Tag Archives: Futebol Português

croquette´s

roquette

it´s over. c´est fini. finito. fim. einde. fund. ende. son. amaieran. kpan. fen. kraj. koniec. konec. final. fino. lopp. paa. diweed. vég. akhir. deireadh. finis. beigas. pabaiga. capat. misho. slut. katapusan.

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post #2999

estou tão feliz. o hugo almeida acertou com a portinhola. deve-se considerar o feito mais interessante em portugal desde a venda do Pinto & Sotto Mayor por Champalimaud ao falido Banesto.

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tudo ao molho e fé em deus

roquette

a sondagem do Jornal Record dá a vitória a Bruno de Carvalho no acto eleitoral do sporting. o fim da era croquette. aleluia.

neste mês e meio que passou entre a demissão da actual direcção do clube e o acto eleitoral, preferi, à excepção de um ou outro apontamento, manter o silêncio para ver o desaguar dos acontecimentos. não posso dizer que fico feliz pela vitória de Bruno de Carvalho porque fico. dos 3 candidatos, acho sem dúvida que Bruno de Carvalho era, à partida, depois de ponderar bem o programa das 3 listas a sufrágio, o candidato mais sensato para ocupar a presidência (e a presidência da SAD como o próprio manifestou em entrevista à RTP Informação nos últimos dias). porém decidi embarcar no silêncio, porque de botabaixismo já se encontravam cravadas as páginas dedicadas pelos jornais às ditas listas.

a confirmar-se a eleição de Bruno de Carvalho, fica reposta a vergonha que se deu lugar no último acto eleitoral para a direcção do clube em que por via do actual sistema eleitoral do sporting, o voto qualitativo por antiguidade de associado deu na altura a vitória a um Godinho Lopes sufragado por menos sócios que Bruno de Carvalho.

dos 3 candidatos, Carvalho era aquele que para mim satisfazia com melhor discurso e com melhores ideias aquilo que se precisa para o sporting. mais sensato, mais ponderado nas suas afirmações e nas habituais revelações de nomes e investidores para o clube e para a SAD, Carvalho mostrou nestas últimas semanas ser o candidato que afiança a promessa de maior rigor para a gestão desportiva e financeira do clube e da SAD e mostrou que é o candidato com melhor conhecimento daquilo que é a realidade do sporting, daquilo que o sporting precisa de ser no futuro e das estratégias que o sporting precisa para voltar a ser aquilo que já não é desde 2009 para cá: uma grande instituição da vida portuguesa.

de josé couceiro não esperava muito mais do que ser a continuidade da dinastia croquette no clube. não esperava mais do que um programa pouco ambicioso, resultante de uma dinastia de presidentes que afundaram o sporting tanto a nível desportivo como a nível financeiro, que empurraram o futebol do sporting para fora dos 3 primeiros da liga, que alienaram todo o património que o clube e a SAD detinham, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência a outros grandes do futebol português, que empurraram o sporting para um lugar de menor relevo no panorama das modalidades, que empurraram o sporting para uma posição de subserviência à banca credora do clube e que consequentemente, empurraram o sporting para uma profunda posição de gozo entre a sociedade portuguesa que passou a tratar o sporting como autêntico lixo em vez de tratar o sporting como aquilo que ele é: uma instituição secular, que tira muitas crianças dos maus caminhos para a prática de uma modalidade desportiva, que os torna homens e que tem uma história riquíssima e ímpar, tanto em Portugal como no mundo, de vitórias nacionais e internacionais.

na análise à candidatura de carlos severino apliquei o ditado “de espanha nem bom vento nem bom casamento” – severino apareceu como o um daqueles cromos repetidos que costumam aparecer nos actos eleitorais do clube leonino. sem noção de realidade da casa, sem noção de como se gere um clube, sem noção de mais do que alimentar um puro protagonismo durante um mês. prova disso foi a cartada final da candidatura de severino que previa um acordo de parceria com a fundação cruyjff, que por si, já tinha escrito nas entrelinhas uma jogada de bastidores que iria delapidar a jóia da coroa do futebol de alvalade que é a formação. se carlos severino tivesse sido eleito do clube, sabendo das relações entre o técnico holandês actual seleccionador da selecção da catalunha e o FC Barcelona, qualquer ignorante com dois palminhos de testa saberia do que se estava ali a alinhavar. como os sportinguistas não tem memória curta, nem é preciso recuar muitos meses no passado para perceber que a direcção de Godinho Lopes cometeu um atentado no passado verão ao deixar sair dois dos mais promissores jogadores da cantera do sporting (os internacionais sub-20 Agostinho Cá e Edgar Ié) para o Barcelona a troco de 2 milhões de euros. com severino e cruyjff metidos ao barulho, quantos mais poderiam sair no futuro para a catalunha caso o candidato tivesse sido eleito.

por falar em vendas, o sporting já confirmou a venda de Ricky Van wolfsinkel aos ingleses do Norwich por 10 milhões de euros. a história dos fundos e das vendas de percentagens dos passes dos jogadores do clube aos fundos fará com que o sporting não receba grande parte da verba. o que eu não consigo perceber é o seguinte aspecto: como é que uma direcção demissionária e consequentemente em mandato de gestão até novas eleições tem o poder de vender um importante activo da SAD a poucos dias das eleições que irão constituir um novo presidente e um novo alinhamento na SAD?

