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verdade do dia

“Não é que sejam malandros. Mas são incompetentes” – Francisco Sarsfield Cabral, sobre a supervisão do banco de Portugal aos microfones da Rádio Renascença.

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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aquele momento em que ouço e faço um awwwwww

Ouço David Maclean, baterista e produtor dos Django Django aos microfones da BBC Radio 1 no programa do Zane Lowe, dizer que a “hail bop” é afinal uma música dedicada a Neil Lennon, antigo jogador internacional Norte-Irlandês e actual treinador do Celtic.

A história de Lennon é impressionante. Em 2002, quando era capitão dos Hoops, depois de uma partida internacional contra Chipre, começou a receber ameaças de morte contra si e contra a sua família vindas de um grupo radical norte-irlandês que defende uma Irlanda unida. Na Escócia, como se sabe, a rivalidade entre Celtic e Rangers dá-se em derivado de ódios religiosos: o Celtic foi um clube fundado por irlandeses católicos enquanto o Rangers é um clube de protestantes anglicanos. Farto de ameaças Lennon decidiu renunciar à sua selecção em 2002, mantendo-se apenas como capitão do Celtic até 2007. Hoje é o admirável treinador do clube que conseguiu bater um Barcelona de 990 passes em Celtic Park para a Liga dos Campeões.

Fica o registo.

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vamos cá esclarecer umas coisitas

dados revelam que se fez “história” na economia portuguesa: pelo primeiro ano em 16 (se não estou em erro), a nossa balança comercial (dizem) é favorável. 315 milhões de superavit no período considerado na peça da rádio renascença, segundo os dados apresentados pela AICEP.

1. falsa ilusão: não são as exportações que estão a crescer desmesuradamente, são as importações que estão a decrescer. porquê? a perda de poder de compra dos portugueses. crescem porque o mercado interno já não satisfaz a oferta das empresas.

2. crescimento de 6,9% nas exportações em relação ao período considerado no ano anterior. justificação? simples. as exportações estão a crescer em virtude dos acordos comerciais que foram feitos no mandato de José Sócrates. Quais são os mercados? simples. Venezuela, Líbia, África do Sul, Angola, Moçambique, Brasil, Argentina, ou seja, tudo países, onde Sócrates conseguiu mercados para produtos portugueses. Imputar a este governo este tipo de vitórias é do ponto de vista prático errado.

3. falsa ilusão, parte 2: uma balança comercial favorável, apesar de ser um indicador económico interessante e positivo, no nosso caso, não revela as contas do país. continuamos a ter uma balança de pagamentos desfavorável, em virtude dos elevados juos que o país está a pagar aos credores internacionais e, precisamente à troika. Os 315 milhões de euros obtidos não chegam sequer para pagar os juros anuais que estamos a pagar ao Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, que, como se sabe, são de 34,4 mil milhões de euros (quase metade do resgate financeiro a que fomos submetidos). Bastará portanto fazer as contas aos 5% que teremos que pagar ao Fundo Monetário Internacional, calculando as 5 tranches que já nos foram atribuídas e a verba pertencente ao Fundo dentro dessas tranches(por exemplo) mais o spread diferencial, Dá qualquer coisa como 750 milhões de euros de juros por ano a 45 anos.

outros dados revelam-se assustadores: a política de Gaspar a dar frutos. 4,9% de queda na receita fiscal. Apesar do corte na despesa de 14,5%, o aumento de 22,9% com ajudas sociais mostram que a política de empobrecimento do país não só está a reduzir o poder de compra como está a tirar dinheiro ao estado por via de impostos indirectos, como ainda está a levar o estado a aumentar os seus encargos com situações de desemprego, que, tenderão a aumentar visto que a perda de poder de compra só trará mais ruína ao tecido económico português. Medidas ruinosas que se tendem a aliar com os valores dos novos escalões tributários deste país.

a espiral negativa. a armadilha do consumo. em tempos de recessão, a súbida de preços dos produtos, aliada à perda de rendimentos para consumo por parte das famílias levará a uma racionalização do consumo. perde o consumidor (que fica claramente insatisfeito visto que não consegue prover todas as suas necessidades), perde o empresário (não escoa stocks e como tal terá que rever as planificações da sua empresa e cotá-las novamente em baixa; o que levará ao desemprego, favorecido pelo novo código laboral), perde o trabalhador (despedido e catapultado para um subsídio de desemprego mais baixo que o salário que auferia) e perde o estado, pela diminuição de receitas e pelo aumento de prestações sociais.

