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We Live in Brooklyn Baby

Com Joe Johnson, Deron Williams e Brook Lopez à mistura no flow. Aquele trabalho estético de exímia categoria que Jay-Z (proprietário dos Brooklyn Nets, para quem não sabe) fez para o NBA 2k13.

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NBA 2012\2013 #14

1. Jogos de ontem:

Inevitavelmente a vitória de Chicago em Nova Iorque. Uma primeira parte dominada por completo pelos Bulls. Arrisco-me a dizer que foi a melhor performance ofensiva dos Bulls da temporada. Em destaque Luol Deng (33 pontos) e Carlos Boozer. Defensivamente, Tom Thibodeau armou a equipa para travar as ofensivas de Carmelo Anthony. Na primeira parte, um double-team ao extremo de Nova Iorque permitiu a Chicago parar a vedeta de Nova Iorque. Na 2ª parte, Carmelo deu show e acabo com 39 pontos (14 em 32 em lançamentos).

2. Ainda em Nova Iorque:

spike lee

Spike Lee. Segundo Diogo Santos “o multimilionário mais mal vestido do mundo” – sempre lá, sempre activo, sempre a reclamar com a arbitragem.

Já em Los Angeles:

Jack Nicholson e Adam Sandler cansaram-se de mais uma exibição paupérrima dos Lakers e abandonaram o pavilhão no início do 4º período.

3. As 10 melhores do dia de ontem:

4. Recordes – JR Smith as Best League 6th man?

JR Smithy

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NBA 2012\2013 #6 – As escolhas do staff

As escolhas da malta da Liga ESPN:

O fantástico nó cego que Joe Johnson (Brooklyn Nets) deu em Paul Pierce (Boston Celtics). Para ver e rever. Escolha de José Pita.

O Eduardo Barroco de Melo dizia no mês passado que o internacional italiano Marco Bellinelli (Chicago Bulls) andava doido. De facto. Belinelli é uma das melhores contratações da Liga. Em New Orleans, o Italiano parecia estar esquecido nos modestos Hornets. Nos Bulls é uma peça importante vinda do banco pelos seus preciosos triplos (40% de eficácia; 36 em 90 nos 31 jogos realizados esta temporada). No 1º período da vitória caseira contra os poderosos Knicks, o italiano fez das suas ao apontar este buzzer-beat pressionado por JR Smith, outro daqueles jogadores que também é capaz de fazer destas.

westbrook

Como a NBA não é só o que se passa dentro do court, fica aqui a imagem enviada pelo Eduardo Barroco de Melo de um novo modelo da Jordan que tem sido usado por Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder). Estas sapatilhas geraram alguns comentários no nosso grupo privado sendo que o Hugo Coelho Gomes teve alguma ironia ao afirmar que o pai dele tem umas botas iguais para ir à pesca!

A América tem destas coisas. No pavilhão dos Celtics, um adepto de nome Jeremy Fry decidiu dar um concerto pessoal no intervalo de um jogo da equipa de Boston ao som de “Livin on a Prayer” dos Bon Jovi. Escolha do João Paulo Lacerda.

JaVale McGee (Denver Nuggets) ou CaValo McGee como lhe costumo chamar (confessamos que é um dos jogadores que todo o staff aprecia, goza, ironiza, faz 30 por uma linha, ora pela sua estupidez ora pela sua habilidade em campo) mostra dotes extraordinários mas depois demonstra novamente a sua faceta de trapalhão. Suplente nos Nuggets, McGee ainda não se mostrou à altura das expectativas que sobre si pendiam: substituir Nênê Hilário e constituir-se como um dos melhores postes da Liga. Todavia, também há que realçar que o titular dos Nuggets é um tal de Kenneth Farried, um homem que dá espectáculo. McGee tem uma média pontual actual de 10.6 pontos e 5.1 ressaltos em 19 minutos de utilização em média. Escolha de Roger Forte.

Os fantásticos 41 pontos de Kyrie Irving em Nova Iorque frente aos Knicks. Insuficientes para evitar mais uma derrota dos Cavs. Irving é um fenómeno mas em Cleveland arrisca-se a nunca pisar os playoffs. Contrariamente aquilo que a equipa fez com outro #1 de draft no passado (LeBron James), a direcção da equipa do Ohio não parece estar interessada em construir uma equipa para o seu melhor jogador e arrisca-se que o “Uncle Drew” qualquer dia se canse e rume a outras paragens. Escolha de Hugo Coelho Gomes.

Russell Westbrook

Westbrook é estilo. Jordans fluorescentes para ir à pesca e capas\ensaios fotográficos na GQ. Escolha de Hugo Coelho Gomes.

Kevin Durant no seu melhor. Abafo sensacional em OJ Mayo (Dallas Mavericks), pega na bola e saiam da frente porque o show vai passar. Big Slam do astro dos Thunder. Durant está lá quando a equipa precisa. Em Chicago frente aos Bulls, quando Durant sela a vitória contra a equipa do estado do Illinois há uma imagem em que o SG diz isso ao seu treinador: “estou sempre quando dizes que é preciso não é treinador?”. Escolha de Roger Forte.

Apanhados da NBA TV. Fantásticos apanhados, principalmente o dos Bulls na reposição de bola onde toda a gente queria a bola mas não estava ninguém posicionado para a repor em campo. JaVale McGee mais uma vez apanhado nas hilariantes do ano! Escolha do Luis Fonseca.

Mais uma vez Uncle Drew Kyrie Irving a brincar, desta feita com os manos lá de Atlanta. Incrível! Escolha do Roger Forte.

Kobe, Kobe, Kobe. 38 pontos numa espectacular exibição contra os LA Clippers, exibição que não chegou para evitar mais uma derrota dos Lakers. A equipa orientada por Mike D´Antoni (diz-se na imprensa de LA que poderá estar de saída 2 meses depois de ter substituído Mike Brown para fazer regressar o mítico Phil Jackson) está a jogar mal (mal é favor) e nem mesmo Steve Nash veio alterar o jogo de uma equipa que ainda não conseguiu encaixar o jogo interior de Howard com a distribuição do Canadiano e o tiro exterior de Kobe. Kobe parece o único que quer vencer na equipa. Gasol está uma sombra daquilo que era e mais uma vez se fala de uma troca, desta vez com Boston Celtics (Gasol por Pierce). D´Antoni parece não ter controlo sobre os egos que dispõe no balneário e já teve que castigar Antawn Jamison, deixando-o no banco nos últimos jogos em virtude de mau comportamento do extremo (ao que parece foi apanhado no banco a festejar pontos de uma equipa adversária). A falta de banco em LA também é um dos factores que explica o mau desempenho da equipa na Liga. Os playoffs estão por um fio e os Lakers sabem precisam de ganhar jogos na série difícil que terão esta semana: Spurs, Thunder e Houston.

Phil Jackson

A propósito do eventual regresso de Phil Jackson à casa onde foi por 5 vezes campeão, o Eduardo fez um Meme.

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Eu volto a resgatar um Meme muito conhecido entre dois velhos amigos.

Escolha de Roger Forte

O João Paulo Lacerda mostra-nos as 10 melhores jogadas da noite de 5 de Janeiro, realçando as jogadas escolhidas de André Iguodala (está um monstro em Denver!) e a assistância de Manu Ginobili para o poste brasileiro Tiago Splitter(San António Spurs). Eu acrescento a assistência monstruosa de CP3 para DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers) como a jogada da noite.

Insiders. Carmelo Anthony (New York Knicks)

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NBA 2012\2013 #1

A maior liga de basquetebol do planeta já começou e praticamente no fim da 1ª semana da competição, urge-me começar a esmiuçar o que se tem passado.

Para simplificar as coisas, esta semana começo a escrever uma breve análise sobre a prestação das equipas nos primeiros jogos. A partir deste post, começarei a postar mais regularmente análises, vídeos, conferências de imprensa, jogos, fotografias e outras curiosidades em redor da competição. Para esse efeito pedi ajuda ao staff da Liga ESPN NBA Portugal (liga privada da ESPN) para me começar a apoiar nestes posts daqui em diante. Caro leitor, se quiser participar nestes post com conteúdo, opiniões ou caso queira partilhar algo que me tenha passado em claro nos posts que aqui deixar, poderá fazê-lo a partir do email joaorbranco@live.com.pt, tendo que, só para o efeito, enviar o que quiser partilhar neste blog junto com a sua identificação. (nome, apelido, nickname).

Começando pela conferência este:

Boston Celtics

É certo e sabido que Doc Rivers tem este ano um enorme desafio pela frente: a reconstrução faseada de uma nova era para a equipa. Se o espectro de Ray Allen já foi ultrapassado (dentro das limitações orçamentais e contratuais que o franchising tem; dado o pouco poder de troca que o franchising também tem dada a idade avançada e os respectivos salários de Garnett e Paul Pierce) com as contratações de gente que poder dar um novo impulso à equipa (Leandro Barbosa e Jason Terry, são exemplos desse paradigma; Terry foi em Dallas durante muitos anos um dos melhores nº6 da competição, senão o melhor) auspicia-se um ano muito difícil para a equipa do Massachusets.

É certo que Allen é um jogador que, mesmo apesar da sua idade, vai deixar saudades por Boston. Falamos só do recordista actual em triplos da história da competição. Mantendo-se a espinha dorsal da equipa assente no big three Garnett-Pierce-Rondo, onde o base assume uma preponderância tal que por vezes chega a fazer de Garnett e Pierce (Rondo é o candidato a vencer o maior número de triplos-duplos na temporada), creio que Boston, pelos jogadores que acompanham esse mesmo big-three, pela experiência global da equipa (veteranos da liga são 6 no seu plantel) e pela qualidade inegável de quase todo o plantel, vai ao playoffs sem grandes dificuldades (não são candidatos a vencer a conferência na temporada regular como nos últimos anos é certo) e nos playoffs, em derivado desta assumpção global que faço do seu potencial, poderão surpreender tudo e todos.

