Monthly Archives: Dezembro 2010

Melhor livro do ano 2010

“a máquina de fazer espanhóis” da mente mais brilhante do actual panorâma literário português, valter hugo mãe.

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Melhor filme do ano 2010

Na minha opinião, 2010 foi um mau ano cinematográfico. Esperava-se muito dos filmes que iam ser lançados neste ano, mas no compto final, grande parte deles ficaram aquém das expectativas. Desde “Shutter Island” a “The American”.

Do menos mau, considero o melhor filme do ano “Inception” de Christopher Nolan. Muito embora o guião tenha situações muito mal explicadas, como é o caso da máquina, dos sonhos dentro de sonhos, do risco mínimo das personagens dentro dos sonhos e do seu começo ser bastante complicado e enfadonho, é para mim o melhor filme do ano.

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Melhor álbum do ano 2010

Fiquei indeciso entre “Acolyte” dos Delphic, “Halcyon Digest” dos Deerhunter e “Falcon” dos The Courteeners.

Entre bons álbuns feitos no ano 2010 tivemos outras bandas como os Twin Shadows, o novo álbum dos LCD Soundsystem, “Swim” de Caribou ou “Surfing the Void” dos Klaxons. No entanto a minha escolha recai para a banda de Manchester. Pelas vezes intermináveis que ouvi o álbum, pelas emoções que me despertou. Pela boa junção da electrónica com um pouco de rock, a fazer lembrar os outros tempos de Manchester, a fazer lembrar os New Order.

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Bom Ano 2011

Prince — “1999” — Álbum: 1999 (1982)

Deu-me uma tremenda onda retro. Apetece-me voltar atrás do tempo. Na Vida, gostava que houvesse um botão no nosso corpo que nos permitisse voltar atrás no tempo. Que ousasse permitir que hoje pudessemos voltar a celebrar a passagem de ano de 1998 para 1999.

Seria muito bom para mim voltar atrás no tempo. Voltar ao tempo em que era tudo mais fácil. Os anos passam e cada vez mais ouço a responsabilidade a penetrar a minha cabeça e a tentar chamar-me para ela. Começo a ter um medo terrível dela.

Bom Ano 2011 para todos vós. Que o novo ano vos traga felicidade, sucesso e muita saúde.

João Branco

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Debates Presidenciais: Manuel Alegre vs Cavaco Silva

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Fonte: SIC Online

Cavaco Silva sai naturalmente mais fragilizado destes debates. Teve excelentes debates contra Francisco Lopes e Defensor Moura, mas em ambos, saiu derrotado… De Manuel Alegre esperava-se mais acutilância neste debate. O ditado popular assim o diz: cão que ladra não morde. Alegre está a cometer erros atrás de erros: está a falar demais, no tempo errado, na hora errada. Ataca demasiado o adversário a partir da sua vida pessoal e não da sua vida política.

Na candidatura de Alegre parece não haver ninguém que o controle, que o diga para ser mais ponderado. E é por isso, que Manuel Alegre voltará a perder.

Cavaco Silva não pode vir com falinhas mansas em relação ao dossier BPN: são 5 mil milhões de euros o valor que os clientes da Caixa Geral de Depósitos já colocaram no banco. 5 mil milhões de euros representam cerca de 40% do valor actual da nossa dívida pública. O Estado não pode perdoar Oliveira e Costa. Não se pode perdoar alguém que roubou indiscriminadamente por ganância. Pela ganância de ter mais dinheiro. Senhores como Oliveira e Costa seguem as máximas do capitalismo ao extremo: não existe um valor máximo a atingir ao nível de riqueza pessoal – vai-se aumentando até onde der, não se importando para isso de se terem que sacrificar as pessoas que forem necessárias.

E Cavaco Silva, como homem da Economia sabia que o BPN estava mal. Sabia que Oliveira e Costa estava a levar o banco à ruina. E por isso, em 2003, em conjunto com a sua filha retirou o seu dinheiro de lá.

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Campanha num carro funerário…

Depois ter visto aceite a sua candidatura pelo Tribunal Constitucional, o candidato José Manuel Coelho (o único que ainda não obteve qualquer voto na sondagem Entre o Nada e o Infinito) promete uma campanha que será no mínimo bizarra.