mas

Gaspar e Mota Soares ainda querem atacar mais.

se seguir em frente, esta é a proposta que irá colocar meio portugal nas ruas para derrubar o governo. menos 42 euros para quem já faz das tripas coração para sobreviver. seria uma medida excelente caso os 150 mil beneficiários desta medida tivessem emprego. mas não tem. e mais uma vez, a estratégia de empobrecimento do país trará consequências ruinosas.

para finalizar e indo de encontro ao meu pensamento, é bonito ver as últimas estatísticas da Comissão Europeia sobre o desemprego jovem e os custos que esse mesmo desemprego incidem sobre o Estado Português.

não me venham com isto dizer que este governo peca por estar, com estas políticas, a agradar às pretensões dos seus parceiros europeus e dos mercacados, menosprezando ou tendo dificuldades de comunicação com o povo português. o povo português é imberbe mas não é estúpido. sente na pele a falta de dinheiro nos bolsos, a falta de comida na mesa e a falta de dinheiro para satisfazer as necessidades básicas.

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este também merece ser visto

o microcosmos da música portuguesa, contada desde os primeiros passos do rock de Daniel Bacelar ao punk dos Parkinsons.

parabéns a Eduardo Morais e ao resto da sua equipa por nos brindarem com uma hora de pura cultura.

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é 9 de junho e a eficácia alemã venceu a falta de finalização dos portugueses

Nunca gostei do Rogério Alves.

Não descuro as suas competências como jurista e advogado, que pelo que sei, até são muito acima da média.

Nunca gostei de Rogério Alves como comentador de telejornais. A sua voz irritante e a forma pretensiosa (quase fingida) com que aborda os temas que lhe dão ao comentário fazem com que mude de canal nesse mesmo instante.

Quando vinha a vir para casa, a propósito da derrota da selecção escutei um comentário para a rádio em que Rogério Alves dizia que cada jogo de futebol tem a sua “história privativa” e que a selecção “proficuou” antes do golo da Alemanha.

Perceba-se os termos em português, deixem-os aneis e a espinha dorsal em campo para entender o raio do que o dito queria dizer em relação à atitude dos portugueses esta noite em Lviv.

Pus-me a pensar e cheguei à conclusão que 8 milhões de portugueses falam como os  imberbes. Outros 2 milhões sabem até demais do que aquilo que vem enunciado no dicionário da língua portuguesa.

Alguém que neste país lhe dê o prémio de Fala Barato do Ano.

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Nice Weather for Ducks

Nice Weather for Ducks — “Back To The Future” — Álbum: Quack (2012)

Today @ estúdio do CITAC no festival Santos da Casa da Rádio Universidade de Coimbra – fotos nos próximos dias.

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Fausto da Silva: uma vida “a dar música” na RUC

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Reportagem UCV.

Merece uma homenagem!

Com mais de 20 anos de RUC. Com mais de 20 anos de AAC. Todos os dias (a não ser que jogue a Académica durante essa hora) em directo das 19 às 20 horas em conjunto com Nuno Ávila para o Santos da Casa, programa que só passa música portuguesa.

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Mais relatos chocantes de Damasco

A Crueldade sem limites do governo de Al-Assad.

Já bati demasiado nesta tecla no que toca à falta de operância das Nações Unidas e do seu des(conselho) de Segurança quanto ao caso sírio.

De que está Luis Moreno-Ocampo à espera para tomar providências quanto ao ditador Sírio no seio do Tribunal Penal Internacional?

De que está à espera a NATO para por fim a esta barbarie? A NATO, essa organização “tão interventiva, tão democrática e tão respeitadora do Direito Internacional” ainda não se pronunciou sobre o caso Sírio.

