Monthly Archives: Setembro 2011

Busted!

Com as etiquetas ,

silêncios e outras conversas repetitivas

Cavaco Silva voltou a dizer mais do mesmo.

Sacríficios, união, avisos ao Governo de Sócrates quanto ao estado da económia portuguesa e à necessidade de ajuda externa. 

Da boca do presidente da república não se ouviu nem uma palavra de aviso a Alberto João Jardim. O respeitinho é muito bonito. Deve ser o presidente da república a incuti-lo. O Sr. Silva mostrou mais uma vez que teme Alberto João Jardim. Pelo meio, são insinuosas as declarações que faz e nem a questão da “independência” levou um cartão vermelho em público do presidente.

Faz-me lembrar aquele dia em que Alberto João deitou o charuto ao lixo e aos microfones da RTP disse que os da Comunicação Social lá de Lisboa “eram uns bastardos, para não lhes chamar filhos da puta.”

Brincar com a integridade do estado português é algo que não assiste a um puxão de orelhas. E assim continuamos…

Com as etiquetas , , , , , , , , ,

Onde é que isto vai parar?

50% Subsídio de natal a todos aqueles que tenham rendimentos acima do salário mínimo nacional, aumento abruto dos preços dos transportes, aumento das taxas moderadoras e término da isenção para doentes crónicos nas áreas de saúde que não estejam relacionadas com a doença, diminuição da comparticipação de medicamentos (alguns deles para doenças complicadas e cujos utentes não tem dinheiro para comprar), diminuição do financiamento a atribuir a hospitais e a institutos de tratamentos de várias espécies (oncologia, transplante), aumento do IVA na electricidade e no gás (podendo as tarifas serem aumentadas numa escala entre 5% e 15%) diminuição de benefícios fiscais em sede de IRS, cortes na educação.

Tudo em nome dos acordos estabelecidos com a troika e em medida de contenção orçamental. Tudo isto em nome do relançamento da economia portuguesa, cujo ministro das finanças traçou em primeira asa um pique positivo e em segunda, veio semanas depois contrariar essa possibilidade.

Exigem-se sacríficios. Exige-se união. Exige-se austeridade. Qual austeridade? Como é que podem exigir algo a um povo que vive sob o jugo da opressão de não poder gastar um cêntimo que seja sem atender às necessidades ou problemas que podem surgir no dia de amanhã?

Porque é que os Portugueses tem que sofrer pelos erros de governantes e gestores públicos?

Com as etiquetas , , , , , , , ,

!!!!!

Este é outro cromo. Dos bons.

Com as etiquetas , , , , , ,

Cromo

Kurt Vile — “Freak Train” — Álbum: Childish Prodigy (2009)

Kurt Vile era um jovem nascido em Philadelphia que conduzia empilhadores, até que “Smoke Ring for my Halo” (4º álbum de originais) e uma ajudinha de outra gente com talento como os Animal Collective e Kim Gordon (que de forma obscura já amava o anterior Childish Prodigy) o levaram a assinar pelo selo onde todos os génios devem estar: a Matador Records.

1 mês e tal depois, finalmente consciencializei-me que vi Kurt Vile em Paredes de Coura e que como diz essa morangada que ainda aí de jeans e camisas de manga cava “curti tótil”.

Em entrevista a uma daquelas revistas chatas americanas, a Women´s Wear Daily (a revista Maria lá do sítio) a baixista dos Sonic Youth Kim Gordon foi inquirida com a seguinte questão: ” Your Guilty pleasure right now?” ao que Gordon respondeu: “Listening to Kurt Vile’s latest CD, Childish Prodigy. Guilty because I listen to it too much…”

Se ela ouvia em demasia, está tudo dito!

Com as etiquetas , , , , , ,

“lapsus ministerialis”

Para um ministro que afirma que está na hora dos alunos portugueses atingirem sucessos de mérito nas suas carreiras académicas, cortar assim de um dia pro outro (afirmou que a decisão já estava decidida há muito tempo; não estava nada e todos sabemos disso) as bolsas a alunos de exímio grau de mérito a 2 dias da sua entrega, revela-me que até na excelência este governo pretender cortar na despesa.

