Tag Archives: Cultura

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coimbra

Das cenas mais engraçadas que vi nos últimos tempos. As bandas históricas da cidade de Coimbra neste gráfico de ligações.

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Bufete Fase na P3

Carlos Maia, para os clientes Zé Sempre em Pé. O Bufete Fase, histórico restaurante do Porto no P3 desta semana. Há alguns meses atrás fui ao Bufete Fase comer uma francesinha pela mão de um grande amigo. E desde esse almoço que sonho com as francesinhas do Zé Sempre em Pé.

A melhor francesinha do Porto, num sítio acolhedor (o Bufete tem apenas 5 mesas e é raro o dia em que ao almoço a fila não é de várias dezenas de pessoas; ninguém reclama por estar uma hora na fila do Bufete Fase!) com um tratamento VIP dado pela família do Sr. Carlos, os seus ajudantes no Bufete. Muitos perguntam qual é o segredo desta francesinha. Amor e carinho, proporcional ao que se tem com uma mulher, disse a filha do Sr. Carlos na altura. Contudo, esta francesinha não tem só amor e carinho como segredo. Tem um molho de bradar aos céus e pedir por mais. Enche a pança o suficiente, não é cara e deixa desejo de um dia voltar. Por várias vezes perguntaram à família porque é que nunca quiseram mudar do reduzido espaço no cima da Rua de Santa Catarina. Por várias vezes, o Sr Carlos e a filha responderam que aumentar a produção iria tirar qualidade ao serviço visto que apenas o patriarca “mexe” na execução da francesinha. E mexe muito bem. Recomendo avivamente. 

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Made in Coimbra

made in coimbra

Subscrevo na íntegra o texto que a seguir coloco, escrito por Alexandre Lemos, Joana Pires Araújo, Pedro Gaspar, Bernardo Raposo, Bruno Baptista, Gustavo Felisberto e Sérgio Santos, membros da “verdadeira comunidade de startups de Coimbra” (Made in Coimbra) em resposta à “proposta” da concelhia de uma juventude partidária da cidade de Coimbra:

Hoje encontrámos um comunicado do núcleo local de uma juventude partidária que se propõe a melhorar a nossa vida com a abertura de um “museu vivo” chamado “Made in Coimbra” (ver imagem). Isto deixou-nos entre a perplexidade e a gargalhada porque o “Made in Coimbra” já existe e pode ser citado sem aspas (basta-nos um link para http://madeincoimbra.org/) mas não é um museu nem tem relação nenhuma com nenhuma juventude partidária. A única política do Made in Coimbra é criar um espaço de interacção entre os empreendedores locais, um espaço de partilha de exemplos e dúvidas que sobreviva ao entusiasmo momentâneo com o empreendedorismo, as startups, ou os negócios de base tecnológica. Há mais de dois anos que realizamos um encontro todos os meses (e o próximo é já na sexta-feira), se quiserem participar do que fazemos e de como o fazemos sintam-se convidados. As inscrições são em http://meetup.madeincoimbra.org/.

Finalmente, um conselho para os redactores desta proposta e de outras similares:
Não será mais útil apoiar as iniciativas já existentes do que criar projectos caros de raiz? Para fazer uma proposta para a melhoria de uma cidade requer uma seriedade apenas demostrável com um trabalho aprofundado de estudo de cada assunto e esse estudo implica o envolvimento dos agentes locais. Desconfiamos do conhecimento que os redactores da proposta têm do que se passa em Coimbra quando uma pesquisa de 5 segundos os pouparia ao ridículo de usarem um nome já usado há um ano na mesma cidade.

Incomoda-nos que tenham ideias para a nossa vida mas não tenham ideia de como nós a estamos a viver.

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para ver agora

Documentário de 2012, apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria da Cultura Brasileira que tem como pano de fundo os Legião Urbana de Renato Russo e a era de ouro do rock brasileiro.

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vamos aprender com quem sabe

O director-geral da Benetton Alessandro Taci vem à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra na próxima quinta-feira dia 13, pelas 14h (sala 11 no 6º piso) dar uma palestra intitulada: “«United Colors of Benetton: cultura italiana, cultura globale”. O intuito desta palestra é destacar a importância do domínio da língua italiana e o processo de internacionalização da Benetton em Portugal.

Organização do Departamento de Línguas, Literaturas e Cultura, mais específicamente dos Estudos Italianos em estreita colaboração com o Núcleo de Estudantes de Letras da Associação Académica de Coimbra.

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Prémio D. Dinis

Sartre que era Sartre rejeitou o Nobel da Literatura e não foi por isso que a Academia Sueca extinguiu o prémio.

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sobre os 125 anos da AAC

A Briosa está a morrer lentamente. Do trigo dourado que outrora foi vanguarda na luta por um Portugal mais evoluído, o 125º aniversário da AAC traz-me o axiológico pressentimento que não tardará muito até que só possamos colher o seu restolho.

A Associação Académica de Coimbra faz 125 anos a 3 de Novembro de 2012. Ao contrário daquele que tem sido o seu recente percurso, a instituição poderá orgulhar-se desta data olhando pela vitrine da história o seu percurso do passado. Costuma-se dizer que nem sempre de passado vive o homem e nem sempre de passado se vai construíndo a base que a sociedade necessita para encarar positivamente o futuro. Jamais puderei adequar esta máxima do senso comum à vida recente desta instituição. A sociedade é ela própria um conceito dinâmico, assente num determinado contexto histórico-social-cultural, contexto esse que é pautado por valores éticos e morais que estão susceptíveis ao desuso imediato, ou à troca por outros na regulação das relações humanas em virtude da inserção de novos valores vindos do pensamento multidiversificado e quasi caótico do homem. A instituição, como muleta de suporte da actividade humana (considere-se cultura tudo aquilo que é feito pelo homem) e como agremiação onde o homem deposita (na praxis) todo o conhecimento e skills que vai adquirindo ao longo da vida, para perecer no tempo, necessita também ela de refrescar valores que são partilhados e considerados vigentes por todos os seus membros e misturá-los com novos conhecimentos, valores e aptidões que vão emergindo no pensamento e na técnica destes.

125 anos é muito tempo. Tempo suficiente para caracterizar um sonho que nasceu pela vontade e pelo brio dos estudantes da Academia em terem uma instituição que se considerasse sua (estudantes cujo expoente máximo foi António Luiz Gomes, primeiro presidente da AAC), que perdurou no Estado Novo na vanguarda da luta intransigente por um país pautado por valores democráticos (em geral) e por um ensino superior universalista onde as condições de acesso pudessem ser iguais para todos os cidadãos (indiferentemente do seu estatuto social ou dos seus recursos financeiros), que alinhou na linha da frente pela defesa dos direitos dos estudantes da Universidade de Coimbra, e que, para orgulho de uns e desgosto de outros, participou de forma activa e incisiva na melhoria das condições existentes na Universidade de Coimbra, na cidade de Coimbra, na cultura e no desporto deste país.

