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assim se faz história na UEFA

Papiss Cissé dá a eliminatória aos magpies no último minuto da partida.

Lazio e Stuttgart jogaram a 2ª mão perante um Olímpico vazio por ordem da UEFA. A Lazio foi castigada com jogos à porta fechada por mau comportamento dos adeptos. Caso amanhã o sorteio dite um Benfica vs Lazio, devido ao castigo dos Laziale e ao possível castigo do clube encarnado devido ao comportamento dos adeptos no jogo contra o Spartak de Moscovo (Champions) a eliminatória entre estas duas equipas poderá jogar-se à porta fechada.
Delicioso momento televisivo para quem viu. Jogo em silêncio. Podia-se perfeitamente perceber o que os jogadores costumam falar entre si em campo, facto que não conseguimos perceber quando os estádios estão cheios.

O mesmo se passou no Estádio Ataturk em Instambul, desta vez devido ao mau comportamento dos adeptos do Fenerbahce.

Admirável prestação dos Romenos do Steaua de Bucareste nos dois jogos contra o Chelsea. A fazer lembrar o Sporting na época passada em Manchester. O sonho dos Romenos esteve quase concretizado.

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coisas do futebol do médio oriente

História e Intolerância narram-se em linhas simples. Jerusalem. Teddy Stadium, 21600 pessoas nas bancadas. Clássico da liga israelita contra o Maccabi Netanya. O Beitar de Jerusalém é uma equipa grande em Israel devido ao facto de ser o clube mais representativo da cidade santa,  apesar de só agora se estar a levantar de um hiato desportivo (sem se qualificar sequer para as competições europeias) que dura desde a época 1997\1998. Tem 3 títulos nacionais. O primeiro conquistado em 1991\1992. Os restantes nas épocas 1996\1997 e 1997\1998 onde foi eliminado precisamente pelo Sporting e pelo Benfica n0 playoff de acesso à Liga dos Campeões. Na liga deste ano, o Beitar ocupa a 7ª posição com 33 pontos, a 1 do 6º lugar que lhe permite passar a uma 2ª fase e assim lutar pelo título ou por um dos 4 lugares que Israel dispõe nas competições europeias para a época de 2013\2014. A vitória contra o Netanya poderia colocar o Beitar no top-6 da liga, o que não se verificou visto que o jogo terminou empatado. Detido por um multimilionário Russo-Israelita (Arcadi Gaydamak; fortuna estimada em 3 mil milhões de dólares, valor que o coloca na lista dos 500 mais ricos do mundo) tem, pelo que pude apurar, um novo projecto que visa colocar o clube a lutar novamente pelo título. É nessa estratégia que se enquadra a contratação de Zaur Sadayev, avançado russo de 23 anos de origem tchechena, no passado mês de Janeiro. Sadayev já actuou duas partidas por uma selecção Russa B e aparece em Jerusalém vindo de uma equipa que tem vindo a crescer muito: o Terek Grozny, equipa que disputa o principal escalão da liga russa e que tem a particularidade de pertencer a Grozny, a capital da tchechénia. Ao 4º pela sua nova equipa, Sadayev (muçulmano) decidiu dar um ar da sua graça e apontar o primeiro golo na liga Israelita. O resultado foi o que se viu no vídeo. Milhares de adeptos do Beitar abandonar o estádio depois do golo do seu avançado.

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que injustiça

o benfica não jogou nada, nada, nadinha. teve um penalti ao qual não vou tecer considerações para não incorrer em falso juízo, aproveitou-o e teve mais duas situações na 2ª parte onde podia ter feito golo. de resto, limitou-se a ver o beira fazer o melhor jogo da época, jogo esse que peca pelo facto da equipa ter desperdiçado 5 (5!!) ocasiões flagrantes de golo. depois de ver o Nildo e o Rui Sampaio a correrem quilómetros, de ter visto o Hélder Lopes a agigantar-se ao Salvio em toda a partida e do Yazalde a dar o litro (infelizmente não é um matador) fico com a sensação que este beira-mar estava melhor classificado se tivesse um ponta-de-lança que metesse uns 7 ou 8 golos no campeonato. e esse ponta-de-lança não é Yazalde e tão pouco Abel Camará. Yazalde procura as linhas para ter bola e não é um finalizador. Camará é um avançado bom para jogar com um ponta-de-lança a sério ao lado: é forte fisicamente, ganha muitas bolas nos centrais, não é mau tecnicamente, chuta bem mas falta-lhe algum trabalho de posicionamento e desmarcação, que, a meu ver não é com a idade que possui que vai ser melhorado a tal.

