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tristeza. meninos

Afinal de contas, a surpresa para o dia do estudante era este miserável documento de word (não lhe chamo texto sequer, muito menos comunicado, porque um comunicado deve ser agressivo e deve conter soluções que consigam penetrar a outrém uma mensagem que seja capaz de granjear abertura para a resolução de problemas) que não relata nada do que nós saibamos há bastante tempo, não ressalva nenhuma medida que possa servir de solução para os problemas da academia nem indica qualquer estratégia para o futuro.

A AAC, na sua nova área política, coordenada por uma pessoa (Leila Campos; sou frontal, directo, duro e pragmático) cuja inteligência, competência ou mérito não lhe reconheço para tais funções, e a paupérrima entrevista por si concedida para a última edição do Jornal A Cabra assim o manifesta, em que esta pseudo-dirigente de gabinete não só não apresenta uma única frase onde se possa sondar (nem nas entrelinhas) aquilo que pode ser feito por esta DG como afirma “querer criar posições consensuais dentro da Academia” (como aprovar moções sem as cumprir, o que é uma grave violação aos estatutos e aos princípios que sempre nortearam o funcionamento da instituição; quanto a esse ponto, melhor dizendo, quanto à minha moção, apresentada e aprovada a 12 de Março em AM, ainda não foi enviado o convite ao Ministro que estava inscrito no seu conteúdo e isso já motivou uma queixa minha a um membro da AM e nos próximos dias irá resultar em 3 queixas no fiscal contra DG, Ricardo Morgado e Leila Campos; porque se quiserem gozar vão gozar com os vossos avós) quando de facto está a recusar a participação da instituição em verdadeiras acções reivindicativas (essas sim, verdadeiras acções reivindicativas duras e sérias) para um dia tão importante e tão simbólico como o dia do estudante, para depois apresentar esta merda escrita em word que foi claramente escrita em cima do joelho de alguém. E eu sei de quem foi. Os responsáveis por este texto são Ricardo Morgado e Leila Campos. Ambos militantes da Juventude Social Democrata. São responsáveis pelo silêncio da AAC quanto a um texto que não tem origem cá mas numa cabeça pensante da Federação Académica do Porto com o silêncio destes seus dois amiguinhos de Coimbra. Porque duvido que a Mariana da Acção Social, pelo que conheço dela e pelo que já falamos sobre a AAC, deixasse uma coisa tão merdosa passar para o público.

Neste documento de word que não é digno da nossa realidade, há duas ressalvas às quais pretendo mexer:

a 1ª quando se lê: “uma comparticipação dos estudantes sob a forma de propina, consignada à melhoria da qualidade e à ação social, e a simultânea responsabilidade do Estado em garantir efetivamente que nenhum estudante é excluído do sistema de ensino superior pormotivos de carência económica!” – subentendo então que a actual DG\AAC, ao contrário do que prevê a CRP é a favor do pagamento de propinas e chama a 1000 euros “comparticipação” por um ensino de qualidade que a CRP obriga a ser tendencialmente gratuito. Se as propinas cobradas pela UC aos seus alunos tem um valor superior a 2 salários mínimos, não é uma comparticipação (é um encargo pesado para muitas famílias) e muito menos é o pagamento simbólico de um ensino “tendencialmente gratuito”.

a 2ª quando se lê: “É que, apesar de estarmos em “férias escolares”, as dificuldades não tiram férias!” – esta DG não está em férias escolares pelo que depreendo deste texto. está em férias desde que tomou posse!

Eu não gosto de criticar por criticar. Apresento soluções.Apresento acções de reivindicação a sério:

1. A minha moção no dia 17 de Abril como propus em Assembleia Magna.

2. Uma manifestação da Academia onde se convidem alunos, docentes, investigadores da UC a desfilar da Via Latina até à Ponta de Santa Clara (passando pela rua Oliveira Matos onde estão situados os SASUC) para protestar contra os cortes impostos no financiamento da Universidade de Coimbra, contra os cortes na Acção Social directa e indirecta e contra o regulamento de atribuição de bolsas de estudo no ensino superior, disponibilizando para o efeito uma informação detalhada sobre os graves entraves enunciados no dito regulamento que estão a fazer com que milhares de estudantes com um considerável grau de carência económica não possam continuar os seus estudos no ensino superior.

3. Reuniões urgentes em Coimbra ou em Lisboa com o Ministro da Educação\Secretário de estado do ensino superior\Primeiro-Ministro\Presidente da República para dizer “basta” e para dizer que os estudantes da Academia de Coimbra irão tomar medidas concretas para reivindicar os seus direitos.

4. O decreto de um luto académico pela actual situação da Academia de Coimbra.

5. Uma paralização grevista da Universidade de Coimbra por vários dias, convidando os docentes da Universidade de Coimbra a discutir o ensino superior e a situação do país com os alunos à porta das faculdades.

6. A criação de um fundo solidário para situações de emergência social para usufruto de estudantes carênciados excluídos do sistema de acção social escolar com a sua base constitutiva assente no valor que for cobrado à nova concessão dos bares da AAC e dos restantes estabelecimentos comerciais instalados no edifício da instituição.

Apresento estas 5 vias de reivindicação e a solução que vejo possível para ajudar a dirimir um dos problemas que nos aflige aqui. Não apresento na Direcção-Geral porque não confio na sua estrutura e tão pouco em alguns dos seus dirigentes. Não confio numa Direcção-Geral que não é capaz de fazer uma ruptura com as decisões tomadas em ENDA. Não confio numa Direcção-Geral da AAC que anda a reboque daquilo que a FAP acha que deve ser feito. Num confio numa DG\AAC que baixa constantemente as saias aos dirigentes da FAP em ENDA. Não confio em pessoas sem ideias, sem noção da realidade daqueles que representam e sem um mecanismo de acção para a resolução dos seus problemas.

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sobre os 125 anos da AAC

A Briosa está a morrer lentamente. Do trigo dourado que outrora foi vanguarda na luta por um Portugal mais evoluído, o 125º aniversário da AAC traz-me o axiológico pressentimento que não tardará muito até que só possamos colher o seu restolho.

A Associação Académica de Coimbra faz 125 anos a 3 de Novembro de 2012. Ao contrário daquele que tem sido o seu recente percurso, a instituição poderá orgulhar-se desta data olhando pela vitrine da história o seu percurso do passado. Costuma-se dizer que nem sempre de passado vive o homem e nem sempre de passado se vai construíndo a base que a sociedade necessita para encarar positivamente o futuro. Jamais puderei adequar esta máxima do senso comum à vida recente desta instituição. A sociedade é ela própria um conceito dinâmico, assente num determinado contexto histórico-social-cultural, contexto esse que é pautado por valores éticos e morais que estão susceptíveis ao desuso imediato, ou à troca por outros na regulação das relações humanas em virtude da inserção de novos valores vindos do pensamento multidiversificado e quasi caótico do homem. A instituição, como muleta de suporte da actividade humana (considere-se cultura tudo aquilo que é feito pelo homem) e como agremiação onde o homem deposita (na praxis) todo o conhecimento e skills que vai adquirindo ao longo da vida, para perecer no tempo, necessita também ela de refrescar valores que são partilhados e considerados vigentes por todos os seus membros e misturá-los com novos conhecimentos, valores e aptidões que vão emergindo no pensamento e na técnica destes.