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Beira-Mar 2-2 Nacional da Madeira

Mês e meio depois de ter visto o Beira pela última vez no estádio, voltei ao EMA. Voltei por descargo de consciência. Nos bons e nos maus momentos temos de ser adeptos do nosso clube.

Uma primeira nota para o público. Não sei se foi minha impressão mas teve mais público no estádio que o habitual. Bom sinal para o clube em tempos de crise económica e desportiva. Também não sei se foi impressão mas vi um publico Aveirense mais entusiasta que o habitual. Famílias inteiras a ir à bola, todos de amarelos, todos com cachecóis do clube, alguns deles que sobressaíam claramente o cheiro a mofo e naftalina. De uma vez por todas, a direcção e a SAD (também consigo dizer bem de alguns aspectos trabalhos por esta SAD) estão a conseguir cativar mais gente ao estádio, fruto dos bilhetes a 5 euros para 2 acompanhantes por sócio. Se colocassem o bilhete para não sócio a 5 euros talvez teriam mais 500 ou 1000 pessoas. Disso estou certo.

Se o público afluiu em peso para ver se puxava pelos da casa, mal entrei no estádio tive ali um pique em que me julguei novamente no Mário Duarte. O bairrismo beiramarista, os cânticos da claque, os bruás do público a cada lance na área do nacional e as habituais picardias na linha lateral ao fiscal de linha fizeram-me lembrar outros tempos. Costinha pediu que os adeptos escondessem os cachecóis dos grandes e os aveirenses bem que lhe fizeram a vontade. Penso que só não fica bem ao treinador do Beira-Mar salutar a permanência do clube na liga para que os borlas (é como a malta dos UAN lhes chama) venham apenas visitar o clube quando este joga em casa com o respectivo grande. Penso que é errado proferir tais afirmações quando um dos problemas com que o clube se debate desde 2003 é precisamente a fraca mobilização e a fraca capacidade de realizar novos sócios. Tenho como certo quem é de Aveiro, indiferentemente das preferências por um grande, como eu as tenho, tem que ser em primeiro lugar do grande da cidade: o Sport Clube Beira-Mar. Os primeiros da partida minutos fizeram-me lembrar aquele inferno do Mário Duarte. Fizeram-me lembrar aquele pequeno rectângulo de jogo plantado entre o campus da Universidade de Aveiro, o Bairro Santiago e o Hospital Infante D. Pedro V onde, pequeno, furava os torniquetes só para ver actuar o Dinis. Se bem que ver actuar o Dinis implicava para as equipas adversárias um montão de contusões e pernas partidas. Mas, de facto, eram outros tempos. Ali, no Mário Duarte, respirava-se Beira-Mar da cabeça aos pés. As peixeiras insultavam bem alto os árbitros, os super dragões só se podiam portar bem ou então levavam na fuça e ainda existiam os comandos duros, a antiga claque do Beira-Mar. Eram mesmo duros. Histórias são mais que muitas no meu imaginário infantil. Lembro-me de uma vez estar a ver o Sporting. Não escondo que também sou sportinguista. Lembro-me do Emmanuel Amunike ter feito uma jogada de mestre para golo e de ter ido acirrar os comandos duros. O resultado foi uma calhoada em cheio que deixou o nigeraniano estatelado no chão durante largos minutos. Saudades.

Segunda nota: a arbitragem. Não serve para desculpar a ingenuidade da defesa do beira-mar nos lances dos dois golos do Nacional. Depois de Majid e seus pares terem lançado um comunicado a meio da semana a exigir à liga que a verdade desportiva prevaleça depois do roubo de catedral da última semana em Paços de Ferreira e de no dia seguinte se terem dirigido à Liga para pedir explicações ao seu director-executivo Mário Figueiredo e de terem solicitado uma reunião com o chefe do conselho de arbitragem Vitor Pereira, a própria liga escarrou (desculpem os mais sensíveis) na cabeça da SAD ao nomear para este jogo um árbitro que ascendeu a meio da época à 1ª categoria (Luis Ferreira; era o seu 2º jogo na 1ª categoria) e que ainda por cima era natural de Barcelos. Ou seja, se para mim já me causa confusão, quando está a permanência de um clube em risco, quando esse clube é sistematicamente prejudicado durante toda uma época e quando está o futuro de muitas famílias em jogo como é o caso das famílias dos mais de 100 empregados do Sport Clube Beira-Mar nomear um inexperiente árbitro para um jogo que se pode considerar decisivo para a equipa aveirense, mais me confusão me estranha que depois de uma semana em que os elementos da SAD do Beira-Mar fizeram barulho junto da liga como se lhes exigia (ao contrário dos elementos da direcção do clube que se mantêm calados que nem ratos no fundo dos seus cadeirões na sede social do clube à espera que o clube seja despromovido) a própria liga ainda tenha o descaramento de nomear um árbitro de Barcelos (AF Braga) sabendo que dois dos rivais directos do Beira-Mar na luta pela manutenção são precisamente duas equipas do distrito de Braga: Moreirense e Gil Vicente, a última, a precisamente de Barcelos.

