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pelos futebóis europeus

Thiago Silva e Zlatan Ibrahimovic mudam-se de armas e bagagens para o futebol francês. Os dois jogadores do Milan assinaram com o PSG a troco de 62 milhões de euros, sendo que o sueco será o jogador mais bem pago do futebol mundial com um ordenado a rondar os 15 milhões de euros anuais. Sim, mais do que aquilo que recebe Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Wayne Rooney, Xavi, Xabi Alonso, Andrea Pirlo ou Andrés Iniesta. Não, não quero com isto dizer que o Sueco não mereça cada cêntimo daquilo que irá receber (porque o merece; considero Ibra o mais completo avançado que vi jogar) mas, não obstante disso, quero efectivamente dizer que o salário que o sueco irá auferir, deve ser considerado um ataque declarado à pobreza que se vai acentuando na europa, um acto desleal perante as possibilidades financeiras de outros clubes europeus e um ataque expresso a exemplos de gestão saudável que se praticam em outros clubes do futebol europeu, controlada e limitada pelas possibilidades financeiras a que os clubes podem subscrever.

Depois de perdido o título para o modesto (mas gigante na época passada) Montpellier, os vice-campeões franceses (que já contavam com estrelas no seu plantel como Thiago Motta, Mamadou Sakho ou Javier Pastore) já investiram cerca de 120 milhões de euros em jogadores como Maxwell, Thiago Silva, Ibra ou Ezequiel Lavezzi, prometendo não ficar por aqui visto que ainda tem outros jogadores debaixo de olho como Fábio Coentrão, Óscar Cardozo e Robin Van Persie.

O PSG assim como a Juventus (já contratou jogadores como Lúcio, Mauricio Isla, Paul Pogba, Nicola Leali, Simone Padoin, Kwadwo Asamoah e também tem de olho outros como Cavani ou Van Persie) foram os clubes mais gastadores deste mercado, mercado que segundo a UEFA estará vincado pelo facto de ser o último antes da imposição de uma regra que duvido que possa ser cumprida pelos clubes mais ricos do mundo: o fairplay financeiro, regra que vai de encontro a uma gestão mais sadia das contas dos clubes de futebol a partir da limitação dos gastos em transferências destes numa co-relação com as receitas que obtém.

Platini tem aqui o seu calcanhar de aquiles: estarão os 20 clubes mais ricos da europa interessados em seguir a sua doutrina?

Na China, e analogamente a um conhecido ditongo de Jorge Jesus, o “fairplay” financeiro não existe. Didier Drogba chegou a Xangai e foi recebido em apótese por milhares de fans Chineses. Na sua nova equipa, o Costa-Marfinense receberá 250 mil euros semanais. Mais um exemplo portanto, de quanto a ascenção de multimilionários à propriedade de clubes de futebol poderá ameaçar a espectacularidade do mesmo.

Mencionando Jorge Jesus, surgiu também hoje uma notícia que dava conta do interesse do Benfica na contratação (no passado mês de Fevereiro) do antigo adjunto de Pep Guardiola no Barcelona e actual treinador da equipa Tito Vilanova. Como se tal algum dia fosse possível, sabendo de antemão que Vilanova (mais tarde ou mais cedo) sucederia a Guardiola porque é timbre do Barcelona manter a mesma filosofia no clube durante gerações e sabendo que Vilanova sabia que o seu tempo no Barcelona estava destinado a terminar como técnico da equipa principal. Mais uma vez, o Benfica mostra-se como o agitador de mercado. Não só pelos 50 reforços possíveis que os jornais encaminham diariamente para a Luz, mas pelo folclore que gira em torno dos encarnados em cada pré-época.

Ao nível de selecções: Capello é novo seleccionador Russo.

Depois de uma pouco sucedida campanha de Dick Advocaat no euro 2012, a selecção Russa cansou-se da aposta no futebol total dos holandeses e decidiu voltar a apostar num treinador que se mostra à semelhança do pragmatismo que caracteriza o futebol russo. Capello terá como missão apurar-se para o Mundial por via de um grupo que conta como headliner a selecção Portugal. Esta revelação torna-se perigosa para os interesses portugueses na medida em que a contratação de Capello poderá ser bastante perigosa para a concretização dos nossos objectivos: o apuramento pela via directa, ou seja, pela vitória no grupo.

Todavia, Capello terá uma tarefa espinhosa pela frente. Apesar do futebol russo ter um potencial gigantesco e ter novos talentos a despontar (Dzagoev é o exemplo mais crasso) a espinha dorsal da selecção Russa está assente em jogadores cuja veterania pode começar a pesar. Caso dos irmãos Berezutski, de Sergei Ignashevich, de Anyukov, Semak, Pavlyuchenko, Andrei Arshavin, Marat Izmailov, Yuri Zhirkov ou Pavel Pogrebnyak.

Porém, Capello já foi capaz de, por duas vezes, recuperar um histórico do futebol mundial. Falo-vos obviamente do Real Madrid. E das duas vezes que o fez, acabou por sair pela porta pequena de Santiago Bernabéu. Podemos portanto esperar tudo desta Russia.

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breve análise à fase de grupos do euro 2012

Grupo A

O Grupo A começa com um empate entre uma das selecções a jogar em casa (Polónia) e a Grécia de Fernando Santos. Num jogo muito mal jogado do ponto de vista técnico, as duas selecções haveriam de empatar com duas expulsões pelo meio. Desde logo se denotou que o segredo de Fernando Santos para a selecção Grega não era mais do que aquilo a que a Grécia nos tem habituado desde 2004: defender bem e apostar no contra-ataque, quase sempre conduzido pelo eterno Giorgios Karagounis. Do jogo contra a Polónia surgiu uma das revelações deste euro: o médio defensivo do Olympiakos Ioannis Maniatis. Ao lado do também eterno Katsouranis, Maniatis tem aqui a rampa de lançamento para um campeonato de topo. No jogo em si, a Polónia teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A inexperiência Polaca fui sem dúvida o seu maior inimigo durante a fase de grupos. Comandados pelo trio do Borússia de Dortmund (Kuba, Piszczek e Lewnadowski) coube ao avançado abrir a contagem no marcador neste primeiro encontro, prometendo aos adeptos polacos a esperança de passar pelo menos a fase-de-grupos.

Depois do jogo inaugural, a Rússia caprichou e venceu a República Checa por 4-1. Apesar de ter vencido o grupo, ninguém dava nada por esta selecção checa, muito em virtude da má-forma dos seus principais jogadores (Rosicky e Baros principalmente) e do facto desta selecção ser uma selecção envelhecida e longe da selecção que foi nos tempos de Nedved, Poborsky, Berger e Jan Koller. No primeiro jogo, os Checos foram devorados por uma selecção Russa comandada por um homem que dentro em breve será um dos grandes do futebol mundial: Alan Dzagoev. Dzagoev, sempre bem acompanhado por outros grandes jogadores como Arshavin, Kerzhakov, Anyukov, Zhirkov, Zyrianov e Pavluchenko, foi um autêntico pesadelo para a defesa checa. Assimilando por completo o conceito de jogo holandês do futebol total trazido por Hiddink e continaudo por Dick Advocaat, a Rússia esmagou por completo a república checa através de rápidos contra-ataques e de uma circulação de bola exímia. No entanto, os problemas físicos vieram no 2º e 3º jogo para o lado dos Russos e todo o favoritismo construído aquando do primeiro jogo quanto à vitória no grupo transformou-se rapidamente numa eliminação mal digerida dos russos frente aos Gregos.

Coube então à República Checa obstruir o caminho aos Russos, com uma enorme subida de rendimento de Tomás Rosicky. Os Gregos deram o golpe fatal na Rússia na 3ª jornada, através da sua táctica habitual: marcar um golo e defender o resto do jogo, característico jogo da selecção grega que muitas dificuldades poderá colocar à Alemanha nos quartos-de-final.

Grupo B

Na primeira jornada, um Portugal – Alemanha afigurava-se como o primeiro grande jogo deste anos. Minutos antes, a Dinamarca tinha imposto a primeira grande surpresa deste europeu, vencendo de forma categorica (com um golo de Krohn-Dehli surgido após uma belíssima jogada de ataque dos dinamarqueses) a selecção Holandesa, que foi para a Polónia já com um intenso mau estar entre alguns dos seus jogadores e entre os jogadores e o seleccionador. De Lviv, Portugal trouxe a aflição. Num jogo que pendeu claramente para o lado português, coube a Mário Gomez mostrar o porquê da Alemanha ser historicamente uma selecção eficaz: uma oportunidade, um golo. Já no lado português, meia dúzia de oportunidades na cara de Manuel Neuer não nos deram mais do que uma infeliz derrota contra a selecção germânica.

Ao intervalo do jogo contra a Dinamarca já na 2ª jornada, e com margem de erro nula, pensavamos nós que Paulo Bento já tinha conseguido inverter a falta de eficácia da selecção. Apesar de ter feito um excelente jogo contra a Dinamarca, a selecção acabaria por sofrer até aos minutos finais. Silvestre Varela acabaria por fazer aquilo que Cristiano Ronaldo não tinha feito minutos atrás. No outro jogo da 2ª jornada, era Mario Gomez quem mostrava novamente as suas credenciais frente a uma Holanda que foi sem margem para dúvida a maior decepção deste europeu.

Contra os Holandeses, Ronaldo apareceu. A Holanda, apostada em vencer até inaugurou o marcador. No entanto, os Holandeses esqueceram-se daquilo que Joachim Low e Morten Olsson tinham feito para anular a influência do craque português: colocar mais que um jogador na área de influência do jogador do Real Madrid. Van der Wiel, apesar de ser um bom lateral, foi um jogador muito escasso para as manobras do português. Ronaldo venceu quase todos os confrontos contra o homem do Ajax e apontou 2 belíssimos golos numa exibição que só não foi de sonho porque o poste lhe anulou por duas vezes um poker que seria brilhante. Do lado Holandês, Wesley Sneijder confirmou a má-época que realizou ao serviço do Inter, Huntelaar e Van Persie foram uma nulidade e de Robben só se viram algumas arrancadas pela direita no jogo contra a Dinamarca e um trabalho individual interessante que permitiu o golo de Van der Vaart contra Portugal. No Alemanha-Dinamarca, os dinamarqueses bem tentaram colocar a selecção germânica fora dos quartos-de-final, mas (com uma ligeira ajuda da arbitragem) tal acabaria por não acontecer.

