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futeboladas

O Real Madrid apura-se à rasca mas apura-se…

Várias notas de uma partida que fui vendo aos pedaços enquanto via em simultâneo o PSG – FC Porto:

1. Modric está a pegar de estaca no miolo do Real Madrid. Se Pirlo é para mim o melhor, se Iniesta é o 2º melhor, Modric completa o pódio. É uma delícia vê-lo girar e ziguezaguear neste meio campo do Real Madrid com aquele futebol açucarado de passe simples, passe a rasgar e criatividade que todos conheciamos de White Hart Lane. A assistência para o 2º golo é perfeita.

2. O regresso de Kaka. Mourinho conta com ele a partir de agora. O Brasileiro respondeu com uma exibição como há muito não se via. Por momentos pensei estar a ver o Kaka de 2007.

3. O Ajax. Pouco maduros mas dá para perceber que tem ali outra geração e tanto. Eriksson é o líder da banda. Centrocampista moderno, arejado e com uma visão de jogo acima do normal. Pela lógica do clube, não ficará por muito tempo na Amsterdam Arena. Outros me sobressaem à vista neste plantel do Ajax: Daley Blind, Boerigter, Sana… a ver vamos se o Ajax consegue finalmente consolidar um lugar europeu coadunante com a sua história.

4. A saída maluca de Casillas. As saídas nunca foram o seu forte. Mas merece perdão, sempre. Por cada golo mal-batido, Casillas faz 15 defesas impossíveis. É para mim, indiscutivelmente, o melhor que vi defender em toda a minha vida.

A feijões é certo, mas, Málaga e Anderlecht proporcionaram um grande espectáculo no fecho desta fase de grupos.

Duda marcou 2 golos e a Liga dos Campeões para o Málaga toma contornos muito peculiares para os jogadores lusos visto que aos 2 desta noite do internacional português juntam-se os 4 marcados por outro internacional luso: Eliseu.

O internacional sérvio Milan Jovanovic faz o golo da noite. Depois de uma experiência falhada no Liverpool, este jogador que se deu a conhecer por via do rival Standard de Liège é o autêntico patrão desta equipa de Bruxelas.

O internacional Camarones Carlos Kameni fez, pelo que vi nos highlights da partida, uma exibição muito solida contra o Anderlecht e evitou por várias vezes a vitória dos Belgas.

O azar de Helton ensombra uma exibição pouco conseguida do Porto no Parque dos Principes.

A defesa do Porto permitiu ao longo do jogo muitas brechas ao poderoso ataque do PSG. Pelas alas, essencialmente, Lavezzi, Menez e Ibra fizeram o que quiseram dos laterais do Porto. No entanto há que reconhecer a bela partida que fez Nicolas Otamendi perante o monstro que é Zlatan Ibrahimovic.

Ao contrário do que já me disseram hoje, o meio-campo do Porto esteve muito bem. Moutinho e Lucho anularam por completo a influência de Chantome na distribuição de jogo do PSG e isso notou-se a partir do momento em que o PSG praticamente só conseguiu desiquilibrar a partir de rápidos contra-ataques, onde lá está, os 3 da frente são fortíssimos (principalmente Menez e Lavezzi por serem jogadores muito rápidos e de drible fácil). O outro médio-centro dos parisienses (Matuidi) foi insuficiente para travar João Moutinho. O internacional francês correu muito mas nem sempre bem. Isso só prova a eficiência que o médio do Porto tem no jogo da sua equipa. Na frente, James fez o que pode, Varela esteve desinspirado e Jackson continuou a mostrar muito da sua raça e da sua qualidade.

Apesar do Porto ter perdido aqui um encaixe financeiro na ordem do milhão de euros, a passagem no 2º lugar trará um adversário mais acessível no sorteio dos oitavos-de-final. Valeram as excelentes exibições em 3 jogos deste grupo: PSG em casa e os dois jogos contra o Dinamo de Kiev.

Quanto ao PSG, ainda não vi grande coisa que me deslumbre. É uma equipa com muitas individualidades, é. Mas Ancelotti ainda não conseguiu construir um colectivo coeso e sinceramente não gosto da filosofia de jogo desta equipa por pecar excessivamente por um jogo típico de futebol italiano: ferrolho e contra-ataque. As individualidades da equipa praticamente que tentam remar cada um por si. O que de facto ofusca a presença, por exemplo, de um senhor no meio-campo chamado Javier Pastore. Para se tornar uma equipa mais consistente, o PSG também deveria ter um bom médio box-to-box que transporte bola. Chantome é bom jogador mas está muito aquém do potencial dos colegas da frente.

O golo do Julien Schieber (contratado ao Estugarda no Verão) coroa um jogo em que o Borussia de Dortmund aplicou um autêntico rolo compressor no Manchester City. Pela 2ª época consecutiva, os Citizens não transformam em resultados o potencial que tem. De Parabens está Jurgen Kloop. No sábado teve uma partida decisiva para a equipa a contar para a Bundesliga onde conseguiu remediar (dada a diferença pontual entre Bayern de Munique e Dortrmund na tabela classificativa) um mal menor para a equipa Vestfaliana ao conseguir um empate na Allianz-Arena, para, hoje, conseguir eliminar os campeões ingleses que terão que se contentar novamente com uma ída à fase final da Liga Europa.

Não tinha dúvidas que depois da desastrosa participação do Borussia na edição do ano passado da Champions (saiu vergado na fase de grupos com duas goleadas frente ao Marselha, que depois eliminaria o Inter com um golo de Brandão no último minuto da 2ª mão em Giuseppe Meazza) esta equipa iria dar cartas na edição deste ano, fruto de uma maior evolução da equipa e do próprio talento (muito rica em talentos) que neste momento tem. Saiu Kagawa para o United é certo, mas, a entrada de Réus (um desiquilibrador nato) e a evolução da dupla Perisic\Gundogan, rapidamente compensaram a saída do internacional Japonês para Old-Trafford.

Não tivessem os campeões russos desperdiçado tantas oportunidades de golo no jogo da 5ª jornada contra o Málaga (acabou empatado 2-2) e hoje, com esta vitória em Milão, estariam apurados para os oitavos. Allegri continua em maus lençois. Apesar do apuramento (aos tropeções, diga-se) este Milan necessita de uma reforma urgente caso queira manter-se competitivo (na Série A está a ser um autêntico desastre; salva-se apenas a vitória no clássico contra a Juventus) e Galiani já deu a entender que a reforma não passa por Allegri. Guardiola já piscou o olho ao Milan. No entanto, Allegri está a ser vítima de um embuste directivo pois está a treinar uma equipa muito jovem, muitos furos abaixo dos planteis do Milan nas últimas 5 épocas e com hora de saída previamente combinada.

O Zenit sai pela porta pequena da competição para a Liga Europa, mas, torna-se para já, para mim, o contender nº1 à vitória dessa competição. No entanto esta eliminação mostra que Spalletti terá que trabalhar mais a equipa. Para o ano acredito que o Zenit aparecerá com uma força incrível na champions caso consiga vencer ou classificar-se pelo campeonato russo.

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Que gozo!

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clássicos

A propósito de uma portentosa exibição no Dell´Alpi em Turim que redundaria em eliminação para a Inglaterra no campeonato do mundo de 1990 frente à Alemanha, a velha glória do Tottenham Gary Lineker diria uma frase que ficaria gravada na história: “o futebol é 11 contra 11 mas no fim ganha sempre a Alemanha”.

Nos últimos 3 anos, essa frase poderia ser transportada com uma certeira analogia para os duelos decisivos entre Porto e Benfica. São 11 contra 11 mas o Porto leva sempre a melhor.

No entanto, preciso de recordar 2 acontecimentos bem recentes:

O 1º em Guimarães há duas semanas atrás quando Jorge Jesus, na altura saído de uma derrota frente ao Vitória local, quando interrogado pelo jornalista no flash-interview acerca da pressão que o Benfica poderia vir a ter com os 2 pontos de vantagem sobre o Porto, afirmou que não compreendia a pergunta e que a pressão ainda estava virada para o seu rival. Mal sabia JJ do que o esperava na semana passada contra a Académica em Coimbra e do desfecho (trágico) do jogo de hoje.

O 2º é este:

Este Zé Manel Nabo deve estar, como se diz na gíria, com o melão a arder…

Isto porque mal sabia da figura triste que estava a fazer ao gravar este spot. Todavia, tenho em conta que liderança com meia dúzia de pontos no fim da primeira volta já serve para os adeptos do folclore lusitano fazerem a festa e atirarem os foguetes. Não quero no entanto fazer de advogado do diabo…

O tal adversário em falência táctica está a meia dúzia de jornadas de ser campeão nacional e ainda pode roubar o título que pertence por decreto-lei ao Benfica, ou seja, a Taça da Cerveja.

O adversário em falência técnica, embora distante, ainda tem uma brecha para poder ultrapassar o Benfica na classificação, está a poucos dias de um embate excitante com o primeiro da Premier para a Liga Europa e de mal o menos ainda se arrisca (a jogar mal) a fazer a festa no Jamor!

Vamos a factos:

Com ou sem rega no relvado, com luzes apagadas ou contas da EDP por pagar, este balázio de Hulk coroa um jogo de classe mundial e deixa mal na fotografia Emerson. Arrisco-me a dizer que Emerson é aquele jogador que não entra sequer na fotografia do jogo visto que foi “comido de cebolada” pelo seu compatriota.

Jogo de classe mundial.

Ao contrário do que tinha feito em Alvalade em Janeiro, o Porto entrou na Luz ferido na asa. Entrou a atacar (ao contrário de Alvalade onde preferiu jogar um pouco na retranca e apostar no contra-golpe) e entrou a vencer. Perante esta atitude, foi nítida a desconcentração inicial do Benfica nas marcações e no ataque era Aimar quem tentava puxar a carroça… mas sem grande jeito.

Depois do golo do empate por parte de Óscar Cardozo, um golo merecido para o equilíbrio que o Benfica estava a executar na partida. O 2º golo viria a completar o auge da exibição Benfiquista na partida. No entanto, aquele par de contra-ataques perigosos que o Benfica teve na 2ª parte (onde a meu ver não existe qualquer falta nas duas situações) poderia ter sido o fim da linha para o Porto. Já diz o ditado que “quem não marca, sofre”  – e o Benfica acabou por sofrer com aquela deliciosa tabelinha entre James Rodriguez e Fernando. Pode-se por em causa o facto de Witsel estar caído aquando do contra-golpe do Porto? Sim. De quem é a culpa? Segundo as leis da FIFA tem que ser o árbitro a parar a partida. No entanto é nítido que Witsel chega claramente atrasado ao passe e tenta cavar uma falta a Maicon à entrada da área, na mesma linha de uma falta que foi assinalada na primeira parte a Rolando, onde Witsel, adiantando em demasia a bola, limitou-se a provocar o contacto.

Está claro que a partir daí, o Porto agigantou-se, sabendo que poderia sacar na Luz mais do que um empate. Não consigo perceber se Emerson é bem ou mal expulso. É certo que toca em Hulk mas também é certo que Hulk aproveita-se claramente do facto do seu compatriota Emerson já ter um amarelo na partida.

Depois veio o 3-2. E quem diria que o herói desta vez seria Maicon! Sinceramente existem duas irregularidades na jogada:

1ª Maicon e outro jogador do Porto, no momento do passe, estão claramente em fora-de-jogo.

2ª O outro jogador do Porto que se faz ao lance entala Artur na sua pequena área, logo, penso que o árbitro deveria ter assinalado falta sobre o guarda-redes do Benfica. É um lance que me faz lembrar o lance de Luisão contra Ricardo no Estádio da Luz em 2005 que ditou praticamente o título desse ano para o Benfica. No entanto, na altura, alguns amigos benfiquistas disseram-me que o lance era limpo… o futebol é mesmo assim: mesmo quando não esperamos, a história repete-se mas contra a nossa equipa.

No entanto, urge-me para finalizar fazer mais algumas menções, reparos, elogios e críticas:

1º – Muitos portistas criticam Vitor Pereira, muitos benfiquistas andaram semanas a ironizar Vitor Pereira. No entanto aqui se vê a organização do porto. Com ou sem o dedo do treinador, mesmo a 5 pontos os Portistas nunca baixaram os braços em relação ao objectivo do título e vieram à Luz jogar para ganhar contra um Benfica que está claramente em perda: tanto ao nível de caudal de jogo como ao nível físico e psicológico.

2ª – Helton. Teve uma exibição muito segura. Não teve culpa nos golos e sempre que chamado esteve ao seu melhor nível. O exemplo disso foi o último livre dos encarnados na partida.

3ª James Rodriguez e Hulk: Em forma, são dois diabretes nas alas do Porto. Dois golões que coroaram duas grandes exibições.

4ª – Witsel – O Belga fez um excelente jogo. Anulou a influência de Moutinho nos dragões e sempre que pode saiu com a equipa no contra-golpe. No entanto, o Belga peca pela palhaçada que fez em dois lances onde poderia ter feito bastante melhor. Optou por atirar-se ao chão.

5ª – Jorge Jesus – O peixe morre pela boca. Há 3 semanas disparava balas contra toda a gente. Hoje saiu triste do seu próprio Inferno. Lançar Nelson Oliveira nas horas em que lançou revela pouquíssima ambição até quando a equipa alinhava num certeiro contra-golpe a meio da 2ª parte. Atacar o rival como meio de defesa nunca é a melhor opção. Arrisca-se a não vencer nada esta época. O futebol português fica mesmo uma treta, mas com gentalha como Jorge Jesus.

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Breves comentários aos 4 jogos da Liga dos Campeões e ao jogo do Porto em Manchester.

Começando pela Champions:

Mourinho e os seus pupilos saíram do terrível Luzhniki com um saboroso empate, que apesar de tudo poderia ter dado algo mais.

O empate a 1 bola não deixa de ser um bom resultado para o Real. Metade da tarefa cumprida, num campo sempre difícil contra uma equipa bastante fresca nas pernas dada a interrupção de 2 meses das competições russas.

Domínio claro do Real durante toda a partida perante um CSKA apostado em defender o máximo possível e sair no contra-golpe sempre que possível. Um ronaldo endiabrado que marcou de forma sublime numa jogada onde se podem apontar duas infantilidades da defesa russa. Na 2ª parte, tanto Ronaldo como Callejón poderiam ter selado o fim da eliminatória. Quis o destino que os Russos, na última jornada do encontro, subissem à àrea madridista para fazer estragos com o Sueco Wernebloom em destaque. Muitas culpas para a defesa madridista que não conseguiu aliviar a bola.

Do San Paolo, 3-1 para a equipa da casa numa autêntica lição de catennacio e contra-golpe a um indefeso Chelsea que deixa AVB cada vez mais fragilizado no seu comando técnico.

Walter Mazzarri como se impunha voltou a apostar no clássico 3x5x2, fazendo cortar as linhas de passe do meio-campo dos londrinos e apostando em rápidas situações de contra-golpe onde Christian Maggio à direita e Zuñiga à esquerda foram peças chave. Hamsik, Lavezzi e Edinson Cavani deram água pela barba à defesa londrina e Paolo Cannavaro mostrou uma exibição muito solida, colocando Drogba como um mero espectador no jogo. O central (irmão de Fabio Cannavaro) apenas errou no primeiro golo dos italianos.

Juan Mata ainda pôs os londrinos em vantagem mas rapidamente o Napoli haveria de tomar conta das operações de jogo. O 2º golo, por intermédio de Cavani é claramente duvidoso mas não consegui perceber se o internacional uruguaio marcou com o braço ou com o peito.

Na 2ª parte, o Chelsea foi mais acutilante perante um Napoli que decidiu defender a sua vantagem. Numa jogada de contra-golpe, o Napoli haveria de colocar o resultado final em 3-1.