Ainda estou para ver se a promessa de transferir o dinheiro para a compra de equipamentos necessários a estabelecimentos de ensino carenciados vai mesmo avante.

Com as etiquetas , ,

O ditador

Há muito que é conhecido o feitio de João Bartolomeu, o presidente do Leiria. Esta história de despedir treinadores no início da época não é uma situação virgem lá para os lados de Leiria. Basta recordar que há poucos anos atrás, e depois de campanhas que pareciam ser promissoras na frente do clube do Liz, Lito Vidigal (agora seleccionador de Angola) foi despedido de forma insólita por Bartolomeu num programa de rádio.

À 3ª jornada, e também ele depois de uma excelente campanha na época passada, calhou a fava a Pedro Caixinha. O Leiria, cuja antevisão que fiz da liga portuguesa fez-me admitir publicamente que esta equipa do Leiria para além da intranquilidade não tinha estofo para enfrentar um escalão deste calíbre (ver antevisão da Liga Portuguesa através dos posts catalogados como futebol), sai totalmente a perder com as atitudes instáveis e algo ditatoriais do seu presidente.

João Bartolomeu despediu Caixinha e agora despediu Vitor Pontes. Quem sabe se o desejo do presidente do Leiria é ver no banco um treinador a cada três jornadas. Por este andar, Cajuda não passa o feriado dos finados em Leiria. Pior arrogância é o facto do presidente do Leiria tecer sempre duras críticas aos treinadores que despede só porque os mesmos nunca aceitam ficar ligados aos quadros da SAD Leiriense noutras funções. Caixinha era um incompetente porque tinha função de olheiro e já na época passada tinha contratado péssimos jogadores. O discuto é o mesmo desde os despedimentos de Cajuda, de Jesus, de Lito Vidigal e de muitos outros técnicos, alguns deles, profissionais que até fizeram um bom trabalho em Leiria.

É portanto muito fácil falar quando a gestão do clube é errónea e não são dadas condições de trabalho aos profissionais. O Leiria andou ultimamente com a casa às costas. Incomportável do ponto de vista financeiro a utilização do Municipal Magalhães Pessoa, a União mudou-se para a Marinha Grande num jeito de pura chantagem para voltar no futuro a usufruir o Estádio Municipal de borla, quem sabe…

O Leiria acumula salários em atraso. Não admira perante um clube que não passa dos 800 espectadores em grande parte dos jogos em casa e não vende jogadores para os grandes fazem muitos anos. A cereja no topo do bolo desta gestão errónia trava-se com o mais recente escândalo dos contratos que a SAD tinha com alguns jogadores.

Perante todos estes factos, não seria melhor que os sócios do clube abrissem os olhos quanto à postura arrogante e ditatorial  do seu presidente?

É que sempre ouvi dizer que em futebol “não se fazem omeletes sem ovos”.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , ,

RWC (8)

A Namíbia despediu-se do mundial com mais uma derrota volumosa. 81-7 contra Gales foi o resultado do adeus dos africanos aos campos da Nova Zelândia. Não há muito a dizer sobre este jogo. No entanto, o comportamento dos Namibianos tem melhorado de campeonato em campeonato: os Namibianos já não perdem jogos por mais de 100 e deram um excelente espectáculo na primeira jornada contra as Ilhas Fiji.

Gales entrou em campo com uma equipa onde não contavam as suas maiores estrelas, principalmente na linha dos 34 e o seleccionar Warren Gatland aproveitou inclusive para dar minutos ao abertura Stephen Jones (vindo de lesão) e para descansar na 2ª parte o 3ª linha flanqueador Sam Warburton, para já, o jogador em mais evidência na equipa Galesa.

Gales acelerou rapidamente o jogo e causou dificuldades aos Namibianos: Stephen Jones testou o seu pontapé com exito logo aos 3″ e até aos 18 minutos, os galeses haveriam de chegar a 3 ensaios por intermédio de Scott Williams, Aled Brew e do 3ª linha centro Toby Faletau.

