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Breve resumo e comentário à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Grupo A

Festa Napolitana no El Madrigal.

O Nápoles, no ano de regresso à maior competição do futebol europeu, deslumbrou e conseguiu ontem o merecido apuramento para os oitavos-de-final depois de bater o Villareal por 2-0 no El Madrigal.

Depois da vitória no San Paolo frente ao Manchester City no jogo referente à 5ª jornada, bastava à turma comandada por Valter Mazzarri vencer o seu jogo, indiferentemente daquilo que se pudesse passar no City of Manchester. O calendário não podia ter saído de melhor forma aos Italianos. O Villareal apareceu na última jornada como um “triste” último: em má-forma tanto a nível europeu como a nível interno, com problemas de balneário por resolver (Rossi quer voltar a jogar em Itália; Nilmar está para ser vendido para o Brasil; suspeitam-se ordenados em atraso na equipa) e sem qualquer ponto conquistado nos embates contra os italianos, Bayern e City.

Gokhan Inler (na imagem) haveria de abrir o marcador para os napolitanos aos 65 minutos e Marek Hamsik haveria de fechar a contagem 10 minutos depois.

No City of Manchester, os novos milionários do futebol europeu ficaram pelo caminho. O dinheiro pode ajudar à obtenção de resultados, mas felizmente não os compra, ou, se alguma vez os comprou a nível europeu (caso do Marselha) esses clubes foram automaticamente punidos com a perda dos títulos.

O City precisava de bater o Bayern e esperar que no El Madrid o Villareal despertasse da sonolência que se tinha verificado até então.

Num jogo bem disputado, os homens de Mancini cumpriram a sua obrigação perante um Bayern em que Jupp Heynckes aproveitou para poupar alguns dos jogadores mais utilizados e colocar em campo aqueles que têm jogado menos tempo na equipa. Casos de Nils Petersen (reforço que chegou no verão ao Allianz-Arena vindo do Borussia de Moenchagladbach) Ivica Olic, Daniel Pranjic, Takashi Usami (na 2ª parte) Diego Contento, Luis Gustavo e Anatolyi Timoschuk.

O City venceu por 2-0 com golos de Silva aos 36″ e Yaya Touré na 2ª parte.

Contas do grupo terminadas, o Bayern venceu o grupo com 13 pontos, contra os 11 do Napoles, os 10 do City e nenhum do Villareal.

Passo às observações:

1. Num grupo em que se previa uma luta feroz entre as quatro equipas, tivemos um City que não confirmou o seu estatuto de favorito à passagem e o Villareal que se apresentou nos 6 jogos desta fase de grupos como um colectivo muito distante do potencial que a equipa tinha demonstrado nos últimos 7 anos na competição.

2. Como momentos chave  deste grupo destaco:

2.1 – O empate do Nápoles na 1ª jornada no City of Manchester e obviamente a vitória no San Paolo e o empate caseiro frente ao Bayern de Munique.

A equipa Napolitana, tomando em conta o facto de ter um potencial ligeiramente diminuído em relação ao “arsenal bélico” que o City é detentor, sempre denotou uma postura incrível tanto nos jogos contra os Ingleses como nos jogos contra os Alemães do Bayern. O Napoles é uma equipa muito madura, recheada de talentos e com um espírito de luta e sacríficio que é ímpar no futebol italiano. Jogadores como Cavani, Hamsik, Maggio, Inler, Aronica e Lavezzi voltaram a demonstrar que merecem jogar em equipas que tenham mais objectivos do que aqueles que tem o Nápoles neste momento. Mas, como outsiders que irão ser nos oitavos-de-final, arriscam-se (caso voltem a manter o elevado nível de resultados) a ser um enorme quebra cabeça para quem se atravessar no caminho e, efectivamente, creio que o Nápoles tem mais que condições para se bater com qualquer um dos vencedores de grupo e conseguir ir longe na prova.

2.2 – O empate caseiro do City frente ao Nápoles, a derrota no San Paolo e o empate em Munique. Esperava-se mais deste City. O grupo era complicado e a bom da verdade o City conseguiu 10 pontos, algo que em circunstãncias normais garante o apuramento para a fase final da prova. Roberto Mancini não está de parabéns mas também não poderá ser criticado. A equipa peca por ter mostrado muito pouca ambição no jogo decisivo em Nápoles. Ao contrário do que tem vindo a fazer a nível interno (muito caudal de jogo ofensivo, quase sempre bem jogador e com uma eficácia brutalissima) na Champions o City jogou muito, atacou muito mas nem sempre conseguiu o efeito desejado: marcar golos. Acabou eliminado e poderá lutar por um lugar ao sol na fase final da Liga Europa.

2.3 – O Bayern cumpriu. Num grupo difícil, apenas perdeu o jogo em que já estava apurado. Heynckes está de parabéns. Passar 5 jogos sem conhecer o sabor da derrota num grupo com Villareal, City e Nápoles é um feito gigantesco.

3 – Esta champions marca o fim do Villareal como o conhecemos. O submarino amarelo está a ser literalmente desmantelado depois de anos e anos a gastar mais que as suas possibilidades. No verão tinham saído Capdevilla e Cazorla e já na altura se dizia na comunicação social que o clube atravessava problemas enormes. Agora serão Rossi e Nilmar os nomes que poderão abandonar o clube dos arredores de Valência. Um já afirmou que gostava de representar a Juventus a partir de Janeiro, o outro poderá estar a caminho do São Paulo. Internamente, o Villareal já não está em condições de lutar pelos lugares uefeiros. Esta época está a prová-lo, visto que nas primeiras 14 jornadas da competição o Villareal ocupa o modestissimo 15º lugar com 14 pontos.

Grupo B

Seydou Doumbia continua a ser o bombardeiro de serviço do CSKA. Em Milão, o Costa Marfinense que o CSKA contratou em 2010 por 12 milhões de euros ao Young Boys da Suiça, já pagou o investimento ao marcar o golo decisivo dos russos contra o Inter em Giuseppe Meazza que deu a qualificação ao emblema do exército Russo.

O Inter vai de mal a pior. Já não basta a fraca prestação a nível interno. Na Liga dos campeões é certo que venceu o grupo, mas venceu-o de forma algo rastejante quando nada o previa.  Com Lille, Trabzonspor e CSKA os “Interistas” apenas somaram 10 pontos e sentiram enormes dificuldades para os obter.

No jogo de ontem, Claudio Ranieri, optou por colocar em campo uma equipa alternativa, dado a qualificação confirmada do clube para a próxima fase da competição na 5ª jornada. Assim sendo, optou por dar mais ritmo competitivo a jovens como Obi, Phillipe Coutinho, Marco Faraoni e Luca Caldirola e Andrea Rannochia.

Tal efeito pagou-se caro: o CSKA precisava de vencer para alimentar o sonho da qualificação e fez pela vida para o conseguir. Seydou Doumbia aos 50″ e Vasili Berezutski aos 86 garantiram a qualificação para os Russos. Cambiasso marcou o único tento dos milaneses.

No outro jogo do grupo, Lille e Trabzonspor anularam com um empate ambas as hipóteses de qualificação, perfilando o resultado que interessava ao CSKA.

O Lille foi obviamente a equipa que mais tentou fazer pela vida. A jogar em casa, rematou por 14 vezes e teve domínio na posse de bola (62% contra 38%). Mas tal não foi suficiente para marcar um único golo e a defesa até compensou aos turcos: asseguraram o 3º lugar e irão jogar a Liga Europa.

Observações:

1. Como já referi, o Inter teve muitas dificuldades nesta fase de grupos. Rosto visivel de uma equipa onde paira uma enorme indefinição quanto ao presente. A direcção milanesa está a estudar hipóteses a curto prazo. A questão coloca-se apenas no sentido das decisões que se possam tomar: vender os jogadores mais velhos e capitalizar de forma a renovar o ciclo no clube com a entrada de jovens jogadores já em Janeiro que possam desenvolver as suas capacidades na 2ª metade da época tendo em conta a formação de uma equipa mais competitiva na próxima época ou inserir os jovens jogadores que o clube detem (Obi, Crisetig, Coutinho, Faraoni, Caldirola, Alvarez, Zarate, Nagatomo) e apostar que estes se insiram esporadicamente na equipa sob o olhar atento de experientes como Samuel, Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Forlan ou Milito? Em Janeiro teremos resposta a esta longa pergunta.

