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em White Hart Lane

Verthonghen

Que lição de futebol de AVB em White Hart Lane esta noite. Não é que o Inter ande a jogar muito nos dias que correm porque não anda. No entanto não há que esquecer que os nerazurri estão em profunda remodelação de plantel e miúdos como Mbaye Ibrahima, Juan Jesus, Matías Schelotto, Joel Obi, Marco Benassi, Lorenzo Crisetig, Matteo Columbi, Matteo Kovacic, Niccolo Belloni e Marko Livaja tem carímbo de qualidade para dar frutos no futuro. É certo, porém, que em fases de renovação de plantel (e pouco dinheiro) existem uns erros de casting, casos de Zdravko Kuzmanovic, Tommaso Rocchi e Gaby Mudingayi, jogadores cuja contratação por parte do Inter não tem, a meu ver, justificação plausível que não a falta de dinheiro para objectivos maiores. Daí o facto do Inter se estar a ver à rasca para conseguir um lugar que lhe dê a Champions neste ano.

Futebol total. Villas-Boas mudou a receita em relação ao Porto. Não tinha como não mudar. Do futebol de contenção apanhou um Tottenham que só sabe atacar e bem. O jogo de hoje foi mais uma demonstração de força do meio-campo e do ataque dos Spurs, conseguido em muito por uma solidez defensiva, coisa rara nos dias que correm na equipa de Londres, tendo em comparação o período Redkanapp. A política de contratação do clube, baseada na filosofia de ataque que a direcção de Daniel Levy incutiu no clube na última década assim o obriga, mas o futebol de hoje também obriga a que os clubes que gostam de atacar tenham solidez defensiva, coisa que o Tottenham de Redknapp não o teve, um pouco graças ao parco reforço das sucessivas defesas do clube. O paradigma tem vindo a mudar no clube do Norte de Londres com a contratação de Jan Vertonghen (na imagem) e a consolidação de Kyle Walker e Benoit Assou-Ekotto como 2 dos melhores laterais do mundo. Do mundo, sim. Contudo, falta mais qualquer coisinha. Gosto de Michael Dawson e Bougherra. São centrais super agressivos mas comprometem variadíssimas vezes. Vertonghen, pelo contrário, é agressivo mas ao mesmo tempo elegante. Tem um toque de bola excepcional, raro até, para central. Ganha pontos pelo facto de ser muito versátil: joga bem a central, a lateral-esquerdo e a trinco. Em conjunto com o seu compatriota Moussa Dembéle, não destoa em nada desta prodigiosa geração Belga.

O meio-campo de Villas-Boas é simplesmente prodigioso e isso viu-se hoje. Três esteios defensivos fortíssimos: Sandro, Parker e Huddlestone. É nele que reside o equilíbrio defensivo da equipa. Principalmente em Scott Parker, um todo-o-terreno disposto a tudo: a desarmar, a construir e a driblar se for preciso. Sigurdsson mais à frente encaixa bem mas ainda deixa recordações de Modric. O Islandês enche bem o pé de longe mas está longe do brilho, da magia e do toque de bola do internacional croata agora jogador do Real. Mais perto está Lewis Holtby, alemão contratado em Janeiro em Schalke 04 que hoje entrou para dar o toque de misericórdia à turma de Stramaccioni que, diga-se de passagem, andou moribunda em Londres. Creio que se AVB pudesse dispor do croata e de um central igual a Vertonghen, estaria hoje calmamente a ombrear com os clubes de Manchester pelo título. Nas alas, Bale e Lennon. Lennon gera o 2º golo desta noite numa das suas arrancadas gigantes com Álvaro Pereira a ver passar a banda. Bale oscilou entre a esquerda, a direita e o centro. O Galês já evoluiu de lateral-esquerdo para extremo. No final da era Redknapp já jogava na direita e a 10. Com AVB é cada vez mais 10 que outra coisa e está a tornar-se um caso sério no futebol mundial. Na frente, sempre bem fornecido pelos extremos, o ressuscitado Defoe pôs definitivamente a cabeça em água a Andrea Rannochia e Christian Chivu. Pelo meio, no ataque dos Spurs ainda existem Emmanuel Adebayor, Moussa Dembéle e Clint Dempsey, ou seja, um conjunto de soluções para todos os gostos, soluções essas que Redknapp não dispôs nos anos em que esteve no clube.

Nesta ronda de jogos houve resultados que me surpreenderam. A vitória do Basileia frente ao Zenit. Dragovic, Cabral, Zoua, Xhaqa, Streller e companhia continuam a surpreender a europa. Tinha o Zenit como favorito à vitória na competição, o Atlético como segundo, o Tottenham como 3º. Mudo as apostas para Londres. A vitória categórica do Steaua contra o Chelsea e o empate do Newcastle na Rússia no terreno do perigoso Anzhi antevêem dois bons jogos para a semana. Papiss Cissé é daqueles avançados ao qual não se deve dar um milímetro de área. O mesmo acontece com o seu antigo colega de ataque nos Magpies (Demba Ba; agora no Chelsea) se bem que este último ainda não se adaptou ao futebol da equipa de Stamford Bridge, futebol esse que é bem diferente do chutão longo que se pratica no Norte.

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não podia deixar passar

O cabaz da Viola ao Inter no Artémio Franchi. Baile de bola. A família Della Valle em plena loucura na tribuna presidencial. Nada mais dá prazer ao presidente e a um adepto Viola do que esmagar um grande do norte desta maneira no Artémio Franchi. A assistência de Aquilani para o 2º golo de Jovetic (3-0) é pura e simplesmente deliciosa. Continuo a dizer que o melhor médio da Serie A este ano é Borja Valero. Pelo futebol que a equipa de Vincenzo Montella joga, merece a Liga dos Campeões no mínimo. E Jovetic é o comandante deste barco. Indiscutivelmente o ídolo da cidade de Firenze nos dias que correm!

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clássicos (de final de tarde)

Uma desbunda de futebol! O voo de Santillana no prolongamento a dar a passagem à final ao Real! Provavelmente a meia final de UEFA com mais vedetas da história do futebol: Santillana, Manuel Sanchis, Chendo, Butragueño, José António Camacho, Gordillo, Hugo Sanchez e Michel no lado do Madrid. Destes todos só vi jogar Sanchis. Era um líbero à moda antiga. Não era muito rápido, contrastando por exemplo com o colega de “zaga” no final da sua carreira (Fernando Hierro, a locomotiva) mas era um central muito inteligente no posicionamento e muito forte no desarme.
No lado do Inter: Zenga, Bergomi, Tardelli, Altobello e Karl Heinz-Rummenigge. De todos estes também só vi actuar Bergomi, já no final da sua carreira nos anos 90, não como defesa esquerdo mas como líbero. Em conjunto com Franco Baresi (Milan), Danny Blind (Ajax) e Marcel Desailly, foram os melhores centrais da década. De Rummenigge tenho o testemunho do meu pai que o viu actuar na Suiça ao serviço do Servette de Genebra, numa fase muito adiantada da sua carreira, ironicamente já como líbero à moda Beckenbaueriana.

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poor monkey man

no final da partida, Luis Suarez não festejou sozinho nem acompanhado. azar. mesmo assim, o monkey man ainda me faz palpitar sempre que vejo…

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futeboladas (fim-de-semana)

Nota inicial: Para sexta-feira, os rescaldos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Liga Inglesa:

ver aqui o resumo dos principais lances da partida.

Duelo principal da 30ª Jornada da Premier League. Chelsea e Tottenham defrontaram-se em Stamford Bridge com o apuramento para a Liga dos Campeões no horizonte das duas equipas nesta recta final do campeonato. O Tottenham de Redknapp tem estado em quebra nas últimas jornadas. Depois de um empate a meio da semana contra o Stoke a 1 bola, os Spurs (ultrapassados pelo Arsenal na 3ª posição) pretendiam sair de Stamford Bridge com uma vitória que lhes permitisse “fechar” praticamente o apuramento para a Champions, ou empatar para manter o Chelsea longe do 4º lugar. Já o Chelsea vinha de uma desmoralizadora derrota no terreno do Manchester City por 2-1 na quarta-feira.

Os Spurs estiveram em bom plano no terreno do rival e a bom da verdade até mereceram vencer a partida. Mais uma vez vingou uma das falhas desta equipa de Redknapp: a finalização. A construção de jogadas de perigo esteve soberba. Bale e Modric assumiram a batuta da equipa e tanto o Galês pelos flancos como o Croata pelo meio do terreno tentaram criar o máximo número de oportunidades de golo para Emmanuel Adebayor e para Rafael Van der Vaart. O Holandês teria um “penalty” na primeira parte depois de uma grande jogada de Bale e Modric pela esquerda. No entanto seria Petr Cech o santo milagreiro dos Blues. Na segunda parte, seria Bale a romper a defesa do Chelsea pelo centro e a dar caminho aberto para o remate do lateral Kyle Walker às malhas laterais. Bale esteve exímio a pisar terrenos mais centrais durante a partida e muitas foram as vezes em que partiu com garra para cima dos defesas dos Blues.

Do Chelsea, as reacções ao domínio dos Spurs vieram por intermédio de rápidas situações de contra-golpe e por intermédio de um livre de Lampard que iria embater com alguma sorte no poste já na 2ª parte. A 2ª parte também ficaria marcada por algumas perdidas dos Spurs: Modrid desmarcou de forma brilhante Adebayor e o Togolês depois de ter ultrapassado toda a defesa londrina e Petr Cech permitiu o corte decisivo de Gary Cahill. Depois seria Gareth Bale a cabecear ao poste e a atirar de livre para bela defesa de Petr Cech.

Harry Redkanpp mostrou-se satisfeito com o ponto conseguido em Stamford Bridge. Humildade em excesso por parte do treinador do Tottenham perante um domínio avassalador dos Spurs na partida.

Quem aproveitou este empate foi o Arsenal.

Ver aqui o resumo do 3-0 ao Aston Villa.

A equipa de Wenger não sabe o que é perder ou empatar para a Liga desde o dia 1 de Fevereiro, ou seja, desde a 23 jornada onde empatou no Reebok Stadium frente ao Bolton Wanderers.

A equipa de Wenger é uma equipa que respira confiança e alegria no seu futebol. E como tal, merece o 3º lugar que ocupa neste momento. Pena foi aquele péssimo arranque de campeonato senão este Arsenal poderia estar ainda hoje a lutar pelo título. É obviamente um dos problemas que se coloca à gestão Wenger: o custo de criar equipas de raiz obriga a uma adaptação lenta e gradual de todos os jogadores num único colectivo. Numa competição a sério como a Premier League, um clube como o Arsenal não pode andar anos após anos a criar equipas de raiz para depois despachar os jogadores mais importantes no fim de cada época. Sabemos que a estratégia do Arsenal para assegurar a sua própria estabilidade financeira passa essencialmente pela formação de jogadores que são repescados aqui e ali para posteriormente serem vendidos a outros clubes. No entanto, o Arsenal ficará a ganhar se por exemplo conseguir manter esta geração. Acredito que jogadores como Chamberlain, Coquelin, Carl Jenkinson, Ramsey, Wilshere, Walcott, Frimpong, Ignasi Miquel, Alex Song serão capazes de dar um bom futuro ao clube caso o clube os possa manter mais uma época na companhia de “veteranos” como Van Persie, Arteta, Mertesacker, Gervinho e Vermaelen.

Há muito talento num Chamberlain que é poço de rapidez e tecnicismo, num Coquelin que é um médio duro e técnico ao mesmo tempo, num Ramsey que é um primor de visão de jogo. num Walcott que tanto é o extremo perfeito à inglesa como aparece a finalizar e num Frimpong que é o típico pulmão africano de meio-campo.

Para a próxima época, fala-se que o Arsenal está na linha da frente para assegurar a contratação a custo zero de Alessandro Del Piero. Recordo que o avançado de 37 anos não renovou com a Juventus e pretende continuar a jogar futebol a alto nível.

Neste momento o Arsenal é 3º com 58 pontos contra os 55 de Tottenham e os 50 do Chelsea.

No duelo lá de cima:

Wayne Rooney (21º golo na Premier) resolveu aos 42″ um jogo muito difícil para o United que continua a liderar a tabela classificativa.

O United já está a preparar a nova época apesar desta ainda não estar resolvida.
Notícias tem vindo a público da disponibilidade de Ryan Giggs ser treinador da equipa num futuro próximo. o Galês sorriu quando lhe foi colocada esta pergunta por uma jornalista do Daily Mail. Segundo as suas palavras: “Ser treinador do Manchester United? Vamos ver. Por agora apenas quero aproveitar o momento. Apenas quero jogar futebol mas estou preparado para a minha vida depois de me retirar”

Quem se fala que também poderá reforçar o clube de Manchester é o ponta-de-lança Holandês Jan Huntelaar. Apesar do Schalke 04 já ter manifestado a vontade de renovar o mais breve possível com o seu artilheiro (leva 40 golos nos 39 jogos efectuados esta época) o jogador não parece interessado em renovar com o clube alemão e fontes ligadas ao internacional holandês já afirmaram que o atleta está a estudar uma proposta do Manchester United.
O jogador para já mantem-se focado no seu trabalho em Gelsenkirchen: “Vou ter tempo para pensar após a temporada. Antes disso, quero focar-me em marcar golos e não vou me deixar levar por isso, porque tenho o objetivo de ajudar a equipa na Liga Europa”. Recorde-se que o Schalke poderá ser adversário do Sporting nas meias-finais da prova, caso o Sporting ultrapasse os ucranianos do Metalist e os alemães ultrapassem a eliminatória que os une ao Athletic de Bilbao.

Seguramente o golo mais lindo da época na Premier!

Peter Crouch com um volley arrasador frente ao City no sábado.

A vitória na passada quarta-feira frente ao Chelsea no City of Manchester parecia ter afastado os maus resultados da equipa de Mancini. Como em desespero todos os santos ajudam, contra os Blues, Mancini esqueceu-se “temporariamente” que Tevez o tinha mandado para um sítio pouco agradável no encontro da liga dos campeões contra o Bayern de Munique e colocou o Argentino em campo na 2ª parte. O City acabaria por vencer uma dura batalha de meio-campo contra o Chelsea graças à infantilidade nos minutos finais de um regressado à competição (Michael Essien) no lado dos homens de londres na sequência de uma mão ostentiva na sua área.

Contra o Stoke, o golão de Crouch (8º na Liga) voltou a complicar as contas a Mancini. Valeu Yaya com o empate aos 76″. Insuficiente para dar mais 2 pontos de vantagem ao United. No entanto, os rivais de Manchester irão encontrar-se no final de Abril, num jogo que será decisivo para apurar o desfecho desta edição da liga.

Outros jogos:

Liverpool 1-2 Wigan – O Liverpool vai de mal a pior. Mais uma derrota caseira para a equipa de Kenny Dalglish. O Liverpool já soma 10 derrotas nesta temporada. O golo do central escocês Gary Caldwell atira definitivamente a turma de Anfield para fora da Europa e dá alento a um Wigan que continua abaixo da linha de água. Agora a apenas 1 ponto do Bolton.

Os Reds também já estão a preparar a nova época. Os primeiros rumores dão conta do interesse em Jackson Martinez, avançado dos Jaguares do México que segundo a imprensa daquele país já deveria ter um acordo com o FC Porto. O avançado argentino Matías Suarez (20 golos e 11 assistências em 37 jogos esta época pelos Belgas do Anderlecht) também está a ser cobiçado pelos responsáveis directivos de Anfield Road. Kenny Dalglish não será em princípio o treinador do clube na próxima época.

Não está também descartada a hipótese de Rafa Benitez regressar a Liverpool na próxima temporada depois de extinto o assédio do Chelsea ao treinador espanhol.

WBA 1-3 Newcastle – Os Magpies foram aqueles que mais aproveitaram o empate do Tottenham. Num jogo arrasador, chegaram aos 34″ com vantagem de 3-0 sobre o WBA. Ben Arfa e Pape Cissé (2 golos) foram os obreiros de uma vitória confortável que coloca a equipa de Alan Pardue. Hatem com os mesmos pontos dos Blues. O Newcastle ainda não está totalmente fora de uma eventual luta pela liga dos campeões dado que também está a 5 pontos do Tottenham.

Bolton 2-1 Blackburn – Ainda no rescaldo do incidente Fabrice Muamba (o médio continua numa agradável recuperação; já consegue caminhar e já viu o jogo do Bolton pela TV) o Bolton continua a fazer pela vida na luta pela manutenção. Frente ao Blackburn no Reebok Stadium, a equipa orientada pelo escocês Owen Coyle bateu o também aflito Blackburn por 2-1. David Weather fez os dois golos dos Wanderers na partida.

Quando faltam 8 jornadas para o fim da Liga, o fundo da tabela tem a actual classificação: 13º Fulham 36 pts 14º WBA 36 pontos 15º Aston Villa 33 pts 16º Blackburn 28 pts 17º Bolton 26 pts 18º QPR 25 pts 19º Wigan 25 pts 20º Wolverhampton 22 pts.

Liga Espanhola:

Depois do controverso jogo no El Madrigal frente ao Villareal que iria terminar com um empate a 1 bola e com a expulsão no fim do jogo Mourinho, o Real deu uma resposta cabal às vozes que acusavam os merengues de estarem a perder gás nas últimas semanas. A vantagem de 6 pontos ficou intacta para o Barcelona graças a mais uma goleada para a Liga, desta feita contra a modesta Real Sociedad por 5-1.
Com Álvaro Arbeloa à direita da defesa e Raphael Varane no centro da defesa, o Real voltou a fazer um daqueles jogos que dá gosto de ver com aquele futebol flanqueado e recheado de fabulosas tabelinhas e combinações pelas alas. Golos de Higuaín, Ronaldo, Benzema e Xabi Prieto para a Real Sociedad punham o resultado em 3-1 ao intervalo. Na 2ª parte, o português e o francês elevariam a conta para o 5-1 final.

A Abertura de Xabi Alonso para Benzema no 3º golo é qualquer coisa de genial. Não é apenas uma questão de visão de jogo mas sim uma questão de aliança entre uma visão de jogo fenomenal e uma capacidade de passe longo que só Alonso possuí neste momento no futebol mundial.

Benzema já leva 27 golos esta época e parece outro jogador do Benzema que víamos na época de Pellegrini e na época passada. Está mais rápido, mais incisivo a tocar a bola, mais explosivo no 1 para 1 e com melhores índices de aproveitamento. Às vezes faz bem estar na lista de dispensas de um clube para se voltar ao topo.

Sem forçar muito o andamento pois amanhã jogam contra o AC Milan num jogo que se prevê espectacular, o Barcelona foi a Mallorca vencer de forma confortável por 2-0. Messi aos 25″ e Piqué aos 79″ selaram mais uma vitória dos Catalães.

O Barça revê os italianos nos quartos-de-final da Champions depois de ter encontrado a equipa de Max Allegri na fase-de-grupos. Então, o Milan conseguiu um empate em San Siro a 2 bolas e perdeu com o Barça em casa.

Thiago Alcântara foi expulso aos 57″ na equipa catalã.

O Valência (3º) foi perder ao Coliseum Alfonso Perez, terreno do Getafe. Roberto Soldado até abriu a contagem aos 5″ mas o Getafe haveria de dar a volta por cima. A equipa comandada por Luis Garcia que conta com jogadores como Cata Dias, Mehdi Lacén, Miku, Casquero e Dani Guiza reentrou na luta pela europa, sendo 9ª com 39 pontos (está a 4 do 6º que é o Osasuna). Já o Valência cedeu terreno para o Málaga na luta pelo 3º lugar (directo na Champions) estando os malaguenhos (após vitória no terreno do Espanyol) com os mesmos pontos do clube ché.

Outros jogos:

Zaragoza 1-0 Atlético de Madrid – Restará uma vitória na Liga Europa para haver competições europeias no Vicente Calderón na próxima época. O Atlético continua o seu caminho errante pela Liga. Desta feita foi ao La Romareda ceder perante o lanterna vermelha onde actuam Rúben Micael e Hélder Postiga. Continua em 10º lugar a 4 pontos dos lugares europeus.

Fala-se novamente da possibilidade de Falcao ser negociado no final da época para o Chelsea em troca por Fernando Torres e 20 milhões de euros.

Um golo de Apono aos 90+5″ de grande penalidade na cobrança de uma falta sobre Hélder Postiga deu uma lufada de ar fresco na equipa orientada por Manolo Jimenez. O Zaragoza continua a 6 pontos da linha-de-água.

Levante 0-2 Osasuna – Os Navarrenhos do Osasuna mantém as pretensões europeias. São 6os a 4 pontos de Valência e Málaga e com esta vitória encurtaram a diferença para apenas 1 ponto para o 5º que é o Levante. Golos de Raúl Garcia e Nino.
Aproveitaram também o empate caseiro do Athletic frente ao Sporting de Gijón no San Mamés.

Rayo Vallecano 0-2 Villareal – No El Madrigal será impensável que o Villareal desça de divisão em ano de Champions. O Villareal tem que dar ao stick para fugir aos últimos lugares. O empate (injusto é certo) obtido contra o Madrid na quarta-feira e a vitória de domingo frente ao Rayo aliviaram o espectro de linha de água que pairava sobre a equipa. Giuseppe Rossi continua de fora por lesão.

Com a questão do título por resolver, a luta também está acesa quanto aos lugares europeus e quanto à manutenção em espanha.
Assim sendo:

– Quanto aos lugares europeus temos assim ordenada a classificação: 3º valência 47 pts 4º Málaga 47 pts 5º Levante 44 pts 6º Osasuna 43 pts 7º Espanyol 40 pts 8º Sevilla 39 pts 9º Getafe 39 pts 10º Atlético de Madrid 39 pts 11º Athletic 38 pts 12º Rayo Vallecano 37 pts.

– Quanto à manutenção: 15º Bétis 32 pts 16º Villareal 31 pts 17º Granada 31 pts 18º Racing de Santander 25 pts 19º Sporting de Gijón 25 pts 20º Zaragoza 25 pts

Na próxima jornada teremos o Santander a jogar frente ao Granada, o Sporting de Gijón a receber o Zaragoza, o Osasuna a receber o Real Madrid, o Barcelona a receber o Athletic de Bilbao, e Atlético de Madrid – Getafe, Valência – Levante. Alguns jogos interessantes entre adversários directos nas diversas lutas.

Liga Italiana:

Mais um grande passo para a renovação do título.

Max Allegri continua a apostar no onze que lhe tem dado mais garantias. Mesbah, Muntary, Emanuelson (está um grande jogador em Milão) El Sharaawy e está claro, o abono de família desta gente: Zlatan Ibrahimovic! A Roma de Luis Enrique com algumas mudanças em relação ao onze habitual: Gago, Osvaldo, Marquinho (ala\médio esquerdo emprestado pelo Fluminense) e Alessandro Rosi como titulares.

Mais dois golos para o Sueco depois de um susto provocado por Pablo Osvaldo. Não se pode acusar Luis Enrique de não ter ido a Milão jogar o jogo pelo jogo. Tanto o fez que a Roma até marcou primeiro e teve as melhores oportunidades do 1º tempo. Na segunda parte apareceu Zlatan: primeiro de penalty, depois naquele golo que acho absolutamente soberbo e onde Maarten Stekelenburg e Simon Kjaer ficam mal na fotografia!

A Roma continua a acusar dois problemas: não consegue planar o seu potencial em jogos contra os grandes e apesar do potencial elevadíssimo de 13\14 jogadores do seu plantel, acaba por ter um plantel desiquilibrado. Muito dificilmente conseguirá Luis Enrique garantir a Uefa para o clube recentemente comprado pelo multimilionário italo-americano Thomas Di Benedetto.

Já o Milan joga amanhã contra o Barcelona.
Na antevisão da partida, Max Allegri descartou a possibilidade de montar uma equipa com uma atitude defensiva. Já Zlatan Ibrahimovic elogiou Messi e disse que possivelmente não irá cumprimentar Pep Guardiola. Recorde-se que Zlatan revelou a público na sua biografia algumas das zangas que teve com Guardiola na sua passagem pela Catalunha na época 2009\2010.

Thiago Silva continua a ser notícia na cidade milanesa. Isto porque o Barcelona revelou interesse no central em véspera de confronto entre as duas equipas. O Milan deverá ter oferecido a braçadeira de capitão a Thiago Silva como forma do Brasileiro permanecer em San Siro. O Brasileiro já demonstrou que se encontra num dilema: gostava de jogar no Barça porque lhe atrai a liga espanhola mas também está contente com o seu estatuto no Milan onde é intocável no onze titular.

Quem continua em maus lençóis com as lesões é Alexandre Pato: o brasileiro voltou a ressentir-se da coxa e já viajou para os Estados Unidos onde se irá encontrar com o especialista Frederick Carrick. Carrick é especialista na área da neurologia e é conhecido pelo seu trabalho no desenvolvimento e investigação de patologias que afectam o equilíbrio entre o físico e a mente. Julga-se que Pato (à semelhança de outros jogadores) poderá sofrer de fibromialgia, problema que afecta essencialmente atletas de alta competição. Já Rodriguez do Sporting pode ser um jogador a contas com um problema semelhante: alta probabilidade de lesões dado a dores intensas em algumas partes do corpo provocadas por fraquezas psíquicas.

Juventus 2-0 Inter e Ranieri out.

A Juventus continua na luta pelo scudetto e fez do Inter vítima dessa cobiça. No entanto, ainda são 4 os pontos que separam os homens de Turim do líder Milan.

Com o Dell´Alpi ao rubro, a Juve deu um banho de bola ao Inter que teve sorte em não ser goleado. A únicas oportunidades reais de golo que o Inter teve durante toda a partida foi na primeira parte quando Milito na cara de Buffon voltou a demonstrar fraca pontaria na hora de somar por duas vezes se bem que também deverá dar mérito ao mítico guarda-redes da malta de Turim. O Argentino não é o mesmo jogador de antigamente. Perdeu o faro para o golo com a saída de Mourinho e decerto que no final desta época será convidado a mudar de ares.
A Juventus por seu turno pratica um futebol lindo. Consegue alternar bem a bola entre flancos de forma rapida e costuma servir muito bem os homens da frente. Na primeira parte foram 3 as oportunidades que Alessandro Matri teve nos pés e na cabeça para inaugurar o marcador. Destaque também para a grande exibição do lateral direito Uruguaio Martin Cáceres, exibição que seria coroada com o primeiro golo da equipa de Antonio Conte. Também em destaque esteve o centrocampista Claudio Marchisio. Ao lado de Pirlo, o internacional italiano está um senhor jogador: espectacular a defender, rápido a fazer transições e exímio na táctica de conte no que consiste à transposição de bola entre flancos a partir do seu passe longo. Já Pirlo está no primeiro golo da Juve ao centrar com régua e esquadro para a cabeça de Cáceres.

