Tag Archives: Zlatan Ibrahimovic

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Oops! É pena que depois da graçola tenha feito o auto-golo que deu a vitória ao PSG.

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futeboladas

O Real Madrid apura-se à rasca mas apura-se…

Várias notas de uma partida que fui vendo aos pedaços enquanto via em simultâneo o PSG – FC Porto:

1. Modric está a pegar de estaca no miolo do Real Madrid. Se Pirlo é para mim o melhor, se Iniesta é o 2º melhor, Modric completa o pódio. É uma delícia vê-lo girar e ziguezaguear neste meio campo do Real Madrid com aquele futebol açucarado de passe simples, passe a rasgar e criatividade que todos conheciamos de White Hart Lane. A assistência para o 2º golo é perfeita.

2. O regresso de Kaka. Mourinho conta com ele a partir de agora. O Brasileiro respondeu com uma exibição como há muito não se via. Por momentos pensei estar a ver o Kaka de 2007.

3. O Ajax. Pouco maduros mas dá para perceber que tem ali outra geração e tanto. Eriksson é o líder da banda. Centrocampista moderno, arejado e com uma visão de jogo acima do normal. Pela lógica do clube, não ficará por muito tempo na Amsterdam Arena. Outros me sobressaem à vista neste plantel do Ajax: Daley Blind, Boerigter, Sana… a ver vamos se o Ajax consegue finalmente consolidar um lugar europeu coadunante com a sua história.

4. A saída maluca de Casillas. As saídas nunca foram o seu forte. Mas merece perdão, sempre. Por cada golo mal-batido, Casillas faz 15 defesas impossíveis. É para mim, indiscutivelmente, o melhor que vi defender em toda a minha vida.

A feijões é certo, mas, Málaga e Anderlecht proporcionaram um grande espectáculo no fecho desta fase de grupos.

Duda marcou 2 golos e a Liga dos Campeões para o Málaga toma contornos muito peculiares para os jogadores lusos visto que aos 2 desta noite do internacional português juntam-se os 4 marcados por outro internacional luso: Eliseu.

O internacional sérvio Milan Jovanovic faz o golo da noite. Depois de uma experiência falhada no Liverpool, este jogador que se deu a conhecer por via do rival Standard de Liège é o autêntico patrão desta equipa de Bruxelas.

O internacional Camarones Carlos Kameni fez, pelo que vi nos highlights da partida, uma exibição muito solida contra o Anderlecht e evitou por várias vezes a vitória dos Belgas.

O azar de Helton ensombra uma exibição pouco conseguida do Porto no Parque dos Principes.

A defesa do Porto permitiu ao longo do jogo muitas brechas ao poderoso ataque do PSG. Pelas alas, essencialmente, Lavezzi, Menez e Ibra fizeram o que quiseram dos laterais do Porto. No entanto há que reconhecer a bela partida que fez Nicolas Otamendi perante o monstro que é Zlatan Ibrahimovic.

Ao contrário do que já me disseram hoje, o meio-campo do Porto esteve muito bem. Moutinho e Lucho anularam por completo a influência de Chantome na distribuição de jogo do PSG e isso notou-se a partir do momento em que o PSG praticamente só conseguiu desiquilibrar a partir de rápidos contra-ataques, onde lá está, os 3 da frente são fortíssimos (principalmente Menez e Lavezzi por serem jogadores muito rápidos e de drible fácil). O outro médio-centro dos parisienses (Matuidi) foi insuficiente para travar João Moutinho. O internacional francês correu muito mas nem sempre bem. Isso só prova a eficiência que o médio do Porto tem no jogo da sua equipa. Na frente, James fez o que pode, Varela esteve desinspirado e Jackson continuou a mostrar muito da sua raça e da sua qualidade.

Apesar do Porto ter perdido aqui um encaixe financeiro na ordem do milhão de euros, a passagem no 2º lugar trará um adversário mais acessível no sorteio dos oitavos-de-final. Valeram as excelentes exibições em 3 jogos deste grupo: PSG em casa e os dois jogos contra o Dinamo de Kiev.

Quanto ao PSG, ainda não vi grande coisa que me deslumbre. É uma equipa com muitas individualidades, é. Mas Ancelotti ainda não conseguiu construir um colectivo coeso e sinceramente não gosto da filosofia de jogo desta equipa por pecar excessivamente por um jogo típico de futebol italiano: ferrolho e contra-ataque. As individualidades da equipa praticamente que tentam remar cada um por si. O que de facto ofusca a presença, por exemplo, de um senhor no meio-campo chamado Javier Pastore. Para se tornar uma equipa mais consistente, o PSG também deveria ter um bom médio box-to-box que transporte bola. Chantome é bom jogador mas está muito aquém do potencial dos colegas da frente.

O golo do Julien Schieber (contratado ao Estugarda no Verão) coroa um jogo em que o Borussia de Dortmund aplicou um autêntico rolo compressor no Manchester City. Pela 2ª época consecutiva, os Citizens não transformam em resultados o potencial que tem. De Parabens está Jurgen Kloop. No sábado teve uma partida decisiva para a equipa a contar para a Bundesliga onde conseguiu remediar (dada a diferença pontual entre Bayern de Munique e Dortrmund na tabela classificativa) um mal menor para a equipa Vestfaliana ao conseguir um empate na Allianz-Arena, para, hoje, conseguir eliminar os campeões ingleses que terão que se contentar novamente com uma ída à fase final da Liga Europa.

Não tinha dúvidas que depois da desastrosa participação do Borussia na edição do ano passado da Champions (saiu vergado na fase de grupos com duas goleadas frente ao Marselha, que depois eliminaria o Inter com um golo de Brandão no último minuto da 2ª mão em Giuseppe Meazza) esta equipa iria dar cartas na edição deste ano, fruto de uma maior evolução da equipa e do próprio talento (muito rica em talentos) que neste momento tem. Saiu Kagawa para o United é certo, mas, a entrada de Réus (um desiquilibrador nato) e a evolução da dupla Perisic\Gundogan, rapidamente compensaram a saída do internacional Japonês para Old-Trafford.

Não tivessem os campeões russos desperdiçado tantas oportunidades de golo no jogo da 5ª jornada contra o Málaga (acabou empatado 2-2) e hoje, com esta vitória em Milão, estariam apurados para os oitavos. Allegri continua em maus lençois. Apesar do apuramento (aos tropeções, diga-se) este Milan necessita de uma reforma urgente caso queira manter-se competitivo (na Série A está a ser um autêntico desastre; salva-se apenas a vitória no clássico contra a Juventus) e Galiani já deu a entender que a reforma não passa por Allegri. Guardiola já piscou o olho ao Milan. No entanto, Allegri está a ser vítima de um embuste directivo pois está a treinar uma equipa muito jovem, muitos furos abaixo dos planteis do Milan nas últimas 5 épocas e com hora de saída previamente combinada.

O Zenit sai pela porta pequena da competição para a Liga Europa, mas, torna-se para já, para mim, o contender nº1 à vitória dessa competição. No entanto esta eliminação mostra que Spalletti terá que trabalhar mais a equipa. Para o ano acredito que o Zenit aparecerá com uma força incrível na champions caso consiga vencer ou classificar-se pelo campeonato russo.

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para desuviar o clima pesado

Enquanto a Federação Portuguesa de Futebol se vendeu aos milhões vindos de um país africano e aceitou jogar um particular num campo de batatas no Gabão frente a uma selecção Gabonesa cujos jogadores não lesionaram jogadores portugueses por milagre num jogo com um árbitro Ganês sem qualquer preparação para o dirigir, Zlatan Ibrahimovic partiu por completo a Old Albion em Estocolmo sendo que o seu 4º golo da partida é indiscutivelmente um dos melhores golos de sempre da história do futebol.

Falamos de um indivíduo que há uns anos atrás, bem próximos de nós, já tinha feito isto numa fase final de uma competição internacional. É bom recordar:

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pelos futebóis europeus

Thiago Silva e Zlatan Ibrahimovic mudam-se de armas e bagagens para o futebol francês. Os dois jogadores do Milan assinaram com o PSG a troco de 62 milhões de euros, sendo que o sueco será o jogador mais bem pago do futebol mundial com um ordenado a rondar os 15 milhões de euros anuais. Sim, mais do que aquilo que recebe Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Wayne Rooney, Xavi, Xabi Alonso, Andrea Pirlo ou Andrés Iniesta. Não, não quero com isto dizer que o Sueco não mereça cada cêntimo daquilo que irá receber (porque o merece; considero Ibra o mais completo avançado que vi jogar) mas, não obstante disso, quero efectivamente dizer que o salário que o sueco irá auferir, deve ser considerado um ataque declarado à pobreza que se vai acentuando na europa, um acto desleal perante as possibilidades financeiras de outros clubes europeus e um ataque expresso a exemplos de gestão saudável que se praticam em outros clubes do futebol europeu, controlada e limitada pelas possibilidades financeiras a que os clubes podem subscrever.

Depois de perdido o título para o modesto (mas gigante na época passada) Montpellier, os vice-campeões franceses (que já contavam com estrelas no seu plantel como Thiago Motta, Mamadou Sakho ou Javier Pastore) já investiram cerca de 120 milhões de euros em jogadores como Maxwell, Thiago Silva, Ibra ou Ezequiel Lavezzi, prometendo não ficar por aqui visto que ainda tem outros jogadores debaixo de olho como Fábio Coentrão, Óscar Cardozo e Robin Van Persie.

O PSG assim como a Juventus (já contratou jogadores como Lúcio, Mauricio Isla, Paul Pogba, Nicola Leali, Simone Padoin, Kwadwo Asamoah e também tem de olho outros como Cavani ou Van Persie) foram os clubes mais gastadores deste mercado, mercado que segundo a UEFA estará vincado pelo facto de ser o último antes da imposição de uma regra que duvido que possa ser cumprida pelos clubes mais ricos do mundo: o fairplay financeiro, regra que vai de encontro a uma gestão mais sadia das contas dos clubes de futebol a partir da limitação dos gastos em transferências destes numa co-relação com as receitas que obtém.

Platini tem aqui o seu calcanhar de aquiles: estarão os 20 clubes mais ricos da europa interessados em seguir a sua doutrina?

Na China, e analogamente a um conhecido ditongo de Jorge Jesus, o “fairplay” financeiro não existe. Didier Drogba chegou a Xangai e foi recebido em apótese por milhares de fans Chineses. Na sua nova equipa, o Costa-Marfinense receberá 250 mil euros semanais. Mais um exemplo portanto, de quanto a ascenção de multimilionários à propriedade de clubes de futebol poderá ameaçar a espectacularidade do mesmo.

Mencionando Jorge Jesus, surgiu também hoje uma notícia que dava conta do interesse do Benfica na contratação (no passado mês de Fevereiro) do antigo adjunto de Pep Guardiola no Barcelona e actual treinador da equipa Tito Vilanova. Como se tal algum dia fosse possível, sabendo de antemão que Vilanova (mais tarde ou mais cedo) sucederia a Guardiola porque é timbre do Barcelona manter a mesma filosofia no clube durante gerações e sabendo que Vilanova sabia que o seu tempo no Barcelona estava destinado a terminar como técnico da equipa principal. Mais uma vez, o Benfica mostra-se como o agitador de mercado. Não só pelos 50 reforços possíveis que os jornais encaminham diariamente para a Luz, mas pelo folclore que gira em torno dos encarnados em cada pré-época.

Ao nível de selecções: Capello é novo seleccionador Russo.

Depois de uma pouco sucedida campanha de Dick Advocaat no euro 2012, a selecção Russa cansou-se da aposta no futebol total dos holandeses e decidiu voltar a apostar num treinador que se mostra à semelhança do pragmatismo que caracteriza o futebol russo. Capello terá como missão apurar-se para o Mundial por via de um grupo que conta como headliner a selecção Portugal. Esta revelação torna-se perigosa para os interesses portugueses na medida em que a contratação de Capello poderá ser bastante perigosa para a concretização dos nossos objectivos: o apuramento pela via directa, ou seja, pela vitória no grupo.

Todavia, Capello terá uma tarefa espinhosa pela frente. Apesar do futebol russo ter um potencial gigantesco e ter novos talentos a despontar (Dzagoev é o exemplo mais crasso) a espinha dorsal da selecção Russa está assente em jogadores cuja veterania pode começar a pesar. Caso dos irmãos Berezutski, de Sergei Ignashevich, de Anyukov, Semak, Pavlyuchenko, Andrei Arshavin, Marat Izmailov, Yuri Zhirkov ou Pavel Pogrebnyak.

Porém, Capello já foi capaz de, por duas vezes, recuperar um histórico do futebol mundial. Falo-vos obviamente do Real Madrid. E das duas vezes que o fez, acabou por sair pela porta pequena de Santiago Bernabéu. Podemos portanto esperar tudo desta Russia.

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breve análise à fase de grupos do euro 2012

Grupo A

O Grupo A começa com um empate entre uma das selecções a jogar em casa (Polónia) e a Grécia de Fernando Santos. Num jogo muito mal jogado do ponto de vista técnico, as duas selecções haveriam de empatar com duas expulsões pelo meio. Desde logo se denotou que o segredo de Fernando Santos para a selecção Grega não era mais do que aquilo a que a Grécia nos tem habituado desde 2004: defender bem e apostar no contra-ataque, quase sempre conduzido pelo eterno Giorgios Karagounis. Do jogo contra a Polónia surgiu uma das revelações deste euro: o médio defensivo do Olympiakos Ioannis Maniatis. Ao lado do também eterno Katsouranis, Maniatis tem aqui a rampa de lançamento para um campeonato de topo. No jogo em si, a Polónia teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A inexperiência Polaca fui sem dúvida o seu maior inimigo durante a fase de grupos. Comandados pelo trio do Borússia de Dortmund (Kuba, Piszczek e Lewnadowski) coube ao avançado abrir a contagem no marcador neste primeiro encontro, prometendo aos adeptos polacos a esperança de passar pelo menos a fase-de-grupos.

Depois do jogo inaugural, a Rússia caprichou e venceu a República Checa por 4-1. Apesar de ter vencido o grupo, ninguém dava nada por esta selecção checa, muito em virtude da má-forma dos seus principais jogadores (Rosicky e Baros principalmente) e do facto desta selecção ser uma selecção envelhecida e longe da selecção que foi nos tempos de Nedved, Poborsky, Berger e Jan Koller. No primeiro jogo, os Checos foram devorados por uma selecção Russa comandada por um homem que dentro em breve será um dos grandes do futebol mundial: Alan Dzagoev. Dzagoev, sempre bem acompanhado por outros grandes jogadores como Arshavin, Kerzhakov, Anyukov, Zhirkov, Zyrianov e Pavluchenko, foi um autêntico pesadelo para a defesa checa. Assimilando por completo o conceito de jogo holandês do futebol total trazido por Hiddink e continaudo por Dick Advocaat, a Rússia esmagou por completo a república checa através de rápidos contra-ataques e de uma circulação de bola exímia. No entanto, os problemas físicos vieram no 2º e 3º jogo para o lado dos Russos e todo o favoritismo construído aquando do primeiro jogo quanto à vitória no grupo transformou-se rapidamente numa eliminação mal digerida dos russos frente aos Gregos.

Coube então à República Checa obstruir o caminho aos Russos, com uma enorme subida de rendimento de Tomás Rosicky. Os Gregos deram o golpe fatal na Rússia na 3ª jornada, através da sua táctica habitual: marcar um golo e defender o resto do jogo, característico jogo da selecção grega que muitas dificuldades poderá colocar à Alemanha nos quartos-de-final.

Grupo B

Na primeira jornada, um Portugal – Alemanha afigurava-se como o primeiro grande jogo deste anos. Minutos antes, a Dinamarca tinha imposto a primeira grande surpresa deste europeu, vencendo de forma categorica (com um golo de Krohn-Dehli surgido após uma belíssima jogada de ataque dos dinamarqueses) a selecção Holandesa, que foi para a Polónia já com um intenso mau estar entre alguns dos seus jogadores e entre os jogadores e o seleccionador. De Lviv, Portugal trouxe a aflição. Num jogo que pendeu claramente para o lado português, coube a Mário Gomez mostrar o porquê da Alemanha ser historicamente uma selecção eficaz: uma oportunidade, um golo. Já no lado português, meia dúzia de oportunidades na cara de Manuel Neuer não nos deram mais do que uma infeliz derrota contra a selecção germânica.

Ao intervalo do jogo contra a Dinamarca já na 2ª jornada, e com margem de erro nula, pensavamos nós que Paulo Bento já tinha conseguido inverter a falta de eficácia da selecção. Apesar de ter feito um excelente jogo contra a Dinamarca, a selecção acabaria por sofrer até aos minutos finais. Silvestre Varela acabaria por fazer aquilo que Cristiano Ronaldo não tinha feito minutos atrás. No outro jogo da 2ª jornada, era Mario Gomez quem mostrava novamente as suas credenciais frente a uma Holanda que foi sem margem para dúvida a maior decepção deste europeu.

Contra os Holandeses, Ronaldo apareceu. A Holanda, apostada em vencer até inaugurou o marcador. No entanto, os Holandeses esqueceram-se daquilo que Joachim Low e Morten Olsson tinham feito para anular a influência do craque português: colocar mais que um jogador na área de influência do jogador do Real Madrid. Van der Wiel, apesar de ser um bom lateral, foi um jogador muito escasso para as manobras do português. Ronaldo venceu quase todos os confrontos contra o homem do Ajax e apontou 2 belíssimos golos numa exibição que só não foi de sonho porque o poste lhe anulou por duas vezes um poker que seria brilhante. Do lado Holandês, Wesley Sneijder confirmou a má-época que realizou ao serviço do Inter, Huntelaar e Van Persie foram uma nulidade e de Robben só se viram algumas arrancadas pela direita no jogo contra a Dinamarca e um trabalho individual interessante que permitiu o golo de Van der Vaart contra Portugal. No Alemanha-Dinamarca, os dinamarqueses bem tentaram colocar a selecção germânica fora dos quartos-de-final, mas (com uma ligeira ajuda da arbitragem) tal acabaria por não acontecer.

A selecção Holandesa entrará numa nova fase. Prevejo uma grande renovação na equipa. Os Holandeses acabam por ter matéria prima capaz de fazer essa renovação. De um geração marcada pela influência de Robben, Van Persie, Dirk Kuyt, Huntelaar, Sneijder e Van der Vaart, prontificam-se jogadores para o futuro como Strootman, Van der Wiel, Eljero Élia ou Luuk de Jong. Nesta selecção, Ricky Van Wolfswinkel do Sporting tinha claramente lugar. A federação Holandesa deverá querer apostar num seleccionador forte e quem sabe se não é desta vez que Guus Hiddink volta ao seu país para orientar a selecção.

Grupo C

Do Espanha – Itália da primeira jornada viu-se uma inversão de papeis: Itália e Espanha entraram em campo sem pontas-de-lança dignos desse nome (quer queiramos quer não, Balotelli e Di Natale não são pontas-de-lança). A Itália mostrou-se a espanha do passado (c0m um registo muito mais atacante do que em edições de fase finais de torneios internacionais anteriores) e a Espanha mostrou-se um bocado à semelhança da Itália do passado, jogando um jogo cauteloso e de contenção de bola. Comandados pelo sentido de jogo de Pirlo e Marchisio, seriam os italianos a abrir as hostilidades para 3 minutos depois ser Fabrègas a consumar o empate para a Espanha. No entanto, era mais que previsível um empate pois nenhuma das selecções quis efectivamente arriscar para vencer, preferindo desiquilibrar a classificação no jogo que ambas tinham perante a Croácia.

Os Croatas ainda ameaçaram quebrar o favoritismo de italianos e espanhóis. A vítima da primeira jornada seria a indefesa Irlanda. Modric foi o maestro da Croácia e Mandzukic, mesmo apesar da eliminação da selecção balcânica, expressou em golos o belo futebol de ataque da selecção comandada por Slaven Bilic. Depois do 3-1 inicial, confesso que coloquei a Croácia como outsider ao título europeu, previsão essa que aumento depois dos croatas terem realizado a partida que realizaram contra os italianos. Apesar da eliminação, quase toda a selecção croata sai muito valorizada deste europeu. Mandzukic e Modric deverão ser dos jogadores mais cobiçados deste verão. No entanto, a Croácia acusou alguma imaturidade e alguma falta de qualidade no sector defensivo.

A Irlanda haveria de se expor ao futebol superior de Espanhóis e Italianos, acabando o europeu com um score lastimável de 1-9. Giovanni Trapattoni não conseguiu operar um milagre com o que tinha e a Irlanda, com uma selecção que precisará de ser renovada já na próxima qualificação para o Mundial de 2014 não deve sonhar com uma presença numa fase final de uma competição internacional num futuro próximo. Já a Croácia realizou uma excelente partida contra a Espanha e a bom da verdade desportiva, foi claramente roubada em dois lances: uma mão clara de Iniesta na área e um penalty que ficaria a assinalar já nos minutos finais na área espanhola, depois de Iker Casillas ter derrubado ostensivamente um jogador croata.

Grupo D

Sheva animou as almas ucranianas com dois golos no jogo inaugural da equipa da casa. Aos 35 anos, Sheva revisitou o seu grande passado e não perdoou por duas vezes na cara de Isaksson no seu jogo de estreia numa fase final de europeu. A Suécia, com um jogo extremamente focalizado em Zlatan Ibrahimovic haveria de ser penalizada pelo facto de se ter visto a vencer os ucranianos por 1-o e por ter optado por uma postura defensiva na 2ª parte. Os Suecos haveriam de corrigir frente aos Ingleses mas aí foram demasiado perdulários perante uma Inglaterra muito cínica e voltada para o contra-ataque e para a velocidade de homens como Walcott ou Welbeck.

De facto, a selecção inglesa contrariou q.b a ausência de Wayne Rooney. No jogo inaugural do grupo frente à França (cuidado com esta França) os Franceses fizeram o que podiam para vencer o jogo. Destaque para as grandes exibições de Cabaye, Nasri, Benzema e Debuchy. A Inglaterra limitou-se a confiar em Joe Hart e a marcar um golo de bola parada por intermédio de Joleon Lescott.

Há minutos, a Suécia despediu-se com honra do europeu, batendo a França por 2-0. Zlatan disse adeus ao europeu com mais uma obra-prima e a França vai ter que se medir forças com a Espanha, sabendo que nas meias-finais, o vencedor deste grupo terá que jogar contra Portugal (sim, porque não estou a ver os checos com futebol para a nossa selecção).

Arbitragem:

Erros graves que decidiram jogos e que começaram no jogo inaugural entre Polónia e Grécia. Más decisões que custaram apuramentos (Alemães e Espanhóis). Num euro que se queria pautado pelo rigor técnico e disciplinar, a arbitragem não tem estado à altura das operações. As experiências da UEFA quanto ao árbitro de baliza dão-se como completamente falhadas após este europeu.

Prestações individuais. A meu ver, aqueles que estiveram “in” na fase de grupos:

Grécia: Ioanis Maniatism, Giorgios Karagounis, Samaras, Gekas

Polónia: Lukas Piszczek, Murawski

Rep. Checa: Tomás Rosicky, Michal Kadlek, Polak, Abebe Selassie

Rússia: Dzagoev, Zhirkov, Pavlyuchenko, Anyukov

Portugal: Fabio Coentrão, Pepe, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela

Alemanha: Phillip Lahm, Mats Hummels, Mario Gomez, Lukasz Podolski, Mezut Ozil

Holanda: Rafael Van der Vaart

Dinamarca: Niklaas Bendtner, Simon Kjaer, Erikssen

Itália: Giorgio Chiellini, Claudio Marchisio, Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Mario Balotelli e Antonio Di Natale

Espanha: Cesc Fabrègas, Fernando Torres, Xavi

Rep. Irlanda: Sean St. Ledger

Croácia: Mandzukic, Luka Modric, Rakitic, Jelavic

Inglaterra: Theo Walcott, Steven Gerrard, Joleon Lescott, Danny Welbeck

França: Phillipe Mexés, Debuchy, Ribéry, Yohann Cabaye, Samir Nasri, M´Vila

Ucrânia: Shevchenko, Yarmolenko

Suécia: Zlatan Ibrahimovic, Kim Kallstrom

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dava para me alimentar e viver de maserati durante toda a minha vida

David Beckham, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Wayne Rooney, Káká, John Terry, Yaya Touré, Fernando Torres, Frank Lampard, Steven Gerrard, Samuel Eto´o, Emmanuel Adebayor, Franck Ribéry, Sérgio “Kun” Aguero, Daniel Alves, Carlos Tevez, Thierry Henry, Zlatan Ibrahimovic, Karim Benzema, Didier Drogba.

Os 20 jogadores do futebol mundial com maiores receitas em 2011 segundo a revista Forbes.

Juntos somaram no ano passado uma riqueza de  305.5 milhões de euros. Para termos uma pequena ideia, toda a riqueza distribuída pela população portuguesa actual (cerca de 13 milhões de pessoas) dava para distribuir 23.5 euros por cada português.

 

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futeboladas (fim-de-semana)

Começo como é habitual pela Premier League:

32ª jornada do principal escalão do futebol inglês:

Depois de uma derrota no terreno do Queens Park Rangers, um golaço na recta final da partida por intermédio do médio catalão Mikel Arteta poderá ter servido dois interesses na recta final da liga: o 3º lugar do Arsenal no fim do campeonato, lugar que garante a Champions da próxima época para o clube londrino e o fim da linha para o Manchester City no sonho do título inglês. Quem sabe, também garantirá o fim da linha para Roberto Mancini no comando técnico dos citizens, numa altura em que se diz que a board de Manchester estará disposta a tudo para convencer José Mourinho a trocar Madrid por Manchester no final desta temporada.

Dentro das 4 linhas, o futebol-arte de Wenger limpou qualquer sombra de dúvidas que pairou até aos 86″, minuto do golo de Arteta. Algo insatisfeito com a pressão que os citizens estão a fazer sobre Robin Van Persie (o holandês termina contrato com os Gunners esta temporada, ainda não renovou e já foi dado como certa uma investida por parte da direcção do Manchester para resgatar o jogador) Arsène Wenger aproveitou para lançar algumas alfinetadas ao clube de Manchester, dizendo que agora, os citizens já podem lançar mais investidas sobre jogadores do Arsenal” – o francês ironizou a situação afirmando posteriormente a seguinte afirmação: “Podemos analisar estar situação de duas maneiras. Se calhar agora eles vão querer contratar outros jogadores”.
Estas declarações surgem obviamente na sequência das compras que os homens de Manchester fizeram no clube londino. Em 3 temporadas, os Gunners viram sair para o City Emmanuel Adebayor, Kolo Touré, Samir Nasry e Gael Clichy, motivo que levou os adeptos do clube de londres a espalhar a piada que os citizens “teriam cartão de cliente no Emirates para ter descontos na compras” – recorde-se que todos os jogadores saíram por um preço inferior ao que era expectável devido ao facto do Arsenal ter sido pressionado à sua venda em derivado do facto de ambos estarem apenas com mais 1 ano de contrato.

Já Roberto Mancini reagiu à derrota afirmando que afinal “não estamos fora do título” – na semana passada, Mancini tinha afirmado no flash interview posterior ao empate contra o Sunderland que se o City perdesse no fim-de-semana, dizia adeus ao título. Com 8 pontos de diferença para o United, não me parece (mesmo que o City vença o derby) que possam ter grandes hipóteses nesta questão.

No jogo de Londres, as luzes incidiram novamente sobre Mario Balotelli. O avançado está de cabeça perdida e voltou a cometer das suas.

O 1º lance – aos 20 minutos Balotelli tem esta entrada violenta sobre Alex Song. Já sabiamos que o camaronês era um jogador algo viril. No entanto, a entrada do Italiano poderia efectivamente ter traçado um destino na sua carreira. O arbitro viu e fez de conta que não viu. Balotelli foi perdoado mas…

fez duas faltas rispidas sobre Sagna nos dois minutos que sucederam ao golo do Arsenal e foi expulso.
Quem não ficou nada agradado com este comportamento foi Roberto Mancini. No flash-interview, o técnico italiano deu a receita de Tevez a Balotelli: “I don’t have any words for his behaviour.
I hope for him he can understand he is in a bad way for his future and I really hope that he can change his behaviour in the future. He will probably not play in the next six games. He’s young and could be my son and when you are young you can make mistakes. Mario made a mistake and I hope for him – not me – that he can change.
He clearly created a big problem but he has also scored important goals for us this season. He needs to chnge his behaviour if he wants to continue to play. I have seen players like him, who have all this talent, and they are finished in two or three years.”

Mancini assumiu de facto que o problema de Balotelli não passa apenas pelo controlo das suas emoções dentro de campo e deu a entender que o italiano também causa problemas no balneário. É uma pena, acrescento eu, que um talento destes não tenha cabeça. Balotelli parece-me daqueles jogadores que daqui a 5 ou 6 anos andará a arrastar-se por clubes como o Modena ou como a Atalanta porque há de chegar o dia em que ninguém o queira.
Notícias posteriores ao jogo indicam que o City deu guia de marcha ao italiano à primeira proposta que aparecer. O Milan de Galliani já apareceu interessado no jogador.

Balotelli já pediu desculpas aos companheiros, treinador, direcção e adeptos pelo seu comportamento. Rumores em Itália dão conta da não-inserção do avançado na pré-convocatória para o europeu por parte do seleccionador Césare Prandelli. Prandelli tem medo que Balotelli vá influenciar uma espiral negativa no balneário da Squadra Azzura. Recorde-se que há algumas semanas atrás, o seleccionador italiano já tinha posto a hipótese de Balotelli não integrar a convocatória italiana por considerar que o avançado não tinha estofo para lidar com a pressão.

Quem aproveitou de imediato a derrota do City foi o Manchester United. Os comandados de Alex Ferguson tiveram uma tarde descansada, vencendo o Queens Park Rangers por 2-0 em Old-Trafford. Nani voltou à competição, algo que deu algum regozijo ao treinador escocês. Dentro de campo, o Queens Park Rangers condicionou o seu jogo logo aos 14″ por expulsão de Shaun Derry após falta dentro da área que daria a oportunidade a Wayne Rooney de inaugurar o marcador. O United controlou o jogo com o equatoriano Valência a facturar mais uma exibição portentosa. Momento da tarde foi o 2º golo dos Red Devils, apontado pelo regressado Paul Scholes, num dos seus remates típicos.

Desde o regresso de Scholes em Janeiro que se nota uma maior acalmia no United. Exceptuando os jogos frente ao Bilbao, em que o Athletic de Bielsa montou o seu “carrossel de ataque” junto à área dos ingleses, Scholes veio dar aquilo que o United da 1ª parte da época não tinha: um médio que transportasse jogo e que fosse capaz de servir de orientador a todo o ataque. Quem poderia fazer isso melhor do que o mítico Paul Scholes?

ver aqui a vitória do Chelsea sobre o Wigan por 2-1.

No rescaldo de uma noite europeia frente ao Benfica em que a equipa londrina teve mais sorte do que juízo, o Wigan veio a Stamford Bridge necessitado de pontos para fugir aos lugares de despromoção. O Chelsea, aproveitando o empate do Tottenham frente ao Sunderland, precisava de vencer para se aproximar mais do 4º lugar. Pode-se dizer que nos dias que correm, o Chelsea é uma das equipas com mais sorte no mundo: vence o Benfica injustamente e com alguma ajudinha da arbitragem nas duas mãos, apurando-se para a Champions e vence um lutador Wigan com mais uma ajudinha dos senhores de negro.

Di Matteo optou por inserir duas caras novas no onze: Michael Essièn e Ryan Bertrand à esquerda. O Wigan de Roberto Martinez esteve por cima durante todo o jogo. Martinez teve uma abordagem táctica muito curiosa: jogou com 3 centrais e com 2 alas. Curioso também foi o primeiro lance de perigo na partida a remate de meia-distância de Gary Cahill.

Na 2ª parte viriam os lances que iriam deteminar o rumo da partida: logo a começar, penalti por assinalar a favor do Wigan com uma mão na área do lateral-direito sérvio Bratislav Ivanovic. Depois, seria o sérvio a marcar o primeiro golo da partida naquele lance bizarro. O Wigan nunca desistiu e sentiu que poderia levar qualquer coisa de Londres: aos 82″ Mohammed Diamé fuzilou Petr Cech naquele poderoso remate à entrada da área.

Para o fim estava guardada a masterpièce dos falhanços da arbitragem neste jogo: apesar da bonita jogada de ataque do Chelsea e do golaço que poderia ser se Torres marcasse aquele voley, 3 jogadores do Chelsea (inclusive Mata) estavam em fora-de-jogo no lance e existe carga nítida de John Obi-Mikel sobre o guarda-redes do Wigan Al-Habsi.

Ontem, Roberto Martinez, treinador do Wigan, revelou que o chefe dos árbitros da FA Mike Riley telefonou-lhe a pedir desculpa pelos erros de arbitragem na partida. Segundo palavras do jovem técnico espanhol: “Ele disse-me que arbitrar nesta liga exige nível e, nessa medida, deviam ter acertado naquelas duas decisões. Creio que há um modo honroso de enfrentar os erros. Todos somos capazes de os cometer e tem a ver com o modo como se reage a eles” – e o que é certo é que os erros de arbitragem foram danosos para o Wigan. A bom da verdade desportiva, o Wigan poderia ter vencido por 2-1 e poderia ter dado um passo importante rumo à manutenção.

O Chelsea aproximou-se do Tottenham e o Wigan continua abaixo da linha de água.

Notícias revelam que o Chelsea já se está a mexer para se reforçar: Igor Lichnovski, jovem defesa de 19 anos do Universidad do Chile e Hernanez, internacional brasileiro da Lazio estão na lista do Chelsea. O primeiro também poderá constar das listas do Inter mas só sairá por verbas a rondar os 5 milhões de euros. Já Hernanes tem o seu passe fixado num valor entre os 22 e os 25 milhões. O brasileiro da Lázio também é desejado pela Juventus e pelo Tottenham.

Por falar em Tottenham. Os Spurs deram um passo negativo ao empatar em Sunderland a 0 bolas. A equipa de Redknapp vê assim mais longe o 3º lugar do Arsenal e terá que lutar jornada a jornada com o Chelsea pelo objectivo Champions.

Outros jogos:

Liverpool 1-1 Aston Villa – Continua a seca de vitórias e golos em Anfield. Andy Carroll foi novamente protagonista pela negativa. O avançado contratado em Janeiro de 2011 ao Newcastle por 40 milhões poderá ter guia de marcha no clube de Liverpool.

A Juventus pretende pescar em Liverpool. Ao que parece, Luis Suarez ficou magoado com a polémica que teve com Patrice Evra. Ultimamente, Kenny Dalglish tem colocado o uruguaio no banco de suplentes, algo muito estranho para aquilo que o extremo tem vindo a fazer nos Reds. Tem uma justificação: Suarez já disse que pretende sair do futebol Inglês. A Juve mostra-se interessada e pretende fazer uma proposta a rondar os 20 milhões + Milos Krasic, jogador que está insatisfeito em Turim e que tem servido de moeda de troca para algumas propostas que o clube tem feito.