Na 2ª parte, dois ensaios a abrir: o 2º de Scott Williams e o do pilar Gethin Jenkins. Na resposta, a Namíbia marcou o seu ensaio de honra aos 53 minutos por intermédio do 2ª linha Henry Kohl. Até ao final, a selecção africana ainda haveria de ser penalizada com um cartão amarelo ao pilar Raoul Larsson e haveria de sofrer mais 7 ensaios, todos por cansaço, 3 dos quais motivados pelo cansaço e ausência de um jogador em campo.

Para as estatísticas, os ensaios foram marcados por Georg North (2), Jonathan Davis, Scott Williams (3º) Lloyd Williams, Lee Byrne e Alun Wyn Jones.

No encontro de despedida da selecção Japonesa deste mundial, Canadá e Japão empataram a 23 pontos num jogo bastante bem disputado e emocionante até ao final. A selecção nipónica despede-se com honra de uma participação  (3 derrotas e 1 empate) que deve ser encarada como mais uma experiência positiva para o seu rugby.

Estas equipas já se tinham defrontado no campeonato do mundo de França em 2007 tendo-se registado na altura um empate a 12 pontos.

No campo, as duas equipas jogaram sempre para ganhar. Aos 5 minutos depois de uma melée para o lado canadiano, vários jogadores do pack avançado Canadiano ultrapassaram a linha de ensaio japonesa. O árbitro da partida, o sul-africano Jonathan Kaplan teve que recorrer ao videoarbitro para decidir se haveria de conceder ou não ensaio aos Canadianos. O Australiano Matt Goddard negou o ensaio aos representantes do continente norte-americano. Todavia, estes não se ficaram a lamentar no chão e na melée a 5 metros da linha de ensaio que lhes seria concedida por Kaplan, jogaram a bola para o lado esquerdo e em superioridade numérica nesse flanco construíram uma excelente plataforma para o ensaio do ponta dos Glasgow Warriors McKenzie marcar o primeiro ensaio da partida.

Passados 3 minutos, Aos 9 minutos, uma jogada japonesa também obrigou o arbitro principal a chamar o videoarbitro, mas este, ao contrário daquilo que tinha acontecido na área japonesa, deu ensaio ao Japão. Marcado por intermédio de Shota Horie.
Os Japoneses tomavam vantagem na partida por intermédio das boas intervenções de James Arlidge. Passados 3 minutos, o defesa japones Shaun Webb (de origem neozelandesa) arrancou pela esquerda e parou a 1 metro da linha de ensaio. Isto porque antes de pressionar a bola contra o chão foi placado por um jogador canadiano. Mais uma vez Jonathan Kaplan teve que pedir a ajuda do videoarbitro, e como de facto, nota-se no lance que Webb sai fora do campo, o australiano Goddard não teve dúvidas em anular o 2º ensaio aos japoneses.

Aos 38″, com clara superioridade japonesa na partida, o flanqueador Japonês Ryan Nicholls (outro jogador de origem neozelandesa) arrancou em pick and go e gerou uma situação de toque curto para os flancos que quase dá ensaio para a equipa japonesa. A bola sai fora. No alinhamento, o saltador Japonês foi mais lesto a roubar a bola e Alridge combina primeiro como ryan nicholls e depois com Kosuke Endo, rumando posteriormente o ponta Endo para um brilhante ensaio debaixo dos postes do Canadá.

O Japão ia para o intervalo com uma vantagem de 17-5.

Na 2ª parte, as hostilidades começaram com um brilhante ensaio aos 44″ novamente por Phil McKenzie, a léguas o melhor jogador desta selecção do Canadá! McKenzie terminou com uma poderosa arrancada! Dão-se três penalidades pelo meio que colocam o jogo a 23-13: Arlidge marcou 2 penalidades para o Japão enquanto Adan Munroe marcou uma para o Canadá.
Os canadianos acordaram tarde e tarde foram para a frente e tentaram resolver a partir dos seus avançados. O médio de abertura Munro haveria de marcar o ensaio que colocaria o Canadá a 3 pontos do Japão a 5 minutos do fim. Não chegava para que os Canadianos pudessem chegar à vitória. Os homens do Canadá não desistiram e continuaram a pressionar a defensiva Japonesa em busca do ensaio ou de uma falta que desse uma penalidade e como tal um pontapé aos postes que pudesse evitar a derrota. Conseguiram-no a 3 minutos do fim depois de assinalada uma falta por fora-de-jogo de um jogador japonês. Adan Munroe empataria o jogo a 23 pontos. No último minuto, Arlidge ainda tentou um drop kick mas este acabaria por sair ao lado.

Com a missão de ganhar para acalentar a possibilidade de discutir com a Irlanda a passagem aos quartos-de-final e a praticar um rugby de bastante qualidade, o seleccionador italiano de nacionalidade sul-africana Nick Mallett entrou em campo com uma selecção próxima da melhor combinação de jogadores que a Itália pode dar. Mallett não se podia dar ao luxo de arriscar perante uma equipa cuja selecção irlandesa apenas tinha conseguido vencer por 22-10.

Muita luta de avançados nos primeiros minutos. A Itália dominava e tentava estender os seus jogadores no campo. Os EUA eram acutilantes mas Sergio Parisse, à medida daquilo que tinha feito contra a Rússia inaugurava o marcador com um belíssimo ensaio depois de uma assistência do 2ª linha italiano de origem sul-africana Cornelius Van Zyl.
Os EUA partiram imediatamente para o ataque em busca dos pontos para que os italianos não avançassem muito mais no marcador. Aos 16″, uma falta fazia com que os Norte-Americanos colocassem o jogo fora. Depois de ganhar o alinhamento, Paul Emmery entrou numa investida pessoal contra a defesa italiana e depois de ganhar vantagem deu o ensaio ao defesa Chris Wyles para o empate com os Italianos.

A vantagem seria desfeita até ao intervalo: primeiro com um pontapé de penalidade de Mirco Bergamasco. Depois com três ensaios: aos 30″, depois de um mull, o formação italiano Fabio Semenzato iria soltar a bola para o abertura Luciano Orquera furar por completo a bem urdida defesa Norte-Americana; dentro dos descontos e após uma excelente perfuração no chão dos avançados italianos seria Martin Castrogiovani a marcar o seu primeiro ensaio num mundial. Um bom prémio para o pilar que cumpre na Nova Zelândia o seu 3º campeonato do mundo pela selecção italiana. No lance, metade dos créditos pertencem a Luke McLean. O ponta de origem Australiana iria ser decisivo na obtenção deste ensaio.

A 2ª parte seria de claro domínio Italiano. Jogando ora com os avançados ora com os 34, a Itália estava desejosa de obter mais ensaios. Aos 68″ viria o último ensaio da partida para os europeus: novamente através de um mull dinâmico, os avançados italianos empurraram a turma Norte-Americana para a sua área de ensaio tendo clamado por ensaio. O Irlandês George Clancy teve que pedir a ajuda do videoarbitro, o Sul-Africano Shaun Veldsman, que rapidamente disse que não tinha visibilidade suficiente para avaliar a validade do lance. Lance anulado e melée a 5 metros. Novo mull dos italianos que os EUA partiram em falta – como o recurso à falta por parte dos americanos neste tipo de situações já estava a ser recorrente e com um grau elevado de anti-jogo facto que já tinha inclusive punido por Clancy com um cartão amarelo 9 minutos antes ao 3ª linha asa Louis Stancil, levou que o Irlandês assinalasse um ensaio de penalidade a favor dos Italianos.

A Itália ainda sonha com a passagem à fase final da prova. Vencer a Irlanda será uma tarefa complicada, mas, se tiver que o ser será agora graças ao volume de jogo que os italianos tem construído e mesmo à forma física com que se apresentaram neste mundial.