O draft também foi simpático para Doc Rivers. Trouxe-se um talento em bruto chamado Fab Melo. O jovem internacional brasileiro de 22 anos, escolhido na ronda 22 do draft deste ano vem muito bem referenciado do campeonato universitário norte-americano, onde alinhou por Syracuse nas últimas 2 temporadas. Melo, poste, internacional brasileiro, foi nomeado o melhor defensor da NCAA da época passada e graças ao seu enorme poder atlético (2,13m e 116 kg) é um jogador que se mexe muito bem na luta das tabelas mas revela alguma ineficiência no ataque. Melo terá direito a poucos minutos na equipa de Boston este ano, mas se Doc Rivers, com toda a experiência que acompanha este técnico campeão, puxar pelo Brasileiro, poderá ter aqui um belo diamante para lapidar lentamente e lançar a alto nível na próxima temporada.

Quanto a este início de época, os primeiros jogos da equipa tem corroborado a minha opinião de que será um ano muito difícil para a equipa do Nordeste.

A abrir, os Celtics foram fazer um jogo muito interessante a Miami contra os Heat mas saíram de cabeça muito baixa, perdendo por 120-107. Se 107 pontos é um indicador ofensivo muito importante tendo em conta o pavilhão onde esse resultado foi obtido, fica também o registo que os Celtics obrigaram a cavalaria pesada de Miami a puxar dos seus galões para vencer a partida, não fosse LeBron ter marcado 26 pontos e 10 ressaltos, Allen 19 pontos (no primeiro reencontro com a sua anterior equipa), Wade 29 pontos e Bosh 19 com 10 ressaltos. Mais uma vez, mesmo com a ida de Ray Allen para a equipa campeã em título, se demonstra que o jogo de Miami está completamente monopolizado pelas suas vedetas. Prova disso, o seu big-four com 83 dos 120 pontos da equipa na partida.

Nos jogos seguintes, voltaram a perder em Milwaukee (99-88) e venceram os Wizards por magros 3 pontos de diferença. Denominador comum da prestação da equipa de Doc Rivers nas 3 partidas realizadas: Paul Pierce e Rajon Rondo. Se o primeiro está completamente on-fire, facto que não é costume visto que Pierce é um jogador que sempre nos habituou a aparecer em grande lá para meados de Janeiro quando a temporada regular já vem a meio, o segundo tem-nos mostrado alguma inconsistência ao nível do lançamento. No entanto, Rondo tem feito mais de 10 assistências por partida, o que confirma que é o verdadeiro líder da equipa.

Brooklyn Nets

O antigo franchising de Nova Jersey entretanto mudado para Nova Iorque (mais precisamente para o mítico bairro de Brooklyn) teve um verão rico em contratações, numa continuação daquilo que já tinha sido levado a cabo na última ronda de transferências da época 2011-2012 para que a equipa possa voltar pelo menos aos playoffs.

Depois de vários anos em Atlanta a espalhar magia, Joe Johnson deu um novo passo na sua carreira e aproveitou o fim de contrato com a equipa do estado da Geórgia para rumar a Norte. O free-agency em Brooklyn não se ficou por aqui. A juntar a vedetas como Deron Williams, Gerald Wallace e Robin Lopez, a equipa também resgatou de forma livre o base C.J Watson, base que se destacou nas últimas duas temporadas em Chicago. C.J Johnson é uma excelente alternativa de banco a Deron Williams, sendo um jogador que gosta tanto de armar jogo como de lançar ao cesto. Adiciona muita capacidade de lançamento exterior a uma equipa que já tinha alguns bons triplistas (Williams, Wallace, DeMarshoon Brooks) mas tem o senão de ser um jogador muito afectado por lesões e afectado sobretudo pela inconsistência. É um jogador que tanto é capaz de fazer 5 jogos seguidos com pontuações na casa dos 20 + 6\7 assistências em média como se apagar da competição durante 1 mês seguido.

Nesta equipa, que tem jogado muito bem é o poste Brook Lopez. Depois da tempestade vem a Bonança. Lopez regressou a meio gás a meio da temporada passada mas rapidamente voltou à enfermaria no início de Abril deste ano graças a um problema continuado num dos tornozelos. Recuperado na totalidade, o poste cujo irmão é Robin Lopez (Phoenix Suns) voltou à competição com números estrondosos (para um poste) nos primeiros 3 jogos da temporada da nova equipa de Nova Iorque: 20 pontos de média e 7 ressaltos por jogo, facto que corrobora a sua apetência ofensiva.

Nestes primeiros 3 jogos da equipa, os Nets tem revelado algumas dificuldades ofensivas. 2 derrotas e 1 vitória revelam que o técnico Avery Johnson terá que trabalhar muito para unir estas peças rumo a lugares mais confortáveis. A última derrota (em casa frente aos Minnesota Timberwolves por 96-107 revela uma equipa que tem dificuldades na defesa. Até porque, uma equipa com Deron Williams (18 pontos e 13 assistências no último jogo) é uma equipa que terá uma tendência natural para o ataque.

A entrada deste “novo” franchising para a Liga traz-nos a entrada de um novo pavilhão para a competição: o Barclays Center, pavilhão construído num daqueles bairros considerados como “coração do basquetebol americano”.

Fica aqui uma nova imagem do dito pavilhão e um insider que foi feito:

Para finalizar, Avery Johnson e alguns jogadores da equipa falam sobre a esta dos Nets no media day do franchise:

New York Knicks

O poderoso Carmelo Anthony transporta na sua 3ª época em Nova Iorque a ambição da equipa ir o mais longe possível nesta liga.

Facto: as saídas de Jeremy Lin (para Houston) e Landry Fields (Toronto) – a saída do primeiro depois de uma temporada fenomenal em que passou de reserva da equipa a jogar preponderante na manobra ofensiva da equipa e de outro, que, apesar de ainda estar a crescer como jogador já apresentava uma invejável capacidade ofensiva, principalmente no tiro exterior.

Facto: as entradas de Jason Kidd e Marcus Camby, jogadores que apesar de estar na sua curva descendente ainda poderão ajudar em muito os objectivos desta equipa. Kidd, apesar dos seus 39 anos de idade, ainda é um jogador que arrasa por onde passa. Camby já não é o mesmo desde os tempos de Denver mas compreende-se a sua contratação visto que é um jogador muito válido do ponto de vista da luta das tabelas. Ainda consegue 8 a 10 ressaltos por jogo e isso será muito importante para uma equipa cuja defesa é o seu calcanhar de aquiles. As entradas de dois jogadores muito interessantes como Raymond Felton (já tinha passado uma vez em Nova Iorque onde não vingou e foi empacotado para Denver aquando da troca Carmelo Anthony) Ronnie Brewer, Pablo Prigioni, base argentino que chega à NBA aos 35 anos depois de muitos anos de glória tanto em Itália como em Espanha ao serviço do Caja Laboral. É um jogador cuja entrada em tão avançada idade causa espanto e é sobretudo um jogador que pelo seu talento me fez interrogar anos após anos como é que a Liga nunca lhe abriu as portas. Já Brewer vem dos Bulls, onde nunca se afirmou a sério. A equipa de Chicago preferiu não renovar com os seus serviços para poupar o seu salário no cap salarial da equipa.

A todos estes nomes que acima citei, juntam-se os clássicos de Nova Iorque das últimas temporadas: Amar ´e Stoudamire, Tyson Chandler, Iman Schumpert e JR Smith.

Stoudamire ultrapassou com sucesso os rumores que davam conta que poderia servir de moeda de troca com Dwight Howard num possível negócio a realizar no verão entre Knicks e Magic. No entanto, o poste começou a época lesionado e só voltará à competição daqui a 3 semanas graças a uma lesão numa mão. O sophomore Iman Schumpert, depois de uma excitante primeira temporada na NBA, também começou a época a ver o jogo na bancada.

Tyson Chandler tem começado a época com prestações que demonstram que ainda não se encontra na sua melhor forma física.

Já o explosivo JR Smith tem começado a época em grande estilo fruto de muito tempo de jogo que lhe tem dado o treinador Mike Woodson. Smith começou a época em alto estilo com 20 e 17 pontos nos dois jogos realizados contra Philadelphia. Prevê-se um JR Smith a jogar em grande estilo nesta temporada, depois de ter optado por Nova Iorque a meio da temporada passada aquando da sua chegada da China, liga onde estava a jogar.

Com tanto poder ofensivo, Mike Woodson só terá de se preocupar em melhorar os índices ofensivos. No ataque existem estilos para todos os gostos: a distribuição exímia de Kidd, a explosividade e tiro exterior de Anthony e Smith, a coragem na abordagem ao cesto de Schumpert, a criatividade e loucura de Felton e a força e regularidade de Chandler e Stoudamire.

A começar a temporada, alguma irregularidade.

Os Knicks bateram Miami em casa na sexta-feira com pompa e circunstância:

No jogo em que Knicks e Heat foram solidários para com os desalojados do furacão Sandy. Só Dwayne Wade doou o seu prémio de jogo de 200 mil dólares.

Para finalizar, o regresso do guerreiro à NBA depois de algum tempo de afastamento. Sim, Rasheed Wallace voltou para jogar em Nova Iorque. Pela sua entrega ao jogo, qualidade e até pelo seu mau feitio, Rasheed Wallace (campeão em 2004 com os Pistons) era daqueles jogadores que gostaria de ter visto jogar (em tempos áureos) nos meus Bulls. Vi jogar um outro Wallace (Ben) também campeão nesse ano na turma do Michigan entre 2006 e 2009 nos Bulls. Não é nem por sombras o mesmo Rasheed Wallace que lutava por todas as bolas, marcava triplos e reclamava por tudo e por nada. O seu papel é muito secundário em Nova Iorque. No entanto, vale a experiência de 15 temporadas a um ritmo abismal.

A veterania acaba por ser outros dos tónicos desta equipa. Mas não é uma veterania de banco. Os 6 veteranos da equipa (Kidd, Camby, Wallace, Kurt Thomas, Tyson Chandler e Amare Stoudamire) são ainda jogadores muito prestáveis para uma equipa que quer decerto jogar pela final de conferência nos playoffs.

Philadelphia 76ers

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá caracterizar esta equipa. Alta velocidade é o estilo de jogo da equipa.