A selecção Holandesa entrará numa nova fase. Prevejo uma grande renovação na equipa. Os Holandeses acabam por ter matéria prima capaz de fazer essa renovação. De um geração marcada pela influência de Robben, Van Persie, Dirk Kuyt, Huntelaar, Sneijder e Van der Vaart, prontificam-se jogadores para o futuro como Strootman, Van der Wiel, Eljero Élia ou Luuk de Jong. Nesta selecção, Ricky Van Wolfswinkel do Sporting tinha claramente lugar. A federação Holandesa deverá querer apostar num seleccionador forte e quem sabe se não é desta vez que Guus Hiddink volta ao seu país para orientar a selecção.

Grupo C

Do Espanha – Itália da primeira jornada viu-se uma inversão de papeis: Itália e Espanha entraram em campo sem pontas-de-lança dignos desse nome (quer queiramos quer não, Balotelli e Di Natale não são pontas-de-lança). A Itália mostrou-se a espanha do passado (c0m um registo muito mais atacante do que em edições de fase finais de torneios internacionais anteriores) e a Espanha mostrou-se um bocado à semelhança da Itália do passado, jogando um jogo cauteloso e de contenção de bola. Comandados pelo sentido de jogo de Pirlo e Marchisio, seriam os italianos a abrir as hostilidades para 3 minutos depois ser Fabrègas a consumar o empate para a Espanha. No entanto, era mais que previsível um empate pois nenhuma das selecções quis efectivamente arriscar para vencer, preferindo desiquilibrar a classificação no jogo que ambas tinham perante a Croácia.

Os Croatas ainda ameaçaram quebrar o favoritismo de italianos e espanhóis. A vítima da primeira jornada seria a indefesa Irlanda. Modric foi o maestro da Croácia e Mandzukic, mesmo apesar da eliminação da selecção balcânica, expressou em golos o belo futebol de ataque da selecção comandada por Slaven Bilic. Depois do 3-1 inicial, confesso que coloquei a Croácia como outsider ao título europeu, previsão essa que aumento depois dos croatas terem realizado a partida que realizaram contra os italianos. Apesar da eliminação, quase toda a selecção croata sai muito valorizada deste europeu. Mandzukic e Modric deverão ser dos jogadores mais cobiçados deste verão. No entanto, a Croácia acusou alguma imaturidade e alguma falta de qualidade no sector defensivo.

A Irlanda haveria de se expor ao futebol superior de Espanhóis e Italianos, acabando o europeu com um score lastimável de 1-9. Giovanni Trapattoni não conseguiu operar um milagre com o que tinha e a Irlanda, com uma selecção que precisará de ser renovada já na próxima qualificação para o Mundial de 2014 não deve sonhar com uma presença numa fase final de uma competição internacional num futuro próximo. Já a Croácia realizou uma excelente partida contra a Espanha e a bom da verdade desportiva, foi claramente roubada em dois lances: uma mão clara de Iniesta na área e um penalty que ficaria a assinalar já nos minutos finais na área espanhola, depois de Iker Casillas ter derrubado ostensivamente um jogador croata.

Grupo D

Sheva animou as almas ucranianas com dois golos no jogo inaugural da equipa da casa. Aos 35 anos, Sheva revisitou o seu grande passado e não perdoou por duas vezes na cara de Isaksson no seu jogo de estreia numa fase final de europeu. A Suécia, com um jogo extremamente focalizado em Zlatan Ibrahimovic haveria de ser penalizada pelo facto de se ter visto a vencer os ucranianos por 1-o e por ter optado por uma postura defensiva na 2ª parte. Os Suecos haveriam de corrigir frente aos Ingleses mas aí foram demasiado perdulários perante uma Inglaterra muito cínica e voltada para o contra-ataque e para a velocidade de homens como Walcott ou Welbeck.

De facto, a selecção inglesa contrariou q.b a ausência de Wayne Rooney. No jogo inaugural do grupo frente à França (cuidado com esta França) os Franceses fizeram o que podiam para vencer o jogo. Destaque para as grandes exibições de Cabaye, Nasri, Benzema e Debuchy. A Inglaterra limitou-se a confiar em Joe Hart e a marcar um golo de bola parada por intermédio de Joleon Lescott.

Há minutos, a Suécia despediu-se com honra do europeu, batendo a França por 2-0. Zlatan disse adeus ao europeu com mais uma obra-prima e a França vai ter que se medir forças com a Espanha, sabendo que nas meias-finais, o vencedor deste grupo terá que jogar contra Portugal (sim, porque não estou a ver os checos com futebol para a nossa selecção).

Arbitragem:

Erros graves que decidiram jogos e que começaram no jogo inaugural entre Polónia e Grécia. Más decisões que custaram apuramentos (Alemães e Espanhóis). Num euro que se queria pautado pelo rigor técnico e disciplinar, a arbitragem não tem estado à altura das operações. As experiências da UEFA quanto ao árbitro de baliza dão-se como completamente falhadas após este europeu.

Prestações individuais. A meu ver, aqueles que estiveram “in” na fase de grupos:

Grécia: Ioanis Maniatism, Giorgios Karagounis, Samaras, Gekas

Polónia: Lukas Piszczek, Murawski

Rep. Checa: Tomás Rosicky, Michal Kadlek, Polak, Abebe Selassie

Rússia: Dzagoev, Zhirkov, Pavlyuchenko, Anyukov

Portugal: Fabio Coentrão, Pepe, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela

Alemanha: Phillip Lahm, Mats Hummels, Mario Gomez, Lukasz Podolski, Mezut Ozil

Holanda: Rafael Van der Vaart

Dinamarca: Niklaas Bendtner, Simon Kjaer, Erikssen

Itália: Giorgio Chiellini, Claudio Marchisio, Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Mario Balotelli e Antonio Di Natale

Espanha: Cesc Fabrègas, Fernando Torres, Xavi

Rep. Irlanda: Sean St. Ledger

Croácia: Mandzukic, Luka Modric, Rakitic, Jelavic

Inglaterra: Theo Walcott, Steven Gerrard, Joleon Lescott, Danny Welbeck

França: Phillipe Mexés, Debuchy, Ribéry, Yohann Cabaye, Samir Nasri, M´Vila

Ucrânia: Shevchenko, Yarmolenko

Suécia: Zlatan Ibrahimovic, Kim Kallstrom

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futeboladas

Breve resumo e comentário à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Grupo A

Festa Napolitana no El Madrigal.

O Nápoles, no ano de regresso à maior competição do futebol europeu, deslumbrou e conseguiu ontem o merecido apuramento para os oitavos-de-final depois de bater o Villareal por 2-0 no El Madrigal.

Depois da vitória no San Paolo frente ao Manchester City no jogo referente à 5ª jornada, bastava à turma comandada por Valter Mazzarri vencer o seu jogo, indiferentemente daquilo que se pudesse passar no City of Manchester. O calendário não podia ter saído de melhor forma aos Italianos. O Villareal apareceu na última jornada como um “triste” último: em má-forma tanto a nível europeu como a nível interno, com problemas de balneário por resolver (Rossi quer voltar a jogar em Itália; Nilmar está para ser vendido para o Brasil; suspeitam-se ordenados em atraso na equipa) e sem qualquer ponto conquistado nos embates contra os italianos, Bayern e City.

Gokhan Inler (na imagem) haveria de abrir o marcador para os napolitanos aos 65 minutos e Marek Hamsik haveria de fechar a contagem 10 minutos depois.

No City of Manchester, os novos milionários do futebol europeu ficaram pelo caminho. O dinheiro pode ajudar à obtenção de resultados, mas felizmente não os compra, ou, se alguma vez os comprou a nível europeu (caso do Marselha) esses clubes foram automaticamente punidos com a perda dos títulos.

O City precisava de bater o Bayern e esperar que no El Madrid o Villareal despertasse da sonolência que se tinha verificado até então.

Num jogo bem disputado, os homens de Mancini cumpriram a sua obrigação perante um Bayern em que Jupp Heynckes aproveitou para poupar alguns dos jogadores mais utilizados e colocar em campo aqueles que têm jogado menos tempo na equipa. Casos de Nils Petersen (reforço que chegou no verão ao Allianz-Arena vindo do Borussia de Moenchagladbach) Ivica Olic, Daniel Pranjic, Takashi Usami (na 2ª parte) Diego Contento, Luis Gustavo e Anatolyi Timoschuk.

O City venceu por 2-0 com golos de Silva aos 36″ e Yaya Touré na 2ª parte.

Contas do grupo terminadas, o Bayern venceu o grupo com 13 pontos, contra os 11 do Napoles, os 10 do City e nenhum do Villareal.

Passo às observações:

1. Num grupo em que se previa uma luta feroz entre as quatro equipas, tivemos um City que não confirmou o seu estatuto de favorito à passagem e o Villareal que se apresentou nos 6 jogos desta fase de grupos como um colectivo muito distante do potencial que a equipa tinha demonstrado nos últimos 7 anos na competição.

2. Como momentos chave  deste grupo destaco:

2.1 – O empate do Nápoles na 1ª jornada no City of Manchester e obviamente a vitória no San Paolo e o empate caseiro frente ao Bayern de Munique.

A equipa Napolitana, tomando em conta o facto de ter um potencial ligeiramente diminuído em relação ao “arsenal bélico” que o City é detentor, sempre denotou uma postura incrível tanto nos jogos contra os Ingleses como nos jogos contra os Alemães do Bayern. O Napoles é uma equipa muito madura, recheada de talentos e com um espírito de luta e sacríficio que é ímpar no futebol italiano. Jogadores como Cavani, Hamsik, Maggio, Inler, Aronica e Lavezzi voltaram a demonstrar que merecem jogar em equipas que tenham mais objectivos do que aqueles que tem o Nápoles neste momento. Mas, como outsiders que irão ser nos oitavos-de-final, arriscam-se (caso voltem a manter o elevado nível de resultados) a ser um enorme quebra cabeça para quem se atravessar no caminho e, efectivamente, creio que o Nápoles tem mais que condições para se bater com qualquer um dos vencedores de grupo e conseguir ir longe na prova.

2.2 – O empate caseiro do City frente ao Nápoles, a derrota no San Paolo e o empate em Munique. Esperava-se mais deste City. O grupo era complicado e a bom da verdade o City conseguiu 10 pontos, algo que em circunstãncias normais garante o apuramento para a fase final da prova. Roberto Mancini não está de parabéns mas também não poderá ser criticado. A equipa peca por ter mostrado muito pouca ambição no jogo decisivo em Nápoles. Ao contrário do que tem vindo a fazer a nível interno (muito caudal de jogo ofensivo, quase sempre bem jogador e com uma eficácia brutalissima) na Champions o City jogou muito, atacou muito mas nem sempre conseguiu o efeito desejado: marcar golos. Acabou eliminado e poderá lutar por um lugar ao sol na fase final da Liga Europa.

2.3 – O Bayern cumpriu. Num grupo difícil, apenas perdeu o jogo em que já estava apurado. Heynckes está de parabéns. Passar 5 jogos sem conhecer o sabor da derrota num grupo com Villareal, City e Nápoles é um feito gigantesco.