Depois veio Del Piero e arrumou com a questão. Não consigo perceber como é que a Juve ainda tenciona deixar Del Piero sair. É certo que aos 37 anos mais tarde ou mais cedo a Juve terá que dizer um adeus a um dos seus símbolos históricos. Mas para deixar Del Piero sair para outro grande europeu poderá ser um erro por parte da direcção comandada pelos Agnelli. A assistência do internacional Chileno Artur Vidal para o golo de Del Piero é absolutamente deliciosa. Grande contratação por parte da Juve no último verão.

Para terminar, mais duas questões.

A Juventus mostrou interesse em Hernanes da Lázio. O Brasileiro quer sair do clube romano e a Juventus poderá ser o destino ideal. 30 milhões de euros é o valor que Claudio Lotito (presidente da Lázio) pede pelo centrocampista. No entanto a Juventus estará interessada em dar 22 milhões e um jogador à escolha entre eventuais dispensados no verão: Milan Krasic, Reto Ziegler, Fabio Quagliarella e Michele Pazienza.

Já Ranieri foi despedido do comando técnico do Inter depois desta derrota mas continuará a trabalhar no clube de Milão noutras funções. Ranieri foi contratado à 6ª jornada para substituir o paupérrimo Gianpiero Gasperini. Com Ranieri os objectivos cingiam-se na subida na tabela classificativa para lugares europeus e numa boa prestação na Liga dos Campeões. Ranieri conseguiu ganhar alguns jogos logo de início e o Inter chegou a estar nas posições uefeiras a meio de Fevereiro. No entanto, mais uma onda de derrotas e a escandalosa eliminação frente ao Marselha nos oitavos-de-final da Champions ditaram o afastamento do treinador italiano.

Na apresentação de Stramaccioni treinador interino até final da temporada (era treinador dos juniores do clube) Mássimo Moratti afirmou que Ranieri terá outras funções no clube milanês. O proprietário do Internazionale preferiu atacar Gasperini: “Ranieri é um cavalheiro e por enquanto temos contrato com ele. Depois veremos o seu futuro, até porque ele gostaria de continuar no Internazionale. Com Gasperini, pelo contrário, não estou satisfeito e tem muitas responsabilidades na nossa temporada”.
Quem também não escapou às duras críticas do presidente foi Diego Forlán. O presidente acusou o Uruguaio contratado no início da temporada ao Atlético de Madrid de fraude: “Forlan jogou pouco e quando esteve em campo jogou mal. Defraudou as expectativas” – e de facto tem razão. No entanto, não creio que o Inter deverá descartar o Uruguaio pois é um talentoso que poderá render com outro no comando técnico. Pior tem estado Milito por exemplo.

Moratti já está a analisar o dossier de um novo treinador, que poderá até assumir funções nas próximas semanas sem ser o treinador até ao final da época. O Checo Zdneko Zeman (já passou por Itália nos anos 90 na Lazio) Vincenzo Montella (antigo jogador da Roma) André Villas-Boas e o actual treinador do Athletic Marcelo Bielsa poderão ser os primeiros da lista do Inter.
Para arrumar a casa, o Inter já deverá ter elaborado uma lista de dispensas que só será alterada a pedido do novo treinador. Entre a lista de jogadores que poderão ser dispensados ou vendidos contam nomes como Ivan Cordoba, Maicón, Lúcio, Jonathan, Ricky Alvarez, Philipe Coutinho e Diego Milito.

Numa jornada com 6 empates em Itália, quem se safou foi a Lázio ao bater o Cagliari por 1-0 no Olímpico. A Lazio continua a sua caminhada triunfal rumo à Champions. O central Diakité deu aos 88″ vitória aos Romanos que agora têm uma vantagem de 3 pontos para os seus mais directos perseguidores: Napoli e Udinese.

Napoli e Udinese empataram. Os primeiros contra o Catania em casa. O Catania ainda está na luta pelos lugares europeus e desperdiçou uma oportunidade de se aproximar dos Napolitanos. 6 pontos continuam a separar as duas equipas depois de um jogo em que a equipa Napolitana marcou 2 golos de rajada no início da 2ª parte (Dzemaili e Cavani; 19º golo do Uruguaio na Serie A) e o Catania empatou nos 15 minutos finais por intermédio de Spolli e Lanzanfame.
Já a Udinese empatou no terreno do Palermo a 1 bola. Fabrizio Miccoli inaugurou o marcador aos 32″ para os sicilianos (12º golo no campeonato para o avançado de 32 anos) e o romeno Gabriel Torje haveria de empatar aos 85″. Este romeno está em destaque na equipa do Norte. Torje é um extremo bastante rápido e bastante tecnicista.

Noutros jogos, Génova e Fiorentina empataram a 2 bolas no Luigi Ferraris (golo de Belluschi) Novara e Lecce empataram a 0 bolas (mau resultado para duas equipas que estão abaixo da linha-de-água; o Novara começa a ficar praticamente condenado enquanto o Lecce vê o 17º lugar do Parma a 5 pontos) e o Cesena empatou em casa com o Parma (o Cesena está em último a 14 pontos do Parma).

Resumidamente, o Milan lidera com 53 pontos contra os 49 da Juventus. O 3º é a Lázio com 51 pontos, mais 3 que Udinese e Napoli. O 4º lugar não dá acesso à Champions. No 6º lugar está a Roma a 4 pontos do dueto. Em 7º o Catania a 6 pontos da Europa e em 8º o Inter a 7.

Na luta pela manutenção é este o cenário: 13º Cagliari 34 pts 14º Génova 34 pts 15º Fiorentina 33 pts 16º Siena 33 pts 17º Parma 32 pts 18º Lecce 27 pts 19º Novara 24 pts 20º Cesena 18 pts

Na próxima jornada teremos o Milan a deslocar-se ao terreno do Catania e a Juventus a receber o Napoli em casa.

Liga Francesa:

A vida correu mal neste fim-de-semana a Carlo Ancelotti e ao seu PSG. Empate caseiro contra o Bordéus a 1 bola que até poderia ter redundado em derrota em pleno Parque dos Príncipes. Guillaume Hoarau amenizou as coisas para a turma parisiense.

O Goleador Olivier Giroud é um dos ídolos de Montpellier nos dias que correm.

O avançado deu a liderança ao Montpellier ao resolver um jogo muito difícil contra o Saint-Ettiène aos 89″ quando os homens de Saint-Ettiène já jogavam com 10 por expulsão de Mignot. O avançado já marcou 18 golos na Ligue 1 desta época e apesar da cláusula de rescisão estar fixada em 30 milhões de euros é cobiçado por Marselha, PSG e Málaga. Não é o único cobiçado por grandes clubes da Europa: o franco-marroquino Younés Belhanda (nº10 do Montpellier) também é cobiçado por clubes como Barcelona, Manchester City e Manchester United. Não é para menos: o Montpellier está à beira de fazer história.

O Montpellier Hérault, apesar de ser um clube de 1ª liga em França e de ter jogadores notáveis na sua história como Laurent Blanc, Bruno Carotti, Franck Silvestre, Laurent Robert, Roger Millá e Carlos Valderrama, nunca venceu um titulo francês e os únicos dois títulos que tem de destaque são duas taças de frança (1929 e 1990).

Quem também aproveitou a escorragadela do PSG foi o Lille. O campeão em título ainda espreita uma oportunidade para poder renovar o título conquistado na época passada. Nesta jornada, Eden Hazard abriu de penalty uma vitória sobre o Evian por 3-0 na casa destes. O Lille está a 7 pontos da liderança partilhada entre Montpellier e PSG.Toulouse e Lyon subiram aos lugares europeus com a derrota do Saint-Ettiène. Ambas as equipas venceram: o Toulouse derrotou o Auxerre por 1-0 e voltou a agravar a crise da equipa do Sul. O Auxerre é último com 24 pontos e vê o Caen a 5 pontos de difeença. Já o Lyon bateu no Gerland o também aflito Sochaux por 2-1.

Liga Alemã:

Com o campeonato a aproximar-se do fim, o Borussia de Dortmund continua a sua saga rumo ao título.

Antes de mais, o clube da Vestfália anunciou que renovou com o médio Mario Gotze até 2016. Gotze começava a ser pretendido por clubes como o Bayern e o Manchester United. Gotze é agora o jogador mais bem pago do plantel e tem uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros. Gotze revelou que se sente bem em Dortmund e quer fazer parte do crescimento do clube. A direcção da equipa já anunciou que pretende também renovar com Neven Subotic, Mats Hummels, Sven Bender, Shinji Kagawa, Marcel Schmelzer e Kevin Großkreutz até ao final da temporada para prevenir o assédio de outros clubes e a blindagem de cláusulas de rescisão altas para os jogadores da sua espinha dorsal precavendo que saiam sem grandes compensações financeiras. Subotic é desejado pelo Barcelona e pelo Arsenal. Hummels é desejado pelo Bayern. Kevin Großkreutz já teve uma proposta do Arsenal mas os 12 milhões oferecidos pelo clube londrino foram insuficientes para convencer os dirigentes do Dortmund.

A equipa de Jurgen Klopp vai de vento em popa para o triunfo na Bundesliga. Nem mesmo a oposição da máquina Bávara orquestrada por Robben, Gomez e companhia tira o sono aos amarelos de Klopp. Na 27ª jornada da Bundesliga, os vestefálianos foram a Colónia bater a equipa de Petit (lesionado) Geromel, Sereno e Podolski (titulares) por incríveis 6-1 num autêntico massacre na 2ª parte. Lukasz Piszczek, Robert Lewandowski, Ilkay Gündogan, Ivan Perišić e Shinji Kagawa (2) foram os marcadores dos golos. Kagawa aparece num pico de forma tremendo neste final de temporada. É o verdadeiro maestro desta orquestra. O mais engraçado desta partida é que foi o Colónia a primeira equipa a marcar.

Como lhe competia, antes dos duelos europeus para ambas as equipas (o Hannover ainda está na Liga Europa) o Bayern restabeleceu a diferença para o Dortmund em 5 pontos. Toni Kroos abriu o livro para os bávaros e Mário Gomez marcou o seu 35º golo esta época (23 na Bundesliga). O Marfinense Didier Ya Konan ainda reduziu para a equipa onde joga o Português Sérgio Pinto.

Em altas.

Apesar de não ser o maior fã das qualidades de Huntelaar, reconheço que o Holandês está a fazer a melhor época da sua vida em Gelsenkirchen. Mais dois golos. 40 golos em 39 jogos esta época é obra e só está ao alcance de Messi e Ronaldo. Huntelaar soma mais golos que Mario Gomez e Gomez já marcou muitos como se sabe (só na Liga dos Campeões foram 10). No entanto, o alemão tem mais 1 golo que o holandês na Liga.

O Schalke despachou o Bayer de Leverkusen na Arena de Gelsenkirchen por 2-0 e cimentou a 3ª posição. Está a 9 pontos do Dortmund e a 4 do Bayern. É o mesmo que dizer que a 7 jornadas do fim, o Schalke (ainda está na Liga europa onde quinta recebe o Athletic de Bilbao; pode cruzar com o sporting nas meias) ainda espreita a hipótese do título caso aconteça algo de improvável aos dois primeiros. Pelo menos, o Schalke já garantiu praticamente a participação na Liga dos Campeões na próxima temporada. Restará apenas saber se de forma directa (actual 3º lugar) ou se nos playoffs de acesso, caso perca esse lugar para o Borussia de Moenchagladbach (a 2 pontos no 4º lugar).

O Borussia de Moenchagladbach de Marco Réus (marcou) perdeu em casa contra o Hoffenheim por 1-2.

Na luta pela europa, como o Leverkusen perdeu, o Bremen igualou os pontos dos farmacêuticos depois de empatar em casa contra o Augsburg mas perdeu pontos para os mais directos perseguidores pois o estugarda venceu o Nuremberga com um golo de Cacau.

Na parte de baixo da tabela, a vida começa a complicar-se para dois históricos: o Hamburgo está em antepenúltimo com 27 pontos (os mesmos do primeiro clube acima da linha de água que é o Augsburg) e o Hertha é penúltimo com 26. No caso do HSV, a posição ainda não é problemática pois o antepenúltimo lugar deverá disputar um playoff de manutenção com o 3º classificado da Bundesliga 2. O Hertha a manter-se no 17º lugar desce de divisão. O Kaiserslautern está a um passo de descer com os 20 pontos somados.

Na próxima jornada teremos o Dortmund a receber o Estugarda em casa. Mais uma final para o Dortmund no objectivo do título e para o Estugarda no objectivo europeu. O Bayern vai a casa do Nuremberga. Kaiserslautern e Hamburgo jogam o tudo ou nada quanto à manutenção. Augsburg e Colónia jogam entre si e em caso de vitória de um dos dois clubes, esse clube sairá da zona dos aflitos enquanto o outro poderá entrar na linha de água.

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futeboladas

Campeonatos + Liga dos Campeões + Liga Europa.

Começamos pela Premier League

Depois do desaire europeu obtido na passada quinta-feira em Alvalade frente ao Sporting (já lá iremos) o Manchester City não podia ter um pior fim-de-semana ao perder a liderança da prova no País de Gales diante do Swansea.

A equipa do City voltou-se a mostrar apática e sem grandes recursos ofensivos. Do lado do Swansea, mais uma grande exibição de Scott Sinclair e de Joe Allen. O golo do Swansea haveria de ser apontado pelo avançado Luke Moore aos 83″, 4 minutos depois de ter entrado na partida para substituir Danny Graham. O City foi ultrapassado pelo seu rival United na classificação. Os Red Devils têm agora 67 pontos contra os 66 dos Citizens. Já o Swansea continua o seu campeonato tranquilo, sendo 11º com 36 pontos.

Os Citizens jogam quinta-feira no City of Manchester contra o Sporting para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e segundo notícias da comunicação Britânica estão alertados para a goleada que o Sporting impôs ao Vitória de Guimarães em Alvalade.

Outra notícia que marca a actualidade do futebol inglês é o acordo praticamente consumado entre Manchester City e Robin Van Persie para a próxima temporada. O jogador termina contrato em 2013 e caso não queira renovar com o Arsenal, o clube de Londres poderá ter que ser obrigado a vendê-lo para poder conseguir alguns activos. O City estará disposto a ter o jogador já na próxima época, estando disposto a pagar algo como 25 milhões de euros pelo mesmo a um ano do fim do contrato. Arséne Wenger já veio manifestar o desejo de continuar a orientar o Holandês, esperando que o mesmo renove pelos Gunners até ao fim desta época.

Para ultrapassar o City na tabela classificativa, o United bateu em casa o West Bromwich Albion por 2-0. Tal e qual o City, o United também vinha de uma derrota para a Liga Europa. No entanto, no caso do United, a derrota era moralmente mais frustrante: em casa, por 3-2 (hipóteses mais reduzidas de se qualificar) frente a um Athletic de Bilbao com uma dose energética e um futebol que decerto não se adivinhava por Old-Trafford. O jogo contra o Athletic tinha sido parecido (mas de resultado pior) com o jogo de Outubro frente ao Basileia em Old-Trafford para a Liga dos Campeões.

O WBA fez um jogo bastante interessante, um jogo um pouco semelhante aquele que tinha feito em Londres na semana anterior. No entanto, os jogadores do WBA falharam muitas oportunidades de golo na 1ª parte. Na 2ª parte, Wayne Rooney haveria de ser oportuno em duas situações e selar o resultado final. 25º e 26º golo do avançado inglês na prova, facto que o levou a ultrapassar Robin Van Persie na lista dos melhores marcadores.

Quem continua em altas é o Arsenal de Arséne Wenger. 4ª vitória consecutiva contra 4º rival de topo. O Arsenal conta com um rally interessante nesta fase da temporada: bateu o Tottenham por 5-2, o Liverpool em Anfield por 2-1, o Milan por 3-0 (insuficiente; já la vamos) e agora o Newcastle por 2-1.

Hatem Ben Arfa até abriu o marcador para os magpies aos 14″ num belo trabalho individual, sendo a vantagem dos homens do norte rapidamente anulada por um golo no minuto seguinte por parte do inevitável Robin Van Persie também num belo trabalho individual. Depois de um domínio quase absoluto no Arsenal na 2ª parte, seria o Belga Thomas Vermaelen a selar a vitória da equipa comandada por Wenger.

O jogo ficaria marcado por uma intensa picardia entre holandeses. O guardião magpie Tim Krul (tem-se destacado e muito nesta época) e Robin Van Persie andaram pegados durante toda a partida e chegaram mesmo a vias de facto em pleno relvado. Van Persie como se sabe é da formação do Feyenoord enquanto Krul cresceu no modesto ADO Den Haag (equipa que oscila entre a Eredivisie e a 2ª divisão holandesa). Krul fez uma boa exibição assim como o central Argentino Fabricio Coloccini (recentemente renovou por mais 4 épocas com o Newcastle onde de resto é muito acarinhado pela massa associativa) que só pecou por ter dado aquela abévia a Van Persie no lance do golo. De resto, apesar do golo, Van Persie mostrou muita virilidade durante toda a partida. Segundo o árbitro da partida, houve confusão no túnel de acesso ao balneários no final da partida.

O Arsenal aproveitou a escorregadela do Tottenham no Goodison Park frente ao Everton. O Croata Nikica Jelavic voltou a fazer duas suas. O Croata já leva 15 golos esta época. A equipa de Harry Redknapp começa a olhar pelo retrovisor para o Arsenal. A distância entre os rivais de Londres na luta pelo 3º lugar (qualificação directa para a Champions) é de apenas 1 ponto.

Já o Chelsea também continua na luta pela Champions. Em vésperas de confronto europeu contra o Napoli em Stamford Bridge, os comandados de Di Matteo (falou-se na possibilidade de Rafa Benitez tomar conta da equipa nos próximos dias) bateram o sempre difícil Stoke por 1-0 em Londres.

Di Matteo tem escalado um onze completamente diferente de Villas-Boas. Mata, Sturridge e David Luiz são presenças no banco em prol das entradas de Obi Mikel, Salomou Kalou e Gary Cahill para o onze titular.

O Stoke de Tony Pulis começou mal a partida com a expulsão do avançado Jamaicano Ricardo Fuller aos 25″ depois de uma agressão ao sérvio Ivanovic. Di Matteo alterou tudo ainda na primeira parte: aproveitando o facto do Stoke se ter retraído com a expulsão de Fuller, tirou Meireles e colocou Mata em campo. Com resultados. Aos 68″ seria Didier Drogba a marcar o golo da vitória dos Londrinos.

Outros jogos:

Bolton 2-1 Queens Park Rangers – Duelo de aflitos. O Bolton trocou de posição com o QPR graças a esta vitória caseira saíndo dos lugares de despromoção. O golo do Croata Klasnic aos 86″ pode valer ouro.

Sunderland 1-0 Liverpool – A equipa de Dalglish vive novo mau momento. A derrota em Sunderland mete a Europa a 7 pontos. Anfield não terá competições europeias na próxima época mais uma vez.

Liga Italiana:

Bom augúrio para o Napoli antes de visitar Stamford Bridge. 6-3 ao Cagliari. A equipa de Mazzarri continua a trepar lugares na série A sendo agora 4ª a 11 pontos do líder Milan.

Marek Hamsik inaugurou o marcador com um tiro de meia distância aos 10″. Paolo Cannavaro haveria de fixar o 2-0 9 minutos mais tarde. Aos 30″, o Napoli já vencia 3-0. Depois veio o vendaval Larrivey com um hat-trick para os homens da Sardenha e os golos de Lavezzi, Gargano e Maggio quando a vitória do Napoli já era indiscutível. Dos 9 golos da partida, apesar de só ter entrado aos 59″, Edinson Cavani não apontou nenhum. Porém, esta máquina de Mazarri está bem oleada e promete surpreender.

Aproveitando o empate da Juve em Genova, o Milan não vacilou e aumentou a sua vantagem na liderança para 4 pontos. Antonio Nocerino e Zlatan Ibrahimovic foram os obreiros da vitória contra o Lecce. O Milan continua em todas as frente. O Sueco apontou o seu 19º golo na Série A.

Quem saiu da luta pelo título foi a Lazio. Os comandados de Edy Reja não deram um bom percurso á vitória no derby contra a Roma e perderam 3-1 contra o Bologna. Grande jogo de Alessandro Diamanti. A lazio está agora a 9 pontos da liderança.
No mesmo plano, a Udinese perdeu no terreno do Novara por 1-0. Balão de oxigénio para o Novara. Mesmo assim tem 11 pontos de diferença para o primeiro lugar acima da linha de água.

Na sexta-feira, o Inter jogou mais um matchpoint com vista à qualificação para as competições europeias, vencendo o Chievo por 2-0 com golos tardios da dupla argentina Walter Samuel e Diego Milito. A equipa de Claudio Ranieri voltou a demonstrar enormes problemas de finalização e encontrou (como a Juventus tinha encontrado na jornada anterior) um Stefano Sorrentino inspirado na baliza do Chievo. É caso para dizer que este guarda-redes é o “abono de família” da equipa de Doménico Di Carlo. Quando não era Sorrentino a aliviar a defesa do Chievo, era o poste ou a fraca pontaria dos jogadores do Inter a evitar a vitória dos Milaneses. Até que Walter Samuel deu o triunfo merecido aos milaneses e Diego Milito confirmou-o.

Nesta luta, a Roma também venceu. 1-0 em Palermo com o 9º golo de Fabio Borini na época.

Liga Espanhola:

Mais uma batalha para Mourinho e para o Real em véspera de Champions. O Estádio Benito VillamaBrin trouxe um Bétis muito afoito na 1ª parte. A necessidade assim o obriga aos sevilhanos derivado da sua posição pouco consolidada na tabela (15º com 6 pontos à maior da linha de água). O Bétis inaugurou o marcador aos 10″ por intermédio de Molina. Passado 15 minutos, o Argentino Gonzalo Higuaín aproveitou o facto do lateral português Nelson o ter posto em jogo para estabelecer o empate e o seu 17º golo na Liga.

Depois, já na 2ª parte, viria o furacão Cristiano Ronaldo: primeiro a obrigar aos 47″ o guarda-redes sevilhano Fabrício a uma defesa do outro mundo e depois, 5 minutos mais tarde, a estabelecer o 2-1 num lance confuso em que a defesa do Bétis esteve novamente a dormir. A posição de Ronaldo é legal aquando do toque de Marcelo. 3 minutos depois o Bétis empataria a partida por intermédio de Jonathan. Aos 72″, Ronaldo puxou do gatilho para estabelecer o resultado final.

O título está cada vez mais próxima para o Real, no jogo que comemorou a vitória 100 de Ronaldo pelos Merengues. Em evidência no jogo Marcelo. O Brasileiro atacou quanto pode e foi um regalo não só vê-lo a cavalgar pelo flanco esquerdo durante toda a partida como vê-lo a aparecer em zona de finalização variadíssimas vezes.

O jogo ficou ainda marcado por um erro gigantesco da arbitragem ao não assinalar nos minutos finais uma grande penalidade claríssima a favor do Bétis por ostensivo corte com o braço de Sérgio Ramos.

No El Sardiñero em Santander, o Barça manteve a distância de 10 pontos para o Real. Messi coroou uma semana em cheio a nível pessoal com 7 golos em 2 jogos. Incrível.

Outros jogos:

Real Sociedad 3-0 Zaragoça – A equipa de Ruben Micael e Hélder Postiga é cada vez mais última. 9 são o número de pontos que os distanciam do primeiro lugar acima da linha de água.

Málaga 1-0 Levante – Jogo decisivo para ambas as formações na luta pelos lugares europeus. Com Eliseu titular a lateral-esquerdo foi o internacional venezuelano José Rondón que deu a vitória ao Málaga frente ao sensacional Levante. A equipa de Manuel Pellegrini subiu ao 4º lugar (lugar que garante os playoffs de Champions) por troca com a equipa de Valência.

Valência 2-2 Mallorca – No Mestalla, os comandados de Unai Emery escorregaram frente ao Mallorca e abriram a porta ao Málaga na luta por um lugar directo na Champions (os valencianos tem 4 pontos de vantagem para os malaguenhos e 6 para Osasuna e Levante). Sem Portugueses nos convocados, Tino Costa abriu o marcador aos 23″ e haveria de ser expulso aos 85″. Aduriz elevaria o marcador para 2-0 aos 42″. Na segunda parte Nsue e Victor empatariam a partida para os maiorquinos.

Sporting de Gijón 1-0 Sevilla – Os Sevillanos vão de mal a pior. A equipa de Reyés, Rakitic, Kanouté, Fernando Navarro, Julién Escudé, Manu Del Moral, Jesus Navas, Babá e Piotr Trochowski estabeleceu no início da época como objectivos voltar a um lugar que lhe desse acesso à Liga dos Campeões. Com a derrota em Gijón (penúltimo com 24 pontos) com golo do Português André Castro, os Sevillhanos não só estão longe dos lugares europeus (a 5 pontos do Levante) como começam a ver os últimos lugares a aproximarem-se (distam a 9 pontos da linha de água)

Osasuna 2-1 Athletic de Bilbao – No duelo regional (Navarra e País Basco são duas regiões próximas mas independentes mas os bascos reclamam Navarra como seu territorio, facto que é partilhado pelos Navarrenhos) o Athletic não recuperou fisicamente do triunfo extraordinário que tinha tido 3 dias antes em Old-Trafford frente ao United. Num jogo interessante que tinha como motivo especial o facto de ambas as equipas estarem a lutar por lugares europeus, o Osasuna foi mais forte vencendo por 2-1 com golos de Raúl Garcia e Iturraspe na própria baliza. Llorente reduziu para os bascos.

Liga Francesa:

Carlo Ancelotti tem razões para sorrir nesta jornada. O PSG foi ao terreno do Dijon ganhar por 2-1 com um golo de última hora de Kevin Gameiro em cima do minuto 90. O Dijon caiu para a linha de água da prova.

O Montpellier continua a liderar a oposição aos parisienses. A equipa de Hilton, Marco Estrada e John Utaka venceu o Caen por 3-0 em casa e continua a 1 ponto do líder.