No caso de Mohammar Khadafi e da Líbia, as Nações Unidas foram rápidas a pronunciar-se acerca das sanções e das intervenções a executar no país, a NATO passou por cima de uma resolução que ia de encontro à manutenção de paz e segurança entre os civis e acabou por executar uma intervenção militar com o objectivo de derrubar Khadafi e Luis Moreno-Ocampo tratou de abrir investigação ao regime sirio quando se começou a suspeitar que o mesmo torturava e atacava civis.

Homs e Damasco continuam a ferro e fogo sem que a comunidade internacional tenha interesse em resolver a situação.

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Génio

A última crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1.

“não era a sua vida, era uma política, a vontade de defender até ao fim a sua ideia de dignidade e de progresso como se quisesse querido ser o último homem”

“morrer à fome como homem para não se agarrar à vida como um animal”

“os porcos derrubavam as cadeiras e pisavam cascas e restos de comida. Os porcos substituiam os livros e nós substituímos os porcos”

“Podemos sempre pensar que apenas em cenários limite – genocídio, a guerra, extermínio – acontecem escolhas-limite; e que é a violência absoluta ou é a humilhação ou o sofrimento absoluto que impõem a revolta, o inconformismo, a coragem; ou não. Tenho para mim que as escolhas-limite se fazem todos os dias, no nosso quotidiano; e duvido muito que quem vive de espinha dobrada em tempo de paz , em tempo feliz (como é já nos esquecemos o tempo democrático) seja capaz de endireitar a espinha em tempos difíceis”.

“para um país onde precisamente 4 décadas de democracia produziram afinal uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento e dessa gangrena da nossa pátria que é a inveja social. Por junto, uma cultura mesquinha, quase sempre não há ninguém que diga aquilo que todos sabem, que todos devem calar. Uma terra onde finalmente se instalou um medo e uma noção puramente alimentar da dignidade individual, traduza-se “está caladinho para guardares o trabalhinho” – neste aspecto, em genocídio ou democracia, os reflexos e os mecanismos são os mesmos”

Único comentário possível:

A melhor tese de doutoramento que ouvi sobre este país, feita em menos de 6 minutos. Pedro Rosa Mendes vive em Paris. Espero bem viver em Londres e fugir deste sahara que é o nosso país. Os melhores, esses, não ficam cá.

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Uma maravilha, digna de Cannes!

Já vimos esta pelicula com a Sportis, com a Inverfútbol! O resultado acaba sempre em choros, lamentações, e por fim, no acto final, numa corda enfiada pela garganta pronta a asfixiar.

Quem denuncia, caso do JMO aqui, acaba por merecer uma menção “honrosa” no site do clube, como a que foi escrita no domingo, como se quem discorda das decisões do clube tivesse obrigatoriamente de receber o epíteto de cavaleiro do apocalipse, da maldicência e da desgraça.

Caro JMO, as tuas perguntas são pertinentes, mas pelo que consta, o nosso caro presidente e amigo Majid já as respondeu. “Não sou nenhum banco” – disse. “Se as dívidas são do clube, o clube que as pague” – acrescento.

O presidente do clube prestou uma informação contrária. Apresentou Pishyar como o salvador da cocada preta. Cheio de grana, dizia ele. Cheio de boas intenções. Com Pishyar, o Beira-Mar não teria necessidade de rapar o fundo do pacote de manteiga para poder barrar o seu pão. Dizia-se até, à boca pequena, que o iraniano vinha com ideias malaicas que meter o clube na UEFA, na champions league e no título nacional a médio\longo-prazo.

Não foi à toa que Regala atirou areia para os olhos dos sócios e de outros como Mano Nunes. Não se trata especificamente de areia. Regala atirou brita para os olhos dos sócios, porque a brita cola e não os deixa ver.

E os pacovios, comeram com a brita e caíram que nem trolhas na anedota. Alguns deles, vieram falar comigo a dizer que estava errado.

Pois estava. Basta apenas ler o que dizem os credores.

 

 

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Assembleia Magna

É importante a presença de todos os estudantes. O Entre o Nada e o Infinito não irá marcar presença, mas eventualmente poderá estar com atenção aos trabalhos a partir da emissão da RUC. 

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Força rapazes!

O Beira-Mar inicia daqui a 1 hora mais uma época desportiva na Madeira frente ao Marítimo no Estádio dos Barreiros.