Os EUA despedem-se do mundial com uma excelente prestação. Ganharam o o jogo que lhes competia à russia e bateram-se devidamente contra Italia e Irlanda. Conseguiram um ensaio contra a Austrália, feito que merece ser sempre recordado por qualquer colectivo. Precisam (assim como precisa o Japão, a Namíbia, as Tonga, a Roménia, Rússia a Geórgia, Canadá e outras selecções que não estão aqui presentes mas cuja evolução na modalidade tem sido positiva como são os casos de Portugal, Uruguai, China, Chile, Hong Kong, Moldávia, Zimbabwe, Espanha, Ucrânia, República Checa, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Holanda e Lituânia, Quénia e Marrocos) de mais jogos contra selecções competitivas (sejam elas as principais, secundárias, sub-23, universitárias ou apenas um XV escalonado pelas respectivas federações) para que o jogo possa evoluir e tornar-se mais competitivo.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

FIM

REM — “What´s the Frequency Kenneth?” — Álbum: Monster (1994)

Os REM ditaram o fim à sua extensa carreira. Cansaço – justificaram Michael Stipe e companhia. Segundo as palavras do baixista Mike Mills, a banda já pensava na “reforma” desde 2008, mas nem por isso deixaram de editar “Acelerate” em 2008 “Colapse Now” no início deste ano.

Para trás ficaram 3 décadas de música celebradas com a edição de 15 álbuns contendo grandes temas como “Loosing my religion”, “What´s the frequency Kenneth” (no video), “Orange Crush”, “It´s The End of the World”, “Imitation of life”, “Superman”, “Welcome to the occupation”, “The one I love”, “Get Up”, “Shine Happy People”, “Drive”, “Everybody Hurts”, “Nightswimming”, “Daysleeper” entre outros…

Stipe, Buck e Mills sempre mantiveram a banda no mesmo estilo. Não deixam de ser uma das bandas marcantes da história da poprock pois sempre tiveram o bom senso de nunca vender a alma ao diabo no que toca à fidelidade das suas ideias na relação com a produção final dos seus trabalhos.

Os REM foram uma das bandas que marcaram obviamente a minha infância e adolescência. Lembro-me perfeitamente de ter comprado o “Green” (álbum que ainda possuo aqui na minha colecção) por volta de 2000 ou 2001. Lembro-me, no tempo em que os álbuns custavam 3500 escudos e não existiam downloads, que tinha uma cassette de 60 minutos só com músicas dos REM. Não sei o que será feito dessas cassettes. Talvez se tenham perdido ou a minha mãe as tenha colocado no lixo aquando da mudança de casa há 8 anos atrás. O que é certo é que tinha algumas 40 cassettes, cada uma dedicada ao trabalho de uma banda diferente. Ia gravando-as com os hits que iam passando na antiga Rádio Comercial ou na Antena 3, ou quando um amigo meu tinha certas faixas noutra cassette ou o CD da banda, algo que era extremamente raro. Os REM tinham o seu lugar numa dessas cassettes. Muitas vezes ouvi os grandes exitos da banda e nunca me cansei de tal. Desde há uns anos para cá deixei de os ouvir. Talvez seja altura (boa altura) de os voltar a ouvir.

Com as etiquetas , , , ,

Brother, can you spare a dime?

They used to tell me I was building a dream,
and so I followed the mob,
When there was earth to plow, or guns to bear,
I was always there right on the job.
They used to tell me I was building a dream,
with peace and glory ahead,
Why should I be standing in line,
just waiting for bread?

Brother can you spare a dime? – Yip Harburg and Jay Gorney (1931)

Com as etiquetas , , ,

futeboladas

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=TGOb07wfTJTRBl92

Início de época complicado para o Borússia de Dortmund. Os campeões em título venceram em Mainz por 2-1 num jogo muito sofrido onde haveriam de triunfar já depois da hora. Com as suas estrelas (Gotze e Barrios) a um ritmo intermitente devido a problemas físicos, o Dortmund é 13º com 10 pontos, e não só tarda em confirmar o estatuto de campeão em título como reforça o argumento de que na Bundesliga, uma época de excelência pode ser sucedida por uma época de fracasso.

O croata Ivan Perisic, jogador contratado ao Club de Brugge que no ano passado se tornou o melhor marcador da Liga Belga, voltou a ser decisivo no Dortmund e tem sido para já uma das agradáveis revelações dos campeões Alemães.

