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Bufete Fase na P3

Carlos Maia, para os clientes Zé Sempre em Pé. O Bufete Fase, histórico restaurante do Porto no P3 desta semana. Há alguns meses atrás fui ao Bufete Fase comer uma francesinha pela mão de um grande amigo. E desde esse almoço que sonho com as francesinhas do Zé Sempre em Pé.

A melhor francesinha do Porto, num sítio acolhedor (o Bufete tem apenas 5 mesas e é raro o dia em que ao almoço a fila não é de várias dezenas de pessoas; ninguém reclama por estar uma hora na fila do Bufete Fase!) com um tratamento VIP dado pela família do Sr. Carlos, os seus ajudantes no Bufete. Muitos perguntam qual é o segredo desta francesinha. Amor e carinho, proporcional ao que se tem com uma mulher, disse a filha do Sr. Carlos na altura. Contudo, esta francesinha não tem só amor e carinho como segredo. Tem um molho de bradar aos céus e pedir por mais. Enche a pança o suficiente, não é cara e deixa desejo de um dia voltar. Por várias vezes perguntaram à família porque é que nunca quiseram mudar do reduzido espaço no cima da Rua de Santa Catarina. Por várias vezes, o Sr Carlos e a filha responderam que aumentar a produção iria tirar qualidade ao serviço visto que apenas o patriarca “mexe” na execução da francesinha. E mexe muito bem. Recomendo avivamente. 

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que injustiça

o benfica não jogou nada, nada, nadinha. teve um penalti ao qual não vou tecer considerações para não incorrer em falso juízo, aproveitou-o e teve mais duas situações na 2ª parte onde podia ter feito golo. de resto, limitou-se a ver o beira fazer o melhor jogo da época, jogo esse que peca pelo facto da equipa ter desperdiçado 5 (5!!) ocasiões flagrantes de golo. depois de ver o Nildo e o Rui Sampaio a correrem quilómetros, de ter visto o Hélder Lopes a agigantar-se ao Salvio em toda a partida e do Yazalde a dar o litro (infelizmente não é um matador) fico com a sensação que este beira-mar estava melhor classificado se tivesse um ponta-de-lança que metesse uns 7 ou 8 golos no campeonato. e esse ponta-de-lança não é Yazalde e tão pouco Abel Camará. Yazalde procura as linhas para ter bola e não é um finalizador. Camará é um avançado bom para jogar com um ponta-de-lança a sério ao lado: é forte fisicamente, ganha muitas bolas nos centrais, não é mau tecnicamente, chuta bem mas falta-lhe algum trabalho de posicionamento e desmarcação, que, a meu ver não é com a idade que possui que vai ser melhorado a tal.

o que me chateia não é a injustiça do resultado. o que me chateia é que os nossos rivais directos, como é o caso do Olhanense, do Moreirense e do Gil já foram buscar pontos nos jogos contra os grandes. nós não aproveitamos nadinha. em Alvalade podiamos ter ganho o jogo em 2 minutos e não o fizemos porque desperdiçamos uma grande penalidade e outro lance na cara de Rui Patrício. na luz, entrámos a ganhar e não suportámos a carga do Benfica, apesar de, nesse jogo, termos sido completamente roubados com aquele penalti duvidoso do Maxi Pereira que indiscutivelmente condicionou aquela partida. hoje, tivemos a bola a um metro da baliza e ninguém, por três ocasioões, conseguiu dar o toque final. não sei se é azar, se é destino. sei sim que em noites de granizo no Porto um dos nossos rivais directos foi buscar um ponto contra todas as espectativas e outros, em Moreira de Cónegos e Barcelos fizeram escorregar Sporting e Porto respectivamente.

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facas de três bicos

O Costa do Castelo desistiu.

Seguro deu o sinal de alarme mas também se soube precaver. Apesar de ter perguntado qual era a pressa na convocação de um congresso quando tinha sido ele a apressar esse mesmo congresso na AR, havia sempre a questão das eleições à Câmara da Capital. António Costa sabia perfeitamente que não havia alternativa no PS\Lisboa às eleições autarquicas. Podia-se optar por uma solução de recurso dentro do “socratinismo” para Câmara que até pudesse lutar pela vitória contra Seabra (Pedro da Silva Pereira, Luis Amado ou até Carlos Zorrinho) mas essa hipótese seria sempre vista como a 2ª escolha para o cargo por parte de um partido que precisa de subir no barómetro.

António Costa sabia perfeitamente que não se podia tornar líder do PS antes das autárquicas (teria que obrigar o partido a manobras que poderiam não resultar nas eleições) ou depois das autárquicas (os lisboetas não seriam parvos e não iriam votar em alguém que iria abdicar a meio do mandato para se tornar candidato às legislativas). Em qualquer um dos cenários, a decisão de António Costa parece-me a mais sensata para a unificação do partido mas não me parece a mais sensata para o futuro pois António José Seguro não deverá constituir-se como alternativa a este governo. Creio que entretanto aparecerá alguém da ala “socratista” que irá empurrar Seguro para o lugar do qual ele jamais deveria ter saído.

Ganhar as autárquicas em Portugal significa, ao nível de mediatismo, barómetro de popularidade dos partidos e fidelização de eleitorado para as próximas legislativas ganhar uma dúzia de câmaras muncipais: Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos, Coimbra, Braga, Amadora, Sintra, Almada, Oeiras, Leiria e Viseu. Só nestas Câmaras Municipais, a brincar a brincar, concentram-se quase 2,5 milhões de eleitores, número que é mais coisa menos coisa metade do número de votantes habituais, pautando a abstenção que se registou nas últimas legislações.

No caso de Lisboa, o partido que vencer a Câmara sobe nos índices mediáticos e no barómetro de popularidade. Portanto, torna-se essencial para PS e PSD disputarem a capital com o presidente em mandato e com um opositor que é amado em Sintra e é popular em Lisboa. Uma derrota nas autárquicas poderá ser o golpe de misericórdia neste governo. Creio que não será porque o executivo cai antes. Mas…

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bom dia

O Beira-Mar joga hoje no Estádio do Dragão contra o Porto. Prevêem-se aguaceiros.

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verdades do dia

Alberto Pinto Nogueira, antigo procurador geral distrital do Porto em entrevista na edição de ontem do Jornal Público:

“P: O mandato do procurador geral da República termina em Outubro, identifica traços marcantes neste mandato?

APN: A resposta implica outra pergunta: que traços deve ter um PGR? Tem que respeitar rigorosamente a Constituição e o estatuto do Ministério Público. Tem que ter firmeza. Tem que dizer aos políticos: “Quem manda no Ministério Público sou eu, se não me querem mandem-me embora”. Tem que ser isento. Não atrapalhar alguns processos, como foram atrapalhados. Sem a transparência adequada e necessária. Lembro-me, por exemplo, do Freeport. A forma como foi tratado, transmitia a ideia que não era bom que não fosse transparente. O actual PGR nunca entrou no Ministério Público. Nunca percebeu o Ministério Público Somos uma corporação difícil de entender.

(…)

P: Responsabiliza o poder político pelo seu chumbo. (do DIAP) Está relacionado com a ameaça que fez de fechar o DIAP por falta de condições?

APN: Não tenho dúvidas. O DIAP e o TEP (Tribunal de Execução de Penas) estão naquela desgraça desde que existem. E enchi. Todos os anos durante seis anos fiz relatórios a denunciar o problema. E como enchi falei com o Ministério da Justiça e vieram cá altos representantes da Justiça que foram ver comigo o TEP e o DIAP. E não os navalhei nas costas. Pedi depois a vistoria aos bombeiros e à Administração Regional de Saúde. E fui eu que a paguei.

P: Do seu bolso?

APN: Sim. Como já paguei investigações. A PSP dizia que não tinha dinheiro para pagar uns CD e paguei-os. Quando vai lá o ministro e o PGR sabe quem paga a água? Sabe de quem são os copos para o receber? Sabe quem os pagou? Fui eu. Quando recebi as vistorias, mandei-as ao gabinete do secretário de Estado e à Direcção-Geral da Administração da Justiça. Isto a 22 ou 23 de Março. No dia 27 houve um despacho a dizer para se fazerem obras urgentes do DIAP. Estamos a 31 de Maio e os magistrados continuam na mesma. Há dias caiu o telhado do TEP. O Governo acordou comigo que ia transferir o TEP. Mas a transferência já está negociada há dois meses. Se a transferência demora pelo menos três ou quatro meses, talvez daqui a dois séculos tenhamos um aluguer do DIAP. Em Lisboa existem edifícios pomposos. Negócios ruinosos. O campos da Justiça é uma desgraça para o país… mas pagam. Para arranjarem meia dúzia de coisas no Porto não há dinheiro. Não percebo. Estou arrependido de não ter fechado o DIAP. Podia ter dispensado os magistrados e os funcionários que só ia trabalhar quem quisesse. Logo víamos se não tinham arranjado. Estou muito arrependido.

P: A falta de recursos foi uma das maiores dificuldades?

APN: Nem tinha dinheiro para copos. Há muitos investimentos, mas eu não os vi. Continuo a esperar 200 dias para fazer o exame a uma arma, anos para arranjar um analista financeiro, mais anos para arranjar um analista económico. Mais anos para analisar uma máquina de jogo ilícito. Onde está o investimento?  O Governo pode fazer a publicidade que quiser, mas não é verdade. Só se ficou todo em Lisboa, como é costume. Por exemplo, continuo a ter dez ou 15 comarcas sem magistrado, com substitutos. Pontualmente, aqui ou ali o Estado vai lá por os meios. Mas como não há uma política sistémica ficamos a depender do Estado. Imagine que está a fazer uma investigação e necessita de três técnicos de contas: como não tem nenhum, passa a vida a depender do estado que pode dar ou não dar os meios. No DIAP de Lisboa há tudo, no DIAP do Porto nem um técnico.

(…)

P: A Ministra da Justiça vai ter meios para que se cumpram as prioridades que definiu, nomeadamente o combate aos crimes informáticos e económico-financeiros?

APN: Tem de perguntar ao ministro das finanças. Os governos têm muitas bandeiras, mas é antes de serem eleitos. Essas áreas são o cancro da investigação criminal. Andamos com grandes investigações que duram anos, mastigam, mastigam, mastigam. É desgostoso e frustrante. Há processos que estão em investigação há sete ou oito anos e vão continuar em investigação. Não pode ser. Se a ministra da justiça não tem meios, alguém que os tenha que lhos dê para ela dar a quem deve.

(…)

P: Como observa as ligações dos responsáveis das magistraturas a organizações secretas como a Maçonaria. Deviam ser obrigados a declarar essa participação?

APN: Isso é uma tolice. Vivemos num país democrático e a democracia também é para os magistrados. Não deve passar pela proibição mas pela consciência política de quem adere. Para a Maçonaria já me convidaram três vezes e eu não fui. A ética de cada um é que deve dizer. Conheço magistrados que são da Maçonaria e são pessoas com toda a lisura e independência. Às vezes fica mal. Se me disser que são mundos que esbarram com a ética, às vezes até com a criminalidade, aceito. Como diz a minha mãe: diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Há certas zonas sociais que não são proibidas, mas de alguma forma podem pôr em causa a lisura das pessoas que lá estão. Podem lá estar, mas sujeitam-se a macular a imagem. E os magistrados são também a imagem que transmitem para o exterior. Porque são detentores de um poder de soberania que exige independência. Isto não é puritanismo. Quem opta por ser magistrado sabe que tem limites.

P: A Ministra da Justiça já disse que não ia desistir de criminalizar o enriquecimento ilícito. É um crime imprescindível?

APN: Não vai desistir, mas devia. Se respeitasse o Tribunal Constitucional, não insistia. O enriquecimento sem causa não serve para nada. Neste país fazem-se leis muito bonitas e fica tudo na mesma. Deviam era aperfeiçoar os preceitos que regulamentam a corrupção, deviam aumentar era os meios de combate à corrupção, deviam preparar mais a Polícia Judiciária, deviam preparar mais os magistrados do Ministério Público. Quer uns, quer outros não percebem nada daquilo. Fazer mais dez artigos para ficar tudo na mesma?

 

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25 de Abril (a sério)

A Es.Col.A foi reocupada. A Fontinha pertence novamente ao povo.

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Rui Rio e a vergonha

Vergonha. É a única palavra que posso mencionar no caso portuense do Colectivo Es.Col.A.

Dizer o dito por não dito em relação à reabilitação de um ponto do centro urbano portuense, ainda por cima, onde os moradores se juntaram para executar o bem à sociedade, em prol da construção que se presume de mais um condomínio de luxo, e ainda por cima, chamar o corpo de intervenção para malhar na populaça forte e feio, começa a ser uma constante sacanice do presidente da Camara do Porto.

Acabar com os bairros da droga é uma decisão que se compreende. Esta decisão na Fontinha é inadmissível, merece investigações e merece que o mandato do presidente da Câmara do Porto seja automaticamente suspenso. Merece também que o Ministério da Administração Interna ou o Procurador Geral da República abram um processo de investigação para apurar quem executou a ordem e quem foi o mandante desta barbárie inaceitável num Estado de Direito.

Começa a ser recorrente o travar da contestação popular através da bastonada. Meus amigos, isto não é uma democracia: isto é ditadura. E o povo deverá começar a Revolução. Rapidamente.

 

 

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futeboladas

Breves comentários aos 4 jogos da Liga dos Campeões e ao jogo do Porto em Manchester.

Começando pela Champions:

Mourinho e os seus pupilos saíram do terrível Luzhniki com um saboroso empate, que apesar de tudo poderia ter dado algo mais.

O empate a 1 bola não deixa de ser um bom resultado para o Real. Metade da tarefa cumprida, num campo sempre difícil contra uma equipa bastante fresca nas pernas dada a interrupção de 2 meses das competições russas.

Domínio claro do Real durante toda a partida perante um CSKA apostado em defender o máximo possível e sair no contra-golpe sempre que possível. Um ronaldo endiabrado que marcou de forma sublime numa jogada onde se podem apontar duas infantilidades da defesa russa. Na 2ª parte, tanto Ronaldo como Callejón poderiam ter selado o fim da eliminatória. Quis o destino que os Russos, na última jornada do encontro, subissem à àrea madridista para fazer estragos com o Sueco Wernebloom em destaque. Muitas culpas para a defesa madridista que não conseguiu aliviar a bola.

Do San Paolo, 3-1 para a equipa da casa numa autêntica lição de catennacio e contra-golpe a um indefeso Chelsea que deixa AVB cada vez mais fragilizado no seu comando técnico.

Walter Mazzarri como se impunha voltou a apostar no clássico 3x5x2, fazendo cortar as linhas de passe do meio-campo dos londrinos e apostando em rápidas situações de contra-golpe onde Christian Maggio à direita e Zuñiga à esquerda foram peças chave. Hamsik, Lavezzi e Edinson Cavani deram água pela barba à defesa londrina e Paolo Cannavaro mostrou uma exibição muito solida, colocando Drogba como um mero espectador no jogo. O central (irmão de Fabio Cannavaro) apenas errou no primeiro golo dos italianos.

Juan Mata ainda pôs os londrinos em vantagem mas rapidamente o Napoli haveria de tomar conta das operações de jogo. O 2º golo, por intermédio de Cavani é claramente duvidoso mas não consegui perceber se o internacional uruguaio marcou com o braço ou com o peito.

Na 2ª parte, o Chelsea foi mais acutilante perante um Napoli que decidiu defender a sua vantagem. Numa jogada de contra-golpe, o Napoli haveria de colocar o resultado final em 3-1.

Com 2 golos de desvantagem, o Chelsea não está irremediavelmente fora da Champions, mas, a tarefa não será propriamente fácil. Conhecendo este Napoli (em clara ascensão de forma), Mazzarri deverá querer ir a Londres defender a sua vantagem e voltar a apostar no contra-golpe para surpreender os londrinos.

Na ronda de quarta-feira, duas surpresas:

No Saint Jakob´s Park de Basileia, uma grande jogada de Cabral deu ao jovem Valentin Stocker a oportunidade de colocar o Basileia em vantagem na 1ª mão da eliminatória contra o Bayern.

Mais uma vez, esta jovem equipa Suiça demonstrou o seu enorme potencial na europa.

1-0 é uma magra vantagem para enfrentar o jogo do Allianze-Arena. Serão os jovens suiços capazes de segurar o golo de Basileia em Munique?

No jogo (chato, diga-se) do Velodrome em Marselha (do qual não disponho de imagens para já), o Marselha bateu o Inter por 1-0 com um golo de André Ayew. O Inter esteve mais forte durante os 90 minutos e criou mais oportunidades de golo. Forlán teve um bom duelo com o guardião Steve Mandanda. O guardião francês levou a melhor por duas vezes.

O Marselha cumpriu a sua tarefa em casa. Mas a eliminatória vai viva para Giuseppe Meazza.

Liga Europa:

Noite chuvosa e triste (para o futebol português) em Manchester.

Uma pergunta assola a Europa do futebol: haverá alguma equipa capaz de travar este Manchester City na Liga Europa?
Uma outra pergunta que me assola pessoalmente: Será o Sporting (caso passe amanhã) capaz de sair do City of Manchester com menos de meia dúzia dentro da baliza?