Inspirado nas campanhas eleitorais dos nossos amigos Brasileiros, o deputado regional madeirense apoiado pelo Partido Nova Democracia promete fazer campanha eleitoral num carro funerário com a inscrição “Coelho ao poleiro”. O carro funerário tem uma simbologia sui géneris: José Manuel Coelho pretende enterrar a corrupção em Portugal.

Segundo as palavras do próprio: “É preciso que o povo conheça as minhas ideias, que saiba que a minha candidatura não é local, mas nacional, contra todos os candidatos do sistema político. Não é uma candidatura contra Cavaco Silva, mas todos, incluindo o senhor Manuel Alegre.”

Não é a primeira do candidato: há uns dias atrás prometeu que a sua candidatura vai à 2ª volta das presidenciais.
Há uns anos atrás (como pode ser visto no vídeo em baixo) José Manuel Coelho ficou famoso em todo o país, por ter levado uma bandeira nazi para a Assembleia Regional Madeirense, em “presumível” alusão às ideologias por detrás da governação da ilha por parte de Alberto João Jardim. “É fazer o 25 de Abril aqui mesmo” O que levou a que o presidente do governo regional madeirense gritasse a célebre palavra: “fascista” e a Assembleia a barrar a entrada no Parlamento madeirense a José Manuel Coelho numa das sessões que se seguiram.


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Elton John foi pai


O cantor Elton John e o cineasta David Furnish anunciaram há dias que foram pais de um menino que fez gestação graças a uma barriga de aluguer de uma mulher Norte-Americana do Estado da Califórnia, onde a lei estadual permite a gestação e nascimento de crianças por inseminação artificial em barrigas de aluguer.

Ao ler esta notícia, confesso que fiquei a pensar… Quem será o verdadeiro pai da criança? Os outros tinham mesmo razão em perguntar quem seria o pai da criança! A dúvida persiste? Será que foi Elton John quem bateu a sarapitola para o frasquinho ou o seu companheiro David Furnish? Ou será que a ciência chegou a um ponto tal de evolução em que foram eles os dois que bateram a sarapitola em conjunto para o mesmo frasquinho para numa fase posterior um laboratório conseguir produzir um espermatozoide único que traçasse os genes dos dois?

Em qualquer dos cenários provaveis, a dúvida persiste!

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Técnicas de Sedução

Pela dica do inigualável Pedro Paredes.

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Beira-Mar tem contas aprovadas

Créditos da Foto: Blog Bancada Norte

Conforme nos é descrito pelo Nuno Quintaneiro Martins do Blog Bancada Norte, as contas relativas ao exercício da Direcção de Mário Costa e das comissões administrativas de António Regala, relativas à época 20092010, foram aprovadas com duas abstenções apenas.

Na sequência da Assembleia-Geral do clube realizada a 17 de Dezembro, os dirigentes do clube apresentaram um resultado líquido de 182,626,73 euros. Quanto às contas do clube, foram autorizadas por unanimidade dos sócios presentes a possibilidade da Comissão Administrativa que gere o clube a possibilidade de realizar operações de crédito até ao montante máximo de 200 mil euros, conforme o ponto colocado na ordem de trabalhos da AG pela própria Comissão Administrativa.

De realçar também foi o facto de terem sido declarados nas contas os prémios de subida de divisão pagos aos atletas, no total de 462 mil euros.

No plano desportivo, a equipa profissional de futebol e os Ultra Auri-Negros já preparam a deslocação a Barcelos no domingo para a 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

O primeiro jogo do ano civil é contra o Gil Vicente, esperando que a primeira jornada seja de vitória para os Aveirenses. Inseridos num grupo com Porto, Nacional e Gil Vicente, esperamos que o Beira-Mar possa levar de vencidos todos os adversários de modo a poder passar para as meias-finais da prova e continuar a escrever uma página bonita na história do clube. Só o primeiro lugar dá acesso às meias-finais.

Leonardo Jardim viu esta semana o seu plantel reduzido por força do empréstimo do ala Pedro Araújo, precisamente ao Gil Vicente.

A Comunicação Social também tem especulado nestes dias sobre o futuro do defesa Kanu, do médio Djamal e do extremo Wilson Eduardo. Segundo o Jornal A Bola, os dois primeiros tem clubes interessados na sua contratação. Perante as dificuldades que o clube passa, a venda de um dos jogadores ou dos dois poderá ser uma possibilidade. Já sobre Wilson Eduardo, especula-se que o Sporting estará disposto em fazer retornar o extremo emprestado ao Beira-Mar a Alvalade.