No entanto, como referi no primeiro parágrafo deste humilde artigo de opinião, nem sempre de passado vive o homem. Aquele que olhar para o passado e não conseguir aceitar o seu presente será acusado de saudosista. Que me acusem de saudosismo: a AAC precisa de mergulhar no passado para se reencontrar com o seu objecto. A AAC precisa de voltar a ser o que foi.

Faço uma analepse na narrativa até ao ano de 1969.
“Mas a universidade é velha…”. O delicioso trocadinho que os estudantes faziam de um Estado que era tudo menos Novo lia-se num dos cartazes estacionados à frente das Matemáticas no dia 17 de Abril de 1969, dia em que Alberto Martins (então presidente da instituição) e alguns estudantes de Coimbra irrompiam pela sala Pedro Nunes, sita no referido departamento, para pedir a palavra ao Presidente da República Américo Tomás e ao então Ministro da Educação José Hermano Saraiva, em plena crise académica.
“Os estudantes de Coimbra pediam a palavra” quando a palavra lhes tinha sido negada e quando alguns dos seus colegas eram expulsos da universidade, detidos nos calaboços da prisão académica ou enviados para a morte na guerra em África por defenderem a ideia da construção de um ensino superior universal e a construção de um estado democrático, justo, moderno e solidário em contraposição à posição conservadora, servilista e teimosamente imperial que o Estado (que não era Novo) impunha pela coacção e pelo terror no nosso Portugal.

43 anos passaram desde esse dia. O país haveria de ver a luz do modernismo 5 anos mais tarde. Doce ilusão. Dos Cravos nasceriam espinhos minados pelos partidos políticos, pela alta finança e por uma mascarada elite que já reinava no período da ditadura, pela corrupção praticada nas mais altas esferas públicas e privadas pelos pseudo-barões da sociedade portuguesa. Os Mellos, os Somners, os Champalimauds e toda essa escória que um dia haverá de ficar com o país só para si quando nenhum recém-licenciado se predispuser a trabalhar para as suas empresas a troco de uma tigela de caldo verde e de um prato de sardinhas e batata a murro. Do feudalismo, cresceu uma democracia tosca no nosso país que não nos presentou muito mais do que escândalos, má-governação dos recursos e bens públicos, ignorância, mesquinhez, provincianismo bacoco, inveja social, cacique e banditismo de colarinho branco.

A própria AAC também ficou afectada com a revolução. Não tardou que também ela fosse minada pelas lutas entre juventudes partidárias, desejosas em fazer da AAC um “braço politizado” e uma via para o aumento de hegemonia dos seus partidos junto do eleitorado universitário. Chegar à Direcção-Geral da AAC não significou apenas para alguns dos seus presidentes o aumento do número de militantes do seu partido nesse ano mas também o uso da instituição como tubo de ensaio para a sua formação enquanto “político” e o trampolim ideal para que estes dessem o salto para as mais altas esferas políticas da Nação, não obstante do facto de estatutariamente estar bem implícito o pressuposto basilar de uma instituição que se pretende aversa a actividades e interesses político-partidários.

Do estudante para o estudante.

Deverá na minha opinião ser este o lema de uma Associação Académica de Coimbra limpa, transparente, séria e criteriosa na sua abordagem aos problemas que surjem da vida universitária coimbrã.

Sem cacique.

É sem dúvida um dos flagelos da instituição. Falando deste ano lectivo que passou, não posso deixar de mencionar (e salutar) as concorridas eleições que tivemos nos passados meses de Novembro e Dezembro. As listas comandadas por Ricardo Morgado e André Costa ombrearam até ao último segundo na defesa dos seus ideais para a instituição. Pena tenho que em ambos os lados, alguns ideais apenas surgissem como manobras populistas de caça ao voto exclusivas dos dias eleitorais Pena me faz o facto que tenho vindo a constatar ao longo do mandato desta Direcção-Geral: alguns dos ideais da lista vencedora caíram em saco roto a partir do dia em que esta tomou posse enquanto Direcção-Geral. Lamento que em ambos os lados, houvesse gente sem ideais. Lamento faço, que em ambos os lados, os ideais tivessem sido suplantados pela necessidade de um cacique que pudesse garantir votos quando o factor decisivo que deve garanti-los deverá ser exclusivamente a competência e idoneidade das pessoas que se candidatam e as ideias que são transportadas por estas para a instituição.
Não são as ideias que fazem as direcções-gerais mas o cacique. A imposição de estudantes vindos de juventudes político-partidárias nas listas. A imposição de outros nas mesmas de acordo com critérios de selecção que não primam pela competência, pela inteligência e pela responsabilidade, mas sim (desculpem-me os meus leitores por este termo pejurativo mas realístico) pelo cheiro a “teta do poder” e de outros tais pelo simples facto de ser considerarem os comandantes dos destinos da praxe coimbrã nos diversos cursos e por consequentemente os donos dos votos na faculdade. Ó colega, já votaste? – lá andam eles de caderninhos, tablets e telemóveis recheados de números telefónicos e contactos electrónicos de toda a malta do departamento, com o simples objectivo de maximizar o sacrosanto voto entre os seus em prol de objectivos individuais. Será que o altruísmo termina enquanto valor no nº1 da Padre António Vieira? A resposta, essa, dou-a de borla a quem pessoalmente me quiser perguntar.

Costumo dizer aos meus amigos que as pessoas importantes são importantes porque vivem do alimento da força que as menos importantes lhes dão de forma gratuita visto que não conseguem por a mão à consciência e raciocinar que se calhar tem mais argumentos teóricos, técnicos e pessoais que essas mesmas pessoas. Costumo também dizer que jamais compactuarei com este modus operandis porque sou um idealista e um idealista leva a sua ideia até ao fim, vença ou perca. A vida traz-nos muitas batalhas. A minha trouxe-me a batalha pela mudança. E pela mudança lutarei sempre de espinha direita, quando muitas vezes ao lado vejo outros ajoelharem-se perante alguém para obterem certos benefícios.
Tenho defendido que a AAC necessita, necessita muito, de alguém que tenha o carisma suficiente para não só terminar com a irresponsabilidade que tem pautado o seu dirigismo como para a devolver aos mais altos patamares de decisão dos assuntos que nos dizem respeito a nós estudantes da Universidade de Coimbra.
Manuel Alegre escrevia que “em tempos de servidão havia sempre alguém que resistia e dizia não” – é hora de termos um colectivo forte na AAC que diga não ao cacique, que diga não ao despesismo que é feito em telecomunicações, em viagens e e em manifestações que granjearam vitórias morais muito dúbias ao mesmo tempo que Lisboa faz cortes orçamentais que colocam em risco a sustentabilidade financeira do ensino superior e da universidade de coimbra em particular e limitam o acesso à universidade e a um futuro risonho a todos os jovens deste país. É preciso um líder e uma equipa que finalmente consiga fazer um levantamento digno do que falhou na transição para a Declaração de Bolonha e que sejam capazes de afirmar que Bolonha apenas deu uma nova roupa a maior parte dos Cursos da instituição. É preciso um colectivo que se consiga afirmar nos órgãos da tutela com vista à obtenção do verbo e do direito de escolha no que respeita a decisões acerca do ensino superior. É preciso um colectivo que trabalhe arduamente pela obtenção de uma acção social escolar justa e de qualidade. É preciso continuar a lutar pela cultura e pelo desporto da AAC que tanto prazer de execução dá a uns e tantas alegrias nos dá a todos.