No jogo alto da jornada em França, Sir. Alex Ferguson (em observação a jogadores das duas equipas como Michel Bastos, Eden Hazard e Alexandre Lacazette) esteve no Gerland para assistir à vitória do Lyon frente ao Lille por 2-1. O campeão em título da Ligue 1 disse adeus à renovação do título. Alexandre Lacazette esteve novamente em grande ao abrir o marcador aos 12″. O jovem francês de 20 anos arrisca-se a ganhar um lugar na sua selecção para o Europeu. Lisandro Lopez também marcou aos 39″ o seu 9º golo no campeonato deste ano. O Lyon está no 7º lugar com 43 pontos, a 1 dos lugares europeus e a 4 do 3º que é precisamente o Lille

No que toca a luta pela europa, o Lyon aproveitou mais uma escorregadela de Marselha (0-1 em Ajaccio) o empate do Toulouse a 1 bola e o empate do Rennes em casa contra o Auxerre. Os outros grandes vencedores da jornada foram o Bordéus que venceu em Brest por 2-0 e o Saint Ettiène (4º classificado) que bateu o Valenciennes fora por 2-1.

Na luta pela Europa a classificação em frança resume-se a este cenário: 3º Lille 47 pontos; 4º Saint Ettiène com 46 pontos; 5º Rennes com 44 pontos; 6º Toulouse com 44 pontos; 7º Lyon com 43 pontos; 8º Marseille com 39 pontos e 9º Bordéus também com 43 pontos.

A luta pela permanência também está vivaça. Do 11º (Valenciennes com 33 pontos) ao último (Sochaux) há um gap de apenas 9 pontos.

Liga Alemã:

O Borússia de Dortmund cedeu no terreno do modesto Augsburg num empate a 0 bolas e viu o Bayern cilindrar em casa o Hoffenheim por 7-1.

O Bayern marca 14 golos em 2 jogos visto que ontem também cilindrou o Basileia para a Champions por incríveis 7-0.

Do jogo de sábado, uma exibição colectiva fantástica dos Bávaros. A equipa de Jupp Heynckes está disposta a acabar a época em grande forma. Arjen Robben bisou na partida, Mario Gomez fez um hat-trick e Toni Kroos e Luis Gustavo fecharam a contagem para os bávaros num jogo que Ribéry teve o azar de marcar o único auto-golo da sua carreira!

O Bayern pratica aquele futebol bonito e eficaz. Misto de dureza (à boa moda alemã) com um futebol apoiado e flanqueado com conta, peso e medida. Arjen Robben e Franck Ribéry aparecem com um enorme pico de forma nesta altura do campeonato e Mario Gomez é uma autêntica máquina de marcar golos: já leva 21 na Bundesliga desta época.

Se quiserem dar uma vista de olhos, vale a pena ver o resumo desta partida.

O 3º (Borussia de Moenchagladbach) perdeu algum contacto com os da frente depois de empatar a 0 bolas em casa contra o Freiburg. O Estugarda também empatou em casa contra o Kaiserlautern e atrasou-se na luta pelos lugares europeus.
O Bayer de Leverkusen continua com uma enorme dor de cabeça. Depois dos 7 de Barcelona, perdeu contra o Wolfsburg de Félix Magath por 3-2 num jogo de loucos onde até começou melhor com um golo de Kiessling aos 3″.
Em apuros está novamente o Hertha de Berlim (regressou à Bundes esta época) depois de ter perdido 1-0 contra o Colónia de Podolski. Se os homens de Colónia saíram dos lugares perigosos, o Hertha está neste momento em 16º lugar, lugar que obriga no fim de cada época a equipa da Bundesliga a jogar contra a 3ª classificada da 2ª Bundesliga por uma vaga no principal escalão do futebol alemão.

Liga dos Campeões:

A tarefa avizinhava-se complicada para o Benfica. Depois do 2-3 de São Petersburgo, previa-se um Zenit altamente defensivo, um pouco à semelhança daquilo que tinha feito em Dezembro no Estádio do Dragão frente ao Porto no jogo referente á última jornada da fase de grupos.

O Benfica não podia contar com Aimar (castigado por 1 jogo por acumulação de amarelos) jogador que seria (mais do que em outros jogos) essencial para o benfica conseguir perfurar os blocos defensivos do Zenit.

Luciano Spalletti mostrou desde logo as suas intenções na Luz: defender o resultado obtido na Rússia. Na Luz, Spalletti abdicou de Bruno Alves por considerar que o jogador poderia sofrer com a pressão imposta pelos adeptos encarnados. Voltou a apostar em Lombaerts no centro da defesa e numa equipa a jogar em bloco. Voltou também a apostar numa equipa ultra-defensiva, contendo apenas 3 jogadores de cariz atacante: Semak, Bystrov e Kerzhakov.

Já Jorge Jesus perante as ausências de Garay e de Aimar, fez regressar Rodrigo (apostando no brasileiro a fazer de Aimar) e apostou em Jardel para o centro da defesa.
Na primeira parte, até ao golo de Witsel, nada de novo. O Benfica estava a sentir dificuldades na construção de jogo ofensivo graças à enorme muralha de jogadores que o Zenit punha em frente à sua baliza. Apenas Maxi Pereira na direita dava mostras de ser o jogador mais inconformado no Benfica com rápidas incursões pelo flanco direito. Malafeev foi obrigado a intervir duas vezes: uma a remate de Bruno César e outra a remate de Witsel. Do outro lado, o Zenit jogava de forma lenta e pouco incisiva. Antes do golo, Artur quis brincar na pequena área e acabou por entregar a bola mal para Luisão que a perdeu para um jogador russo, tendo este rematado à figura do guarda-redes brasileiro quando este recuava na área.
Depois veio o golo de Witsel e a explosão de alegria na Luz.

Na 2º parte, Bruno Alves entrou mas o Zenit não conseguiu sair da teia defensiva urdida pelo seu treinador. Os Russos pouco ou nada causaram de perigo à baliza de Artur Moraes. Para o final estava guardado o 2-0 por intermédio de Nélson Oliveira, matando por completo uma partida em que o Benfica fez mais do que o Zenit para passar os quartos-de-final.

A surpresa esteve perto de acontecer no Emirates.

Quando o Milan fechou com chave de ouro o jogo da primeira mão em San Siro por concludentes 4-0 (grandes exibições de Robinho e Ibra) ninguém esperava uma viagem tão atribulada a Londres no lado milanês.

Com o decorrer do jogo de Londres, chegou-se a temer uma reviravolta semelhante aquela que o Milan sofreu no embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions na época 2003\2004 no Riazor da Corunha em que depois de um 4-1 em Milão sofreu um escandaloso 4-0 na Corunha, num jogo em que Alessandro Nesta esteve mal na fotografia de todos os golos galegos.

Como equipa que ganha não se mexe, Massimiliano Allegri voltou a apostar num 11 que se tem repetido várias vezes no último mês: Abbiati; Abate, Mexés, Thiago Silva e Mesbah; Emanuelson, Nocerino, Van Bommel; Robinho, El Shaarawy e Ibrahimovic. Do lado do Arsenal apenas uma modificação em relação ao 11 habitual da equipa: a entrada de Oxlade-Chamberlain a titular e a saída dos convocados de Benayoun por lesão.

Seria o jovem de 18 anos contratado esta época ao Southampton por 12 milhões de libras a colocar a bola na cabeça de Laurent Koscilny para o primeiro golo da partida. Como bom portento de velocidade e técnica que é seria o extremo a partir Djamel Mesbah aos bocados no lance do 2º golo (Rosicky) onde é o experiente Thiago Silva a cortar para os pés do checo. O Milan tremia em Londres. O mesmo haveria de partir novamente Mesbah no lance do penalty que Robin Van Persie iria transformar ao minuto 43. Ao intervalo 3-0.

Isso obrigou Allegri a intervir na sua equipa que apareceu muito mais defensiva na 2ª parte. Emanuelson deixava de ser número 10 e passava a jogar na esquerda para ajudar Mesbah a controlar Oxlade-Chamberlain. Robinho passava a 10. El Sharaawy saíria aos 70 minutos para entrar Aquilani, um jogador mais forte, mais físico e com maior capacidade de retenção de bola a meio campo. A coisa saiu bem a Allegri. O Arsenal tentou o 4º golo mas não conseguiu. Foi uma eliminatória bipolar: o Milan ridicularizou o Arsenal em Milão e o Arsenal ridicularizou o Milan nos primeiros 45 minutos de Londres. Qualquer uma das equipas pelo que fez merecia passar.

No final de jogo, Wènger estava triste pela eliminação mas de cabeça erguida quanto à prestação da sua equipa: “I told my players they can be proud of their performance. Overall I felt we were a bit short because we had no midfielders on the bench and we suffered a little bit when we tired in the second half. We wanted to keep the ball better but we became more fatigued and I’m sure we would have scored two or three more goals in the second half. “We put a performance in with fantastic spirit and restored some pride after the first leg. Unfortunately we are out” but we had the chances. Overall we keep our winning run going, which is important, but unfortunately we paid the price for a bad first game.

We knew we had given a lot [in the first half]. Some players are not used to playing at that level in midfield, like Chamberlain. You need to score goals and not concede against teams like that. Our defenders were absolutely outstanding today. Overall we have given everything and that’s all you can do at the top level. We accept the result even if it’s a disappointing one.

[Oxlade-Chamberlain] was sick last night − we weren’t sure he would play because he had flu. In the end we decided to check him in the warm-up and I felt he was outstanding. Van Persie wanted to chip the goalkeeper because he was down, but he got up very quickly − Abbiati did well and we couldn’t score. I hoped in the last ten to 15 minutes we could create some dangerous situations in front of goal but, unfortunately, it didn’t happen because we didn’t have enough drive anymore.”

E Allegri aliviado:
“We have to analyse this defeat. Due to injuries we had to play with three forwards and I knew we could suffer a bit in defence. We created a few good chances to score in the second half. We are disappointed about the defeat but it was important to qualify. We are among the best eight in Europe and now we will have some players back from injuries and hopefully we can do better with them.

I don’t think we were scared, as fortunately we had earned an important result in the first leg. At the break I told the players to think it was still 0-0 because we could not change what we had done in the first half. We failed to complete crucial passes tonight and that’s why we did not score. I knew we might have some difficulties because Arsenal are not the team we saw in San Siro and because we had too many players missing tonight, so I did not have many options.

This could be an important game in the season. Elimination tonight could have been a terrible blow for the team. However, our objective was to reach the quarter-finals and we achieved it. The approach was not good tonight. We were too soft, especially when we were trying to keep possession, and we should have played from the start the way we did in the second half, trying to push forward for a goal. “We are disappointed about the defeat and the way we played in the first half but, in the end, we qualified”, even if the team made me lose some weight due to stress.”

Duas coisas singelas:
1ª Não é só o Barcelona que joga muito nem Messi, se bem que o Argentino esteve louco nesta partida.
2ª É mesmo o Bayer de Leverkusen que não joga nada e não lhes reconheço capacidades para andarem nestes patamares.

Como dizia o Sport na sua página online nessa noite: “Messi passou a sua dor de cabeça ao Bayer” – um bom trocadilho feito pelos catalães ao Bayer de Leverkusen, clube detido pela conhecida farmacêutica das aspirinas.

E de facto, o Bayer veio com a ideia de provocar uma dor de cabeça a Guardiola e acabou cheio de enxaquecas. Com um 3-1 de Leverkusen, o Bayer tentou complicar a vida ao Barcelona por intermédio de pressão alta à construção de jogo dos defesas e médios catalães. Ora bem, quem não tem perninhas não inventa. O treinador Robin Dutt tentou convencer que seria a melhor estratégia para derrotar os Barcelonistas. Enganou-se: foi um festival de Messi perante uma defesa de Leverkusen completamente autista a vender a banda passar. E o jovem Tello entrou na segunda parte e logo que tocou na bola abriu um livro numa jogada em que vos aconselho a ver e rever.

Messi estabeleceu a mão cheia de golos na Champions, levando agora 12. Novo record à vista?

Jogo de uma vida em Nicósia.

O APOEL não contava de maneira alguma chegar a Fevereiro e permanecer nas competições europeias. Digo “permanecer nas competições europeias” porque com um grupo como Zenit, Shaktar e Porto, o APOEL era o bombo da festa. Utilizei bem o tempo verbal: era. O APOEL fez o que fez na fase de grupos. Perdeu em Lyon por 1-0 num jogo em que os franceses viram-se da cor da Grécia para obter um golo e foram a Chipre enfrentar um adversário motivado, disciplinado, defensivo, forte no contra-golpe e com milhares de adeptos doidos a cantar.

90 minutos a ferro e fogo. O APOEL tentava utilizar o segredo do costume: defender e sair no contra-golpe sem descurar a sua organização. O Lyon tentava segurar a vantagem o máximo que podia. O nosso conhecido Manduca pôs o GSP Stadium de Nicósia ao rubro aos 9″. Vi inclusive na review da Champions declarações do técnico do APOEL Ivan Jovanovic a apelidar este jogo como o “jogo de uma vida” para o clube cipriota. Nada mais correcto. Findos os 90 minutos, quis o destino que o jogo fosse para prolongamento dados uns erros praticados pela arbitragem comandada pelo espanhol Alberto Undiano Mallenco a favor da equipa francesa.

O jogo foi para as grandes penalidades. Aí brilhou Chiotis, guarda-redes cipriota. O APOEL está nos quartos-de-final. E o mais incrível é que pode ir mais longe. Benfica, Marselha e hipoteticamente CSKA e Napoli poderão ser equipas ao seu perfeito alcance.

Depois de ter vencido no St Jakob´s Park o Bayern por 1-0, a jovem e promissora equipa do Basileia não merecia de ser eliminada desta forma depois da campanha que fez na fase de grupos.

Apesar do esforço, é pena o Basileia ter apanhado este super bayern no pico de forma da época. O Bayern dá mais 7 (como viram em cima já tinha dado 7 no campeonato ao Hoffenheim) e volta a dar 7 na Champions (em 2008\2009) deu 7 ao Sporting nesta fase no Allianz Arena.

Jogo sem história. O Bayern entrou a matar. Robben aos 11″ tem uma enorme classe na sua finalização, apesar da sorte que fez com que a bola viesse parar caprichosamente nos pés do Holandês depois de um ressalto de um defensor do Basileia. Apesar dos dois golos, Arjen Robben fez uma exibição de sonho. Depois, foi o vendaval Mario Gomez (poker) com dois golos pelo meio de Robben e Muller. Mario Gomez está ao despique com Messi e Ronaldo pelo título de pichichi da competição (quem sabe o record de mais golos numa só edição) levando o alemão 11 golos na presente edição.

Esta eliminatória entre Inter e Marselha esteve embruxada. Se não esteve embruxada, é caso para se dizer que o Marselha teve a dita “estrelinha de campeão”. Se no aborrecido jogo do Velodrome já tinha vencido a partida com um golo do Ganês André Ayew já para lá da hora, no Giuseppe Meazza, num jogo em que o Inter até começou a contar com um golo de Milito às três pancadas num momento de jogo em que o desespero já se começava a apoderar dos milaneses, o Inter merecia mais do que a fraca sorte de ser eliminado com um golo de Brandão aos 90+2. Pazzini ainda deu a vitória ao Inter na última jogada do encontro, mas não havia mais nada a fazer.

Fico com a impressão que Brandão faz falta no lance do golo do Marselha sobre o central do inter Lúcio.

Liga Europa:

Incontornável.

A vitória da raça e do querer. A vitória do David contra o Golias. Grande exibição do Sporting. Personalizada e organizada tanto a atacar como a defender.

Primeira parte bem disputada em que o City não quis arriscar do ponto de vista ofensivo. Tirando um lance em que Kolo Touré subiu ao 3º andar para cabecear para brilhante defesa de Rui Patrício e outro em que Gareth Barry atirou à entrada da área a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. Do lado do Sporting, muita atitude por parte da equipa com especial destaque para o flanco direito onde João Pereira foi muito assertivo a subir e a desiquilibrar, com a ajuda ora de Izmailov ora de Matias Fernandez, todos com muita garra no 1 para 1 contra jogadores do City. Lances de destaque na primeira parte foram o remate de Schaars do meio da rua depois de Joe Hart ter cabeceado a bola fora da área, um lance em que João Pereira embalado remata da direita obrigando Hart a uma defesa de recurso.

O Sporting nunca se amedrontou perante o City e entrou no 2º tempo com modos de resolver o jogo. Matías Fernandez bate um livre venenoso e Xandão faz o que faz na cara de Joe Hart. Passado alguns minutos é Izmailov quem fura e quem dá o golo a Ricky Van Wolfswinkel que na cara de Hart não consegue o 2-0 para muita pena minha. Até que Mancini faz avançar a equipa com as entradas de Nasri e Balotelli. Por duas ou três situações o City poderia ter marcado. Pelo meio até há uma jogada individual de Balotelli em que o Italiano toma a linha e cruza de letra para fraca finalização de Aguero. Pelo meio também há um pontapé do meio da rua de Kolarov que passa novamente perto da baliza do Sporting e várias provocações e faltas (o normal) de João Pereira a Balotelli que valem o amarelo que afasta o lateral do jogo da 2ª mão no City of Manchester.

A jogar em casa, contra uma equipa que muitos diziam que ia massacrar o Sporting com uma goleada, a turma de Ricardo Sá Pinto cumpriu mais que os serviços mínimos (esperava na melhor das hipóteses um empate a 0 bolas) e convenceu todos aqueles que se deslocaram a Alvalade. Quinta-feira veremos se este Sporting terá estofo para aguentar este resultado.

Apesar do mau momento interno, o Atlético tem estado muito bem na Liga Europa. Nos 32 avos-de-final já tinha eliminado a Lazio com um 3-1 em Roma e 1-0 em Madrid. O Atlético de Simeone espalha charme na Europa e nos oitavos-de-final quis despachar o Besiktas em Madrid. Não conseguiu totalmente por culpa de Simão Sabrosa. Salvio (2) e Adrián deram 3 golos sem resposta na primeira parte. No entanto, espera-lhes o Inonu na 2ª mão.

O Besilktas está algo enfraquecido. Culpa disso os vários problemas internos que estão a acontecer no clube. Não só o facto de alguns dos seus dirigentes ainda estarem sobre alçada preventiva da justiça turca mas também o caso de indisciplina protagonizado por Ricardo Quaresma, caso que alegadamente terá motivado Carlos Carvalhal a encostar a direcção à parede quanto à saída do internacional português do clube. Carvalhal deverá ter dito à direcção que ou saía ele ou saía Quaresma.

Carvalhal veio ontem desmentir no site oficial do clube a notícia veículada pelos órgãos de comunicação social com as seguintes palavras: “Desminto totalmente as afirmações que vieram a público ontem. O Quaresma é um jogador muito importante, mas o meu trabalho é garantir organização e disciplina no trabalho”

Partida da ronda. O Athletic foi a Old-Trafford fazer um dos melhores jogos da sua história. O lance do primeiro golo do Manchester é um lance de génio. O passe para o 2º golo do Athletic protagonizado pelo jovem fenómeno Muniain para Oscar de Marcos é algo do outro mundo. Este Athletic de Bilbao de Bielsa é um portento de futebol bonito. Nem a adaptação (bem conseguida) de Javi Martinez a central tem tirado brilho ao futebol praticado pela equipa comandada pelo consagrado técnico Chileno. Aliás, mesmo a central, Javi Martinez é alvo da cobiça de Barcelona e Real Madrid, não devendo sair de Bilbao por menos de 40\45 milhões de euros. No 3º golo dos bascos, culpa para De Gea. No entanto, urge-me fazer mais um reparo à equipa do Bilbao: é uma equipa muito forte a sair no contra-golpe. Também tem homens para isso, casos de Muniain, De Marcos, Herrera ou David Lopez.

O penalty de Rooney ainda amenizou a derrota. O Manchester de Sir. Alex Ferguson subestimou o adversário, na medida em que tinha por exemplo em Outubro subestimado o Benfica e o Basileia na fase de grupos da Champions. Avizinha-se uma tarefa muito difícil para os Red Devils amanhã no quentíssimo San Mamés de Bilbao.

Óscar de Marcos declarou que marcar em Old-Trafford fez do dia 8 de Março um dia que nunca mais iria esquecer durante a sua vida: “The key thing was, we had the ball the whole game. It is our philosophy, as the manager has taught us, to keep the ball and thanks to this we created a lot of chances. “[Scoring at Old Trafford] is something I won’t forget as long as I live, I will always remember it. I’m thrilled. This is a night to smile, to enjoy – all our fans have enjoyed it and it is great for everyone who has always supported us”.

It is clear that 3-2 keeps them in it more, unfortunately it was my handball [for Wayne Rooney’s late penalty]. It is a shame after all the work the team put in, but we have to be happy with the result. Before we came everyone would have taken a win at the ‘Theatre of Dreams’. The coach is putting it in our heads that nobody is better than us, that we can compete with any team and we did that against one of the best teams in the world.”

Mais um jogo de alto gabarito. Apesar do 4-2 para o Valência no final da 1ª mão, nada está resolvido para a equipa de Unay Emery. Início horrível da defesa do PSV. Nos primeiros 13 minutos haveria de conceder dois golos: o primeiro por via do central sub-21 espanhol Victor Ruiz, saltando por cima de tudo e todos na bica da baliza e o segundo num auto-golo muito azarado de Manolev. 3-0 aos 42″ por intermédio de Roberto Soldado fazia parecer que a eliminatória fecharia no Mestalla. Piatti elevaria para 4-0. Eis que o PSV num golpe de mérito conseguiu dois golos nos minutos finais e leva a eliminatória viva para a Phillips Arena. No entanto, não creio que os comandados de Fred Rutten tenham capacidade para derrubar o Valência.

Outros resultados:

Metallist 0-1 Olympiacos – Contra uma equipa muito organizada e imprevisível, os gregos do Olympiacos venceram na Ucrânia por 0-1 o Metallist e tem um pé nos quartos-de-final.

Standard de Liège 2-2 Hanover 96 – Tudo em aberto para a 2ª mão, se bem que o resultado foi muito bom para os alemães.

AZ Alkmaar 2-0 Udinese – Excelente resultado para os holandeses.

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futeboladas

Começamos como habitual pela liga inglesa que neste fim-de-semana cumpriu a sua 27ª jornada:

Em Anfield, Liverpool e Arsenal defrontaram-se tendo os gunners vencido a emotiva partida por 2-1.

De um lado, o Liverpool pretendia vencer a partida para poder acalentar chances de poder chegar aos lugares europeus. A equipa de Kenny Dalglish está na 7ª posição com 39 pontos. De outro lado, o Arsenal vindo de uma surpreendente vitória contra o Tottenham no Emirates por 5-2, num jogo em que Robin Van Persie e Theo Walcott racharam por completo a defesa dos homens de Redknapp tenta manter o 4º lugar na tabela (lugar que lhe garante acesso ao playoff da Liga dos Campeões) tendo no entanto, derivado aos 4 pontos que o separam do Tottenham espreitar uma vaga directa na competição através do 3º lugar.

Como se pode verificar no video acima postado, o Liverpool entrou melhor na partida, tendo marcado primeiro num auto-golo do central Francês Laurent Koscielny. Apesar do azar latente do central francês no corte que pretendia efectuar, não deixa de ser um erro vindo de uma excelente jogada de contra-ataque do Liverpool onde dou especial revelo à brilhante desmarcação diagonal de Jordan Henderson para Jay Spearing.

Não se inferiorizando perante a desvantagem, o dominou o resto do jogo e por intermédio do inevitável Van Persie acabaria por dar uma remontada no jogo. Dois golos vindos de duas excelentes finalizações do holandês, que com estes dois golos subiu a sua fasquia de época para os 25 golos. Van Persie é o melhor marcador da Premier nesta temporada, facto que não deixa de ser triste para um jogador que apesar dos golos marcados vê a sua equipa muito longe dos primeiros 2 classificados. Todavia, o Arsenal está na 4ª posição, a 4 pontos do 3º que é o Tottenham e com 3 pontos de vantagem sobre o Chelsea

No outro jogo grande da jornada, o United continuou a peugada em relação ao seu rival City vencendo o Tottenham por 3-1 em White Hart Lane.

A equipa de Harry Redknapp até começou bem a partida mas cedo deu a entender que sofre do problema de não conseguir resistir nos jogos de maior pressão.

Sem Gareth Bale e contra um United em máxima força, os Spurs, como referi, até começaram melhor: na primeira parte Adebayor obrigou primeiro David De Gea a uma enorme defesa à entrada da área.
À passagem da meia-hora de jogo, Emmanuel Adebayor ainda introduziu a bola dentro da baliza do United mas o arbitro da partida considerou e bem que o togolês dominou a bola com o braço. Mesmo a acabar o primeiro tempo seria Wayne Rooney a inaugurar o marcador numa tremenda falha defensiva dos londrinos.

A 2ª parte iria arrancar com novas investidas dos Spurs. Adebayor por duas vezes mereceu o golo que Di Gea negou até ao fim. Depois seria Benoit Assou-Ekotto a rematar forte da esquerda para nova defesa do guardião espanhol, que, depois de um início de época algo conturbado está a merecer a titularidade. O próprio De Gea assumiu na antevisão à partida que é fã de Brad Friedel, veterano guarda-redes de 41 anos que este ano cumpre a época aos serviço dos Spurs. Não satisfeito, Assou-Ekotto tentou de livre e De Gea mais uma vez brilhou. Como quem não marca sofre, o United ampliou a vantagem mais duas vezes por intermédio de Ashley-Young. Iria restar o golo de consolação dos Spurs aos 87″ por via de Jermaine Defoe.

Creio que o Tottenham sai fora de corrida pelo título e terá que voltar às vitórias para manter o 3º lugar. Já o United joga na próxima quinta-feira contra o Athletic de Bilbao para a Liga Europa num teste que aguardo com algum interesse e entusiasmo.

Outros jogos:

Manchester City 2-0 Bolton – Em vésperas da Liga Europa (jogo contra o Sporting na quinta-feira) o City não deu espaços e venceu o Bolton por 2-0. Mesmo apesar do golo obtido na partida, Mario Balotelli deverá ter feito perder a cabeça dos dirigentes do City. Isto porque Balotelli foi apanhado na quinta-feira a sair de um clube de strip em Liverpool, violando novamente as regras relativas ao descanso impostas pelo clube. Os dirigentes do clube estarão a pensar em soluções para o Italiano que entre outras coisas é acusado de promover instabilidade no balneário junto do núcleo de jogadores ingleses (Lescott; Milner; Barry; Adam Johnson). Veio também à baila que o Milan estará disposto a abrir os cordões à bolsa para o contratar, podendo avançar em Junho com 60 milhões de euros para o efeito.

WBA 1-0 Chelsea – Mais uma derrota para o Chelsea. André-Villas Boas despedido.

Liga Italiana

Mais um intenso derby da capital romana.

O novo proprietário da Roma Thomas Di Benedetto voltou a sair com o sabor amargo da derrota frente ao eterno rival. Novamente por 2-1. Mudam apenas os intervenientes.