Nos playoffs do ano passado, os Sixers (8ºs classificados da fase regular) aproveitaram o deslize da lesão de Derrick Rose para mandar os Bulls (campeões da fase regular) para casa mais cedo quando toda a gente já apontava um duelo entre Chicago e Miami na final da conferência este.
Poucos meses passaram desde esse exito. O severo Doug Collins, tinha feito muito com o pouco que tinha. Meses depois, menos lhe dão para o início desta época. O mercado foi duro para os Sixers: a vedeta Andre Iguodala rumou a Denver pouco depois do título olímpico conquistado em Londres e o veteraníssimo Elton Brand rumou ao Texas para representar os Mavericks. Para colmatar as duas saídas de peso, a direcção trouxe Kwame Brown (aquele que Michael Jordan tanto acreditava que poderia ser o jogador da sua geração) Dorell Wright (um enorme shooter que andava meio perdido na falta de objectivos de Golden State), Jason Richardson (jogador cujos tempos de Phoenix já vão muito longe mas que ainda pode acrescentar muito poder de fogo ao tiro exterior dos Sixers) e… imagine-se

O monstro Andrew Bynum, o sacrificado de Los Angeles no processo negocial desta temporada em prol das chegadas de Steve Nash e Dwight Howard. A decisão de Bynum ter optado por Philadelphia não foi a mais acertada visto que Bynum é jogador para actuar numa equipa que tenha como objectivos o título. Ficava-lhe melhor ter optado por Dallas ou até pelos Spurs, visto que Dallas anda há dois anos a jogar sem um poste digno dessa posição e os Spurs poderiam começar a pensar na renovação do seu velho plantel com a entrada de alguém que pudesse substituir ao mais alto nível Tim Duncan.

Bynum ainda não se estreou pela equipa devido a mais um problema no seu complicado joelho direito. Deverá voltar na próxima semana.

O porquê de ter dito que Philadelphia é uma equipa que gosta de jogar a alta velocidade?

A resposta dá-se pelos nomes de Evan Turner, Thaddeus Young, Jrue Holliday, Nick Young e Spencer Hawes. Jogadores que chegaram de mansinho à Liga e subiram em flecha na mesma tendo como comparação aquilo que era dito pelos analistas sobre si na altura dos respectivos drafts. São de facto todos eles jogadores muito rápidos que gostam de ter a bola nas mãos e arriscar o lançamento exterior. Principalmente os bases Evan Turner e Jrue Holliday. O último é um jogador bastante interessante que é não é dado a não arriscar lançamentos. É um jogador que vive com os olhos no cesto, o que por vezes é mau visto que não sabe contemporizar as suas decisões e acções. No entanto, também tem jogos em que é pura e simplesmente o diabo à solta.

Toronto Raptors

A única equipa canadiana da Liga está a atravessar uma autêntica travessia do deserto desde que em 2010 Chris Bosh decidiu mudar-se para Miami. Não se espere muito novamente desta equipa. Toronto está à espera de melhores dias.

Com um rookie que promete (Jonas Valenciunas) com duas contratações interessantes (Landry Fields via Nova Iorque e Kyle Lorwy via Houston; Lowry conseguiu uma média pontual de 23.5 na última temporada) com os clássicos José Calderon, DeMar Rozan e Andrea Bargnani, é expectável apenas que a equipa orientada por Dwayne Casey seja capaz apenas de lutar por um 8º lugar na sua conferência, lugar que como se sabe permite a ida aos playoffs.

Nos primeiros jogos da temporada, duas derrotas tangenciais contra Indiana e Brooklyn Nets e uma vitória caseira por 105-86 sobre Minnesota.

Chicago Bulls

ou melhor, os maiores!

O United Center é um pavilhão cujos adeptos são impacientes, efusivos e não gostam de perder. A História dos Bulls assim modelou o ambiente em Chicago. Depois de duas temporadas em que a equipa venceu a fase regular da conferência este mas não foi capaz de materializar esse domínio nos playoffs (em 2011 caiu frente a Miami na semi-final de conferência e em 2012 não passou dos quartos frente a Philadelphia), um terceiro ano se levanta para Tom Thibodeau e equipa assombrado com a lesão de Derrick Rose, estrela que só voltará a actuar em Fevereiro ou Março.

Muitos daqueles que tem acompanhado a lesão de Rose ainda duvidam do estado de forma que Rose irá apresentar quando voltar à competição. O médico dos Bulls Fred Tedeschi afirmou recentemente que a recuperação do craque está a ser feita a um nível superior do que aquilo que estava previsto, daí que Rose já voltou aos treinos de forma condicionada a meio de Outubro quando tudo apontasse para que o fizesse apenas em Dezembro. Outros tem dito que Rose voltará bem, com mais vontade de triunfar mas com características ligeiramente diferentes daquelas que tinha nas últimas 3 temporadas. Poderemos portanto assistir a um regresso de um jogador não tão explosivo nas suas maravilhosas incursões para o cesto e mais incisivo no lançamento exterior, departamento do jogo onde Rose antes das sucessivas lesões que o afectaram na temporada passada, ia melhorando significativamente em relação às épocas anteriores.

Tom Thibodeau tem aqui a sua prova de fogo. Toda a gente sabe que os Bulls sem Rose muito dificilmente poderão aspirar lutar pela vitória na conferência com outras equipas como Miami ou New York. Seria interessante apontar a época regular para um 4º lugar de conferência.

Da equipa saíram alguns jogadores importantes: CJ Watson rumou aos Nets, Brewer aos Knicks, Kyle Korver para Atlanta. Com a saída do primeiro e o do terceiro, os Bulls perderam uma parte interessante do seu lançamento de 3 pontos. Omer Asik rumou a Houston depois dos Bulls não terem coberto a oferta contratual de Houston. Notou-se com estas saídas alguma necessidade da equipa poupar dinheiro para poder atacar um bom free-agent no final desta temporada e suportar os elevados salários desta temporada de Carlos Boozer (24 milhões) e Joakim Noah (15).

Para reforçar a equipa e minorar as perdas, os Bulls adicionaram jogadores com bastante experiência de liga: o baixinho Nate Robinson, Vladimir Radmanovic, Kirk Hinrich (regresso) Marco Belinelli e Nazr Mohammed.

Nate Robinson já todos sabemos quem é. O jogador mais baixo da liga a ganhar um concurso de afundanços. Robinson é mais que isso. É um razoável armador de jogo e é temível no jogo exterior. Radmanovic é um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Nos Lakers foi preponderante durante algumas temporadas mas desde aí que se apagou definitivamente. É um lançador de 3 pontos temível. Kirk Hinrich veio para ser mais um a ajudar enquanto Rose não voltar. Está longe dos tempos em que passou por Chicago (2003 a 2010). Marco Bellinelli é outro lançador interessante que andava perdido em Nova Orleães mas ocorre-lhe o facto de nunca ter confirmado as expectativas que pendiam sobre si em 2007 quando foi drafteado. Nazr Mohammed é um globetrotter que nunca criou grandes raízes em qualquer equipa por onde passou e a sua passagem por Chicago apenas ocorre pelo facto de Asik ter rumado a Houston. Mohammed apanhará os restos temporais que Noah não alinhar.

Como se pode ver a equipa de Chicago perdeu imenso no balancing que pode ser feito entre os que entraram e saíram. O top 5 continua fantástico e cheio de qualidade: mesmo com Rose lesionado restam Hamilton (está a ter um excelente início de temporada) Boozer, Deng e Noah. Deng está novamente a assumir o jogo, como lhe compete na ausência de Rose. Daí estar a jogar a alto nível novamente. Facto curioso iremos talvez assistir novamente em relação a este jogador quando Rose voltar. As estatísticas não mentem: com Rose fora vê-se o melhor Deng, com Rose dentro Deng pura e simplesmente desaparece. Seria o ideal para a equipa ter os dois juntos em grande forma. Já Carlos Boozer também está com um início de época que promete muito. Dado foi a vitória estrondosa da equipa em Cleveland por 116-85.

Tom Thibodeau sabe que as coisas estão difíceis para  o seu lado. No entanto, Thibodeau é exímio a montar equipas que sabem defender bem. Os Bulls não são das melhores equipas do campeonato a atacar mas serão sem sombra de dúvidas a melhor a defender. Foi aí que residiu o sucesso das temporadas que passaram.

Cleveland Cavaliers

Byron Scott é conhecido por fazer milagres nas equipas que treina. Assim aconteceu por exemplo quando em Nova Orleães, nos tempos em que o piso do New Orleans Arena era pisado por um senhor chamado Chris Paul  e por outro chamado Tyson Chandler. Scott na altura pegou num franchise que dava os primeiros passos (não esquecer que o Katrina obrigou a equipa a ir jogar um ano para Oklahoma; Oklahoma ficou tão seduzida com o basquetebol da NBA que comprou os direitos do franchise dos Seattle Supersonics no ano seguinte) na Liga e rapidamente o colocou na NBA, algo ímpar na história da modalidade. Até Memphis, que por sua vez comprou os direitos dos Grizzlies à cidade de Vancouver, demorou sensivelmente 10 anos a ir pela primeira vez aos playoffs, não obstante do facto de ter contado nas suas fileiras com Pau Gasol durante várias épocas.

Olhando para o rooster da equipa do Ohio, Byron Scott tentará fazer o que fez com essa tal geração de New Orleans: atingir os playoffs e incomodar as melhores equipas do Este. Será a meu ver uma tarefa quase impossível dado que o plantel dos Cavs é dos mais fracos da liga senão o mais fraco.