Com 2 golos de desvantagem, o Chelsea não está irremediavelmente fora da Champions, mas, a tarefa não será propriamente fácil. Conhecendo este Napoli (em clara ascensão de forma), Mazzarri deverá querer ir a Londres defender a sua vantagem e voltar a apostar no contra-golpe para surpreender os londrinos.

Na ronda de quarta-feira, duas surpresas:

No Saint Jakob´s Park de Basileia, uma grande jogada de Cabral deu ao jovem Valentin Stocker a oportunidade de colocar o Basileia em vantagem na 1ª mão da eliminatória contra o Bayern.

Mais uma vez, esta jovem equipa Suiça demonstrou o seu enorme potencial na europa.

1-0 é uma magra vantagem para enfrentar o jogo do Allianze-Arena. Serão os jovens suiços capazes de segurar o golo de Basileia em Munique?

No jogo (chato, diga-se) do Velodrome em Marselha (do qual não disponho de imagens para já), o Marselha bateu o Inter por 1-0 com um golo de André Ayew. O Inter esteve mais forte durante os 90 minutos e criou mais oportunidades de golo. Forlán teve um bom duelo com o guardião Steve Mandanda. O guardião francês levou a melhor por duas vezes.

O Marselha cumpriu a sua tarefa em casa. Mas a eliminatória vai viva para Giuseppe Meazza.

Liga Europa:

Noite chuvosa e triste (para o futebol português) em Manchester.

Uma pergunta assola a Europa do futebol: haverá alguma equipa capaz de travar este Manchester City na Liga Europa?
Uma outra pergunta que me assola pessoalmente: Será o Sporting (caso passe amanhã) capaz de sair do City of Manchester com menos de meia dúzia dentro da baliza?

A seu tempo penso que teremos respostas para estas perguntas.

4-0. O resultado que previa para esta partida em algumas conversas que fui mantendo com amigos durante a semana. Um Manchester City a jogar à italiana e a mostrar requintes de malvadez perante um desinpirado Porto que voltou a arriscar jogar sem um ponta-de-lança fixo.
Qualquer ímpeto inicial que o Porto tivesse para oferecer foi logo aniquilado por uma infantilidade da sua defesa. Noite para esquecer para os comandados de Vitor Pereira. Alvaro Pereira não apareceu na partida, muito por culpa do facto de ter um James Rodriguez à sua frente que pouco ou nada tocou na bola. Maicon foi pouco lesto a defender e no ataque apenas se mostrou num centro interessante para o golo bem anulado a James Rodriguez. Rolando foi expulso no 2º golo dos Citizens por motivos que me espantam. Otamendi esteve desconcentrado e acabou por levar uma botifada em cheio na cara de um colega de equipa, neste caso, do temível Maicon.

Hulk esteve ausente em toda a eliminatória. Valeu Moutinho, um pouco sugado pela esfera de influência de Yayá Toure no meio campo dos homens de Manchester. Yaya é aquele jogador que tanto aparece a limpar a sua zona, como de repente, marca os tempos de transição entre a defesa e o ataque ou aparece na área a tentar finalizar jogadas.
Silva é o ratinho obreiro que qualquer treinador quer ter na sua equipa. Fura defesas inteiras com a bola e sente-se confortável quando na área vê gabaritos de finalização como Aguero, Dzeko ou Mario Balottelli.

Este City é uma equipa chata. Tanto tem de colectivo como de forças individuais. Desiquilibradores não faltam. É uma equipa que sabe medir os tempos de jogo, e sabe quando imprimir velocidade para suplantar as defesas adversárias ou diminuir a velocidade de jogo para adormecer o mesmo.

Eliminatória justíssima.

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Começando pela Liga dos Campeões e pelos dois jogos de quarta-feira:

O Benfica foi à Rússia com a espinhosa missão de se bater contra o “fresco” Zenit de Luciano Spalletti.

Jorge Jesus sabia perfeitamente das dificuldades que iria encontrar na Rússia: a juntar à frescura física dos jogadores do Zenit, motivada por 2 meses de interregno, condições climatéricas muito pouco agradáveis, um estádio cheio de adeptos russos a puxar pela sua equipa e um estado de terreno completamente lastimável que faz repensar quanto à postura da UEFA na autorização de jogos de altíssima importância neste tipo de palcos.

Do Zenit as expectativas vinham de encontro a uma equipa que defende e ataca em bloco, um pouco à imagem do estilo de jogo desde sempre promovido por Spalletti, capaz de fechar cerebralmente na defesa e tornar-se impermeável perante perigos como Gaitán e Aimar. Na batalha russa, os jogadores do Benfica honraram o símbolo e até poderiam ter desencantado mais que o 2-3, que, apesar de ser uma derrota não deixa de ser um resultado óptimo para o jogo de lisboa daqui a 2 semanas.

Houve espaço e tempo para tudo: para bons golos, para golos esquisitos (o de Cardoso e o 3º do Zenit) e para um amarelo inconcebível para Aimar que com este amarelo ficará impossibilitado de dar o seu contributo na 2ª mão, pesar para Jorge Jesus que contaria com o 10 para abrir a defesa russa no Estádio da Luz.

Na 2ª mão, prevejo um Zenit a jogar em Lisboa na mesma tarimba do jogo que estes russos foram fazer ao Dragão na fase-de-grupos: a defender muito e bem, a cortar os espaços aos criativos do Benfica, a pedir o envio de bolas aéreas para a sua área onde os seus centrais (Hubocan; Bruno Alves; Lombaerts) são mestres e dão conta do serviço e a sair rapidamente em contra-golpe, onde aliás o Zenit tem dois excelentes motores: Semak e Lazovic.

Aimar não irá jogar e o seu lugar será ocupado por Witsel (se Jesus quiser avançar o belga para fazer de falso Aimar, ou seja, medir os tempos de jogo do ataque do benfica) ou por Gaitán, caso Jesus pretenda que o ala opte por utilizar a sua rápida incursão nas defesas adversárias com a sua velocidade e rasgo de 1 para 1.

Para finalizar, creio que o Benfica irá conseguir na 2ª mão um resultado que lhe permita seguir em frente na prova.

No outro jogo da noite, Wenger deverá ter saído de San Siro com a clara ideia de que “a vida no futebol é mesmo assim”.

Não foi propriamente um bad day at the office, porque Wenger sabia perfeitamente que os seus meninos iriam sucumbir perante a maior experiência dos milagres e perante o claro ascendente de forma do Milan, ainda para mais galvanizado por uma remontada caseira no terreno da temível Udinese no fim-de-semana.

Quando se metem meia dúzia de miúdos frescos nestas andanças ao pé de Seedorfs, Ibras, Boatengs Robinhos e companhia, o resultado é mais que previsível: ora o Sueco, ora o Brasileiro, “comeram de cebolada” a defesa dos gunners e facilmente chegaram à vantagem que lhes permite fazer gestão em Londres.

O primeiro golo de Boateng é um golaço. O Ganês volta em grande forma de lesão. Tem feito uma época brilhante a todos os níveis. No 2º, Sagna estendeu a passadeira a Ibra. Tudo fácil. No ataque, os gunners foram simplesmente inofensivos. Eliminatória resolvida.

Liga Europa:

O Sporting foi à polónia empatar em Varsóvia a 2 bolas. Sá Pinto pôs alguma ordem na casa e esperemos que este empate seja o início de um ciclo de paz dentro do clube. Exibição pobrezinha num terreno difícil que esteve mais para descambar em derrota do que em vitória. Curiosamente, os dois golos leoninos pertenceram a dois dispensados de Domingos que entraram na 2ª parte: Carriço e André Santos. O último fez um golo que jamais se esperava daqueles pés e que efectivamente dá muito jeito para a partida da 2ª mão. No entanto, com este Sporting é preciso sempre utilizar uma intensa dose do factor “cautela” visto que a coisa ainda não está resolvida.

Já o Porto fez um bom jogo contra o Manchester City. Um jogo que se pode dizer que apenas tenha pecado por algumas infantilidades defensivas como a de Maicon (deixou em linha o jogador do city) no lance do 2º golo da equipa de Mancini.
Na primeira parte, o Porto realizou um dos melhores 45 minutos da época. Com Hulk um pouco escondido entre os centrais do City, Lucho pôs ordem no meio campo e foi uma delícia ver o argentino a servir (com passes a rasgar com régua e esquadro) Varela e James nas alas. O golo de Varela é de facto um bom exemplo ilustrativo do bom futebol da primeira parte portista. Depois, imperou o poderio técnico e individual dos ingleses, a sua capacidade de sofrimento e sobretudo a sua capacidade física perante um meio campo portista esgotado.

Do Dragão também surgem notícias da eventual gravidade de uma lesão contraída por Danilo. 18 milhões a voar na enfermaria…

1-2 é um resultado que na minha opinião põe o Porto fora da Europa. Na conferência de imprensa, Vitor Pereira, obviamente, tentou afastar a hipótese de se atirar a toalha ao chão e afirmou que vê os seus jogadores a vencerem por 2-0 em Manchester. Para consumo interno e para aumento de moral dos atletas, é um discurso que qualquer treinador na situação de Vitor Pereira deverá ter. No entanto, na prática, as coisas não são bem assim… O Sporting que se cuide porque é o seguinte.

O Manchester United resolveu a questão no Amesterdam Arena frente ao Ajax. Sir. Alex Ferguson perdeu António Valência numa fase em que o Equatoriano andava (finalmente!!) a fazer boas exibições. No entanto, o resultado obtido supera a ausência de Valência nos próximos encontros. Ashley Young e Chicarito (depois de uma fenomenal jogada de Wayne Rooney) arrumaram com a questão…

Radamel Falcao. What else?

Outros resultados de relevo:

1. A vitória gorda do Metalist Kharkiv no terreno do Salzburg. Muito cuidado com esta equipa da Ucrânia.

2. A vitória fora do Valência no Brittania Row com um golão de Mehmet Topal. Ganhar ao stoke não é tarefa fácil, muito menos no Brittania Row… O Valência meteu o Stoke com um pé fora mas Pennant, Walters e Crouch irão querer ter uma palavra final no assunto no Mestalla.

3. A vitória do PSV Eindhoven em Trabzon contra o Trabzonspor por 1-2.

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Breve resumo e comentário à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Grupo A

Festa Napolitana no El Madrigal.

O Nápoles, no ano de regresso à maior competição do futebol europeu, deslumbrou e conseguiu ontem o merecido apuramento para os oitavos-de-final depois de bater o Villareal por 2-0 no El Madrigal.

Depois da vitória no San Paolo frente ao Manchester City no jogo referente à 5ª jornada, bastava à turma comandada por Valter Mazzarri vencer o seu jogo, indiferentemente daquilo que se pudesse passar no City of Manchester. O calendário não podia ter saído de melhor forma aos Italianos. O Villareal apareceu na última jornada como um “triste” último: em má-forma tanto a nível europeu como a nível interno, com problemas de balneário por resolver (Rossi quer voltar a jogar em Itália; Nilmar está para ser vendido para o Brasil; suspeitam-se ordenados em atraso na equipa) e sem qualquer ponto conquistado nos embates contra os italianos, Bayern e City.

Gokhan Inler (na imagem) haveria de abrir o marcador para os napolitanos aos 65 minutos e Marek Hamsik haveria de fechar a contagem 10 minutos depois.

No City of Manchester, os novos milionários do futebol europeu ficaram pelo caminho. O dinheiro pode ajudar à obtenção de resultados, mas felizmente não os compra, ou, se alguma vez os comprou a nível europeu (caso do Marselha) esses clubes foram automaticamente punidos com a perda dos títulos.

O City precisava de bater o Bayern e esperar que no El Madrid o Villareal despertasse da sonolência que se tinha verificado até então.

Num jogo bem disputado, os homens de Mancini cumpriram a sua obrigação perante um Bayern em que Jupp Heynckes aproveitou para poupar alguns dos jogadores mais utilizados e colocar em campo aqueles que têm jogado menos tempo na equipa. Casos de Nils Petersen (reforço que chegou no verão ao Allianz-Arena vindo do Borussia de Moenchagladbach) Ivica Olic, Daniel Pranjic, Takashi Usami (na 2ª parte) Diego Contento, Luis Gustavo e Anatolyi Timoschuk.

O City venceu por 2-0 com golos de Silva aos 36″ e Yaya Touré na 2ª parte.

Contas do grupo terminadas, o Bayern venceu o grupo com 13 pontos, contra os 11 do Napoles, os 10 do City e nenhum do Villareal.

Passo às observações:

1. Num grupo em que se previa uma luta feroz entre as quatro equipas, tivemos um City que não confirmou o seu estatuto de favorito à passagem e o Villareal que se apresentou nos 6 jogos desta fase de grupos como um colectivo muito distante do potencial que a equipa tinha demonstrado nos últimos 7 anos na competição.

2. Como momentos chave  deste grupo destaco:

2.1 – O empate do Nápoles na 1ª jornada no City of Manchester e obviamente a vitória no San Paolo e o empate caseiro frente ao Bayern de Munique.

A equipa Napolitana, tomando em conta o facto de ter um potencial ligeiramente diminuído em relação ao “arsenal bélico” que o City é detentor, sempre denotou uma postura incrível tanto nos jogos contra os Ingleses como nos jogos contra os Alemães do Bayern. O Napoles é uma equipa muito madura, recheada de talentos e com um espírito de luta e sacríficio que é ímpar no futebol italiano. Jogadores como Cavani, Hamsik, Maggio, Inler, Aronica e Lavezzi voltaram a demonstrar que merecem jogar em equipas que tenham mais objectivos do que aqueles que tem o Nápoles neste momento. Mas, como outsiders que irão ser nos oitavos-de-final, arriscam-se (caso voltem a manter o elevado nível de resultados) a ser um enorme quebra cabeça para quem se atravessar no caminho e, efectivamente, creio que o Nápoles tem mais que condições para se bater com qualquer um dos vencedores de grupo e conseguir ir longe na prova.

2.2 – O empate caseiro do City frente ao Nápoles, a derrota no San Paolo e o empate em Munique. Esperava-se mais deste City. O grupo era complicado e a bom da verdade o City conseguiu 10 pontos, algo que em circunstãncias normais garante o apuramento para a fase final da prova. Roberto Mancini não está de parabéns mas também não poderá ser criticado. A equipa peca por ter mostrado muito pouca ambição no jogo decisivo em Nápoles. Ao contrário do que tem vindo a fazer a nível interno (muito caudal de jogo ofensivo, quase sempre bem jogador e com uma eficácia brutalissima) na Champions o City jogou muito, atacou muito mas nem sempre conseguiu o efeito desejado: marcar golos. Acabou eliminado e poderá lutar por um lugar ao sol na fase final da Liga Europa.

2.3 – O Bayern cumpriu. Num grupo difícil, apenas perdeu o jogo em que já estava apurado. Heynckes está de parabéns. Passar 5 jogos sem conhecer o sabor da derrota num grupo com Villareal, City e Nápoles é um feito gigantesco.

3 – Esta champions marca o fim do Villareal como o conhecemos. O submarino amarelo está a ser literalmente desmantelado depois de anos e anos a gastar mais que as suas possibilidades. No verão tinham saído Capdevilla e Cazorla e já na altura se dizia na comunicação social que o clube atravessava problemas enormes. Agora serão Rossi e Nilmar os nomes que poderão abandonar o clube dos arredores de Valência. Um já afirmou que gostava de representar a Juventus a partir de Janeiro, o outro poderá estar a caminho do São Paulo. Internamente, o Villareal já não está em condições de lutar pelos lugares uefeiros. Esta época está a prová-lo, visto que nas primeiras 14 jornadas da competição o Villareal ocupa o modestissimo 15º lugar com 14 pontos.