o que me chateia não é a injustiça do resultado. o que me chateia é que os nossos rivais directos, como é o caso do Olhanense, do Moreirense e do Gil já foram buscar pontos nos jogos contra os grandes. nós não aproveitamos nadinha. em Alvalade podiamos ter ganho o jogo em 2 minutos e não o fizemos porque desperdiçamos uma grande penalidade e outro lance na cara de Rui Patrício. na luz, entrámos a ganhar e não suportámos a carga do Benfica, apesar de, nesse jogo, termos sido completamente roubados com aquele penalti duvidoso do Maxi Pereira que indiscutivelmente condicionou aquela partida. hoje, tivemos a bola a um metro da baliza e ninguém, por três ocasioões, conseguiu dar o toque final. não sei se é azar, se é destino. sei sim que em noites de granizo no Porto um dos nossos rivais directos foi buscar um ponto contra todas as espectativas e outros, em Moreira de Cónegos e Barcelos fizeram escorregar Sporting e Porto respectivamente.

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não. por favor!!!

O Benfica TV ganhou a exclusividade em território nacional dos direitos televisivos da Premier League. Acho que é a maior catástrofe nacional desde o programa da lagartixa apresentado pelo Jorge Gabriel. Vamos ter que aturar aqueles belíssimos e inteligentíssimos comentadores em 380 jogos. Há sempre a hipótese de tirar o som é certo. Espero que a MEO, para bem da humanidade, nos surpreenda mais uma vez com o seu serviço e crie a opção que permita ao utilizador ouvir apenas o som de estádio e cortar as falas dos comentadores.

Já agora fica o apontamento: uma vez vi o Jorge Jesus dizer num flash interview posterior a um jogo do Benfica algo como “no futebol inglês é só cenário, os estádios estão cheios mas ao nível de jogo tem um futebol que em relação ao nosso fica curto” – porquê a Premier League Vieira?

Para finalizar fica outro apontamento: se dúvidas existiam, penso que agora está clarificado o papel de José Eduardo Moniz enquanto vice do Benfica.

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daquelas parvoíces de sexta ao almoço

Quando em 2007 Bernd Schuster tomou conta do destino do Real Madrid, uma das primeiras perguntas que fiz a mim mesmo foi precisamente: não me lembro de ter visto Schuster jogar. Até que por ironia do sorteio da Liga Europa, Bayer Leverkusen e Benfica irão defrontar-se e, como não podia deixar de ser, a imprensa deu destaque a este magnífico jogo que remonta à época 1993\1994. Afinal vi Schuster jogar.

Lembro-me deste jogão com alguma clareza até porque estava a torcer pela equipa dos farmacêuticos. A equipa do Benfica, com Schwarz, Kulkov, Yuran, Valdo, Ailton, Abel Xavier, Rui Costa, João Vieira Pinto entre outros, comandada por Toni (o que é que tu queres caralho? Não é falta do Assam caralho?) era uma super equipa e acabou de resto por vencer o campeonato nesse ano. Do outro lado Paulo Sérgio (veio a protagonizar um dos melhores ataques da história do futebol no Bayern de Munique anos mais tarde com Neuville, Jancker, Zickler e Giovanne Elber) Schuster e aquela máquina de golos que a minha memória já me tinha varrido: o panzer Ulf Kirsten.

Ver de novo estas imagens causa-me uma enorme dicotomia: se é certo que actualmente presencio a uma das épocas de ouro do futebol (já começa a ser inquantificável a panóplia de jogadores habilidosos no futebol actual), também é certo que recordo com saudades estes tempos em que o futebol (nacional e internacional) chegava a conta gotas a nossa casa por via das transmissões da RTP 1 e 2 (liga, competições europeias e um joguito da Premier na 1 e na 2 ao sábado à tarde) e posteriormente (já no final da década de 90) pela SIC (alguns jogos da Taça, do campeonato e de ligas estrangeiras nas tardes de semana) e TVI (as habituais noites de domingo em que a estação de Queluz nos brindava com um jogo em diferido da Liga Espanhola e da Serie A). Ainda num destes dias comentei isso com o João Borba: com a revolução das telecomunicações, é raro um dia em que não tenhamos um bom jogo de futebol para ver e temos todas as ferramentas de informação para seguir as incidências do futebol ao minuto. Naqueles tempos, chegávamos até a ver o Sporting para as competições europeias no café pois quando jogava fora apenas conseguíamos apanhar o directo numa televisão estrangeira (lembro-me que em 1994\1995 vi no café do Ti Eduardo o Sporting a jogar em Santiago Bernabéu contra o Real Madrid de Laudrup e Zamorano) e conheciamos os jogadores praticamente por cromos e para sabermos o andamento da coisa tínhamos que chatear o nosso avô a comprar o desportivo. De vez em quando lá os víamos jogar numa competição internacional de clubes ou selecções. A informação contudo não nos agradava porque era escassa. Mas agradavam-nos outros factores: os dias de competições europeias do nosso clube eram vividos desde o acordar até à hora do jogo com muita ansiedade assim como os derbys. Em dia de Benfica vs Sporting ou Sporting vs Porto, acordava louco porque aquele era o dia. Depois, eram as transmissões do Tovar, do Gabriel Alves, do Perestrelo, as suas expressões típicas, as suas calinadas, no caso do Tovar, a sua sabedoria de futebol, sabedoria à qual o Luis Freitas Lobo ainda terá que comer muita sopa para alcançar.

