Tag Archives: Francisco José Viegas

finalmente

peca por tardia esta medida. a ideia de um Plano Nacional de Cinema é provavelmente a melhor medida deste secretário de estado da cultura.

só tenho pena que estejam de fora os verdadeiros nomes do cinema, esses sim, que deveriam ser vistos pela criançada: Lynch, Cronenberg, Kubrick, Bergmann, Polansky, Eisenstein, Welles, Kosturica, Antonioni, Fellini, Argento, Almodovar, Hitchcock.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Sigam o exemplo

O novo Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas tomou posse no XIX Governo Constitucional, com uma penhora pendente sobre si num valor aproximado de 42 mil euros por parte da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos por fuga ao fisco no IRS de 2007.

A dívida está no contencioso, visto que o novo secretário de estado declarou que esta é menor do que aquela que lhe é imputada.

Perante a coesão demonstrada por este Governo em impor um imposto especial de 50% sobre os rendimentos de quem aufira mais que o salário mínimo nacional no próximo subsídio de natal, que desde já é a primeira medida de austeridade de um Primeiro-Ministro que no dia 1 de Abril (ainda na oposição) declarou que não precisaria de impor mais austeridade para 2011 caso chegasse ao governo, é caso para perguntar que idoneidade tem alguém que vai participar no governo da nossa Nação e que não cumpre as suas obrigações perante o estado? Que moral têm um governo para impor mais sacríficios aos Portugueses quando um elemento do novo executivo não cumpre as suas obrigações perante o Estado?

Não estamos a falar de uma dívida de 200 euros, valor que é suficiente para o Estado usar da justiça para chegar a casa do comum cidadão e levar o plasma lá de casa que ainda está a ser pago a crédito à loja onde o comprou mas sim de uma dívida de  42 mil euros…

Aproveitando o facto, porque é que não se legisla sobre esta matéria em Portugal? Porque é que o nosso ordenamento jurídico admite a chegada a um cargo de responsabilidade pública nacional a cidadãos que não cumprem os seus deveres perante o Estado e perante a sociedade?

Vou mais longe no raciocínio: Porque é que o nosso ordenamento jurídico não ordena imediatamente a renúncia do titular de cargos públicos quando encontra factos que imputam a falhas graves de cidadania, incumprimento ou lesão perante o Estado?

Para finalizar, é interessante ter em conta que o titular em causa é Francisco José Viegas, o ministro-blogger que publica aqui. Sim, no Origem das Espécies, instrumento que não poucas as vezes utilizou para criticar dirigentes e antigos ministros dos Governos Socialistas em situações com alguma semelhança.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , ,

De que buraco saíste António Barreto?

É caso para perguntar: de que buraco é que saiu este homem?

Desde o documentário “Portugal, um retrato social” (2006) que António “Barrete” andava completamente desaparecido das câmaras.

Homem formado em Direito em Coimbra e em Sociologia em Genebra, ex-militante do Partido Comunista Português, agora militante em “yuppie-style” do Partido Socialista e do Social-Democrata em alternância para o lado que mais lhe convém, aproveitou a demissão de Sócrates para ser o mais eloquente do momento em jornais e revistas, preparando-se quiça para tirar lugar ao Paulo Cardoso no oráculo de “Bellini” tais são os palpites e previsões “astrológicas” que pinta a José Sócrates e ao futuro do país.

É caso para também perguntar onde estava António Barreto nos primeiros anos de Portugal como estado-membro da CEE? Na Assembleia da República, eleito como deputado pelo PS. Um autor tão distinto de ensaios sociais sobre a agricultura, retratos políticos e sociais e comportamentos do país, não é capaz de admitir pertencia à legislatura parlamentar que recebeu os primeiros fundos da antiga CEE cujo estado (que tanto observou; de que tanto escreveu) e os investidores privados da altura não aproveitaram como deveriam aproveitar e cujo facto também acabou por ser um dos motivos pelo qual este país marcou passo em relação ao resto da europa.

Há uns dias atrás, Francisco José Viegas perguntava no seu blog A Origem das Espécies, passando a transcrever: “De repente, nasceram dezenas de colunistas e bloggers responsáveis, atinados, a colocar o interesse nacional à frente dos interesses partidários, penalizadíssimos com a situação económica alarmante, contra a loucura irresponsável que tomou conta «desta gente», contra o cinismo, a rasgarem as vestes como no Antigo Testamento e a pedirem um consenso alargado. Onde estavam há um ano e meio? A fazer um consenso alargado, aposto.” (FJV)

A boca é foleira e ofende o meu sentido de voto nas últimas eleições legislativas.

Faz-se uma nova pergunta, caso não esteja a ser incómodo: Onde é que estava António Barreto desde 1990 para cá?

Com a demissão de Sócrates parece mais vivo que nunca. É pena é que os seus ideiais estejam um tanto ou quanto contraditórios.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , ,