Tag Archives: Língua Portuguesa

A falta de vergonha no seu expoente máximo

O CDS\PP aprovou no seu seio a candidatura de Avelino Ferreira Torres à Câmara do Marco de Canavezes.

Só me ocorrem 3 brevíssimas notas em jeito de comentário.

1. A falta de vergonha no seu expoente máximo.

2. Portas já está a tentar criar o seu caminho à margem do governo (já percebeu que o PSD vai cair tão baixo depois desta legislatura que o CDS\PP pode levar por tabela) e esta manobra com Avelino Ferreira Torres é apenas uma das várias manobras que o partido fará nas autárquicas para poder lavar a sua cara e controlar os locais onde a sua popularidade é mais alta. Falo dos distritos de Braga, Porto, Aveiro e Viana do Castelo.

3. O significado de dois termos da língua portuguesa:

3.1 Impunidade: s.f falta de castigo devido, estado de impunidade, tolerância de crimes ou desaforos, estado do que não é punido, dificuldade de exercício da justiça.

3.2 Populismo: adj. 2 g. s. 2 g. Diz-se pessoa amiga do povo. Estilo de governo onde um homem procura tornar-se um líder carismática aos olhos dos seus cidadão. Mobiliza massas e usa a máquina pública para se perpetuar no poder pela concessão de benefícios às classes baixas e médias, podendo efectivamente tais concessões não passarem de pura demagogia.

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catedrático no futebol e na língua portuguesa

jorge jesus

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Prémio D. Dinis

Sartre que era Sartre rejeitou o Nobel da Literatura e não foi por isso que a Academia Sueca extinguiu o prémio.

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Maria Teresa Horta recusa prémio D. Dinis das mãos de Passos Coelho

Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos – pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país.

Sempre fui uma mulher coerente; as minhas ideias e aquilo que eu faço têm uma coerência.

Sou uma mulher de esquerda, sempre fui, sempre lutei pela liberdade e pelos direitos dos trabalhadores.

O primeiro-ministro está determinado a destruir tudo aquilo que conquistámos com o 25 de Abril e as grandes vítimas têm sido até agora os trabalhadores, os assalariados, a juventude que ele manda emigrar calmamente, como se isso fosse natural.

O país está a entrar em níveis de pobreza quase idênticos aos das décadas de 1940 e 1950 e, na realidade, é ele [Passos Coelho], e o seu Governo, os grandes mentores e executores de tudo isto.

Não recuso o prémio que me enche de orgulho e satisfação, recuso recebê-lo das mãos do primeiro-ministro.
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papalvo

adj. e s.m. Parvo, pateta, boboca.
Indivíduo que se deixa enganar facilmente.

Sinónimos: cretino, lorpa, otário, tonto, pacóvio, parvo, pascácio, tonto, tanso.

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mentira (nunca confies numa mulher; ou num homem)

“-Talvez, Ann, talvez você tenha razão. Já não falta muito para fazer um ano que aqui cheguei: foi um ano muito duro, uma vida diferente de tudo aquilo a que estava habituado. E sem ninguém, ninguém rigorosamente, em quem confiar, com quem falar, com quem estar assim, como nós estamos agora, descontraidamente à conversa. A visita do João veio interromper isso, mas eu sei que é apenas um breve devaneio: dentro de alguns dias ele vai-se embora e tudo regressa ao normal. E o normal, Ann, é às vezes difícil de suportar.

– Eu sei, Luís, eu calculo que sim. Mas você sabe, ao menos, que pode contar sempre comigo e com o David. Nós gostamos sinceramente de si e temos falado várias vezes sobre a sua situação. Nós, ao menos, temo-nos um ao outro, mas você não tem ninguém. Estas noites, este terraço, devem ser muitas vezes duros de aguentar.

Luís Bernardo olhou-a: estava linda, quase irreal. Teve medo de que, se estendesse a mão para lhe tocar, ela desaparecesse. Resolveu experimentar:

– Ann, eu não duvido, por um instante que seja, da vossa amizade. Mas, como sabe, o David e eu temos missões diferentes e, se calhar, opostas. Talvez tenha de chegar o dia em que as nossas missões respectivas afastem a amizade que construímos de formaespontânea. Talvez me desse mais jeito, ou a cada um de nós, que afinal não nos tivéssemos tornado amigos: em caso de crise, tornaria as coisas mais fáceis.