É certo que estes velhos jogadores já não acrescentam mais valia à equipa do que o passar da sua experiência. Alguns deles, estão inclusivamente “parados no tempo” desde que o furacão Mourinho abandonou o Giuseppe Meazza. Se por um lado podem dar a sua experiência aos  mais jovens, por outro, a sua venda (Cambiasso, Chivu, Thiago Motta, Muntari, Forlán, Milito, Maicon, Sneijder ainda são activos muito atractivos a outros clubes europeus) poderá garantir ao clube o capital que necessita para renovar o ciclo do seu plantel com outros jogadores.Outros como Stankovic, Zanetti, Lucio e Samuel são jogadores cujo valor de mercado é actualmente nulo e nem interessa ao clube que saiam tão cedo visto que são enormes mais-valias nesse passar de testemunho à nova geração de jogadores como Obi, Alvarez, Crisetig, Poli, Luc Castaignos, Coutinho, Jonathan e Faraoni.

Creio que acima de tudo, o Inter quererá construir o seu núcleo duro para o futuro em alguns jogadores como Sneijder, Zarate, Pazzini, Obi, Ricky Alvarez, Rannochia e com os jovens que referi no último parágrafo, se bem que o Holandês está cada vez mais longe de permanecer no clube italiano. Para isso, Moratti e seus pares deveriam tomar decisões já em Janeiro, vendendo alguns activos de forma a contratar outros que possam adaptar-se ao clube e formar uma equipa coesa para a próxima época. É certo que em Fevereiro ainda haverá uma Champions para jogar. Mas se pensam que o Inter pode ir longe, creio que tais aspirações são mito.

2. Lille – Esperava-se claramente mais deste Lille. Para campeão Francês em título e com jogadores com a craveira de Eden Hazard, Pedretti, Mavuba, Obraniak, Joe Cole e Pape Sow, esperava-se um rendimento mais aceitável do Lille nesta fase de grupos. Acaba por sair pela porta do cavalo na competição e Hazard torna-se um jogador muito apetecível para os tubarões do futebol europeu atacar já em Janeiro visto que poderá jogar em qualquer competição dessa data em diante. O Manchester United, mesmo apesar da eliminação poderá já estar a fazer contas à vida para saber quanto irá pagar pelo passe do internacional Belga para colmatar uma posição onde este se irá encaixar na perfeição.

3. Seydou Doumbia e Alan Dzagoev – Duas promessas confirmadas do futebol. Não faltará muito para que o CSKA tenha propostas milionárias para arrebatar o que de melhor tem os russos neste momento para oferecer à grande europa do futebol.

4. Resultados que marcam este grupo:

4.1 – A derrota do Inter contra o Trabzonspor em Giuseppe Meazza na 1ª jornada por 1-0 e a consequente vitória na Russia frente ao CSKA por 3-2 num jogo muito sofrido em que Zarate saltou do banco para resolver. Dois resultados inesperados, sendo que o resultado na Rússia acabou por ser decisivo para os milaneses.

4.2 – O empate do CSKA em Trabzon a 0 bolas.

4.3 – A vitória do Lille na Rússia por 2-o ainda deu algum alento aos franceses mas a última jornada traria um empate bastante injusto contra os Turcos do Trabzonspor e consequente eliminação das provas europeias.

Grupo C

Dos valiosos pés de Nico Gaitán surgiu a magia que culminaria no golo de Cardozo e na vitória q.b do Benfica num grupo onde teve uma participação excepcional.

O jogo contra o Otelul Galati serviu efectivamente para isso: arrecadar mais 800 mil euros e confirmar a passagem aos oitavos-de-final na 1ª posição. Dentro de campo, continua a notar-se a diferença do nível exibicional do Benfica sem e com Pablo Aimar. Perdoem-me os Benfiquistas mas tenho que fazer uma ressalva: mesmo com Gaitán em grande forma, sem Pablo Aimar, o Benfica não tem metade do poderio ofensivo.

É ele que distribui jogo, é ele que encontra os espaços onde eles parecem não existir, é ele que fura as defesas quando estas se fecham no seu meio-campo, é ele que joga e faz jogar toda a equipa encarnada. Daí que seja notório que todos os maus resultados do Benfica nesta temporada se dêem quando o Argentino não se encontra dentro das quatro linhas.

O Otelul Galati acabou por ser o “isco fácil” que a UEFA lançou no meio dos tubarões de um grupo onde se previa que o Manchester alcançasse “de cadeirinha” a vitória, o que não veio nem por sombras a acontecer.

De potencial muito limitado, a equipa orientada por Dorinel Munteanu não tem arcaboiço para disputar esta competição e creio que não a disputará tão cedo no futuro.

Em futebol de alta competição, os erros pagam-se caros. Que o diga Alex Ferguson. Esta partida de St Jakob´s Park não foi mais de que o culminar de uma atitude errónea da turma de Manchester na prova e a vitória do querer, do sonho e do saber estar e jogar dos jovens jogadores suiços.

As palavras de Sir. Alex Ferguson na flash-interview que se seguiu à partida resumem efectivamente o que passou com o clube nos 6 jogos desta fase: “Of course we’re disappointed. The last few years have been outstanding and it’s a loss because it’s the best tournament in the world. It’s a marvellous competition. Losing the early goal was a big blow. When you’re away from home and 1-0 down you have a job to do and we didn’t take our chances. It’s big blow for us.”

Passo imediatamente para as observações do grupo:

Sobre o Benfica pouco há a dizer. O Benfica vence o grupo justamente porque foi a melhor equipa nos 6 jogos desta fase de grupos. Alcançou dois empates contra o United, sendo que em ambos os dois empates poderiam ser perfeitamente duas vitórias.

O Basileia é uma enorme surpresa. Em Old-Trafford já tinha dado o ar de sua graça ao colocar em sentido a equipa de Sir. Alex Ferguson. Contra o Benfica, pode-se dizer que a equipa suiça vendeu cara a derrota contra a equipa de Jorge Jesus. Na última jornada, fez das tripas coração e derrotou com classe o Manchester United, eliminando o campeão Inglês da prova.

Este sucesso do Basileia não é propriamente algo que tenha surgido ao acaso. O Basileia é uma equipa que comporta no seu plantel um mix de jovens e experientes jogadores. Pena é apenas que estes jovens jogadores não consigam evoluir muito mais para o clube no futuro pois decerto que serão vendidos no final da época. Falo de Steinhofer, Park Joo Ho, David Abraham, Alexander Dragovic, Cabral, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valentin Stocker, Jacques Zoua e Fabian Frei. O casamento desta emergente geração de talentos da formação do clube e do futebol suiço casou muito bem com jogadores consagrados como Alexander Frei, Marco Streller ou o veteraníssimo Scott Chipperfield. E deste casamento sai um apuramento que é histórico para o clube.

Se eu fosse o director-desportivo de um clube grande europeu, começava a pensar em contratar alguns destes jogadores para a minha equipa. Ressalvas claro para as estrelas da companhia: Xhaka, Shaqiri, Dragovic e Fabian Frei, jogadores que em breve poderão colocar a Selecção Suiça na onda dos bons resultados e das participações em fases finais de Mundiais e Europeus.

Manchester United.

Muito há a dizer sobre a desastrosa participação do United na competição.

Começo pelo evidente: a construção do plantel e o empolgamento nas primeiras jornadas do campeonato. O plantel do United está desiquilibradíssimo. É um facto notório.

Começando pela baliza: Di Gea não está a aguentar a pressão de, para já, ser o substituto de Edwin Van Der Saar. Também é certo que os seus tenros 21 anos estão a ser decisivos para algumas más exibições que o espanhol tem evidenciado e obviamente para a sua progressão no clube no futuro.

Na defesa, Phil Jones foi um jogador muito caro para aquilo se tem visto dele. 22 milhões por um jovem que comete graves erros em todos os jogos em que joga é um risco que terá que ser assumido no presente por Ferguson. Johnny Evans, e os irmãos Da Silva são jogadores que estão a mais neste United. Smalling iniciou a época a todo o gás mas têm vindo a perdê-lo com o decorrer das partidas. Rio Ferdinand está velho, cansado e muito propenso a lesões. Vidic passa mais tempo no estaleiro do que a jogar. Evra tem vindo a decair ano após ano. A estratégia do United deve começar por aí: reformar adequadamente a sua defesa.