A seu tempo penso que teremos respostas para estas perguntas.

4-0. O resultado que previa para esta partida em algumas conversas que fui mantendo com amigos durante a semana. Um Manchester City a jogar à italiana e a mostrar requintes de malvadez perante um desinpirado Porto que voltou a arriscar jogar sem um ponta-de-lança fixo.
Qualquer ímpeto inicial que o Porto tivesse para oferecer foi logo aniquilado por uma infantilidade da sua defesa. Noite para esquecer para os comandados de Vitor Pereira. Alvaro Pereira não apareceu na partida, muito por culpa do facto de ter um James Rodriguez à sua frente que pouco ou nada tocou na bola. Maicon foi pouco lesto a defender e no ataque apenas se mostrou num centro interessante para o golo bem anulado a James Rodriguez. Rolando foi expulso no 2º golo dos Citizens por motivos que me espantam. Otamendi esteve desconcentrado e acabou por levar uma botifada em cheio na cara de um colega de equipa, neste caso, do temível Maicon.

Hulk esteve ausente em toda a eliminatória. Valeu Moutinho, um pouco sugado pela esfera de influência de Yayá Toure no meio campo dos homens de Manchester. Yaya é aquele jogador que tanto aparece a limpar a sua zona, como de repente, marca os tempos de transição entre a defesa e o ataque ou aparece na área a tentar finalizar jogadas.
Silva é o ratinho obreiro que qualquer treinador quer ter na sua equipa. Fura defesas inteiras com a bola e sente-se confortável quando na área vê gabaritos de finalização como Aguero, Dzeko ou Mario Balottelli.

Este City é uma equipa chata. Tanto tem de colectivo como de forças individuais. Desiquilibradores não faltam. É uma equipa que sabe medir os tempos de jogo, e sabe quando imprimir velocidade para suplantar as defesas adversárias ou diminuir a velocidade de jogo para adormecer o mesmo.

Eliminatória justíssima.

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portices…

Existem dias, decisões e atitudes em que eu, um sportinguista confesso e fanático, penso o quão brilhante é a organização interna do FCP.

Cristián Rodriguez, depois de lhe ser mostrada a porta da saída está a render como nunca rendeu em Portugal.

Já não é o primeiro jogador que muda subitamente de atitude e rendimento (para melhor) depois da SAD do clube o dar como transferível.

Nos últimos 10 anos, Freddy Guarín, Ricardo Quaresma, Adriano, Cristian Sapunaru, Jorge Fucile, Fernando Belluschi, Ricardo Costa, Deco, Capucho, Pedro Mendes, Benny McCarthy, Tarik Sektioui, Mariano González, Ernesto Farias, em épocas diferentes, todos estes jogadores tiveram com um pé fora do clube no mês de Janeiro e todos eles, sentindo a ameaça do momento, melhoraram o seu rendimento e ajudaram a equipa não só com rendimento desportivo mas também com rendimento financeiro.

É certo que existe o reverso da medalha. Mas em todos os grandes, os flops são mais que muitos.

O Porto não é excepção se olharmos os últimos 10 anos. Desde 2001\2002 que consigo vislumbrar cerca de 40 flops no Porto: Sergei Ovchinikov, Nelson, João Manuel Pinto, Rubens Junior, Candido Costa, Esquerdinha, Peixe, Pizzi, Silvio Maric, Clayton, Hugo Ibarra, Fredrik Sodestrom, Quintana, Esnaider, Kaviedes, Cesar Pexoto, Jankauskas, Ricardo Fernandes, Maciel, Bruno Moraes, Giourkas Seitaridis, Rossato, Diego, Leo Lima, Ibson, Claudio Pitbull, Fatih Sonkaya, Marek Cech, Sandro, Tomo Sokota, Bruno Gama, Ivanildo, Lucas Mareque, Wason Renteria, Milan Stepanov, Mario Bolatti, Kazmierczak, Edgar Silva, Nelson Benitez, Diego Valeri e Sebastian Prediger são aqueles que consigo enumerar.

No entanto, esses 40 flops são um oasis comparativamente aos muitos flops de Sporting e Benfica. Isto, porque o Porto em 10 anos ganhou 6 títulos nacionais, 2 UEFA\Liga Europa, 1 Champions, 1 Intercontinental e outros tantos troféus entre supertaças e taças de portugal. E com outras contratações tornou-se o clube que mais recebeu em verbas de transferências na Europa!

Não é brincadeira o facto de considerar pessoalmente que por cada 3 maus que vem pro Porto e não rendem nada, vem 1 que dá títulos e dinheiro nas contas. A organização interna no clube é uma máquina: embora um pouco mal gerida do ponto de vista financeiro, tendo em conta os recursos de que o clube dispôs nos últimos anos, é uma máquina que pensa em tudo e que está por cima de tudo. Isso faz comparativamente a diferença em relação aos dois grandes de Lisboa.

E o sucesso do Porto passa muito por aí.

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justiça

A FA decidiu punir o Uruguaio do Liverpool Luiz Suarez por insultos racistas proferidos ao defesa-esquerdo do United Patrice Èvra no último jogo disputado entre reds e red devils.

A FA, neste tipo de casos, costuma ter mão bem pesada e com toda a razão. Em Portugal, fazem algumas semanas que aconteceu exactamente o mesmo entre 3 jogadores de 2 clubes (Javi Garcia, Alan e Djamal). Fez-se muito alarido na imprensa. Falaram os jogadores envolvidos, colegas, treinadores, conhecidos e até presidentes. A Liga de Fernando Gomes não abriu sequer uma investigação para chamar à letra os envolvidos.

Aí reside uma enorme diferença entre o futebol português e o futebol de outros países.

Suarez deverá ter chamado “preto” a Évra e foi punido com 8 jogos.

George Weah deu um soco a Jorge Costa depois de este lhe ter chamado “preto de merda” e apesar de ter sido ilibado pelas instâncias judiciais desportivas ainda cumpriu alguns meses de suspensão enquanto a pena não transitava em julgado nas mesmas.

Na época 2004\2005 Paolo Di Canio fez a saudação nazi em dois jogos da Lázio (Roma e Livorno) tendo sido suspenso por 1 jogo na 1ª vez e por 8 na 2ª com multas de 10 mil euros nas duas ocasiões.

John Terry ainda está a ser investigado por insultos racistas a Anton Ferdinand e arrisca-se a uma pena que pode ir dos 4 aos 8 jogos.

Carlos Queiroz foi despedido do comando técnico da Selecção Sul-Africana em 2002 por alegadas queixas de jogadores sul-africanos de que o técnico português era racista no tratamento pessoal e profissional dos jogadores negros da referida selecção.

Em 2006, António Carlos Zago, antigo defesa da Roma e da selecção Brasileira chegou mesmo a ir ao banco dos reús por alegados insultos racistas proferidos a meio de um jogo a Jeovânio, jogador que na altura jogava pelo Grémio de Porto Alegre.

Laurent Blanc foi alvo de um processo disciplinar em 2010 por parte da Federação Francesa depois de ter proferido comentários que alegadamente foram interpretados como racistas.

Não é portanto à toa que as instâncias mundiais e europeias que mandam no futebol apregoam os valores do respeito, da igualdade étnica e da luta contra o racismo no futebol. A interpretação destes valores acarreta obviamente várias interpretações, diria, tantas quantas federações existem no mundo do futebol. É certo que a inglesa, a italiana, a francesa, a brasileira, a sul-africana actuaram na medida exacta contra os casos que acima mencionei. Não é uma questão de criticar a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de Clubes pelo seu comportamento no que toca a estes casos, mas o que é certo é que no que toca a esta problemática, os nossos organismos ainda são pequeninos. E consequentemente as mentalidades no nosso futebol ainda são pequeninas.

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lá se foi o aleixo

No dia em que o Aleixo (b)eio abaixo, o Pidá, amigo do “Berto Maluco”, foi absolvido.

Se o Pidá não fosse da Ribeira, seria caso para dizer “FODA-SE, MAS ONDE É QUE O HOMEM VAI TRABALHAR CARALHO?” – o aleixo já foi a baixo e os Super Dragões não tem emprego porque são obviamente Super Dragões e não precisam de trabalhar.

O caso em si é estapafurdio. Aurélio Palha foi morto, rei morto rei posto, o “Pidá maluco” viu o Porto a ganhar a Liga Europa com o sol a bater-lhe na cela aos quadradinhos e ninguém disparou a puta da bala. A justiça foi cega, surda e muda e lá se vai aquela ditança que nos dizem que ninguém ter o direito de tirar a vida a outra pessoa, mas se o fizer será punido pelo acto. Neste caso, 3 dos artistas já não o serão.

A grande notícia deste post é que o Aleixo foi abaixo. A Câmara Municipal do Porto vai construir uns belos condomínios fechados em breve e a rapaziada toda, baralhando, dando, e voltando a baralhar, voltará a juntar-se toda num outro bairro qualquer.

Maravilha.

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Breve comentário aos sorteios da UEFA (equipas portuguesas)

1. Benfica vs Zenit –

Eliminatória de 50%\50%. Os Russos são matreiros. Jogam bem tanto em casa como fora. O jogo da Rússia será decisivo visto que Spaletti deverá encarar o jogo da Luz para um empate com golos. Ao nível de potencial, as duas equipas equilibram-se. Pablo Aimar, Javi Garcia, Danny, Bruno Alves, Artur e Malafeev serão (para mim) os jogadores-chave desta eliminatória. Mesmo assim, aposto numa passagem do Benfica aos quartos-de-final da Champions.

2. Sporting vs Légia de Varsóvia.

Adversário sem grande nome na Europa. O Sporting é claramente favorito mas terá que fazer um bom jogo na Polónia para não ser surpreendido. Na 17ª jornada do campeonato polaco, estão no 2º lugar com 33 pontos e a julgar pelos índices demonstrados ao nível interno (1o vitórias, 3 empates e 4 derrotas; 29 golos marcados e 10 sofridos) tem-se mostrado algo irregulares fora, são o 2º melhor ataque da Liga e não sofrem muitos golos.

No plantel do Légia pautam jogadores experientes (e internacionais) como Michal Zewlakov, Srđja Knežević, o Português Manu (ex-Benfica e Marítimo) Ivica Vrdoljak, Michael Hubnik e o Sérvio Daniel Ljuboja.

3. Porto vs Manchester City

Grandes jogos em perspectivas. Contenders nº1 e nº2 à vitória na mesma poule. O nº1, por uma questão de respeito, atribuo ao Porto. O City é obviamente o nº2, o United o nº3.

Tudo poderá acontecer porque o Porto (apesar do enorme potencial que reconhecemos ao City) é uma equipa que se bate normalmente com qualquer equipa da europa e neste tipo de jogos, os jogadores usualmente motivam-se muito mais do que em jogos contra equipas banais.

4. Sporting de Braga vs Besiktas.

O Braga é finalista vencido da última época e tal e coisa, mas o  Besiktas é uma excelente equipa, com excelentes artistas, com um bom treinador e passa um bom momento de forma tanto a nível interno (3º a 6 pontos do líder Fenerbahce; por esta altura já estava arredado do título) como a nível Uefeiro.

Com jogadores como Manuel Fernandes, Simão Sabrosa, Hugo Almeida, Rusto Reçber, Ibrahim Toraman, Tomas Sivok, Sidnei, Ricardo Quaresma, Fabian Ernst e Edu, Carlos Carvalhal tem que ser ambicioso. E a verdade também tem de ser dita: este Braga de Leonardo Jardim não chega nem aos calcanhares do Braga de Domingos Paciência.

O Besiktas é favorito.

Como o futebol é uma constante evolução e como as rondas da Champions e da UEFA serão em Março, só me arrisco a tecer comentários aos restantes jogos das duas competições lá para Fevereiro, depois de analisados rendimentos e contratações no mercado de inverno.

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futeboladas

Breve resumo e comentário à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Grupo A

Festa Napolitana no El Madrigal.

O Nápoles, no ano de regresso à maior competição do futebol europeu, deslumbrou e conseguiu ontem o merecido apuramento para os oitavos-de-final depois de bater o Villareal por 2-0 no El Madrigal.

Depois da vitória no San Paolo frente ao Manchester City no jogo referente à 5ª jornada, bastava à turma comandada por Valter Mazzarri vencer o seu jogo, indiferentemente daquilo que se pudesse passar no City of Manchester. O calendário não podia ter saído de melhor forma aos Italianos. O Villareal apareceu na última jornada como um “triste” último: em má-forma tanto a nível europeu como a nível interno, com problemas de balneário por resolver (Rossi quer voltar a jogar em Itália; Nilmar está para ser vendido para o Brasil; suspeitam-se ordenados em atraso na equipa) e sem qualquer ponto conquistado nos embates contra os italianos, Bayern e City.

Gokhan Inler (na imagem) haveria de abrir o marcador para os napolitanos aos 65 minutos e Marek Hamsik haveria de fechar a contagem 10 minutos depois.

No City of Manchester, os novos milionários do futebol europeu ficaram pelo caminho. O dinheiro pode ajudar à obtenção de resultados, mas felizmente não os compra, ou, se alguma vez os comprou a nível europeu (caso do Marselha) esses clubes foram automaticamente punidos com a perda dos títulos.

O City precisava de bater o Bayern e esperar que no El Madrid o Villareal despertasse da sonolência que se tinha verificado até então.

Num jogo bem disputado, os homens de Mancini cumpriram a sua obrigação perante um Bayern em que Jupp Heynckes aproveitou para poupar alguns dos jogadores mais utilizados e colocar em campo aqueles que têm jogado menos tempo na equipa. Casos de Nils Petersen (reforço que chegou no verão ao Allianz-Arena vindo do Borussia de Moenchagladbach) Ivica Olic, Daniel Pranjic, Takashi Usami (na 2ª parte) Diego Contento, Luis Gustavo e Anatolyi Timoschuk.

O City venceu por 2-0 com golos de Silva aos 36″ e Yaya Touré na 2ª parte.

Contas do grupo terminadas, o Bayern venceu o grupo com 13 pontos, contra os 11 do Napoles, os 10 do City e nenhum do Villareal.

Passo às observações:

1. Num grupo em que se previa uma luta feroz entre as quatro equipas, tivemos um City que não confirmou o seu estatuto de favorito à passagem e o Villareal que se apresentou nos 6 jogos desta fase de grupos como um colectivo muito distante do potencial que a equipa tinha demonstrado nos últimos 7 anos na competição.

2. Como momentos chave  deste grupo destaco:

2.1 – O empate do Nápoles na 1ª jornada no City of Manchester e obviamente a vitória no San Paolo e o empate caseiro frente ao Bayern de Munique.

A equipa Napolitana, tomando em conta o facto de ter um potencial ligeiramente diminuído em relação ao “arsenal bélico” que o City é detentor, sempre denotou uma postura incrível tanto nos jogos contra os Ingleses como nos jogos contra os Alemães do Bayern. O Napoles é uma equipa muito madura, recheada de talentos e com um espírito de luta e sacríficio que é ímpar no futebol italiano. Jogadores como Cavani, Hamsik, Maggio, Inler, Aronica e Lavezzi voltaram a demonstrar que merecem jogar em equipas que tenham mais objectivos do que aqueles que tem o Nápoles neste momento. Mas, como outsiders que irão ser nos oitavos-de-final, arriscam-se (caso voltem a manter o elevado nível de resultados) a ser um enorme quebra cabeça para quem se atravessar no caminho e, efectivamente, creio que o Nápoles tem mais que condições para se bater com qualquer um dos vencedores de grupo e conseguir ir longe na prova.

2.2 – O empate caseiro do City frente ao Nápoles, a derrota no San Paolo e o empate em Munique. Esperava-se mais deste City. O grupo era complicado e a bom da verdade o City conseguiu 10 pontos, algo que em circunstãncias normais garante o apuramento para a fase final da prova. Roberto Mancini não está de parabéns mas também não poderá ser criticado. A equipa peca por ter mostrado muito pouca ambição no jogo decisivo em Nápoles. Ao contrário do que tem vindo a fazer a nível interno (muito caudal de jogo ofensivo, quase sempre bem jogador e com uma eficácia brutalissima) na Champions o City jogou muito, atacou muito mas nem sempre conseguiu o efeito desejado: marcar golos. Acabou eliminado e poderá lutar por um lugar ao sol na fase final da Liga Europa.

2.3 – O Bayern cumpriu. Num grupo difícil, apenas perdeu o jogo em que já estava apurado. Heynckes está de parabéns. Passar 5 jogos sem conhecer o sabor da derrota num grupo com Villareal, City e Nápoles é um feito gigantesco.

3 – Esta champions marca o fim do Villareal como o conhecemos. O submarino amarelo está a ser literalmente desmantelado depois de anos e anos a gastar mais que as suas possibilidades. No verão tinham saído Capdevilla e Cazorla e já na altura se dizia na comunicação social que o clube atravessava problemas enormes. Agora serão Rossi e Nilmar os nomes que poderão abandonar o clube dos arredores de Valência. Um já afirmou que gostava de representar a Juventus a partir de Janeiro, o outro poderá estar a caminho do São Paulo. Internamente, o Villareal já não está em condições de lutar pelos lugares uefeiros. Esta época está a prová-lo, visto que nas primeiras 14 jornadas da competição o Villareal ocupa o modestissimo 15º lugar com 14 pontos.

