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ainda ninguém se interrogou

como é que Alberto Contador não conseguiu retirar um único segundinho a Purito Rodriguez nas etapas de alta montanha da Vuelta e, numa misera 2ª categoria posterior a um dia de descanso onde não foi controlado pelos agentes anti-dopagem da UCI (como não foi controlado Valverde, ciclista que também fez uma etapa bruta e que nas etapas de alta montanha parecia incapaz de ganhar tempo a Contador e Rodriguez) consegue atacar com um enorme poder e assim ganhar a Vuelta ao seu compatriota da Katusha?

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o talentoso purito rodriguez

Tenho visto as etapas da Vuelta. Excepto uma ou outra, tenho gostado do que estou a ver. Algumas notas muito breves:

1 – John Degenkolb – 4 viórias para este jovem Alemão de 23 anos. Degenkolb não tem oposição nas estradas espanholas. Ainda hoje vi Boonen e Greipel a correr nas estradas holandesas na Clássica dos Grandes Portos. Não é tirar mérito a Degenkolb. Com ou sem oposição, fazer 4 na Vuelta não está ao alcance de qualquer um, muito menos de um jovem que corre numa equipa da divisão Continental. (a Argos-Shimano). Com Boonen e Greipel a coisa poderia ser diferente. No entanto Degenkolb está aí para discutir os campeonatos do mundo muito em breve. É pena que o Alemão vá perder a camisola verde em Madrid para Purito Rodriguez ou Alberto Contador. Apesar das 4 etapas, os dois da frente irão marcar muitos pontos nas chegadas de montanha.

2. Philip Gilbert – Andou escondido durante a época 2012 e não parecia ser o super foguete de 2010 e 2011. Em Barcelona, no Parque Montjuic tudo se alterou. Para bem, o ciclismo precisa de homens como Gilbert, homens que dão espectáculo em qualquer terreno. A BMC agradece (Gilbert é um corredor que ganha 1,2 milhões de euros por ano) e para a selecção Belga, tendo em conta os próximos mundiais de estrada e os momentos de forma muito a desejar dos seus sprinters Van Avermaet e Tom Boonen. Ainda por cima, quando o traçado dos próximos mundiais é tão ao jeito do Belga.

3. Purito Rodriguez – Fantástico. É o meu favorito para esta Vuelta e, sem falsa modéstia, é o melhor trepador da actualidade. A forma como tem atacado as etapas e atacado nas etapas revela uma enorme vontade de vencer Alberto Contador. Essa vontade revelou-se ainda mais no contra-relógio da semana passada onde Purito perdeu pouco mais de 1 minuto para o homem da Saxo Bank quando toda a gente previa que perdesse pelo menos 3. Precisa claramente de experimentar o tour.

4. Alejandro Valverde – Na sua melhor forma. Na montanha tem estado soberbo, mesmo perante a ausência dos seus companheiros de equipa, incluíndo a decepção Cobo (relembro que é o vencedor em título da prova). Perdeu para Contador e Froome no contra-relógio mas na montanha tem minimizado as perdas para Contador e tem ganho tempo ao Inglês. Amanhã em Lagos de Covadonga irá por 1 de 2 caminhos: ou tem o seu habitual dia mau ou pode aproximar-se do duo da frente. Tenho em crença que o pódio não lhe escapa.

5. Christopher Froome – A sky tem feito o trabalho do costume. Uran e Henao tem puxado o seu líder na montanha. O Britânico está a pagar caro a forma evidenciada no Tour. Se estivesse na forma de Julho, Contador e Purito teriam que dobrar os actuais esforços para anular o homem da Team Sky.

6. Alberto Contador – Tem feito o que lhe compete. Ataca na montanha e dá espectáculo. Ganha no contra-relógio. Tem uma equipa a fazer um trabalho soberbo na montanha com os portugueses Bruno Pires e Paulinho a partir tudo dentro do grupo dos candidatos. Tudo bem feito, não fosse o facto dos homens da Katusha (Rodriguez e Moreno) não terem um único dia de deslize.

7- Rabobank – Ainda não é o ano de Gesink. O Holandês ainda é muito tenro em vários departamentos, principalmente no contra-relógio. No entanto a equipa holandesa está de parabéns com a inserção de 3 ciclistas nos 15 primeiros (Gesink, Ten Dam e Mollema). Já agora, Mollema promete para os próximos anos. Faz muito que o digo.

8. Maxime Monfort – Não há ninguém que trabalhe o psicológico deste ciclista belga? Talento não lhe falta. Experiência também não. O que é que está a falhar?

9. Andrew Talansky – 23 anos para este homem da Garmin. Mais um que vai dar que falar nos próximos anos. Peixe na água na alta montanha e na luta contra o cronómetro. Tem tudo para ser o norte-americano do futuro nas grandes provas.