3 – Esta champions marca o fim do Villareal como o conhecemos. O submarino amarelo está a ser literalmente desmantelado depois de anos e anos a gastar mais que as suas possibilidades. No verão tinham saído Capdevilla e Cazorla e já na altura se dizia na comunicação social que o clube atravessava problemas enormes. Agora serão Rossi e Nilmar os nomes que poderão abandonar o clube dos arredores de Valência. Um já afirmou que gostava de representar a Juventus a partir de Janeiro, o outro poderá estar a caminho do São Paulo. Internamente, o Villareal já não está em condições de lutar pelos lugares uefeiros. Esta época está a prová-lo, visto que nas primeiras 14 jornadas da competição o Villareal ocupa o modestissimo 15º lugar com 14 pontos.

Grupo B

Seydou Doumbia continua a ser o bombardeiro de serviço do CSKA. Em Milão, o Costa Marfinense que o CSKA contratou em 2010 por 12 milhões de euros ao Young Boys da Suiça, já pagou o investimento ao marcar o golo decisivo dos russos contra o Inter em Giuseppe Meazza que deu a qualificação ao emblema do exército Russo.

O Inter vai de mal a pior. Já não basta a fraca prestação a nível interno. Na Liga dos campeões é certo que venceu o grupo, mas venceu-o de forma algo rastejante quando nada o previa.  Com Lille, Trabzonspor e CSKA os “Interistas” apenas somaram 10 pontos e sentiram enormes dificuldades para os obter.

No jogo de ontem, Claudio Ranieri, optou por colocar em campo uma equipa alternativa, dado a qualificação confirmada do clube para a próxima fase da competição na 5ª jornada. Assim sendo, optou por dar mais ritmo competitivo a jovens como Obi, Phillipe Coutinho, Marco Faraoni e Luca Caldirola e Andrea Rannochia.

Tal efeito pagou-se caro: o CSKA precisava de vencer para alimentar o sonho da qualificação e fez pela vida para o conseguir. Seydou Doumbia aos 50″ e Vasili Berezutski aos 86 garantiram a qualificação para os Russos. Cambiasso marcou o único tento dos milaneses.

No outro jogo do grupo, Lille e Trabzonspor anularam com um empate ambas as hipóteses de qualificação, perfilando o resultado que interessava ao CSKA.

O Lille foi obviamente a equipa que mais tentou fazer pela vida. A jogar em casa, rematou por 14 vezes e teve domínio na posse de bola (62% contra 38%). Mas tal não foi suficiente para marcar um único golo e a defesa até compensou aos turcos: asseguraram o 3º lugar e irão jogar a Liga Europa.

Observações:

1. Como já referi, o Inter teve muitas dificuldades nesta fase de grupos. Rosto visivel de uma equipa onde paira uma enorme indefinição quanto ao presente. A direcção milanesa está a estudar hipóteses a curto prazo. A questão coloca-se apenas no sentido das decisões que se possam tomar: vender os jogadores mais velhos e capitalizar de forma a renovar o ciclo no clube com a entrada de jovens jogadores já em Janeiro que possam desenvolver as suas capacidades na 2ª metade da época tendo em conta a formação de uma equipa mais competitiva na próxima época ou inserir os jovens jogadores que o clube detem (Obi, Crisetig, Coutinho, Faraoni, Caldirola, Alvarez, Zarate, Nagatomo) e apostar que estes se insiram esporadicamente na equipa sob o olhar atento de experientes como Samuel, Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Forlan ou Milito? Em Janeiro teremos resposta a esta longa pergunta.

É certo que estes velhos jogadores já não acrescentam mais valia à equipa do que o passar da sua experiência. Alguns deles, estão inclusivamente “parados no tempo” desde que o furacão Mourinho abandonou o Giuseppe Meazza. Se por um lado podem dar a sua experiência aos  mais jovens, por outro, a sua venda (Cambiasso, Chivu, Thiago Motta, Muntari, Forlán, Milito, Maicon, Sneijder ainda são activos muito atractivos a outros clubes europeus) poderá garantir ao clube o capital que necessita para renovar o ciclo do seu plantel com outros jogadores.Outros como Stankovic, Zanetti, Lucio e Samuel são jogadores cujo valor de mercado é actualmente nulo e nem interessa ao clube que saiam tão cedo visto que são enormes mais-valias nesse passar de testemunho à nova geração de jogadores como Obi, Alvarez, Crisetig, Poli, Luc Castaignos, Coutinho, Jonathan e Faraoni.

Creio que acima de tudo, o Inter quererá construir o seu núcleo duro para o futuro em alguns jogadores como Sneijder, Zarate, Pazzini, Obi, Ricky Alvarez, Rannochia e com os jovens que referi no último parágrafo, se bem que o Holandês está cada vez mais longe de permanecer no clube italiano. Para isso, Moratti e seus pares deveriam tomar decisões já em Janeiro, vendendo alguns activos de forma a contratar outros que possam adaptar-se ao clube e formar uma equipa coesa para a próxima época. É certo que em Fevereiro ainda haverá uma Champions para jogar. Mas se pensam que o Inter pode ir longe, creio que tais aspirações são mito.

2. Lille – Esperava-se claramente mais deste Lille. Para campeão Francês em título e com jogadores com a craveira de Eden Hazard, Pedretti, Mavuba, Obraniak, Joe Cole e Pape Sow, esperava-se um rendimento mais aceitável do Lille nesta fase de grupos. Acaba por sair pela porta do cavalo na competição e Hazard torna-se um jogador muito apetecível para os tubarões do futebol europeu atacar já em Janeiro visto que poderá jogar em qualquer competição dessa data em diante. O Manchester United, mesmo apesar da eliminação poderá já estar a fazer contas à vida para saber quanto irá pagar pelo passe do internacional Belga para colmatar uma posição onde este se irá encaixar na perfeição.

3. Seydou Doumbia e Alan Dzagoev – Duas promessas confirmadas do futebol. Não faltará muito para que o CSKA tenha propostas milionárias para arrebatar o que de melhor tem os russos neste momento para oferecer à grande europa do futebol.

4. Resultados que marcam este grupo:

4.1 – A derrota do Inter contra o Trabzonspor em Giuseppe Meazza na 1ª jornada por 1-0 e a consequente vitória na Russia frente ao CSKA por 3-2 num jogo muito sofrido em que Zarate saltou do banco para resolver. Dois resultados inesperados, sendo que o resultado na Rússia acabou por ser decisivo para os milaneses.

4.2 – O empate do CSKA em Trabzon a 0 bolas.

4.3 – A vitória do Lille na Rússia por 2-o ainda deu algum alento aos franceses mas a última jornada traria um empate bastante injusto contra os Turcos do Trabzonspor e consequente eliminação das provas europeias.

Grupo C

Dos valiosos pés de Nico Gaitán surgiu a magia que culminaria no golo de Cardozo e na vitória q.b do Benfica num grupo onde teve uma participação excepcional.

O jogo contra o Otelul Galati serviu efectivamente para isso: arrecadar mais 800 mil euros e confirmar a passagem aos oitavos-de-final na 1ª posição. Dentro de campo, continua a notar-se a diferença do nível exibicional do Benfica sem e com Pablo Aimar. Perdoem-me os Benfiquistas mas tenho que fazer uma ressalva: mesmo com Gaitán em grande forma, sem Pablo Aimar, o Benfica não tem metade do poderio ofensivo.

É ele que distribui jogo, é ele que encontra os espaços onde eles parecem não existir, é ele que fura as defesas quando estas se fecham no seu meio-campo, é ele que joga e faz jogar toda a equipa encarnada. Daí que seja notório que todos os maus resultados do Benfica nesta temporada se dêem quando o Argentino não se encontra dentro das quatro linhas.

O Otelul Galati acabou por ser o “isco fácil” que a UEFA lançou no meio dos tubarões de um grupo onde se previa que o Manchester alcançasse “de cadeirinha” a vitória, o que não veio nem por sombras a acontecer.

De potencial muito limitado, a equipa orientada por Dorinel Munteanu não tem arcaboiço para disputar esta competição e creio que não a disputará tão cedo no futuro.

Em futebol de alta competição, os erros pagam-se caros. Que o diga Alex Ferguson. Esta partida de St Jakob´s Park não foi mais de que o culminar de uma atitude errónea da turma de Manchester na prova e a vitória do querer, do sonho e do saber estar e jogar dos jovens jogadores suiços.

As palavras de Sir. Alex Ferguson na flash-interview que se seguiu à partida resumem efectivamente o que passou com o clube nos 6 jogos desta fase: “Of course we’re disappointed. The last few years have been outstanding and it’s a loss because it’s the best tournament in the world. It’s a marvellous competition. Losing the early goal was a big blow. When you’re away from home and 1-0 down you have a job to do and we didn’t take our chances. It’s big blow for us.”

Passo imediatamente para as observações do grupo:

Sobre o Benfica pouco há a dizer. O Benfica vence o grupo justamente porque foi a melhor equipa nos 6 jogos desta fase de grupos. Alcançou dois empates contra o United, sendo que em ambos os dois empates poderiam ser perfeitamente duas vitórias.

O Basileia é uma enorme surpresa. Em Old-Trafford já tinha dado o ar de sua graça ao colocar em sentido a equipa de Sir. Alex Ferguson. Contra o Benfica, pode-se dizer que a equipa suiça vendeu cara a derrota contra a equipa de Jorge Jesus. Na última jornada, fez das tripas coração e derrotou com classe o Manchester United, eliminando o campeão Inglês da prova.

Este sucesso do Basileia não é propriamente algo que tenha surgido ao acaso. O Basileia é uma equipa que comporta no seu plantel um mix de jovens e experientes jogadores. Pena é apenas que estes jovens jogadores não consigam evoluir muito mais para o clube no futuro pois decerto que serão vendidos no final da época. Falo de Steinhofer, Park Joo Ho, David Abraham, Alexander Dragovic, Cabral, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valentin Stocker, Jacques Zoua e Fabian Frei. O casamento desta emergente geração de talentos da formação do clube e do futebol suiço casou muito bem com jogadores consagrados como Alexander Frei, Marco Streller ou o veteraníssimo Scott Chipperfield. E deste casamento sai um apuramento que é histórico para o clube.

Se eu fosse o director-desportivo de um clube grande europeu, começava a pensar em contratar alguns destes jogadores para a minha equipa. Ressalvas claro para as estrelas da companhia: Xhaka, Shaqiri, Dragovic e Fabian Frei, jogadores que em breve poderão colocar a Selecção Suiça na onda dos bons resultados e das participações em fases finais de Mundiais e Europeus.

Manchester United.

Muito há a dizer sobre a desastrosa participação do United na competição.