Swansea 0-2 Newcastle – Os magpies continuam de olho no 5º lugar do Chelsea e no 4º do Tottenham. Papiss Cissé, ponta-de-lança senegalês contratado em Janeiro ao Freiburg da Bundesliga carimbou com 2 bons golos a vitória da equipa de Alan PardueE. Cissé já leva 9 golos em apenas 3 meses no Saint James Park. Começa a revelar-se mais um caso de sucesso na equipa do Norte e não promete ficar aqui, como aliás, já tinha dito na última crónica.

Norwich 2-2 Everton – Duas equipas descansadas ao nível classificativo proporcionaram um bom jogo de futebol. O avançado croata Jelavic é outro caso de sucesso no futebol inglês. Marcou mais 2 golos. Todavia, o Everton ficou limitado para o resto da temporada com a lesão do seu central\trinco Jack Rodwell. O atleta, que fazia parte dos planos de Stuart Pearce para o europeu já não irá marcar presença no evento em virtude de uma lesão grave.

La Liga:

Duelo intenso no La Romareda em Zaragoça. A equipa da casa (com Rúben Micael no onze; Postiga só entrou nos minutos finais) precisava de bater o pé ao Barça para obter pontos para fugir à despromoção. Já o Barça vinha de uma saborosa vitória frente ao Milan para a Liga dos Campeões e precisava de vencer para alimentar a luta pela renovação do título espanhol.

Guardiola optou por fazer alguma gestão do plantel, colocando Xavi e Iniesta no banco. Xavi só iria entrar aos 90″ para queimar tempo mas ainda a tempo de ver o 4-1 final.

Uma vibrante primeira parte que acompanhei (depois interrompi para ver o Porto frente ao Braga) dava uma noção básica de que o Zaragoça queria efectivamente parar o Barça no seu reduto. A jogar destemidamente contra o futebol dos catalães, prova disso foi o penalty que Angel Lafita não aproveitou ao minutos 23 depois de uma falta de Victor Valdés (Valdés redimiu-se defendendo o penalti) e o golo passado 7 minutos por intermédio de Carlos Aranda. Tremido, o Barcelona subiu no terreno e virou o jogo em 3 minutos: primeiro por Puyol num lance onde Roberto fez mais uma das suas (já tínhamos saudades de ver o antigo guarda-redes do Benfica a sair às aranhas) e depois por intermédio de um golaço de Messi. A primeira parte iria terminar com a expulsão por acumulação de amarelos do central Abraham, facto que condicionou o Zaragoza, repito, que até então estava a merecer muito mais do que uma derrota pelo esírito afoito com que estava a enfrentar o Barça.

Na 2ª parte, com o jogo devidamente controlado, o Barça apareceu com mais um golo do Argentino (de grande penalidade) e com o delicioso golo de Pedro em combinação com Messi num estilo que mais parecia do rugby do que do futebol.

Um rumor dá conta que o Barça pretende “usar” Cesc Fabrègas e 30 milhões de euros para convencer Robin Van Persie a ser blaugrana na próxima época. O Barça pagaria assim um preço justo ao Arsenal e o espanhol serviria de intermédiário para convencer o Holandês a trocar londres pelo clube catalão.

Duro nulo para o Real em dia de páscoa frente ao Valência.

A jogar com a artilharia toda, Mourinho pretendia livrar-se do incómodo Valência nesta altura da temporada. O Real mereceu vencer visto que dominou toda a partida e viu o golo negado por várias vezes ora pelo poste ora por uma grandiosa (grandiosa mesmo!) exibição do suplente do Valência Guaita (o Valência tem de facto dois maravilhosos guarda-redes).
Primeiro a de Ronaldo ao poste. Tudo lindo. Chutão do extremo português a bater com violência no poste. Seria um dos melhores golos da Liga. A resposta do Valência: remate de Topal (este turco é brilhante na meia-distância) para defesa incompleta de Casillas. Com o guardião do Madrid plantado a pedir fora-de-jogo do avançado valenciano, este não consegue fazer mais do que atirar a bola ao poste. Seria complicado para o Madrid voltar à partida se o Valência ter inaugurado o marcador neste lance.

O Valência desapareceu da partida depois deste lance e só voltaria a aparecer na 2ª parte novamente a remate ao poste por intermédio da meia-distância do internacional turco. Se o golo de Ronaldo era de Antologia, qualquer dos lances de Topal também. Nas imagens veja-se a felicidade de Casillas a agradecer aos postes do Bernabéu após o dito lance. Veio o show de Ronaldo e o show da sua sombra nesta partida: Guaita! O internacional sub-21 espanhol está de parabéns. Levaria a melhor sobre toda a artilharia ofensiva que Mourinho tinha lançado na partida (o Real acabou o jogo com Ronaldo, Kaka, DiMaria, Callejón e Benzema).

O resultado foi ingrato para as duas equipas, observando pelo ponto de vista classificativo: o Real perdeu dois pontos para o Barcelona e o Valência foi ultrapassado na 3ª posição pelo Málaga.

Para a história da partida, ainda ficou o lance entre Pepe e Arbeloa.

Descontente com a falta que tinha sofrido, Pepe tentou descarregar uma das suas meiguices no jogador do Valência e acabou por fazê-lo de forma inocente no seu colega de equipa Arbeloa. FAIL!
No entanto, o lateral espanhol compreendeu a situação e até brincou com o assunto quando interrogado pelos jornalistas.

Marcelo valorizou a negatividade do empate do Real mas diz que o balneário continua tranquilo. Já Guardiola também afirmou que o Barça muito dificilmente será campeão. No entanto, de Pep, creio que estas declarações são talhadas para tentar espicaçar o adversário.

Com este empate do Valência, aproveitou o Málaga. A nova aquisição da família bin Thani, depois de um mau início de temporada está cada vez mais perto de confirmar a Champions pela via directa. O último adversário a sofrer a fúria malagueña foi o Santander com golos de Isco, Santi Cazorla e Van Nistelrooy.

Ainda sobre equipas que alimentam o sonho europeu, o Osasuna foi a Santa Maria de Vallecas (arredores de Madrid) receber uma lição de bola do Rayo Vallecano. No Rayo, recém-promovido à Liga após alguns anos de ausência estão agora jogadores como José Maria Movilla (ex-Atlético e Espanyol) Diego Costa (ex-Braga e Atlético) e Andrija Delibasic (ex-Benfica e Beira-Mar) – não é portanto uma equipa com grandes estrelas, mas é uma equipa que se tem mostrado muito combativa e que faz de um jogo rápido e agressivo a sua maior força. No regresso à liga, ocupam para já o 12º lugar com 40 pontos e vivem um momento muito tranquilo, precisando apenas de 3 pontos em 6 jornadas para confirmar a manutenção.

Já o Osasuna perdeu para Málaga, Valência e Levante (venceu 2-0 o Atlético e deverá ter arrumado de vez os sonhos de Simeone quanto ao dossier Champions\Liga Europa por via do campeonato; relembro que o Atlético ainda está na Taça Uefa onde jogará frente ao Valência as meias-finais) mas segurou o 6º lugar, lugar que dá Liga Europa em Espanha.

Quem também estragou os planos europeus, neste caso do Sevilla foi o adversário do Sporting nas meias-finais, o Athletic de Bilbao. Llorente marcou para os bascos, fazendo o seu 15º golo na Liga esta temporada. Caso de sucesso, Llorente leva 26 golos esta temporada e cada vez está mais perto da saída para um grande europeu.

Quem também revelou interesse num jogador de Bielsa foi o United. Ferguson ficou maravilhado com as fantásticas exibições do extremo Oscar DeMarcos contra a sua equipa e já deu ordens de compra aos directores do clube. O extremo poderá sair para Old-Trafford por uma verba a rondar os 26 milhões de euros. De Marcos foi contratado em 2009 ao Alavés por uma verba a rondar os 3,5 milhões de euros.

O Athletic deveria a meu ver preservar estes jogadores por mais uns anos. Como é uma equipa auto-subsistente deveria guardar os jogadores por mais umas épocas visto que não são impedimentos do ponta de vista financeiro que motivam o Athletic a vender. Tirando o guarda-redes Iraizoz (31 anos) o lateral Iraola (29), o central amorebieta (27) o centrocampista Gabilondo (33 anos) e o extremo David Lopez (29 anos) todo o núcleo duro do sucesso de Bielsa está abaixo dos 25 anos. Falo de De Marcos, Muniain, Llorente, Susaeta, Martinez, Ander Herrera, Iturraspe e Mikel San José. Com jogadores deste calíbre, daqui a alguns anos, a maturidade futebolística associada à evolução de um projecto e à evolução desta equipa enquanto equipa até podem trazer títulos ao país basco. Acredito que a manutenção destes jogadores poderá dentro de alguns colocar o Bilbao na luta pelo título espanhol, feito que poderá ser extraordinário tendo em conta os recursos dos clubes como Barcelona, Real, Atlético e Valência e os recursos\limitações estatutárias que o Bilbao apresenta na contratação de jogadores.

Para finalizar as notícias sobre equipas espanholas, é de lamentar a morte de um adepto do Athletic. Um jovem de 28 anos foi baleado pela polícia basca antes do jogo frente ao Schalke 04. A bala acertou a cabeça do dito jovem e este veio a falecer hoje (terça-feira) num hospital de Bilbao.

Liga Italiana:

Quebra no Milan? A Viola foi complicar as coisas a Milão nesta altura da temporada.

Depois da eliminação para a Liga dos Campeões aos pés do Barça, o Milan complicou a revalidação do título com uma derrota caseira frente à Fiorentina de Délio Rossi.

Allegri pensava que eram favas contadas e decidiu mexer na equipa: Zambrotta jogou à esquerda, Muntari no meio do terreno e Maxi Lopez foi companheiro de ataque de Zlatan Ibrahimovic. Já a Fiorentina de Rossi não pode contar com duas das suas maiores estrelas: Montolivo (poderá estar de saída para Milão no final da temporada) e Juan Manuel Vargas não alinharam na partida. Rossi arriscou jogar com Matija Nastasic (19 anos) ao lado de Natali e arriscou colocar o jovem central de 19 anos Michele Camporesi (decorem o nome pois vai ser uma grande vedeta do futebol italiano) a jogar a trinco.

Delio Rossi não se deu mal. A primeira parte, como competia, pertenceu ao Milan. Primeiro reclamou-se um penalti que o arbitro da partida iria marcar, decorrente de uma falta que não existiu de Nastasic sobre Maxi Lopes: nota-se que o avançado argentino e o central sérvio estão a agarrar-se mutuamente e que o argentino subitamente cai e arrasta consigo o sérvio. Ibra não perdoou de penalti.

Na 2ª parte tudo haveria de mudar. Num futebol de contra-golpe rápido, a Fiorentina marcou logo a abrir a segunda parte por intermédio do internacional montenegrino Stevan Jovetic. Depois seria o antigo avançado da Juve Amauri a dar uma prendinha à sua equipa, combinando lindamente com Jovetic e finalizando na cara de Abiatti.
Vitória importantíssima da Viola na luta pela manutenção na Série A.

Vitória difícil mas bem conseguida da Juventus em Palermo.

Frente a um adversário que costuma ser muito difícil de bater em casa, a Juve apresentou algumas mexidas no onze. Desde logo se realça a entrada do ala Chileno Marcelo Estigarribia (Chileno emprestado à Juve pelo Le Mans de França) e a inserção de Fabio Quagliarella no onze após ter marcado contra o Napoli (muitos diziam que Quagliarella estava de saída de Turim; Conte decidiu reaproveitá-lo perante a falta de eficácia de outros avançados como Matri ou Borrielo).

Leonardo Bonucci e Fabio Quagliarella resolveram o jogo na 2ª parte para o lado da Vecchia Signora, que, aproveitando a derrota do Milan subiu para a primeira posição do campeonato. A Juve de Antonio Conte ainda não perdeu para a Serie A, facto que levou Massimiliano Allegri (treinador do Milan) a afirmar que a Juve “não é invencível”. O que é certo é que a Juve (tirando o jogo de amanhã frente à Lázio e o de dia 22 frente à Roma, ambos em Dell´Alpi) tem um calendário muito acessível até ao final da temporada: Cesena, Novara, Lecce (os 3 últimos) e Atalanta.

Jogaço no Olímpico de Roma. O Napoli perde jogos é certo. Tirando o jogo de há duas jornadas em Turim frente à Juve, nunca vi o Napoli perder sem dar espectáculo. A Lazio venceu e cimentou o seu lugar na Champions da próxima época.

A Lazio vive um bom momento. Tão bom que Miroslav Klose afirmou ontem desejar jogar muitos e bons anos pelos Romanos. Já o Napoli, apesar do 5º lugar actual, já conheceu melhores dias. Os Napolitanos tinham em Roma a oportunidade crucial para atingir a Lazio no 3º posto e desperdiçaram a oportunidade.

O antigo centrocampista da Juventus Antonio Candreva abriu a contagem aos 9″ num remate lateral em que Morgan DeSanctis deu uma fifia muito pouco usual para o seu gabarito. A lazio marcou e como costuma ser seu apanágio, recuou no terreno. O Napoli foi tentando penetrar através de alas compostas por Miguel Britos e Blerim Dzemaili. Aos 36″ Ezequiel Lavezzi fez uma assistência prodigiosa para Goran Pandev e o macedónio emprestado pelo Inter (que já foi jogador durante muitos anos na Lazio) não se importou de marcar numa baliza que tão bem conhece e fazer o seu 6º golo da temporada (má época para Pandev num clube onde nunca se assumiu como titular face às presenças de Cavani e Lavezzi).
Na 2ª parte, a Lazio haveria de se superiorizar na partida. Tanto ao nível de futebol como ao nível de golos:
– primeiro por uma obra prima de Stefano Mauri que merece ser vista e revista. Vai de certeza para a lista dos melhores de sempre da Série A.
– depois por Christian Ledesma na cobrança de uma grande penalidade bem assinalada na falta do Uruguaio Britos sobre o veteraníssimo Tommaso Rocchi.

No Communal Friuli, a Udinese ainda acalenta o sonho da liga dos campeões. O eterno António Di Natale e o internacional Ganês Kwadwo Asamoah deram a vitória por 3-1 sobre o aflito Parma. Na Udinese, destaque para as exibições constantes de jogadores experientes como Michele Pazienza (emprestado pela Juventus) Danilo (lateral-direito cobiçado pelo Inter) Pablo Armero e Gianpieri Pinzi. Mauricio Isla ainda continua de fora na equipa orientada por Francesco Guidólin.
O Parma com esta derrota desce ao 16º lugar com 35 pontos, mais 4º que o 18º (Lecce).

Na Sardenha frente ao Cagliari, o Inter deixou mais dois pontos e atrasou-se na corrida pela Europa. Os milaneses sofreram 6 golos em duas jornadas. Muitos erros defensivos tem assolado o Inter esta temporada. E não é por falta de defesas de qualidade.
O 2º golo do Cagliari é alcançado por Maurício Pinilla. O antigo jogador do Sporting tem feito boas épocas em Itália. Esta época, Pinigol já leva 9 golos esta temporada, sendo que 7 são desde que chegou ao Cagliari em Janeiro vindo por empréstimo do Palermo. Aos 28 anos Pinigol já se pode considerar um globetrotter dada a quantidade de países e clubes onde já alinhou: Universidad do Chile (Chile) Inter (Itália) Chievo, Sporting (Portugal) Racing de Santander (Espanha) Hearts (Escócia) Vasco da Gama (Brasil) Apoel Limassol (Chipre) Grosseto (Itália; foi o melhor marcador da 2ª divisão italiana em 2009\2010) Palermo e agora Cagliari.

Se o Inter empatou, a Roma perdeu.

Frente ao aflito Lecce. Do jogo Romano só se aproveitou o tiraço de livre do internacional argentino Erik Lamella. Lamella promete ser um jogador de futuro. Todos os golos do Lecce nascem de desconcentrações defensivas romanas. Só para nota informativa, a Roma alinhou com um quarteto defensivo composto José Angel, Simon Kjaer (está longe dos anos de Palermo) Gabriel Heinze e Alessandro Rosi.

Liga Francesa:

O Monpellier venceu o Sochaux por 2-1 e continua a liderar a Ligue 1 com os mesmos pontos do PSG (63). No entanto, os homens do Sul terão uma deslocação difícil a casa do Marselha já hoje em jogo em atraso. Em caso de vitória poderão ficar lançados para a vitória histórica na Ligue 1.

No Parque dos Principes, a turma de Ancelotte acompanhou o Montpellier nas vitórias. Jeremy Menez e o recém contratado (ao Chelsea) central Alex marcaram os golos da vitória para a turma parisiense.

A direcção do PSG já disse que Ancelotti é aposta de futuro e também afirmou que o treinador italiano terá 100 milhões para contratações no próximo verão. João Pereira, Hulk, Radamel Falcão e Kaka são os targets que Ancelotti pretende para construir uma equipa competitiva para a Champions.

O jogador do Porto Hulk já veio dizer publicamente que não pretende ir para o PSG.

Quem deu um passo atrás foi o campeão em título Lille. Os homens do Norte perderam por 3-1 frente ao Brest fora e ajudaram o Brest a sair dos lugares desconfortáveis. O Lille está a 7 pontos da liderança, isto quando faltam 7 jornadas para o fim em França.
O Lyon aproximou para se separar do Toulouse. No Gerland, os homens de Remi Garde bateram o Auxerre por 2-1 enquanto o Toulouse perdeu.

Bundesliga:

Em vésperas de jogo decisivo frente ao Bayern de Munique, o Borussia de Dortmund cumpriu a sua obrigação de líder e campeão em título e foi vencer o Wolfsburg por 3-1 ao seu terreno. Mais uma exibição magnífica do ponta de lança Robert Lewandowski. O polaco já leva 19 golos (24 toda a época) na Bundesliga, sendo o 3º melhor marcador. Só é superado por dois titãs: Mario Gomez e Klaas-Jan Huntelaar.

O Bayern também venceu. No Allianz-Arena Mario Gomez recolocou a turma comandada por Jupp Heynckes a 3 pontos do Dortmund. A vítima foi o Augsburg. Prevê-se um jogão hoje no Westfallenstadium em Dortmund. Em caso de vitória do Dortmund, penso que o assunto título fica arrumado. Em caso de vitória do Bayern, as equipas empatam em pontos e teremos luta até ao fim. Em caso de vitória dos Bávaros, caso vença o seu jogo em Nuremberga, o Schalke (está a 9 pontos) também poderá re-entrar na luta para a jornadas finais, até porque na 31ª jornada joga em Dortmund.

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futeboladas

Jornadas do fim-de-semana das principais ligas europeias, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Começo pela Premier League, como habitual.

Premier League:

Ver aqui os highlighs do empate do Manchester City frente ao Sunderland a 3 bolas.

Emoções ao rubro no sábado no City of Manchester. No entanto, o empate (à luz da vitória do Manchester United em Blackburn esta noite) faz com que o City fique a 5 pontos do rival de Manchester e comece a ficar longe do sonho do título.

O arejado Sunderland de Martin O´Neill foi ao City of Manchester incomodar a “fraca” equipa de Mancini. E poderia ter trazido de Manchester muito mais que um empate não fosse a reacção tardia dos homens de Manchester. Na primeira parte, o sueco Sebastien Larsson e o dinamarquês Niklas Bendtner deram toques escandinavos à revolução do Sunderland em Manchester. No entanto, uma grande penalidade convertida por Balotelli iria manchar uma exibição perfeita dos Black Cats na 1ª parte.

O mesmo duo iria elevar a contagem para 3-1 aos 55″. É impressionante como Sességnon consegue fugir a uma entrada duríssima de Yaya Touré no meio campo e como consegue oferecer a Bendtner a hipótese de servir Larsson para o 3º golo da equipa.

Até que Mancini largou Tevez em campo e deixou o argentino a jogar no ataque com Dzeko e Balotelli. O City acordou de forma tardia mas ainda teve tempo para empatar a partida nos 5 minutos finais por intermédio de Balotelli e Kolarov.

Seriam precisamente estes dois jogadores o foco principal da partida. Corria o minuto 63 da partida quando o italiano e o sérvio se desentenderam na marcação de um livre directo.

Ver aqui o incidente

O internacional italiano não ficou agradado com o facto do sérvio ter puxado a bola para si para bater o livre em questão e tiveram que ser os colegas de equipa a afastar o avançado do celeuma. No entanto, registo aqui que o árbitro da partida deveria efectivamente ter mostrado o cartão amarelo aos dois jogadores do City, atitude que foi aberta pela FA depois do precedente gerado por Kieron Dyer e Lee Bowyer em 2004\2005, quando os ditos jogadores (no Newcastle) andaram à porrada no meio de um jogo da liga inglesa e foram expulsos.

Quem não ficou agradado com a situação assim como com a performance dos seus jogadores na partida foi Roberto Mancini.
No entanto, Mancini tem aparecido com algumas declarações contraditórias. Se no flash-interview posterior ao jogo do Sunderland o treinador italiano afirmou (como se pode ouvir no video acima postado) que o City continua na luta pelo título, hoje, o mesmo, já veio afirmar que caso o City perca o próximo jogo diz adeus ao título inglês.

Quem aproveitou a escorregadela do City foi precisamente o City. Devido à limitação que a WordPress impõe ao nível de postagem de videos (apenas aceita videos de youtube) ainda não disponho de imagens deste jogo.
O Manchester United venceu o Blackburn fora por 2-0 com golos de António Valência e Ashley Young. O equatoriano fez uma partida brilhante e continua a merecer a titularidade que Sir. Alex Ferguson lhe tem concedido nas últimas semanas. Foi uma vitória muito difícil para o United. Não que o United não tenha castigado o Blackburn durante toda a partida porque castigou, mas porque o United só conseguiu chegar aos golos nos 10 minutos finais.

Na imprensa têm surgido notícias que dão conta de aceleradas rondas de negociação entre o Manchester United e o empresário de Arjen Robben para que o internacional Holandês troque Munique por Manchester na próxima temporada. Robben termina contrato em 2013 mas tem muitos interessados em Inglaterra. À cabeça, Manchester City, Chelsea e Manchester United. Como o Bayern não pretende perder o jogador (ou perder o jogador a um preço muito inferior aquilo que ele efectivamente poderá render aos cofres bávaros) a imprensa alemã afirma que Robben já deverá ter renovado com o Bayern até 2015, informação que ainda carece de confirmação por parte da direcção bávara.

Robben é o 2º internacional holandês veículado como reforço do Manchester United para a próxima temporada. Na semana passada, especulou-se que Klaas-Jan Huntelaar não iria renovar contrato com o Schalke 04 para poder rumar a custo zero para Old Trafford.

Aston Villa 2-4 Chelsea

Grande vitória do excelente em Villa Park. Grande jogo de futebol em Birmingham. Grande onda de solidariedade entre futebolistas e adeptos para com o internacional Búlgaro Stilyian Petrov, jogador do Aston Villa.

Vamos por partes:

Grande jogo do Chelsea de Di Matteo na ressaca da vitória europeia contra o Benfica na luz (já lá vamos).

O Chelsea assegurou a permanência na luta por um lugar na Champions com uma fabulosa exibição colectiva que efectivamente vinga a derrota caseira por 3-1 contra o Aston Villa no passado mês de Dezembro. Até deu para Fernando Torres fazer o gosto ao pé aos 90″.

Adeptos e jogadores das duas equipas uniram-se para dar força a Stilyian Petrov. O internacional Búlgaro está a lutar pela vida em virtude do diagnóstico médico que lhe traçou uma leucemia melóide aguda. Petrov confessou que a sua luta é inspirada na mesma luta pela vida que Fabrice Muamba passou há 2 semanas quando teve um colapso cardíaco em pleno relvado de White Hart Lane. Segundo palavras do jogador: “Vi a foto de Muamba e isso inspirou-me muito. – Depois dirigiu-se aos fans do Aston Villa e agradeceu todo o apoio que os adeptos do clube de Birmingham e que todos os colegas de profissão lhe estão a desejar.

Os adeptos do Villa não se fizeram rogados e ao minuto 19 (número da camisola de Petro) fizeram questão de cantar e saltar em conforto ao problema que afecta a vida do futebolista Búlgaro. O momento da ovação pode ser visto aqui no site do Jornal A Bola. O futebol é feito destas emoções. Força Petrov!

É o 2º caso recente de um jogador que está a lutar contra uma doença cancerígena. Há uns meses atrás o jogador do Barcelona Eric Abidal conseguiu vencer um tumor no fígado.

Na específica luta pela Champions League, o Chelsea aproveitou a derrota do Arsenal no derby de Londres contra o Queens Park Rangers.

A equipa de Arsène Wenger parecia embalada para o 3º lugar pois já não perdia desde o início de Fevereiro. No duelo contra o aflito Queens Park Rangers, o franco-marroquino Adel Taarabt (jogador que prometia muito para esta época mas que acabou por gorar as expectativas de quem o considerava um fenómeno; já foi pretendido por Chelsea e Manchester United) abriu o marcador com uma espectacular rotação sobre o belga Thomas Vermaelen e consequente finalização sob pressão de Laurent Koscielny. No 2º jogo em branco para Robin Van Persie, seria Theo Walcott a marcar aos 37″ para a equipa de Wenger. Samba Diakite haveria aos 66″ de dar a tão desejada vitória para os homens de Mark Hughes que com esta vitória voltou a subir a linha de água em troca com o Blackburn.

Tottenham 3-1 Swansea

Quem também aproveitou a derrota do Arsenal foi o Tottenham. Frente a um Swansea que costuma fazer bons jogos contra os lá de cima, o Tottenham “vestiu o fato macaco” nos minutos finais (golos de Adebayor aos 74 e 85) mas começou a partida com um smoking de gala oferecido por Rafael Van der Vaart. Soberbo golo do Holandês que decerto irá pontificar nos melhores da Liga 11\12.

Na 2ª parte veio a resposta por parte do médio ofensivo Islandês Golfy Sigurdsson. Na mesma escala de espectacularidade do golo de Van der Vaart.

O Tottenham colou-se ao Arsenal com 58 pontos. O Chelsea é 5º com 53.

Outros jogos:

Wigan 2-o Stoke – A equipa de Roberto Martinez continua na sua luta contra a despromoção. Mais uma vitória importantíssima que até poderia ter dado para sair dos lugares incómodos não fosse a vitória do Queens Park Rangers contra o Arsenal. Antolin Alcaraz (ex-Beira-Mar) abriu a contagem.

Wolverhampton 2-3 Bolton – Jogo de aflitos de Owen Coyle venceu e aproveitou para dedicar a Fabrice Muamba. 10 minutos finais loucos. Se Michael Kightly tinha aberto o marcador para os da casa aos 55″ e Martin Petrov tinha empatado aos 65″ por intermédio de uma grande penalidade, o Bolton virou o marcador aos 80″ por intermédio do defesa espanhol Marcos Alonso. Aos 84″ seria Kevin Davies a elevar para 3-1 para 4 minutos depois o Wolverhampton reduzir para 2-3. O Wolverhampton está a ficar numa situação ruinosa. 6 são os pontos que separam o wolves do primeiro lugar acima da linha-de-água.

Newcastle 2-0 Liverpool – Os magpies não desarmam da luta pela europa. Venceram o pobre Liverpool por 2-0 com dois golos de Papiss Cissé. O avançado contratado no mercado de Janeiro ao Freiburg da Bundesliga já leva 7 golos desde que chegou a Newcastle e promete (pela sua veia goleadora e pela sua força e rapidez) ser um dos melhores marcadores da Premier League na próxima temporada.

O Liverpool de Dalglish já não ganha há 6 jornadas. A última vitória dos Reds foi no derby de Liverpool em Anfield no dia 25 de Fevereiro. O Liverpool já confirmou que Dalglish não será o treinador da equipa na próxima temporada.

Liga Espanhola:

Mais um rolo compressor do Real para o campeonato. Inacreditável. O Real marcou 15 golos no espaço de uma semana. 5 contra a Real Sociedad, 3 na deslocação ao APOEL para a Champions e mais 5 no Osasuna. É de realçar que o Osasuna está a fazer uma época sensacional, sendo 6º classificado (lugar que dá acesso à Liga Europa).

A exibição de Cristiano Ronaldo não merece comentários. Talvez a mais perfeita da sua carreira. Rápido nos flancos a fazer em água a cabeça de Javier Flaño. O lateral espanhol não ganhou um duelo em drible ao português. Aquele golo formidável do meio da rua e a assistências para Benzema e Higuaín. Benzema com aquele golo “à van basten”. Mesmo existindo 6 pontos de avanço e um clássico por disputar em Nou Camp, mesmo que o Real perca contra o Barça, dúvido que o título fuja à equipa madrilena.

O Barça recebeu o Athletic num jogo que causou alguma polémica em Espanha. Isto porque o Athletic cedeu às pretensões do Barça em jogar no sábado à noite. Como é sabido o Athletic jogou na quinta-feira à noite frente ao Schalke 04 na Alemanha e o Barça joga amanhã frente ao Milan para a Liga dos Campeões. O Athletic queria jogar no domingo, o Barça (por razões óbvias) no sábado. O Athletic preferiu abdicar do descanso entre partidas para ter mais um dia para descansar para o jogo da 2ª mão na quinta-feira e cedeu o domingo pelo sábado ao Barça pois entendeu que o Barça necessitaria mais do jogo no sábado. Para a comunicação social, esta alteração entendeu-se como um favor dos bascos aos catalães visto que a equipa de Bielsa há muito que já desistiu de um lugar europeu por via do campeonato para poder lutar pela vitória na Liga Europa.

Dentro de campo o Barça venceu confortavelmente por 2-0 e manteve a perseguição ao Madrid. Messi marcou o 36º da temporada na Liga espanhola e está a 1 de Cristiano Ronaldo. O Barça joga amanhã frente ao Milan em Nou Camp com um 0-0 da 1ª mão (irei abordar mais à frente). Pep Guardiola avisou hoje na conferência de imprensa que antecede o jogo que o Milan é uma equipa capaz de marcar fora, logo, o Barça deverá ter atenções redobradas.

Outros jogos:

Valência 1-1 Levante – No açucarado derby de Valência, Valência e Levante partilharam um ponto. Um ponto que serviu mais as pretensões do Valência do que as pretensões do Levante. O Valência é 3º com 48 pontos e o Levante 5º com 45. O Levante não conseguiu chegar aos lugares da Champions mas aproveitou a derrota caseira do Málaga (4º) frente ao Bétis.

Atlético de Madrid 3-0 Getafe – O Atlético de Madrid também aproveitou as derrotas de Málaga e Osasuna para se chegar aos lugares europeus. Os madrilenos bateram em casa o Getafe por 3-0 com golos de Falcão, Sálvio e Adrián. O jovem avançado espanhol tem sido bastante cobiçado nas últimas semanas. Há quem diga que o Chelsea e o Inter estão com os olhos postos na sua contratação. Adrián confessou em entrevista ao jornal Marca que está muito bem no Atlético e que pretende fazer coisas boas no clube madrileno.

Sporting de Gijón 1-2 Zaragoza – Em duelo de aflitos, Hélder Postiga marcou aos 37″ e Lafita decidiu aos 90. O Português já leva 7 tentos na Liga e tem sido muito útil ao clube da Rioja. O Zaragoza ainda está debaixo da linha-de-água no 18º lugar com 28 pontos, menos 4 que o Villareal. O Sporting de Gijón de André Castro está a um passo da despromoção.

Na próxima jornada:

– O Real recebe o Valência no Santiago Bernabéu. Com 3-0 de vantagem na eliminatória contra o APOEL será capaz Mourinho de fazer rodar a equipa tendo em conta a estabilidade do 1º lugar na Liga? O Valência precisa de vencer para não complicar as contas do 3º lugar.
– O Barça vai a Zaragoza com a equipa da casa a precisar de pontos.
– Outro jogo em destaque na luta é o Levante vs Atlético de Madrid. O Levante precisa de segurar o seu lugar europeu perante um Atlético que irá terminar em sprint o campeonato. 3 são os pontos que separam as duas equipas.

Liga Italiana:

Um dos jogos da semana em Itália.

Em primeiro lugar há que dar realce à curiosa abordagem táctica da Juve de António Conte. 3x5x2 é o modelo utilizado regularmente por Walter Mazzarri no Napoli. Esta táctica e a utilização de determinados jogadores nela por parte de Conti tem variadas explicações: aniquilibrar o adversário por via do equilíbrio táctico e de uma marcação homem a homem por parte da Juve; a colocação nas alas de dois jogadores de cariz defensivo (De Ceglie à esquerda e Lichsteiner à direita) de modo a parar a rapidez e influência no contra ataque dos alas do Napoli (Maggio e Zuñiga) 3 centrais (Bonnucci, Chiellini e Barzagli) para travar a influência de Cavani e Lavezzi. Duelo de meio campo entre Pirlo\Marchisio e Inler\Gargano e Hamsik. A dupla do meio campo da Juventus levou a melhor durante quase toda a partia (Hamsik foi nulo) e Cavani\Lavezzi foram anulados com facilidade pelo trio de centrais da Juve. Pirlo e Marchisio construíram quanto quiseram e Arturo Vidal foi o joker da partida. Quando Conte precisou de atacar, tirou Lichsteiner e meteu Cáceres e o Uruguaio deu outra profundidade ao ataque.

Não sei quantos poderiam ser; o mais justo é que tivessem sido uns 5 ou 6 dadas as oportunidades que a Juventus teve durante os 90 minutos. Pirlo meteu pelo menos três bolas de golo na cabeça dos seus colegas e em conjunto com Marchisio faz com que a Juve tenha dois excelente executantes ao nível da temporização atacante. Arturo Vidal mascarou-se de Eljero Elia no 2º golo da Juve. Está um craque este Chileno de 24 anos. E Del Piero entrou para acabar com o pouco que existia do Napoli na partida. No entanto, o jogou terminou com a justa expulsão de Zuñiga depois de uma agressão a Andrea Barzagli.

A Juve ficou agora a 2 pontos do Milan. O Napoli é 4º com 48 pontos e continua às portas da Liga dos Campeões. As duas equipas ainda jogarão mais uma vez esta época. Será no dia 20 de Maio no Olímpico de Roma para a final da Taça de Itália. Se pudesse distribuir os títulos pelas aldeias, não me importava nada (pelo lindo futebol que ambas as equipas praticam) que o Milan vencesse a Champions, que a Juventus vencesse o título e que o Napoli vencesse a Taça de Itália.

Boa nova para Juve é o facto do avançado Alessandro Matri e do defesa Leonardo Bonucci terem renovado com o clube dos Agnelli.

O Milan foi à Sicilia enfrentar o Catania e perdeu pontos para a Juve. Sem grandes folgas entre duelos europeus, Max Allegri apenas fez duas alterações ao onze habitual: tirou El-Sharaawy e Kevin Prince Boateng (entraram ambos na 2ª parte quando o Milan já empatava) e colocou em sua vez Alberto Aquilani e Ambrosini. Perante o potencial de ambos os jogadores, este tipo de substituições não fazem o Milan perder de qualidade e isso é uma das virtudes deste plantel dosJuanmilaneses: é rico em soluções de qualidade e como tal poderá enfrentar 2 frentes ao mesmo tempo sem grandes deslizes.

