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tristeza. meninos

Afinal de contas, a surpresa para o dia do estudante era este miserável documento de word (não lhe chamo texto sequer, muito menos comunicado, porque um comunicado deve ser agressivo e deve conter soluções que consigam penetrar a outrém uma mensagem que seja capaz de granjear abertura para a resolução de problemas) que não relata nada do que nós saibamos há bastante tempo, não ressalva nenhuma medida que possa servir de solução para os problemas da academia nem indica qualquer estratégia para o futuro.

A AAC, na sua nova área política, coordenada por uma pessoa (Leila Campos; sou frontal, directo, duro e pragmático) cuja inteligência, competência ou mérito não lhe reconheço para tais funções, e a paupérrima entrevista por si concedida para a última edição do Jornal A Cabra assim o manifesta, em que esta pseudo-dirigente de gabinete não só não apresenta uma única frase onde se possa sondar (nem nas entrelinhas) aquilo que pode ser feito por esta DG como afirma “querer criar posições consensuais dentro da Academia” (como aprovar moções sem as cumprir, o que é uma grave violação aos estatutos e aos princípios que sempre nortearam o funcionamento da instituição; quanto a esse ponto, melhor dizendo, quanto à minha moção, apresentada e aprovada a 12 de Março em AM, ainda não foi enviado o convite ao Ministro que estava inscrito no seu conteúdo e isso já motivou uma queixa minha a um membro da AM e nos próximos dias irá resultar em 3 queixas no fiscal contra DG, Ricardo Morgado e Leila Campos; porque se quiserem gozar vão gozar com os vossos avós) quando de facto está a recusar a participação da instituição em verdadeiras acções reivindicativas (essas sim, verdadeiras acções reivindicativas duras e sérias) para um dia tão importante e tão simbólico como o dia do estudante, para depois apresentar esta merda escrita em word que foi claramente escrita em cima do joelho de alguém. E eu sei de quem foi. Os responsáveis por este texto são Ricardo Morgado e Leila Campos. Ambos militantes da Juventude Social Democrata. São responsáveis pelo silêncio da AAC quanto a um texto que não tem origem cá mas numa cabeça pensante da Federação Académica do Porto com o silêncio destes seus dois amiguinhos de Coimbra. Porque duvido que a Mariana da Acção Social, pelo que conheço dela e pelo que já falamos sobre a AAC, deixasse uma coisa tão merdosa passar para o público.

Neste documento de word que não é digno da nossa realidade, há duas ressalvas às quais pretendo mexer:

a 1ª quando se lê: “uma comparticipação dos estudantes sob a forma de propina, consignada à melhoria da qualidade e à ação social, e a simultânea responsabilidade do Estado em garantir efetivamente que nenhum estudante é excluído do sistema de ensino superior pormotivos de carência económica!” – subentendo então que a actual DG\AAC, ao contrário do que prevê a CRP é a favor do pagamento de propinas e chama a 1000 euros “comparticipação” por um ensino de qualidade que a CRP obriga a ser tendencialmente gratuito. Se as propinas cobradas pela UC aos seus alunos tem um valor superior a 2 salários mínimos, não é uma comparticipação (é um encargo pesado para muitas famílias) e muito menos é o pagamento simbólico de um ensino “tendencialmente gratuito”.

a 2ª quando se lê: “É que, apesar de estarmos em “férias escolares”, as dificuldades não tiram férias!” – esta DG não está em férias escolares pelo que depreendo deste texto. está em férias desde que tomou posse!

Eu não gosto de criticar por criticar. Apresento soluções.Apresento acções de reivindicação a sério:

1. A minha moção no dia 17 de Abril como propus em Assembleia Magna.

2. Uma manifestação da Academia onde se convidem alunos, docentes, investigadores da UC a desfilar da Via Latina até à Ponta de Santa Clara (passando pela rua Oliveira Matos onde estão situados os SASUC) para protestar contra os cortes impostos no financiamento da Universidade de Coimbra, contra os cortes na Acção Social directa e indirecta e contra o regulamento de atribuição de bolsas de estudo no ensino superior, disponibilizando para o efeito uma informação detalhada sobre os graves entraves enunciados no dito regulamento que estão a fazer com que milhares de estudantes com um considerável grau de carência económica não possam continuar os seus estudos no ensino superior.

3. Reuniões urgentes em Coimbra ou em Lisboa com o Ministro da Educação\Secretário de estado do ensino superior\Primeiro-Ministro\Presidente da República para dizer “basta” e para dizer que os estudantes da Academia de Coimbra irão tomar medidas concretas para reivindicar os seus direitos.

4. O decreto de um luto académico pela actual situação da Academia de Coimbra.

5. Uma paralização grevista da Universidade de Coimbra por vários dias, convidando os docentes da Universidade de Coimbra a discutir o ensino superior e a situação do país com os alunos à porta das faculdades.

6. A criação de um fundo solidário para situações de emergência social para usufruto de estudantes carênciados excluídos do sistema de acção social escolar com a sua base constitutiva assente no valor que for cobrado à nova concessão dos bares da AAC e dos restantes estabelecimentos comerciais instalados no edifício da instituição.

Apresento estas 5 vias de reivindicação e a solução que vejo possível para ajudar a dirimir um dos problemas que nos aflige aqui. Não apresento na Direcção-Geral porque não confio na sua estrutura e tão pouco em alguns dos seus dirigentes. Não confio numa Direcção-Geral que não é capaz de fazer uma ruptura com as decisões tomadas em ENDA. Não confio numa Direcção-Geral da AAC que anda a reboque daquilo que a FAP acha que deve ser feito. Num confio numa DG\AAC que baixa constantemente as saias aos dirigentes da FAP em ENDA. Não confio em pessoas sem ideias, sem noção da realidade daqueles que representam e sem um mecanismo de acção para a resolução dos seus problemas.

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“em breve”

Disseram-me que “em breve” saberia do relatório de contas do ano civil 2012 da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

Por breve no dicionário tenho algo como:

adj m+f breve [‘brɛvə]

1 que dura pouco tempo

uma ligação breve
2 curto, resumido

um discurso breve

em breve
dentro de pouco tempo Espero ver-te em breve.

Não sei se é uma questão semântica ou se é burrice ou falta de intelecto dos pares da academia que me disseram tal coisa. Sei que o “em breve”, ou seja, em pouco tempo ou num curto\resumido período de tempo saberia do dito relatório de contas. Esse “em breve” já dura 17 dias…

O Conselho Fiscal que há 17 dias terminou funções ainda está a analisar o relatório de contas, enviado tarde e as más horas pelo antigo tesoureiro da Direcção-Geral Ricardo Bem-Haja. Não tolero o prazo de apreciação. O que é que está a ser escondido? Está a ser escondido que afinal a DG\AAC que findou não efectuou os cortes na despesa que alegadamente terá feito?  Está a ser escondido que a DG\AAC gastou ainda mais do que aquilo que tinha? Está a ser escondido que a DG\AAC tem um passivo a rondar o meio milhão de euros? Está a ser escondido que a AAC não só não tem um euro próprio como poderá passar o ano 2013 a pagar as dívidas contraídas nos últimos 5? Estará a ser escondido que as últimas DG\AAC esturraram de forma indiscriminada valores semelhantes a 12 milhões de euros nos últimos 5 anos sem aplicar um único cêntimo em gastos utéis para a comunidade estudantil? Pergunto novamente: o que é que está a ser escondido?

Não tenho paciência para jogos. Estes meninos são uns mentirosos, são uns habilidosos, são uns mercenários políticos e acima de tudo são coniventes com a situação de miséria à qual a AAC chegou. Não apresentam o relatório de contas porque tem medo. Tem medo que os seus eleitores descubram que são uma farsa. Tem medo de mostrar o erro. Então, como politiqueiros de segunda que é o que são, não apresentam o dito relatório de contas e esperam que a malta se esqueça do assunto para poderem continuar a fazer merda sem que ninguém lhes ponha travão. Não tenho mais rodeios. Há que os denunciar. Os seus nomes são Ricardo Morgado, Ricardo Bem-Haja, Francisco Guerra, Jorge Resende, João Pedro Saraiva, Rui Vasco, Gustavo Bonifácio, Anselmo Nunes e Ricardo Almeida.