Grupo B

Seydou Doumbia continua a ser o bombardeiro de serviço do CSKA. Em Milão, o Costa Marfinense que o CSKA contratou em 2010 por 12 milhões de euros ao Young Boys da Suiça, já pagou o investimento ao marcar o golo decisivo dos russos contra o Inter em Giuseppe Meazza que deu a qualificação ao emblema do exército Russo.

O Inter vai de mal a pior. Já não basta a fraca prestação a nível interno. Na Liga dos campeões é certo que venceu o grupo, mas venceu-o de forma algo rastejante quando nada o previa.  Com Lille, Trabzonspor e CSKA os “Interistas” apenas somaram 10 pontos e sentiram enormes dificuldades para os obter.

No jogo de ontem, Claudio Ranieri, optou por colocar em campo uma equipa alternativa, dado a qualificação confirmada do clube para a próxima fase da competição na 5ª jornada. Assim sendo, optou por dar mais ritmo competitivo a jovens como Obi, Phillipe Coutinho, Marco Faraoni e Luca Caldirola e Andrea Rannochia.

Tal efeito pagou-se caro: o CSKA precisava de vencer para alimentar o sonho da qualificação e fez pela vida para o conseguir. Seydou Doumbia aos 50″ e Vasili Berezutski aos 86 garantiram a qualificação para os Russos. Cambiasso marcou o único tento dos milaneses.

No outro jogo do grupo, Lille e Trabzonspor anularam com um empate ambas as hipóteses de qualificação, perfilando o resultado que interessava ao CSKA.

O Lille foi obviamente a equipa que mais tentou fazer pela vida. A jogar em casa, rematou por 14 vezes e teve domínio na posse de bola (62% contra 38%). Mas tal não foi suficiente para marcar um único golo e a defesa até compensou aos turcos: asseguraram o 3º lugar e irão jogar a Liga Europa.

Observações:

1. Como já referi, o Inter teve muitas dificuldades nesta fase de grupos. Rosto visivel de uma equipa onde paira uma enorme indefinição quanto ao presente. A direcção milanesa está a estudar hipóteses a curto prazo. A questão coloca-se apenas no sentido das decisões que se possam tomar: vender os jogadores mais velhos e capitalizar de forma a renovar o ciclo no clube com a entrada de jovens jogadores já em Janeiro que possam desenvolver as suas capacidades na 2ª metade da época tendo em conta a formação de uma equipa mais competitiva na próxima época ou inserir os jovens jogadores que o clube detem (Obi, Crisetig, Coutinho, Faraoni, Caldirola, Alvarez, Zarate, Nagatomo) e apostar que estes se insiram esporadicamente na equipa sob o olhar atento de experientes como Samuel, Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Forlan ou Milito? Em Janeiro teremos resposta a esta longa pergunta.

É certo que estes velhos jogadores já não acrescentam mais valia à equipa do que o passar da sua experiência. Alguns deles, estão inclusivamente “parados no tempo” desde que o furacão Mourinho abandonou o Giuseppe Meazza. Se por um lado podem dar a sua experiência aos  mais jovens, por outro, a sua venda (Cambiasso, Chivu, Thiago Motta, Muntari, Forlán, Milito, Maicon, Sneijder ainda são activos muito atractivos a outros clubes europeus) poderá garantir ao clube o capital que necessita para renovar o ciclo do seu plantel com outros jogadores.Outros como Stankovic, Zanetti, Lucio e Samuel são jogadores cujo valor de mercado é actualmente nulo e nem interessa ao clube que saiam tão cedo visto que são enormes mais-valias nesse passar de testemunho à nova geração de jogadores como Obi, Alvarez, Crisetig, Poli, Luc Castaignos, Coutinho, Jonathan e Faraoni.

Creio que acima de tudo, o Inter quererá construir o seu núcleo duro para o futuro em alguns jogadores como Sneijder, Zarate, Pazzini, Obi, Ricky Alvarez, Rannochia e com os jovens que referi no último parágrafo, se bem que o Holandês está cada vez mais longe de permanecer no clube italiano. Para isso, Moratti e seus pares deveriam tomar decisões já em Janeiro, vendendo alguns activos de forma a contratar outros que possam adaptar-se ao clube e formar uma equipa coesa para a próxima época. É certo que em Fevereiro ainda haverá uma Champions para jogar. Mas se pensam que o Inter pode ir longe, creio que tais aspirações são mito.

2. Lille – Esperava-se claramente mais deste Lille. Para campeão Francês em título e com jogadores com a craveira de Eden Hazard, Pedretti, Mavuba, Obraniak, Joe Cole e Pape Sow, esperava-se um rendimento mais aceitável do Lille nesta fase de grupos. Acaba por sair pela porta do cavalo na competição e Hazard torna-se um jogador muito apetecível para os tubarões do futebol europeu atacar já em Janeiro visto que poderá jogar em qualquer competição dessa data em diante. O Manchester United, mesmo apesar da eliminação poderá já estar a fazer contas à vida para saber quanto irá pagar pelo passe do internacional Belga para colmatar uma posição onde este se irá encaixar na perfeição.

3. Seydou Doumbia e Alan Dzagoev – Duas promessas confirmadas do futebol. Não faltará muito para que o CSKA tenha propostas milionárias para arrebatar o que de melhor tem os russos neste momento para oferecer à grande europa do futebol.

4. Resultados que marcam este grupo:

4.1 – A derrota do Inter contra o Trabzonspor em Giuseppe Meazza na 1ª jornada por 1-0 e a consequente vitória na Russia frente ao CSKA por 3-2 num jogo muito sofrido em que Zarate saltou do banco para resolver. Dois resultados inesperados, sendo que o resultado na Rússia acabou por ser decisivo para os milaneses.

4.2 – O empate do CSKA em Trabzon a 0 bolas.

4.3 – A vitória do Lille na Rússia por 2-o ainda deu algum alento aos franceses mas a última jornada traria um empate bastante injusto contra os Turcos do Trabzonspor e consequente eliminação das provas europeias.

Grupo C

Dos valiosos pés de Nico Gaitán surgiu a magia que culminaria no golo de Cardozo e na vitória q.b do Benfica num grupo onde teve uma participação excepcional.

O jogo contra o Otelul Galati serviu efectivamente para isso: arrecadar mais 800 mil euros e confirmar a passagem aos oitavos-de-final na 1ª posição. Dentro de campo, continua a notar-se a diferença do nível exibicional do Benfica sem e com Pablo Aimar. Perdoem-me os Benfiquistas mas tenho que fazer uma ressalva: mesmo com Gaitán em grande forma, sem Pablo Aimar, o Benfica não tem metade do poderio ofensivo.

É ele que distribui jogo, é ele que encontra os espaços onde eles parecem não existir, é ele que fura as defesas quando estas se fecham no seu meio-campo, é ele que joga e faz jogar toda a equipa encarnada. Daí que seja notório que todos os maus resultados do Benfica nesta temporada se dêem quando o Argentino não se encontra dentro das quatro linhas.

O Otelul Galati acabou por ser o “isco fácil” que a UEFA lançou no meio dos tubarões de um grupo onde se previa que o Manchester alcançasse “de cadeirinha” a vitória, o que não veio nem por sombras a acontecer.

De potencial muito limitado, a equipa orientada por Dorinel Munteanu não tem arcaboiço para disputar esta competição e creio que não a disputará tão cedo no futuro.

Em futebol de alta competição, os erros pagam-se caros. Que o diga Alex Ferguson. Esta partida de St Jakob´s Park não foi mais de que o culminar de uma atitude errónea da turma de Manchester na prova e a vitória do querer, do sonho e do saber estar e jogar dos jovens jogadores suiços.

As palavras de Sir. Alex Ferguson na flash-interview que se seguiu à partida resumem efectivamente o que passou com o clube nos 6 jogos desta fase: “Of course we’re disappointed. The last few years have been outstanding and it’s a loss because it’s the best tournament in the world. It’s a marvellous competition. Losing the early goal was a big blow. When you’re away from home and 1-0 down you have a job to do and we didn’t take our chances. It’s big blow for us.”

Passo imediatamente para as observações do grupo:

Sobre o Benfica pouco há a dizer. O Benfica vence o grupo justamente porque foi a melhor equipa nos 6 jogos desta fase de grupos. Alcançou dois empates contra o United, sendo que em ambos os dois empates poderiam ser perfeitamente duas vitórias.

O Basileia é uma enorme surpresa. Em Old-Trafford já tinha dado o ar de sua graça ao colocar em sentido a equipa de Sir. Alex Ferguson. Contra o Benfica, pode-se dizer que a equipa suiça vendeu cara a derrota contra a equipa de Jorge Jesus. Na última jornada, fez das tripas coração e derrotou com classe o Manchester United, eliminando o campeão Inglês da prova.

Este sucesso do Basileia não é propriamente algo que tenha surgido ao acaso. O Basileia é uma equipa que comporta no seu plantel um mix de jovens e experientes jogadores. Pena é apenas que estes jovens jogadores não consigam evoluir muito mais para o clube no futuro pois decerto que serão vendidos no final da época. Falo de Steinhofer, Park Joo Ho, David Abraham, Alexander Dragovic, Cabral, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valentin Stocker, Jacques Zoua e Fabian Frei. O casamento desta emergente geração de talentos da formação do clube e do futebol suiço casou muito bem com jogadores consagrados como Alexander Frei, Marco Streller ou o veteraníssimo Scott Chipperfield. E deste casamento sai um apuramento que é histórico para o clube.

Se eu fosse o director-desportivo de um clube grande europeu, começava a pensar em contratar alguns destes jogadores para a minha equipa. Ressalvas claro para as estrelas da companhia: Xhaka, Shaqiri, Dragovic e Fabian Frei, jogadores que em breve poderão colocar a Selecção Suiça na onda dos bons resultados e das participações em fases finais de Mundiais e Europeus.

Manchester United.

Muito há a dizer sobre a desastrosa participação do United na competição.

Começo pelo evidente: a construção do plantel e o empolgamento nas primeiras jornadas do campeonato. O plantel do United está desiquilibradíssimo. É um facto notório.

Começando pela baliza: Di Gea não está a aguentar a pressão de, para já, ser o substituto de Edwin Van Der Saar. Também é certo que os seus tenros 21 anos estão a ser decisivos para algumas más exibições que o espanhol tem evidenciado e obviamente para a sua progressão no clube no futuro.

Na defesa, Phil Jones foi um jogador muito caro para aquilo se tem visto dele. 22 milhões por um jovem que comete graves erros em todos os jogos em que joga é um risco que terá que ser assumido no presente por Ferguson. Johnny Evans, e os irmãos Da Silva são jogadores que estão a mais neste United. Smalling iniciou a época a todo o gás mas têm vindo a perdê-lo com o decorrer das partidas. Rio Ferdinand está velho, cansado e muito propenso a lesões. Vidic passa mais tempo no estaleiro do que a jogar. Evra tem vindo a decair ano após ano. A estratégia do United deve começar por aí: reformar adequadamente a sua defesa.

No meio-campo, com a saída de Scholes ficou um lapso enorme por emendar: o United não tem um organizador de jogo. Arrisco-me até a dizer que precisa de dois: um que saiba cumprir a função de trinco na perfeição e consiga fazer devidamente a transição defesa-ataque, o que Michael Carrick não faz e nunca fez e que Scholes fazia na perfeição, e outro mais avançado (um 10 puro) que consiga distribuir jogo pelos seus companheiros de ataque e encontrar espaços onde estes parecem não existir. Existem diversos jogadores que cumprem todos os requisitos que lhes são exigidos por semelhantes tarefas: para o primeiro posto, jogadores como Lee Cattermole, Enoh (Ajax) Fernando, Ever Banega, Mario Suarez (Atlético de Madrid), Cristian Ledesma (Lázio) Jack Rodwell (Everton) ou Steve Sidwell (Aston Villa) podem ser soluções viáveis para este United, se bem que o homem da Lazio e Ever Banega serão jogadores que não serão transaccionados por meia dúzia de trocos. Para a 2ª posição, o eleito de Ferguson é efectivamente Wesley Sneijder. É o jogador que encaixa perfeitamente nesta equipa e o Holandês verá com bons olhos uma possível transferência para Old Trafford. Outros como Marek Hamsik, Mario Gotze, Marko Marin, Paulo Henrique Ganso ou Luka Modric, também podem ser alvos desejáveis pelo Manchester United.

No plantel do United, existem diversos erros de casting. Não só os defesas que mencionei mas jogadores como Anderson (Ferguson apostar no brasileiro é bater no molhado) Darren Fletcher (ainda não consigo perceber como tem lugar no United) António Valência (22 milhões??!!) Wellbeck, Federico Macheda (um sonho de uma tarde) e Dimitar Berbatov (é bom, mas já deu para ver que por vezes está a mais).

Indo em concreto ao que se passou dentro das 4 linhas.

Ferguson pensou (qualquer treinador com o plantel que dispõe, com a dureza das provas que disputa em simultâneo, com o potencial em teoria dos adversários que iria enfrentar) em optar pelo rotativismo nesta fase de grupos para conseguir ter o seu plantel fresco para disputar todas as competições deste início de época. Tal rotativismo saiu-lhe obviamente furado: no campeonato dista a 5 pontos do líder; a liga dos campeões já era.

O 2º erro de Sir. foi obviamente ter inventado q.b nos jogos da equipa, adequando a equipa mediante a observação que fez (e que os seus olheiros lhe fizeram) das equipas na contenda: contra o Benfica na Luz optou por um meio campo de cariz mais defensivo, fazendo exactamente o mesmo nos jogos contra Basileia e Benfica em Old-Trafford, aliando tal facto, à poupança de jogos que referi no último parágrafo. Daí que Nani (indiscutivelmente o mais desiquilibrador da equipa) tenha sido relegado para o banco em 3 partidas, 2 delas com a importância que vieram a ter para este falhanço como são as de Benfica (fora) Basileia (casa) e Otelul Galati (fora).

O 3º problema que justifica a eliminação foi a clara atitude de apatia da equipa, exceptuando pequenos trechos de jogo em que o Manchester se viu aflito e tentou minorar as perdas: falo da 2ª parte contra o Benfica em casa e das 2ªs partes contra Basileia em casa e fora. Até contra a modesta equipa Romena do Otelul Galati, a equipa do Manchester venceu sem convencer.

Ferguson apanha assim o 2º escaldão desta época. Na semana passada havia sido a eliminação da Taça da Liga Inglesa frente ao Crystal Palace da 2ª divisão.

Tais factos e eventos culminaram nos resultados chave deste grupo: os empates contra o Benfica (volto a frisar que o Benfica podia ter ganho as duas partidas), o empate caseiro frente ao Basileia e obviamente a derrota de ontem em St. Jakob´s Park.

O Manchester salta para a Liga Europa e é obviamente para já o contender nº1 à conquista da prova. Mas, na Liga Europa, as coisas não costumam ser famosas para os clubes que saem da champions, por isso, tudo poderá acontecer.

Grupo D

O Real Madrid cumpriu o seu pleno nesta fase de grupos. 18 pontos com um score de 19-2.

Com Mourinho a aproveitar, em véspera de derby, para voltar a dar tempo aos menos utilizados (Nuri Sahin, Kaka, Esteban Granero, Raúl Albiol, Raphael Varane, Callejón, Hamit Altintop e o Português Pedro Mendes, jovem emprestado pelo Sporting ao Real) e para aproveitar para testar novamente Fábio Coentrão na direita tendo em conta a preparação do teste de sábado contra o Barcelona.

3-0 com golos de Callejón (2) e Higuaín num jogo (numa jornada, diria) envolta em polémica e que ainda poderá dar muito que falar.

1º pelos dois golos mal-anulados ao Ajax, que davam qualificação mesmo apesar de uma eventual derrota por 3-2.

2º pelo jogo de Zagreb, do qual falei mais à frente.

O Ajax fica pelo caminho, mas do pouco que vi desta equipa fica pelo caminho com a sensação de que poderia ter alcançado a qualificação, graças ao bom futebol (ao estilo holandês) que pratica. Os Holandeses tem novamente uma boa geração de jogadores para exportar, casos de Enoh, Erikssen, Lorenzo Ebecilio, Vurton Anita, Gregory Van der Wiel, Jan Vertonghen, Daley Blind, Nicolás Lodeiro e o inevitável Miralem Sulejmani. Outro facto que pude constatar é que dos 18 convocados por Frank De Boer para esta partida, os dois mais velhos neste plantel do Ajax são Dimitry Bulykin (32 anos) e Theo Janssen com 30. O 3º mais velho é o guarda-redes Vermeer e mesmo este já tem 6 épocas na equipa principal do clube de Amesterdão.

Não tenho palavras para descrever aquilo que se passou em Zagreb tal é a confusão que me ocorre na cabeça.