Caso se venham a efectuar saídas no plantel, poderão chegar novos jogadores a Aveiro para reforçar as posições dos três atletas.

Os UAN já revelaram no seu blog oficial que a deslocação a Barcelos custará 15 euros (com bilhete incluído). A saída está prevista para as 13 horas do dia 2.

A Comissão Administrativa também já prepara as comemorações do 89º aniversário do clube. Conforme o que está enunciado neste cartaz.

No entanto, a direcção do clube pediu a todos os associados e simpatizantes do clube, que possam sugerir nomes do passado do Beira-Mar (antigos jogadores, treinadores ou dirigentes) para alvo de homenagem das comemorações dos 89 anos da Instituição. As sugestões poderão ser deixadas para este email: relacoes.publicas@beiramar.pt

Pessoalmente, enviei 3 sugestões de antigos jogadores: Abdel Ghany, Fary e Jerome Palatsi. Pela enorme dedicação enquanto profissionais do clube.

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António Arnaut

Foto: Manuel Moura (Agência Lusa)

O criador do Serviço Nacional de Saúde António Arnaut foi crítico ao apontar o dedo do Governo Socialista quanto à limitação por parte deste da isenção de taxas moderadoras aos utentes pensionistas e desempregados com rendimentos abaixo do Salário Mínimo Nacional.

Nas palavras do histórico Socialista: ” “Quando um Governo aumenta as taxas moderadoras é porque já ultrapassou as fronteiras da razoabilidade (…) se os sacrifícios fossem equitativamente repartidos, não seria necessário estendê-los às classes que são sacrificadas há milénios.”

Arnaut foi mais longe ao afirmar: “um governo socialista aumentar as taxas moderadoras é como se circulasse numa rua de sentido proibido. (…) a saúde é um direito fundamental” consagrado na Constituição da República como “tendencialmente gratuito e não tendencialmente pago.
“Um socialista ético não pode tomar uma medida destas. Esse aumento, apesar de reduzido, vai sobrecarregar muitas pessoas que contam o seu dinheiro por cêntimos.

Continuando a sua enorme luta por uma maior justiça social no nosso país, Antonio Arnaut também afirmou que “O princípio ético do Estado Social é de que cada um deve pagar impostos segundo as suas possibilidades. Deixaram-se imunes a estes sacrifícios os grandes capitalistas que auferem grandes rendimentos” e que “os mais carenciados, que precisam de mais proteção do Estado, continuam a ser sacrificados”.


António Arnaut continua a tentar alcançar aquele que foi o seu maior objectivo de vida: a prática de um modelo exemplar de justiça social em Portugal. António Arnaut é um dos grandes senhores da política Portuguesa. Humano, sincero, justo.  Um verdadeiro defensor daqueles que menos tem. Um homem com uma visão exímia do que é o verdadeiro socialismo. Uma visão futurista, inigualável no nosso país.

Conhecer a vida e obra de António Arnaut pelas palavras do seu neto (António Miguel Arnaut) é um verdadeiro deleite para mim. Os olhos do António reluzem de brilho quando se trata de defender as ideias que o seu avô tanto defendeu ao longo destes últimos 40 anos. Reluzem de um orgulho imenso.

O que é certo é que cada vez mais vejo no António um certo legado do seu avô. O António Miguel é uma das pessoas que mais prazer me deu conhecer na Academia Coimbrã. Sincero, amigo do seu amigo, humano, humilde e muito trabalhador. Qualidades que não só cativaram a minha estima como a minha amizade.

Sempre que o António necessitar da minha humilde ajuda, eu digo sim sem hesitar.

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Absurdo (Parte II)

Imaginem um cenário em que estou doente com gripe ou preciso urgentemente de uma credencial para realizar exames médicos. Obedecendo aos apelos do Ministério da Saúde para não atafulhar as urgências do Hospital, opto por duas vias: ligar para a Linha de Saúde 24 ou recorrer ao meu médico de família.