Luis Ferreira acaba por ter o dedo no resultado. Se a expulsão já na 2ª parte do jogador nacional foi justíssima e mais que merecida (Moreno fartou-se de dar pau na primeira parte, não se calava junto do árbitro e no lance em questão fez uma entrada muita feita sobre Serginho) Luis Ferreira e os seus assistentes deixaram passar muitos lances onde havia fora-de-jogo nítido por parte dos jogadores do Nacional, deixaram passar uma obstrução clara à minha frente sobre Camará quando o resultado estava em 1-1 (o fiscal de linha do lado da superior não se sabia posicionar na linha do último defensor, logo via os lances de um ângulo inconclusivo) e o 1º golo do Nacional procede de uma falta clara a meio campo sobre Nildo, que, depois de meter o meio campo do Nacional no pacote com um tremendo slalom é completamente ceifado por um dos laterais do Nacional.

Terceira Nota – O Rendimento dos jogadores do Beira-Mar – Tudo bem feito excepto dois ou três pormenores.

O primeiro, os erros defensivos. Há 1 ano que o Beira-Mar não acaba uma partida sem sofrer golos. É coisa que não consigo perceber, muito menos lances como o 2º golo do Nacional. Com 2 duplas de centrais do melhor que existe na Liga (Jaime, Bura, Tonel, Hugo) todos eles fortes no jogo de cabeça (como é o caso do Bura e do Jaime, os que alinharam na partida de hoje) não faz sentido sofrer golos em lances de bolas paradas como hoje se veio a verificar. Se no primeiro golo do Nacional, existe o tal lance em que o Nildo sofre uma valente sarrafada por parte de um jogador do Nacional à qual Luis Ferreira passou vista grossa, nos dois golos do Nacional existem duas clamorosas falhas de marcação dos centrais.

Segundo, a falta de uma referência de área. Yazalde e Camará tem o mérito de serem jogadores dotados de alguns pormenores técnicos de classe mas são jogadores que não se constituem como referências de área visto que o seu jogo predomina nas linhas. Não são verdadeiros pontas-de-lança. Quanto mais são avançados ao estilo nº9 ou extremos. Recebendo jogo dos laterais ou da malta do meio campo nas alas acabam quase sempre a centrar para a cabeça dos centrais da equipa contrária sem que ninguém do Beira lá esteja para finalizar.

Terceiro, a apatia com que alguns jogadores do Beira-Mar jogam e a apatia do seu treinador. Rui Sampaio é o expoente máximo dessa apatia. Parado, paradinho e sem qualquer criatividade a sair daqueles pés maravilhosos. Desrotinado e a a anos-luz da época da subida de divisão. Os ares de Cagliari fizeram-lhe mal. No banco, Costinha tarda em mexer na equipa. O que por um lado até é compreensível pois as alternativas viáveis no plantel escasseiam. No entanto, com 13 minutos pela frente não soube colocar logo Balboa em campo e Balboa era o único capaz de fazer a diferença naquele banco. Balboa entra aos 88″ quando pouco havia a fazer.

De resto, exibição agradável do Beira-Mar. A começar em Nildo. É o patrão desta equipa em todos os sentidos. Só é pena que não consiga ser um jogador consistente a este nível durante toda época. Nildo manda no jogo aveirense. É uma formiguinha a correr atrás dos adversários no miolo quando a equipa defende. Quando a equipa tem em bola, em conjunto com Serginho (hoje entrou na 2ª parte; tem que ser titular visto que é um jogador que incute maior velocidade e arte ao jogo aveirense) são os únicos que conseguem dar um toque fantasioso ao futebol do Beira-Mar. Grande exibição para o capitão Pedro Moreira. Fez praticamente o flanco todo com a raça que se lhe conhece. Do outro lado, Hélder Lopes também não destoou.

Quarta Nota: os episódios lamentáveis do jogo de Paços de Ferreira. Alguns elementos da claque que foram a Paços de Ferreira descreveram o cenário vergonhoso que a equipa da capital do movel oferece às equipas visitantes. Desde intimidação directa a jogadores, insultos e escarradelas na entrada e saída dos balneários. Um estádio sem segurança para uma equipa que se vale desse facto para obter resultados desportivos. Agora com as novas regras do policiamento em recintos desportivos, em Paços de Ferreira e em outros campos deste país, sem polícia no terreno de jogo, vale tudo.