Fica a nota. Assim como fica a memória do jogo em que Rui Costa, no seu estilo elegante, fez 3 assistências.

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algumas notas sobre o Sporting

1. Franky Vercauteren prepara-se para mais uma fase atribulada da vida do clube. O Belga já disse que em Janeiro as coisas vão mudar de forma drástica, podendo dar-se aquilo que ultimamente se tem chamado “revolução dos b´s”. O que poderá vir, como já defendi neste blog no post que escrevi a seguir ao Sporting vs Benfica é a ascenção de muitos jovens da equipa b para a equipa principal já em Janeiro para a construção do futuro do clube. Como tal, a ascenção dos miúdos, cumprindo uma estratégia que passa claramente pela aposta na formação do futuro (existe outra opção neste momento para o clube face a situação pantanosa das suas finanças?) poderá levar a que o clube tenha que fazer e bem uma purga dentro do balneário. Para já, Betinho, Dier e Esgaio já estão dentro do plantel da equipa principal. Da equipa B poderão juntar-se João Mário, Filipe Chaby, Bruma, Gael Etock e Diego Rubio. E que tal também fazer regressar os emprestados Wilson Eduardo e Nuno Reis. Continuo a dizer que face aos problemas actuais que o Sporting tem em várias frentes, a estratégia passa por sermos um clube de formação, com um treinador ambicioso e motivado para trabalhar com a prata da casa, sem objectivos e como tal sem pressão de vitórias. Gasta-se o que se tem e os miúdos, bem formados na Academia, correm por um bom contrato com o clube. Em vez dos colossais 40 milhões de orçamento, orça-se a época em 10.

2. Sinceramente quanto a esta questão sou franco: se eu pudesse mandar no sporting, fazia uma razia por completo naquele balneário. Existem muitos salários chorudos e inúteis naquele plantel que devem ser eliminados para bem das finanças actuais do clube (já sabemos que não iremos novamente à Liga dos campeões para o ano e tomara até que nos qualifiquemos para a Liga Europa) e jogadores cujos passes ainda podem dar algum equilíbrio ao clube (outros nem tanto, por causa da brilhante ideia do Gordinho dos fundos de investimento). Pensemos então pela óptica da folha salarial. Por mim iam: Boulahrouz, Xandão, Pereirinha, Adrien, Pranjic, Elias, Gelson, Jeffren e Ricky. Fosse pelo preço que fosse. Outros a meu ver estão na corda bamba: Carrillo tem potencial para render muito mais, Insua está uma sombra daquilo que foi na época passada, Schaars e Capel idem.

3. Ultimamente tem-se especulado sobre as saídas de Elias para o Flamengo e Ricky para a Fiorentina. O primeiro está mortinho para ir para o Brasil ganhar o que ganha em Portugal. Elias prometeu muito e pouco se viu dele neste último ano e meio. Era o primeiro a zarpar. Ricky por 10 milhões para a Fiorentina. Má notícia para um clube do quanto gosto. Seria uma óptima venda para o Sporting não fosse o facto de Ricky ter 70% do seu passe tomado por um fundo de investimento.

4. Noutro prisma há o dossier Izmailov. Vercauteren abriu a caixinha de pandora e diz que não conta com o russo porque não o vê treinar. É portanto difícil para um treinador a aquecer o poleiro convocar alguém que não vê treinar. É certo que Izmailov está praticamente acabado para o futebol. A sua lesão no joelho obriga-o, em alto rendimento, a ir à sala de operações uma vez por ano. Arranjem-lhe uma solução por favor desde que essa solução não seja a saída por trocos para um rival.

