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defesa de posição

Nesta manhã tenho recebido muitas mensagens devido ao facto de ter votado contra o Relatório de Contas da DG\AAC´12 e de ter votado contra a moção proposta pelo colega da FDUC Sandro Batista que pedia uma auditoria às contas do dito relatório, a realizar por uma entidade externa e independente.

Passo à minha explicação dos acontecimentos para que tudo fique claro:

1. Votei contra o Relatório de Contas da DG\AAC´12 pelos simples facto deste relatório conter despesas (basta ver a minha intervenção na AM aqui) que considero absurdas para o débil momento que a AAC atravessa ao nível das suas contas e pelo facto deste relatório ter parametros que não são explicados de forma leal e sincera aos seus sócios. Casos dos items que nele estão inscritos como “fornecimentos diversos”, “trabalhos especializados”, entre outros, items que não estão discriminados na sua totalidade e cujos centros de custos apresentam valores diferentes. Caso por exemplo, nos items respeitantes ao Pelouro da Política Educativa, onde o dia do estudante apresenta um valor inscrito no relatório que se apresenta bastante diferente nos centros de custo, pelo que pude verificar junto a um dos membros do Conselho Fiscal da AAC cessante. Não quis ser do contra só porque sim e preferi admoestar a gestão do ano 2012 com um cartão amarelo ao votar contra este relatório pelo despesismo fútil efectuado durante o mandato em alguns items da gestão da instituição.

2. Votei contra os dois pontos da moção apresentada pelo Sandro Batista pelo facto desta moção ter sido uma manobra política executada por um dos vice-presidentes cessantes da última DG\AAC. Não tenho nada contra o Sandro nem pessoalmente nem associativamente. Que fique aqui escrito e sublinhado. Tenho pena do Sandro se ter exposto à representação de um golpe de teatro penoso. Creio que o Vice-Presidente da DG\AAC´12 Samuel Vilela, o verdadeiro autor desta moção, tinha também como responsabilidade inerente ao cargo que desempenhou, manter algum rigor e algum controlo sobre as despesas cometidas e ontem apresentadas dos pelouros pelos quais ficou responsável, coisa que não o fez. Se o fez, não sei. Sei sim que o Samuel veio a Assembleia Magna lavar roupa suja de uma dita reunião da DG\AAC´12 no mês de Setembro, onde pelos seus motivos, tentou “lixar internamente” (é este o termo correcto e deve ser dito sem qualquer problema ou questão de censura) o administrador cessante (João Seixas) na célebre apresentação de uma moção interna em que responsabilizava o segundo por danos na gestão do património pertencente à DG\AAC´12 e em alguns problemas verificados na altura na cobrança da dívida da empresa InTocha à DG\AAC´12 pela concessão contratualizada da exploração dos bares. Como não conseguiu levar o seu avante na dita reunião, reapareceu na Magna, à boa maneira sul-americana do caudilhismo, a propor uma moção que podia perfeitamente ter aconselhado a sua DG\AAC´12 a realizar a tempo de mandato. Daí a minha afirmação na 1ª intervenção que fiz ao afirmar que “adoro ver antigos vice-presidentes da casa que saíram lobos e reapareceram na Magna travestidos de cordeiros” – fim de citação.

3. Eu sei e não tenho qualquer problema em admitir que o Samuel não teve tomatinhos para apresentar a moção em Assembleia Magna by himself. Foi uma falta de carácter enorme de quem sabia que caso apresentasse por si próprio tal moção seria questionado sobre a sua responsabilidade na questão durante o ano em que ocupou o cargo que ocupou na DG\AAC´12. Repito então que tomo a moção do Sandro, cujo autor não foi o Sandro, foi uma tentativa de vingança publica declarada do Samuel Vilela ao João Seixas, vingança explícita que reprovo de forma categorica.

4. Quanto à auditoria em si:

4.1 Como referiu e bem o vogal do CF\AAC cessante Gustavo Bonifácio, existem vários tipos de auditorias que se podem fazer a uma determinada instituição.

4.2 Não sei até que ponto é que uma auditoria feita por uma entidade externa e independente poderá revelar o que quer que seja no relatório de contas da DG\AAC´12. Como sabemos, as auditorias feitas por entidades externas à casa e independentes como a Deloitte (por exemplo) noutras instituições (Benfica, BPN, entre outros exemplos) não adiantaram absolutamente nada e não resolver qualquer dos problemas existentes nas contas das duas instituições: o BPN afundou da forma expressiva como hoje conhecemos e o Benfica continua com um passivo gigantesco nas suas contas.

4.3 Uma auditoria às contas da DG\AAC´12 per si é impossível. Para se auditarem as contas da DG\AAC, obrigatoriamente, pelo cruzamento de todos os pagamentos resultantes dos movimentos executados pelos organismos da casa, para termos uma noção do estado do erário da AAC teríamos obrigatoriamente que auditar todos esses organismos. Uma auditoria às contas da AAC (como um todo) custam uma fortuna, da qual a AAC, neste caso a DG\AAC, poderá não dispor em caixa para pagar durante este ano civil de 2013. Por um lado reconheço que para se tratar a “doença” seria necessário avaliar toda essa articulação de pagamentos entre os organismos da casa. Por outro lado penso que o valor que nos poderia ser cobrado por uma auditoria seria excessivo e pesado para o actual estado da DG\AAC.