125 anos é muito tempo. Tempo suficiente para caracterizar um sonho que nasceu pela vontade e pelo brio dos estudantes da Academia em terem uma instituição que se considerasse sua (estudantes cujo expoente máximo foi António Luiz Gomes, primeiro presidente da AAC), que perdurou no Estado Novo na vanguarda da luta intransigente por um país pautado por valores democráticos (em geral) e por um ensino superior universalista onde as condições de acesso pudessem ser iguais para todos os cidadãos (indiferentemente do seu estatuto social ou dos seus recursos financeiros), que alinhou na linha da frente pela defesa dos direitos dos estudantes da Universidade de Coimbra, e que, para orgulho de uns e desgosto de outros, participou de forma activa e incisiva na melhoria das condições existentes na Universidade de Coimbra, na cidade de Coimbra, na cultura e no desporto deste país.

No entanto, como referi no primeiro parágrafo deste humilde artigo de opinião, nem sempre de passado vive o homem. Aquele que olhar para o passado e não conseguir aceitar o seu presente será acusado de saudosista. Que me acusem de saudosismo: a AAC precisa de mergulhar no passado para se reencontrar com o seu objecto. A AAC precisa de voltar a ser o que foi.

Faço uma analepse na narrativa até ao ano de 1969.
“Mas a universidade é velha…”. O delicioso trocadinho que os estudantes faziam de um Estado que era tudo menos Novo lia-se num dos cartazes estacionados à frente das Matemáticas no dia 17 de Abril de 1969, dia em que Alberto Martins (então presidente da instituição) e alguns estudantes de Coimbra irrompiam pela sala Pedro Nunes, sita no referido departamento, para pedir a palavra ao Presidente da República Américo Tomás e ao então Ministro da Educação José Hermano Saraiva, em plena crise académica.
“Os estudantes de Coimbra pediam a palavra” quando a palavra lhes tinha sido negada e quando alguns dos seus colegas eram expulsos da universidade, detidos nos calaboços da prisão académica ou enviados para a morte na guerra em África por defenderem a ideia da construção de um ensino superior universal e a construção de um estado democrático, justo, moderno e solidário em contraposição à posição conservadora, servilista e teimosamente imperial que o Estado (que não era Novo) impunha pela coacção e pelo terror no nosso Portugal.

43 anos passaram desde esse dia. O país haveria de ver a luz do modernismo 5 anos mais tarde. Doce ilusão. Dos Cravos nasceriam espinhos minados pelos partidos políticos, pela alta finança e por uma mascarada elite que já reinava no período da ditadura, pela corrupção praticada nas mais altas esferas públicas e privadas pelos pseudo-barões da sociedade portuguesa. Os Mellos, os Somners, os Champalimauds e toda essa escória que um dia haverá de ficar com o país só para si quando nenhum recém-licenciado se predispuser a trabalhar para as suas empresas a troco de uma tigela de caldo verde e de um prato de sardinhas e batata a murro. Do feudalismo, cresceu uma democracia tosca no nosso país que não nos presentou muito mais do que escândalos, má-governação dos recursos e bens públicos, ignorância, mesquinhez, provincianismo bacoco, inveja social, cacique e banditismo de colarinho branco.

A própria AAC também ficou afectada com a revolução. Não tardou que também ela fosse minada pelas lutas entre juventudes partidárias, desejosas em fazer da AAC um “braço politizado” e uma via para o aumento de hegemonia dos seus partidos junto do eleitorado universitário. Chegar à Direcção-Geral da AAC não significou apenas para alguns dos seus presidentes o aumento do número de militantes do seu partido nesse ano mas também o uso da instituição como tubo de ensaio para a sua formação enquanto “político” e o trampolim ideal para que estes dessem o salto para as mais altas esferas políticas da Nação, não obstante do facto de estatutariamente estar bem implícito o pressuposto basilar de uma instituição que se pretende aversa a actividades e interesses político-partidários.

Do estudante para o estudante.

Deverá na minha opinião ser este o lema de uma Associação Académica de Coimbra limpa, transparente, séria e criteriosa na sua abordagem aos problemas que surjem da vida universitária coimbrã.

Sem cacique.

É sem dúvida um dos flagelos da instituição. Falando deste ano lectivo que passou, não posso deixar de mencionar (e salutar) as concorridas eleições que tivemos nos passados meses de Novembro e Dezembro. As listas comandadas por Ricardo Morgado e André Costa ombrearam até ao último segundo na defesa dos seus ideais para a instituição. Pena tenho que em ambos os lados, alguns ideais apenas surgissem como manobras populistas de caça ao voto exclusivas dos dias eleitorais Pena me faz o facto que tenho vindo a constatar ao longo do mandato desta Direcção-Geral: alguns dos ideais da lista vencedora caíram em saco roto a partir do dia em que esta tomou posse enquanto Direcção-Geral. Lamento que em ambos os lados, houvesse gente sem ideais. Lamento faço, que em ambos os lados, os ideais tivessem sido suplantados pela necessidade de um cacique que pudesse garantir votos quando o factor decisivo que deve garanti-los deverá ser exclusivamente a competência e idoneidade das pessoas que se candidatam e as ideias que são transportadas por estas para a instituição.
Não são as ideias que fazem as direcções-gerais mas o cacique. A imposição de estudantes vindos de juventudes político-partidárias nas listas. A imposição de outros nas mesmas de acordo com critérios de selecção que não primam pela competência, pela inteligência e pela responsabilidade, mas sim (desculpem-me os meus leitores por este termo pejurativo mas realístico) pelo cheiro a “teta do poder” e de outros tais pelo simples facto de ser considerarem os comandantes dos destinos da praxe coimbrã nos diversos cursos e por consequentemente os donos dos votos na faculdade. Ó colega, já votaste? – lá andam eles de caderninhos, tablets e telemóveis recheados de números telefónicos e contactos electrónicos de toda a malta do departamento, com o simples objectivo de maximizar o sacrosanto voto entre os seus em prol de objectivos individuais. Será que o altruísmo termina enquanto valor no nº1 da Padre António Vieira? A resposta, essa, dou-a de borla a quem pessoalmente me quiser perguntar.

