ahmadinejad falou sobre a situação na Líbia.

Ironia das ironias, o líder iraniano censurou a violência utilizada por Mohammar Kadafy no caso Líbio: ” Como é que alguém pode bombardear e massacrar o seu próprio povo?” – disse o líder que em 2009 ordenou ataques aos manifestantes da oposição no seu país.

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Assembleia Magna: minuto-a-minuto

22:54 – Como é apanágio, o Entre o Nada e o Infinito encontra-se nos fundos da Cantina dos Grelhados a levar a cabo o habitual minuto-a-minuto sobre mais uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra.

Na Cantina dos Grelhados encontram-se seguramente mais de 300 pessoas. Esta Assembleia Magna cuja ordem de trabalhados pode ser vista aqui marca a primeira magna de Diana Taveira enquanto presidente da Magna e de Eduardo Melo enquanto presidente da Direcção-Geral.

As expectativas para esta Assembleia Magna são elevadas. O ponto alto da noite será uma nova discussão da situação política e das acções em desenvolver, principalmente no que toca à Acção Social Escolar.

23:00 – Diana Taveira apresenta os seus pares da mesa, a ordem de trabalhos e inícia a Assembleia Magna.

Diana Taveira afirma que já foi feita a revisão dos estatutos da AAC e que estes já foram apresentados.

E aí vem o Alface. Sempre cheio de pica.

Coloca uma questão (sobre os estatutos): o texto final dos estatutos irá a votação dos estudantes?

Diana Taveira afirma com base legal que a aprovação dos estatutos não serão levados a votação da Assembleia Magna mas sim dos membros da Assembleia Estatutária – Artigo 96º dos Estatutos.

Rui Carvalho questiona novamente Diana Taveira: ” Essa decisão, não-oscultação dos estudantes (decisão de Diana Taveira)” em relação aos estatutos, se é uma decisão irreversível… – Rui Carvalho e Diana Taveira estão em pleno diálogo. Rui Carvalho fala da questão da RUC – o alvará da RUC dependerá em exclusivo da aprovação dos estatutos.

Rui Carvalho volta a perguntar a Diana Taveira se não seria sensato apresentar o projecto final aos estudantes? – Diana Taveira volta a argumentar com base no artigo 96º dos estatutos.

23:09 – Fala Marco Veloso, o antigo presidente da mesa da Assembleia Magna. Um dos principais visados nas críticas sobre a demora dos estatutos na penúltima Assembleia Magna.

Marco Veloso lê o artigo 96º dos estatutos – O mesmo dá a oportunidade a qualquer sócio-efectivo que não pertença à Assembleia Estatutária de apresentar propostas para a discussão e redacção do texto final dos estatutos.

Marco Veloso considera inútil a discussão sobre os estatutos em prol da passagem para o ponto 2. Diana Taveira afirma praticamente o mesmo – passar esta discussão para o ponto 3.

23:12 – Bárbara Gois da FLUC sobe ao pulpito. Vem falar sobre Zeca Afonso. Hoje fazem 24 da sua morte. Fala da importância de Zeca Afonso para a luta estudantil e do seu contributo para a cultura coimbrã.   Boa intervenção da estudante.

(Salva de palmas da plateia)

23:14 – Eduardo Melo sobe ao púlpito. Apresentações e cumprimentos à mesa e aos seus pares da Direcção-Geral.

Vai fazer um breve resumo deste primeiro mês de trabalho:

– Organização das fases finais dos campeonatos universitários.

– Criação da agenda cultural, de modo a publicitar as acções culturais da casa.

– Concurso no dia dos namorados e arruda nesse dia.

– Campanha e divulgação dos programas de mobilidade existentes para os estudantes do ensino superior.

– Resolução de problemas burocráticos.

– Iniciativa de apoio aos sem-abrigo da cidade de coimbra e comemoração do dia mundial do doente.

– Reunião com os núcleos de estudantes para reforçar laços de cooperação entre a DG e os mesmos.

– Lançamento do (in)formação pedagógica, um novo folheto do pelouro da pedagogia e levantamento de problemas pedagógicos.