4.4 Também aproveito para afirmar aqui sem pejo que caso esta DG\AAC tenha cometido lapsos de forma voluntária neste relatório de contas, destinado a omitir ou negar quaisquer movimentos que tenham lesado de forma grave o património e o futuro da instituição, creio que não será uma auditoria que os irá revelar mas sim o tempo. Em caso de erro crasso que tenha sido omitido neste relatório de contas, esse valor poderá provocar uma asfixia tal no quotidiano da instituição que mais tarde ou mais cedo alguém terá que admitir que tal erro ou omissão foi cometido. Creio portanto que na existência de tais fenómenos, a verdade virá ao de cima.

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quid iuris?

Que me lembre, na experiência que tenho desta academia, tal nunca sucedeu: expliquem-me lá como é uma Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra toma posse para um novo mandato sem apresentar em Assembleia Magna contas do exercício do mandato anterior? Andamos a brincar? Existe algo a esconder?

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Projecto Lado-a-lado

lado a lado

Numa época onde a crise social e económica que o país atravessa se faz reflectir essencialmente nas camadas mais desfavorecidas da população, afectando essencialmente o rendimento das famílias da classe média e em particular aquelas que tem jovens a frequentar o ensino superior e numa época em que existe um tendencial crescimento de idosos que vivem sozinhos na mais profunda solidão, o pelouro da Acção Social da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra vem alertar para o projecto lado-a-lado.

O projecto lado-a-lado, projecto criado em 2009 visa combater dois males de uma vez só: idosos disponibilizam-se para receber estudantes nas suas casas e em troca só pedem aos estudantes que os ajudem a combater a solidão e a realizar tarefas básicas do dia-a-dia. Estudantes carenciados, vulneráveis à falta de rendimentos, poderão ter neste projecto o lar familiar que tanto almejam e a forma de poderem continuar os seus estudos. Este projecto, está assim aberto a qualquer estudante do ensino superior, com comprovadas carências económicas e com aproveitamento escolar, disposto a apoiar um idoso nas mais variadas tarefas do dia-a-dia.

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O projecto aqui apresentado está a passar por alguns problemas: neste momento a Direcção-Geral tem bastantes idosos inscritos no projecto mas não consegue encontrar estudantes que precisam ou queiram beneficiar deste.

Para nós estudantes, habituados a um ambiente de liberdade e independência e a um ambiente festivo, custa-nos deixar de lado o orgulho (e neste ponto falo para aqueles que tem vergonha de afirmar que estão a passar por dificuldades económicas pois é para este grupo de pessoas que este post e este programa se destina) e acreditar que a solução dos nossos problemas passa por entrar na casa de um(a) desconhecido(a). Aqui ficam portanto alguns testemunhos de felicidade de quem já entrou no programa:

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Assim sendo, para todos os estudantes que se mostrem preocupados pelo seu futuro, que estejam a pensar em desistir dos seus cursos por falta de recursos económicos para pagar as suas habitações ou para todos aqueles que tenham vontade de entrar neste projecto, contactem o pelouro da Acção Social da DG\AAC ou com o Centro de Acolhimento João Paulo II (parceiro local no projecto) através dos contactos disponibilizados neste cartaz.

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assim nem dá gosto para ver

a fantástica equipa do Ricardo Morgado vai bater em mortos. isto é, se bater for o termo correcto. as outras listas não gostam de bater ou debater, gostam de invadir. não sou contra as invasões. penso que a situação grave que o nosso país atravessa já merecia uma invasão popular na Assembleia da República. no entanto sou contra aqueles que invadem e grafitam monumentos históricos que só assim por sinal estão catalogados para um prémio da humanidade que pode (já que os estudantes e a sua associação não fazem por isso) devolver um certo orgulho à Universidade. João Gabriel Silva já lhes disse: “querem falar comigo? eu estou aqui!” – mal habituados os meninos. o outro, de nome Fernando Jorge, de apelido Rama Seabra Santos, antigo tocador da Brigada Victor Jara (que ironia deliciosa!) nem sequer abria a porta para dialogar.

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parabéns

ao João Seixas, restante administração e restante Direcção-Geral, pelo excelente trabalho desenvolvido na criação de mais uma das Festa das Latas e Imposição de Insígnias. Apesar de considerar que esta Latada teve altos e baixos (dias onde o recinto teve uma adesão a desejar e outros onde superou as minhas próprias espectativas), a organização conseguiu estruturar o melhor recinto que alguma vez vi numa Festa das Latas (a tenda principal era gigante e acolhedora e o recinto apresentou-se de forma arejada e com boa circulação) e conseguiu fazer muito com pouco (esta Latada teve um orçamento inferior em cerca de 150 mil euros à Latada de 2011).

No trato com as secções culturais, no que a mim me diz respeito, também não tenho razões de queixa.

Parabéns malta!

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sobre os 125 anos da AAC

A Briosa está a morrer lentamente. Do trigo dourado que outrora foi vanguarda na luta por um Portugal mais evoluído, o 125º aniversário da AAC traz-me o axiológico pressentimento que não tardará muito até que só possamos colher o seu restolho.