A Roma começou melhor a partida. A jogar com um meio-campo reforçado constituído por De Rossi, Fabio Simplício, Totti, Erik Lamella e Pjanic e apenas com Borini na frente, seria o antigo jogador do Chelsea (grande jogador por sinal) a criar a primeira onda de perigo numa cavalgada que seria parada com recurso a uma falta perigosa pelo central de 34 anos Biava. O arbitro da partida sancionou apenas com amarelo visto que a falta foi na linha lateral.

O mesmo não teve contemplações ao expulsar o guarda-redes internacional Holandês Maarten Stekelenburg minutos depois. No entanto, creio que existe uma simulação por parte do jogador da Lazio Stefano Mauri. Tudo corria bem à equipa de Edy Reja, treinador que já esteve demissionário mas cujo presidente da Lazio Claudio Lotito fez regressar à posição. Já com o romeno Bogdan Lobont na baliza dos Romanos em troca pelo internacional sub-20 argentino Erik Lamella, o brasileiro Hernandez inaugurou o marcador após conversão de grande penalidade.

A Roma não se ficou e tentou ir em busca do resultado. Totti foi um inconformado durante os 90 minutos mas seria sempre penalizado por entradas duríssimas por parte dos defensores da Lazio (André Dias; Biava; Scaloni). Aos 16″ seria Juan a ganhar uma bola perdida na área, a atirar ao poste e a bola caprichosamente a sobrar para Borini que não desperdiçou à frente das redes, mesmo com um defensor da Lazio a tirar a bola já dentro da baliza. Estava feito o empate. Entraram Ledesma e Hernanes no jogo. Os dois marcaram o ritmo da Lazio perante uma Roma que estava atrevida. Já na 2ª parte, depois de livre de Ledesma seria Mauri a empurrar a bola para o fundo das redes do rival fazendo o 2-1 final. A Roma ainda tentou tudo o que pode e viu a Lazio ficar também reduzida a 10 depois de expulsão de Lionel Scalloni. No entanto seria em vão: o jogo era da Lazio.

A Lazio mantem-se com esta vitoria dentro da luta pelo título. Os Laziale estão em 3ºs a 3 pontos da Juventus e a 6 pontos do Milan. A Roma está em apuros para conseguir o tão desejado lugar europeu: são 6ºs com menos 5 pontos que o Napoli, sabendo de antemão que o Napoli estava novamente a subir de forma.

Outra especulação que surgiu relativamente à Roma é a possibilidade de Luis Enrique substituir Pep Guardiola no comando técnico do Barcelona no final da temporada.

A jogar com um meio-campo alternativo composto por Sulley Muntari, Massimo Ambrosini, Antonio Nocerino e Urby Emanuelson a 10 (este jogador começou a defesa esquerdo, já jogou muitas partidas no meio-campo e aliás, no Milan até foi contratado para jogar a meio-campo, aparecendo agora como 10) Max Allegri foi à Sicília aproveitar o deslize caseiro da Juventus contra o Chievo no Dell´Alpi para renovar a primeira posição.

Allegri deverá ter ficado contente com o que viu. Vitória tranquila frente a um adversário que nem há um mês atrás foi ao Giuseppe Meazza empatar a 4 bolas contra o rival inter, com um hat-trick fabuloso de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco voltou às grandes exibições e já leva 18 golos na Serie A deste ano. Quem também se destacou foi Robinho. O brasileiro tem respirado o seu melhor futebol nesta época.

O golo (parece-me irregular) do médio Paolo De Ceglie não foi suficiente para a Juventus ultrapassar o Chievo (está a fazer uma época muito tranquila sendo 8º classificado com 34 pontos). No entanto, os comandados de Antonio Conte podem-se queixar da falta de sorte provocada pela excelente exibição do guarda-redes do Chievo Stefano Sorrentino. De resto, mais uma grande exibição de Pirlo no meio-campo da Juve. Bom a desarmar e como sempre, cheio de classe a construir e a aparecer no sitio certo para o seu técnico tiro de meia distância.

outros jogos:

Parma 1-2 Napoli: Lavezzi resolveu aos 86″ um caso mal parado para a equipa de Walter Mazzarri. No entanto, em véspera de jogo europeu contra o Chelsea em Stamford, o Napoli está a subir de forma, está a subir na classificação (já ameaça o 4º lugar da udinese e o 3º da Lazio) e tem excelentes perspectivas de terminar a época em altas.

Fiorentina 2-0 Cesena – Balão de oxigénio para a equipa de Délio Rossi. Cavou 6 pontos para a linha-de-água. Dá para descansar e preparar melhor a batalha pela manutenção. O Cesena, último com 16 pontos, está claramente condenado. Já vê a manutenção a 13 pontos quando faltam 12 jornadas para o fim da prova.

Bologna 1-0 Novara – O mesmo do jogo anterior. O Bolonha também afastou-se dos lugares incómodos e o Novara, penúltimo com 17 pontos está cada vez mais condenado à descida à Série B.

Inter 2-2 Catania – Mais um jogo inenarrável da equipa de Ranieri. A Europa está por um fio e o Napoli já vai bem acima com 6 pontos de vantagem. André Villas-Boas pode ser soluções e recentemente, o Inter despertou o interesse pelo avançado internacional Bósnio Edin Dzeko.

Liga Espanhola:

Barcelona de “poucos gastos” antes do embate europeu frente ao Bayer de Leverkusen. 3-1 frente a um paupérrimo Sporting de Gijón, onde actua André Castro. Nem com o Barcelona reduzido a 10 devido à expulsão de Piqué. No fim da partida, Messi elogiou Cristiano Ronaldo afirmando que é o português quem tem feito a diferença de 10 pontos que existe entre catalães e madridistas.

Quem não se poupa é o Real de Mourinho. Mais um recital em Santiago Bernabéu. Desta feita, os espectadores foram os jogadores do Espanyol de Barcelona.
Ronaldo festejou o seu 30º golo na Liga e continua impressionante a marcar e a fazer jogar a equipa.
Sami Khedira marcou o 2º, Kaka o 4º e Gonzalo Higuaín voltou a dizer porque é que o Real não o deve vender, somando mais um bis. Higuaín foi posto na rota do Manchester City em troca com Kun Aguero.

Mourinho afirmou no sábado que acha que o argentino (pela sua garra e pela sua eficácia) é o melhor avançado do mundo e diz que este merece “ficar no real para sempre”, tal e qual como, segundo palavras do português, Esteban Granero.

Já Maradona, sogro de El Kun, afirma que o Real é o clube para qual o genro deveria jogar. Para advogar a sua posição, el Pibe diz que com Aguero, Ronaldo poderia chegar aos 60 golos na Liga visto que o Argentino é muito bom a prender as defesas contrárias. De facto.

Creio que Higuaín não deverá sair do Real. É de facto um killer à moda antiga e as estatísticas provam-no: Higuaín é o jogador que precisa de menos tempo e de menos toques na bola para fazer um golo. Com o Aguero, o Real não ficava a perder é certo: perderia em eficácia, ganharia um enorme desiquilibrador como o é Aguero.

Outros jogos:

Sevilla 1-1 Atlético de Madrid – Empate entre duas equipas que querem um lugar europeu mas que neste momento estão longe dos seus desejos. Sevilla e Atlético empataram no Sanchiz Pizjuán a 2 bolas com golos de dois antigos jogadores de equipas portuguesas: Toto Salvio para os madrilenos aos 9″ e Baba para os Sevilhanos aos 54. Mantem-se ambos na 10ª e 11ª posição com 33 pontos, a 4 de 5º (Athletic de Bilbao) e 6ª (Malaga). Ambos venceram.

José António Reyes voltou ao seu clube de origem e já recebeu rasgados elogios de Joaquin Caparrós que hoje apelidou o antigo jogador de Benfica, Arsenal, Real e Atlético de Madrid como “puro talento” – anotamento meu: um puro talento de preguiça!

Athletic Bilbao 2-0 Real Sociedad – Depois de alguns a jogar a Liga Europa e se o Athletic demonstrasse pretensões à Liga dos Campeões. Tal resultado poderá estar a caminho do país basco. O Athletic está a apenas 1 ponto do Levante e a 6 do 3º que é o Valência. O Levante joga em Málaga para a semana e o Athletic recebe o Osasuna (8º com menos 2 pontos) numa jornada que pode ser de confirmação para alguns ou de reviravolta nos lugares europeus.

Liga Francesa:

Paris St Germain 4-1 Ajaccio – Tarde de glória para os comandados de Carlo Ancelotti. Goleada por 4-1 com Menez, Matuidi, Thiago Motta e Javier Pastore no 11. O argentino haveria de marcar e partir tudo como é seu apanágio. O PSG voltou à liderança depois de ter visto o Montpellier empatar em Dijon. 1 ponto é a vantagem que os parisienses tem sobre a equipa do sul à passagem da 26ª jornada.

Lille 2-2 Auxerre – O campeão em título Lille poderá ter dito adeus ao título com o empate caseiro frente ao “aflito” Auxerre. Eden Hazard pôs o Lille em vantagem com 2 golos. Para os 10 minutos finais estariam guardados os golpes de teatro que iriam dar o pontinho aos homens comandados pelo antigo internacional francês Laurent Fournier com dois golos do lateral Hengbart e do central Ben Sahar. O Auxerre continua abaixo da linha de água, numa clara passagem do 8 ao 80 nesta temporada.

Fora dos lugares europeus continuam Lyon, Marseille e Bordéus. Todos perderam: os primeiros em Nancy por 2-0, os segundos em casa frente ao Toulouse e e os terceiros em casa frente ao Nice. O Lyon é 7º com 40 pontos, o Marseille 8º com 39 e o Bordéus 9º com 36.

Bundesliga:

À 24ª jornada, o cenário não poderia estar tão positivo para o Borussia de Dortmund e para o seu treinador Jurgen Klopp no plano traçado pela equipa para a renovação do título. Vitória por 2-1 em casa frente ao Mainz, com um golo de brilhante do polaco Kuba (tem um nome impressionantemente difícil de escrever) aos 26″. O Mainz ainda reagiu aos 74″ com um golo do internacional egípcio Mohammed Zidan mas aos 77″ seria o internacional Japonês Kagawa a dar a vitória aos homens de Dortmund, que, a esta fase da temporada jogam um futebol muito bonito.

Na Bayer Arena, o Leverkusen estragou os planos ao Bayern. Kiessling e Bellarabi deram o mote com dois fantásticos golos nos minutos finais. Bom prenúncio para um bom jogo em Nou Camp?

Outros jogos:

Freiburg 2-1 Schalke o4 – Quem saiu definitivamente das contas pelo título foi o Schalke. Os homens de Gelsenkirchen foram perder ao terreno do aflito Freiburn por 2-1 e agora estão a 11 pontos da liderança.

Na luta pela UEFA, o 5º (Werder Bremen) perdeu 1-0 contra o Hertha de Berlim no Olypiastadium enquanto o Estugarda (7º) foi golear o Hamburgo por 4-0 fora.

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AVB no Inter? AVB no Porto? AVB no Cagliari? AVB desempregado?

Não posso ignorar a notícia do dia no campo futebolístico.

André Villas-Boas foi despedido por Roman Abrahamovic depois de mais uma derrota para a Premier contra o modestíssimo West Bromwich Albion.

André Villas-Boas foi despedido numa altura em que o Chelsea está na luta por um lugar na Champions a nível interno (se o Chelsea não conseguir esse lugar será uma catastrofe tendo em conta o investimento feito no ano civil 2011 por Roman Abrahamovic e as expectactivas iniciais geradas com a contratação de Villas-Boas) e ainda tem uma brecha de oportunidade de passar aos quartos-de-final da Champions caso vença o Napoli por 2 ou mais golos em Stamford Bridge (uma vantagem de 2 golos será suficiente caso o Napoli não marque mais que um golo).

A contratação de André Villas-Boas significava em Julho uma lufada de ar fresco na pouca movida da qual padecia o clube londrino.

No entanto, com a contratação de André Villas-Boas começaram a sair os primeiros targets que o Português pretendia que o seu proprietário e respectiva direcção atacassem no mercado: Juan Mata, João Moutinho, Hulk e Álvaro Pereira. Se o primeiro não hesitou em sair de Valência e está a realizar uma razoável época em Londres, a contratação dos 3 últimos esbarraram formal e informalmente nas elevadas clausulas de rescisão pedidas pelo FC Porto: Moutinho nos 40 milhões, Hulk nos 100 e Álvaro Pereira nos 30. Pelo primeiro o Chelsea chegou a oferecer 25 milhões maso FC Porto comprou os 25% do passe do médio que restavam ao Sporting por cerca de 4,5 milhões e automaticamente renovou com o médio para o blindar com uma clausula de 40 milhões. Pelo 2º, a comunicação social especulou que tanto no verão como no Inverno Abrahamovic tentou resgatar o jogador por uma verba que rondaria os 65 milhões de euros. Pelo terceiro, após rondas de negociação intensas no fim do mercado de verão, Abrahamovic só estava disposto a dar 22 milhões de euros. Os três não engrossaram a fileira de estrelas dos Blues.

A juntar ao insucesso provocado pelo falhanço total das compras, o Chelsea comprou muito, muito caro e mal. Pelo menos, os resultados das suas contratações não são visíveis.

Em Janeiro, Torres e David Luiz custaram juntos algo como 90 milhões de euros. Se o primeiro é uma autêntica sombra do Super Niño de Liverpool, o 2º foi uma contratação completamente furada dada a mediocridade das suas exibições.

No Verão, exceptuando Juan Mata, o Chelsea esfolou mais uns dinheiros de Abrahamovic em Lukaku (não joga; não rende; não marca; para já) em Thibault Courtois (guarda-redes emprestado ao Atlético) em Romeu Oriol (bom jogador mas demasiado verde para ser titular para já) e no mercado de Janeiro foi rematar a má contratação de David Luiz com a contratação do central inglês Gary Cahill, até agora, valor seguro para o futuro do clube.

Gastar muito em muito pouco nunca será solução no futebol.

Quando André Villas-Boas assumiu a pasta do Chelsea em Julho deparou-se também com um balneário fracturado e cheio de jogadores, que apesar dos seus feitos na carreira, ou estão actualmente acabados do ponto de vista físico e psicológico para a alta roda do futebol, ou que, por outro lado, são autênticos destabilizadores de balneário. Falo obviamente de Ashley Cole, John Terry, Bosingwa, Michael Essien, Florent Malouda, Frank Lampard, Salomon Kalou, Alex, Didier Drogba e Nicolas Anelka, recentemente despachado para o futebol Chinês.

Tirando o defesa-central e o extremo francês (pela sua relativa juventude) os restantes jogadores são exemplos claros de gente que manda em demasia em qualquer balneário, capaz de fazer a cama a qualquer treinador e fisica\psicologicamente incapaz, de, por ora, responder às necessidades e expectativas de um clube como o Chelsea. Não quero porém dizer que com isto que não sejam jogadores cujas carreiras tenham sido recheadas de sucesso, títulos e classe e que como tal sejam agora considerados inválidos pelo facto de estarem a caminhar a passos largos para a veterania.

André Villas-Boas sabia perfeitamente no que se ia meter.

Ao implantar uma nova metodologia de treino, novas regras e novos hábitos a atletas já de si rotinados por anos de clube, André Villas-Boas sabia que estava a jogar com o risco de as mudanças irem de encontro aos feitios e egos dos jogadores. Daí até encostar alguns destes no banco de suplentes como Frank Lampard ou Didier Drogba foi um passo claro para que o balneário começasse a ficar desfigurado. Acrescentando o facto de que em Dezembro, alguns jogadores recusaram participar num jantar do clube de natal pelo impedimento feito pelo treinador português à presença de Nicolás Anelka (já vendido aos Chineses do Shangai Shenshua) no mesmo, facto que levou a velha guarda do Chelsea a não comparecer no evento em detrimento de uma festa alternativa com a presença do francês num clube londrino.

O futebol moderno, cada vez mais, é a conjugação de uma multiplicidade de factores, multiplicidade essa que mede o grau de sucesso expectavel e efectivo que uma equipa tem ou que um novo treinador tem numa equipa. Ao contrário do futebol antigo, o futebol moderno já não ressalva exclusivamente questões estrictas da metodologia de treino, do plano físico e do plano de rendimento nos treinos e nos jogos, acrescentando a estes factores outros como o plano psicológico dos jogadores, as capacidades financeiras das equipas, a pressão dos adeptos e da comunicação social e todas as manobras comerciais dos clubes.

O lado efusivo provocado pela excêntrica contratação de AVB por parte de Abrahamovic (foi só excentricidade; por isso é que Abrahamovic também não se importa de correr com o treinador só porque sim) acabou, pelos factores que enunciei, por padecer de alguns lapsos que acima enunciei.

É certo que o campo também não ajudou. No entanto, costuma-se dizer que no futebol, o rendimento das equipas é o espelho do ambiente interno de um clube. E o Chelsea nesse campo está de rastos.

Que futuro terá Villas-Boas. Até ao final da época estará descansado no seu canto.

Inter de Milão? Sim, é possível dado que o treinador conhece todos os cantos da casa.

Cagliari? Sim, é possível se não aparecer qualquer proposta melhor.

FC Porto? Por Pinto da Costa sim. Até seria já hoje caso Vitor Pereira não estivesse a meio dos seus 15 minutos de fama. Mas se as coisas correrem mal ao FCP no fim da temporada, AVB é uma possibilidade muito apetecida no Dragão.

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Breves comentários aos 4 jogos da Liga dos Campeões e ao jogo do Porto em Manchester.

Começando pela Champions:

Mourinho e os seus pupilos saíram do terrível Luzhniki com um saboroso empate, que apesar de tudo poderia ter dado algo mais.

O empate a 1 bola não deixa de ser um bom resultado para o Real. Metade da tarefa cumprida, num campo sempre difícil contra uma equipa bastante fresca nas pernas dada a interrupção de 2 meses das competições russas.

Domínio claro do Real durante toda a partida perante um CSKA apostado em defender o máximo possível e sair no contra-golpe sempre que possível. Um ronaldo endiabrado que marcou de forma sublime numa jogada onde se podem apontar duas infantilidades da defesa russa. Na 2ª parte, tanto Ronaldo como Callejón poderiam ter selado o fim da eliminatória. Quis o destino que os Russos, na última jornada do encontro, subissem à àrea madridista para fazer estragos com o Sueco Wernebloom em destaque. Muitas culpas para a defesa madridista que não conseguiu aliviar a bola.

Do San Paolo, 3-1 para a equipa da casa numa autêntica lição de catennacio e contra-golpe a um indefeso Chelsea que deixa AVB cada vez mais fragilizado no seu comando técnico.

Walter Mazzarri como se impunha voltou a apostar no clássico 3x5x2, fazendo cortar as linhas de passe do meio-campo dos londrinos e apostando em rápidas situações de contra-golpe onde Christian Maggio à direita e Zuñiga à esquerda foram peças chave. Hamsik, Lavezzi e Edinson Cavani deram água pela barba à defesa londrina e Paolo Cannavaro mostrou uma exibição muito solida, colocando Drogba como um mero espectador no jogo. O central (irmão de Fabio Cannavaro) apenas errou no primeiro golo dos italianos.

Juan Mata ainda pôs os londrinos em vantagem mas rapidamente o Napoli haveria de tomar conta das operações de jogo. O 2º golo, por intermédio de Cavani é claramente duvidoso mas não consegui perceber se o internacional uruguaio marcou com o braço ou com o peito.

Na 2ª parte, o Chelsea foi mais acutilante perante um Napoli que decidiu defender a sua vantagem. Numa jogada de contra-golpe, o Napoli haveria de colocar o resultado final em 3-1.

Com 2 golos de desvantagem, o Chelsea não está irremediavelmente fora da Champions, mas, a tarefa não será propriamente fácil. Conhecendo este Napoli (em clara ascensão de forma), Mazzarri deverá querer ir a Londres defender a sua vantagem e voltar a apostar no contra-golpe para surpreender os londrinos.

Na ronda de quarta-feira, duas surpresas:

No Saint Jakob´s Park de Basileia, uma grande jogada de Cabral deu ao jovem Valentin Stocker a oportunidade de colocar o Basileia em vantagem na 1ª mão da eliminatória contra o Bayern.

Mais uma vez, esta jovem equipa Suiça demonstrou o seu enorme potencial na europa.

1-0 é uma magra vantagem para enfrentar o jogo do Allianze-Arena. Serão os jovens suiços capazes de segurar o golo de Basileia em Munique?

No jogo (chato, diga-se) do Velodrome em Marselha (do qual não disponho de imagens para já), o Marselha bateu o Inter por 1-0 com um golo de André Ayew. O Inter esteve mais forte durante os 90 minutos e criou mais oportunidades de golo. Forlán teve um bom duelo com o guardião Steve Mandanda. O guardião francês levou a melhor por duas vezes.

O Marselha cumpriu a sua tarefa em casa. Mas a eliminatória vai viva para Giuseppe Meazza.

Liga Europa:

Noite chuvosa e triste (para o futebol português) em Manchester.

Uma pergunta assola a Europa do futebol: haverá alguma equipa capaz de travar este Manchester City na Liga Europa?
Uma outra pergunta que me assola pessoalmente: Será o Sporting (caso passe amanhã) capaz de sair do City of Manchester com menos de meia dúzia dentro da baliza?

A seu tempo penso que teremos respostas para estas perguntas.

4-0. O resultado que previa para esta partida em algumas conversas que fui mantendo com amigos durante a semana. Um Manchester City a jogar à italiana e a mostrar requintes de malvadez perante um desinpirado Porto que voltou a arriscar jogar sem um ponta-de-lança fixo.
Qualquer ímpeto inicial que o Porto tivesse para oferecer foi logo aniquilado por uma infantilidade da sua defesa. Noite para esquecer para os comandados de Vitor Pereira. Alvaro Pereira não apareceu na partida, muito por culpa do facto de ter um James Rodriguez à sua frente que pouco ou nada tocou na bola. Maicon foi pouco lesto a defender e no ataque apenas se mostrou num centro interessante para o golo bem anulado a James Rodriguez. Rolando foi expulso no 2º golo dos Citizens por motivos que me espantam. Otamendi esteve desconcentrado e acabou por levar uma botifada em cheio na cara de um colega de equipa, neste caso, do temível Maicon.

Hulk esteve ausente em toda a eliminatória. Valeu Moutinho, um pouco sugado pela esfera de influência de Yayá Toure no meio campo dos homens de Manchester. Yaya é aquele jogador que tanto aparece a limpar a sua zona, como de repente, marca os tempos de transição entre a defesa e o ataque ou aparece na área a tentar finalizar jogadas.
Silva é o ratinho obreiro que qualquer treinador quer ter na sua equipa. Fura defesas inteiras com a bola e sente-se confortável quando na área vê gabaritos de finalização como Aguero, Dzeko ou Mario Balottelli.

Este City é uma equipa chata. Tanto tem de colectivo como de forças individuais. Desiquilibradores não faltam. É uma equipa que sabe medir os tempos de jogo, e sabe quando imprimir velocidade para suplantar as defesas adversárias ou diminuir a velocidade de jogo para adormecer o mesmo.

Eliminatória justíssima.

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Já vou um bocado tarde, mas ainda a tempo de fazer um pequeno review das jornadas das principais Ligas Europeias deste fim-de-semana, dos primeiros dois jogos dos oitavos-de-final da Champions (disputados esta noite) e dos primeiros jogos dos 16-avos de final da Liga Europa, onde o Braga, de forma surpreendente, cedeu um desaire caseiro frente ao Besiktas.

Começo pela “excitante” Liga Inglesa:

Tarde de glória para o Manchester United. Aos empurrões, o United lá vai conseguindo levar a água ao seu moínho. Vitória sobre o Liverpool num Old-Trafford cheio em tarde de liderança provisória e com muito sururu à mistura.

Ainda em mente o recente episódio do jogo da primeira volta protagonizado pelo Francês Patrice Evra e pelo Uruguaio Luis Suarez. Relembrando os mais desatentes: o Francês queixou-se no fim do jogo de Anfield que o Uruguaio, numa jogada mais viril que envolveu os dois atletas, apelidou-o de “preto” numa alegada boca que Suarez entendeu como “normal” no calão linguístico utilizado no Uruguai. Força disso, a FA decidiu instaurar um processo de investigação aos jogadores no qual Suarez se recusou a ser ouvido. A FA decidiu punir o extremo com 8 jogos de suspensão interna, mas por agora o caso está em recurso e Suarez tem sido utilizado por Kenny Dalglish.
Parte II em Old-Trafford: na apresentação das equipas, Évra estendeu a mão para cumprimentar o Uruguaio e Suarez deixou-o de mão estendida. Já o capitão dos Red Devils Rio Ferdinand (irmão de Anton Ferdinand que ao que se consta recebeu insultos racistas de John Terry num jogo entre QPR e Chelsea) deixou Suarez de mão estendida.

Apartes dentro de um clássico do futebol inglês. Dentro das 4 linhas, Rooney voltou a provocar estragos inaugurando o marcador para o United aos 47″. Aos 50″, o astro bisou na partida. Paul Scholes voltou a ser titular e tem-se mostrado como fulcral nesta nova empreitada do United. Se havia coisa que o United necessitava era de alguém que arrumasse a casa no meio-campo, algo que só o médio internacional inglês sabe fazer de forma eficaz. Destaque também para a exibição de Antonio Valência, assistente para o 2º golo de Rooney. Do lado do Liverpool, Suarez tentou mostrar mais um pouco da sua música futebolística mas o golo que marcou foi inútil para quebrar o ciclo de vitórias que o United apresenta. Exceptuando o fantástico jogo do passado fim-de-semana contra o Chelsea em Stamford onde o United empatou a 3 bolas, a turma de Sir Alex Ferguson não sabe o que é perder desde dia 31 de Dezembro quando concedeu uma derrota caseira frente ao Blackburn Rovers numa exibição de sonho do internacional Nigeriano Yakubu.

No final da partida, ainda no despique Suarez vs Evra, o que se seguiu foi isto:

Suspensão a Evra? Fica a pergunta no ar…

Continua o calvário de André Villas-Boas no comando do Chelsea na sua época de estreia do clube londrino. O mercado de inverno não reforçou com prendinhas o sapatinho do português e o Chelsea vai de mal a pior. Quem contaria no verão AVB à 25ª jornada a lutar pela Champions lado-a-lado com o experimental Arsenal de Wènger.