Grupo B

Seydou Doumbia continua a ser o bombardeiro de serviço do CSKA. Em Milão, o Costa Marfinense que o CSKA contratou em 2010 por 12 milhões de euros ao Young Boys da Suiça, já pagou o investimento ao marcar o golo decisivo dos russos contra o Inter em Giuseppe Meazza que deu a qualificação ao emblema do exército Russo.

O Inter vai de mal a pior. Já não basta a fraca prestação a nível interno. Na Liga dos campeões é certo que venceu o grupo, mas venceu-o de forma algo rastejante quando nada o previa.  Com Lille, Trabzonspor e CSKA os “Interistas” apenas somaram 10 pontos e sentiram enormes dificuldades para os obter.

No jogo de ontem, Claudio Ranieri, optou por colocar em campo uma equipa alternativa, dado a qualificação confirmada do clube para a próxima fase da competição na 5ª jornada. Assim sendo, optou por dar mais ritmo competitivo a jovens como Obi, Phillipe Coutinho, Marco Faraoni e Luca Caldirola e Andrea Rannochia.

Tal efeito pagou-se caro: o CSKA precisava de vencer para alimentar o sonho da qualificação e fez pela vida para o conseguir. Seydou Doumbia aos 50″ e Vasili Berezutski aos 86 garantiram a qualificação para os Russos. Cambiasso marcou o único tento dos milaneses.

No outro jogo do grupo, Lille e Trabzonspor anularam com um empate ambas as hipóteses de qualificação, perfilando o resultado que interessava ao CSKA.

O Lille foi obviamente a equipa que mais tentou fazer pela vida. A jogar em casa, rematou por 14 vezes e teve domínio na posse de bola (62% contra 38%). Mas tal não foi suficiente para marcar um único golo e a defesa até compensou aos turcos: asseguraram o 3º lugar e irão jogar a Liga Europa.

Observações:

1. Como já referi, o Inter teve muitas dificuldades nesta fase de grupos. Rosto visivel de uma equipa onde paira uma enorme indefinição quanto ao presente. A direcção milanesa está a estudar hipóteses a curto prazo. A questão coloca-se apenas no sentido das decisões que se possam tomar: vender os jogadores mais velhos e capitalizar de forma a renovar o ciclo no clube com a entrada de jovens jogadores já em Janeiro que possam desenvolver as suas capacidades na 2ª metade da época tendo em conta a formação de uma equipa mais competitiva na próxima época ou inserir os jovens jogadores que o clube detem (Obi, Crisetig, Coutinho, Faraoni, Caldirola, Alvarez, Zarate, Nagatomo) e apostar que estes se insiram esporadicamente na equipa sob o olhar atento de experientes como Samuel, Cambiasso, Zanetti, Stankovic, Forlan ou Milito? Em Janeiro teremos resposta a esta longa pergunta.

É certo que estes velhos jogadores já não acrescentam mais valia à equipa do que o passar da sua experiência. Alguns deles, estão inclusivamente “parados no tempo” desde que o furacão Mourinho abandonou o Giuseppe Meazza. Se por um lado podem dar a sua experiência aos  mais jovens, por outro, a sua venda (Cambiasso, Chivu, Thiago Motta, Muntari, Forlán, Milito, Maicon, Sneijder ainda são activos muito atractivos a outros clubes europeus) poderá garantir ao clube o capital que necessita para renovar o ciclo do seu plantel com outros jogadores.Outros como Stankovic, Zanetti, Lucio e Samuel são jogadores cujo valor de mercado é actualmente nulo e nem interessa ao clube que saiam tão cedo visto que são enormes mais-valias nesse passar de testemunho à nova geração de jogadores como Obi, Alvarez, Crisetig, Poli, Luc Castaignos, Coutinho, Jonathan e Faraoni.

Creio que acima de tudo, o Inter quererá construir o seu núcleo duro para o futuro em alguns jogadores como Sneijder, Zarate, Pazzini, Obi, Ricky Alvarez, Rannochia e com os jovens que referi no último parágrafo, se bem que o Holandês está cada vez mais longe de permanecer no clube italiano. Para isso, Moratti e seus pares deveriam tomar decisões já em Janeiro, vendendo alguns activos de forma a contratar outros que possam adaptar-se ao clube e formar uma equipa coesa para a próxima época. É certo que em Fevereiro ainda haverá uma Champions para jogar. Mas se pensam que o Inter pode ir longe, creio que tais aspirações são mito.

2. Lille – Esperava-se claramente mais deste Lille. Para campeão Francês em título e com jogadores com a craveira de Eden Hazard, Pedretti, Mavuba, Obraniak, Joe Cole e Pape Sow, esperava-se um rendimento mais aceitável do Lille nesta fase de grupos. Acaba por sair pela porta do cavalo na competição e Hazard torna-se um jogador muito apetecível para os tubarões do futebol europeu atacar já em Janeiro visto que poderá jogar em qualquer competição dessa data em diante. O Manchester United, mesmo apesar da eliminação poderá já estar a fazer contas à vida para saber quanto irá pagar pelo passe do internacional Belga para colmatar uma posição onde este se irá encaixar na perfeição.

3. Seydou Doumbia e Alan Dzagoev – Duas promessas confirmadas do futebol. Não faltará muito para que o CSKA tenha propostas milionárias para arrebatar o que de melhor tem os russos neste momento para oferecer à grande europa do futebol.

4. Resultados que marcam este grupo:

4.1 – A derrota do Inter contra o Trabzonspor em Giuseppe Meazza na 1ª jornada por 1-0 e a consequente vitória na Russia frente ao CSKA por 3-2 num jogo muito sofrido em que Zarate saltou do banco para resolver. Dois resultados inesperados, sendo que o resultado na Rússia acabou por ser decisivo para os milaneses.

4.2 – O empate do CSKA em Trabzon a 0 bolas.

4.3 – A vitória do Lille na Rússia por 2-o ainda deu algum alento aos franceses mas a última jornada traria um empate bastante injusto contra os Turcos do Trabzonspor e consequente eliminação das provas europeias.

Grupo C

Dos valiosos pés de Nico Gaitán surgiu a magia que culminaria no golo de Cardozo e na vitória q.b do Benfica num grupo onde teve uma participação excepcional.

O jogo contra o Otelul Galati serviu efectivamente para isso: arrecadar mais 800 mil euros e confirmar a passagem aos oitavos-de-final na 1ª posição. Dentro de campo, continua a notar-se a diferença do nível exibicional do Benfica sem e com Pablo Aimar. Perdoem-me os Benfiquistas mas tenho que fazer uma ressalva: mesmo com Gaitán em grande forma, sem Pablo Aimar, o Benfica não tem metade do poderio ofensivo.

É ele que distribui jogo, é ele que encontra os espaços onde eles parecem não existir, é ele que fura as defesas quando estas se fecham no seu meio-campo, é ele que joga e faz jogar toda a equipa encarnada. Daí que seja notório que todos os maus resultados do Benfica nesta temporada se dêem quando o Argentino não se encontra dentro das quatro linhas.

O Otelul Galati acabou por ser o “isco fácil” que a UEFA lançou no meio dos tubarões de um grupo onde se previa que o Manchester alcançasse “de cadeirinha” a vitória, o que não veio nem por sombras a acontecer.

De potencial muito limitado, a equipa orientada por Dorinel Munteanu não tem arcaboiço para disputar esta competição e creio que não a disputará tão cedo no futuro.

Em futebol de alta competição, os erros pagam-se caros. Que o diga Alex Ferguson. Esta partida de St Jakob´s Park não foi mais de que o culminar de uma atitude errónea da turma de Manchester na prova e a vitória do querer, do sonho e do saber estar e jogar dos jovens jogadores suiços.

As palavras de Sir. Alex Ferguson na flash-interview que se seguiu à partida resumem efectivamente o que passou com o clube nos 6 jogos desta fase: “Of course we’re disappointed. The last few years have been outstanding and it’s a loss because it’s the best tournament in the world. It’s a marvellous competition. Losing the early goal was a big blow. When you’re away from home and 1-0 down you have a job to do and we didn’t take our chances. It’s big blow for us.”

Passo imediatamente para as observações do grupo:

Sobre o Benfica pouco há a dizer. O Benfica vence o grupo justamente porque foi a melhor equipa nos 6 jogos desta fase de grupos. Alcançou dois empates contra o United, sendo que em ambos os dois empates poderiam ser perfeitamente duas vitórias.

O Basileia é uma enorme surpresa. Em Old-Trafford já tinha dado o ar de sua graça ao colocar em sentido a equipa de Sir. Alex Ferguson. Contra o Benfica, pode-se dizer que a equipa suiça vendeu cara a derrota contra a equipa de Jorge Jesus. Na última jornada, fez das tripas coração e derrotou com classe o Manchester United, eliminando o campeão Inglês da prova.

Este sucesso do Basileia não é propriamente algo que tenha surgido ao acaso. O Basileia é uma equipa que comporta no seu plantel um mix de jovens e experientes jogadores. Pena é apenas que estes jovens jogadores não consigam evoluir muito mais para o clube no futuro pois decerto que serão vendidos no final da época. Falo de Steinhofer, Park Joo Ho, David Abraham, Alexander Dragovic, Cabral, Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valentin Stocker, Jacques Zoua e Fabian Frei. O casamento desta emergente geração de talentos da formação do clube e do futebol suiço casou muito bem com jogadores consagrados como Alexander Frei, Marco Streller ou o veteraníssimo Scott Chipperfield. E deste casamento sai um apuramento que é histórico para o clube.

Se eu fosse o director-desportivo de um clube grande europeu, começava a pensar em contratar alguns destes jogadores para a minha equipa. Ressalvas claro para as estrelas da companhia: Xhaka, Shaqiri, Dragovic e Fabian Frei, jogadores que em breve poderão colocar a Selecção Suiça na onda dos bons resultados e das participações em fases finais de Mundiais e Europeus.

Manchester United.

Muito há a dizer sobre a desastrosa participação do United na competição.

Começo pelo evidente: a construção do plantel e o empolgamento nas primeiras jornadas do campeonato. O plantel do United está desiquilibradíssimo. É um facto notório.

Começando pela baliza: Di Gea não está a aguentar a pressão de, para já, ser o substituto de Edwin Van Der Saar. Também é certo que os seus tenros 21 anos estão a ser decisivos para algumas más exibições que o espanhol tem evidenciado e obviamente para a sua progressão no clube no futuro.

Na defesa, Phil Jones foi um jogador muito caro para aquilo se tem visto dele. 22 milhões por um jovem que comete graves erros em todos os jogos em que joga é um risco que terá que ser assumido no presente por Ferguson. Johnny Evans, e os irmãos Da Silva são jogadores que estão a mais neste United. Smalling iniciou a época a todo o gás mas têm vindo a perdê-lo com o decorrer das partidas. Rio Ferdinand está velho, cansado e muito propenso a lesões. Vidic passa mais tempo no estaleiro do que a jogar. Evra tem vindo a decair ano após ano. A estratégia do United deve começar por aí: reformar adequadamente a sua defesa.

No meio-campo, com a saída de Scholes ficou um lapso enorme por emendar: o United não tem um organizador de jogo. Arrisco-me até a dizer que precisa de dois: um que saiba cumprir a função de trinco na perfeição e consiga fazer devidamente a transição defesa-ataque, o que Michael Carrick não faz e nunca fez e que Scholes fazia na perfeição, e outro mais avançado (um 10 puro) que consiga distribuir jogo pelos seus companheiros de ataque e encontrar espaços onde estes parecem não existir. Existem diversos jogadores que cumprem todos os requisitos que lhes são exigidos por semelhantes tarefas: para o primeiro posto, jogadores como Lee Cattermole, Enoh (Ajax) Fernando, Ever Banega, Mario Suarez (Atlético de Madrid), Cristian Ledesma (Lázio) Jack Rodwell (Everton) ou Steve Sidwell (Aston Villa) podem ser soluções viáveis para este United, se bem que o homem da Lazio e Ever Banega serão jogadores que não serão transaccionados por meia dúzia de trocos. Para a 2ª posição, o eleito de Ferguson é efectivamente Wesley Sneijder. É o jogador que encaixa perfeitamente nesta equipa e o Holandês verá com bons olhos uma possível transferência para Old Trafford. Outros como Marek Hamsik, Mario Gotze, Marko Marin, Paulo Henrique Ganso ou Luka Modric, também podem ser alvos desejáveis pelo Manchester United.

No plantel do United, existem diversos erros de casting. Não só os defesas que mencionei mas jogadores como Anderson (Ferguson apostar no brasileiro é bater no molhado) Darren Fletcher (ainda não consigo perceber como tem lugar no United) António Valência (22 milhões??!!) Wellbeck, Federico Macheda (um sonho de uma tarde) e Dimitar Berbatov (é bom, mas já deu para ver que por vezes está a mais).

Indo em concreto ao que se passou dentro das 4 linhas.

Ferguson pensou (qualquer treinador com o plantel que dispõe, com a dureza das provas que disputa em simultâneo, com o potencial em teoria dos adversários que iria enfrentar) em optar pelo rotativismo nesta fase de grupos para conseguir ter o seu plantel fresco para disputar todas as competições deste início de época. Tal rotativismo saiu-lhe obviamente furado: no campeonato dista a 5 pontos do líder; a liga dos campeões já era.

O 2º erro de Sir. foi obviamente ter inventado q.b nos jogos da equipa, adequando a equipa mediante a observação que fez (e que os seus olheiros lhe fizeram) das equipas na contenda: contra o Benfica na Luz optou por um meio campo de cariz mais defensivo, fazendo exactamente o mesmo nos jogos contra Basileia e Benfica em Old-Trafford, aliando tal facto, à poupança de jogos que referi no último parágrafo. Daí que Nani (indiscutivelmente o mais desiquilibrador da equipa) tenha sido relegado para o banco em 3 partidas, 2 delas com a importância que vieram a ter para este falhanço como são as de Benfica (fora) Basileia (casa) e Otelul Galati (fora).

O 3º problema que justifica a eliminação foi a clara atitude de apatia da equipa, exceptuando pequenos trechos de jogo em que o Manchester se viu aflito e tentou minorar as perdas: falo da 2ª parte contra o Benfica em casa e das 2ªs partes contra Basileia em casa e fora. Até contra a modesta equipa Romena do Otelul Galati, a equipa do Manchester venceu sem convencer.

Ferguson apanha assim o 2º escaldão desta época. Na semana passada havia sido a eliminação da Taça da Liga Inglesa frente ao Crystal Palace da 2ª divisão.

Tais factos e eventos culminaram nos resultados chave deste grupo: os empates contra o Benfica (volto a frisar que o Benfica podia ter ganho as duas partidas), o empate caseiro frente ao Basileia e obviamente a derrota de ontem em St. Jakob´s Park.

O Manchester salta para a Liga Europa e é obviamente para já o contender nº1 à conquista da prova. Mas, na Liga Europa, as coisas não costumam ser famosas para os clubes que saem da champions, por isso, tudo poderá acontecer.

Grupo D

O Real Madrid cumpriu o seu pleno nesta fase de grupos. 18 pontos com um score de 19-2.

Com Mourinho a aproveitar, em véspera de derby, para voltar a dar tempo aos menos utilizados (Nuri Sahin, Kaka, Esteban Granero, Raúl Albiol, Raphael Varane, Callejón, Hamit Altintop e o Português Pedro Mendes, jovem emprestado pelo Sporting ao Real) e para aproveitar para testar novamente Fábio Coentrão na direita tendo em conta a preparação do teste de sábado contra o Barcelona.