Quinta Nota: Com a vitória do Moreirense começo a ver as alminhas a rezarem pela intervenção divina do São Gonçalinho. Entre o 12º (Vitória de Setúbal) e o último (Beira-Mar) estão 4 pontos de diferença, sendo que 2 são os pontos que separam o Beira-Mar do Gil Vicente. O calendário do Beira-Mar não se avizinha fácil até ao final da temporada. Olhanense em casa na próxima semana num jogo de mata-mata entre aflitos onde a vitória é fulcral, Vitória de Guimarães fora naquele ambiente difícil com os vimaranenses a lutar pela europa, Gil Vicente em casa noutro jogo de aflitos que o Beira tem obrigatoriamente que vencer, Rio Ave fora com os vilacondenses também a lutar pela europa, Marítimo em casa com os madeirenses a lutar pela europa, Estoril fora com os estorilistas a jogar possivelmente o tudo ou nada pelo último lugar europeu e Sporting em casa na última partida do campeonato com a turma leonina também capaz de ter que vencer em Aveiro para ir à Europa. Ou seja, resumindo e concluíndo com dois jogos contra adversários directos onde os 6 pontos são o objectivo principal e mais 5 jogos para conseguir mais 5 pontos no mínimo visto que os 26 pontos que usualmente garantem matematicamente a manutenção não vão chegar este ano. Contudo, estou confiante que a rapaziada vai dar a volta por cima.

sexta e última nota: é a primeira vez em meses que escrevo um post sem bater no Majid. o seu a seu tempo.

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imbecilidades

1. Vitor Pereira fala que a arbitragem condicionou o resultado que se verificou hoje no La Romareda. Afirma que o árbitro amarelou muito cedo os jogadores do Porto e condicionou Moutinho. Mas “esquece-se” que só em Portugal é que os árbitros deixam abusar da falta sem amarelos até aos 60 minutos, para depois descarregarem todos os que lhe apetecerem nos 30 minutos finais. Queixa-se que o Porto foi “empurrado” nos minutos finais da 1ª parte para que o Málaga fosse para o intervalo em vantagem. E “esquece-se” que poucos minutos antes do golo dos espanhóis, o seu guarda-redes deu um frango monumental numa altura e num contexto em que jamais deveria ter cometido tal falha, perdoada por uma suposta falta que não aconteceu. O Málaga poderia efectivamente ter ído para os balneários com a eliminatória no bolso.

2. Esta equipa do Málaga é estranha e Vitor Pereira esteve a dormir no banco durante os dois jogos. Costumo caracterizar esta equipa do Málaga com a seguinte expressão: 1 razoável guarda-redes (Caballero) 2 jogadores de craveira mundial (Isco e Toulalan) meia dúzia de remendados do futebol mundial que já não tem espaço numa equipa de topo do futebol europeu (Júlio Baptista, Jesus Gámez Martin Demichelis, Diego Lugano, Javier Saviola, Portillo, Roque Santa Cruz) e uns erros de casting pelo meio (Antunes, Eliseu, Onyewu, Sérgio Sanchez, Duda). Quem é que destes todos realmente mexe na bola? Toulalan e Isco. O primeiro é o equilíbrio defensivo da equipa e o primeiro construtor de jogo. No jogo desta noite, Toulalan teve o mérito de colocar o meio-campo do Porto no bolso e para isso não teve de se esforçar muito. Pellegrini sabia perfeitamente que para secar o Porto teria obrigatoriamente de secar o porto forte do Porto que é precisamente a distribuição de Lucho e Moutinho. O segundo não teve espaço no jogo Porto e os resultados disso viram-se a olhos largos com o Málaga completamente escostado às cordas. Na primeira meia-hora de jogo Fernando vigiou Isco e o Málaga pouco se viu em campo. Quando Fernando começou a subir mais no terreno devido ao bloqueio criativo de Moutinho e Lucho, Isco apareceu e resolveu. Pereira não o conseguiu ver e saiu eliminado.

3. Nota negativa para o que se passou de manhã no Hotel em que esteve instalado o FC Porto. Consta-se que os adeptos do Málaga povoaram as imediações do referido hotel e fizeram muito barulho. Obrigaram até a que os jogadores do FCP não tivessem direito ao passeio matinal por razões de segurança. Há 3 anos atrás, o mesmo aconteceu com o Sporting em Madrid aquando da eliminatória dos oitavos-de-final da Liga Europa 2009\2010 contra o Atlético. Rumores afirmam que este incidente ocorreu nas barbas da polícia de Málaga que deixou que o escarcel tivesse montado. Nada de novo nos métodos usados por equipas espanholas nas competições europeias. Urge à UEFA começar a investigar este tipo de fenómenos. Falamos de jogos onde estão envolvidos muitos milhões. Falamos de jogos que podem ditar a sorte de uns e o azar de outros. Falamos de jogos onde o próprio futuro das equipas está a ser jogado. Passa o Málaga e com a passagem aos quartos-de-final poderá efectivamente dar-se ao luxo de reforçar a equipa na próxima época com os encaixes financeiros que irá receber por esta vitória. É eliminado por sua vez o Porto que perante as perdas desta eliminação poderá ter que vender para compensar.