Em Goodison Park, mais do mesmo… Desacerto defensivo de David Luiz, Petr Cech com algumas culpas nos golos, Lampard é um jogador fisicamente acabado, o Chelsea sem capacidade para dar a volta a um mau início de jogo, a falhar muitos passes e com poucas ou nenhumas ocasiões de golo durante os 90″.
AVB disse na conferência de imprensa ter sido “o pior jogo da época dos Blues” – resta-nos saber a apreciação de AVB sobre muitas partidas dos seus jogadores…

Do lado do Everton, a capitalização de um mau momento dos Blues que já na semana anterior tinham permitido um empate ao United após larga vantagem. Tim Cahill e Marouane Fellaini estiveram on-fire. O Belga esteve exímio a secar o meio-campo do Chelsea e faz-me perguntar o que é que tem feito estes anos todos numa equipa sem grandes objectivos, como é de facto o Everton.

White Hart Lane continua com o sonho do título vivo. 5-0 num autêntico baile de futebol. O Tottenham continua a desperdiçar pontos onde não os devia desperdiçar como foi o caso do jogo de Liverpool.

Tudo bem feitinho, vantagem confortável muito cedo no jogo. Até deu para o novo reforço Louis Saha dar o jeito ao pé, 11 dias depois da sua chegada a Londres. Redknapp está nas suas 7 quintas: o plantel responde aos estímulos provocados pelo objectivo do título, o Tottenham assiste aos rivais de Manchester a ter que jogar na UEFA e no campeonato em simultâneo, Saha enquadrou na mouche com Adebayor e Eden Hazard, segundo imprensa inglesa, estará a caminho para tornar mais forte o plantel dos Spurs… As próximas jornadas serão cruciais para a equipa de Londres… Mal o menos, a Liga dos Campeões parece estar garantida.

Outros jogos:

Bolton 1-2 Wigan – Em jogo de aflitos, o Wigan bateu o Bolton. Mesmo assim, as duas equipas estão em sarilhos…

Aston Villa 0-1 Manchester City – A coisa não está famosa entre os comandados de Mancini. Tanta luxúria não vence títulos sozinha. Tevez está perdoado e voltou a ser recrutado. O City parece em clara perda de forma.

Sunderland 1-2 Arsenal – Wènger no seu melhor. Há poucos meses atrás duvidava-se da capacidade destes miúdos comandados pelo francês chegarem inclusive a sonhar pela Europa. A Liga dos Campeões da próxima época seria um dado assente caso o campeonato terminasse por aqui. Amanhã há jogo contra o Milan. Brilharete? É possível.

Blackburn 3-2 QPR – Mais um duelo de aflitos. O Blackburn venceu com Yakubu novamente em destaque. 13º do Nigeriano nesta edição da Premier. No entanto, os 21 pontos alcançados apenas garantem o primeiro lugar acima da linha de água. O QPR está logo acima com os mesmos pontos. Se olharmos para a linha de água da liga, QPR, Blackburn, Wolverhampton (despediu ontem o irlandês Mick McCarthy) Bolton e Wigan irão suar sangue para se manterem no principal escalão. Mais acima, Villa, Stoke, Swansea, Fulham e West Bromwich respiram mais tranquilamente mas duas ou três jornadas poderá colocá-los no estatuto de aflitos…

Na Liga Espanhola:

Se os 7 pontos de distância em relação ao Real já davam suspeitas de game-over na La Liga para o Barça, a derrota em Pamplona abriu cenário de catástrofe para os comandados de Guardiola, que, mesmo perante os 10 pontos de diferença dos rivais desdramatizou a situação com um recado interno de confiança no título espanhol: “estamos em situação limite na Liga” – tolerância 0 para os catalães a partir desta jornada…

Em Pamplona, tudo começou a correr mal aos catalães. Os Navarros começaram com dois golpes de teatro do internacional Sérvio Dejan Lekic de que decerto nem Guardiola nem os seus comandados esperavam… O avançado sérvio fez o que quis de Puyol no lance do primeiro golo e no segundo, numa situação algo apática dos centrais do Barça facturou o segundo.
Em plena segunda parte Alexis fez o 1-2 mas rapidamente Raúl Garcia pôs uma pedra na ambição catalã com o 3-1. O jovem canterista Tello assinaria o 2-3 numa excelente jogada individual.

O Osasuna está a lutar pelos lugares europeus.

Novo estado de graça em Madrid. Depois das polémicas levantadas pela imprensa aquando da semana que intermediou os dois jogos contra o Barcelona para a Taça do Rei envolvendo Mourinho e alguns dos seus atletas, o clube nunca teve tantas condições para carimbar um título espanhol.

A jogar em casa contra um Super-Levante (está em 4º e se o campeonato terminasse agora conseguiria um excelente lugar no playoff de acesso à Champions) o Real deu uma enorme lição de futebol à equipa da Comunidade Valenciana.

A coisa até começou mal para os comandados de Mourinho com uma falha de marcações aos 5″ que dava o primeiro golo ao médio argentino Gustavo Cabral. A partir daí, vingou novamente o furacão Ronaldo! O 3º golo é daqueles misseis que já não víamos fazem muitos jogos nas actuações do extremo português…

O Valência, mal ou bem, longe ou perto da frente, vai fazendo o que lhe compete. Neste fim-de-semana, a turma valenciana deu 4 no Mestalla ao Sporting de Gijón. O Gijón tem a sua situação muito complicada na tabela, visto que já se encontra a 6 pontos da linha de água.

O 1º golo, apontado por Sofiane Feghouli é uma obra de arte. Tanto a jogada como a espantosa finalização do médio franco-argelino. O 2º golo, apontado pelo mesmo jogador, apesar de todas as tabelinhas e da sorte do próprio golo é mais uma prova que o Valência está a jogar um futebol lindo. Jonas completou o ramalhete do Gijón.

Outras partidas:

Racing de Santander 0 vs 0 Atlético de Madrid – Com Simeone ao leme, o Atlético tem vindo a subir nas últimas semanas. Apesar do empate em Santander, o Atlético está em posição europeia e ameaça o quarto lugar do Levante. Chegar à Champions seria um mau menor para Enrique Cerezo depois do investimento claro que fez na sua equipa.

Liga Italiana:

Em Udine, o Milan estava praticamente obrigado a vencer a Udinese antes da 1ª mão dos oitavos-de-final da champions, amanhã contra o Arsenal. Isto porque o Milan partia para o jogo da 23ª jornada no 2º posto com 44, tendo a Udinese atrás com 41. Depois, claro está, a Juventus com 45 tinha jogo em Parma (só se irá realizar amanhã devido à falta de condições climatéricas) e a Lazio, que venceu em casa o Cesena por 3-2 colocou-se aos da frente com 42 pontos.

Com jogadores como El-Sharaawy, Mesbah no onze e Maxi Lopez (sim, Maxi Lopez, jogador emprestado na reabertura do mercado pelo catania!!) a entrar na 2ª parte, o Milan de Allegri conseguiu uma enorme “remontada” no resultado. O jogo abriu com um golo de DiNatale (para variar!!). No entanto, os três jogadores acima citados haveriam de fazer estragos na primeira parte: primeiro Maxi Lopez a fazer o empate e o seu primeiro golo com a camisola do Milan e depois Mesbah a assistir El-Shaarawy para o golo da vitória dos Milaneses que assim subiram à condição de líderes na série A.

Massimo Moratti deverá ser por esta hora um homem taciturno. Os adeptos do Inter deverão ter semeado um ódio ao Novara.

Começo pelo presidente do histórico símbolo da cidade de Milão: Muda-se o treinador mas os gaps de resultados que a equipa apresenta, bem como o futebol praticado dentro das 4 linhas continuam a ser lastimáveis… Moratti está mais cada vez mais apreensivo no futebol a dar ao seu Inter. Depois do efeito dominó “Mourinho” equacionam-se várias hipóteses em Milão que passam obviamente pelo desmantelamento desta equipa. De Manchester surgem novamente os rumores que o United está disposto a pagar a clásula de rescisão do guilty-pleasure de longa data de Sir. Ferguson: o Holandês Wesley Sneijder. Se Sneijder sair para Manchester, dado que cada vez mais passa de um plano hipotético a um plano real, outros jogadores também poderão querer forçar a porta da saída…

Onde é que o Novara entra nesta história? Foi em Novara que terminou o ciclo experimental do Inter com Gianpiero Gasperini e começou o ciclo interino de Claudio Ranieri. Se Gasperini saiu vergado de Novara, a modesta equipa de Emiliano Mondico, que diga-se a bem da verdade “está mais para a 2ª liga” do que para a manutenção (está em último com 16 pontos) veio a Giuseppe Meazza repetir a gracinha.

Com Ranieri, o Inter conseguiu recuperar algum do gap pontual que tinha para os da frente. Quando a coisa começou a encarreirar e se começou a hipotetizar que o Inter teria algumas probabilidades de se colar aos da frente, Miccoli desfez os sonhos interistas com um fabuloso Hat-trick em Milão e o Novara acabou com qualquer sonho que ainda restasse. Resta apenas fazer a melhor figura na liga dos campeões, visto que o Inter muito dificilmente conseguirá mais do que um lugar na Liga Europa da próxima época.

O Inter fez o que podia para evitar a derrota. No entanto, lá na frente nem com Pazzini, Forlan e Milito em simultâneo se conseguiu mais do que a derrota. Andrea Caracciolo fica como o herói da partida para o Novara, aproveitando uma das poucas investidas da sua equipa na área do Inter.

Outros jogos:

Lazio 3-2 Cesena – A Lazio de Edy Reja lá anda nos píncaros. Às vezes sem se saber como. Contra o Cesena, dois históricos da Liga (Mutu e Iaquinta) deram vantagem ao seu clube na partida. Na 2ª parte, os laziale conseguiram virar o resultado em 10 minutos por intermédio de Hernanes, Lulic e Kozak. O Cesena está em maus lençois…

Napoli 2-0 Chievo – Golos de Britos e Cavani deram nova alma ao Napoli na luta pela europa. Hamsik e Cavani tem descido de rendimento. Seria difícil manter o mesmo rendimento quando ao lado se têm propostas mais tentadoras…

Siena 1-0 Roma – Luis Enrique deu mais um tiro na sorte em Siena. Tirar Totti aos 59″ quando este era o motor da equipa para colocar Osvaldo não deu bom resultado nem emendou o que Calaió descompôs aos 51. A UEFA não está longe; os romanos é que não conseguem capitalizar deslizes adversários…

Liga dos Campeões:

Boa resposta ao desaire de Pamplona no Bay Arena em Leverkusen. Passagem para os quartos-de-final garantida sem problemas de maior. O Leverkusen ainda ameaçou querer mais do que o empate com o golo de Kadlek, mas rapidamente o Barça impôs a sua ordem natural. Aplausos para o crescente instinto de Alexis.

Nada mudou de Dezembro para ontem. O APOEL continua a ser aquela equipa de baixo rendimento que incomoda as grandes do futebol europeu. Lacazette brilhou com a ligeira ajundinha do defesa cipriota. O Lyon venceu mas a elimiantória poderá ter outros contornos em Nicósia não fosse o APOEL capaz de surpreender como já surpreendeu frente a Zenit e Porto.

Liga Europa:

Balde de água fria no Axa com sabor lusitano. O Braga está praticamente fora da Liga Europa e para isso muito contribuíram Manuel Fernandes e Simão numa equipa semi-portuguesa orientada por Carvalhal. Quim ficou muito mal na fotografia o primeiro golo dos turcos em Braga.

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Como é tradição, o futebol em Inglaterra não para nas festas.
Na sexta, sábado e no domingo disputou-se a segunda de quatro jornadas loucas na Premier League, tendo saído vencedores (ao nível pontual) o Liverpool, o Arsenal e de certa maneira o Tottenham.

Começando pelo Liverpool.

Depois de um arranque intermitente e de muitos problemas (culminados pela suspensão de Suarez cujo recurso ao castigo de 8 jogos apresentado pelos Reds à FA) a equipa de Kenny Dalglish está a acertar agulhas no campeonato e depois desta vitória re-entrou pelo menos na luta pelos lugares da Champions League. Os 11 pontos que separam os Reds de City e United continuam a ser um obstáculo enorme a uma eventual mudança de objectivos visto que continuo a considerar que os Reds não são candidatos ao título.

Contra um Newcastle moralizado por ter quebrado um ciclo de 6 jogos sem ganhar, os Reds carregaram a fundo no acelerador e a “surpresa” Craig Bellamy, a fazer a melhor época da sua carreira no regresso a Anfield deu a volta ao resultado com dois golos (29 e 69 minutos) depois de um auto-golo de Daniel Agger aos 25″. A defesa continua a ser a maior fragilidade dos homens de Anfield.

Andy Carroll, depois de mandar duas bolas aos ferros durante a partida, calou todos aqueles que o tem acusado de ser o maior flop da história do Liverpool (inclusive eu) com um golo já nos descontos.

Em Manchester, o dia que devia ser de festa pelo 70º aniversário de Sir. Alex Ferguson acabou por ser um dia que culminou o corolário de um ano que só se salvou com a conquista da Premier League.

No Old Trafford, o pobre Blackburn (vindo da última posição do campeonato mas com um empate na última jornada em Anfield Road) surpreendeu tudo e todos ao bater os Red Devils por 3-2. O Nigeriano Yakubu (é impressão minha ou ele está um pote?) bisou e continua a sair da casca: já leva 12 golos na Premier este ano. O United respondeu com dois golos de Berbatov e quando se esperava que a equipa de Sir. Alex Ferguson desse a volta ao marcador, Grant Hanley aproveitou um soco no ar de Di Gea (mais um!) num canto para marcar um golo às três tabelas.

Mesmo com um rendimento muito intermitente, o United partilha a liderança com o City (perdeu em Sunderland) e no meio de tanta azelhice continua a ter um lugar privilegiado para atacar o título. No entanto, urge que o mês de Janeiro traga caras novas a Old-Trafford. Na minha opinião, o United precisa de se reforçar com um defesa direito, um central, um trinco, um nº10 e um extremo e deveria dispensar jogadores como Johnny Evans, Rio Ferdinand, Phil Jones (continuo a não compreender como é que o United pagou 22 milhões por Phil Jones) Darren Fletcher, Michael Carrick, Antonio Valência e Dimitar Berbatov. Luka Modric e Wesley Sneijder voltam a ser falados como targets dos Red Devils para Janeiro, mas tanto Inter como Tottenham já vieram negar disponibilidade para negociar os atletas.

A Coreia do Sul está muito orgulhosa do seu novo delfim no futebol: Ji Dong Won. O Coreano de 20 anos que os Black Cats foram buscar ao modesto Chunnam Dragons da Coreia do Sul saltou do banco aos 78 minutos quando o City carregava para vencer o jogo e em cima do minuto 90 marcou o golo da vitória para a equipa de Martin O´Neill, fazendo o seu 2º na Premier.

O City de Mancini continua a demonstrar uma fase de menor fulgou ofensivo que tem sido culminada com alguns desaires nas últimas jornadas. Num jogo de várias incidências: Bendtner falhou isolado na cara de Joe Hart aos 12″, e por outro lado, Dzeko enviou uma bola à barra ainda na primeira parte, coube ao Coreano selar o desfecho trágico para os Citizens já em cima da hora.
Na 2ª parte, Mancini meteu toda a carne no assador e colocou David Silva e Kun Aguero em campo. Sem resultados práticos.

Outros jogos:

Arsenal 1-0 QPR – A turma de Wenger cresce de jogo para jogo e re-entrou na luta pelo título. 9 pontos separam os Gunners da dupla de Manchester depois de um jogo fácil para a turma de Londres num derby contra o Queens Park Rangers decidido com um golo do inevitável Robin Van Persie.

Swansea 1-1 Tottenham – Podia ter sido melhor para a turma de Harry Redknapp. Recuperam 1 ponto para os líderes e estão a apenas 6 de City e United com uma partida a menos, relativa à 1ª jornada contra o Everton que se irá disputar no dia 11 e que pode levar os Spurs às portas da liderança (poderão ficar a 3 pontos caso tudo se mantenha invariável até lá na tabela classificativa).
O Tottenham demorou mais uma vez a encaixar no jogo e só conseguiu chegar ao golo já perto do Intervalo com um golo de Van der Vaart. Na 2ª parte, o Swansea carregou à procura do empate e mereceu-o. Scott Sinclair coroou uma grande exibição com um golo aos 84″ depois de vários avisos feitos pelos Swans (cisnes) à baliza de Brad Friedel e de uma postura muito defensiva dos Spurs na 2ª parte. Kyle Walker continua a confirmar-se como a revelação da Premier League e perante uma dada indecisão de laterais direitos na Old Albion (apenas Micah Richards terá lugar para já na convocatória de Capello para o Europeu) poderá ser uma alternativa viável para o seleccionador.

Aston Villa 1-3 Chelsea – Uma lástima para os Blues. O cerco a Villas-Boas volta a apertar-se.

1. 4 jogos sem vencer voltam a afastar os Blues da luta pelo título. No jogo contra o Aston Villa, o futebol exibido pelos Blues voltou a demonstrar muita incipiência e muito esgotamento por parte dos consagrados de Stamford Bridge para alterar o rumo da equipa. Lampard fez um jogo para esquecer dando um golo de bandeja aos Villains e David Luiz estava mal posicionado em todos os golos da turma de Birmingham. O defesa central brasileiro continua transferível no mercado de Janeiro.

2. A relação entre AVB e os jogadores parece ter-se agudizado nos últimos dias depois do técnico português ter negado a presença a Nicolas Anelka (transfere-se precisamente para a China) no tradicional jantar de natal do plantel londrino, facto que revoltou os jogadores e que obrigou inclusive à realização de uma festa paralela num clube privado para que Anelka participasse. Um dos problemas desta equipa pode explicar-se por esta óptima: a tensão crescente dos jogadores aos métodos do treinador português. A jornada de hoje será decisiva para AVB e a demissão em caso de derrota pode ser uma realidade que terá que se por em cima da mesa.

Stoke City 2-2 Wigan – O Wigan activou o marcador aos 45″ por intermédio do extremo nigeriano Victor Moses. O Stoke, a jogar em casa, aproveitou a expulsão de Gary Caldwell e o respectivo penalty assinalado para empatar a partida aos 77″ por intermédio do gigante Walters. O Stoke carregou e chegaria à vantagem 7 minutos depois por intermédio de Cameron Jerome. Quando tudo parecia decidido, o Wigan de Roberto Martinez, a jogar com 10 chegou ao empate 3 minutos depois por intermédio de Ben Watson. O Stoke continua a confirmar uma época tranquila: é 8º com 26 pontos, longe da turbulência da linha de água onde se encontra o Wigan com 15 pontos, mais um que Blackburn e dois que Bolton e com menos dois que Wolverhampton e QPR.

Hoje e amanhã teremos mais uma jornada da Premier.

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Premier League:

United, Chelsea e Arsenal foram os grandes vencedores da jornada. Se a turma de Wenger venceu o Everton no Emirates por 1-0 com mais um golo de Robin Van Persie e re-entrou na luta pelo título (dista 9 pontos para o City), a equipa comandada por Sir. Alex Ferguson recuperou muito bem da eliminação precoce da Liga dos Campeões com uma goleada caseira contra o Wolverhampton de Mick McCarthy. Nani e Rooney partiram a defesa dos Wolves e puseram o United com o City à vista.

O Tottenham tinha uma oportunidade de ouro (dado o confronto entre Chelsea e City) para reduzir a diferença para o primeiro da tabela ou para ganhar pontos aos Blues na consolidação de um lugar que lhe garanta o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época. Os Spurs voltaram a denotar alguns dos problemas que tem sido vistos nas últimas épocas: fazem excelentes jogos contra as equipas grandes e até conseguem vencer, mas, perdem demasiados pontos em campos onde nunca os deveriam perder. Não querendo diminuir de forma alguma o potencial do Stoke e a carga mítica que o Britannia Row representa para o clube (o Stoke em casa tem 8 vitorias, 4 empates e 3 derrotas em todas as competições) o Tottenham teve tudo para vencer esta partida.

A primeira parte foi lastimável para a equipa orientada por Harry Redknapp. Pode-se efectivamente dizer que os Spurs deram 45 minutos de avanço à equipa de Tony Pulis, materializados com dois golos de Matthew Etherington. Na 2ª parte, a equipa londrina acordou tarde e ainda conseguiu reduzir por intermédio de um penalty convertido pelo Togolês Emmanuel Adebayor depois de uma falta sofrida pelo Croata Luka Modric. Até ao final, seria um autêntico massacre dos Spurs que a bom da verdade deveria ter dado em vitória. Pelo meio, e como as más arbitragens não se verificam apenas em Portugal, a grande estrela da partida haveria de ser o árbitro internacional da FIFA Chris Foy ao não assinalar duas grandes penalidades a favor do Tottenham por braço na bola por parte de defesas do Stoke e um golo mal anulado a Adebayor.

A derrota do Tottenham ameniza-se com a derrota do City mas, os Spurs foram ultrapassados na tabela pelo Chelsea e viram aumentar a distãncia para o Manchester United.

Clássico escaldante no Stamford Bridge. André Villas-Boas conseguiu minorar alguns dos prejuízos pontuais em relação ao City com uma vitória justíssima frente ao City de Mancini. Lampard voltou fazer uma exibição ao nível dos seus melhores anos, e para mim foi uma das figuras do jogo em conjunto com Didier Drogba e Daniel Sturridge. Num cenário de eventual renovação de plantel em Janeiro, o internacional inglês está a aproveitar todas as oportunidades que AVB lhe tem garantido e o costa-marfinense surge rejuvenescido nos últimos jogos.

Tudo isto no dia em que Nicolas Anelka assinou com o Shanghai Shenshuan da Liga Chinesa a troco de 7,5 milhões de euros para os cofres londrinos e num momento em que a imprensa britânica avança que o próximo que poderá embarcar para uma aventura chinesa poderá ser Didier Drogba. Outras notícias tem afirmado que Roman Abrahamovic e André Villas-Boas acordaram em renovar o plantel dos blues no mercado de inverno, podendo adicionar jogadores como João Moutinho, Álvaro Pereira, Edinson Cavani, Marek Hamsik ou Loic Remy através da venda de activos do actual plantel (Didier Drogba, Florent Malouda, John Obi Mikel, Fernando Torres e David Luiz) ou da dispensa de outros para fins de alívio da folha salarial dos blues (Lampard e Michael Essien).

Exceptuando o jogo contra o United, o City de Mancini continua a demonstrar alguma fragilidade nos jogos a doer. Mario Balotelli inaugurou o marcador aos 2″ e Meireles empatou num daqueles golos “à Meireles” aos 34. Na 2ª parte, perante o maior esforço dos blues, Joleon Lescott foi demasiado infantil e deu a vitória de mão beijada aos londrinos.

La Liga:

Em Sevilla, o Valência não aproveitou o deslize do Real Madrid no super clássico, perdendo por 2-1 contra o Bétis. Ironicamente, todos os Portugueses que actuam nestas duas equipas estão castigados: Miguel e Ricardo Costa voltaram a não ser convocados no Valência por problemas disciplinares sobre alçada de Unai Emery; Nélson também não foi convocado no Bétis devido a castigo interno motivado por alegados comentários que o Português terá tecido aos seus antigos colegas no Osasuna acerca da táctica usada pela sua equipa no jogo que opôs as duas equipas.

O Valência continua a 7 pontos da liderança, partilhada por Barça e Real com 37 pontos (os merengues tem menos um jogo).

Vida complicada para o Zaragoza de Roberto, Hélder Postiga e Ruben Micael. Mais uma derrota caseira, desta feita contra o Mallorca por 1-0. A equipa de Javier Aguirre continua na última posição do campeonato e o mexicano começa a ter o lugar em risco.

O Corneliá-El Prat engalanou-se para ver o Espanyol dar uma lição de futebol no Atlético de Madrid. Em 20 minutos, a equipa comandada pelo argentino Maurício Pocchettino e com o Português Rui Fonte como titular, conseguiu chegar a uma vantagem de 3-0 com golos de Juan Verdú (2) e Romaric. O primeiro golo, autoria do médio ofensivo espanhol causa-me alguma estranheza pelo efeito. Fica a dúvida se a bola vai com efeito ou se o guarda-redes Belga Thibault Courtois foi realmente mal batido.

Falcao ainda reduziu aos 32″ para os madrilenos num daqueles golos à Falcao. Confesso que me mete muita pena ver o colombiano nesta equipa. Não que o Atlético não tenha bons jogadores porque os tem, mas pela qualidade que o internacional Colombiano tem e pela falta de ambição e qualidade que é demonstrada pelo treinador Gregório Manzano.

Outra das debilidades que tenho denotado neste Atlético prende-se pela enorme agressividade que a equipa coloca defensivamente. De todos os jogos que vi do Atlético, esta equipa consegue ser de extremos ao ponto de dar cacete como se não houvesse amanhã e depois sofrer golos da forma mais patética possível.

Na 2ª parte, Sérgio Garcia para o Espanyol e Arda Turan para o Atlético puseram o resultado final em 4-2. O Atlético continua no modesto 10º lugar com 19 pontos enquanto o Espanyol assume-se novamente como candidato às provas da UEFA. A equipa de Barcelona ocupa a 8ª posição com 20 pontos.

Serie A

Jogo emocionante em Roma para fechar a 12ª jornada. Jogo de parada e resposta entre duas equipas com objectivos distintos: a Juventus tentava voltar ao 1º lugar do campeonato depois da vitória da Udinese enquanto a Roma precisava urgentemente de vencer a Juventus para voltar a entrar na luta pelo scudetto. Com o empate, a Roma de Luis Enrique fica mais longe desse objectivo e o actual 9º lugar com 18 pontos também não se constitui como uma boa plataforma para se lançar um ataque aos lugares europeus, principalmente a um lugar que garanta a Champions na próxima temporada.

António Conte, treinador da Juve, optou por lançar nesta partida jogadores como os Chilenos Estigarribia e Arturo Vidal e prescindiu de outros como Quagliarella e Eljero Elia (entraram na 2ª parte) e Alessandro Del Piero (não saiu do banco). Não se deu bem nem mal com a estratégia mais defensiva que adoptou. Danielle Di Rossi haveria de inaugurar o marcador aos 6″ e Giorgio Chiellini haveria de empatar a partida aos 61″ numa partida onde os dois guarda-redes (Stekelenburg e Buffon) tiveram alguns momentos para brilhar.

O Inter de Ranieri deu um pontapé no insucesso interno. Giampaolo Pazzini e Yuto Nagatomo foram os autores dos golos frente à Fiorentina no Meazza.

O Inter ascendeu à 11ª posição da tabela com 17 pontos; a Fiorentina continua no 15º lugar com 16 pontos e dado o insucesso da equipa nestas últimas duas temporadas e a não participação do clube nas competições europeias desta temporada, Delio Rossi pode perder jogadores em janeiro como Stevan Jovetic, Juan Vargas, Adem Ljajic, Ricardo Montolivo (fala-se do interesse do Chelsea e a Fiorentina poderá ter que o libertar dado que o médio só tem contrato até Junho de 2012) ou Alberto Gilardino, jogador que está a ser associado nos últimos dias ao Inter.