A Associação Académica de Coimbra faz 125 anos a 3 de Novembro de 2012. Ao contrário daquele que tem sido o seu recente percurso, a instituição poderá orgulhar-se desta data olhando pela vitrine da história o seu percurso do passado. Costuma-se dizer que nem sempre de passado vive o homem e nem sempre de passado se vai construíndo a base que a sociedade necessita para encarar positivamente o futuro. Jamais puderei adequar esta máxima do senso comum à vida recente desta instituição. A sociedade é ela própria um conceito dinâmico, assente num determinado contexto histórico-social-cultural, contexto esse que é pautado por valores éticos e morais que estão susceptíveis ao desuso imediato, ou à troca por outros na regulação das relações humanas em virtude da inserção de novos valores vindos do pensamento multidiversificado e quasi caótico do homem. A instituição, como muleta de suporte da actividade humana (considere-se cultura tudo aquilo que é feito pelo homem) e como agremiação onde o homem deposita (na praxis) todo o conhecimento e skills que vai adquirindo ao longo da vida, para perecer no tempo, necessita também ela de refrescar valores que são partilhados e considerados vigentes por todos os seus membros e misturá-los com novos conhecimentos, valores e aptidões que vão emergindo no pensamento e na técnica destes.

125 anos é muito tempo. Tempo suficiente para caracterizar um sonho que nasceu pela vontade e pelo brio dos estudantes da Academia em terem uma instituição que se considerasse sua (estudantes cujo expoente máximo foi António Luiz Gomes, primeiro presidente da AAC), que perdurou no Estado Novo na vanguarda da luta intransigente por um país pautado por valores democráticos (em geral) e por um ensino superior universalista onde as condições de acesso pudessem ser iguais para todos os cidadãos (indiferentemente do seu estatuto social ou dos seus recursos financeiros), que alinhou na linha da frente pela defesa dos direitos dos estudantes da Universidade de Coimbra, e que, para orgulho de uns e desgosto de outros, participou de forma activa e incisiva na melhoria das condições existentes na Universidade de Coimbra, na cidade de Coimbra, na cultura e no desporto deste país.

No entanto, como referi no primeiro parágrafo deste humilde artigo de opinião, nem sempre de passado vive o homem. Aquele que olhar para o passado e não conseguir aceitar o seu presente será acusado de saudosista. Que me acusem de saudosismo: a AAC precisa de mergulhar no passado para se reencontrar com o seu objecto. A AAC precisa de voltar a ser o que foi.

Faço uma analepse na narrativa até ao ano de 1969.
“Mas a universidade é velha…”. O delicioso trocadinho que os estudantes faziam de um Estado que era tudo menos Novo lia-se num dos cartazes estacionados à frente das Matemáticas no dia 17 de Abril de 1969, dia em que Alberto Martins (então presidente da instituição) e alguns estudantes de Coimbra irrompiam pela sala Pedro Nunes, sita no referido departamento, para pedir a palavra ao Presidente da República Américo Tomás e ao então Ministro da Educação José Hermano Saraiva, em plena crise académica.
“Os estudantes de Coimbra pediam a palavra” quando a palavra lhes tinha sido negada e quando alguns dos seus colegas eram expulsos da universidade, detidos nos calaboços da prisão académica ou enviados para a morte na guerra em África por defenderem a ideia da construção de um ensino superior universal e a construção de um estado democrático, justo, moderno e solidário em contraposição à posição conservadora, servilista e teimosamente imperial que o Estado (que não era Novo) impunha pela coacção e pelo terror no nosso Portugal.

43 anos passaram desde esse dia. O país haveria de ver a luz do modernismo 5 anos mais tarde. Doce ilusão. Dos Cravos nasceriam espinhos minados pelos partidos políticos, pela alta finança e por uma mascarada elite que já reinava no período da ditadura, pela corrupção praticada nas mais altas esferas públicas e privadas pelos pseudo-barões da sociedade portuguesa. Os Mellos, os Somners, os Champalimauds e toda essa escória que um dia haverá de ficar com o país só para si quando nenhum recém-licenciado se predispuser a trabalhar para as suas empresas a troco de uma tigela de caldo verde e de um prato de sardinhas e batata a murro. Do feudalismo, cresceu uma democracia tosca no nosso país que não nos presentou muito mais do que escândalos, má-governação dos recursos e bens públicos, ignorância, mesquinhez, provincianismo bacoco, inveja social, cacique e banditismo de colarinho branco.

A própria AAC também ficou afectada com a revolução. Não tardou que também ela fosse minada pelas lutas entre juventudes partidárias, desejosas em fazer da AAC um “braço politizado” e uma via para o aumento de hegemonia dos seus partidos junto do eleitorado universitário. Chegar à Direcção-Geral da AAC não significou apenas para alguns dos seus presidentes o aumento do número de militantes do seu partido nesse ano mas também o uso da instituição como tubo de ensaio para a sua formação enquanto “político” e o trampolim ideal para que estes dessem o salto para as mais altas esferas políticas da Nação, não obstante do facto de estatutariamente estar bem implícito o pressuposto basilar de uma instituição que se pretende aversa a actividades e interesses político-partidários.

Do estudante para o estudante.

Deverá na minha opinião ser este o lema de uma Associação Académica de Coimbra limpa, transparente, séria e criteriosa na sua abordagem aos problemas que surjem da vida universitária coimbrã.

Sem cacique.