É o último aviso da minha parte. Se na próxima semana não sair o relatório de contas, vou à Tesouraria da AAC buscar documentos, fotocopiá-los e mostrá-los eu próprio neste blog aos sócios da DG\AAC.

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assim nem dá gosto para ver

a fantástica equipa do Ricardo Morgado vai bater em mortos. isto é, se bater for o termo correcto. as outras listas não gostam de bater ou debater, gostam de invadir. não sou contra as invasões. penso que a situação grave que o nosso país atravessa já merecia uma invasão popular na Assembleia da República. no entanto sou contra aqueles que invadem e grafitam monumentos históricos que só assim por sinal estão catalogados para um prémio da humanidade que pode (já que os estudantes e a sua associação não fazem por isso) devolver um certo orgulho à Universidade. João Gabriel Silva já lhes disse: “querem falar comigo? eu estou aqui!” – mal habituados os meninos. o outro, de nome Fernando Jorge, de apelido Rama Seabra Santos, antigo tocador da Brigada Victor Jara (que ironia deliciosa!) nem sequer abria a porta para dialogar.

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Chega!

da declaração pública lida ontem pelos reitores de todas as universidades do país,

no caso particular da Universidade de Coimbra, confesso que em muitos anos não tinha assistido a um tamanho poder de mobilização. se bem que o gabinete de comunicação e imagem da reitoria voltou a falhar ao apenas enviar tolerância de ponto para todo o universo da UC na hora prevista para a leitura da declaração no dia anterior à mesma, facto que poderia ter arrastado ainda mais gente para o Teatro Académico Gil Vicente. se o referido gabinete tivesse enviado o email com maior antecedência, em vez de 2 ou 3 mil pessoas estou seguro que Coimbra caíria lá toda.

o Magnífico Reitor João Gabriel Silva, o meu reitor (explico o porquê aqui) voltou a soar o botão de alarme no que diz respeito à sobrevivência da instituição Universidade de Coimbra. não preciso de esmiuçar muito o seu recurso. João Gabriel Silva voltou a mencionar o básico: com uma menor dotação orçamental para a instituição, a UC está abaixo do limiar de sobrevivência e não tem recursos para fazer face às despesas estruturais, as despesas mais básicas como água, electricidade, gás. nem falo sequer das despesas orçamentais, pois está mais que visto que a situação irá fazer com que a UC possa efectivamente ter a necessidade de fechar portas entre Julho e Setembro do próximo ano para cortar na despesa, despedir funcionários ou reduzir-lhe os seus horários, despedir professores, encerrar ou encurtar a prestação de alguns serviços e fazer ainda mais cortes na acção social indirecta. isso irá traduzir-se obviamente, para muita pena do nosso reitor, na diminuição da qualidade de ensino, na diminuição das verbas consignadas a investigação, na diminuição da qualidade da acção social e sobretudo, em mais desemprego e mais abandonos no ensino superior. esta declaração não se tratou de um aviso. João Gabriel Silva já vem alertando desde há muitos meses para esta situação. trata-se da realidade: ou o governo volta atrás na sua decisão ou então a UC tem os dias contados.

ao discurso do reitor seguiu-se o discurso de Ricardo Morgado. um discurso em loop. mal preparado, mal lido e revelador da estratégia que paira neste momento em relação ao problema no nº1 da Padre António Vieira que é ABSOLUTAMENTE NENHUMA. (malta, se quiserem uma ajudinha…)

o próprio Ricardo Morgado, foi o maior derrotado da manhã de ontem. a mobilização do reitor com um simples mail no dia anterior derrotou qualquer mobilização que a AAC possa fazer. perdão, a mobilização é fácil. mas só se põe em marcha quando se interessa, ou seja, em dia de eleições.

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sobre os 125 anos da AAC

A Briosa está a morrer lentamente. Do trigo dourado que outrora foi vanguarda na luta por um Portugal mais evoluído, o 125º aniversário da AAC traz-me o axiológico pressentimento que não tardará muito até que só possamos colher o seu restolho.

A Associação Académica de Coimbra faz 125 anos a 3 de Novembro de 2012. Ao contrário daquele que tem sido o seu recente percurso, a instituição poderá orgulhar-se desta data olhando pela vitrine da história o seu percurso do passado. Costuma-se dizer que nem sempre de passado vive o homem e nem sempre de passado se vai construíndo a base que a sociedade necessita para encarar positivamente o futuro. Jamais puderei adequar esta máxima do senso comum à vida recente desta instituição. A sociedade é ela própria um conceito dinâmico, assente num determinado contexto histórico-social-cultural, contexto esse que é pautado por valores éticos e morais que estão susceptíveis ao desuso imediato, ou à troca por outros na regulação das relações humanas em virtude da inserção de novos valores vindos do pensamento multidiversificado e quasi caótico do homem. A instituição, como muleta de suporte da actividade humana (considere-se cultura tudo aquilo que é feito pelo homem) e como agremiação onde o homem deposita (na praxis) todo o conhecimento e skills que vai adquirindo ao longo da vida, para perecer no tempo, necessita também ela de refrescar valores que são partilhados e considerados vigentes por todos os seus membros e misturá-los com novos conhecimentos, valores e aptidões que vão emergindo no pensamento e na técnica destes.

125 anos é muito tempo. Tempo suficiente para caracterizar um sonho que nasceu pela vontade e pelo brio dos estudantes da Academia em terem uma instituição que se considerasse sua (estudantes cujo expoente máximo foi António Luiz Gomes, primeiro presidente da AAC), que perdurou no Estado Novo na vanguarda da luta intransigente por um país pautado por valores democráticos (em geral) e por um ensino superior universalista onde as condições de acesso pudessem ser iguais para todos os cidadãos (indiferentemente do seu estatuto social ou dos seus recursos financeiros), que alinhou na linha da frente pela defesa dos direitos dos estudantes da Universidade de Coimbra, e que, para orgulho de uns e desgosto de outros, participou de forma activa e incisiva na melhoria das condições existentes na Universidade de Coimbra, na cidade de Coimbra, na cultura e no desporto deste país.

No entanto, como referi no primeiro parágrafo deste humilde artigo de opinião, nem sempre de passado vive o homem. Aquele que olhar para o passado e não conseguir aceitar o seu presente será acusado de saudosista. Que me acusem de saudosismo: a AAC precisa de mergulhar no passado para se reencontrar com o seu objecto. A AAC precisa de voltar a ser o que foi.

Faço uma analepse na narrativa até ao ano de 1969.
“Mas a universidade é velha…”. O delicioso trocadinho que os estudantes faziam de um Estado que era tudo menos Novo lia-se num dos cartazes estacionados à frente das Matemáticas no dia 17 de Abril de 1969, dia em que Alberto Martins (então presidente da instituição) e alguns estudantes de Coimbra irrompiam pela sala Pedro Nunes, sita no referido departamento, para pedir a palavra ao Presidente da República Américo Tomás e ao então Ministro da Educação José Hermano Saraiva, em plena crise académica.
“Os estudantes de Coimbra pediam a palavra” quando a palavra lhes tinha sido negada e quando alguns dos seus colegas eram expulsos da universidade, detidos nos calaboços da prisão académica ou enviados para a morte na guerra em África por defenderem a ideia da construção de um ensino superior universal e a construção de um estado democrático, justo, moderno e solidário em contraposição à posição conservadora, servilista e teimosamente imperial que o Estado (que não era Novo) impunha pela coacção e pelo terror no nosso Portugal.

43 anos passaram desde esse dia. O país haveria de ver a luz do modernismo 5 anos mais tarde. Doce ilusão. Dos Cravos nasceriam espinhos minados pelos partidos políticos, pela alta finança e por uma mascarada elite que já reinava no período da ditadura, pela corrupção praticada nas mais altas esferas públicas e privadas pelos pseudo-barões da sociedade portuguesa. Os Mellos, os Somners, os Champalimauds e toda essa escória que um dia haverá de ficar com o país só para si quando nenhum recém-licenciado se predispuser a trabalhar para as suas empresas a troco de uma tigela de caldo verde e de um prato de sardinhas e batata a murro. Do feudalismo, cresceu uma democracia tosca no nosso país que não nos presentou muito mais do que escândalos, má-governação dos recursos e bens públicos, ignorância, mesquinhez, provincianismo bacoco, inveja social, cacique e banditismo de colarinho branco.