5. É precisamente sobre o dossier Izmailov que gira um rumor de que o Sporting e o Porto estarão a negociar a transferência do russo. O Jornal Record fala de uma troca de jogadores: o internacional russo por Miguel Lopes e Kléber. Não sei se é fogo de vista para intranquilizar ainda mais as hordes do clube, ou se, à semelhança do que o Porto fez com Moutinho, é mais uma jogada do clube do norte que visa dar um tiro letal nesta paupérrima direcção de Godinho Lopes. Acredito nos 2 cenários. No entanto, a confirmar-se como verdade, o Sporting está a negociar um activo com o rival em troca de amendoins, de jogadores medíocres que não entram nas contas do rival e não são precisos em Alvalade. As notícias também afirmam que Jorge Nuno Pinto da Costa deverá ter dito não quanto a Kléber, o célebre jogador ao qual o Sporting (quando jogava no Marítimo) fez melhor proposta que o FC Porto, mas, como se sabe, depois do problema levantado e de sucessivos aliciamentos ao jogador, o Atlético Mineiro (detentor de 52% do passe do jogador) já tinha o arranjinho feito com o Porto. Pior que isso, a confirmar-se, é o Porto gozar novamente na cara desta direcção ao rejeitar a inserção de Kléber no negócio.

6. Dá pano para mangas. Esta direcção do Sporting parece ter memória curta. Não se lembram dos casos Adriano, Paulo Assunção, Ruben Micael, Kléber e João Moutinho. Os primeiros três foram desviados de Alvalade em virtude do conluio que existia entre as direcções do Porto-Nacional e Porto-Atlético Mineiro. A história do 4º dispensa apresentações e por conseguinte comentários. É certo que no nosso futebol, vender directamente a um rival ainda permanece assunto tabu, tendo em conta aquilo que se passa em Inglaterra ou Itália, onde os grandes trocam jogadores como se de cromos se tratassem. Neste caso específico, a confirmar-se a veracidade das negociações, não me importo nadinha que o russo rume ao Dragão se o Porto pagar a sua cláusula de rescisão. É assim que a credibilidade de um clube se repõe. Queres o jogador, pagas o jogador.

7. Sobre as finanças do clube. Outra notícia nos desportivos dá o sinal de alarme há muito esperado em Alvalade. O nosso maior credor financeiro, o BES, prepara-se para tomar conta do clube para reaver aquilo a que tem direito. Espero que sim, pode ser que alguém que não perceba nada de futebol consiga por o clube na linha já que o Gordinho e seus pares, não percebem nada de futebol e estão a enterrar cada vez mais as finanças do clube. 12,5 milhões é a verba, segundo a imprensa, que o Sporting necessita para continuar com o controlo maioritário da sua SAD. Os investidores-salvadores prometidos por Gordinho da Russia, India, China, Qatar e Bahrein não apareceram para o resgatar. Como se algum dia alguém quisesse investir o quer que fosse num clube como o Sporting.

8.  Eixo Godinho-Barroso. O ardiloso que entregou a cabeça de Duque por um lugar na federação e o médico que deveria ser proíbido de falar sobre o Sporting pois sempre que fala só diz merda. O primeiro é pior charlatão do Sporting desde a presidência de João Rocha. O segundo apela a que ninguém dê informações do clube quando ele, e os seus pares da Assembleia Geral são os primeiros a dar essas informações e a criar instabilidade no mesmo. E não existe ninguém que trave as suas verborreias mentais naquele programazeco de segunda. No entanto, não consigo perceber a lógica de quem um dia esteve com o Gordinho e no outro já quer que o Gordinho se ponha na alheta. Agora que as coisas correm mal zangam-se as comadres?

9. Jesualdo Ferreira para manager (manager?) do clube. Sem comentários. Provavelmente lá na Grécia os pagamentos já não chegavam a tempo e horas. Também desconfio que não cheguem a tempo e horas no Sporting. Manager? Ao estilo Inglês ou ao estilo Gordinho Style? Não percebo as funções, não percebo a escolha e assalariados sem fazer nada dentro e fora da estrutura do Sporting já há muitos (Sá Pinto\Domingos\Freitas)

10. Perante isto, mais um empate na Madeira. Mais do mesmo. Mais dos suspeitos do costume, os centrais. Mais um pouco daquela falta de ambição a que eles nos habituaram nesta época. E Vercauteren diz: “os jogadores precisam de férias” – já regressaram delas?

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e eu concordo

Final do Campeonato do Mundo de Clubes.