Costumo dizer aos meus amigos que as pessoas importantes são importantes porque vivem do alimento da força que as menos importantes lhes dão de forma gratuita visto que não conseguem por a mão à consciência e raciocinar que se calhar tem mais argumentos teóricos, técnicos e pessoais que essas mesmas pessoas. Costumo também dizer que jamais compactuarei com este modus operandis porque sou um idealista e um idealista leva a sua ideia até ao fim, vença ou perca. A vida traz-nos muitas batalhas. A minha trouxe-me a batalha pela mudança. E pela mudança lutarei sempre de espinha direita, quando muitas vezes ao lado vejo outros ajoelharem-se perante alguém para obterem certos benefícios.
Tenho defendido que a AAC necessita, necessita muito, de alguém que tenha o carisma suficiente para não só terminar com a irresponsabilidade que tem pautado o seu dirigismo como para a devolver aos mais altos patamares de decisão dos assuntos que nos dizem respeito a nós estudantes da Universidade de Coimbra.
Manuel Alegre escrevia que “em tempos de servidão havia sempre alguém que resistia e dizia não” – é hora de termos um colectivo forte na AAC que diga não ao cacique, que diga não ao despesismo que é feito em telecomunicações, em viagens e e em manifestações que granjearam vitórias morais muito dúbias ao mesmo tempo que Lisboa faz cortes orçamentais que colocam em risco a sustentabilidade financeira do ensino superior e da universidade de coimbra em particular e limitam o acesso à universidade e a um futuro risonho a todos os jovens deste país. É preciso um líder e uma equipa que finalmente consiga fazer um levantamento digno do que falhou na transição para a Declaração de Bolonha e que sejam capazes de afirmar que Bolonha apenas deu uma nova roupa a maior parte dos Cursos da instituição. É preciso um colectivo que se consiga afirmar nos órgãos da tutela com vista à obtenção do verbo e do direito de escolha no que respeita a decisões acerca do ensino superior. É preciso um colectivo que trabalhe arduamente pela obtenção de uma acção social escolar justa e de qualidade. É preciso continuar a lutar pela cultura e pelo desporto da AAC que tanto prazer de execução dá a uns e tantas alegrias nos dá a todos.

No 125º aniversário da AAC temos uma Direcção-Geral cujo presidente Ricardo Morgado é esforçado e cuja equipa tem altos e baixos. Porém, na minha modesta opinião de representado, o trabalho do colectivo comandado por Ricardo Morgado não passa mesmo do grau de “esforçado”.
A ladaínha de campanha tornou-se decrépita no acto de chegada ao poder. As cantinas fecharam ao fim-de-semana e os estudante ocuparam simbolica e pacificamente as mesmas como forma de protesto em Março. Em Maio, as cantinas reabriram ao fim-de-semana mas em Junho, a nova Administradora dos SASUC decidiu fechar duas, sendo que uma delas não irá reabrir (Verdes) e outra corre o risco de obter o mesmo desfecho trágico (Grelhados).O número de bolsas diminuiu drasticamente com a entrada da lei 15\2011. O Presidente pavoneia-se à frente de camaras de televisão de cadeias televisivas generalistas nacionais como alguém que arranja emprego e estágios profissionais aos seus colegas, argumento deveras falacioso. O presidente responde à mesma televisão acerca dos casos de estudantes carenciados que tem que abandonar o ensino superior por falta de recursos tendo como pano de fundo a esplanada de um estabelecimento comercial que se colou à AAC com supercola 3 e cujos detalhes da sua relação com a Associação tem sido marcados por pontos algo dúbios. Em certos pelouros como a Política Educativa, a Intervenção Cívica, a Cultura, a Ligação aos Órgãos, as Relações Internacionais e as Relações Externas, o trabalho desenvolvido pelos seus super coordenadores e respectivas equipas é pior que nulo, equiparando-se na verdade a uma noite de Halloween: vêem-se muitos fantasmas vindos do passado que assombram e instalam o pânico. Pior que isso: a casa continua despesista e a cada ano que passa, aumentam as despesas e diminuem as reservas do tesouro, reservas essas que continuam muito dependentes daquilo que as festas académicas dão, reservas essas que só tenderão a diminuir caso a crise económica que se vive faça diminuir a aderência dos estudantes nessas mesmas festas.

Dito isto, quero que todos aqueles que leiam este artigo coloquem a mão na consciência e raciocinem a bem da instituição. Caso contrário, a AAC daqui a 25 anos poderá não estar “viva” para comemorar o seu 150º aniversário.

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o facto de não postar sobre a DG\AAC não quer obrigatoriamente dizer que estou a dormir na forma

Na semana passada, tive a oportunidade de dizer a alguns colegas da direcção-geral que iria escrever um post a dar nota positiva ao trabalho desta nos primeiros anos de mandato. Palavra dita, não irei modificar significativamente a nota que irei pontuar neste post. No compto-geral, esta direcção geral merece um 10 em 20, estando dois furos acima da DG\AAC anterior ao nível de trabalho interno e 3 furos abaixo da garra da DG\AAC de 2010.

No entanto, existem factos que me intrigam e sobre os quais irei escrever.

1. Sobre o Presidente Ricardo Morgado.

Ricardo Morgado parece estar a viver um segundo erasmus. Ou melhor, parece ainda não ter acordado do “primeiro” para a realidade da instituição depois da sua passagem por Praga.

Se é certo que ao contrário de Eduardo Barroco de Melo, Ricardo Morgado tem aparentado (pelo menos) manter a unidade entre as suas tropas (mesmo perante a presença de cobras muito venenosas da academia em cargos de destaque) e tem feito os possíveis para que a sua equipa apresente trabalho (com alguns supercoordenadores, nem a lei da chibata faz com que trabalhem) também é certo que o actual presidente da DG\AAC tem algumas posturas e comportamentos que deixam a desejar:

1.1 A célebre entrevista à SIC onde Morgado afirmava que a AAC conseguia arranjar “empregos” e “estágios” a recém-licenciados. Uma profunda mentira que aprouve dizer à frente das camaras nacionais de televisão que não corresponde nem nunca correspondeu ao passado mais recente da instituição, apesar do facto desta possuir agora um gabinete de atendimento nas saídas profissionais.

1.2 A célebre entrevista à SIC onde Morgado falava de estudantes carenciados directamente do estabelecimento comercial da instituição, símbolo do consumismo que muitos estudantes das equações da nossa realidade não tem acesso. Muitos até, nem acesso financeiro a uma refeição equilibrada tem. No entanto, o presidente, do alto do seu cadeirão parece desconhecer essa realidade, até porque decerto nunca lhe deve ter faltado comida na mesa.

1.3 A inabilidade crassa que o presidente tem para por fim a remunerações que certos dirigentes associativos de secções culturais recebem pela realização de actividades nas mesmas. Facto que foi denunciado por este blog e cujo blogger perdeu a paciência ao ponto de por ventura ser obrigado a levar o assunto a Assembleia Magna, visto que DG\AAC e Conselho Fiscal não só não se mostraram interessados em resolver como parecem mais interessados em pactuar. E pagar.