A própria AAC também ficou afectada com a revolução. Não tardou que também ela fosse minada pelas lutas entre juventudes partidárias, desejosas em fazer da AAC um “braço politizado” e uma via para o aumento de hegemonia dos seus partidos junto do eleitorado universitário. Chegar à Direcção-Geral da AAC não significou apenas para alguns dos seus presidentes o aumento do número de militantes do seu partido nesse ano mas também o uso da instituição como tubo de ensaio para a sua formação enquanto “político” e o trampolim ideal para que estes dessem o salto para as mais altas esferas políticas da Nação, não obstante do facto de estatutariamente estar bem implícito o pressuposto basilar de uma instituição que se pretende aversa a actividades e interesses político-partidários.

Do estudante para o estudante.

Deverá na minha opinião ser este o lema de uma Associação Académica de Coimbra limpa, transparente, séria e criteriosa na sua abordagem aos problemas que surjem da vida universitária coimbrã.

Sem cacique.

É sem dúvida um dos flagelos da instituição. Falando deste ano lectivo que passou, não posso deixar de mencionar (e salutar) as concorridas eleições que tivemos nos passados meses de Novembro e Dezembro. As listas comandadas por Ricardo Morgado e André Costa ombrearam até ao último segundo na defesa dos seus ideais para a instituição. Pena tenho que em ambos os lados, alguns ideais apenas surgissem como manobras populistas de caça ao voto exclusivas dos dias eleitorais Pena me faz o facto que tenho vindo a constatar ao longo do mandato desta Direcção-Geral: alguns dos ideais da lista vencedora caíram em saco roto a partir do dia em que esta tomou posse enquanto Direcção-Geral. Lamento que em ambos os lados, houvesse gente sem ideais. Lamento faço, que em ambos os lados, os ideais tivessem sido suplantados pela necessidade de um cacique que pudesse garantir votos quando o factor decisivo que deve garanti-los deverá ser exclusivamente a competência e idoneidade das pessoas que se candidatam e as ideias que são transportadas por estas para a instituição.
Não são as ideias que fazem as direcções-gerais mas o cacique. A imposição de estudantes vindos de juventudes político-partidárias nas listas. A imposição de outros nas mesmas de acordo com critérios de selecção que não primam pela competência, pela inteligência e pela responsabilidade, mas sim (desculpem-me os meus leitores por este termo pejurativo mas realístico) pelo cheiro a “teta do poder” e de outros tais pelo simples facto de ser considerarem os comandantes dos destinos da praxe coimbrã nos diversos cursos e por consequentemente os donos dos votos na faculdade. Ó colega, já votaste? – lá andam eles de caderninhos, tablets e telemóveis recheados de números telefónicos e contactos electrónicos de toda a malta do departamento, com o simples objectivo de maximizar o sacrosanto voto entre os seus em prol de objectivos individuais. Será que o altruísmo termina enquanto valor no nº1 da Padre António Vieira? A resposta, essa, dou-a de borla a quem pessoalmente me quiser perguntar.

Costumo dizer aos meus amigos que as pessoas importantes são importantes porque vivem do alimento da força que as menos importantes lhes dão de forma gratuita visto que não conseguem por a mão à consciência e raciocinar que se calhar tem mais argumentos teóricos, técnicos e pessoais que essas mesmas pessoas. Costumo também dizer que jamais compactuarei com este modus operandis porque sou um idealista e um idealista leva a sua ideia até ao fim, vença ou perca. A vida traz-nos muitas batalhas. A minha trouxe-me a batalha pela mudança. E pela mudança lutarei sempre de espinha direita, quando muitas vezes ao lado vejo outros ajoelharem-se perante alguém para obterem certos benefícios.
Tenho defendido que a AAC necessita, necessita muito, de alguém que tenha o carisma suficiente para não só terminar com a irresponsabilidade que tem pautado o seu dirigismo como para a devolver aos mais altos patamares de decisão dos assuntos que nos dizem respeito a nós estudantes da Universidade de Coimbra.
Manuel Alegre escrevia que “em tempos de servidão havia sempre alguém que resistia e dizia não” – é hora de termos um colectivo forte na AAC que diga não ao cacique, que diga não ao despesismo que é feito em telecomunicações, em viagens e e em manifestações que granjearam vitórias morais muito dúbias ao mesmo tempo que Lisboa faz cortes orçamentais que colocam em risco a sustentabilidade financeira do ensino superior e da universidade de coimbra em particular e limitam o acesso à universidade e a um futuro risonho a todos os jovens deste país. É preciso um líder e uma equipa que finalmente consiga fazer um levantamento digno do que falhou na transição para a Declaração de Bolonha e que sejam capazes de afirmar que Bolonha apenas deu uma nova roupa a maior parte dos Cursos da instituição. É preciso um colectivo que se consiga afirmar nos órgãos da tutela com vista à obtenção do verbo e do direito de escolha no que respeita a decisões acerca do ensino superior. É preciso um colectivo que trabalhe arduamente pela obtenção de uma acção social escolar justa e de qualidade. É preciso continuar a lutar pela cultura e pelo desporto da AAC que tanto prazer de execução dá a uns e tantas alegrias nos dá a todos.

No 125º aniversário da AAC temos uma Direcção-Geral cujo presidente Ricardo Morgado é esforçado e cuja equipa tem altos e baixos. Porém, na minha modesta opinião de representado, o trabalho do colectivo comandado por Ricardo Morgado não passa mesmo do grau de “esforçado”.
A ladaínha de campanha tornou-se decrépita no acto de chegada ao poder. As cantinas fecharam ao fim-de-semana e os estudante ocuparam simbolica e pacificamente as mesmas como forma de protesto em Março. Em Maio, as cantinas reabriram ao fim-de-semana mas em Junho, a nova Administradora dos SASUC decidiu fechar duas, sendo que uma delas não irá reabrir (Verdes) e outra corre o risco de obter o mesmo desfecho trágico (Grelhados).O número de bolsas diminuiu drasticamente com a entrada da lei 15\2011. O Presidente pavoneia-se à frente de camaras de televisão de cadeias televisivas generalistas nacionais como alguém que arranja emprego e estágios profissionais aos seus colegas, argumento deveras falacioso. O presidente responde à mesma televisão acerca dos casos de estudantes carenciados que tem que abandonar o ensino superior por falta de recursos tendo como pano de fundo a esplanada de um estabelecimento comercial que se colou à AAC com supercola 3 e cujos detalhes da sua relação com a Associação tem sido marcados por pontos algo dúbios. Em certos pelouros como a Política Educativa, a Intervenção Cívica, a Cultura, a Ligação aos Órgãos, as Relações Internacionais e as Relações Externas, o trabalho desenvolvido pelos seus super coordenadores e respectivas equipas é pior que nulo, equiparando-se na verdade a uma noite de Halloween: vêem-se muitos fantasmas vindos do passado que assombram e instalam o pânico. Pior que isso: a casa continua despesista e a cada ano que passa, aumentam as despesas e diminuem as reservas do tesouro, reservas essas que continuam muito dependentes daquilo que as festas académicas dão, reservas essas que só tenderão a diminuir caso a crise económica que se vive faça diminuir a aderência dos estudantes nessas mesmas festas.

Dito isto, quero que todos aqueles que leiam este artigo coloquem a mão na consciência e raciocinem a bem da instituição. Caso contrário, a AAC daqui a 25 anos poderá não estar “viva” para comemorar o seu 150º aniversário.

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passado de glória, presente de merda

É no visionamento disto que vou buscar forças para lutar pela Académica. Vejam. Vejam a glória do passado e comparem com a merda que é o presente. Rua Morgado. Na tua posição ter-me-ia demitido seguramente. Não tens mais margem para viver de espinha direita enquanto presidente da instituição.