– Início do novo gabinete de apoio ao estudante e visita da DG a escolas secundárias de todo o país.

– Visita a Repúblicas e Residências Universitárias, de modo a apurar os seus problemas. Reuniões com habitantes e delegados dessas mesmas repúblicas e residências.

– Marcaram reuniões com alunos bolseiros, para identificar os seus principais problemas.

– Debates com os candidatos à reitoria da Universidade de Coimbra de modo a esclarecer todo o público interessado com as eleições para a Universidade.

– Reunião com o secretário de estado do MCTES.

Eduardo acaba a sua intervenção, sendo bafejado com uma salva de palmas.

23:21 – Hugo Ferreira da FDUC, actual membro do Conselho Fiscal vai falar sob a queixa que lhe foi apresentada por Miguel Portugal em relação ao contrato do Intocha no Conselho Fiscal.

Hugo Ferreira está a falar sobre o seu processo.

Fala sobre o “julgamento” sobre o seu processo. O “julgamento” será feito por 6 pessoas – diz. Diana Taveira interrompe-o. Pede para que Hugo Ferreira explique todo o problema no ponto 3.

23:28 – O João Alexandre chega à sala e o Joel senta-se ao meu lado.

23:29 – Eduardo Melo vem fazer uma defesa de honra, em nome da DG. Ataca Hugo Ferreira: “não admito. apresenta provas para comprovar o que tens a comprovar mas não venhas para aqui colocar o nome da DG para limpar o teu nome”

Defesa de honra de Carlos Barandas, presidente do CF. Admite que “não existem jogos estratégicos” para afastar Hugo Ferreira.

Defesa de honra de Hugo Ferreira. Responde à letra a Eduardo.- Diana Taveira interrompe novamente o aluno de direito.

O causador disto, Miguel Portugal, tem-se mantido calado.

Hugo Ferreira, fala que várias pessoas lhe pediram esclarecimento sobre o processo.

23:34 – Diogo Pereira, antigo membro da mesa da Assembleia Magna pede a criação de um novo ponto na ordem de trabalhos – discussão sobre a votação que se efectuou para a reitoria da Universidade de Coimbra.

23:36 – A mesa ordena que se passe para o ponto nº2 da ordem de trabalhos.

Diana Taveira pede ordem na sala.

23:38 – Mais uma vez, o Entre o Nada e o Infinito está a actualizar o seu minuto-a-minuto com mais rapidez que os pseudo-jornalistas do “Quinzenário os Cabrões”

23:40 – Passamos de facto ao ponto nº2.

Começa Eduardo.

” Este sim é o ponto que nos traz aqui hoje” – Fala da reunião que teve com o secretário de estado do MCTES.

Apresentou as necessidades que a AAC quer ver cumpridas no Ensino Superior, nomeadamente, na Acção Social Escolar e das preocupações que a AAC tem publicitado em relação às bolsas de estudo e em relação às normas técnicas que regulam a atribuição das mesmas.

A estas preocupações, foi respondido a Eduardo Melo que “não podiam ser mudadas quaisquer políticas, porque na opinião do secretário de estado toda a gente estava de acordo com estas políticas relativas ao ensino superior”

Quanto ao decreto-lei 702010 e à proposta de lei do CDS, a AAC perguntou quais serão os passos seguintes do MCTES. Ao que o secretário de estado deu uma resposta que Eduardo Melo afirma “ser brincar com os estudantes do ensino superior”

No ENDA, houveram duas tomadas de posição quanto a esta questão:

1 – A posição defendida pela AAC – Melhorias das normas técnicas para o próximo ano lectivo. Uma compensação que o governo não vê com bons olhos.

Em ENDA, foi assumido pela AAC a contrariedade absoluta contra o decreto-lei 702010 e a retirada do mesmo devido à proposta de lei do CDSPP. Regras de cálculo mais justas dados os agregados familiares dos estudantes que se candidatam a bolsa de estudo.

Eduardo Melo continua a falar sobre Acção Social Escolar e sobre os atrasos que se verificam no estudo e atribuição de bolsas. Eduardo pretende que as entidades (no próximo ano) acelerem este processo.