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definitivamente

querem mandar o beira para a 2ª liga. vi o lance do alegado penalti do Paços vezes sem conta e não consigo perceber onde é que é penalti. o que eu vi e vejo é o jogador do Paços a agarrar ostensivamente o Jaime e a deixar-se cair, coisa típica das equipas portugueses quando estão em desvantagem nos últimos minutos. uma arbitragem muito caseira que ajudou o Paços ao longo da partida. vezes e vezes sem contas, os jogadores do Paços usaram de entradas duríssimas, provocações e simulações para desconcentrar os jogadores do beira-mar e assim chegar ao empate. em maior parte delas, o sr. Manuel Oliveira fechou os olhos e deixou passar.

o que me choca é o facto do beira-mar estar a ser roubado jornada após jornada (já na semana passada contra o Benfica foi vítima de roubo de catedral com o penalti que não foi assinalado pelo mão do Luisão) e nenhum elemento da direcção se insurgir publicamente contra esses roubos. estão a mandar-nos directamente para a 2ª liga e os dirigentes do beira-mar estão a agradecer o serviço.

p.s: de Paços de Ferreira, assim como do jogo contra o Benfica da semana passada fica uma imagem mais positiva da equipa. Costinha está de parabéns. é uma equipa com uma mentalidade muito diferente daquela que apresentava Ulisses Morais. mais ofensiva, mais lutador e com maior acerto defensivo. acredito que assim nos iremos manter de divisão. a ver vamos se já na próxima semana conseguimos sair da linha de água com uma vitória no EMA frente ao Nacional.

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mais logo

o beira-mar não tem outra solução que não ganhar pontos ao Benfica. a coisa começa a estar apertada prós lados de Aveiro. com 15 pontos no último lugar, os mesmos do Moreirense (vai ao Marítimo não sendo expectável que saque pontos), a 2 do Olhanense (recebe amanhã o Braga em casa e caso tenha uma atitude semelhante aquela que teve com o Porto no Dragão talvez consiga sacar pontos) 4 do Gil (joga com o Nacional em casa e como tal é favorito à vitória) e a 5 da Académica (vai a Guimarães amanhã) começa a ser urgente modificar a posição classificativa e sair dos lugares incómodos. acima de tudo, o jogo contra o Benfica servirá para testar o actual momento anímico de uma equipa que não vence desde 15 de dezembro de 2012 (vitória em casa contra o Rio Ave por 3-1) e não pontua desde 3 de Fevereiro (empate com o Braga no EMA a 3 bolas). nas últimas 9 jornadas, o Beira somou apenas 5 pontos. pelo meio Ulisses deu lugar a Costinha e o cenário não poderia ser pior. desconfio muito de Costinha e das suas habilidades enquanto treinador.

ando a dizer isto a amigos e a escrever o mesmo no blog: tenho medo que o Beira caia na 2ª divisão. o histórico de Majid Pishyar enquanto proprietário do Admira Wacker e do Servette é o pilar desses medos. entrou de rompante, prometeu mundos e fundos e quando as coisas começaram a correr pró torto do ponto de vista desportivo abandonou o barco e deixou os ditos clubes ao deus-dará. eu e mais uns quantos beiramaristas sérios avisamos os sócios da situação e todos, movidos pela euforia do açucar do iraniano aquando da sua chegada consideraram-nos loucos. foram os sócios do Beira-Mar que permitiram esta situação. se o Admira Wacker é uma equipa de ambições limitadíssimas dentro do panorama do futebol austríaco e o Servette aquando da saída do Iraniano (com um passivo a rondar os 15 milhões de euros) foi amparado por um investidor local e pela câmara de Servette, a situação financeira do Beira-Mar, ao tanto que sei, é diferente das equipas que acima citei. o passivo do clube ronda os 6 milhões de euros, há definitivamente salários em atraso e o Beira-Mar não dispõe de qualquer património próprio. Majid Pishyar detém 85% do capital da SAD aveirense, totalizada no valor de 850 mil euros. qualquer investidor que queira neste momento comprar a parte detida pelo iraniano, para tornar o clube sustentável terá que desenbolsar um valor perto dos 10 milhões de euros: 850 mil euros para comprar os 85% da SAD, 3\4 milhões para sanear passivo urgente, 3\4 milhões para poder investir num plantel que permita ao clube a almejada sustentabilidade. não existe a meu ver, ninguém na região capaz de aplicar tal soma no Beira-Mar nem tão pouco mais ou menos. e o busílis da questão reside nesse ponto: se o clube histórico de uma região cair na 2ª liga, com as debilidades financeiras que apresenta, com a diminuição de receitas entre as ligas na ordem dos 80%, com as dificuldades que o clube apresenta em mobilizar pessoas para o estádio, temo o pior e pior cenário será algo parecido com o que aconteceu com a União de Leiria mas para pior. temo que o Beira-Mar entre em insolvência e ao contrário do clube Leiriense não consiga sequer posicionar-se na 2ª divisão B. temo portanto que caia aos distritais e isso será uma vergonha.