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o facto de não postar sobre a DG\AAC não quer obrigatoriamente dizer que estou a dormir na forma

Na semana passada, tive a oportunidade de dizer a alguns colegas da direcção-geral que iria escrever um post a dar nota positiva ao trabalho desta nos primeiros anos de mandato. Palavra dita, não irei modificar significativamente a nota que irei pontuar neste post. No compto-geral, esta direcção geral merece um 10 em 20, estando dois furos acima da DG\AAC anterior ao nível de trabalho interno e 3 furos abaixo da garra da DG\AAC de 2010.

No entanto, existem factos que me intrigam e sobre os quais irei escrever.

1. Sobre o Presidente Ricardo Morgado.

Ricardo Morgado parece estar a viver um segundo erasmus. Ou melhor, parece ainda não ter acordado do “primeiro” para a realidade da instituição depois da sua passagem por Praga.

Se é certo que ao contrário de Eduardo Barroco de Melo, Ricardo Morgado tem aparentado (pelo menos) manter a unidade entre as suas tropas (mesmo perante a presença de cobras muito venenosas da academia em cargos de destaque) e tem feito os possíveis para que a sua equipa apresente trabalho (com alguns supercoordenadores, nem a lei da chibata faz com que trabalhem) também é certo que o actual presidente da DG\AAC tem algumas posturas e comportamentos que deixam a desejar:

1.1 A célebre entrevista à SIC onde Morgado afirmava que a AAC conseguia arranjar “empregos” e “estágios” a recém-licenciados. Uma profunda mentira que aprouve dizer à frente das camaras nacionais de televisão que não corresponde nem nunca correspondeu ao passado mais recente da instituição, apesar do facto desta possuir agora um gabinete de atendimento nas saídas profissionais.

1.2 A célebre entrevista à SIC onde Morgado falava de estudantes carenciados directamente do estabelecimento comercial da instituição, símbolo do consumismo que muitos estudantes das equações da nossa realidade não tem acesso. Muitos até, nem acesso financeiro a uma refeição equilibrada tem. No entanto, o presidente, do alto do seu cadeirão parece desconhecer essa realidade, até porque decerto nunca lhe deve ter faltado comida na mesa.

1.3 A inabilidade crassa que o presidente tem para por fim a remunerações que certos dirigentes associativos de secções culturais recebem pela realização de actividades nas mesmas. Facto que foi denunciado por este blog e cujo blogger perdeu a paciência ao ponto de por ventura ser obrigado a levar o assunto a Assembleia Magna, visto que DG\AAC e Conselho Fiscal não só não se mostraram interessados em resolver como parecem mais interessados em pactuar. E pagar.

1.4 A inabilidade crassa que Ricardo Morgado tem em recuperar aquilo que é devido à instituição, culpas que partilha com o seu boémio administrador. A Associação está morta em dívidas, e o seu presidente preferiu andar a lamber o rabinho a devedores durante semanas do que lhes pedir a cobrança das dívidas. O problema não reside apenas no facto da AAC ter dívidas gigantescas a pagar. Reside também no facto de ser uma instituição que parece mais dependente dos fundos que vem da queima das fitas (que este ano vai ser nenhum graças à desgraça que foi a queima das fitas cujo secretário-geral parece mais interessado em comezanas, beberetes e festivais de verão do que em realmente em trabalhar em prol da instituição que lhe paga o salário) e do facto de a DG\AAC não se poupar a despesas (ao nível de comunicações\transportes principalmente) quando os tempos advogam uma racionalização dos recursos que dispõe.

1.5 A falsa vitória da ocupação das cantinas, problemas aos quais, o presidente não parece ter soluções reais a apresentar para que tudo se mantenha conforme nesse dossier.

Must or must See:

2. A ocupação das cantinas no passado mês de Março trouxe uma falsa vitória. As cantinas reabriram aos fins de semana, mas em contrapartida, a nova administradora dos SASUC Regina Bento, apertada pelos cortes na instituição e pelo alto despesismo que apanhou dos anteriores administradores, decidiu encerrar as cantinas verdes e encerrar mais cedo outras dos serviços sociais como os grelhados, cantina onde se via a olhos vistos uma maior racionalização das quantidades dos pratos e que, ou muito me engano, fechará definitivamente no próximo ano lectivo, perante um olhar impávido dos representantes dos energúmenos estudantes da UC, perdão, da comunidade estudantil que elegeu Ricardo Morgado como presidente.

Mas, não deixo de observar de forma inquietante um fenómeno que se verificou e cujos resultados estão a ser, no mínimo opacos.

Aquando do fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo, assistiram-se (principalmente nas redes sociais) a uma multi-diversidade de protestos individuais contra o fecho das mesmas. Meses depois, as cantinas reabriram, num esforço financeiro que pesa aos SASUC e de que maneira. Tenho almoçado e jantado nas cantinas ao fim-de-semana desde então e tenho reparado que os SASUC não servem mais de 60 refeições por período. Onde é que estão portanto, aqueles indignadinhos de merda que justificavam a abertura das salas por questões económicas e por não terem onde almoçar uma refeição saudável ao fim-de-semana? Desapareceram? Calaram-se? Era só tesão de mijo? Criticavam o fecho porque queriam ser bem vistos para terem um lugar na DG\AAC?

Vou mais longe ao afirmar que é graças a este tipo de pessoas que qualquer dia, não havendo rentabilidade na abertura das cantinas ao fim-de-semana por falta de utilizadores, estas irão fechar definitivamente.

3. Quanto ao administrador desta DG\AAC João Seixas

3.1 Inabilidade na cobrança de dívidas à instituição. “Se não os podes vencer, junta-te a eles” foi o leitmotiv expresso da actuação de Seixas enquanto administrador da casa. Com todo o respeito pelo Seixas, que é uma pessoa da qual até gosto bastante, considero que já não apresenta condições para se manter como administrador da casa. Até porque esta apresenta condições de visível degradação (o quadro elétrico) e foi palco de situações (navalhadas, assaltos, vandalismo, destruição de material de secções e organismos autónomos) às quais a administração e Conselho Fiscal passaram vistas grossas, não abrindo sequer processos de investigação aos actos.

Relembramos que foi desta administração a portentosa ideia de decreto acerca das condições de entrada no edifício. Apesar de Seixas ter obrigado a segurança paga pela AAC a pedir cartão de entrada no edifício, a medida durou apenas algumas semanas, tendo a administração cedido a interesses económicos dentro do espaço num piscar de olhos. Qualquer cabecinha pensadora, conseguirá ligar os elos que aqui deixei e que justificam um comportamento cobardio quanto a certas situações.

Para fechar a parte da administração, um louvor ao coordenador-geral Jonathan Torres.

Não por ter a paciência de louvar de apanhar com a minha ira quase todas as semanas. Mas, pelo facto de ser um bom miúdo, presente, honesto e trabalhador. Não há dia em que não veja o Jonathan para trás e para a frente no edifício. Arrisco-me a dizer que o administrador desta DG chama-se Jonathan Torres e decerto, tenha em crença que este recém-licenciado levará muita experiência da AAC para a sua actividade profissional.

4. Voltamos ao problema das cantinas.

4.1 A malta da DG (ou pelo menos uns tipos de cara enfadonha e enfastiada que por lá andam e que fazem questão de mostrar o quão enfastiados são quando se cruzam comigo) pensa que o João Branco só serve para arrasar. Pensa mal.

4.2 Numa conversa que tive oportunidade de ter com o Francisco Leal (um dos vices-presidentes) dei uma solução espectacular para a AAC e para a reutilização das recentemente encerradas Cantinas Verdes.

Dizia eu ao Leal que a AAC poderia resolver os seus problemas com uma parte do edifício e ainda poderia rentabilizar as Verdes através de uma mudança que comportava a passagem da sala de estudo da instituição para as Verdes (edifício que daqui a uns anos poderá tornar-se devoluto, até porque não prevejo que os SASUC\UC queiram fazer algo daquilo) e a cedência da sala de estudo a tempo permanente para a Queima das Fitas, que, para trabalhar, dispõe de uma sala minúscula e utiliza a sala do CIAAC, de modo a que a queima tivesse um local grande e arejado para trabalhar e não tivesse que incomodar os utilizadores da sala de estudo nas semanas anteriores à queima, privando-os do seu lugar de estudo, para venda antecipada dos bilhetes do evento. Nas Verdes, a AAC, podia inclusive protocolar com os SASUC um contrato de exploração do BAR existente à entrada do edifício, em regime de exploração dos SASUC para criação de receitas próprias, de exploração da AAC para objectivo similar ou até partilhada.