Uma época que será muito difícil no meu entender. A manutenção é o objectivo. Tenho sérias dúvidas que o Beira consiga ser capaz de atingir um lugar na primeira metade da tabela. Não dispõe de técnico, de qualidade nem de riqueza de soluções no plantel para tais objectivos.

Mesmo assim, espero um Beira lutador ao longo dos 30 jogos desta liga, na Taça e na Taça da Liga. Dependendo dos sorteios e do próprio espírito que a equipa possa demonstrar ao longo das Taças, é destas que pode vir a maior surpresa do clube na temporada 20112012.

Volto a relembrar o plantel dos aveirenses:

Guarda-Redes: Rui Rego, Enoque Paes e Jonas Mendes

Defesas: Vasco Fernandes, Édson,  André Marques, Pedro Moreira, Hugo, Yohan Tavares e João Pereira

Médios: Koukou, Alex Hauw, Siaka Bamba, Artur, Cristiano, Rui Sampaio, Nildo e Jaime e André Sousa.

Avançados: Dominic Reinolds, Dudu, Zhang, Serginho, Élio e Douglas.

O relato da partida pode ser ouvido a partir das 16h na Rádio Terranova em 105.0 FM para o distrito de Aveiro ou partir da internet aqui.

Força rapazes! Surpreendam-me!

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As mentiras de Pedro Passos Coelho

1. A mais crassa de todas. Livro favorito: “A Metafísica dos Costumes” de Hegel quando toda a gente sabe que a “A Fundamentação Metafísica dos Costumes” foi escrita por Immanuel Kant. Nem no nome completo do livro, Passos conseguiu acertar.

Era na altura este o candidato que o PSD pretendia lançar contra José Sócrates. Será que Passos algum dia virá desmentir esta como veio tentar desmentir a declaração do “desvio colossal”.

2. “O passe social dos transportes para que todos possam andar de transportes públicos”

“O passe de Coelho” – um passe para trás é certo (sublinhado meu)

Passos Coelho quer um passe social só para pobres. Como os que nos têm governado, não fez as contas certas. Ao subsidiar o transporte coletivo o Estado poupa dinheiro. À sociedade, à economia e a si próprio.” ín Expresso, 8 de Fevereiro de 2011.

No fim de Julho, após reunião de Conselho de Ministros, o governo de Coligação decide aumentar em média 15% o preço dos transportes públicos. Passos Coelho faz-se refém do Memorando de Entendimento assinado pela troika (ver aqui).

O Ministro das Finanças Álvaro Santos Pereira, sim, aquele bacalhau que o PSD foi buscar ao Canadá para o Movimento Mais Sociedade, lança as tarifas sociais. Quais tarifas sociais? Ver aqui. Estão contempladas nos transportes Públicos? Em quais? Nos que sofreram aumento?

Fonte: i online.

3. “O BPN”

Ver aqui, a 10 de Dezembro do ano transacto.

Pedro Passos Coelho pedia ao executivo Sócrates, em particular ao Ministro Teixeira dos Santos, informação clara e concisa sobre o estado do BPN e os custos que as decisões do estado em relação ao banco iriam custar aos cofres públicos.

“Em dever de lealdade, transparência e rigor, era importante que, depois de terem falhado as operações que o governo tinha destinado para o BPN ainda este ano, nomeadamente a sua reprivatização, houvesse uma informação clara e concisa ao país quanto à intenção que tem para futuro e sobretudo ao custo que essa intervenção representa nos dias de hoje” – defendeu perante os jornalistas.

fonte: Jornal de Notícias

A 30 de Julho de 2011, 7 meses e 20 dias depois, já como primeiro ministro deu autorização ao seu ministro das Finanças para vender o BPN à pior proposta possível, feita por um banco cuja cara principal é um gestor que já foi ministro de um Governo Constitucional do PSD (Mira Amaral) e ainda por cima para além dos 2360 milhões de euros que custou aos contribuíntes portugueses, a proposta vencedora ainda contempla que o estado tenha que pagar indeminizações aos funcionários que o BIC irá reduzir no banco, acartar com as custas de metade da totalidade do crédito mal parado e acartar com os custos do fecho de dependências e agências do banco.

Uma intervenção brilhante.