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A felicidade de Cobo

O Anglirú faz diferenças colossais. O caminho de cabras descoberto por um elemento da extinta equipa Once, alcatroado e inserido pela primeira vez na Vuelta de 1999 é de facto uma subida terrível (12 km a uma inclinação média de 9,9% com rampas duríssimas que vão dos 14% aos 24%) que está ao nível das 89 melhores subidas do Tour (Col du Telegraph, Col de La Madeleine, Mont Ventoux, LuzArdiden, Alpe D´Huez, Plateau de Beille, entre outras) e só passível de ganhos em território Espanhol com Arcalis e Sierra Nevada.

Foi aí que Juan José Cobo, experiente trepador da Geox que até esta volta tinha como grandes resultados da sua carreira (uma vitória na Volta ao País Basco, um campeonato espanhol de contra-relógio sub-23, 2 etapas na Volta ao País Basco, um 3º lugar individual na Volta a Castilla y Léon com a vitória numa etapa, 1 etapa na Volta a Portugal, um 4º lugar individual na Volta a Portugal, 1 etapa na Volta a Burgos, 1 etapa no Tour, 1 etapa na Volta à Espanha e consequente 10º lugar individual) cavou as diferenças para Froome, Wiggins, Mollema, Monfort e outros…

A partir daí foi gerir a diferença na última semana de prova, onde Christopher Froome e a Sky (pelo tempo que Froome tinha a recuperar para Cobo) foram demasiados tímidos, o que de facto também acaba por ser compreensível visto que Froome acabou por ter nesta Volta um resultado bastante surpreendente tendo em conta os parcos resultados obtidos até ao dia de hoje.

Bradley Wiggins conseguiu o pódio. Justamente. O Britânico está a tornar-se mais regular na alta-montanha. Mesmo assim creio que não é ciclista para ir mais além do que a luta pela vitória no Giro e na Vuelta.

Bauke Mollema é um nome a ter em atenção. De todos os Holandeses, creio que o seu potencial é bem maior do que o de Gesink. Todavia, a Rabobank está muito bem servida para os próximos anos. Teve muita arte ao roubar a camisola verde a “Purito” Rodriguez na pedalada final em Madrid. Para além de ser um ciclista completo que pode discutir grandes voltas, é um homem a ter em conta para as clássicas, pelo seu potencial de finalização de etapas.

Maxime MonfortIgor Antón – O primeiro é um ciclista de valia. Em forma, poderá alcançar o top-10 do Tour facilmente. O segundo é um espectáculo. Venceu onde queria vencer, em Bilbao, sua terra natal. Deu uma alegria aos adeptos bascos equiparável à vitória num Tour, visto que a prova espanhola não tinha um final de etapa por terras bascas desde o incidente (ameaça de bomba) em 1978. Antón precisa de melhorar o contra-relógio para poder discutir a Vuelta. O resto está lá.

Vincenzo Nibali foi 7º e acabou por ser uma decepção. O contra-relógio continua a ser uma pedra no sapato no Italiano. Nesta Vuelta perdeu muito tempo no contra-relógio e não se evidenciou na alta-montanha. Poderá ir pelo mesmo caminho de Ivan Basso caso continue a mostrar uma postura defensiva na alta-montanha.

Janez Brajkovic – Para quem era candidato a vencer o Tour, a 22ª posição na Vuelta não confirma apenas o mau ano da Radioshack. Confirma que Brajkovic é overrated. Erros de casting de uma estrutura que no pós-armstrong estragou carreiras, tais como as de Kloden (será sempre um gregário de luxo, nunca um chefe-de-fila) e Yaroslav Popovych.

Tiago Machado foi 32º. Prometeu o top-20 e quiça algo mais no início da prova. Acabou por desaparecer dos grupos principais com o decorrer desta. Precisa de ser mais consistente e precisa sobretudo que lhe dêem mais espaço na Radioshack com a nova fusão com a Leopard, algo que decerto não vai acontecer porque Tiago deverá ser influente no trabalho para os irmãos Schleck. Nesse papel, talvez venha a lucrar como Azevedo lucrou com Armstrong.

Chavanel, Le Mevel, Moncoutie – Mais do mesmo. Aparecem, desaparecem. A camisola da montanha é o conforto dos ciclistas e equipas francesas.

Joaquin RodriguezLuis León-Sanchez – Não são corredores para vencer grandes provas por etapas. Está mais que visto. Mas são atletas de guardar nas equipa. Vencem muitas etapas, são importantes para a obtenção de pontos no ProTour.

Sérgio Paulinho – Por duas vezes teve a vitória em etapa na mão, por duas vezes fraquejou.

Castro SastreDavid BlancoDavid BernabéuJuan HorrachPablo Lastras – Sastre está claramente em final de carreira. Aos 36 anos, o seu nível exibicional desceu desde que venceu o Tour e nada me admira que perdure a bicicleta no final do ano. Os restantes fizeram mossa nas estradas portuguesas. Ficam-se mesmo por aí, por mais que a comunicação social eleve as suas competências.

Peter Sagan – Deu à liquigás o triunfo mais saboroso em Madrid. Tanto batalhou que acabou no pódio final como se pretendia. À equipa Italiana, faltou o sucesso de Nibali.