Dentro desse cenário, opto por ir marcar uma consulta no meu médico de família. Em Águeda. Chego ao Centro de Saúde, e qual é a minha surpresa quando deparo que devido às novas leis de utilização das unidades de saúde familiar, o meu nome foi mudado para a unidade de saúde da minha área de residência noutra freguesia do concelho. Tudo bem. Dirijo-me à unidade de saúde familiar da minha área de residência (Aguada de Cima) e eis que me dizem que não me poderão aceitar nas médicas de família da mesma porque estas já tem utentes a mais (1700 utentes para cada uma).

3º mundo não?

Dão-me uma justificação plausível: estão à espera de um novo médico na freguesia, mas, o edifício onde funciona a unidade de saúde ainda precisa de obras para receber esse novo médico. Como as obras ainda não se iniciaram, a entrada desse novo clínico não será para breve, garantem-me… Eu continuo sem ter médico de família e só posso ir ao reforço de serviço permanente ou às urgências do Hospital.

O mais engraçado, é que no Centro de Saúde de Águeda, a sua directora clínica não se encontrava presente ao serviço.Logo, não foi dada qualquer justificação ou meio para resolver a situação.

É engraçado crer que me expulsaram a mim e à minha família de uma unidade de saúde familiar sem pré-aviso de mudança e sem confirmarem se a outra unidade nos poderá receber. O Centro de Saúde de Águeda e a Direcção Regional de Saúde do Centro vão receber uma queixinha por escrito a relatar isto tudo.

Se pagamos impostos e taxas moderadoras, não temos que sofrer este desrespeito.

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Absurdo

Como é possível que num país que estrangulado pela crise, tenhamos que assistir à entrada em vigor da nova lei dos Financiamentos Partidários que retira responsabilidade aos actos dos dirigentes partidários ao ponto de transformar coimas a si atribuídas (de sua responsabilidade) como despesa do partido que será ressarcida pelo Estado sob a forma de subvenção?

Como é possível que todos os contribuíntes nacionais tenham que pagar pelos erros e más condutas daqueles que não assumem as suas responsabilidades só porque pertencem ao mundo da política partidária? Porque é que os contribuíntes terão que pagar por multas de trânsito, por faltas injustificadas de deputados na Assembleia da República ou por outras coimas que possam ser atribuídas a políticos pela lei?

Não seria boa ideia continuar a reduzir a despesa pública com um enorme corte no financiamento partidário, a começar pela extinção deste tipo de subvenções? Porque é que não continuam a reduzir a despesa pública com o corte nos subsídios de ajuda que o Estado dá aos deputados, aos Ministros e aos Secretários de Estado?

Começo a dar alguma razão às instituições financeiras comunitárias e ao FMI: ainda existe muito por cortar na despesa pública Portuguesa. Ainda existem muitas medidas por aplicar neste país.

O problema é que as despesas supérfluas que deveriam ser imediatamente cortadas pertencem aos benefícios que os políticos podem obter pelo exercício da profissão e como tal, são regalias cuja extinção ninguém está de acordo.

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Em Almada…

Utentes do Hospital Garcia de Horta esperaram 14 e mais horas por uma consulta médica.

Utentes com graves problemas de saúde (desde um cidadão com um Acidente Vascular Cerebral até outro com problemas no sistema urinário) ficaram horas sem ter qualquer intervenção de especialidade por falta de médicos especialistas no hospital.

O cidadão que entrou com um Acidente Vascular Cerebral está em claro risco de vida, tendo demorado 3 horas a ser atendido a contar do momento em que tinha entrado na unidade hospitalar.

A Direcção Clínica do Hospital atira as desculpas de sempre: admitindo que existe falta de médicos no hospital, não estava à espera de uma enorme afluência de utentes no dia de ontem às urgências do hospital. Argumento básico de quem quer sacudir as culpas do capote.

Se há falta de médicos, porque é que não se contratam mais? Se há falta de médicos, porque é que não se abrem mais vagas nos cursos de Medicina espalhados pelo país? Num país que se considera de mundo civilizado, tomando em conta que os utentes tem os seus impostos em dia e ainda pagam taxas moderadoras para aceder ao Serviço Nacional de Saúde, acham admissível que hajam hospitais neste país que funcionam sempre o mínimo exigível de profissionais e sem um mínimo de eficácia no atendimento?

O Governo quer cortar a despesa. Que corte em todos os sectores menos na saúde. O acesso a um Serviço Público de Saúde de qualidade é um bem essencial dos cidadãos. Indispensável e eficaz.

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Jardel na Amazónia!