Não aconteceu na Sicília. O Catania que até está a fazer uma boa época conseguiu sacar um empate ao líder da prova.
Na 1ª parte, destaque para as belíssimas defesas de Juan Pablo Carrizo aos pés de Emanuelson e Zlatan Ibrahimovic. O Argentino não evitou o golo de Robinho aos 37″ mas foi crucial para levar a equipa para o intervalo a perder por 1-0 quando poderia estar a perder por 2 ou 3. No golo do brasileiro, os créditos vão todos para Zlatan: só um jogador da sua categoria é que consegue manter aquela bola jogável e ainda assistir um colega de equipa para golo. O Sueco está (quanto a mim) a fazer a melhor época da sua brilhante carreira!

Na 2ª parte tudo mudou. O Catania começa com um golo muito mal anulado ao argentino Alejandro Gomez. Como se pode ver nas imagens, tanto Bonera como Abate poem em linha o extremo do Catania. A malta do ataque do Catania não desistiu e passados uns minutos (mesmo depois de Antonini ter dado o corpo ao manifesto a remate de Pablo Barrientos) empatou por intermédio de Spolli num lance em que Bonera e Ambrosini foram completamente “comidos” e Méxes ficou impávido e sereno ao ver Spolli nas costas a emendar para a baliza de Abbiati.
Minutos mais tarde, o Milan pode-se queixar de um erro de arbitragem grosseiro. No lance de Robinho é nítido que Marchessi vai tocar no esférico para além da baliza (mais dentro do que fora). O lance em si é lindo e tem novamente o toque de Zlatan na assistência. O trabalho de Robinho também é fantástico pois deixa dois defesas do catania pregados ao chão no momento do remate. Merecia mais o brasileiro.
O jogo acabou como tinha começado: mais duas fantásticas defesas de Carrizo (para mim o homem do jogo em conjunto com Bonera e Zlatan) e uma perdida incrível do Chileno Felipe Seymore na última jogada da partida).

Foi provavelmente um dos melhores jogos do ano na Série A se bem que o Inter vs Génova desta jornada e os jogos entre Inter e Palermo (de Giuseppe Mezza) e o derby Romano da 2ª volta também foram grandes jogos.
Para finalizar, os dois indesculpáveis erros de arbitragem que felizmente não beliscaram o resultado final. Caso os dois lances fossem validados, seria o empate a 2 bolas. Todavia, o Milan, como está a lutar pelo título foi o clube que se queixou da arbitragem e segundo as declarações do seu administrador Adriano Galliani, o clube milanês prepara-se para pedir à Federação Italiana de Futebol que coloque arbitros de baliza nas partidas da Série A.Pale

A meu ver é uma ideia estaparfúrdia do administrador do Milan pois o referido sistema não está a ter os resultados desejados nos testes que se tem verificado nas competições europeias. Prova disso recentemente foi o penalty que não foi visto a favor do Benfica frente ao Chelsea por mão de Terry, e os penaltis inexistentes assinalados contra o Sporting nos jogos contra City e Metalist na Liga Europa, o primeiro onde o arbitro de baliza não se pronunciou pelo facto do lance ter sido fora de área do Sporting e o 2º onde o arbitro de baliza indicou ao arbitro principal de uma falta inexistente por parte de Rui Patrício.

Para finalizar, hoje circulou a notícia de que António Cassano teve alta médica para regressar à alta-competição depois do problema que teve após o jogo contra a Roma no final do ano passado. No final dessa partida que o Milan viria a ganhar no Olímpico por 3-2, já no voo de regresso para Milão Cassano sentiu-se mal e o avião teve que aterrar de emergência em Bolonha para que Cassano fosse imediatamente conduzido ao hospital. Um primeiro indício suspeitava de um mini acidente vascular-cerebral. Exames mais específicos vieram a revelar que o jogador tinha um problema cardíaco raro motivado por um acontecimento específico num ventrículo que fecha 5 minutos após o nascimento de qualquer ser humano e que em raros casos não acontece.
Cassano já se vem a treinar desde Janeiro sem limitações mas precisava da alta médica para voltar aos relvados. Max Allegri ainda poderá contar com o avançado para as batalhas que se avizinham na Champions (caso o Milan se apure para as meias-finais) e para a Serie A. No entanto, Cassano perdeu o seu espaço para El-Sharaawy, Robinho e Maxi Lopez no ataque da equipa Milanesa.

Estreia de Andrea Stramaccioni como treinador principal do Inter.

Com Cláudio Ranieri havia noites em que o Inter podia fazer 150 remates numa partida que a bola não iria entrar na baliza adversária. Com Stramaccioni, logo na primeira partida, a bola entrou em abundância nas redes defendidas pelo Francês Sebastian Frey.

E quem diria que Diego Milito depois de 1500 bolas falhadas à frente da baliza faria um hat-trick?

Febre dos penaltis em Milão. O Génova com Kaladze, Veloso, Palácio e Gilardino no onze até começou melhor a partida e podia ter marcado primeiro não fosse uma intervenção providencial de Júlio César aos pés de Rodrigo Palácio para canto e consequentemente um corte providencial de Esteban Cambiasso na sequência desse canto. Depois viria o primeiro golo por Milito. Se Milito falhasse aquela bola era um escândalo. Não falhou o penalti de cabeça que lhe ofereceram mas viria a falhar um golo feito após dois cabeceamentos na área de Samuel e Cambiasso. Redimiu-se minutos depois com a oferta que Stankovic (a meias com Moretti) lhe deram para fuzilar Frei no frente-a-frente. O Inter jogava bem e bonito para um Génova apostado em jogar (como é hábito) no contra-golpe.

3-0 aos 38″ fabricado pelos centrais milaneses: Lúcio aproveita a bola rechaçada pela defesa genovesa e oferece a Samuel que só teve de empurrar. Parecia resolvido o jogo. Já nos descontos da 1ª parte, Cambiasso evitava pela 2ª vez na linha de golo o primeiro tento do Génova a cabeceamento de Sculli. No entanto, a bola foi parar ao raio de acção do avançado que de bicicleta com a ajuda do seu colega Emiliano Moretti acabaria por ser feliz.

Na 2ª parte, apesar do remate inicial de Chivu, foi o Génova que dominou nos últimos 45 minutos.
1º penalti duvidoso para os genoveses. Zanetti é jogador que por norma sempre nos habituou a jogar limpo. É certo que a bola lhe vai ao braço mas dúvido que fosse a intenção do argentino tocar-lhe dessa maneira até porque ia em queda.

Cambiasso tinha ameaçado e Mauro Zarate concretizou para o 4-2 aos 74″. Mais uma vez o jogo parecia destinado a cair para o Inter sem grandes sobressaltos.

2º penalti do Génova – o atropelo é evidente e Júlio César não protestou. É certo que Palácio ganhou vantagem perante o esticão de Júlio César e cravou bem o penalti.

Penalti do Inter – Joel Obi deixou-se de “sonecas” (uma das criticas que faço ao nigeriano é que apesar da sua brilhante capacidade técnica é um jogador que se entrega muito pouco ao jogo) e deu um baile em Giandomenico Mesta e Guarín com um toque de classe enfia no bolso o seu antigo colega no Porto Belluschi e é carregado. Decisão justa que enervou Moretti. Belluschi foi expulso com cartão vermelho directo dado que Guarin foi carregado numa situação de possibiliade de golo em zona frontal. É caso para perguntar como é que o Argentino caiu no engodo de alguém com quem treinou todos os dias e deveria conhecer de trás para a frente?

3º penalti do Génova – correctissima decisão.

Esta derrota motivou uma decisão estranha no seio do Génova. O presidente do clube despediu Pasquale Marino pelos maus resultados da equipa genovesa e apresentou hoje Alberto Malesani como o novo treinador do Génova, 3 meses depois de o ter despedido em troca por Marino também por maus resultados. No mínimo caricato.
A exibição de Miguel Veloso não passou despercebida aos responsáveis do Inter. O centrocampista já esteve perto de Milão na reabertura de mercado para substituir Thiago Motta, na altura vendido ao PSG. No entanto, o Inter esbarrou com as pretensões genovesas de apenas abdicar do jogador luso por 22 milhões de euros e preferiu contratar Freddy Guarin por empréstimo de 6 meses (+ opção de compra no valor de 9 milhões) a troco de 1,8 milhões de euros.

Outros jogos:

Parma 3-1 Lazio – Balão de oxigénio para o Parma na luta pela manutenção. O Parma foge temporariamente aos lugares incómodos e complica a vida da Lazio na luta pela champions.

Roma 5-2 Novara – A roma continua a pretender um lugar europeu e conseguiu permanecer nessa luta às custas do aflito Novara que até entrou a vencer com golo de Caracciolo. Excelente exibição do colectivo Romano na 2ª parte.

Lecce 0-0 Cesena – Um empate que atrapalha em muito as poucas aspirações de dois aflitos. O Lecce vê a linha-de-água a 5 pontos enquanto o Cesena está a 14 pontos.

Fiorentina 1-2 Chievo – Um golo de Luca Rigoni aos 88″ põe a jeito a Fiorentina. É 17ª com 5 pontos de avanço sobre o Lecce.

Na próxima jornada teremos o Milan a receber a Fiorentina. Os Milaneses recebem a Viola depois de um importante confronto europeu frente ao Barça em Nou Camp. A vitória é o único resultado que interessa às duas equipas derivado dos distintos objectivos actuais: os milaneses querem a renovação do título enquanto os jogadores da Viola querem sair dos lugares incómodos.
A Juventus vai a Palermo. É um terreno difícil, sendo expectável que Miccoli e companhia façam de tudo para retirar pontos à Vecchia Signora.
A Lazio recebe o Napoli com 3 pontos de vantagem. A Lazio quer segurar o 3º lugar enquanto o Napoli espreita a passagem para o mesmo. O Napoli promete futebol de ataque em Roma. Quem ainda espreita uma escorregadela destas equipas para ver se consegue subir é o Inter (está a 4 do Napoli e a 7 da Lazio) e a Roma. Os interistas deslocam-se à Sardegna para jogar contra o Caglari enquanto os romanos vão ao terreno do aflito Lecce.

Para finalizar os assuntos da Série A são de realce os 35 golos marcados pelas 20 equipas em 10 jogos. Dá uma média de 3,5 golos por jogo.

Liga Francesa:

1. Com o Montpellier a “folgar” a pedido do Marselha (dois embates contra o Bayern para Champions fizeram adiar a partida para dia 11) o PSG não conseguiu tomar partido da situação para colocar pressão no actual “rival” pela conquista da Ligue 1 e perdeu em Nancy por 2-1. A equipa de Carlo Ancelloti está em quebra e para isso muito se deve a quebra de rendimento de Javier Pastore e Kevin Gameiro. Yohan Mollo aos 89″ impôs a primeira derrota de Carlo Ancelotti na Liga Francesa.

2. Em dia das mentiras, aproveitou o Lille para se chegar à frente mais um pouquinho. Até parece mentira que o campeão em título ainda esteja na luta pela renovação do mesmo com um percurso muito irregular até então (15 vitórias, 11 empates, 4 derrotas). Contra o Toulouse (5º) voltou a sobressair a mestria de Eden Hazard.

3. O Toulouse foi ultrapassado no 4º lugar pelo Lyon, que apesar desse feito não conseguiu mais do que um empate no terreno do Rennes (7º) – se conseguiu o empate bem o deve ao golo de Lisandro Lopez e aos muitos falhanços provocados pelos homens do norte. Por duas ou três situações Lloris foi chamado a intervir e segurou as pontas para a equipa de Remi Garde. Noutras situações, o noruguês Tettey, o Burkinês Pitroipa e o Togolês Boukari falharam na boca da baliza de forma inacreditável. Apesar do facto de Lisandro ter recuperado a forma de outros tempos, ao nível global, este Lyon está muito longe do que assistimos do forte Lyon na última década.

4. André Ayew é notícia em França. O jovem Ganês está a despertar o interesse de meio mundo. Bayern, Chelsea, United, Tottenham e Inter querem os concursos do avançado de 22 anos que é filho da maior glória do futebol ganês Abedi Pele.

Bundesliga:

Mais um jogo de doidos. No final da partida do Westfalenstadium, os adeptos das duas equipas deram por bem empregue o seu dinheiro para ver um empate a 4 bolas entre Dortmund e Estugarda. É certo que a felicidade reinava no seio da equipa e adeptos bávaros.

A felicidade dos adeptos não era para menos. Que jogo sensacional. Depois de uma 1ª parte dominada pelo Dortmund (1-0 com golo de Kagawa ao intervalo) o estugarda (a perder por 2-0) iria no espaço temporal de 8 minutos (Ibisevic; 2 golos de Julian Schieber; 71 aos 79″) virar o resultado para 2-3. O Dortmund, ameaçado, haveria de virar para 4-3 em 4 minutos (Hummels e Perisic) para o Estugarda empatar mesmo no fim por intermédio de Christian Gentner.

Podiam ter sido mais que 8 golos – Schieber falhou um certo na 1ª parte e foi acompanhado por Robert Lewandowski no outro lado antes do 12º golo do japonês Kagawa na edição deste ano da Bundesliga. O Japonês é um senhor jogador à semelhança de quase todo o plantel dos Vestefalianos. Creio que Jurgen Klopp começa a ter aqui matéria prima para atacar a Liga dos Campeões nas próximas épocas caso a direcção do clube não venda os jogadores que tem.
GrobKreutz atirou aos ferros assim como o polaco Lukasz Piecsczek. O Dortmund pode-se queixar da falta de sorte. O mais interessante desta equipa do Dortmund é que para além de ser exemplar ao nível defensivo (Hummels e Subotin metem respeito) e de ter um meio-campo que é algo do outro mundo, não usa e abusa da técnica individual dos seus jogadores, preferindo um futebol altamente flanqueado até porque Marcel Schmelzer (defesa-esquerdo) é um jogador que tem uns pézinhos de ouro para centrar bolas.

Outro lance que seria memorável foi a enorme cavalgada do centrocampista Dinamarquês William Kvist que só parou nos ferros da baliza de Weidenfeller. Seria um golo de antologia.
Até que entrou Julien Schieber na partida – primeiro a assistir Ibisevic e depois contra tudo e contra todos a estabelecer o 2-2 e 1 minuto depois o 3-2. O golo de Mats Hummels também é golão e a reacção de Jurgen Klopp não é para menos. Até que Gentner conseguiu descobrir um buraquinho na defesa do Dortmund e fez o 4-4 final para gáudio daqueles que se deslocaram de Estugarda a Dortmund.

O Bayern reduziu a diferença para 3 pontos depois de bater o Nuremberga por 1-0. Arjen Robben deu a vitória aos bávaros.

O Schalke 04 empatou a 1 bola no terreno do Hoffenheim depois de ter sido vergado a uma derrota caseira por 4-2 contra o Athletic de Bilbao (já lá vamos) e o 4º classificado (Borussia de Moenchagladbach) também perdeu em Hanover por 2-1.

Liga dos Campeões:

À 1 mês atrás ninguém diria que seria Salomon Kalou aquele que iria dar a vitória ao Chelsea no jogo dos quartos-de-final na Luz frente ao Benfica.
Primeiro porque depois da derrota em Napoli por 3-1 ninguém acreditava que Villas-Boas teria capacidades para conseguir ultrapassar os italianos em Stamford Bridge. Villas-Boas foi precisamente despedido nessa semana e o seu adjunto Roberto diMatteo conseguiu fazer com que os Blues dessem uma lição de futebol aos italianos no seu reduto.
Depois porque Salomon Kalon era carta fora do baralho do técnico português nos 8 meses que o dito passou em Londres.
Em terceiro lugar, porque uma equipa com Lampard, Drogba, Torres, Malouda, Mikel, Sturridge, Mata, Lukaku faz com que Salomon Kalou seja um nome praticamente desconhecido que ainda paira no plantel Blue.

O Benfica pode queixar-se de factos internos e externos para justificar a derrota. Pode-se queixar do facto de ter atacado muito mas mal e de ter rematado muito mas sem eficácia.

Ao nível de arbitragem, creio que Raúl Meireles não acabava a primeira parte pois fartou-se de cometer faltas duras e graves. Di Matteo apercebeu-se disso e tirou o médio quando sentiu que a presença deste em campo poderia ser negativa para o jogo da equipa. Ainda ao nível de arbitragem, fica um penalti claríssimo por marcar a favor do Benfica por mão de John Terry na área.

O Benfica só acordou a partir da meia-hora de jogo. Perante um Chelsea bem organizado com a construção táctica de bloco defensivo subido para evitar principalmente que Aimar e Witsel construíssem e fantasiassem no meio-campo encarnado. Ao contrário do que foi dito na imprensa no dia seguinte e do que Ramires disse à comunicação social, o brasileiro não tirou muitas contrapartidas do seu companheiro de flanco. Emerson até respondeu bem à altura do seu compatriota, perdendo 2 ou 3 vezes em velocidade para o mesmo e pouco mais. O lance do golo do Chelsea nasce do seu lado, mas, tanto poderia surgir da esquerda como da direita.
Na primeira parte, Gaitán e Bruno César estiveram muito interventivos nas respectivas alas e o brasileiro foi o detentor de mais remates no Benfica. Bruno César mereceu o golo ao contrário de Oscar Cardozo que se limitou a falhar golos na cara de Petr Cech. 23 foram os remates que o Benfica fez na partida. Petr Cech não brilhou devido a esse facto. A questão é que os jogadores do Benfica remataram muito mas quase sempre para fora. Cech brilhou por exemplo a cabeceamento de Jardel já na 2º parte.
Seria no contra-golpe (arma que Jesus tanto gaba na sua equipa) que o Chelsea iria marcar ao Benfica. Até ao final há a questão do penalti que ficou por assinalar e a questão do atraso (para mim não é intencional) de David Luiz para Petr Cech. Mesmo ao cair do pano tanto poderia ter marcado o Benfica como Juan Mata poderia ter fechado a eliminatória com a possibilidade que teve de aumentar para 2-0.

Em suma é um resultado injusto para o Benfica. O empate a 1 adequava-se mais perante um Chelsea que veio a Lisboa defender e jogar para o empate e um Benfica que quis o golo a todo o custo (e até o merecia) mas que deve ter mais paciência neste tipo de jogos.
A eliminatória não está fechada e Roberto DiMatteo foi o primeiro a afirmar hoje na conferência de imprensa que o Benfica tem talento para marcar em Londres. No entanto, não creio que o Benfica passe a eliminatória.

Casa cheia em Nicósia. Esperavam-se mais dificuldades para o Real. Real Madrid sem Xabi Alonso faz Mourinho colocar Nuri Sahin no onze titular. Aposta ganha. O Turco foi crescendo ao longo do jogo e não raras foram as vezes em que deu equilíbrio ao meio-campo madridista e conseguiu desmarcar os seus companheiros.
Em destaque, a diferença de orçamentos. A maior contratação do Real contra a maior contratação do APOEL. Os 94 milhões gastos por Ronaldo contra o 600 mil euros que o APOEL deu pelo avançado brasileiro Adaílton. Os 500 milhões que o Real gastou nas últimas 3 épocas em reforços contra o milhão e cem mil gastos pelo APOEL.
Na primeira parte, o Real optou por estar em cima do acontecimento com uma toada lenta. Benzema e Ozil estavam bem mexidos e iam criando as primeiras jogadas de perigo. O Madrid estava a praticar um futebol muito aberto e muito flanqueado como é seu apanágio. Na primeira parte, o Real conquistava mas não tinha marcado. O APOEL raramente tinha saído do seu meio-campo. Nada de extraordinário perante o que vimos contra Porto e Lyon.

Ao intervalo, Ivan Jovanovic fazia lançar o veterano português Hélder Sousa. Aos 34″ este antigo jogador do trofense fazia a sua estreia na Champions e logo contra o Real de Mourinho.

Na 2ª parte, o Real carregou no acelerado. Começou a provocar cansaço no APOEL e os cipriotas começaram a baixar a guarda defensivamente lentamente. Até que Mourinho lança no jogo Kaka e Marcelo. A revitalização do flanco esquerdo vai original os golos do Real: a combinar bem com Benzema, seria o francês a marcar o primeiro golo e a duo brasileiro que saltou do banco a carimbar o 2º. O 3º seria uma obra prima de bom futebol entre Ronaldo, Ozil e Benzema. 3-0 para o Real num jogo tranquilo. Podem existir poupanças na 2ª mão em Madrid a pensar no jogo da Liga frente ao Valência.

Empate sensaborão no jogo de proa destes quartos-de-final da Champions. Esperava-se que o duelo entre Milan e Barcelona fosse colorido com golos.
Duas equipas que já se tinham defrontado na fase de grupos. Em Nou Camp, o Milan fez um jogo extraordinário conseguindo o empate a 2 bolas. Em San Siro, o Barcelona levou a melhor.

Barcelona a apresentar uma única alteração em relação ao one habitual no último mês: Seydou Keita a entrar no lugar de Thiago Alcântara. Pep Guardiola sabia de antemão que o meio-campo do Milan tem actuado de forma poderosa e quis desde logo mostrar interesse em colocar Keita (um jogador cheio de pulmão) no meio-campo para junto com Xavi e Fabrègas anular Seedorf, Ambrosini, Boateng e Nocerino.

Domínio total do Barça na partida. O Barça pecou apenas por falta de eficácia. É essa falta de eficácia que resume o empate obtido pelo Milan. Tirando os primeiros minutos onde os milaneses tentaram começar a mandar na partida, até por uma questão da necessidade de uma vitória expressiva que pudesse dar alguma tranquilidade em Nou Camp e de outra necessidade que se prendia em não entregar o domínio do jogo aos catalães, o resto do jogo seria dominado pelo Barça e as maiores oportunidades de golo iriam pertencer à equipa de Pep Guardiola.
Na primeira parte, não se fosse a falta de eficácia, o Barça poderia ter ído para os balneários a vencer por 2 ou 3. Oportunidades para tal teve de sobra: Keita, Aléxis, Messi e Xavi tiveram nos pés 5 soberanas oportunidades de golo. No entanto, a defesa do Milan, apesar de alguns desacertos menores ia conseguindo retardar a obtenção de um golo por parte da equipa “culé” e mesmo quando a defesa não dava conta do recado era Abiatti quem salvava a equipa de Max Allegri.

O Barça apostou num futebol diferente do que é habitual em San Siro. A circulação de bola não passou tanto pelos laterais. Daniel Alves ia subindo no terreno de forma amiúde e nunca apareceu na zona de finalização. Messi não apresentou as habituais jogadas de flexão do flanco direito para o centro do terreno, jogadas onde costuma ser letal em maior parte dos jogos. O Barça apostava mais em entrar pela defesa do Milan pelo centro do terreno, muito à custa de rápidas tabelinhas entre os 3 homens do meio-campo e Aléxis Sanchez. Seria o Chileno a provocar a decisão mais complicada da noite para a arbitragem: a meu entender não existe penalti. Aléxis embate contra Abbiati mas creio que o Chileno (apercebendo-se que tinha adiantado em demasia a bola) tenta cavar o contacto ao guarda-redes italiano.
O golo anulado a Messi nos minutos seguintes seria uma boa decisão do fiscal-de-linha.

Na 2ª parte, mais do mesmo. O Milan estava ligeiramente encostado às cordas. O Barça não deixava os milaneses armar o seu ataque com uma pressão alta ao nível da defesa milanesa. António Nocerino não conseguia receber a bola e construir de raiz. Em contrapartida, o Barça quando tinha a bola tratava imediatamente de tentar adormecer o Milan e esperar um erro da defensiva italiana para capitalizar. Esse erro esteve perto. Tanto Aléxis, como Messi como Puyol por intermédio de um canto tiveram novas oportunidades para marcar mas não era o dia do Barça.

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Já o Bayern voltou a provar que também quer vencer a Liga dos Campeões. No Vélodrome de Marselha, a turma local foi incapaz para travar a corrente de ataque dos Bávaros. Mário Gomez despachou o assunto ainda na primeira parte para uma eliminatória que todos sabíamos que não ia ter grande história para narrar.

Liga Europa:

De todos os adversários que podiam ter saído ao Sporting no sorteio dos quartos-de-final, pessoalmente creio que o Metalist foi o pior adversário que a turma leonina podia enfrentar. Isto porque apesar de se conhecerem alguns nomes da equipa ucraniana (composta principalmente por jogadores sul-americanos) o Sporting iria enfrentar uma equipa desconhecida dos palcos europeus, desconhecida do ponto de vista de potencial e forma de actuar e que tinha um registo impressionante nas fases anteriores da prova, tendo perdido alguns jogos em casa e tendo ganho outros fora, alguns deles em terrenos difíceis como é o caso do Olympiacos da Grécia, equipa que foi eliminada por este Metalist nos oitavos-de-final.

Sporting posicionado depois do vibrante sucesso diante do Manchester United. Do Metalist ficamos a conhecer que é uma equipa bem organizada a todos os níveis. Defendem de forma agressiva e atacam preferencialmente usando o contra-golpe onde tem jogadores talhados para o efeito, casos de Taison (bom jogador; um bocadito fiteiro e pouco objectivo na hora de concretizar as suas maravilhosas arrancadas pelo flanco) e Cleiton Xavier. Também fiquei impressionado com o avançado Cristaldo; Este avançado argentino de 23 anos que saltou do Velez Sarsfield para a Ucrania e que já foi convocado por Sérgio Batista para a selecção é um jogador que me impressionou pela sua dotação técnica.

O jogo começou com algumas desconcentrações da defensiva leonina, ainda fruto de uma fase de estudo ao futebol rápido e açucarado dos ucranianos. Do ponto de vista ofensivo, a equipa ucraniana colocou algumas dificuldades à turma leonina a partir do momento em que (com a lição de casa bem estudada) meteram o trinco Torres a marcar homem-a-homem Matías Fernandes (impedindo o Chileno de assumir a batuta do jogo ofensivo leonino) e meteram dois homens regularmente em cima de Stijn Schaars. Sem o holandês a armar jogo e o chileno a criar, o Sporting sentiu algumas dificuldades em construir oportunidades dignas de registo. Penso que a ideia do Metalist seria a de vencer fora. Os jogadores da turma ucraniana iam mudando o ritmo de jogo a seu bel-prazer. Quando o Sporting tentava ficar por cima na partida, a equipa ucraniana diminuía o ritmo da circulação de bola. Quando sentiam que o Sporting estava a entrar numa onde de bloqueio, os ucranianos impunham rapidos contra-ataques que a bem ou mal até ao final da primeira parte foram resolvidos pela defensiva leonina.

O que é certo é que na primeira parte o Sporting não teve bola nem oportunidades de golo. Para contar só o facto de Torsiglieri (central que já foi do Sporting e que este ano foi em primeiro lugar emprestado ao Metalist e depois vendido definitivamente aos ucranianos) recebeu um amarelo e como tal não irá jogar na 2ª mão. À semelhança do seu colega no centro da defesa Papa Gueye. Os dois fartaram-se de marcar com pitons os homens do ataque do Sporting e deveriam a meu ver ter visto mais do que um amarelo. Na 2ª parte existe mesmo o lance em que Torsiglieri perdeu a cabeça e numa disputa de bola com Jeffren atirou o jogador espanhol contra o banco de suplentes, motivo mais que suficiente para ver o cartão vermelho directo.

Na 2ª parte, a palestra de Sá Pinto fez efeitos. O Sporting voltou ao relvado com outra cara e decidiu aumentar o ritmo de jogo e procurar as alas, até então desaparecidas. Se até então apenas Carriço tinha tentado a sua sorte de longe por duas vezes e se numa desconcentração da defensiva ucraniana num livre cobrado por Matías Fernandes havia algum sururu na área ucraniana, eis que Capel e Izmailov escreveram a ouro o momento do jogo para o primeiro golo da partida. A seguir, foi Patrício quem valeu à turma leonina após remate de Cristaldo à entrada da área.

Os centrais do Metalist continuavam a ser duros e merecedores de algo mais que o amarelo. Taison continuava a querer desiqulibrar no flanco esquerdo. Sentindo a rapidez do brasileiro, João Pereira não fez a ala como é seu costume. O brasileiro fazia tudo bem excepto na hora de atirar; tanto não atirava a baliza como se atirava para o chão! Já Cleiton Xavier tinha desaparecido da partida e so voltou a aparecer aquando da grande penalidade do Metalist.
Aos 63″ veio outro dos momentos da partida quando Insua atirou um míssil para a baliza ucraniana, fazendo o 2-0.
Aproveitando a confortável vantagem, Sá Pinto tratou de a preservar. Tirou Carriço (esgotado após uma exibição de encher o olho) e meteu Renato Neto para dar mais poder de choque ao meio-campo do Sporting; refrescou também as alas, colocando Jeffren e Carrillo. Tanto o espanhol como o peruano tentaram várias investidas pelas alas e o Peruano poderia ter sido feliz num lance em que depois de uma cavalgada pela direita preferiu chutar com o seu pé mais fraco (esquerdo) quando poderia ter isolado Matías para o 3-0.

Veio a resposta ucraniana. Por duas vezes Patrício foi chamado a intervir aos pés adversários: primeiro Taison e depois o recém entrado Devic. Depois seria Taison a tentar de livre e Patrício a responder em voo. Era o Sporting que se fechava nos minutos finais para segurar a vantagem. Até que no minuto final Devic caiu na área leonina e o arbitro de baliza marcou penalti numa decisão errada. Cleiton Xavier amenizou a derrota ucraniana e levou a eliminatória muito viva para Kharkiv. O Sporting terá que sofrer para passar às meias-finais da prova.

“El Louco” Bielsa é o treinador da moda na actualidade futebolística. Não é para menos: o futebol seu Athletic tem deslumbrado tanto ao nível interno na Liga espanhola como ao nível internacional na Liga Europa.

Depois de ter eliminado o Manchester United da forma que eliminou (na 2ª mão no San Mamés Ferguson poderia ter saído goleado) a mais recente vítima do futebol total de Bielsa foi o Schalke 04. Engane-se quem pensa que é fácil ir a Gelsenkirchen jogar como o Athletic foi. Apesar de ser uma equipa alemã, existe algo que une o Schalke ao Athletic: um estilo de jogo latino, promovido na turma alemã por vários jogadores como Farfán, Jurado ou Raúl. Não nos podemos esquecer que esta equipa do Schalke fez na época passada um enorme brilharete na Champions, atingindo as meias-finais (onde foi eliminada pelo United) depois de ter estrangulado o Inter (campeão europeu em título na altura) com um brilhante 5-2 em Giuseppe Meazza.

Este Athletic de Bielsa é um enorme case study. É uma equipa que peca um pouco por jogar de forma aberta. Apesar de ter melhorado em muito com a descida posicional de Javi Martinez para o centro da defesa (Martinez já era um grande trinco e arrisca-se a ir pela Roja ao Europeu como central) é uma equipa que se expõe em muito ao contra-ataque das equipas adversárias. Isto porque Bielsa adopta um estilo de pressão muito alta aos adversários (logo à saída da grande área) que apesar do facto de estar a resultar lindamente na Liga Europa nos jogos efectuados pela turma basca.

Outro dos problemas desta Athletic de Bilbao é a tendência extrema que esta equipa tem para optimizar o seu ataque com Llorente como finalizador. Não é que o Bilbao não finalize em quantidade e em qualidade. O problema é que os bascos têm bons criativos (Susaeta, Muniain, De Marcos) mas todos eles não sabem finalizar e estão sempre à espreitar de oferecer golos ao seu ponta-de-lança.

Jogos impróprio para cardíacos na arena de Gelsenkirchen. O Bilbao começou melhor e capitalizou um erro do guarda-redes do Schalke. Depois viria a reviravolta alemã com o expoente máximo nos pés do maravilhoso Raúl. O Schalke alterou os guarda-redes e o Bilbao, actuando em contra-ataque, apenas se limitou a explorar os erros alemães. Se no 3º golo o guarda-redes alemão teve culpas, no 4º é caso para dizer que estava extremamente mal posicionado.
E o Athletic está nas meias-finais. Garantidamente. Poderá ser o próximo adversário do Sporting.

Nas restantes partidas, o Atlético de Madrid venceu o Hanover por 2-1 e o Valência perdeu no terreno do AZ Alkmaar por semelhante resultado:

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futeboladas (fim-de-semana)

Nota inicial: Para sexta-feira, os rescaldos da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

Liga Inglesa:

ver aqui o resumo dos principais lances da partida.

Duelo principal da 30ª Jornada da Premier League. Chelsea e Tottenham defrontaram-se em Stamford Bridge com o apuramento para a Liga dos Campeões no horizonte das duas equipas nesta recta final do campeonato. O Tottenham de Redknapp tem estado em quebra nas últimas jornadas. Depois de um empate a meio da semana contra o Stoke a 1 bola, os Spurs (ultrapassados pelo Arsenal na 3ª posição) pretendiam sair de Stamford Bridge com uma vitória que lhes permitisse “fechar” praticamente o apuramento para a Champions, ou empatar para manter o Chelsea longe do 4º lugar. Já o Chelsea vinha de uma desmoralizadora derrota no terreno do Manchester City por 2-1 na quarta-feira.

Os Spurs estiveram em bom plano no terreno do rival e a bom da verdade até mereceram vencer a partida. Mais uma vez vingou uma das falhas desta equipa de Redknapp: a finalização. A construção de jogadas de perigo esteve soberba. Bale e Modric assumiram a batuta da equipa e tanto o Galês pelos flancos como o Croata pelo meio do terreno tentaram criar o máximo número de oportunidades de golo para Emmanuel Adebayor e para Rafael Van der Vaart. O Holandês teria um “penalty” na primeira parte depois de uma grande jogada de Bale e Modric pela esquerda. No entanto seria Petr Cech o santo milagreiro dos Blues. Na segunda parte, seria Bale a romper a defesa do Chelsea pelo centro e a dar caminho aberto para o remate do lateral Kyle Walker às malhas laterais. Bale esteve exímio a pisar terrenos mais centrais durante a partida e muitas foram as vezes em que partiu com garra para cima dos defesas dos Blues.

Do Chelsea, as reacções ao domínio dos Spurs vieram por intermédio de rápidas situações de contra-golpe e por intermédio de um livre de Lampard que iria embater com alguma sorte no poste já na 2ª parte. A 2ª parte também ficaria marcada por algumas perdidas dos Spurs: Modrid desmarcou de forma brilhante Adebayor e o Togolês depois de ter ultrapassado toda a defesa londrina e Petr Cech permitiu o corte decisivo de Gary Cahill. Depois seria Gareth Bale a cabecear ao poste e a atirar de livre para bela defesa de Petr Cech.

Harry Redkanpp mostrou-se satisfeito com o ponto conseguido em Stamford Bridge. Humildade em excesso por parte do treinador do Tottenham perante um domínio avassalador dos Spurs na partida.

Quem aproveitou este empate foi o Arsenal.

Ver aqui o resumo do 3-0 ao Aston Villa.

A equipa de Wenger não sabe o que é perder ou empatar para a Liga desde o dia 1 de Fevereiro, ou seja, desde a 23 jornada onde empatou no Reebok Stadium frente ao Bolton Wanderers.