As contas do grupo eram simples: o Ajax passava se vencesse o Real. Passava se empatasse, passava caso o Lyon não vencesse na Croácia e passava caso perdesse 1-o e o Lyon vencesse por mais de 6 golos de diferença. O Ajax veio a perder 3-0 (score 6-6) e o Lyon venceu por 7-1, passando o seu score na competição de 2 (sim, 2!!!) golos marcados até então para um parcial de 9-7.

Em primeiro lugar não percebo como é que uma equipa conquista 8 pontos nesta prova e até à última jornada só tem 2 golos marcados, marcando 7 no último.

Depois, o jogo de Zagreb é recheadissimo de causalidades: em Amesterdão, o Ajax vê 2 golos mal-anulados que eram mais que suficientes para o seu apuramento. Em Zagreb, o Lyon (equipa que não anda a jogar nada esta época; equipa que tirando Gomis, Michel Bastos, Lisandro Lopez, Anthony Reveillère, Aly Cissokho e Yoann Goucourff não tem nada de jeito; equipa que na Ligue 1 em 16 jornadas já perdeu por 5 vezes e empatou outras 2, ocupando o 4º lugar a 7 pontos do líder Montpellier) começa a perder o jogo frente ao Zagreb aos 40″, consegue empatar aos 45 por Gomis e na 2ª parte, imagine-se consegue marcar 4 golos num espaço de 7 minutos, precisamente nos primeiros 7 minutos da 2ª parte.

Ou das duas uma: ou o jogo foi viciado (algo que já está sob investigação pelas autoridades francesas e pela própria UEFA, como se pode ver a partir destas notícias do Jornal Público aqui e aqui) coisa que não quero acreditar, mas que depois do escândalo Calciocaos em 2006 em Itália e nos pressupostos subornos que se faziam ao director-geral da Juventus de então (Luciano Moggi; entretanto condenado e banido temporariamente do futebol italiano) e a alguns atletas da Vecchia Signora como Buffon, Emerson, Zlatan Ibrahimovic e Fabio Cannavaro para que o clube fosse eliminado nos oitavos-de-final da Champions em 2006 pelo Werder Bremen (resultado que seria benéfico a uma casa de apostas pela quantidade de apostadores que tinha apostado no resultado contrário e resultado que praticamente se veio a consumar não fosse o facto de Emerson ter marcado um golo no último minuto num erro do guarda-redes alemão Tim Wiese que diga-se, quem tiver acesso a essas imagens poderá ver que o então internacional brasileiro não festejou um golo que dava o acesso aos quartos-de-final) me elucida que efectivamente existem outros interesses extra desportivos no futebol e não se deve colocar de parte um eventual cozinhado deste resultado do Lyon com a ajuda da equipa Croata, ou então foi tudo limpinho e os jogadores do Lyon mereceram os 7 golos.

No resumo da partida, necessitando para tal de comparar com o jogo que o Zagreb fez na 5ª Jornada em Santiago Bernabéu em que também foi goleado, reparei noutro aspecto interessantíssimo: em Madrid, o Real iniciou a goleada na 1ª parte, mas os jogadores do Zagreb, a jogar fora, até quiseram dar o ar da sua graça e na 2ª parte foram à procura de golos e conseguiram dois. Em Zagreb, os jogadores até inauguraram o marcador e depois do 2-1 e do 3-1 por parte do Lyon pura e simplesmente desinteressaram-se do jogo, havendo jogadores que não faziam qualquer oposição aos jogadores franceses.

Será obviamente um novelo que caberá à UEFA desvelar, para bem do jogo limpo que o organismo tanto preconiza e para bem da verdade no futebol.

Contas feitas: o Real e o Lyon passam aos oitavos-de-final, enquanto o Ajax vai para a Liga Europa. Era portanto o resultado que se previa neste grupo.

O Zagreb é daquelas equipas que se espera não voltar tão cedo à Liga dos Campeões. Pela espectacularidade que se quer na competição. 3 golos marcados e 23 sofridos é algo ridículo para uma equipa que disputa a Champions. É quase uma média de 4 golos sofridos por jogo.

Grupo E

Depois de uma semana complicada pela derrota na Taça da Liga frente ao Liverpool (outra vez) André Villas-Boas recebeu 2 novos balões de oxigénio: no sábado, a vitória em Newcastle por 3-0 e na terça-feira a vitória também por 3-0 frente ao Valência, com a consequente passagem do Chelsea aos oitavos de final da champions.

Pelo que vi, vi um Valência muito acutilante que tentou planar o seu futebol em Stamford Bridge mas não conseguiu aproveitar as suas oportunidades, e o Chelsea, do outro lado, a sair em venenosos contra-ataques e a consequir marcar todos os seus golos por culpa de erros dos defesas de ocasião do Valência.

Digo defesas de ocasião, vistos os problemas que os dois defesas Portugueses (Ricardo Costa e Miguel) estão a ter com o treinador Unai Emery.

Vamos por partes:

1. Ricardo Costa e Miguel estão castigados internamente pelo seu treinador. Ricardo Costa mantem um diferendo com Emery por algumas declarações menos conseguidas em que criticava as escolhas do seu técnico; Miguel, como é habitual, cumpre castigo interno por ter chegado atrasado a um treino.

2. A defesa que o Valência apresenta em Stamford Bridge, num jogo decisivo para as aspirações da equipa na prova, e, perante o potencial que é inegável do Chelsea, sem Ricardo Costa e Miguel chega quase a ser anedótica: Alberto Barragán, Adil Rami, Victor Ruiz e Jordi Alba. Tirando o Francês que os valencianos foram buscar ao Lille, os restantes são jogadores cuja qualidade é claramente duvidosa e sobretudo jogadores com pouca experiência para este tipo de jogos.

Caricato é, que serão Victor Ruiz e Barragan os grandes obreiros dos dois primeiros golos dos Blues na partida. Emery deve-se ter lamentado das suas rigorosas tomadas de opção e o Valência, apesar do bom jogo que fez (Soldado dispôs de uma oportunidade de golo; Albelda fabricou um golo praticamente feito num remate de longe que só um Petr Cech super inspirado travou num voo colossal) foi encaminhado para a Liga Europa.

Qual fénix renascido do mundo dos mortos, Didier Drogba volta-se a assumir como a primeira escolha para a frente de ataque do Chelsea, mesmo perante o espectro mais que iminente de saída do Chelsea (pode-se dar em Janeiro para o Qatar ou para a Rússia) dado que o Costa-Marfinense termina contrato no fim da época.

Oriol Romeu voltou a ser titular no Chelsea; André Villas-Boas parece estar apostado em dar mais jogo ao jovem médio que os Blues foram buscar por 5 milhões à cantera do Barcelona.

No outro jogo do grupo, o Leverkusen (apurado) empatou com o Genk a 1 bola. Golos de Jelle Vossen para os Belgas e Eren Derdyok para os Alemães.

O Valência ficou pelo caminho num grupo onde era dado como favorito à passagem. Os Valencianos caem de pé e mesmo apesar desta eliminação, continuam a realizar uma boa temporada.

O Chelsea passa o grupo com algumas dificuldades. Dificuldades essas que estão a seguir a tendência destes primeiros meses de AVB no clube. Creio que só haverá espaço para os blues melhorarem a sua equipa e acredito que em Janeiro poderão chegar mais reforços de peso a Stamford Bridge. Fala-se também que David Luiz poderá estar de saída do clube, depois de ter sido contratado em Janeiro ao Benfica. A Juventus poderá ser o destino do central brasileiro.

O Leverkusen foi claramente o outsider do grupo. Não quero com isto dizer que a equipa alemã não tenha potencial para tal. Uma equipa com jogadores como Ballack, Derdyok, Kiessling, Schurrle, Simon Rolfes, Lars Bender e Manuel Friederich não se pode dizer que seja uma equipa banal. O Leverkusen mostrou-se nesta fase de grupos como uma equipa agressiva (bem ao jeito alemão), persistente e acabou por se dar bem.

Como momentos deste grupo, ficam na retina o empate do Valência na Bélgica contra o Gent a zero bolas, o empate entre Valência e Chelsea no Mestalla a 1 bola num jogo em que o Valência poderia ter obtido a vitória, o empate do Chelsea na Bélgica contra o Gent e a vitória do Leverkusen em casa frente ao Chelsea no último minuto com uma cabeçada triunfante de Friederich.

 

Grupo F

O Olympiacos venceu por 3-1 o Arsenal. Arsène Wenger optou por fazer descansar alguns jogadores e colocar em campo outros menos rodados como Lukasz Fabianski, Alex Oxlade-Chamberlain, Sebastian Squillaci, Johan Djorou, Emmanuel Frimpong (mais um talento que Wenger tem aqui para trabalhar) Marouane Chamakh, Francis Coquelin e Yossi Benayoun. Seria o Israelita a marcar o golo dos Gunners.

Contudo, a vitória dos Gregos não foi suficiente para segurar mais do que a Liga Europa.

Jogo épico no BVB Stadium em Dortmund. Aos 85″, o Marselha estava fora da competição. Em 2 minutos tudo se alterou.

Depois de 2 golos da equipa alemã na 1ª parte (Błaszczykowski e Hummels), Loic Remy fechou o primeiro golo com o 1-2 para os Franceses. Andre Ayew aos 85 e Mathiew Valbuena aos 87 marcaram dois grandes golos que deram apuramento ao clube

Uma única observação: Com um grupo muito equilibrado, o Arsenal venceu com 11 pontos. Marselha, Dortmund e Olympiacos lutaram até ao fim pelo apuramento (se bem que as chances do Dortmund no último jogo eram quase nulas) mas no entanto, os campeões alemães decepcionaram-me com os resultados obtidos. Esperava muito mais deste Dortmund, mas, estes resultados também reflectiram o mau arranque de época que a equipa fez e cujos estragos (pelo menos a nível interno) estão a ser minorados. O Olympiacos vai para a Liga Europa, depois de merecer algo mais que o 3º lugar.

 

Grupo G

O jogo da desgraça no grupo da desgraça.

Contra o Zenit, o Porto exibiu-se a altíssimo nível. A sorte não bafejou os portistas num dos melhores jogos da época para a equipa de Vitor Pereira.

O Porto cai de pé na Champions, mas fica o amargo da boca de não ter passado esta fase de grupos. Isto porque era a equipa mais bem cotada e diga-se a bom da verdade, com o maior potencial das 4. Quis a própria competição que uma frágil equipa, de nome APOEL, ressuscitasse do mundo “dos chamados coitadinhos da europa” e conseguisse (com as armas que dispõe) ombrear com as restantes equipas, alcançando um apuramento que se deve considerar como histórico e estóico.

O Porto fez tudo bem. Circulo bem a bola, optou por uma estratégia de jogar pelos flancos, Hulk desiquilibrou várias vezes na direita e James Rodriguez voltou inclusive a aparecer depois de uma má fase exibicional. Faltou apenas o golo, golo esse, negado algumas vezes por uma besta de baliza chamado Vyacheslav Malafeev.

O Zenit limitou-se a aplicar o que ia na cabeça de Luciano Spalletti. Todos conhecemos perfeitamente os treinadores italianos. Todos conhecemos as estratégias que utilizam em alturas em que urge defender um resultado específico. Spalletti foi pragmático: necessitava de um empate. E veio ao Porto para jogar para o empate. Colocou o Zenit em campo sem uma única referência de área: Danny e Lazovic eram os homens mais adiantados. O meio campo foi reforçado com as inclusões de Shirokov, Faizulin, Semak e Denisov e posteriormente, já na 2ª parte com Bruno Alves à frente dos defesas e Konstantin Zyryanov. A missão era claramente a de tapar as alas do Porto, mas duas grandes exibições de Hulk e James furaram em certa medida o pensamento do treinador dos russos.

O Porto deve-se lamentar com as perdidas de James e de Djalma, as duas na cara do guarda-redes. Nem as substituições com a entrada de Kléber e Silvestre Varela trouxeram felicidade ao clube da invicta. Tal facto, acentua cada vez mais a necessidade do Porto se reforçar no mercado com um bom ponta-de-lança.

Olhando para as estatísticas do jogo, não consigo perceber como é que o Porto deixou fugir este jogo. 25 remates (9 dos quais à baliza), 10 cantos, 58\42 em posse de bola. Domínio territorial de 68% no meio campo do Zenit. Mas o futebol é assim mesmo…

No outro jogo do grupo, o APOEL perdeu em casa por 2-0  contra o Shaktar Donetsk. Luiz Adriano e Seleznyov marcaram os tentos da despedida dos Ucranianos das competições europeias nesta temporada.

O grupo 6 termina assim com o APOEL como vencedor do grupo e o Zenit como segundo. Volto a repetir que foi um apuramento histórico por parte dos cipriotas.

Como momentos chave deste grupo são de realçar:

1. A vitória do APOEL em Nicósia sobre o Zenit por 2-1 na 1ª jornada. Desde então, o APOEL aparece na disposição de não ser o bombo da festa do grupo.

2. A derrota na Rússia do Porto contra o Zenit. Um jogo para esquecer. Na mesma jornada, o APOEL vai “sacar” um empate à Ucrânia a 1 bola num jogo onde esteve a vencer por 3 minutos.

3. O empate do Porto em casa contra o APOEL quando se exigia uma vitória e a consequente derrota no Chipre, onde a equipa do APOEL defendeu praticamente o jogo todo (de modo organizado é verdade) e onde conseguiu vencer nos minutos finais com um golo de contra-ataque que podia ter sido evitado pelos portistas.

4. O empate entre Zenit e APOEL na Rússia. Mais uma vez o APOEL mostrou garra e crença na qualificação.

5. O empate no Dragão entre Porto e Zenit.

 

Grupo H

Sem muito para dizer neste grupo.

Tudo praticamente resolvido. Apenas existia a dúvida se seria o Viktoria Plzen ou o BATE a seguir para a Liga Europa. Será o campeão checo, possível adversário do Sporting.

No Barcelona vs BATE Borisov, Guardiola convocou 18 jogadores onde figuravam apenas 6 da equipa principal (Andreu Fontás, Pedro Rodriguez, Pinto, Maxwell, Thiago Alcântara e Gerard Piqué) 3 que já vem sido chamados regularmente à equipa principal (Isaac Cuenca, Marc Muniesa e Jonathan dos Santos) e outros 9 recrutados entre a equipa B do clube, com destaque para Marti Montoya, Martí Riverola, Sergi Roberto, Marc Bartra, Rafinha, Kiko Fermenia e Gerard Deulofeu.

Os miúdos deram bem conta do recado, já jogam o tiki-taka e despacharam os pobres Bielorussos do BATE (que tem nas suas fileiras Mateja Kezman) por 4-0 com golos de Pedro (2) Sergi Roberto e Montoya.

Um bom prémio para a geração do futuro dos Catalães.

No outro jogo, Plzen e Milan empataram a 2 bolas. Max Allegri também jogou com poupanças. Actuaram jogadores como Taiwo, Mexés, Pato (para ganhar ritmo competitivo após lesão) Ambrosini, Bonera, Emanuelson, Mattia Di Sciglio (jovem da cantera do Milan) e Bryan Cristante.

Alexandre Pato e Robinho colocaram os milaneses em vantagem aos 47 e 48″ mas um ímpeto final demolidor do Viktoria haveria de restabelecer a igualdade com golos de Bystron e Duris mesmo ao cair do pano.

Este grupo não merece grandes considerações visto que o resultado final era o que se previa: Barcelona em primeiro, Milan em 2º, ambos sem grandes dificuldades.

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Optimus Primavera Sound Porto

Bjork, Neon Indiana, Jeff Mangum (guitarrista dos Neutral Milk Hotel) Codeine, Other Lives e Yo La Tengo os primeiros nomes confirmados. Só pelos Yo La Tengo, já vale o meu bilhete.

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É já amanhã

Luta pelos teus direitos!

6 outras cidades Portuguesas associaram-se ao evento com manifestações à escala regional: Porto, Coimbra, Faro, Braga, Funchal e Santarém.


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Porto Primavera Sounds

Será entre 7 e 10 de Junho na cidade do Porto, terá 4 palcos e o bilhete geral andará à volta dos 65 euros.

Não poderia existir uma notícia tão boa no dia de hoje.

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Pelos jogos internacionais…

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A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

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No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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Premier League – Antevisão

O melhor espectáculo do mundo já começou! Sem dúvida, a melhor liga do mundo. Pelo potencial das equipas, pelo espectáculo, pelos grandes derbys e clássicos, pela emoção até ao último minuto nas partidas e sempre até às últimas jornadas!

Pouco mais se pode dizer de um campeonato tão rico em talento e em emotividade.

O Manchester United tem outra vez a responsabilidade (quiçá o prazer) de defender novamente o título. Numa 1ª linha de candidatos terá os crónicos Chelsea,  Liverpool (tenho a certeza que será capaz de voltar aos grandes resultados internos) Arsenal (mais frágil devido à saída de Fabrègas) e o “emergente” Manchester City.