Juntando a isto, o facto de Pedro Passos Coelho e do seu ministro das finanças ainda não terem disponibilizado publicamente as ofertas dos outros interessados à compra do banco. Revela uma clareza e uma transparência formidável, estando praticamente esmiuçadas pela Comunicação Social as melhores ofertas tanto de Montepio como dos investidores que fizeram proposta para comprar o banco.

Mais uma mentira, portanto.

4. “Passos Coelho e os impostos”

A 21 de Março: “devem descer, porque Portugal tem uma carga tributária e fiscal excessiva.” – era candidato, precisava obviamente deste trunfo para se fazer ao povo.

Expresso

A 24 de Março: “devem subir para o Estado obter receitas extraordinárias”  – em Bruxelas.

No mesmo dia à TVI: “Não posso prometer que não aumente os impostos”


A 5 de Maio: “não irão aumentar. Isso é uma invenção do PS” – era candidato, estava na recta final da caça ao voto.

Jornal de Notícias

O Governo toma posse e o que é que acontece? Imposto extraordinário sob 50% do subsídio de Natal dos que auferem rendimentos superiores ao salário mínimo.

Estamos perante um conjunto de mentiras cujo pior facto de realmente o serem, é a bipolaridade das declarações de Passos Coelho. Essa bipolaridade política que só os candidatos em vésperas de eleições conseguem manobrar: dizer sim e não conforme lhes convém, dançar ao som da música que lhes tocam e atirar as culpas para o principal adversário na contenda.

5. “O mercado de trabalho. Flexibilizar ou não flexibilizar. Criar emprego ou aumentar o estigma do desemprego”

“As políticas de emprego mais profundas, para combater o desemprego” – disse a 10 de Dezembro. Já liderava o PSD e já se sabia que seria candidato.

JN

“Aposta na criação de emprego para voltar a trazer a esperança às novas gerações” – a 11 de Maio, em plena campanha eleitoral.

Fonte: ‘PSD´

No Governo, aprova em conselho de ministros e faz uso da sua maioria parlamentar para aprovar a redução das indeminizações pagas por cada ano de trabalho aos novos contratos laborais de 30 para 20 dias.

Mais uma mentira, portanto.

Depois de todas estas declarações e da sua análise ao nível das primeiras intervenções feitas pelo Governo liderado por Passos Coelho, apenas posso concluir que o nosso primeiro-ministro é um mentiroso. Um mentiroso compulsivo de um calíbre e artimanhas comparáveis às do seu antecessor. Artimanhas das quais Passos Coelho tanto reclamava quando estava na oposição.

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Reacção de Eduardo Melo à conferência de imprensa de João “Chaves” Alves

Notícia RUC em primeira mão.

Quero só esclarecer um erro na notícia: Gabriela Melciú não será coordenadora da política educativa, pois o coordenador continuará a ser Samuel Vilela, mas sim das Relações Internacionais.

Quanto ao resto, tudo demasiado previsível.

P.S: A notícia da TV AAC refere que Eduardo Melo “preferiu prestar preferiu prestar declarações aos diversos órgãos de comunicação individualmente”.

Se a RUC e a TVAAC já noticiaram, estas declarações deverão ser prestadas aos  CabrinhasCabrasCabrõesChupa Cabras, mais logo na palestra da táctica, no campo de futebol.


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Nova música portuguesa

Sean Riley & the Slowriders — “This Woman” — Álbum: Farewell (2007)

Os Conimbricenses são definitivamente para mim um dos mais interessantes projectos do novo século da nova música portuguesa em conjunto com os Linda Martini, PAUS, Legendary TigermanWraygunn, NAD, Toques do Caramulo, Danças Ocultas e My Tie (que infelizmente nunca mais lançaram nada).

Por falar em Linda Martini, vale bem a pena ouvir este hino à la Sonic Youth:

Linda Martini — “Juventude Sónica” – Álbum: Casa Ocupada (2011)

Aproveito também para deixar aqui, a faixa que mais me impressionou do álbum de estreia dos NAD (demorou mas o resultado é bastante aceitável):

NAD — “Motivação” ft Twism e ArtofGhetto — Álbum: Tá Feito (2011)

Aproveito para deixar o recado ao Zim, que também gostaria de ver a “Nódoa” neste álbum. Seria espectacular, pelo êxito regional que a malha causou há uns anos atrás.