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=GgmBOXTGvnIrf1BS

Existem situações no futebol que fazem os adeptos pensar que os jogadores sabotam propositadamente o trabalho dos treinadores. A situação do Inter de Gianpaolo Gasperini (despedido a meio da semana depois de uma humilhante derrota no campo do recém-promovido Novara) é uma destas situações. Muitas vezes basta apenas que os jogadores não gostem do método pelo qual o treinador orienta os treinos ou até as regras de conduta incutidas ao respeito pelo mesmo. O Inter apostou em “vaca velha” de nome Ranieri mas não creio que seja com o mesmo que a coisa endireite. Ranieri é talvez uma das piores escolhas que um clube de serie A (ainda mais o Inter com o seu historial e objectivos) pode fazer, mas…

A boa forma interna do Valência caiu em terra no Sanchiz Pizjuan

Kanouté provou que ainda está aí para as curvas e Ever Banega não conseguiu (no final da partida) disfarçar a tristeza por ter falhado uma grande penalidade que poderia ter dado o empate aos Valencianos.

Pelo que vi a meio da semana, esta equipa do Valência tem muita qualidade e precisa de ser mais trabalhada. Creio que a luta pelo 3º lugar em Espanha será acesa entre Valência, Atlético e Sevilla. Pelo andar da carruagem dos grandes, arrisco-me mesmo a dizer que as distâncias para os dois colossos do futebol espanhol será mais suave nesta época.

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=oDQeZQHYE1robVfv

Afirmar que se quer lutar pelo título não pode ser algo que saia apenas da boca para fora. O Leverkusen cumpriu o seu primeiro grande jogo na Bundesliga e saiu completamente derrotado da Allianz Arena por 3-0.

Robben está bastante vistoso desde a grave lesão que o afastou praticamente da última temporada. Toni Kroos e Thomas Muller comprovam a cada jogo que passa que são jogadores que qualquer treinador na europa gostaria de ter nas suas equipas. Encanta-me também Luis Gustavo, trinco Brasileiro que o Bayern contratou no mercado de inverno da temporada transacta ao Hoffenheim – é um jogador bastante aguerrido que faz lembrar Van Bommel pela raça que enfrenta os lances. Tem uma significativa melhoria técnica e de passe em relação ao Holandês na hora de armar jogo.

O Leverkusen, apesar do excelente ataque que possui (Ballack, Kiessling, Castro, Schurle) é uma equipa muito organizada defensivamente… até lhe marcarem um golo cedo! Pode ser um autêntico carrasco quando as equipas adversárias não conseguirem marcar nos primeiros 45 minutos, mas, quando sofrem nos primeiros minutos é uma equipa incapaz de se reorganizar e partir para a reviravolta do marcador.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xlagyh

Goleada da semana. No futebol Holandês.
O PSV não foi de modas e o resultado é o que se vê.

O extremo Mertens (contratado neste defeso ao Utrecht) fez poker e confirma o excelente início de época pessoal e do clube. Prepara-se talvez para rumar à laranja mecânica. Os restantes golos foram apontados pelo internacional Strootman, Toivonen e Matavz. O PSV é 4º com 14 pontos, os mesmos do Feyenoord, a 1 do Twente e 2 do líder e campeão em título Ajax.

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=TdeRsOcHttcIBIsb

A apostar mais na juventude talentosa que vai saíndo gradualmente das suas camadas de formação, o Lyon soma e segue. Depois da vitória contra o Marselha (2-0) e do deslize contra o Caen a meio da semana, o Lyon bateu o Bordéus na 8ª jornada da Ligue 1.
Clement Grenier, Maxime Gonalons e Alexandre Lacazette tem sido apostas ganhas no 11.
O Lyon lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com Toulouse e PSG.

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=zUc0ft5Bir3iVobr

Ronaldo ajudou a resolver aquilo que Michu tornou muito complicado logo ao 1º minuto. Varane mostra ser um central de qualidade, mas a falta de entrosamento com Albiol foi notória. Notória também é a intranquilidade que se vive no clube.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xlah0c

Jogo grande na Holanda. O empate mantem tudo na mesma. Ajax na liderança.