No Renato Dall´Ara o Bolonha complicou ainda mais a vida ao Milan que também aspirava ao 1º lugar da tabela. O empate sofrido dos milaneses comprometeu essa ambição.

Francesco Guidolin é a esta altura um treinador realizado. A sua Udinese ultrapassou a saída de Alexis Sanchez para o Barcelona e ao contrário do que muitos previam continua a ser a equipa sensação do campeonato italiano. Muito às custas do “eterno” Antonio DiNatale, jogador que aos 34 anos continua a marcar golos como ninguém e pode-se preparar para vencer mais uma vez o prémio de melhor marcador da Serie A.

Neste fim-de-semana a vítima foi o Chievo Verona, equipa que até tem estado a fazer um campeonato regular, com golos do internacional italiano e do Sérvio Dusan Basta. Alberto Palloschi reduziu para a equipa de Verona.

A Udinese lidera em conjunto com a Juventus.

Quem também aproveitou o resultado de ontem da Juve foi a Lazio. Os Romanos, na jornada que antecede a recepção de amanhã ao Sporting para a Liga Europa (jogo importante para a manutenção dos Romanos na prova) bateram o Lecce por 2-3 e voltaram a confirmar que equipa que não joga nada mas tem Miroslav Klose arrisca-se a ganhar qualquer coisita. Continuo a não crer que a Lazio consiga ir para o scudetto, mas arrisca-se seriamente a conseguir a Champions para a próxima época.

O Alemão marcou o 8º golo na Serie A.

Bundesliga

Tarde de festa no Weserstadium em Bremen com a vitória da equipa local por 4-1 frente ao Wolfsburg de Magath. A equipa da casa aproximou-se dos primeiros lugares e conseguiu reduzir a diferença para o 2º (Dortmund) e para o 4º (Borussia de Moenchagladbach) que perderam pontos esta jornada.

A equipa de Magath continua em lugares perigosos.

Em grande forma está Lukas Podolski. O internacional alemão já leva 13 golos nesta bundesliga e torna-se assim mais uma opção para Joachim Low para o Europeu e um alvo apetecível para os grandes clubes europeus dado que para além dos seus tenros 26 anos, também poderá ser inscrito nas competições europeias.
Podolski marcou 2 dos 4 golos da vitória do Colónia de Petit contra o Freiburg.

E Podolski não é o melhor marcador da Liga Alemã porque há um Mario Gomez fora-de-série nesta época. O Sr. Mannschaft voltou a decidir para o Bayern com 2 remates certeiros em resposta ao golo madrugador de Gentner para o Estugarda logo aos 6″ da partida. Dois golos à ponta de lança que perfizeram o número 15 na conta pessoal do titular da selecção alemã.

O Bayern aproveitou para cimentar em 3 pontos a diferença para Dortmund (empatou em casa contra o Kaiserslautern num jogo em que Jurgen Klopp apenas colocou Gotze e Perisic na 2ª parte) e para o Schalke que com a vitória em Berlim frente ao Hertha por 2-1 se colou na 2ª posição do campeonato.

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futeboladas

Breve resumo e comentário à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Grupo A

Festa Napolitana no El Madrigal.

O Nápoles, no ano de regresso à maior competição do futebol europeu, deslumbrou e conseguiu ontem o merecido apuramento para os oitavos-de-final depois de bater o Villareal por 2-0 no El Madrigal.

Depois da vitória no San Paolo frente ao Manchester City no jogo referente à 5ª jornada, bastava à turma comandada por Valter Mazzarri vencer o seu jogo, indiferentemente daquilo que se pudesse passar no City of Manchester. O calendário não podia ter saído de melhor forma aos Italianos. O Villareal apareceu na última jornada como um “triste” último: em má-forma tanto a nível europeu como a nível interno, com problemas de balneário por resolver (Rossi quer voltar a jogar em Itália; Nilmar está para ser vendido para o Brasil; suspeitam-se ordenados em atraso na equipa) e sem qualquer ponto conquistado nos embates contra os italianos, Bayern e City.

Gokhan Inler (na imagem) haveria de abrir o marcador para os napolitanos aos 65 minutos e Marek Hamsik haveria de fechar a contagem 10 minutos depois.

No City of Manchester, os novos milionários do futebol europeu ficaram pelo caminho. O dinheiro pode ajudar à obtenção de resultados, mas felizmente não os compra, ou, se alguma vez os comprou a nível europeu (caso do Marselha) esses clubes foram automaticamente punidos com a perda dos títulos.

O City precisava de bater o Bayern e esperar que no El Madrid o Villareal despertasse da sonolência que se tinha verificado até então.

Num jogo bem disputado, os homens de Mancini cumpriram a sua obrigação perante um Bayern em que Jupp Heynckes aproveitou para poupar alguns dos jogadores mais utilizados e colocar em campo aqueles que têm jogado menos tempo na equipa. Casos de Nils Petersen (reforço que chegou no verão ao Allianz-Arena vindo do Borussia de Moenchagladbach) Ivica Olic, Daniel Pranjic, Takashi Usami (na 2ª parte) Diego Contento, Luis Gustavo e Anatolyi Timoschuk.

O City venceu por 2-0 com golos de Silva aos 36″ e Yaya Touré na 2ª parte.

Contas do grupo terminadas, o Bayern venceu o grupo com 13 pontos, contra os 11 do Napoles, os 10 do City e nenhum do Villareal.

Passo às observações:

1. Num grupo em que se previa uma luta feroz entre as quatro equipas, tivemos um City que não confirmou o seu estatuto de favorito à passagem e o Villareal que se apresentou nos 6 jogos desta fase de grupos como um colectivo muito distante do potencial que a equipa tinha demonstrado nos últimos 7 anos na competição.

2. Como momentos chave  deste grupo destaco:

2.1 – O empate do Nápoles na 1ª jornada no City of Manchester e obviamente a vitória no San Paolo e o empate caseiro frente ao Bayern de Munique.

A equipa Napolitana, tomando em conta o facto de ter um potencial ligeiramente diminuído em relação ao “arsenal bélico” que o City é detentor, sempre denotou uma postura incrível tanto nos jogos contra os Ingleses como nos jogos contra os Alemães do Bayern. O Napoles é uma equipa muito madura, recheada de talentos e com um espírito de luta e sacríficio que é ímpar no futebol italiano. Jogadores como Cavani, Hamsik, Maggio, Inler, Aronica e Lavezzi voltaram a demonstrar que merecem jogar em equipas que tenham mais objectivos do que aqueles que tem o Nápoles neste momento. Mas, como outsiders que irão ser nos oitavos-de-final, arriscam-se (caso voltem a manter o elevado nível de resultados) a ser um enorme quebra cabeça para quem se atravessar no caminho e, efectivamente, creio que o Nápoles tem mais que condições para se bater com qualquer um dos vencedores de grupo e conseguir ir longe na prova.

2.2 – O empate caseiro do City frente ao Nápoles, a derrota no San Paolo e o empate em Munique. Esperava-se mais deste City. O grupo era complicado e a bom da verdade o City conseguiu 10 pontos, algo que em circunstãncias normais garante o apuramento para a fase final da prova. Roberto Mancini não está de parabéns mas também não poderá ser criticado. A equipa peca por ter mostrado muito pouca ambição no jogo decisivo em Nápoles. Ao contrário do que tem vindo a fazer a nível interno (muito caudal de jogo ofensivo, quase sempre bem jogador e com uma eficácia brutalissima) na Champions o City jogou muito, atacou muito mas nem sempre conseguiu o efeito desejado: marcar golos. Acabou eliminado e poderá lutar por um lugar ao sol na fase final da Liga Europa.

2.3 – O Bayern cumpriu. Num grupo difícil, apenas perdeu o jogo em que já estava apurado. Heynckes está de parabéns. Passar 5 jogos sem conhecer o sabor da derrota num grupo com Villareal, City e Nápoles é um feito gigantesco.

3 – Esta champions marca o fim do Villareal como o conhecemos. O submarino amarelo está a ser literalmente desmantelado depois de anos e anos a gastar mais que as suas possibilidades. No verão tinham saído Capdevilla e Cazorla e já na altura se dizia na comunicação social que o clube atravessava problemas enormes. Agora serão Rossi e Nilmar os nomes que poderão abandonar o clube dos arredores de Valência. Um já afirmou que gostava de representar a Juventus a partir de Janeiro, o outro poderá estar a caminho do São Paulo. Internamente, o Villareal já não está em condições de lutar pelos lugares uefeiros. Esta época está a prová-lo, visto que nas primeiras 14 jornadas da competição o Villareal ocupa o modestissimo 15º lugar com 14 pontos.

Grupo B

Seydou Doumbia continua a ser o bombardeiro de serviço do CSKA. Em Milão, o Costa Marfinense que o CSKA contratou em 2010 por 12 milhões de euros ao Young Boys da Suiça, já pagou o investimento ao marcar o golo decisivo dos russos contra o Inter em Giuseppe Meazza que deu a qualificação ao emblema do exército Russo.

O Inter vai de mal a pior. Já não basta a fraca prestação a nível interno. Na Liga dos campeões é certo que venceu o grupo, mas venceu-o de forma algo rastejante quando nada o previa.  Com Lille, Trabzonspor e CSKA os “Interistas” apenas somaram 10 pontos e sentiram enormes dificuldades para os obter.

No jogo de ontem, Claudio Ranieri, optou por colocar em campo uma equipa alternativa, dado a qualificação confirmada do clube para a próxima fase da competição na 5ª jornada. Assim sendo, optou por dar mais ritmo competitivo a jovens como Obi, Phillipe Coutinho, Marco Faraoni e Luca Caldirola e Andrea Rannochia.

Tal efeito pagou-se caro: o CSKA precisava de vencer para alimentar o sonho da qualificação e fez pela vida para o conseguir. Seydou Doumbia aos 50″ e Vasili Berezutski aos 86 garantiram a qualificação para os Russos. Cambiasso marcou o único tento dos milaneses.

No outro jogo do grupo, Lille e Trabzonspor anularam com um empate ambas as hipóteses de qualificação, perfilando o resultado que interessava ao CSKA.

O Lille foi obviamente a equipa que mais tentou fazer pela vida. A jogar em casa, rematou por 14 vezes e teve domínio na posse de bola (62% contra 38%). Mas tal não foi suficiente para marcar um único golo e a defesa até compensou aos turcos: asseguraram o 3º lugar e irão jogar a Liga Europa.

Observações:

1. Como já referi, o Inter teve muitas dificuldades nesta fase de grupos. Rosto visivel de uma equipa onde paira uma enorme indefinição quanto ao presente. A direcção milanesa está a estudar hipóteses a curto prazo. A questão coloca-se apenas no sentido das decisões que se possam tomar: vender os jogadores mais velhos e capitalizar de forma a renovar o ciclo no clube com a entrada de jovens jogadores já em Janeiro que possam desenvolver as suas capacidades na 2ª metade da época tendo em conta a formação de uma equipa mais competitiva na próxima época ou inserir os jovens jogadores que o clube detem (Obi, Crisetig, Coutinho, Faraoni, Caldirola, Alvarez, Zarate, Nagatomo) e apostar que estes se insiram esporadicamente na equipa sob o olhar atento de experientes como Samuel, Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Forlan ou Milito? Em Janeiro teremos resposta a esta longa pergunta.

É certo que estes velhos jogadores já não acrescentam mais valia à equipa do que o passar da sua experiência. Alguns deles, estão inclusivamente “parados no tempo” desde que o furacão Mourinho abandonou o Giuseppe Meazza. Se por um lado podem dar a sua experiência aos  mais jovens, por outro, a sua venda (Cambiasso, Chivu, Thiago Motta, Muntari, Forlán, Milito, Maicon, Sneijder ainda são activos muito atractivos a outros clubes europeus) poderá garantir ao clube o capital que necessita para renovar o ciclo do seu plantel com outros jogadores.Outros como Stankovic, Zanetti, Lucio e Samuel são jogadores cujo valor de mercado é actualmente nulo e nem interessa ao clube que saiam tão cedo visto que são enormes mais-valias nesse passar de testemunho à nova geração de jogadores como Obi, Alvarez, Crisetig, Poli, Luc Castaignos, Coutinho, Jonathan e Faraoni.

Creio que acima de tudo, o Inter quererá construir o seu núcleo duro para o futuro em alguns jogadores como Sneijder, Zarate, Pazzini, Obi, Ricky Alvarez, Rannochia e com os jovens que referi no último parágrafo, se bem que o Holandês está cada vez mais longe de permanecer no clube italiano. Para isso, Moratti e seus pares deveriam tomar decisões já em Janeiro, vendendo alguns activos de forma a contratar outros que possam adaptar-se ao clube e formar uma equipa coesa para a próxima época. É certo que em Fevereiro ainda haverá uma Champions para jogar. Mas se pensam que o Inter pode ir longe, creio que tais aspirações são mito.

2. Lille – Esperava-se claramente mais deste Lille. Para campeão Francês em título e com jogadores com a craveira de Eden Hazard, Pedretti, Mavuba, Obraniak, Joe Cole e Pape Sow, esperava-se um rendimento mais aceitável do Lille nesta fase de grupos. Acaba por sair pela porta do cavalo na competição e Hazard torna-se um jogador muito apetecível para os tubarões do futebol europeu atacar já em Janeiro visto que poderá jogar em qualquer competição dessa data em diante. O Manchester United, mesmo apesar da eliminação poderá já estar a fazer contas à vida para saber quanto irá pagar pelo passe do internacional Belga para colmatar uma posição onde este se irá encaixar na perfeição.

3. Seydou Doumbia e Alan Dzagoev – Duas promessas confirmadas do futebol. Não faltará muito para que o CSKA tenha propostas milionárias para arrebatar o que de melhor tem os russos neste momento para oferecer à grande europa do futebol.

4. Resultados que marcam este grupo:

4.1 – A derrota do Inter contra o Trabzonspor em Giuseppe Meazza na 1ª jornada por 1-0 e a consequente vitória na Russia frente ao CSKA por 3-2 num jogo muito sofrido em que Zarate saltou do banco para resolver. Dois resultados inesperados, sendo que o resultado na Rússia acabou por ser decisivo para os milaneses.

4.2 – O empate do CSKA em Trabzon a 0 bolas.

4.3 – A vitória do Lille na Rússia por 2-o ainda deu algum alento aos franceses mas a última jornada traria um empate bastante injusto contra os Turcos do Trabzonspor e consequente eliminação das provas europeias.

Grupo C

Dos valiosos pés de Nico Gaitán surgiu a magia que culminaria no golo de Cardozo e na vitória q.b do Benfica num grupo onde teve uma participação excepcional.

O jogo contra o Otelul Galati serviu efectivamente para isso: arrecadar mais 800 mil euros e confirmar a passagem aos oitavos-de-final na 1ª posição. Dentro de campo, continua a notar-se a diferença do nível exibicional do Benfica sem e com Pablo Aimar. Perdoem-me os Benfiquistas mas tenho que fazer uma ressalva: mesmo com Gaitán em grande forma, sem Pablo Aimar, o Benfica não tem metade do poderio ofensivo.

É ele que distribui jogo, é ele que encontra os espaços onde eles parecem não existir, é ele que fura as defesas quando estas se fecham no seu meio-campo, é ele que joga e faz jogar toda a equipa encarnada. Daí que seja notório que todos os maus resultados do Benfica nesta temporada se dêem quando o Argentino não se encontra dentro das quatro linhas.

O Otelul Galati acabou por ser o “isco fácil” que a UEFA lançou no meio dos tubarões de um grupo onde se previa que o Manchester alcançasse “de cadeirinha” a vitória, o que não veio nem por sombras a acontecer.

De potencial muito limitado, a equipa orientada por Dorinel Munteanu não tem arcaboiço para disputar esta competição e creio que não a disputará tão cedo no futuro.

Em futebol de alta competição, os erros pagam-se caros. Que o diga Alex Ferguson. Esta partida de St Jakob´s Park não foi mais de que o culminar de uma atitude errónea da turma de Manchester na prova e a vitória do querer, do sonho e do saber estar e jogar dos jovens jogadores suiços.

As palavras de Sir. Alex Ferguson na flash-interview que se seguiu à partida resumem efectivamente o que passou com o clube nos 6 jogos desta fase: “Of course we’re disappointed. The last few years have been outstanding and it’s a loss because it’s the best tournament in the world. It’s a marvellous competition. Losing the early goal was a big blow. When you’re away from home and 1-0 down you have a job to do and we didn’t take our chances. It’s big blow for us.”

Passo imediatamente para as observações do grupo:

Sobre o Benfica pouco há a dizer. O Benfica vence o grupo justamente porque foi a melhor equipa nos 6 jogos desta fase de grupos. Alcançou dois empates contra o United, sendo que em ambos os dois empates poderiam ser perfeitamente duas vitórias.

O Basileia é uma enorme surpresa. Em Old-Trafford já tinha dado o ar de sua graça ao colocar em sentido a equipa de Sir. Alex Ferguson. Contra o Benfica, pode-se dizer que a equipa suiça vendeu cara a derrota contra a equipa de Jorge Jesus. Na última jornada, fez das tripas coração e derrotou com classe o Manchester United, eliminando o campeão Inglês da prova.

Este sucesso do Basileia não é propriamente algo que tenha surgido ao acaso. O Basileia é uma equipa que comporta no seu plantel um mix de jovens e experientes jogadores. Pena é apenas que estes jovens jogadores não consigam evoluir muito mais para o clube no futuro pois decerto que serão vendidos no final da época. Falo de Steinhofer, Park Joo Ho, David Abraham, Alexander Dragovic, Cabral, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valentin Stocker, Jacques Zoua e Fabian Frei. O casamento desta emergente geração de talentos da formação do clube e do futebol suiço casou muito bem com jogadores consagrados como Alexander Frei, Marco Streller ou o veteraníssimo Scott Chipperfield. E deste casamento sai um apuramento que é histórico para o clube.

Se eu fosse o director-desportivo de um clube grande europeu, começava a pensar em contratar alguns destes jogadores para a minha equipa. Ressalvas claro para as estrelas da companhia: Xhaka, Shaqiri, Dragovic e Fabian Frei, jogadores que em breve poderão colocar a Selecção Suiça na onda dos bons resultados e das participações em fases finais de Mundiais e Europeus.

Manchester United.

Muito há a dizer sobre a desastrosa participação do United na competição.

Começo pelo evidente: a construção do plantel e o empolgamento nas primeiras jornadas do campeonato. O plantel do United está desiquilibradíssimo. É um facto notório.

Começando pela baliza: Di Gea não está a aguentar a pressão de, para já, ser o substituto de Edwin Van Der Saar. Também é certo que os seus tenros 21 anos estão a ser decisivos para algumas más exibições que o espanhol tem evidenciado e obviamente para a sua progressão no clube no futuro.

Na defesa, Phil Jones foi um jogador muito caro para aquilo se tem visto dele. 22 milhões por um jovem que comete graves erros em todos os jogos em que joga é um risco que terá que ser assumido no presente por Ferguson. Johnny Evans, e os irmãos Da Silva são jogadores que estão a mais neste United. Smalling iniciou a época a todo o gás mas têm vindo a perdê-lo com o decorrer das partidas. Rio Ferdinand está velho, cansado e muito propenso a lesões. Vidic passa mais tempo no estaleiro do que a jogar. Evra tem vindo a decair ano após ano. A estratégia do United deve começar por aí: reformar adequadamente a sua defesa.

No meio-campo, com a saída de Scholes ficou um lapso enorme por emendar: o United não tem um organizador de jogo. Arrisco-me até a dizer que precisa de dois: um que saiba cumprir a função de trinco na perfeição e consiga fazer devidamente a transição defesa-ataque, o que Michael Carrick não faz e nunca fez e que Scholes fazia na perfeição, e outro mais avançado (um 10 puro) que consiga distribuir jogo pelos seus companheiros de ataque e encontrar espaços onde estes parecem não existir. Existem diversos jogadores que cumprem todos os requisitos que lhes são exigidos por semelhantes tarefas: para o primeiro posto, jogadores como Lee Cattermole, Enoh (Ajax) Fernando, Ever Banega, Mario Suarez (Atlético de Madrid), Cristian Ledesma (Lázio) Jack Rodwell (Everton) ou Steve Sidwell (Aston Villa) podem ser soluções viáveis para este United, se bem que o homem da Lazio e Ever Banega serão jogadores que não serão transaccionados por meia dúzia de trocos. Para a 2ª posição, o eleito de Ferguson é efectivamente Wesley Sneijder. É o jogador que encaixa perfeitamente nesta equipa e o Holandês verá com bons olhos uma possível transferência para Old Trafford. Outros como Marek Hamsik, Mario Gotze, Marko Marin, Paulo Henrique Ganso ou Luka Modric, também podem ser alvos desejáveis pelo Manchester United.

No plantel do United, existem diversos erros de casting. Não só os defesas que mencionei mas jogadores como Anderson (Ferguson apostar no brasileiro é bater no molhado) Darren Fletcher (ainda não consigo perceber como tem lugar no United) António Valência (22 milhões??!!) Wellbeck, Federico Macheda (um sonho de uma tarde) e Dimitar Berbatov (é bom, mas já deu para ver que por vezes está a mais).

Indo em concreto ao que se passou dentro das 4 linhas.

Ferguson pensou (qualquer treinador com o plantel que dispõe, com a dureza das provas que disputa em simultâneo, com o potencial em teoria dos adversários que iria enfrentar) em optar pelo rotativismo nesta fase de grupos para conseguir ter o seu plantel fresco para disputar todas as competições deste início de época. Tal rotativismo saiu-lhe obviamente furado: no campeonato dista a 5 pontos do líder; a liga dos campeões já era.

O 2º erro de Sir. foi obviamente ter inventado q.b nos jogos da equipa, adequando a equipa mediante a observação que fez (e que os seus olheiros lhe fizeram) das equipas na contenda: contra o Benfica na Luz optou por um meio campo de cariz mais defensivo, fazendo exactamente o mesmo nos jogos contra Basileia e Benfica em Old-Trafford, aliando tal facto, à poupança de jogos que referi no último parágrafo. Daí que Nani (indiscutivelmente o mais desiquilibrador da equipa) tenha sido relegado para o banco em 3 partidas, 2 delas com a importância que vieram a ter para este falhanço como são as de Benfica (fora) Basileia (casa) e Otelul Galati (fora).

O 3º problema que justifica a eliminação foi a clara atitude de apatia da equipa, exceptuando pequenos trechos de jogo em que o Manchester se viu aflito e tentou minorar as perdas: falo da 2ª parte contra o Benfica em casa e das 2ªs partes contra Basileia em casa e fora. Até contra a modesta equipa Romena do Otelul Galati, a equipa do Manchester venceu sem convencer.

Ferguson apanha assim o 2º escaldão desta época. Na semana passada havia sido a eliminação da Taça da Liga Inglesa frente ao Crystal Palace da 2ª divisão.

Tais factos e eventos culminaram nos resultados chave deste grupo: os empates contra o Benfica (volto a frisar que o Benfica podia ter ganho as duas partidas), o empate caseiro frente ao Basileia e obviamente a derrota de ontem em St. Jakob´s Park.

O Manchester salta para a Liga Europa e é obviamente para já o contender nº1 à conquista da prova. Mas, na Liga Europa, as coisas não costumam ser famosas para os clubes que saem da champions, por isso, tudo poderá acontecer.

Grupo D

O Real Madrid cumpriu o seu pleno nesta fase de grupos. 18 pontos com um score de 19-2.

Com Mourinho a aproveitar, em véspera de derby, para voltar a dar tempo aos menos utilizados (Nuri Sahin, Kaka, Esteban Granero, Raúl Albiol, Raphael Varane, Callejón, Hamit Altintop e o Português Pedro Mendes, jovem emprestado pelo Sporting ao Real) e para aproveitar para testar novamente Fábio Coentrão na direita tendo em conta a preparação do teste de sábado contra o Barcelona.

3-0 com golos de Callejón (2) e Higuaín num jogo (numa jornada, diria) envolta em polémica e que ainda poderá dar muito que falar.

1º pelos dois golos mal-anulados ao Ajax, que davam qualificação mesmo apesar de uma eventual derrota por 3-2.

2º pelo jogo de Zagreb, do qual falei mais à frente.

O Ajax fica pelo caminho, mas do pouco que vi desta equipa fica pelo caminho com a sensação de que poderia ter alcançado a qualificação, graças ao bom futebol (ao estilo holandês) que pratica. Os Holandeses tem novamente uma boa geração de jogadores para exportar, casos de Enoh, Erikssen, Lorenzo Ebecilio, Vurton Anita, Gregory Van der Wiel, Jan Vertonghen, Daley Blind, Nicolás Lodeiro e o inevitável Miralem Sulejmani. Outro facto que pude constatar é que dos 18 convocados por Frank De Boer para esta partida, os dois mais velhos neste plantel do Ajax são Dimitry Bulykin (32 anos) e Theo Janssen com 30. O 3º mais velho é o guarda-redes Vermeer e mesmo este já tem 6 épocas na equipa principal do clube de Amesterdão.

Não tenho palavras para descrever aquilo que se passou em Zagreb tal é a confusão que me ocorre na cabeça.

As contas do grupo eram simples: o Ajax passava se vencesse o Real. Passava se empatasse, passava caso o Lyon não vencesse na Croácia e passava caso perdesse 1-o e o Lyon vencesse por mais de 6 golos de diferença. O Ajax veio a perder 3-0 (score 6-6) e o Lyon venceu por 7-1, passando o seu score na competição de 2 (sim, 2!!!) golos marcados até então para um parcial de 9-7.

Em primeiro lugar não percebo como é que uma equipa conquista 8 pontos nesta prova e até à última jornada só tem 2 golos marcados, marcando 7 no último.

Depois, o jogo de Zagreb é recheadissimo de causalidades: em Amesterdão, o Ajax vê 2 golos mal-anulados que eram mais que suficientes para o seu apuramento. Em Zagreb, o Lyon (equipa que não anda a jogar nada esta época; equipa que tirando Gomis, Michel Bastos, Lisandro Lopez, Anthony Reveillère, Aly Cissokho e Yoann Goucourff não tem nada de jeito; equipa que na Ligue 1 em 16 jornadas já perdeu por 5 vezes e empatou outras 2, ocupando o 4º lugar a 7 pontos do líder Montpellier) começa a perder o jogo frente ao Zagreb aos 40″, consegue empatar aos 45 por Gomis e na 2ª parte, imagine-se consegue marcar 4 golos num espaço de 7 minutos, precisamente nos primeiros 7 minutos da 2ª parte.