Equipa liderada a fundo por Kyrie Irving, o #1 do draft do ano passado. Na primeira época de Irving da NBA ficámos a conhecer um jogador que está aí para durar. Irving não tem nem de perto nem de longe agregado a si o estilo de LeBron ou o seu fleurma. São jogadores de características diferentes. Enquanto LeBron puxa do cabedal para se fazer valer, Irving é um shooter nato e esperemos que na sua segunda época na Liga tenha aprendido algo com a inconsistência que teve enquanto rookie. Ambos tem em comum o facto de se estrearem na Liga pela mesma equipa, sendo escolhidos na posição #1. No seu ano de estreia de Liga, Irving não teve as mesmas condições que LeBron James teve no seu ano de rookie.. É caso para dizer que Irving está a pagar a factura da saída de LeBron para Miami. Enquanto LeBron teve regalias por parte da direcção de Cleveland, que, construiu ano após anos equipas para LeBron conseguir o título (equipas essas que quase sempre eram escassas para tal objectivo), Irving, pelo desinvestimento que a direcção de Cleveland teve que fazer nos últimos anos para recuperar a saúde financeira, tem que jogar quase por conta própria. No entanto é notória a necessidade que urge na equipa em haver investimento para dotar a sua estrela de bons companheiros.

Do resto do plantel da equipa do Ohio pouco ou nada se aproveita. Um Daniel Gibson que revela alguma capacidade de tiro exterior. Um CJ Miles que é um jogador que já teve uma boa passagem por Utah. Um Alonzo Gee que é um jogador interessante mas nunca será uma grande vedeta. Um Varejão que se pode considerar o 2º melhor jogador da equipa e um Luke Walton que está muito enferrujado devido a anos de banco que Phil Jackson lhe proporcionou (mal a meu entender) no banco de LA. Se existem equipas cujo 5 base é óptimo mas o banco é escasso para os objectivos a que as mesmas se propõem, é caso para dizer que em Cleveland não existe um 5 base óptimo, muito menos banco. É uma equipa quase condenada a ser Irving contra 5 e condenada a sofrer muitos cabazes durante a época, principalmente nos jogos fora.

Para finalizar, aqui fica o melhor comercial do ano relacionado com a NBA, onde Irving protagoniza uma engraçada história real para a Pepsi:

Detroit Pistons

Um grande franchise a passar uma enorme travessia do deserto. 3 anos sem playoffs no Palace of Auburn Hills é muita dose para uma equipa habituada a estar no top da liga anos a fio.

A mesma dose que afirmei para Cleveland, tendo os Pistons um bom 5 base.

Greg Monroe. Em conjunto com Roy Hibbert e Anthony Davis, Monroe é um dos postes mais talentosos desta nova geração. Aos 22 anos ainda tem muito para crescer. No ano passado terminou a fase regular com estatísticas muito interessantes: 15.4 pontos por jogo e 9.7 ressaltos. Nos primeiros três jogos mostrou alguma regressão em relação a esses números. Penso que com o desenrolar da época e com uma subida de forma do base Rodney Stuckey poderá efectivamente subir de produção e quem sabe espreitar o All-Star Game em Fevereiro.

A acompanhar Monroe está uma equipa muito jovem. 5 rookies (Kim English, Andre Drummond, Viachlesav Kravtsov, Khris Middleton e Kyle Singler). Dos 5, Singler é um extremo que gosta imenso de atacar o cesto e promete dar que falar no futuro. Já vinha com boas indicações da Universidade de Duke, universidade que tem lançado bons talentos para a Liga nos últimos anos, fruto do bom trabalho de formação que Mike Kryzewsky (seleccionador norte-americano) tem feito. Falamos portanto de uma universidade que nos últimos 15 anos lançou jogadores na alta roda como Shane Battier, Carlos Boozer, Elton Brand, Luol Deng, Gerald Henderson, Grant Hill, Kyrie Irving, Corey Maggette ou JJ Redick. Outro que promete ser um jogador interessante para o futuro é o poste Andre Drummond. Um poste à antiga, exímio a defender e com um grau de atleticismo bastante interessante. Prcisa de tempo para crescer.

Dois outros jovens que poderão crescer mais nesta época nesta equipa são o base Brandon Knight e o extremo Jonas Jerebko. O sueco já prometeu muito no final da temporada passada. É um bom lançador só que terá que melhorar em muito na velocidade em que executa os seus lançamentos. Ainda é um jogador com um jogo de pés muito lento e habituado às temporizações do basquetebol europeu.

Para acompanhar esta nova fornada de Detroit, com a saída de Ben Gordon ficaram 3 jogadores com enorme experiência na Liga: Charlie Villanueva, Rodney Stuckey e Tayshaun Prince. Prince é o único que resta do título de 2004. Stuckey prometeu muito mas teve azar com as lesões.

A época para já começou com 3 derrotas previsíveis contra Phoenix, Lakers e Houston. Esta equipa precisa de crescer e muito dificilmente conseguirá passar das 25 vitórias nos 82 jogos da temporada regular. Os playoffs ainda estão muito longe mas o futuro está a construir-se aos poucos.

Indiana Pacers

Roy Hibbert esteve a um passo de sair de Indiana no passado mês de Julho como free-agent mas no último segundo tomou a decisão de aceitar a proposta de renovação da direcção. E fez muito bem, os Pacers estão mais fortes que nunca.

A equipa do estado de Indiana orientada por Frank Vogel poderá constituir-se como a surpresa da Conferência Este. Estão juntos todos os condimentos para tal desde que a equipa demonstre novamente o espírito de sacríficio e a garra que demonstrou nas temporadas anteriores. Na tentativa de melhorar ainda mais uma equipa que está a atingir o seu estado de maturidade colectiva, a direcção de Indiana decidiu fazer duas contratações cirúrgicas: contratou DJ Augustin a Charlotte (e Charlotte ficou uma equipa ainda mais miserável), o Francês Ian Mahinmi a Dallas (o internacional francês terá muitos mais minutos em Indiana do que os míseros que tinha na equipa do Texas) e Gerald Green aos Nets.

Augustin irá trazer mais qualidade à organização de jogo da equipa. Para além de ser um interessante distribuidor de jogo, é um jogador que também é capaz de fazer médias pontuais de 15. Mahinmi é um jogador com muito pulmão que necessita de jogar para ver se é desta que explode na Liga. Gerald Green poderá ter aqui a oportunidade que desejava para se tornar um jogador de topo.

Da época passada transita a nata desta equipa. Danny Granger (na imagem) é o maestro desta orquestra. Um jogador incrível que é capaz de vencer um jogo praticamente sozinho. No entanto lesionou-se nos primeiros jogos da época e estará 3 meses de fora. Paul George, um “Granger” que necessita de crescer mais um bocadinho. É um jogador temível no contra-ataque mas precisa de evoluir mais na tomada de decisões. Quando está bem é o espectáculo dentro do próprio espectáculo. Tyler Hansbrough é pau para toda a obra na equipa e agora tem a companhia do irmão mais novo Ben Hansbrough. Tyler é um poste baixo, tem muita força mas não tem técnica nenhuma. Se tivesse técnica seria um caso sério. Ben é um shooting guard. George Hill é outro jogador fantástico. Finaliza-se tudo com David West, um jogador que depois de ter brilhado em New Orleans e de ter andado desaparecido devido a sucessivas lesões, recuperou a felicidade do jogo em Indiana.

Postas as cartas na mesa é esperar pelo sucesso desta equipa. Estou convencido de que lutarão pelos 3 primeiros lugares da conferência. Serão também perigosíssimos nos playoffs se estiverem moralizados.

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How Madchester put the E into enterprise zone…

Miranda Sawyer, The Guardian

In 1988 I moved to London to work at Smash Hits magazine, and one of the first things I had to do was create a map of Manchester for the magazine’s news pages. Dutifully, I put an X for where the Haçienda was, another for Dry Bar, also Eastern Bloc, the record shop co-owned by 808 State’s Martin Price. Arrows pointing down towards Moss Side, for A Guy Called Gerald, up to Salford for the Happy Mondays… I even marked the Midland, in Didsbury, a pub where a hot and messy house night called MVITA (Manchester Vibes in the Area) took place in one pitch-black room, while the other featured fringed lampshades and elderly couples sipping light ale.

And as Smash Hits‘ resident Mancunian (though I’m actually from Cheshire), I was sent to interview the Stone Roses and Happy Mondays. Both bands were great to talk to: friendly, funny, cheeky, like most people in Manchester. People in London, though, seemed scared of the place, talked about it as though it was really rough, like an English New York ghetto. When I told them that they would love the Haçienda, that it was brilliant, a fantastic club with amazing music and enough space for anyone and everyone to express themselves, they looked at me as though I were mad.

Of course, no one in Manchester cared what London thought. They never have, really. And in the late 80s, when ecstasy and acid house combined to pull in a crowd that finally filled the Haçienda’s vast warehouse space, got the place rocking so hard the sweat dripped off the underside of the balcony and made the walls wet and your head steam when you tipped out into the cool night air, Mancunians were having too much of a good time to notice that everyone else was staring.

Was that scene Madchester? Or was it the bands, the Roses, the Mondays and the rest, alternative rock bands with a loose groove, bass and drums melding in a funk that bridged the gap between white boy indie and the squelchy sounds of acid? What about other local artists, such as 808 State and A Guy Called Gerald, who actually made dance music, off-the-hook tracks such as “Cubik” and “Voodoo Ray” that drove the dancefloor crazy? Were they Madchester artists? Or just artists?

This summer sees the fully reformed Happy Mondays and the Stone Roses play again, the Roses gigs in particular threatening to give chunky men of a certain age a Proustian rush so strong you could mistake it for a heart murmur. This, despite the fact that both bands, even in their prime, were hit-and-miss live. Their inconsistency was part of their brilliance: you never knew quite what you’d get. Still, their albums, listened to in sober retrospect, are fantastic. The Roses’ eponymous 1989 debut is especially amazing, almost perfect: combining groove and guitar, tune and attitude, west coast dreaminess with north-west wit. But the underestimated Happy Mondays, whose outlaw personalities and anecdotes were always given preference over their music, also made some revolutionary sounds, referencing the swaggering madness, the suck-it-and-see of Sly and the Family Stone.

It was a Mondays release, 1989’s Madchester Rave On EP, that gave the scene a label, a hook for the world’s media. As usual, Factory records’ mouth-on-wheels Tony Wilson did his fantastic propaganda thing, going over to a US music conference to inform America that it was behind the times, that Manchester was where it was at, that it had swiped America’s best music from right under its nose, sold it back to them and it hadn’t even noticed. New York noticed Wilson, however, as well as Manchester’s bustling band scene, and Time magazine gave Madchester a front cover.