É portanto uma questão dos meninos colocarem as bundas para fora do gabinete e irem bater nas portinhas que são proprietárias do espaço com esta ideia. Um não terão como garantia. Mas, como o meu pai sempre me disse, mais vale tentar do que ficar impávido e sereno à espera que aquilo que nunca virá (sem trabalho e persistência) nos venha cair no colo de mão beijada.

5. Vice-presidentes.

José Amável – Bom moço que representa a AAC nos funerais.

Samuel Vilela – Dispensa apresentações neste blog. O “competente” no trabalho que não se vê. O estratega de manobras de bastidores, porcas, sujas e más.

Pedro Tiago – Tacho.

Francisco Leal – Tacho, parte II. Ou melhor, tacho a dobrar.

6. Super coordenadorias.

6.1 Acção Social – A Rita Andrade é uma máquina de trabalho. Melhor dizendo: é a única máquina de trabalho em tantos super-coordenadores, se bem que grande parte desta classe de espécies, é escolhida em virtude de votos nos seus cursos e não naquilo que valem, até porque alguns deles, como eu costumo dizer, “não valem merda nenhuma”.

Projecto Lado a Lado, acções de sensibilização sobre o estado da Acção Social, reuniões com bolseiros, residentes universitários e repúblicos, ocupação das cantinas em prol de uma melhor Acção Social, pressão e diálogo junto dos SASUC para resolução de problemas relativos a bolseiros, abertura do GAPE para ajuda a candidaturas a bolsas e ao FASEUC fazem parte de um mandato que considero brilhante.

Um trabalho com superior quantidade e qualidade em relação ao tutelário da mesma pasta da “época” transacta. Não é por nada, mas fazer melhor que o Francisco Guerra não é difícil. Até eu, a dormir, faço mais trabalho que o Guerra acordado e desperto.

6.2 Pedagogia – Letícia Gomes e Leila tem feito um trabalho bastante satisfatório, com foco nas Jornadas Pedagógicas e na complementaridade de informação da actualidade pedagógica da UC e do Ensino Superior. No entanto, dou-lhes uma de borla: e que tal fazerem um levantamento público de atropelos pedagógicos que tem existido nas faculdades para numa 2ª fase encetar um diálogo na resolução destes com os Conselhos Pedagógicos e Directivos das mesmas?

6.3 GAPE – Um razoável trabalho que é manchado apenas pelo facto do desconhecimento da sua existência entre a comunidade estudantil e pelo estigma da vergonha que muitos tem em contar os problemas das suas vidas.

6.4 Saídas profissionais – O jovem em questão (Joel Gomes) não é perfeito mas pelo menos esforça-se.

6.4 Relações Internacionais, Externas, Política Educativa, Ligação aos órgãos – Tudo no mesmo saco roto. Inexistentes. Com uma falta de qualidade e de brio evidente.

O primeiro (Jorgito) é uma das pessoas às quais me interrogo como é que foi parar a uma Direcção-Geral?

A segunda (Mariana Mesquita) está a anos-luz da sua antecessora Mónica Batista. E nem a UV 2012 irá salvar um mandato vazio.

O terceiro (Tiago Martins) está agregado a um pelouro, onde os falsos experts da modalidade dizem que é preciso fazer muito trabalho de gabinete. Não poderia discordar mais, pois cada vez considero este pelouro o mais importante entre os existentes, pela necessidade que existe de discutir e repensar assuntos como RJIES, Bolonha (assuntos cuja aplicação no ensino superior português foi tosca) nas esferas a que compete a sua observação. Tiago Martins tem muitas ideias, é um bom moço, mas está cada vez mais enterrado no gabinete.

O quarto (Filipe Luz) deveria dirigir um pelouro chamado “desliga-te dos órgãos” tal é o deslocamento que parece ter dos órgãos em que deveria conquistar vitórias institucionais.

6.5 Desporto e Desporto Universitário, Núcleos, Intervenção Cívica e Comunicação e Imagem –

Desporto e Desporto Universitário – Nada a apontar. Anos difíceis (a nível financeiro) depois de anos gloriosos tornam o trabalho muito difícil.

Núcleos – Um bom trabalho, pelo que sei.

Comunicação e Imagem – Altamente profissional.

Intervenção Cívica – Ana Rita Mouro até poderá ser uma excelente pessoa, mas está muito longe ao nível de trabalho da sua antecessora e de Patrícia Damas (DG 2010)

6.6 Cultura – Um super coordenador (Mário Gago) incapaz de estabelecer uma relação permanente com as secções culturais da casa, expert e participante em jogos de moscambilha e golpes palacianos nas esferas que concernem às secções e sem trabalho de iniciativa própria de pelouro, exceptuando uns miseráveis “25 anos da Morte de Zeca Afonso” que poderiam ter sido melhor comemorados caso não “se tivesse armado ao pingarelho” com as secções culturais.

Partilha de responsabilidades com o seu presidente nas fraudes que são cometidas pelos referidos dirigentes associativos remunerados.

6.7 Tesouraria – Aprender como olhar para um cofre vazio tendo contas para pagar.

7 –  Conselho Fiscal

O trabalho de Francisco Guerra e seus pares pode-se considerar lastimável. Falta tudo: respeito, consideração, observação e consequente aplicação de deveres estatutários que competem ao órgão, interesse, mentalidade e até brio.

8- Assembleia Magna

Apesar de ter sido expulso de uma magna depois de uma votação a uma moção aldrabada por Rui Santos e seus pares, e depois de os ter mandado para o caralho porque de facto mereciam ir pró caralho naquela noite, é de elogiar uma inovação nunca antes feita neste órgão: o Regimento Interno.

E por hoje é tudo.

P.S – falta-me a Sara São Miguel. Creio que finalmente a AAC tem uma assessora de imprensa como deve ser. Acho que isto diz tudo.

E falta-me também mencionar o Paulo Ferreira, que, está sempre presente na Direcção-Geral e trabalha bastante bem.

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Engenharias Financeiras cinéfilas

Fruto de variadíssimas discussões ano após ano em sede de Conselho Cultural da AAC pelos mais variados problemas, coube à DG\AAC presidida por Ricardo Morgado dar o tiro de partida para a revisão de um dos mais burocráticos regulamentos existentes na casa: O Regulamento Interno das Secções Culturais.

Em primeiro lugar, e como por vezes existem vozes que afirmam que “o João Branco só serve para destruir” quero enaltecer a Ricardo Morgado e ao coordenador-geral da cultura Mário Gago a coragem de terem peremptoriamente afirmado que era necessário rever o Regulamento Interno das Secções, facto que a outros presidentes de anteriores mandatos parecia um assunto tabu.

No entanto, a revisão do dito regulamento ficou esta semana manchada com um acontecimento lamentável, digno de gente sem educação, sem espírito de abnegação perante os colegas para bem de todas as secções e sem respeito perante a Instituição que alberga as suas secções: a AAC.

A espinha dorsal dessas pessoas é decerto nestes dias mais maleável que uma esponja.

Tendo havido um Conselho Cultural no passado dia 6, onde se deram início aos trabalhos de revisão do dito Regulamento Interno, com a minha presença, o presidente Ricardo Morgado tentou, que a prossecução dos trabalhos tivesse um novo lance no passado domingo. Sem efeito, lançou-se a data de quarta-feira (13 de Junho) às 21 horas para a continuação dos trabalhos, data que foi concordada por todos os representantes de secções presentes.