Ou das duas uma: ou o jogo foi viciado (algo que já está sob investigação pelas autoridades francesas e pela própria UEFA, como se pode ver a partir destas notícias do Jornal Público aqui e aqui) coisa que não quero acreditar, mas que depois do escândalo Calciocaos em 2006 em Itália e nos pressupostos subornos que se faziam ao director-geral da Juventus de então (Luciano Moggi; entretanto condenado e banido temporariamente do futebol italiano) e a alguns atletas da Vecchia Signora como Buffon, Emerson, Zlatan Ibrahimovic e Fabio Cannavaro para que o clube fosse eliminado nos oitavos-de-final da Champions em 2006 pelo Werder Bremen (resultado que seria benéfico a uma casa de apostas pela quantidade de apostadores que tinha apostado no resultado contrário e resultado que praticamente se veio a consumar não fosse o facto de Emerson ter marcado um golo no último minuto num erro do guarda-redes alemão Tim Wiese que diga-se, quem tiver acesso a essas imagens poderá ver que o então internacional brasileiro não festejou um golo que dava o acesso aos quartos-de-final) me elucida que efectivamente existem outros interesses extra desportivos no futebol e não se deve colocar de parte um eventual cozinhado deste resultado do Lyon com a ajuda da equipa Croata, ou então foi tudo limpinho e os jogadores do Lyon mereceram os 7 golos.

No resumo da partida, necessitando para tal de comparar com o jogo que o Zagreb fez na 5ª Jornada em Santiago Bernabéu em que também foi goleado, reparei noutro aspecto interessantíssimo: em Madrid, o Real iniciou a goleada na 1ª parte, mas os jogadores do Zagreb, a jogar fora, até quiseram dar o ar da sua graça e na 2ª parte foram à procura de golos e conseguiram dois. Em Zagreb, os jogadores até inauguraram o marcador e depois do 2-1 e do 3-1 por parte do Lyon pura e simplesmente desinteressaram-se do jogo, havendo jogadores que não faziam qualquer oposição aos jogadores franceses.

Será obviamente um novelo que caberá à UEFA desvelar, para bem do jogo limpo que o organismo tanto preconiza e para bem da verdade no futebol.

Contas feitas: o Real e o Lyon passam aos oitavos-de-final, enquanto o Ajax vai para a Liga Europa. Era portanto o resultado que se previa neste grupo.

O Zagreb é daquelas equipas que se espera não voltar tão cedo à Liga dos Campeões. Pela espectacularidade que se quer na competição. 3 golos marcados e 23 sofridos é algo ridículo para uma equipa que disputa a Champions. É quase uma média de 4 golos sofridos por jogo.

Grupo E

Depois de uma semana complicada pela derrota na Taça da Liga frente ao Liverpool (outra vez) André Villas-Boas recebeu 2 novos balões de oxigénio: no sábado, a vitória em Newcastle por 3-0 e na terça-feira a vitória também por 3-0 frente ao Valência, com a consequente passagem do Chelsea aos oitavos de final da champions.

Pelo que vi, vi um Valência muito acutilante que tentou planar o seu futebol em Stamford Bridge mas não conseguiu aproveitar as suas oportunidades, e o Chelsea, do outro lado, a sair em venenosos contra-ataques e a consequir marcar todos os seus golos por culpa de erros dos defesas de ocasião do Valência.

Digo defesas de ocasião, vistos os problemas que os dois defesas Portugueses (Ricardo Costa e Miguel) estão a ter com o treinador Unai Emery.

Vamos por partes:

1. Ricardo Costa e Miguel estão castigados internamente pelo seu treinador. Ricardo Costa mantem um diferendo com Emery por algumas declarações menos conseguidas em que criticava as escolhas do seu técnico; Miguel, como é habitual, cumpre castigo interno por ter chegado atrasado a um treino.

2. A defesa que o Valência apresenta em Stamford Bridge, num jogo decisivo para as aspirações da equipa na prova, e, perante o potencial que é inegável do Chelsea, sem Ricardo Costa e Miguel chega quase a ser anedótica: Alberto Barragán, Adil Rami, Victor Ruiz e Jordi Alba. Tirando o Francês que os valencianos foram buscar ao Lille, os restantes são jogadores cuja qualidade é claramente duvidosa e sobretudo jogadores com pouca experiência para este tipo de jogos.

Caricato é, que serão Victor Ruiz e Barragan os grandes obreiros dos dois primeiros golos dos Blues na partida. Emery deve-se ter lamentado das suas rigorosas tomadas de opção e o Valência, apesar do bom jogo que fez (Soldado dispôs de uma oportunidade de golo; Albelda fabricou um golo praticamente feito num remate de longe que só um Petr Cech super inspirado travou num voo colossal) foi encaminhado para a Liga Europa.

Qual fénix renascido do mundo dos mortos, Didier Drogba volta-se a assumir como a primeira escolha para a frente de ataque do Chelsea, mesmo perante o espectro mais que iminente de saída do Chelsea (pode-se dar em Janeiro para o Qatar ou para a Rússia) dado que o Costa-Marfinense termina contrato no fim da época.

Oriol Romeu voltou a ser titular no Chelsea; André Villas-Boas parece estar apostado em dar mais jogo ao jovem médio que os Blues foram buscar por 5 milhões à cantera do Barcelona.

No outro jogo do grupo, o Leverkusen (apurado) empatou com o Genk a 1 bola. Golos de Jelle Vossen para os Belgas e Eren Derdyok para os Alemães.

O Valência ficou pelo caminho num grupo onde era dado como favorito à passagem. Os Valencianos caem de pé e mesmo apesar desta eliminação, continuam a realizar uma boa temporada.

O Chelsea passa o grupo com algumas dificuldades. Dificuldades essas que estão a seguir a tendência destes primeiros meses de AVB no clube. Creio que só haverá espaço para os blues melhorarem a sua equipa e acredito que em Janeiro poderão chegar mais reforços de peso a Stamford Bridge. Fala-se também que David Luiz poderá estar de saída do clube, depois de ter sido contratado em Janeiro ao Benfica. A Juventus poderá ser o destino do central brasileiro.

O Leverkusen foi claramente o outsider do grupo. Não quero com isto dizer que a equipa alemã não tenha potencial para tal. Uma equipa com jogadores como Ballack, Derdyok, Kiessling, Schurrle, Simon Rolfes, Lars Bender e Manuel Friederich não se pode dizer que seja uma equipa banal. O Leverkusen mostrou-se nesta fase de grupos como uma equipa agressiva (bem ao jeito alemão), persistente e acabou por se dar bem.

Como momentos deste grupo, ficam na retina o empate do Valência na Bélgica contra o Gent a zero bolas, o empate entre Valência e Chelsea no Mestalla a 1 bola num jogo em que o Valência poderia ter obtido a vitória, o empate do Chelsea na Bélgica contra o Gent e a vitória do Leverkusen em casa frente ao Chelsea no último minuto com uma cabeçada triunfante de Friederich.

 

Grupo F

O Olympiacos venceu por 3-1 o Arsenal. Arsène Wenger optou por fazer descansar alguns jogadores e colocar em campo outros menos rodados como Lukasz Fabianski, Alex Oxlade-Chamberlain, Sebastian Squillaci, Johan Djorou, Emmanuel Frimpong (mais um talento que Wenger tem aqui para trabalhar) Marouane Chamakh, Francis Coquelin e Yossi Benayoun. Seria o Israelita a marcar o golo dos Gunners.

Contudo, a vitória dos Gregos não foi suficiente para segurar mais do que a Liga Europa.

Jogo épico no BVB Stadium em Dortmund. Aos 85″, o Marselha estava fora da competição. Em 2 minutos tudo se alterou.

Depois de 2 golos da equipa alemã na 1ª parte (Błaszczykowski e Hummels), Loic Remy fechou o primeiro golo com o 1-2 para os Franceses. Andre Ayew aos 85 e Mathiew Valbuena aos 87 marcaram dois grandes golos que deram apuramento ao clube

Uma única observação: Com um grupo muito equilibrado, o Arsenal venceu com 11 pontos. Marselha, Dortmund e Olympiacos lutaram até ao fim pelo apuramento (se bem que as chances do Dortmund no último jogo eram quase nulas) mas no entanto, os campeões alemães decepcionaram-me com os resultados obtidos. Esperava muito mais deste Dortmund, mas, estes resultados também reflectiram o mau arranque de época que a equipa fez e cujos estragos (pelo menos a nível interno) estão a ser minorados. O Olympiacos vai para a Liga Europa, depois de merecer algo mais que o 3º lugar.

 

Grupo G

O jogo da desgraça no grupo da desgraça.

Contra o Zenit, o Porto exibiu-se a altíssimo nível. A sorte não bafejou os portistas num dos melhores jogos da época para a equipa de Vitor Pereira.

O Porto cai de pé na Champions, mas fica o amargo da boca de não ter passado esta fase de grupos. Isto porque era a equipa mais bem cotada e diga-se a bom da verdade, com o maior potencial das 4. Quis a própria competição que uma frágil equipa, de nome APOEL, ressuscitasse do mundo “dos chamados coitadinhos da europa” e conseguisse (com as armas que dispõe) ombrear com as restantes equipas, alcançando um apuramento que se deve considerar como histórico e estóico.

O Porto fez tudo bem. Circulo bem a bola, optou por uma estratégia de jogar pelos flancos, Hulk desiquilibrou várias vezes na direita e James Rodriguez voltou inclusive a aparecer depois de uma má fase exibicional. Faltou apenas o golo, golo esse, negado algumas vezes por uma besta de baliza chamado Vyacheslav Malafeev.

O Zenit limitou-se a aplicar o que ia na cabeça de Luciano Spalletti. Todos conhecemos perfeitamente os treinadores italianos. Todos conhecemos as estratégias que utilizam em alturas em que urge defender um resultado específico. Spalletti foi pragmático: necessitava de um empate. E veio ao Porto para jogar para o empate. Colocou o Zenit em campo sem uma única referência de área: Danny e Lazovic eram os homens mais adiantados. O meio campo foi reforçado com as inclusões de Shirokov, Faizulin, Semak e Denisov e posteriormente, já na 2ª parte com Bruno Alves à frente dos defesas e Konstantin Zyryanov. A missão era claramente a de tapar as alas do Porto, mas duas grandes exibições de Hulk e James furaram em certa medida o pensamento do treinador dos russos.

O Porto deve-se lamentar com as perdidas de James e de Djalma, as duas na cara do guarda-redes. Nem as substituições com a entrada de Kléber e Silvestre Varela trouxeram felicidade ao clube da invicta. Tal facto, acentua cada vez mais a necessidade do Porto se reforçar no mercado com um bom ponta-de-lança.

Olhando para as estatísticas do jogo, não consigo perceber como é que o Porto deixou fugir este jogo. 25 remates (9 dos quais à baliza), 10 cantos, 58\42 em posse de bola. Domínio territorial de 68% no meio campo do Zenit. Mas o futebol é assim mesmo…

No outro jogo do grupo, o APOEL perdeu em casa por 2-0  contra o Shaktar Donetsk. Luiz Adriano e Seleznyov marcaram os tentos da despedida dos Ucranianos das competições europeias nesta temporada.

O grupo 6 termina assim com o APOEL como vencedor do grupo e o Zenit como segundo. Volto a repetir que foi um apuramento histórico por parte dos cipriotas.

Como momentos chave deste grupo são de realçar:

1. A vitória do APOEL em Nicósia sobre o Zenit por 2-1 na 1ª jornada. Desde então, o APOEL aparece na disposição de não ser o bombo da festa do grupo.

2. A derrota na Rússia do Porto contra o Zenit. Um jogo para esquecer. Na mesma jornada, o APOEL vai “sacar” um empate à Ucrânia a 1 bola num jogo onde esteve a vencer por 3 minutos.

3. O empate do Porto em casa contra o APOEL quando se exigia uma vitória e a consequente derrota no Chipre, onde a equipa do APOEL defendeu praticamente o jogo todo (de modo organizado é verdade) e onde conseguiu vencer nos minutos finais com um golo de contra-ataque que podia ter sido evitado pelos portistas.

4. O empate entre Zenit e APOEL na Rússia. Mais uma vez o APOEL mostrou garra e crença na qualificação.

5. O empate no Dragão entre Porto e Zenit.

 

Grupo H

Sem muito para dizer neste grupo.

Tudo praticamente resolvido. Apenas existia a dúvida se seria o Viktoria Plzen ou o BATE a seguir para a Liga Europa. Será o campeão checo, possível adversário do Sporting.

No Barcelona vs BATE Borisov, Guardiola convocou 18 jogadores onde figuravam apenas 6 da equipa principal (Andreu Fontás, Pedro Rodriguez, Pinto, Maxwell, Thiago Alcântara e Gerard Piqué) 3 que já vem sido chamados regularmente à equipa principal (Isaac Cuenca, Marc Muniesa e Jonathan dos Santos) e outros 9 recrutados entre a equipa B do clube, com destaque para Marti Montoya, Martí Riverola, Sergi Roberto, Marc Bartra, Rafinha, Kiko Fermenia e Gerard Deulofeu.

Os miúdos deram bem conta do recado, já jogam o tiki-taka e despacharam os pobres Bielorussos do BATE (que tem nas suas fileiras Mateja Kezman) por 4-0 com golos de Pedro (2) Sergi Roberto e Montoya.

Um bom prémio para a geração do futuro dos Catalães.

No outro jogo, Plzen e Milan empataram a 2 bolas. Max Allegri também jogou com poupanças. Actuaram jogadores como Taiwo, Mexés, Pato (para ganhar ritmo competitivo após lesão) Ambrosini, Bonera, Emanuelson, Mattia Di Sciglio (jovem da cantera do Milan) e Bryan Cristante.

Alexandre Pato e Robinho colocaram os milaneses em vantagem aos 47 e 48″ mas um ímpeto final demolidor do Viktoria haveria de restabelecer a igualdade com golos de Bystron e Duris mesmo ao cair do pano.

Este grupo não merece grandes considerações visto que o resultado final era o que se previa: Barcelona em primeiro, Milan em 2º, ambos sem grandes dificuldades.

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futeboladas

Vi 4 jogos em sistema de zapping. Manchester United vs Benfica, Napoli vs Manchester City, Real Madrid vs Dinamo de Zagreb e Bayern de Munique vs Villareal

Empate com cheirinho a vitória em Old Trafford, num grande jogo de futebol.

Exibição muito solarenga do Benfica que valeu praticamente a qualificação para a próxima fase no 1º lugar do grupo! Exibição personalizada tanto na defesa como no ataque. O Benfica capitalizou muito bem os erros do Manchester United e o Manchester United continua a jogar bastante mal.

Ferguson voltou a inventar. Não sei se é inventar ou se Ferguson tem mesmo um oráculo que lhe permite saber antecipadamente que vai conseguir passar este grupo a jogar com tácticas erradas e com jogadores trocados nas suas posições. O Manchester United anda nitidamente a jogar todos os jogos da Champions com equipas de 2ª linha ou com jogadores de 1ª em posições que não são as suas. Já foi assim na Luz – em Manchester repetiu-se a dose.

A começar pela baliza: Di Gea é o responsável pelo 2º golo do Benfica. Na defesa, Phil Jones ainda não justificou em nada os 22 milhões que o United deu por ele ao Blackburn e Rio Ferdinand já não serve para todas as encomendas. No meio campo, Ferguson volta a apostar no duplo pivot defensivo constituído por Carrick e por Fletcher. Fletcher é um jogador nulo e cada vez mais acredito que só tem espaço no plantel do United porque é Escocês. À sua frente um Ashley Young que não rende nada no meio comparado com aquilo que rende numa ala, um Nani à esquerda que só não fez mais porque Maxi Pereira recorreu à agressividade e muitas vezes à falta para parar o extremo português e à direita Valência, outra nulidade neste Manchester United. Na frente Dimitar Berbatov, foi uma boa aposta para este jogo pela exibição que o Búlgaro fez e pelo golo que marcou, mas com a sua mania de adornar os lances poderia ter feito muito mais na 2ª parte.

Este United continua a revelar um défice claro: não tem um organizador de jogo.

Na equipa do Benfica, o segredo deste jogo residiu na forma como se defendeu. A defesa esteve impecável. Enquanto Luisão esteve em campo, o Manchester não ganhou o jogo aéreo na área encarnada. Pelo chão, o Manchester demorava muito a rematar à baliza. Witsel e Javi Garcia estiveram muito bem no apoio aos laterais para conter os ímpetos tanto de Nani e de Valência como para controlar as subidas em apoio dos laterais Fábio e Evra. Quando foi preciso, até Rodrigo e Pablo Aimar estavam na entrada da área a impedir que as segundas bolas do United fossem transformadas em tiros de meia-distância.

No ataque, o Benfica marcou porque aproveitou duas falhas da equipa adversária. Jorge Jesus tem razão quando diz que o Benfica tem como forte o contra-golpe. O contra-golpe do Benfica é muito forte porque Pablo Aimar o torna muito forte, Nico Gaitan é um jogador arrasador no 1 com 1 e Rodrigo é um avançado muito mais móvel que Cardozo. É certo que o golo madrugador do Benfica teve uma influência crassa no jogo: quem se põe a vencer o United em casa aos 3″ arrisca-se obviamente a fazer tremer os comandados de Ferguson. O Benfica fez tremer o United, muito embora os primeiros 10 minutos da 2ª parte tenham sido um autêntico massacre à baliza de Artur, que mais uma vez fez uma exibição de alto gabarito.

Declarações de Sir. Alex Ferguson no flash-interview: “It’s a cruel game at times. With their goal coming so early it really took the wind out of our sails. But when we got going we got tempo and we played really well and we should have been three up at half time. We conceded two freakish goals. We played very well tonight, some really good football so I can have no fault with my players at all. If we hadd held on to the lead for a few minutes after we had scored I think we would have won.

Basel is going to be a hard game. The chips are down but I have every confidence in my team. We might not get top of the group but what we need to do is win in a good style.”

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Com a dupla de “irmãos Frei” (na cabeça de Jorge Jesus) a accionar rapidamente um 2-0 para a turma Suiça em 15 minutos, o Basileia parecia estar no bom caminho para levar derrotada com facilidade a turma romena do Otelul Galati.

Aos 37″, Marco Streller haveria de elevar a contagem para 3-0 mas uma boa reacção dos romenos na 2ª parte haveria de por em sentido os Suiços, com golos de Giorgiu aos 75″ e Antal aos 81″. Mesmo assim, o Basileia venceu por 3-2 e recebe em casa o United na próxima jornada, podendo fazer história no clube caso consiga vencer a turma Inglesa.

Grupo B

O Lille foi ganhar de forma surpreendente ao terreno do CSKA de Moscovo por 2-0 e alimentou assim as hipóteses de se qualificar para a próxima fase num grupo em que o Inter garantiu hoje a qualificação com um empate a 1 bola no terreno do Trabzonspor.

Um auto-golo de Vasili Berezutsky e um golo de Sow na 2ª parte deram um balão de oxigénio à equipa Francesa.

Em Trabzon, o Inter arrancou um precioso empate que garante a qualificação. Ricky Alvarez inaugurou o marcador aos 18″ e Halil Altintop empatou 5 minutos depois.

Trabzonspor (6 pontos) e Lille\CSKA (5 pontos com predominância para os Franceses) partem para a última jornada com hipóteses de discutir a qualificação. O CSKA de Leonid Slutsky terá obviamente uma espinhosa missão, pois precisa de vencer o Inter no Giuseppe Meazza em Milão.

O Lille recebe o Trabzonspor em casa e como tal prevê-se um grande jogo de futebol.

Grupo D

Em Lyon, o Ajax carimbou praticamente a passagem aos oitavos de final com um empate a 0 bolas com o Lyon.

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Em Madrid, Mourinho promoveu um dia de folga para os seus principais artistas. E mesmo assim, deu 6 ao Croácia Zagreb.

Platini continua a ter o veneno vincado dos seus actos. O Dinamo de Zagreb é uma das equipas que beneficia do novo esquema de qualificação para a Champions. Numa fase de grupos, a equipa Croata do Português Tonel ainda não marcou qualquer ponto (e arrisca-se a não marcar qualquer ponto) e teve que vir a Madrid receber 6 para marcar os seus primeiros 2 golos na competição. O score do Zagreb é absolutamente vergonhoso para uma Champions, que nestes moldes perde obviamente competitividade: em 5 jogos os croatas averbaram 15 golos e apenas somaram 2.

Mourinho deu descanso à sua 1ª linha. Pelo cansaço acumulado de alguns jogadores no jogo do passado sábado contra o Valência e pela falta de importância deste encontro (O Madrid já estava apurado) Mourinho optou por colocar Antonio Adán na baliza; a defesa constituída por Fábio Coentrão na esquerda (excelente jogo do Português pelo que vi; muito incisivo a romper pela esquerda como é seu apanágio) uma dupla de centrais inédita constituída por Raphael Varane (talentoso este miúdo; tem tudo para ser um dos melhores centrais do mundo: é alto, é eficaz no jogo aéreo e no desarme; é tecnicamente excelente, no que toca por exemplo a sair a jogar) Sérgio Ramos (depois Raúl Albiol) e Lass Diarra na direita (o francês também esteve muito bem numa posição que não lhe é estranha); no meio-campo, Nuri Sahin, José Callejón, Mezut Ozil e Xabi Alonso e na frente a dupla Benzema\Higuaín.

Aos 8 minutos de jogo, o jogo já estava resolvido com um 3-0 para os madrilenos: golos de Benzema, Callejón e Higuaín, este último, vindo de uma excelente iniciativa do Argentino, que diga-se, continua completamente on-fire. Até ao final da 1ª parte, e já quase num ritmo de descompressão viria o 4º golo por intermédio de Ozil aos 20″. Começava-se a sentir pena do Croácia Zagreb, que, não saiu do Santiago Bernabéu com uns 10 porque Ronaldo não saiu do banco.

Na 2ª parte, viu-se um Zagreb mais afoito para tentar reduzir a desvantagem. No entanto, o Real aumentou a contagem mais duas vezez por intermédio de Callejón (este extremo aproveita com bom grado todas as oportunidades que Mourinho lhe dá para sedimentar a sua posição no plantel merengue) e novamente por Karim Benzema. O Zagreb marcou por duas vezes já nos minutos finais por Beqiraj e Tomecak, num jogo, onde perante o desiquilibrio mais que imanente de potencial entre as duas equipas, o Zagreb não conseguiu complicar em nada a tarefa do Real. Ironia das ironias, a agressividade que os croatas deviam ter imprimido no acto defensivo nos minutos iniciais do jogo para tentar dificultar a vida aos madrilenos, acabou por aparecer em clara demasia na 2ª parte.

Feliz da vida estava o jovem Adán no final do encontro: “I am happy to play, especially as it does not happen very often. But I am young and I enjoyed it. It was a simple game but our two defensive errors have resulted in goals. I am a realist, and the I am always learning from Iker Casillas, who is the best. I will make the most of my opportunities in these kinds of games.”

Visivelmente feliz era José Mourinho:”It was a perfect night, in which some players have been able to relax and others enjoy minutes. We were able to give minutes to people who deserve it, working for it and it worked well.
Sometimes you have to concede goals, so it is much better if you concede when you have scored six and not in the knockout rounds. It is unfortunate for my goalkeeper Antonio Adán, who conceded two goals in a game where he had nothing to do.”

José Callejón também partilhava do mesmo sentimento:”I have waited for my opportunity to play in the first team, but it’s difficult as the team has been playing so well. But tonight I gave it my all and tried to show the coaching staff and my teammates that I’m here. We are going through a major stage in UEFA Champions League and we must continue to maintain this form.
I am very happy that we have closed out the group as winners. We played well and want to give the thanks to the fans for their support.”

Grupo A

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Noite mágica no San Paolo a fazer lembrar os bons velhos tempos de Diego Armando Maradona, desta feita, pela mão de um eslovaco e de um Uruguaio.

Esta equipa do Napoli é qualquer coisa de sensacional. O futebol por si praticado, a entrega ao jogo, a vontade de triunfar e o seu talento faz desta equipa uma coisa do outro mundo.

O poderoso City não teve argumentos para contrariar a excelente organização defensiva do Napoli que abafou por completo Mario Balotelli, colmatada em muito pelos venenosos contra-ataques onde Hamsik e Lavezzi irritavam e desorientavam em larga escala os defensores do City.

Do jogo do City, pontuado como é costume pelo ratinho David Silva, jogadores como Dzeko e Nasri não apareceram na partida e Balotelli teve uma noite completamente desinspirada à excepção do golo que marcou aos 33″.

Do outro lado, Christian Maggio foi o perigo que costuma ser no flanco direito – um autêntico quebra cabeças para Kolarov, principalmente quando o Sérvio se aventurava em demasia no seu flanco. Hamsik é aquele maestro que marca os tempos de jogo desta equipa e até hoje ainda não consigo perceber como é que clubes que tem um enorme défice neste tipo de jogadores como o United ou o Milan ainda não foram buscar este pequeno génio do esférico. Lavezzi também fez um jogo soberbo e claro está, Edinson Cavani: para mim o melhor ponta de lança da actualidade.

No outro jogo, jogo quase de descanso para o Bayern de Munique. 3-1 sobre o Villareal. O Bayern adiantou-se no marcador como lhe competia nos primeiros 25 minutos com golos de Ribery aos 3″ e Mario Gomez aos 23″. O Villareal ergueu-se na 2ª parte e ainda reduziu para 1-2 aos 50″ por Jonathan DeGuzman, mas o jogo seria sentenciado aos 69″ novamente pelo internacional Francês Frank Ribery.

Arjen Robben parece-me um jogador mais sólido do ponto de vista motivacional após ter recuperado da última lesão. Mário Gomez está a tornar-se um caso muito sério no Bayern, mas quem me encheu os olhos por completo foi o internacional Austríaco de apenas 19 anos David Alaba. Depois de uma fase em que era sistematicamente utilizado na esquerda ora como defesa ora como médio interior esquerdo, Alaba aparece com Jupp Heynckes a distribuir jogo no centro do terreno e pode-se assumir como o grande patrão do meio-campo Bávaro. Gostava de ver um meio-campo do Bayern com Alaba, Schweinsteiger e Kroos em simultâneo.

As contas deste grupo ainda não estão fechadas. O Bayern apurou-se. Soma 13 pontos. Napoli tem 8 e Manchester City tem 7. Villareal tem 0 pontos e vistas bem as coisas o seu score não é muito diferente do Croácia Zagreb pois tem 2 golos marcados e 12 golos sofridos: nota péssima para o 4º classificado da Liga Espanhola na época passada.

