Tag Archives: Centro de Estudos Cinematográficos da AAC

primeiro dava jeito; agora sou um pulha

O pessoal do Centro de Estudos Cinematográficos não gosta de mim.

Peço desculpa. Também não gosto de vocês.

 

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Engenharias Financeiras cinéfilas

Fruto de variadíssimas discussões ano após ano em sede de Conselho Cultural da AAC pelos mais variados problemas, coube à DG\AAC presidida por Ricardo Morgado dar o tiro de partida para a revisão de um dos mais burocráticos regulamentos existentes na casa: O Regulamento Interno das Secções Culturais.

Em primeiro lugar, e como por vezes existem vozes que afirmam que “o João Branco só serve para destruir” quero enaltecer a Ricardo Morgado e ao coordenador-geral da cultura Mário Gago a coragem de terem peremptoriamente afirmado que era necessário rever o Regulamento Interno das Secções, facto que a outros presidentes de anteriores mandatos parecia um assunto tabu.

No entanto, a revisão do dito regulamento ficou esta semana manchada com um acontecimento lamentável, digno de gente sem educação, sem espírito de abnegação perante os colegas para bem de todas as secções e sem respeito perante a Instituição que alberga as suas secções: a AAC.

A espinha dorsal dessas pessoas é decerto nestes dias mais maleável que uma esponja.

Tendo havido um Conselho Cultural no passado dia 6, onde se deram início aos trabalhos de revisão do dito Regulamento Interno, com a minha presença, o presidente Ricardo Morgado tentou, que a prossecução dos trabalhos tivesse um novo lance no passado domingo. Sem efeito, lançou-se a data de quarta-feira (13 de Junho) às 21 horas para a continuação dos trabalhos, data que foi concordada por todos os representantes de secções presentes.

Por norma, falando como interveniente no Conselho Cultural, a convocatória para o mesmo costuma ser enviada 2 ou 3 dias antes por email. O Regulamento Interno em vigor (que está a ser revisto) prevê no entanto que a convocatória seja enviada com uma semana de antecedência em relação à data estipulada para o Conselho Cultural. No entanto, neste caso, como em quase todos os plenários do Conselho Cultural, procura-se uma data que sirva os interesses de todas as secções para a realização do plenário seguinte, plenário que se realiza no referido dia com a concordância de todos os seus representantes. Facto que, aliás, aconteceu no plenário de dia 6 ao marcar o próximo plenário para dia 13, dada a urgência que foi pedida na revisão do Regulamento Interno.

Ontem, por motivos que devem ser considerados infelizes, o representante do Centro de Estudos Cinematográficos (o presidente Tiago Santos), representante que não fez chegar qualquer inconveniência em relação à data estabelecida no dito plenário de 6 de Junho, teve a afronta de conseguir adiar o plenário marcado, por razões pessoais (impossibilidade da sua presença como representante do CEC) com base no artigo 16º, alínea 3 do Conselho Cultural (apelando à violação de questões procedimentais por parte da Comissão Executiva do Conselho Cultural) o que desde já coloca num impasse algo a revisão do Regulamento Interno em xeque até ao final do ano lectivo.

Creio que o CEC\AAC deverá ter mais pessoas na sua direcção capazes de zelar pelos interesses da sua secção que não o seu presidente…

Como se o adiamento do plenário não fosse motivo suficiente, o CEC\AAC abriu uma queixa no Conselho Fiscal contra a Comissão Executiva do Conselho Cultural por incumprimento do artigo 16º alínea 3 do Regulamento Interno.

Também me parece que o Conselho Fiscal deverá preocupar-se em primeira instância com outros assuntos que emergem do seio da academia do que com tricas saídas de pessoas que por um lado concordam com tudo o que é dito e por outro lado, em jogos de bastidores, agem de forma desleal perante os colegas das outras secções.

Outro aspecto que me mete alguma confusão é o facto dos colegas das secções passarem tardes no edifício, cruzarem-se variadíssimas vezes nos corredores e não serem capazes de se comunicar senão por email. Haverá alguma coisa a esconder?

É de facto uma boa pergunta.

Decerto que se lembram (os leitores mais atentos deste blog) de um celeuma levantado por mim no Entre o Nada e o Infinito acerca das atitudes pouco deontológicas de alguns membros do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC.

Posso ser um pouco controverso enquanto pessoa, assumo que tenho um feitio difícil e por vezes considerado especial, mas, ao longo destes anos, a minha postura sempre se coadunou como uma postura digna, honrada, sincera e leal dentro do seio da Academia. Fruto da boa educação que recebi dos meus pais. Nunca me poupei nas palavras e quem me conhece sabe o quão inconveniente isso se pode tornar para as pessoas. Não será desta que me irei conter no léxico.