A Bíblia relata que Cristo desceu à cidade de Jerusalem no Domingo de Ramos montado num jerico e aplaudido por uma multidão que ostentava ramos de oliveiras.

Jardel chega à Amazonia para jogar no Atlético Rio Negro, equipa que milita nos distritais. Para recebê-lo, uma carrinha de caixa aberta dos bombeiros locais e ninguém nas ruas. Ao que Jardel chegou. Depois de mais uma experiência falhada na Bulgária, é agora que Jardel vai regressar à sua melhor forma. Nos distritais Brasileiros!

Jardel não marca golo não. Quem marca golo é Deus!


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Crítica da noite…


Desde Setembro que aguardamos pelo trabalho final das obras de requalificação da margem esquerda do rio Águeda que a autarquia está a levar a cabo desde a rua 5 de Outubro até à entrada de Paredes.

A via já está aberta ao público e qual é o nosso espanto ao ver que o pavimento em alcatrão foi substituído pelo pavimento em paralelo. Uma escolha incompreensível, dizem muitos.

Se o objectivo  na rua 5 de Outubro seria o alargamento da via rodoviária, é caso para dizer que ao nível do trânsito local aquele ponto mudou para pior. A faixa continua igual, continuam a não existir sítios para os moradores estacionarem o carro e a presença dos taxistas na zona coloca muitos carros em 2ª fila, tornando o trânsito para quem sai das rotundas e para quem vem de Paredes completamente caótico.

À entrada de Paredes, aparecem as três piores situações das obras de requalificação: a Junta do Vinho ainda não tem destino traçado pela Câmara ou seja, está ali tudo muito bonitinho excepto aquele mamarracho enorme ali plantado sem qualquer utilidade.

A autarquia socialista continua a apostar nas ciclovias que ninguém vai utilizar: depois de pintar e repintar de vermelho o alcatrão de meia cidade quando se podia fazer uma enorme ciclovia do lado do rio de Recardães até à Pateira (um certo presidente de Junta não deixou) vemos sair da rua que liga a entrada de Paredes à Alta-Villa uns enormes ferros que circundam o sítio onde se pode andar de bicicleta e a faixa rodoviária. Outra ideia inconcebível.

No fim da estrada de paralelo, eis que o condutor se depara com um enorme desnível de estrada. Mesmo à frente da capela de Paredes. É bem certo que aquele local precisa de ter uma sinalética que obrigue o condutor a abrandar – o cruzamento da capela de Paredes é perigoso. Mas, não era necessário que se fizesse aquela “obra de arte” desnivelada, capaz de partir suspensões de muitos carros.

Nota: Tudo isto vai ser fotografado e postado em breve, assim como aquilo que uns artistas escreveram nos muros que impedem a passagem automóvel na antiga passagem de nível quem vai para o hipermercado LIDL.

O Pessoal do PSD já deve andar a esfregar as mãos para criticar esta obra nas próximas sessões de Assembleia Municipal.

Todavia, gostaria de dar “um aviso à navegação do pessoal do PSDÁgueda”: não se excitem muito. Lembrem-se que não podem atirar pedras aos outros quanto tem telhados de vidro. Não se esqueçam que os Socialistas estão a fazer mais pela cidade em 5 anos do que vocês fizeram em 30.

Mal ou bem, o PS está a conseguir revitalizar esta cidade. Se porventura tivessemos que continuar com o PSD na Câmara não haveria Agitágueda, não haveria um projecto para um Centro das Artes, não haveriam “Sextas-Feiras culturais no Cine Teatro São Pedro,  não haveriam requalificações das margens do rio, não haveriam negociações benéficas no âmbito do alargamento das redes de transportes (autocarros, comboios), não haveriam esforços para dotar de melhor qualidade todas as freguesias, a Biblioteca Manuel Alegre não existiria e o Centro de Canoagem continuaria tão parado como hoje se encontra.

Ou seja, Águeda continuaria tão estática, tão parada como há 15 anos atrás.

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“Ensaio sobre o luxo”

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Fonte: SIC (transmitido ontem após o Jornal da Noite)

Não podia deixar passar esta reportagem transmitida ontem na SIC após o Jornal da Noite.

Em plena quadra natalícia marcada por uma época de crise, onde os indíces de taxa de desemprego, pobreza e fome disparam, achei de mau tom que uma televisão generalista em canal aberto ousasse passar esta reportagem para 10 milhões de Portugueses. Dos quais, 600 mil estão desempregados e 2 milhões passam extremas necessidades no seu dia-a-dia.