A equipa de Wenger é uma equipa que respira confiança e alegria no seu futebol. E como tal, merece o 3º lugar que ocupa neste momento. Pena foi aquele péssimo arranque de campeonato senão este Arsenal poderia estar ainda hoje a lutar pelo título. É obviamente um dos problemas que se coloca à gestão Wenger: o custo de criar equipas de raiz obriga a uma adaptação lenta e gradual de todos os jogadores num único colectivo. Numa competição a sério como a Premier League, um clube como o Arsenal não pode andar anos após anos a criar equipas de raiz para depois despachar os jogadores mais importantes no fim de cada época. Sabemos que a estratégia do Arsenal para assegurar a sua própria estabilidade financeira passa essencialmente pela formação de jogadores que são repescados aqui e ali para posteriormente serem vendidos a outros clubes. No entanto, o Arsenal ficará a ganhar se por exemplo conseguir manter esta geração. Acredito que jogadores como Chamberlain, Coquelin, Carl Jenkinson, Ramsey, Wilshere, Walcott, Frimpong, Ignasi Miquel, Alex Song serão capazes de dar um bom futuro ao clube caso o clube os possa manter mais uma época na companhia de “veteranos” como Van Persie, Arteta, Mertesacker, Gervinho e Vermaelen.

Há muito talento num Chamberlain que é poço de rapidez e tecnicismo, num Coquelin que é um médio duro e técnico ao mesmo tempo, num Ramsey que é um primor de visão de jogo. num Walcott que tanto é o extremo perfeito à inglesa como aparece a finalizar e num Frimpong que é o típico pulmão africano de meio-campo.

Para a próxima época, fala-se que o Arsenal está na linha da frente para assegurar a contratação a custo zero de Alessandro Del Piero. Recordo que o avançado de 37 anos não renovou com a Juventus e pretende continuar a jogar futebol a alto nível.

Neste momento o Arsenal é 3º com 58 pontos contra os 55 de Tottenham e os 50 do Chelsea.

No duelo lá de cima:

Wayne Rooney (21º golo na Premier) resolveu aos 42″ um jogo muito difícil para o United que continua a liderar a tabela classificativa.

O United já está a preparar a nova época apesar desta ainda não estar resolvida.
Notícias tem vindo a público da disponibilidade de Ryan Giggs ser treinador da equipa num futuro próximo. o Galês sorriu quando lhe foi colocada esta pergunta por uma jornalista do Daily Mail. Segundo as suas palavras: “Ser treinador do Manchester United? Vamos ver. Por agora apenas quero aproveitar o momento. Apenas quero jogar futebol mas estou preparado para a minha vida depois de me retirar”

Quem se fala que também poderá reforçar o clube de Manchester é o ponta-de-lança Holandês Jan Huntelaar. Apesar do Schalke 04 já ter manifestado a vontade de renovar o mais breve possível com o seu artilheiro (leva 40 golos nos 39 jogos efectuados esta época) o jogador não parece interessado em renovar com o clube alemão e fontes ligadas ao internacional holandês já afirmaram que o atleta está a estudar uma proposta do Manchester United.
O jogador para já mantem-se focado no seu trabalho em Gelsenkirchen: “Vou ter tempo para pensar após a temporada. Antes disso, quero focar-me em marcar golos e não vou me deixar levar por isso, porque tenho o objetivo de ajudar a equipa na Liga Europa”. Recorde-se que o Schalke poderá ser adversário do Sporting nas meias-finais da prova, caso o Sporting ultrapasse os ucranianos do Metalist e os alemães ultrapassem a eliminatória que os une ao Athletic de Bilbao.

Seguramente o golo mais lindo da época na Premier!

Peter Crouch com um volley arrasador frente ao City no sábado.

A vitória na passada quarta-feira frente ao Chelsea no City of Manchester parecia ter afastado os maus resultados da equipa de Mancini. Como em desespero todos os santos ajudam, contra os Blues, Mancini esqueceu-se “temporariamente” que Tevez o tinha mandado para um sítio pouco agradável no encontro da liga dos campeões contra o Bayern de Munique e colocou o Argentino em campo na 2ª parte. O City acabaria por vencer uma dura batalha de meio-campo contra o Chelsea graças à infantilidade nos minutos finais de um regressado à competição (Michael Essien) no lado dos homens de londres na sequência de uma mão ostentiva na sua área.

Contra o Stoke, o golão de Crouch (8º na Liga) voltou a complicar as contas a Mancini. Valeu Yaya com o empate aos 76″. Insuficiente para dar mais 2 pontos de vantagem ao United. No entanto, os rivais de Manchester irão encontrar-se no final de Abril, num jogo que será decisivo para apurar o desfecho desta edição da liga.

Outros jogos:

Liverpool 1-2 Wigan – O Liverpool vai de mal a pior. Mais uma derrota caseira para a equipa de Kenny Dalglish. O Liverpool já soma 10 derrotas nesta temporada. O golo do central escocês Gary Caldwell atira definitivamente a turma de Anfield para fora da Europa e dá alento a um Wigan que continua abaixo da linha de água. Agora a apenas 1 ponto do Bolton.

Os Reds também já estão a preparar a nova época. Os primeiros rumores dão conta do interesse em Jackson Martinez, avançado dos Jaguares do México que segundo a imprensa daquele país já deveria ter um acordo com o FC Porto. O avançado argentino Matías Suarez (20 golos e 11 assistências em 37 jogos esta época pelos Belgas do Anderlecht) também está a ser cobiçado pelos responsáveis directivos de Anfield Road. Kenny Dalglish não será em princípio o treinador do clube na próxima época.

Não está também descartada a hipótese de Rafa Benitez regressar a Liverpool na próxima temporada depois de extinto o assédio do Chelsea ao treinador espanhol.

WBA 1-3 Newcastle – Os Magpies foram aqueles que mais aproveitaram o empate do Tottenham. Num jogo arrasador, chegaram aos 34″ com vantagem de 3-0 sobre o WBA. Ben Arfa e Pape Cissé (2 golos) foram os obreiros de uma vitória confortável que coloca a equipa de Alan Pardue. Hatem com os mesmos pontos dos Blues. O Newcastle ainda não está totalmente fora de uma eventual luta pela liga dos campeões dado que também está a 5 pontos do Tottenham.

Bolton 2-1 Blackburn – Ainda no rescaldo do incidente Fabrice Muamba (o médio continua numa agradável recuperação; já consegue caminhar e já viu o jogo do Bolton pela TV) o Bolton continua a fazer pela vida na luta pela manutenção. Frente ao Blackburn no Reebok Stadium, a equipa orientada pelo escocês Owen Coyle bateu o também aflito Blackburn por 2-1. David Weather fez os dois golos dos Wanderers na partida.

Quando faltam 8 jornadas para o fim da Liga, o fundo da tabela tem a actual classificação: 13º Fulham 36 pts 14º WBA 36 pontos 15º Aston Villa 33 pts 16º Blackburn 28 pts 17º Bolton 26 pts 18º QPR 25 pts 19º Wigan 25 pts 20º Wolverhampton 22 pts.

Liga Espanhola:

Depois do controverso jogo no El Madrigal frente ao Villareal que iria terminar com um empate a 1 bola e com a expulsão no fim do jogo Mourinho, o Real deu uma resposta cabal às vozes que acusavam os merengues de estarem a perder gás nas últimas semanas. A vantagem de 6 pontos ficou intacta para o Barcelona graças a mais uma goleada para a Liga, desta feita contra a modesta Real Sociedad por 5-1.
Com Álvaro Arbeloa à direita da defesa e Raphael Varane no centro da defesa, o Real voltou a fazer um daqueles jogos que dá gosto de ver com aquele futebol flanqueado e recheado de fabulosas tabelinhas e combinações pelas alas. Golos de Higuaín, Ronaldo, Benzema e Xabi Prieto para a Real Sociedad punham o resultado em 3-1 ao intervalo. Na 2ª parte, o português e o francês elevariam a conta para o 5-1 final.

A Abertura de Xabi Alonso para Benzema no 3º golo é qualquer coisa de genial. Não é apenas uma questão de visão de jogo mas sim uma questão de aliança entre uma visão de jogo fenomenal e uma capacidade de passe longo que só Alonso possuí neste momento no futebol mundial.

Benzema já leva 27 golos esta época e parece outro jogador do Benzema que víamos na época de Pellegrini e na época passada. Está mais rápido, mais incisivo a tocar a bola, mais explosivo no 1 para 1 e com melhores índices de aproveitamento. Às vezes faz bem estar na lista de dispensas de um clube para se voltar ao topo.

Sem forçar muito o andamento pois amanhã jogam contra o AC Milan num jogo que se prevê espectacular, o Barcelona foi a Mallorca vencer de forma confortável por 2-0. Messi aos 25″ e Piqué aos 79″ selaram mais uma vitória dos Catalães.

O Barça revê os italianos nos quartos-de-final da Champions depois de ter encontrado a equipa de Max Allegri na fase-de-grupos. Então, o Milan conseguiu um empate em San Siro a 2 bolas e perdeu com o Barça em casa.

Thiago Alcântara foi expulso aos 57″ na equipa catalã.

O Valência (3º) foi perder ao Coliseum Alfonso Perez, terreno do Getafe. Roberto Soldado até abriu a contagem aos 5″ mas o Getafe haveria de dar a volta por cima. A equipa comandada por Luis Garcia que conta com jogadores como Cata Dias, Mehdi Lacén, Miku, Casquero e Dani Guiza reentrou na luta pela europa, sendo 9ª com 39 pontos (está a 4 do 6º que é o Osasuna). Já o Valência cedeu terreno para o Málaga na luta pelo 3º lugar (directo na Champions) estando os malaguenhos (após vitória no terreno do Espanyol) com os mesmos pontos do clube ché.

Outros jogos:

Zaragoza 1-0 Atlético de Madrid – Restará uma vitória na Liga Europa para haver competições europeias no Vicente Calderón na próxima época. O Atlético continua o seu caminho errante pela Liga. Desta feita foi ao La Romareda ceder perante o lanterna vermelha onde actuam Rúben Micael e Hélder Postiga. Continua em 10º lugar a 4 pontos dos lugares europeus.

Fala-se novamente da possibilidade de Falcao ser negociado no final da época para o Chelsea em troca por Fernando Torres e 20 milhões de euros.

Um golo de Apono aos 90+5″ de grande penalidade na cobrança de uma falta sobre Hélder Postiga deu uma lufada de ar fresco na equipa orientada por Manolo Jimenez. O Zaragoza continua a 6 pontos da linha-de-água.

Levante 0-2 Osasuna – Os Navarrenhos do Osasuna mantém as pretensões europeias. São 6os a 4 pontos de Valência e Málaga e com esta vitória encurtaram a diferença para apenas 1 ponto para o 5º que é o Levante. Golos de Raúl Garcia e Nino.
Aproveitaram também o empate caseiro do Athletic frente ao Sporting de Gijón no San Mamés.

Rayo Vallecano 0-2 Villareal – No El Madrigal será impensável que o Villareal desça de divisão em ano de Champions. O Villareal tem que dar ao stick para fugir aos últimos lugares. O empate (injusto é certo) obtido contra o Madrid na quarta-feira e a vitória de domingo frente ao Rayo aliviaram o espectro de linha de água que pairava sobre a equipa. Giuseppe Rossi continua de fora por lesão.

Com a questão do título por resolver, a luta também está acesa quanto aos lugares europeus e quanto à manutenção em espanha.
Assim sendo:

– Quanto aos lugares europeus temos assim ordenada a classificação: 3º valência 47 pts 4º Málaga 47 pts 5º Levante 44 pts 6º Osasuna 43 pts 7º Espanyol 40 pts 8º Sevilla 39 pts 9º Getafe 39 pts 10º Atlético de Madrid 39 pts 11º Athletic 38 pts 12º Rayo Vallecano 37 pts.

– Quanto à manutenção: 15º Bétis 32 pts 16º Villareal 31 pts 17º Granada 31 pts 18º Racing de Santander 25 pts 19º Sporting de Gijón 25 pts 20º Zaragoza 25 pts

Na próxima jornada teremos o Santander a jogar frente ao Granada, o Sporting de Gijón a receber o Zaragoza, o Osasuna a receber o Real Madrid, o Barcelona a receber o Athletic de Bilbao, e Atlético de Madrid – Getafe, Valência – Levante. Alguns jogos interessantes entre adversários directos nas diversas lutas.

Liga Italiana:

Mais um grande passo para a renovação do título.

Max Allegri continua a apostar no onze que lhe tem dado mais garantias. Mesbah, Muntary, Emanuelson (está um grande jogador em Milão) El Sharaawy e está claro, o abono de família desta gente: Zlatan Ibrahimovic! A Roma de Luis Enrique com algumas mudanças em relação ao onze habitual: Gago, Osvaldo, Marquinho (ala\médio esquerdo emprestado pelo Fluminense) e Alessandro Rosi como titulares.

Mais dois golos para o Sueco depois de um susto provocado por Pablo Osvaldo. Não se pode acusar Luis Enrique de não ter ido a Milão jogar o jogo pelo jogo. Tanto o fez que a Roma até marcou primeiro e teve as melhores oportunidades do 1º tempo. Na segunda parte apareceu Zlatan: primeiro de penalty, depois naquele golo que acho absolutamente soberbo e onde Maarten Stekelenburg e Simon Kjaer ficam mal na fotografia!

A Roma continua a acusar dois problemas: não consegue planar o seu potencial em jogos contra os grandes e apesar do potencial elevadíssimo de 13\14 jogadores do seu plantel, acaba por ter um plantel desiquilibrado. Muito dificilmente conseguirá Luis Enrique garantir a Uefa para o clube recentemente comprado pelo multimilionário italo-americano Thomas Di Benedetto.

Já o Milan joga amanhã contra o Barcelona.
Na antevisão da partida, Max Allegri descartou a possibilidade de montar uma equipa com uma atitude defensiva. Já Zlatan Ibrahimovic elogiou Messi e disse que possivelmente não irá cumprimentar Pep Guardiola. Recorde-se que Zlatan revelou a público na sua biografia algumas das zangas que teve com Guardiola na sua passagem pela Catalunha na época 2009\2010.

Thiago Silva continua a ser notícia na cidade milanesa. Isto porque o Barcelona revelou interesse no central em véspera de confronto entre as duas equipas. O Milan deverá ter oferecido a braçadeira de capitão a Thiago Silva como forma do Brasileiro permanecer em San Siro. O Brasileiro já demonstrou que se encontra num dilema: gostava de jogar no Barça porque lhe atrai a liga espanhola mas também está contente com o seu estatuto no Milan onde é intocável no onze titular.

Quem continua em maus lençóis com as lesões é Alexandre Pato: o brasileiro voltou a ressentir-se da coxa e já viajou para os Estados Unidos onde se irá encontrar com o especialista Frederick Carrick. Carrick é especialista na área da neurologia e é conhecido pelo seu trabalho no desenvolvimento e investigação de patologias que afectam o equilíbrio entre o físico e a mente. Julga-se que Pato (à semelhança de outros jogadores) poderá sofrer de fibromialgia, problema que afecta essencialmente atletas de alta competição. Já Rodriguez do Sporting pode ser um jogador a contas com um problema semelhante: alta probabilidade de lesões dado a dores intensas em algumas partes do corpo provocadas por fraquezas psíquicas.

Juventus 2-0 Inter e Ranieri out.

A Juventus continua na luta pelo scudetto e fez do Inter vítima dessa cobiça. No entanto, ainda são 4 os pontos que separam os homens de Turim do líder Milan.

Com o Dell´Alpi ao rubro, a Juve deu um banho de bola ao Inter que teve sorte em não ser goleado. A únicas oportunidades reais de golo que o Inter teve durante toda a partida foi na primeira parte quando Milito na cara de Buffon voltou a demonstrar fraca pontaria na hora de somar por duas vezes se bem que também deverá dar mérito ao mítico guarda-redes da malta de Turim. O Argentino não é o mesmo jogador de antigamente. Perdeu o faro para o golo com a saída de Mourinho e decerto que no final desta época será convidado a mudar de ares.
A Juventus por seu turno pratica um futebol lindo. Consegue alternar bem a bola entre flancos de forma rapida e costuma servir muito bem os homens da frente. Na primeira parte foram 3 as oportunidades que Alessandro Matri teve nos pés e na cabeça para inaugurar o marcador. Destaque também para a grande exibição do lateral direito Uruguaio Martin Cáceres, exibição que seria coroada com o primeiro golo da equipa de Antonio Conte. Também em destaque esteve o centrocampista Claudio Marchisio. Ao lado de Pirlo, o internacional italiano está um senhor jogador: espectacular a defender, rápido a fazer transições e exímio na táctica de conte no que consiste à transposição de bola entre flancos a partir do seu passe longo. Já Pirlo está no primeiro golo da Juve ao centrar com régua e esquadro para a cabeça de Cáceres.

Depois veio Del Piero e arrumou com a questão. Não consigo perceber como é que a Juve ainda tenciona deixar Del Piero sair. É certo que aos 37 anos mais tarde ou mais cedo a Juve terá que dizer um adeus a um dos seus símbolos históricos. Mas para deixar Del Piero sair para outro grande europeu poderá ser um erro por parte da direcção comandada pelos Agnelli. A assistência do internacional Chileno Artur Vidal para o golo de Del Piero é absolutamente deliciosa. Grande contratação por parte da Juve no último verão.

Para terminar, mais duas questões.

A Juventus mostrou interesse em Hernanes da Lázio. O Brasileiro quer sair do clube romano e a Juventus poderá ser o destino ideal. 30 milhões de euros é o valor que Claudio Lotito (presidente da Lázio) pede pelo centrocampista. No entanto a Juventus estará interessada em dar 22 milhões e um jogador à escolha entre eventuais dispensados no verão: Milan Krasic, Reto Ziegler, Fabio Quagliarella e Michele Pazienza.

Já Ranieri foi despedido do comando técnico do Inter depois desta derrota mas continuará a trabalhar no clube de Milão noutras funções. Ranieri foi contratado à 6ª jornada para substituir o paupérrimo Gianpiero Gasperini. Com Ranieri os objectivos cingiam-se na subida na tabela classificativa para lugares europeus e numa boa prestação na Liga dos Campeões. Ranieri conseguiu ganhar alguns jogos logo de início e o Inter chegou a estar nas posições uefeiras a meio de Fevereiro. No entanto, mais uma onda de derrotas e a escandalosa eliminação frente ao Marselha nos oitavos-de-final da Champions ditaram o afastamento do treinador italiano.

Na apresentação de Stramaccioni treinador interino até final da temporada (era treinador dos juniores do clube) Mássimo Moratti afirmou que Ranieri terá outras funções no clube milanês. O proprietário do Internazionale preferiu atacar Gasperini: “Ranieri é um cavalheiro e por enquanto temos contrato com ele. Depois veremos o seu futuro, até porque ele gostaria de continuar no Internazionale. Com Gasperini, pelo contrário, não estou satisfeito e tem muitas responsabilidades na nossa temporada”.
Quem também não escapou às duras críticas do presidente foi Diego Forlán. O presidente acusou o Uruguaio contratado no início da temporada ao Atlético de Madrid de fraude: “Forlan jogou pouco e quando esteve em campo jogou mal. Defraudou as expectativas” – e de facto tem razão. No entanto, não creio que o Inter deverá descartar o Uruguaio pois é um talentoso que poderá render com outro no comando técnico. Pior tem estado Milito por exemplo.

Moratti já está a analisar o dossier de um novo treinador, que poderá até assumir funções nas próximas semanas sem ser o treinador até ao final da época. O Checo Zdneko Zeman (já passou por Itália nos anos 90 na Lazio) Vincenzo Montella (antigo jogador da Roma) André Villas-Boas e o actual treinador do Athletic Marcelo Bielsa poderão ser os primeiros da lista do Inter.
Para arrumar a casa, o Inter já deverá ter elaborado uma lista de dispensas que só será alterada a pedido do novo treinador. Entre a lista de jogadores que poderão ser dispensados ou vendidos contam nomes como Ivan Cordoba, Maicón, Lúcio, Jonathan, Ricky Alvarez, Philipe Coutinho e Diego Milito.

Numa jornada com 6 empates em Itália, quem se safou foi a Lázio ao bater o Cagliari por 1-0 no Olímpico. A Lazio continua a sua caminhada triunfal rumo à Champions. O central Diakité deu aos 88″ vitória aos Romanos que agora têm uma vantagem de 3 pontos para os seus mais directos perseguidores: Napoli e Udinese.

Napoli e Udinese empataram. Os primeiros contra o Catania em casa. O Catania ainda está na luta pelos lugares europeus e desperdiçou uma oportunidade de se aproximar dos Napolitanos. 6 pontos continuam a separar as duas equipas depois de um jogo em que a equipa Napolitana marcou 2 golos de rajada no início da 2ª parte (Dzemaili e Cavani; 19º golo do Uruguaio na Serie A) e o Catania empatou nos 15 minutos finais por intermédio de Spolli e Lanzanfame.
Já a Udinese empatou no terreno do Palermo a 1 bola. Fabrizio Miccoli inaugurou o marcador aos 32″ para os sicilianos (12º golo no campeonato para o avançado de 32 anos) e o romeno Gabriel Torje haveria de empatar aos 85″. Este romeno está em destaque na equipa do Norte. Torje é um extremo bastante rápido e bastante tecnicista.

Noutros jogos, Génova e Fiorentina empataram a 2 bolas no Luigi Ferraris (golo de Belluschi) Novara e Lecce empataram a 0 bolas (mau resultado para duas equipas que estão abaixo da linha-de-água; o Novara começa a ficar praticamente condenado enquanto o Lecce vê o 17º lugar do Parma a 5 pontos) e o Cesena empatou em casa com o Parma (o Cesena está em último a 14 pontos do Parma).

Resumidamente, o Milan lidera com 53 pontos contra os 49 da Juventus. O 3º é a Lázio com 51 pontos, mais 3 que Udinese e Napoli. O 4º lugar não dá acesso à Champions. No 6º lugar está a Roma a 4 pontos do dueto. Em 7º o Catania a 6 pontos da Europa e em 8º o Inter a 7.

Na luta pela manutenção é este o cenário: 13º Cagliari 34 pts 14º Génova 34 pts 15º Fiorentina 33 pts 16º Siena 33 pts 17º Parma 32 pts 18º Lecce 27 pts 19º Novara 24 pts 20º Cesena 18 pts

Na próxima jornada teremos o Milan a deslocar-se ao terreno do Catania e a Juventus a receber o Napoli em casa.

Liga Francesa:

A vida correu mal neste fim-de-semana a Carlo Ancelotti e ao seu PSG. Empate caseiro contra o Bordéus a 1 bola que até poderia ter redundado em derrota em pleno Parque dos Príncipes. Guillaume Hoarau amenizou as coisas para a turma parisiense.

O Goleador Olivier Giroud é um dos ídolos de Montpellier nos dias que correm.

O avançado deu a liderança ao Montpellier ao resolver um jogo muito difícil contra o Saint-Ettiène aos 89″ quando os homens de Saint-Ettiène já jogavam com 10 por expulsão de Mignot. O avançado já marcou 18 golos na Ligue 1 desta época e apesar da cláusula de rescisão estar fixada em 30 milhões de euros é cobiçado por Marselha, PSG e Málaga. Não é o único cobiçado por grandes clubes da Europa: o franco-marroquino Younés Belhanda (nº10 do Montpellier) também é cobiçado por clubes como Barcelona, Manchester City e Manchester United. Não é para menos: o Montpellier está à beira de fazer história.

O Montpellier Hérault, apesar de ser um clube de 1ª liga em França e de ter jogadores notáveis na sua história como Laurent Blanc, Bruno Carotti, Franck Silvestre, Laurent Robert, Roger Millá e Carlos Valderrama, nunca venceu um titulo francês e os únicos dois títulos que tem de destaque são duas taças de frança (1929 e 1990).

Quem também aproveitou a escorragadela do PSG foi o Lille. O campeão em título ainda espreita uma oportunidade para poder renovar o título conquistado na época passada. Nesta jornada, Eden Hazard abriu de penalty uma vitória sobre o Evian por 3-0 na casa destes. O Lille está a 7 pontos da liderança partilhada entre Montpellier e PSG.Toulouse e Lyon subiram aos lugares europeus com a derrota do Saint-Ettiène. Ambas as equipas venceram: o Toulouse derrotou o Auxerre por 1-0 e voltou a agravar a crise da equipa do Sul. O Auxerre é último com 24 pontos e vê o Caen a 5 pontos de difeença. Já o Lyon bateu no Gerland o também aflito Sochaux por 2-1.

Liga Alemã:

Com o campeonato a aproximar-se do fim, o Borussia de Dortmund continua a sua saga rumo ao título.

Antes de mais, o clube da Vestfália anunciou que renovou com o médio Mario Gotze até 2016. Gotze começava a ser pretendido por clubes como o Bayern e o Manchester United. Gotze é agora o jogador mais bem pago do plantel e tem uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros. Gotze revelou que se sente bem em Dortmund e quer fazer parte do crescimento do clube. A direcção da equipa já anunciou que pretende também renovar com Neven Subotic, Mats Hummels, Sven Bender, Shinji Kagawa, Marcel Schmelzer e Kevin Großkreutz até ao final da temporada para prevenir o assédio de outros clubes e a blindagem de cláusulas de rescisão altas para os jogadores da sua espinha dorsal precavendo que saiam sem grandes compensações financeiras. Subotic é desejado pelo Barcelona e pelo Arsenal. Hummels é desejado pelo Bayern. Kevin Großkreutz já teve uma proposta do Arsenal mas os 12 milhões oferecidos pelo clube londrino foram insuficientes para convencer os dirigentes do Dortmund.

A equipa de Jurgen Klopp vai de vento em popa para o triunfo na Bundesliga. Nem mesmo a oposição da máquina Bávara orquestrada por Robben, Gomez e companhia tira o sono aos amarelos de Klopp. Na 27ª jornada da Bundesliga, os vestefálianos foram a Colónia bater a equipa de Petit (lesionado) Geromel, Sereno e Podolski (titulares) por incríveis 6-1 num autêntico massacre na 2ª parte. Lukasz Piszczek, Robert Lewandowski, Ilkay Gündogan, Ivan Perišić e Shinji Kagawa (2) foram os marcadores dos golos. Kagawa aparece num pico de forma tremendo neste final de temporada. É o verdadeiro maestro desta orquestra. O mais engraçado desta partida é que foi o Colónia a primeira equipa a marcar.

Como lhe competia, antes dos duelos europeus para ambas as equipas (o Hannover ainda está na Liga Europa) o Bayern restabeleceu a diferença para o Dortmund em 5 pontos. Toni Kroos abriu o livro para os bávaros e Mário Gomez marcou o seu 35º golo esta época (23 na Bundesliga). O Marfinense Didier Ya Konan ainda reduziu para a equipa onde joga o Português Sérgio Pinto.

Em altas.

Apesar de não ser o maior fã das qualidades de Huntelaar, reconheço que o Holandês está a fazer a melhor época da sua vida em Gelsenkirchen. Mais dois golos. 40 golos em 39 jogos esta época é obra e só está ao alcance de Messi e Ronaldo. Huntelaar soma mais golos que Mario Gomez e Gomez já marcou muitos como se sabe (só na Liga dos Campeões foram 10). No entanto, o alemão tem mais 1 golo que o holandês na Liga.

O Schalke despachou o Bayer de Leverkusen na Arena de Gelsenkirchen por 2-0 e cimentou a 3ª posição. Está a 9 pontos do Dortmund e a 4 do Bayern. É o mesmo que dizer que a 7 jornadas do fim, o Schalke (ainda está na Liga europa onde quinta recebe o Athletic de Bilbao; pode cruzar com o sporting nas meias) ainda espreita a hipótese do título caso aconteça algo de improvável aos dois primeiros. Pelo menos, o Schalke já garantiu praticamente a participação na Liga dos Campeões na próxima temporada. Restará apenas saber se de forma directa (actual 3º lugar) ou se nos playoffs de acesso, caso perca esse lugar para o Borussia de Moenchagladbach (a 2 pontos no 4º lugar).

O Borussia de Moenchagladbach de Marco Réus (marcou) perdeu em casa contra o Hoffenheim por 1-2.

Na luta pela europa, como o Leverkusen perdeu, o Bremen igualou os pontos dos farmacêuticos depois de empatar em casa contra o Augsburg mas perdeu pontos para os mais directos perseguidores pois o estugarda venceu o Nuremberga com um golo de Cacau.

Na parte de baixo da tabela, a vida começa a complicar-se para dois históricos: o Hamburgo está em antepenúltimo com 27 pontos (os mesmos do primeiro clube acima da linha de água que é o Augsburg) e o Hertha é penúltimo com 26. No caso do HSV, a posição ainda não é problemática pois o antepenúltimo lugar deverá disputar um playoff de manutenção com o 3º classificado da Bundesliga 2. O Hertha a manter-se no 17º lugar desce de divisão. O Kaiserslautern está a um passo de descer com os 20 pontos somados.

Na próxima jornada teremos o Dortmund a receber o Estugarda em casa. Mais uma final para o Dortmund no objectivo do título e para o Estugarda no objectivo europeu. O Bayern vai a casa do Nuremberga. Kaiserslautern e Hamburgo jogam o tudo ou nada quanto à manutenção. Augsburg e Colónia jogam entre si e em caso de vitória de um dos dois clubes, esse clube sairá da zona dos aflitos enquanto o outro poderá entrar na linha de água.

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Honrar os vivos (e já agora os mortos)

Messi é um jogador fantástico. Leva a bola nos pés como se tivesse manteiga. Dribla como ninguém. É esguio, é rápido, é letal a finalizar. Em quase todos os jogos, leva equipas inteiras à frente e finaliza fintando o guarda-redes. Messi é aquele jogador que executa tão rapidamente que assume o seu jogo na base do risco. Basta um pedaço de terreno e Messi faz Magia. Até quando temos a noção que o defesa vai ser mais lesto a desarmá-lo ou a fazer falta, Messi surpreende com um toque mágico de ouro. É disciplinado e não treme perante a pressão. Já ganhou a Liga Espanhola, a Liga dos Campeões, a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes.

No entanto, Messi ainda não conseguiu aquilo que o pode comparar a El Pibe: ser campeão do mundo pela Argentina e chegar (como El Diez chegou) a uma cidade do Sul de Itália como Napoles, cujo clube clube estava na altura na 2ª divisão italiana e contrariar todos os arranjinhos que a Federação Italiana de Futebol fazia até então para que o dono do scudetto oscilasse entre Milão, Roma e Turim.

Costumo dizer que quando Messi chegar à categoria de um clube como a Cremonese ou o Macclesfield Town e levar essa equipa ao título máximo dos respectivos países, aí sim, Messi será para mim iconizado como o melhor jogador da história do futebol.

Não quero com isto tirar brilho aquele que para mim é o melhor jogador da actualidade. Não é aquele que mais gosto. Pelo meu gosto, adoro um Zlatan Ibrahimovic que finaliza constantemente em força, um Ronaldo que é esquivo, um Luka Modric que pensa todo o jogo de ataque de uma equipa e um Gareth Bale locomotiva. Entre outros…

Deixo-me de blá blá blá e passo de seguida aquilo que me motivou a escrever este post.

Nunca fui um fã do Barcelona. Fui sempre daqueles que simpatizei com a equipa consoante os craques que ia contratando. Nas eras Robson\Cruyff\Van Gaal gostava do Ronaldo (quando ainda era magro) do Couto, do Figo, do Baía, do Nadal e do De La Peña. No final da era Van Gaal e na estadia do Carles Rexach, adorava a manada de Holandeses que o clube tinha, com especial destaque para o Philip Cocu, um dos médios mais inteligentes que vi jogar na minha infância\adolescência. Também admirava o Cavalo Manco. Para leigos, era o nome pelo qual o Rivaldo era tratado carinhosamente pelos seus colegas da selecção Brasileira. O Cavalo Manco era elegante no passe, finalizava luxuosamente à entrada da área e fazendo jus ao ditado popular “cada tiro cada melro” podia-se traduzir que era “cada tiro, cada golo” de livre. Sempre ao canto num estilo de pés inconfundível.

Depois veio a era Rijkaard e a simplificação do modelo implantado 15 anos antes no clube pelo mítico Rinus Michells. A cantera começou a fornecer talentos e o Barça começou (pela necessidade de assimilação da unificada táctica de jogo da equipa) a capturar talentos a olho: Ronaldinho Gaúcho, Deco, Eric Abidal, Daniel Alves, Samuel Eto´o, David Villa, etc Todos eles já tiveram o seu tempo de “partir tudo” na Catalunha.

A estética bonita do futebol do Barcelona (diria eu à passagem dos anos 2006, 2007 e 2008) começou a soar-me como coisa feia nos dias que correm. Costumo dizer que quando o Barça joga, vou tirar uma soneca, tal é o grau de sono que aquele modelo de contenção de bola meu causa.

Fora-de-campo, o Barça é um clube com uma gestão de doidos e com um objectivo expresso.

A gestão do Barça oscila entre a captação de recursos e o esbanjamento puro e duro. É uma máquina de fazer dinheiro mas também é uma máquina de o gastar. Nou Camp chega a ter uma política em que os lugares lá de cima são comprados por várias pessoas na espécie de bilhete anual, cabendo aos primeiros milhares a chegar ao estádio a possibilidade de ver os jogos. Interrogados por mim, catalães disseram que não se importam de dar 1000 euros por um bilhete anual onde sabem que se chegarem atrasados vão ver a bola ao café no centro comercial. Querem sim é dar dinheiro ao clube porque o clube representa toda uma cidade, toda uma região e todo um sentimento separatista a Madrid. Dizem que se ultrapassaram o tempo do franquismo enquanto clube (os adeptos do Barça eram proíbidos de levar bandeiras e tarjas alusivas à equipa para Nou Camp) tem orgulho em mostrar a Madrid que são os mais fortes em território espanhol. Subliminarmente, até o próprio futebol catalão mostra uma ideia separatista ao criar aquela coisa estranha a que chamam Selecção da Catalunha.

O presidente do Barcelona Sandro Rosell, ligeiramente antes das eleições para o clube e ainda na pele de vice-presidente para a área financeira afirmou no final da época passada que o Barcelona não possuía um euro de capital próprio nas suas contas, estando para tal dependente do empréstimo de bancos. Rosell, banqueiro, sabe perfeitamente que existem poucos bancos no mundo que neguem um empréstimo a um dos mais endividados clubes mundiais. O Barcelona clube optou então que uma das soluções para enfrentar a austeridade seria fechar modalidades, o que acabou por não acontecer. A austeridade de Rosell era tanta que no defeso, o Barça não se importou de gastar 75 milhões de euros em 2 reforços: Cesc e Aléxis. Curioso.

Outro dado que já me fez escrever uma vez aqui no blog é o carácter exemplar do dirigismo barcelonista quanto ao patrocínio da UNICEF. Mais uma vez pego em Rosell. Em 2007 Rosell afirmava em tempos de vacas gordas que o Barça pagava o que fosse preciso para que a UNICEF tivesse um patrocínio na frente da camisola do clube. Anos passaram e a UNICEF passou para o dorso da camisola e deu lugar à Qatar Foundation a troco de 30 milhões\ano. A hipócrisia sem limites.

