Tag Archives: Secretaria de Estado da Cultura

finalmente

peca por tardia esta medida. a ideia de um Plano Nacional de Cinema é provavelmente a melhor medida deste secretário de estado da cultura.

só tenho pena que estejam de fora os verdadeiros nomes do cinema, esses sim, que deveriam ser vistos pela criançada: Lynch, Cronenberg, Kubrick, Bergmann, Polansky, Eisenstein, Welles, Kosturica, Antonioni, Fellini, Argento, Almodovar, Hitchcock.

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Marcha atrás em Guimarães

O presidente da Câmara de Guimarães retirou confiança política à Fundação Cidade de Guimarães, fundação encarregue do programa “Capital Europeia da Cultura 2012” e à sua líder Cristina Azevedo.

O autarca António Magalhães justificou essa decisão pelo atraso que a fundação estava a provocar na organização e programação do evento.

Porque é que será que foi retirada a confiança política?

1. O barraco que a Fundação deu ao anunciar o nome dos Coldplay como um dos pontos altos das festividades, nome que criou muita expectativa entre o público e viria a ser desmentido semanas depois.

2. Grupos de trabalho bem pagos, que pouco ou nada se reuniram desde a sua criação. Um rojo de dinheiro que foi pago a esses grupos de trabalho, sem que qualquer trabalho visível fosse produzido.

3. 2012 é já dentro de 5 meses e ainda não existe uma programação concreta e sólida.  Aliás, nem existe um protocolo assinado. No entanto, é incalculável o dinheiro gasto pela Câmara e pela Secretaria de Estado da Culturaantigo Ministério da Cultura na programação do evento. 

4. Cristina Azevedo está a ser muito criticada pelas associações culturais locais, devido à exclusão de algumas destas dos eventos.


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Sigam o exemplo

O novo Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas tomou posse no XIX Governo Constitucional, com uma penhora pendente sobre si num valor aproximado de 42 mil euros por parte da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos por fuga ao fisco no IRS de 2007.

A dívida está no contencioso, visto que o novo secretário de estado declarou que esta é menor do que aquela que lhe é imputada.

Perante a coesão demonstrada por este Governo em impor um imposto especial de 50% sobre os rendimentos de quem aufira mais que o salário mínimo nacional no próximo subsídio de natal, que desde já é a primeira medida de austeridade de um Primeiro-Ministro que no dia 1 de Abril (ainda na oposição) declarou que não precisaria de impor mais austeridade para 2011 caso chegasse ao governo, é caso para perguntar que idoneidade tem alguém que vai participar no governo da nossa Nação e que não cumpre as suas obrigações perante o estado? Que moral têm um governo para impor mais sacríficios aos Portugueses quando um elemento do novo executivo não cumpre as suas obrigações perante o Estado?

Não estamos a falar de uma dívida de 200 euros, valor que é suficiente para o Estado usar da justiça para chegar a casa do comum cidadão e levar o plasma lá de casa que ainda está a ser pago a crédito à loja onde o comprou mas sim de uma dívida de  42 mil euros…

Aproveitando o facto, porque é que não se legisla sobre esta matéria em Portugal? Porque é que o nosso ordenamento jurídico admite a chegada a um cargo de responsabilidade pública nacional a cidadãos que não cumprem os seus deveres perante o Estado e perante a sociedade?

Vou mais longe no raciocínio: Porque é que o nosso ordenamento jurídico não ordena imediatamente a renúncia do titular de cargos públicos quando encontra factos que imputam a falhas graves de cidadania, incumprimento ou lesão perante o Estado?

Para finalizar, é interessante ter em conta que o titular em causa é Francisco José Viegas, o ministro-blogger que publica aqui. Sim, no Origem das Espécies, instrumento que não poucas as vezes utilizou para criticar dirigentes e antigos ministros dos Governos Socialistas em situações com alguma semelhança.

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