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=ufGW3R6zQyXVxn29

Javier Pastore é grande demais para este clube e para este campeonato.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xlaikb

Gregório Manzano prometia um Atlético acutilante e sem medo em Nou Camp. Embalado pelas boas exibições da equipa, o técnico afirmava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que o seu atlético tinha jogadores com fome de título.
Em Nou Camp a história foi diferente – Messi puxou dos galões e afundou a nau madridista com um fabuloso hat-trick. Manzano aprendeu a diferença entre o querer e o poder.

O Vasco soma e segue. Mesmo sem o técnico Ricardo Gomes (a recuperar de um acidente vascular cerebral sofrido em Agosto a meio do jogo contra o Flamengo) a turma Vascaína está virada para vencer o Brasileirão e dedicar ao seu treinador.
Desta feita, a vítima foi o Cruzeiro. 3-0 o resultado. O Vasco de Felipe Bastos, Eduardo Costa e Eder Luiz segue na frente do Brasileirão à 26ª jornada com mais 2 pontos que o Corinthians de Liedson (venceu o Bahia nesta ronda) 3 que o São Paulo e 4 que o Botafogo. Já o Cruzeiro está a fazer um campeonato decepcionante – a turma de Belo Horizonte está em 16º lugar e apenas 4 pontos a separam do 1º lugar abaixo da linha de água que é ocupado precisamente pelo rival Atlético Mineiro.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Madeirices

Lindo foi ver a peça do 1º dia de campanha na Madeira.

Ia Alberto João concentrado de inauguração (estratégica!) em inauguração (ainda mais estratégica; falamos de inaugurações de ruas que foram recentemente alcatroadas!) quando lhe aparece o sorridente José Manuel Coelho (aka Coelhinho) pela frente!

“Então, não dás um abraço ao Coelhinho que te vai tirar deputados. Vamos te tirar uns deputados!” – diz o Coelho enquanto o Alberto João, incomodado com a sua presença à frente das câmaras, o sacode como se fosse um mosquito.


Com as etiquetas , , , , , , , ,

Épico

Pink Floyd — “Shine on you crazy diamonds” (full version)

Com as etiquetas ,

Crueldade institucionalizada nos SASUC

Por Hugo Ferreira, estudante bolseiro da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra,

“Os estudantes das Residências Universitárias dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (RU-SASUC) foram hoje surpreendidos com um email enviado pelos SASUC a solicitar o pagamento da renda referente ao mês de Setembro de 2011 no prazo de 23 a 30 deste mês, pagamento esse a ser efectuado mesmo por bolseiros ou candidatos a essa condição.

Há 5 anos que sou estudante e bolseiro da Universidade de Coimbra e nunca se tinha chegado tão longe na insensibilidade e crueldade social. Por culpa do atraso do governo na publicação do novo regulamento de bolsas e das respectivas normas técnicas, os estudantes bolseiros não só serão obrigados a sobreviver durante este mês sem a sua bolsa de estudo, como serão impelidos a pagar uma renda no valor de 72 Euros. Apetece perguntar: Com que dinheiro? Acresce que,ao tudo indica esta situação não se resolverá nos próximos meses, pelo que os estudantes das RU-SASUC pelo menos até meados do próximo ano, mesmo não recebendo a bolsa de estudo, nalguns casos fundamental para a sua vida académica, terão de pagar mês após mês 72 Euros da renda da sua Residência.

O aumento do preço do prato social (sem o correspectivo acréscimo da sua qualidade), da renda das Residências (sem que em alguns casos se procedam a melhoramentos essenciais nas infra-estruturas), da permanência do modelo persecutório de Caução e do seu aumento sistemático, configuram decisões graves na gestão dos SASUC, mas em nenhum momento pude imaginar que chegaríamos a esta situação.

Os estudantes, em particular os mais afectados, devem tomar uma posição rápida e de força que consiga forçar os SASUC a reconsiderar a sua posição. Os representantes estudantis devem provar se estão ou não à altura dos cargos que ocupam, ainda que muita da responsabilidade desta situação seja sua pelas constantes cedências em direitos fundamentais dos estudantes e em alguns casos pelo completo desconhecimento e impreparação que revelam nestas questões.