But, as is often the way, once a scene has a label, it fundamentally changes. The label limits what’s happening, deems some people in and some out, alerts the money-minded to the idea that there’s cash to be made, tells the mainstream that something’s happening that it should know about. And, just like that, the scene is invaded, changes, moves on, eventually dies.

And a scene as downright loopy as the Manchester acid house scene really defied a label. House music caused a sensation elsewhere in the country, of course, but in Manchester it had a focus. Down south, kids were forced to dance in fields; Manchester had a perfect, cool-as, ready-made venue in the Haçienda, owned by a band, New Order, who made one of the era’s best albums, Technique.

It also had a music scene small and healthy enough to foster band ambition, disused industrial warehouse spaces for any after-hours raves (the clubs shut at 2am) and a generation of adventurous kids. Kids who’d travelled around Europe, following football teams, or just because; whose taste in music was already open enough to take in the 13th Floor Elevators; who had their own sense of style, with its own, very particular rules; who ran around setting up parties, labels, bands, merchandising as well as having a laugh. All that, plus natural PR machines such as Tony Wilson, Shaun Ryder and Ian Brown, whose every utterance had journalists cheering.

And journalists were interested, of course, because something was definitely happening. On Fridays and Saturdays, then Wednesdays, when Hot started, there were queues of kids in painters’ jeans and sweatshirts, snaking round the corner from Whitworth Street back towards G-Mex, waiting to be let into the biggest, maddest youth club in the world. Just a few years before, in the mid-to-late 80s, the Haçienda was a different place, so cold you could never take your coat off, so empty you had the whole dancefloor to yourself. It staged gigs by Felt, local fashion shows hosted by Frank Sidebottom. Though we didn’t know it then, the club was waiting, biding its time until the right youth revolution, the right sounds could fill it. Acid house was that music; Madchester was the scene.

‘It was just a load of mad people, heads, faces, in the corner under the balcony. We didn’t really talk, we just didn’t stop dancing all night. The music was amazing.”

I’m talking to actress Jo Hartley of This Is England (and, soon, Ill Manors, Plan B’s new film) fame. She was 17 in 1989 and says that going to the Haçienda genuinely changed her life. “I’d been to nightclubs before, like Scandals, but you had to put on posh clothes and loads of hair lacquer, get yourself up like Anita Dobson, just to sit in a velvet booth and listen to Kylie Minogue.”

Hartley, from Chadderton, near Oldham, was taken to the Haçienda by her then boyfriend, and she couldn’t believe what it was like. Clothes were important, but in a different way (“I remember everyone wearing Levi’s with the red stripe inside”), the music was like nothing she’d ever heard and the madness, the chaos, the bedlam on the dancefloor felt like freedom.

“You could really let go, you connected with a lot of people,” she says. “It was a community that didn’t exist in other clubs. You’d come out and you’d feel amazing. And there were a lot of talented people involved; they just didn’t realise who they were at the time. Some of them are heroin addicts now, some of them are in prison, some are successful. But they were all cool. It changed my life, opened my head to people and possibilities.”

Gary Aspden, now a successful brand consultant working with labels such as Adidas and JD Sports, also credits the Haçienda with changing the way he was headed. Originally from Blackburn, he and some friends hosted parties there on a Saturday night after the Haçienda shut. “Parties for the people by the people,” he says now. They started small and got bigger, ended up in warehouses, but they were never about profit.

He remembers that with one of the first, there was money left over from the door. “So we sent a cheque to pay for 20 kids from Blackamoor special school in Blackburn to get riding lessons. It was in response to criticism from the local newspaper about people profiteering from acid house parties,” he says. “The headmaster of the school tore the cheque up and went in the local press saying, ‘We don’t want their money.’ I guess it was predictable. But still disappointing.”

That community attitude behind the Manchester acid house scene isn’t often remembered. Instead, the cartoon strip goes something like this: a bunch of scallies dressed in their fat uncle’s cast-offs took lots of drugs and danced themselves silly. Then gangsters moved in, Madchester became “Gunchester” and the “one love” vibe died. But, at least initially, there was more to the scene than that. As both Hartley and Aspden remember, it felt like a revolution, like the right people were winning, that everyone was taking their nights out – and so their lives – into their own hands. Both know several people who were into fighting at football who just gave it up; Aspden thinks that the Tories took credit for stopping 1980s hooliganism when in fact it was ecstasy and acid house. “Madchester got them dancing,” he says. “It might even have got some of them hugging, too. But we don’t dwell on that.”

Dave Haslam, Mancunian DJ and writer, sees the influence of Madchester in Manchester today. “Madchester was a chaotic, accidental, spontaneous burst of madness,” he says. “An adventure, that’s what I remember it as. No one controlled it, which meant that gangsters and corporate cowboys saw an opportunity. And once it was labelled, it kind of became about white boy indie bands, which made it more boring than it actually was. But you could say that the labelling had a value, in that it sent out a message that Manchester was being remade and that was a very important thing to say. Because in London, let alone New York and Paris, the view before then was that Manchester was post-industrial, everyone was unemployed, warehouses were lying empty, it was grim…”

The reputation that Madchester gave Manchester – that of a joyful, creative, sociable place of opportunity – has never left the city. Manchester is now all about going out. When I was young, footballers and their wannabeyourgirlfriends wouldn’t dream of going into town: too scruffy and glum. Now, the city centre is packed at weekends, students move there because of the nightlife and just along from where the Haçienda used to be is a line of bars that, as Shaun Ryder once said to me, “have the look of the Haçienda but the attitude of Rotters”.

The city has always boasted a forward-thinking, arts-oriented Labour council. That council, after the Haçienda had to be shut due to gangs muscling in and, especially, after an IRA bomb destroyed much of Manchester city centre in 1996, used the idea of Manchester as a social destination to reinvent the city. Now it has a world-beating arts festival, Manchester international festival, it has the BBC in Salford, it even managed to attract investment into Manchester City Football Club.

Perhaps it’s stretching an argument to say that without Madchester, there would be no Balotelli. Still, the silly, moody, ridiculously talented Italian (loved to pieces by everyone who works at City) wouldn’t fit in another British city. He’d be swallowed by London, squashed by everywhere else. In Manchester, they believe in craziness; they know that great things can come of it. Manchester’s contemporary spirit and excitement emerged from many things. One of which was the gathering together, in the late 80s, of thousands of mad heads, in a parallel universe, a musical playground, a dream of Adidas-shod utopia.

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“Terroristas” em casa

Por Naomi Wolff, activista e defensora da “terceira via” no feminismo.

Na semana passada, apresentei um depoimento de apoio a um processo importante movido pelo repórter Chris Hedges e outros, incluindo Daniel Ellsberg e Noam Chomsky, contra o presidente dos EUA, Barack Obama e o seu secretário de Defesa, Leon Panetta.

O processo visa impedir a implementação da nova e horrenda Lei de Autorização de Defesa Nacional, também conhecida como “Homeland Battlefield Bill”, que Obama aprovou em Dezembro. Como resultado, a “guerra ao terror” do governo dos Estados Unidos bateu-nos à porta: qualquer americano pode agora ser detido indefinidamente, sem acusação ou julgamento, em qualquer lugar, em qualquer momento, para sempre.

Como Hedges escreveu recentemente numa explicação arrepiante da razão pela qual moveu o processo, as frases cruciais da Lei de Autorização de Defesa Nacional são “substancialmente apoiada” “e” forças associadas”. Estas duas frases, argumenta, permitem ao governo expandir a definição de terrorismo para nela incluir grupos que não estiveram envolvidos nos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 e que podiam mesmo nem sequer existir quando os referidos ataques aconteceram. Segundo Hedges, “a lei pode ser usada para deter pessoas que não são membros de organizações terroristas, mas que tenham fornecido, nos termos do projecto de lei, apoio substancial até mesmo a forças associadas”.

Como Hedges aponta, nenhum destes termos está correctamente especificado; nem a lei define o que é um acto de terrorismo, ou quais as actividades daqueles que estão alegadamente “envolvidos em hostilidades contra os Estados Unidos.” Como Hedges refere, “é por isso que, especialmente com a proliferação dos actos de desobediência civil, a Lei de Autorização de Defesa Nacional é tão aterradora.”

Ele tem toda a razão e o seu depoimento explica pormenorizadamente a forma como a Lei de Autorização de Defesa Nacional e legislações semelhantes estão a ser usadas para obstruir as suas investigações e para intimidá-lo pessoalmente. Relata que foi detido por agentes da autoridade norte-americanos enquanto fazia um trabalho de reportagem no exterior e foi informado de que estava numa lista de observação. Hedges também tem consciência, tal como poucos jornalistas americanos têm, de que foi utilizada legislação semelhante para aterrorizar e intimidar jornalistas noutros países.

Hedges, ex-jornalista do The New York Times foi testemunha disso em El Salvador. Mas leis quase idênticas foram utilizadas para impedir a comunicação e a publicação de notícias e para perseguir, intimidar e até mesmo prender jornalistas, na Itália fascista, no início da Alemanha nazi, na ex-União Soviética e nos regimes militares do Chile, Argentina e Equador.

Em 29 de Março, juntei-me aos apoiantes da ação judicial num tribunal de Nova Iorque, para determinar se seria concedida aos queixosos legitimidade para contestar as acções previstas pelo governo. Katherine O’Brien, também jornalista, descreveu a forma como foi intimidada por alguém que se identificou como agente Federal e a cofundadora do movimento Occupy London, Kai Wargalla, conta que num memorando da polícia de Londres os membros do seu grupo eram qualificados como “terroristas”.

O decorrer da audiência foi duro com o interrogatório da Juíza Federal Katherine B. Forrest aos advogados do governo. Pediu-lhes várias vezes que definissem os termos “substancialmente apoiada” e “forças associadas”, mas não obteve resposta, apesar de repetir a pergunta sete ou oito vezes.