No 125º aniversário da AAC temos uma Direcção-Geral cujo presidente Ricardo Morgado é esforçado e cuja equipa tem altos e baixos. Porém, na minha modesta opinião de representado, o trabalho do colectivo comandado por Ricardo Morgado não passa mesmo do grau de “esforçado”.
A ladaínha de campanha tornou-se decrépita no acto de chegada ao poder. As cantinas fecharam ao fim-de-semana e os estudante ocuparam simbolica e pacificamente as mesmas como forma de protesto em Março. Em Maio, as cantinas reabriram ao fim-de-semana mas em Junho, a nova Administradora dos SASUC decidiu fechar duas, sendo que uma delas não irá reabrir (Verdes) e outra corre o risco de obter o mesmo desfecho trágico (Grelhados).O número de bolsas diminuiu drasticamente com a entrada da lei 15\2011. O Presidente pavoneia-se à frente de camaras de televisão de cadeias televisivas generalistas nacionais como alguém que arranja emprego e estágios profissionais aos seus colegas, argumento deveras falacioso. O presidente responde à mesma televisão acerca dos casos de estudantes carenciados que tem que abandonar o ensino superior por falta de recursos tendo como pano de fundo a esplanada de um estabelecimento comercial que se colou à AAC com supercola 3 e cujos detalhes da sua relação com a Associação tem sido marcados por pontos algo dúbios. Em certos pelouros como a Política Educativa, a Intervenção Cívica, a Cultura, a Ligação aos Órgãos, as Relações Internacionais e as Relações Externas, o trabalho desenvolvido pelos seus super coordenadores e respectivas equipas é pior que nulo, equiparando-se na verdade a uma noite de Halloween: vêem-se muitos fantasmas vindos do passado que assombram e instalam o pânico. Pior que isso: a casa continua despesista e a cada ano que passa, aumentam as despesas e diminuem as reservas do tesouro, reservas essas que continuam muito dependentes daquilo que as festas académicas dão, reservas essas que só tenderão a diminuir caso a crise económica que se vive faça diminuir a aderência dos estudantes nessas mesmas festas.

Dito isto, quero que todos aqueles que leiam este artigo coloquem a mão na consciência e raciocinem a bem da instituição. Caso contrário, a AAC daqui a 25 anos poderá não estar “viva” para comemorar o seu 150º aniversário.

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este também merece ser visto

o microcosmos da música portuguesa, contada desde os primeiros passos do rock de Daniel Bacelar ao punk dos Parkinsons.

parabéns a Eduardo Morais e ao resto da sua equipa por nos brindarem com uma hora de pura cultura.

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Domingos & Samurais

Ver aqui o programa das festas.

Organização: Marionet – Associação Cultural

Domingo, 16 de Setembro, das 16h Às 20h na Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto.

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Por quem a memória não faz esquecer

Exortação

“Em nome do teu nome,
Que é viril,
E leal,
E limpo, na concisa brevidade
— Homem, lembra-te bem!
Sê viril,
E leal,
E limpo, na concisa condição.
Traz à compreensão
Todos os sentimentos recalcados
De que te sentes dono envergonhado;
Leva, dourado,
O sol da consciência
As íntimas funduras do teu ser,
Onde moram
Esses monstros que temes enfrentar.
Os leões da caverna só devoram
Quem os ouve rugir e se recusa a entrar”

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o facto de não postar sobre a DG\AAC não quer obrigatoriamente dizer que estou a dormir na forma

Na semana passada, tive a oportunidade de dizer a alguns colegas da direcção-geral que iria escrever um post a dar nota positiva ao trabalho desta nos primeiros anos de mandato. Palavra dita, não irei modificar significativamente a nota que irei pontuar neste post. No compto-geral, esta direcção geral merece um 10 em 20, estando dois furos acima da DG\AAC anterior ao nível de trabalho interno e 3 furos abaixo da garra da DG\AAC de 2010.

No entanto, existem factos que me intrigam e sobre os quais irei escrever.

1. Sobre o Presidente Ricardo Morgado.

Ricardo Morgado parece estar a viver um segundo erasmus. Ou melhor, parece ainda não ter acordado do “primeiro” para a realidade da instituição depois da sua passagem por Praga.

Se é certo que ao contrário de Eduardo Barroco de Melo, Ricardo Morgado tem aparentado (pelo menos) manter a unidade entre as suas tropas (mesmo perante a presença de cobras muito venenosas da academia em cargos de destaque) e tem feito os possíveis para que a sua equipa apresente trabalho (com alguns supercoordenadores, nem a lei da chibata faz com que trabalhem) também é certo que o actual presidente da DG\AAC tem algumas posturas e comportamentos que deixam a desejar:

1.1 A célebre entrevista à SIC onde Morgado afirmava que a AAC conseguia arranjar “empregos” e “estágios” a recém-licenciados. Uma profunda mentira que aprouve dizer à frente das camaras nacionais de televisão que não corresponde nem nunca correspondeu ao passado mais recente da instituição, apesar do facto desta possuir agora um gabinete de atendimento nas saídas profissionais.

1.2 A célebre entrevista à SIC onde Morgado falava de estudantes carenciados directamente do estabelecimento comercial da instituição, símbolo do consumismo que muitos estudantes das equações da nossa realidade não tem acesso. Muitos até, nem acesso financeiro a uma refeição equilibrada tem. No entanto, o presidente, do alto do seu cadeirão parece desconhecer essa realidade, até porque decerto nunca lhe deve ter faltado comida na mesa.

1.3 A inabilidade crassa que o presidente tem para por fim a remunerações que certos dirigentes associativos de secções culturais recebem pela realização de actividades nas mesmas. Facto que foi denunciado por este blog e cujo blogger perdeu a paciência ao ponto de por ventura ser obrigado a levar o assunto a Assembleia Magna, visto que DG\AAC e Conselho Fiscal não só não se mostraram interessados em resolver como parecem mais interessados em pactuar. E pagar.

1.4 A inabilidade crassa que Ricardo Morgado tem em recuperar aquilo que é devido à instituição, culpas que partilha com o seu boémio administrador. A Associação está morta em dívidas, e o seu presidente preferiu andar a lamber o rabinho a devedores durante semanas do que lhes pedir a cobrança das dívidas. O problema não reside apenas no facto da AAC ter dívidas gigantescas a pagar. Reside também no facto de ser uma instituição que parece mais dependente dos fundos que vem da queima das fitas (que este ano vai ser nenhum graças à desgraça que foi a queima das fitas cujo secretário-geral parece mais interessado em comezanas, beberetes e festivais de verão do que em realmente em trabalhar em prol da instituição que lhe paga o salário) e do facto de a DG\AAC não se poupar a despesas (ao nível de comunicações\transportes principalmente) quando os tempos advogam uma racionalização dos recursos que dispõe.

1.5 A falsa vitória da ocupação das cantinas, problemas aos quais, o presidente não parece ter soluções reais a apresentar para que tudo se mantenha conforme nesse dossier.