– Pois é, vocês homens têm esse lado de conflito interior, que veneram. Por dever de consciência, suportam inimigos e abandonam amigos. Eu já vivi isso na pele, noutros tempos… Mas oiça, Luís, eu sou mulher, sou sua amiga e não vivo conflitos desses: no que depender de mim, eu não o abandonarei.

Ele quedou-se mudo, sem saber o que dizer. Nem sequer percebia bem o que ela lhe tinha querido dizer. Sentiu-se à toa, talvez do vinho e do cognac, da lua cheia, da devastadora beleza da sua pele, do seu peito, do seu cabelo, do seu olhar. Sentiu-se tonto e levantou-se para se encostar à balaustrada do terraço e respirar um pouco da brisa que vinha do mar e que o calor da noite não sufocava na passagem.”

Miguel Sousa Tavares in Equador, páginas 201 e 202.

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V.

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

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Exortação

Em nome do teu nome,
Que é viril,
E leal,
E limpo, na concisa brevidade
— Homem, lembra-te bem!
Sê viril,
E leal,
E limpo, na concisa condição.
Traz à compreensão
Todos os sentimentos recalcados
De que te sentes dono envergonhado;
Leva, dourado,
O sol da consciência
As íntimas funduras do teu ser,
Onde moram
Esses monstros que temes enfrentar.
Os leões da caverna só devoram
Quem os ouve rugir e se recusa a entrar,

Exortação

Miguel Torga, “Poemas Ibéricos”, 1965

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parlamentarices

Heloísa Apólonia questionou, e muito bem o primeiro ministro, acerca dos limites que eram consideráveis da “sua austeridade” para o povo português.

Mansinho, o primeiro-ministro respondeu: “os meus limites para estas medidas de austeridade são os limites da ética social”

Desmístifico os termos “ética” e “social” e de seguida passo a uni-los.

Segundo o dicionário da Porto Editora que possuo, ética é “o domínio da filosofia que procura determinar a finalidade da vida humana e os meios de a alcançar; a moral; a ciência da moral.

Já social, designa-se no mesmo como “pertencente ou respeitante à sociedade; sociável; referente a sociedade comercial ou industrial; diz-se dos problemas que visam à organização e à satisfação das necessidades dos indivíduos em sociedade; relações sociais; convivência.

Adequamos portanto as premissas ao todo.

As premissas que interessam para a afirmação do primeiro-ministro são “o domínio da filosofia que procura determinar a finalidade da vida humana e os meios de a alcançar” e “a moral” no caso do termo ética, e, “diz-se dos problemas que visam à organização e à satisfação das necessidades dos indivíduos em sociedade” no que resta ao termo “social”.

Se o limite da austeridade deste primeiro-ministro e do seu governo é o limite da ética social, pelas premissas com que me guio e pelas medidas ontem apresentadas, a sua ética está a caminhar por moldes errados, os problemas que visam as suas soluções não estão a ser resolvidos e muito menos estão a ser atendidas as satisfações das necessidades dos indíviduos na sociedade portuguesa.

Qual é afinal o limite?


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Acesso ao ensino superior 2011

Uma amiga, disse-me há pouco, que as médias de entrada do ensino superior diminuíram.

Respondi-lhe com tranquilidade que não obstante o facto por ela enunciado, creio que as médias dos alunos é que eram demasiado altas tendo em conta a relação com a qualidade dos mesmos. 

Não estou aqui para argumentar o típico cliché de “no meu tempo é que era difícil”. Não era difícil, mas era mais exigente. Outra geração de professores, creio. Os putos de hoje não são só armados em hipsters e em posers. São alunos de média 16, no mínimo. Chegam às universidades e pouco ou nada sabem. Mal ou bem, não sabem expor uma ideia, muitos não sabem articular uma frase e outros tantos nem sabem descodificar o que lhes é pedido num enunciado. Não comprovam a excelência e vivem numa redoma de clara mediocridade.