Corinthians vs Chelsea

Oscar é para mim o médio do futuro. Desde o mundial de sub-20 que já tinha esse estatuto. Ainda espreitei alguns jogos do Internacional de Porto Alegre para confirmar as dúvidas que me restavam. É, desde que sigo a Premier, o 2º brasileiro a assentar que nem uma luva no futebol de terras de Sua Majestade. O primeiro, pelas características óbvias e tão diferentes do Brasileiro comum foi Gilberto Silva. De características diferentes da do antigo internacional brasileiro que teve a sorte de um dia ser chamado por Scolari para um Campeonato do Mundo devido à lesão de Emerson (designado em Itália como O Velho), Óscar também ele tem características que não são comuns no típico médio canarinho: é simples e não opta pelo típico futebol rendilhado, tem uma técnica acima da média, é talentoso e eficaz no passe curto e no passe longo e remata com alguma eficácia de meia distância. Para o meio campo dos relvados ingleses, onde o futebol rápido e nem sempre bem jogado obriga a que os médios sejam soltos, rápidos e eficazes na distribuição de jogo, Oscar é peixe dentro de água.

Sabendo que não ia ser titular contra o Timão (deve-lhe ter saltado a tampa obviamente; apesar de ter vindo para o Chelsea do Inter, Óscar foi formado no São Paulo e só um São Paulino sabe o ódio que essa estirpe tem aos galinácios, vulgo, Corinthians) o médio brasileiro deverá ter dito acerca do seu treinador Rafa Benitez algo como “ele é louco” – e é de facto.

Há uns anos atrás, fruto das vitórias com o Valência na Liga Espanhola e Taça Uefa em 2004 (com muito mérito diga-se) e do Liverpool na Champions em 2005, Benitez era posto no pedestral de José Mourinho. O tempo veio a confirmar que o espanhol não faz sombra ao Português. Em nada. Há que relembrar os exitos de Benitez na premissa dos planteis do Valência de 2003\2004 e do Liverpool da época seguinte: autênticas máquinas de futebol. Com recursos, o futebol prova que tudo é possível.

Depois do sonho veio a desilusão. Benitez teve quase a fazer do Liverpool campeão (já não acontece desde 1991). Quase, não fosse o fantástico futebol do Manchester de Ronaldo. O modelo Benitez (muito parecido com o modelo Wenger só que executado apenas o recrutamento de jovens espanhóis esgotou-se) e com ele também se esgotou a paciência de um clube atolado em dívidas. Veio a era Gilette e Benitez, como qualquer treinador sem resultados, foi posto no olho da rua. Passados alguns anos, apanhou o restolho da era Mourinho no Inter. Como qualquer restolho deixado por Mourinho, Benitez não teve no Inter aquilo que nunca teve (Segundo os especialistas da bola) em qualquer clube por onde passou: mão-de-ferro. Ainda os jogadores campeões europeus do Inter de Mourinho choravam a saída do Português para Madrid e já Benitez era posto no olho da rua.

Veio o Chelsea. Campeão europeu em título. É certo que Di Matteo foi, até hoje, o mais improvável campeão europeu. Apanhou um Chelsea em ruínas depois da passagem do furacão Villas-Boas. Apanhou um Chelsea a meio de uma eliminatória europeu com um 1-3 servido no San Paolo em Napoli, onde, diga-se de passagem, o Chelsea levou um cheiro de bola tão grande que merecia ter saído da Bella Napoli não com 3 mas com 6. E na 2ª mão, com um Super Napoli (recordo-me do golaço apontado pelo Gokhan Inler) Di Matteo e os jogadores viraram uma eliminatória que 15 dias antes parecia perdida. Isto sem falar que depois do Benfica (onde o emblema da Luz fez tudo para merecer o apuramento), o Chelsea vai dar aquele recital táctico a Nou Camp para depois vencer o tão desejado sonho de Abrahamovic na final contra o Bayern.

Ainda no êxtase da vitória europeia, Abrahamovic deu condições ao técnico italiano e reforçou a sua confiança e plantel. O Chelsea tem de longe o melhor trio de médios do futebol britânico: Hazard, Oscar e Mata. E por detrás deste trio ainda existe um Lampard, que apesar da idade, ainda aparece de vez em quando para mostrar o velho Lampard do passado. Di Matteo, como se esperava, confirmou o lucky shot obtido pela champions e não teve unhas para tocar a guitarra que Abrahamovic lhe tinha dado. A paciência do Russo esgotou-se quando não devia e para o seu lugar contratou Benitez que em tantos jogos ainda não acertou uma. Moral da história: por mais mal que um campeão europeu se esteja a portar, é quase regra de ouro (ainda mais no futebol britânico) que o treinador campeão merece mais oportunidades daquelas que mereceu Di Matteo. Ainda mais, quando é substituído por um louco.

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vândalos

alvalade

Diário de Notícias

Se bem me lembro, há cerca de 1 ano atrás, na Luz, chamavam aos adeptos do sporting vândalos, animais, cambada de arruaceiros e outros nomes pejurativos que não me atrevo a pronunciar por motivos de higiéne linguística neste espaço.

Os mesmos, hoje, estão calados.