Must or must See:

2. A ocupação das cantinas no passado mês de Março trouxe uma falsa vitória. As cantinas reabriram aos fins de semana, mas em contrapartida, a nova administradora dos SASUC Regina Bento, apertada pelos cortes na instituição e pelo alto despesismo que apanhou dos anteriores administradores, decidiu encerrar as cantinas verdes e encerrar mais cedo outras dos serviços sociais como os grelhados, cantina onde se via a olhos vistos uma maior racionalização das quantidades dos pratos e que, ou muito me engano, fechará definitivamente no próximo ano lectivo, perante um olhar impávido dos representantes dos energúmenos estudantes da UC, perdão, da comunidade estudantil que elegeu Ricardo Morgado como presidente.

Mas, não deixo de observar de forma inquietante um fenómeno que se verificou e cujos resultados estão a ser, no mínimo opacos.

Aquando do fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo, assistiram-se (principalmente nas redes sociais) a uma multi-diversidade de protestos individuais contra o fecho das mesmas. Meses depois, as cantinas reabriram, num esforço financeiro que pesa aos SASUC e de que maneira. Tenho almoçado e jantado nas cantinas ao fim-de-semana desde então e tenho reparado que os SASUC não servem mais de 60 refeições por período. Onde é que estão portanto, aqueles indignadinhos de merda que justificavam a abertura das salas por questões económicas e por não terem onde almoçar uma refeição saudável ao fim-de-semana? Desapareceram? Calaram-se? Era só tesão de mijo? Criticavam o fecho porque queriam ser bem vistos para terem um lugar na DG\AAC?

Vou mais longe ao afirmar que é graças a este tipo de pessoas que qualquer dia, não havendo rentabilidade na abertura das cantinas ao fim-de-semana por falta de utilizadores, estas irão fechar definitivamente.

3. Quanto ao administrador desta DG\AAC João Seixas

3.1 Inabilidade na cobrança de dívidas à instituição. “Se não os podes vencer, junta-te a eles” foi o leitmotiv expresso da actuação de Seixas enquanto administrador da casa. Com todo o respeito pelo Seixas, que é uma pessoa da qual até gosto bastante, considero que já não apresenta condições para se manter como administrador da casa. Até porque esta apresenta condições de visível degradação (o quadro elétrico) e foi palco de situações (navalhadas, assaltos, vandalismo, destruição de material de secções e organismos autónomos) às quais a administração e Conselho Fiscal passaram vistas grossas, não abrindo sequer processos de investigação aos actos.

Relembramos que foi desta administração a portentosa ideia de decreto acerca das condições de entrada no edifício. Apesar de Seixas ter obrigado a segurança paga pela AAC a pedir cartão de entrada no edifício, a medida durou apenas algumas semanas, tendo a administração cedido a interesses económicos dentro do espaço num piscar de olhos. Qualquer cabecinha pensadora, conseguirá ligar os elos que aqui deixei e que justificam um comportamento cobardio quanto a certas situações.

Para fechar a parte da administração, um louvor ao coordenador-geral Jonathan Torres.

Não por ter a paciência de louvar de apanhar com a minha ira quase todas as semanas. Mas, pelo facto de ser um bom miúdo, presente, honesto e trabalhador. Não há dia em que não veja o Jonathan para trás e para a frente no edifício. Arrisco-me a dizer que o administrador desta DG chama-se Jonathan Torres e decerto, tenha em crença que este recém-licenciado levará muita experiência da AAC para a sua actividade profissional.

4. Voltamos ao problema das cantinas.

4.1 A malta da DG (ou pelo menos uns tipos de cara enfadonha e enfastiada que por lá andam e que fazem questão de mostrar o quão enfastiados são quando se cruzam comigo) pensa que o João Branco só serve para arrasar. Pensa mal.

4.2 Numa conversa que tive oportunidade de ter com o Francisco Leal (um dos vices-presidentes) dei uma solução espectacular para a AAC e para a reutilização das recentemente encerradas Cantinas Verdes.

Dizia eu ao Leal que a AAC poderia resolver os seus problemas com uma parte do edifício e ainda poderia rentabilizar as Verdes através de uma mudança que comportava a passagem da sala de estudo da instituição para as Verdes (edifício que daqui a uns anos poderá tornar-se devoluto, até porque não prevejo que os SASUC\UC queiram fazer algo daquilo) e a cedência da sala de estudo a tempo permanente para a Queima das Fitas, que, para trabalhar, dispõe de uma sala minúscula e utiliza a sala do CIAAC, de modo a que a queima tivesse um local grande e arejado para trabalhar e não tivesse que incomodar os utilizadores da sala de estudo nas semanas anteriores à queima, privando-os do seu lugar de estudo, para venda antecipada dos bilhetes do evento. Nas Verdes, a AAC, podia inclusive protocolar com os SASUC um contrato de exploração do BAR existente à entrada do edifício, em regime de exploração dos SASUC para criação de receitas próprias, de exploração da AAC para objectivo similar ou até partilhada.

É portanto uma questão dos meninos colocarem as bundas para fora do gabinete e irem bater nas portinhas que são proprietárias do espaço com esta ideia. Um não terão como garantia. Mas, como o meu pai sempre me disse, mais vale tentar do que ficar impávido e sereno à espera que aquilo que nunca virá (sem trabalho e persistência) nos venha cair no colo de mão beijada.

5. Vice-presidentes.

José Amável – Bom moço que representa a AAC nos funerais.

Samuel Vilela – Dispensa apresentações neste blog. O “competente” no trabalho que não se vê. O estratega de manobras de bastidores, porcas, sujas e más.

Pedro Tiago – Tacho.

Francisco Leal – Tacho, parte II. Ou melhor, tacho a dobrar.

6. Super coordenadorias.

6.1 Acção Social – A Rita Andrade é uma máquina de trabalho. Melhor dizendo: é a única máquina de trabalho em tantos super-coordenadores, se bem que grande parte desta classe de espécies, é escolhida em virtude de votos nos seus cursos e não naquilo que valem, até porque alguns deles, como eu costumo dizer, “não valem merda nenhuma”.

Projecto Lado a Lado, acções de sensibilização sobre o estado da Acção Social, reuniões com bolseiros, residentes universitários e repúblicos, ocupação das cantinas em prol de uma melhor Acção Social, pressão e diálogo junto dos SASUC para resolução de problemas relativos a bolseiros, abertura do GAPE para ajuda a candidaturas a bolsas e ao FASEUC fazem parte de um mandato que considero brilhante.

Um trabalho com superior quantidade e qualidade em relação ao tutelário da mesma pasta da “época” transacta. Não é por nada, mas fazer melhor que o Francisco Guerra não é difícil. Até eu, a dormir, faço mais trabalho que o Guerra acordado e desperto.

6.2 Pedagogia – Letícia Gomes e Leila tem feito um trabalho bastante satisfatório, com foco nas Jornadas Pedagógicas e na complementaridade de informação da actualidade pedagógica da UC e do Ensino Superior. No entanto, dou-lhes uma de borla: e que tal fazerem um levantamento público de atropelos pedagógicos que tem existido nas faculdades para numa 2ª fase encetar um diálogo na resolução destes com os Conselhos Pedagógicos e Directivos das mesmas?