Algo está mal no ensino português. Ou são todos génios, ou toda essa genialidade da geração do conhecimento e da informação se esvai na passagem do secundário para o ensino superior.

Tenho a certeza que as novas gerações tem mais oportunidades para receber melhor formação, mais conhecimento e mais informação do que as condições que a minha geração alguma vez teve. Basta dar o exemplo do meu irmão. No 1º ciclo do ensino básico, para além de vários livros, tem direito a DVD´s interactivos, a CD´s com jogos vocacionados para uma melhor aprendizagem das matérias leccionadas e tem computadores, que por sinal foram suspensos pelo governo – no meu tempo, existiam três livros: um de matemática, um de língua portuguesa e um de estudo do meio. No meu tempo existia uma professora sem qualquer pachorra para repetir o ensino da tabuada. Se não sabes que 6×8 é 48 e não tens boa memória para trautear a cantiga, levas nas mãos com uma régua de madeira de 30 cm de comprimento e 5 de largura e pode ser que aprendas. Actualmente, um simples aluno do 1º ciclo na minha região, tem aulas extra-curriculares de Inglês, de música, de dança e até de religião e moral, caso os seus encarregados de educação o pretendam.

Para além disso, os miúdos tem jornais, televisão por cabo e internet para se manterem informados e para cultivarem gostos e hobbies. No meu tempo (falo do período pré-histórico antes da internet chegar a minha casa compreendido entre 1997 e 2003) ir à internet na escola durante míseros 10 minutos era o êxtase do dia. É certo que eramos mais felizes. Iamos usando mais aquilo que o estado nos colocava à disposição em matéria de conhecimento que era a Biblioteca Municipal. Iamos lendo muito mais do que aquilo que os adolescentes de hoje em dia lêem. Iamos aproveitando todos os fragmentos de informação que pescavamos por aqui e por ali para compreender os factos e a história do passado, o nosso presente e o futuro.

Não fomos alunos de média 16, tomando na generalidade. Mas poderíamos bem ter sido. Arrisco-me a dizer que o nosso medíocre 13 equivale a um 19 de hoje. Somos uma geração mais culta, mais informada e com melhor calíbre argumentativo. Isso não nos podem tirar.

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Incompetência

Fosso tapa fosso, dívida gera dívida.

É a genuína política orçamental Portuguesa. Fundos tapam derrapagens nas contas públicas, fundos tapam negociatas privilegiadas à banca.

Se no caso da Madeira, o continente manda 10, gastam-se 20. Em fogo de artifício e carnavais. Depois é ver o seu velhaco líder a desfilar vestido de pássaro exótico da Papua Nova-Guiné com o bombo na mão e justificar a sua bo(m)ba incompetência nos governos do continente.

Ainda há uns dias atrás ouvia as declarações na rádio de um alto responsável do Governo Regional dos Açores aquando da nova carga de impostos anunciada pelo primeiro-ministro, ministro das finanças Vitor Louçã Rabaça Gaspar (ou será Paul Rasmussen o primeiro-ministro e ministro das finanças deste país) afirmando que considera injusta esta nova carga tributária extraordinária sobre os açoreanos, visto que os Açores, como microeconomia empenhada na autosustentabilidade da ilha e na solidariedade com a economia do país está a cumprir os seus objectivos económicos assim como as verbas designadas no seu orçamento, não derrapando um cêntimo no seu erário. O mesmo responsável criticava o continente por não saber entender o termo lexical da palavra autonomia.

Se os Açoreanos tentam dar lições de léxico e semântica em língua portuguesa ao pobre (des)governo nacional, já para o Governo Regional Madeira, a autonomia assume-se de outra forma, forma essa que acaba sempre por ser declarada em folhas de coqueiros como “a gente aqui faz tudo à nossa maneira e não presta Cavaco às Silvas nem mede os Passos ao Coelho” – tais assumpções do próprio termo “autonomia” fazem com que o Coelho não preste Cavaco aos Passos maiores que as pernas nas contas do Governo Regional da Ilha “Autónoma”. 