Por norma, falando como interveniente no Conselho Cultural, a convocatória para o mesmo costuma ser enviada 2 ou 3 dias antes por email. O Regulamento Interno em vigor (que está a ser revisto) prevê no entanto que a convocatória seja enviada com uma semana de antecedência em relação à data estipulada para o Conselho Cultural. No entanto, neste caso, como em quase todos os plenários do Conselho Cultural, procura-se uma data que sirva os interesses de todas as secções para a realização do plenário seguinte, plenário que se realiza no referido dia com a concordância de todos os seus representantes. Facto que, aliás, aconteceu no plenário de dia 6 ao marcar o próximo plenário para dia 13, dada a urgência que foi pedida na revisão do Regulamento Interno.

Ontem, por motivos que devem ser considerados infelizes, o representante do Centro de Estudos Cinematográficos (o presidente Tiago Santos), representante que não fez chegar qualquer inconveniência em relação à data estabelecida no dito plenário de 6 de Junho, teve a afronta de conseguir adiar o plenário marcado, por razões pessoais (impossibilidade da sua presença como representante do CEC) com base no artigo 16º, alínea 3 do Conselho Cultural (apelando à violação de questões procedimentais por parte da Comissão Executiva do Conselho Cultural) o que desde já coloca num impasse algo a revisão do Regulamento Interno em xeque até ao final do ano lectivo.

Creio que o CEC\AAC deverá ter mais pessoas na sua direcção capazes de zelar pelos interesses da sua secção que não o seu presidente…

Como se o adiamento do plenário não fosse motivo suficiente, o CEC\AAC abriu uma queixa no Conselho Fiscal contra a Comissão Executiva do Conselho Cultural por incumprimento do artigo 16º alínea 3 do Regulamento Interno.

Também me parece que o Conselho Fiscal deverá preocupar-se em primeira instância com outros assuntos que emergem do seio da academia do que com tricas saídas de pessoas que por um lado concordam com tudo o que é dito e por outro lado, em jogos de bastidores, agem de forma desleal perante os colegas das outras secções.

Outro aspecto que me mete alguma confusão é o facto dos colegas das secções passarem tardes no edifício, cruzarem-se variadíssimas vezes nos corredores e não serem capazes de se comunicar senão por email. Haverá alguma coisa a esconder?

É de facto uma boa pergunta.

Decerto que se lembram (os leitores mais atentos deste blog) de um celeuma levantado por mim no Entre o Nada e o Infinito acerca das atitudes pouco deontológicas de alguns membros do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC.

Posso ser um pouco controverso enquanto pessoa, assumo que tenho um feitio difícil e por vezes considerado especial, mas, ao longo destes anos, a minha postura sempre se coadunou como uma postura digna, honrada, sincera e leal dentro do seio da Academia. Fruto da boa educação que recebi dos meus pais. Nunca me poupei nas palavras e quem me conhece sabe o quão inconveniente isso se pode tornar para as pessoas. Não será desta que me irei conter no léxico.

A 27 de Novembro de 2011, escrevia eu aqui no Entre o Nada e o Infinito, uma nota contra o comportamento muito pouco ortodoxo utilizado pelos actuais dirigentes do CEC\AAC.

Na altura, afirmava eu que a maior actividade do ano do CEC\AAC gerava honorários para o seu antigo presidente, honorários esses que podem ser encontrados na tesouraria da AAC. Afirmava também que o CEC\AAC cobrava pela utilização do Mini Auditório Salgado Zenha, espaço concessionado pela DG\AAC à secção para que se conseguissem arranjar fontes de financiamento passíveis de dar uma melhoria nas obras do Mini Auditório.

Não me oponho portanto à obtenção de receitas próprias para arranjar aquilo que é comum.

Oponho-me sim aos actos que o CEC\AAC está a levar a cabo acerca da utilização do referido Mini-Auditório.

Vamos a factos:

1. O Mini Auditório Salgado Zenha, antes de mais é um espaço cuja pertença é da reitoria da UC, concessionada à DG\AAC e por sua vez sub-concessionada ao CEC\AAC para realização das suas actividades, não descurando por outro lado as necessidades de outras secções e órgãos da casa na sua utilização.

2. A realização dos plenários das secções culturais sempre aconteceu no Mini Auditório Salgado Zenha. Até que neste ano lectivo, o CEC\AAC alegou sempre ter o Mini Auditório reservado para as noites de plenário do Conselho Cultural, obrigando as restantes secções e Comissão Executiva a reunir numa sala sem condições algumas no terraço da AAC.

3. O CEC\AAC sempre adoptou uma postura de secção proprietária do Mini Auditório, cobrando o espaço a outras secções e órgãos da casa pela sua utilização algo que é profundamente imoral. Exceptuando o Fado (pela lógica do cachet dos seus grupos) nenhuma outra secção da casa cobra dinheiro pela utilização dos seus espaços, do seu pessoal ou do equipamento que dispõem.

4. O CEC\AAC, dada a reserva desde 1 de Janeiro do Mini Auditório durante todos os dias, já deveria até à data, ter reunido capital suficiente para realizar as obras de que tanto se queixam.

Como podemos ver a partir desta captura de ecrã feita a partir do meu computador minutos antes da escrita deste post, no site do CEC\AAC (onde é possível verificar a disponibilidade do Mini Auditório) conseguimos atingir que o Mini Auditório está disponível para praticamente todo o resto do ano, não havendo portanto motivo para o próximo plenário das secções não se realizar.

Ou será que as secções e a comissão executiva terão que pagar a utilização de um espaço que é seu para se reunirem em plenário?

O problema do Mini Auditório Salgado Zenha é apenas a ponta do iceberg das péssimas atitudes tomadas pela referida secção.

Escrevia eu no post acima linkado que existiam pessoas na direcção do CEC que recebiam honorários pelos serviços prestados nas actividades da secção. Transcrevendo:

“Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima.”

Pois bem.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que a ganância foi mais longe desta vez.

Como podemos ver na foto acima colocada, Tiago Santos, actual presidente do CEC escreveu no site dos Caminhos do Cinema de Português um artigo que visava a abertura de um concurso destinado aos estudantes da UC para a elaboração do cartaz oficial dos Caminhos.

Desde logo reparo num problema que reside no facto deste concurso desde logo não especificar um juri para avaliar os trabalhos recebidos.

Ironia das ironias prende-se com o facto do próprio PRESIDENTE TIAGO SANTOS TER GANHO O CONCURSO QUE CRIOU (perdõem-me as caps) E TER RECEBIDO NA TESOURARIA DA AAC UMA VERBA DE 300 EUROS.

Será que este comportamento é eticamente aceitável? A resposta dou-a de barato: Não!

Não fica por aqui, caro leitor.

Falamos de uma secção que transforma em dinheiro líquido (na questão das entradas e saídas de tesouraria) os patrocínios que entidades lhe dão a título de patrocínios às suas actividades, entradas essas que pertencem essencialmente a bebidas alcóolicas. Algo que também é eticamente condenável.

Dados estes problemas, não percebo qual é o motivo que leva o CEC a não comparecer no plenário do CC\AAC de hoje? Será que a ideia é a de retardar os trabalhos da revisão em curso para que estas situações continuem a perdurar?

Como irá actuar o Conselho Fiscal?

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Cala a boca Morgado

Mais do mesmo.

A crueldade deste governo em relação aos jovens.

Ricardo Morgado está de parabéns. Parcialmente. O forcing que esta Direcção-Geral (em conjunto com os estudantes que ocuparam as cantinas em Março) fez para a reabertura das mesmas ao fim-de-semana deu resultados. Por outro lado, os SASUC vão riscar mais duas cantinas do mapa. No entanto, considero ser melhor a reabertura dos serviços mínimos ao fim-de-semana do que o fecho de duas à semana.

Por outro lado, Ricardo Morgado deveria estar calado.

Ainda estou para ver o megaplano para a Acção Social que Morgado e a coordenadora Rita Andrade tanto falam. Surpreendam-me. Até lá Morgado, está caladinho que estás bem. É vergonhoso ver o presidente da AAC a discursar a partir dos jardins da AAC com o bar como pano de fundo. Irónico, no mínimo. E depois é ver a Direcção-Geral inteira no BAR, representando um quadro negativo em relação ao que se pretendia justificar: as carências económicas de centenas de estudantes da UC.