Forrest também pediu reiteradamente – pelo menos cinco vezes – garantias de que a Lei de Autorização de Defesa Nacional não iria abranger pessoas nas mesmas condições dos demandantes: jornalistas envolvidos em trabalho de jornalismo e cidadãos envolvidos em protesto pacífico. Novamente, os advogados de Obama e Panetta disseram sempre que não lhe poderiam fornecer tais garantias. No final do mês de Abril, as duas partes irão apresentar novos dados a juíza irá anunciar a próxima etapa do processo, após deliberar sobre a nova matéria.

Agora sabemo-lo através dos próprios advogados do governo dos EUA: esta lei pode colocar em risco os jornalistas, ou pelo menos os advogados recusam-se explicitamente a excluir esta opção para o seu cliente – e, tal como Forrest refere, eles têm “um cliente de peso”.Os termos definidos de forma vaga são uma parte integrante do conjunto de ferramentas totalitário e começam sempre, como observa Hedges, com legislação que subverte o Estado de direito, permitindo o exercício arbitrário do poder. Esses termos ludibriam sempre, no início, jornalistas, editores e editores de jornais com ameaças de que estão colocar em risco “a segurança nacional” ou, através de relatórios que afirmam que eles estão a “apoiar” forças ilegais e funestas.

O meu próprio depoimento está de acordo com o argumento de Hedges de que os jornalistas norte-americanos já estão a modificar o seu comportamento em resposta a tais leis – e aos recentes e assustadores exemplos que têm sido feitos de editores controversos como Julian Assange da WikiLeaks. Descrevo exemplos de histórias que eu própria não explorei, devido à intimidação oficial que essas leis representam: a decisão de não me encontrar em Londres com os prisioneiros libertados de Guantánamo, ou de divulgar uma angariação de fundos para um documentário importante sobre o bombardeamento de civis em Gaza. Houve também uma decisão recente que foi bastante penosa – legalmente inevitável, mas que, como jornalista, me fez sentir desonesta e envergonhada – não concretizar um encontro pessoal proposto com Assange, enquanto este se encontrava em prisão domiciliária perto de Cambridge.

Eu sei que muitos outros jornalistas norte-americanos estão a tomar decisões semelhantes como resultado da Lei de Autorização de Defesa Nacional e espero que se unam a este processo, quer seja através dos seus próprios depoimentos ou enquanto requerentes. Tais leis fazem como que os jornalistas conscienciosos hesitem em fazer o que é correcto do ponto de vista profissional.

Não é apenas o jornalismo norte-americano que sofre quando uma lei como a de Autorização de Defesa Nacional ameaça jornalistas e editores. Com a legislação dos EUA e as reivindicações da autoridade executiva a dar cada vez mais poder aos presidentes dos Estados Unidos para fazer guerras, declarar toda a América como um campo de batalha, assassinar cidadãos americanos e não americanos por todo o mundo, manter presos cidadãos afegãos, iraquianos e paquistaneses indefinidamente, sem acusação ou julgamento e acusar editores australianos de espionagem, o resto do mundo necessita de jornalismo americano destemido e rigoroso. Este é o primeiro passo para responsabilizar os líderes dos EUA à luz da legislação nacional e internacional. Infelizmente, tal responsabilização é necessária agora mais do que nunca.

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Bulls vencem em Nova Iorque

Noite cheia de groove na meca do basquetebol: o Madison Square Garden.

Apesar do óbvio que é o meu sentimento pelos Bulls, confesso que tenho uma admiração muito forte pelos Knicks. Pelo que representa Nova Iorque, pelo cosmopolitismo da cidade, pelo Madison Square Garden como meca do basquetebol norte-americano e pela história que o Franchise apresentou e continua a apresentar.

Spike Lee na primeira fila, a comandar as tropas dos seus Knicks, a prostestar com a arbitragem e a mandar vir com os jogadores adversários. É quase um espectáculo dentro do espectáculo. Para quem viu, Craig Sager, o reporter da TNT com os seus momentos bizarros. O basket em Nova Iorque é uma alegria.

Perante duas equipas históricas da Liga, com dois bons roosters (apesar do posto na tabela classificativa ser uma realidade quase antagónica) estavam os ingredientes reunidos para que existisse um bom espectáculo, o que veio a acontecer.

De um lado os Bulls, ainda com alguns problemas de plantel motivados pelas lesões de Luol Deng e Ric Hamilton. As lesões tem sido uma constante na equipa de Tom Thibodeau, pelo que os Bulls não alinham com as cartas do baralho todas em cima da mesa há 14 jogos consecutivos. Deng, Noah, Rose, Hamilton e Watson tem sido os mais fustigados por lesões neste primeiro terço de época.

Os Bulls vinham de uma série intermitente. Derrota caseira frente a Indiana (a primeira em casa), vitória em New Jersey, derrota em Miami, vitória frente a Washington e derrota em Philadelphia.

As derrotas, todas contra equipas que estão a jogar muito bem e estão a revelar inclusive aspirações aos primeiros lugares da conferência. A derrota em Philadelphia foi copiosa. A derrota em Miami poderia ter sido vitória não fosse o facto de Derrick Rose ter escandalosamente falhado dois lançamentos de lance livre no último minuto, quando até esse momento tinha efectuado 12 em 12.

Derrick Rose tem vindo a assumir mais preponderância na equipa, tendo feito mais de 30 pontos em 4 dos últimos 5 jogos.

Do outro lado uma equipa de Nova Iorque que está a realizar um péssimo campeonato para as suas pretensões e real qualidade e que, consequentemente, começa a ser questionada não só pela comunicação social mas inserida em notícias que dão conta que os seus responsáveis estão a pensar desmantelar a equipa já este ano dado a uma certa insatisfação com o ambiente que se vive no MSG.

A equipa está Melo dependente, é um facto notório e a imprensa tem apontado deficiências no método de treinar de Mike D´Antoni, que para mim é incontestavelmente um dos melhores treinadores da Liga e acima de tudo, um gentleman da competição.

As capacidades de Stoudamire estão a ser postas em causa, algo que o poste está a relativizar com excelentes exibições dentro de campo (ainda ontem mais uma frente aos Bulls), Melo tem dias, Tyson Chandler só agora é que se está a habituar ao estilo de jogo da equipa, Baron Davis e Mike Bibby são inexistentes porque passaram mais tempo no estaleiro do que dentro de campo e Landry Fields\Iwan Schumpert tem sido jogadores muito valiosos dentro da equipa em tempos de vacas magras.

Toney Douglas tem sido aquilo que em Nova Iorque se tem aproximado de base. Baron Davis e Mike Bibby passam mais tempo no banco e na sala de fisioterapia do que em campo. Fields é escasso para Shooting Guard, apesar de ser um jogador tecnicamente muito interessante e um bom triplista.

Stoudamire? Para onde pode ir? Orlando em troca com Howard, sabendo que nessa situação Nova Iorque terá que despachar mais 2 jogadores de qualidade que neste momento não tem dado que Melo, Chandler são inegociáveis, Bibby e Davis ainda agora chegaram e estão sempre lesionados.

Melo? Quem poderia querer Melo Anthony? New Jersey? Não tem capacidade de troca. Boston? Não tem capacidade de troca. Detroit? Não tem capacidade de troca. Memphis? Não tem capacidade de troca a não ser a dupla Gasol\Gay e mesmo assim não estou a ver Nova Iorque a vender melo ou a ver Melo a ir para Memphis. LA Lakers? Dúvido, dada a obecessão por Howard.

Outra pergunta que me ocorre. Não seria melhor, pelo espírito colectivo da equipa ter abdicado da contratação de Melo pela construção de uma equipa à volta de Gallinari e Felton, como está a ser feito e com bons resultados práticos por Denver?

Quanto ao jogo em si:

Jogo extremamente bem disputado, com um período inicial de parada e resposta. Notas para o começo de exibição de Amare Stoudamire e Landry Fields e para a resposta que vinha de Chicago através dos triplos seguidos de Karl Korver. O shooting guard tem alinhado de início e Tom Thibodeau não tem visto gorada a oportunidade que tem dado ao antigo jogador dos Utah Jazz. O catch and shoot do base é um autêntico balão de oxigénio para Chicago de vez em quando. Ora para aliviar desvantagens ora para aumentar vantagens.

Stoudamire no seu melhor desta época. Sou um apreciador das suas qualidades. Não é um jogador tecnicamente perfeito. Mas é atleticamente perfeito. Dá tudo o que tem em campo. Leva tudo e todos à frente, afunda, lança bem ao perto, ao longe e também consegue triplos de vez em quando. E aquele que sido o melhor jogador da última época (LeBron James) acaba por ser um jogador da mesma linha, só que, muito mais portento da natureza que Amare.

No 2º período, um pouco mais de Rose e de Melo. Melo acabaria com 26 pontos e 6 ressaltos. Rose seria novamente o homem-chave de Chicago com incríveis 32 pontos e 13 assistências. Rose contribuiu para 63 dos 108 pontos da equipa.

Ao intervalo, os Bulls lideram por 55-44.

Na 2ª parte, os Knicks aproximaram-se gradualmente do marcador, graças aos pontos de Melo e Stoudamire, acabando mesmo no último período por encostar os Bulls a sucessivos empates e vantagens inferiores a 4 pontos.

Do lado dos Bulls, realce para as exibições de:

Carlos Boozer – Não se deu por ele em campo na maioria do tempo, mas o seu lançamento em fuga à rectaguarda voltou a dar resultados com 16 pontos e 9 ressaltos.

Joakim Noah – Mais um good-day at the office com 10 pontos e 9 ressaltos. Três combinações base-poste com Rose foram deliciosas. Teve dificuldades em defender Stoudamire.

CJ Watson – Um bom 2º período com 10 pontos de rajada.

Karl Korver – Catch and shoot. 16 pontos. 3 triplos e outros que mais de 2 pontos.

Jimmy Butler – Perante as ausências, o rookie de Chicago deu o seu contributo como pode. Defendeu Melo e pode-se dizer que o secou no 4º período. Fez 7 pontinhos bem preciosos. Está a crescer.

Em Nova Iorque, exceptuando Melo e Stoudamire:

Tyson Chandler – Apagado q.b. Ainda está à procura do melhor ritmo dentro da equipa. 9 pontos e 8 ressaltos.