1.4 A inabilidade crassa que Ricardo Morgado tem em recuperar aquilo que é devido à instituição, culpas que partilha com o seu boémio administrador. A Associação está morta em dívidas, e o seu presidente preferiu andar a lamber o rabinho a devedores durante semanas do que lhes pedir a cobrança das dívidas. O problema não reside apenas no facto da AAC ter dívidas gigantescas a pagar. Reside também no facto de ser uma instituição que parece mais dependente dos fundos que vem da queima das fitas (que este ano vai ser nenhum graças à desgraça que foi a queima das fitas cujo secretário-geral parece mais interessado em comezanas, beberetes e festivais de verão do que em realmente em trabalhar em prol da instituição que lhe paga o salário) e do facto de a DG\AAC não se poupar a despesas (ao nível de comunicações\transportes principalmente) quando os tempos advogam uma racionalização dos recursos que dispõe.

1.5 A falsa vitória da ocupação das cantinas, problemas aos quais, o presidente não parece ter soluções reais a apresentar para que tudo se mantenha conforme nesse dossier.

Must or must See:

2. A ocupação das cantinas no passado mês de Março trouxe uma falsa vitória. As cantinas reabriram aos fins de semana, mas em contrapartida, a nova administradora dos SASUC Regina Bento, apertada pelos cortes na instituição e pelo alto despesismo que apanhou dos anteriores administradores, decidiu encerrar as cantinas verdes e encerrar mais cedo outras dos serviços sociais como os grelhados, cantina onde se via a olhos vistos uma maior racionalização das quantidades dos pratos e que, ou muito me engano, fechará definitivamente no próximo ano lectivo, perante um olhar impávido dos representantes dos energúmenos estudantes da UC, perdão, da comunidade estudantil que elegeu Ricardo Morgado como presidente.

Mas, não deixo de observar de forma inquietante um fenómeno que se verificou e cujos resultados estão a ser, no mínimo opacos.

Aquando do fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo, assistiram-se (principalmente nas redes sociais) a uma multi-diversidade de protestos individuais contra o fecho das mesmas. Meses depois, as cantinas reabriram, num esforço financeiro que pesa aos SASUC e de que maneira. Tenho almoçado e jantado nas cantinas ao fim-de-semana desde então e tenho reparado que os SASUC não servem mais de 60 refeições por período. Onde é que estão portanto, aqueles indignadinhos de merda que justificavam a abertura das salas por questões económicas e por não terem onde almoçar uma refeição saudável ao fim-de-semana? Desapareceram? Calaram-se? Era só tesão de mijo? Criticavam o fecho porque queriam ser bem vistos para terem um lugar na DG\AAC?

Vou mais longe ao afirmar que é graças a este tipo de pessoas que qualquer dia, não havendo rentabilidade na abertura das cantinas ao fim-de-semana por falta de utilizadores, estas irão fechar definitivamente.

3. Quanto ao administrador desta DG\AAC João Seixas

3.1 Inabilidade na cobrança de dívidas à instituição. “Se não os podes vencer, junta-te a eles” foi o leitmotiv expresso da actuação de Seixas enquanto administrador da casa. Com todo o respeito pelo Seixas, que é uma pessoa da qual até gosto bastante, considero que já não apresenta condições para se manter como administrador da casa. Até porque esta apresenta condições de visível degradação (o quadro elétrico) e foi palco de situações (navalhadas, assaltos, vandalismo, destruição de material de secções e organismos autónomos) às quais a administração e Conselho Fiscal passaram vistas grossas, não abrindo sequer processos de investigação aos actos.

Relembramos que foi desta administração a portentosa ideia de decreto acerca das condições de entrada no edifício. Apesar de Seixas ter obrigado a segurança paga pela AAC a pedir cartão de entrada no edifício, a medida durou apenas algumas semanas, tendo a administração cedido a interesses económicos dentro do espaço num piscar de olhos. Qualquer cabecinha pensadora, conseguirá ligar os elos que aqui deixei e que justificam um comportamento cobardio quanto a certas situações.

Para fechar a parte da administração, um louvor ao coordenador-geral Jonathan Torres.

Não por ter a paciência de louvar de apanhar com a minha ira quase todas as semanas. Mas, pelo facto de ser um bom miúdo, presente, honesto e trabalhador. Não há dia em que não veja o Jonathan para trás e para a frente no edifício. Arrisco-me a dizer que o administrador desta DG chama-se Jonathan Torres e decerto, tenha em crença que este recém-licenciado levará muita experiência da AAC para a sua actividade profissional.

4. Voltamos ao problema das cantinas.

4.1 A malta da DG (ou pelo menos uns tipos de cara enfadonha e enfastiada que por lá andam e que fazem questão de mostrar o quão enfastiados são quando se cruzam comigo) pensa que o João Branco só serve para arrasar. Pensa mal.

4.2 Numa conversa que tive oportunidade de ter com o Francisco Leal (um dos vices-presidentes) dei uma solução espectacular para a AAC e para a reutilização das recentemente encerradas Cantinas Verdes.

Dizia eu ao Leal que a AAC poderia resolver os seus problemas com uma parte do edifício e ainda poderia rentabilizar as Verdes através de uma mudança que comportava a passagem da sala de estudo da instituição para as Verdes (edifício que daqui a uns anos poderá tornar-se devoluto, até porque não prevejo que os SASUC\UC queiram fazer algo daquilo) e a cedência da sala de estudo a tempo permanente para a Queima das Fitas, que, para trabalhar, dispõe de uma sala minúscula e utiliza a sala do CIAAC, de modo a que a queima tivesse um local grande e arejado para trabalhar e não tivesse que incomodar os utilizadores da sala de estudo nas semanas anteriores à queima, privando-os do seu lugar de estudo, para venda antecipada dos bilhetes do evento. Nas Verdes, a AAC, podia inclusive protocolar com os SASUC um contrato de exploração do BAR existente à entrada do edifício, em regime de exploração dos SASUC para criação de receitas próprias, de exploração da AAC para objectivo similar ou até partilhada.

É portanto uma questão dos meninos colocarem as bundas para fora do gabinete e irem bater nas portinhas que são proprietárias do espaço com esta ideia. Um não terão como garantia. Mas, como o meu pai sempre me disse, mais vale tentar do que ficar impávido e sereno à espera que aquilo que nunca virá (sem trabalho e persistência) nos venha cair no colo de mão beijada.

5. Vice-presidentes.

José Amável – Bom moço que representa a AAC nos funerais.

Samuel Vilela – Dispensa apresentações neste blog. O “competente” no trabalho que não se vê. O estratega de manobras de bastidores, porcas, sujas e más.

Pedro Tiago – Tacho.

Francisco Leal – Tacho, parte II. Ou melhor, tacho a dobrar.

6. Super coordenadorias.

6.1 Acção Social – A Rita Andrade é uma máquina de trabalho. Melhor dizendo: é a única máquina de trabalho em tantos super-coordenadores, se bem que grande parte desta classe de espécies, é escolhida em virtude de votos nos seus cursos e não naquilo que valem, até porque alguns deles, como eu costumo dizer, “não valem merda nenhuma”.

Projecto Lado a Lado, acções de sensibilização sobre o estado da Acção Social, reuniões com bolseiros, residentes universitários e repúblicos, ocupação das cantinas em prol de uma melhor Acção Social, pressão e diálogo junto dos SASUC para resolução de problemas relativos a bolseiros, abertura do GAPE para ajuda a candidaturas a bolsas e ao FASEUC fazem parte de um mandato que considero brilhante.