3-0 com golos de Callejón (2) e Higuaín num jogo (numa jornada, diria) envolta em polémica e que ainda poderá dar muito que falar.

1º pelos dois golos mal-anulados ao Ajax, que davam qualificação mesmo apesar de uma eventual derrota por 3-2.

2º pelo jogo de Zagreb, do qual falei mais à frente.

O Ajax fica pelo caminho, mas do pouco que vi desta equipa fica pelo caminho com a sensação de que poderia ter alcançado a qualificação, graças ao bom futebol (ao estilo holandês) que pratica. Os Holandeses tem novamente uma boa geração de jogadores para exportar, casos de Enoh, Erikssen, Lorenzo Ebecilio, Vurton Anita, Gregory Van der Wiel, Jan Vertonghen, Daley Blind, Nicolás Lodeiro e o inevitável Miralem Sulejmani. Outro facto que pude constatar é que dos 18 convocados por Frank De Boer para esta partida, os dois mais velhos neste plantel do Ajax são Dimitry Bulykin (32 anos) e Theo Janssen com 30. O 3º mais velho é o guarda-redes Vermeer e mesmo este já tem 6 épocas na equipa principal do clube de Amesterdão.

Não tenho palavras para descrever aquilo que se passou em Zagreb tal é a confusão que me ocorre na cabeça.

As contas do grupo eram simples: o Ajax passava se vencesse o Real. Passava se empatasse, passava caso o Lyon não vencesse na Croácia e passava caso perdesse 1-o e o Lyon vencesse por mais de 6 golos de diferença. O Ajax veio a perder 3-0 (score 6-6) e o Lyon venceu por 7-1, passando o seu score na competição de 2 (sim, 2!!!) golos marcados até então para um parcial de 9-7.

Em primeiro lugar não percebo como é que uma equipa conquista 8 pontos nesta prova e até à última jornada só tem 2 golos marcados, marcando 7 no último.

Depois, o jogo de Zagreb é recheadissimo de causalidades: em Amesterdão, o Ajax vê 2 golos mal-anulados que eram mais que suficientes para o seu apuramento. Em Zagreb, o Lyon (equipa que não anda a jogar nada esta época; equipa que tirando Gomis, Michel Bastos, Lisandro Lopez, Anthony Reveillère, Aly Cissokho e Yoann Goucourff não tem nada de jeito; equipa que na Ligue 1 em 16 jornadas já perdeu por 5 vezes e empatou outras 2, ocupando o 4º lugar a 7 pontos do líder Montpellier) começa a perder o jogo frente ao Zagreb aos 40″, consegue empatar aos 45 por Gomis e na 2ª parte, imagine-se consegue marcar 4 golos num espaço de 7 minutos, precisamente nos primeiros 7 minutos da 2ª parte.

Ou das duas uma: ou o jogo foi viciado (algo que já está sob investigação pelas autoridades francesas e pela própria UEFA, como se pode ver a partir destas notícias do Jornal Público aqui e aqui) coisa que não quero acreditar, mas que depois do escândalo Calciocaos em 2006 em Itália e nos pressupostos subornos que se faziam ao director-geral da Juventus de então (Luciano Moggi; entretanto condenado e banido temporariamente do futebol italiano) e a alguns atletas da Vecchia Signora como Buffon, Emerson, Zlatan Ibrahimovic e Fabio Cannavaro para que o clube fosse eliminado nos oitavos-de-final da Champions em 2006 pelo Werder Bremen (resultado que seria benéfico a uma casa de apostas pela quantidade de apostadores que tinha apostado no resultado contrário e resultado que praticamente se veio a consumar não fosse o facto de Emerson ter marcado um golo no último minuto num erro do guarda-redes alemão Tim Wiese que diga-se, quem tiver acesso a essas imagens poderá ver que o então internacional brasileiro não festejou um golo que dava o acesso aos quartos-de-final) me elucida que efectivamente existem outros interesses extra desportivos no futebol e não se deve colocar de parte um eventual cozinhado deste resultado do Lyon com a ajuda da equipa Croata, ou então foi tudo limpinho e os jogadores do Lyon mereceram os 7 golos.

No resumo da partida, necessitando para tal de comparar com o jogo que o Zagreb fez na 5ª Jornada em Santiago Bernabéu em que também foi goleado, reparei noutro aspecto interessantíssimo: em Madrid, o Real iniciou a goleada na 1ª parte, mas os jogadores do Zagreb, a jogar fora, até quiseram dar o ar da sua graça e na 2ª parte foram à procura de golos e conseguiram dois. Em Zagreb, os jogadores até inauguraram o marcador e depois do 2-1 e do 3-1 por parte do Lyon pura e simplesmente desinteressaram-se do jogo, havendo jogadores que não faziam qualquer oposição aos jogadores franceses.

Será obviamente um novelo que caberá à UEFA desvelar, para bem do jogo limpo que o organismo tanto preconiza e para bem da verdade no futebol.

Contas feitas: o Real e o Lyon passam aos oitavos-de-final, enquanto o Ajax vai para a Liga Europa. Era portanto o resultado que se previa neste grupo.

O Zagreb é daquelas equipas que se espera não voltar tão cedo à Liga dos Campeões. Pela espectacularidade que se quer na competição. 3 golos marcados e 23 sofridos é algo ridículo para uma equipa que disputa a Champions. É quase uma média de 4 golos sofridos por jogo.

Grupo E

Depois de uma semana complicada pela derrota na Taça da Liga frente ao Liverpool (outra vez) André Villas-Boas recebeu 2 novos balões de oxigénio: no sábado, a vitória em Newcastle por 3-0 e na terça-feira a vitória também por 3-0 frente ao Valência, com a consequente passagem do Chelsea aos oitavos de final da champions.

Pelo que vi, vi um Valência muito acutilante que tentou planar o seu futebol em Stamford Bridge mas não conseguiu aproveitar as suas oportunidades, e o Chelsea, do outro lado, a sair em venenosos contra-ataques e a consequir marcar todos os seus golos por culpa de erros dos defesas de ocasião do Valência.

Digo defesas de ocasião, vistos os problemas que os dois defesas Portugueses (Ricardo Costa e Miguel) estão a ter com o treinador Unai Emery.

Vamos por partes:

1. Ricardo Costa e Miguel estão castigados internamente pelo seu treinador. Ricardo Costa mantem um diferendo com Emery por algumas declarações menos conseguidas em que criticava as escolhas do seu técnico; Miguel, como é habitual, cumpre castigo interno por ter chegado atrasado a um treino.

2. A defesa que o Valência apresenta em Stamford Bridge, num jogo decisivo para as aspirações da equipa na prova, e, perante o potencial que é inegável do Chelsea, sem Ricardo Costa e Miguel chega quase a ser anedótica: Alberto Barragán, Adil Rami, Victor Ruiz e Jordi Alba. Tirando o Francês que os valencianos foram buscar ao Lille, os restantes são jogadores cuja qualidade é claramente duvidosa e sobretudo jogadores com pouca experiência para este tipo de jogos.

Caricato é, que serão Victor Ruiz e Barragan os grandes obreiros dos dois primeiros golos dos Blues na partida. Emery deve-se ter lamentado das suas rigorosas tomadas de opção e o Valência, apesar do bom jogo que fez (Soldado dispôs de uma oportunidade de golo; Albelda fabricou um golo praticamente feito num remate de longe que só um Petr Cech super inspirado travou num voo colossal) foi encaminhado para a Liga Europa.

Qual fénix renascido do mundo dos mortos, Didier Drogba volta-se a assumir como a primeira escolha para a frente de ataque do Chelsea, mesmo perante o espectro mais que iminente de saída do Chelsea (pode-se dar em Janeiro para o Qatar ou para a Rússia) dado que o Costa-Marfinense termina contrato no fim da época.

Oriol Romeu voltou a ser titular no Chelsea; André Villas-Boas parece estar apostado em dar mais jogo ao jovem médio que os Blues foram buscar por 5 milhões à cantera do Barcelona.

No outro jogo do grupo, o Leverkusen (apurado) empatou com o Genk a 1 bola. Golos de Jelle Vossen para os Belgas e Eren Derdyok para os Alemães.

O Valência ficou pelo caminho num grupo onde era dado como favorito à passagem. Os Valencianos caem de pé e mesmo apesar desta eliminação, continuam a realizar uma boa temporada.

O Chelsea passa o grupo com algumas dificuldades. Dificuldades essas que estão a seguir a tendência destes primeiros meses de AVB no clube. Creio que só haverá espaço para os blues melhorarem a sua equipa e acredito que em Janeiro poderão chegar mais reforços de peso a Stamford Bridge. Fala-se também que David Luiz poderá estar de saída do clube, depois de ter sido contratado em Janeiro ao Benfica. A Juventus poderá ser o destino do central brasileiro.

O Leverkusen foi claramente o outsider do grupo. Não quero com isto dizer que a equipa alemã não tenha potencial para tal. Uma equipa com jogadores como Ballack, Derdyok, Kiessling, Schurrle, Simon Rolfes, Lars Bender e Manuel Friederich não se pode dizer que seja uma equipa banal. O Leverkusen mostrou-se nesta fase de grupos como uma equipa agressiva (bem ao jeito alemão), persistente e acabou por se dar bem.

Como momentos deste grupo, ficam na retina o empate do Valência na Bélgica contra o Gent a zero bolas, o empate entre Valência e Chelsea no Mestalla a 1 bola num jogo em que o Valência poderia ter obtido a vitória, o empate do Chelsea na Bélgica contra o Gent e a vitória do Leverkusen em casa frente ao Chelsea no último minuto com uma cabeçada triunfante de Friederich.

 

Grupo F

O Olympiacos venceu por 3-1 o Arsenal. Arsène Wenger optou por fazer descansar alguns jogadores e colocar em campo outros menos rodados como Lukasz Fabianski, Alex Oxlade-Chamberlain, Sebastian Squillaci, Johan Djorou, Emmanuel Frimpong (mais um talento que Wenger tem aqui para trabalhar) Marouane Chamakh, Francis Coquelin e Yossi Benayoun. Seria o Israelita a marcar o golo dos Gunners.

Contudo, a vitória dos Gregos não foi suficiente para segurar mais do que a Liga Europa.

Jogo épico no BVB Stadium em Dortmund. Aos 85″, o Marselha estava fora da competição. Em 2 minutos tudo se alterou.

Depois de 2 golos da equipa alemã na 1ª parte (Błaszczykowski e Hummels), Loic Remy fechou o primeiro golo com o 1-2 para os Franceses. Andre Ayew aos 85 e Mathiew Valbuena aos 87 marcaram dois grandes golos que deram apuramento ao clube

Uma única observação: Com um grupo muito equilibrado, o Arsenal venceu com 11 pontos. Marselha, Dortmund e Olympiacos lutaram até ao fim pelo apuramento (se bem que as chances do Dortmund no último jogo eram quase nulas) mas no entanto, os campeões alemães decepcionaram-me com os resultados obtidos. Esperava muito mais deste Dortmund, mas, estes resultados também reflectiram o mau arranque de época que a equipa fez e cujos estragos (pelo menos a nível interno) estão a ser minorados. O Olympiacos vai para a Liga Europa, depois de merecer algo mais que o 3º lugar.

 

Grupo G

O jogo da desgraça no grupo da desgraça.

Contra o Zenit, o Porto exibiu-se a altíssimo nível. A sorte não bafejou os portistas num dos melhores jogos da época para a equipa de Vitor Pereira.

O Porto cai de pé na Champions, mas fica o amargo da boca de não ter passado esta fase de grupos. Isto porque era a equipa mais bem cotada e diga-se a bom da verdade, com o maior potencial das 4. Quis a própria competição que uma frágil equipa, de nome APOEL, ressuscitasse do mundo “dos chamados coitadinhos da europa” e conseguisse (com as armas que dispõe) ombrear com as restantes equipas, alcançando um apuramento que se deve considerar como histórico e estóico.

O Porto fez tudo bem. Circulo bem a bola, optou por uma estratégia de jogar pelos flancos, Hulk desiquilibrou várias vezes na direita e James Rodriguez voltou inclusive a aparecer depois de uma má fase exibicional. Faltou apenas o golo, golo esse, negado algumas vezes por uma besta de baliza chamado Vyacheslav Malafeev.

O Zenit limitou-se a aplicar o que ia na cabeça de Luciano Spalletti. Todos conhecemos perfeitamente os treinadores italianos. Todos conhecemos as estratégias que utilizam em alturas em que urge defender um resultado específico. Spalletti foi pragmático: necessitava de um empate. E veio ao Porto para jogar para o empate. Colocou o Zenit em campo sem uma única referência de área: Danny e Lazovic eram os homens mais adiantados. O meio campo foi reforçado com as inclusões de Shirokov, Faizulin, Semak e Denisov e posteriormente, já na 2ª parte com Bruno Alves à frente dos defesas e Konstantin Zyryanov. A missão era claramente a de tapar as alas do Porto, mas duas grandes exibições de Hulk e James furaram em certa medida o pensamento do treinador dos russos.

O Porto deve-se lamentar com as perdidas de James e de Djalma, as duas na cara do guarda-redes. Nem as substituições com a entrada de Kléber e Silvestre Varela trouxeram felicidade ao clube da invicta. Tal facto, acentua cada vez mais a necessidade do Porto se reforçar no mercado com um bom ponta-de-lança.

Olhando para as estatísticas do jogo, não consigo perceber como é que o Porto deixou fugir este jogo. 25 remates (9 dos quais à baliza), 10 cantos, 58\42 em posse de bola. Domínio territorial de 68% no meio campo do Zenit. Mas o futebol é assim mesmo…

No outro jogo do grupo, o APOEL perdeu em casa por 2-0  contra o Shaktar Donetsk. Luiz Adriano e Seleznyov marcaram os tentos da despedida dos Ucranianos das competições europeias nesta temporada.

O grupo 6 termina assim com o APOEL como vencedor do grupo e o Zenit como segundo. Volto a repetir que foi um apuramento histórico por parte dos cipriotas.

Como momentos chave deste grupo são de realçar:

1. A vitória do APOEL em Nicósia sobre o Zenit por 2-1 na 1ª jornada. Desde então, o APOEL aparece na disposição de não ser o bombo da festa do grupo.

2. A derrota na Rússia do Porto contra o Zenit. Um jogo para esquecer. Na mesma jornada, o APOEL vai “sacar” um empate à Ucrânia a 1 bola num jogo onde esteve a vencer por 3 minutos.

3. O empate do Porto em casa contra o APOEL quando se exigia uma vitória e a consequente derrota no Chipre, onde a equipa do APOEL defendeu praticamente o jogo todo (de modo organizado é verdade) e onde conseguiu vencer nos minutos finais com um golo de contra-ataque que podia ter sido evitado pelos portistas.

4. O empate entre Zenit e APOEL na Rússia. Mais uma vez o APOEL mostrou garra e crença na qualificação.

5. O empate no Dragão entre Porto e Zenit.

 

Grupo H

Sem muito para dizer neste grupo.

Tudo praticamente resolvido. Apenas existia a dúvida se seria o Viktoria Plzen ou o BATE a seguir para a Liga Europa. Será o campeão checo, possível adversário do Sporting.

No Barcelona vs BATE Borisov, Guardiola convocou 18 jogadores onde figuravam apenas 6 da equipa principal (Andreu Fontás, Pedro Rodriguez, Pinto, Maxwell, Thiago Alcântara e Gerard Piqué) 3 que já vem sido chamados regularmente à equipa principal (Isaac Cuenca, Marc Muniesa e Jonathan dos Santos) e outros 9 recrutados entre a equipa B do clube, com destaque para Marti Montoya, Martí Riverola, Sergi Roberto, Marc Bartra, Rafinha, Kiko Fermenia e Gerard Deulofeu.