O separatismo Catalão é uma coisa dura como bem sabemos. O ódio a Madrid é visceral. No Barcelona, todos os produtos da cantera são dados como deuses porque lhes corre sangue catalão nas veias. Maradona vinha rotulado de Deus mas acabou por ser rapidamente chutado para Itália. Diziam eles que fazia um jogo genial por cada 5 maus. Maradona justificou-se que o tratamento que lhe davam em Barcelona era bastante inferior a paupérrimos colegas que saiam da cantera. Rivaldo, Cruyjff, Figo (antes de trocar para Madrid) Kubala, Ronaldinho e Messi são das raras excepções entre os estrangeiros que actuaram em Barcelona e que conseguiram ter um estatuto superior a qualquer jogador catalão. Se bem que Messi partilha o mesmo estatuto com Xavi, Iniesta, Piqué e Puyol. Figo partilhava-o com Guardiola e De La Peña.

É fantástico comparar este dado separatismo com o separatismo Basco. O Athletic de Bilbao tem como obrigatoriedade nos seus estatutos alinhar todos os jogos com jogadores nascidos no País Basco: tanto no do lado espanhol (inclui jogadores nascidos em Navarra, caso de Urzaiz) como do lado francês de onde já veio Bixente Lizarazu, antigo internacional Francês.  O Athletic Bilbao é inegavelmente uma das maiores escolas de formação do mundo. De Bilbao já saíram para o mundo jogaores como Rafael Alkorta, Belauste, Joseba Exteberria, Goikotxea, Ismael Urzaiz, Julen Guerrero, José Angel Iribar, Javier Irureta, Aitor Karanka, Andoni Zubizarreta, Uriarte e Júlio Salinas. Meia selecção espanhola dos últimos 2o anos portanto. Actualmente tem outros: Markel Susaeta, Iraola, Oscar de Marcos, Iker Muniain, Joseba Llorente, Javi Martinez. O Athletic de Bilbao tem uma gestão perfeita: só gasta aquilo que pode, tudo em ordenados pois raramente contrata um jogador e quando o contrata, contrata a clubes pequenos da periferia como o Deportivo Alavés, Baskonia, San Fermín ou a clubes fortes da região como o Osasuna ou Real Sociedad. O Athletic de Bilbao não tem 1\7 do potencial financeiro que ostenta o Barcelona e faz história (muita história) com aquilo que produz internamente.

Já o Barça gaba os títulos aos seus catalães de meia tigela e vence-os com os estrangeiros que compra a potes. Messi é só mais um exemplo.

Para finalizar, é bom ver como um clube adultera a sua própria história. Cliquem aqui.

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futeboladas

Campeonatos + Liga dos Campeões + Liga Europa.

Começamos pela Premier League

Depois do desaire europeu obtido na passada quinta-feira em Alvalade frente ao Sporting (já lá iremos) o Manchester City não podia ter um pior fim-de-semana ao perder a liderança da prova no País de Gales diante do Swansea.

A equipa do City voltou-se a mostrar apática e sem grandes recursos ofensivos. Do lado do Swansea, mais uma grande exibição de Scott Sinclair e de Joe Allen. O golo do Swansea haveria de ser apontado pelo avançado Luke Moore aos 83″, 4 minutos depois de ter entrado na partida para substituir Danny Graham. O City foi ultrapassado pelo seu rival United na classificação. Os Red Devils têm agora 67 pontos contra os 66 dos Citizens. Já o Swansea continua o seu campeonato tranquilo, sendo 11º com 36 pontos.

Os Citizens jogam quinta-feira no City of Manchester contra o Sporting para a 2ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa e segundo notícias da comunicação Britânica estão alertados para a goleada que o Sporting impôs ao Vitória de Guimarães em Alvalade.

Outra notícia que marca a actualidade do futebol inglês é o acordo praticamente consumado entre Manchester City e Robin Van Persie para a próxima temporada. O jogador termina contrato em 2013 e caso não queira renovar com o Arsenal, o clube de Londres poderá ter que ser obrigado a vendê-lo para poder conseguir alguns activos. O City estará disposto a ter o jogador já na próxima época, estando disposto a pagar algo como 25 milhões de euros pelo mesmo a um ano do fim do contrato. Arséne Wenger já veio manifestar o desejo de continuar a orientar o Holandês, esperando que o mesmo renove pelos Gunners até ao fim desta época.

Para ultrapassar o City na tabela classificativa, o United bateu em casa o West Bromwich Albion por 2-0. Tal e qual o City, o United também vinha de uma derrota para a Liga Europa. No entanto, no caso do United, a derrota era moralmente mais frustrante: em casa, por 3-2 (hipóteses mais reduzidas de se qualificar) frente a um Athletic de Bilbao com uma dose energética e um futebol que decerto não se adivinhava por Old-Trafford. O jogo contra o Athletic tinha sido parecido (mas de resultado pior) com o jogo de Outubro frente ao Basileia em Old-Trafford para a Liga dos Campeões.

O WBA fez um jogo bastante interessante, um jogo um pouco semelhante aquele que tinha feito em Londres na semana anterior. No entanto, os jogadores do WBA falharam muitas oportunidades de golo na 1ª parte. Na 2ª parte, Wayne Rooney haveria de ser oportuno em duas situações e selar o resultado final. 25º e 26º golo do avançado inglês na prova, facto que o levou a ultrapassar Robin Van Persie na lista dos melhores marcadores.

Quem continua em altas é o Arsenal de Arséne Wenger. 4ª vitória consecutiva contra 4º rival de topo. O Arsenal conta com um rally interessante nesta fase da temporada: bateu o Tottenham por 5-2, o Liverpool em Anfield por 2-1, o Milan por 3-0 (insuficiente; já la vamos) e agora o Newcastle por 2-1.

Hatem Ben Arfa até abriu o marcador para os magpies aos 14″ num belo trabalho individual, sendo a vantagem dos homens do norte rapidamente anulada por um golo no minuto seguinte por parte do inevitável Robin Van Persie também num belo trabalho individual. Depois de um domínio quase absoluto no Arsenal na 2ª parte, seria o Belga Thomas Vermaelen a selar a vitória da equipa comandada por Wenger.

O jogo ficaria marcado por uma intensa picardia entre holandeses. O guardião magpie Tim Krul (tem-se destacado e muito nesta época) e Robin Van Persie andaram pegados durante toda a partida e chegaram mesmo a vias de facto em pleno relvado. Van Persie como se sabe é da formação do Feyenoord enquanto Krul cresceu no modesto ADO Den Haag (equipa que oscila entre a Eredivisie e a 2ª divisão holandesa). Krul fez uma boa exibição assim como o central Argentino Fabricio Coloccini (recentemente renovou por mais 4 épocas com o Newcastle onde de resto é muito acarinhado pela massa associativa) que só pecou por ter dado aquela abévia a Van Persie no lance do golo. De resto, apesar do golo, Van Persie mostrou muita virilidade durante toda a partida. Segundo o árbitro da partida, houve confusão no túnel de acesso ao balneários no final da partida.

O Arsenal aproveitou a escorregadela do Tottenham no Goodison Park frente ao Everton. O Croata Nikica Jelavic voltou a fazer duas suas. O Croata já leva 15 golos esta época. A equipa de Harry Redknapp começa a olhar pelo retrovisor para o Arsenal. A distância entre os rivais de Londres na luta pelo 3º lugar (qualificação directa para a Champions) é de apenas 1 ponto.

Já o Chelsea também continua na luta pela Champions. Em vésperas de confronto europeu contra o Napoli em Stamford Bridge, os comandados de Di Matteo (falou-se na possibilidade de Rafa Benitez tomar conta da equipa nos próximos dias) bateram o sempre difícil Stoke por 1-0 em Londres.

Di Matteo tem escalado um onze completamente diferente de Villas-Boas. Mata, Sturridge e David Luiz são presenças no banco em prol das entradas de Obi Mikel, Salomou Kalou e Gary Cahill para o onze titular.

O Stoke de Tony Pulis começou mal a partida com a expulsão do avançado Jamaicano Ricardo Fuller aos 25″ depois de uma agressão ao sérvio Ivanovic. Di Matteo alterou tudo ainda na primeira parte: aproveitando o facto do Stoke se ter retraído com a expulsão de Fuller, tirou Meireles e colocou Mata em campo. Com resultados. Aos 68″ seria Didier Drogba a marcar o golo da vitória dos Londrinos.

Outros jogos:

Bolton 2-1 Queens Park Rangers – Duelo de aflitos. O Bolton trocou de posição com o QPR graças a esta vitória caseira saíndo dos lugares de despromoção. O golo do Croata Klasnic aos 86″ pode valer ouro.

Sunderland 1-0 Liverpool – A equipa de Dalglish vive novo mau momento. A derrota em Sunderland mete a Europa a 7 pontos. Anfield não terá competições europeias na próxima época mais uma vez.

Liga Italiana:

Bom augúrio para o Napoli antes de visitar Stamford Bridge. 6-3 ao Cagliari. A equipa de Mazzarri continua a trepar lugares na série A sendo agora 4ª a 11 pontos do líder Milan.

Marek Hamsik inaugurou o marcador com um tiro de meia distância aos 10″. Paolo Cannavaro haveria de fixar o 2-0 9 minutos mais tarde. Aos 30″, o Napoli já vencia 3-0. Depois veio o vendaval Larrivey com um hat-trick para os homens da Sardenha e os golos de Lavezzi, Gargano e Maggio quando a vitória do Napoli já era indiscutível. Dos 9 golos da partida, apesar de só ter entrado aos 59″, Edinson Cavani não apontou nenhum. Porém, esta máquina de Mazarri está bem oleada e promete surpreender.

Aproveitando o empate da Juve em Genova, o Milan não vacilou e aumentou a sua vantagem na liderança para 4 pontos. Antonio Nocerino e Zlatan Ibrahimovic foram os obreiros da vitória contra o Lecce. O Milan continua em todas as frente. O Sueco apontou o seu 19º golo na Série A.

Quem saiu da luta pelo título foi a Lazio. Os comandados de Edy Reja não deram um bom percurso á vitória no derby contra a Roma e perderam 3-1 contra o Bologna. Grande jogo de Alessandro Diamanti. A lazio está agora a 9 pontos da liderança.
No mesmo plano, a Udinese perdeu no terreno do Novara por 1-0. Balão de oxigénio para o Novara. Mesmo assim tem 11 pontos de diferença para o primeiro lugar acima da linha de água.

Na sexta-feira, o Inter jogou mais um matchpoint com vista à qualificação para as competições europeias, vencendo o Chievo por 2-0 com golos tardios da dupla argentina Walter Samuel e Diego Milito. A equipa de Claudio Ranieri voltou a demonstrar enormes problemas de finalização e encontrou (como a Juventus tinha encontrado na jornada anterior) um Stefano Sorrentino inspirado na baliza do Chievo. É caso para dizer que este guarda-redes é o “abono de família” da equipa de Doménico Di Carlo. Quando não era Sorrentino a aliviar a defesa do Chievo, era o poste ou a fraca pontaria dos jogadores do Inter a evitar a vitória dos Milaneses. Até que Walter Samuel deu o triunfo merecido aos milaneses e Diego Milito confirmou-o.

Nesta luta, a Roma também venceu. 1-0 em Palermo com o 9º golo de Fabio Borini na época.

Liga Espanhola:

Mais uma batalha para Mourinho e para o Real em véspera de Champions. O Estádio Benito VillamaBrin trouxe um Bétis muito afoito na 1ª parte. A necessidade assim o obriga aos sevilhanos derivado da sua posição pouco consolidada na tabela (15º com 6 pontos à maior da linha de água). O Bétis inaugurou o marcador aos 10″ por intermédio de Molina. Passado 15 minutos, o Argentino Gonzalo Higuaín aproveitou o facto do lateral português Nelson o ter posto em jogo para estabelecer o empate e o seu 17º golo na Liga.

Depois, já na 2ª parte, viria o furacão Cristiano Ronaldo: primeiro a obrigar aos 47″ o guarda-redes sevilhano Fabrício a uma defesa do outro mundo e depois, 5 minutos mais tarde, a estabelecer o 2-1 num lance confuso em que a defesa do Bétis esteve novamente a dormir. A posição de Ronaldo é legal aquando do toque de Marcelo. 3 minutos depois o Bétis empataria a partida por intermédio de Jonathan. Aos 72″, Ronaldo puxou do gatilho para estabelecer o resultado final.

O título está cada vez mais próxima para o Real, no jogo que comemorou a vitória 100 de Ronaldo pelos Merengues. Em evidência no jogo Marcelo. O Brasileiro atacou quanto pode e foi um regalo não só vê-lo a cavalgar pelo flanco esquerdo durante toda a partida como vê-lo a aparecer em zona de finalização variadíssimas vezes.

O jogo ficou ainda marcado por um erro gigantesco da arbitragem ao não assinalar nos minutos finais uma grande penalidade claríssima a favor do Bétis por ostensivo corte com o braço de Sérgio Ramos.

No El Sardiñero em Santander, o Barça manteve a distância de 10 pontos para o Real. Messi coroou uma semana em cheio a nível pessoal com 7 golos em 2 jogos. Incrível.

Outros jogos:

Real Sociedad 3-0 Zaragoça – A equipa de Ruben Micael e Hélder Postiga é cada vez mais última. 9 são o número de pontos que os distanciam do primeiro lugar acima da linha de água.

Málaga 1-0 Levante – Jogo decisivo para ambas as formações na luta pelos lugares europeus. Com Eliseu titular a lateral-esquerdo foi o internacional venezuelano José Rondón que deu a vitória ao Málaga frente ao sensacional Levante. A equipa de Manuel Pellegrini subiu ao 4º lugar (lugar que garante os playoffs de Champions) por troca com a equipa de Valência.

Valência 2-2 Mallorca – No Mestalla, os comandados de Unai Emery escorregaram frente ao Mallorca e abriram a porta ao Málaga na luta por um lugar directo na Champions (os valencianos tem 4 pontos de vantagem para os malaguenhos e 6 para Osasuna e Levante). Sem Portugueses nos convocados, Tino Costa abriu o marcador aos 23″ e haveria de ser expulso aos 85″. Aduriz elevaria o marcador para 2-0 aos 42″. Na segunda parte Nsue e Victor empatariam a partida para os maiorquinos.

Sporting de Gijón 1-0 Sevilla – Os Sevillanos vão de mal a pior. A equipa de Reyés, Rakitic, Kanouté, Fernando Navarro, Julién Escudé, Manu Del Moral, Jesus Navas, Babá e Piotr Trochowski estabeleceu no início da época como objectivos voltar a um lugar que lhe desse acesso à Liga dos Campeões. Com a derrota em Gijón (penúltimo com 24 pontos) com golo do Português André Castro, os Sevillhanos não só estão longe dos lugares europeus (a 5 pontos do Levante) como começam a ver os últimos lugares a aproximarem-se (distam a 9 pontos da linha de água)

Osasuna 2-1 Athletic de Bilbao – No duelo regional (Navarra e País Basco são duas regiões próximas mas independentes mas os bascos reclamam Navarra como seu territorio, facto que é partilhado pelos Navarrenhos) o Athletic não recuperou fisicamente do triunfo extraordinário que tinha tido 3 dias antes em Old-Trafford frente ao United. Num jogo interessante que tinha como motivo especial o facto de ambas as equipas estarem a lutar por lugares europeus, o Osasuna foi mais forte vencendo por 2-1 com golos de Raúl Garcia e Iturraspe na própria baliza. Llorente reduziu para os bascos.

Liga Francesa:

Carlo Ancelotti tem razões para sorrir nesta jornada. O PSG foi ao terreno do Dijon ganhar por 2-1 com um golo de última hora de Kevin Gameiro em cima do minuto 90. O Dijon caiu para a linha de água da prova.

O Montpellier continua a liderar a oposição aos parisienses. A equipa de Hilton, Marco Estrada e John Utaka venceu o Caen por 3-0 em casa e continua a 1 ponto do líder.

No jogo alto da jornada em França, Sir. Alex Ferguson (em observação a jogadores das duas equipas como Michel Bastos, Eden Hazard e Alexandre Lacazette) esteve no Gerland para assistir à vitória do Lyon frente ao Lille por 2-1. O campeão em título da Ligue 1 disse adeus à renovação do título. Alexandre Lacazette esteve novamente em grande ao abrir o marcador aos 12″. O jovem francês de 20 anos arrisca-se a ganhar um lugar na sua selecção para o Europeu. Lisandro Lopez também marcou aos 39″ o seu 9º golo no campeonato deste ano. O Lyon está no 7º lugar com 43 pontos, a 1 dos lugares europeus e a 4 do 3º que é precisamente o Lille

No que toca a luta pela europa, o Lyon aproveitou mais uma escorregadela de Marselha (0-1 em Ajaccio) o empate do Toulouse a 1 bola e o empate do Rennes em casa contra o Auxerre. Os outros grandes vencedores da jornada foram o Bordéus que venceu em Brest por 2-0 e o Saint Ettiène (4º classificado) que bateu o Valenciennes fora por 2-1.

Na luta pela Europa a classificação em frança resume-se a este cenário: 3º Lille 47 pontos; 4º Saint Ettiène com 46 pontos; 5º Rennes com 44 pontos; 6º Toulouse com 44 pontos; 7º Lyon com 43 pontos; 8º Marseille com 39 pontos e 9º Bordéus também com 43 pontos.

A luta pela permanência também está vivaça. Do 11º (Valenciennes com 33 pontos) ao último (Sochaux) há um gap de apenas 9 pontos.

Liga Alemã:

O Borússia de Dortmund cedeu no terreno do modesto Augsburg num empate a 0 bolas e viu o Bayern cilindrar em casa o Hoffenheim por 7-1.

O Bayern marca 14 golos em 2 jogos visto que ontem também cilindrou o Basileia para a Champions por incríveis 7-0.

Do jogo de sábado, uma exibição colectiva fantástica dos Bávaros. A equipa de Jupp Heynckes está disposta a acabar a época em grande forma. Arjen Robben bisou na partida, Mario Gomez fez um hat-trick e Toni Kroos e Luis Gustavo fecharam a contagem para os bávaros num jogo que Ribéry teve o azar de marcar o único auto-golo da sua carreira!

O Bayern pratica aquele futebol bonito e eficaz. Misto de dureza (à boa moda alemã) com um futebol apoiado e flanqueado com conta, peso e medida. Arjen Robben e Franck Ribéry aparecem com um enorme pico de forma nesta altura do campeonato e Mario Gomez é uma autêntica máquina de marcar golos: já leva 21 na Bundesliga desta época.

Se quiserem dar uma vista de olhos, vale a pena ver o resumo desta partida.

O 3º (Borussia de Moenchagladbach) perdeu algum contacto com os da frente depois de empatar a 0 bolas em casa contra o Freiburg. O Estugarda também empatou em casa contra o Kaiserlautern e atrasou-se na luta pelos lugares europeus.
O Bayer de Leverkusen continua com uma enorme dor de cabeça. Depois dos 7 de Barcelona, perdeu contra o Wolfsburg de Félix Magath por 3-2 num jogo de loucos onde até começou melhor com um golo de Kiessling aos 3″.
Em apuros está novamente o Hertha de Berlim (regressou à Bundes esta época) depois de ter perdido 1-0 contra o Colónia de Podolski. Se os homens de Colónia saíram dos lugares perigosos, o Hertha está neste momento em 16º lugar, lugar que obriga no fim de cada época a equipa da Bundesliga a jogar contra a 3ª classificada da 2ª Bundesliga por uma vaga no principal escalão do futebol alemão.

Liga dos Campeões:

A tarefa avizinhava-se complicada para o Benfica. Depois do 2-3 de São Petersburgo, previa-se um Zenit altamente defensivo, um pouco à semelhança daquilo que tinha feito em Dezembro no Estádio do Dragão frente ao Porto no jogo referente á última jornada da fase de grupos.

O Benfica não podia contar com Aimar (castigado por 1 jogo por acumulação de amarelos) jogador que seria (mais do que em outros jogos) essencial para o benfica conseguir perfurar os blocos defensivos do Zenit.

Luciano Spalletti mostrou desde logo as suas intenções na Luz: defender o resultado obtido na Rússia. Na Luz, Spalletti abdicou de Bruno Alves por considerar que o jogador poderia sofrer com a pressão imposta pelos adeptos encarnados. Voltou a apostar em Lombaerts no centro da defesa e numa equipa a jogar em bloco. Voltou também a apostar numa equipa ultra-defensiva, contendo apenas 3 jogadores de cariz atacante: Semak, Bystrov e Kerzhakov.

Já Jorge Jesus perante as ausências de Garay e de Aimar, fez regressar Rodrigo (apostando no brasileiro a fazer de Aimar) e apostou em Jardel para o centro da defesa.
Na primeira parte, até ao golo de Witsel, nada de novo. O Benfica estava a sentir dificuldades na construção de jogo ofensivo graças à enorme muralha de jogadores que o Zenit punha em frente à sua baliza. Apenas Maxi Pereira na direita dava mostras de ser o jogador mais inconformado no Benfica com rápidas incursões pelo flanco direito. Malafeev foi obrigado a intervir duas vezes: uma a remate de Bruno César e outra a remate de Witsel. Do outro lado, o Zenit jogava de forma lenta e pouco incisiva. Antes do golo, Artur quis brincar na pequena área e acabou por entregar a bola mal para Luisão que a perdeu para um jogador russo, tendo este rematado à figura do guarda-redes brasileiro quando este recuava na área.
Depois veio o golo de Witsel e a explosão de alegria na Luz.

Na 2º parte, Bruno Alves entrou mas o Zenit não conseguiu sair da teia defensiva urdida pelo seu treinador. Os Russos pouco ou nada causaram de perigo à baliza de Artur Moraes. Para o final estava guardado o 2-0 por intermédio de Nélson Oliveira, matando por completo uma partida em que o Benfica fez mais do que o Zenit para passar os quartos-de-final.

A surpresa esteve perto de acontecer no Emirates.

Quando o Milan fechou com chave de ouro o jogo da primeira mão em San Siro por concludentes 4-0 (grandes exibições de Robinho e Ibra) ninguém esperava uma viagem tão atribulada a Londres no lado milanês.

Com o decorrer do jogo de Londres, chegou-se a temer uma reviravolta semelhante aquela que o Milan sofreu no embate da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions na época 2003\2004 no Riazor da Corunha em que depois de um 4-1 em Milão sofreu um escandaloso 4-0 na Corunha, num jogo em que Alessandro Nesta esteve mal na fotografia de todos os golos galegos.

Como equipa que ganha não se mexe, Massimiliano Allegri voltou a apostar num 11 que se tem repetido várias vezes no último mês: Abbiati; Abate, Mexés, Thiago Silva e Mesbah; Emanuelson, Nocerino, Van Bommel; Robinho, El Shaarawy e Ibrahimovic. Do lado do Arsenal apenas uma modificação em relação ao 11 habitual da equipa: a entrada de Oxlade-Chamberlain a titular e a saída dos convocados de Benayoun por lesão.

Seria o jovem de 18 anos contratado esta época ao Southampton por 12 milhões de libras a colocar a bola na cabeça de Laurent Koscilny para o primeiro golo da partida. Como bom portento de velocidade e técnica que é seria o extremo a partir Djamel Mesbah aos bocados no lance do 2º golo (Rosicky) onde é o experiente Thiago Silva a cortar para os pés do checo. O Milan tremia em Londres. O mesmo haveria de partir novamente Mesbah no lance do penalty que Robin Van Persie iria transformar ao minuto 43. Ao intervalo 3-0.

Isso obrigou Allegri a intervir na sua equipa que apareceu muito mais defensiva na 2ª parte. Emanuelson deixava de ser número 10 e passava a jogar na esquerda para ajudar Mesbah a controlar Oxlade-Chamberlain. Robinho passava a 10. El Sharaawy saíria aos 70 minutos para entrar Aquilani, um jogador mais forte, mais físico e com maior capacidade de retenção de bola a meio campo. A coisa saiu bem a Allegri. O Arsenal tentou o 4º golo mas não conseguiu. Foi uma eliminatória bipolar: o Milan ridicularizou o Arsenal em Milão e o Arsenal ridicularizou o Milan nos primeiros 45 minutos de Londres. Qualquer uma das equipas pelo que fez merecia passar.

No final de jogo, Wènger estava triste pela eliminação mas de cabeça erguida quanto à prestação da sua equipa: “I told my players they can be proud of their performance. Overall I felt we were a bit short because we had no midfielders on the bench and we suffered a little bit when we tired in the second half. We wanted to keep the ball better but we became more fatigued and I’m sure we would have scored two or three more goals in the second half. “We put a performance in with fantastic spirit and restored some pride after the first leg. Unfortunately we are out” but we had the chances. Overall we keep our winning run going, which is important, but unfortunately we paid the price for a bad first game.

We knew we had given a lot [in the first half]. Some players are not used to playing at that level in midfield, like Chamberlain. You need to score goals and not concede against teams like that. Our defenders were absolutely outstanding today. Overall we have given everything and that’s all you can do at the top level. We accept the result even if it’s a disappointing one.

[Oxlade-Chamberlain] was sick last night − we weren’t sure he would play because he had flu. In the end we decided to check him in the warm-up and I felt he was outstanding. Van Persie wanted to chip the goalkeeper because he was down, but he got up very quickly − Abbiati did well and we couldn’t score. I hoped in the last ten to 15 minutes we could create some dangerous situations in front of goal but, unfortunately, it didn’t happen because we didn’t have enough drive anymore.”

E Allegri aliviado:
“We have to analyse this defeat. Due to injuries we had to play with three forwards and I knew we could suffer a bit in defence. We created a few good chances to score in the second half. We are disappointed about the defeat but it was important to qualify. We are among the best eight in Europe and now we will have some players back from injuries and hopefully we can do better with them.

I don’t think we were scared, as fortunately we had earned an important result in the first leg. At the break I told the players to think it was still 0-0 because we could not change what we had done in the first half. We failed to complete crucial passes tonight and that’s why we did not score. I knew we might have some difficulties because Arsenal are not the team we saw in San Siro and because we had too many players missing tonight, so I did not have many options.

This could be an important game in the season. Elimination tonight could have been a terrible blow for the team. However, our objective was to reach the quarter-finals and we achieved it. The approach was not good tonight. We were too soft, especially when we were trying to keep possession, and we should have played from the start the way we did in the second half, trying to push forward for a goal. “We are disappointed about the defeat and the way we played in the first half but, in the end, we qualified”, even if the team made me lose some weight due to stress.”

Duas coisas singelas:
1ª Não é só o Barcelona que joga muito nem Messi, se bem que o Argentino esteve louco nesta partida.
2ª É mesmo o Bayer de Leverkusen que não joga nada e não lhes reconheço capacidades para andarem nestes patamares.

Como dizia o Sport na sua página online nessa noite: “Messi passou a sua dor de cabeça ao Bayer” – um bom trocadilho feito pelos catalães ao Bayer de Leverkusen, clube detido pela conhecida farmacêutica das aspirinas.

E de facto, o Bayer veio com a ideia de provocar uma dor de cabeça a Guardiola e acabou cheio de enxaquecas. Com um 3-1 de Leverkusen, o Bayer tentou complicar a vida ao Barcelona por intermédio de pressão alta à construção de jogo dos defesas e médios catalães. Ora bem, quem não tem perninhas não inventa. O treinador Robin Dutt tentou convencer que seria a melhor estratégia para derrotar os Barcelonistas. Enganou-se: foi um festival de Messi perante uma defesa de Leverkusen completamente autista a vender a banda passar. E o jovem Tello entrou na segunda parte e logo que tocou na bola abriu um livro numa jogada em que vos aconselho a ver e rever.

Messi estabeleceu a mão cheia de golos na Champions, levando agora 12. Novo record à vista?

Jogo de uma vida em Nicósia.

O APOEL não contava de maneira alguma chegar a Fevereiro e permanecer nas competições europeias. Digo “permanecer nas competições europeias” porque com um grupo como Zenit, Shaktar e Porto, o APOEL era o bombo da festa. Utilizei bem o tempo verbal: era. O APOEL fez o que fez na fase de grupos. Perdeu em Lyon por 1-0 num jogo em que os franceses viram-se da cor da Grécia para obter um golo e foram a Chipre enfrentar um adversário motivado, disciplinado, defensivo, forte no contra-golpe e com milhares de adeptos doidos a cantar.

90 minutos a ferro e fogo. O APOEL tentava utilizar o segredo do costume: defender e sair no contra-golpe sem descurar a sua organização. O Lyon tentava segurar a vantagem o máximo que podia. O nosso conhecido Manduca pôs o GSP Stadium de Nicósia ao rubro aos 9″. Vi inclusive na review da Champions declarações do técnico do APOEL Ivan Jovanovic a apelidar este jogo como o “jogo de uma vida” para o clube cipriota. Nada mais correcto. Findos os 90 minutos, quis o destino que o jogo fosse para prolongamento dados uns erros praticados pela arbitragem comandada pelo espanhol Alberto Undiano Mallenco a favor da equipa francesa.

O jogo foi para as grandes penalidades. Aí brilhou Chiotis, guarda-redes cipriota. O APOEL está nos quartos-de-final. E o mais incrível é que pode ir mais longe. Benfica, Marselha e hipoteticamente CSKA e Napoli poderão ser equipas ao seu perfeito alcance.

Depois de ter vencido no St Jakob´s Park o Bayern por 1-0, a jovem e promissora equipa do Basileia não merecia de ser eliminada desta forma depois da campanha que fez na fase de grupos.

Apesar do esforço, é pena o Basileia ter apanhado este super bayern no pico de forma da época. O Bayern dá mais 7 (como viram em cima já tinha dado 7 no campeonato ao Hoffenheim) e volta a dar 7 na Champions (em 2008\2009) deu 7 ao Sporting nesta fase no Allianz Arena.

Jogo sem história. O Bayern entrou a matar. Robben aos 11″ tem uma enorme classe na sua finalização, apesar da sorte que fez com que a bola viesse parar caprichosamente nos pés do Holandês depois de um ressalto de um defensor do Basileia. Apesar dos dois golos, Arjen Robben fez uma exibição de sonho. Depois, foi o vendaval Mario Gomez (poker) com dois golos pelo meio de Robben e Muller. Mario Gomez está ao despique com Messi e Ronaldo pelo título de pichichi da competição (quem sabe o record de mais golos numa só edição) levando o alemão 11 golos na presente edição.

Esta eliminatória entre Inter e Marselha esteve embruxada. Se não esteve embruxada, é caso para se dizer que o Marselha teve a dita “estrelinha de campeão”. Se no aborrecido jogo do Velodrome já tinha vencido a partida com um golo do Ganês André Ayew já para lá da hora, no Giuseppe Meazza, num jogo em que o Inter até começou a contar com um golo de Milito às três pancadas num momento de jogo em que o desespero já se começava a apoderar dos milaneses, o Inter merecia mais do que a fraca sorte de ser eliminado com um golo de Brandão aos 90+2. Pazzini ainda deu a vitória ao Inter na última jogada do encontro, mas não havia mais nada a fazer.

Fico com a impressão que Brandão faz falta no lance do golo do Marselha sobre o central do inter Lúcio.

Liga Europa:

Incontornável.

A vitória da raça e do querer. A vitória do David contra o Golias. Grande exibição do Sporting. Personalizada e organizada tanto a atacar como a defender.

Primeira parte bem disputada em que o City não quis arriscar do ponto de vista ofensivo. Tirando um lance em que Kolo Touré subiu ao 3º andar para cabecear para brilhante defesa de Rui Patrício e outro em que Gareth Barry atirou à entrada da área a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. Do lado do Sporting, muita atitude por parte da equipa com especial destaque para o flanco direito onde João Pereira foi muito assertivo a subir e a desiquilibrar, com a ajuda ora de Izmailov ora de Matias Fernandez, todos com muita garra no 1 para 1 contra jogadores do City. Lances de destaque na primeira parte foram o remate de Schaars do meio da rua depois de Joe Hart ter cabeceado a bola fora da área, um lance em que João Pereira embalado remata da direita obrigando Hart a uma defesa de recurso.

O Sporting nunca se amedrontou perante o City e entrou no 2º tempo com modos de resolver o jogo. Matías Fernandez bate um livre venenoso e Xandão faz o que faz na cara de Joe Hart. Passado alguns minutos é Izmailov quem fura e quem dá o golo a Ricky Van Wolfswinkel que na cara de Hart não consegue o 2-0 para muita pena minha. Até que Mancini faz avançar a equipa com as entradas de Nasri e Balotelli. Por duas ou três situações o City poderia ter marcado. Pelo meio até há uma jogada individual de Balotelli em que o Italiano toma a linha e cruza de letra para fraca finalização de Aguero. Pelo meio também há um pontapé do meio da rua de Kolarov que passa novamente perto da baliza do Sporting e várias provocações e faltas (o normal) de João Pereira a Balotelli que valem o amarelo que afasta o lateral do jogo da 2ª mão no City of Manchester.

A jogar em casa, contra uma equipa que muitos diziam que ia massacrar o Sporting com uma goleada, a turma de Ricardo Sá Pinto cumpriu mais que os serviços mínimos (esperava na melhor das hipóteses um empate a 0 bolas) e convenceu todos aqueles que se deslocaram a Alvalade. Quinta-feira veremos se este Sporting terá estofo para aguentar este resultado.

Apesar do mau momento interno, o Atlético tem estado muito bem na Liga Europa. Nos 32 avos-de-final já tinha eliminado a Lazio com um 3-1 em Roma e 1-0 em Madrid. O Atlético de Simeone espalha charme na Europa e nos oitavos-de-final quis despachar o Besiktas em Madrid. Não conseguiu totalmente por culpa de Simão Sabrosa. Salvio (2) e Adrián deram 3 golos sem resposta na primeira parte. No entanto, espera-lhes o Inonu na 2ª mão.

O Besilktas está algo enfraquecido. Culpa disso os vários problemas internos que estão a acontecer no clube. Não só o facto de alguns dos seus dirigentes ainda estarem sobre alçada preventiva da justiça turca mas também o caso de indisciplina protagonizado por Ricardo Quaresma, caso que alegadamente terá motivado Carlos Carvalhal a encostar a direcção à parede quanto à saída do internacional português do clube. Carvalhal deverá ter dito à direcção que ou saía ele ou saía Quaresma.

Carvalhal veio ontem desmentir no site oficial do clube a notícia veículada pelos órgãos de comunicação social com as seguintes palavras: “Desminto totalmente as afirmações que vieram a público ontem. O Quaresma é um jogador muito importante, mas o meu trabalho é garantir organização e disciplina no trabalho”

Partida da ronda. O Athletic foi a Old-Trafford fazer um dos melhores jogos da sua história. O lance do primeiro golo do Manchester é um lance de génio. O passe para o 2º golo do Athletic protagonizado pelo jovem fenómeno Muniain para Oscar de Marcos é algo do outro mundo. Este Athletic de Bilbao de Bielsa é um portento de futebol bonito. Nem a adaptação (bem conseguida) de Javi Martinez a central tem tirado brilho ao futebol praticado pela equipa comandada pelo consagrado técnico Chileno. Aliás, mesmo a central, Javi Martinez é alvo da cobiça de Barcelona e Real Madrid, não devendo sair de Bilbao por menos de 40\45 milhões de euros. No 3º golo dos bascos, culpa para De Gea. No entanto, urge-me fazer mais um reparo à equipa do Bilbao: é uma equipa muito forte a sair no contra-golpe. Também tem homens para isso, casos de Muniain, De Marcos, Herrera ou David Lopez.