Começo pelo evidente: a construção do plantel e o empolgamento nas primeiras jornadas do campeonato. O plantel do United está desiquilibradíssimo. É um facto notório.

Começando pela baliza: Di Gea não está a aguentar a pressão de, para já, ser o substituto de Edwin Van Der Saar. Também é certo que os seus tenros 21 anos estão a ser decisivos para algumas más exibições que o espanhol tem evidenciado e obviamente para a sua progressão no clube no futuro.

Na defesa, Phil Jones foi um jogador muito caro para aquilo se tem visto dele. 22 milhões por um jovem que comete graves erros em todos os jogos em que joga é um risco que terá que ser assumido no presente por Ferguson. Johnny Evans, e os irmãos Da Silva são jogadores que estão a mais neste United. Smalling iniciou a época a todo o gás mas têm vindo a perdê-lo com o decorrer das partidas. Rio Ferdinand está velho, cansado e muito propenso a lesões. Vidic passa mais tempo no estaleiro do que a jogar. Evra tem vindo a decair ano após ano. A estratégia do United deve começar por aí: reformar adequadamente a sua defesa.

No meio-campo, com a saída de Scholes ficou um lapso enorme por emendar: o United não tem um organizador de jogo. Arrisco-me até a dizer que precisa de dois: um que saiba cumprir a função de trinco na perfeição e consiga fazer devidamente a transição defesa-ataque, o que Michael Carrick não faz e nunca fez e que Scholes fazia na perfeição, e outro mais avançado (um 10 puro) que consiga distribuir jogo pelos seus companheiros de ataque e encontrar espaços onde estes parecem não existir. Existem diversos jogadores que cumprem todos os requisitos que lhes são exigidos por semelhantes tarefas: para o primeiro posto, jogadores como Lee Cattermole, Enoh (Ajax) Fernando, Ever Banega, Mario Suarez (Atlético de Madrid), Cristian Ledesma (Lázio) Jack Rodwell (Everton) ou Steve Sidwell (Aston Villa) podem ser soluções viáveis para este United, se bem que o homem da Lazio e Ever Banega serão jogadores que não serão transaccionados por meia dúzia de trocos. Para a 2ª posição, o eleito de Ferguson é efectivamente Wesley Sneijder. É o jogador que encaixa perfeitamente nesta equipa e o Holandês verá com bons olhos uma possível transferência para Old Trafford. Outros como Marek Hamsik, Mario Gotze, Marko Marin, Paulo Henrique Ganso ou Luka Modric, também podem ser alvos desejáveis pelo Manchester United.

No plantel do United, existem diversos erros de casting. Não só os defesas que mencionei mas jogadores como Anderson (Ferguson apostar no brasileiro é bater no molhado) Darren Fletcher (ainda não consigo perceber como tem lugar no United) António Valência (22 milhões??!!) Wellbeck, Federico Macheda (um sonho de uma tarde) e Dimitar Berbatov (é bom, mas já deu para ver que por vezes está a mais).

Indo em concreto ao que se passou dentro das 4 linhas.

Ferguson pensou (qualquer treinador com o plantel que dispõe, com a dureza das provas que disputa em simultâneo, com o potencial em teoria dos adversários que iria enfrentar) em optar pelo rotativismo nesta fase de grupos para conseguir ter o seu plantel fresco para disputar todas as competições deste início de época. Tal rotativismo saiu-lhe obviamente furado: no campeonato dista a 5 pontos do líder; a liga dos campeões já era.

O 2º erro de Sir. foi obviamente ter inventado q.b nos jogos da equipa, adequando a equipa mediante a observação que fez (e que os seus olheiros lhe fizeram) das equipas na contenda: contra o Benfica na Luz optou por um meio campo de cariz mais defensivo, fazendo exactamente o mesmo nos jogos contra Basileia e Benfica em Old-Trafford, aliando tal facto, à poupança de jogos que referi no último parágrafo. Daí que Nani (indiscutivelmente o mais desiquilibrador da equipa) tenha sido relegado para o banco em 3 partidas, 2 delas com a importância que vieram a ter para este falhanço como são as de Benfica (fora) Basileia (casa) e Otelul Galati (fora).

O 3º problema que justifica a eliminação foi a clara atitude de apatia da equipa, exceptuando pequenos trechos de jogo em que o Manchester se viu aflito e tentou minorar as perdas: falo da 2ª parte contra o Benfica em casa e das 2ªs partes contra Basileia em casa e fora. Até contra a modesta equipa Romena do Otelul Galati, a equipa do Manchester venceu sem convencer.

Ferguson apanha assim o 2º escaldão desta época. Na semana passada havia sido a eliminação da Taça da Liga Inglesa frente ao Crystal Palace da 2ª divisão.

Tais factos e eventos culminaram nos resultados chave deste grupo: os empates contra o Benfica (volto a frisar que o Benfica podia ter ganho as duas partidas), o empate caseiro frente ao Basileia e obviamente a derrota de ontem em St. Jakob´s Park.

O Manchester salta para a Liga Europa e é obviamente para já o contender nº1 à conquista da prova. Mas, na Liga Europa, as coisas não costumam ser famosas para os clubes que saem da champions, por isso, tudo poderá acontecer.

Grupo D

O Real Madrid cumpriu o seu pleno nesta fase de grupos. 18 pontos com um score de 19-2.

Com Mourinho a aproveitar, em véspera de derby, para voltar a dar tempo aos menos utilizados (Nuri Sahin, Kaka, Esteban Granero, Raúl Albiol, Raphael Varane, Callejón, Hamit Altintop e o Português Pedro Mendes, jovem emprestado pelo Sporting ao Real) e para aproveitar para testar novamente Fábio Coentrão na direita tendo em conta a preparação do teste de sábado contra o Barcelona.

3-0 com golos de Callejón (2) e Higuaín num jogo (numa jornada, diria) envolta em polémica e que ainda poderá dar muito que falar.

1º pelos dois golos mal-anulados ao Ajax, que davam qualificação mesmo apesar de uma eventual derrota por 3-2.

2º pelo jogo de Zagreb, do qual falei mais à frente.

O Ajax fica pelo caminho, mas do pouco que vi desta equipa fica pelo caminho com a sensação de que poderia ter alcançado a qualificação, graças ao bom futebol (ao estilo holandês) que pratica. Os Holandeses tem novamente uma boa geração de jogadores para exportar, casos de Enoh, Erikssen, Lorenzo Ebecilio, Vurton Anita, Gregory Van der Wiel, Jan Vertonghen, Daley Blind, Nicolás Lodeiro e o inevitável Miralem Sulejmani. Outro facto que pude constatar é que dos 18 convocados por Frank De Boer para esta partida, os dois mais velhos neste plantel do Ajax são Dimitry Bulykin (32 anos) e Theo Janssen com 30. O 3º mais velho é o guarda-redes Vermeer e mesmo este já tem 6 épocas na equipa principal do clube de Amesterdão.

Não tenho palavras para descrever aquilo que se passou em Zagreb tal é a confusão que me ocorre na cabeça.

As contas do grupo eram simples: o Ajax passava se vencesse o Real. Passava se empatasse, passava caso o Lyon não vencesse na Croácia e passava caso perdesse 1-o e o Lyon vencesse por mais de 6 golos de diferença. O Ajax veio a perder 3-0 (score 6-6) e o Lyon venceu por 7-1, passando o seu score na competição de 2 (sim, 2!!!) golos marcados até então para um parcial de 9-7.

Em primeiro lugar não percebo como é que uma equipa conquista 8 pontos nesta prova e até à última jornada só tem 2 golos marcados, marcando 7 no último.

Depois, o jogo de Zagreb é recheadissimo de causalidades: em Amesterdão, o Ajax vê 2 golos mal-anulados que eram mais que suficientes para o seu apuramento. Em Zagreb, o Lyon (equipa que não anda a jogar nada esta época; equipa que tirando Gomis, Michel Bastos, Lisandro Lopez, Anthony Reveillère, Aly Cissokho e Yoann Goucourff não tem nada de jeito; equipa que na Ligue 1 em 16 jornadas já perdeu por 5 vezes e empatou outras 2, ocupando o 4º lugar a 7 pontos do líder Montpellier) começa a perder o jogo frente ao Zagreb aos 40″, consegue empatar aos 45 por Gomis e na 2ª parte, imagine-se consegue marcar 4 golos num espaço de 7 minutos, precisamente nos primeiros 7 minutos da 2ª parte.

Ou das duas uma: ou o jogo foi viciado (algo que já está sob investigação pelas autoridades francesas e pela própria UEFA, como se pode ver a partir destas notícias do Jornal Público aqui e aqui) coisa que não quero acreditar, mas que depois do escândalo Calciocaos em 2006 em Itália e nos pressupostos subornos que se faziam ao director-geral da Juventus de então (Luciano Moggi; entretanto condenado e banido temporariamente do futebol italiano) e a alguns atletas da Vecchia Signora como Buffon, Emerson, Zlatan Ibrahimovic e Fabio Cannavaro para que o clube fosse eliminado nos oitavos-de-final da Champions em 2006 pelo Werder Bremen (resultado que seria benéfico a uma casa de apostas pela quantidade de apostadores que tinha apostado no resultado contrário e resultado que praticamente se veio a consumar não fosse o facto de Emerson ter marcado um golo no último minuto num erro do guarda-redes alemão Tim Wiese que diga-se, quem tiver acesso a essas imagens poderá ver que o então internacional brasileiro não festejou um golo que dava o acesso aos quartos-de-final) me elucida que efectivamente existem outros interesses extra desportivos no futebol e não se deve colocar de parte um eventual cozinhado deste resultado do Lyon com a ajuda da equipa Croata, ou então foi tudo limpinho e os jogadores do Lyon mereceram os 7 golos.

No resumo da partida, necessitando para tal de comparar com o jogo que o Zagreb fez na 5ª Jornada em Santiago Bernabéu em que também foi goleado, reparei noutro aspecto interessantíssimo: em Madrid, o Real iniciou a goleada na 1ª parte, mas os jogadores do Zagreb, a jogar fora, até quiseram dar o ar da sua graça e na 2ª parte foram à procura de golos e conseguiram dois. Em Zagreb, os jogadores até inauguraram o marcador e depois do 2-1 e do 3-1 por parte do Lyon pura e simplesmente desinteressaram-se do jogo, havendo jogadores que não faziam qualquer oposição aos jogadores franceses.

Será obviamente um novelo que caberá à UEFA desvelar, para bem do jogo limpo que o organismo tanto preconiza e para bem da verdade no futebol.

Contas feitas: o Real e o Lyon passam aos oitavos-de-final, enquanto o Ajax vai para a Liga Europa. Era portanto o resultado que se previa neste grupo.