O meu velhinho dicionário da Porto Editora ( 5ª edição de 1988; provavelmente esteja a precisar de um novo dicionário pois esta coisa do novo acordo ortográfico poderá ter modificado o significado de alguns termos e eu posso estar a cair no erro de estar desactualizado na língua portuguesa e consequentemente estar a escrever uma opinião errónea) diz-me que autonomia é a “faculdade que um país tem de se administrar por leis próprias; liberdade moral ou intelectual; independência; na moral de Kant é a liberdade da vontade racional que só obedece à lei por ela mesma legislada”.

Tirando as leis kantianas do caminho, posso concluir que a tarimba anunciada entre folhas de coqueiros e carnavais na marina do Funchal, vista pelo prisma da interpretação extensiva da primeira designação escrita neste dicionário cujos trabalhos foram dirigidos pelo Dr. Mário Júlio de Almeida Costa (honroso professor catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) não está totalmente errada. A “faculdade de um país tem de se administrar por leis próprias” pode levar a que os srs. do Governo Regional da madeira a tomem a legitimidade de administrar o seu território sem prestar contas ao continente. Tal interpretação não podia estar mais errada, visto que é uma região autónoma que não é independente dos dinheiros públicos que vêm do continente nem se poderá reger por mais do que a legitimação da própria lei do país, ou seja, a Constituição da República Portuguesa.

Autonomia, significaria neste caso a faculdade do arquipélago criar a sua própria riqueza e geri-la sem qualquer autorização de terceiros. Tal não se verifica, se bem que existem excepções previstas na lei e legitimidas pela lei que dão autorização à tomada de decisões económicas por parte dos órgãos governativos da ilha. Mas os fundos, esses continuarão a ter cunho do continente e o próprio governo regional, enquanto parte integrante dos órgãos de soberania do nosso país, terá sempre que prestar contas a Lisboa. Caso contrário, a “independência” enquanto país é o caminho que deve trilhar.

Daí que me meta um misto de profunda pena pelos pobres contribuíntes do continente e um profundo asco pela extensão da interpretação do termo autonomia, o facto de ter que ser alguém a pagar a incompetência do Governo Regional da Madeira. A autonomia remete-se à responsabilidade. Se o Governo Regional dos Açores assume ser responsável, o da Madeira assume-se como irresponsável perante o esforço financeiro que está a ser feito por todos os portugueses.

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Fernando Tordo – Tourada

“Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo…

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram asa canções.”

(Poema de José Carlos Ary dos Santos)

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Académica 3-3 Beira-Mar


Resumidamente, faço a minha observação sob o desenrolar deste Académica 3-3 Beira-Mar por tópicos:

Em primeiro lugar, faço do relato do jogo o relato que o Pedro Alcaide e o Zé Ribeiro nos deixaram no Beira-Mar 1922 e no Bancada Norte. Eu próprio não conseguiria exprimir tão bem aquilo que se passou dentro das 4 linhas.

Aproveito também para publicamente deixar o recado à futura direcção do Beira-Mar para a próxima época: contra a Académica, bilhetes a 1 euro para o pessoal de Coimbra com entrada barrada a todos aqueles que não se apresentem com uma camisola do Beira-Mar. Se vamos brincar no preço dos bilhetes, vamos brincar a sério desta vez.

Em segundo lugar, quero perguntar quem é a Mancha Negra? É alguma seita? É que a única mancha negra que conheço é a do petróleo que foi derramado no Golfo do México há uns meses atrás pela Exxon Mobil. Em Coimbra não há nenhuma mancha negra. Se existe, não se viram, não se ouviram…

Em terceiro lugar, quero agradecer publicamente ao Artur Cruz (presidente dos Auri-Negros), ao Nuno Quintaneiro Martins, a todos os Ultras e a todo o público que povoou aquele pedaço de bancada do Topo Sul e que não se calou durante 90 minutos. O esforço deles para que esta verdadeira Invasão fosse um sucesso foi inegável, altruísta e de um amor tremendo pelo clube.