O penalty de Rooney ainda amenizou a derrota. O Manchester de Sir. Alex Ferguson subestimou o adversário, na medida em que tinha por exemplo em Outubro subestimado o Benfica e o Basileia na fase de grupos da Champions. Avizinha-se uma tarefa muito difícil para os Red Devils amanhã no quentíssimo San Mamés de Bilbao.

Óscar de Marcos declarou que marcar em Old-Trafford fez do dia 8 de Março um dia que nunca mais iria esquecer durante a sua vida: “The key thing was, we had the ball the whole game. It is our philosophy, as the manager has taught us, to keep the ball and thanks to this we created a lot of chances. “[Scoring at Old Trafford] is something I won’t forget as long as I live, I will always remember it. I’m thrilled. This is a night to smile, to enjoy – all our fans have enjoyed it and it is great for everyone who has always supported us”.

It is clear that 3-2 keeps them in it more, unfortunately it was my handball [for Wayne Rooney’s late penalty]. It is a shame after all the work the team put in, but we have to be happy with the result. Before we came everyone would have taken a win at the ‘Theatre of Dreams’. The coach is putting it in our heads that nobody is better than us, that we can compete with any team and we did that against one of the best teams in the world.”

Mais um jogo de alto gabarito. Apesar do 4-2 para o Valência no final da 1ª mão, nada está resolvido para a equipa de Unay Emery. Início horrível da defesa do PSV. Nos primeiros 13 minutos haveria de conceder dois golos: o primeiro por via do central sub-21 espanhol Victor Ruiz, saltando por cima de tudo e todos na bica da baliza e o segundo num auto-golo muito azarado de Manolev. 3-0 aos 42″ por intermédio de Roberto Soldado fazia parecer que a eliminatória fecharia no Mestalla. Piatti elevaria para 4-0. Eis que o PSV num golpe de mérito conseguiu dois golos nos minutos finais e leva a eliminatória viva para a Phillips Arena. No entanto, não creio que os comandados de Fred Rutten tenham capacidade para derrubar o Valência.

Outros resultados:

Metallist 0-1 Olympiacos – Contra uma equipa muito organizada e imprevisível, os gregos do Olympiacos venceram na Ucrânia por 0-1 o Metallist e tem um pé nos quartos-de-final.

Standard de Liège 2-2 Hanover 96 – Tudo em aberto para a 2ª mão, se bem que o resultado foi muito bom para os alemães.

AZ Alkmaar 2-0 Udinese – Excelente resultado para os holandeses.

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futeboladas

Começamos como habitual pela liga inglesa que neste fim-de-semana cumpriu a sua 27ª jornada:

Em Anfield, Liverpool e Arsenal defrontaram-se tendo os gunners vencido a emotiva partida por 2-1.

De um lado, o Liverpool pretendia vencer a partida para poder acalentar chances de poder chegar aos lugares europeus. A equipa de Kenny Dalglish está na 7ª posição com 39 pontos. De outro lado, o Arsenal vindo de uma surpreendente vitória contra o Tottenham no Emirates por 5-2, num jogo em que Robin Van Persie e Theo Walcott racharam por completo a defesa dos homens de Redknapp tenta manter o 4º lugar na tabela (lugar que lhe garante acesso ao playoff da Liga dos Campeões) tendo no entanto, derivado aos 4 pontos que o separam do Tottenham espreitar uma vaga directa na competição através do 3º lugar.

Como se pode verificar no video acima postado, o Liverpool entrou melhor na partida, tendo marcado primeiro num auto-golo do central Francês Laurent Koscielny. Apesar do azar latente do central francês no corte que pretendia efectuar, não deixa de ser um erro vindo de uma excelente jogada de contra-ataque do Liverpool onde dou especial revelo à brilhante desmarcação diagonal de Jordan Henderson para Jay Spearing.

Não se inferiorizando perante a desvantagem, o dominou o resto do jogo e por intermédio do inevitável Van Persie acabaria por dar uma remontada no jogo. Dois golos vindos de duas excelentes finalizações do holandês, que com estes dois golos subiu a sua fasquia de época para os 25 golos. Van Persie é o melhor marcador da Premier nesta temporada, facto que não deixa de ser triste para um jogador que apesar dos golos marcados vê a sua equipa muito longe dos primeiros 2 classificados. Todavia, o Arsenal está na 4ª posição, a 4 pontos do 3º que é o Tottenham e com 3 pontos de vantagem sobre o Chelsea

No outro jogo grande da jornada, o United continuou a peugada em relação ao seu rival City vencendo o Tottenham por 3-1 em White Hart Lane.

A equipa de Harry Redknapp até começou bem a partida mas cedo deu a entender que sofre do problema de não conseguir resistir nos jogos de maior pressão.

Sem Gareth Bale e contra um United em máxima força, os Spurs, como referi, até começaram melhor: na primeira parte Adebayor obrigou primeiro David De Gea a uma enorme defesa à entrada da área.
À passagem da meia-hora de jogo, Emmanuel Adebayor ainda introduziu a bola dentro da baliza do United mas o arbitro da partida considerou e bem que o togolês dominou a bola com o braço. Mesmo a acabar o primeiro tempo seria Wayne Rooney a inaugurar o marcador numa tremenda falha defensiva dos londrinos.

A 2ª parte iria arrancar com novas investidas dos Spurs. Adebayor por duas vezes mereceu o golo que Di Gea negou até ao fim. Depois seria Benoit Assou-Ekotto a rematar forte da esquerda para nova defesa do guardião espanhol, que, depois de um início de época algo conturbado está a merecer a titularidade. O próprio De Gea assumiu na antevisão à partida que é fã de Brad Friedel, veterano guarda-redes de 41 anos que este ano cumpre a época aos serviço dos Spurs. Não satisfeito, Assou-Ekotto tentou de livre e De Gea mais uma vez brilhou. Como quem não marca sofre, o United ampliou a vantagem mais duas vezes por intermédio de Ashley-Young. Iria restar o golo de consolação dos Spurs aos 87″ por via de Jermaine Defoe.

Creio que o Tottenham sai fora de corrida pelo título e terá que voltar às vitórias para manter o 3º lugar. Já o United joga na próxima quinta-feira contra o Athletic de Bilbao para a Liga Europa num teste que aguardo com algum interesse e entusiasmo.

Outros jogos:

Manchester City 2-0 Bolton – Em vésperas da Liga Europa (jogo contra o Sporting na quinta-feira) o City não deu espaços e venceu o Bolton por 2-0. Mesmo apesar do golo obtido na partida, Mario Balotelli deverá ter feito perder a cabeça dos dirigentes do City. Isto porque Balotelli foi apanhado na quinta-feira a sair de um clube de strip em Liverpool, violando novamente as regras relativas ao descanso impostas pelo clube. Os dirigentes do clube estarão a pensar em soluções para o Italiano que entre outras coisas é acusado de promover instabilidade no balneário junto do núcleo de jogadores ingleses (Lescott; Milner; Barry; Adam Johnson). Veio também à baila que o Milan estará disposto a abrir os cordões à bolsa para o contratar, podendo avançar em Junho com 60 milhões de euros para o efeito.

WBA 1-0 Chelsea – Mais uma derrota para o Chelsea. André-Villas Boas despedido.

Liga Italiana

Mais um intenso derby da capital romana.

O novo proprietário da Roma Thomas Di Benedetto voltou a sair com o sabor amargo da derrota frente ao eterno rival. Novamente por 2-1. Mudam apenas os intervenientes.

A Roma começou melhor a partida. A jogar com um meio-campo reforçado constituído por De Rossi, Fabio Simplício, Totti, Erik Lamella e Pjanic e apenas com Borini na frente, seria o antigo jogador do Chelsea (grande jogador por sinal) a criar a primeira onda de perigo numa cavalgada que seria parada com recurso a uma falta perigosa pelo central de 34 anos Biava. O arbitro da partida sancionou apenas com amarelo visto que a falta foi na linha lateral.

O mesmo não teve contemplações ao expulsar o guarda-redes internacional Holandês Maarten Stekelenburg minutos depois. No entanto, creio que existe uma simulação por parte do jogador da Lazio Stefano Mauri. Tudo corria bem à equipa de Edy Reja, treinador que já esteve demissionário mas cujo presidente da Lazio Claudio Lotito fez regressar à posição. Já com o romeno Bogdan Lobont na baliza dos Romanos em troca pelo internacional sub-20 argentino Erik Lamella, o brasileiro Hernandez inaugurou o marcador após conversão de grande penalidade.

A Roma não se ficou e tentou ir em busca do resultado. Totti foi um inconformado durante os 90 minutos mas seria sempre penalizado por entradas duríssimas por parte dos defensores da Lazio (André Dias; Biava; Scaloni). Aos 16″ seria Juan a ganhar uma bola perdida na área, a atirar ao poste e a bola caprichosamente a sobrar para Borini que não desperdiçou à frente das redes, mesmo com um defensor da Lazio a tirar a bola já dentro da baliza. Estava feito o empate. Entraram Ledesma e Hernanes no jogo. Os dois marcaram o ritmo da Lazio perante uma Roma que estava atrevida. Já na 2ª parte, depois de livre de Ledesma seria Mauri a empurrar a bola para o fundo das redes do rival fazendo o 2-1 final. A Roma ainda tentou tudo o que pode e viu a Lazio ficar também reduzida a 10 depois de expulsão de Lionel Scalloni. No entanto seria em vão: o jogo era da Lazio.

A Lazio mantem-se com esta vitoria dentro da luta pelo título. Os Laziale estão em 3ºs a 3 pontos da Juventus e a 6 pontos do Milan. A Roma está em apuros para conseguir o tão desejado lugar europeu: são 6ºs com menos 5 pontos que o Napoli, sabendo de antemão que o Napoli estava novamente a subir de forma.

Outra especulação que surgiu relativamente à Roma é a possibilidade de Luis Enrique substituir Pep Guardiola no comando técnico do Barcelona no final da temporada.

A jogar com um meio-campo alternativo composto por Sulley Muntari, Massimo Ambrosini, Antonio Nocerino e Urby Emanuelson a 10 (este jogador começou a defesa esquerdo, já jogou muitas partidas no meio-campo e aliás, no Milan até foi contratado para jogar a meio-campo, aparecendo agora como 10) Max Allegri foi à Sicília aproveitar o deslize caseiro da Juventus contra o Chievo no Dell´Alpi para renovar a primeira posição.

Allegri deverá ter ficado contente com o que viu. Vitória tranquila frente a um adversário que nem há um mês atrás foi ao Giuseppe Meazza empatar a 4 bolas contra o rival inter, com um hat-trick fabuloso de Zlatan Ibrahimovic. O Sueco voltou às grandes exibições e já leva 18 golos na Serie A deste ano. Quem também se destacou foi Robinho. O brasileiro tem respirado o seu melhor futebol nesta época.

O golo (parece-me irregular) do médio Paolo De Ceglie não foi suficiente para a Juventus ultrapassar o Chievo (está a fazer uma época muito tranquila sendo 8º classificado com 34 pontos). No entanto, os comandados de Antonio Conte podem-se queixar da falta de sorte provocada pela excelente exibição do guarda-redes do Chievo Stefano Sorrentino. De resto, mais uma grande exibição de Pirlo no meio-campo da Juve. Bom a desarmar e como sempre, cheio de classe a construir e a aparecer no sitio certo para o seu técnico tiro de meia distância.

outros jogos:

Parma 1-2 Napoli: Lavezzi resolveu aos 86″ um caso mal parado para a equipa de Walter Mazzarri. No entanto, em véspera de jogo europeu contra o Chelsea em Stamford, o Napoli está a subir de forma, está a subir na classificação (já ameaça o 4º lugar da udinese e o 3º da Lazio) e tem excelentes perspectivas de terminar a época em altas.

Fiorentina 2-0 Cesena – Balão de oxigénio para a equipa de Délio Rossi. Cavou 6 pontos para a linha-de-água. Dá para descansar e preparar melhor a batalha pela manutenção. O Cesena, último com 16 pontos, está claramente condenado. Já vê a manutenção a 13 pontos quando faltam 12 jornadas para o fim da prova.

Bologna 1-0 Novara – O mesmo do jogo anterior. O Bolonha também afastou-se dos lugares incómodos e o Novara, penúltimo com 17 pontos está cada vez mais condenado à descida à Série B.

Inter 2-2 Catania – Mais um jogo inenarrável da equipa de Ranieri. A Europa está por um fio e o Napoli já vai bem acima com 6 pontos de vantagem. André Villas-Boas pode ser soluções e recentemente, o Inter despertou o interesse pelo avançado internacional Bósnio Edin Dzeko.

Liga Espanhola:

Barcelona de “poucos gastos” antes do embate europeu frente ao Bayer de Leverkusen. 3-1 frente a um paupérrimo Sporting de Gijón, onde actua André Castro. Nem com o Barcelona reduzido a 10 devido à expulsão de Piqué. No fim da partida, Messi elogiou Cristiano Ronaldo afirmando que é o português quem tem feito a diferença de 10 pontos que existe entre catalães e madridistas.

Quem não se poupa é o Real de Mourinho. Mais um recital em Santiago Bernabéu. Desta feita, os espectadores foram os jogadores do Espanyol de Barcelona.
Ronaldo festejou o seu 30º golo na Liga e continua impressionante a marcar e a fazer jogar a equipa.
Sami Khedira marcou o 2º, Kaka o 4º e Gonzalo Higuaín voltou a dizer porque é que o Real não o deve vender, somando mais um bis. Higuaín foi posto na rota do Manchester City em troca com Kun Aguero.

Mourinho afirmou no sábado que acha que o argentino (pela sua garra e pela sua eficácia) é o melhor avançado do mundo e diz que este merece “ficar no real para sempre”, tal e qual como, segundo palavras do português, Esteban Granero.

Já Maradona, sogro de El Kun, afirma que o Real é o clube para qual o genro deveria jogar. Para advogar a sua posição, el Pibe diz que com Aguero, Ronaldo poderia chegar aos 60 golos na Liga visto que o Argentino é muito bom a prender as defesas contrárias. De facto.

Creio que Higuaín não deverá sair do Real. É de facto um killer à moda antiga e as estatísticas provam-no: Higuaín é o jogador que precisa de menos tempo e de menos toques na bola para fazer um golo. Com o Aguero, o Real não ficava a perder é certo: perderia em eficácia, ganharia um enorme desiquilibrador como o é Aguero.

Outros jogos:

Sevilla 1-1 Atlético de Madrid – Empate entre duas equipas que querem um lugar europeu mas que neste momento estão longe dos seus desejos. Sevilla e Atlético empataram no Sanchiz Pizjuán a 2 bolas com golos de dois antigos jogadores de equipas portuguesas: Toto Salvio para os madrilenos aos 9″ e Baba para os Sevilhanos aos 54. Mantem-se ambos na 10ª e 11ª posição com 33 pontos, a 4 de 5º (Athletic de Bilbao) e 6ª (Malaga). Ambos venceram.

José António Reyes voltou ao seu clube de origem e já recebeu rasgados elogios de Joaquin Caparrós que hoje apelidou o antigo jogador de Benfica, Arsenal, Real e Atlético de Madrid como “puro talento” – anotamento meu: um puro talento de preguiça!

Athletic Bilbao 2-0 Real Sociedad – Depois de alguns a jogar a Liga Europa e se o Athletic demonstrasse pretensões à Liga dos Campeões. Tal resultado poderá estar a caminho do país basco. O Athletic está a apenas 1 ponto do Levante e a 6 do 3º que é o Valência. O Levante joga em Málaga para a semana e o Athletic recebe o Osasuna (8º com menos 2 pontos) numa jornada que pode ser de confirmação para alguns ou de reviravolta nos lugares europeus.

Liga Francesa:

Paris St Germain 4-1 Ajaccio – Tarde de glória para os comandados de Carlo Ancelotti. Goleada por 4-1 com Menez, Matuidi, Thiago Motta e Javier Pastore no 11. O argentino haveria de marcar e partir tudo como é seu apanágio. O PSG voltou à liderança depois de ter visto o Montpellier empatar em Dijon. 1 ponto é a vantagem que os parisienses tem sobre a equipa do sul à passagem da 26ª jornada.

Lille 2-2 Auxerre – O campeão em título Lille poderá ter dito adeus ao título com o empate caseiro frente ao “aflito” Auxerre. Eden Hazard pôs o Lille em vantagem com 2 golos. Para os 10 minutos finais estariam guardados os golpes de teatro que iriam dar o pontinho aos homens comandados pelo antigo internacional francês Laurent Fournier com dois golos do lateral Hengbart e do central Ben Sahar. O Auxerre continua abaixo da linha de água, numa clara passagem do 8 ao 80 nesta temporada.

Fora dos lugares europeus continuam Lyon, Marseille e Bordéus. Todos perderam: os primeiros em Nancy por 2-0, os segundos em casa frente ao Toulouse e e os terceiros em casa frente ao Nice. O Lyon é 7º com 40 pontos, o Marseille 8º com 39 e o Bordéus 9º com 36.

Bundesliga:

À 24ª jornada, o cenário não poderia estar tão positivo para o Borussia de Dortmund e para o seu treinador Jurgen Klopp no plano traçado pela equipa para a renovação do título. Vitória por 2-1 em casa frente ao Mainz, com um golo de brilhante do polaco Kuba (tem um nome impressionantemente difícil de escrever) aos 26″. O Mainz ainda reagiu aos 74″ com um golo do internacional egípcio Mohammed Zidan mas aos 77″ seria o internacional Japonês Kagawa a dar a vitória aos homens de Dortmund, que, a esta fase da temporada jogam um futebol muito bonito.

Na Bayer Arena, o Leverkusen estragou os planos ao Bayern. Kiessling e Bellarabi deram o mote com dois fantásticos golos nos minutos finais. Bom prenúncio para um bom jogo em Nou Camp?

Outros jogos:

Freiburg 2-1 Schalke o4 – Quem saiu definitivamente das contas pelo título foi o Schalke. Os homens de Gelsenkirchen foram perder ao terreno do aflito Freiburn por 2-1 e agora estão a 11 pontos da liderança.

Na luta pela UEFA, o 5º (Werder Bremen) perdeu 1-0 contra o Hertha de Berlim no Olypiastadium enquanto o Estugarda (7º) foi golear o Hamburgo por 4-0 fora.

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Começando pela Liga dos Campeões e pelos dois jogos de quarta-feira:

O Benfica foi à Rússia com a espinhosa missão de se bater contra o “fresco” Zenit de Luciano Spalletti.

Jorge Jesus sabia perfeitamente das dificuldades que iria encontrar na Rússia: a juntar à frescura física dos jogadores do Zenit, motivada por 2 meses de interregno, condições climatéricas muito pouco agradáveis, um estádio cheio de adeptos russos a puxar pela sua equipa e um estado de terreno completamente lastimável que faz repensar quanto à postura da UEFA na autorização de jogos de altíssima importância neste tipo de palcos.

Do Zenit as expectativas vinham de encontro a uma equipa que defende e ataca em bloco, um pouco à imagem do estilo de jogo desde sempre promovido por Spalletti, capaz de fechar cerebralmente na defesa e tornar-se impermeável perante perigos como Gaitán e Aimar. Na batalha russa, os jogadores do Benfica honraram o símbolo e até poderiam ter desencantado mais que o 2-3, que, apesar de ser uma derrota não deixa de ser um resultado óptimo para o jogo de lisboa daqui a 2 semanas.

Houve espaço e tempo para tudo: para bons golos, para golos esquisitos (o de Cardoso e o 3º do Zenit) e para um amarelo inconcebível para Aimar que com este amarelo ficará impossibilitado de dar o seu contributo na 2ª mão, pesar para Jorge Jesus que contaria com o 10 para abrir a defesa russa no Estádio da Luz.

Na 2ª mão, prevejo um Zenit a jogar em Lisboa na mesma tarimba do jogo que estes russos foram fazer ao Dragão na fase-de-grupos: a defender muito e bem, a cortar os espaços aos criativos do Benfica, a pedir o envio de bolas aéreas para a sua área onde os seus centrais (Hubocan; Bruno Alves; Lombaerts) são mestres e dão conta do serviço e a sair rapidamente em contra-golpe, onde aliás o Zenit tem dois excelentes motores: Semak e Lazovic.

Aimar não irá jogar e o seu lugar será ocupado por Witsel (se Jesus quiser avançar o belga para fazer de falso Aimar, ou seja, medir os tempos de jogo do ataque do benfica) ou por Gaitán, caso Jesus pretenda que o ala opte por utilizar a sua rápida incursão nas defesas adversárias com a sua velocidade e rasgo de 1 para 1.

Para finalizar, creio que o Benfica irá conseguir na 2ª mão um resultado que lhe permita seguir em frente na prova.

No outro jogo da noite, Wenger deverá ter saído de San Siro com a clara ideia de que “a vida no futebol é mesmo assim”.

Não foi propriamente um bad day at the office, porque Wenger sabia perfeitamente que os seus meninos iriam sucumbir perante a maior experiência dos milagres e perante o claro ascendente de forma do Milan, ainda para mais galvanizado por uma remontada caseira no terreno da temível Udinese no fim-de-semana.

Quando se metem meia dúzia de miúdos frescos nestas andanças ao pé de Seedorfs, Ibras, Boatengs Robinhos e companhia, o resultado é mais que previsível: ora o Sueco, ora o Brasileiro, “comeram de cebolada” a defesa dos gunners e facilmente chegaram à vantagem que lhes permite fazer gestão em Londres.

O primeiro golo de Boateng é um golaço. O Ganês volta em grande forma de lesão. Tem feito uma época brilhante a todos os níveis. No 2º, Sagna estendeu a passadeira a Ibra. Tudo fácil. No ataque, os gunners foram simplesmente inofensivos. Eliminatória resolvida.

Liga Europa:

O Sporting foi à polónia empatar em Varsóvia a 2 bolas. Sá Pinto pôs alguma ordem na casa e esperemos que este empate seja o início de um ciclo de paz dentro do clube. Exibição pobrezinha num terreno difícil que esteve mais para descambar em derrota do que em vitória. Curiosamente, os dois golos leoninos pertenceram a dois dispensados de Domingos que entraram na 2ª parte: Carriço e André Santos. O último fez um golo que jamais se esperava daqueles pés e que efectivamente dá muito jeito para a partida da 2ª mão. No entanto, com este Sporting é preciso sempre utilizar uma intensa dose do factor “cautela” visto que a coisa ainda não está resolvida.

Já o Porto fez um bom jogo contra o Manchester City. Um jogo que se pode dizer que apenas tenha pecado por algumas infantilidades defensivas como a de Maicon (deixou em linha o jogador do city) no lance do 2º golo da equipa de Mancini.
Na primeira parte, o Porto realizou um dos melhores 45 minutos da época. Com Hulk um pouco escondido entre os centrais do City, Lucho pôs ordem no meio campo e foi uma delícia ver o argentino a servir (com passes a rasgar com régua e esquadro) Varela e James nas alas. O golo de Varela é de facto um bom exemplo ilustrativo do bom futebol da primeira parte portista. Depois, imperou o poderio técnico e individual dos ingleses, a sua capacidade de sofrimento e sobretudo a sua capacidade física perante um meio campo portista esgotado.

Do Dragão também surgem notícias da eventual gravidade de uma lesão contraída por Danilo. 18 milhões a voar na enfermaria…

1-2 é um resultado que na minha opinião põe o Porto fora da Europa. Na conferência de imprensa, Vitor Pereira, obviamente, tentou afastar a hipótese de se atirar a toalha ao chão e afirmou que vê os seus jogadores a vencerem por 2-0 em Manchester. Para consumo interno e para aumento de moral dos atletas, é um discurso que qualquer treinador na situação de Vitor Pereira deverá ter. No entanto, na prática, as coisas não são bem assim… O Sporting que se cuide porque é o seguinte.

O Manchester United resolveu a questão no Amesterdam Arena frente ao Ajax. Sir. Alex Ferguson perdeu António Valência numa fase em que o Equatoriano andava (finalmente!!) a fazer boas exibições. No entanto, o resultado obtido supera a ausência de Valência nos próximos encontros. Ashley Young e Chicarito (depois de uma fenomenal jogada de Wayne Rooney) arrumaram com a questão…

Radamel Falcao. What else?

Outros resultados de relevo:

1. A vitória gorda do Metalist Kharkiv no terreno do Salzburg. Muito cuidado com esta equipa da Ucrânia.

2. A vitória fora do Valência no Brittania Row com um golão de Mehmet Topal. Ganhar ao stoke não é tarefa fácil, muito menos no Brittania Row… O Valência meteu o Stoke com um pé fora mas Pennant, Walters e Crouch irão querer ter uma palavra final no assunto no Mestalla.

3. A vitória do PSV Eindhoven em Trabzon contra o Trabzonspor por 1-2.

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Depois de algum tempo de ausência desta rubrica neste espaço, volto a fazer uma breve análise a alguns jogos do fim-de-semana e a algumas equipas dos principais campeonatos futebolísticos europeus, começando pela Premier League:

Big Sunday na Premier League. Num curto espaço de 3 horas, 3 jogos importantíssimos entre equipas que lutam pelo título: Manchester City vs Tottenham no City of Manchester e Arsenal vs Manchester United no Emirates, tendo as equipas de Manchester vencido os jogos e os citizens reforçado a liderança na tabela classificativa.

Começando pelo primeiro jogo.

A imagem acima postada está a gerar polémica em Inglaterra. Nos minutos finais do jogo contra o Tottenham, Mario Balotelli pisou deliberadamente a cabeça de Scott Parker, abrindo uma ferida no internacional inglês. O árbitro da partida decidiu não intervir disciplinarmente. Minutos mais tarde, seria Balotelli a cair na área do Tottenham derrubado por Ledley King e a converter a respectiva grande penalidade que deu a vitória aos homens de Roberto Mancini.

Vamos ao jogo em si.

Manchester City e Tottenham chegam ao City de Manchester bem próximos na tabela classificativa. O City em primeiro, o Tottenham a 5 pontos. Duas equipas fenomenais, a praticar dois modelos de jogo bem distintos mas bonitos e duas equipas que poucas derrotas concederam esta época (o City tinha 2, o Tottenham no fim do jogo passou a somar 4, sendo que esta foi a 2ª derrota em 19 partidas).

Depois de uma primeira parte um pouco mal jogada, onde as equipas guardaram um respeito mútuo entre si, a 2ª parte prometeu um dos melhores momentos da Premier League deste ano com 4 golos em 8 minutos: primeiro os Citizens com dois golos sem resposta (Aguero e Lescott), depois os Spurs com dois golos de rajada para empatar a partida (um de Jermaine Defoe num lance em que o central Sérvio Savic cometeu uma enorme gaffe e outro do brilhante Gareth Bale).

De seguida, acontece o tal lance em que Balotelli deveria ter sido expulso. E espero bem que a FA veja as imagens televisivas e decida castigar o italiano por alguns jogos. Nos minutos finais, o Tottenham voltou-se a queixar da falta de sorte, que por exemplo já tinha feito com que a equipa não vencesse o jogo com o Chelsea em casa em Dezembro e se tivesse deixado empatar nos últimos minutos das partidas contra Swansea e West Bromwich Albion: num 2 para 1, Gareth Bale galgou pela esquerda, entrou na área e ofereceu o golo a um Jermaine Defoe que chegou atrasado à boca da baliza para emendar e acabou por atirar centimetros ao lado da baliza de Joe Hart. Como quem não marca sofre e que não é expulso aparece, Balotelli haveria de sofrer uma grande penalidade justa após tesoura de King na área e como tal, haveria de colocar o resultado final em 3-2 para a sua equipa.

O City aumentou a vantagem para os Spurs para 8 pontos. A equipa de Harry Redknapp voltou a mostrar o porquê de estar este ano a lutar pelo título de Inglaterra e actuou de forma muito personalizada e atrevida na casa do City. Mais um deslize nas próximas jornadas poderá significar o fim da Linha para os Spurs nesta aventura.

Na 1ª volta, lá para os finais de Agosto falávamos sobre a derrota do Arsenal em Old-Trafford por escandalosos 8-2.

Alguns meses passaram. O Manchester United de Sir. Alex Ferguson não conseguiu ultrapassar algumas lacunas evidenciadas em certas posições específicas da equipa, o Manchester está a fazer um bom pecúlio interno mas a época já ficou manchada pela eliminação precoce do finalista da época passada da Liga dos Campeões da prova. A equipa provou com o decorrer da época que não era a máquina de fazer golos que toda a gente pensava no início da mesma e provou ter debilidades normais da adaptação a um novo ciclo que se vira com saídas e entradas de jogadores.

Ferguson chegou ao ponto de convencer o regresso de Paul Scholes ao activos 6 meses após o internacional inglês ter decidido pendurar as botas, pedido que foi aceite pelo jogador e que já está a dar frutos na equipa de Manchester.

Já o Arsenal de Wenger começou mal, mas lentamento Wenger conseguiu alinhar os peões de forma a salvar o mau início de época. O Arsenal ainda não tem uma equipa formatada ao estilo do técnico francês mas este começa a ter bastante matéria prima de qualidade para voltar a lutar pelo título nas próximas épocas. Os exemplos disso são Ramsey, Wilshere, Coquelin, Oxlade-Chamberlain, Frimpong, Ignasi Miquel, Per Mertesacker, Thomas Vermaelen, Alex Song, Theo Walcott, Park-Chu Young, entre outros…

Do jogo de ontem duas notas: a preponderância de Ryan Giggs na equipa de Manchester e a fantástica assistência para o primeiro golo de António Valência e do outro lado, a assistência de Oxlade-Chamberlain para Robin Van Persie no golo do “empate” do Arsenal.

O United continua a peugada pelo título enquanto o Arsenal não conseguiu sair da 5ª posição.

Outras partidas:

Norwich 0-0 Chelsea – Mais um jogo horrível da equipa de Villas-Boas, mais um jogo em que Fernando Torres ficou em branco. Os Blues não conseguiram aproveitar da melhor maneira o deslize do Tottenham e continuam longe dos lugares cimeiros.

Fulham 5-2 Newcastle – Vale a pena ver os resumos pelo hat-trick de Clint Dempsey. O Norte-Americano está finalmente a confirmar os créditos com os quais vinha referenciado dos Estados Unidos e está a fazer a melhor época na Premier desde que chegou ao Fulham em 2006 vindo do New England Revolution. Contra o Newcastle, 3 golos na 2ª parte ajudaram à goleada contra os Magpies, que, apesar do bom arranque de campeonato estão em queda livre desde Dezembro. Ocupam neste momento a 6ª posição mas rapidamente poderão ser ultrapassados pelo Liverpool, que esta jornada também perdeu em Bolton por 3-1. A equipa de Bolton com 2 vitórias e 1 empate nos últimos 5 jogos já conseguiu sair dos lugares de linha-de-água.

Passando para Itália:

A Juventus tornou-se campeã de inverno da Liga Italiana. No final da 1ª volta os homens de Turim lideram com 41 pontos contra os 40 de Milan e 38 da Udinese.

Ontem no Atleti Azurri D´Italia em Bergamo, a Juve despachou a Atalanta por 2-0 com golos de Lichsteiner e do reforço (contratado no verão ao Empoli) Emmanuele Giacherini. Do pouco que vi do jogo, Arturo Vidal estava a fazer um grande jogo e os avançados da Juve (Matri e Vucinic) tiveram uma noite desinpirada. Só Matria à sua conta teve 4 ou 5 grandes perdidas. No entanto, Antonio Conte está de parabéns por ter trazido a Juve novamente ao topo do futebol italiano e por colocar a equipa a jogar um futebol de ataque muito agradável, flanqueado e rápido.

Ibrahimovic (2) e Robinho despacharam a dificuldade Novara e fizeram o Milan recuperar bem do desaire do fim-de-semana passado no derby milanês frente ao Inter. Relembro que nas primeiras do campeonato, o Novara tinha batido em casa o Inter por categóricos 3-1.

Mesmo com Kevin-Prince Boateng lesionado, reparem na assistência maravilhosa que Ambrosini fez para o Sueco no 1º golo do Milan. Quem diria que o caceteiro Ambrosini, depois de velho dava para isto?
O 2º golo, apesar de não ser vistoso revela um facto curioso: os 3 intervenientes na jogada tem sido preponderantes para a carreira do Milan esta época. Robinho porque a sua forma está claramente a subir, Nocerino e El Sharawy porque tem aproveitado todos os minutos de jogo que lhes são dados por Max Allegri.

Outros jogos:

Inter 2-1 Lazio – Ranieri está a repetir a dose no Inter daquilo que já tinha feito na Roma na época 2009\2010, quando pegou no comando técnico dos Romanos sucedendo na altura a Luciano Spalletti. Na altura, o treinador pegou numa equipa completamente devastada por um horroroso início de época e conseguiu levá-la a um fantástico 2º lugar, lutando taco-a-taco contra o Inter de Mourinho que se iria sagrar campeão italiano e campeão europeu nessa época.

O mesmo acontece esta época. Ranieri pegou na equipa à 4ª jornada depois do despedimento de Gasperini. Se o Inter à 4ª jornada apenas somava 1 ponto, Ranieri conseguiu somar 34 em 16 jornadas, graças a 9 vitórias, 5 empates e 2 derrotas.
Nas últimas duas jornadas, o Inter bateu o rival Milan para o campeonato e este fim-de-semana bateu a Lazio por 2-1 em San Siro com golos de Milito e Pazzini aos 44″ e 63″ respectivamente depois da Lazio ter inaugurado o marcador aos 30″ por intermédio do veteraníssimo Tommaso Rochi. O Inter ultrapassou a Lazio no 5º lugar. A Lazio tem vindo a perder muito gás nas últimas jornadas, depois de já ter ocupado a 1ª posição do campeonato em conjunto com Udinese e Juventus na 1ª volta.

Siena 1-1 Napoli – A perder o gás nas últimas jornadas também está o Napoli. Apenas uma vitória nas últimas 4 jornadas, colocam a turma Napolitana fora dos lugares europeus.

Roma 5-1 Cesena – A morder os lugares europeus está a Roma. Goleada no Olimpico por 5-1 contra o modesto Cesena (18º do campeonato com 15 pontos) com golos de Totti (2) Juan, Borini e Pjanic. Luis Enrique está lentamente a chegar aos lugares europeus e esta Roma caso embale pode não se ficar por aqui.

Totti está novamente em altas. O seleccionador Cesare Prandelli admitiu publicamente que poderá voltar a convocar o histórico capitão romano para o Euro 2012. Totti não veste a camisola da Squadra Azzurra desde o Mundial de 2006.