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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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Falsas carências

A SIC Notícias veio a Coimbra fazer uma reportagem à AAC para aferir as carências pelas quais passam alguns estudantes de coimbra.

Atrevo-me a ter que escrever algumas notas depois daquilo que depreendi da peça em causa:

1. “Angariam-se fundos para arranjar as residências de estudantes” – A sério? Vamos lá desmistificar as coisas. Eu vivi numa residência universitária e durante anos tive conhecimento dos chamados “arraiais sociais” – a malta lá ia, consumia uns finos e umas bifanas com a ideia de que o dinheiro amealhado serviria para a DG equipar as residências com equipamentos em falta como máquinas de lavar roupa, torradeiras, fogões para cozinhar, micro-ondas, aquecedores, cadeiras, etc… Não percebo, porque carga de diabo, é que depois de amealhados certos valores, nunca vinha ter nada à residência onde vivi.

2. “Vendem-se livros… Ajuda-se a arranjar empregos” – Oi? Estamos a falar daquilo que tem feito as últimas direcções-gerais. Arranjam empregos? Essa está boa… Arranjem-me um emprego porque eu preciso.

O resto prefiro nem comentar.

A Direcção-Geral assume-se ao estilo salvação da pátria em frente às câmaras de televisão. Outros dizem-se necessitados. Carentes. Dinheiro pro tabaquito não falta. Pro Gin também não. Aliás, o Gin entra nas despesas da respectiva secção cultural onde estão inseridos. Carência de bebidas? 600 euros em Gin na Makro. Carência em tabaco? Só pode…

Muito gostava de ter assistido a esta peça para dizer ao jornalista em causa o que são as verdades carências entre os estudantes da AAC e o papel lastimável que as sucessivas Direcções-Gerais se tem prestado para fazer um mau serviço à comunidade estudantil. Usualmente diz-se que a maior pobreza está encapotada e existe nas pessoas mais trabalhadoras. Arriscar-me-ia até a dizer que o valor dispendido em manifestações dava para alimentar muito estudante carenciado. Gostava de perguntar quantos estudantes nestas situações é que a Direcção-Geral encaminhou para uma solução que pudesse ir de encontro às necessidades do estudante?

Ao indíviduo que falou do núcleo de estudantes, desminto categoricamente a sua intervenção. O NERIFE\AAC nunca ajudou ninguém nessas circunstâncias. Aliás, o NERIFE\AAC não me integrou sequer no curso. O NERIFE\AAC não disponibiliza apontamentos. Os apontamentos estão na secção de copias ou no Inforestudante. Portanto, as palavras desse senhor são MENTIRA… Uma tremenda mentira…

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Entre o Medo e a Mentira

Li hoje no Diário As Beiras uma peça sobre o que pode ser lido aqui.

A jornalista encarregue da notícia foi mais longe e tentou saber o que pensava o presidente da Direcção-Geral sobre o sucedido assim como os responsáveis da empresa InTocha, empresa essa que tem a exploração dos bares da Associação Académica.

Um responsável da empresa InTocha afirmou não ter recebido qualquer notificação das autoridades. Já o presidente da Direcção-Geral foi pragmatico na sua resposta, pedindo que os estudantes lesados viessem à Direcção-Geral apresentar queixa para que esta possa tomar medidas de investigação.

A imprensa regional também está preocupada com a violência na AAC.

Perante tal curiosidade e perante as declarações do presidente da Direcção-Geral tenho forçosamente que questionar a autoridade deste quando este pede que sejam os estudantes lesados a dirigirem-se à Direcção-Geral. Não deveria ser o contrário? Não deveria ser Ricardo Morgado, enquanto presidente da DG\AAC, a abrir uma investigação acerca de um acto que lesou fisicamente 1 dos seus representados? Não deveria ser o Presidente da Direcção-Geral a ter a coragem de ousar (Morgado gosta muito de um poema que fala sobre a ousadia) querer saber a verdade? Ou já a sabe? Costuma-se dizer que contra factos não há argumentos… No entanto, no Entre o Nada e o Infinito quando escrevo algumas coisas não as escrevo à toa. Usamos letras. Já agora, o Presidente da Direcção-Geral deveria perder algum tempo para explicar aos seus representados outras letras que ficaram por escrever… (para não utilizar outro verbo).

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Momentos felizes da Académica

Ontem, no Auditório Central do Polo II assisti a uma das melhores comédias de sempre desta academia: a tomada de posse da nova Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

A hipocrisia e a bajulação andaram de mãos dadas, de tantas as cabeças naquela sala.

De Eduardo Barroco de Melo, um discurso de “fim de linha”. O antigo presidente da Direcção-Geral tentou, à frente de todos os convidados presentes branquear algo que não foi e algo que não fez: trabalho e resultados práticos.
O antigo presidente da DG chegou inclusive a expandir-se em agradecimentos (estranhos no mínimo) ora a colegas de Direcção-Geral que arruinaram o seu trabalho, ora a colegas que pouco ou nada fizeram no ano em que estiveram consigo no comando dos destinos da Académica. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Não falemos mais em tristezas.

De Ricardo Morgado, um discurso de início de sales season. Muita luta. Muita luta que dentro de um ano se transformará a meu ver em muita parra e pouca uva. Priceless. A continuação da dinastia terá obviamente que prometer para cair em graça. No fim de contas, por mais cálculos mentais que possam ser feitos, o resultado será zero, ou seja, tudo continuará na mesma.

Ricardo Morgado não se importou de mandar umas boas punchlines a Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC. São a meu ver punchlines de circunstância, dado o nó institucional em que o administrador se encontra devido à pressão que Lisboa exerce sobre a sua actuação institucional. No entanto, na óptica do estudante fica bem ao novo presidente começar com um discurso moralizador, para depois, lá para meio do ano, nos diálogos institucionais entrar de pantufas e sair de pijama vestido.

Depois uma nota para a sua equipa. Lá andavam eles todos sorridentes. Competências é uma coisa que não vejo em muita gente. Efeito bajulação? Muita. Hipocrisia? Muita. Facadas nas costas? Pois claro. É assim que certas pessoas chegam a Direcções-Gerais. Arrisco-me a dizer que pegava em maior parte da sua equipa e todos espremidos não dão 1 de jeito.

O certo é que o futuro está aí mesmo à porta. Luta por um ensino gratuito e de qualidade ou ficar parado à espera que Lisboa corte ainda mais direitos e continue gradualmente a fomentar um ensino elitista. Ricardo Morgado saberá melhor que ninguém que este ano será crucial para a Académica. Coloco apenas uma dúvida na minha mente: filiado na JSD, estará Ricardo Morgado disposto a ir contra os governantes do seu partido?

Para finalizar, uma nota mais pessoal enquanto seccionista cultural da AAC: falou-se muito do desporto universitário. Nada contra. Os resultados estão à vista e são salutares. Parabéns a todos aqueles que lutaram pelo melhor dos nossos desportistas e aqueles que deram de si em prol da Académica. Cultura? Zero. Meia dúzia de linhas pouco coesas para ficar bem no papel. Depois da incompetência Jéssica Barandas na cultura da AAC, posso perguntar o que é que nos vai calhar na fava com 2 pessoas que nunca trabalharam numa secção cultural?

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Vamos ter 2ª volta

Vamos ter 2ª volta nas eleições da AAC.

Ontem, tal como avancei pelo facebook jogava-se o tudo ou nada nas eleições para AAC.

1. A Comissão Eleitoral ainda ia (devido à margem ténue que separava a lista de André Costa da derrota e a lista de Ricardo Morgado da vitória à na 1ª volta) considerar se considerava os votos brancos tendo em conta a percentagem obtida pelas duas listas. A Comissão Eleitoral, encabeçada por Pedro Fialho decidiu contar os votos brancos.

2. Depois surgiu o problema dos envelopes\impugnação das eleições.

320 envelopes, foram validados 200. Ricardo Morgado precisava de cerca de sensivelmente metade para conseguir a percentagem de 50,09%. No entanto, André Costa venceu maior parte dos envelopes e impediu tal possibilidade.