Um trabalho com superior quantidade e qualidade em relação ao tutelário da mesma pasta da “época” transacta. Não é por nada, mas fazer melhor que o Francisco Guerra não é difícil. Até eu, a dormir, faço mais trabalho que o Guerra acordado e desperto.

6.2 Pedagogia – Letícia Gomes e Leila tem feito um trabalho bastante satisfatório, com foco nas Jornadas Pedagógicas e na complementaridade de informação da actualidade pedagógica da UC e do Ensino Superior. No entanto, dou-lhes uma de borla: e que tal fazerem um levantamento público de atropelos pedagógicos que tem existido nas faculdades para numa 2ª fase encetar um diálogo na resolução destes com os Conselhos Pedagógicos e Directivos das mesmas?

6.3 GAPE – Um razoável trabalho que é manchado apenas pelo facto do desconhecimento da sua existência entre a comunidade estudantil e pelo estigma da vergonha que muitos tem em contar os problemas das suas vidas.

6.4 Saídas profissionais – O jovem em questão (Joel Gomes) não é perfeito mas pelo menos esforça-se.

6.4 Relações Internacionais, Externas, Política Educativa, Ligação aos órgãos – Tudo no mesmo saco roto. Inexistentes. Com uma falta de qualidade e de brio evidente.

O primeiro (Jorgito) é uma das pessoas às quais me interrogo como é que foi parar a uma Direcção-Geral?

A segunda (Mariana Mesquita) está a anos-luz da sua antecessora Mónica Batista. E nem a UV 2012 irá salvar um mandato vazio.

O terceiro (Tiago Martins) está agregado a um pelouro, onde os falsos experts da modalidade dizem que é preciso fazer muito trabalho de gabinete. Não poderia discordar mais, pois cada vez considero este pelouro o mais importante entre os existentes, pela necessidade que existe de discutir e repensar assuntos como RJIES, Bolonha (assuntos cuja aplicação no ensino superior português foi tosca) nas esferas a que compete a sua observação. Tiago Martins tem muitas ideias, é um bom moço, mas está cada vez mais enterrado no gabinete.

O quarto (Filipe Luz) deveria dirigir um pelouro chamado “desliga-te dos órgãos” tal é o deslocamento que parece ter dos órgãos em que deveria conquistar vitórias institucionais.

6.5 Desporto e Desporto Universitário, Núcleos, Intervenção Cívica e Comunicação e Imagem –

Desporto e Desporto Universitário – Nada a apontar. Anos difíceis (a nível financeiro) depois de anos gloriosos tornam o trabalho muito difícil.

Núcleos – Um bom trabalho, pelo que sei.

Comunicação e Imagem – Altamente profissional.

Intervenção Cívica – Ana Rita Mouro até poderá ser uma excelente pessoa, mas está muito longe ao nível de trabalho da sua antecessora e de Patrícia Damas (DG 2010)

6.6 Cultura – Um super coordenador (Mário Gago) incapaz de estabelecer uma relação permanente com as secções culturais da casa, expert e participante em jogos de moscambilha e golpes palacianos nas esferas que concernem às secções e sem trabalho de iniciativa própria de pelouro, exceptuando uns miseráveis “25 anos da Morte de Zeca Afonso” que poderiam ter sido melhor comemorados caso não “se tivesse armado ao pingarelho” com as secções culturais.

Partilha de responsabilidades com o seu presidente nas fraudes que são cometidas pelos referidos dirigentes associativos remunerados.

6.7 Tesouraria – Aprender como olhar para um cofre vazio tendo contas para pagar.

7 –  Conselho Fiscal

O trabalho de Francisco Guerra e seus pares pode-se considerar lastimável. Falta tudo: respeito, consideração, observação e consequente aplicação de deveres estatutários que competem ao órgão, interesse, mentalidade e até brio.

8- Assembleia Magna

Apesar de ter sido expulso de uma magna depois de uma votação a uma moção aldrabada por Rui Santos e seus pares, e depois de os ter mandado para o caralho porque de facto mereciam ir pró caralho naquela noite, é de elogiar uma inovação nunca antes feita neste órgão: o Regimento Interno.

E por hoje é tudo.

P.S – falta-me a Sara São Miguel. Creio que finalmente a AAC tem uma assessora de imprensa como deve ser. Acho que isto diz tudo.

E falta-me também mencionar o Paulo Ferreira, que, está sempre presente na Direcção-Geral e trabalha bastante bem.

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Cala a boca Morgado

Mais do mesmo.

A crueldade deste governo em relação aos jovens.

Ricardo Morgado está de parabéns. Parcialmente. O forcing que esta Direcção-Geral (em conjunto com os estudantes que ocuparam as cantinas em Março) fez para a reabertura das mesmas ao fim-de-semana deu resultados. Por outro lado, os SASUC vão riscar mais duas cantinas do mapa. No entanto, considero ser melhor a reabertura dos serviços mínimos ao fim-de-semana do que o fecho de duas à semana.

Por outro lado, Ricardo Morgado deveria estar calado.

Ainda estou para ver o megaplano para a Acção Social que Morgado e a coordenadora Rita Andrade tanto falam. Surpreendam-me. Até lá Morgado, está caladinho que estás bem. É vergonhoso ver o presidente da AAC a discursar a partir dos jardins da AAC com o bar como pano de fundo. Irónico, no mínimo. E depois é ver a Direcção-Geral inteira no BAR, representando um quadro negativo em relação ao que se pretendia justificar: as carências económicas de centenas de estudantes da UC.

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1 ano

Faz hoje um ano que António Luzio Vaz nos deixou.

Na memória ficará sempre um dos homens mais gentis e humanistas que o mundo me fez conhecer.

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Diz mas já vai tarde

A Cáritas afirma hoje aquilo que já via os SASUC executarem em 2005.

É bárbaro. É desumano. Esteja frio, sol ou chuva, o aluno com dívidas é despejado se não cumprir o plano pagamento.

Pior, o aluno é impossibilitado de receber bolsa de estudo se um dos seus pais tiver dívidas ao estado.

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A difícil sobrevivência da UC

O Magnífico Reitor João Gabriel Silva é daquelas personalidades que primeiro se estranha e depois se entranha.

Aquando do processo eleitoral que opôs o professor da Faculdade de Ciências e Tecnologias à Dra. Cristina Robalo Cordeiro, a imagem que passou para os estudantes do Dr. João Gabriel Silva foi a de um profissional severo e de um homem implacável (entendido negativamente) nas suas acções. Já a Dra. Cristina Robalo Cordeiro era efectivamente vista como a candidata da continuação, não tivesse feito parte da equipa reitoral do Dr. Fernando Seabra Santos. Negativamente, a Dra. Cristina Robalo Cordeiro era tida em conta como mais do mesmo daquilo que tinha sido o tónico da “governação” Seabra Santos: uma enorme passividade perante os cortes efectuados pela tutela no ensino superior; uma enorme passividade em relação às linhas mestras ao nível de políticas educativas na UC; um desprendimento enorme na relação com os estudantes e com as suas instituições;

De facto, o Dr. João Gabriel Silva mostrou-se implacável. Implacável contra aquilo que a tutela e a Direcção-Geral do Ensino Superior estão a fazer ao estabelecimento de ensino superior onde é reitor. Daí que a sua postura, comportamento, humildade e acções se tenham feito entranhar em mim, provocando a minha simpatia e admiração.