A 27 de Novembro de 2011, escrevia eu aqui no Entre o Nada e o Infinito, uma nota contra o comportamento muito pouco ortodoxo utilizado pelos actuais dirigentes do CEC\AAC.

Na altura, afirmava eu que a maior actividade do ano do CEC\AAC gerava honorários para o seu antigo presidente, honorários esses que podem ser encontrados na tesouraria da AAC. Afirmava também que o CEC\AAC cobrava pela utilização do Mini Auditório Salgado Zenha, espaço concessionado pela DG\AAC à secção para que se conseguissem arranjar fontes de financiamento passíveis de dar uma melhoria nas obras do Mini Auditório.

Não me oponho portanto à obtenção de receitas próprias para arranjar aquilo que é comum.

Oponho-me sim aos actos que o CEC\AAC está a levar a cabo acerca da utilização do referido Mini-Auditório.

Vamos a factos:

1. O Mini Auditório Salgado Zenha, antes de mais é um espaço cuja pertença é da reitoria da UC, concessionada à DG\AAC e por sua vez sub-concessionada ao CEC\AAC para realização das suas actividades, não descurando por outro lado as necessidades de outras secções e órgãos da casa na sua utilização.

2. A realização dos plenários das secções culturais sempre aconteceu no Mini Auditório Salgado Zenha. Até que neste ano lectivo, o CEC\AAC alegou sempre ter o Mini Auditório reservado para as noites de plenário do Conselho Cultural, obrigando as restantes secções e Comissão Executiva a reunir numa sala sem condições algumas no terraço da AAC.

3. O CEC\AAC sempre adoptou uma postura de secção proprietária do Mini Auditório, cobrando o espaço a outras secções e órgãos da casa pela sua utilização algo que é profundamente imoral. Exceptuando o Fado (pela lógica do cachet dos seus grupos) nenhuma outra secção da casa cobra dinheiro pela utilização dos seus espaços, do seu pessoal ou do equipamento que dispõem.

4. O CEC\AAC, dada a reserva desde 1 de Janeiro do Mini Auditório durante todos os dias, já deveria até à data, ter reunido capital suficiente para realizar as obras de que tanto se queixam.

Como podemos ver a partir desta captura de ecrã feita a partir do meu computador minutos antes da escrita deste post, no site do CEC\AAC (onde é possível verificar a disponibilidade do Mini Auditório) conseguimos atingir que o Mini Auditório está disponível para praticamente todo o resto do ano, não havendo portanto motivo para o próximo plenário das secções não se realizar.

Ou será que as secções e a comissão executiva terão que pagar a utilização de um espaço que é seu para se reunirem em plenário?

O problema do Mini Auditório Salgado Zenha é apenas a ponta do iceberg das péssimas atitudes tomadas pela referida secção.

Escrevia eu no post acima linkado que existiam pessoas na direcção do CEC que recebiam honorários pelos serviços prestados nas actividades da secção. Transcrevendo:

“Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima.”

Pois bem.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que a ganância foi mais longe desta vez.

Como podemos ver na foto acima colocada, Tiago Santos, actual presidente do CEC escreveu no site dos Caminhos do Cinema de Português um artigo que visava a abertura de um concurso destinado aos estudantes da UC para a elaboração do cartaz oficial dos Caminhos.

Desde logo reparo num problema que reside no facto deste concurso desde logo não especificar um juri para avaliar os trabalhos recebidos.

Ironia das ironias prende-se com o facto do próprio PRESIDENTE TIAGO SANTOS TER GANHO O CONCURSO QUE CRIOU (perdõem-me as caps) E TER RECEBIDO NA TESOURARIA DA AAC UMA VERBA DE 300 EUROS.

Será que este comportamento é eticamente aceitável? A resposta dou-a de barato: Não!

Não fica por aqui, caro leitor.

Falamos de uma secção que transforma em dinheiro líquido (na questão das entradas e saídas de tesouraria) os patrocínios que entidades lhe dão a título de patrocínios às suas actividades, entradas essas que pertencem essencialmente a bebidas alcóolicas. Algo que também é eticamente condenável.

Dados estes problemas, não percebo qual é o motivo que leva o CEC a não comparecer no plenário do CC\AAC de hoje? Será que a ideia é a de retardar os trabalhos da revisão em curso para que estas situações continuem a perdurar?

Como irá actuar o Conselho Fiscal?

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os esmifras

Ler aqui o comunicado do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC em relação à Gala António Luis Gomes.

Foi com algum gozo que assisti às trocas de palavras entre o presidente do CEC\AAC Tiago Santos e o representante das secções culturais na Comissão Executiva do Conselho Cultural da AAC António Miguel Arnaut.