É sem dúvida um dos flagelos da instituição. Falando deste ano lectivo que passou, não posso deixar de mencionar (e salutar) as concorridas eleições que tivemos nos passados meses de Novembro e Dezembro. As listas comandadas por Ricardo Morgado e André Costa ombrearam até ao último segundo na defesa dos seus ideais para a instituição. Pena tenho que em ambos os lados, alguns ideais apenas surgissem como manobras populistas de caça ao voto exclusivas dos dias eleitorais Pena me faz o facto que tenho vindo a constatar ao longo do mandato desta Direcção-Geral: alguns dos ideais da lista vencedora caíram em saco roto a partir do dia em que esta tomou posse enquanto Direcção-Geral. Lamento que em ambos os lados, houvesse gente sem ideais. Lamento faço, que em ambos os lados, os ideais tivessem sido suplantados pela necessidade de um cacique que pudesse garantir votos quando o factor decisivo que deve garanti-los deverá ser exclusivamente a competência e idoneidade das pessoas que se candidatam e as ideias que são transportadas por estas para a instituição.
Não são as ideias que fazem as direcções-gerais mas o cacique. A imposição de estudantes vindos de juventudes político-partidárias nas listas. A imposição de outros nas mesmas de acordo com critérios de selecção que não primam pela competência, pela inteligência e pela responsabilidade, mas sim (desculpem-me os meus leitores por este termo pejurativo mas realístico) pelo cheiro a “teta do poder” e de outros tais pelo simples facto de ser considerarem os comandantes dos destinos da praxe coimbrã nos diversos cursos e por consequentemente os donos dos votos na faculdade. Ó colega, já votaste? – lá andam eles de caderninhos, tablets e telemóveis recheados de números telefónicos e contactos electrónicos de toda a malta do departamento, com o simples objectivo de maximizar o sacrosanto voto entre os seus em prol de objectivos individuais. Será que o altruísmo termina enquanto valor no nº1 da Padre António Vieira? A resposta, essa, dou-a de borla a quem pessoalmente me quiser perguntar.

Costumo dizer aos meus amigos que as pessoas importantes são importantes porque vivem do alimento da força que as menos importantes lhes dão de forma gratuita visto que não conseguem por a mão à consciência e raciocinar que se calhar tem mais argumentos teóricos, técnicos e pessoais que essas mesmas pessoas. Costumo também dizer que jamais compactuarei com este modus operandis porque sou um idealista e um idealista leva a sua ideia até ao fim, vença ou perca. A vida traz-nos muitas batalhas. A minha trouxe-me a batalha pela mudança. E pela mudança lutarei sempre de espinha direita, quando muitas vezes ao lado vejo outros ajoelharem-se perante alguém para obterem certos benefícios.
Tenho defendido que a AAC necessita, necessita muito, de alguém que tenha o carisma suficiente para não só terminar com a irresponsabilidade que tem pautado o seu dirigismo como para a devolver aos mais altos patamares de decisão dos assuntos que nos dizem respeito a nós estudantes da Universidade de Coimbra.
Manuel Alegre escrevia que “em tempos de servidão havia sempre alguém que resistia e dizia não” – é hora de termos um colectivo forte na AAC que diga não ao cacique, que diga não ao despesismo que é feito em telecomunicações, em viagens e e em manifestações que granjearam vitórias morais muito dúbias ao mesmo tempo que Lisboa faz cortes orçamentais que colocam em risco a sustentabilidade financeira do ensino superior e da universidade de coimbra em particular e limitam o acesso à universidade e a um futuro risonho a todos os jovens deste país. É preciso um líder e uma equipa que finalmente consiga fazer um levantamento digno do que falhou na transição para a Declaração de Bolonha e que sejam capazes de afirmar que Bolonha apenas deu uma nova roupa a maior parte dos Cursos da instituição. É preciso um colectivo que se consiga afirmar nos órgãos da tutela com vista à obtenção do verbo e do direito de escolha no que respeita a decisões acerca do ensino superior. É preciso um colectivo que trabalhe arduamente pela obtenção de uma acção social escolar justa e de qualidade. É preciso continuar a lutar pela cultura e pelo desporto da AAC que tanto prazer de execução dá a uns e tantas alegrias nos dá a todos.

No 125º aniversário da AAC temos uma Direcção-Geral cujo presidente Ricardo Morgado é esforçado e cuja equipa tem altos e baixos. Porém, na minha modesta opinião de representado, o trabalho do colectivo comandado por Ricardo Morgado não passa mesmo do grau de “esforçado”.
A ladaínha de campanha tornou-se decrépita no acto de chegada ao poder. As cantinas fecharam ao fim-de-semana e os estudante ocuparam simbolica e pacificamente as mesmas como forma de protesto em Março. Em Maio, as cantinas reabriram ao fim-de-semana mas em Junho, a nova Administradora dos SASUC decidiu fechar duas, sendo que uma delas não irá reabrir (Verdes) e outra corre o risco de obter o mesmo desfecho trágico (Grelhados).O número de bolsas diminuiu drasticamente com a entrada da lei 15\2011. O Presidente pavoneia-se à frente de camaras de televisão de cadeias televisivas generalistas nacionais como alguém que arranja emprego e estágios profissionais aos seus colegas, argumento deveras falacioso. O presidente responde à mesma televisão acerca dos casos de estudantes carenciados que tem que abandonar o ensino superior por falta de recursos tendo como pano de fundo a esplanada de um estabelecimento comercial que se colou à AAC com supercola 3 e cujos detalhes da sua relação com a Associação tem sido marcados por pontos algo dúbios. Em certos pelouros como a Política Educativa, a Intervenção Cívica, a Cultura, a Ligação aos Órgãos, as Relações Internacionais e as Relações Externas, o trabalho desenvolvido pelos seus super coordenadores e respectivas equipas é pior que nulo, equiparando-se na verdade a uma noite de Halloween: vêem-se muitos fantasmas vindos do passado que assombram e instalam o pânico. Pior que isso: a casa continua despesista e a cada ano que passa, aumentam as despesas e diminuem as reservas do tesouro, reservas essas que continuam muito dependentes daquilo que as festas académicas dão, reservas essas que só tenderão a diminuir caso a crise económica que se vive faça diminuir a aderência dos estudantes nessas mesmas festas.