6.3 GAPE – Um razoável trabalho que é manchado apenas pelo facto do desconhecimento da sua existência entre a comunidade estudantil e pelo estigma da vergonha que muitos tem em contar os problemas das suas vidas.

6.4 Saídas profissionais – O jovem em questão (Joel Gomes) não é perfeito mas pelo menos esforça-se.

6.4 Relações Internacionais, Externas, Política Educativa, Ligação aos órgãos – Tudo no mesmo saco roto. Inexistentes. Com uma falta de qualidade e de brio evidente.

O primeiro (Jorgito) é uma das pessoas às quais me interrogo como é que foi parar a uma Direcção-Geral?

A segunda (Mariana Mesquita) está a anos-luz da sua antecessora Mónica Batista. E nem a UV 2012 irá salvar um mandato vazio.

O terceiro (Tiago Martins) está agregado a um pelouro, onde os falsos experts da modalidade dizem que é preciso fazer muito trabalho de gabinete. Não poderia discordar mais, pois cada vez considero este pelouro o mais importante entre os existentes, pela necessidade que existe de discutir e repensar assuntos como RJIES, Bolonha (assuntos cuja aplicação no ensino superior português foi tosca) nas esferas a que compete a sua observação. Tiago Martins tem muitas ideias, é um bom moço, mas está cada vez mais enterrado no gabinete.

O quarto (Filipe Luz) deveria dirigir um pelouro chamado “desliga-te dos órgãos” tal é o deslocamento que parece ter dos órgãos em que deveria conquistar vitórias institucionais.

6.5 Desporto e Desporto Universitário, Núcleos, Intervenção Cívica e Comunicação e Imagem –

Desporto e Desporto Universitário – Nada a apontar. Anos difíceis (a nível financeiro) depois de anos gloriosos tornam o trabalho muito difícil.

Núcleos – Um bom trabalho, pelo que sei.

Comunicação e Imagem – Altamente profissional.

Intervenção Cívica – Ana Rita Mouro até poderá ser uma excelente pessoa, mas está muito longe ao nível de trabalho da sua antecessora e de Patrícia Damas (DG 2010)

6.6 Cultura – Um super coordenador (Mário Gago) incapaz de estabelecer uma relação permanente com as secções culturais da casa, expert e participante em jogos de moscambilha e golpes palacianos nas esferas que concernem às secções e sem trabalho de iniciativa própria de pelouro, exceptuando uns miseráveis “25 anos da Morte de Zeca Afonso” que poderiam ter sido melhor comemorados caso não “se tivesse armado ao pingarelho” com as secções culturais.

Partilha de responsabilidades com o seu presidente nas fraudes que são cometidas pelos referidos dirigentes associativos remunerados.

6.7 Tesouraria – Aprender como olhar para um cofre vazio tendo contas para pagar.

7 –  Conselho Fiscal

O trabalho de Francisco Guerra e seus pares pode-se considerar lastimável. Falta tudo: respeito, consideração, observação e consequente aplicação de deveres estatutários que competem ao órgão, interesse, mentalidade e até brio.

8- Assembleia Magna

Apesar de ter sido expulso de uma magna depois de uma votação a uma moção aldrabada por Rui Santos e seus pares, e depois de os ter mandado para o caralho porque de facto mereciam ir pró caralho naquela noite, é de elogiar uma inovação nunca antes feita neste órgão: o Regimento Interno.

E por hoje é tudo.

P.S – falta-me a Sara São Miguel. Creio que finalmente a AAC tem uma assessora de imprensa como deve ser. Acho que isto diz tudo.

E falta-me também mencionar o Paulo Ferreira, que, está sempre presente na Direcção-Geral e trabalha bastante bem.

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Nano T

“Qual foi a coisa mais pequena que já viste?”

A marionet estreia o espectáculo NANO T nos próximos dias 4, 5 e 6 de Julho às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

Nano T é o registo da nossa aproximação ao mundo do infinitamente pequeno. No percurso da marionet e da nossa investigação das relações possíveis entre arte, ciência e tecnologia, podemos dizer que é a nanotecnologia analisada pela imaginação.
* Podem ler mais sobre o NANO T em www.marioneteatro.com/2012/nano-t7
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA  
ENCENAÇÃO Alexandre Lemos
INTERPRETAÇÃO Filipe Eusébio, Lucília Raimundo, Nádia Nogueira
FIGURINOS E ADEREÇOS Joana Cardoso
BANDA SONORA Pedro Augusto (aka Ghuna X)
VÍDEO Mario Gutiérrez Cru
OPERAÇÃO DE LUZ: Celestino Gomes
DESIGN Joana Cardoso e Nicolai Sarbib
ILUSTRAÇÃO Mister Mourão
FOTOGRAFIA Francisca Moreira
REGISTO VÍDEO Rodrigo Lacerda
PENTEADOS Ilídio Design
PRODUÇÃO EXECUTIVA Lígia Anjos
NANO T é uma criação da marionet em 2012
“E se o mais pequeno que podemos ver for ainda grande demais para nós?”
Detalhe da Sessão: 4, 5 e 6 de Julho no TAGV
Bilhetes: 7,5 (Normal) 5 (<25 anos, estudante, >65, Grupo + 10, Rede UC) 4 (Assinatura para as Artes)
Reservas: pelo número 239 855 636 ou pelo email (frentecasa@tagv.uc.pt) sendo que o levantamento dos bilhetes deve ser feito até 3 dias após a sua reserva.
Atenção: a lotação é muito limitada, por isso recomendamos vivamente a quem não quiser perder esta experiência que compre o seu bilhete antecipadamente.    
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primeiro dava jeito; agora sou um pulha

O pessoal do Centro de Estudos Cinematográficos não gosta de mim.

Peço desculpa. Também não gosto de vocês.

 

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Engenharias Financeiras cinéfilas

Fruto de variadíssimas discussões ano após ano em sede de Conselho Cultural da AAC pelos mais variados problemas, coube à DG\AAC presidida por Ricardo Morgado dar o tiro de partida para a revisão de um dos mais burocráticos regulamentos existentes na casa: O Regulamento Interno das Secções Culturais.

Em primeiro lugar, e como por vezes existem vozes que afirmam que “o João Branco só serve para destruir” quero enaltecer a Ricardo Morgado e ao coordenador-geral da cultura Mário Gago a coragem de terem peremptoriamente afirmado que era necessário rever o Regulamento Interno das Secções, facto que a outros presidentes de anteriores mandatos parecia um assunto tabu.

No entanto, a revisão do dito regulamento ficou esta semana manchada com um acontecimento lamentável, digno de gente sem educação, sem espírito de abnegação perante os colegas para bem de todas as secções e sem respeito perante a Instituição que alberga as suas secções: a AAC.

A espinha dorsal dessas pessoas é decerto nestes dias mais maleável que uma esponja.