Há um ano atrás, na Luz, enfiaram 2500 elementos pertencentes às claques organizadas, dentro de uma jaula, sem o mínimo de condições num sector do estádio da Luz. À direita, uma claque do Sport Lisboa e Benfica. À esquerda e atrás, a polícia. A justificação era a protecção da segurança no espectáculo. Hoje, o Sporting colocou os adeptos do Benfica num sector, o de sempre, destinado aos adeptos adversários, sensivelmente longe das claques do Sporting, sem uma caixa de protecção e com polícia no exterior. E aconteceu isto…

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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queres ser presidente mas não te perdoamos o facto de não teres acabado a carreira no sporting

Figo admite. 

mas rui costa, quando o milan já não o queria porque sabia que as sucessivas lesões que tinha já não o deixavam render o esperado, não teve dúvidas e assinou pelo benfica. mal ou bem, voltou à casa mãe e cumpriu dois anos de contrato. despediu-se em pompa perante milhares de adeptos que sempre desejaram que o maestro voltasse a jogar na luz.

figo sempre admitiu que não estava nos seus planos voltar a alvalade. podia tê-lo feito quando o Real o dispensou. preferiu aumentar a fortuna no Inter.

e rui costa, encostado por Vieira na SAD do Benfica, continua a fazer aquilo que lhe dá mais prazer que é trabalhar\ajudar para o clube.

figo por sua vez saiu por meia dúzia de trocos para o Barcelona em 1995. rui costa por 1 milhão para a fiorentina. a diferença? figo é um indíviduo que só vê cifrões à frente. a carreira dele assim o provou. em 1995 saiu para Nou Camp por míseros tostões (comparando a sua transferência posterior do Barça para o Real em 2000) porque não quis renovar (era uma renovação fictícia para o clube o poder vender por uma verba superior) contrato com o sporting. rui costa renovou com o benfica e saiu pelo preço justo da altura. rui costa aguentou o máximo que pode na fiorentina e apenas saiu porque o clube estava inundado de dívidas e precisava urgentemente de o vender. em 2001, quando rui costa saiu para o milan, assinou uma renovação (fícticia, pois toda a gente sabia que teria que ser vendido) para a fiorentina poder receber 20 milhões de euros em vez de nada.

aposto em como a maioria dos sportinguistas não querem figo como presidente do clube. e eu sou um deles. atenção ao facto de sempre ter afirmado que Luis Figo era o meu ídolo de infância. e aposto também como 100% dos benfiquistas votavam em rui costa em alternativa a vieira.

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Por vezes sou defensor da perpétua

Hugo Inácio. Atirou em 1996 um very-light no Estádio Nacional da bancada onde se encontravam os adeptos do Benfica para a bancada do topo norte onde se encontravam os adeptos do Sporting numa final da Taça de Portugal, tendo morto um adepto do Sporting, pai de duas filhas. Por sorte, o atingido não fui eu ou os meus pais que nos encontrávamos um pouco mais abaixo do sítio onde o very-light caiu. Num julgamento processado “à boa maneira portuguesa” apenas foi condenado a 5 anos de prisão quando de facto deveria ter sido condenado à sentença máxima que a moldura penal portuguesa prevê. Como se isso não bastasse apenas cumpriu 4 anos de prisão. Andou foragido durante 11 anos sem que qualquer autoridade policial tivesse interesse em recapturá-lo para cumprir a restante sentença mais a agravante de ter fugido da prisão. Voltou a aparecer (ou talvez nestes 12 anos nunca tenha andado desaparecido) nos jogos do Benfica e ainda teve a distinta lata de ferir um polícia depois de se ter envolvido numa rixa de claques. Vale a pena ir ao futebol?

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Queria o quê?

Para um gajo condenado a 11 anos e meio de prisão que anda foragido há 4 anos da Justiça Portuguesa.

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“eu não vou pagar uma viagem para Portugal para ser preso”

o mestre da venda duplicada do mesmo terreno está de volta.

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quando o Benfica enchia o Municipal de Águeda

Recreio Desportivo de Águeda – época 1983\84 – 1ª divisão

reza a crónica do meu avô que nesse jogo havia gente junto às linhas (final e lateral) e polícia com fartura para permitir que os jogadores pudessem fazer lançamentos e marcar cantos sem interferência dos espectadores.

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bom dia

o beira-mar joga logo à noite no Estádio da Luz. Prevê-se bom tempo e o fim da linha para Ulisses Morais.

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luisão apanhou 2 meses de suspensão

é justo. mas Sá Pinto em 1997 apanhou 1 ano por bater num seleccionador. coisitas da era Madaíl. eram tempos mais duros e difíceis. e era o sporting. e era sá pinto. e era um seleccionador nacional que estava afectado da mona há muito tempo.