O Zagreb é daquelas equipas que se espera não voltar tão cedo à Liga dos Campeões. Pela espectacularidade que se quer na competição. 3 golos marcados e 23 sofridos é algo ridículo para uma equipa que disputa a Champions. É quase uma média de 4 golos sofridos por jogo.

Grupo E

Depois de uma semana complicada pela derrota na Taça da Liga frente ao Liverpool (outra vez) André Villas-Boas recebeu 2 novos balões de oxigénio: no sábado, a vitória em Newcastle por 3-0 e na terça-feira a vitória também por 3-0 frente ao Valência, com a consequente passagem do Chelsea aos oitavos de final da champions.

Pelo que vi, vi um Valência muito acutilante que tentou planar o seu futebol em Stamford Bridge mas não conseguiu aproveitar as suas oportunidades, e o Chelsea, do outro lado, a sair em venenosos contra-ataques e a consequir marcar todos os seus golos por culpa de erros dos defesas de ocasião do Valência.

Digo defesas de ocasião, vistos os problemas que os dois defesas Portugueses (Ricardo Costa e Miguel) estão a ter com o treinador Unai Emery.

Vamos por partes:

1. Ricardo Costa e Miguel estão castigados internamente pelo seu treinador. Ricardo Costa mantem um diferendo com Emery por algumas declarações menos conseguidas em que criticava as escolhas do seu técnico; Miguel, como é habitual, cumpre castigo interno por ter chegado atrasado a um treino.

2. A defesa que o Valência apresenta em Stamford Bridge, num jogo decisivo para as aspirações da equipa na prova, e, perante o potencial que é inegável do Chelsea, sem Ricardo Costa e Miguel chega quase a ser anedótica: Alberto Barragán, Adil Rami, Victor Ruiz e Jordi Alba. Tirando o Francês que os valencianos foram buscar ao Lille, os restantes são jogadores cuja qualidade é claramente duvidosa e sobretudo jogadores com pouca experiência para este tipo de jogos.

Caricato é, que serão Victor Ruiz e Barragan os grandes obreiros dos dois primeiros golos dos Blues na partida. Emery deve-se ter lamentado das suas rigorosas tomadas de opção e o Valência, apesar do bom jogo que fez (Soldado dispôs de uma oportunidade de golo; Albelda fabricou um golo praticamente feito num remate de longe que só um Petr Cech super inspirado travou num voo colossal) foi encaminhado para a Liga Europa.

Qual fénix renascido do mundo dos mortos, Didier Drogba volta-se a assumir como a primeira escolha para a frente de ataque do Chelsea, mesmo perante o espectro mais que iminente de saída do Chelsea (pode-se dar em Janeiro para o Qatar ou para a Rússia) dado que o Costa-Marfinense termina contrato no fim da época.

Oriol Romeu voltou a ser titular no Chelsea; André Villas-Boas parece estar apostado em dar mais jogo ao jovem médio que os Blues foram buscar por 5 milhões à cantera do Barcelona.

No outro jogo do grupo, o Leverkusen (apurado) empatou com o Genk a 1 bola. Golos de Jelle Vossen para os Belgas e Eren Derdyok para os Alemães.

O Valência ficou pelo caminho num grupo onde era dado como favorito à passagem. Os Valencianos caem de pé e mesmo apesar desta eliminação, continuam a realizar uma boa temporada.

O Chelsea passa o grupo com algumas dificuldades. Dificuldades essas que estão a seguir a tendência destes primeiros meses de AVB no clube. Creio que só haverá espaço para os blues melhorarem a sua equipa e acredito que em Janeiro poderão chegar mais reforços de peso a Stamford Bridge. Fala-se também que David Luiz poderá estar de saída do clube, depois de ter sido contratado em Janeiro ao Benfica. A Juventus poderá ser o destino do central brasileiro.

O Leverkusen foi claramente o outsider do grupo. Não quero com isto dizer que a equipa alemã não tenha potencial para tal. Uma equipa com jogadores como Ballack, Derdyok, Kiessling, Schurrle, Simon Rolfes, Lars Bender e Manuel Friederich não se pode dizer que seja uma equipa banal. O Leverkusen mostrou-se nesta fase de grupos como uma equipa agressiva (bem ao jeito alemão), persistente e acabou por se dar bem.

Como momentos deste grupo, ficam na retina o empate do Valência na Bélgica contra o Gent a zero bolas, o empate entre Valência e Chelsea no Mestalla a 1 bola num jogo em que o Valência poderia ter obtido a vitória, o empate do Chelsea na Bélgica contra o Gent e a vitória do Leverkusen em casa frente ao Chelsea no último minuto com uma cabeçada triunfante de Friederich.

 

Grupo F

O Olympiacos venceu por 3-1 o Arsenal. Arsène Wenger optou por fazer descansar alguns jogadores e colocar em campo outros menos rodados como Lukasz Fabianski, Alex Oxlade-Chamberlain, Sebastian Squillaci, Johan Djorou, Emmanuel Frimpong (mais um talento que Wenger tem aqui para trabalhar) Marouane Chamakh, Francis Coquelin e Yossi Benayoun. Seria o Israelita a marcar o golo dos Gunners.

Contudo, a vitória dos Gregos não foi suficiente para segurar mais do que a Liga Europa.

Jogo épico no BVB Stadium em Dortmund. Aos 85″, o Marselha estava fora da competição. Em 2 minutos tudo se alterou.

Depois de 2 golos da equipa alemã na 1ª parte (Błaszczykowski e Hummels), Loic Remy fechou o primeiro golo com o 1-2 para os Franceses. Andre Ayew aos 85 e Mathiew Valbuena aos 87 marcaram dois grandes golos que deram apuramento ao clube

Uma única observação: Com um grupo muito equilibrado, o Arsenal venceu com 11 pontos. Marselha, Dortmund e Olympiacos lutaram até ao fim pelo apuramento (se bem que as chances do Dortmund no último jogo eram quase nulas) mas no entanto, os campeões alemães decepcionaram-me com os resultados obtidos. Esperava muito mais deste Dortmund, mas, estes resultados também reflectiram o mau arranque de época que a equipa fez e cujos estragos (pelo menos a nível interno) estão a ser minorados. O Olympiacos vai para a Liga Europa, depois de merecer algo mais que o 3º lugar.

 

Grupo G

O jogo da desgraça no grupo da desgraça.

Contra o Zenit, o Porto exibiu-se a altíssimo nível. A sorte não bafejou os portistas num dos melhores jogos da época para a equipa de Vitor Pereira.

O Porto cai de pé na Champions, mas fica o amargo da boca de não ter passado esta fase de grupos. Isto porque era a equipa mais bem cotada e diga-se a bom da verdade, com o maior potencial das 4. Quis a própria competição que uma frágil equipa, de nome APOEL, ressuscitasse do mundo “dos chamados coitadinhos da europa” e conseguisse (com as armas que dispõe) ombrear com as restantes equipas, alcançando um apuramento que se deve considerar como histórico e estóico.

O Porto fez tudo bem. Circulo bem a bola, optou por uma estratégia de jogar pelos flancos, Hulk desiquilibrou várias vezes na direita e James Rodriguez voltou inclusive a aparecer depois de uma má fase exibicional. Faltou apenas o golo, golo esse, negado algumas vezes por uma besta de baliza chamado Vyacheslav Malafeev.

O Zenit limitou-se a aplicar o que ia na cabeça de Luciano Spalletti. Todos conhecemos perfeitamente os treinadores italianos. Todos conhecemos as estratégias que utilizam em alturas em que urge defender um resultado específico. Spalletti foi pragmático: necessitava de um empate. E veio ao Porto para jogar para o empate. Colocou o Zenit em campo sem uma única referência de área: Danny e Lazovic eram os homens mais adiantados. O meio campo foi reforçado com as inclusões de Shirokov, Faizulin, Semak e Denisov e posteriormente, já na 2ª parte com Bruno Alves à frente dos defesas e Konstantin Zyryanov. A missão era claramente a de tapar as alas do Porto, mas duas grandes exibições de Hulk e James furaram em certa medida o pensamento do treinador dos russos.

O Porto deve-se lamentar com as perdidas de James e de Djalma, as duas na cara do guarda-redes. Nem as substituições com a entrada de Kléber e Silvestre Varela trouxeram felicidade ao clube da invicta. Tal facto, acentua cada vez mais a necessidade do Porto se reforçar no mercado com um bom ponta-de-lança.

Olhando para as estatísticas do jogo, não consigo perceber como é que o Porto deixou fugir este jogo. 25 remates (9 dos quais à baliza), 10 cantos, 58\42 em posse de bola. Domínio territorial de 68% no meio campo do Zenit. Mas o futebol é assim mesmo…

No outro jogo do grupo, o APOEL perdeu em casa por 2-0  contra o Shaktar Donetsk. Luiz Adriano e Seleznyov marcaram os tentos da despedida dos Ucranianos das competições europeias nesta temporada.

O grupo 6 termina assim com o APOEL como vencedor do grupo e o Zenit como segundo. Volto a repetir que foi um apuramento histórico por parte dos cipriotas.

Como momentos chave deste grupo são de realçar:

1. A vitória do APOEL em Nicósia sobre o Zenit por 2-1 na 1ª jornada. Desde então, o APOEL aparece na disposição de não ser o bombo da festa do grupo.

2. A derrota na Rússia do Porto contra o Zenit. Um jogo para esquecer. Na mesma jornada, o APOEL vai “sacar” um empate à Ucrânia a 1 bola num jogo onde esteve a vencer por 3 minutos.

3. O empate do Porto em casa contra o APOEL quando se exigia uma vitória e a consequente derrota no Chipre, onde a equipa do APOEL defendeu praticamente o jogo todo (de modo organizado é verdade) e onde conseguiu vencer nos minutos finais com um golo de contra-ataque que podia ter sido evitado pelos portistas.

4. O empate entre Zenit e APOEL na Rússia. Mais uma vez o APOEL mostrou garra e crença na qualificação.

5. O empate no Dragão entre Porto e Zenit.

 

Grupo H

Sem muito para dizer neste grupo.

Tudo praticamente resolvido. Apenas existia a dúvida se seria o Viktoria Plzen ou o BATE a seguir para a Liga Europa. Será o campeão checo, possível adversário do Sporting.

No Barcelona vs BATE Borisov, Guardiola convocou 18 jogadores onde figuravam apenas 6 da equipa principal (Andreu Fontás, Pedro Rodriguez, Pinto, Maxwell, Thiago Alcântara e Gerard Piqué) 3 que já vem sido chamados regularmente à equipa principal (Isaac Cuenca, Marc Muniesa e Jonathan dos Santos) e outros 9 recrutados entre a equipa B do clube, com destaque para Marti Montoya, Martí Riverola, Sergi Roberto, Marc Bartra, Rafinha, Kiko Fermenia e Gerard Deulofeu.