Eduardo Melo acaba a sua intervenção.

23:57 – Vem um estudante (Manuel Ribeiro) falar sobre as bolsas de estudo.

Moção.

Afirma que as bolsas de estudo são um direito de todos os estudantes. Fala do défice das capacidades de resposta dos SASUC aos estudantes que não ainda não viram o seu processo definido. – reiteira que estas entidades não podem fugir à responsabilidade de decidir todos os processos individuais que tem em mãos.

Soluciona que estas entidades devem ser sancionadas com a cobrança de uma taxa de juro pelo atraso no pagamento das bolsas, à semelhança daquilo que o Estado efectua a quem não paga propinas a tempo e horas e os seus impostos a tempo e horas.

Apresenta uma moção:

Ponto 1 – Uma data para pagamento das bolsas – até 20 de Dezembro.

Ponto 2- Esta data é irrevogável.

Ponto 3 – Cobrança de uma taxa de juro de 1% ao mês a cada aluno pelo atraso na decisão da avaliação dos seus processos a partir da data de 20 de Dezembro.

00:02 – Fabien Figueiredo da FEUC questiona Manuel Ribeiro: “Quem paga essa taxa de juro? É o Estado?”

Manuel Ribeiro atribuí esse pagamento às entidades responsáveis por atribuição de bolsa.

Hugo Ferreira questiona “quem é a entidade responsável” para imputar a culpa ao infractor para que seja cobrada essa taxa de juro e quem é que avalia essa decisão?

Manuel Ribeiro responde: “claramente o governo”

Fabien Figueiredo elogia o “Quinzenário os Cabrões” pela edição desta semana. Pelo menos no toca à questão da FAIRe em que a Cabra noticiou que esta se encontra há 2 anos sem direcção.

Fabien Figueiredo passou para a questão da FAIRe

( ver a edição desta semana do Quinzenário)

Questiona a quota de entrada da FAIRe, e questiona quantas secções culturais tem 1800 euros para trabalhar? – Fabien esteve muito bem…

Apresenta uma moção para que a AAC anule a adesão à FAIRe.

Aí vai o principal interessado da adesão da AAC àFAIRe. Discorda de Fabien em relação à opinião em relação ao trabalho do Quinzenário.

O Alface já vem todo picado.

Afirma “relações apertadíssimas entre a DG e o MCTES. nunca esteve em causa” – e diana taveira chama “alface ao alface”.

“a minha honra está afectada” – diz Rui Carvalho. Ataca Fabien Figueiredo, na luta que o estudante da FEUC trava nas Assembleias Magnas – Diana Taveira tenta acalmar o antigo vice-presidente da DG.

” é anti pedagógico vir tentar alterar uma decisão que foi tomada livremente na Assembleia Magna. o que o colega Fabien veio aqui fazer é desrespeitar a Assembleia Magna”.

12:16 – Pedido de esclarecimento do Samuel Vilela.

Lá vem mais uma lição do catedrático!

Pergunta a Fabien “Em que te baseias para fazeres essa moção, se a adesão foi votada aqui em Assembleia Magna com larga maioria?”

Pedido de esclarecimento de André Costa, da FDUC – “Se alguém conseguir explicar quais são os estatutos da FAIRe… gostava de os conhecer agora.” – Pede para que lhe sejam explicados os estatutos da FAIRe, visto que nos novos estatutos a AAC não pode ser sócia.

Relembra que houveram Assembleias Magnas que já revogaram deliberações de outras Assembleias Magnas. O estudante de Direito afirma ser possível revogar deliberações de outras Assembleias Magnas – Esteve bem o antigo presidente do núcleo da FDUC

Diana Taveira quer alterar esta questão para o ponto 3 – Outros assuntos.

Depois de um intervalo, novas actualizações:

1. O presidente do núcleo de Economia leu uma carta aberta do Dr. Júlio Mota (docente de economia) que foi endereçada ao MCTES e à mesa da Assembleia Magna.

2. Está neste momento a discursar Manuel Afonso:

– Fala dos ataques que estão a ser feitos aos estudantes devido ao actual sistema de acção social escolar.