Liga Espanhola:

Na luta pelo primeiro lugar em Espanha, o Real Madrid goleou o Athletic de Bilbao no Bernabéu por 4-1. No entanto nem a vitória (gorda) foi obtida de forma linear, nem o resultado expressivo amainou alguns problemas internos que poderão ter emergido depois da derrota a meio da semana contra o Barcelona como o caso de Pepe e como o “bate-boca” mais azeda entre Mourinho e a dupla Sérgio Ramos\Casillas no treino de sexta-feira que a Marca noticiou hoje.

Já em Maiorca, o Real tinha sentido dificuldades e tinha começado a partida a perder. O mesmo aconteceu ontem frente aos bascos do Athletic quando Llorente inaugurou o marcador aos 13″. Depois, Marcelo, Cristiano Ronaldo (2) e Callejón marcaram os 4 golos da equipa de Mourinho que continua em primeiro lugar na Liga.

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Vitor Pereira salvou um matchpoint, ontem, contra o Shakhtar Donetsk, num jogo muito díficil que Hulk desbloqueou.

O Porto mantem-se assim na luta pelo apuramento, sabendo de antemão que o jogo contra o Zenit São Petersburgo no Dragão daqui a 2 semanas será crucial e obviamente, dotado de um grau de dificuldade enorme.

Para isso, em muito valeu a sorte que o Porto teve no jogo da Ucrânia. Recebeu duas bolas nos ferros, uma em que Hélton foi inteligente ao jogar a bola para fora e outra na primeira parte, onde o mesmo estava a guiar com os olhos o colocadíssimo remate disferido por Luiz Adriano, jogador que pelo que vi ontem, merece muito mais do que jogar neste Shakhtar e tem lugar de caras no “escrete”.

Valeu portanto a atitude demonstrada pela equipa portista. O Porto nunca desistiu da vitória, e mesmo perante as claras oportunidades de golo dos Ucranianos, mostrou a maturidade que tão bem conhecemos aos seus jogadores. Hulk fez o resto, marcando aquele golo abriu caminho para a vitória.

Vitor Pereira respirou de alívio. Esta vitória alimenta o sonho do clube ainda se qualificar para os oitavos-de-final, garante pelo menos a passagem à Liga Europa e dá mais uma almofada ao técnico portista numa altura crítica e na antevisão de mais um jogo muito complicado já no domingo contra o Sporting de Braga, onde o Porto pode começar efectivamente a vencer caso os dois rivais de Lisboa empatem no derby de sábado ou um deles perca pontos.

Horas antes do FC Porto jogar na Ucrânia, a festa foi cipriota em São Petersburgo.

O modesto APOEL foi empatar à Rússia e garantiu a qualificação para a próxima fase da Champions. É certo que esta equipa Cipriota (que atenção, nem tem uma má equipa) bafejou em muito do sorteio desta fase de grupos, calhando num grupo sem um gigante europeu. Todavia, existe sempre a contrapartida de, por antemão, se prever um grupo muito renhido dado o valor semelhante das equipas na contenda. No entanto, quem imaginava que este APOEL (uma das equipas mais frágeis desta fase e também uma das equipas beneficiadas pelo novo modelo de Platini para a competição) iria passar o seu grupo, ainda mais pela forma categórica com que se bateu contra todas as equipas?

No jogo de São Petersburgo, o APOEL limitou a aplicar a receita que deu frutos no empate obtido no Dragão na 3ª jornada e na vitória perante os Portistas em Chipre: colocaram o “autocarro” em frente à sua baliza, deram o domínio da posse de bola aos Russos (63%\37%) sem no entanto descurar uma organização defensiva ímpar que levou por exemplo à noite desinspirada do Português Danny e conseguiu perecer a 18 investidas do Zenit à sua baliza (7 remates à baliza e 11 remates para fora). Os Cipriotas só conseguiram fazer um remate (para fora) durante os 90 minutos da partida.

O APOEL está portanto de parabéns, e dentro das equipas de países com menos expressão no futebol europeu que beneficiam do novo modelo da champions (os campeões dos países com menor ranking\coeficientes por clubes da UEFA não disputam nas pré-eliminatórias jogos contra equipas não-campeãs tendo portanto 5 vagas directas) é excepção à regra do desastre que tem sido as campanhas de Genk (Bélgica; ontem levou 7 no Mestalla do Valência) BATE Borisov (Bielorússia) Croácia Zagreb (Croácia) e Viktoria Plzen (República Checa).

As contas finais do grupo irão fazer-se na próxima jornada, com o Porto a receber no Dragão o Zenit, necessitando obrigatoriamente de vencer os Russos para se apurar. O APOEL recebe o já eliminado (das competições da UEFA) Shakhtar com a hipótese de assegurar a primeira posição do grupo. O APOEL consegue o primeiro lugar se:

1. Vencer o Shakhtar.

2. Empatar com o Shaktar e o Zenit empatar com o FC Porto.

Grupo H

O Viktoria Plzen foi vencer à Bielorússia o BATE Borisov por 1-0 (golo do médio Bakos aos 42″) garantindo praticamente o apuramento para a Liga Europa como 3º classificado do grupo.

Os Bielorussos podem lamentar-se das muitas oportunidades de golo que desperdiçaram durante a partida. Bastava-lhes apenas o empate para garantir essa posição.

De realçar, também considero o facto de ter visto Pavel Horvath em campo. Para quem se lembra, foi um médio centro Checo que passou pelo Sporting há muitos anos atrás. Aos 36 anos, o esquerdino ainda é titular no campeão checo em título.

Em San Siro, o Barça confirmou o primeiro lugar deste grupo, depois de um grande jogo de futebol que iria terminar com a vitória dos Catalães por 3-2.

Foi de facto um cheirinho do bom futebol e do equilíbrio entre equipas do topo do futebol europeu que iremos ver daqui em diante na competição.

Pelo pouco que vi da partida, do lado do Milan gostei das exibições de Zlatan Ibrahimovic (muito picado por estar a jogar contra o Barcelona semanas após o lançamento do seu livro onde tece duras críticas à estrutura do clube catalão e em particular ao seu treinador Pep Guardiola). Ibra haveria de marcar o 1º golo dos Milaneses, golo que aos 20″ deu o empate depois de um golo do Barça obtido por auto-golo do Holandês Mark Van Bommel.

Ainda no lado dos milaneses, também gostei das exibições de Kevin-Prince Boateng (este Ganês é um jogador que enche as medidas de qualquer um, principalmente pela forma como mexe com a bola e com a capacidade genuína que tem em colocar centros longos para a área que normalmente geram aflição para a equipa adversária) e de Clarence Seedorf (quanto mais velho está mais o gosto de o ver jogar!).

Guardiola encarou o jogo de Milão com algumas reservas, visto que o mesmo apenas decidia o vencedor do grupo e não o apuramento. Daí ter optado por colocar alguns jogadores cujo tempo de jogo não tem sido muito neste primeiro terço de época. Assim sendo, o treinador dos Catalães deu a titularidade a Éric Abidal, Thiago Alcântara e Seydou Keita, deixando no banco Gerard Piqué em prol da colocação de Mascherano como central, como aliás tem sido “quase-norma” no conjunto catalão sempre que um dos centrais não se encontra a 100% do ponto de vista físico.

Tais alterações não mexeram por completo na forma de jogar do Barcelona e tanto Xavi como Lionel Messi como David Villa tiveram que suar para levar de vencida a turma de Max Allegri.

Grupo F

Mais uma vez, Robin Van Persie foi o “Robin dos Bosques” de Arsène Wenger. Duas grandes finalizações “mataram” o apuramento para os Gunners e catalogaram ainda mais este Holandês como o melhor que este Arsenal tem para oferecer (e decerto que a demanda pelos seus serviços tenderá a aumentar nos próximos dois meses; fala-se de City, United, Chelsea, Milan e Barcelona) e aniquilou quase por completo as esperanças dos campeões alemães em título em se qualificarem para a próxima fase, o que de facto é uma pena pois este Dortmund é capaz de fazer muito melhor que o Marselha e que o Olympiacos. Um dos motivos que levou o Dortmund a não passar este grupo foi obviamente a ausência em alguns jogos (entre os quais este) de jogadores importantes na manobra da equipa como é o caso de Sven Bender, Mario Gotze, Lucas Barrios e o defesa-central Neven Subotic. Uma equipa que não apresenta estes 4 jogadores em simultâneo em nenhum dos jogos desta campanha, parte claramente em dificuldades em relação aos adversários.

A exibição do Holandês foi tão grande que Jurgen Klopp, treinador do Dortmund não hesitou em gabar o internacional pela laranja mecânica: “Robin van Persie, wow, what a performance, what a player. He’s certainly one of the best in Europe”.

No outro jogo do grupo, os Gregos do Olympiacos foram fazer pela vida ao Vélodrome em Marselha. A equipa comandada pelo espanhol Ernesto Valverde safou o matchpoint que se jogava em Marselha vencendo a equipa da casa por 1-0 com um extraordinário golo do jovem médio ofensivo internacional Helénico Giannis Fetfatzidis aos 82″.

Nesta equipa Grega, pelo que vi do resumo da partida, conseguiu aguentar de forma estóica as investidas dos Marselheses e deve dar graças pelo resultado não só ao excelente golo do seu organizador de jogo mas como às boas exibições dos centrais Marcano e Torossidis e do avançado Djebbour.

Analisando este grupo e a próxima jornada:

O Arsenal já está qualificado e com o primeiro lugar assegurado. O Marselha é 2º com 7 pontos, o Olympiacos 3º com 6 e o Dortmund 4º com 4.

Na próxima jornada, o Olympiacos irá receber o Arsenal e as chances de qualificação aumentam não só pelo Marselha ter que viajar à Alemanha para defrontar um Dortmund que ainda aspira a conseguir a qualificação ou para os oitavos de final da prova ou para a Liga Europa, mas também porque Arsène Wenger poderá poupar muitos jogadores importantes nos Gunners para tentar relançar o clube ao nível interno.

Eis os cenários possíveis das complexas contas deste grupo:

1. O Marselha passa caso vença o Dortmund na Alemanha, indiferentemente do resultado do Olympiacos. Em caso de derrota dos Alemães, o Olympiacos garante o lugar na Liga europa.

2. O Olympiacos necessita da tal derrota dos Marselheses ou do empate para passar, ou do empate no jogo contra o Arsenal caso o Dortmund vença o Marselha (os Gregos tem 1-1 nos jogos contra o Marselha e 3-2 na série contra o Dortmund) desde que os Alemães vençam os Franceses por vantagem de 3 golos. Na última situação por mim evidenciada, o Olympiacos passa, o Marselha vai para a Liga Europa e o Dortmund, mesmo apesar de uma vitória por 3 golos é eliminado.

3. O Borússia de Dortmund precisa de vencer o Marselha por 4 golos de diferença (perdeu 3-0 no 1º jogo) e “per si” este resultado não chega pois necessita que o Arsenal vença na Grécia.

Grupo E

Villas-Boas vai de mal a pior.

O Chelsea teve o pássaro na mão para vencer em Leverkusen e foi traído por uma exibição categórica de Michael Ballack.

Com um golo de Drogba no início da 2ª parte, os Blues subestimaram claramente a resposta do adversário e recuaram no terreno para defender a magra vantagem. Erro claro numa competição como a Champions League que denota acima de tudo que a equipa de Villas-Boas está a jogar sobre brasa.

O Leverkusen de Robin Dutt não se deu como vencido e nos 20 minutos finais foi lá para a frente em busca de algo que lhe pudesse ser útil nas contas deste grupo. Conseguiu empatar aos 73″ por Eren Derdyok (na primeira vez que tocou na bola 2 minutos após a sua entrada em jogo) e com um espírito de abnegação enorme ao empate conseguiu chegar à vitória em tempo de descontos com um golo do defesa Manuel Friederich a passe de Michael Ballack, um antigo “blue”…

Vitória justíssima para o Leverkusen, equipa que está a fazer das tripas coração para fazer valer a sua falta de potencial em relação a Valência e Chelsea com um espírito de luta e sobrevivência tremendo e balde de água fria para um Chelsea que não tem mostrado rigorosamente nada em todos os jogos deste grupo e que como tal, arrisca-se claramente a ir parar na 2ª liga do futebol europeu.

O Leverkusen arrisca-se a vencer um grupo que era talhadinho aos “blues”.

Mais uma vez, e porque não me canso de referir, um baile de Roberto Soldado e companhia para Platini ver.

Hat-trick do avançado, confirmando a época de excelência que o mesmo está a fazer e que também já referi no último post em que abordei a liga espanhola.

O Valência recuperou muito bem do desaire caseiro frente ao Real Madrid. Desaire injusto diga-se a bom da verdade desportiva. Deu 7 ao campeão belga em casa e alimentou as hipóteses da qualificação.

Jonas, Pablo Hernandéz, Aduriz e Tino Costa marcaram os restantes golos dos “Ché”.

Arrisco-me a dizer que perante o potencial que o Valência tem neste momento (jogadores como Maduro, Topal, Rami, Costa, Soldado, Aduriz, Jonas, Piatti, Banega, Canalez, Diego Silva, Albelda, Parejo) se fosse possível juntar três vedetas que saíram nos últimos anos para clubes de maior nomeada (Silva, Villa e Mata) este Valência poderia efectivamente lutar pelo título da Liga Espanhola e marcar uma sólida posição na maior competição da UEFA. No entanto, as graves dificuldades financeiras pelas quais o clube tem passado nos últimos anos obrigaram a que a direcção tivesse que vender uma jóia da coroa por temporada para saldar o enorme passivo que o clube chegou a apresentar (cerca de 500 milhões de euros). É de espectar que os valencianos tenham que vender jogadores como Banega ou até mesmo Soldado nos próximos lances de mercado de transferências.

Resumindo e concluíndo, estamos perante mais um grupo onde o suspense da qualificação irá perdurar até ao último minuto da última jornada: O Leverkusen lidera com 9 pontos, o Chelsea e o Valência tem 8, com vantagem neste momento para os Blues.

O Chelsea recebe o Valência em Stamford Bridge num jogo que se prevê que seja de loucos enquanto o Leverkusen desloca-se ao terreno do desamparado Genk.

1. O Leverkusen apura-se como vencedor do grupo caso vença os Belgas, ou empate, concretizando-se um empate no embate entre Chelsea e Valência.

2. O Chelsea apura-se e vence o grupo caso vença o Valência e o Leverkusen não ganhe e apura-se em 2º com uma vitória.

3. O Valência apura-se e vence o grupo caso vença o Chelsea e o Leverkusen não vença.

4. Em caso de empate em Londres e derrota do Leverkusen, o Valência apura-se pois tem vantagem sobre o Leverkusen nos jogos realizados entre si assim como o Chelsea nos jogos realizados com o Bayer.

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Zlatan no seu melhor

O Barça jogou aquele encontro frente ao Villarreal depois de ter sido eliminado pelo Inter de Milão, orientado por José Mourinho, nas meias-finais da Liga dos Campeões, e ao entrar no balneário, Ibrahimovic gritou: “‘Não tens tomates”. E acrescentou: “Cagas-te com Mourinho. Vai levar no cu. Fiquei louco”, relata o sueco no livro. “Se eu fosse o Guardiola, teria tido muito medo”, acrescenta.

Mas esta não é a única referência de Ibra ao seu anterior técnico. O avançado faz ainda comparações entre o treinador catalão e o português: “Mourinho ilumina uma casa, enquanto Guardiola baixa as persianas.”

Um misto de ressabianço e de verdade.

 

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Antevisão da Bundesliga

Nos vários anos em que observei a Bundesliga, conclui que a Liga Alemã é a mais equilibrada e mais imprevisível Liga da Europa. Não é a única, dado que observo as mesmas características na Liga Francesa e noutras ligas europeias como a Holandesa (mesmo perante a existência de 3 equipas grandes, a pouco e pouco começaram a surgir vários outsiders a intrometerem-se na luta entre os grandes e a baralhas as contas da tabela classificativa).
Justifico o facto da Bundesliga ser equilibrada visto que apenas apresenta uma equipa com um potencial superior às demais. Essa equipa foi, é, e sempre será o Bayern. Pelas conquistas da sua história, pelo poderio da sua formação e pela superioridade financeiras às demais. No entanto, ser uma potência hegemónica na ordenação de clubes de um determinado país não é sinónimo de vitória garantida. A Bundesliga é exemplo disso. Embora a hegemonia pertença ao Bayern, existem meia dúzia de clubes que apresentam potencial para derrotar em qualquer ano a equipa Bávara (Borussia de Dortmund; Bayer Leverkusen; Werder Bremen; Estugarda) e recentemente começaram a aparecer equipas capazes de lutar pelo título e até vencê-lo: casos do Wolfsburg, do Hamburgo e do Schalke 04. Daí que a liga tenha tanto de equilíbrio como de imprevisibilidade, visto que nem sempre estas equipas fazem épocas regulares: ora lutam pelos primeiros lugares numa época e na outra, todo o seu potencial se transforma numa mísera luta pela sobrevivência no principal escalão do futebol alemão.

Basta olhar para o quadro de vencedores das duas éras do futebol alemão (era da pré-bundesligaera pós-bundesliga) para perceber o que acabo de dizer. O Bayern lidera destacadíssimo, perdendo em alguns anos para uma pequena elite muito equilibrada ao nível de potencial.

Num outro plano, um destes dias vi uma reportagem no programa Futbol Mundial da Sporttv ao Schalke 04. Na reportagem, os adeptos do clube Alemão falavam das poucas hipóteses do clube de Gelsenkirchen vencer a Bundesliga desta época. Falamos obviamente de uma equipa que conta nas suas fileiras com jogadores como Raul, Huntelaar, Benedict Howedes, Christophe Metzelder, Jermaine Jones, Juan Jurado, Joel Matip, Jefferson Farfán e Ciprian Marica e de uma equipa que no passado apesar de ter ficado num modesto lugar a meio da tabela com um campeonato super irregular chegou às meias-finais da Liga dos Campeões onde só foi ultrapassado por Manchester United e venceu a Taça da Alemanha. A justificação para as poucas probabilidades do clube eram simples: a extrema concorrência na Bundesliga de outras equipas com talento.

A época 20112012 da Bundesliga começou este fim de semana e depois de um ano muito mau, o novo Bayern de Jupp Heynckes apesar de não estar a defender o título de campeão mas assumindo-se como o principal favorito à vitória não começou da melhor maneira a campanha desta época ao perder na Allianz arena contra o Borussia de Moenchagladbach por 1-0. O campeão Dortmund começou por bater o Hamburgo em casa por 3-1. O Werder Bremen venceu em casa o Kaiserslautern por 2-0, o Bayer perdeu em Mainz por 2-0 e no jogo grande da jornada (sim porque na Bundesliga existem jogos grandes quase todas as jornadas) o renovado Estugarda bateu o Schalke por 3-0.

Passando à apresentação de planteis, peço desculpa por qualquer erro ortográfico ou frásico, informação errada ou mudanças futuras (até dia 31 de Agosto) nos planteis que passarei a enumerar de seguida:

Jupp Heynckes – Do Benfica ao Bayern.

O Bayern mudou de ciclo. Depois de uma época 20102011 frustrante em que o Bayern não conseguiu a regularidade de outros anos e em que a Liga dos Campeões não correu de feição aos Bávaros, que se apresentavam na competição como vice-campeões europeus, a direcção da turma bávara decidiu mudar de rumos despedindo Van Gaal e contratando o antigo técnico do Benfica. Técnico que desde já considero não ter grande potencial para orientar uma equipa desta dimensão. No entanto, o Bayern na Alemanha é como o Porto em Portugal: com a excelente organização interna do clube e os recursos possuídos, qualquer treinador arrisca-se a ser campeão.

Como é apanágio da política de contratações própria da equipa Bávara, o Bayern gastou q.b e voltou a apostar no mercado interno, sem que tivesse mexido na estrutura base do seu plantel.
De saídas a registar existem a de Hamit Altintop (saiu a custo zero para o Real Madrid de José Mourinho) jogador que durante algumas épocas funcionou como 12º jogador da equipa. Nunca foi um titular assumido na equipa bávara, sendo quase sempre o primeiro suplente a sair do banco. E por muitas vezes o internacional turco saiu do banco para resolver partidas ou ajudar a resolvê-las com as suas maravilhosas arrancadas e assistências para os poderosos avançados que o clube Bávaro sempre dispõe nas suas fileiras. Também saiu Miroslav Klose, em final de contrato para a Lázio. Klose foi sem dúvida um dos jogadores mais marcantes do Bayern nos últimos anos mas seguiu a leia natural de um jogador de futebol da sua idade e decidiu aos 35 anos ir experimentar outro campeonato.
De resto, exceptuando alguns jogadores jovens que saíram do clube como Ekici (para o Werder Bremen) saíram outros jogadores sem qualquer expressãoposição afirmada no clube, casos de Andreas Ottl e Andreas Gorlitz.

Com necessidade de reforçar convenientemente alguns sectores da equipa, o Bayern começou por reforçar a baliza contratando o super guarda-redes Manuel Neuer ao Schalke por 21 milhões de euros, o avançado de 23 anos Nils Petersen ao Borussia Moenchagladbach, o lateral direito Rafinha ao Génova por 5,3 milhões de euros num super negócio para a equipa bávara por acrescenta um lateral de enorme qualidade ao seu plantel. Surpresa foi a contratação do jovem médio centro japonês Usami por empréstimo do Gamba Osaka. Usami é considerado uma das jovens promessas do futebol nipónico e tenta espreitar o seu lugar na europa pela porta de um grande europeu. O defesa alemão (de origem ganesa) Jerôme Boateng (irmão de Kevin Prince Boateng do Milan) acabou por ser até já o último reforço dos bávaros. Boateng estava no City mas conhece muito bem o futebol alemão, onde brilhou no Hamburgo.

Tais alterações não vem alterar a espinha dorsal da equipa treinada por Heynckes mas sim aperfeiçoá-la em certos sectores considerados deficitários pelas saídas que tem ocorrido na equipa nos últimos anos. Caso do miolo da defesa, onde o Bayern viu partir nas últimas épocas dois centrais que marcaram uma geração e cuja equipa bávara parece ter dificuldades em arranjar substitutos da mesma qualidade: Lúcio e Demichelis. O Brasileiro Breno por exemplo ainda não confirmou as credenciais que levaram o Bayern à sua contratação. Por outro lado, o Bayern conseguiu formar um grande central: Holger Badstuber, uma dureza bastante elegante.

Se o Holandês não se lesionar com grande regularidade esta época, poderá levar novamente o Bayern ao título.

Jogadores como Lahm, Ribery, Robben, Schweinsteiger, Ivica Olic, Thomas Muller, Mario Gomez continuam a ter a preponderância decisiva nesta equipa. São bem secundados por outras opções de plantel como Diego Contento, o jovem Toni Kroos, Tymoschuk, Pranjic, David Alaba, o brasileiro Luis Gustavo e os recém contratados Usami e Nils Petersen.

Com este potencial, o Bayern contiua a ser destacadamente o favorito à vitória na Bundesliga. Veremos se a equipa será capaz de no final confirmar essas credenciais.

Borussia de Dortmund

O campeão Dortmund não precisou de mexer muito na sua estrutura. Equipa que ganha não se mexe. E a bom da verdade, esta é a melhor equipa do Dortmund desde a vitória na Liga dos Campeões na equipa onde jogou Paulo Sousa. Atenção, essa equipa era absolutamente fantástica. Para além do Português, havia Karl Heinz Riedle, Mattias Sammer, Andreas Moller, Jurgen Kohler, Stefan Reuter, Steffen Freund, Lars Ricken, Stéphane Chapuisat e era treinada por Névio Scala.

A equipa treinada por Jurgen Klopp comprou pouco e vendeu ainda menos. Aperfeiçou alguns sectores com as contratações do médio Croata Ivan Perisic (ex-Club Brugge) e do jovem defesa Julian Koch ao Duisburg. Apenas viu sair Nuri Sahin para o Real Madrid por 10 milhões de euros, o veterano lateral brasileiro Dêdê para a turquia numa fase da carreira do lateral em que este já não assumia a preponderância na equipa de outras épocas assim como a saída do avançado Rangelov, peça pouco usada por Klopp na época do título.

Mário Gotze – Uma promessa confirmada no futebol alemão. Poderá ser um dos jogadores alemães da década.

De resto, todas as variáveis mantem-se coeteris paribus na equipa de Dortmund.
Dois bons guarda-redes: Weidenfeller e Langerak.
Uma defesa de luxo com Subotic (para mim já é um dos melhores centrais do mundo) Hummels (já chegou à selecção alemã e faz uma excelente dupla com Mertesacker) Pisckek, Omoyela e Felipe Santana.
Um meio campo com Kehl, Kringe, Gotze (jovem talento emergente na época passada) o polaco Kuba, Perisic, Bender, Leitner, Antônio da Silva e o Japonês Kagawa. No ataque, o poderoso Lucas Barrios, o polaco Robert Lewandowski, o tecnicista Mohammed Zidan e Damian Le Tallec são promessa de poderio ofensivo traduzido em golos.

Ou seja, pouco mais há a dizer sobre o Dortmund. Parte como campeão, o que na Liga Alemã não é bom sinal pois exceptuando o Bayern, todos os campeões raramente fazem duas épocas excelentes. Só o tempo poderá demonstrar a capacidade deste Dortmund em conciliar a liga alemã com a Liga dos Campeões, onde como campeão alemão deverá querer ir longe.

Estugarda

O que acabei de dizer sobre o Borussia de Dortmund foi o problema do Estugarda na época passada, o do Wolfsburg na época anterior. Volto a repetir: excepto o Bayern, todas as equipas campeãs ou que se classificaram para a Liga dos Campeões não conseguem manter a regularidade na Bundesliga na época seguinte.

Foi o que aconteceu ao Estugarda. A liga dos Campeões acabou por destroçar o plantel da equipa Bávara. Tanto destroçou que o Estugarda (apesar de ter um plantel bastante interessante) teve até às últimas jornadas com o risco de descida de divisão pendente. O Estugarda (assim como o Schalke) da época
passada reforçou então o cariz destrutivo da Liga dos Campeões. É muito difícil obter bons resultados na liga nacional e nas competições nacionais quando não se tem um plantel coeso, com 2 boas soluções para cada lugar no onze. Estugarda e Schalke foram exemplo disso: uma foi eliminada logo da Champions e nunca mais recuperou de um mau arranque na Liga e a outra privilegiou uma competição em detrimento da outra em virtude dos resultados que ia obtendo.
Tais desaires manifestaram-se em muito na preparação desta época por parte da equipa alemã. Desde logo com a saída do seu principal jogador (Ciprian Marica) para o Bayern e a falta de liquidez para investir na sua equipa de futebol. Daí que as contratações do Estugarda tenham sido apenas o médio dinamarquês  Kvist (ex-Copenhaga) e o médioo Guineense Traoré do Augsburg da 2ª divisão, o avançado Schieber do Nuremberga e o defesa Rodriguez do PSV.
O Estugarda também deixou sair Trasch para o Wolfsburg.

Embora a equipa esteja mais frágil na frente do ataque com a saída de Marica, o Estugarda ainda pode contar com alguns jogadores de calíbre, casos dos defesas Molinaro, Tasci, Boka, Delpierre e Khalid Boulahrouz, os médios Kuzmanovic (decaiu muito desde a saída da Fiorentina) Gebhart, Gentner e Hajnal e os avançados Cacau e Pogrebnyak.

Não é uma equipa perfeita e nem sequer aparece na linha da frente dos candidatos ao título mas pode ser que este ano o Estugarda possa voltar às grandes exibições e quiçá a um lugar na Europa.

Wolfsburg

O que disse em relação ao Schalke e Estugarda, aplica-se ao Wolfsburgo.
A Liga dos Campeões, quando disputada sem um plantel recheado em soluções para cada posição pode ser destrutiva para qualquer equipa. Desde que foi campeão na época 20082009 e disputou a champions no ano seguinte, o Wolfsburg ainda não se conseguiu levantar e atingir resultados coadunantes com o que tem investido no seu plantel. Da obtenção desse título, muitos jogadores já voaram para outros clubes, caso do Bósnio Dzeko.

Felix Magath espera voltar a colocar o Wolfsburgo no topo do futebol alemão após duas épocas frustrantes.

A equipa da Wolkswagen entra em campo nesta época 20112012 com objectivos sérios e assumidos de forma expressa: voltar às competições europeias.
A receita reside novamente no comando técnico de um dos mais experientes e bem sucedidos do futebol alemão: Felix Magath. Magath inicia a época numa casa onde foi feliz em 2009. Contratado a meio da época pelo Wolfsburgo após uma experiência mal sucedida no Schalke 04, volta a querer lutar pelos primeiros lugares da Bundesliga.
O currículo de Magath fala por si: 3 bundesligas (2 pelo Bayern; 1 pelo Wolfsburgo) 1 taças da Alemanha (no Bayern, 2 se considerarmos que orientou o Schalke na primeira metade da época 20102011) 1 supertaça pelo Bayern. Para além destes factos, Magath é conhecido por métodos de treino duros e regras muito rígidas aos seus jogadores aquando dos momentos de competição, o que se comprova que é um treinador que preza a disciplina e o método como forma de se atingir o sucesso. Numa mentalidade completamente e Alemã. Numa mentalidade militar, tendo em conta o facto do treinador ser filho de um antigo militar norte-americano de origem Porto-Riquenha que cumpriu serviço na Alemanha.

Sempre com a bola coladinha aos pés, enfrenta cada adversário com dribles fáceis e estonteantes. Em forma e com a condição moral em alta, é um dos mais mortíferos criativos do futebol mundial.

O Wolfsburgo voltou a ir com alguma força ao mercado de transferências.
As saídas de alguns jogadores assim o motivaram, casos do avançado Grafite (encerrou uma época de ouro na turma alemã numa transferência para os Emirados Árabes Unidos; desfez-se portanto a dupla Dzeko-Grafite no Wolfsburg; Grafite encerra 4 épocas ao serviço do clube alemão com um total de 107 jogos e 59 golos) do médio Sascha Rieter (mudou-se para Colónia) e do extremoavançado Turco Tuncay Sanli que voltou a Inglaterra para representar o Bolton.
Todavia, as saídas podem não ficar aqui visto que Diego é muito cobiçado pelo Atlético de Madrid.

Para colmatar as saídas, o Wolfsburgo contratou o médio de 27 anos Patrick Ochs ao Frankfurt assim o defesa Russ, o avançado Croata Lakic ao Kaiserslautern, o médio polaco de 21 anos Klich aos polacos do Wisla Cracóvia e o experiente lateralmédio Hassan Salihamidzic à Juventus.

Mantém-se Diego Benaglio na baliza, Arne Friederich, Marcel Schaefer, Alex Madlung e Simon Kjaer na defesa. Kjaer é mesmo o patrão desta defesa do Wolfsburgo. Imperioso nas bolas aéreas e no desarme, muito em virtude do seu enorme porte.
No meio-campo Diego continua até ver, mas as suas épocas nunca mais foram as mesmas desde que saiu do Werder Bremen para a Juventus. Quanto voltou na época passada à Alemanha pensava-se que podia levar o Wolfsburgo ao topo do futebol alemão, mas o Brasileiro desiludiu durante toda a época. Continuam jogadores como Josué (internacional Brasileiro) Thomas Kahlenberg (é um portento de técnica este jogador dinamarquês) o Japonês Hasebe, o Venezuelano Orozco e o checo Polac. O Wolfsburgo tem portanto um meio campo recheado de qualidade e soluções para as mais diversas posições e escalonamentos tácticos que Magath queira inserir na equipa.

Na frente, o Wolfsburg perdeu muita força com as saídas de Dzeko e Grafite. À contratação de Lakic, mantem-se outro jogador croata (Mandzuric; jogador que marcou 8 golos na época 20102011 e que pode subir de rendimento este ano com a saída de Grafite) e o internacional Alemão Patrick Helmes, uma promessa completamente falhada do futebol alemão.

Mainz

Uma das equipas sensação da Bundesliga da última temporada.
A equipa comandada por Thomas Tuchel tem um plantel bastante engraçado. Não é nada do outro mundo mas permite ao treinador Germânico pensar num lugar confortável na tabela classificativa.

Nas contratações de pré-temporada, destaque para as aquisições do jovem ponta de lança de 22 anos Choupo-Moting ao Hamburgo, do avançado Deniz Yilmaz ao Bayern de Munique e do defesa alemão Malik Fatih ao Spartak de Moscovo. Saídas de Christian Fuchs e Lewis Holtby para o Schalke, duas peças essenciais na boa campanha do clube na Bundesliga 20102011.

No seu plantel, Tuchel poderá continuar a contar com os defesas Bo Svensson e Eugen Gopko, com os médios Elkin Soto e Andreas Ivanschitz e com os avançados Allagui, Ujah e Sliskovic.

Apesar do facto das duas saídas de revelo terem fragilizado esta formação, o Mainz não é candidato declarado à descida de divisão.

Werder Bremen

Símbolo do histórico clube alemão que se tem afundado depois de vários anos na alta roda do futebol europeu. Os fans mais efusivos da Alemanha esperam que o clube regresse aos bons resultados.

Thomas Schaaf (à semelhança de Magath no Wolfsburgo também terá a difícil missão de recuperar um clube que tem passado alguns anos de amargura) tendo como vantagem o facto de ser praticamente mobília do clube: o treinador alemão que enquanto jogador e técnico nunca conheceu outro clube que não o Werder Bremen é sem dúvida um dos que ainda acredita no amor à camisola e está desde 1979 nos quadros profissionais da turma alemã.

Como vantagem, Schaaf continua a ser um dos únicos em Bremen que sabe o que é jogar pelo Werder durante 17 épocas seguidas num total de 262 jogos oficiais, orientar o clube durante 12 num total de 445 jogos oficiais no banco de suplentes, vencer uma competição europeia (Taça das Taças em 1992) 3 Bundesligas (2 como jogador; 1 como treinador) uma Taça Alema, uma Taça da Liga Alemã enquanto treinador e 4 Supertaças (3 enquanto jogador e 1 enquanto treinador) para além de ter levado o clube por uma vez à final da Taça Uefa, onde os alemães apenas perderam frente aos Ucranianos do Shaktar Donetsk. É portanto um registo assustador que continua a dar confiança aos dirigentes do Bremen em apostar em Schaaf, mesmo após muitas épocas turbulentas em que o histórico homem de Bremen teve a porta da rua escancarada por várias vezes à sua frente por maus resultados. Falta portanto o título a Schaaf.

Este Werder Bremen aparece como um dos mais sérios candidatos ao título. Pelo plantel que dispõe terá que fazer muito mais do que a simples qualificação para as provas europeias.
Se é certo que o orçamento do clube tem vindo a reduzir e o clube foi obrigado a vender mais do que aquilo que tem comprado nas últimas épocas, a qualidade mantem-se. Já não existem jogadores como Diego, Ozil, Torsten Frings ou Hugo Almeida mas não é por esse facto que a equipa de Bremen não continua a apresentar excelentes plantéis para atacar a Bundesliga.