Com os olhos postos na Champions e nos lugares europeus estarão sempre equipas como o Tottenham, o Aston Villa, Fulham, Everton e quiçá o renovado Newcastle. Outra equipa de meio da tabela poderá sempre ser um outsider na prova, dado o potencial que todas as equipas demonstram. Cumpre-me novamente dizer que esta antevisão poderá ter erros ou poderá sofrer mudanças até ao dia 31 de Agosto, data de fecho do mercado de transferências. Os 8-2 do Manchester ao Arsenal no dia de ontem apanharam-me em contramão na escrita deste post. Mesmo assim, a derrota histórica sofrida pelos Gunners não vai alterar em nada o que penso sobre o clube londrino. No fim, os pequenos excertos que pertencem ao Tottenham e ao Blackburn já foram escritos com base nos resultados que os clubes obtiveram na 3ª jornada da prova. O meu obrigado a quem lê a antevisão.

Manchester United

Sir. Uma lenda viva do futebol mundial. Ao longos dos últimos anos em Manchester, muito se tem dito sobre Alex Ferguson e sobre o futuro do clube de Manchester sem o manager escocês.

Por outras palavras, muita tinta se tem derramado nos jornais ligados ao fenómeno desportivo sobre o ano em que Sir se vai retirar do futebol e qual vai ser o seu sucessor. Ultimamente, o Guardian afirmou que o manager escocês pretende retirar-se no final desta época, encerrando o seu enorme pecúlio pelo futebol no clube de Manchester com uma entrada gloriosa no seu último capítulo enquanto treinador de futebol com o desafio de guiar a selecção olímpica da Grã-Bretanha no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2012. A seu tempo, Ferguson não desmentiu nem confirmou a eventualidade de se retirar do United no fim desta época e não descartou o desejo de orientar a selecção olímpica britânica. O seu sucessor é obviamente outro dos enigmas que faz vender jornais em Inglaterra. Ferguson é um homem vivido no futebol e decerto já deverá ter indicado na “board” do seu clube um ou vários nomes para continuar o seu trabalho.

Nomes jovens, visto que o Manchester está mais que rotinado com a experiência Ferguson a dar tempo e espaço aos seus técnicos e jogadores desde a entrada no clube até ao sucesso. Digo experiência ferguson sem aspas. O escocês entrou no clube pela porta pequena e demorou a vencer. Pelo meio, o clube de Manchester não lhe indicou a porta da saída, mostrando um pouco daquilo que é a mentalidade de gestão de um clube no Reino Unido. Os Portugueses Carlos Queiroz e José Mourinho aparecem como o sucessor do escocês. Queiroz é um dos pilares de muitos sucessos do United. Ferguson granjeou-lhe a confiança suficiente para o Português assumir o trabalho de campo da equipa.

Mourinho, apesar da rivalidade saudável (Ferguson é um dos técnicos cujo Português mais respeita e não entra nas habituais trocas de palavras) assume-se como o “special one” do escocês e mesmo no Real, saltará para Manchester muito facilmente caso o escocês lhe diga “és o meu sucessor”. Mike Phelan (actual adjunto do United) e David Moyes (Everton) poderão ser outras alternativas indicadas por Sir para o futuro do clube. Passando a outra conversa O Manchester inicia esta nova época com a defesa do título e com a ambição do costume: vencer todas as provas que vai disputar. Depois de um defeso que ficou marcado pelas renúncias de pilares importantes na vida do clube como Scholes, Van Der Sar e Gary Neville, Ferguson sentiu que era a hora de reforçar o plantel com gente capaz de assegurar o futuro do clube.

Entre as saídas desta época, para além dos veteranos que terminaram carreira, saíram jogadores que estavam no clube há muitos anos mas que nunca se afirmaram como titulares no United. Casos de Wes Brown e do o irlandês John O´Shea que saíram para o Sunderland. Outros jogadores que não se afirmaram em Manchester ou são demasiado jovens e precisam de rodar também acabaram por sair como o Português Bébé (por empréstimo para o Besiktas) Gabriel Obertan (rumou a Newcastle) ou Joshua King.

Para reforçar o plantel, a direcção do clube não olhou a gastos. Começou por substituir o “monstro” Van der Sar pelo talentoso David de Gea. 21,5 milhões foi o valor pago pelo jovem guarda-redes espanhol ao Atlético de Madrid. De Gea não está porem a ter vida fácil em Manchester. No entanto, o talento do espanhol garante-me a tranquilidade para dizer que o Manchester tem aqui guarda-redes para os próximos 15 anos. Para a defesa, 22 milhões foi o valor pago pelo lateral Phil Jones ao Blackburn, uma transferência cujo valor me espantou e cuja responsabilidade será enorme para o jovem lateral de 19 anos.

Para as alas, Ashley Young foi uma excelente decisão do Manchester. O extremo é um jogador fenomenal que vai acrescentar muito talento a um sector onde Nani era a única solução de classe mundial a meu ver. Quanto ao Português já lá vamos. Young estreou-se com pompa e circunstância pelo Manchester. No capítulo das incógnitas, continuam alguns jogadores. Durante o defeso, a comunicação social dava Nani como carta fora do baralho do plantel do Manchester. Se o clube o tivesse vendido seria um erro. Muito mais pelos 14 milhões que a imprensa falava ou até pela troca com Sneijder, jogador cujas características são apreciadas por Ferguson graças à falta de Paul Scholes e à não-afirmação por completo de Anderson, jogador que Ferguson comprou ao Porto e quis transformar em 8 (ainda que sem sucesso).

Nani continua portanto de pedra e cal no United e assume-se como uma das vedetas indiscutíveis da equipa. Também se especulou que Michael Carrick, Rio Ferdinand, Valência e Berbatov poderiam não ficar no Manchester 20112012. Tais rumores acabaram (por ora) por não se concretizar. É um plantel que ganhou bastante qualidade com as entradas. Di Gea será o titular na baliza e terá pouca concorrência do polaco Kuszczak e do dinamarquês Lindegaarde. Na defesa, Evra continuará a ter o flanco esquerdo. No centro da defesa, Nemanja Vidic, o grande Chris Smalling (arrisca-se a roubar o lugar ao veterano Ferdinand) e Rio Ferdinand irão continuar a garantir a qualidade que o Manchester sempre nos habituou. À direita, será um despique entre Phil Jones e Rafael da Silva. Fábio da Silva e o galês Johnny Evans (centroesquerda) tentarão ganhar o seu espaço perante as saídas de muitos defesas que aproveitavam as sobras dadas pelas lesões na defesa (O´Shea, Brown; num passado muito recente Mickael Silvestre antes de ser transferido).

O meio-campo do United assusta. Carrick, o veteraníssimo Ryan Giggs (ainda influente na equipa aos 37 anos) Park Ji-Sung (renovou; é fulcral pela sua versatilidade e pelo seu rigor táctico) Nani, Valência Ashley Young, Anderson, Darren Fletcher e os jovens Darren Gibson, Tom Cleverley garantirão excelência táctica e técnica e soluções para Ferguson.

Na frente, Wayne Rooney, Dimitar Berbatov, a jovem vedeta Chicarito Hernandez (colou muito bem no United o puto!), o veterano Michael Owen e os jovens Mame Diouf, Danny Welbeck (será de vez que vai assentar?) e Federico Macheda (voltou de empréstimo) dispensam apresentações e serão opções tanto para o centro do terreno para como para várias posições como a de nº10 (Rooney e Berbatov adaptam-se muito bem nestas posições) como para as extemidades do ataque (Welbeck; Diouf). Apenas Hernandez tem lugar garantido como o homem mais avançado no ataque. Um jogador que Ferguson soube moldar muito bem à sua maneira: o Mexicano veio como extremo e tornou-se um felino matador.

Manchester City

Tanto investimento e tanta ambição só pode resultar em glória. Este poderá ser o ano do City. Se avançarmos alguns metros a pé de Old Trafford (Teatro dos Sonhos) iremos dar ao City of Manchester, mansão imperial do Abu Dhabi and Hyde Park Entertainment Group, grupo que investiu no clube britânico cujo proprietário é Khaldoon Al Mubarak. Nos últimos 4 anos, o Abu Dhabi and Hyde Park Entertainment Group, principal grupo de investimentos dos Emirados Árabes Unidos, proprietário da Etihad Airways, da Etisalat, da Columbia Pictures e de metade dos negócios feitos em Abu Dhabi no ramo imobiliário investiu uma soma milionária no histórico clube Britânico.

Se a primeira fornada de jogadores contratada pelo clube de Manchester não deu garantias de sucesso a Sven Goran Erikson (jogadores como Elano, Jô, Martin Petrov, Zabaleta, depois Adebayor, Bellami, entre outros) o investimento triplicou mas na minha opinião, Roberto Mancini não é homem para treinar este arsenal em bruto. Falta muita ambição a Mancini para guiar à vitória um plantel quase perfeito. Como não poderia faltar, este defeso voltou a ser de revolução e aperfeiçoamento do plantel dos Citizens.

Saíram enumeros jogadores e entraram outros tantos: saíram Adebayor (via Tottenham depois de não ter vingado no Real Madrid) Shay Given (Aston Villa) Michael Ball e Michael Johnson (Leicester) Derdryck Boyata (Bolton) e o eslovaco Wladimir Weiss foi novamente emprestado do Dinamo de Kiev após uma boa época no Rangers Em decisão, continua o dossier de jogadores como Balotelli (apesar do seu talento, as confusões e problemas que o italiano gera poderão ter levado os responsáveis do Manchester City a poder colocar o jogador no mercado na última semana de transferências) Onohua e Wayne Bridge (não tem lugar num plantel com 11 defesas) Shaun Wright-Phillips (tem se falado da hipótese de rumar ao recém-promovido Queens Park Rangers) Adam Johnson e Gui Assulin e dos avançados Roque Santa Cruz e Craig Bellami. Ponderada ainda é a hipótese do Real Madrid levar Carlos Tevez, facto que só acontecerá se Florentino Perez passar um cheque a rondar os 70 milhões de euros, valor estipulado pelo City para libertar o Argentino.

O argentino Kun Aguero foi claramente um dos agitadores do mercado de transferências. Com a qualidade que o argentino possuí e a dificuldade que o Atlético (mesmo possuíndo planteis bastante interessantes) tem em conquistar títulos, seria muito difícil aguentar por muito mais tempo o assédio ao genro de Diego Armando Maradona. Rumou a Manchester. Pelo dinheiro e pela sede de triunfos. Não foi porém o único alvo certeiro do City neste defeso. Para a defesa, o clube contratou o defesa-esquerdo Francês Clichy ao Arsenal e o defesa-central Sérvio Savic ao Partizan, jogador que chegou a ser apontado ao Sporting. Do Arsenal, Clichy veio acompanhado pelo médio Nasri, jogador que a um ano do fim de contrato com os Gunners decidiu rumar de ares. Se num primário lance teve com um pé no United (oferecia 14 milhões ao Arsenal pelo seu concurso) acabou por ir parar ao City of Manchester por inflacionados 28 milhões. Inflacionados não pelo talento do jogador (que é imenso; é um jogador com uma qualidade de passe e criatividade enormíssima) mas pela situação contratual que possuía com os Gunners.

Savic é um central dado como certinho, forte fisicamente e altivo no jogo aéreo. Juntam-se a um plantel de luxo com jogadores que dispensam apresentações: Joe Hart (o titular da baliza inglesa) Micah Richards, Pablo Zabaleta, Vincent Kompany, Joleon Lescott, Kolo Touré, Kolarov (muito criticado no City, ainda não se conseguiu afirmar) Nigel De Jong, David Silva (o grande criativo desta equipa) Adam Johnson, James Milner, Gareth Barry, Yaya Touré, Carlos Tevez, Dzeko e as incógnitas até ao fim do mercado Balotelli, Bridge, Onohua, Santa Cruz e Bellami. Roberto Mancini tem portanto a sua cabeça a prémio. Não existem desculpas para não obter resultados. Tem a equipa que pediu e a equipa que não pediu. A enorme concorrência interna e externa é que poderá dificultar a vida ao treinador italiano.

Wolverhampton

Mick McCarthy (ex-seleccionador Irlandês) é novamente o santo milagreiro de uma equipa com poucos recursos económicos, tendo em conta o poderio financeiro das equipas com quem vai competir no plano interno. O Irlandês é no entanto um técnico experiente e ciente das dificuldades que irá encontrar de modo a atingir o objectivo da equipa: uma época sem sobressaltos de maior índole. Como maior contratação da equipa, aparece Jamie O´Hara (médio-centromédio esquerdo recrutado ao Tottenham) mais um Irlandês para um plantel que conta com 7 irlandeses, quase todos fundamentais na manobra da equipa, casos de Stephen Ward, Steve Hunt e Kevin Doyle.

Homens de confiança de McCarthy. Para completar a sua missão, McCarthy terá como esteios jogadores como Jody Craddock, Stephen Ward, o escocês Christophe Berra, George Elokobi, Ronald Zubar, Steve Hunt, Nenad Milijas, O´Hara, Adlène Guedioura, Sylvain Ebanks-Blake, Steven Fletcher, Sam Vokes e Kevin Doyle.

Liverpool

Kenny Dalglish é uma das lendas vivas em Liverpool. Enquanto jogador do clube entre 1977 e 1990, Dalglish jogou 355 jogos e marcou 118 golos, ajudando a equipa da cidade dos Beatles à era de ouro do clube com 8 títulos, 1 FA Cup, 4 taças da liga, 5 supertaças, 3 ligas dos campeões (na era Paisley) e 1 supertaça europeia. Números e conquistas notáveis, portanto…

Dalglish terá pela frente uma missão muito difícil. Devolver o Liverpool à luta pelo título depois da época frustrante em 20102011, das saídas importantes que o clube teve nos últimos anos (Xabi Alonso, Fernando Torres) das dificuldades financeiras que o clube passou com a falência técnica e consequente venda de propriedade dos Gillette para um grupo de accionistas e do investimento em plantel feito pelos novos accionistas, consumado nas contratações de Andy Carroll, Luis Suarez, Jordan Henderson, José Enrique, Charlie Adam, Sebastian Coates e Stuart Downing. Em todos estes jogadores, a direcção do clube de Anfield Road gastou nada mais nada menos que exorbitantes 115 milhões de euros, tirando ainda os passes de outros jogadores contratados no início da época passada como Raúl Meireles (a grande revelação da Premier no seu ano de estreia, motivando o prémio de melhor jogador estrangeiro da época transacta) Christy Poulsen e Maxi Rodriguez.

Para abono do clube, também importa falar que a direcção do liverpool preservou alguma estabilidade neste defeso, acabando por vender apenas jogadores que não entraram na rotina em Anfield, casos do italiano Alberto Aquilani para a Juventus em definitivo (não acertou passo em Liverpool e acabou por ser uma tremenda desilusão) Milan Jovanovic (voltou à Bélgica para representar o Anderlecht) Nabil El Zhar (Levante) Kyrgiakos (Wolfsburg) e jovens que não aproveitaram a sua oportunidade no plantel principal dos Reds como é o caso do médio Pacheco (Atlético) Darby, Plessis e Daniel Ayala. O plantel do Liverpool é então constituído por: – Três guarda-redes de valor: Doni, Pepe Reina e o australiano Brad Jones.

Jamier Carragher é um central (por vezes lateral) esforçado, mas nunca me agradou. A mim e a muito boa gente! – Sebastian Coates (desejado por Benfica e Porto, o Uruguaio rumou a Anfield por cerca de 9 milhões de euros) Emiliano Insúa (terá que atinar para ficar após sucessivos empréstimos) Glen Johnson, José Enrique (jogador que saltou do Villareal para o Newcastle por um balúrdio, foi mal amado entre os adeptos dos Magpies no ano em que o clube desceu à Championship e acabou por dar a volta e ser vendido ao Liverpool) Fábio Aurélio (todos os anos é dado como carta fora do baralho mas acaba por ficar) Danny Wilson, Jamie Carragher, Martin Skrtel, Daniel Agger (o trio de centrais do Liverpool que nos habituámos nos últimos anos) e Martin Kelly. No capítulo defensivo, o Liverpool precisava de um investimento mais certeiro na zona central. Coates poderá ser um bom jogador mas ainda é muito tenro para estas andanças e Carragher, Skrtel e Agger são escassos para se assumir estabilidade defensiva pelos lados de Anfield.

Dizem que já não existe amor à camisola. Aqui está um das excepções. Duas, tendo em conta o pecúlio enquanto jogador de Carragher. Não conhecem e nem querem conhecer outro clube que não o Liverpool. E fazem muito bem! – Meireles, Gerrard, Joe Cole (estará de saída para QPR ou Tottenham segundo a imprensa) Maxi, Henderson, Downing, Leiva, Spearing, Adam, Poulsen e Shelvey. – Suarez, Kuyt, Caroll e N´Gog na frente. É de facto o melhor e mais completo Liverpool dos últimos anos. Vamos ver como evoluí com o decorrer da época.