Em quarto lugar, quero agradecer aos jogadores e equipa técnica por mais 90 minutos à beira-mar. A raça, a crença na vitória, o espírito de luta,  parece nunca acabar neste grupo, que a bom da verdade não merece o 8º lugar mas sim o 3º da Liga. Honram Aveiro, honram-nos a nós em todos os campos onde vão jogar esta época.

Em quinto lugar, gostaria de abrir o dicionário para vos dar o significado do apelido do árbitro: Gralha.

Segundo o dicionário de língua portuguesa que disponho aqui em casa, gralha significa “um passáro negro muito ruidoso um texto cheio de erros ortográficos ou no calão, o ataque a alguém que comete muitos erros deliberadamente”

Penso que está tudo explicado em relação ao Gralha (André), árbitro desta partida.

Talvez, os pais do referido senhor deveriam ter o apelido Graça, visto que o filho fez com que pela obra e graça do Sr. a Académica empatasse esta partida.

Aos fiscais de linha de André Gralha, só lhes posso recomendar uma ida ao Dr. Louceiro (atende nos HUC, em Águeda e em Aveiro)  para fazer um check-up rigoroso à visão pois não compreendo como é que em dois lances iguais conseguiram assinalar um golo e anular outro. Talvez o facto de ser o 4-3 (sim porque no final considero que o Beira ganhou 5-3) e de ser aos 89″ deverá ter influenciado a sua decisão.

Já agora, caso necessitem de óculos, vão ao presidente arguido apresentar a factura, visto que quem paga o jantar é sempre o aniversariante.

Em sexto lugar, tenho a referir como o futebol faz com que apareça gente burra na blogosfera. A tendência clubística exacerbada de alguns senhores que andam sempre ali pelos lados do Estádio Municipal de Coimbra torna-os acéfalos e impede-os de ver a bola com uma ponta de brio e verdade desportiva. O Administrador do Académica Sempre e um tal de Rui Rodrigues que comentou aqui no Record Online são o exemplo de pessoas cujas palas na cabeça os impedem de ver o futebol como ele é para além do Bairro Norton de Matos.

Em sétimo lugar e por último, como sou uma pessoa que preza o fairplay no futebol, lamento o acidente que aconteceu ao JP líder da tal mancha negra que hoje caiu ao festejar o golo da Briosa e partiu o cotovelo, desejando-lhe rápidas melhoras.

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Deturpação linguística?

” Twittar, Googlar, ebook, biocombustivel, parentalidade, audiolivro” entre outros 6 mil termos do “brasileirismo” e das culturas lusófonas como “lanchonete, café-da-manhã, brabeza ou morabeza, canimambo e palmeira-de-andim” são hoje palavras que fazem parte do Grande Dicionário da Língua Portuguesa. Aquele dicionário que venderá em toda a lusofonia, excepto no seio do povo que originou a língua Portuguesa.

Como se não bastasse o facto de nos obrigarem a escrever como os Brasileiros, ainda temos que dar de caras nos dicionários com termos que nunca disseram respeito à língua Portuguesa, como os termos vindos por exemplo do Crioulo Cabo-Verdiano que ainda não tem a sua escrita totalmente padronizada.

Quanto aos neologismos inseridos no Grande Dicionário, estes não passam de termos inventados pelas novas gerações, graças à evolução da World Wide Web e das novas invenções ao nível científico. Muito embora estes termos já sejam utilizados com alguma frequência nas conversas entre as pessoas das novas gerações, creio que no fim de contas, a Língua Portuguesa (como a conhecemos) sai completamente “enrabada” da situação.

Um povo teve a inteligência de criar uma língua que perdura durante séculos. Actualmente, esse povo parece estar completamente submetido “à linguagem utilizada” por aqueles que outrora foram educados segundo o nosso padrão linguístico.

O Novo Acordo Ortográfico – Uma ainda se tolera. Considero-me livre de escrever em Português da maneira que melhor sei, da maneira pela qual fui ensinado. Agora duas (inserção de novos neologismos bacocos) é algo ridículo que cada vez mais me cria surpresa…

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