Dito isto, quero que todos aqueles que leiam este artigo coloquem a mão na consciência e raciocinem a bem da instituição. Caso contrário, a AAC daqui a 25 anos poderá não estar “viva” para comemorar o seu 150º aniversário.

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passado de glória, presente de merda

É no visionamento disto que vou buscar forças para lutar pela Académica. Vejam. Vejam a glória do passado e comparem com a merda que é o presente. Rua Morgado. Na tua posição ter-me-ia demitido seguramente. Não tens mais margem para viver de espinha direita enquanto presidente da instituição.

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ninguém se entende quanto a despejos na Padre António Vieira

O Sexo e a Cidade desvenda mais um bocado do véu.

É a única coisa que fazes na vida que realmente me surpreende e me agrada Samuel Vilela. Estás de parabéns.

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é só para avisar

que a malta da DG diz que tenho uma visão errada do que se passa actualmente na instituição. por isso, tomo a liberdade de avisar que segunda e terça feira vou passar uma vistoria pelas contas da instituição desde o mandato de 2005 e 2006 e pretendo também ter acesso a tudo o que é da Queima das Fitas: contas relatórios de secretários e comissários desde a queima de 2006. fica aqui anotado. se os dirigentes responsáveis pela tutela dessas pastas (Administração – João Seixas e Tesouraria – Ricardo Bem-Haja) e Queima das Fitas (André Gomes e Paulo Ténia – respectivamente Secretário-Geral e Secretário de Sala) não me deixarem ter acesso a todos os documentos que fizer requerimento, estarão a agir de má-fé para que não se descubra a verdadeira realidade financeira e jurídica dos negócios efectuados pela Direcção-Geral e Queima das Fitas e as consequências serão muito graves.

Fica aqui anotado.

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Engenharias Financeiras cinéfilas

Fruto de variadíssimas discussões ano após ano em sede de Conselho Cultural da AAC pelos mais variados problemas, coube à DG\AAC presidida por Ricardo Morgado dar o tiro de partida para a revisão de um dos mais burocráticos regulamentos existentes na casa: O Regulamento Interno das Secções Culturais.

Em primeiro lugar, e como por vezes existem vozes que afirmam que “o João Branco só serve para destruir” quero enaltecer a Ricardo Morgado e ao coordenador-geral da cultura Mário Gago a coragem de terem peremptoriamente afirmado que era necessário rever o Regulamento Interno das Secções, facto que a outros presidentes de anteriores mandatos parecia um assunto tabu.

No entanto, a revisão do dito regulamento ficou esta semana manchada com um acontecimento lamentável, digno de gente sem educação, sem espírito de abnegação perante os colegas para bem de todas as secções e sem respeito perante a Instituição que alberga as suas secções: a AAC.

A espinha dorsal dessas pessoas é decerto nestes dias mais maleável que uma esponja.

Tendo havido um Conselho Cultural no passado dia 6, onde se deram início aos trabalhos de revisão do dito Regulamento Interno, com a minha presença, o presidente Ricardo Morgado tentou, que a prossecução dos trabalhos tivesse um novo lance no passado domingo. Sem efeito, lançou-se a data de quarta-feira (13 de Junho) às 21 horas para a continuação dos trabalhos, data que foi concordada por todos os representantes de secções presentes.

Por norma, falando como interveniente no Conselho Cultural, a convocatória para o mesmo costuma ser enviada 2 ou 3 dias antes por email. O Regulamento Interno em vigor (que está a ser revisto) prevê no entanto que a convocatória seja enviada com uma semana de antecedência em relação à data estipulada para o Conselho Cultural. No entanto, neste caso, como em quase todos os plenários do Conselho Cultural, procura-se uma data que sirva os interesses de todas as secções para a realização do plenário seguinte, plenário que se realiza no referido dia com a concordância de todos os seus representantes. Facto que, aliás, aconteceu no plenário de dia 6 ao marcar o próximo plenário para dia 13, dada a urgência que foi pedida na revisão do Regulamento Interno.