“Ensaio sobre o luxo” foi uma reportagem da Jornalista Cristina Boavida com imagem de Odacir Júnior e montagem de Ricardo Piano. Como tema, a jornalista analisou várias pessoas que neste momento vivem luxuosamente. Uma ofensa a quem menos tem. Uma ofensa a quem não tem para alimentar os seus filhos. Uma ofensa vergonhosa a quem trabalha 8 e mais horas numa fábrica em troca do ordenado mínimo.

Roupas caras, milhares de sapatos sem serem utilizados, joias, casas de férias, veleiros milionários, avionetes, jactos privados, vários carros de alta cilindrada, carros telecomandados, karts, carros de competição,  – é onde esta gente gasta o dinheiro. Era onde o Estado deveria apostar em tributações pesadas para depois redistribuir por aqueles que mais necessitam, por aqueles que não tem pão para comer. Os exemplos desta reportagem, são os exemplos em que a força tributária de um Estado se deveria sentir pesada. Por cada produto comprado um imposto. Afinal de contas, quem tem milhares de euros para gastar neste tipo de futilidades, pode bem aguentar com impostos sobre os produtos comprados.

Trata-se de uma questão de justiça social, modalidade da justiça que parece estar adormecida neste país. Ainda mais, num tempo em que todos os Portugueses estão ser votados a sacríficios impostos pelos sucessivos pacotes de medidas de austeridade do Governo.

De entre os casos que foram citados na reportagem, o que mais me chocou foi obviamente o da “socialite” Jó Caneças. Como é possível que se venha a público mostrar tudo aquilo que acima podemos ver? Auto promoção individual? Pior que isso, não consegui compreender como é que a pessoa em causa ainda considera que tem semanas em que não para visto que não tem qualquer ocupação profissional.

No que toca a Jó Caneças, gostei particularmente do facto de esta ter dito que “chegar onde actualmente está foi muito difícil”. Relembrando as suas origens humildes dos campos da régua, diz “ter dias muito ocupados” – que passam essencialmente por andar numa passadeira, andar a pé no Estoril e ir às compras de sapatos, vestidos e malas. Não se lembra portanto de praticar actos de solidariedade para com aqueles que menos tem.

Gasta milhares de euros em frivolidades sem importancia. No entanto, tem tanto dinheiro que nem sequer um dia ousou querer aprender a falar correctamente a sua língua. Tais são as calinadas que dá no Português durante a reportagem… Jó Caneças considera “luxo o seu marido andar com uma camisa bem passada” .Ao contrário dos outros intervenientes, que de certa forma, gastaram o seu dinheiro através dos ganhos da sua actividade produtiva e que consideram “luxo” a saúde, o emprego, a qualidade de vida dos seus.

Nota Final: Dada a minha indignação sobre a reportagem nos tempos que correm, decidi enviar um email para a Entidade Reguladora da Comunicação a pedir esclarecimentos para apresentar queixa sobre a SIC pela reportagem.

Dada a alinea D do  artigo 7º dos Estatutos da ERC (Assegurar que a informação fornecida pelos prestadores de serviços de natureza editorial se pauta por critérios de exigência e rigor jornalísticos, efectivando a responsabilidade editorial perante o público em geral dos que se encontram sujeitos à sua jurisdição, caso se mostrem violados os princípios e regras legais aplicáveis) e o artigo 55º dos mesmos estatutos no que toca à apresentação de uma queixa sobre a SIC, irei fundamentar uma queixa por escrito sobre esta reportagem para a ERC, pedindo que a SIC se retrate publicamente perante os seus espectadores sobre esta reportagem, que fere as susceptibilidades das famílias que actuamente passam por graves carências económicas.

Quanto à SIC, já fiz chegar um email onde justifico o meu descontentamento sobre a reportagem. Aguardo então por respostas.

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Adeus!

Pidgeon Detectives — “I found out” — Álbum: Wait for me (2007)

” I can’t stand I’m just not fit for yooou oooh
I can’t stand I’m just not fit for you, for you, for you ohhh”

Talvez eu não seja a pessoa indicada para ti. Decerto que tu também não és a pessoa indicada para mim.

Ainda bem que me consideras uma merda! Adeus! Não voltes nunca mais!