Os miúdos deram bem conta do recado, já jogam o tiki-taka e despacharam os pobres Bielorussos do BATE (que tem nas suas fileiras Mateja Kezman) por 4-0 com golos de Pedro (2) Sergi Roberto e Montoya.

Um bom prémio para a geração do futuro dos Catalães.

No outro jogo, Plzen e Milan empataram a 2 bolas. Max Allegri também jogou com poupanças. Actuaram jogadores como Taiwo, Mexés, Pato (para ganhar ritmo competitivo após lesão) Ambrosini, Bonera, Emanuelson, Mattia Di Sciglio (jovem da cantera do Milan) e Bryan Cristante.

Alexandre Pato e Robinho colocaram os milaneses em vantagem aos 47 e 48″ mas um ímpeto final demolidor do Viktoria haveria de restabelecer a igualdade com golos de Bystron e Duris mesmo ao cair do pano.

Este grupo não merece grandes considerações visto que o resultado final era o que se previa: Barcelona em primeiro, Milan em 2º, ambos sem grandes dificuldades.

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futeboladas

Última jornada. Consagração dos apurados, festa menor daqueles que tem oportunidade de ir ao playoffs ou desilusão daqueles que tinham o objectivo de se apurar nos grupos e tem que ir disputar esses mesmos playoffs, e jornada de honra dos vencidos.

Grupo A

http://video.rutube.ru/4822656e8a0ff8e351b4c275e9a62ccd

A Alemanha decidiu a sorte Belga bem cedo. Em Dusseldorf, Ozil (30m) Schurrle (33m) e Gomez aos 48, sem que Joaquim Low tenha mexido em muito no habitual 11 da Manschaft, decidiram a eliminação da Bélgica em prol da ída da Turquia aos playoffs.
Marouane Fellaini apontou o tento de honra dos Belgas, cujo seleccionador George Leekens voltou a apostar em Witsel a titular e Defour a suplente.

O avançado Buruk Yilmaz resolveu a qualificação turca para o playoff final. Será mais oportunidade para a selecção do eféso. 

Casaquistão e Áustria empataram 0-0 em Astana.

A Alemanha ganhou o grupo com pleno de 30 pontos. A Turquia foi 2ª com 17, a Bélgica 3ª com 15, a Áustria com 12, Azerbeijão com 7 e Casaquistão com 3.

Pontos altos do grupo:
1. A vitória da Alemanha nas 10 partidas com um total de 34 golos. Joachim Low renovou em pleno a sua selecção após o mundial 2010 e a Alemanha aparece novamente com um meio campo que emana a maior qualidade possível dentro do futebol europeu: Mario Gotze, Mezut Ozil, Sami Khédira, Bastian Schweinsteiger, Marko Marin, Toni Kroos, Piotr Trochowski, Christian Trasch e Simon Rolfes são grandes mais-valias para qualquer selecção. Miroslav Klose (9) e Mário Gomez (6) marcaram 15 golos dos 34 Alemães. Klose não tem sido opção desde o verão que marcou a sua mudança para a Lázio de Roma. Não entanto, nada me espanta que, mesmo com a ascenção de André Schurrle à equipa principal da Mannschaft, Joachim Low tenha de chamar o experiente avançado para o campeonato da europa.
2. A vitória turca em casa contra a Bélgica por 3-2 e o empate na Bélgica por 1-1. Arda Turan mostrou-se um jogador importante e decisivo na campanha turca. Apontou o 3-2 contra os Belgas, e o golo da vitória frente ao Casaquistão aos 96″ desse jogo.
3. O empate caseiro da Bélgica contra a Áustria 4-4, com o empate Austríaco a surgir aos 90+3″.
4. As maiores goleadas do grupo: 6-2 da Alemanha à Áustria em Setembro, 6-1 da Alemanha ao Azerbeijão em Setembro de 2010

Grupo B

A Rússia não vacilou e goleou Andorra por 6-0 qualificando-se directamente.

A República da Irlanda terminou com o sonho da Arménia. 2-1 foi o resultado. A Irlanda segue para playoff enquanto a Arménia acaba uma qualificação de sonho onde conseguiu 17 pontos.

Macedónia e Eslováquia empataram a 1 bola.

O grupo termina com a vitória da Rússia com 23 pontos. República da Irlanda vai ao playoff com 21. Arménia 17. Macedónia 8. Andorra 0.

Momentos altos deste grupo:
1. A vitória da Irlanda na Arménia na 1ª jornada por 1-0. Fulcral para as contas finais do grupo e para o apuramento Irlandês para os playoffs.
2. A vitória da Eslováquia na Rússia por 1-0 em Setembro de 2010 mostrava uma Eslováquia capaz de decidir o grupo taco a taco com Russos e Irlandeses. Tal não veio a suceder pois um mês depois, os Eslovacos perdiam 2-1 na Arménia.
3. A vitória por 3-2 da Rússia na Irlanda.
4. A vitória Russa em Moscovo contra a Arménia por 3-1 com hat-trick de Pavlyuchenko.
5. O empate da Eslováquia em Dublin mostrava uma selecção Eslovaca muito forte e decidida em lutar com dois cabeças-de-série. Os Eslovacos de Hamsik haveriam por cair nos últimos jogos quando levaram 4-0 da Arménia em casa.
6. A vitória da Rússia na Eslováquia na sexta com aquele golo monumental de Dzagoev.

Grupo C

A Itália venceu a Irlanda do Norte em Pescara por 3-1. Cassano bisou. Prandelli fechou a sua primeira qualificação com 26 pontos.

A Eslovénia, tal como eu tinha previsto no post anterior, complicou a vida aos Sérvios e mando-os fora do apuramento. A Estónia beneficiou desta vitória Eslovena para ir aos playoffs.
O médio do Olimpija Ljubliana Vrsic foi o marcador do único golo da partida.

A Itália apurou-se automaticamente com 26 pontos. A Estónia ficou em 2º com 16 pontos, a Sérvia 3ª com 15. A Eslovénia com 14. A Irlanda do Norte 9 e as Ilhas Feroés com 4.

Momentos altos da qualificação:

1. A derrota caseira da Eslovénia em casa frente à Irlanda do Norte por 1-2.
2. O empate caseira da Sérvia contra a Eslovénia (1-1) e a humilhante derrota caseira contra a Estónia (1-3)
3. A vitória da Itália na Eslovénia por 1-0 com golo de Thiago Motta.
4. O empate entre Sérvia e Estónia em Tallin em Março com Vassiliev a marcar um dos golos decisivos. O outro seria na Irlanda do Norte. Vassiliev acabaria por marcar 5 golos nesta fase.
5. O empate da Sérvia com a Itália e a derrota decisiva em Ljubljana no dia de hoje.
6. A vitória da Estónia por 2-1 contra as Faroes em casa, onde os Nórdicos viram os Estónios virar o resultado já depois da hora.

Grupo D

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=NJcUFmbHquTrPPw1

A França esteve a perder até perto do fim, e com a derrota a Bósnia estava qualificada automaticamente. Depois do balde de água fria de Dzeko no Stade de France, Nasri salvou o orgulho e a qualificação francesa. A Bósnia foi atirada para o playoff como se atira uma batata quente e pode ser novamente o adversário de Portugal. Não será, como tivemos oportunidade de verificar no playoff de apuramento para o campeonato do mundo de 2010, um adversário fácil.

Nos restantes jogos da última jornada, a Roménia empatou na Albânia a 1 bola. Campanha defraudante dos Romenos, que mais uma vez, estiveram a perder até ao minuto 77.

Nas contas finais do grupo, a França venceu-o com 21 pontos, contra 20 da Bósnia, 14 da Roménia, 13 da Bielorrussia, 9 da Albânia (acaba por ser uma excelente fase de grupos para a modesta selecção) e 4 do Luxemburgo (dentro dos possíveis, o Luxemburgo marcou mais pontos do que aquilo que se previa).

Momentos altos deste grupo:

1. O empate caseiro da Roménia contra a Albânia a abrir e o novo empate a fechar. 4 pontos importantes que os Romenos perderam.
2. A derrota caseira da França frente à Bielorussia em Setembro de 2010. Podia antever-se uma Bielorrussia capaz de lutar pelos primeiros lugares.
3. A vitória fulcral da França na Bósnia por 2-0 em Outubro.
4. O empate da Bósnia na Albânia a 1 bola.
5. A vitória da Bósnia em Sarajevo contra a Roménia em Março. Tal resultado, catapultou os Bósnios na fase de grupos para uma excelente prestação.
6. O empate da França na Bielorrussia em Junho.
7. O empate da França na Roménia a 0 bolas descartou todas as possibilidades Romenas de qualificação.
8. O empate Francês ontem. Foi um jogo muito sofrido dos gauleses.

Grupo E

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=Zy2edlnOghirz86Q

Num jogo que interessava a Portugal na decisão do 2º melhor classificado da fase de grupos, bastava apenas que a Suécia não vencesse a Holanda em Estocolmo indiferentemente do resultado de Portugal em Copenhaga. Portugal falhou a vitória e o empate. Num jogo emocionante de reviravoltas, a Suécia bateu a Holanda por 3-2 depois de ter estado a vencer por 1-0 e a perder por 2-1.
Kim Kallstrom, Sebastian Larsson e Toivonen marcaram os golos dos Suecos. Kuyt e Huntelaar os golos Holandeses. Foi a única derrota dos Holandeses na fase de grupos.

Nos outros jogos do grupo, empate entre Hungria e Finlândia em Budapeste e vitória da Moldávia por 4-0 contra São Marino por 4-0.

Contas finais do grupo: Holanda 27, Suécia 24, Hungria 19, Finlândia 10, Moldávia 9, São Marino 0

Momentos altos do grupo:

1. Os 37 golos dos Holandeses no grupo. 12 dos 37 golos Holandeses foram marcados por Klaas-Jan Huntelaar, o melhor marcador desta qualificatória.
2. A vitória caseira da Moldávia sobre a Finlândia na 1ª jornada. Os Finlandeses estiveram muito abaixo daquilo que tinham feito noutras fases. Perderam meses depois em casa contra a Húngria por 2-1, numa fase em que os Hungaros (à semelhança daquilo que já tinham feito aquando da fase em que calharam no grupo de Portugal) mostravam-se interessados em lutar por mais. Boa prestação magiar num grupo muito difícil.
3. O 4-1 da Holanda à Suécia em Novembro de 2010 marcava a vontade Holandesa de vencer este grupo sem mácula. Em Março, a laranja mecânica haveria de dar 4 fora em Budapeste.
4. O 5-3 da Holanda em Março passado à Húngria em Roterdão. Os magiares estiveram a vencer por 2-1 a meio da 2º parte, e a empatar consecutivamente 2-2 e 3-3. Não resistiram nos últimos 15 minutos.
5. O 5-0 da Suécia em Junho à Finlândia.
6. A vitória Húngara em Budapeste contra a Suécia por 2-1 em Setembro indiciava uma pressão dos Húngaros pelo 2º lugar.
7. A vitória Sueca na passada sexta em Helsínquia por 2-1 confirmava o 2º lugar em definitivo. Relembro para fechar que a Suécia jogou alguns jogos sem a sua maior estrela Zlatan Ibrahimovic.