Ontem, por motivos que devem ser considerados infelizes, o representante do Centro de Estudos Cinematográficos (o presidente Tiago Santos), representante que não fez chegar qualquer inconveniência em relação à data estabelecida no dito plenário de 6 de Junho, teve a afronta de conseguir adiar o plenário marcado, por razões pessoais (impossibilidade da sua presença como representante do CEC) com base no artigo 16º, alínea 3 do Conselho Cultural (apelando à violação de questões procedimentais por parte da Comissão Executiva do Conselho Cultural) o que desde já coloca num impasse algo a revisão do Regulamento Interno em xeque até ao final do ano lectivo.

Creio que o CEC\AAC deverá ter mais pessoas na sua direcção capazes de zelar pelos interesses da sua secção que não o seu presidente…

Como se o adiamento do plenário não fosse motivo suficiente, o CEC\AAC abriu uma queixa no Conselho Fiscal contra a Comissão Executiva do Conselho Cultural por incumprimento do artigo 16º alínea 3 do Regulamento Interno.

Também me parece que o Conselho Fiscal deverá preocupar-se em primeira instância com outros assuntos que emergem do seio da academia do que com tricas saídas de pessoas que por um lado concordam com tudo o que é dito e por outro lado, em jogos de bastidores, agem de forma desleal perante os colegas das outras secções.

Outro aspecto que me mete alguma confusão é o facto dos colegas das secções passarem tardes no edifício, cruzarem-se variadíssimas vezes nos corredores e não serem capazes de se comunicar senão por email. Haverá alguma coisa a esconder?

É de facto uma boa pergunta.

Decerto que se lembram (os leitores mais atentos deste blog) de um celeuma levantado por mim no Entre o Nada e o Infinito acerca das atitudes pouco deontológicas de alguns membros do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC.

Posso ser um pouco controverso enquanto pessoa, assumo que tenho um feitio difícil e por vezes considerado especial, mas, ao longo destes anos, a minha postura sempre se coadunou como uma postura digna, honrada, sincera e leal dentro do seio da Academia. Fruto da boa educação que recebi dos meus pais. Nunca me poupei nas palavras e quem me conhece sabe o quão inconveniente isso se pode tornar para as pessoas. Não será desta que me irei conter no léxico.

A 27 de Novembro de 2011, escrevia eu aqui no Entre o Nada e o Infinito, uma nota contra o comportamento muito pouco ortodoxo utilizado pelos actuais dirigentes do CEC\AAC.

Na altura, afirmava eu que a maior actividade do ano do CEC\AAC gerava honorários para o seu antigo presidente, honorários esses que podem ser encontrados na tesouraria da AAC. Afirmava também que o CEC\AAC cobrava pela utilização do Mini Auditório Salgado Zenha, espaço concessionado pela DG\AAC à secção para que se conseguissem arranjar fontes de financiamento passíveis de dar uma melhoria nas obras do Mini Auditório.

Não me oponho portanto à obtenção de receitas próprias para arranjar aquilo que é comum.

Oponho-me sim aos actos que o CEC\AAC está a levar a cabo acerca da utilização do referido Mini-Auditório.

Vamos a factos:

1. O Mini Auditório Salgado Zenha, antes de mais é um espaço cuja pertença é da reitoria da UC, concessionada à DG\AAC e por sua vez sub-concessionada ao CEC\AAC para realização das suas actividades, não descurando por outro lado as necessidades de outras secções e órgãos da casa na sua utilização.

2. A realização dos plenários das secções culturais sempre aconteceu no Mini Auditório Salgado Zenha. Até que neste ano lectivo, o CEC\AAC alegou sempre ter o Mini Auditório reservado para as noites de plenário do Conselho Cultural, obrigando as restantes secções e Comissão Executiva a reunir numa sala sem condições algumas no terraço da AAC.

3. O CEC\AAC sempre adoptou uma postura de secção proprietária do Mini Auditório, cobrando o espaço a outras secções e órgãos da casa pela sua utilização algo que é profundamente imoral. Exceptuando o Fado (pela lógica do cachet dos seus grupos) nenhuma outra secção da casa cobra dinheiro pela utilização dos seus espaços, do seu pessoal ou do equipamento que dispõem.

4. O CEC\AAC, dada a reserva desde 1 de Janeiro do Mini Auditório durante todos os dias, já deveria até à data, ter reunido capital suficiente para realizar as obras de que tanto se queixam.

Como podemos ver a partir desta captura de ecrã feita a partir do meu computador minutos antes da escrita deste post, no site do CEC\AAC (onde é possível verificar a disponibilidade do Mini Auditório) conseguimos atingir que o Mini Auditório está disponível para praticamente todo o resto do ano, não havendo portanto motivo para o próximo plenário das secções não se realizar.

Ou será que as secções e a comissão executiva terão que pagar a utilização de um espaço que é seu para se reunirem em plenário?

O problema do Mini Auditório Salgado Zenha é apenas a ponta do iceberg das péssimas atitudes tomadas pela referida secção.

Escrevia eu no post acima linkado que existiam pessoas na direcção do CEC que recebiam honorários pelos serviços prestados nas actividades da secção. Transcrevendo:

“Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima.”

Pois bem.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que a ganância foi mais longe desta vez.

Como podemos ver na foto acima colocada, Tiago Santos, actual presidente do CEC escreveu no site dos Caminhos do Cinema de Português um artigo que visava a abertura de um concurso destinado aos estudantes da UC para a elaboração do cartaz oficial dos Caminhos.