No meio-campo, com a saída de Scholes ficou um lapso enorme por emendar: o United não tem um organizador de jogo. Arrisco-me até a dizer que precisa de dois: um que saiba cumprir a função de trinco na perfeição e consiga fazer devidamente a transição defesa-ataque, o que Michael Carrick não faz e nunca fez e que Scholes fazia na perfeição, e outro mais avançado (um 10 puro) que consiga distribuir jogo pelos seus companheiros de ataque e encontrar espaços onde estes parecem não existir. Existem diversos jogadores que cumprem todos os requisitos que lhes são exigidos por semelhantes tarefas: para o primeiro posto, jogadores como Lee Cattermole, Enoh (Ajax) Fernando, Ever Banega, Mario Suarez (Atlético de Madrid), Cristian Ledesma (Lázio) Jack Rodwell (Everton) ou Steve Sidwell (Aston Villa) podem ser soluções viáveis para este United, se bem que o homem da Lazio e Ever Banega serão jogadores que não serão transaccionados por meia dúzia de trocos. Para a 2ª posição, o eleito de Ferguson é efectivamente Wesley Sneijder. É o jogador que encaixa perfeitamente nesta equipa e o Holandês verá com bons olhos uma possível transferência para Old Trafford. Outros como Marek Hamsik, Mario Gotze, Marko Marin, Paulo Henrique Ganso ou Luka Modric, também podem ser alvos desejáveis pelo Manchester United.

No plantel do United, existem diversos erros de casting. Não só os defesas que mencionei mas jogadores como Anderson (Ferguson apostar no brasileiro é bater no molhado) Darren Fletcher (ainda não consigo perceber como tem lugar no United) António Valência (22 milhões??!!) Wellbeck, Federico Macheda (um sonho de uma tarde) e Dimitar Berbatov (é bom, mas já deu para ver que por vezes está a mais).

Indo em concreto ao que se passou dentro das 4 linhas.

Ferguson pensou (qualquer treinador com o plantel que dispõe, com a dureza das provas que disputa em simultâneo, com o potencial em teoria dos adversários que iria enfrentar) em optar pelo rotativismo nesta fase de grupos para conseguir ter o seu plantel fresco para disputar todas as competições deste início de época. Tal rotativismo saiu-lhe obviamente furado: no campeonato dista a 5 pontos do líder; a liga dos campeões já era.

O 2º erro de Sir. foi obviamente ter inventado q.b nos jogos da equipa, adequando a equipa mediante a observação que fez (e que os seus olheiros lhe fizeram) das equipas na contenda: contra o Benfica na Luz optou por um meio campo de cariz mais defensivo, fazendo exactamente o mesmo nos jogos contra Basileia e Benfica em Old-Trafford, aliando tal facto, à poupança de jogos que referi no último parágrafo. Daí que Nani (indiscutivelmente o mais desiquilibrador da equipa) tenha sido relegado para o banco em 3 partidas, 2 delas com a importância que vieram a ter para este falhanço como são as de Benfica (fora) Basileia (casa) e Otelul Galati (fora).

O 3º problema que justifica a eliminação foi a clara atitude de apatia da equipa, exceptuando pequenos trechos de jogo em que o Manchester se viu aflito e tentou minorar as perdas: falo da 2ª parte contra o Benfica em casa e das 2ªs partes contra Basileia em casa e fora. Até contra a modesta equipa Romena do Otelul Galati, a equipa do Manchester venceu sem convencer.

Ferguson apanha assim o 2º escaldão desta época. Na semana passada havia sido a eliminação da Taça da Liga Inglesa frente ao Crystal Palace da 2ª divisão.

Tais factos e eventos culminaram nos resultados chave deste grupo: os empates contra o Benfica (volto a frisar que o Benfica podia ter ganho as duas partidas), o empate caseiro frente ao Basileia e obviamente a derrota de ontem em St. Jakob´s Park.

O Manchester salta para a Liga Europa e é obviamente para já o contender nº1 à conquista da prova. Mas, na Liga Europa, as coisas não costumam ser famosas para os clubes que saem da champions, por isso, tudo poderá acontecer.

Grupo D

O Real Madrid cumpriu o seu pleno nesta fase de grupos. 18 pontos com um score de 19-2.

Com Mourinho a aproveitar, em véspera de derby, para voltar a dar tempo aos menos utilizados (Nuri Sahin, Kaka, Esteban Granero, Raúl Albiol, Raphael Varane, Callejón, Hamit Altintop e o Português Pedro Mendes, jovem emprestado pelo Sporting ao Real) e para aproveitar para testar novamente Fábio Coentrão na direita tendo em conta a preparação do teste de sábado contra o Barcelona.

3-0 com golos de Callejón (2) e Higuaín num jogo (numa jornada, diria) envolta em polémica e que ainda poderá dar muito que falar.

1º pelos dois golos mal-anulados ao Ajax, que davam qualificação mesmo apesar de uma eventual derrota por 3-2.

2º pelo jogo de Zagreb, do qual falei mais à frente.

O Ajax fica pelo caminho, mas do pouco que vi desta equipa fica pelo caminho com a sensação de que poderia ter alcançado a qualificação, graças ao bom futebol (ao estilo holandês) que pratica. Os Holandeses tem novamente uma boa geração de jogadores para exportar, casos de Enoh, Erikssen, Lorenzo Ebecilio, Vurton Anita, Gregory Van der Wiel, Jan Vertonghen, Daley Blind, Nicolás Lodeiro e o inevitável Miralem Sulejmani. Outro facto que pude constatar é que dos 18 convocados por Frank De Boer para esta partida, os dois mais velhos neste plantel do Ajax são Dimitry Bulykin (32 anos) e Theo Janssen com 30. O 3º mais velho é o guarda-redes Vermeer e mesmo este já tem 6 épocas na equipa principal do clube de Amesterdão.

Não tenho palavras para descrever aquilo que se passou em Zagreb tal é a confusão que me ocorre na cabeça.

As contas do grupo eram simples: o Ajax passava se vencesse o Real. Passava se empatasse, passava caso o Lyon não vencesse na Croácia e passava caso perdesse 1-o e o Lyon vencesse por mais de 6 golos de diferença. O Ajax veio a perder 3-0 (score 6-6) e o Lyon venceu por 7-1, passando o seu score na competição de 2 (sim, 2!!!) golos marcados até então para um parcial de 9-7.

Em primeiro lugar não percebo como é que uma equipa conquista 8 pontos nesta prova e até à última jornada só tem 2 golos marcados, marcando 7 no último.

Depois, o jogo de Zagreb é recheadissimo de causalidades: em Amesterdão, o Ajax vê 2 golos mal-anulados que eram mais que suficientes para o seu apuramento. Em Zagreb, o Lyon (equipa que não anda a jogar nada esta época; equipa que tirando Gomis, Michel Bastos, Lisandro Lopez, Anthony Reveillère, Aly Cissokho e Yoann Goucourff não tem nada de jeito; equipa que na Ligue 1 em 16 jornadas já perdeu por 5 vezes e empatou outras 2, ocupando o 4º lugar a 7 pontos do líder Montpellier) começa a perder o jogo frente ao Zagreb aos 40″, consegue empatar aos 45 por Gomis e na 2ª parte, imagine-se consegue marcar 4 golos num espaço de 7 minutos, precisamente nos primeiros 7 minutos da 2ª parte.

Ou das duas uma: ou o jogo foi viciado (algo que já está sob investigação pelas autoridades francesas e pela própria UEFA, como se pode ver a partir destas notícias do Jornal Público aqui e aqui) coisa que não quero acreditar, mas que depois do escândalo Calciocaos em 2006 em Itália e nos pressupostos subornos que se faziam ao director-geral da Juventus de então (Luciano Moggi; entretanto condenado e banido temporariamente do futebol italiano) e a alguns atletas da Vecchia Signora como Buffon, Emerson, Zlatan Ibrahimovic e Fabio Cannavaro para que o clube fosse eliminado nos oitavos-de-final da Champions em 2006 pelo Werder Bremen (resultado que seria benéfico a uma casa de apostas pela quantidade de apostadores que tinha apostado no resultado contrário e resultado que praticamente se veio a consumar não fosse o facto de Emerson ter marcado um golo no último minuto num erro do guarda-redes alemão Tim Wiese que diga-se, quem tiver acesso a essas imagens poderá ver que o então internacional brasileiro não festejou um golo que dava o acesso aos quartos-de-final) me elucida que efectivamente existem outros interesses extra desportivos no futebol e não se deve colocar de parte um eventual cozinhado deste resultado do Lyon com a ajuda da equipa Croata, ou então foi tudo limpinho e os jogadores do Lyon mereceram os 7 golos.

No resumo da partida, necessitando para tal de comparar com o jogo que o Zagreb fez na 5ª Jornada em Santiago Bernabéu em que também foi goleado, reparei noutro aspecto interessantíssimo: em Madrid, o Real iniciou a goleada na 1ª parte, mas os jogadores do Zagreb, a jogar fora, até quiseram dar o ar da sua graça e na 2ª parte foram à procura de golos e conseguiram dois. Em Zagreb, os jogadores até inauguraram o marcador e depois do 2-1 e do 3-1 por parte do Lyon pura e simplesmente desinteressaram-se do jogo, havendo jogadores que não faziam qualquer oposição aos jogadores franceses.