Pela primeira vez, por mais que me custe admitir (continuo a reiterar publicamente que não lhe reconheço capacidades para exercer o cargo de super-coordenador da cultura na DG\AAC), o António Miguel Arnaut assumiu uma postura digna de paridade entre as Secções, e, perante o referido comunicado deu uma resposta que achei desde já muito positiva e muito elegante à missiva do CEC\AAC.

Vamos por partes:

1. Se bem me lembro, na gala de encerramento dos Caminhos do Cinema Português de 2010, Vitor Ferreira, na altura presidente do Centro de Estudos Cinematográficos, com António Miguel Arnaut na plateia, mostrou o seu descontentamento em relação ao festival, segundo palavras próprias “pela falta de condições que lhe eram dadas pela casa que alberga a referida Secção”.

2. Pegando no referido comunicado e no trecho que assim reza: “É inconcebível que a realização de um evento que pretende ser a consagração do trabalho desenvolvido pelas Secções Culturais da Associação Académica de Coimbra se concretize com base em ideias em avulso, falta de informação, onde imperam as vontades e favores, ou pelo menos a tentativa de calar as vozes incómodas da Academia”.

Fazendo a junção do ponto 1 ao ponto 2, inquiri alguns representantes de secções culturais acerca da reunião do Conselho Cultural de preparação da gala e de alguns acontecimentos que se passaram nessa reunião.
A reunião de preparação da gala António Luis Gomes foi longa. Durou algumas horas, na discussão do evento, da programação e dos prémios que seriam entregues. O Presidente do CEC, segundo os relatos, entrou a meio da reunião e afirmou que a secção não estava a marcar a sua presença “visto que o evento Caminhos do Cinema Português tinha mais preponderância que a gala” mas aproveitou a ocasião para perguntar à Comissão Executiva do Cultural se lhe emprestava 5 mil euros adiantados, valor que segundo o próprio era urgente para aplicar no evento, valor que foi desde logo atribuído por antecipação.
Desde logo, trilha-se aí uma falta de respeito perante uma gala que visa mostrar o trabalho realizado pelas secções culturais ao longo do ano.
Dado o avanço de capital, o presidente do CEC não se ficou por aí e tratou de tentar vender o “naming” de prémio ao Conselho Cultural no valor de 2 mil euros, proposta que veio a ser recusada. Esta para mim é nova: vender algo a uma casa que já financia a actividade. Vender algo a uma casa numa génese de “vender a própria mãe ao pai”.

Urge-me no entanto relembrar que no ano passado, o CEC\AAC recebeu uma verba relativa ao pagamento das bandas que iriam actuar nas after-parties, pagamento esse que posteriormente seria feito pelo Theatrix e cujo CEC tem no contrato estabelecido com o estabelecimento nocturno uma cópia dos valores dos pagamentos. Resumindo e concluíndo: alguém meteu dinheiro ao bolso.

Ainda sobre este posto, também é de relembrar ao presidente do CEC\AAC que o relatório de actividades da referida secção não apareceu a tempo da gala o que é de facto algo muito triste visto que a referida secção pouco ou nada faz mais durante o ano lectivo do que os Caminhos do Cinema Português.

3. No referido comunicado, Tiago Santos fala de falta de transparência.

Tenho também a comunicar que a falta de transparência é algo que não assiste ao Centro de Estudos Cinematográficos. Quero afirmar aqui publicamente, que 90% das pessoas que trabalham nas secções culturais trabalham pró-bono. Digo bem, 90%. Existe uma excepção: o CEC. Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima. E mais uma vez se denota que a referida secção também vive numa onda de profunda ingratidão perante a casa que a alberga e que lhe deu as condições para trabalhar.

Tudo isto não me leva a concluir apenas que a referida secção vive numa falta de transparência enorme. Vive numa onda de esmifrar o máximo de dinheiro possível, de forma descarada e sem olhar a quem, sem apresentar contas nem rei nem roque. Daí que dê inteira razão à posição assumida pelo António Miguel Arnaut.

4. Outra coisa que me faz espécie é o facto do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC continuar a ser a única secção que cobra às outras secções valores pela utilização do seu material e estar a preparar-se para tentar cobrar a utilização do Mini-auditório Salgado Zenha, que como todos sabemos está consignada como material destinado à promoção do seu trabalho mas, em todo o caso é pertença da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra e como tal é um bem que pode ser usufruído por todas as secções e organismos autónomos que assim o entenderem e requisitarem. 


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Caminhos do Cinema Português

O Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, apresenta hoje a nova edição dos Caminhos do Cinema Português.

Toda a info pode ser vista aqui.

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