Tendo havido um Conselho Cultural no passado dia 6, onde se deram início aos trabalhos de revisão do dito Regulamento Interno, com a minha presença, o presidente Ricardo Morgado tentou, que a prossecução dos trabalhos tivesse um novo lance no passado domingo. Sem efeito, lançou-se a data de quarta-feira (13 de Junho) às 21 horas para a continuação dos trabalhos, data que foi concordada por todos os representantes de secções presentes.

Por norma, falando como interveniente no Conselho Cultural, a convocatória para o mesmo costuma ser enviada 2 ou 3 dias antes por email. O Regulamento Interno em vigor (que está a ser revisto) prevê no entanto que a convocatória seja enviada com uma semana de antecedência em relação à data estipulada para o Conselho Cultural. No entanto, neste caso, como em quase todos os plenários do Conselho Cultural, procura-se uma data que sirva os interesses de todas as secções para a realização do plenário seguinte, plenário que se realiza no referido dia com a concordância de todos os seus representantes. Facto que, aliás, aconteceu no plenário de dia 6 ao marcar o próximo plenário para dia 13, dada a urgência que foi pedida na revisão do Regulamento Interno.

Ontem, por motivos que devem ser considerados infelizes, o representante do Centro de Estudos Cinematográficos (o presidente Tiago Santos), representante que não fez chegar qualquer inconveniência em relação à data estabelecida no dito plenário de 6 de Junho, teve a afronta de conseguir adiar o plenário marcado, por razões pessoais (impossibilidade da sua presença como representante do CEC) com base no artigo 16º, alínea 3 do Conselho Cultural (apelando à violação de questões procedimentais por parte da Comissão Executiva do Conselho Cultural) o que desde já coloca num impasse algo a revisão do Regulamento Interno em xeque até ao final do ano lectivo.

Creio que o CEC\AAC deverá ter mais pessoas na sua direcção capazes de zelar pelos interesses da sua secção que não o seu presidente…

Como se o adiamento do plenário não fosse motivo suficiente, o CEC\AAC abriu uma queixa no Conselho Fiscal contra a Comissão Executiva do Conselho Cultural por incumprimento do artigo 16º alínea 3 do Regulamento Interno.

Também me parece que o Conselho Fiscal deverá preocupar-se em primeira instância com outros assuntos que emergem do seio da academia do que com tricas saídas de pessoas que por um lado concordam com tudo o que é dito e por outro lado, em jogos de bastidores, agem de forma desleal perante os colegas das outras secções.

Outro aspecto que me mete alguma confusão é o facto dos colegas das secções passarem tardes no edifício, cruzarem-se variadíssimas vezes nos corredores e não serem capazes de se comunicar senão por email. Haverá alguma coisa a esconder?

É de facto uma boa pergunta.

Decerto que se lembram (os leitores mais atentos deste blog) de um celeuma levantado por mim no Entre o Nada e o Infinito acerca das atitudes pouco deontológicas de alguns membros do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC.

Posso ser um pouco controverso enquanto pessoa, assumo que tenho um feitio difícil e por vezes considerado especial, mas, ao longo destes anos, a minha postura sempre se coadunou como uma postura digna, honrada, sincera e leal dentro do seio da Academia. Fruto da boa educação que recebi dos meus pais. Nunca me poupei nas palavras e quem me conhece sabe o quão inconveniente isso se pode tornar para as pessoas. Não será desta que me irei conter no léxico.

A 27 de Novembro de 2011, escrevia eu aqui no Entre o Nada e o Infinito, uma nota contra o comportamento muito pouco ortodoxo utilizado pelos actuais dirigentes do CEC\AAC.

Na altura, afirmava eu que a maior actividade do ano do CEC\AAC gerava honorários para o seu antigo presidente, honorários esses que podem ser encontrados na tesouraria da AAC. Afirmava também que o CEC\AAC cobrava pela utilização do Mini Auditório Salgado Zenha, espaço concessionado pela DG\AAC à secção para que se conseguissem arranjar fontes de financiamento passíveis de dar uma melhoria nas obras do Mini Auditório.

Não me oponho portanto à obtenção de receitas próprias para arranjar aquilo que é comum.

Oponho-me sim aos actos que o CEC\AAC está a levar a cabo acerca da utilização do referido Mini-Auditório.

Vamos a factos:

1. O Mini Auditório Salgado Zenha, antes de mais é um espaço cuja pertença é da reitoria da UC, concessionada à DG\AAC e por sua vez sub-concessionada ao CEC\AAC para realização das suas actividades, não descurando por outro lado as necessidades de outras secções e órgãos da casa na sua utilização.

2. A realização dos plenários das secções culturais sempre aconteceu no Mini Auditório Salgado Zenha. Até que neste ano lectivo, o CEC\AAC alegou sempre ter o Mini Auditório reservado para as noites de plenário do Conselho Cultural, obrigando as restantes secções e Comissão Executiva a reunir numa sala sem condições algumas no terraço da AAC.

3. O CEC\AAC sempre adoptou uma postura de secção proprietária do Mini Auditório, cobrando o espaço a outras secções e órgãos da casa pela sua utilização algo que é profundamente imoral. Exceptuando o Fado (pela lógica do cachet dos seus grupos) nenhuma outra secção da casa cobra dinheiro pela utilização dos seus espaços, do seu pessoal ou do equipamento que dispõem.

4. O CEC\AAC, dada a reserva desde 1 de Janeiro do Mini Auditório durante todos os dias, já deveria até à data, ter reunido capital suficiente para realizar as obras de que tanto se queixam.

Como podemos ver a partir desta captura de ecrã feita a partir do meu computador minutos antes da escrita deste post, no site do CEC\AAC (onde é possível verificar a disponibilidade do Mini Auditório) conseguimos atingir que o Mini Auditório está disponível para praticamente todo o resto do ano, não havendo portanto motivo para o próximo plenário das secções não se realizar.

Ou será que as secções e a comissão executiva terão que pagar a utilização de um espaço que é seu para se reunirem em plenário?

O problema do Mini Auditório Salgado Zenha é apenas a ponta do iceberg das péssimas atitudes tomadas pela referida secção.

Escrevia eu no post acima linkado que existiam pessoas na direcção do CEC que recebiam honorários pelos serviços prestados nas actividades da secção. Transcrevendo:

“Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima.”

Pois bem.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que a ganância foi mais longe desta vez.

Como podemos ver na foto acima colocada, Tiago Santos, actual presidente do CEC escreveu no site dos Caminhos do Cinema de Português um artigo que visava a abertura de um concurso destinado aos estudantes da UC para a elaboração do cartaz oficial dos Caminhos.

Desde logo reparo num problema que reside no facto deste concurso desde logo não especificar um juri para avaliar os trabalhos recebidos.

Ironia das ironias prende-se com o facto do próprio PRESIDENTE TIAGO SANTOS TER GANHO O CONCURSO QUE CRIOU (perdõem-me as caps) E TER RECEBIDO NA TESOURARIA DA AAC UMA VERBA DE 300 EUROS.

Será que este comportamento é eticamente aceitável? A resposta dou-a de barato: Não!

Não fica por aqui, caro leitor.