Algo que percebi em ti em relação às mulheres, é que elas por vezes aparecem a uma velocidade vertiginosa na vida de um homem. O que leva a que a este caiba por vezes o bom senso de filtrar aquilo que não presta e despachá-las à mesma velocidade a que elas vieram.


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The Strokes voltam a Portugal

São os primeiros nomes confirmados para o Super Bock Super Rock de 14 a 16 de Julho. Os Strokes voltam a Portugal, 4 anos depois do único concerto que deram em Portugal no já extinto Lisboa Sounds. Para meu contentamento!!

O colectivo formado por Julian Casablancas, Albert Hammond Jr., Nick Valensi, Nikolai Fraiture e Fabrizio Moretti já está a ultimar o 4º álbum de originais da banda que deverá sair nas primeiras semanas de 2011.

A 17ª edição do Super Bock Super Rock irá realizar-se de 14 a 16 de Julho na Praia do Meco (perto de Sesimbra) e para já, também vai contar com a presença dos Portishead.

Os bilhetes para o festival já estão à venda e custam entre 45 euros (bilhete diário) e 80 euros (bilhete para todo o festival).

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The Mars Volta

The Mars Volta — “Televators” — Álbum: de louser in the comatorium (2003)

Há muitos anos que acompanho esta fusão de estilos numa banda só.

Mesmo assim, confesso que ainda não consegui perceber a ideia da banda dos irmãos Rodriguez-Lopez e de Cedric Bixler-Zavala.

Talvez a fusão de estilos tenha o seu toque genial na inserção de ritmos musicais latinos.

Talvez um dia venha a perceber os The Mars Volta.

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Despedido…

Foi campeão do mundo de clubes, mas teve a distinta lata de pedir 5 ou 6 reforços a um presidente que não feito mais nada do que deixar muito da sua fortuna pessoal no Inter de Milão. Basta só lembrar que desde que pegou na presidência do Inter de Milão em 1995, Massimo Moratti já gastou quase 700 milhões de euros em transferências.

Rafa Benitez largou o “falido” Liverpool para agarrar a oportunidade de treinar o campeão da europa em título. Pensava que as bases Mourinho seriam sólidas para o futuro e “que com um toque aqui e ali” seria capaz de continuar o legado do Português. Enganou-se. Sabia-se perfeitamente desde o anúncio do seu nome e desde a saída do técnico Português que Benitez teria que recuperar animicamente os jogadores do “trauma Mourinho” e começar a construir lentamente o seu próprio cunho de sucesso no clube. Eu pessoalmente, antevia desde o anúncio do seu nome, que seria despedido em pouco tempo. Previa no final da época.

Não demorou tanto tempo. Benitez não conseguiu impor a sua Filosofia no Inter. A mesma Filosofia que o levou a uma vitória na Champions pelo Liverpool em 2005 e às vitórias na UEFA e na Liga Espanhola com o Valência em 2004. Esta última ainda sofre do estigma de ter sido a última equipa vitoriosa em Espanha antes do domínio avassalador de Barça e Real que está aí para durar.

Nos meses de Benitez no Inter, notaram-se decréscimos de rendimento nos jogadores. Maicon já não fazia a ala toda nem aparecia pela direita na tabelinha com Eto´o para executar a sua finalização clássica. Eto´o estava desgarrado em qualquer posição. Milito estava sem o instinto matador que tanto jeito deu a Mourinho. Zanetti andava apático. Sneijder desaparecido do meio-campo e sem o espírito criativo que outrora tinha com o treinador Português. Lúcio cometeu erros atrás de erros que valeram pontos aos adversários e que actualmente colocam o Inter longe do rival Milan.

O Inter de Benitez era um Inter estupidificado. Amorfo.

E Moratti não teve meias medidas em despedir o técnico Espanhol, que decerto não terá dificuldades em arranjar emprego em breve.

Para o seu lugar contratou Leonardo, antigo treinador do rival Milan. Na minha opinião, Moratti cometeu outro erro crasso. Leonardo é um treinador arranjado à pressão. Só acredito numa única via: Leonardo só ficará no Inter até ao final da época. A não ser que consiga subir na classificação e chegar ao título ou consiga repetir o título europeu. Não creio. A direcção do Inter dá a época como perdida. Para na próxima época, começar tudo de novo.

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