Os miúdos deram bem conta do recado, já jogam o tiki-taka e despacharam os pobres Bielorussos do BATE (que tem nas suas fileiras Mateja Kezman) por 4-0 com golos de Pedro (2) Sergi Roberto e Montoya.

Um bom prémio para a geração do futuro dos Catalães.

No outro jogo, Plzen e Milan empataram a 2 bolas. Max Allegri também jogou com poupanças. Actuaram jogadores como Taiwo, Mexés, Pato (para ganhar ritmo competitivo após lesão) Ambrosini, Bonera, Emanuelson, Mattia Di Sciglio (jovem da cantera do Milan) e Bryan Cristante.

Alexandre Pato e Robinho colocaram os milaneses em vantagem aos 47 e 48″ mas um ímpeto final demolidor do Viktoria haveria de restabelecer a igualdade com golos de Bystron e Duris mesmo ao cair do pano.

Este grupo não merece grandes considerações visto que o resultado final era o que se previa: Barcelona em primeiro, Milan em 2º, ambos sem grandes dificuldades.

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Os 4 golos de Luis Suarez

Que malha! Que jogador bestial!

PS: Vi os resumos de todos os jogos da fase de qualificação Sul-Americana. O que mais me impressionou foi o Colômbia – Venezuela. Pela capacidade de meia-distância da selecção colombiana e pelas bombas que o guarda-redes Venezuelano defendeu. O golo de Guarín é do outro mundo e o livre à barra mesmo a fechar o pano de James merecia ser um golo de antologia.

 

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Antevisão da Liga Portuguesa

A 1 semana do início do campeonato e no dia da primeira prova oficial do futebol português com a disputa da Supertaça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro entre Porto e Vitória de Guimarães, com os planteis das equipas da 1ª liga bem compostos (alguns quase fechados) começo a antevisão da Liga Portuguesa. Nos próximos dias, para além desta antevisão, postarei as antevisões das 5 principais ligas europeias (La Liga Espanhola, Serie A Italiana, Premier League Inglesa, Ligue 1 Francesa e Bundesliga Alemã).

Espero escrever estes posts com o máximo rigor e com a maior isenção clubística possível. Peço também que me perdoem qualquer alteração às variáveis construídas nos planteis dos clubes que passarei a enunciar.

Pela extensão do conteúdo escrito neste post, agradeço também a todos que tiverem a paciência suficiente para ler do princípio ao fim, pedindo também que me possam perdoar qualquer gralha à língua portuguesa que encontrem no post.

Vitor Pereira passou pelo Feirense e Santa Clara enquanto treinador principal antes de ser convidado por André Villas-Boas para seu adjunto no Porto. O jovem professor de educação física tem a sua oportunidade de ouro de singrar no mundo do futebol esta época no FC Porto.

Começando pelo Porto, o campeão nacional.

O campeão nacional e vencedor da Liga Europa da época transacta inicia a época com um novo treinador, com participação marcada para a Liga dos Campeões, com algumas caras novas, sem no entanto ter alterado a espinha dorsal da equipa nos enormes triunfos de 20102011.

O Porto inicia a época sabendo que este ano poderá levar 6 troféus para casa, feito nunca antes conseguido pela histórica formação portista devido à inserção na época 20072008 da Taça da Liga. Num clube habituado a somar títulos sobre títulos, onde os seus quadros afirmam publicamente que a vontade de vencer nunca morre ano após ano, é caso para dizer que esta época pode ser especial para o clube caso consiga vencer as 6 competições em que está inserido. O último clube inserido em tantas competições foi precisamente o Barcelona, adversário do Porto no 1º troféu oficial da UEFA desta época: a Supertaça Europeia, competição cujo jogo se realiza no Mónaco. Em 20092010, o Barcelona participou em 6 competições (Liga, Taça do Rei, Supertaça Europeia, Liga dos Campeões, Supertaça Espanhola e Mundial de Clubes) não tendo conseguido vencer todas as competições.

A época portista encerrou com a despedida de André Villas-Boas para o Chelsea. Roman Abrahamovic namorou o treinador que achava a “cadeira do porto a cadeira de sonho onde queria ficar durante muitos anos.” Rapidamente, a cadeira de sonho voou para Londres e Pinto da Costa na perdeu muito tempo para criticar o técnico português com diversos argumentos. O FC Porto recebeu uma verba record de 15 milhões de euros pela desvinculação do técnico, valor que deu para comprar Danilo ao Santos (por exemplo) e rapidamente resolveu o problema da contratação do técnico português por parte do clube Londrino, dando a oportunidade ao seu adjunto Vitor Pereira de ocupar a posição de técnico principal do campeão nacional. Se é certo que pela falta de experiência nestas andanças enquanto treinador principal (nunca treinou na 1ª liga) pode ser um dos handicaps de Vitor Pereira para este novo desafio, também é certo afirmar que Pereira tem enorme experiência no futebol, conhece perfeitamente a casa onde vai treinar assim como os métodos de Villas-Boas e a massa humana que tem em mãos. No organizado, disciplinado e sempre ambicioso FC Porto, Pereira arriscar-se-à sempre a vencer.

Muito perto do Benfica, acabou no Porto. 13,5 milhões de euros pelo antigo colega de Neymar no Santos. Promessa para o futuro, contratação mais cara da Liga Portuguesa até ao momento.

A saída de Villas-Boas não foi o revés que desmontou a espinha dorsal do vitorioso FCP. Durante o mercado muito se falou sobre as possíveis saídas de João Moutinho, Hulk, Rolando ou Radamel Falcão. Chelsea, Manchestet City, Barcelona e Juventus foram alguns dos destinos veiculados para os jogadores em causa. Se Moutinho e Falcão (segundo a comunicação social desportiva eram os desejos expressos de Villas-Boas perante o proprietário do clube) as cláusulas de rescisão impostas pelo Porto não convenceram o multimilionário russo a abrir mão de mais do que 15 milhões de euros pagos pelo técnico português. No caso de Moutinho, o FC Porto anunciou há poucos dias atrás a compra dos 20% do passe do médio que restavam nas mãos do Sporting por um valor a rondar os 4,5 milhões de euros. Hulk, com a cláusula fixada nos irreais 100 milhões de euros ainda sofreu a cobiça do Manchester City, que rapidamente desistiu de contratar o jogador brasileiro perante a exigência de pagamento da cláusula de rescisão por parte do FC Porto. Rolando esteve muito próximo da Juventus e internacional português chegou mesmo a manifestar a vontade de sair para o clube italiano. Os 15 milhões de euros pedidos pelo Porto foram o obstáculo à concretização da transferência. Já Radamel Falcão suscitou interesse de meia europa. Chelsea e Atlético de Madrid tentaram negociar o jogador, mas o recente contrato assinado pelo Colombiano não só aumentou o vencimento do jogador no Dragão como afastou o interesse depois de fixada a nova cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros.

Cláusula de rescisão: é essa a toada que marca a batida do mercado no Porto. Pinto da Costa foi expresso ao admitir que os jogadores saem sem qualquer movimento por parte do clube para os demover de uma eventual transferência caso os clubes interessados em comprar enviem um fax a declarar o pagamento das cláusulas de rescisão dos jogadores e transfiram o dinheiro para as contas do FC Porto. O FC Porto já não negoceia. Mantem a espinha dorsal de equipas vencedores e ainda se dá ao luxo (e ao dinheiro) de contratar jovens jogadores que nesta primeira época na europa irão apenas ambientar-se ao futebol europeu para no futuro serem jogadores capazes de dar cartas, ganhar títulos e render desportiva e financeiramente ao clube. Falo obviamente de Juan Iturbe, Danilo e Alex Sandro, três jovens promessas da América do Sul que custaram nada mais nada menos do que 27 milhões de euros aos cofres azuis e brancos. A juntar a estes três, está Kelvin, outro jovem contratado ao Atlético Paranaense.

Situação diferente tem por exemplo Djalma, Kléber, Rafael Bracalli e o regressado Castro. Se os 3 primeiros são atletas que vem da Liga Portuguesa para colmatar lugares com falta de soluções dos Portistas, devendo por isso ser as primeiras opções para os lugares de VarelaHulk e Falcão, o jovem centrocampista que na época transacta esteve em destaque ao serviço do Sporting de Gijón da Liga Espanhola (esteve com um pé para assinar pelos Espanhóis) voltou ao Dragão para a tentativa final de se afirmar no plantel azul e branco.
Já Bracalli será concorrência natural a Beto e Hélton, substituíndo como 3º guarda redes da equipa o azarado Kieszek, que quando chamado a intervir (Taça da Liga contra o Nacional da Madeira) teve uma exibição que custou a eliminação precoce da prova à equipa portista.

Na defesa, Otamendi e Rolando continuarão a fazer a dupla de centrais do Porto. Maicon e Sereno serão as soluções alternativas a estes dois jogadores. Álvaro Pereira continuará a dominar a esquerda, tendo a concorrência de Alex Sandro e de Emídio Rafael, que irá regressar nos primeiros jogos competitivos da época depois de uma grave lesão contraída em Barcelos para a Taça da Liga contra o Gil Vicente. Um dos atletas poderá ser dispensado mas apenas emprestado. O Ganês Addy, depois de uma tentativa de maturação na Académica sem grandes efeitos práticos deverá rodar mais uma época ou cedido em definitivo. Apesar da enorme agressividade demonstrada na Briosa, Addy não convence para alinhar no FCP.
À direita, Fucile e Sapunaru terão a concorrência de Danilo, que também poderá jogar a meio-campo.

No meio campo nada muda. Guarin, Fernando e João Moutinho deverão continuar a ser os médios titulares. O renascido Belluschi deverá alternar com o internacional português e com o internacional colombiano. Souza, muito apagado de Janeiro para cá deverá ter mais uma hipótese para ser escolha de Vitor Pereira, se bem, que pessoalmente não o acho jogador para o FC Porto. Castro é claramente uma opção para o lugar de Fernado e Ruben Micael será substituto natural de João Moutinho a 8, podendo eventualmente ter jogos em que faça de 10.

Depois de tanta polémica, avanços, recúos e indecisões na transferência e até uma proposta mais vantajosa apresentada pelo Sporting em Janeiro que o Atlético Mineiro vetou e o Marítimo aceitou, o antigo jogador do Marítimo e do Atlético Mineiro aterrou no Dragão.

No ataque, Hulk, Falcão e Varela manterão o trio imbatível. Cristian Rodriguez está de malas feitas, já se tendo escrito e dito na Comunicação Social acerca da hipótese Rubin Kazan mas ninguém acabou por levar o Uruguaio ( o Porto e o empresário do jogador afirmam que o cebola tem mercado; o Porto afirma conseguir vender por 8 milhões de euros, valor que ponho em duvida). Numa 2ª linha aparecerão James Rodriguez (é um jogador de excelência não haja a menor dúvida) podendo este arrancar o lugar a Varela, sendo que Djalma e Iturbe também irão tentar conquistar o seu espaço. O Argentino deverá mesmo passar pelo mesmo processo de James no ano transacto: aparecer com mais regularidade lá para o final da época, depois de concluída a fase de maturação. Falcão vê mais concorrência: Kléber está a fazer uma boa pré-época e dá excelentes indicadores para Vitor Pereira. Já Walter é uma grande incógnita visto que ainda não é certo o seu futuro. O cenário mais possível até hoje será mesmo o empréstimo a um clube Brasileiro onde o ponta de lança poderá jogar com mais regularidade.

Em suma, perante as mudanças verificadas tudo praticamente continua na mesma no FCP. A ambição, a equipa, os métodos, a organização. É um clube sempre virado para as vitórias e para a evolução. Roda de treinador, o favoritismo principal continua o mesmo. Uma época em que o Porto tentará vencer todas as competições e sinceramente, deve ser incluído no lote de possíveis vencedores da Liga dos Campeões caso mantenha o nível exibicional demonstrado na época passada.

Nolito. Para já a contratação mais sonante do Benfica neste defeso em conjunto com Alex Witsel, Ezequiel Garay e Joan Capdevilla.

O Benfica arregaçou as mangas e foi ao mercado reforçar o seu plantel.
Na brincadeira até se pode dizer que durante a pré-época esteve a construir 3 planteis , tal era a quantidade de jogadores que se apresentou no Seixal. Ao todo, restam 14 caras novas no plantel encarnado sendo que Rodrigo Mora e possivelmente Mika deverão seguir os destinos de outros reforços como Daniel Wass, Melgarejo, Leo Kanu, André Almeida, ou seja, o empréstimo a outros clubes para poderem jogar com mais regularidade daquela que poderiam não ter no plantel encarnado.

Saídas no plantel encarnados são mais que muitas. Começam pelo capitão Nuno Gomes (agora no Braga) Weldon, Roberto, Moreira, Shaffer, José Luiz Fernandez (chegou a jogar?) Alan Kardec, Luis Filipe, Fabio Coentrão, Sálvio (voltou ao Atlético de Madrid após empréstimo, tendo sido noticiado hoje que poderá voltar a Portugal para representar o Porto caso os portistas aceitem uma proposta de 25 milhões de euros + sálvio por Falcão) e Sidnei. Por resolver continuam as dispensas de Jardel (não vingou no Benfica depois de ter sido contratado em Janeiro ao Olhanense) Carlos Martins (sim, dispensado!!) Luisão (não está dispensadoquer sair mas a bom da verdade ninguém o quer) Miguel Vitor (ora é emprestado, ora regressa, ora vai novamente de empréstimo) Fabio Faria (ainda lá anda é certo!!) Nelson Oliveira (deverá rodar mais um ano) e equipasRodrigo Mora e Júlio César (onde é que vamos por tantos guarda-redes?!)

Roberto: Polémica. Do dia da sua contratação ao dia da sua saída.

A começar pela baliza: Roberto saiu num negócio estranhíssimo que motivou um pedido de explicações da CMVM e uma suspensão temporária das cotação em bolsa da Benfica SAD. Eduardo, Mika e Artur Moraes são o trio de guarda-redes do Benfica para esta época. Creio que é mais que dado assente. Eduardo e Artur irão lutar pela titularidade. Jesus tem apostado mais no brasileiro que veio do Braga.

Na defesa, se Danilo escapou para o rival FCP, o Benfica conseguiu reforçar-se muito bem para o lado contrário contratando o defesa-esquerdo campeão Francês pelo Lille Emerson e o campeão do mundo pela Espanha Capdevilla, antigo jogador do Villareal. O jogador Brasileiro parece ser uma excelente aquisição pois pelo que vi é um lateral muito certinho a subir no terreno e a defender. Já o Espanhol não necessita de qualquer tipo de apresentações: é um jogador fabuloso que ataca bem e defende ainda melhor. Está em final de carreira mas é um excelente reforço para o Benfica.
No miolo, Luisão, Miguel Vitor, Garay e Roderick são as opções. Luisão e Garay farão a dupla de centrais de grande parte da época. Dois jogadores muito experientes, se bem que nunca fui muito apreciador de Luisão. Já Garay é um central bastante inteligente, raçudo e rápido e eficaz no desarme. Roderick e Miguel Vitor são as opções: o internacional sub-20 tem imenso talento mas falta-lhe traquejo; já Miguel Vitor não tem estaleca para jogar no Benfica.
À direita, Maxi (dispensa apresentações) e Ruben Amorim. A meio do defeso noticiou-se que o Uruguaio queria regressar à sua terra natal, facto que não se veio a concretizar. Não é o “melhor lateral direito do mundo” como diz Jesus mas está entre os melhores seguramente. Sofreu uma evolução tremenda desde que chegou a Portugal. Era um verdadeiro tosco e sarrafeiro. Tornou-se pau para toda a obra, um jogador de excelência. Era uma pena sair do Benfica para voltar ao Uruguai.