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clássico (IV)

na primeira parte o Porto dominou, o Jackson mandou umas balaustradas de pé esquerdo (mérito dos centrais do Sporting em nunca terem deixado que o colombiano usasse do pé direito para rematar à baliza), o Patrício chegou para as encomendas (ainda há dúvidas que estamos perante o melhor guarda-redes do mundo da actualidade?) e meio campo do Sporting teve uma exibição exemplar. Fito e Dier deram conta do recado perante boas exibições do trio do miolo do Porto, principalmente de Lucho que apareceu variadíssimas vezes solto a distribuir jogo como ninguém. Dier é um caso raro de um grande jogador. a defesa direito, a defesa esquerdo, a central, a trinco, a centrocampista, este internacional jovem pela Inglaterra é um tractor, tem uma técnica apuradíssima e um sentido táctico de craque. não tenho dúvidas em afirmar que um dia chegará a jogar pela Old Albion. e acreditem que para Dier já é bastante difícil chegar às selecções jovens inglesas, sabendo de antemão que compete num campeonato de segundo plano europeu e ainda para mais numa equipa cheia de problemas. O jovem não só serviu de tampão à construção de jogo do meio campo do Porto como ainda foi visto a isolar Ricky na cara de Helton por duas vezes. Já Fito Rinaudo é um senhor. É um todo terreno e joga de forma inteligentíssima. Labyad e Capel irrequietos. foi vê-los várias vezes a fazer arrancadas monumentais pelos flancos sem medo dos excelentes laterais do porto. Capel foi indiscutivelmente o jogador que mais faltas sofreu durante a partida. na 2ª parte, penso que o Sporting poderia ter ganho a partida. não foi só aquele lance do Ricky a terminar a primeira parte. no segundo tempo, o contra-golpe do sporting foi violentíssimo e pôs em sentido a defesa do Porto e a lamentar existe novamente aquele lance do Ricky contra Helton onde o Holandês poderia ter feito melhor. Jesualdo ganhou a aposta feita nas substituições: Bruma entrou agitado e pecou apenas pelo facto de querer fintar tudo e todos. Esperem que Bruma vá à selecção ainda este ano. Rojo foi expulso. Penso que a expulsão foi injustíssima. A falta é de Fito e na repetição vê-se que o internacional argentino não acerta em Jackson mas sim no seu compatriota. a arbitragem de Paulo Baptista foi negativa. o arbitro vindo de Portalegre não conseguiu controlar o jogo. na primeira parte deixou jogar duro e o jogo teve momentos em que os ânimos estavam exaltados. na segunda parte, como não disciplinou na primeira, começou a dar amarelos a torto e a direito e na expulsão de Rojo cometeu um enorme erro de análise. no final, conseguiu expulsar os dois treinadores do sporting. A expulsão de Rojo trouxe a surpresa da noite. Atud Fabrice Fokobo, defesa-central\trinco internacional sub-20 pelos Camarões, júnior, contratado em 2011\2012, a uma equipa camaronesa praticamente desconhecida (NQSA; se bem que essa equipa camaronesa em 2010\2011 já tinha emprestado o jogador ao Panathinaikos da Grécia) entrou pela primeira vez pela equipa principal do Sporting e foi decisivo por duas vezes com dois grandes cortes, tendo negado um golo certo a Jackson Martinez num deles.

a entrada de Fokobo confirmou uma coisa que estou a gostar de ver no Sporting. a aposta nos meninos está a dar frutos. poderemos não conseguir as competições europeias esta época mas estou certo que com a quantidade de miúdos talentosos que temos no nosso viveiro, dentro de 2 anos, com uma organização directiva decente, poderemos ter massa para podermos ombrear com Porto e Benfica novamente. na minha humilde análise, há muitos muitos anos que a cantera do sporting não tinha gente tão talentosa: Rui Patrício, Rafael Veloso, Tiago Ilori, Cedric, Dier, Fokobo, Nuno Reis, André Martins, Chaby, João Mário, Zezinho, Ricardo Esgaio, Bruma, Gael Etock, Betinho, Carlos Mané, Edilino Ié, Farley Rosa, Dani Podence, Christian Ponde, Braima Candé, Iuri Medeiros, juntando a Carrillo, Labyad, Viola (penso que voltará melhor da Argentina) são efectivamente miúdos com um talento enorme, com muita fantasia nos pés e prometem um futuro muito risonho.