Aston Villa

O Escocês Alan McLeish tem à sua disposição um Villa em fase de maturação, mesmo apesar de algumas saídas de relevo que teve nos últimos anos. No que diz respeito a esta temporada são de salientar algumas entradas de jogadores interessantes assim como saídas de não inferior relevo na equipa. Comecemos pelas saídas: o guarda-redes Brad Friedel, esteio da equipa nos últimos anos saiu para o Tottenham onde tentará rivalizar com o inconstante Heurelho Gomes. Ashley Young rumou ao United. Stewart Downing ao Liverpool. O pouco utilizado Michael Bradley foi para os alemães do Moenchagladbach, Nigel Reo-Coker foi aplicar a sua agressividade lá para os lados de Bolton e John Carew ganhava mais do que jogava (como tem vindo a ser a sua imagem de marca por todos os clubes onde passa) tendo rumado a Londres para ajudar o West Ham a voltar ao convívio dos grandes. Só nas saídas, os Villains perderam 3 titulares indiscutíveis, 1 titular intermitente (Reo-Coker) 1 jogador que não concretizou as expectativas aquando da sua contratação (Bradley) e um avançado que começou muito bem a sua carreira pelo clube e acabou por sair pela porta pequena do balneário.

Quanto a entradas, McLeish e a direcção do clube optaram pela entrada de jogadores que sabem perfeitamente o que é a exigência da Premiership: a começar pelo experiente guardião Irlandês Shay Given (agrada sempre por onde passa mesmo apesar de algumas irregularidades; é um guarda-redes de craveira) Stephen Ireland e o médio ala Francês Charles N´Zogbia, que mesmo apesar de ser um jogador que prometeu muito na sua estreia pelo Newcastle no ano de 20042005 e acabou por não cumprir o estatuto de jogador importante por onde passou acaba por ser um jogador muito experiente nos grandes palcos do futebol inglês.

De regresso ao clube após empréstimo também estão Brad Guzan, Nathan Delfouneso e Eric Lichaj. Juntam-se a um colectivo de jogadores que transitam da temporada passada e que ajudaram o clube a chegar às provas europeias como: Luke Young, Stephen Warnock, Richard Dunne, James Collins, Habib Beye, Carlos Cuellar, Jean Makoun (o autêntico pacemaker desta equipa; não consigo crer como este camaronês ainda não conseguiu chegar a um clube mais alto na europa que o Lyon) Stilian Petrov, Darren Bent, Gabriel Agbonlahor e o imortal Emile Heskey.

Defender o lugar europeu, perante a  concorrência existente na liga não será pera fácil para a turma de Birmingham num ano em que perdeu jogadores importantes na manobra da equipa. No entanto, os moldes para o sucesso da equipa residem na qualidade de McLeish. A ver vamos o que o Villa é capaz de fazer em 2012.

Chelsea

“Deixem-me estar nestas poses exuberantes porque eu estou a curtir um concerto dos ACDC”.

A cadeira de sonho, de ouro, de prata, de marfim, de cobre e diamante está em Londres. Só os cheques de Herr Abrahamovic é que estão a tardar para dar sangue novo a uma equipa envelhecida, comodista e com um rendimento diferente da high-voltage da era Mourinho.

É Mourinho quem Villas-Boas persegue. Conaisseur profundo de todos os cantos de Stamford Bridge, o discípulo, volta a Londres para assumir uma cadeira que anda à deriva por mares de angústia em virtude de um ano em que Ancelotti não conseguiu revalidar o título e dar a prenda que já é sonho de Abrahamovic desde a cena da paixão por José Mourinho, ou seja, a Champions.

Villas-Boas informou por fax o Porto a proposta do Chelsea de 15 milhões pela sua cláusula de rescisão, à maneira que Pinto da Costa gosta de ser informado. Desde o primeiro minuto em Londres prometeu trabalho, ambição, método, regras, João Moutinho, Falcão e Álvaro Pereira. Se o tigre já voou para os ares de Madrid para representar o malfadado Atlético, Villas-Boas não contava que o chefe tivesse tantas dificuldades em colocar a mão na massa e trazer os tão desejados reforços. Até o “palito” está a demorar mais que o normal pois o multimilionário Russo não quer enviar o fax com os 30 milhões pedidos pelo Porto pelo lateral-esquerdo Uruguaio mas sim um valor a rondar os 20. Moutinho estará muito mais longe e o tempo escassa para os blues. Enquanto os faxes vão e voltam, Villas-Boas luta com o que tem. Que não é pouco, diga-se desde já.

Mesmo a caminhar para a reforma e num comodismo estranho ao clube, a matéria prima que o jovem técnico possuí no Chelsea, com uma boa arrumação da casa, pode ganhar tudo esta época e ficar-se a rir para os adversários.

Juan Mata foi dado como reforço do Real, do Barça, do Manchester, do Arsenal mas acabou em Stamford Bridge num negócio milionário que irá render ao Valência 27 milhões de libras, nada mais nada menos do que 28 milhões de euros. Mata é um filho tão desejado lá pelos lados de Stamford Bridge que até o insignificante Yossi Benayoun (jogador cujo paradeiro é desconhecido na Premier League desde a sua chegada; a sua rescisão está por horas) fez questão de ceder o 10 de vedeta ao internacional Espanhol. Para já, Villas-Boas não prescindiu de ninguém da equipa, mesmo apesar dos rumores que davam certo David Luiz no Barça após 6 meses de londres.

Rumores infundados que até redundaram efectivamente  na mudança de um jovem centrocampista da formação B do Barcelona (Romeu Oriol) para londres pelo potencial reconhecido pelo técnico português. O Chelsea reforçou-se com jovens jogadores, casos do guarda-redes Belga Courtois, contratado ao Genk. Da Bélgica também veio o fenómeno Lukaku, diamante em bruto muito cobiçado na europa que deverá ser ensinado a ser matador por Didier Drogba caso o Chelsea prefira ficar com o belga ou então emprestado ao Benfica de Jorge Jesus, como a comunicação social portuguesa tem avançado nos últimos dias. Cabe a Villas-Boas a decisão de fazer permanecer o jovem belga que despontou aos 15 anos como sénior no Club Brugge no plantel dos Blues.

No capítulo das indecisões continuam os dossiers Lucho González, Álvaro Pereira, Didier Drogba e Florent Malouda. É pública a oferta de troca de Drogba por Lucho mais 8 milhões em cash que não vingou porque o Costa-Marfinense não pretende voltar ao clube onde se evidenciou antes de rumar a Londres. Nos últimos dias, o Costa-Marfinense também deverá ter rejeitado ir para o Galatasaray da Turquia. Com Lucho mais longe, Villas-Boas poderá virar-se para João Moutinho, alvo difícil pelos 35 milhões exigidos pelo Porto, agora detentor dos 100% do passe do médio. Já falamos sobre o Uruguaio. Florent Malouda está a ser negociado com os italianos da Juventus, que segundo o site Tuttomercato deverão ter oferecido cerca de 12 milhões pelo concurso do internacional francês e 4 milhões de salário anual.

Indiferentemente das negociatas do clube londrino, a época já arrancou com os seguintes jogadores: – Cech, Hilário e Turnbull na baliza. Courtois rumou por empréstimo ao Atlético de Madrid.

– Branislav Ivanovic, José Bosingwa, Paulo Ferreira, Alex, John Terry, David Luiz, Ashley Cole, Patrick Van Aanholt e Ryan Bertrand na defesa

– Michael Essien, Frank Lampard, Oriol Romeu, Ramires, Yossi Benayoun, Juan Mata, John Obi Mikel, Florent Malouda, Gael Kakuta e McEachran no meio-campo.

– Dider Drogba, Romelu Lukaku, Fernando Torres, Salomon Kalou (sim, mantem-se!!!) Daniel Sturridge e Nicolas Anelka (sim, mantem-se parte 2!!!) como avançadosextremos.

Newcastle

Já lá vão os tempos em que o Newcastle era considerado um grande de inglaterra. Longe também vão os tempos em que os homens de Saint James Park entravam com 10 jogadores em campo e 1 avançado capaz de resolver todos os problemas da equipa.

Falo obviamente de Alan Shearer, mítico avançado que ajudou o Blackburn a vencer a Premiership em 1995, saltando nesse defeso para o Newcastle numa transferência recorde à época. Longe vão os tempos em que esta equipa lutava pela Europa e conseguia os seus objectivos, tendo chegado inclusive à liga dos campeões europeus.

Num passado recente, a tristeza abateu-se sobre o clube. O United deixou rapidamente de ser um clube europeu e chegou mesmo a ir 1 época à Championship, numa descida dramática para o clube. Voltou a erguer-se na época 20102011, acabando por conseguir um lugar bastante tranquilo na época passada.

O treinador do Newcastle Alan Parson viu um defeso mais gastador do que vendedor. O Newcastle não foi exuberante a comprar e foi preciso a vender. Nas entradas, salutam-se as entradas do centrocampista Cabaye (Lille) de Gabriel Obertan (Man Utd) e do avançado Franco-Senegalês Demba Ba, jogador que se evidenciou no Hoffenheim da Alemanha e no West Ham. Ba terá pela frente a missão de fazer esquecer Andy Caroll, vendido ao Liverpool no mercado de inverno por 40 milhões de euros. Ao nível de saídas, é de reaçar a de Joey Barton (um dos casos mais inexplicáveis de insucesso no futebol britânico da última década; um dos jogadores mais problemáticos dentro e fora do campo da Premiership) para o Queens Park Rangers, de Kevin Nolan para o West Ham, Wayne Routledge para o Swansea e principalmente a de José Enrique para o Liverpool.

O argentino Jonás Gutièrrez não é de todo um jogador perfeito do ponto de vista técnico. No entanto, a sua versatilidade que lhe permite jogar em todas as posições das duas alas, a sua rapidez, garra e rigidez táctica permitem-lhe ser uma das vedetas do conjunto de Saint James Park em reciprocidade com o Francês Hatem Ben Arfa e com o seu compatriota central Fabrizio Coloccini. Não são porém os únicos jogadores de qualidade que Alan Pardue tem à sua disposição no plantel.

Outros jogadores como Alan Smith, Cheik Tioté, Cabaye, Obertan, Ba, Lovenkrands e Shola Ameobi poderão ser importantes no cumprimento dos objectivos da equipa, que passarão sobretudo por um lugar nos 10 primeiros.

Wigan

O Espanhol Roberto Martinez é um treinador jovem que colocou o Wigan a jogar o seu melhor futebol de sempre. Daí que já lhe tenham chovido propostas de clubes com maior potencial que o Wigan. Martinez rejeitou a saída do clube que representou como jogador durante 6 temporadas (e que após a passagem como jogador no Walsall e Swansea e técnico no clube galês que está registo na FA sob autorização especial) lhe deu a oportunidade de treinar na principal liga do futebol inglês. O Wigan é um clube saudável do ponto de vista financeiro.

Não é um clube que precise de vender muito para ter excelentes reforços. Até hoje, a maior transferência que o clube recebeu foi a de Valência para o Manchester United no mercado de transferências de 2009 por 22 milhões de euros.

É claramente uma aposta de Martinez trazer para o clube jogadores de várias nacionalidades. Ao todo, no Wigan desta época estão jogadores de 15 nacionalidades, algumas delas sem grande expressão para o futebol como o caso de Omã (representado pelo excêntrico guardião Al Habsi) e os Barbados do lateral Boyse. Roberto Martinez perdeu jogadores como N´Zogbia (Aston Villa) e deixou sair outros como o argentino Mauro Boselli (Estudiantes) De Ridder (Grasshoppers) Steven Caldwell (Birmingham)e Antonio Amaya (Bétis) – ou seja, jogadores sem grande importância na equipa. Permanecem no plantel às ordens do técnico Espanhol o guarda-redes Chris Kirkland (aquele cujo pai apostou quando era miúdo que o filho haveria de ser um dia internacional pela inglaterra, tenho ganho um pequeno balúrdio quando o filho chegou à Old Albion) o central Paraguaio Antolin Alcaraz (passou pelo Beira-Mar no início da carreira) o experiente central escocês Gary Caldwell, o lateral-direito hondurenho Maynor Figueroa, o trinco irlandês McCarthy e os avançados Franco Di Santo e Hugo Rodallega.

O Colômbiano é claramente a vedeta desta equipa e não percebo como não tem lugar no onze titular sua selecção ao lado de Radamel Falcão assim como ainda não saltou para uma equipa de maior destaque nesta liga. Para percebermos a importância do Colômbiano neste Wigan basta ver as suas estatísticas: em 2 épocas e meia ao serviço do Wigan, Rodallega apontou 22 golos, sendo 7 deles os golos das vitórias do clube em 7 partidas. Sendo uma equipa modesta, apenas se espera que Martinez consiga vencer novamente a batalha da manutenção.

Bolton

Depois de algumas experiências europeias mal consolidadas e da passagem do furacão “Sam Allardyce” pelo Reebok Stadium, o Bolton volta-se a afirmar como uma equipa que com uma pontinha de sorte poderá voltar (pelas vias que garantem a participação) às competições europeias.

Mais uma equipa que parece a selecção do mundo. 13 nacionalidades convivem no plantel às ordens do escocês Owen Coyle. Durante o mercado de transferências, o Bolton jogou ela por ela no que toca a saídas e entradas.

No que diz respeito às saídas mais importantes, Rodrigo voltou ao Benfica após um empréstimo que até agradou aos responsáveis do Bolton, o avançado Sueco Elmander foi vendido ao Galatasaray e prepara-se para mudar novamente de ares, o experiente defesa Andy O´Brien mudou-se para Leeds, Matthew Taylor rumou ao West Ham, Daniel Sturridge regressou ao Chelsea e o israelita Cohen decidiu voltar ao Maccabi Haifa após uma experiência mal sucedida no Bolton.

Foram colmatados com as entradas de Reo-Coker via Aston Villa, Dedrick Boyata (cortesia do City) Chris Eagles via Burnley e o regresso do lateral-esquerdo Ricardo Gardner ao clube após ter jogado na 2ª divisão no Preston North End. A grande contratação do Bolton acabou por ser o tecnicista turco Tuncay Sanli, que depois de Wolfsburg volta à Premier League, campeonato onde já tinha brilhado numa passagem pelo Middlesbrough aquando dos anos uefeiros do “clube nortenho”. Juntam-se a um plantel muito interessante onde se evidenciam jogadores como o guarda-redes Finlandês Jaaskelainen (já vai na sua 15ª época enquanto guarda-redes do Clube) o defesa islandês Steinsson, Gary Cahill (foi muito cobiçado por Manchester United e Liverpool mas acabou por permanecer em Bolton) Zat Knight, Sam Ricketts, Martin Petrov, Sean e Kevin Davies e o croata Ivan Klasnic, jogador que já esteve na coagitação do FC Porto nas últimas temporadas.

Everton

David Moyes – Mais um exemplo de sucesso de um treinador escocês na Premier League.

Quando Moyes pegou no Everton na época de 20012002, o clube de Liverpool passava por agudas dificuldades financeiras. O passivo do clube de então e as dívidas que possuía a atletas que tinham servido o clube chegavam inclusive a colocar em risco a participação na Premier dessa época. Moyes, antigo jogador profissional de média dimensão (formado no Celtic, não se impôs no colosso escocês, tendo passado posteriormente por clubes de escalões secundários do futebol inglês como o Cambridge, Bristol City, Shrewsbury Town e Preston North End) aceitou trocar uma carreira ascendente como treinador no Preston para um clube cuja direcção lhe impunha a venda dos melhores jogadores do Everton da altura.

Mesmo assim, quando Moyes chegou ao Everton deparou-se com jogadores de alguma qualidade, casos do italiano Alessandro Pistone, do central escocês David Weir (ainda joga como profissional na Scottish Premier League aos 41 anos pelo Falkirk) o defesa-direito escocês Naysmith, os centrais britânicos Stubbs e Unsworth, o na altura jovem Tony Hibbert, o deus de outra galáxia de nome Abel Xavier, os médios Lee Carsley, David Ginola, Leon Osman (ainda continua no plantel) Niclas Alexandersson, Mark Pembridge (que passou pelo Benfica na era Souness) Jesper Blomqvist (jogador que actuou algumas temporadas no United) Thomas Gravesen (um jogador que se veio a revelar fulcral no trabalho de Moyes no Everton) Paul Gascoine (sim, esse mesmo que há uns anos saía da clínica de desintoxicação no Algarve para ir mamar uns bagaços e uns Whisky´s em Vilamoura à revelia dos médicos com a desculpa que ia dar uns pontaés na bola pelo saudoso Algarve United!!) e Tobias Linderoth, e os avançados Duncan Ferguson, Tomas Radzinski e Joe-Max Moore.

Não era portanto um plantel de se descartar num ano em que o clube passava por sérias dificuldades. A partir destes dados, Moyes foi cavando o seu sucesso, até colocar o Everton nos trilhos das finanças saudáveis combinadas com resultados desportivos interessantes que não só colocaram o clube na europa como tiveram o seu ponto auge em 2005 quando o clube esteve a um passo de se qualificar para a fase de grupos da Liga dos Campeões, num ano impar no futebol europeu visto que o Liverpool venceu a Champions e perdeu o acesso pela via do campeonato à competição na última jornada para o Everton. Tendo direito a defender o título mesmo perante a impossibilidade pela classificação no campeonato, a UEFA decidiu nesse ano dar mais uma vaga aos ingleses nas competições europeias.

A partir daí, o Everton tornou-se um clube mais apetecível para investimentos e começaram a chegar ao clube os jogadores que constituem a espinha dorsal actual do clube, casos de Tim Howard (vindo do Manchester United) Joseph Yobo, Phil Jagielka, Mikel Arteta (o nível do espanhol decaiu muito depois da grave lesão que teve em 2008) Phil Neville, Marouane Fellaini, Yakubu, Victor Anichebe, Louis Saha e outros que já abandonaram o clube e até a carreira, casos de Gravesen, Andrew Johnson, Nuno Valente, Steven Pienaar ou Wayne Rooney.

A formação do Everton também melhorou em muito. Se na época 20012002 quando Moyes tomou conta do clube, Tony Hibbert e Leon Osman (na altura com 18 anos) era o único da formação dos “Toffies” na equipa principal do Everton, hoje já assistimos a um incremento da formação na equipa sénior com a inclusão de vários jogadores como Hibbert, Osman, Jose Baxter (jogador de enorme qualidade que tem tudo para seguir as pisadas de Wayne Rooney, uma das maiores pérolas da formação do clube de Liverpool) James Wallace, Ross Barkley e Jack Rodwell, médio que para mim tem um enorme futuro pela frente. Passando a dados concretos relativos a esta época: Poucas saídas e poucas entradas no clube.

A palavra estabilidade continua a valer ouro no futebol no toca à obtenção de sucesso. David Moyes sabe-o bem. De relevo existem apenas as saídas de James Vaughan para Sheffield e do internacional português sub-21 João Silva (contratado em 2010 ao Aves depois de ter sido o melhor marcador da Liga Orangina) que este ano vai jogar por empréstimo no Vitória de Setúbal e tem reunidas condições para se tornar um jogador com um futuro risonho. Reentrou a dupla de nigerianos Yakubu e Yobo, cujo paradeiro em 20102011 foram respectivamente Leicester e Fenerbahce por empréstimo.

Voltam portanto para reforçar um plantel cujas apresentações são feitas e cujo jogador que me enche mais os olhos é este senhor que se encontra na imagem acima postada: Tim Cahill, internacional australiano, jogador que pode actuar como centrocampista, 10 ou mesmo avançado. É clara e juntamente com jogadores como Arteta, Osman, Jagielka, Neville, Rodwell, o belga Marouane Fellaini (como é possível que nenhuma equipa de topo quer os serviços deste elegante trinco belga?) Baxter e Saha os melhores jogadores de um plantel que vale pelas enormes soluções de qualidade que dispõe no seu versátil plantel. Digo versátil, pois o Everton tresanda a versatilidade: Leighton Baines tanto pode actuar a lateral como a médio ou extremo esquerdo. Sem manchar o selo de produto de qualidade. Heitinga, mal-amado em Madrid poderá fazer qualquer lugar da defesa e cobrir a eventualidade da passagem de Jagielka para o meio-campo. O Francês Distin pode jogar no centro da defesa ou na esquerda. Phil Neville actua como trinco mas pode regressar à sua posição de origem na direita da defesa. O russo Bilyaletdinov, assim como o espanhol Arteta e Leon Osman podem pisar qualquer terreno do meio campo excepto o sector mais recuado onde mandam habitualmente Fellaini ou Rodwell, que em último caso até poderão jogar no centro da defesa. Como podem ver, David Moyes tem novamente as condições reunidas para voltar ao convívio europeu.

Queens Park Rangers

Ou como quem diz QPR. Clube envolto em muito turbilhão desde que participou pela última vez na Premier ainda nos anos 90. O clube londrino é a equipa do novo riquismo. Caiu na 2ª, já teve como proprietário o excêntrico magnata Flávio Briatore (chegou a apresentar um projecto megalómano para o clube onde prometia a participação na Champions em 2 anos e o título em 4, com o clube ainda na 2ª divisão), acabou por ser vendido várias vezes até parar nas mãos do actual proprietário Ishan Saksena e quase foi destruído aquando do comando técnico do português Paulo Sousa.

Regressa esta época aos grandes, com o franco-marroquino Adel Taarabt envolvido em grande cobiça. O jogador que outrora não conseguiu vingar no Tottenham e cujas notícias diziam em Janeiro que o Sporting estava de olho na sua contratação é a “fake-star or trully star” do QPR: como ninguém conseguiu perceber a sua evolução desde que saiu do clube de White Hart Lane, visto que no QPR Taarabt é um jogador de um calíbre fenomenal, os maiores clubes europeus aguardam ansiosamente pelo desempenho do jogador na primeira metade da Premier desta época para ver se vale a pena contratar os seus serviços.

No defeso deste verão, o clube londrino decidiu despejar meio plantel e contratar outro meio plantel. Seria um facto compreensível, caso o QPR tivessem em mente a contratação de jogadores capazes de dar estabilidade ao clube neste ano de regresso. De facto, tal não acontece. Das contratações anunciadas (14), grande parte dos contratados são jogadores desconhecidos que actuam em divisões secundárias de vários países, casos de Jay Bottroyd (Cardiff) Gary Borrowdale (Carlisle) Troy Hewitt Harrowborough) Martin Rowland (Milwall) Brian Murphy (Ipswich), os dois italianos (Alessandro Pellicoli – TorinoMatteo Alberti – Lumezzane) o Colombiano Balanta (jogava no MK Dons dos escalões secundários de inglaterra) e o brasileiro Perone que estava no Xerez de Espanha.

Joey, irás deixar crescer esse penacho quando a seca de golos chegar ao QPR?

Se estas contratações assustam pela falta de ritmo de Premier nas pernas, o pior deste clube foi quando anunciou a contratação de 4 jogadores bastante problemáticos e cujo sucesso enquanto jogador nunca apareceu: Danny Gabidon (do West Ham) DJ Campbell (do Blackpool) e a “cereja no topo do bolo” com “duas vedetas e tanto” de nomes Kieron Dyer e Joey Barton.

Dyer e Barton tem entre si a particularidade de serem jovens vedetas do futebol inglês, de terem fracassado, de terem chegado inclusive à selecção e de armarem a confusão por onde passam. Se Dyer andou à bofetada com um colega em Newcastle em pleno decorrer do jogo (procurar no youtube, é hilariante!) o que lhes iria valer aos dois a expulsão (único na história do futebol não?) Joey Barton é um tão bom a jogar à bola como a beber ou a agredir pessoas em locais nocturnos com o grão na asa.

Depois das assustadoras contratações, o treinador do QPR Neil Warnock poderá ao menos contar com o central Nigeriano Danny Shittu, com o guarda-redes Checo Cerny, com Taarabt e com dois jogadores que passaram quase despercebidos pela liga portuguesa: Akos Buzszaki (FC Porto) e Alejandro Faurlin (Marítimo) no plantel mais fraco desta Premier League.

Stoke City

A época 20112012 inicia-se com o Stoke pela primeira vez na sua história a disputar uma competição europeia. Será interessante ver como esta equipa reage ao clash europeu em relação à sua prestação nas provas internas.

Três contratações (o Uruguaio Arismendi e os experientes centrais Jonathan Woodgate e Upson) reforçam uma equipa que após a conquista de um lugar uefeiro viu sair peças importantes como os veteranos Gudjohnssen para o AEK de Atenas e Faye para o West Ham. Poucas mexidas no plantel comandado pelo Galês Tony Pulis, que recentemente admitiu que o clube tem dificuldades em ir ao mercado buscar reforços de qualidade para o seu plantel.

14 nacionalidades povoam o Brittania Stadium. Entre os jogadores que Pulis poderá contar, estão o guarda-redes Bósnio Begovic e o seu concorrente Dinamarquês Chris Sorensen, os defesas Higginbotham, Robert Huth, Danny Collins, Woodgate, Upson e o duro Ryan Shawcross (ainda não foi altura de rumar à paragem que merece). No meio-campo, Jermaine Pennant, Danny Pugh, Salif Diao, Dean Whitehead, Matthew Etherington e Rory Delap dão um misto de pujança física e técnica a esta equipa que na frente conta com a dupla Ricardo Fuller e Mamady Sidibé, dupla que teve uma enorme crise de golos na época passada (apenas 3 dos 46 da equipa na Premier League)

Sunderland

O Sunderland de Steve Bruce é uma das minhas principais incógnitas para esta época. O plantel que possuí coloca-me na indecisão se lhes hei-de atribuir a hipótese de chegar a um lugar europeu ou se apenas chegará para continua a senda de épocas tranquilas que o clube tem realizado desde que voltou à Premier League. Algumas contratações interessantes durante o verão: a dos veteranos John O´Shea e Wes Brown, dispensados pelo Manchester United. O médio direito sueco Sebastian Larsson do despromovido Birmingham e o jovem Ji-Dong Won, avançado coreano que vem do Chunnam Dragons com muito boa reputação.

Asamoah Gyan continua por ora como a principal referência de ataque do Sunderland, mas poderá estar a caminho do Liverpool de Dalglish.

Juntam-se a uma equipa que já contava com jogadores nas suas fileiras como o guardião escocês Craig Gordon, o defesa escocês Phil Bardsley, o central internacional Argentino Marcus Angeleri (teve muito próximo de rumar ao Dragão aquando da saída de Bruno Alves) Titus Bramble, o centrocampista Lee Catermole (já é internacional inglês mas aos 23 anos tarda a saída deste talentoso esquerdino para um clube de topo do futebol inglês; quem sabe se no final da carreira não será comparável ao maior ícone do clube, o famoso Mark Le Tissier) Craig Gardner, Ahmed Elmohamady, o talentoso extremo esquerdo Stéphane Sessegnon, e Fraizer Campbell.

Para trás, o clube deixa ficar pela necessidade que teve de vender os atletas perante os assédios constantes de clubes de maior dimensão, jogadores como Jordan Henderson, John Mensah, David Healy, Steed Malbranque e outros, pelo regresso aos seus clubes depois do empréstimo, casos de Onohua, Sulley Muntari, George McCartney e Danny Welbeck.

Não tenho a menor dúvida em afirmar, que caso Steve Bruce (um interessante exemplo de sucesso na Premier League) pudesse descartar alguns dos jogadores actuais para voltar a formar uma equipa constituída pelos jogadores que saíram (são todos de qualidade) com os que ficam e os que chegam ao Stadium of Light, o Sunderland tornava-se um caso sério de assédio aos lugares europeus. Na falta de tal cenário, hesito num palpite para este simpático clube.

Norwich City

Depois do ano de regresso ao convívio entre os grandes e com o comando técnico entregue ao antigo internacional escocês da década de 90 Paul Lambert, espera-se que o Norwich consiga voltar a atingir a manutenção.

Enquanto jogador, Lambert era um jogador bastante elegante do ponto de vista técnico, tendo em conta as características particulares do típico jogador britânico. Foi portanto um jogador que apreciei bastante na minha infância.

Ao contrário do QPR, o Norwich renova os laços de competição na Premier com a contratação de jogadores mais experimentados e rodados nestas andaças. É certo que maior parte deles são jogadores que não conseguiram o seu espaço em clubes de dimensão, casos de James Vaughan (Everton) Richie De Laet (Manchester, depois de sucessivos empréstimos) Kyle Naughton (Tottenham) e Daniel Ayala (Liverpool).

Por outro lado, a aposta também incidiu em jovens jogadores pescados na 2ª divisão. Combatem as saídas de jogadores como o médio Lansbury (Arsenal) e Sam Vokes (Wolverhampton). No plantel de Lambert transitam jogadores como o central norte-americano Whitebread, Marc Tierney, Elliot Wood e Andrew Crofts. Será portanto uma missão bastante difícil manter este Norwich na Premier.

Swansea

A equipa sediada em Swansea, País de Gales, que compete nos campeonatos da FA sob autorização da mesma, à semelhança daquilo que acontece com o Cardiff City ou com outras equipas de menor dimensão como o Wrexham suscita uma das maiores discussões no futebol britânico: a FA permite a entrada a equipas de Gales.

Porque é que continua a barrar a entrada aos dois gigantes de Glasgow, mesmo perante a proposta conjunta de Rangers e Celtic, que para o efeito, até pretendiam entrar na 2ª divisão? Será uma resposta que só a FA poderá responder.

Se é certo que a liga galesa pouco ou nada nos diz a nós português (apenas nos lembramos quando Fernando Santos foi despedido do Porto devido a uma derrota nas pré-eliminatórias da Champions frente ao modesto Bangor City) os jogadores da selecção Galesa já nos dizem qualquer coisa: Giggs, durante a sua carreira nunca foi um habitué na selecção visto que muitas das vezes rejeitou jogar nas qualificatórias por não considerar competitiva a sua selecção. As sucessivas gerações de jogadores Galeses (motivada pela migração na formação para clubes de topo de Inglaterra) constituída por jogadores como Gareth Bale, Craig Bellamy, Aaron Ramsey, Rhis Taylor (Chelsea) Simon Davies; Gary Speed, Robbie Savage, Nathan Blake, Robert Earnshaw, Paul Jones e os mais velhinhos Ian Rush, Toschack, Mark Hughes e John Hartson, motivam que o futebol em galês esteja em profunda evolução e permita que clubes do país entrem nas competições inglesas e até atinjam resultados interessantes, caso da recente final de taça em que o Cardiff foi finalista vencido e agora, esta subida inesperada do Swansea.

No plantel desta equipa são 14 os galeses e 11 os ingleses. Também existe um Português. Falamos de Moreira, guarda-redes que fartou-se de esperar pela sua oportunidade no Benfica e rumou a Gales para se tentar afirmar na Premier League. Ano de subida para a Premier League significa restruturação de toda uma organização.

Daí que o Swansea procurou reforçar em muito as suas fileiras durante este verão. Saídas de relevo em relação à equipa que subiu de divisão. O italiano Fabio Borini voltou ao Parma, o espanhol Albert Serrán foi para chipre representar o AEK Larnaca, o guarda-redes De Vries rumou aos Wolves, Darren Pratley reforçou o Bolton. Para além de Moreira, o clube galês apostou nas contratações de Danny Graham, Steven Caulker (Tottenham) Leroy Lita, Wayne Routledge, Michel Vorm, Kemy Agustien e David Cotteril.

Alguns dos nomes podem soar estranhos à primeira leitura, mas uma pesquisa mais aprofundada pelos seus trajectos pessoais enquanto jogadores de futebol irá guiar o leitor ao facto que grande parte destes jogadores já tem alguma experiência de Premier League. No plantel também permanecem três jogadores que já alinharam na Premier: Craig Beattie, Luke Moore e Scott Sinclair. No entanto, tais dados não irão tirar dificuldade ao objectivo máximo a cumprir por esta equipa galesa: a manutenção. Tenho sérias dúvidas quanto à exequibilidade desse objectivo.

Fulham

De Swansea passamos para Londres. O Fulham, detido desde os anos 90 pelo multimilionário egípcio dono dos armazens Harrods Mohammaed Al-Fayed. Depois da sensacional campanha na Liga Europa na época 20092010 onde o clube londrino apenas foi barrado pelo Atlético de Madrid na final da prova, o Fulham volta a representar o país nas competições europeias.

Aos 55 anos, Martin Jol é um mal-amado por onde passa pela suposta falta de ambição em ganhar títulos. No entanto, considero que por onde Jol passa, coloca as equipas a jogar um futebol de ataque bastante vistoso. Talvez seja uma questão de azar. Ele existe no futebol, por mais que digamos que não. Tenho a certeza que até à sua reforma, Jol irá vencer qualquer coisa mais do que duas taças da Holanda, uma ao serviço do Roda, outra ao serviço do Ajax.

Desde esse sucesso europeu, restam alguns jogadores no plantel às ordens do Holandês Martin Jol. Comecemos pelas saídas. O médio sul-africano Digacoi não convenceu e foi dispensado para o vizinho Crystal Palace. Gael Kakuta voltou ao Chelsea. O médio Jonathan Greening despediu-se da Premier League para representar o Nottingham. O Ganês John Paintsil irá representar o Leicester. Zoltan Gera foi para o West Bromwich Albion, Carlos Salcido decidiu voltar ao México para vestir a camisola do Tigres. Bjorne Helge Riise voltou depois do empréstimo ao Sheffield United e trouxe consigo (e de volta à Premier League após alguns anos na Roma) o seu irmão John Arne Riise. Jol foi buscar ao Slovan Liberec da República checa o centrocampista de 23 anos Marcel Gekov e ao Palermo, o médio suiço-albanês Pajtim Kazami.

Permanecem no plantel:

– Mark Schwarzer, Stephen Kelly, Brede Hangeland (falou-se da possibilidade de rumar a Itália) Chris Baird, Phillipe Senderos, Aaron Hughes, Rafik Halliche (ex-Nacional e Benfica) Steve Sidwell, Danny Murphy, Damien Duff, Dickson Etuhu, Clint Dempsey, Simon Davies, Andrew Johnson, Bobby Zamora, Marcello Trotta (jovem italiano que o Fulham foi pescar às escolas do Manchester City em 2009) e o belga Moussa Dembele. Não será um plantel mais que suficiente para Martin Jol repetir a gracinha do apuramento europeu e dos bons resultados na Liga Europa.