No meio campo, Javi Garcia continuará a ser o pivot defensivo. Terá a concorrência do Belga Witsel (pode fazer 6 e 8, assim como jogar aberto num dos lados) que é outra das grandes contratações do Benfica: apesar do seu passado conflituoso no Standard de Liège (as entradas duríssimas que lhe valeram castigos pesados) é um jogador agressivo q.b, com um toque de bola formidável, um passe recheado de qualidade, um sentido posicional interessante e uma elegância fora do comum. Nuno Coelho também será alternativa a este lugar. O antigo jogador da Académica terá poucas hipóteses de jogar no Benfica. Ainda no miolo, Nemanja Matic é solução para jogar mais à frente. O sérvio que veio no pacote da transferência de David Luiz para o Chelsea parece ter bom toque de bola mas ainda está muito macio.
Mais à frente poderão jogar Aimar, Bruno César (ainda não vi nada que o rotule de craque) Nico Gaitán (nas alas ou a 10) sendo que o Argentino aparece novamente cheio de genica e já suscitou interesse por parte de grandes europeus como o caso do Manchester United e o reforço Enzo Perez, que alinha preferencialmente pela direita do meio campo. Carlos Martins recebeu ordem de dispensa. Creio que a dispensa do internacional português não se deve propriamente por motivos de rendimento mas sim por problemas que o jogador deverá ter causado ao seu treinador, tricas a que o médio português já nos habituou. O seu futuro deverá passar novamente pelo estrangeiro.

Na frente, mantem-se a dupla CardozoSaviola, sendo que o Paraguaio poderá sair a qualquer momento à troca com Hugo Almeida do Besiktas. Nolito e Franco Jara serão jogadores para alinhar preferencialmente nas extremidades do terreno sendo dois desiquilibradores: o Espanhol já deu para ver que afinal tem imenso talento e que a sua permanencia no Barcelona não se deu devido ao facto de ser um jogador que não se enquadra nos escalonamentos tácticos de Pep Guardiola. No entanto parece ser um jogador muito veloz, com um drible interessante e com os olhos sempre postos na baliza. Rodrigo será mais uma opção para o ataque, depois do empréstimo ao Bolton.

Esta época será para o Benfica uma época de transição. Depois de ter perdido a espinha dorsal da conquista do título nacional 20092010 surge novamente renovado para um novo ciclo comandado por Jorge Jesus. O título é o objectivo assim como a Taça, Taça da Liga e uma boa figura na Liga dos Campeões, onde para já os encarnados terão que medir forças com o matreiro Twente da Holanda no playoff de acesso.

Comprar muito nem sempre significa comprar com qualidade. O Benfica é exemplo disso. A contratação de muitos jogadores que chegaram a Lisboa apenas para assinar contrato e logo partirem de empréstimo não é a melhor das políticas do futebol actual mesmo tratando-se de jogadores jovens. Muitos dos atletas acabaram por não se ambientarem convenientemente aos métodos encarnados, sendo portanto mais difícil a sua readaptação quando voltarem dos empréstimos.

Por outro lado, a confusão com os guarda-redes só veio reforçar algum panico do treinador em relação ao sector. Roberto acabou por ser despachado para Saragoça depois de muitos frangos e muitos votos de confiança. Júlio César é um guarda-redes inseguro, Mika é inexperiente, Eduardo é um excelente guarda-redes mas não dá menos frangos que Roberto e Artur parece ser o mais estável de todos. O pobre Moreira foi sempre mal-amado na Luz e finalmente foi procurar a sorte noutro destino.

No entanto nem todos são más contratações no grande de Lisboa. Witsel, Nolito, Emerson, Garay e Capdevilla são contratações que a juntar aos que transitam dão condições ao Benfica de fazer melhor época do que anterior. O Benfica poderá concorrer directamente com o Porto na luta pelo título nacional assim como poderá ir mais longe na Champions, onde na época passada o Benfica não conseguiu ir mais além do que a fase de grupos da prova.

Domingos Paciência tem em Alvalade o maior desafio da sua jovem carreira enquanto treinador de futebol: devolver o Sporting aos grandes palcos. O trabalho que fez em Braga é motivo mais que suficiente para os adeptos do grande de Lisboa acreditarem que não existem três anos muito maus no clube.

A correr por fora, o renovado Sporting de Domingos Paciência.

15 novas caras numa autêntica limpeza de balneário e num investimento nunca antes visto no clube, agora presidido pelo Engenheiro Godinho Lopes.

O novo presidente do clube de Alvalade, tratou de arrumar a casa após as polémicas eleições para a presidência do clube Leonino. Fez regressar dois excelentes profissionais com provas dadas no Sporting no passado ao clube: Carlos Freitas e Luis Duque. A Duque pertence a liderança do futebol profissional nos anos de conquista de título nacional em 2000 e 2002. A Freitas, contratações como a de Polga, Lièdson, Douala, Rochemback, entre outros…

Apalavrou Domingos e Domingos cumpriu sua palavra. Mais duas semanas e Domingos seria treinador do Porto. O técnico encerrou o ciclo em Braga “ e de Braga” trouxe dois jogadores: Rodriguez e Luis Aguiar. A defesa do Braga do 1º ano de Domingos está praticamente completa.

Dos nomes prometidos pelo Eng. Godinho Lopes não veio nenhum. No entanto, o Sporting apostou numa excelente política de contratações. Investiu. Lançou-se ao que podia e ao que não podia. Construiu um bom plantel. Domingos é um treinador com condições para fazer melhor figura que os seus antecessores, inclusive Paulo Bento. Tomara Paulo Bento ter um plantel tão rico em soluções como o que dispõe actualmente domingos.

O Sporting entra nesta época com o objectivo de voltar à luta pelo título após dois anos frustrantes. As Taças também são objectivos assim como progredir o máximo possível na Liga Europa, competição onde Domingos tem um claro amargo de boca.

Domingos terá então pela frente o desafio de enquadrar convenientemente as novas peças do puzzle leonino.

Na baliza, nada de novo. Mesmo perante algum assédio do Manchester United (contratou De Gea ao Atlético de Madrid por 22 milhões) Rui Patrício continua a ser o títular indiscutível da baliza leonina. Marcelo Boeck foi contratado ao Marítimo para fazer concorrência.

Na defesa está o maior quebra cabeças de Domingos Paciência. Em relação às épocas transactas, a defesa sportinguista ganhou altura com a contratação de Oneywu ao Milan (esteve em empréstimo nos Belgas do Standard de Liège) mas o norte-americano parece ser um jogador muito pouco elegante e demasiado ríspido na abordagem aos lances. No entanto é uma clara vantagem no jogo aéreo. Ao seu lado terá Rodriguez. Esse será titular de caras neste Sporting. Será o patrão da defesa. Tem o handicap de ser um jogador propício a muitas lesões durante a época. Carriço é o outro central a ameaçar a titularidade. Terá muita concorrência, por isso, terá que melhorar o seu rendimento. Anderson Polga é o clássico que nunca passa de moda. Não é um central brilhante mas entrega-se muito ao jogo e poderá ser muito útil em caso de lesões.
Na ala esquerda Evaldo será o titular. Não terá a companhia de Grimi, ainda sem colocação mas sim do jovem Turan, internacional sub-19 que o Sporting foi buscar ao extinto Grenoble. Um jogador que gosta muito de atacar e bater livres. Tem dificuldades em defender e terá que melhorar o seu jogo se quiser roubar o lugar a Evaldo. Na direita será João Pereira a mandar. É o melhor lateral a actuar em Portugal. Na concorrência, Pereirinha volta ao clube de Alvalade. É multifacetado, tecnicamente interessante e pode acrescentar versatilidade. Santiago Arias é o internacional sub-20 pela Colômbia que terá como missão render Pereira.

No meio campo, várias contratações. Fito Rinaudo é um jogador agressivo que se entrega muito ao jogo. Não é tecnicamente brilhante mas é interessante a desarmar (é duro, usa e abusa do corpo para desarmar) parece ter ponto forte nos lançamentos à distância e é muito inteligente a ler o jogo adversário e a entrar nos espaços vazios. Preenche o meio-campo com facilidade e aventura-se no ataque. O Holandês Stijn Schaars é um jogador inteligente. Dono de um pé esquerdo interessante, é o jogador que pode pautar o jogo leonino, gosta de rematar de longe. André Santos perdeu um pouco de espaço neste novo Sporting mas é um jogador a ter em conta pela inteligência com que aborda o jogo e pela qualidade técnica que tem. Terá que ser mais rápido a pensar o jogo. Mais à frente Luis Aguiar dispensa apresentações e pode ser um joker para esta equipa. Matías Fernandez acabou a época passada em grande forma e terá muita concorrência neste meio campo que viu perder esta época Maniche, Pedro Mendes e Zapater.
Quem está de regresso é também Marat Izmailov. Mais fresco que nunca. Pode actuar no miolo ou nas alas consoante a disposição táctica do treinador. É sem dúvida o maior “reforço” leonino para este temporada.

Na frente, muita magia nas alas com as contratações de Capel, Jeffren e Carrillo. São três malabaristas que só pensam em desequilibrar. Os primeiros dois são jogadores muito interessantes para a Liga Portuguesa. O jovem internacional espanhol que veio do Sevilla é um jogador que não há muito tempo andou envolvido em disputas de Barça e Real Madrid pelo seu concurso. O jovem espanhol de ascendência Venezuelana é um jogador que apesar da idade já conta com enorme experiência e com títulos na algibeira. Ambos vêem o Sporting como rampa de lançamento para as suas carreiras e quiçá como via para chegar à lá roja novamente.
O Peruano vem com “ganas” de vencer e pelo que tenho visto é um jogador com uma capacidade técnica incrível onde sobressai o drible fácil e as rápidas desmarcações. Juntar-se-ão a Yannick Djaló. Na frente, Van Wolfswinkel é um avançado muito móvel e semelhante a Hélder Postiga. Abre muitos espaços e não é de todo um concretizador nato. Bojinov por outro lado é um avançado mais técnico. Descai muito para as alas e tenta no Sporting a glória que não alcançou nas passagens por Juventus, Manchester City e Parma. Já Diego Rubio vem para marcar golos e já deu a entender que é um matador. Aos 18 anos, o Chileno vem rotulado de craque e já o comprovou, obtendo uma percentagem muito interessante dos golos leoninos nesta pré-época. Para já, Rúbio leva vantagem no onze perante a concorrência.

Para trás ficam Valdés, Vukcevic, Grimi, Saleiro, Zapater, Pedro Mendes, Maniche, Torsiglieri e Abel. Exceptuando o agora vimaranense Pedro Mendes, nenhum dos outros deixa saudades.

Leonardo Jardim – Um exemplo de sucesso. Em poucos anos, treinava nos distritais da Madeira. Daí em diante foi sempre a subir ate ao topo do futebol português com duas súbidas de divisão em Chaves e no Beira-Mar e um trabalho bastante interessante por onde passou.

O presidente do Braga António Salvador está, como diz a gíria popular, nas suas sete quintas.
Não é para menos. O Braga é hoje um clube respeitado em Portugal e já traçou um trilho interessante na Europa. Se na época 20092010, os Bracarenses lutaram até ao último minuto da prova contra o Benfica pelo título nacional, é preciso recuar alguns anos para que se possa compreender todo o trabalho que está por detrás desta senda de história no clube minhoto.

Leonardo Jardim foi portanto o treinador escolhido para render Domingos Paciência, aquele que colocou Braga no mapa Liga dos Campeões e que acrescentou mais-valia ao trabalho que já vinha sendo feito no clube pelos dois anteriores técnicos: Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, curiosamente dois técnicos campeões nacionais no FC Porto e Benfica após terem saído de Braga. Como não há duas sem três, será Domingos capaz de vencer o título em Alvalade após ter treinado o Braga?
Perante o brilhante passado recente do clube, Leonardo Jardim apenas pode sentir um motivação extra para continuar a consolidar os pergaminhos do Braga. O madeirense está ciente que precisa de arregaçar as mangas.

Depois de uma época explendida de triunfos, em que o Braga não esteve tão bem no campeonato mas mesmo assim conseguiu um folgado 4º lugar, mas, em que na Europa fez uma fantástica participação na Liga dos Campeões com a eliminação histórica do Sevilha nos playoffs e a vitória sobre o Arsenal na fase de grupos, juntando aos grandes embates da Liga Europa (Liverpool, Dinamo de Kiev, Benfica) onde o clube foi um honroso vencido frente ao FC Porto numa final portuguesa inédita, a mudança de treinador no clube minhoto não significa mudança do nível de exigência. Perante os grandes feitos do clube, é de esperar que a massa associativa bracarense peça mais e melhor.

De Leonardo Jardim, asseguro tranquilamente aos adeptos do Braga trabalho, competência, rigor, disciplina e um futebol bastante equilibrado onde cada jogador saberá o que fazer em campo sem prejudicar a equipa como um colectivo.

Como este ano não há Liga dos Campeões mas sim Liga Europa, ou seja, como a competição europeia não é tão rigorosa e tão capaz de destruir planteis, Leonardo Jardim poderá ter mais calma para apostar em bons resultados nas competições internas sem descurar porém bons resultados lá fora.

Mesmo perante o dinheiro amealhado na participação na Liga dos Campeões e as vendas que o clube tem realizado nas últimas épocas, o Braga ainda não assume como um clube que possa descartar vender as suas jóias da coroa. Vai conseguindo aguentar (mediante as suas possibilidades) o máximo de valor que puder nas suas fileiras, apostando quase sempre numa política de contratações de qualidade a baixo custo em clubes portugueses.
Por mais um ano, esta política manteve-se. Mesmo perante a saída de Rodriguez para o Sporting, Silvio para o Atlético de Madrid (dizia-se que estava a caminho do Porto) Paulão para o Saint Ettiène, o Braga perdeu nos últimos anos todo o seu forte, a sua defesa.
Jardim não hesitou em contratar jogadores de qualidade a baixo preço com o aval de confiança e conhecimento sobre os atletas. Assim para a defesa, os bracarenses contrataram Rodrigo Galo ao Gil Vicente, o central Nuno André Coelho ao Sporting, Baiano, Imorou e o poderoso Paulo Vinícius, mais um central que irá dar que falar nos próximos tempos. Não deixa porém de ser uma defesa nova, que poderá demorar alguns jogos a adaptar-se ao jogo em conjunto. Leonardo Jardim já afirmou que a sua equipa poderá render muito o futuro.

No meio campo, Jardim contratou um jogador que há muito se tinha comprometido com o Braga, o Líbio Djamal (ex-Beira-Mar) homem que irá dar muito músculo ao meio-campo dos minhotos. Djamal é portanto um dos jogadores mais fortes fisicamente que vi actuar em Portugal. Junta-se à qualidade de Hugo Viana, Márcio Mossoro, Custódio, Leandro Salino e Pizzi, jogador que será claramente um dos melhores homens do campeonato desta época pelo virtuosismo que parece querer mostrar. Relembro que durante o defeso se falou que este jogador poderia sair para o Dinamo de Moscovo por 7.5 milhões de euros.

Dispensado pelo Benfica, mudou-se de armas e bagagens para Braga onde cumprirá a vontade de continuar a ser profissional de futebol. Novo desafio para o avançado que surpreendentemente foi chamado por Paulo Bento para o amigável da próxima semana da Selecção Nacional. Aquando da sua contratação, António Salvador foi peremptório ao afirmar que a contratação de Nuno Gomes não se tratava apenas de um fenómeno desportivo “visto que o futebol vai muito mais além do âmbito desportivo”. Fez muito bem. A experiência de Nuno Gomes será muito valiosa para o clube assim como a sua vontade de voltar a brilhar depois de um ano em que foi descartado no Benfica.