Landry Fields – Alguns triplos e outras boas incursões para o cesto. É o melhor da rectaguarda dos Knicks na ausência de Davis e Bibby.

Iwan Schumpert – Perante as ausências têm que fazer frete de point guard quando é shooting guard\shooting forward. É um atirador puro. as na falta de melhor e na existência de Toney Douglas…

Passando para outras análises:

Estão lançadas as bases para o All-Star Game\All-Star Weekend.

O publico, entre os quais eu e a maralha da Liga PT da ESPN Fantasy League, fomos alguns dos milhões de amantes da NBA que votámos no 5 base que a equipa da Conferência Oeste e a equipa da Conferência Este irão alinhar dia 26 em Orlando.

Eu confesso que votei algo como: Rose, Wade, James, Bosh, Howard no Este e Nash, Westbrook, Durant, Bryant e Kevin Love no Oeste.

No entanto os escolhidos pelos votantes foram: Rose, Wade, James, Carmelo Anthony e Dwight Howard no Este e Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, Blake Griffin e Andrew Bynum.

Os suplentes serão escolhidos pelos treinadores nas próximas semanas sendo que do Este os 7 suplentes oscilarão entre Rajon Rondo, David West, Kevin Garnett, Ray Allen, Paul Pierce, Greg Munroe, Deron Williams, John Wall (talvez jogue nos rookie vs sophomores) André Iguodala, Elton Brand, Amare Stoudamire, Tyson Chandler, Carlos Boozer, Luol Deng, Kyrie Irving (rookies vs sophomores infelizmente) Chris Bosh, Danny Granger, Joe Johnson e Josh Smith.

Aposto em 7 suplentes como Rondo, West, Pierce, Williams, Stoudamire, Deng e Joe Johnson.

No Oeste, os suplentes poderão ser Westbrook, Felton, Gallinari, Ginobili (se recuperar) Duncan, Tony Parker, Nowitzky, Kidd, Carter, Gasol, Marc Gasol, Rudy Gay, Nenê, Kevin Martin, Monta Ellis, Steve Nash, Ricky Rubio (também alinhará no rookies vs sophomores)

Aposto em 7 suplentes como Westbrook, Raymond Felton, Tony Parker (dúvido que Ginobili recupere) Dirk Nowitzsky, Marc Gasol, Rudy Gay e Steve Nash.

 

Quanto a outras equipas da Liga:

Philadelphia – Não deixam de surpreender pelo actual 3º lugar da Liga. Iguodala está a jogar bem como sempre, Brand nem por isso.

Indiana – Continuam bastante coesos. Prova disso foi a vitória em Chicago num destes dias. Continuo a dizer que a entrada de David West fez muito bem à equipa.

Milwaukee – Michael Redd saiu e a equipa melhor muito. Não só ao nível de jogo mas ao nível de resultados. Drew Gooden tem alinhado bastante bem nos últimos jogos. Brandon Jennings está a liderar a equipa a todo o vapor com 20.8 pontos de média em 21 jogos. Andrew Bogut está novamente lesionado, numa fase em que estava claramente a subir de rendimento.Estão em 8º na conferência, lutando pela última vaga dos playoffs com Cleveland, Nova Iorque, New Jersey e Toronto. Mas cuidado, os Knicks não irão ficar com score negativo até ao final da época creio.

Oklahoma City Thunder – Melhor record da Liga até agora com 17-4. 81% de vitórias. Merecem todo o sucesso por aquilo que fazem em campo.

Denver – 2º lugar. O mesmo me ocorre dizer sobre os Nuggets na proporção do que disse sobre Oklahoma.

San Antonio – Mesmo sem Ginobili a coisa tá-se a endireitar. Tony Parker tem acrescido de rendimento nos últimos jogos. Falta banco aos Spurs.

Dallas – O mesmo de Spurs. Lamar Odom mais entrosado. Vince Carter explodiu e está a ter uma 2ª vida em Detroit. Kidd lesionado, não existe um 2º base na equipa com a saída de Barea. Mesmo assim a equipa de Mark Cuban já saiu dos lugares dos aflitos rumo a uma época regular que se convém nos 4 primeiros.

LA Lakers – Com Bynum tudo melhor. Gasol continua híbrido: ou faz exibições de alto gabarito ou faz exibições muito vazias.

Utah – Continua a receita: trabalho, garra. Vamos ver se a falta de vedetismo na equipa não se reflecte nas horas importantes em que alguém tenha que assumir jogo.

Memphis – Quem tem boca vai a Roma. Pela boca de muitos, Memphis já tinham ído a Tóquio. Cuidado, Gasol e Gay não chegam e os playoffs ainda são uma miragem.

Houston – Agradável surpresa. Poderão tentar algo bonito.

Minnesota – Decepção para já. Pode ser que o regresso de Michael Beasley dê algumas alegrias a esta equipa.

Golden State – Muito bonito em casa. E fora?

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tralha fraca

No dia em que o Libération publica um artigo em que afirma que o Governo Francês fez de tudo para manter Dominic Strauss-Kahn preso em Nova Iorque devido ao escândalo sexual em que foi envolvido com a camareira Nafissatou Diallo, não deixo de observar uma declaração de Strauss-Kahn em este afirma que foi “carne fraca” por se ter envolvido com consentimento mútuo com Diallo e assim ter aniquilado qualquer hipótese de avançar contra Sarkozy nas próximas presidenciais Francesas.

Não podia discordar mais da afirmação do antigo director do FMI.

Não foi “carne fraca” porque Diallo, como se pode constatar até era bem cheinha e já que estamos numa de diminuitivos “bem feinha”. Foi sim uma tara sexual (taras e manias, como cantava o nosso glorioso Marco Paulo) por uma autêntica “tralha fraca” ou como quem diz suavemente por um “estafermo africano” (sim, porque existem mulheres africanas que são bonitas, o que não era o caso de Diallo).

Moral da história: nunca te envolvas com uma empregada de hotel Africana porque ela vai arruinar-te a vida.

P.S: Este blog desmarca-se de qualquer conotação racista nos conteúdos deste post. Quem me conhece até sabe bem que o meu artista favorito é o Bonga.

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Quase lendária

A partida de ontem que colocou frente-a-frente na final do US Open Rafael Nadal e Novak Djokovic, foi na minha opinião uma partida quase-lendária.

Só não considero a partida lendária, porque não foi discutida naquele 5º set em que o vencedor terá obrigatoriamente que ganhar o set por dois jogos de serviço de diferença. De resto, o facto de ser uma partida considerada como quase-lendária assenta muito bem ao grande espectáculo que assistimos durante pouco mais de 4 horas. Deliciosa foi por exemplo aquela troca de bolas entre os atletas com o público do Arthur Ashe Stadium completamente de pé em rendição absoluta ao bom ténis dos jogadores.

Rafael Nadal e Novak Djokovic são indiscutivelmente (creio que ainda em conjunto com Roger Federer) as 3 grandes lendas vivas do ténis actual. Na final de ontem, tanto o sérvio como o espanhol deram tudo o que puderam e o que não puderam para vencer a partida, e eu, dei por mim no 3º set a reparar em três acontecimentos que nunca tinha visto nos últimos anos em escala tão redonda: 1. Nadal acaba o 3º set com a camisola completamente colada ao corpo 2. Nadal joga o 4º set em claras limitações físicas, depois da violência de jogo que levou de Djokovic durante toda a partida. 3. Novak Djokovic perdeu o 3º set mas não quebrou psicologicamente e apareceu ainda mais forte no 4º. Isso constitui-se de facto como uma evolução enorme do ténis do sérvio.

Prevaleceu o maior ténis (actual) do Sérvio, que assim leva para casa o seu 6º título do Grand Slam da carreira e o 3º este ano. Roger Federer ainda pode dormir descansado. Muito dificilmente arriscam bater o seu record de vitórias.

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Paredes de Coura (5)

Atlas, Mirrored, Tonto,  um baterista de grande classe, espelhos, uma variedade interessante de instrumentos e muita, muita entrega em palco.

São as short-keys do concerto dos Battles.

1. Atlas. O mais divertido tema dos Battles foi o último tema a ser tocado. Sem grandes euforias, fez abanar a cabeça às centenas pessoas que se espalhavam na relva da praia fluvial do tabuão à espera de outros nomes mais aguardados na npite de festival em questão como Deerhunter, Kings of Convenience, Marina and the Diamonds e Metronomy, estes últimos a actuar no palco after-hours.

2. Mirrored e os espelhos. O álbum dos Battles, datado de 2007, é de uma qualidade assombrosa. Em concerto (como já tinha visto com Legendary Tigerman) o quarteto nova-iorquino (em Coura apresentou-se apenas como trio) constituído por Ian Williams, John Stanier, Dave Konopka e Tyiondai Braxton optou pela utilização de um grande espelho com projecção de imagem onde apareceram “in-loco” as colaborações vocais que a banda utilizou na sua obra.

3. Um baterista de imensa qualidade. Agradeço a info que o Pedro Nora me deu, algumas horas depois do concerto. John Stanier tem um talento incrível. Daí que já tenha sido baterista dos Helmet e ainda seja membro dos Tomahawk, um dos muitos projectos de Mike Patton (Faith No More). Banda que já chegou no passado a actuar algumas vezes entre nós.

4. Uma variedade de instrumentos muito grande e muita entrega em palco. Conhecia o trabalho de estúdio dos Battles. Com o concerto em Coura fiquei absolutamente fã desta banda nova-iorquina. Daí que espere que com alguma ansiedade o próximo trabalho.

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É esta a corja que nos instala mais austeridade


Já não lhe bastava o epíteto do “Francês que usou a crise para salvar o Fundo Monetário Internacional”.

Dominic Strauss-Kahn foi hoje preso em Nova Iorque, horas depois de uma empregada de hotel ter apresentado queixa contra o Director do Fundo por violação e agressão sexual.

Strauss-Kahn era apontado em França como o principal candidato da oposição a Nicolás Sarkozy. O director do FMI já é reincidente neste tipo de acusações.

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ONU aprova uso de força contra Khadafi

O Conselho de Segurança ONU deu luz verde ao uso da força contra Mohammar Khadafi.