Grupo F

Depois de vencida a Croácia em Atenas na sexta, a selecção de Fernando Santos não pode embandeirar em arco e suou muito para levar de vencida a Geórgia no dia da alegria Grega provida por mais uma qualificação muito difícil. Depois de estar a perder até aos 79″, o golo de Charisteas aos 85″ fez respirar de alívio o povo Grego. Charisteas é um ídolo entre os gregos. Nos últimos 10 anos, todos os golos históricos dos gregos nas competições internacionais tem o cunho do ponta-de-lança: desde o golo que deu a vitória no Euro 2004, aos golos que fizeram apurar os gregos para o euro 2008 e para o euro 2012.

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No outro jogo importante para as contas do grupo, a Croácia fez o que lhe competia, batendo a Letónia por 2-0. Resultado insuficiente. Os Croatas terão que jogar os playoffs.

Israel bateu malta por 2-0.

Contas finais: Grécia 24 pontos, Croácia 22, Israel 16, Letónia 11, Geórgia 10, Malta 1.

Momentos altos do grupo:

1. O empate caseiro da Grécia contra a Geórgia na primeira jornada a 1 bola. Fernando Santos estreava-se mal no comando técnico dos gregos.
2. O empate entre Croatas e Gregos em Zagreb a 0.
3. A derrota Croata na Geórgia por 1-0 em Tiblissi prejudicou em muito as aspirações croatas ao 1º lugar. O 2º lugar estava em risco em Zagreb quando a Cróacia virou um 0-1 favorável a Israel para um 3-1.
4. A vitória Grega sobre a Croácia por 2-1 na sexta-feira.

Grupo G

Já sem grandes motivos de interesse ao nível da classificação, a Suiça venceu Montenegro em casa por 2-0 mas os Montenegrinos vivem uma época histórica para o seu futebol com a passagem aos playoffs.
Na Bulgária, a selecção da casa perdeu contra Gales por 1-0 com golo de Gareth Bale. Esta fase ainda não mostrou a selecção Galesa com o poderio que ela começa a ter. No entanto, a juventude dos novos jogadores galeses é passível de ter em conta na próxima qualificatória para o mundial.

Contas finais do grupo: Inglaterra 18 pontos, Montenegro 12, Suiça 11, Gales 9, Bulgária 5.

Momentos altos do grupo:

1. Na turma Búlgara, há que recordar a renúncia de Dimitar Berbatov. Enfraqueceu uma equipa por completo. A Bulgária apenas marcou 3 golos em 8 jogos. Lotthar Matthaus está com dificuldades na montagem de uma selecção forte e capaz de ombrear novamente com os grandes europeus.
2. Montenegro. A confirmada surpresa. Com défice no ataque (7 golos) mas com eficácia defensiva (também 7 golos). Prometem ser um osso duro de roer no playoff.
3. A vitória de Montenegro na Bulgária por 1-0 com golo de Zverotic.
4. A vitória Inglesa na Suiça por 3-1.
5. O empate da Suiça em Sófia custou caro o apuramento aos Helvéticos.
6. A vitória Galesa por 2-1 contra Montenegro ainda abriu portas aos Suiços para a 2ª posição do grupo, mas estes haveriam de perder na sexta-feira em Gales por 2-0 quando os Montenegrinos faziam empatar a Inglaterra em Podgorica num jogo histórico.

Grupo I

Com a Espanha apurada, havia apenas o 2º lugar em discussão. Com a vitória Espanhola na sexta em Praga contra a República Checa, e a vitória Escocesa no sábado contra o Liechstenstein, era a Escócia quem estava na pole-position para se apurar para os playoffs. No entanto, a Escócia tinha que visitar a Espanha enquanto a República Checa jogava na Lituânia.

Os Checos cumpriram o seu papel e venceram os Lituanos por 4-1. De cadeirinha, assistiram à vitória Espanhola sobre os Escoceses por 3-1 com dois golos de David Silva e outro de David Villa.

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Finalizada esta fase de grupos:

Apurados directamente: Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Grécia, Espanha, Itália, França, Rússia e Holanda.
Melhor 2º: Suécia
Para playoffs: República Checa, Portugal, Croácia, Irlanda – cabeças de série – Turquia, Montengro, Bósnia-Herzegóvina, Estónia.

Nota: Os cabeças de série jogam contra os que não são cabeças de série.

Outros jogos internacionais:

Ásia-Pacífico: 1ª fase de grupos – 3ª jornada (Passam os dois primeiros)

Grupo A – A Jordânia bateu Singapura por 3-0 fora e continua na liderança do grupo A com 9 pontos. A China perdeu 1-0 em casa contra o Iraque. Os Iraquianos tem 6 pontos, os Chineses 3 e Singapura 0.

Grupo B – A Coreia do Sul bateu os Emirados Árabes Unidos por 2-1 em casa. O Líbano empatou com o Kuwait a 1 bola. Os Sul Coreanos lideram com 7 pontos, o Kuwait tem 5 e o Líbano 4.

Grupo C – A Coreia do Norte pode não repetir a presença no campeonato do Mundo. Os Norte-Coreanos perderam em casa contra o Uzbequistão por 1-0.

Já o Japão deu 8 em casa ao Tadjiquistão.
Japoneses e Uzebeques lideram o grupo com 7 pontos. Coreia do Norte tem 3. Tadjiquistão 0.

Grupo D – A Austrália continua o seu passeio. Venceu Omã por 3-0 em Sydney. Tailândia e Arábia Saudita empataram a 0 bolas.
A Áustralia lidera com 9 pontos. Tailândia com 4, Arábia Saudita com 2, Omã com 1.

Grupo E – Carlos Queiroz e o seu Irão venceram os Bahrein por 6-0. O Bahrein tinha sido a selecção que tinha afastado o Irão do Mundial 2010. O Qatar foi à Indonésia vencer por 3-2.
O Irão lidera com 7 pontos. O Qatar tem 5, o Bahrein tem 4 e a Indonésia ainda não marcou qualquer ponto.

COMNEBOL

2ª jornada do campeonato

Depois da derrota por 4-1 em Buenos Aires contra a Argentina, o Chile bateu em Santiago o Perú por 4-2.

A Colômbia sofreu a bom sofrer para levar os 3 pontos de La Paz. Depois de ter estado a vencer por 1-0 com golo de Dorlan Pabon, seria Walter Ponce a empatar o jogo para os Bolivianos aos 84″. Radamel Falcão haveria de aplicar o seu instinto assassino já depois da hora.

Surpresa na Venezuela. A Vino Tinto continua a surpreender meio mundo com os seus resultados. Em Anzoátegui, a selecção da casa venceu de forma categórica a Argentina por 1-0 e promete estar na luta pelos 4 lugares directos que dão apuramento e pelo 5º que dá vaga para playoff.

Paraguai e Uruguai dividiram pontos após empate a 1 bola em Assunción.

O Uruguai lidera o grupo com 4 pontos. Argentina, Equador (1 jogo) Colômbia (1 jogo) Perú, Chile e Venezuela tem 3 pontos. O Paraguai tem 1 ponto. A Bolívia tem 0.

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futeboladas

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A contenda não roçou o sofrimento, mas, a selecção voltou a ser pouco incipiente do ponto de vista defensivo. Dos 10 golos sofridos nesta qualificação, para uma selecção que está nos píncaros do futebol mundial, é caso para dizer que roça o ridículo o facto de Portugal ter concedido 7 em casa frente a Islândia e Chipre.

Da 1ª parte ressalta um 3-0 “de enfiada” perante uma selecção cujo modo de actuar no Estádio do Dragão gerou alguma confusão no jogo português nos primeiros minutos da partida, tendo os dois golos de Nani conseguido desbloquear a situação.

Do 3-0, passámos a 3-2 no decorrer da 2ª parte. Valeu o golo de Moutinho para devolver algum conforto à turma lusa. Para a retina fica o 5º golo, autoria de Eliseu, coroando uma excelente exibição do lateralala esquerdo do Málaga. O jogador Açoreano, de ascendência Cabo-Verdiana, mostrou-se como uma boa alternativa no flanco esquerdo da selecção lusa perante a ausência do intocável Fábio Coentrão.

Pela negativa, Rolando fez uma exibição para esquecer e foi lento a reagir nos lances dos golos da Islândia.

Em Chipre, a Dinamarca cumpriu a sua tarefa e venceu a equipa Cipriota por claros 4-1. Golos de Jacobsen, Krohn-Dehli e Romedahl (2) nos primeiros 20 minutos da partida arrumaram a questão para o lado Dinamarquês e acirraram a qualificação portuguesa para o jogo de terça-feira em Copenhaga.
As contas são simples: à selecção de todos nós, basta vencer ou empatar na terça. Em caso de derrota, iremos para o playoff a não ser que o resultado nos seja desfavorável por 3-0 e que a Suécia possa vencer a Holanda.

Nos outros grupos:

Grupo A

A oleada máquina bávara do Bayern de Munique foi a Instambul complicar em muito as contas da Turquia nesta fase de qualificação. Bastian Schweinsteiger, Mário Gomez e Thomas Muller deram uma vitória por 3-1 à já qualificada Mannschaft no inferno da Turk Telecom Arena.

O primeiro golo de Mário Gomez aos 36 minutos é de um fantástico trabalho do avançado do Bayern, um trabalho que não é nada comum ao modo de actuar e às características do avançado alemão.

A Bélgica, como lhe competia devido à situação de desvantagem pontual em relação aos turcos, cilindrou o Cazaquistão por 4-1 num jogo em que Axel Witsel foi titular e Steven Defour entrou aos 75 minutos para o lugar do veterano Timmy Simons, homem que inaugurou o marcador para os belgas ainda na primeira parte de grande penalidade. Hazard, Kompany e Marvin Ogunjimi marcaram os outros tentos belgas.

No outro jogo do grupo, a Austria foi ao Azerbeijão golear por 4-1.