Surgiram também os rumores que a Lista I – Indigna-te – poderia ter metade da sua lista a encorrer numa situação de ilegalidade. Aparecia um cenário em que as eleições poderiam ser impugnadas por qualquer lista, visto que do pessoal da I, muitos não tinham entregue o seu certificado de matrícula.

Surgiram também rumores, que André Costa e a sua equipa não queriam ir a 2ª volta, mas tal não se veio a confirmar.

Com a abertura dos envelopes, a Lista C, mesmo apesar da desvantagem obtida na 1ª volta vai a 2ª.

Entretanto, pela madrugada, recebi uma sms a dizer-me que Hugo Ferreira da Lista M e Ricardo Morgado foram apanhados no Tapas Bar em ameno convívio. Quem confirma, quem desmente?

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Resultados finais

Para a Direcção-Geral – aqui

Para o Conselho Fiscal – aqui

Fonte e créditos – Jornal Universitário A Cabra

P.S: Faltam apenas abrir os envelopes para se saber se Ricardo Morgado ganhou ou não à 1ª volta.

No Fiscal, 4 mandatos para a Lista L, 3 para a Lista C.

 

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Sondagem Entre o Nada e o Infinito

Apuro os resultados das sondagens que levei a cabo nos últimos dias neste blog. No momento em que escrevo este post falta 1 hora para a abertura das urnas de voto nas faculdades.

Antes de passar aos resultados, cumpre-me apenas esclarecer um ponto importante:

1. Esta Sondagem não foi efectuada sobre moldes profissionais e o seu resultado é meramente indicativo pelas razões que se conhecem. Pretendia obviamente que fosse uma sondagem onde só pudessem votar sócios-efectivos da AAC, mas, essa impossibilidade levou a que todos os leitores pudessem votar.

Pergunta 1:

Quem irá vencer as eleições para a DG\AAC?

Foram apurados 459 votos.

Segundo os resultados obtidos, a vitória (caso se confirmar, resta saber se será na primeira ou segunda volta) será de Ricardo Morgado da Lista L “Liga-te à Academia”.

Resultados:

1º Lista L “Liga-te à Academia” — 206 votos – 44.88%
2º Lista C “Desperta a AAC” — 191 votos — 41.61%
3º Lista M “Mexe-te pela AAC” — 31 votos — 6.75%
4º Lista T “A Alternativa És Tu” — 16 votos — 3.49%
5º Outros — 15 votos — 3.27%

Pergunta 2:

Quem irá vencer as eleições para o Conselho Fiscal da AAC:

Foram apurados 244 votos. A concretizar-se, a vitória também será do candidato da Lista L “Liga-te à Academia” Francisco Guerra, todavia, longe da maioria dos 7 lugares elegíveis no fiscal.

1º Lista L “Liga-te à Academia” — 61 votos — 25% (2 mandatos)
2º Lista C “Desperta a Academia” — 46 votos — 18.85% (2 mandatos)
3º Lista P “Pedrulha pra DG” — 44 votos — 18.03% (1 mandato)
4º Lista A “Paraíso Fiscal — 40 votos — 16.39% (1 mandato)
5º Lista O “Oligopólio” — 36 votos — 14.75% (1 mandato)
6º Lista M “Mexe-te” — 7 votos — 2.75%
7º Lista I “Indigna-te” — 5 votos — 2,05%
8º Lista D “Até a Dormir, lá vamos” — 4 votos — 1,64%
9º Lista T “A Alternativa És Tu — 1 voto — 0,41%
10º Lista Z “Tudo em Ordem”– 0 votos — 0%

Para finalizar, cumpre-me agradecer a todos aqueles que participaram na sondagem e afirmar que o Entre o Nada e o Infinito vai encontrar-se por aí na cobertura das eleições com um especial minuto-a-minuto. Se me quiser contactar acerca de qualquer informação, rumor ou boato que possa surgir hoje e amanhã, poderá fazê-lo através da caixa de comentários deste blog, da conta de email joaorbranco@live.com.pt ou a partir do meu número de telemovel 912703643, sendo que em todos os casos garanto sigilo.

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sacanices

Recebi inúmeras mensagens nos últimos dias a relatar que elementos do projecto “Liga-te” andaram que nem doidos a arrancar cartazes do Desperta a Academia. Em Direito, no Departamento de Engenharia Civil, em Arquitectura e em Farmácia.

Recebemos também a confirmação de fonte segura que o Projecto “Liga-te” de Ricardo Morgado recebeu uma injecção de capital no valor de 18 mil euros da JSD\Nacional e 7 mil do PSD\Guarda. A confirmarem-se tais valores, não existe vergonha nenhuma para com quem, em alturas de crise, faz das tripas coração para subsistir. 

Tal leva-me a concluir que o PSD e a sua juventude estão a pagar para terem um presidente da AAC passivo em relação ao governo. Já agora, o Ricardo Morgado é militante activo da JSD. Será que ao menos terá a humildade de se desfiliar caso seja eleito presidente da AAC e assim cumprir os estatutos da AAC?

Existem também relatos que elementos da mesma lista estão a servir-se da manifestação de dia 24 para cativarem estudantes a votar nessa mesma lista.

Na minha terra, isto chama-se uma pura sacanice. Vindo dos elementos desta lista, nada me espanta. São loucos, capazes de tudo para se agarrarem ao tacho. E ainda não viram nada…

 

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Que se passou?

É com claro sentimento de surpresa que constato as novidades da Academia.

Ao que me fez chegar, André Costa e Nélson “Bolas” Antunes zangaram-se, o que motivou uma discórdia entre os “cabecilhas” do projecto “Desperta a Academia”. Certos elementos bateram ontem com a porta na candidatura de André Costa.

Se alguns não quiseram tomar uma posição de facto acerca da zanga entre os dois estudantes, outros já abandonaram o barco, caso de Pedro Tiago, que segundo o que conseguimos apurar junto de algumas fontes, tem em cima da mesa uma proposta de Ricardo Morgado para um cargo de elevada reputação.

No decorrer desta noite, teremos mais novidades.

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os morgadinhos copiam

Recebi esta manhã vários convites para assistir a uma reunião geral do projecto de candidatura de Ricardo Morgado à Associação Académica de Coimbra, reunião essa que vai acontecer nas cantinas azuis.

Alguns desses convites tinham como epíteto a seguinte frase: “aparece! ajuda-nos a construir as ideias deste projecto”.

Ao que parece, o referido projecto precisa mesmo de ideias.

Vamos por partes:

Vejam este link.

O símbolo, assim como o slogan de Ricardo Morgado e seus pares tresanda a falta de originalidade e a copianço.

Quem não consegue ser artisticamente abonado para criar um slogan e símbolo próprio, não deve decerto abonar das ideias para a governação da AAC.

Já para não falar no cartaz com a peçinha do puzzle, copiando o modelo da DG\AAC. Copiando e mal.

Outra coisa que me tem intrigado nos últimos dias, foi uma conversa que tive com o Ricardo ainda ele era super coordenador da pedagogia da DG 2010.

Dizia-me ele na altura no fim de uma Magna, que a JSD de Gouveia tinha proposto ao partido um novo sistema de atribuição de bolsas, como oposição ao decreto-lei 70\2010. Nem tenhas a coragem de desmentir que tiveste essa conversa comigo Ricardo Morgado. Pois bem, pergunto-te: não será esta candidatura à AAC uma rampa de lançamento para ti e para os seus na tua jotinha partidária?

Estão portanto “on-fire”.

Para finalizar, o vosso blogger despede-se com um novo blog. Chama-se Falando a Sério e tem tentado trazer novidades interessantes da Academia de forma independente e séria. Vale uma vista de olhos.

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M de Moscambilhas

O Entre o Nada e o Infinito sabe de fontes seguras que Ricardo Morgado e João Pereira estão em conversações para fundir os projectos que consubstanciarão em listas para as próximas eleições da AAC. Até a esta hora, o acordo na referida fusão e quem irá liderá-la parece difícil, porque ambos reunem bastantes apoios. Morgado parece mais forte e mais determinado em ser um dos possíveis sucessores de Eduardo Barroco de Melo, mas para já não existem certezas.

Mais notícias chegarão com o decorrer da noite.

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