A primeira declaração pública que fez no cargo na sua tomada de posse avisava a comunidade docente e estudantil para as dificuldades que a Universidade de Coimbra deverá passar nos próximos anos. Perante tais dificuldades, o Magnífico Reitor sempre afirmou que se dependesse da sua figura institucional, a UC nunca iria desistir ou deixar-se abater pelas dificuldades. Ainda há alguns dias atrás, o Dr. João Gabriel Silva reiterou que não irá cair face ao estrangulamento que Lisboa está a levar a cabo na UC.

“Quintal de Nabiças ou não”, o Dr. João Gabriel Silva fez questão de lembrar há uns meses atrás que a UC está numa situação insustentável. O estado, com base na sua tecnocracia exacerbada, fez questão de opinar publicamente que a UC é uma instituição de ensino que dá lucro ao estado português. Sim, lucro. Isto porque segundo os cálculos da tutela, a Universidade de Coimbra paga mais de impostos anualmente do que aquilo que recebe em virtude do seu financiamento. Nessas declarações, o Dr. João Gabriel Silva chocou a comunidade coimbrã ao afirmar que nestes moldes de financiamento e nas limitações que a tutela impõe à gestão da UC (chegando inclusivamente a impossibilitar a utilização de uma percentagem do orçamento da instituição) a secular universidade corria um enorme risco de fechar portas em 2013 ou 2014. Nada mais assertivo se assim continuar o desinvestimento no financiamento da universidade.

O estrangulamento financeiro da UC não levou o reitor a afirmar que a subida das propinas pudesse estar em discussão. O Dr. João Gabriel Silva foi peremptório ao afirmar que no próximo ano lectivo, as propinas não irão subir por iniciativa interna. O Magnífico Reitor não quis porém dizer que as propinas de facto subam porque vão subir. A questão é que irão subir devido ao indexante à inflacção de 3,5% do ano civil 2011, aumento legal que será de 30 euros em relação ao actual valor praticado pela UC.

Tomando de encontro uma enorme necessidade de financiamento de novos instrumentos financeiros da UC, como é o caso do fundo de apoio social e do fundo de emergência da UC, o Magnífico Reitor participou numa reunião ao nível do Conselho de Reitores que decretou a possibilidade de um aumento das propinas em 30 euros em todos os estabelecimentos de ensino a nível nacional que vão de encontro a necessidade de  servir de apoio para a dotação em todos esses estabelecimentos de algo que neste momento só a UC é dotada: o tal fundo de emergência social.

Para que é que serve o  dito fundo? Serve essencialmente para acautelar que nenhum estudante abandone o ensino superior por  carência económica, mesmo que essas carências (devidamente comprovadas) se dêem a meio do ano lectivo. Comprovadamente, o estudante poderá receber 1 ou 2 tranches no valor de 396 euros para fazer face a despesas inadiáveis que necessite num curto espaço de tempo. Não é uma ajuda a meu ver que seja viável para resolver a permanência do estudante durante todo o ano lectivo (792 euros são uma infima migalha daquilo que um estudante gasta em média num ano lectivo no ensino superior) mas no entanto, esse fundo é melhor que nada para aqueles que a meio de um ano lectivo estão com a “corda ao pescoço” por falta de meios financeiros para fazer face às suas despesas.

No entanto, essa possibilidade de aumento em 30 euros foi de facto muito mal comunicada pelo Conselho de Reitores. Não se trata de um aumento extraordinário  aos 30 euros da indexação à inflacção legal mas sim da utilização desses mesmos 30 euros para a criação desse fundo de emergência social, fundo que na UC passaria dos actuais 200 mil euros anuais para os 600 mil euros anuais pelas minhas contas.

Propostas em cima da mesa que no futuro terão um desfecho positivo ou negativo.

Pelo meio de todas estas declarações e de toda esta realidade, acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse sonhar com um estabelecimento de ensino arejado do ponto de vista financeiro, onde nenhuma faculdade que apresente saldos anuais de balanço positivos tenha a necessidade de prestar auxílio económico com empréstimos a outras que acabem anos com saldos negativos. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse sonhar com uma UC dotada de um valor superior de financiamento daquele que actualmente é dotada. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor, ao contrário do que é dito por muita gente (existe aí um boato pela comunidade estudantil que o acusa do fecho das cantinas ao fim-de-semana) gostasse que os serviços oferecidos pela Universidade funcionassem sem restriçoes orçamentais e de forma eficiente. Acredito perfeitamente que o Magnífico Reitor ouse imaginar um ano lectivo sem um único abandono na UC. A realidade promovida pelas sucessivas tutelas não têm acalentado esse sonho e tais imaginações.

Ainda por mais, ouvi rumores que na Acção Social o Magnífico Reitor está completamente descontente com a actuação promovida pelos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, serviços esses cuja remodelação já se está a processar e cujos resultados finais serão divulgados a tempo certo.

Segundo apurei junto de algumas pessoas, está em curso uma remodelação que irá determinar o despedimento do actual administrador Jorge Gouveia Monteiro e irá conduzir ao lugar uma nova profissional. Pessoalmente e com todo o respeito pelo Dr. Jorge Gouveia Monteiro, já não era sem tempo. Digo isto por uma simples razão: conhecendo os SASUC como tão bem conheço já é tempo de por fim a uma exacerbada burocratização, insensibilidade e até desumanidade daqueles serviços. Não digo que o Dr. Jorge Gouveia Monteiro seja o responsável exclusivo pelos 3 factores negativos que enuncio nas anteriores linhas porque não o é. Existem pessoas dentro dos referidos serviços que pautam por uma postura profissional e até pessoal que roça a insensibilidade social e a desumanidade.

Conhecendo os SASUC como bem conheço, alguns desses profissionais tornaram-se maus a partir do momento em que viram-se de rédea solta com o fim da era Luzio Vaz. Porque (desculpem-me as maiúsculas; emociono-me quando falo do Dr. Luzio Vaz) ANTÓNIO LUZIO VAZ PARA ALÉM UM GRANDE ADMINISTRADOR DOS SASUC E DE UM GRANDE AMIGO DOS ESTUDANTES ERA SEM MARGEM PARA DÚVIDAS UM GRANDE, GRANDE SER HUMANO.