– Fala sobre as eleições para a Reitoria e para a “eventual passagem da UC a fundação” e a palavra que a AAC deve assumir neste ambito, fomentando a discussão.

– Vem apresentar uma moção:

Ponto 1 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral apresentarão a proposta de propina mínima no próximo ano.

Ponto 2 – Os representantes dos estudantes no Conselho-Geral, apresentarão uma proposta de discussão no órgão em relação à passagem da UC a fundação.

Não consegui perceber o ponto 3 e o ponto 4. Mais à frente, nas votações, este será lido novamente.

12:45 – Aí vai João Alexandre.

Concorda com a intervenção de Manuel Afonso. Faz um par de questões a Manuel Afonso, que de seguida, decide “não alimentar guerrinhas”.

Seguem-se os pedidos de esclarecimento de Filipe Januário e de Miguel Franco a Manuel Afonso.

O  Ponto 3 da moção de Manuel Afonso é a proposta de um referendo.

Samuel Vilela tenta “empurrar estas questões” para o ponto 3. Samuel Vilela enaltece o discurso de Manuel Afonso e afirma que a DG é “contra o 702010, é a favor da revogação do 702010” – quanto à proposta de lei do CDSPP – “queremos que os nossos colegas não estejam muito tempo à espera da atribuição das bolsas” – e aí, o estudante de RI frisa que os SASUC têm neste momento várias dezenas de processos por avaliar.

Samuel Vilela apresenta uma moção:

Ponto 1 – Proceder a escrita de uma carta aos grupos parlamentares para que façam uma norma transitória em relação aos estudantes que ainda estão à espera de atribuição de bolsa…

Uma aluna da faculdade de direito, vem falar sobre os problemas que afectam os estudantes da Universidade de Coimbra – a luta deve continuar – afirma. “Eles não nos vão fazer calar… Temos que continuar a gritar, a gritar aquilo que queremos…”

00:56 – Discursa Renata Costa.

Fala sobre a dificuldade que os jovens enfrentam ao nível financeiro para continuarem os seus cursos e as dificuldades que estão a ser tornadas evidentes em arranjar emprego depois de terminarem os seus estudos.

Fala do desinvestimento que estão a ser efectuados no Ensino Superior, da detrioração das infra-estruturas de habitação da UC e do aumento do prato social.

Reforça a ideia que os estudantes devem unir-se de modo a que sejam escutados (os seus problemas) pelos governantes. Reforça a ideia de uma luta estudantil forte.

Apresenta uma moção:

– Uma manifestação no dia 17 de Março, que deve começar no largo D. Dinis e deve terminar no Governo Civil de Coimbra.

( pequeno intervalo)

Depois do intervalo, continua a discussão do ponto 2 da ordem de trabalhos.

A DG apresentou uma moção:

– A DG delibera – a adesão da Associação Académica de Coimbra ao protesto “geração à rasca” a realizar no próximo dia 12 de Março, em Lisboa. Devendo esta encontrar-se institucionalmente representada e acompanhar o protesto ao longo do seu percurso

Continua-se a falar sobre as dificuldades que os actuais estudantes do ensino superior passam durante e depois de terminarem o seu curso.

01:19 – Eduardo Melo refere que está disponível para responder a todas as questões que estão a ser colocadas na Assembleia Magna.

Fabien defende que a AAC deve mobilizar o máximo número de pessoas para ir a essa manifestação – essas pessoas devem ir junto com a representação institucional da AAC.

Eduardo Melo responde que os proponentes não querem que a AAC tome de assalto o referido protesto. No entanto, Eduardo Melo vai perguntar aos proponentes se querem alterar esta tomada de decisão.

Fabien continua a insistir que a AAC deve levar mais gente à manifestação “Geração à Rasca” – Eduardo Melo diz que pode reservar autocarros até dia 8 de Março e que a AAC não terá quaisquer problemas em reservar os meios para que a sugestão de Fabien se concretize.

1:26 – Outro estudante pergunta se “os núcleos estão vínculados às decisões da política educativa da AAC”

Eduardo Melo responde: “não creio que os núcleos de estudantes estarão preocupados em participar nestas iniciativas. é questão de levar as iniciativas a inter-núcleos”

1:28 – Mais uma moção de uma estudante da FDUC neste ponto 2:

Ponto 1 – A realização de uma concentração que consiga juntar 1000 estudantes contra os cortes nas bolsas no dia 14 de Março (a data pode ser ajustada) no largo D. Dinis.

Ponto 2- A afixação no largo das matemáticas de uma lona que diga “queremos as nossas bolsas…”

(não consegui perceber o ponto 3)

Ponto 4 – Criação de um grupo de trabalhado constituído por dirigentes da DG e outros estudantes para trabalhar nesta questão num prazo de 48 horas.

1:30 – André Costa pede esclarecimento. 4 protestos em 12 dias? ” Eu não sou mínimamente contra os protestos, acho que nos devemos mobilizar e cada um tem aqui o seu espaço para defender a convicção que deve entender…” – a seguir, André Costa, pergunta se em vez de 4 protestos, a DG não poderá condensar tudo num grande protesto. “Assim não faz sentido…” – termina André Costa.

A estudante da FDUC dá certa razão a André Costa mas defende que se deve mobilizar o máximo de gente para as manifestações que foram apresentadas.

Retomamos o debate:

1:53 – Ainda a discussão do ponto 2.

Já foram apresentadas outras moções, que dentro de minutos serão votadas.

O Entre o Nada e o Infinito, na persona do seu mordomo-mor João Branco irá intervir no ponto 3.

Mais uma moção. De Hugo Ferreira.

Ponto 2 – A DGAAC deve garantir transporte a todos aqueles que pretendam ir a Lisboa ao Protesto da Geração à Rasca, mesmo que o ponto nº1 não seja aprovado – Peço desculpa mas não ouvi o ponto nº1.

Samuel Vilela defende a DG.

2:18 – Silvia Franklin pede aos actuais dirigentes da AAC e a todos os presentes nesta Assembleia Magna que lutem para que os nossos colegas mais carenciados tenham acesso aos seus direitos. Fala dos 600 estudantes da Universidade de Coimbra que cancelaram a sua matrícula por insuficiência de meios financeiros.

Apresenta uma moção-programa de acções:

Ponto 1 – Pede que a atribuição de bolsa de estudo seja baseada nos critérios anteriores ao decreto-lei 702010, que os estudantes que já estão prejudicados pelo decreto-lei vejam revistos os valores das suas bolsas de estudo.

Ponto 2 – Divulgação deste caderno reinvindicativo em todas as faculdades e cantinas para que a luta estudantil continue.

Sílvia Franklin terminou a sua intervenção com uma célebre frase futebolística que um dia foi dita pelo treinador Jaime Pacheco: “quem joga pro empate, arrisca-se a perder”

Responde-lhe o alface.


Manuel Afonso pergunta a Sílvia Franklim se acha que esta estratégia de perda de tempo não é similar à estratégia de José Socrates. Pergunta-lhe também se também não é coincidência que a atitude e as políticas tomadas pela DG não são as mesmas (da cor partidária) que está na primeira fila (DG)?

Alface perguntou onde andava Sílvia Franklim e Sílvia Franklim assume que é trabalhadora estudante e que estava a trabalhar.

2:25 – Alface: “Não serão as propostas exibidas por Sílvia Franklim ao longo dos anos coincidentes com as opções políticas do partido político que foi candidata (BE)?

Sílvia Franklim: “Gosto de pensar que a minha acção está consequente com a minha visão da realidade”

2:28 – Mais uma moção de uma estudante cujo nome não consegui perceber

Ponto nº1 – Convocação de uma manifestação para o dia 24 Março em Lisboa com destino à Assembleia da República – 24 de Março = dia do estudante.

Ponto nº2 – A manifestação terá como objectivo a revogação do decreto-lei 702010.

Ponto nº3 – Convocar para dia 28 de Março uma nova magna para discutir os efeitos da manifestação.

“Se nós queremos revogar a porcaria do decreto-lei 702010 temos que marcar uma manifestação já e não convocar novas magnas para estar a discutir estes assuntos” – bem dito.