À semelhança das épocas anteriores, a época de transferências foi comedida em Bremen: perante as saídas de jogadores como Peter Niemayer (Hertha) Petri Pasanen (Salzburg) e Torsten Frings, o Bremen contratou o médio criativo Ekici por 5 milhões após o turco ter brilhado ao serviço do Nuremberga, fez regressar o avançado Sueco Marcus Rosenberg após empréstimo ao Racing de Santander, contratou o defesa Lukas Schmidt ao Schalke assim como o jovem médio de 19 anos Stevanovic ao clube de Gelsenkirchen, o experiente Andreas Wolf ao Nuremberga
e o central Grego Sokratis Papasthopoulos ao Génova de Itália depois de não ter conseguido o seu espaço quer na turma genovesa quer no AC Milan. A Bundesliga poderá dar outra sorte ao central grego. Das contratações do Bremen pode-se falar na aquisição de muitos jovens talentos, uns confirmados no futebol alemão, outros de alto risco. Daí que Stevanovic e Trybull vão rodar por outras paragens de forma a ganharem ritmo competitivo.

Mertesacker, o autêntico patrão da defesa do Werder Bremen e da Mannschaft.

A baliza continuará entregue a Tim Wiese, exemplo de longevidade no Werder. Aos 30 anos e após muita polémica em épocas anteriores, Wiese cumpre actualmente a sua 7ª época no clube alemão.
A defesa a cargo de Schaaf é recheada de talento. Com as contratações efectuadas para o sector, juntam-se jogadores como o polaco Boenisch, o experiente central brasileiro Naldo, o defesa esquerdo Clemenz Fritz, o central austríaco Prodl, o francês Mickael Silvestre (contratado a meio da época passada) e o autêntico patrão da defesa de Bremen e da Mannschaft Per Mertesacker, um dos únicos que ainda não abandonou o barco de Bremen com o passar dos anos. Com esta defesa, Schaaf só pode esperar segurança.

Marko Marin – Mais um médio brilhante na brilhante geração de médios da nova selecção alemã (Marin, Kroos, Khédira, Ozil, Gotze) – Exceptuando Khédira, todos se podem comparar pela técnica incrível, pela rapidez de movimentos, pelo drible fácil, pela versatilidade em ocupar diversos lugares do meio campo e assistir os avançados na perfeição.

O meio campo do Werder ainda deverá esperar um ou outro reforço até ao fecho do campeonato. O Brasileiro Wesley, Ekici, o talentoso Marko Marin (que qualidade de passe incrível) e o veterano Tim Borowski são titulares indiscutíveis nesta equipa. O jovem Bargfrede, o recém contratado Ignojovski ao OFK Belgrado da Sérvia e Aaron Hunt são poucas soluções para esta equipa, que mais uma vez tem um défice claro de alasextremos. Se bem que Marin poderá jogar encostado à direita e Hunt é um extremo puro, resta a solução Arnautovic para as alas. O Austríaco ainda não conseguiu cumprir o rótulo de craque que o levaram a transferir-se do Twente para o Inter de Mourinho na primeira época do Português em Milão mas nota-se que é um jogador com um nível técnico bastante elevado, ainda mais se tivermos em conta o facto de ser um jogador gigante. Faz-me lembrar Zlatan Ibrahimovic.

Arnautovic terá como colegas de ataque Claudio Pizarro (dispensa apresentações) Rosenberg e o seu compatriota Avdic e o jovem ponta de lança Sandro Wagner, que após a excelente prestação no europeu de sub-21 em 2009 ainda teima em afirmar-se na equipa. No entanto, o poderio físico de Wagner poderá ser muito útil para o Bremen esquecer Hugo Almeida. É portanto um ataque recheado de jogadores muito combativos e que fazem do seu enorme poderio físico uma arma às defesas contrárias.

Hannover 96

Mais um clube que pode fazer correr tinta nesta edição da Bundesliga.
O Hannover tem sido nos últimos anos um dos clubes mais regulares. Inicia esta época com o olhar (quem sabe) na Liga Europa.

Poucas mexidas no seu plantel: o defesa costa-marfinense Djakpa mudou para Frankfurt, o americano DaMarcus Beasley nunca confirmou na europa os créditos com que vinha da América e foi jogar para o Puebla do México. Nada de relevante.
Entraram o experiente defesa Christian Pander vindo do Schalke, o polaco Sobiech, e o internacional Norueguês Hauger (ex-Stabaek). Mantiveram-se portanto as linhas do Hannover 20102011 com jogadores como o guarda-redes Ron-Robert Zieler, os defesas Haggui, Pogatetz (duro como uma rocha!) Steve Cherundolo, e Christian Schulz, os médios Andreasen, Sérgio Pinto e Carlitos (o que passou pelo Benfica) o albanês Lala e os avançados Didier Ya Konan, Moa Abdellaoue e a promessa falhada Jan Schlaudraff.

O Hannover tem portanto uma defesa com alguma qualidade, arma que pode aproveitar para marcar pontos nesta Bundesliga e fazer uma campanha no topo da tabela classificativa. Na minha opinião, atendendo à concorrência que o clube terá pela frente será muito difícil cavar um lugar europeu, mas, não é um feito de todo irrealizável.

Borussia de Moenchagladbach

A equipa mais exportadora e internacional da Liga Alemã.
O Borussia sempre se caracterizou por plantes muito ricos em jogadores estrangeiros, jovens na sua maioria, descobertos por uma boa rede de scouting em todo o mundo. É um dos clubes com mais dificuldades na Bundesliga, variável que tem sido o mote para pouco investimento num clube que nos últimos anos poucas épocas tranquilas teve na Bundesliga e chegou mesmo a ir à Bundesliga 2. A Aposta recaiu portanto na contratação de jovens jogadores para os vender às melhores equipas da Alemanha. Tornou-se sustentável. Falta-lhe dar o salto para voos maiores no futebol alemão, facto que será extremamente complicado devido às consequentes renovações de plantel ano após ano que a sua política de vendas incute.

Este é o quadro do Borussia de Moenchagladbach nos últimos 15 anos. Infelizmente. O Borussia é um dos clubes históricos da Alemanha, mesmo apesar das sucessivas descidas de divisão que aconteceram desde 1996. Num passado muito distante venceu 2 Taças Uefa e 5 Bundesligas ( todas na década de 70).

Neste defeso, saíram o guarda-redes belga Logan Bailly para o Neuchatel Xamax da Suiça, o avançado Nils Petersen para o Bayern, o Argelino Matmour e o Brasileiro Bamba para o Frankfurt e o médio Michael Fink para o Besiktas.
Entraram o avançado Joshua King por empréstimo do Manchester United, o jovem avançado Australiano Leckie via Adelaide United, o lateral-esquerdo Oscar Wendt do Copenhaga (muito cobiçado em Alvalade, era um dos trunfos eleitorais de Godinho Lopes) o avançado Argentino Bobadilla (ex-Aris) o médio internacional Norte-Americano e uma das estrelas do futebol americano Michael Bradley vindo do Aston Villa (Bradley é um médio centro muito forte com um excelente sentido de organização de jogo) e o Japonês Otsu, vindo do Kashima Antlers.

Permanecem o Belga Filip Daems, os defesas Dante e Stranzl, os médios Neustadter, Marx, o Noruguês Nordveit, o experiente e talentoso nº10 Venezuelano Juan Arango e os acutilantes avançados Igor de Camargo, Mike Hanke e Idrissou.

Perante as contratações efectuadas, os jogadores que permanecem no Borussia de Moenchagladbach e o primeiro jogo onde a equipa foi vencer com muito mérito (principalmente defensivo) o Bayern de Munique ao Allianz Arena por 1-0, pode ser que este ano seja o ano de reafirmação do Moenchagladbach na Liga.

Nuremberga

Um histórico adormecido do futebol alemão.
À semelhança do Moenchagladbach, fez furor no passado. No presente, vai à Europa de vez em quando assim como também já foi fazer uma visita à 2ª divisão na época de 20082009, num ano em que precisamente defrontou o Benfica a eliminar na Uefa.

Ao contrário das épocas europeias do Nuremberga, a nova direcção do clube tem apostado muito pouco na contratação de nomes importantes do futebol alemão (sejam alemães ou estrangeiros, preferindo apostar em jogadores germânicos que deram cartas em equipas menores e sobretudo na prata da casa. Para a adopção dessa política, muito contribuiu a descida do clube ao escalão secundário do futebol alemão.

Mais saídas do que entradas no clube: desde logo a de Ekici para o Werder, do eslovaco Mintal para o Hansa Rostock após várias épocas em Nuremberga, do avançado Schieber para o Estugarda, do defesa Wolf para o Werder Bremen, entre outros jogadores. Ao todo, saíram 19 jogadores do quadro profissional da equipa. Entraram 8. Destaques para as contratações do médio Markus Feulner (ex-Dortmund) do ponta-de-lança Checo Pekhart (ex-Sparta de Pragahomem que começa a prometer muitos golos) e do médio Hegeler (ex-Leverkusen).

A tendência alterou-se neste clube. Ao contrário das épocas das boas campanhas do clube ao nível interno, caracterizadas pela aquisição de bons atletas estrangeiros, a base deste Nuremberga é essencialmente germânica e vinda da formação do clube. Ao todo, nos 27 atletas da equipa, apenas 8 jogadores são estrangeiros.
Destaques para o lateral Sueco Per Nilsson, para o defesa central Javier Pinola (jogador que há muitos anos passou pelo Racing Santander e Atlético de Madrid B) para o experiente médio defensivo Simmons (fez grande carreira no PSV) para Markus Feulner, para o centro campista Judt, para o Israelita Cohen (claramente o criativo da equipa) para o avançado Eigler (poderia ter rumado a um clube com mais ambição) para o Suiço Bunjaku e para o jovem avançado Eslovaco Mak.

FC Augsburg

Equipa que volta ao convívio dos grandes muitos anos depois da última participação na Bundesliga.

Vendeu alguns dos seus baluartes, importantíssimos na súbida de divisão, casos do defesa Sinkiewitz, do médio Traoré (agora no Estugarda) do jovem médio Bertram (Hamburgo) e do jovem médio Austríaco Leitner que irá tentar chegar ao patamar da Bundesliga no campeão Dortmund.

A contratação mais sonante foi o médio Holandês de 24 anos Lorenzo Davids ao NEC.

No seu plantel, destaques para os laterais Verhoag e Sankoh, para o médio esquerdo Japonês Hosogai, para o Canadiano Marcel De Jong, para o Zambiano Sinkala, e para o Angolano naturalizado Alemão Nando Rafael.

Esta equipa terá muitas dificuldades em escapar à despromoção.

Freiburg

Mais uma equipa que terá um campeonato muito modesto.
Poucas saídas, poucas entradas. Nenhuma de relevo.

No seu plantel, destaque para os jogadores Beg Ferati (ex-Basileia) o médio Jan Rosenthal, o nº10 Romeno Nicu e o avançado Eslovaco Jandrisek.

Hoffenheim

Vedak Ibisevic continua a ser o bombardeiro de serviço do Hoffenheim.

Analiso esta equipa do Hoffenheim como um conjunto de alguns talentos prematuros que apareceram no futebol alemão e não conseguiram obter o seu lugar nas grandes equipas, aproveitando o clube para relançar as suas carreiras.

Desde o ano da súbida da equipa ao principal escalão do futebol alemão, o Hoffenheim tem feito épocas bastante interessantes (no ano de estreia, a equipa desta modesta cidade chegou a liderar a Bundesliga até à 9ª jornada) estando a trilhar um caminho de evolução que poderá muito bem culminar no final desta época numa ida às competições europeias.

O início desta época é sinónimo de uma mescla de jogadores de várias nacionalidades nesta equipa. Nos 29 jogadores que ainda perduram no plantel do Hoffenheim, existem jogadores de 11 nacionalidades. Exceptuando os jogadores que transitaram da época passada, o Hoffenheim apostou numa política de contratações de jovens jogadores como o avançado Shipplock (ex-Estugarda) o defesa Fabian Johnson (ex-Wolfsburgo) o guarda-redes Belga ex-Genk Castels, Knowledge Muzona (avançado ex-Kaiser Chiefs da África do Sul) o avançado internacional Ganês Prince Tagoe (ex-Partizan) e fez regressar o jovem médio argentino Zuculini, emprestado ao Racing de Santander onde acabou por também não ser muito feliz. Zuculini é uma jovem promessa que se estreou na Liga Alemã aos 17 anos e tarda em despontar.

O Hoffenheim não conseguiu o empréstimo do lateralala esquerdo Alaba, promessa austríaca que voltou ao Bayern e perdeu o defesa esquerdo Raitala para o Osasuna que foi colmatar a saída de Monreal para o Málaga.

Quem acabou por não vingar na Alemanha foi o Brasileiro Carlos Eduardo. O jovem médio custou na altura da sua contratação ao Grémio um balúrdio aos cofres do clube alemão (17 milhões de euros) mas acabou não confirmar as credenciais que o apelidavam do novo Ronaldinho Gaúcho do futebol Brasileiro. Acabou por ser transferido na última época para o Rubin Kazan da Rússia, onde apenas efectuou 6 jogos.

No que toca ao seu plantel, mantém-se as presenças do lateralcentral internacional Alemão Andreas Beck, do experiente central croata Josip Simunic, o Ganês Vorsah, o central Austríaco Ibertsberger (a Áustria tem uma excelente fornada de defesas e quase todos os da sua selecção jogam na Alemanha) o esquerdino Edson Braafheid (antigo jogador do Bayern) que é um lateral esquerdo que ataca muito bem mas tem muitas dificuldades a defender e o jovem central dinamarquês Vestergaarde, grande promessa do futebol Dinamarquês, que conseguiu saltar dos juniores do Brondby directamente para o Hoffenheim.

No meio campo, destaques para o trinco Rudy, para o ala Islandês Sigurdsson (transferiu-se em 2010 do Reading) para o jovem Brasileiro Roberto Firmino e para Franco Zuculini, o estratéga desta equipa.

Ryan Babel tenta relançar a sua carreira algo atribulada na Bundesliga ao serviço do Hoffenheim.

No ataque, boas soluções para as alas com o Holandês Ryan Babel e com o rápido Nigeriano Chinedu Obasi. Na frente, para além de Muzona e Shipplock, o Hoffenheim poderá contar com o seu goleador Ibisevic, com o poderio físico de Tagoe e do seu compatriota naturalizado alemão Peinel Mlapa, mais um jovem muito possante do ponto de vista físico com 1,93m.

Preve-se portanto um Hoffenheim com um estilo de jogo flanqueado onde os laterais Brafheid e Vorsah e os Alas Babel e Obasi tentarão ganhar muitas vezes a linha de fundo para servir os seus fortes avançados. Tem garantia de sucesso esta equipa.

Hertha de Berlim

Depois do descalabro da descida (em ano europeu) a equipa de Berlim está de volta aos grandes palcos com uma equipa capaz de saltar novamente para a europa.

O Hertha, como se sabe, é um clube com uma capacidade financeira invulgar. Estádio cheio, toda uma cidade virada para o clube. Depois de uma descida algo estranha, o Hertha volta à Bundesliga como uma equipa muito melhor do que aquela que defrontou o Benfica há 2 épocas atrás para a Liga Europa. Não digo que o Hertha consiga chegar à Europa neste seu pujante regresso, mas, na minha análise, os homens de Berlim reforçaram muito bem a sua equipa e construiram um plantel bastante interessante.

Desde logo pelas entradas de Andreas Ottl (ex-Bayern de Muniqueum jogador bastante agressivo que pode fazer os lugares de defesa-centrallateral-direitoala-direito, médio defensivo e centrocampista) do guarda-redes de 23 anos Thomas Kraft (ex-Bayern) do tecnicista Torun (ex-Hamburgo) para a frente do ataque e do centro campista Niemayer e(ex-Werder Bremen) jogadores que vieram colmatar a saída de jogadores que estavam claramente a mais neste plantel da turma de Berlim: Hartmann (foi para o Alemania Aachen) Valeri Domovchiyski (internacional Bulgaro que não foi feliz na sua passagem por Berlim vai para o Duisburg)e Pal Dardai (o internacional Húngaro terminou carreira aos 35 anos).

Os reforços juntam-se a jogadores como Christian Lell (mais um formado nas escolas do Bayern que não agarrou o seu espaço nos Bávaros) o central Georgiano Kobyashvilli, o defesa-esquerdo Checo Hubnik, o central croata Mijatovic, o central ex-Académica e Braga Káka que voltou de empréstimo aos bracarenses, os médios Raffael e Ronny (ex-Sportingcumpriu o desejo de se juntar ao irmão em Berlim depois de nunca ter sido grande opção no Sporting) o médio centro Ebert, o organizador de jogo Lustenberger e os avançados Adrián Ramos (é mexido, deu-me boas impressões na Copa América) Nikita Rukyavitska (é um jogador que tem evoluído bastante desde que saiu do Twente, ao ponto de já ser titular na Selecção Australiana) e o poderoso avançado canadiano Rob Friend (1,95m de altura, 93 kg de peso).

O antigo internacional alemão Markus Babbel é o treinador do Hertha.

Mladen Petric é o mestre na equipa do Norte Alemão.

O Hamburgo para mim é a maior decepção desta Liga Alemã. Decepção pelo simples facto de ter uma equipa maravilhosa e não conseguir atingir os títulos que os seus adeptos há tanto tempo reclamam.

Mais uma vez, o Hamburgo manteve a qualidade a que nos habituou no seu plantel.
Saíram alguns jogadores importantes casos de Piotr Trochowski (a custo zero para o Sevilla) Jan-Eric Choupo-Moting (sem grande espaço no Hamburgo, teve que mudar para o Mainz) Joris Mathisen (saiu a custo zero para Málaga assim como Ruud Van Nistelrooy) Tunay Torun, McCauley Crisantus (rumou a Frankfurt) Jonathan Pitroipa (vendido ao Rennes) e Zé Roberto (foi para o Qatar). Muita veterania e juventude da qual o Hamburgo abriu mão, ora pelos elevados salários, ora por falta de espaço no plantel.

Nas entradas, boas contratações para a equipa comandada por Michael Oenning. Desde logo a entrada do jovem formado no Chelsea e internacional sub-21 pela Inglaterra Michael Mancienne. Três jovens seguiram as pisadas do central de 23 anos, trocando o clube inglês pelos Alemães: Jacopo Sala, o lateral direito Holandês Bruma (tem lugar de caras em qualquer plantel de premier league) e Gokhan Ture. Numa aposta em jovens de talento, entraram também o Norueguês Skeljbred (ex-Rosenborg) o guarda-redes internacional Austríaco Hesl, e Soren Bertram (ex-Ausburg). O Hamburgo decidiu dar nova hipótese ao internacional Sueco Marcus Berg, um avançado bastante talentoso que ainda não provou o epíteto de “novo Larsson” na Alemanha. Berg tem 24 anos e é um finalizador nato.

As contratações juntam-se a um conjunto de estrelas bastante interessantes para a Liga Alemã:
– Na baliza, o checo Drobny e Hesl irão lutar pela titularidade.

– Na defesa, excelentes soluções para as 3 posições. Bruma e o costa-marfinense Demel para a direita. Mancienne, Westermann, Stepanek e Besic para o centro da defesa, e Aogo e Dickmeier para a esquerda.

Rincón – veio em 20092010 por empréstimo a meio da época para dar rotatividade ao meio-campo do Hamburgo perante a boa campanha na Taça Uefa e acabou por ficar na turma Alemã onde hoje é indispensável no meio campo.

No meio-campo, Marcell Jansen pode jogar à esquerda e até recuar a defesa caso seja preciso. Tem como alternativa Robert Tesche e Anis Ben-Hatira, jogador que também pode actuar na direita, a 10 ou a avançado. É um talento em bruto do futebol alemão. Os trincos serão o Venezuelano Rincón, o Checo Jarolim (também pode actuar a 8 ou 10 ou à direita mas a opção correcta será colocar o checo a transportar o jogo da equipa aproveitando a sua enorme qualidade no passe) Skeljbred o Sérvio Kacar (nº10 puro) e à direita, as alternativas primordiais são o rápido Castelen ou o tecnicista Eljero Élia, cuja transferência para uma grande equipa da europa voltou novamente a adiar-se. Já se falou que José Mourinho o pretendia no plantel do Real Madrid.

Uma vida dedicada ao Hamburgo. É um matador por excelência. De mal amado no início da sua carreira tornou-se peça indispensável na manobra atacante do clube alemão.

Na frente, um autêntico festival de golos é aquilo que os adeptos do Hamburgo esperam e estão habituados. Mladen Petric, José Paolo Guerrero, Marcus Berg e o coreano Son-Heung Min dispensam apresentações.

Perante este poderio ao nível de soluções só resta mesmo uma hipótese a Oenning. Vencer.

Bayer Leverkusen

Michael Ballack – o eterno futebol de força e técnica que me seduziu. Um dos melhores jogadores que vi actuar no meu tempo.

Mais uma época para o Bayer Leverkusen tentar alcançar a Europa. Mais um plantel recheado de qualidade, capaz de ir do 8 ao 80.
Poucas saídas e poucas entradas. Saíram Demagoj Vida (teve na lista de contratações do Sportingnão se deu bem com a Alemanha e voltou à croacia para representar o Zagreb) e Arturo Vidal (um defesa-esquerdomédio centro Chilena com um potencial incrível para a Juventus. É um excelente armador de jogo, dotado de um pé esquerdo do outro mundo).

Entraram alguns jovens para uma equipa que começa por ter um guardião excepcional: o internacional Alemão René Adler.

Na defesa, destaque para o defesa direito Daniel Schwaab, para os laterais esquerdos Gonzalo Castro e Stefan Reinartz e para o central Manuel Friedrich.

Tranquillo Barnetta – uma qualiade técnica impressionante e um pontapé de longa distância temível.

No meio campo, o possante Simon Rolfes deverá jogar com Ballack e Tranquillo Barnetta como homens mais criativos. Lars Bender também é um excelente suplente, podendo render Ballack ou Barnetta. Renato Augusto é outro dos criativos da equipa, mas continuará a jogar na direita do ataque, devendo Barnetta fazer a esquerda do meio campo. É portanto um meio campo de luxo.

Andre Schurrle – O novo talento da dianteira alemã e do Bayer Leverkusen. O Bayer não olhou a meios para ter o antigo jogador do Mainz, pagando 8 milhões de euros pelo seu passe.

No ataque, a jovem vedeta da Mannschaft Andre Schurrle, o avançado da nova geração alemã com Stefan Kiessling, jogador que já garantiu há muito o seu lugar na selecção alemã e Eren Derdyok, um avançado do qual não sou fã ao nível de características e pelo facto de ser muito perdulário. No entanto, o Suiço é um homem a ter em conta.

Liga europa é o mínimo que se pede a esta equipa.

Kaiserslautern

Longe dos bons anos realizados nos anos 90. Muito longe dos tempos em que lutava pelo título e lá conseguia lugares na europa.

Não deverá ir além da luta pela manutenção.

Um bom guarda-redes: Kevin Trapp.

Dois ou três defesas de qualidade: Jan Simunek, o veterano Alexander Bugera e os brasileiros Rodnei e Lucas Silva.

No meio-campo, Gil Vermouth é um extremo bastante rápido e Christian Tiffert é um bom organizador de jogo.

Na frente, Richard Sukuta-Pasu promete ser um quebra cabeças para as defesas adversárias. O internacional sub-21 pela Alemanha tenta relançar a sua carreira no Kaiserslautern.

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O segredo “laboratorial” do Milan

Reportagem Especial do Jornal Record da edição de hoje da edição impressa, que pela qualidade e pertinência da reportagem decidi publicar na íntegra.

Segredo de Laboratório

(Reportagem do Jornalista Hugo Neves em Milão)

“Campeão Italiano Trabalha sobre um programa que é reconhecido em todo o mundo. Record foi tentar descobrir o que é afinal a Milan Lab”

“”A reconquista do título italiano por parte do AC Milan fez renascer, em Itália e um pouco por todo o mundo, a curiosidade sobre um dos maiores segredos que envolve o treino dos futebolistas profissionais e a preparação física que deve ser feita ao longo de um ano desportivo. O conhecido Milan Lab, que nasceu em 1999, tem os seus segredos bem guardados embora o protocolo celebrado com a Nutrilite tenha desvendado um pouco o véu sobre que tipo de preparação devem os jogadores fazer para responder positivamente a uma das realidades inatacáveis: o constante aumento de jogos disputados durante uma só temporada.

Uma das realidades é que o Milan não faz exactamente os mesmos testes médicos a um futebolista do que os restantes clubes. Além dos triviais exames, também são efectuados testes genéticos a todos os futebolistas de forma a avaliar a condição bioquímica do jogador. Só por isso se percebe que, nos últimos anos, a maioria dos casos de longevidade dos futebolistas tenha tido lugar no AC Milan.

O acordo celebrado com a Nutrilite, empresa lider mundial  em suplementos vitamíncos e dietéticos, fez com que o laboratório desportivo mais conhecido no mundo ganhasse ainda mais fulgor e capacidade para poder preparar os jogadores e torná-los capazes de prolongar a carreira ao mais alto nível até uma idade que noutros clubes é quase impossível.

Os programas testados são desenvolvidos com base nos testes genéticos e sanguíneos e exames biodinâmicos, os quais são complementados com questionários nutricionais e detalhados além de uma avaliação aprofundada de modo de vida de cada atleta. Esta recolha de dados é feita quando um jogador chega ao Milan e depois o clube exige ter um controlo absoluto na alimentação do atleta, dentro e fora das instalações.

Este, se não for o ponto crucial do projecto do Milan Lab, será um dos mais importantes. A nutrição dos futebolistas é considerada essencial para que estes apresentem uma condição física perto da ideal mas este não é o único ponto. Os testes genéticos assumem uma importância elevada pois é através deles que são descobertos problemas que podem afectar a carreira do jogador no futuro e, que sem este tipo de testes, o clube fica entregue ao destino.

Formula 1

Os responsáveis do Milan Lab e da Nutrilite referiram-no muitas vezes e, de certa forma, é verdade: o futebolista é equiparado a um carro de Fórmula 1, sendo alvo de vários testes e constantes atenções tal como um automóvel de alta competição. Daí que todos os futebolistas que estão às ordens do treinador Massimiliano Allegri recebem semanalmente produtos da Nutrilite para tornarem segundo uma norma que lhes é dada de modo individual.

Cada jogador tem uma alimentação diferenciada até porque as necessidades de cada futebolista são totalmente diferentes. O protocolo com a Nutrilite já foi alvo de inquéritos por parte de empresas estrangeiras mas até ao momento nenhum clube do mundo tentou estabelecer a mesma parceria. A única equipa que a solicitou foi a olímpica da China e os contactos deverão avançar para outro patamar em breve. O laboratório vai revelar o segredo.

Evolução Bioquímica do futebolista do AC Milan

Teste ————- Interpretação ————- Efeito ———– Intervenção – por esta lógica sequencia, numa roda de ciclo vicioso caso todo o método de análise falhe ou não tenha as consequências previstas. 

Análise progressiva dos futebolistas durante a época

Um dos pormenores mais importantes definidos pela equipa de médicos do Milan LAB é a análise constante a que os jogadores são submetidos para que a nutrição de cada um seja reorientada de forma a que todos possam manter os índices físicos num patamar elevado. Segundo os técnicos, são quatro as fases da evolução bioquímica que cada futebolista revela durante um ano desportivo e o ciclo de avaliação é vicioso: passa pelo teste, interpretação do resultado, intervenção (definição dos nutrientes que o atleta deve tomar) e depois ver o efeito. De mês a mês o ciclo é cumprido para que no fim da época o índice se mantenha alto.

Centro de Estágio regista várias visitas diárias dos curiosos – Alvo de muita atenção

A popularidade do Milan LAB é medida através de solicitações que o clube Rossonero recebe e não são poucas pois o clube vê-se obrigado a adiar visitas em certas alturas do ano para que a equipa de futebol possa trabalhar longe dos olhares alheios.

Mensalmente, há uma média de 900 visitas tanto por jornalistas como por representantes de empresas que querem perceber a dinâmica de funcionamento de uma equipa supervisionada por cinco elementos fundamentais: Micheline Vargas e Valentina Kazlova, cientistas de nutrição da Nutrilite, Daniele Tognaccini, líder do projecto, Alberto Dolci, bioquímico e Francesco Avaldi, nutricionista. Este quinteto conta depois com mais de 50 colaboradores para efectuar os testes ao longo da temporada.

À porta do reconhecido centro de estágio, que se situa sensivelmente a 45 quilómetros da cidade de Milão, encontra-se uma equipa de dois jornalistas da Sky Itália 24 sobre 24 horas, para acompanhar o dia-a-dia do Milan e as novidades de um projecto que continua a dar que falar não só na Europa mas no Mundo inteiro.

Aly Cissokho tinha problemas nas vértebras

Aly Cissokho, defesa-esquerdo Francês que jogou no FC Porto meio ano, esteve muito perto de se transferir para o AC Milan no verão de 2009 mas falhou nos exames médicos e acabou depois, por rumar aos franceses do Lyon. Mas a curiosidade centra-se na razão apontada pelo Milan para que a transferência não se efectivasse: um alegado problema nos dentes que iria influenciar a condição física apresentada pelo jogador nas épocas seguintes. Contudo Record falou com um dos responsáveis do Milan Lab, mas precisamente com Alberto Dolci, o bioquímico do centro, que revelou outro problema do agora internacional Francês: “Lembro-me muito bem desse jogador até porque depois foi para o Lyon e nós contactámos o clube para avisá-lo de outro problema. Cissokho tinha também um ligeiro desvio de duas vértebras, as quais, segundo os estudos que fizemos não vão permitir que ele estenda a carreira por muitos anos” – referiu o técnico de bioquímica.

Considera ser grande vantagem – Zambrotta realça testes personalizados

Aos 34 anos, Zambrotta já passou por grandes clubes como Juventus e Barcelona. Actualmente no AC Milan, o italiano que se sagrou campeão do mundo em 2006, indica aquela que considera ser a grande vantagem dos futebolistas que tem o privilégio de trabalhar no Milan LAB: “O mais importante são os testes personalizados que vamos fazendo ao longo da temporada. Os departamentos médicos dos clubes profissionais já estão muito desenvolvidos mas aqui no Milan, os exames nutritivos que fazemos e a alimentação é mais rigorosa daí que os nossos índices físicos sejam mais resistentes.”

Nutrilite tem um plano bem delineado para cada caso

O trabalho desenvolvido agora em conjunto com a Nutrilite teve o seu primeiro passo no longínquo ano de 1988, com a primeira monitorização bioquímica dos jogadores do Milan. O protocolo do clube com a empresa líder mundial em suplementos vitamínicos e dietéticos nasceu apenas em 2008 mas antes disso a equipa responsável pelo Milan LAB já efectuava os testes científicos a cada jogador no sentido de perceber a sua evolução genética e que tipo de produtos necessita para poder apresentar-se ao mais alto nível físico durante vários anos. É por essa razão que muitos jogadores do Milan resistem muito além dos 33 anos e sempre em boas condições físicas.

O complexo bioquímico utilizado pela equipa de estudos rossoneri é composto por vitaminas, testes ao stress oxidativo pela alta competição e ingestão de suplementos alimentares para evitar, numa primeira fase, e eliminar, numa segunda fase todo o stress e, por fim, o tratamento de eventuais inflamações que possam surgir. Contudo esse tratamento só em último caso é efectuado com anti-inflamatórios e medicamentos pois o laboratório de pesquisa do Milan aposta sobretudo em produtos naturais para promover uma recuperação mais rápida e melhor para a saúde.

Exemplo Djokovic. Alguns dos produtos indicados pela Nutrilite têm um índice elevado de glúten e Daniele Tognaccini chamou á atenção para um caso específico do desporto que, a ser avaliado no Milan LAB teria sido detectado: “O tenista Djokovic é alérgico ao glúten, por isso, se fosse submetido aos nossos testes, esses teriam detectado, pelo que a dieta seria orientada de outra forma para que ele pudesse continuar a disfrutar dos produtos que não afectariam a sua saúde” – explicou o actual líder do projecto Milan LAB, perito em programação de treino.

Próximo passo é reduzir lesões

A inovação não tem limites para quem trabalha no Milan LAB. Depois de ter acesso aos dados genéticos de cada jogador e compreeender as necessidades de cada um, tendo em conta o esforço despendido nos treinos e jogos, a ideia de Michelline Vargas, cientista da Nutrilite, indica qual é o próximo passo a dar: “Será a utilização de tecnologia de micro-arranjo que nos vai ajudar a aprofundar a compreensão de como o treino e a nutrição afectam a expressão genética dos atletas. O nosso objectivo é explorar toda esta informação para ajudar cada jogador a treinar-se com maior eficiência, diminuir o tempo de recuperação e reduzir as lesões que sofre” – disse aquela especialista. Para os responsáveis do Milan LAB não há barreiras inultrapassáveis e o próximo passo é possível até porque os resultados demonstrados este ano pelos jogadores do Milan mostram que o tempo de recuperação do esforço efectuado diminuiu em relação às épocas anteriores. A ciência ao serviço do gigante italiano.

Factos e números

– Em 1988 tinha início a primeira monotorização bioquímica dos jogadores do Milan, tendo os primeiros atletaos sido submetidos na temporada de 198889.

– Em 1999 foi criado o Milan LAB, processo de treino ainda a dar os primeiros passos mas que ganharia notoriedade nos anos seguintes devido ao elevado número de jogadores que prolongaram a carreira por perceberem que o programa que seguiam lhes permitia tal feito: foram os casos entre outros de Maldini, Favalli, Costacurta, Valerio Fiore e Inzaghi.

– Controlo absoluto da alimentação é a condição exigida pelo clube tanto dentro das instalações como fora, tendo com isso um registo completo dos dados de cada futebolista dos seus quadros.

– Ibrahimovic e Cassano, dois casos de jogadores que provocaram um estudo aprofundado do Milan LAB: enquanto o internacional sueco chegou ao Milan “em excelentes condições físicas”, o avançado italiano “estava bem mas não no topo” tendo alterado “radicalmente” a sua alimentação assim que começou a seguir o plano delineado pelo Milan LAB.

– Conquista da Serie A 20102011 é considerada uma das grandes vitórias dos últimos tempos do Milan LAB pela forma como os jogadores se apresentaram no campeonato e pelos resultados físicos demonstrados ao longo de toda a temporada.

– 2013 é o ano alvo para que este projecto dê o próximo passo, aquele que ajudará a compreender a forma como o treino e a nutrição alteram a expressão genética dos atletas.

Um projecto com pés e cabeça – sumário e opinião do jornalista Hugo Neves

Já tinha ouvido falar, tal como certamente o leitor, do Milan LAB mas, sinceramente, percebi que só estando no local é que se percebe realmente de forma (exigente e superprofissional) é que o AC Milan prepara os seus jogadores para a mais alta das competitividades e sobretudo a longo prazo. A descoberta feita (mas escamoteada) da lesão de Aly Cissokho e os seus testes científicos que permitem, depois, minimizar cada vez mais o tempo de recuperação dos esforços dos jogadores foram os aspectos que me saltaram mais à vista e aqueles que tornam o Milan um clube mais capaz de responder às exigências do futuro. O facto de ter contado com tantos jogadores a prolongar a carreira para além dos 30 anos e a demonstrarem uma condição física própria de outros futebolistas que estão no auge de carreira tinha de ter um segredo. Mas não é nada por aí além. É só, um projecto com pés e cabeça.””

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