Será obviamente um novelo que caberá à UEFA desvelar, para bem do jogo limpo que o organismo tanto preconiza e para bem da verdade no futebol.

Contas feitas: o Real e o Lyon passam aos oitavos-de-final, enquanto o Ajax vai para a Liga Europa. Era portanto o resultado que se previa neste grupo.

O Zagreb é daquelas equipas que se espera não voltar tão cedo à Liga dos Campeões. Pela espectacularidade que se quer na competição. 3 golos marcados e 23 sofridos é algo ridículo para uma equipa que disputa a Champions. É quase uma média de 4 golos sofridos por jogo.

Grupo E

Depois de uma semana complicada pela derrota na Taça da Liga frente ao Liverpool (outra vez) André Villas-Boas recebeu 2 novos balões de oxigénio: no sábado, a vitória em Newcastle por 3-0 e na terça-feira a vitória também por 3-0 frente ao Valência, com a consequente passagem do Chelsea aos oitavos de final da champions.

Pelo que vi, vi um Valência muito acutilante que tentou planar o seu futebol em Stamford Bridge mas não conseguiu aproveitar as suas oportunidades, e o Chelsea, do outro lado, a sair em venenosos contra-ataques e a consequir marcar todos os seus golos por culpa de erros dos defesas de ocasião do Valência.

Digo defesas de ocasião, vistos os problemas que os dois defesas Portugueses (Ricardo Costa e Miguel) estão a ter com o treinador Unai Emery.

Vamos por partes:

1. Ricardo Costa e Miguel estão castigados internamente pelo seu treinador. Ricardo Costa mantem um diferendo com Emery por algumas declarações menos conseguidas em que criticava as escolhas do seu técnico; Miguel, como é habitual, cumpre castigo interno por ter chegado atrasado a um treino.

2. A defesa que o Valência apresenta em Stamford Bridge, num jogo decisivo para as aspirações da equipa na prova, e, perante o potencial que é inegável do Chelsea, sem Ricardo Costa e Miguel chega quase a ser anedótica: Alberto Barragán, Adil Rami, Victor Ruiz e Jordi Alba. Tirando o Francês que os valencianos foram buscar ao Lille, os restantes são jogadores cuja qualidade é claramente duvidosa e sobretudo jogadores com pouca experiência para este tipo de jogos.

Caricato é, que serão Victor Ruiz e Barragan os grandes obreiros dos dois primeiros golos dos Blues na partida. Emery deve-se ter lamentado das suas rigorosas tomadas de opção e o Valência, apesar do bom jogo que fez (Soldado dispôs de uma oportunidade de golo; Albelda fabricou um golo praticamente feito num remate de longe que só um Petr Cech super inspirado travou num voo colossal) foi encaminhado para a Liga Europa.

Qual fénix renascido do mundo dos mortos, Didier Drogba volta-se a assumir como a primeira escolha para a frente de ataque do Chelsea, mesmo perante o espectro mais que iminente de saída do Chelsea (pode-se dar em Janeiro para o Qatar ou para a Rússia) dado que o Costa-Marfinense termina contrato no fim da época.

Oriol Romeu voltou a ser titular no Chelsea; André Villas-Boas parece estar apostado em dar mais jogo ao jovem médio que os Blues foram buscar por 5 milhões à cantera do Barcelona.

No outro jogo do grupo, o Leverkusen (apurado) empatou com o Genk a 1 bola. Golos de Jelle Vossen para os Belgas e Eren Derdyok para os Alemães.

O Valência ficou pelo caminho num grupo onde era dado como favorito à passagem. Os Valencianos caem de pé e mesmo apesar desta eliminação, continuam a realizar uma boa temporada.

O Chelsea passa o grupo com algumas dificuldades. Dificuldades essas que estão a seguir a tendência destes primeiros meses de AVB no clube. Creio que só haverá espaço para os blues melhorarem a sua equipa e acredito que em Janeiro poderão chegar mais reforços de peso a Stamford Bridge. Fala-se também que David Luiz poderá estar de saída do clube, depois de ter sido contratado em Janeiro ao Benfica. A Juventus poderá ser o destino do central brasileiro.

O Leverkusen foi claramente o outsider do grupo. Não quero com isto dizer que a equipa alemã não tenha potencial para tal. Uma equipa com jogadores como Ballack, Derdyok, Kiessling, Schurrle, Simon Rolfes, Lars Bender e Manuel Friederich não se pode dizer que seja uma equipa banal. O Leverkusen mostrou-se nesta fase de grupos como uma equipa agressiva (bem ao jeito alemão), persistente e acabou por se dar bem.

Como momentos deste grupo, ficam na retina o empate do Valência na Bélgica contra o Gent a zero bolas, o empate entre Valência e Chelsea no Mestalla a 1 bola num jogo em que o Valência poderia ter obtido a vitória, o empate do Chelsea na Bélgica contra o Gent e a vitória do Leverkusen em casa frente ao Chelsea no último minuto com uma cabeçada triunfante de Friederich.

 

Grupo F

O Olympiacos venceu por 3-1 o Arsenal. Arsène Wenger optou por fazer descansar alguns jogadores e colocar em campo outros menos rodados como Lukasz Fabianski, Alex Oxlade-Chamberlain, Sebastian Squillaci, Johan Djorou, Emmanuel Frimpong (mais um talento que Wenger tem aqui para trabalhar) Marouane Chamakh, Francis Coquelin e Yossi Benayoun. Seria o Israelita a marcar o golo dos Gunners.

Contudo, a vitória dos Gregos não foi suficiente para segurar mais do que a Liga Europa.

Jogo épico no BVB Stadium em Dortmund. Aos 85″, o Marselha estava fora da competição. Em 2 minutos tudo se alterou.

Depois de 2 golos da equipa alemã na 1ª parte (Błaszczykowski e Hummels), Loic Remy fechou o primeiro golo com o 1-2 para os Franceses. Andre Ayew aos 85 e Mathiew Valbuena aos 87 marcaram dois grandes golos que deram apuramento ao clube

Uma única observação: Com um grupo muito equilibrado, o Arsenal venceu com 11 pontos. Marselha, Dortmund e Olympiacos lutaram até ao fim pelo apuramento (se bem que as chances do Dortmund no último jogo eram quase nulas) mas no entanto, os campeões alemães decepcionaram-me com os resultados obtidos. Esperava muito mais deste Dortmund, mas, estes resultados também reflectiram o mau arranque de época que a equipa fez e cujos estragos (pelo menos a nível interno) estão a ser minorados. O Olympiacos vai para a Liga Europa, depois de merecer algo mais que o 3º lugar.

 

Grupo G

O jogo da desgraça no grupo da desgraça.

Contra o Zenit, o Porto exibiu-se a altíssimo nível. A sorte não bafejou os portistas num dos melhores jogos da época para a equipa de Vitor Pereira.

O Porto cai de pé na Champions, mas fica o amargo da boca de não ter passado esta fase de grupos. Isto porque era a equipa mais bem cotada e diga-se a bom da verdade, com o maior potencial das 4. Quis a própria competição que uma frágil equipa, de nome APOEL, ressuscitasse do mundo “dos chamados coitadinhos da europa” e conseguisse (com as armas que dispõe) ombrear com as restantes equipas, alcançando um apuramento que se deve considerar como histórico e estóico.

O Porto fez tudo bem. Circulo bem a bola, optou por uma estratégia de jogar pelos flancos, Hulk desiquilibrou várias vezes na direita e James Rodriguez voltou inclusive a aparecer depois de uma má fase exibicional. Faltou apenas o golo, golo esse, negado algumas vezes por uma besta de baliza chamado Vyacheslav Malafeev.

O Zenit limitou-se a aplicar o que ia na cabeça de Luciano Spalletti. Todos conhecemos perfeitamente os treinadores italianos. Todos conhecemos as estratégias que utilizam em alturas em que urge defender um resultado específico. Spalletti foi pragmático: necessitava de um empate. E veio ao Porto para jogar para o empate. Colocou o Zenit em campo sem uma única referência de área: Danny e Lazovic eram os homens mais adiantados. O meio campo foi reforçado com as inclusões de Shirokov, Faizulin, Semak e Denisov e posteriormente, já na 2ª parte com Bruno Alves à frente dos defesas e Konstantin Zyryanov. A missão era claramente a de tapar as alas do Porto, mas duas grandes exibições de Hulk e James furaram em certa medida o pensamento do treinador dos russos.

O Porto deve-se lamentar com as perdidas de James e de Djalma, as duas na cara do guarda-redes. Nem as substituições com a entrada de Kléber e Silvestre Varela trouxeram felicidade ao clube da invicta. Tal facto, acentua cada vez mais a necessidade do Porto se reforçar no mercado com um bom ponta-de-lança.