As contas do grupo só irão ser finalizadas na última jornada. A Alemanha já está qualificada com os seus 27 pontos (9 vitórias em 9 jogos). A Bélgica está em 2º com 15 e a Turquia em 3º com 14. Na última jornada, em teoria, o calendário é favorável aos turcos. A Turquia fecha a qualificação em Instambul enquanto a Bélgica terá que fazer pela vida na visita ao LTU Arena em Dusseldorf para defrontar a Alemanha.
As contas são simples: em caso de vitória Belga em território alemão, qualifica-se a selecção de Witsel e Defour. Em caso de empate ou derrota belga e vitória turca, os turcos qualificam-se. Os Belgas poderão passar caso empatem e os turcos não vençam o Azerbeijão.

Grupo B

Num grupo muito complexo e equilibrado, a Rússia poderá ter dado um passo de gigante com a vitória que obteve hoje em Bratislava frente à Eslováquia.
A selecção de Hamsik tinha tudo para dar o golpe final nos Russos, mas a selecção de Dick Advocaat esteve sempre com os olhos na vitória e embora não se tenha qualificado, garantiu pelo menos o playoff final.

A Eslováquia, com 14 pontos, está fora da contenda.

Um brilhante golo do magnífico médio de ataque do CSKA de Moscovo Alan Dzagoev (está em grande forma e pisca o olho aos grandes clubes mundiais) deu a vitória aos Russos. É de facto um golo épico de Dzagoev. Daqueles que só as grandes vedetas do futebol sabem fazer nos grandes momentos.

A perseguir os Russos pelo 1º lugar do grupo ainda estão a Irlanda (vitória 2-0 em Andorra; golos de Doyle e McGeady) e a modesta Arménia (que sensação; venceu a Macedónia por 4-1 em Yerevan).

Na próxima jornada, a Rússia recebe Andorra em Moscovo no Luzhniki e tem porta aberta para a qualificação directa. Aos russos, pelos pontos de vantagem que detem sobre Arménia e República da Irlanda, bastará o empate.
A Irlanda recebe a matreira Arménia em Dublin e em caso de vitória dos Armenos, estes passam aos playoffs, dado único na história do seu futebol.
Em caso de derrota dos Russos, a Irlanda passa se vencer os Armenos. A Arménia passa em 1º lugar do grupo se vencer a Irlanda e os Russos perderem frente a Andorra.

Grupo C

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No Sérvia vs Itália em Belgrado, a qualificada equipa italiana complicou as contas dos sérvios.
Marchisio confirmou o bom momento de forma que já tinha sido detectado na Juventus com dois excelentes golos no domingo frente ao AC Milan e inaugurou o marcador aos 2 minutos. Ivanovic empatou aos 26″ mas foi um golo insuficiente para evitar que a Estónia chegasse ao 2º lugar depois da vitória na Irlanda do norte.

Cesare Prandelli voltou a testar alguns jogadores que tem estado em ascendente na Liga como são os casos do regressado António Cassano, de Leonardo Bonucci, Antonio Nocerino, Sebastian Giovinco e Alberto Aquilani, também ele recentemente regressado às convocatórias da Squadra Azzurra.

A Estónia, tem sido à semelhança da Arménia outra das grandes surpresas desta qualificação. Aproveitando o empate de Belgrado, a selecção comandada por Tarmo Ruuti terminou a sua fase de qualificação com uma suada vitória em Belfast, vitória que apenas foi conseguida nos minutos finais graças a dois golos emotivos do médio do Nafta da Eslováquia Konstantin Vassiliev que foram muito festejados pela comitiva da sua selecção em pleno relvado. Nunca antes a modesta Estónia esteve tão perto de se qualificar para um playoff final.

Folgando a Estónia, a pressão foi colocada a todo o gás no lado dos Sérvios, que terça-feira terão que medir forças em Ljubljana frente a uma Eslovénia que já está afastada do cenário de qualificação, mas cujo fervor nacionalista contra a “metrópole” da antiga junção Jugoslava lhes irá falar mais alto em campo.

A Itália também irá receber a Irlanda do Norte em Pescara.

Contas simples. Com a Itália já apurada, os Estónios passam em caso de derrota dos Sérvios em Ljulbjana. O empate basta à selecção comandada por Vladimir Petrovic.

Grupo D

A França venceu a Albânia por 3-0 mas continua com a Bósnia-Herzegovina colada a si que nem uma lapa. Perante um Stade de France repleto, desejoso de ver os bleus somar o triunfo que lhes pudesse garantir a qualificação automática no 1º lugar do grupo, tal não se veio a verificar visto que os Bósnios também venceram, em casa, o Luxemburgo por 5-0.

No jogo de Paris, Malouda, Loic Remy e Anthony Revèillere deram o triunfo aos gauleses num jogo em que não contaram com Franck Ribèry.

No jogo de Sarajevo, Dzeko, Misimovic (2) Pjanic e Medujanin deram a vitória aos Bósnios, que pelo menos, estarão votados ao mesmo fado que lhes calhou em sorte no apuramento para o mundial de 2010 aquando da ída aos playoffs e da consequente derrota frente a Portugal.

No outro jogo do grupo, sem qualquer interesse de relevância superior, a Roménia voltou a desiludir os seus fans com um empate frente à Bielorrússia. No regresso de Adrian Mutu à selecção, o jogador da Fiorentina apontou os 2 golos da sua selecção.

Na próxima jornada, temos jogo grande no Stade de France com a França a receber a Bósnia. Quem vencer passa no 1º lugar do grupo. Em caso de empate, passa a França.

A Albânia recebe a Roménia no outro jogo do grupo.

Grupo E

A Holanda venceu a Moldávia por 1-0 no Feijnoord Stadium em Roterdão e continuou na pressecucção do habitual pleno de vitórias. Huntelaar marcou o único tento da partida.

No outro jogo, com a relação que acima expliquei com a campanha da nossa selecção caso portugal perca na Dinamarca, a Suécia foi à Finlândia bater a selecção da casa por 2-1 num jogo muito complicado. Sebastian Larsson deu vantagem aos suecos aos 8 minutos e Olsson ampliou aos 52″. Um golo de Toivio aos 72″ ainda fez tremer os suecos nos 20 minutos finais.

Para terça-feira, fecha-se o grupo.
A Suécia recebe a Holanda e está obrigada a ganhar para poder fugir à despromoção dos playoffs por ser a pior 2ª classificada.
A Hungria ainda tem hipóteses de se qualificar mas para isso teria que bater a Finlândia por 12 golos de diferença e esperar a derrota Sueca frente à Holanda em Estocolmo.
Moldávia e São Marino fecham mais uma qualificação em Chrisinau.

Grupo F

Fernando Santos está de parabéns. A sua Grécia venceu a Croácia em Atenas por 2-0, passou para a liderança do grupo e assegurou praticamente a qualificação directa.

A dupla de avançados Samaras (71m) e Gekas (79m) deram os dois valiosos golos que irão decerto apurar sem grandes delongas a selecção orientada pelo Português.

No outro jogo do grupo, a Letónia venceu Malta por 2-0.

Para terça-feira, a Cróacia recebe a Letónia em Zagreb e para além de estar obrigada a vencer para colmatar a derrota em Atenas necessita que a Grécia possa perder ou até mesmo empatar em Tiblissi, dado que a Croácia tem um goal-average de 9 e a Grécia apenas de 8.
Sem qualquer relevância também se irá disputar o encontro entre Malta e Israel.

Grupo G

Duelo escaldante em Podgorica que opôs Montenegro à Inglaterra. Se os Ingleses garantiram o apuramento directo para o europeu, este histórico empate deixa os montenegrinos num autêntico estado de extâse nacional. A jovem e talentosa selecção montenegrina consegue apurar-se (dada a derrota da Suiça em Gales) para o playoff final na 2ª qualificatória que disputa a nível europeu depois da cisão referendária com a Sérvia.

Razão tinha eu quando na qualificatória para o Mundial 2010 afirmei que Montenegro seria a sensação para 2012. Não previ porém que a Estónia e Arménia chegassem em condições de discutir a esperança do playoff como de facto estão a discutir até ao último minuto.

Numa semana em que muito se falou sobre o futuro de Fabio Capello nos comandos da Old Albion (o italiano poderá deixar o cargo no final do europeu) e a possibilidade atirada pela imprensa da FA vir a contratar Arsène Wenger para o lugar do italiano, a selecção inglesa entrou em campo com a ideia de vencer ou empatar para carimbar em definitivo o apuramento, se bem, que as chances de Montenegro eram minimais dado os 10 golos de diferença no goal-average que separam as duas selecções.

Ashley Young abriu a contagem para os Ingleses perante o coro de assobios que foi constante em Podgorica sempre os Ingleses tocavam na bola. O veterano Darron Bent ampliou a vantagem aos 31″. Na 2ª parte viria a surpresa montenegrina com Zverotic a reduzir aos 45″ num lance onde Joe Hart foi traído por um desvio de um defensor Inglês e já em tempos de desconto, seria Andrija Delibasic, antigo avançado de Benfica e Beira-Mar a dar uma alegria imensa aos milhares de montengrinos depois de ter saído do banco de suplentes 10 minutos antes.

Pelo meio ainda houve lugar à expulsão directa de Wayne Rooney num lance em que o avançado do Manchester perdeu a cabeça e pontapeou um adversário.

Para a retina ficam as imagens tão características do emotivo Delibasic (o pessoal do Beira-Mar pode um dia atestar destes festejos do Montengrino num jogo contra o Benfica) no vídeo e na imagem abaixo postada.

No outro jogo do grupo, desilusão Suiça em Cardiff frente a uma selecção Galesa que ainda não tinha aparecido em prova. Apareceu pelos maus motivos e afastou os suiços de uma série de várias qualificações para fases finais de provas internacionais. Aaron Ramsey e Gareth Bale marcaram para a selecção Galesa.

As contas do grupo fecham em definitivo na terça com um Suiça vs Montengro e um Bulgária vs Gales.

Grupo I

A Espanha venceu em Praga por 2-0 e abriu a porta à Escócia (só joga amanhã em casa frente ao Lichstenstein) de ultrapassar a República Checa na classificação.

Nada de especial em relação aquilo que conhecemos da Rojita! Resolveram o jogo cedo por intermédio de Mata e Alonso. O resto foi contenção de bola. Os Checos ficaram reduzidos a 10 por expulsão de Hubschman no minuto 70.

A Escócia joga amanhã contra o Lichstenstein e em caso de vitória fará 11 pontos, ou seja, mais um que os checos. Nenhuma destas selecções tem o playoff final asseguro quaisquer que sejam os resultados apurados na última jornada pois dependerão dos outros grupos.

Nada está acabado para os Checos. A Escócia terá que medir forças terça-feira com a Espanha em Alicante enquanto a República Checa irá jogar a Vilnius frente à Lituânia.
Tomando com mais provável a vitória Escocesa amanhã, os Checos terão que vencer em Vilnius ou empatar, esperando respectivamente para cada resultado que a Escócia perca ou empate em Espanha.

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