SASUC à parte, o Dr. João Gabriel Silva causa-me profunda admiração. Primeiro porque está a lutar contra as imposições nefastas que Lisboa delibera contra a instituição que dirige. Segundo porque têm como elo de ligação à comunidade estudantil o facto de estar a lutar pela sobrevivência do ensino superior. Terceiro porque é capaz de publicamente expressar a sua indignação contra aquilo que estão a fazer à mesma instituição. O Dr. João Gabriel Silva está a jogar o jogo de acordo com as armas que lhe dão. E está a fazê-lo com determinação e com bravura.

Como tal, merece a minha óbvia admiração.

 

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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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Concordamos, tiramos o chapéu e aplaudimos

Diogo Batista de Carvalho, actual secretário da Queima das Fitas e estudante de Economia põe o dedo na ferida e entala Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC, de forma clara, crítica, argumentativamente fundamentada e directa.

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atrasos, pagamentos, irresponsabilidades…

Tenho tido informações que a UC está farta de enviar emails a todos os alunos a avisar as datas-limite do pagamento das prestações das propinas.

Nunca tinha acontecido semelhante coisa na UC.

A UC adopta uma postura de medo na medida em que parece temer que os estudantes não cumpram as suas obrigações (mal ou bem) perante a instituição, mesmo perante as restrições (por consequência) que coloca a todos aqueles que não as cumprirem: impossibilidade de matrícula no ano seguinte; em casos de conclusão de curso, a UC não reconhece o término do mesmo e não emite diploma (até porque este tem filas de espera de 10 anos segunda consta) ou certificados enquanto não forem pagas as propinas do estudante em causa.

Como em todas as responsabilidades perante o Estado Português ou empresas públicas\institutos sob sua tutela, o não pagamento de propinas implica o pagamento de juros de mora às mesmas. Neste caso específico, não existe sequer a opção do estudante pagar juros depois de decorridos 90 dias sobre a data limite do pagamento: qualquer aluno que decida\lhe seja impossível pagar no prazo estabelecido, começa a acartar com juros sobre a prestação em causa no dia posterior ao término do prazo.

Gostaria apenas, perante o que exemplifiquei nos parágrafos anteriores de perguntar à UC, mais especificamente aos Serviços de Acção Social, quando é que os meus colegas bolseiros recebem as suas bolsas?

O ano lectivo já começou em setembro e para muitos o seu processo de bolsa ainda não se encontra resolvido. O Ministro Nuno Crato previa o pagamento das bolsas o mais tardar em Outubro e em Janeiro há gente que nem sabe o que lhes espera.

Ou seja, o ministro Nuno Crato é mentiroso.

Vamos imaginar a situação. Se a primeira prestação das bolsas de estudo é paga a partir do mês de Outubro, já decorreram precisamente 122 dias. Não será legitimo que os estudantes bolseiros que apenas recebam hoje imponham o pagamento de juros sobre o total das prestações que tiveram em falta?

A mim parece-me legítimo.

Assim como me parece legítimo que um dia um estudante bolseiro (em enormes dificuldades para sobreviver; melhor, para ter direito a uma refeição que é o mínimo condigno com o artigo 2º da CRP) por falta de dinheiro se recuse a pagar uma refeição nas cantinas.

É nestas pequenas coisas que se vê quem tem palavra e quem não tem palavra. A palavra de Nuno Crato é nula, a UC tem medo que não paguem “as vacas ao dono” e os SASUC\DGES abusam por completo dos moribundos.

E a AAC? Onde é que se encontra a AAC no meio de todo este processo?

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Momentos felizes da Académica

Ontem, no Auditório Central do Polo II assisti a uma das melhores comédias de sempre desta academia: a tomada de posse da nova Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

A hipocrisia e a bajulação andaram de mãos dadas, de tantas as cabeças naquela sala.

De Eduardo Barroco de Melo, um discurso de “fim de linha”. O antigo presidente da Direcção-Geral tentou, à frente de todos os convidados presentes branquear algo que não foi e algo que não fez: trabalho e resultados práticos.
O antigo presidente da DG chegou inclusive a expandir-se em agradecimentos (estranhos no mínimo) ora a colegas de Direcção-Geral que arruinaram o seu trabalho, ora a colegas que pouco ou nada fizeram no ano em que estiveram consigo no comando dos destinos da Académica. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Não falemos mais em tristezas.

De Ricardo Morgado, um discurso de início de sales season. Muita luta. Muita luta que dentro de um ano se transformará a meu ver em muita parra e pouca uva. Priceless. A continuação da dinastia terá obviamente que prometer para cair em graça. No fim de contas, por mais cálculos mentais que possam ser feitos, o resultado será zero, ou seja, tudo continuará na mesma.

Ricardo Morgado não se importou de mandar umas boas punchlines a Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC. São a meu ver punchlines de circunstância, dado o nó institucional em que o administrador se encontra devido à pressão que Lisboa exerce sobre a sua actuação institucional. No entanto, na óptica do estudante fica bem ao novo presidente começar com um discurso moralizador, para depois, lá para meio do ano, nos diálogos institucionais entrar de pantufas e sair de pijama vestido.

Depois uma nota para a sua equipa. Lá andavam eles todos sorridentes. Competências é uma coisa que não vejo em muita gente. Efeito bajulação? Muita. Hipocrisia? Muita. Facadas nas costas? Pois claro. É assim que certas pessoas chegam a Direcções-Gerais. Arrisco-me a dizer que pegava em maior parte da sua equipa e todos espremidos não dão 1 de jeito.

O certo é que o futuro está aí mesmo à porta. Luta por um ensino gratuito e de qualidade ou ficar parado à espera que Lisboa corte ainda mais direitos e continue gradualmente a fomentar um ensino elitista. Ricardo Morgado saberá melhor que ninguém que este ano será crucial para a Académica. Coloco apenas uma dúvida na minha mente: filiado na JSD, estará Ricardo Morgado disposto a ir contra os governantes do seu partido?

Para finalizar, uma nota mais pessoal enquanto seccionista cultural da AAC: falou-se muito do desporto universitário. Nada contra. Os resultados estão à vista e são salutares. Parabéns a todos aqueles que lutaram pelo melhor dos nossos desportistas e aqueles que deram de si em prol da Académica. Cultura? Zero. Meia dúzia de linhas pouco coesas para ficar bem no papel. Depois da incompetência Jéssica Barandas na cultura da AAC, posso perguntar o que é que nos vai calhar na fava com 2 pessoas que nunca trabalharam numa secção cultural?

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O novo regulamento de atribuição de bolsas de estudo

Ainda não tive oportunidade de estudar na íntegra o novo regulamento proposto pelo Ministro Nuno Crato, mas pelas linhas gerais, tal proposta é a melhor que me soa aos ouvidos nos últimos anos.