Para finalizar, deixo a informação que os meus conterrâneos Toques do Caramulo actuam no Teatro da Luz em Lisboa (entrada gratuita) na próxima quinta-feira dia 2 de Junho num concerto que será gravado em directo para a Antena 1 através do programa “Viva a Música”

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Excessivo

Durante esta semana, a televisão portuguesa esteve inundada de directos, reportagens e histórias para todos os géneros sobre o casamento do Principe William e de Kate Middleton.

O excessivo tempo de antena dada à faustosa festa Britânica parece tentar esconder o facto do país ter sido “invadido” por uma comissão de técnicos do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. O excessivo tempo de antena dado a um conto de fadas aos quadradinhos que em nada abona a bom do nosso país, tenta camuflar que aqui bem dentro do nosso Portugal está um país na bancarrota, derrotado ao liberalismo desmedido de um dos maiores flagelos da regulação económica moderna e instável politicamente graças ao tiroteio que os líderes dos dois maiores partidos teimam em continuar em manter vivo em vésperas de eleições.

Até as vitórias europeias de Porto e Benfica, o sui-géneris futebol português que ontem fez história numa competição europeia pelos mais vistosos motivos passou para 2º plano perante o casamento dos princípes britânicos. Facto, que desde já, considero raro neste país de Fado, Fátima e Futebol.

O cenário económico-social português está tão negro e o cenário político tão desgasto e repetitivo ao ponto de grande parte da Comunicação Social aproveitar estes contos de fadas para tentar entreter o coração dos pobres portugueses, fustigados pela insegurança sobre o futuro.

Um país que insiste em olhar para o que de superficial se vai passando lá fora, não poderá de maneira alguma concentrar-se no presente do país e ter uma visão próspera sobre o futuro. É a sina do povo português: um povo que não evoluiu no tempo. É a sina de um povo que entrega a governação aos partidos do bloco central, e que como tal, é sucessivamente fustigado pelas hediondas políticas de sucessivos governos que em nada têm acrescentado progresso económico e social ao povo. É um povo, que pelo voto inconsciente merece sofrer para que um dia finalmente aprenda a exercer um direito cívico em plena consciência ideológica.

Daqui a uns dias já ninguém se deverá lembrar que o herdeiro ao trono Britânico casou com uma plebeia. Regressam portanto as notícias que dão contas de mais austeridade quer por parte do governo, quer por parte da troika internacional presente em Lisboa. Regressam os ataques dos principais rostos do Bloco Central. Regressa a mesquinhez da política e a mesquinhez da caça barata ao voto. Regressa o populismo, regressa a demagogia que cria estratégias populistas. Apenas não regressa o melhor de Portugal: cá pela Tuga continuamos todos na fossa. E neste espírito, da fossa não iremos sair.

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Faleceu Artur Agostinho

Faleceu hoje Artur Agostinho. Um dos melhores comunicadores que este país alguma vez teve.

Aos 90 anos, Artur Agostinho foi um dos pioneiros da Rádio em Portugal. Iniciado na antiga Emissora Nacional (actual Rádio Renascença) Artur Agostinho destacou-se pelos apaixonados relatos de futebol com que brindou gerações atrás de gerações. Sportinguista de corpo e alma, Artur Agostinho sempre conseguiu manter uma enorme postura de imparcialidades atrás dos microfones.

Engane-se quem porventura pensa que o legado de Artur Agostinho se cinge à rádio. O Comunicador, participou-se em filmes como “O Leão da Estrela” (1946) “Capas Negras” (1947) “Cantiga da Rua” (1950) e “Perfeito Coração” (2009) para além de inúmeras novelas transmitidas nos canais generalistas lusos. Ao nível do jornalismo, dirigiu o Jornal Record entre 1963 e 1974 e o Jornal Sporting. Foi também proprietário da Sonarte, uma agência de publicidade.

Ao nível literário, escreveu “Portugal sem Português” em 1977 e “Bela, riquíssima e além disso …viúva” em 2009.

O Presidente da República haveria de agraciar Artur Agostinho no passado dia 28 de Dezembro de 2010 com a Comenda da Ordem de Sant´Iago e Espada.

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