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clássico (II)

claro que o Izmailov não estava lesionado. claro que o Izmailov tem muito que revelar. claro que o Izmailov fez o mesmo truque do Moutinho aquando da transferência deste para o Porto. claro que estava tudo previsto: o Porto queria o jogador e através do seu empresário deu instruções para que o jogador criasse um clima de mal estar tal que o Sporting não tivesse outra solução senão vender o jogador. claro que os dirigentes do Porto sabiam perfeitamente que criando um clima de instabilidade no balneário do Sporting através do Izmailov, facilmente iam buscar o jogador a troco de feijões. claro que os dirigentes do Porto sabiam que os dirigentes do sporting iriam libertar o Izmailov a troco de feijões visto que era um problema grave dentro do balneário, não jogava e tinha um salário demasiado alto para as possibilidades actuais do clube. bem disse um tal de Vercauteren que não podia convocar um jogador que não via, que não aparecia nos treinos. O Izmailov já nem punha os pés na sua entidade patronal. O Izmailov estava a fazer de tudo para ser vendido para o Porto. E assim foi. Mais uma vez, os dirigentes do Sporting, os bananas do costume, deixaram-se trapacear pelas armadilhas vindas do clube do norte.

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clássico (I)

O Jesualdo Ferreira é pago (e bem pago diga-se desde já) para treinar uma equipa e com ela alcançar vitórias ou para responder a candidatos de índole duvidosa à presidência do Sporting?

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quando…

um Sul-Coreano que há 5 anos atrás não tinha lugar no Vitória de Setúbal chamado Kim Byung Suk parece uma mota no ataque do Marítimo e faz o que quer da defesa do sporting, está tudo dito em relação ao futuro deste clube: vamos para a 2ª divisão que vamos muito bem!

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Sporting III – continua a saga

e continua. pareceres e contra-pareceres. Bem dizias Borba, vão ser 9 dias de animação contínua e gratuita. 

depois dizem que não há dinheiro para reforços: gastam-no todo em pareceres.

“3ª No âmbito do Clube, dominam os valores de personalidade ligados ao respeito pela honra e dignidade de todos e de cada um, reforçados pela ética desportiva: há que vigiar a semântica, prevenindo desconsiderações.” – é disso que tem medo?

“3. O Sporting Clube de Portugal (doravante, abreviadamente denominado “SCP” ou “Clube”) – já agora clubinho, sportingzinho…

Esta parte do 2º parecer é no mínimo excitante:

” Numa leitura apressada, pareceria, portanto, que a revogação do mandato dos membros dos órgãos do SCP poderia ocorrer, por um lado, nos termos da lei, ou seja, ad nutum e a todo o tempo, e, por outro lado, nas demais situações e condições contempladas nos números seguintes do art. 39.º.
Não pode, evidentemente, aceitar-se uma tal interpretação. É que, se assim fosse, deixaria de fazer sentido a disposição especial do n.º 2 do art. 39.º, já que, quem pode o mais, pode, necessariamente, o menos. Quer dizer: se os sócios do SCP pudessem revogar livremente, sem invocação de qualquer causa justificativa e a todo o tempo, o mandato dos titulares dos órgãos sociais do Clube, a regra do cit. n.º 2 não teria sentido útil, pois nada acrescentaria àquela faculdade geral.

Acresce ao exposto que, mesmo numa interpretação estritamente apegada à letra das estipulações estatutárias em causa, afigura-se inequívoco que a regra do n.º 2 aparece formulada como sendo especial relativamente à do n.º 1, de modo que a destituição dos membros dos órgãos nela referidos só poderá ocorrer mediante invocação e constatação de justa causa. O que bem se compreende, dado que, a ser de outro modo, se atribuiria a um pequeno número de sócios e/ou votos, tomando por referência o total de votos do colégio eleitoral do Clube, a faculdade de a todo o momento e sem cuidar de causa justificativa colocar em causa a deliberação adoptada em Assembleia Geral Eleitoral, tipicamente circunstanciada, participada e informada.”

Um pequeno número de sócios, tomando por referência o total de votos do colégio eleitoral do Clube não pode (sem causa justificativa) destiuir os membros dos órgãos sociais do clube. Mas no entanto, a “democracia do Sporting” permite que um pequeno número de sócios, pela razão de terem direito a votos qualitativos máximos por razão de antiguidade de associado, podem efectivamente eleger direcções em minoria em relação ao número de votantes da lista contrária! Dá que pensar este modelo de democracia...

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Hoje na Marca

hurtado

O jogador do Paços de Ferreira Hurtado dá uma entrevista ao Jornal A Marca, com vídeo da entrevista gravado na Mata Real, onde aborda a selecção peruana e o clube da capital do móvel! Claro indicador do peso considerável que o futebol português já mexe nos principais media de outros países.

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“Era um desejo de há alguns anos”

Liedson

Lied(Son) of a bitch.