Em primeiro lugar, logo pelo facto do Ministro ter aberto um novo caminho de candidatura para todos aqueles que não a fizeram nos prazos estabelecidos pelos Serviços de Acção Social das Universidades. Como sabemos, no caso dos SASUC, o prazo decorria entre 15 de Maio e 15 de Junho, não sendo por norma aceites candidaturas fora do prazo. Em certas situações, compreendo que para certos agregados familiares, a burocracia existente nos serviços dos quais se precisam as certidões e os documentos necessários para entregar na candidatura pode fazer com que o prazo de 1 mês se torne escasso ou insuficiente. Portanto, acho a esta prerrogativa do Ministro uma boa decisão. Em todo o caso, deveria abrir-se um prazo extraordinário, em excepções em que se comprove com efectividade um agravamento significativo dos rendimentos do agregado familiar no período compreendido entre o início e o final do aluno lectivo, para que os alunos nesta situação possam ser socorridos pelos Serviços de Acção Social em tempo útil de não abandonarem o ensino superior a meio do ano lectivo por falta de recursos económicos. Defendo portanto, que o próprio Ministério disponha de um fundo de emergência social rápido, eficaz e exclusivo para este tipo de casos.

Não posso porém concordar com a meta de 100 mil euros em valores mobiliários para a inegibilidade de direito à candidatura a bolsa de estudo. Como valores mobiliários consideram-se as acções, obrigações, valores depositados em contas bancárias, Planos poupança reformaeducação, certificados de aforro, unidades de participação em fundos de investimentos, certificados do tesouro e outros instrumentos financeiros. Creio que 100 mil euros é um valor muito alto neste tipo de aplicações financeiras é um valor muito alto quando se tratam de mecanismos sociais de superação de carência. Aliás, não é todo o português que dispõe de investimentos na ordem dos 100 mil euros. Mas com 99,999 euros em participações, o aluno pode candidatar-se a bolsa nas mesmas condições de imparcialidade que outro, cujo agregado familiar comporta por exemplo 4 pessoas e cujos conjugues estão de momento desempregados. A única diferença consiste apenas na redução da bolsa nos diversos escalões idealizados pelo Ministro conforme a existência e o valor que está aplicado. Não creio portanto que seja  justo. Alias, actualmente, qualquer agregado que tenha 15 ou 20 mil euros nestes investimentos, é um agregado familiar capaz de fazer face às despesas e amealhar extras para o futuro.

As alterações na contabilidade do agregado familiar, é outra das diferenças em relação ao cálculo que era feito no ano passado, que ressalto como positiva. Como no ano passado nem todos os elementos do agregado valiam o mesmo, todos os candidatos teriam a perder. Claro que as famílias numerosas (muitas vezes com 2 ou 3 filhos a estudar em simultâneo) eram as famílias mais prejudicadas (muitas vezes são as que mais precisam deste tipo de apoios para fazerem face à despesa). Como tal, como todos os elementos valem um, as bolsas tenderão a aumentar pelo novo cálculo.

Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.

No entanto, esta alteração só toma efeito para o próximo ano lectivo.

De fora deste documento, fica o mais importante. O novo regulamento não estabelece porém um prazo máximo de atribuição ou indeferimento das bolsas e um prazo para o seu pagamento. João Queiró, o secretário de estado, acredita que será uma desilusão se as bolsas não forem pagas até ao final do mês de Outubro. Eu creio que é tudo muito bonito em teoria. Vamos ver na prática.

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Um negócio das Arábias

Conta-nos o nosso atento mordomo do Sexo e a Cidade.

Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra tem dinheiro para fazer investimentos na área da restauração. Pizzas e Massas como diz o mordomo e bem, para retirar os estudantes dos “vizinhos capitalistas” e colocá-los saudáveis ($) nos cofres dos SASUC, do Estado, perdão, a comer pizzas e massas nos antigos snacks.

O mordomo também faz constar o interesse do administrador dos SASUC em adquirir a exploração dos bares da Académica quando terminar o contrato com a empresa InTocha.

Não me espanta nada o avante desta política. Investe-se à grande e à francesa. O serviço social já era. A qualidade das cantinas sociais passou a ser racionamento. O preço aumenta. As bolsas diminuem e na maior parte dos casos não são pagas a horas. Nem a horas, nem em meses. A fome já anda encapotada entre os estudantes. No final do ano lectivo transacto, os SASUC executaram uma limpeza sem dó nem piedade nas residências universitárias entre aqueles que acumulavam dívidas no pagamento das mensalidades, porque os alunos em causa não tinham mesmo condições financeiras para executarem os pagamentos, barrando por um lado o direito a uma vida condigna a certos estudantes, e por outro, negando possibilidades destes permanecerem no ensino superior. Coisa bonita para uma instituição que se intitula de Serviços Sociais e para uma instituição que teve durante longos anos um autêntico senhor no sentido literal da palavra, o Dr. António Luzio Vaz, administrador que sempre privilegiou o conforto e bem-estar da comunidade estudantil em deterimento dos interesses do ministério. 

E com estas negociatas, o estado vai colocar mais algum para ajudar a custear a gula dos meninos quando o deveria estar a fazer na modernização das instalações e dos equipamentos das faculdades, em obras nas residências universitárias, na compra de equipamentos básicos para as mesmas como fogões, micro-ondas, mesas, cadeiras e no pagamento de bolsas de forma atempada a quem precisa…

E os meus caros colegas da Direcção-Geral? O que tem a dizer sobre tudo isto para além de encher a boca para falar mal do que eu escrevo nas vossas reuniões? Que posição tem o órgão que é legitimado para defender os interesses de todos os estudantes e não apenas do estudantes que dão votos ou dos estudantes que tem mais $?

São negócios das arábias. Enquanto uns passam fome e contam os trocos para fazerem fila nas Amarelas, fiquem lá com pizzas, massas e cerveja. Afinal de contas, sardinhas e couves não puxam carroça.

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Vencedores

Foto: Secção de Fotografia da Associação Académica de Coimbra

Pela segunda vez consecutiva a Secção de Fotografia venceu o prémio para Secção do ano (2010) num prémio atribuído pelo Conselho Cultural da AAC na Gala António Luis Gomes que decorreu no passado sábado no Pavilhão Centro de Portugal.

Como novo sócio da secção sinto-me extremamente orgulhoso por tal feito. A vitória deve-se sem dúvidas ao enorme esforço que os sócios da secção tem feito ao longo do ano para que todas as actividades sejam cumpridas de forma exemplar e aos apoios institucionais que tem acompanhado e apoiado todas as iniciativas que tem sido levado a cabo pela secção.

Para os menos informados, a Secção de Fotografia da Associação Académica funciona no piso 4 do edifício da AAC na Rua Padre António Vieira e o seu trabalho pode ser acompanhado directamente a partir daqui.

Nos outros prémios, a TVAAC venceu o Prémio Formação, a RUC venceu o Prémio de Ligação à Sociedade Civil, a Secção de Fado venceu justamente o Evento do Ano com o Festuna, o Prémio Dedicação foi dado a Nuno Cardoso da Secção Filatélica.

O Prémio do Conselho Cultural foi muito bem entregue a um grande homem da Cidade de Coimbra e grande amigo dos Estudantes, o Dr. Luzio Vaz e o Prémio Mecenas do Ano foi dados aos SASUC, numa escolha na qual discordo plenamente.

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