Olhando para as estatísticas do jogo, não consigo perceber como é que o Porto deixou fugir este jogo. 25 remates (9 dos quais à baliza), 10 cantos, 58\42 em posse de bola. Domínio territorial de 68% no meio campo do Zenit. Mas o futebol é assim mesmo…

No outro jogo do grupo, o APOEL perdeu em casa por 2-0  contra o Shaktar Donetsk. Luiz Adriano e Seleznyov marcaram os tentos da despedida dos Ucranianos das competições europeias nesta temporada.

O grupo 6 termina assim com o APOEL como vencedor do grupo e o Zenit como segundo. Volto a repetir que foi um apuramento histórico por parte dos cipriotas.

Como momentos chave deste grupo são de realçar:

1. A vitória do APOEL em Nicósia sobre o Zenit por 2-1 na 1ª jornada. Desde então, o APOEL aparece na disposição de não ser o bombo da festa do grupo.

2. A derrota na Rússia do Porto contra o Zenit. Um jogo para esquecer. Na mesma jornada, o APOEL vai “sacar” um empate à Ucrânia a 1 bola num jogo onde esteve a vencer por 3 minutos.

3. O empate do Porto em casa contra o APOEL quando se exigia uma vitória e a consequente derrota no Chipre, onde a equipa do APOEL defendeu praticamente o jogo todo (de modo organizado é verdade) e onde conseguiu vencer nos minutos finais com um golo de contra-ataque que podia ter sido evitado pelos portistas.

4. O empate entre Zenit e APOEL na Rússia. Mais uma vez o APOEL mostrou garra e crença na qualificação.

5. O empate no Dragão entre Porto e Zenit.

 

Grupo H

Sem muito para dizer neste grupo.

Tudo praticamente resolvido. Apenas existia a dúvida se seria o Viktoria Plzen ou o BATE a seguir para a Liga Europa. Será o campeão checo, possível adversário do Sporting.

No Barcelona vs BATE Borisov, Guardiola convocou 18 jogadores onde figuravam apenas 6 da equipa principal (Andreu Fontás, Pedro Rodriguez, Pinto, Maxwell, Thiago Alcântara e Gerard Piqué) 3 que já vem sido chamados regularmente à equipa principal (Isaac Cuenca, Marc Muniesa e Jonathan dos Santos) e outros 9 recrutados entre a equipa B do clube, com destaque para Marti Montoya, Martí Riverola, Sergi Roberto, Marc Bartra, Rafinha, Kiko Fermenia e Gerard Deulofeu.

Os miúdos deram bem conta do recado, já jogam o tiki-taka e despacharam os pobres Bielorussos do BATE (que tem nas suas fileiras Mateja Kezman) por 4-0 com golos de Pedro (2) Sergi Roberto e Montoya.

Um bom prémio para a geração do futuro dos Catalães.

No outro jogo, Plzen e Milan empataram a 2 bolas. Max Allegri também jogou com poupanças. Actuaram jogadores como Taiwo, Mexés, Pato (para ganhar ritmo competitivo após lesão) Ambrosini, Bonera, Emanuelson, Mattia Di Sciglio (jovem da cantera do Milan) e Bryan Cristante.

Alexandre Pato e Robinho colocaram os milaneses em vantagem aos 47 e 48″ mas um ímpeto final demolidor do Viktoria haveria de restabelecer a igualdade com golos de Bystron e Duris mesmo ao cair do pano.

Este grupo não merece grandes considerações visto que o resultado final era o que se previa: Barcelona em primeiro, Milan em 2º, ambos sem grandes dificuldades.

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Antevisão da Liga Francesa

À semelhança do que tinha escrito para a Liga Alemã, respeitando a analogia coerente demonstrada nesse post em relação ao equilíbrio e imprevisibilidade da Bundesliga e da Ligue 1, é muito fácil a caracterizar a Ligue 1 Francesa.

As opiniões do pessoal que é mais próximo neste tipo de discussões de pré-temporada não são de todo unânimes no que toca ao poder da Liga Francesa: os mais velhos dizem-me que é uma liga interessante, mas em clara decadência, ou seja, longe do brilho e do poder que assumiu nas décadas de 80 e 90. Outros dizem-me que é uma liga com uma competitividade semelhante às ligas de 2ª linha do futebol europeu, ou seja, à Portuguesa, Holandesa, Russa, Belga, Escocesa, Romena, Turca. Depois de alguma introspectiva, seria errada não conciliar as suas opiniões. É uma liga interessante que assume cada vez menos peso no futebol europeu e ao nível de qualidade, está cada vez mais afastada das 3 principais ligas do futebol europeu. Por outro lado, se na década de 90 um adversário francês nas competições europeias para as equipas de 2ª linha do futebol europeu era um adversário temível, actualmente tal já não acontece e as equipas francesas estão vulgarizadas à emergência dos principais clubes dos países cujas ligas pertencem ao 2º patamar do futebol europeu no que diz respeito a confrontos nas provas europeias.

À semelhança da Bundesliga, a Ligue 1 é uma liga cujo vencedor é imprevisível. Difere apenas na medida em que não existe uma potência hegemónica que domine por completo o futebol Francês ao contrário do papel do Bayern no futebol alemão. No passado existiam Marselha e Saint Ettiène. Se o Marselha, após períodos conturbados ao nível de resultados desportivos, voltou a vencer a Ligue 1 em 2010, o Saint Ettiène continua a ser uma fortíssima equipa ao nível de formação mas está arredado dos títulos há muitos anos.

Passando a planos concretos, a Ligue 1 já vai na 3ª jornada, com algumas equipas capazes de chegar ao título, não sendo garantido que não volte a aparecer um outsider na luta pelo título como o Lille, o Montpellier ou o Auxerre. Os candidatos são claramente o Bordéus, o Lyon, o Marselha e o Paris Saint-Germain. Pelos jogadores que transitam da época passada e pelo investimento feito nesta época.
Numa 2ª linha prosseguem o objectivo do títuloclassificação para as competições europeias, o campeão em título Lille, o Toulouse, o Rennes e o Auxerre. O Lille, como campeão em título terá que redobrar esforços para conseguir acompanhar a evolução dos grandes franceses, principalmente do PSG, equipa cujo novo proprietário árabe investiu muito e com qualidade no seu plantel. Desde logo se destaca a contratação do internacional Argentino Javier Pastore ao Palermo de Itália por 40 milhões de euros.

Ao fim de 3 jornadas, nada está decidido. Fruto de 3 vitórias nas 3 primeiras jornadas quem lidera a classificação é o Montpellier. Nas posições seguintes com 7 pontos aparecem Toulouse e Saint Ettiène. Com 6, Caen e com 5 Lyon. PSG desilude com 4 (um empate, uma vitória e uma derrota) Lille também com 4, Marselha apenas com 3 fruto de 3 empates, e Bordéus com apenas 2, fruto de 2 empates.

Outro pormenor introdutório que se deve ter em conta nesta antevisão é o facto da Ligue 1 ser uma clara mescla de nacionalidades. Apesar do facto da formação francesa com qualidade emigrar bastante cedo para outras paragens (principalmente para clubes ingleses) esta está a perder número e qualidade para os estrangeiros, seguindo uma tendência manifestada pelos clubes franceses na última década. Todos os clubes estão recheados de estrangeiros, estrangeiros muito jovens e vindos de paragens muito distantes. Tal facto leva-me a concluir que os clubes franceses estão a apostar cada vez mais em talentos vindos de países não-europeus de modo a iniciar a adaptação desses atletas ao futebol europeu e amealhar interessantes somas de dinheiro com as suas vendas.

Para terminar, surpresa é esta ligue 1 começar com a ausência de vários históricos do futebol francês, que por vicissitude de más temporadas iniciam as suas épocas desportivas na Ligue 2. Falo do Mónaco, do Nantes (caiu na 2ª e nunca mais se endireitou) do Reims, do Metz e do Lens. São das melhores formações francesas. Basta ver o historial de todas juntas. Todos os títulos somados dão 22 títulos franceses e 4 supertaças.

Mais uma vez, peço desculpa pela excessividade de conteúdos do post e por alguma gralha ao nível de conteúdos, erros ortográficos e construção frásica que este post possa albergar. Aos que leram as duas últimas antevisões e aos que irão ler esta até ao fim, o meu obrigado.

Lille

Eden Hazard – O jovem talento Belga continua a defender o campeão em título. Propostas não lhe faltaram. Falou-se durante a pré-temporada do Real Madrid, onde o novo director-desportivo Zinedine Zidane é um confesso admirador do futebol do criativo Belga.

Na época 20112012, o Lille saltou da 2ª linha do futebol francês directamente para um título inexperado. Se nas últimas épocas, o Lille já se distinguia das equipas de meio da tabela pela regularidade de objectivos na liga, chegando à europa quase todos os anos (disputou por 2 vezes a Champions nos últimos 5 anos) uma geração incrível de jogadores conseguiu ultrapassar a dura oposição de equipas como o Marselha e o Lyon. Este Lille jogou na época passada contra o Sporting na fase de grupos da Liga Europa, tendo perdido tanto em casa como em Alvalade.

Com o título, alguns desses jogadores rumaram a clubes com melhores condições. Nada de estranhar. O lateral-esquerdo Emerson foi vendido ao Benfica, o costa-marfinense Gervinho rumou ao Arsenal, o centro campista Cabaye foi para Newcastle, Adil Rami rumou a Valência e outros jogadores menores foram procurar o seu espaço em clubes de menor dimensão com o ala Dumont, o avançado Frau ou o guarda-redes Ludovic Butelle.

Com o capital encaixado pelas vendas, os lucros do campeonato e o valor dos prémios que o clube irá receber pela participação na Champions, a direcção do Lille tentou reforçar os sectores que ficaram desfalcados com as contratações do experiente centrocampista internacional gaulês Benoit Pedretti (ex-Auxerre), do guarda-redes internacional Nigeriano Eneyama (é um bom guarda-redesesteve nas cogitações do Milan após o Mundial da África do Suljogava em Israel) o defesa Marko Basa (ex-Lokomotiv de Moscovo) e o avançado ex-Saint Ettiène Payet.
Apostou-se portanto na experiência para o reforço do plantel que este ano terá que enfrentar a Liga dos Campeões.

No entanto, nem tudo foi prejuízo para o Lille. Feitas as vendas, a direcção conseguiu segurar algumas das pérolas que levaram a equipa francesa ao título, casos do guarda-redes Landreau, dos defesas Bonnart, Debuchy, Souaré, Rozehnal e Franck Bériu, os médios Hazard, Obraniak, Rio Mavuba e Benoit Pedretti e os avançados Moussa Sow e Túlio.

Será portanto um ano muito difícil para o Lille. A qualidade deste plantel é bastante interessante. Apenas faltará perceber se a proeza da época transacta poderá ser novamente cumprida esta época. Para isso, as primeiras jornadas da Liga e a convivência com os objectivos da equipa na Champions serão determinantes para desvendar aos poucos o desfecho na Ligue 1.

Toulouse

Paulo Machado é o nosso representante máximo em França. O jovem médio conseguiu chegar à selecção nacional após ter vingado no Toulouse. Ocupa uma posição específica na selecção (trinco) numa altura onde existe uma certa carência de jogadores nacionais de qualidade.

Das equipas de meio da tabela da Liga, o Toulouse é daquelas que faz sempre um investimento interessante e estudada. Esta época não veio confirmar esta premissa.
Longe vão os tempos em que neste clube despontou Gignac, agora jogador do Marselha e as participações do clube nas competições europeias.

Na época passada inaugurou-se uma nova era no clube. Nesta época, o Toulouse não investiu tão bem nas suas contratações face às saídas que sofreu. Yoanis Tafer voltou à casa-mãe em Lyon, após muito assédio do Barcelona. Cetto rumou a Palermo, Soren Larssen decidiu voltar à Dinamarca para representar o Aarhus.

O Toulouse poderá contar com jogadores como o guarda-redes Yohan Péle, o internacional Português Paulo Machado (as boas exibições no clube franceses já lhe deram acesso à selecção nacional) e o Norueugês Braaten. Terão decerto um campeonato tranquilo, sem objectivo virado para a europa.

Saint-Ettiène

Algumas saídas importantes, algumas entradas com valor.

O Saint Ettiène continua a ter um plantel simpático que lhe garante uma época bastante tranquila e quiçá a luta pelas provas europeias.

Saíram Payet (Lille) Blaise Matuidi (PSG) e Gelson Fernandes para o Leicester.

Entraram Gonzalo Bergessio (após empréstimo ao Catania) Guiane Daw (após empréstimo ao Saragoça) Florent Sinama-Pongolle por empréstimo do Sporting, o central Paulão (contratado ao Braga) Ruffier (ex-Mónaco) o avançado Aubemeyang (ex-Milan) o médio defensivo Jeremy Clement (envolvido no negócio Matuidi) e o veteraníssimo ala Steed Malbranque, vindo do Sunderland. Malbranque deverá terminar a carreira no clube após muitas épocas consecutivas pela Premier League onde atingiu o seu auge no Tottenham.

Juntam-se ao Norte-Americano Carlos Bocanegra, o central Sylvain Monsoureau, a Jean Pascal Mignot, ao nº10 Laurent Battles e ao togolês Boubacar Sanogo.

Caen

Pouco para dizer. Ganhou nas primeiras duas jornadas da Liga apesar de ser uma equipa com um plantel muito modesto onde Pierre Alan Frau foi a melhor contratação. O experiente avançado veio do Lille.

Rennes

Mais uma equipa com claras aspirações à europa.

Um plantel bastante interessante, sem puxar os cordões à bolsa neste defeso. Até porque o Rennes é uma das equipas que vive muito da sua excelente formação.

Destaques para os defesas Chris Mavinga, Apam (defesa-esquerdo internacional Nigeriano que gosta muito de subir no terreno) e Yassine Jebbour, para os médios Tettey (médio que veio do Rosenborg) Stephane Dalmat, para o internacional Camarones Mandjeck, para o extremo Jonathan Pitroipa (veio do Hamburgo da Alemanha neste defeso) e para o avançado colombiano Montoya.

Ganhar em Rennes será sempre uma tarefa muito difícil.

Olympique Lyonnais

Mahammadou Diarra volta a Lyon depois de ter saído para o Real Madrid, onde durante 4 temporadas não teve grandes oportunidades de se evidenciar.

Ao contrário dos últimos defesos, o desta época foi muito calmo para os lados de Lyon. A equipa ainda tenta recuperar da época de ouro onde o clube venceu 7 ligas de forma consecutiva. Para isso, a direcção do Lyon decidiu que a estabilidade seria o melhor caminho a seguir para que o clube volte a vencer ao nível interno e consiga voltar às grandes exibições na Champions.

Ao nível da política de contratações, o Lyon deixou de comprar e passou a lançar mais jovens da sua formação na sua equipa principal.

Ao nível de saídas, o Lyon livrou-se de alguns excedentes que se encontravam no seu plantel. César Delgado voltou ao México para representar o Monterrey, Pape Diakhaté voltou ao Dinamo de Kiev e o guarda-redes Hartlock foi dispensado.
Por outro lado não recusou a proposta de 10 milhões do Málaga pelo armador de jogo Jeremy Toulalan.

Entraram Bakary Koné, Yoanis Tafer (deverá ser o seu ano de afirmação no Olympique Lyonnais) o central Seguin também regressou de empréstimo ao Dijón e pela sua qualidade (internacional sub-21 francês) deverá constituir-se como uma opção para uma defesa do Lyon que ainda continua a viver do Brasileiro Cris. O Ganês John Mensal também foi contratado ao Sunderland.

Juntam-se a uma equipa recheada de talento cujas apresentações são dispensáveis: Hugo Lloris (longe de compensar os 7,5 milhões pagos pelas suas contratações e os créditos com que entrou em Lyon) Cris, Dejan Lovgren, Anthony Reveillère, Aly Cissokho, Kim Kallstrom, Miralem Pjanic, Ederson, Michel Bastos (voltou a não sair de Lyon) Yoann Gourcouff, Lisandro Lopez, Bafetimbi Gomis e Jimmy Briand para além das mais recentes coqueluches da formação “Lionesa” casos do internacional sub-21 Português Anthony Lopes, do lateral direito Lamine Gassama, do médio-centroala Grenier, do trinco Gonalons, Enzo Real, Alexandre Lacazette e Ishak Belfodil.

Evian

Recém-promovido à Liga. Terá muitas dificuldades em manter-se no primeiro escalão do futebol francês, apesar de nas fileiras um avançado como o veteraníssimo Sidney Govou. Recebeu por empréstimo o Dinamarquês Daniel Wass do Benfica.

Lorient

Perdeu alguns jogadores interessantes da boa campanha que fez na época passada. Mesmo assim, os laranjinhas partem com o objectivo expresso assente numa época tranquila e quiçá numa gracinha nas Taças.