Os estudantes, por seu lado, deverão reflectir se neste momento lhes resta muito mais a perder e decidir se este é ou não o momento de tomar o seu destino nas suas mãos, defendendo intransigentemente os direitos que historicamente conquistaram…

A palavra é deles e o futuro também pode ser.”

Anotamento meu:

Esta decisão surge alguns dias depois dos referidos serviços terem cortado o valor atribuído para alimentação a cada residente e comensal nas Repúblicas a seu cargo. Se quiser ir mais longe, esta decisão também surge após a publicação do novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo por parte do Ministério. Se quisermos ir ainda mais longe, esta decisão surge alguns dias depois dos SASUC terem inaugurado uma nova cantina para a distribuição de alimentação completamente supérflua à comunidade estudantil e, segundo correm os boatos, preparar-se para ganhar a concessão dos bares da Associação Académica de Coimbra.

E a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, o que pensa fazer em relação a esta insensatez do Sr. Administrador dos SASUC?



Com as etiquetas , , , , , , , , ,

É? Não sabia…

Durão Barroso está bem e recomenda-se. Está vivo, e melhor que nunca.

A Europa é de facto uma potência emergente. Nos calcanhares. Nos 27 países, três receberam a visita e a lei do Fundo Monetário Internacional: um, a contas com um conjunto de factores que vai desde a falta de rigidez na gestão orçamental até ao pûs que sai ao nível de corrupção vinda dos negócios estatais com privados, necessita de aprovar mais medidas de austeridade quase todas as semanas ainda continua KO ano e meio depois do resgate financeiro do FMI. De tão virulento que é, assusta o facto de poder contagiar todos os outros. O outro viveu durante anos acima das suas reais possibilidades, não deu um bom destino a fundos comunitários, não se modernizou, continua com leis de emprego injustas, beneficiou privados, e tem governantes que ocultam buracos nas contas públicas, acabou por receber ajuda e nem depois de uma autêntica terapia de choque neoliberal se sabe se vai endireitar. O outro mais a norte cresceu a uma velocidade louca dentro do espaço europeu durante mais de um década, construiu desmesuradamente e agora sofre o flagelo do desemprego e da miséria social.

Das grandes potências, a maior está em crescimento negativo. A 2ª maior está a zeros. A 3ª maior, teve que desvalorizar imenso a sua moeda (conhecida por ser forte ao nível cambial ao ponto de nunca se desvalorizar) cortar na administração pública e no sistema de saúde e há dois meses atrás enfrentou um tumulto social de 5 dias. As semi-potências do Sul tiveram que aumentar os impostos, encontrando-se neste momento a passar por crises de desemprego que ninguém acreditava há 10 anos atrás.

Sublime também acaba por ser esta frase – ““éramos países europeus, que não estavam unidos” – Será que estão agora? A europa vive das decisões do eixo franco-alemão. O Banco Central Europeu prestou-se rapidamente a comprar dívida espanhola e italiana para que esta não fosse negociada nos mercados secundários a 90% como foi a dívida grega. As regras do jogo e as linhas de actuação dentro da União mudam consoante o país que se apresenta em dificuldade. Dentro da Alemanha, da Holanda, da Finlândia, da Áustria, alguns partidos políticos com assento parlamentar afirmavam que os seus países não deveriam ajudar as economias em bancarrota esquecendo por completo as linhas de cooperação entre os estados que trilharam as comunidades desde o seu acto de criação. Outros especialistas desses mesmos países afirmavam que a melhor solução era mesmo deixar cair a Grécia. De que união falamos? De que potencia emergente falamos? Que competitividade tem a Europa perante países como a China, o Brasil, Angola, Venezuela, México, Rússia, Índia e Turquia?

Estará o presidente da Comissão Europeia a sonhar ou será mesmo que acredita realmente naquilo que diz?

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Porque é que esta merda não me sai da cabeça?

Arcade Fire — “Neighboorhood #2 (Laika) — Álbum: Funeral (2004)

Com o Suburbs jurei que esta banda tinha morrido para mim… Meses depois, decido voltar a ouvir o Funeral. E tudo me soa ainda mais genial do que soava em 2004.


Com as etiquetas , , ,