Falamos de uma secção que transforma em dinheiro líquido (na questão das entradas e saídas de tesouraria) os patrocínios que entidades lhe dão a título de patrocínios às suas actividades, entradas essas que pertencem essencialmente a bebidas alcóolicas. Algo que também é eticamente condenável.

Dados estes problemas, não percebo qual é o motivo que leva o CEC a não comparecer no plenário do CC\AAC de hoje? Será que a ideia é a de retardar os trabalhos da revisão em curso para que estas situações continuem a perdurar?

Como irá actuar o Conselho Fiscal?

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f2 formação fotográfica – Uma Aula de Fotojornalismo

Data: 9 Junho
Local: Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC)
Horário: 14:30/18:30 H

Preço:
Estudantes e Desempregados € 25,00
Profissionais € 40,00
Sócios e colaboradores regulares da Secção de Fotografia AAC € 20,00

+ info e pedidos de fichas de inscrição: sfotografia.aac@gmail.com

Queria ser fotógrafo e estudei arquitectura. Depois de arquitecto não mais larguei a fotografia.

Queria ser fotojornalista para testemunhar e estar dentro da acção. Inspirava-me Henri Cartier-Bresson, o seu rigor formal, a atitude, a Leica em riste. O estilo.

Como fotojornalista tenho viajado longe e perto da vista.

Interessa-me sempre a aventura humana, o movimento e o desafio para o congelar e lhe poder dar um sentido, uma intenção.

Comecei no preto-e-branco a meter as mãos no hipossulfito de sódio e tenho no digital uma ferramenta amiga para trabalhar. Gosto de escrever e filmar. Ainda dei alguns passos no cinema mas o vídeo digital e a convergência com a fotografia são bons encontros.”

LUIZ CARVALHO
facebook.com/maisluizcarvalho

55 anos, nasceu em Lisboa. Arquitecto. (ESBAL 1979).
Fotojornalista no EXPRESSO desde 1989.
Professor da cadeira de Fotojornalismo na Universidade Autónoma durante dez anos.
Formador reconhecido pelo IEFP. Colaborador regular nos Cursos do Observatório de Imprensa.
Palestras várias sobre fotografia e jornalismo digital em Universidades e politécnicos.
Foi editor multimédia e de fotografia no Expresso.

Aos 17 anos já colaborava na revista Observador e em 1978 começou a colaborar com regularidade na Imprensa. Primeiro de Janeiro, O Jornal, Grande Reportagem, foram alguns dos títulos por onde passou.

Esteve ainda no início do Tal& Qual, onde fez a célebre foto da Dona Branca.

Foi correspondente da Sipa Press de Paris nos anos 80 e colaborou na AP de Lisboa. Fundou em 1985 a agência Scoop.

Foi admitido no curso de cinema do Conservatório de Lisboa, 1974, estudou design e concluiu arquitectura na ESBAL, 1979.

Expôs no Palácio da Ajuda, no Arquivo Municipal de Lisboa, no Palácio de La Reyna (Barcelona), no Museu de Arte Moderna de Paris, Biblioteca Almeida Garrett (Porto) e noutras galerias de arte.

Obras suas fizeram parte de uma exposição organizada por Lorenzo Melro sobre fotógrafos europeus (1982) onde figuravam Martin Parr da Magnum e José Rodrigues, Prémio Pessoa.

Publicou “Portugueses” e “ Lisboa e Lisboetas”.

Prémios:
Gazeta de fotojornalismo (1991)
Embaixada de Espanha (1998)
Visão, “Vida quotidiana” (2001)
Medalha de Ouro NH ( 2009)

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How Madchester put the E into enterprise zone…

Miranda Sawyer, The Guardian

In 1988 I moved to London to work at Smash Hits magazine, and one of the first things I had to do was create a map of Manchester for the magazine’s news pages. Dutifully, I put an X for where the Haçienda was, another for Dry Bar, also Eastern Bloc, the record shop co-owned by 808 State’s Martin Price. Arrows pointing down towards Moss Side, for A Guy Called Gerald, up to Salford for the Happy Mondays… I even marked the Midland, in Didsbury, a pub where a hot and messy house night called MVITA (Manchester Vibes in the Area) took place in one pitch-black room, while the other featured fringed lampshades and elderly couples sipping light ale.

And as Smash Hits‘ resident Mancunian (though I’m actually from Cheshire), I was sent to interview the Stone Roses and Happy Mondays. Both bands were great to talk to: friendly, funny, cheeky, like most people in Manchester. People in London, though, seemed scared of the place, talked about it as though it was really rough, like an English New York ghetto. When I told them that they would love the Haçienda, that it was brilliant, a fantastic club with amazing music and enough space for anyone and everyone to express themselves, they looked at me as though I were mad.

Of course, no one in Manchester cared what London thought. They never have, really. And in the late 80s, when ecstasy and acid house combined to pull in a crowd that finally filled the Haçienda’s vast warehouse space, got the place rocking so hard the sweat dripped off the underside of the balcony and made the walls wet and your head steam when you tipped out into the cool night air, Mancunians were having too much of a good time to notice that everyone else was staring.

Was that scene Madchester? Or was it the bands, the Roses, the Mondays and the rest, alternative rock bands with a loose groove, bass and drums melding in a funk that bridged the gap between white boy indie and the squelchy sounds of acid? What about other local artists, such as 808 State and A Guy Called Gerald, who actually made dance music, off-the-hook tracks such as “Cubik” and “Voodoo Ray” that drove the dancefloor crazy? Were they Madchester artists? Or just artists?

This summer sees the fully reformed Happy Mondays and the Stone Roses play again, the Roses gigs in particular threatening to give chunky men of a certain age a Proustian rush so strong you could mistake it for a heart murmur. This, despite the fact that both bands, even in their prime, were hit-and-miss live. Their inconsistency was part of their brilliance: you never knew quite what you’d get. Still, their albums, listened to in sober retrospect, are fantastic. The Roses’ eponymous 1989 debut is especially amazing, almost perfect: combining groove and guitar, tune and attitude, west coast dreaminess with north-west wit. But the underestimated Happy Mondays, whose outlaw personalities and anecdotes were always given preference over their music, also made some revolutionary sounds, referencing the swaggering madness, the suck-it-and-see of Sly and the Family Stone.

It was a Mondays release, 1989’s Madchester Rave On EP, that gave the scene a label, a hook for the world’s media. As usual, Factory records’ mouth-on-wheels Tony Wilson did his fantastic propaganda thing, going over to a US music conference to inform America that it was behind the times, that Manchester was where it was at, that it had swiped America’s best music from right under its nose, sold it back to them and it hadn’t even noticed. New York noticed Wilson, however, as well as Manchester’s bustling band scene, and Time magazine gave Madchester a front cover.

But, as is often the way, once a scene has a label, it fundamentally changes. The label limits what’s happening, deems some people in and some out, alerts the money-minded to the idea that there’s cash to be made, tells the mainstream that something’s happening that it should know about. And, just like that, the scene is invaded, changes, moves on, eventually dies.

And a scene as downright loopy as the Manchester acid house scene really defied a label. House music caused a sensation elsewhere in the country, of course, but in Manchester it had a focus. Down south, kids were forced to dance in fields; Manchester had a perfect, cool-as, ready-made venue in the Haçienda, owned by a band, New Order, who made one of the era’s best albums, Technique.