Desde logo reparo num problema que reside no facto deste concurso desde logo não especificar um juri para avaliar os trabalhos recebidos.

Ironia das ironias prende-se com o facto do próprio PRESIDENTE TIAGO SANTOS TER GANHO O CONCURSO QUE CRIOU (perdõem-me as caps) E TER RECEBIDO NA TESOURARIA DA AAC UMA VERBA DE 300 EUROS.

Será que este comportamento é eticamente aceitável? A resposta dou-a de barato: Não!

Não fica por aqui, caro leitor.

Falamos de uma secção que transforma em dinheiro líquido (na questão das entradas e saídas de tesouraria) os patrocínios que entidades lhe dão a título de patrocínios às suas actividades, entradas essas que pertencem essencialmente a bebidas alcóolicas. Algo que também é eticamente condenável.

Dados estes problemas, não percebo qual é o motivo que leva o CEC a não comparecer no plenário do CC\AAC de hoje? Será que a ideia é a de retardar os trabalhos da revisão em curso para que estas situações continuem a perdurar?

Como irá actuar o Conselho Fiscal?

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Hipócritas

Perdi a paciência. O espectáculo vai começar.

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Aplausos

O pelouro da cultura da DG\AAC 2012 já conseguiu fazer mais pelas secções culturais em 5 minutos do que os anteriores pelouros da cultura tinham feito durante os anos 2009, 2010 e 2011.

Perdoam-se os pontapés na gramática e tal e tal. O que importa é mesmo o conteúdo. É original, informativo e deve continuar a ser feito nos próximos meses para que não seja apenas “para inglês ver”.

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arrombamentos e outras ineficiências

Congratulo o facto do órgão de comunicação social da casa ter sido o único a noticiar este incidente.

Os outros órgãos de comunicação social de Coimbra calaram-se. Ou foram silenciados? Estranha-me o facto de estarem constantemente a abespinhar-se dentro do edifício noutros assuntos menores e não noticiarem uma ocorrência onde a polícia foi solicitada para averiguações.

Já é a 4ª vez no espaço de mês e meio que a polícia é chamada ao local.

Adiante.

A AAC foi novamente vandalizada. O incidente ocorreu na madrugada de domingo. Um ou vários indivíduos tentaram arrombar as portas de acesso ao TEUC, CITAC, Coro Misto e Orfeon Académico. Não levaram nada de valor mas puseram novamente em xeque a questão de segurança do edifício que temos vindo a escrever neste blog.  A instituição que o gere, neste caso a Direcção-Geral, continua a optar por comportamentos, acções ineficientes e joguinhos de bastidores.

Não só não alinhamos nesses jogos como os censuramos. Para bem da AAC.

Não bastará somente repensar uma nova forma de organização da segurança do edifício. Obrigatoriamente creio que também terão que ser repensadas as formas de actuação da Direcção-Geral perante outras entidades que ocupam o edifício. A AAC é uma instituição secular de respeito, não um bataclã parisiense. Muito menos uma feira de vaidades. Muito menos uma instituição ao estilo “caga na tola”. Se bem que para alguns parece…

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cantinadas (balanço)

Durante todo este fim-de-semana estive de plantão na cantina dos grelhados (num ambiente responsável, pacífico e animado) a zelar pelo cumprimento efectivo dos direitos que assistem à comunidade estudantil coimbrã.

O fecho das cantinas ao fim-de-semana no início deste ano lectivo (assim como o fecho da lavandaria dos SASUC) causou um transtorno gravíssimo a todos os nossos colegas, que, impossibilitados de ir a casa todos os fins-de-semana deixaram de poder usufruir de dois serviços sociais vitais para o seu quotidiano. Acresce porém que o fecho das cantinas aos fins-de-semana acarretou perdas irremediáveis para a comunidade estudantil: a mudança de um regime de alimentação saudável praticado à semana que se alterou ao fim-de-semana para aqueles que não sabem cozinhar ou que acabaram por preferir ir almoçar e jantar a estabelecimentos de fast food e sobretudo, a dificuldade de muitos fazerem face às despesas de alimentação geradas aos fins-de-semana pelo fecho das cantinas e pela adesão a outros estabelecimentos comerciais (supermercados; restaurantes) aqueles que neste momento vivem numa situação de carência económica.

Para tal efeito, deliberou-se em Assembleia Magna uma proposta da Direcção-Geral que visava ocupar simbolica e pacificamente a cantina dos grelhados durante todo o fim-de-semana como forma de protesto.

Que fique aqui vincado que sou da opinião que estas acções simbólicas por si só não irão conseguir avanços para o objectivo traçado que é a reabertura dos serviços e a execução de uma política de acção social escolar que vá de encontro ao que é pretendido pelos estudantes de Coimbra. No entanto, também sou de acordo, ao contrário de sectores mais à esquerda, que a forma mais convencional de protesto (a manifestação) por si também não será capaz de alterar nada no que toca a esta problemática. Prova disso foram as enúmeras manifestações que os estudantes de Coimbra fizeram a Lisboa nos últimos anos e as falsas vitórias que se cantaram no fim de todas essas manifestações. A última grande manifestação acabaria por exemplo por tirar a acção social escolar das garras do nefasto decreto-lei 70\2010 para a colocar nas garras da decrépita lei 15\2011, lei cuja iniciativa pertenceu à bancada do CDS\PP enquanto oposição.