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achega do dia

comecem a investigar o negócio da transferência do Hulk para o Zenit. Não pelo facto do dinheiro do Zenit vir da Gazprom (empresa estatal russa do sector petrolífero) mas pelos valores pagos pelo clube russo ao porto e pelos valores declarados pelo Porto à CMVM. O porto fala numa transferência cifrada em 60 milhões de euros, sendo que 85% do valor da transferência ia para o cofre dos dragões.

O empresário do jogador fala em venda de 100% do passe, 85% por parte do FCP, tendo os dragões recebido cerca de 40 milhões pela transferência e os detentores dos restantes 15% cerca de 20 milhões. Gostava portanto que alguém me explicasse como é que uma transferência de 60 milhões numa variável 85%\15% rende 40 milhões para o clube e 20 milhões para um minoria que fazendo percentagem só poderia receber algo como 9 milhões de euros? Sim, o meu caro leitor está certo: existiram mais pessoas a receber do negócio em comissões. Quem? os detentores dos 15% do passe, o empresário, um banco possivelmente (como mediador do negócio) e… está claro, dirigentes da própria SAD portista como é apanágio de cada jogador que é vendido pelo clube. Basta só olhar ao valor que foi pago em comissões pelas transferências de Danilo e Alex Sandro do Santos para o Porto (cerca de 5 milhões de euros) e o valor que os administradores do Porto receberam em prémios relativos à temporada 2010\2011 (4 milhões de euros). Até no negócio da transferência de Mangala, 1,5 milhões foram para comissões relativas à transferência. Até nas despesas com representação, limpeza e outros serviços, o Porto declarou gastos de 13,7 milhões de euros. Toda a gente sabe que a Câmara de Gaia, por exemplo, recebeu e recebe uma batelada de dinheiro através da Fundação Porto-Gaia para a construção e manutenção do centro de estágios do Olival, imóvel ao qual cobra uma renda simbólica de 500 euros mensais ao FC Porto. Sim, 500 euros mensais! De onde é que vem portanto os gastos que ascendem aos 13,7 milhões de euros?

Para baralhar mais as contas, o Zenit veio afirmar que só pagou 40 milhões pelo brasileiro. Mas o valor comunicado pelo Porto à CMVM foi efectivamente de 60 milhões.

A lei é bem expressa neste tipo de situações. A falta do dever de informação da SAD portista à CMVM sobre a realização do negócio – “deve ser completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita” – origina uma multa ao regulador que pode ir dos 25 mil euros aos 5 milhões de euros. Relembro por exemplo que o Sporting foi multado em cerca de 25 mil euros por não ter comunicado à CMVM em Maio de 2011 que estava a negociar Domingos Paciência. E que o Benfica foi multado em 2009 em 40 mil euros por ter comunicado à CMVM que estava a negociar Ramires com capitais próprios quando o jogador não foi adquirido com capitais totalmente próprios dos encarnados mas em colaboração com um fundo de investimento.

Não basta portanto que para se descobrirem estes podres da indústria do futebol se opte apenas pela realização de auditorias às contas dos clubes por intermédio de empresas por si contratadas. É necessário que a tutela da pasta das finanças comece a pensar seriamente em vasculhar estes meandros, até porque a indecência dos capitais que andam a circular no mundo do futebol poderiam começar a sofrer uma taxa por parte do estado português. Aqui está uma boa maneira do estado ganhar receitas. Anda muita mas muita boa gente a enriquecer-se com este tipo de especulação no mercado, inclusive o presidente do Futebol Clube do Porto. Está portanto na hora de começar a por um travão nisto.

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os talentosos doidos de Manchester

Esta transferência de Javi Garcia para o City é anedótica:

1. O Benfica fica sem qualquer trinco no plantel. E com os 20 milhões que recebe do City não só não colmata as deficiências que tem no lado esquerdo da defesa e no meio-campo (Aimar precisa de um substituto à altura). Matic não é Javi Garcia nem nunca o será. A única semelhança que tem é de facto a altura.

2. O valor da transferência (20 milhões + 3 possíveis por via de objectivos) é surreal. Javi Garcia não é jogador para valer uma vintena.

3. O City continua a esbanjar dinheiro desnecessariamente. Garcia vai para Manchester enfrentar a concorrência de Jack Rodwell, Gareth Barry (se bem que este joga em outras posições) e Yaya Touré (para mim o melhor trinco do mundo).

4. Vieira afirmou hoje que o clube precisa de vender para cumprir as suas obrigações. Falta de dinheiro? A resposta é conclusiva. Bastará olhar para a pouca efusividade de gastos que o Benfica fez nesta pré-temporada e ter em conta o que o clube gastou nos defesos das últimas temporadas.