Saíram jogadores importantes como Kevin Gameiro (PSG) Morel e Amalfitano (Marselha) Sosa (Boca Juniors) e o avançado internacional sub-20 Gaulês Gilles Sunu, que regressou ao Arsenal após empréstimo.
Nas contratações, o Lorient apostou em alguns jogadores conhecidos do público Português: o lateral-direito Pedrinho da Académica e Lucas Mareque, lateral-esquerdo argentino que passou pelo Porto e que jogava no Independiente da Argentina. Entre as outras contratações importantes juntam-se Julian Quercia, o argentino Gabriel Penalba e o avançado Jeremy Aliardere.

Montpellier

John Utaka – O Nigeriano é claramente a maior estrela deste Montpellier.

Equipa que se tem destacado nos últimos anos na Ligue, após algumas épocas difíceis pelos escalões secundários do futebol francês.

O Montpellier não é um candidato às competições europeias, mas no entanto tem uma equipa que pode surpreender e com um bocado de sorte nos resultados poderá alcançar um lugar europeu. Facto que o comprova é o 1º lugar isolado à 3ª jornada com vitórias.

Ao nível do defeso, o Montpellier viu o central Bósnio Spahic rumar ao Sevilla, tendo contratado o central brasileiro Hilton para colmatar a saída do Bósnio. De resto, os responsáveis técnicos e directivos da equipa do Sul de França não decidiram mexer muito na espinha dorsal de uma equipa que conta desde logo com um excelente guarda-redes (Geoffrey Jourdren) que já foi convocado para a selecção gaulesa e já despertou a cobiça de poderosos clubes europeus como o Milan ou a Juventus e a comparação a Sebastien Frey, o lateral direito Garry Bocaly (ex-internacional sub-21 pela França), o camaronês Henry Bedimo, o defesaala esquerdo Chileno Marco Estrada (um jogador muito interessante na minha opinião), os médios Lacombe (contratado ao Mónaco) Pitau e Cabella, e o Nigeriano John Utaka (um extremo muito veloz que já brilhou no Portsmouth de Inglaterra, que gosta de ganhar a linha em velocidade e acaba por ser um bom finalizador).

Sochaux

Pouco posso dizer sobre esta equipa.

Saiu o defesa Jacques Faty para o Sivasspor da Turquia. Faty, enquanto internacional sub-21 pela França era considerado uma das grandes promessas do futebol mundial. Não confirmou as suas credências e o seu irmão mais novo (Ricardo) vai pelo mesmo caminho. O avançado Nigeriano Brown foi para o Dinamo de Kiev e o avançado Vaclav Sverkos decidiu voltar à República Checa.
Sem contratações de grande destaque, o Sochaux contra nas suas fileiras com o defesa Brechét (formado em Lyon, destacou-se vários anos ao serviço do Olympique) o central Damien Perquis, o médio brasileiro Carlão e o avançado português Rafael Dias.

Olympique de Marselha

Didier Deschamps volta a ter o Marselha na máxima força para encarar o objectivo do título.
O defeso em Marselha ficou marcado por muitas saídas e muitas entradas, por muitos desejos e por muitas coagitações.

Ao nível das saídas e entradas:
– Saíram em relação à época passada Taiwe Taiwo para o Milan como se esperava desde Janeiro, aquando da rejeição do central Nigeriano em assinar renovação de contrato com o clube Marselhês. Taiwo executou uma enorme novela quanto ao seu futuro. Foi dado como certo no Benfica, no Sporting, no Real Madrid e acabou no Milan onde terá a concorrência no flanco esquerdo de Emanuelson, contratado ao Ajax no passado mês de Janeiro.
Quem também acabou contrato com a turma Marselhesa foi o central Heinze, tendo o argentino rumado para a AS Roma. O central Brasileiro Hilton foi para Montpellier, depois do pouco espaço no plantel que Deschamps lhe reservou. Aos 32 anos e depois de muitas épocas no clube, o médio Abriel também decidiu ir para Nice. O veterano trinco Edouard Cissé também foi para Auxerre.

A presença de Lucho González no plantel Marselhês continua a ser uma incógnita. Primeiro, existiu um rumor que o jogador pretendia voltar ao Porto. Com a entrada de Villas-Boas no Chelsea, o técnico português deverá ter pedido o internacional argentino e falou-se da hipótese deste rumar a Londres por uma verba a rondar os 8 milhões de euros com a cedência em definitivo e e em regresso ao clube do Costa-Marfinense Drogba. Drogba terá rejeitado voltar a Marselha.
Isto implicou a entrada de clubes italianos no concurso do argentino. A Roma anda de olho e pretende concluir o negócio. O Porto também está atento ao argentino caso João Moutinho seja contratado até ao fecho do mercado.

Ao nível de entradas, o Marselha contratou Amalfitano e Morel ao Lorient, o defesa senegales Bow ao Cannes, o jovem central Camaronês Koulou e o experiente Djimi Traoré ao Mónaco e o experiente trinco Alou Diarra ao Bordéus.

Permanecem no plantel o guarda-redes Mandanda, os defesas Cesar Azpiculeta (algo azarado na primeira época de Marselha) Souleymana Diawara e Fani, os médios Cheyrou, Charles Kaboré, Stéphane Mbia, Lucho e Mathiew Valbuena (médio ala direitoesquerdo que teve muito perto de assinar pelo Arsenal) e os avançados Gignac, Loic Remy, e os avançadosextremos André e Jordan Ayew.

Dijon

Recém-promovido.

Desconheço quase por completo esta equipa, como devem compreender.

Conheço apenas alguns nomes como o central Costa-Marfinense Meité (ex-Marselha) o Japonês Matsui (já foi apontado ao Sporting), o médio centro Younoussé Sankharé (não vingou no PSG, é um esquerdino bastante interessante e Freddy Drogba, irmão mais novo de Didier Drogba.

O Dijon é portanto uma equipa que irá procurar a manutenção. Terá um campeão duro.

Bordéus

Yoann Gouffran, em luta com Taiwe Taiwo na imagem.

Muitas saídas sem afectar a qualidade da equipa. Quem acabou por sair deste Bordéus de Francis Gillot acabaram por ser aqueles que não tem espaço no plantel.

Falo portanto do veteraníssimo guarda-redes Ramé (rumou ao Sedan da 2ª divisão quiçá para terminar carreira) o médio de 30 anos Fernando (foi para a Arábia Saudita) assim como o ala esquerdo Wendel, o médio Pierre Ducasse foi para Lens, o defesa Sané para Nancy e depois de uma passagem frustrada por Bordéus onde o argentino apenas rendeu no ano do título, Fernando Cavenaghi foi dispensado para o River Plate, clube de origem. Alou Diarra rumou a Marselha

Ao nível de entradas, o médio Belay (ex-Sochaux) o jovem médio polaco ex-Reims Krychowiak e os médios Abdou Traoré, o Sertic e N´Guemo juntam-se a uma equipa que conta com nomes como Cedric Carasso, os defesas Michael Ciani (gosto bastante da elegância deste central e Ciani faz também questão de ser um central goleador) Henrique, Lamine Sané (algo irregular mas demonstra talento) Savic, Chalmé, Planus e Tremoulinas, aos médios Khalfalla e Plasil (o meio-campo do Bordéus é praticamente novo) e os avançadosextremos Henry Saivet (será este o ano da confirmação?) Jussiê, Bellion (a cair em desgraça no futebol francês após sucessivos empréstimos por parte do Bordéus) e Emiliano Sala, jovem argentino que já passou pelas camadas jovens do FC Porto.

Brest

Mais uma equipa semi-desconhecida no que toca a potencial.

Sei que fizeram uma época muito interessante na época passada e dispõe de alguns bons atletas no seu plantel como é o caso de Johan Hartlock (guarda-redes contratado ao Lyon) Jonathan Zebina (defesa direitodefesa central que já passou pela Juventus e foi contratado pelo Brest ao Bréscia de Itália) o argentino Gentilleti (contratado ao Boca) e os centrais Daf (internacional pelo Senegal; central de raiz que também actua perfeitamente como trinco) Coulibay e o marroquino Ahmed Kantari, jogador formado no PSG que apenas está a vingar em Brest.

Na frente, 4 razoáveis dianteiros: o israelita Ben Basat, o conacri Larsen Touré, o Togolês Ayité e o Francês Poyet.

Auxerre

Claramente uma das melhores escolas de formação do futebol francês. De todos os clubes presentes nesta liga, o Auxerre é claramente o clube que formou mais atletas franceses directamente para os grandes clubes da europa e para a própria selecção gaulesa.

Nos últimos anos, a lista de jogadores formados no Auxerre que conseguiram chegar à selecção é vasta e acima de tudo, caso estes atletas voltassem ao clube de formação, o Auxerre seria um sério candidato ao título. Senão, ora vejamos: Phillipe Méxés, Jean-Alain Boumsong, Djibril Cissé, Bacary Sagna, os irmãos Cheyrou são alguns dos exemplos de jogadores formados na equipa que um dia foi comandada pelo histórico Guy Roux, talvez o treinador com o record de mais tempo num único clube em todo o planeta.