Acredito sim que a luta (atenção aqueles que tem gozado com a palavra luta) dos estudantes de Coimbra deverá ser continuada, irreverente e criativa. As manifestações deverão existir, quando for o timing para tal e quando a Academia mobilizar o suficiente para se ir em larga escala para Lisboa, para o Porto ou até para as ruas de Coimbra. Com ou sem os trabalhadores mas nunca apoiando partidos políticos ou sindicatos. Assim como as ocupações, as greves de zelo, as passadeiras vermelhas no largo D.Dinis e outras mais iniciativas de protesto que já revelei a alguns elementos da Direcção-Geral deverão ocorrer de forma ordeira, assertiva, pensada, apoiada, mobilizada e sustentadas em timings oportunos.

Voltando ao evento.

Na sexta-feira, os estudantes de Coimbra ocuparam as cantinas dos grelhados e só saíram de lá às 21 horas de domingo. Pelo meio realizaram-se debates sobre o ensino superior (um com a presença do incontornável professor Elísio Estanque) distribuição de flyers, dezenas de reportagens e testemunhos para os meios de comunicação social e muita camaradagem coimbrã. Pena foi o facto da mobilização (como a deliberação de magna foi na madrugada de quinta-feira) não ter sido possível para que se pudesse ter mais do que 6 ou 7 dezenas de estudantes em permanência na cantina dos grelhados. No entanto, costumamos dizer que só faz falta quem cá está.

Pena também me causou a ausência de alunos que pautam por um discurso ideológico mais à esquerda. Aqueles que usualmente vem a Assembleias Magnas alimentar a vontade de partir com toda a pujança para a rua, optaram por ficar em casa a “lutar”, perdão “dormir” pelos direitos dos seus colegas mais carenciados. Eu, que sempre pautei por um discurso crítico contra as sucessivas direcções-gerais, eu, que sou céptico em relação aos resultados de formas de protesto mais ortodoxas, não tive qualquer problema em juntar-me aos colegas que representam a Académica em prol de uma causa que penso ser comum a todos nós.

No fim da noite de hoje, aquando da presença de alguns deputados do Partido Socialista e do Partido Social-Democrata entre os quais o antigo presidente da AAC Emídio Guerreiro também fiquei triste pela ausência de deputados tanto do Bloco de Esquerda (se bem que Ana Drago vem amanhã a Coimbra para ouvir os estudantes e para um debate promovido pela DG no Santa Cruz às 21h) como do PCP, como do CDS\PP, aquele partidozeco que fez a lei e que agora se esconde por detrás de um manto de hipocrisia no que toca a acção social escolar, com ideias mirabolantes que tratam esta lei 15\2011 como uma forma justa de distribuir ou negar migalhas entre aqueles que um dia constituirão o futuro do país. (ou não se entretanto abandonarem os seus estudos).

Para finalizar, resta-me agradecer individualmente a alguns que permaneceram estoicamente durante as 48 horas da ocupação (ou grande parte delas), casos do Sasuke Ribeiro, do Mário Gago, do Rui “Ben” Sobral, do João Amorim, da Sara São Miguel, do Pita, da Joana, do Zé Ribeiro, da Rita Andrade, do Eduardo Barroco de Melo, do João Seixas, Ricardo Morgado, Joel Gomes, Tiago Martins, Pedro Tiago, João Couceiro e Castro, Ana Rita Mouro, Paulo Ferreira, Mariana Mesquita, Angela Ferreira, Leticia Gomes e dos sempre bem dispostos e solidários Miguel Franco e João Almeida que apareciam todas as manhãs para espalhar o seu charme, perdão, terror.

Peço desculpa a todos os outros que permaneceram e cujos nomes não fixei.

Costumo dizer que é neste tipo de situações que se prova quem gosta da Académica. Independentemente de cargos, tachos ou responsabilidades na Academia.

P.S: Também foi lindo ver o Núcleo de Estudantes de Economia a ter reunião na cantina dos grelhados horas antes da presença de deputados do PSD nas instalações. Prova que o NEE adora surprender e adora deslocalizar as suas reuniões quando mais lhes convém, não sendo o seu presidente Dino Alves (já elogiado pelo seu trabalho neste blog) em simultâneo o líder da concelhia de Coimbra da JSD. Haja paciência Dino Alves. Já elogiei bastante o teu trabalho enquanto presidente do núcleo neste blog, mas creio que hoje soaste a pechisbeque. Isso de te mostrares muito solidário com a Academia para tomar partido na presença de líderes políticos do teu partido e ao mesmo tempo dares a impressão que és mesmo solidário com a Academia comigo não pega.

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Pelo direito a um futuro condigno no ensino superior

Como ficou deliberado na última Assembleia Magna, a Direcção-Geral decidiu ocupar (pacificamente e de forma responsável) a cantina dos grelhados durante o fim-de-semana.

O motivo principal desta ocupação é o subito fecho das cantinas ao fim-de-semana, facto que inegavelmente complica a vida dos estudantes que vivem longe de casa e necessitam destas para manter saudáveis os seus hábitos alimentares a um custo reduzido.

No seu sentido mais abrangente, é uma acção simbólica que visa protestar contra os crescentes cortes na acção social e no financiamento da Universidade de Coimbra.

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