Na frente, o Braga é uma equipa recheada de talento num misto de juventude e experiência. Nas alas, os jovens Ukra e Hélder Barbosa darão rapidez e criatividade aos flancos na companhia dos veteranos Alan e Paulo César. No centro do terreno, Nuno Gomes, Meyong, Lima e o cabo verdiano Zé Luis tentarão ser os bombardeiros de serviço da equipa.

Estou portanto com curiosidade para saber como se vai apresentar este novo braga. Os alicerces estão montados para a prova de fogo de Jardim no futebol português. Espero que o madeirense possa fazer tão bom percurso no Braga como fez no Beira-Mar.

Por falar em Beira-Mar

Depois de meio ano no comando técnico do Beira-Mar que serviu para tomar conhecimento de todas as realidades do clube. Rui Bento prepara-se claramente para executar trabalho na equipa aveirense da qual, perdõem-me, sou sócio.

O defeso do Beira-Mar ficou claramente marcado pois dois acontecimentos: a constituição de uma sociedade anónima desportiva na qual se acertou o investimento do Iraniano Majid Pishyar (ver categoria Beira-Mar) sendo que a SAD será registada na próxima segunda-feira e as saídas do clube de jogadores muito importantes na campanha da época passada.

Tímbre do clube aveirense nos últimos anos fruto das dificuldades financeiras que atravessa, cada defeso é obviamente marcado por autênticas limpezas de balneário, visto que o clube depende muito de jogadores emprestados e tem claras dificuldades em segurar os seus melhores jogadores perante o assédio de equipas com maior poderio. Esta época não foi excepção. Sai uma equipa inteira, entra outra.

Saem jogadores importantes como Renan, Djamal, Leandro Tatu, João Luiz, Ruben Lima, Wilson Eduardo e Élio que não foi feliz no regresso a Aveiro. De forma estranha também sai um Ruben Lima, jovem promissor, a custo zero para o campeão croata Hadjuk Split sem ter sido utilizado por Rui Bento quando era uma das apostas de Leonardo Jardim até Fevereiro. Outros jogadores saem depois de passagens poucos felizes, casos de Wang Gang e Sérgio Oliveira (regressou ao Porto).

Entram outros jogadores onde se destacam Djiman Koukou (ex-Creteil) jogador que tem sido apontado na pré-época como um jogador que domina muito bem o meio campo, Alex Hauw (ex-Naval) um centro campista muito versátil e que transporta muito bem a bola na transição defesa-ataque, o Alemão Dominic Reinold (repescado no futebol americano) homem que terá a missão de marcar golos, Siaka Bamba (emprestado pelo Guimarães) tendo a missão de fazer esquecer Djamal visto que apresenta mais ou menos as mesmas características do Líbio que agora foi jogar para Braga, Cristiano (ex-Sporting), Zhang (ex-Leiria) e Douglas por empréstimo do Vitória de Guimarães.
Com menos visibilidade apresentam-se os reforços Edson, Joãozinho, João Pereira, Olivier (todos defesas) e Nildo Petrolina numa equipa que já pode contar com o avançado Dudu após o atleta ter ficado 6 meses sem jogador devido a falta de inscrição por falta de envio do certificado internacional do clube brasileiro onde jogava.

Da época transacta mantém-se os experientes Pedro Moreira, Yohan, Hugo, André Marques (não tem lugar nesta equipa do Beira-Mar e em nenhuma da primeira liga) Artur, Rui Sampaio, Rui Rego, Paes e Jaime.
Com futuro incerto no clube continuam os guarda-redes Renato e Jonas Mendes, o defesa Tinoco, os médios Tiago Barros, Bornes, André Sousa e Ricardo Dias (deverão ser novamente dispensados) e o avançado Serginho.


Só a vitória nos satisfaz. C´mon Yellows!

Não tendo a qualidade do plantel do ano passado, o plantel desta época do clube aveirense não é mau de todo. Não dá para grandes gastos e só o decorrer do tempo poderá avaliar o trabalho da equipa e do técnico Rui Bento, cuja qualidade continuo a apelidar de muito duvidosa para treinar qualquer clube da 1ª Liga. Mesmo perante o cenário de um investimento interessante por parte do Iraniano Pishyar, o clube terá que viver de acordo com as suas possibilidades e fazer o melhor possível com o que tem. O melhor possível será uma época tranquila à semelhança da época passada e quiçá fazer uma boa taça de portugal e uma boa taça da liga. Se tal for cumprido, a época do Beira-Mar pode dizer-se como cumprida.

Vitória de Guimarães

Olhos na Europa. No Vitória de Guimarães trabalha-se para atingir o objectivo europeu. É claramente o lema de um clube que apesar da infelicidade de ter caído na 2ª liga em 20052006 é um dos únicos clubes do futebol nacional que luta sempre para atingir objectivos altos.

A receita mantem-se. Manuel Machado e contratações de enorme qualidade apesar da instabilidade ao nível de plantel que acontece no Vitória no fim de cada época. A exigência de objectivos a cumprir assim o obriga. O Vitória procura o melhor e como tal precisa sempre de melhorar as suas equipas. Daí que a cada defeso sejam sempre muitos aqueles que saem (ora para clubes de maior dimensão em virtude de boas prestações, ora porque não cumpriram os objectivos que lhes eram designados) e aqueles que entram para ajudar o Vitória a entrar no top-5 da liga portuguesa.
O Vitória entra na época 20112012 com muitas caras novas, grande parte delas desconhecidas do público portugues mas cujas contratações são resultantes de critérios elevados de exigência.

A baliza continua entregue a Nilson.

Na defesa, algumas mudanças em relação à época transacta. Entra Rodrigo Defendi (a maior contratação do Vitória esta épocaantigo jogador de Paraná, Palmeiras, Udinese, Cruzeiro, Tottenham AS Roma) jogador que aos 25 anos ainda tenta uma afirmação na Europa, o central Marroquino Addoua, que já passou por clubes como o Lens e o Nantes. Juntam-se aos laterais direitos Alex e Tony, aos jovens centrais Freire e N Diaye (Freire é um jovem jogador com muito mercado lá fora) ao experiente central João Paulo e aos laterais esquerdos Anderson Santana e Bruno Teles. Manuel Machado parece ter aqui muitas opções de qualidade para a defesa.

Pedro Mendes regressa ao seu clube do coração após passagens por FC Porto, Portsmouth, Tottenham, Rangers e Sporting. Uma carreira de ouro para um médio de luxo que deixa saudades em todos os clubes por onde passou.

No meio campo, Pedro Mendes regressa à cidade berço depois de ter rescindido com o Sporting. Atacado por muitas lesões no último ano, o experiente médio tenta novamente voltar às grandes exibiçõesjogar. Entra também o jovem Uruguaio de 20 anos Jean Barrientos, Leonel Olimpo (médio que se destacou ao serviço do Paços de Ferreira) regressa Henrique Dinis, médio talentoso que teve por empréstimo na equipa B do Deportivo. Juntam-se a Rafael Crivellaro, ao experiente João Alves e aos alas Renan Silva e Edson Sitta. Fora do plantel de Manuel Machado ficou Siaka Bamba, emprestado ao Beira-Mar. O Beira-Mar teve imensa sorte em receber um jogador que tem lugar de caras neste plantel vitoriano, que este ano ficou órfão do seu histórico trinco Flávio Meireles, que acabou carreira.

Para as alas e para a frente do ataque, Manuel Machado dispõe de muitas soluções atacantes que dão muito poder ofensivo a esta equipa.
Para as extremidades do ataque, Tiago Targino, Faozi, Paulo Sérgio e Maranhão. Todos são muito rápidos, muito fortes a ganhar a linha para cruzar e podem incutir bastante fantasia no ataque vitoriano. Na área, estarão Edgar Silva, o Argelino Soudani (jogador que promete muito vistas as intensas negociações que o vitória teve na sua contratação) o boliviano Saucedo (outro reforço) e a dupla William e Marcelo Toscano, dois jogadores que ainda tentam a sua afirmação definitiva no clube vitoriano. William é um avançado mais móvel enquanto Toscano é um jogador universal que pode actuar ora a extremo, ora a 10, ora a 9. Toscano é um jogador com algum potencial e até começou da melhor forma a sua carreira na liga portuguesa com um hat-trick na 1ª jornada da liga 20102011 mas com o tempo veio a ter menos importância na carreira vitoriana.

Perante este tipo de soluções no seu plantel, o vitoria prepara novo assalto à Europa. Finalista vencido da Taça do ano transacto tentará obviamente igualar ou melhorar o pecúlio na Taça e quiçá vencer hoje o FCP na supertaça. Tentará ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo de antemão que a própria qualificação para a fase de grupos será muito complicada visto que no playoff de apuramento vai medir forças com o poderoso Atlético de Madrid.

Alvo de investigações do Ministério Público, o histórico presidente dos Nacionalistas é suspeito de corrupção fiscal num dossier onde até membros do governo regional madeirense estão a ser investigados.

O Nacional de Ivo Vieira foi a primeira equipa da 1ª liga a iniciar o seu trabalho. Devido à participação precoce na 2ª pré-eliminatória da Liga Europa onde os nacionalistas bateram os Islandeses do FH com um total de 3-1 nas 2 mãos e na 3ª onde o clube madeirense não deu hipóteses ao Hacken da Suécia com um compto geral de 4-2 (vitória 3-0 em casaderrota 2-1 fora) a equipa do arquipélago da Madeira teve que iniciar a sua preparação muito mais cedo que as outras equipas.
Do ponto de vista financeiro isso não impediu um bom reforço da equipa de modo à construção de um plantel competitivo. O Nacional está bem de finanças e tem bons contactos no Brasil, o que lhe permite arranjar rapidamente soluções para o seu plantel. Do ponto de vista desportivo, a competição precoce em relação a todos os outros clubes da Liga não permitiu ao Nacional trabalhar com eficácia as suas soluções e o automatismos de jogo, marcar amigáveis de qualidades contra outras equipas e pode ser um esforço que saia caro à equipa com o alongar da época.

No defeso, poucas saídas do plantel, algumas entradas
Em destaque nas saídas, a do guarda-redes Bracalli para o Porto. Nas entradas, destaque para a contratação de Candeias ao Portimonense e o médio Elizeu do Palmeiras.

Na baliza, com a saída de Bracalli a luta será a três: os brasileiros Elisson e Marcelo Valverde e o jovem montengrino Giljen.

Na defesa, muita qualidade como é apanágio do Nacional. Felipe Lopes, Tomasevic, Danielson, Claudemir e Nuno Pinto permanecem no clube.

No meio-campo, exceptuando as entradas de Elisson e Candeias , fica mais ou menos tudo na mesma: permanencias dos criativos Mihélic, Juliano e Skolnic, dos lutadores Luis Alberto e Todorovic e do rápido João Aurélio.

Para a frente, soluções como Mateus, Diego Barcellos, Mário Rondon (contratado ao Paços) Anselmo, Edgar Costa e os reforços André Recife e Oliver. Tirando os contratados, são todos jogadores muito rápidos, muito versáteis e sempre com os olhos postos na baliza.

O Nacional terá novamente o objectivo de ficar no top-5 da liga portuguesa e tentará fazer melhor que o que tem feito nas últimas épocas na Liga Europa (no playoff joga contra o Birmingham da 2ª divisão inglesa) na Taça e na Taça da Liga.
A choupana será novamente sinónimo de dificuldades para as equipas do continente assim como a equipa madeirense deverá prometer novamente bons resultados fora da ilha.

A União de Leiria inicia a época 20112012 mergulhada em polémica. Dificilmente voltará a jogar no Estádio Magalhães Pessoa, à venda 7 anos depois do euro 2004

Defeso muito complicado para a União de Leiria de João Bartolomeu. Aliás, os defesos complicados começam a ser imagem de marca do clube do lis. Ora se despedem treinadores na fase de preparação da equipa, ora se encontram contratos desportivos fraudulentos, ora a equipa muda de cidade pois rejeita continuar a jogar no estádio municipal.
Culpa disso o facto da equipa assumir uma espécie de duas direcções: a do clube e a da SAD. Culpa do facto dos poucos sócios leirienses continuarem a confiar os destinos do clube a uma espécie de ditador chamado João Bartolomeu.

Sou muito sincero quando falo da União de Leiria. É um clube que não tem a ponta que se lhe pegue. Não tem capacidades para andar pela 1ª liga, não tem adeptos, não tem uma época estável ao nível de organização interna, não tem capacidade por lutar por nada. Existem muitos clubes na 2ª liga e até na 2ª divisão B que metem mais gente nos estádios e tem mais capacidade financeira e estrutural para a 1ª liga do que a União de Leiria. Tais factos fazem-me acreditar que mais ano ou menos ano a União cairá por aí abaixo no futebol português.

Pedro Caixinha resistiu ao defeso. É praticamente uma novidade na turma leiriense, após as demissões de treinadores nos últimos defesos.
A direcção Leiriense brindou o jovem treinador com muitos reforços. Muita quantidade pouca qualidade. Entraram Chula (ex-Porto) Luis Leal, Diego Gaúcho, Pedro Almeida, Manuel Curto, Basso Tiago Terroso, o francês Eirchot, Zahovaiko, Abubakar, o experiente central Hugo Alcântara, Bruno Moraes, Djaniny, Ivo Pinto, Jô, Élvis, José Henrique, Shaeffer, Maykon (ex-Paços) e Francisco Júnior. Muita juventude, muita inexperiência, muito tiro no escuro. De todos estes reforços apenas é certo que 4 jogadores estejam capazes de enfrentar um ritmo de 1ª liga. São os casos de Manuel Curto, Hugo Alcântara, Bruno Moraes e Maykon. O resto são autênticos tiros no escuro ou jogadores que não demonstram talento para estas andanças.

Como se tal não bastasse, o Leiria não conseguiu segurar jogadores como Bruno Miguel, Vinicius, Mika e Mamadou Tall.

Actualmente o plantel leiriense ainda não sofreu dispensas e continua a trabalhar com 36 atletas sendo que muitos serão dispensados nas próximas semanas.
Todavia, não gabo muita sorte a Caixinha este ano. No meu entender, a União é desde já candidata à descida.

Pedro Emanuel estreia-se na Académica

Ao contrário das últimas épocas, a palavra estabilidade é a palavra chave que marca a apresentação da Académica. A estabilidade, a rápida tomada de decisões e a confiança podem levar a Briosa a altos voos.
José Eduardo Simões apadrinha a estreia como técnico principal a Pedro Emanuel, sendo que o objectivo claro da Briosa continuará a ser os primeirosPelo contrário apresenta-se a Académica. 7 lugares da liga Portuguesa, objectivo que já tem barbas de velho mas que tem sido fracassado nas últimas 56 épocas. No entanto, ao contrário das últimas épocas, tirando a mudança de treinador (Emanuel substitui Ulisses Morais que esteve em Coimbra só de passagem) o plantel continua basicamente o mesmo o que é de facto um bom sinal para o arranque da nova época dos estudantes.

Algumas saídas de relevo que já eram previstas pela direcção da Briosa, casos de Sougou para o Cluj da Roménia, de Pedrinho para o Lorient de França, de Nuno Coelho para o Benfica. regresso de Addy ao clube de origem após empréstimo aos estudantes, de Amaury Bischoff para o Dinamo de Bucareste e do Panamiano Garcés após passagens decepcionantes pela briosa e de Miguel Fidalgo para o Vitória de Setúbal após passagem risonha por Coimbra.