Depois de bons resultados nas épocas anteriores (o Auxerre voltou a disputar o playoff de acesso à liga dos campeões na época passada depois de na última participação na competição ter eliminado na época 20022003 o Boavista) o Auxerre volta à competição com os olhos postos num lugar europeu. De facto, a turma comandada agora por Laurent Fournier (antigo internacional Francês cuja carreira passou por bons clubes como PSG, Lyon, Marselha e Bordéus) tem capacidades de chegar à Liga Europa, apesar das saídas de relevo que sofreu nesta época de transferências.

Qualquer equipa que faça boa campanha na Liga Francesa (caso do Auxerre) terá muitas dificuldades em segurar os seus atletas. É o caso claro desta turma francesa que este ano viu sair o extremoavançado esloveno Birsa para o Génova (Birsa é um jogador bastante versátil e vai-se dar muito bem em Génova) Benoit Pedretti para o Lille e Mignot para o Saint Ettiène. Três peças fundamentais que Fournier substituiu por alguns jogadores jovens onde se destaca o israelita Ben Sahar, contratado ao Espanhol de Barcelona, que já na época passada o tinha emprestado ao Hapoel Telaviv e o veterano Edouard Cissé.

Dennis Oliech – O Queniano é a principal estrela deste Auxerre e pertence à melhor fornada de jogadores do país, em conjunto com jogadores como McDonald Mariga (Inter) Patrick Osiako (Mjallby da Suécia) Patrick Oboya (Banik da República Checa) Roberto Mambo Mumba (GIF Sundsvall da Suécia) Ekhelie (IFK da Finlândia) George Odiahmbo (Randers da Dinamarca) e George Situmba (TiranaAlbânia) Arnold Otieno (MossDinamarca) Adam Shabban (NybersgundNoruega) Victor Wanyama (Celtic de Glasgow) e Taiwo Atieno (Stevenage de Inglaterra). Em jeito de curiosidade, o futebol queniano tem mais atletas a jogar em clubes europeus, alguns de renome, casos do Inter, do Auxerre e do Celtic.

No plantel de Laurent Fournier, transitam da época passada o defesa direito Hengbart (um jogador bastante interessante que despontou tarde para o futebol francês) o Suiço Grichting, os centrais Coulibaly e Sidibé e o defesa-esquerdo Berthod.

No meio-campo, a ausência de Pedretti será suplantada pelas contratações, pelo polaco Dudka, pelo marroquino Chafni (o criativo desta equipa) e pelo burkina faso Alain Traoré.
Na frente, Fournier poderá contar como Anthony Le Tallec, Rudy Haddad, Ben Sahar, Dennis Oliech, Yaya Sanogo (jovem jogador que pertence à nova geração de promessas do futebol francês) e Issam Jemaah, sendo que todos estes jogadores tanto podem actuar na frente como nas alas, permitindo o esquema de 4x3x3 simples a Fournier.

Ajaccio

Alguns nomes interessantes resultantes de contratações da equipa para este época e pouco mais. Entre eles, o internacional Mexicano Guillerme Ochoa, guarda-redes muito hábil e algo excêntrico que já esteve na mira do Real Madrid mas acabou em França na equipa da ilha autónoma da Córsega devido a um escândalo de doping no méxico onde acusou positivo. De resto, destaque para o médio internacional pela Argélia Medjani (um box to box muito forte fisicamente que merecia uma oportunidade num clube de maior dimensãoformado nas escolas do Liverpool) e para o experiente ponta de lança Ilan, jogador que há muitos anos actua em França com passagens por Saint Ettiène, Sochaux e fora de frança pelo Paraná, São Paulo, Internacional de Porto Alegre, West Ham e Atlético Paranaense.

Nancy

Outra equipa que terá muitas dificuldades para se manter.

Dois razoáveis guarda-redes: Gregorini e Guy Assembé, guarda-redes suplente de Kameni na selecção dos camarões.
Na defesa, destaque para o Brasileiro André Luiz e para o marroquino Chretien (capitão de equipa).
No meio-campo, as referências são Pascal Berenguer e Jonathan Brisson, jogadores que fizeram toda a carreira no Nancy.
Na frente, o camaronês Bilé é o homem dos golos em conjunto com Youssouf Hadji (irmão de Moustapha Hadji, jogador que jogou nos anos 90 pelo Sporting).

Valenciennes

Idem aspas no que foi dito acerca das últimas equipas.

O Valenciennes conta com Julien Penneteau na baliza. Penneteau foi internacional sub-21 e era considerado em França o titular mais que certo dos “Bleus” para esta década. Penneteau não conseguiu provar as credenciais que lhe eram apontadas mas não deixa de ser um interessante guarda-redes para o Valenciennes, modesto clube que tentará fugir da despromooção.

Destaque também para o talentoso médio internacional Colômbiano Carlos Sanchéz, médio volante que relança a carreira em Valenciennes após uma experiência falhada no Olympiakos da Grécia.

Nice

Apesar do mau arranque de campeonato, os responsáveis do Nice esperam uma época tranquila em que a manutenção seja atingida cedo.

Muitas nacionalidades numa equipa que conta com:
– o jovem internacional Colombiano David Ospina na baliza. Deverá ser o novo Lloris visto que tem mais que talento para render no Nice e saltar para um clube de maior dimensão
– os defesas Fabian Monzon (ex-Boca) Kevin Gomis (ex-Naval) Jonathan Quartey, Mabiala e François Clerc (internacional Francês que representou o Lyon durante várias épocas)
– no meio-campo, a experiência e veterania faz-se sentir com Fabrice Abriel, David Helleybruck, Camel Meriem e Didier Digard, que apesar dos 25 anos já jogou no PSG e Middlesbrough.
-na frente do ataque, Anthony Mounier é a principal referência. Este avançado de 23 anos formado nas escolas do Lyon continua a ser um jogador que prometeu muito mas ainda não conseguiu dar um salto qualitativo na sua carreira. Veio para Nice no pacote Lloris.

PSG

Javier Pastore é claramente a maior contratação dos Parisienses e sem dúvida um dos jogadores que fez agitar o mercado de transferências esta época.

Renovado PSG rumo ao título, dizem os Franceses. Desde que o Sheik Bin Hamad Al Thani tomou conta do clube parisiense, os adeptos do PSG só pensam no título Francês e no pontapé na crise de resultados que abala o clube há muitos anos, não obstante do facto de sempre ter contratado jogadores de qualidade a preços exorbitantes como foi o caso de Marcello Gallardo, Ronaldinho Gaúcho e Pauleta.

O sheik não olhou a meios para reforçar o plantel às ordens do jovem técnico Anthony Koumbouaré. Muitas foram as contratações de qualidades executadas pelos parisienses: Javier Pastore custou 43 milhões e veio do Palermo, o luso-gaulês Kevin Gameiro veio de Lorient com a promessa de golos, o extremo talentoso Jeremy Menez vem da Roma, o possante médio Matuidi do Saint Ettiène, o defesa Bisevac do Valenciennes, o guarda-redes Sirigu do Palermo e Sissoko vem da Juventus para muscular o meio campo dos Parisienses.

Apesar da pequena fortuna gasta em contratações, o PSG foi buscar excelentes futebolistas e até se poderá dizer que tem o melhor meio-campo da Liga.

Em especulação para reforçar o ataque continuam Bendtner e o argentino Diego Milito. O jogador do Inter terá recusado a mudança para os parisienses, mas o dinheiro do Sheik poderá falar mais alto na hora da decisão do argentino.

De saída, estão Giuly (volta ao Mónaco para terminar carreira, o guarda-redes Armeno Epoula Adel vai jogar para Israel, Younousse Sankharé para Dijon e o ala esquerdo Jeremy Rothen vai para Bastia terminar a carreira à semelhança de Giuly depois de ter sido contratado ao Mónaco com a promessa que seria aquele que iria resolver grande parte dos problemas do PSG e acabou por não render aquilo que se esperava nas épocas que passou em Paris.


Aos 21 anos, Mamadou Sakho revela-se como a grande promessa francesa para a posição de central. Alto, possante, duro, com um posicionamento interessante e forte no desarme.

No plantel parisiense, continuam o lateral-direito Ceará (5ª epoca no clube) o central Zoumana Camará, o lateral-esquerdo Sylvain Armand, o extremo Nênê, o médio versátil Mathieu Bodmer, o centro-campista Chantome e os avançados Luyindula, Hoarau e Erdinç.

Anthony Koumbouaré tem portanto matéria-prima para poder chegar ao título na Ligue 1.

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