Em reunião em Nova Iorque, o CS aprovou o uso da força militar para defender cidadãos dos possíveis ataques das tropas do ditador, negando porém a possibilidade de ocupar o território Líbio.

A delegação Portuguesa no Conselho de Segurança votou a favor no medida, ao mesmo tempo que o Ministro Luis Amado voltou a reafirmar as mesmas palavras que havia proferido há 2 semanas atrás ao emissário que o ditador líbio enviou a Portugal: “o regime de Khadafi acabou para a comunidade internacional”

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Vamos ver o que sai daqui

O embaixador Português na ONU José Moraes Cabral assume na próxima terça-feira a presidência do Comité de Sanções contra a Líbia.

Pela amizade que o Governo (Socialista) Português nutre por Mohammar Kadafy, é caso para dizer que esta nomeação é uma das (deliciosas) ironias da vida!

A esta hora, Luis Amado deve estar em polvorosa! Virar o feitiço contra o feiticeiro torna-se (de facto) algo obrigatório, se bem, que continua a ser permitido (ao Governo Português) efectuar jogadas de bastidores em prol do ditador Líbio. Se eles existem (porque realmente existem!) existem para estas situações!

Há uns dias atrás, critiquei (positivamente) a Dra. Ana Gomes neste blog pelo post do Causa Nossa em que a Dra. apontava um conjunto de soluções que deveriam ser tomadas pela delegação Portuguesa no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o regime de Kadafy.

Agora Dra. é que vamos ver de que massa é feita a diplomacia Portuguesa…

Será que esta assume  a isenção que lhe é pedida pelas Nações Unidas num caso concreto em que o país em causa é um parceiro comercial do país do qual é cidadão o presidente do Comité de Sanções e cujas relações é sabido que são intensas e recheadas de viagens, férias, jantaradas e dialécticas tu-cá-tu-lá-monta-aí-a-tenda-no-forte-de-São-Julião-da-Barra-Porreiro-pá! ou se o Dr. José Moraes Cabral cede a pressões vindas da jogada de bastidores, que bem sabemos, vão existir. Porque, de facto, existem para ironias da vida como estas!

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Rikers Island

Este vídeo é a 1ª parte de um documentário feito pela NBC para a mais perigosa prisão de Alta-Segurança do Estado de Nova Iorque. Clicando no vídeo, poderão ver as outras 4 partes da prisão que poderá ser o destino de Renato Seabra caso amanhã seja condenado pela Justiça Norte-Americana a prisão perpétua.

Rikers Island é uma prisão de Alta-Segurança, conhecida por ser bastante frequentada por gangsters de várias etnias e pelos ajustes de contas que as próprias “famílias do crime” fazem dentro da prisão. É uma das prisões mais sangrentas dos Estados Unidos, motivo que levou por exemplo que certos detidos apenas tenham direito a sair 1 hora por dia da sua cela.

O julgamento do assassino de Carlos Castro é já amanhã. A defesa do jovem Português pretende que ele se dê como inocente mesmo após as confissões que o jovem fez à Polícia nos dias que se seguiram ao crime. As fontes de comunicação social dizem que o advogado de Renato Seabra deverá tentar efectuar uma defesa baseada na insanidade do jovem no momento do crime.

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Carlos Castro direito ao esgoto

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ín SIC Online

Carlos Castro desejava em vida morrer em Nova Iorque, ser cremado em Nova Iorque e lançado “em cinzas” ao Rio Hudson. A ironia do destino da sua vida haveria de lhe dar o desejo de morrer na cidade que nunca dorme.

Ontem, as suas irmãs e o seu amigo Claudio Montez cumpriram-lhe o desejo. Depois de uma missa, uma limosine transportou as cinzas do cronista até Times Square onde (mesmo perante a probição relativa ao efeito no Estado de Nova Iorque) acabaria por ser depositado através de um respiradouro do metropolitano Nova-Iorquino, perto da Broadway.

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Baboseira do dia

via: Da Literatura

A baboseira do dia pertence a Guilherme Melo, amigo do falecido Carlos Castro, acerca de Renato Seabra:” esta era uma relação sexualmente consumada. Ele era ambicioso, mandava mensagens ao Carlos, eu vi algumas… […] Sei que esta viagem a Nova Iorque foi desastrosa, nos últimos dias as coisas não estavam bem entre eles. Havia discussões. O Renato terá confessado que matou para libertar os demónios, os vírus. Para libertar o pecado. Ele foi acólito durante uma série de anos em Cantanhede. Deveria ter a cabeça cheia de ideias sobre o pecado.” – Jornal Público

Que se faça justiça entendemos. Que se façam juízos de valor descabidos sobre alguém que não conhecemos, não só não entendemos como não toleramos. A ignorância perdoamos, a estupidez e o tom moralista descabido não…

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Meras suposições

Ainda sobre o caso que marca a vida social do país.

A imprensa tem avançado nos últimos dois dias com todo um conjunto de teses sobre os motivos que levaram Renato Seabra a assassinar Carlos Castro e a mutilar-lhe ó orgão genital.

Os adivinhos da vida alheia avançam com diversas teses, nenhuma delas ainda esclarecida pelo assassino que ainda se encontra a ser interrogado pela polícia Norte-Americana e que já confessou o crime. Vamos ao campo das hipoteses:

Hipótese A: Renato Seabra assassinou Carlos Castro por motivos passionais. Relatos do hotel confirmam discussões constantes entre os dois nos dias que antecederam o crime. Renato Seabra pode ter sentido uma enorme perda de lucidez ou pode ter deliberadamente assassinado o cronista passionalmente.
A mãe do assassino relatou às televisões que o jovem não era homossexual e que muito menos namorava com Carlos Castro.

Hipótese B: Renato Seabra e Carlos Castro “aparentavam um namoro de fachada” que escondia por detrás interesses por parte do jovem com base numa possibilidade de trabalho no mundo da moda, onde Carlos Castro “afirmava ter uma enorme influência na construção de carreiras”. Boatos lançaram a ideia que a ida a Nova Iorque era só um pretexto para Castro lançar Seabra num novo projecto, logo, na tarde do crime algo se terá passado entre os dois que levou o jovem a sentir-se traído na sua confiança e pressionado a assumir uma relação com o cronista em troca de favores profissionais, o que pode ter levado o jovem ao desespero e a um desejo súbito de vingança.

Hipótese C: A Hipótese da violação. Rumores confirmam que Renato Seabra terá ligado a um amigofamiliar no dia anterior ao crime, relatando que a comida tinha um sabor esquisito. Pistas podem levar à conclusão que Carlos Castro poderia ter sedado Renato Seabra e abusado sexualmente dele, o que pode ter levado o jovem a assassinar o cronista e a mutilar-lhe o órgão sexual.
Académicos da área da psicologia e da psiquiatria afirmaram publicamente que a mutilação do pénis de Carlos Castro pode significar a tentativa ou concretização de abuso sexual não-consentido por parte de Carlos Castro sobre o jovem.

São meras hipóteses que escondem por detrás uma verdade (ou várias verdades) às quais só Renato Seabra poderá desvendar ao grande público.
Uma coisa tenho por certa: é nítido que o jovem buscava fama e dinheiro através da esfera de influências de Carlos Castro. Se era homossexual ou não, não nos cabe a nós julgar. A sociedade está desejosa de saber o que aconteceu naquele quarto de hotel. Talvez nunca saberemos. Renato Seabra poderá apenas confessar o crime e ser julgado com base na assumpção de culpa, sem alegar portanto, motivos que poderão estar por detrás do desfecho trágico que vitimou o cronista social Carlos Castro.

Outra coisa tenho como certa: para um jovem de 21 anos ter assassinado outra pessoa, algo de grave se passou. Aos 21 anos só algo que possa ferir de forma traumática o livre desenrolar e funcionamento da psique humana pode levar um jovem a arruinar a sua própria vida à semelhança daquilo que Renato Seabra fez. E da justiça, não se livra!



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Carlos Castro (1945-2010)

Carlos Castro sempre me passou ao lado… Do panorama social Português, não era uma figura que merecesse a minha atenção visto que fazia profissão de áreas temáticas que me passam completamente ao lado.

No entanto, fiquei chocado com as notícias que chegaram hoje de Nova Iorque. Carlos Castro foi vítima de um horrendo homícidio cometido por um jovem estudante da Universidade de Coimbra chamado Renato Seabra. Os motivos, só Renato Seabra saberá…

Tudo isto gerou um pensamento que já me acompanha desde que uma vez li um estudo elaborado por investigadores da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra que afirmava que 3 em cada 10 estudantes da UC sofriam de problemas de ordem psiquiátrica. Cada vez mais creio que começa a ser necessário que esses estudos incentivem as instituições de ensino a criar redes de apoio aos alunos nesses dias.

Actualmente, a UC dispõe de duas redes de atendimento médico-psiquiátrico: a dos serviços médicos dos SASUC e uma numa estrita colaboração com os Hospitais da Universidade de Coimbra. Serviços que são gratuitos para a comunidade estudantil. Admito aqui que sou utente de uma dessas redes.

Tomando este exemplo, torna-se necessário que a própria instituição comece a fomentar de vez a utilização desses serviços que na actualidade grande parte da comunidade estudantil desconhecer existir. Os maus hábitos de sono, de alimentação, de stress na época de exames, os problemas sócio-económicos, familiares e afectivos fazem com que hajam muitos estudantes com graves desordens do foro psiquiátrico mas que acabem por não procurar ajuda para a solução dos seus problemas nestes serviços por falta de conhecimento de existência e localização dos mesmos.

Auto-intitulo este post de “Carlos Castro (1945-2010). Sobre Carlos Castro pouco sabia e pouco quis conhecer. Todavia, o crime choca-nos a todos. Não poderemos desculpar Renato Seabra pelo crime que cometeu. Se o cometeu, terá que pagar as consequências dos seus actos como manda a lei. Aos 21 anos tinha uma vida inteira pela frente. Aos 21 anos pode ficar com a vida toda estragada. Já não sei bem o que dizer. Espero porém, que ainda o possam voltar a integrar na sociedade. Não sei bem o que dizer…

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