( e o ponto 3 nunca mais chega)

2:37 – Mais uma moção apresentada pela DG. Lida por Rafael Duarte:

Quantas moções é que já foram apresentadas?

2:40 – Mais uma moção de Henrique Paranhos. Segundo o próprio, é uma moção que vai de acordo com a moção apresentada com Renata Costa.

(Henrique Paranhos está à 5 minutos a discursar)

Ponto 1 – Manifestação dia 24 de Março, dia do estudante. ( A proposta já foi apresentada) – Efectivação da proposta deliberada em magna, de modo a que seja entregue.

Henrique Paranhos propõe que a sua moção seja anexada à de Renata Costa.

(pausa)

03:39 – Desde a pausa, a única intervenção decente foi a de João Alexandre, quando convidou a Universidade de Coimbra a criar o estatuto de “estudante-manifestante”. Bravo!

Eduardo Melo: ” A associação académica de coimbra vai defender a revogação do decreto-lei 702010. A primeira que defendeu a revogação foi a AAC”

Eduardo Melo reforça que a proposta de lei do BE foi chumbada no Parlamento. “Para obter resultados fracos onde estão aqui os interesses dos estudantes” – disse para a aluna de direito que interveio antes.

( o ponto nº2 está a ser discutido há 4 horas – ainda faltam 3 pontos e várias votações para que se encerre esta assembleia magna)

“Sejamos muito sinceros. Dia 24 de Março já o assumi. É preciso que analisemos o cenário político depois disso” – Eduardo. – “A DG quer uma medida de força. Uma manifestação, uma greve de fome, o encerramento da Universidade de Coimbra, o quer que seja.” – sobre o dia 24 de Maio.

(a Magna está-se a tornar numa prova de resistência. mais fixe e mais árdua que qualquer edição das 24 horas de Le Mans)

Uma jovem da Faculdade de Direito pergunta a Eduardo se é preciso ter currículo para participar numa acção estudantil.

03:50 – Manuel Afonso sobe ao púlpito.

Diz que a magna está a tornar-se “cansativa”.

Crítica o argumento de Eduardo Melo. Crítica o facto do presidente da DG não apoiar a manifestação de 24 de março com o objectivo de revogar o decreto-lei, frisando que esta está deliberada em magna e tenta transparecer que a postura de Eduardo Melo denota uma certa passividade em relação à luta estudantil.

(Vá-la pessoal, vamos às votações e vamos passar ao ponto 3)

04:45 – São 4 e 45 da manhã e ainda estamos na votação das milhentas moções que foram propostas neste ponto.

Pelo cansaço, este post não será mais actualizado.

Amanhã, postarei todas as deliberações tomadas esta madrugada em Assembleia Magna.

Agradeço a compreensão.


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Para a Dra. Ana Gomes

Leio aqui no Causa Nossa.

Respeitando a inteligência e a excelência diplomática que sempre reconheci à Dra. Ana Gomes, refiro que aquilo que enuncia no post está certo. As soluções enunciadas pela Dra., deveriam ser de facto as decisões que a delegação Portuguesa deveria tomar no Conselho de Segurança como membro permanente.

O que me causa alguma estranheza neste post é o facto de me querer parecer que a Dra. ou “vive no mundo do sonho da utopia” ou então está claramente desconexada em relação às matrizes do seu líder partidário e do seu co-partidário Luis Amado e da extrema cooperação que o governo socialista travou com o regime de Kadafy.

Apelar junto do Conselho de Segurança os 3 pontos que a Sra. Dra. enunciou no post seria sem dúvida a atitude a tomar por parte dos Portugueses. Por parte dos Portugueses e por parte dos outros países que são membros permanentes do CS.

Mas, ia agora o Portugal Socialista virar-se contra o amigo Kadafy depois de todas as “festarolas” em que Luis Amado participou em Trípoli na celebração do aniversário do regime e da retribuição que foi dada em Portugal em 2007?

Não creio que tal atitude venha a ser coerente com os laços que o governo do seu partido criou com o ditador…

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