Entraram Rui Miguel (ex-Kilmarnock) dos antigos Navalistas João Real e Marinho, jogadores que vão acrescentar algumas experiência e qualidade ao colectivo, Adrien e Diogo Valente ficam na Briosa que também recebe Cedric do clube de Alvalade, jogar que pelo seu talento irá tentar jogar mais aproveitando a saída de Pedrinho para o Lorient.

O núcleo duro do plantel da época passada continua: o guarda-redes Peiser, os defesas Orlando, Berger e Helder Cabral, os médios Diogo Melo, Diogo Gomes, Diogo Valente, Hugo Morais e o ponta de lança Éder, jogador do qual admiro o seu potencial.

Analisando o potencial desta equipa da Académica é caso para dizer que Pedro Emanuel terá aqui um plantel com muito potencial para um ano de afirmação na Liga. Acredito que este plantel poderá chegar a um lugar europeu, desejo que já afirmei ser muito procurado para os lados de Coimbra.

Zeca – Do Casa Pia para o Panathinaikos com escala em Setúbal. O exemplo claro que existem muitos jovens jogadores a jogar pelas divisões inferiores com mais qualidade do que muitos estrangeiros contratados pelas equipas de 1ª liga.

O Vitória de Setúbal é novamente uma equipa em apuros.
As dificuldades financeiras não deixam os sadinos pensam em mais do que fugir novamente à despromoção. No entanto, a direcção vitoriana faz das tripas coração para conseguir arranjar planteis simpáticos que lhe garantem épocas onde o objectivo da manutenção é sempre atingido. Parece-me ser novamente o caso desta época.

Saídas imprevistas de Regula para o Catania e de Zeca para o Panathinaikos de Jesualdo Ferreira, transferências que aliviaram as dificuldades nos cofres do clube sadino. Saída mais ou menos prevista de William para o homónimo de Guimarães,
Bastantes entradas que dão coesão ao plantel treinado por Bruno Ribeiro, glória recente do clube como os casos do avançado Miguel Fidalgo (ex-Académica) Bruno Amaro (ex-Nacionaltenta relançar a carreira após anos apoquentados por várias lesões) Tengarrinha, Rafael Lopes (ex-Varzim) e Igor (ex-trofense).

O cumprimento dos objectivos desta época será portanto mais fácil para Bruno Ribeiro do que foi para o seu antecessor Manuel Fernandes. Um nucleo duro constituído pelo guarda-redes Diego Silva, pelos defesas experientes Ricardo Silva, Miguelito, Ney Santos, Tengarrinha e Anderson do Ó, pelos médios Jorge Gonçalves, Bruno Amaro, José Pedro, Djikiné, Hugo Leal e Neca e pelos avançadosextremos Pitbull, Miguel Fidalgo, Rafael Lopes e Bruno Severino dão garantias de uma época tranquila ao Vitória, que até poderá aproveitar para explorar as taças, provas onde o Setúbal já fez história nos últimos anos.

Rio Ave

Carlos Brito também tem um forte Rio Ave à sua disposição.
Algumas saídas no clube não apoquentam o experiente treinador. Saíram Cícero para o Paços de Ferreira, o experiente médio Ricardo Chaves, o prodígio Júlio Alves (irmão de Bruno Alves e Geraldointernacional sub-20) para o Atlético de Madrid e Bruno Gama para o Deportivo. Entram jogadores como Pateiro, o experiente Jorginho (ex-Portoestava no Gaziantespor da Turquia) e Yazalde permanece novamente por empréstimo do Braga. Não são jogadores que venham trazer mais qualidade do que os que saíram mas são jogadores que acrescentam muita experiência a uma equipa já de si muito experiente. Basta apenas ver os jogadores do Rio Ave que tem mais de 30 anos: Paulo Santos, Milhazes, Gaspar, Zé Gomes, Jorginho, Pateiro e João Tomás.

Permanecem também Tiago Pinto, Jefferson, Tarantini e Vitor Gomes (não consigo perceber como é que este jogador continua no Rio Ave dado o seu talento) Braga e Bruno China (jogadores muito importantes nesta equipa) Wires (acabou por permanecer) Fábio Felício e Saulo.

Com este plantel, dúvido que Carlos Brito tenha dificuldades em cumprir os objectivos de manutenção da equipa.

Marítimo

Na outra equipa da Madeira, o Marítimo, como é hábito, muitas saídas e muitas entradas. O objectivo é expresso: atingir novamente a Europa!

Pedro Martins continua no comando da equipa madeirense.

Saídas de jogadores muito importantes nas últimas épocas do clube, casos de Djalma e Kléber para o FC Porto como há muito era anunciado e do guarda-redes Marcelo Boeck para o Sporting. Tirando as saídas mais que previstas dos 3 jogadores, o Marítimo continuo a contar com a sua espinha dorsal, o que garante bastante estabilidade ao seu treinador.
O histórico Bruno abandonou o Marítimo aos 37 anos e após 13 épocas intercaladas com a camisola verde-rubra ao peito que apenas foram interrompidas por um ano de empréstimo ao Camacha e os anos em que esteve no FC Porto e no rival Nacional da Madeira. O médio prossegue carreira no vizinho União, recém promovido à Liga Orangina.

Regressos de Olberdam do Rapid de Bucareste após experiência muito pouco conseguida na liga romena e de João Luiz do empréstimo ao Beira-Mar. O avançado Pouga também regressa ao futebol português depois de ter estado 2 épocas na Roménia e tem a missão de substituir Kléber. Contratação de Salin à Naval para render a saída de Boeck e a contratação de 4 jovens jogadores Nigerianos cujo potencial é totalmente desconhecido: Taiwo Olayiwola, Abuchi, Udojoh e Obayomi.

Na baliza, Salin irá rivalizar pela titularidade com Peçanha. São dois excelentes guarda-redes. Na defesa, as permanências de Robson, Roberge, Luis Olim, Briguel e João Guilherme garantem raça, experiência e eficácia. No meio campo pouco ou nada muda: Marquinho, Roberto Sousa, Rafael Miranda e Selim Benachour recebem os regressos de Olberdam e João Luiz a uma casa que bem conhecem e de Anibal Domeneghini, argentino que actuava no campeonato chileno que é rotulado como um jogador muito veloz e técnicamente interessante.

Na frente Pouga, Danilo Dias e Baba terão a missão de fazer esquecer a dupla Kléber e Djalma, se bem que o Brasileiro já não foi tão importante na época passada como tinha sido em 20092010 devido ao diferendo que mantinha com o Marítimo pela não-concretização da transferência para o Porto no verão de 2010.

Época tranquila também é o que esperam os dirigentes do Paços de Ferreira.
Não é um candidato natural à Europa, mas um clube capaz de facilmente terminar na primeira metade da tabela da Liga, podendo aventurar-se facilmente nas taças.

Depois de ter sido muito elogiado no seu primeiro ano de trabalho no Paços de Ferreira e de até ter recebido convites para treinar equipas mais fortes, Rui Vitória deverá querer incutir uma maior evolução no clube Nortenho. Vitória já provou que é um treinador muito racional que gosta de colocar as suas equipas a jogar um bom futebol.

É certo que esta época sofreu alguns revezes ao nível de saídas, casos de Leonel Olímpio, Maykon, Mario Rondon, David Simão, Nélson Oliveira, Baiano, Bura, Samuel, Pizzi e Amond. Meia espinha dorsal da época passada saiu do clube, facto que não assusta Rui Vitória, treinador habituado por carreira a construir equipas. O treinador e a direcção lançaram-se ao mercado para colmatar as saídas e de acordo com as possibilidades financeiras do clube da capital do móvel reforçaram a equipa com jogadores muito jovens recrutados em divisões inferiores, no Brasil e dois por empréstimo do Porto. Facto que acaba por ser também uma das referencias de Rui Vitória, um treinador que desde os tempos do Fátima na 2ª liga está sempre atento a novos valores que despertam nas divisões inferiores para os conseguir trabalhar e transformar em jogadores capazes de jogar na 1ª liga contra os melhores. Das contratações do Paços, é de destacar então a quantidades de jogadores abaixo dos 23 anos: Eridson (ex-Tourizense) Sassá (ex-Ipatinga) Reinaldo Lobo (ex-Itaúna) Josué (médio centro que estava na Holanda por empréstimo do Porto) Diogo Figueiras (ex-Pinhalnovense) Marcelo Tché (ex-Santa Helena do Brasil) Bacar Baldé (ex-junior do Porto) Carlitos (ex-Oliveirense) Melgarejo (por empréstimo do Benfica). Nomes que decerto causam algum arrepio dada a juventude e a falta de provas dadas no escalão principal do futebol português. No entanto se olharmos ao facto que na época passada Rui Vitória fez evoluir jogadores como Bura, Samuel, Caetano, Pizzi, Mario Rondon, David Simão, Nelson Oliveira, Amond e Javier Cohéne, podemos estar seguros que Vitória compra com algum grau de certeza e é um treinador muito bom a lidar com jovens desconhecidos dos grandes palcos, conseguindo quase sempre que eles evoluam.

A juntar a estas mexidas de defeso, Rui Vitória pode contar com jogadores bastante experientes na 1ª liga como Cássio, Ozéia, André Leão, Manuel José, Filipe Anunciação, Cícero (contratado ao Rio Ave) e com o jovem brasleiro Michel, goleador que deu cartas no Penafiel.

Olhanense

Volta a ser o único representante algarvio nesta liga.
Melhorou significativamente o seu plantel depois de uma época em que a manutenção nunca esteve em risco.
Perdeu Paulo Sérgio para o Guimarães, Carlos Fernandes para a Naval, Maynard, o jovem Joshua Silva e Tiero.
Conseguiu manter Mexer, João Gonçalves (nova dispensa do Sporting) e ganhou Wilson Eduardo, todos por empréstimo do Sporting. Roubou Ventura ao Portimonense por empréstimo do Porto assim como Ivanildo. Tentará recuperar Vitor Vinha (ex-Académica e Desportivo das Aves) jogador que apresentava muito potencial, potencial que nunca fui demonstrado na liga assim como o avançado Zequinha, que depois da formação no Porto e da cena protagonizada no mundial de sub-20 em 2007 se estreia na Liga pela mão do clube de Olhão. Conseguiu também os concursos dos experientes Fernando Alexandre ao Braga e Luis Filipe ao Benfica.

Basicamente, o Olhanense serve de manta de retalhos a jogadores que não conseguiram o seu espaço nos grandes, mas que podem ajudar a equipa algarvia a conseguir os seus objectivos em conjunto com os jogadores que se mantém na equipa, casos de Maurício, Rui Duarte, Ismaily, Nuno Piloto, Toy, Djamir, Dady e Yontcha.

O clube algarvio não terá muitas dificuldades em manter-se na Liga.

Feirense

Segue-se o Feirense. Aveiro voltará a ter duas equipas na Liga, acontecimento que já não se verificava à muitos anos. Penso que a última vez que tal fenómeno aconteceu foi no final da década de 90 com Beira-Mar e Sporting de Espinho. No entanto, pelo que estava a ser demonstrado na luta pela subida na Liga Orangina (Oliveirense, Feirense e Arouca na luta pela subida) era certo o distrito voltar a ter dois representantes na Liga.

Teremos portanto novo derby regional em Beira-Mar e Feirense, derby que motivou uma vez Augusto Inácio (na altura ao comando dos auri-negros) a apelidar o derby “feito para homens da barba rija!”. Nem mais, nem menos.

Depois de 3 épocas a roçar a subida ao principal escalão do futebol português, a turma de Santa Maria da Feira (conhecida por ser a que tinha menos orçamento na 2º liga) aventura-se na Liga, sabendo de antemão que terá que jogar os primeiros jogos em casa em campo emprestado, facto que pode trazer alguma instabiliade à equipa no primeiro terço da época.

O Feirense tem um plantel simpático para abordar a Liga, mas será na minha opinião um candidato à descida. Dos jogadores à disposição do técnico Quim Machado destaque para o experientíssimo guarda-redes Paulo Lopes, para os defesas Jefferon e Luciano, para os médios Ludovic, Diogo Rosado, Cris e Hélder Castro e para os avançados Rabiola, Miguel Pedro e Jonathan.

Gil Vicente

O Gil Vicente é a última equipa deste post.
António Fiuza é um presidente satisfeito com este regresso à Liga. Fez-se justiça tardia em Barcelos.
Vamos ver o que esta jovem equipa de Barcelos poderá fazer este ano. A manutenção não será objectivo fácil.

Na turma de Paulo Alves, destaque para os guarda-redes Jorge Baptista, para os defesas Paulo Arantes e Junior Caiçara, para o médio João Vilela e para os avançados Yero (ex-Porto) Laionel e Hugo Vieira, este último, um jovem que pode ser uma das sensações deste campeonato.

Próxima antevisão: Bundesliga.

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Miséria Argentina

A jogar em casa perante os seus adeptos, esta selecção argentina não ata nem desata.

Depois do empate contra a Bolívia, o empate frente à Colômbia e apenas a vitória interessa aos argentinos contra a Costa Rica (que hoje joga com a Bolívia) para poderem passar à 2ª fase. A vitória no grupo, essa será muito difícil.

Jogo ridículo por parte dos Argentinos. Pior que no jogo contra a Bolívia. Não mereceram sequer o empate, tendo em conta as 5 oportunidades de golo claras que a Colômbia dispôs durante os 90 minutos.

Mexendo apenas no sector defensivo com a troca de Rojo por Zabaleta e a passagem de Zanetti para a esquerda do terreno, os problemas de falta de estruturação e ligação do meio campo com o ataque continuaram na Selecção das pampas. Do ataque, Messi e Lavezzi não fizeram rigorosamente nada e Carlos Teves foi talvez o único inconformado desta equipa Argentina durante a partida. Incompreensível também foi uma das substituições de Sérgio Batista: entrou Gago (acumulou 189 minutos pelo Real Madrid esta época; não sei como foi convocado) para o lugar de Cambiasso quando se exigia de início alguém com as características de um 10: tanto poderia ser Messi como Javier Pastore ou até Riquelme se fosse convocado.

Esta péssima exibição vem claramente contra as palavras do Presidente da Federação Argentina Julio Grandona quando afirmou “Messi não joga mal, os outros é que jogam mal” – Definitivamente todos (à excepção de Tevez, Zanetti, Aguero e Mascherano) estão a jogar mal na Selecção Argentina. Messi, Lavezzi, Burdisso e Gabi Milito tiveram duas exibições para esquecer. O guarda-redes Sérgio Romero teve uma noite menos boa frente à Bolívia mas foi precioso contra a Colômbia nesta madrugada ao defender dois remates de Falcao que levavam selo de golo.

A Colômbia mostrou de facto que tem uma excelente selecção. A melhor desde a geração de ouro dos anos 90. Guarin (fez novamente um jogo notável) Falcao, Armero, Moreno (esteve com um pé em Alvalade; não é mau jogador) Zuniga, Adrian Ramos e os veteranos Yepes e Perea, juntando aos novos valores do futebol argentino como James Rodriguez e Santiago Arias podem constituir uma selecção que pode obter bons resultados tanto ao nível das competições e qualificações da América do Sul como no próximo mundial em 2014.

No que toca a esta Copa América, pelo que vi a Colômbia tem todas as condições para pelo menos chegar à final.

Na arbitragem, destaque para o erro claríssimo do árbitro brasileiro aos 24″ quando Adrian Ramos foi claramente derrubado na área por Nicolás Burdisso. 1º porque era penalty e Burdisso vinha para a rua. 2º porque o árbitro deixou passar a jogada quando a bola sobrou para o falhanço incrível de Moreno, e se o fez propositadamente é um erro ainda mais grave visto que nas leis do jogo não existe lei da vantagem quando se trata de uma grande penalidade.

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