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Que se prepare para voltar aos relvados na próxima eusébio cup

Irreal. Irracional.

Os amigáveis de clubes que se disputam por esta altura em todo o mundo são jogos cuja nomeação da arbitragem para os mesmos pertence às federações do país onde se realizar o jogo ou a uma onde um dos clubes intervenientes seja afiliado. Como tal, se o árbitro dessa partida, agredido pelo jogador do Benfica, decidir escrever o incidente no obrigatório relatório de arbitragem da partida, será aberta uma queixa na UEFA por parte da federação em causa (neste caso a Alemã) e poderá ser estabelecida uma punição para os clubes (Dusseldorf e Benfica) e para o jogador que agrediu.

Desde que acompanho a sério o futebol, só me lembro de uma situação do mesmo género e outra, que pode ser dada como análoga:

1. O enfant terrível do fascismo Paolo Di Canio (aquele que saudou uma vez os irreducibile laziale com a saudação fascista de Mussolini) na irónica época de 1997\1998 ao serviço do Sheffield de Wednesday, depois de se ter pegado com o central do Arsenal Martin Keown, empurrou o então arbitro internacional Paul Alcock depois de ter visto cartão vermelho. A FA castigou o jogador italiano com uma suspensão de 11 jogos e uma multa de 10 mil libras.

2. Um ano antes do incidente protagonizado por Di Canio em Inglaterra, o actual treinador do Sporting Ricardo Sá Pinto, tendo a notícia que não estava no lote de convocados de Artur Jorge para os encontros de então da Selecção Nacional, dirigiu-se ao Jamor e agrediu com socos o seleccionador nacional da altura (Artur Jorge) e o seu adjunto (Rui Águas). Depois de um longo processo contencioso na FIFA, onde a FPF apelou ao organismo internacional para que punisse de forma exemplar o jogador do Sporting, a mesma acabou por se decidir por 1 ano de suspensão do atleta, exclusivo à participação em competições organizadas pela FPF. Esse facto levaria o Sporting a procurar um novo clube para o atleta e a transferi-lo para a Real Sociedad, onde pudesse continuar a sua carreira.

Visto que o futebol é uma arca cheia de momentos e histórias, é de relembrar que o capitão do Benfica já protagonizou uma cena no passado com um antigo companheiro de equipa, situação à qual passou impune na justiça desportiva:

Estavamos a meio da temporada 2007\2008 num jogo disputado no Estádio do Bonfim entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. Com os sadinos a vencer a partida, Luisão e Katsouranis desentenderam-se no relvado e estiveram perto de trocar uns mimos. O arbitro dessa partida optou por não expulsar os dois jogadores como determinam as leis do jogo para casos de agressões dentro e fora do relvado.

Já que estou numa de analogias, num futebol mais evoluído que o Português, na época 2004\2005, dois jogadores do Newcastle (Kieron Dyer e Lee Bowyer) tiveram uma atitude semelhante, esbofeteando-se no relvado como podemos ver pelas imagens do video abaixo postado:

Sem meias medidas, o arbitro da partida expulsou os dois atletas e a FA voltou a ter mão pesada no desfecho do caso, punindo os dois jogadores com 3 jogos de suspensão.

No que toca ao incidente desta tarde no jogo entre Dusseldorf e Benfica:

1. Dado que o carácter amigável do jogo e a nomeação da arbitragem pela Federação Alemã, caso o árbitro da partida decida escrever o incidente no relatório de jogo (não vão Rui Costa ou o LF Vieira fazer a habitual visita ao balneário do árbitro) levará a que a federação germânica comunique a intenção da UEFA abrir um processo disciplinar ao capitão encarnado. Até porque Luisão é o capitão de equipa e o lema da UEFA pelo “respeito” no futebol deverá garantir que os capitães das principais equipas europeias sejam os primeiros a praticar o respeito pelas leis do jogo. Dúvido portanto que esta situação passe em claro aos olhos da instituição que guia o desenrolar do futebol europeu.

2. A própria FPF deverá fazer uma visita ao passado e ao caso específico de Ricardo Sá Pinto. Se um murro num seleccionador nacional valeu 1 ano de suspensão, o que deverá valer um empurrão num árbitro? Esperemos que a instituição presidida por Fernando Gomes volte a demonstrar a força de pulso que Gilberto Madaíl e seus pares demonstraram aquando do caso do agora treinador do Sporting.

Luisão poderá começar a pensar em comprar o red pass para os jogos do Benfica no Estádio da Luz. Estou seguro que só o voltaremos a ver jogar na próxima Eusébio Cup.

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