Na próxima jornada, o Villareal recebe o Nápoles enquanto o Manchester City recebe o Bayern. Os Citizens terão que vencer ou empatar, esperando para tal que o Nápoles perca ou empate o seu jogo em Espanha.

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futeboladas (tardio)

Depois de tanta agitação pelas academias, cumpre-me fazer um “revisiting” rápido pelo que se anda a passar pelo futebol lá fora.

Tinha programado meter uns videos com uns resumos, mas como o tempo é escasso fico-me apenas pelos comentários:

1. Desde que acompanho a sério a Premier League (desde meados da década de 90) nunca vi uma Liga Inglesa tão desiquilibrada. Não é seu apanágio.

À 12ª jornada, com o número 12 a marcar (12 pontos é a diferença de Chelsea, Liverpool e Arsenal em relação ao Manchester City) estas três equipas estão para mim, no limite do erro. 12 são muitos pontos para recuperar perante um City que está sem dúvida fortíssimo (11 vitórias e 1 empate; um impressionante, repito, impressionante goal average de 42\11; o City arrisca-se a acabar o campeonato com mais de 120 golos se a média não destoar; impressionante também é o goal-average destas 3 equipas: Chelsea 25\17; Liverpool 16\11 – 16\11 é muito pouco para o poderio atacante que a equipa de Kenny Dalglish tem; Arsenal míseros 25\22 onde nem a entrada de Mertesacker para o centro da defesa dos Gunners alivia o mau desempenho defensivo da turma de Wenger).

O que me causa mais espécie é que estas 3 equipas, com o potencial que tem os seus planteis (excepção feita obviamente ao Arsenal, que devido às saídas de Fabrègas e Nasri e às muitas entradas que teve esta época, tem por missão criar uma equipa que seja competitiva para a próxima época) não estão a conseguir dar a volta por cima, e arriscam perder lugares na Champions e até na Liga Europa para os impressionantes Newcastle e Tottenham, que este ano (o Tottenham novamente) voltaram a sedimentar possibilidades de interferir na chamada “luta dos grandes”

André Villas-Boas, tem pela primeira vez uma dura missão na sua carreira: fazer encarreirar os Blues! Não me venham com o argumento que Roman Abrahamovic não abriu os cordões à bolsa! Roman Abrahamovic simplesmente não quis abrir os cordões à bolsa em relação aos targets pretendidos pelo seu novo treinador, casos de Álvaro Pereira, João Moutinho e Hulk. Se de facto existiram clubes gastadores neste ano, um dos clubes foi o Chelsea: 9 milhões de euros por Thibaut Courtois (guarda-redes que foi emprestado ao Atlético de Madrid) 25 milhões por David Luiz em Janeiro ao Benfica, Oriol Romeu ao Barcelona por 6 milhões de euros, Raul Meireles por 14 milhões ao Liverpool, Fernando Torres por 60 milhões ao Liverpool em Janeiro, Juan Mata por 35 milhões ao Valência e Romelu Lukaku ao Anderlecht por 21 milhões de euros. Fazendo as contas, o saldo de transferências no ano civil do Chelsea foi de 170 milhões de euros.

A questão que se põe é que André Villas-Boas para singrar no Chelsea terá obviamente que ir construíndo uma nova década no clube londrino. Como afiancei no Preview da Premier que escrevi neste blog em Agosto (ver histórico no fim de página em relação a esse mês) a equipa do Chelsea é maioritariamente constituída por jogadores de carreiras acabadas e consequentemente por jogadores cujo auge já passou, problemática que obviamente causa algum comodismo no seio do plantel. Falo de John Terry, de Alex, de Michael Essien, Frank Lampard, Florian Malouda, Didier Drogba, Nicolas Anelka e do inevitável John Obi Mikel, que apesar de ser um jogador que aprecio bastante a qualidade de passe, nunca mostrou grande coisa para envergar a camisola do Chelsea.

O Manchester City, por outro lado, voltou a investir forte e está a colher os lucros desse investimento. Com a ajuda de grandes níveis exibicionais de jogadores como Balotteli, David Silva, Kun Aguero, Vincent Kompany, Joleon Lescott, Samir Nasri, James Milner, Yaya Touré e Dzeko, e todo o talento que lhes está agregado, o City de Mancini começa a agradar às pretensões dos seus proprietários e, arrisca-se a levar a Premier League para casa esta época e a lançar-se muito bem na grande roda da Europa para as próximas épocas.

A farturinha é tanta que Mancini nem se importa muito com o birrento Carlitos Tevez, que depois da polémica causada no jogo contra o Bayern foi amuado para a Argentina levando o treinador italiano a negar-lhe a eventual possibilidade de voltar a vestir a camisola do clube. Tevez será um reforço de peso para qualquer clube europeu e é inegável que Real Madrid, PSG, Málaga, Arsenal, Inter e Roma estarão muito atentos para concretizar a sua transferência.

Este fim-de-semana teve mais teste de fogo perante uma equipa do Newcastle, que ainda não tinha perdido esta época. Um teste que foi ultrapassado com o bom futebol que se tem visto a ver da equipa de Manchester, ajudada por alguns erros infantis de Ryan Taylor (defesa esquerdo do Newcastle) e também com a verdadeira estrelinha de campeão na 2ª parte com as oportunidades falhadas por um Newcastle, que, apesar da derrota tem o mérito de ter construído um plantel belíssimo com jogadores como Coloccini, Jonás Gutierrez, Demba Ba e Hatem Ben Arfa.

Mas, como afirmei na introdução a este ponto a Liga está desiquilibrada. Neste momento, só o United tem capacidade para rivalizar com o seu vizinho do lado. E já vão 5 pontos de diferença e obviamente 5 golos na bagagem como pudemos constatar no último derby de Manchester.

As próximas jornadas serão fulcrais para se começar a desenhar o miolo e o desfecho da Premier.

2. Em Espanha, o Real continua com a sua almofada de 3 pontos em relação ao Barça. Digo almofada, visto que num campeonato onde a diferença se fará ao pontinho num universo de mais ou menos 100 pontos conquistados nas 38 jornadas da prova, 3 pontos podem fazer a diferença para as turmas de Mourinho e Guardiola.

Em 12 jornadas, o Barça já patinou 4 vezes (4 empates) dado que não é abonatório para a super-máquina de Guardiola. Guardiola terá um final de mês de Novembro e um mês de Dezembro duríssimo, onde terá que jogar  com o Real Madrid no dia 10, terá que efectuar as duas restantes jornadas da Champions (uma delas com o Milan que ainda poderá ser alvo de disputa de liderança de grupo) e o campeonato do mundo do clubes, prova que poderá ajudar ao desgaste da equipa e onde o Barcelona quererá levar o troféu para a Catalunha.

Mourinho ultrapassou o Mestalla nesta jornada e cavou uma diferença de 7 para o Valência. Os Valencianos vinham a fazer um excelente campeonato até agora e em caso de vitória até poderiam entrar na luta pelo 1º lugar. Mais uma grande exibição de Ronaldo pelo Real e mais uma grande exibição de Roberto Soldado pela turma Valenciana, comprovando que esta está a ser a época da carreira do avançado que curiosamente foi formado nas escolas do Real. Soldado leva 8 golos na Liga e 2 na Liga dos Campeões.

No entanto, do jogo do Mestalla fica por assinalar um penalti clarissimo a favor do Valência que poderia no final ter dado o empate aos Valencianos, resultado, que pelo que o Valência fez no quarto de hora final até se ajustava.

Sabendo que os Valencianos não vão lutar pelo título, cada vez parece mais certo que o 3º lugar será deles sem grande concorrência. O Malaga e o Sevilla tentarão guiar os seus resultados pelos resultados do Valência, mas, neste início de época, apesar do bom futebol que estão a praticar em algumas partidas, começam a sofrer de alguma intermitência nos seus resultados.

Quem continua a desiludir é o Atlético e o Villareal. Por este andar da carruagem, Levante, Espanyol e Athletic poderão ter mais condições para lutar pelo 6º lugar que estas duas equipas.

O Atlético de Madrid é uma excelente equipa. Tem é um mau treinador. Gregorio Manzano é daqueles treinadores que fala muito cá fora perante a imprensa mas não mete as equipas a jogar bonito e a obter resultados de maior. Já assim o era no Sevilla. Uma equipa que tem jogadores no plantel como Felipe, Álvaro Dominguez, Diego Godín, Mário Suarez, Tiago, Salvio, Arda Turan, Diego, Paulo Assunção Adrián, Radamel Falcao, Juanfran, Diego Costa e Reyes terá que fazer muito mais do que sequências em que ganha um jogo, empata os próximos e perde outro a seguir.

Já o Villareal é uma equipa cujos jogadores parecem estar em decadência. Falo de Gonzalo Rodriguez, Carlos Marchena (há muito que está em decadência) Cani, Marcos Senna, Borja Valero, Giuseppe Rossi e Nilmar. Da espinha dorsal desta equipa, ainda não vi uma boa exibição destes jogadores, tanto a nível interno como na Champions onde o Villareal está a ser a pior equipa da fase de grupos.

3. Em Itália, a coisa está boa para a Juventus.

O investimento compensa. Olho para o plantel da Juve e não tenho dúvidas em afirmar categoricamente que a Vecchia Signora vai voltar ao scudeto. É só magia. Buffon é aquele senhor e sempre o será. Marco Motta, Andrea Bazagli, Lichsteiner, Fabio Grosso, e a grande dupla de centrais da selecção italiana Leonardo Bonucci e Giorgio Chellini (estou aqui a pensar na quantidade de centrais de qualidade que a Itália terá para a próxima década com Rannochia, Bochetti e até Criscito quando adaptado) são aquela defesa que todo o treinador gostaria de ter.

Marchisio e Pirlo combinam de uma forma estonteante no miolo e tem Arturo Vidal como o substituto perfeito. Nas alas, Pepe, Krasic, Eljero Elia (que jogador bestial) Alessandro Matri e Del Piero são outro sonho para qualquer treinador de futebol assim como os homens da frente: Fabio Quagliarella, Luca Toni, Vincenzo Iaquinta, Mirko Vucinic e um apagadíssimo Amauri que não tem lugar neste plantel mas que não deixa de ser um grande avançado.

À Juve, seguem-se por um ponto de diferença, Lazio e Udinese. Não menosprezando tais equipas, creio que não tem qualidade para andar a lutar pelo título e rapidamente irão baixar a guarda no que toca a este capítulo. A Lázio tem um bom plantel mas nota-se que não tem um jogador criativo (o melhor que tem é Ledesma) e a Udinese, a selecção do mundo como lhes costumo chamar, apesar de ter excelentes jogadores como o lutador Maurizio Isla, Danilo, o mágico Gabriel Torje, o fantástico Pablo Armero e Floro Flores, continua a depender em muito de um dos jogadores da década do futebol italiano, o imortal António Di Natale, que com os seus 8 golos em 11 jornadas irá lutar novamente pelo título de melhor marcador da Serie A.

Ambas as equipas sofrem na minha opinião de um problema patológico comum: dependem exclusivamente dos seus avançados, respectivamente Di Natale e Miroslav Klose.

O Milan está em 4º com 21 pontos. Max Allegri não está a conseguir fazer olear tão bem a sua máquina esta época, mas, será a única equipa que a meu ver irá ombrear com a Juve na luta pelo título. No entanto, a primeira fase do campeonato não está a correr bem e não se pode culpar o facto do Milan não ter jogadores para enfrentar com atitude séria duas competições, até porque na Champions tirando a oposição no grupo do Barcelona, tanto BATE Borisov como Viktoria Plzen são equipas do submundo europeu que o Milan tem obrigação de golear.

É claro que uma baixa como António Cassano deixa marcas numa equipa como o Milan, mas, perante o plantel recheado que os milaneses tem, não serve de desculpa para nada.

Daí que 23 golos em 11 jornadas seja uma marca péssima para o poderio ofensivo dos Milaneses.

A Roma está a conseguir levantar-se do choque inicial. Luis Enrique está a pouco e pouco a colocar a equipa a jogar futebol. Está a apenas 5 pontos do 1º lugar. E tal não é uma vergonha para uma equipa que recebeu novos jogadores como Stekelenburg, José Angel, Simon Kjaer, Erik Lamella, Miralem Pjanic, Fernando Gago, Pablo Osvaldo (o tal que é mais italiano que os políticos que nasceram em itália) e Bojan Krkic. Estes, em conjunto com outros como Burdisso, De Rossi, Leandro Greco, Okaka Chuka e até Marco Borriello podem-se assumir fulcrais para Luis Enrique (caso a direcção romana o decida manter indiferentemente do resultado desta época) trabalhar a pensar na luta pelo scudetto na próxima época.

O Inter, é mau demais.

A minha opinião sobre o Inter é que é demasiada veterania acomodada e demasiada juventude precoce neste plantel.

Sem gastar muito dinheiro, o Inter tem o futuro assegurado. Mas para daqui a 3 ou 4 anos.

O Inter deve aproveitar para reflectir. Deverá mandar já no mercado de inverno algumas (velhas) vedetas embora para começar a dar espaço aos mais novos e ganhar algum capital (enquanto é possível fazê-lo com jogadores como Maicon, Chivu, Motta ou Milito) ou é preferível manter uma equipa, que apesar da classe inegável e do caminho de glória trilhado por 95% dos seus jogadores não está a funcionar como equipa e pela primeira vez da história recente do Inter está a um passo de lutar para não cair no abismo que se chama Série B?

Eu não consigo acreditar como uma equipa que tem Sneijder, Zarate, Ricky Alvarez, Stankovic, Milito, Forlán e Pazzini, só consegue marcar 13 golos em 11 jornadas. Recuso-me mesmo a acreditar que estes jogadores não se consigam entender. Mas acreditando ou não, o que é certo é que este Inter está numa forma interna que é completamente lastimável…

4. Na Alemanha, Mario Gotze calou o Allianz Arena. O Dortmund superou as dificuldades iniciais causadas pela má forma de jogadores como o jovem médio e a lesão de Lucas Barrios. E Barrios ainda nem sequer apareceu no campeonato, pois tem sido suplente.

O Dortmund ficou com a vitória frente ao Bayern a 2 pontos dos Bávaros e promete obviamente ser a maior sombra à turma de Jupp Heynckes, treinador claramente de transição de ciclo na equipa de Beckenbauer.

Numa liga que está a ser muito renhida por ora, Schalke o4 (-3 pontos) Werder Bremen (-5) e Estugarda e Bayer de Leverkusen (-7) ocupam os lugares cimeiros da Bundes, com o Borussia de Monchagladbach (-2) a fazer uma sensacional 1ª volta de campeonato. Todos ainda tem hipóteses de rapidamente (3 jornadas na Alemanha podem virar a tabela toda) chegar à 1ª posição.

O Bayern de Munique, apesar das 3 derrotas que já leva para a Liga está a fazer o que lhe compete: liderar após um ano muito mau como foi o da época 2010\2011.

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Cromos da bola #4

Ivan Zamorano foi aquele craque que nunca atingiu o estatuto de vedeta.

O incrível Chileno, tem um périplo pelo futebol mundial que dava um grande livro. Nem que seja pelo facto de narrar a história de um jogador idolatrado no seu país natal que passou por grandes clubes, marcou muitos golos, nunca foi a verdadeira vedeta das equipas que passou, mas, que, ajudou definitivamente a sedimentar o futebol chileno, o bom futebol chileno.

“El  Bam Bam” actuou a alto nível durante 24 temporadas em clubes como o modesto Cobresal (onde se iria estrear aos 16 anos) Tresandino (saíndo para a Europa sem nunca ter actuado num grande do Chile) St. Gallen (a sua primeira experiência na Europa seria num modesto clube da Suiça por empréstimo do Bolonha, clube onde nunca viria a actuar) Sevilla, Real Madrid, Inter, América e por fim, finalizando carreira no Colo-Colo em 2007. Pelo meio, 69 internacionalizações pelo Chile, como expoente máximo realizado na campanha do Chile para o campeonato do mundo de 2008, e 34 golos marcados ao serviço dessa mesma selecção. Na selecção, efectuou uma das melhores duplas de atacantes da América do Sul com o seu grande amigo Marcelo Salas. Na Selecção também teve a honra de jogar os jogos olímpicos de 2000 em Sydney onde ajudou o Chile a ganhar a medalha de bronze.

Se ao serviço do Real Madrid se destacou mas nunca agarrou lugar, foi ao serviço do Inter que Zamorano atingiu o seu auge como futebolista. Tanto, que em 1997, com a transferência de Ronaldo do Barcelona para o clube milanês, Zamorano que era destacadamente o nº9 da equipa, pediu autorização ao clube e à Federação Italiana para usar o número 18 com um mais pelo meio, pedido autorizado a muito custo, para a soma dar um 9 já que a camisola 9 foi entregue (e muito bem) ao Fenómeno. Para quem acompanha como eu o futebol italiano da altura, com todas as transferências astronómicas que estavam a acontecer no momento (Inter e Lázio juntos tiveram épocas em juntos gastaram cerca de 500 milhões de euros em contratações) e com a mudança estranha da camisola de Zamorano com o mais entre o 1 e o 8, pensava-se, que aquela era fazia uma ruptura entre o futebol antigo e o futebol moderno. Sou daqueles que tem opinião que aqueles anos romperam com os tempos, não por tais acontecimentos, mas a partir do momento em que o Bétis perdeu a cabeça e contratou Denilson ao São Paulo por cerca de 32 milhões de dólares (na altura algo como 30 milhões de euros), maior transferência de um jogador até então.

Os números de carreira de Zamorano não mentem. Era um avançado muito lutador, bom de bola e goleador. A sua garra e entrega ao jogo criou números de carreira que não mentem: em 681 jogos como profissional marcou 334 golos. A época em que foi mais bem sucedido foi sem dúvida a do Real Madrid, onde em 137 jogos marcou 77 tentos.

Foi o melhor marcador do Chile em 1987 ao serviço do Cobresal com 21 golos em 43 partidas, no compto geral entre Taça e Campeonato. Foi o melhor marcador na Suiça ao serviço do St Gallen na época 1989\1990 com 26 golos em 36 jogos. Foi por duas vezes o melhor marcador em Espanha (compto geral entre Taça e campeonato) pelo Real Madrid, nas épocas 1992\1993 (37 golos em 45 jogos) e 1994\1995 (31 golos em 46 jogos) sendo esta última época a única em que se sagrou Pichichi em terras espanholas.

Ao nível de títulos, Zamorano não foi um daqueles jogadores que passou ao lado: venceu a Taça do Chile em 1987 pelo Cobresal (clube que militava na altura na 2ª divisão), pelo Real Madrid ganhou uma Taça do Rei, 1 Liga e 1 Supertaça, ganhou a UEFA pelo Inter em 1998, ganhou um campeonato do méxico pelo América em 2002, para além da medalha de bronze olímpica.

Para finalizar, Ivan Zamorano é padrinho de baptismo de Diego Rúbio, jovem jogador do Sporting.

 

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Zlatan no seu melhor

O Barça jogou aquele encontro frente ao Villarreal depois de ter sido eliminado pelo Inter de Milão, orientado por José Mourinho, nas meias-finais da Liga dos Campeões, e ao entrar no balneário, Ibrahimovic gritou: “‘Não tens tomates”. E acrescentou: “Cagas-te com Mourinho. Vai levar no cu. Fiquei louco”, relata o sueco no livro. “Se eu fosse o Guardiola, teria tido muito medo”, acrescenta.

Mas esta não é a única referência de Ibra ao seu anterior técnico. O avançado faz ainda comparações entre o treinador catalão e o português: “Mourinho ilumina uma casa, enquanto Guardiola baixa as persianas.”

Um misto de ressabianço e de verdade.

 

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Incêndios de estupidez

Quem acompanha de perto o futebol em geral, e em particular os périplos da carreira de Mário Balotelli, decerto que saltou imensas risadas com alguns dos momentos mais cómicos do “artista” dentro e fora das quatro linhas.

Balotelli já protagonizou cenas de humor ímpares como: falar com adeptos do Inter no decorrer de um lance despropositado a meio de um final da Liga dos Campeões, negar conhecer a sua namorada (uma miss itália), ter problemas em vestir um colete no aquecimento ou atirar dardos ao campo onde uma equipa juvenil do City actuava por “não estar a gostar do espectáculo”.

Nesta semana, Balotelli protagonizou uma cena ainda mais caricata, ao ter lançado foguetes em casa com alguns amigos, facto que motivo um fogo no interior da habituação e a pronta emergência de uma corporação de bombeiros de Manchester. Mais cómico foi o facto de Balotelli se lançar rumo ao incêndio para salvar uma mala com notas que pressupostamente estava dentro da habitação!

Será que não existe ninguém que chame estúpido a este menino?

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futeboladas

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Início de época complicado para o Borússia de Dortmund. Os campeões em título venceram em Mainz por 2-1 num jogo muito sofrido onde haveriam de triunfar já depois da hora. Com as suas estrelas (Gotze e Barrios) a um ritmo intermitente devido a problemas físicos, o Dortmund é 13º com 10 pontos, e não só tarda em confirmar o estatuto de campeão em título como reforça o argumento de que na Bundesliga, uma época de excelência pode ser sucedida por uma época de fracasso.

O croata Ivan Perisic, jogador contratado ao Club de Brugge que no ano passado se tornou o melhor marcador da Liga Belga, voltou a ser decisivo no Dortmund e tem sido para já uma das agradáveis revelações dos campeões Alemães.

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Existem situações no futebol que fazem os adeptos pensar que os jogadores sabotam propositadamente o trabalho dos treinadores. A situação do Inter de Gianpaolo Gasperini (despedido a meio da semana depois de uma humilhante derrota no campo do recém-promovido Novara) é uma destas situações. Muitas vezes basta apenas que os jogadores não gostem do método pelo qual o treinador orienta os treinos ou até as regras de conduta incutidas ao respeito pelo mesmo. O Inter apostou em “vaca velha” de nome Ranieri mas não creio que seja com o mesmo que a coisa endireite. Ranieri é talvez uma das piores escolhas que um clube de serie A (ainda mais o Inter com o seu historial e objectivos) pode fazer, mas…

A boa forma interna do Valência caiu em terra no Sanchiz Pizjuan

Kanouté provou que ainda está aí para as curvas e Ever Banega não conseguiu (no final da partida) disfarçar a tristeza por ter falhado uma grande penalidade que poderia ter dado o empate aos Valencianos.

Pelo que vi a meio da semana, esta equipa do Valência tem muita qualidade e precisa de ser mais trabalhada. Creio que a luta pelo 3º lugar em Espanha será acesa entre Valência, Atlético e Sevilla. Pelo andar da carruagem dos grandes, arrisco-me mesmo a dizer que as distâncias para os dois colossos do futebol espanhol será mais suave nesta época.

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Afirmar que se quer lutar pelo título não pode ser algo que saia apenas da boca para fora. O Leverkusen cumpriu o seu primeiro grande jogo na Bundesliga e saiu completamente derrotado da Allianz Arena por 3-0.

Robben está bastante vistoso desde a grave lesão que o afastou praticamente da última temporada. Toni Kroos e Thomas Muller comprovam a cada jogo que passa que são jogadores que qualquer treinador na europa gostaria de ter nas suas equipas. Encanta-me também Luis Gustavo, trinco Brasileiro que o Bayern contratou no mercado de inverno da temporada transacta ao Hoffenheim – é um jogador bastante aguerrido que faz lembrar Van Bommel pela raça que enfrenta os lances. Tem uma significativa melhoria técnica e de passe em relação ao Holandês na hora de armar jogo.

O Leverkusen, apesar do excelente ataque que possui (Ballack, Kiessling, Castro, Schurle) é uma equipa muito organizada defensivamente… até lhe marcarem um golo cedo! Pode ser um autêntico carrasco quando as equipas adversárias não conseguirem marcar nos primeiros 45 minutos, mas, quando sofrem nos primeiros minutos é uma equipa incapaz de se reorganizar e partir para a reviravolta do marcador.

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Goleada da semana. No futebol Holandês.
O PSV não foi de modas e o resultado é o que se vê.

O extremo Mertens (contratado neste defeso ao Utrecht) fez poker e confirma o excelente início de época pessoal e do clube. Prepara-se talvez para rumar à laranja mecânica. Os restantes golos foram apontados pelo internacional Strootman, Toivonen e Matavz. O PSV é 4º com 14 pontos, os mesmos do Feyenoord, a 1 do Twente e 2 do líder e campeão em título Ajax.

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A apostar mais na juventude talentosa que vai saíndo gradualmente das suas camadas de formação, o Lyon soma e segue. Depois da vitória contra o Marselha (2-0) e do deslize contra o Caen a meio da semana, o Lyon bateu o Bordéus na 8ª jornada da Ligue 1.
Clement Grenier, Maxime Gonalons e Alexandre Lacazette tem sido apostas ganhas no 11.
O Lyon lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com Toulouse e PSG.

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Ronaldo ajudou a resolver aquilo que Michu tornou muito complicado logo ao 1º minuto. Varane mostra ser um central de qualidade, mas a falta de entrosamento com Albiol foi notória. Notória também é a intranquilidade que se vive no clube.

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Jogo grande na Holanda. O empate mantem tudo na mesma. Ajax na liderança.

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Javier Pastore é grande demais para este clube e para este campeonato.

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Gregório Manzano prometia um Atlético acutilante e sem medo em Nou Camp. Embalado pelas boas exibições da equipa, o técnico afirmava na conferência de imprensa de antevisão ao jogo que o seu atlético tinha jogadores com fome de título.
Em Nou Camp a história foi diferente – Messi puxou dos galões e afundou a nau madridista com um fabuloso hat-trick. Manzano aprendeu a diferença entre o querer e o poder.

O Vasco soma e segue. Mesmo sem o técnico Ricardo Gomes (a recuperar de um acidente vascular cerebral sofrido em Agosto a meio do jogo contra o Flamengo) a turma Vascaína está virada para vencer o Brasileirão e dedicar ao seu treinador.
Desta feita, a vítima foi o Cruzeiro. 3-0 o resultado. O Vasco de Felipe Bastos, Eduardo Costa e Eder Luiz segue na frente do Brasileirão à 26ª jornada com mais 2 pontos que o Corinthians de Liedson (venceu o Bahia nesta ronda) 3 que o São Paulo e 4 que o Botafogo. Já o Cruzeiro está a fazer um campeonato decepcionante – a turma de Belo Horizonte está em 16º lugar e apenas 4 pontos a separam do 1º lugar abaixo da linha de água que é ocupado precisamente pelo rival Atlético Mineiro.

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