Arsenal

Muito tem que ser dito sobre o Arsenal deste ano. Em primeiro lugar, creio que dado o estatuto que o clube ocupa no futebol inglês, as mais recentes épocas e a forma com que o clube se apresenta na nova época desportiva, o Arsenal continuará (e nunca deixará de o ser) um crónico candidato ao título em teoria. Na prática, as coisas já não são bem assim. Anos de renovações resultam sempre com que na prática, uma equipa que acabou de perder alguns jogadores influentes na manobra de jogo da equipa demore algum tempo até se encontrar novamente. Não é que Wenger já não esteja habituado a dar a volta por cima nesse tipo de situações, porque de facto está. Vamos por partes…

Longe vãos tempos de triunfos atrás de triunfos na era Wenger. Os tempos em que o treinador francês pedia e a direcção comprava. Longe vão os tempos em que a board dos gunners oferecia jogadores do bom e do melhor ao treinador francês. As épocas eram gloriosas, os títulos apareciam mas a gestão do clube piorava de ano para ano, muito por causa dos imensos gastos causados por transferências, salários exorbitantes e até o início da construção de um novo estádio para substituição do velhinho Highbury Park sem que na Liga dos Campeões houvessem provas de que a equipa poderia dar retorno ao investimento feito com uma vitória.

Longe vão os tempos, portanto, de um Arsenal que tinha Seaman, Tony Adams, Dennis Bergkamp, Patrick Vieira, Emmanuel Petit, Nicolas Anelka, Robert Pirès, Davor Suker, Ian Wright, Ashley Cole, Sol Campbell, Jens Lehmann, Gilberto Silva, Kolo Touré, Sylvain Wiltord, Thierry Henry, Nwanko Kanu, Marc Overmars, Frederik Ljungberg, Lee Dixon, William Gallas, Ray Parlour ou Nigel Winterburn. Passaram todos pelo Arsenal na era Wenger. Se pudessemos fazer um plantel de todos estes nomes, seria uma equipa totalmente imbatível.

O enorme passivo que o clube sentiu um pouco após a conquista do último título da premier-league em 20032004 e que chegou mesmo a parar as obras de construção do novo estádio por falta de liquidez para pagar os empréstimos que por sua vez iriam pagar aos fornecedores e empresas na empreitada (motivando ao acordo que ainda vigora com a Emiratesajudou a pagar o resto do estádio ao clube em troca do patrocínio nas camisolas durante x anos cuja exactidão não sei) levaram o clube a mudar de estratégia no que toca ao futebol profissional.

O Arsenal passou  então de um clube que comprava mais daquilo que formava de base ou acabava de formar para ser um clube que passou a formar mais de baseacaba de formar do que um clube comprador.

Esta estratégia, pelo ponto de vista desportivo leva a que o clube tenha mais dificuldade em lutar contra as equipas mais poderosas do ponto de vista financeiro, ou seja, contra as equipas que apostam na compra de jogadores de classe mundial já evoluídos, casos do Chelsea, dos Manchester e do Liverpool. Apostar numa equipa muito jovem acarreta riscos do ponto de vista desportivo quando a competição atinge um pico em que qualquer erro é imperdoável e capitalizado pelas equipas rivais. A juventude traz inexperiência, inconsequência, ansiedade nos jogos grandes e algum medo do fracasso. São aspectos negativos a ter em conta. Por outro lado, a juventude também traz fantasia, vontade de dar tudo em campo e irreverência…

Do ponto de vista financeiro, a nova estratégia do clube é benéfica. O Arsenal limita-se a ter uma boa rede de scout em todo o mundo, a observar, testar e contratar talentos. O olho de Wenger é um olho perspicaz. Num simples lance é capaz de ver se o jogador vai ser uma grande promessa do futebol ou não. O seu olho de lince na observação não tem falhado, dados os jogadores que já lançou pelo clube inglês e que acabaram por se tornar grandes vedetas do futebol mundial. Num segundo plano, o clube acaba por contratar os jovens ainda jovens a baixos custos e a vendê-los na sua fase de maturação por boas somas, o que lhe permitiu ao Arsenal recuperar a sua crise financeira e ser hoje um clube bastante saudável numa liga onde o Manchester, Chelsea e Liverpool tem passivos assustadores.

A nova estratégia do clube londrino é um estratégia ratificada pelos adeptos. Arsène Wenger é um treinador que não lamenta a posição em que foi colocado. Antes pelo contrário. É um treinador cujo prazer da profissão reside em formar bons jogadores, de modo a colocar a equipa a jogar um bom futebol de ataque. Wenger já viu a “geração Henry” sair. Com meia dúzia de jovens jogadores como Rosicky, Hleb, Kolo Touré, Cesc Fabrègas, Robin Van Persie, Theo Walcott e Adebayor, renovou o ciclo e pôs o Arsenal a dar espectáculo. Essa geração acabou por sair aos poucos, época após época, em busca de títulos.

O Arsenal tratou de investir os ganhos em novos jogadores e estou certo, que após desaires que são louváveis pelo esforço de construção de um novo ciclo, Wenger irá voltar a colocar o Arsenal na rota do bom futebol.

O tal futebol-arte de que Wènger falava uma numa vez numa entrevista a um jornal britânico. O futebol-arte de Wènger deslumbra. O futebol do passe curto, assente num 4x5x1 onde não existe um ponta-de-lança e que oscila ora entre a colocação de dois extremos puros ou de dois médios tendencialmente mais rotinados em posições centrais nas alas de modo a montar um enorme carrossel de passes e desmarcações que baralham por completo as defesas e acabam por deixar os seus jogadores na cara do guarda-redes. Mecanismos de jogo que fazem lembrar o modelo holandês de Rinus Mitchels e que não andam muito longe do seu “irmão tiki-taka” do Barcelona. Os adeptos não se importam de levar canecos para Londres desde que a equipa dê espectáculo. O Arsenal de Wenger dá espectáculo.

Deixando de teoria, passando à prática. A saída mais que anunciada de Fabrègas para o seu clube do coração: o Barcelona. Era um namoro antigo com fim à vista. 34 milhões de euros mais incentivos futuros levaram o centrocampista para Barcelona, gerando a perfeição completa na equipa catalã. Seguiu-se a venda de Samir Nasri, jovem ultratalentoso, por estrondosos 28 milhões ao louco Manchester City, completamente enamorado pelo brilhantismo do francês. O City já tinha ido buscar Gael Clichy logo no início do mercado de transferências. O camaronês Emmanuel Eboué também fechou o seu longo ciclo em Londres, numa transferência para o Galatasaray, onde irá poder jogar mais do que jogava em Londres. No entanto, Eboué foi um jogador muito importante na vida do clube, pela abnegação do esforço que dava ao jogo dos londrinos e pelas maravilhosas arrancadas que fazia em momentos cruciais de grandes jogos. Das restantes dispensas de Wènger, contam-se jogadores que o técnico Francês pretende ver rodar em clubes com mais espaço à recepção de talentos futuros do clube e erros de casting. Contam-se entre os dispensadosemprestados: Cedric Evina, Mark Randall, Nacer Barazite, Samuel Galindo, Roarie Deacon, Jeremy Aliardère, Emmanuel Thomas, Kyle Bartley, James Shea, Hugo Nervo, Pedro Botellho, Jamie Edge, Kerrea Gilbert e Carlos Vela. De todos estes nomes, apenas Randall, Barazite, Aliardère, Gilbert e Vela poderão sentir a camisola do Arsenal envergada. O Francês e o Mexicano foram erros de casting do técnico Francês e não evoluíram aquilo que se esperava.

Para colmatar as saídas do clube, Wenger aplicou a receita do costume: foi buscar Gervinho ao Lille, Park Chu-Young ao Mónaco, Carl Jenkinson ao Charlton, Craig Eastmond ao Milwall, Henri Lansbury ao Norwich, Ryo Miyaichi ao Feyenoord, Alex Chamberlain ao Oxford. Fez também regressar de empréstimo o guarda-redes italiano Vito Mannone e o defesa-esquerdo francês Armand Traoré, defesa que esteve muito perto de assinar pelo Benfica na época passada. À excepção do Coreano, de Gervinho e dos dois regressados, os outros serão pérolas que o técnico francês terá que aperfeiçoar. Atenção ao japonês que veio do feyenoord e a Henri Lansbury.

Permanecem no clube:

– Almunia, Tomasz Szczęsny e Lukas Fabianski. Tratam-se de bons guarda-redes, onde pessoalmente acabo por gostar mais de Fabianski.

– Na defesa, Bacari Sagna parte para a 5ª época no clube. Terá a concorrência de Carl Jenkinson. Os centrais serão Djorrou, Laurent Koscielny (surpreendeu-me pela positiva este francês recrutado ao Lorient na temporada passada) Squillaci e Thomas Vermaelen, o verdadeiro patrão desta defesa do Arsenal. Na esquerda, Kieron Gibbs e Armand Traoré irão tentar lutar pela vaga deixada em aberto por Clichy. Creio que o inglês terá vantagem pois é um jogador mais parecido ao nível de características com o lateral francês, agora no City.

– No meio-campo, saem Fabrègas e Nasri, mas a fórmula continua exactamente a mesma. Diaby, Rosicky, Alex Song, Aaron Ramsey, Jack Wilshere serão as opções mais usadas por Wènger. Emmanuel Frimpong, Henri Lansbury, Craig Eastmond e Alex Chamberlain irão espreitar a utilização esporádica enquanto aprendem com o mestre Wènger. – No ataque, muitas opções como de costume. Andrei Arshavin, Robin Van Persie, Park Chu-Young, Theo Walcott, Gervinho, Marouane Chamakh. Miyaichi e o costa-riquenho Joel Campbell (jovem jogador que Wènger gostou de ver jogar na Copa América ao serviço da selecção costa-riquenha) irão espreitar as oportunidades que o treinador lhes der.

Niklas Bendtner é carta fora do baralho. Falou-se que poderia assinar pelo Sporting e pelo PSG.

Até ao final do mercado deverá abandonar londres, não sendo de descartar que até ao mercado, o Arsenal não se reforce com um ponta-de-lança e com mais um médio. À espreita nas reservas do clube estarão à espera de saltar para a primeira equipa jovens atletas como o Francês Gilles Sunu, Coquelin e Ozyakup, jogadores que já tem vindo a trabalhar com a equipa principal.

West Bromwich Albion

Mais uma selecção do mundo. 16 nacionalidades presentes nos 35 jogadores que compõem a estrutura sénior do WBA.

Não é uma equipa maravilhosa, mas será uma equipa com potencial para escapar à despromoção. Começa por apresentar um treinador muito experiente: Roy Hodgson.

Na baliza, Ben Foster rivaliza com o Húngaro Marton Fulop. Creio que o antigo guarda-redes do Manchester levará a melhor. Na defesa, destaques para Joe Mattock, Jonas Olsson, Marek Cech (antigo jogador do Porto) Gonzalo Jara, Pablo Ibañez (antigo central do Atlético de Madrid) Nick Shorey, Gabriel Tamas e Paul Scharner. Serão as opções defensivas utilizadas. No meio-campo, o Camaronês Tchoyi, James Morrison, Steven Reid, Youssouf Mulumbu, Jerome Thomas e Zoltan Gera (um regresso). Na frente, destaque para o checo Roman Bednar, Peter Odemwingie, Shane Long e Simon Cox.

Tottenham

Apesar dos excelentes resultados que o clube tem vindo a fazer na Premier League nas últimas 56 épocas e que já culminaram na excelente participação que o clube teve na Liga dos Campeões da época transacta onde apenas foi eliminada pelo Real Madrid nos quartos-de-final da prova, o Tottenham apresenta-se para a época 20112012 com o melhor plantel dos últimos 15 anos.

Se o objectivo do clube para este ano continua a ser a luta por um lugar que dê acesso à Liga dos Campeões, o começo de campeonato não aconteceu como os seus responsáveis técnicos e directivos planeavam. O Tottenham ainda não marcou qualquer ponto na Premier deste ano em 3 jornadas e acumulou um score negativo de 1-8 durante as 3 partidas. É certo que para tal muito contribuiu o facto de ter jogado na 2ª e na 3ª jornada contra os grandes rivais de Manchester.

Como sempre, graças ao seu enorme poderio financeiro que lhe permite atingir bons alvos no mercado, o Tottenham teve novamente um mercado de verão intenso com algumas saídas e algumas entradas. No entanto, entre as saídas, os baluartes do plantel da turma de White Hart Lane como Luka Modric, Gareth Bale, Sandro e Van der Vaart acabaram por não ser vendidos (até hoje) mesmo perante as ofertas interessantes que clubes de maior dimensão fizeram pela compra dos seus passes.

As saídas do clube prenderam-se basicamente a jogadores jovens que não tem espaço no plantel comandado por Harry Redknapp ou jogadores sem espaço na turma londrina. Jamie O´Hara e o central Woodgate acabaram por ser as saídas com maior destaque

Quanto às entradas, algumas bastante interessantes que vem reforçar o plantel londrino: desde logo a entrada do experiente guarda-redes Norte-Americano Brad Friedel, guarda-redes que vem dar mais concorrência ao Brasileiro Heurelho Gomes, o avançado Togolês Adebayor assinou com os Spurs para dar mais altura e força a um ataque que já tem nomes como Defoe, Crouch e Pavlyuchenko. O Tottenham também contratou dois jovens atacantes: Iago Falqué ao Villareal e Coulibaly ao Siena. O último é apontado como uma promessa do futebol mundial.

Por resolver continuam os processos Luka Modric, Roman Pavlyuchenko e Joe Cole. O internacional croata ainda poderá sair até às 24 horas de quinta-feira. Chelsea e Manchester cobiçam o jogador mas as verbas apresentadas ao clube de White Hart Lane não são suficientes para o Tottenham deixar sair o seu melhor jogador. O Russo poderá sair até ao fecho do mercado visto que é carta fora do baralho das opções de Redknapp e há muito que o Tottenham pretende vendê-lo por um valor nunca inferior aos 10 milhões de euros. Joe Cole pode estar por horas para reforçar esta equipa.

De resto, a espinha dorsal do plantel profissional não muda muito e continua com uma qualidade soberba:

– Gomes, Friedel e Cudicini na baliza.

– Alan Hutton e Corluka irão revezar-se na posição de defesa-direito, podendo o francês Kaboul também fazer esta posição. Sebastian Bassong, Gallas, Kaboul, Michael Dawson e Ledley King serão as opções para o centro da defesa. Todos eles são excelentes jogadores. A escolha por hábito recai em Gallas e King. O camaronês Bassong e Kaboul também poderão actuar à esquerda perante uma lesão de Benoit Assou-Ekotto. Gareth Bale avança no terreno por norma mas também é solução válida para a esquerda da defesa.

– No meio campo, os trincos são o brasileiro Sandro, Tom Huddlestone e o Hondurenho William Palácios. Para a frente, podendo ocupar as restantes posições Niko Kranjicar (actua preferencialmente pela esquerda) Luka Modric (o 10) Rafael Van der Vaart, Jake Livermore, Danny Rose, Jermaine Jenas, Aaron Lennon (direita) Townsend e Steven Pienaar.

– Para a frente, Falqué, Pavluchenko (até ver) Jermaine Defoe, Peter Crouch, Souleymane Coulibaly e Emmanuel Adebayor.

Blackburn

Outra equipa que ainda não pontuou nas primeiras 3 jornadas do campeonato. O Blackburn foi no passado o último não-grande a conseguir vencer a Premier League. O feito remonta à longínqua época de 19941995 quando nas fileiras do clube assumiam-se nomes como Alan Shearer (seria vendido no fim da época para o Newcastle) Chris Sutton, o guarda-redes Tim Flowers, Tim Sherwood, Graeme Le Saux, Kevin Gallacher, Henning Berg, Richard Witschge, Ian Pearson e sim, o guarda-redes Shay Given.

O panorama actual do clube mudou. O Blackburn é uma equipa cujas dificuldades para atingir a manutenção são enormes de época para época devido à grande competição que é a Premier League. Treinado por um escocês (Steve Kean) o plantel do blackburn para esta época é bastante interessante.

Em destaque:

– O guarda-redes Paul Robinson.

– Os defesas Michel Salgado, Martin Olsson, Christophe Samba (um dos jogadores com mais destaque nesta equipa) Gael Givet e Ryan Nelson.

– No meio-campo, Simon Vukcevic foi comprado ao Sporting um valor a rondar os 2,3 milhões de euros. Terá como companheiros Radosav Petrovic (sérvio que o sporting cobiçou na época transacta) David Dunn, Mauro Fórmica, Vince Grella, Morten Gamst Pedersen e Stephen N´Zonzi.

– No ataque, o grenadino Jason Roberts terá como companheiros o espanhol Rochina, Nick Blackman e Nick Hoilett

Saídas a registar: o lateral-direito Brett Emerton decidiu voltar à Austrália para representar o Sydney FC, Ivelin Popov rumou ao Gaziantespor, Mame Diouf regressou ao Manchester United mas não faz parte das contas de Alex Ferguson, Jermaine Jones regressou ao Schalke 04, o croata Kalinic rumou à Ucrânia para representar o Dnipro e Benjani voltou ao Portsmouth.

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