It also had a music scene small and healthy enough to foster band ambition, disused industrial warehouse spaces for any after-hours raves (the clubs shut at 2am) and a generation of adventurous kids. Kids who’d travelled around Europe, following football teams, or just because; whose taste in music was already open enough to take in the 13th Floor Elevators; who had their own sense of style, with its own, very particular rules; who ran around setting up parties, labels, bands, merchandising as well as having a laugh. All that, plus natural PR machines such as Tony Wilson, Shaun Ryder and Ian Brown, whose every utterance had journalists cheering.

And journalists were interested, of course, because something was definitely happening. On Fridays and Saturdays, then Wednesdays, when Hot started, there were queues of kids in painters’ jeans and sweatshirts, snaking round the corner from Whitworth Street back towards G-Mex, waiting to be let into the biggest, maddest youth club in the world. Just a few years before, in the mid-to-late 80s, the Haçienda was a different place, so cold you could never take your coat off, so empty you had the whole dancefloor to yourself. It staged gigs by Felt, local fashion shows hosted by Frank Sidebottom. Though we didn’t know it then, the club was waiting, biding its time until the right youth revolution, the right sounds could fill it. Acid house was that music; Madchester was the scene.

‘It was just a load of mad people, heads, faces, in the corner under the balcony. We didn’t really talk, we just didn’t stop dancing all night. The music was amazing.”

I’m talking to actress Jo Hartley of This Is England (and, soon, Ill Manors, Plan B’s new film) fame. She was 17 in 1989 and says that going to the Haçienda genuinely changed her life. “I’d been to nightclubs before, like Scandals, but you had to put on posh clothes and loads of hair lacquer, get yourself up like Anita Dobson, just to sit in a velvet booth and listen to Kylie Minogue.”

Hartley, from Chadderton, near Oldham, was taken to the Haçienda by her then boyfriend, and she couldn’t believe what it was like. Clothes were important, but in a different way (“I remember everyone wearing Levi’s with the red stripe inside”), the music was like nothing she’d ever heard and the madness, the chaos, the bedlam on the dancefloor felt like freedom.

“You could really let go, you connected with a lot of people,” she says. “It was a community that didn’t exist in other clubs. You’d come out and you’d feel amazing. And there were a lot of talented people involved; they just didn’t realise who they were at the time. Some of them are heroin addicts now, some of them are in prison, some are successful. But they were all cool. It changed my life, opened my head to people and possibilities.”

Gary Aspden, now a successful brand consultant working with labels such as Adidas and JD Sports, also credits the Haçienda with changing the way he was headed. Originally from Blackburn, he and some friends hosted parties there on a Saturday night after the Haçienda shut. “Parties for the people by the people,” he says now. They started small and got bigger, ended up in warehouses, but they were never about profit.

He remembers that with one of the first, there was money left over from the door. “So we sent a cheque to pay for 20 kids from Blackamoor special school in Blackburn to get riding lessons. It was in response to criticism from the local newspaper about people profiteering from acid house parties,” he says. “The headmaster of the school tore the cheque up and went in the local press saying, ‘We don’t want their money.’ I guess it was predictable. But still disappointing.”

That community attitude behind the Manchester acid house scene isn’t often remembered. Instead, the cartoon strip goes something like this: a bunch of scallies dressed in their fat uncle’s cast-offs took lots of drugs and danced themselves silly. Then gangsters moved in, Madchester became “Gunchester” and the “one love” vibe died. But, at least initially, there was more to the scene than that. As both Hartley and Aspden remember, it felt like a revolution, like the right people were winning, that everyone was taking their nights out – and so their lives – into their own hands. Both know several people who were into fighting at football who just gave it up; Aspden thinks that the Tories took credit for stopping 1980s hooliganism when in fact it was ecstasy and acid house. “Madchester got them dancing,” he says. “It might even have got some of them hugging, too. But we don’t dwell on that.”

Dave Haslam, Mancunian DJ and writer, sees the influence of Madchester in Manchester today. “Madchester was a chaotic, accidental, spontaneous burst of madness,” he says. “An adventure, that’s what I remember it as. No one controlled it, which meant that gangsters and corporate cowboys saw an opportunity. And once it was labelled, it kind of became about white boy indie bands, which made it more boring than it actually was. But you could say that the labelling had a value, in that it sent out a message that Manchester was being remade and that was a very important thing to say. Because in London, let alone New York and Paris, the view before then was that Manchester was post-industrial, everyone was unemployed, warehouses were lying empty, it was grim…”

The reputation that Madchester gave Manchester – that of a joyful, creative, sociable place of opportunity – has never left the city. Manchester is now all about going out. When I was young, footballers and their wannabeyourgirlfriends wouldn’t dream of going into town: too scruffy and glum. Now, the city centre is packed at weekends, students move there because of the nightlife and just along from where the Haçienda used to be is a line of bars that, as Shaun Ryder once said to me, “have the look of the Haçienda but the attitude of Rotters”.

The city has always boasted a forward-thinking, arts-oriented Labour council. That council, after the Haçienda had to be shut due to gangs muscling in and, especially, after an IRA bomb destroyed much of Manchester city centre in 1996, used the idea of Manchester as a social destination to reinvent the city. Now it has a world-beating arts festival, Manchester international festival, it has the BBC in Salford, it even managed to attract investment into Manchester City Football Club.

Perhaps it’s stretching an argument to say that without Madchester, there would be no Balotelli. Still, the silly, moody, ridiculously talented Italian (loved to pieces by everyone who works at City) wouldn’t fit in another British city. He’d be swallowed by London, squashed by everywhere else. In Manchester, they believe in craziness; they know that great things can come of it. Manchester’s contemporary spirit and excitement emerged from many things. One of which was the gathering together, in the late 80s, of thousands of mad heads, in a parallel universe, a musical playground, a dream of Adidas-shod utopia.

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15 anos da SOS Estudante

foto minha.

A SOS Estudante, secção cultural da AAC está de parabéns pois comemora 15 anos de existência.

15 anos a escutar os problemas da comunidade estudantil através da linha azul 808 200 204.

Para comemorar os 15 anos de existência, a Secção promoveu uma tertúlia onde mostrou um pouco da sua história, da sua actividade actual e da sua actividade do passado. Antigos e actuais presidentes e colaboradores apareceram à chamada e para além de mencionarem os problemas com que a Secção se deparou ao longo destes 15 anos, ainda partilharam algumas histórias interessantes.

Numa altura em que a crise económica afecta e muito a comunidade estudantil, a linha recebe cerca de 60 chamadas por mês, 80% das quais feitas por pessoas do sexo masculino.

Louvo-lhes a sagacidade, a atitude pedagógica e a abertura de espírito  para manterem tão importante e tão difícil missão em andamento. Não é fácil passar 5 horas diárias a atender chamadas e a dar apoio psicológico e emocional, a quem, em horas de solidão ou aperto, não tem uma mão amiga que ajude ou um conselho precioso.

Continuem malta!

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