És portanto uma fraude. Aquele teu discurso aos adeptos do Sporting (milhares choravam enquanto falavas) que fizeste na noite da tua partida é falso. Não passas de mais um mercenário da bola. Para mim, eras um símbolo da história do Sporting. Deixaste de o ser. Não pelo facto de te transferires para o Porto, porque acho legítimo que continues a ganhar o teu dinheiro sendo no Porto, no Benfica, no Flamengo ou na China. Perdeste todo o meu apreço nessa singular frase. Se era um desejo de alguns anos, era sinal de que quando jogavas no Sporting, já desejavas transferir-te para o Porto. Ou seja, mesmo quando jogavas no Sporting, não eras totalmente fiel ao clube que te pagava o ordenado. Ambicionavas mais.

Ao Izmailov, pelas circunstâncias que rodearam a sua passagem pelo Sporting e pela maneira como foi maltratado por alguns dirigentes do Sporting, desejei boa sorte. A ti, Liedson, espero que sejas infeliz no Porto. Espero que não jogues ponta e que não marques um único golo. Não te esqueças de uma coisa: quando vieres a Alvalade serás devidamente vaiado com justa razão por aqueles que já depositaram toda a sua fé em ti.

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

mais

Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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zeus que eu já não aguento

primeiro a escolha do Vercauteren, um gajo que ninguém sabe quem é, como joga, e até, pelo que se pode ver o que ainda não ganhou.

segundo, as afirmações do Godinho. aqui e aqui.

dois ponto um: Mas afinal o que é que é o ADN do Sporting? Ser um clube cheio de dívidas, com uma boa formação, que não ganha títulos durante décadas seguidas e ainda por cima joga um mau futebol, recheado de jogadores e treinadores que são autênticos erros de casting? Ser um clube dominado por um certo estrato social da cidade de Lisboa que impede quem quer bem ao clube de o dirigir? Ser um clube que forma bem e vende barato e que por vezes também alimenta os rivais com jogadores da sua formação? Ser um clube sem qualquer tipo de ambição? Ser um clube com uma organização interna tosca recheada de conflitos e conflitinhos?

se é um treinador para nos empolgar durante 5 joguitos e ir embora no início da próxima época, mais valia lá ter ficado o Sá Pinto.

dois ponto dois: defender a formação? se querem defender a formação, simples é para o clube viver só dos jogadores que forma. até é melhor. dos actuais 40 milhões de orçamento para lutar pelo 6º lugar, reduzia-se a 5 milhões. se a estratégia do clube passa por isto (lutar com o Nacional e com o Guimarães por um lugar na europa) mais vale deixar de se contratar internacionais de índole duvidosa e jogar com os miúdos que crescem na academia. se calhar, motivados pela vontade de vingar no mundo do futebol, seriam melhores que esses Bouhlarouzes, Rojos, Elias Pranics e jeffrens dessas vidas que vem para aqui completamente relaxados ganhar fortunas e no campo não vingam por aquilo que recebem.

terceiro, eu já não aguento mais.

escrevia aqui há uns dias atrás que já via o sporting a custo, motivado por uma fé inabalável. hoje só vi metade do jogo, sem atenção nenhuma. prefiro boas conversas a ver o sporting neste momento. já chegou a este ponto, o ponto do desinteresse. melhora claramente os meus níveis de saúde.

quarto, eu vejo cenários.

já previa a eliminação na Taça. disse logo ao Borba por sms “quinta vai a Liga Europa”. dito e feito. ainda não estamos fora é certo. mas reduzimo-nos à escala de um videoton e de um genk, equipas que nem sequer chegam aos calcanhares do Rio Ave.

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agora sim, pode-se afirmar

que o Sporting está ferido de morte. Duque e Freitas abandonam o barco. Ainda não existe um treinador e possívelmente não existirá. Não demora também a demissão de Godinho Lopes. A equipa está uma lástima. É normal que os jogadores não consigam atingir um rendimento aceitável com tamanha instabilidade. As dívidas são mais que muitas, as incertezas também. Qualquer profissional do mundo do futebol, por mais rendimentos que tenha, começa a tremer quando vê o turbilhão a aniquilar um clube e quando começa a pensar se foi a melhor escolha que fez para a sua carreira entrar para um clube que está a ir ao fundo. E toda a gente, repito, toda a gente continua a falar. A falar sobre aquilo que não deve e a não falar sobre os assuntos em que se deve ter uma palavra a dizer. Dura. Desde o presidente até ao roupeiro. Respeito. O roupeiro do Sporting (Paulinho) é porventura a pessoa mais digna daquele clube. O resto é uma cambada de incompetentes que anda desde há muito a promover esta tragédia. Sinceramente, como Sportinguista, começo a não ter paciência para a imbecilidade em que se tornou o clube. Já vejo o Sporting a custo. Vejo porque é uma fé inabalável e não concebo a minha vida sem essa grande instituição. Mas, pela primeira vez vejo que isto tudo vai acabar mal. E doi-me.

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