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Francesco Gavazzi vence na Vuelta

Depois da vitória de Froome em Peña Cabarga que aproximou (em 7 segundos) o ciclista da Sky da liderança de Cobo (2º em Peña Cabarga) hoje foi a vez de Francesco Gavazzi vencer na Vuelta (italiano da Lampre que esteve em destaque na Volta a Portugal com algumas vitórias em etapas) culminando em grande estilo uma fuga de vários ciclistas entre os quais novamente o Português Sérgio Paulinho, tendo sido novamente infeliz nos quilómetros finais da tirada.

A etapa entre Solaris e Noja tinha algumas dificuldades a meio do percurso, entre as quais uma contagem de 1ª categoria. Desde cedo, um grupo de fugitivos de 8 elementos com homens como Gavazzi, Paulinho, Joaquin Rodriguez, Gustov e Matteo Montaguti  (entre outros) trilhou o seu caminho sem grande oposição por parte do pelotão até à chegada, onde o italiano da Lampre foi mais forte.

No pelotão, o duo da frente da corrida chegou ao mesmo tempo. Mesmo com 13 segundos de atraso, Christopher Froome acredita que será possível roubar a camisola a Juan Cobo antes da etapa de consagração em Madrid. Resta-lhe portanto jogar amanhã ou no sábado.

Classificação Geral:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Team SkyGrã-Bretanha) a 13s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 1.41m
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 2,05m
5º Denis Menchov (RussiaGeox) a 3.48m
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard) a 4.13m
7º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 4.31m
8º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 4.45m
9º Daniel Moreno (KatushaEspanha) a 5.20m
10º Mikel Nieve (EuskatelEspanha) a 5.33m

Nas outras camisolas:

– Com a fuga de hoje, Joaquin Rodriguez atingiu o seu objectivo e recuperou a camisola verde depois de a ter perdido ontem para Mollema. 8 pontos nos sprints especiais e 8 pontos na chegada valem com que “Purito” lidere a classificação com 106 pontos contra os 101 do Holandês. Juan Cobo tem 92. Iremos decerto assistir a uma enorme luta pelos sprints bonificados até ao final da prova entre estes dois ciclistas.

– Na montanha, Monteo Montaguti fez um assalto final à camisola de David Moncoutie. O italiano da AG2R andou na fuga com o propósito de pontuar na montanha que se foi ultrapassando no decorrer da etapa. Montaguti marcou 13 pontos. Moncoutie lidera com 63 com os 56 do italiano e os 42 de Cobo. Desengane-se quem pensa que esta luta está fechada. Amanhã e sábado ainda existem montanhas para ultrapassar e estes dois ciclistas irão fazer marcação cerrada entre si, sendo expectável que saiam em fuga.

– No prémio combinado, Cobo é 1º, Froome 2º e Mollema 3º.

– Por equipas, a Geox já assegurou praticamente a vitória. Tem 10 minutos de avanço para a Leopard e quase 18 para a Euskatel.

Em relação à etapa de amanhã (Noja-Bilbao):
– Etapa com grau médio de dificuldade com uma parte final onde até podem ser trilhadas diferenças. Começa com 2 contagens de 3ªa categoria e acaba com 2 de 2ª categoria, sendo que a última termina precisamente a 14km da meta. Será portanto um bom dia para Froome tentar o assalto à 1ª posição da prova assim como Mollema irá querer contrariar o actual 3º lugar de Wiggins.
Tem 2 sprints bonificados pelo meio.

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Haedo vence na Vuelta

Um final de doidos na 16ª etapa da Vuelta.

Joaquin “Purito” Rodriguez ficou preso numa queda colectiva na aproximação à meta. O camisola verde precisou do “reboque” dos seus colegas da Katusha até à meta.

Já dentro do último quilómetro, alguns candidatos à vitória na etapa enganaram-se na interpretação da sinalização e viraram à direita quando deveriam ter seguido pela esquerda. Culpa da organização, que não tapou a passagem. Quem aproveitou para vencer foi o sprinter argentino da Saxo Bank Juan Haedo, homem que nunca tinha vencido numa grande volta por etapas.

Na geral, tudo na mesma. Amanhã, tudo poderá ser decidido na etapa que termina em Peña Cabarga. É a última chegada em alto. No entanto, as etapas de quinta-feira, sexta-feira e sábado (Solares-Noja; Noja-Bilbao; Bilbao-Vitoria) também apresentam dificuldades no decorrer da etapa que poderão causar diferenças.

A etapa de amanhã terá 2 sprints bonificados (Wiggins e a Sky assim como Cobo e a Geox já disputaram os sprints bonificados com a ideia mútua de marcar e impedir a marcação por parte dos adversários) e 3 contagens de montanha: uma 3ª categoria, uma 2ª categoria e uma categoria especial com chegada em alto em Peña Cabarga.

Serão dias de tudo ou nada pela vitória.

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Cobo vence no Anglirú

parte 1

parte 2

Juan José Cobo deu show no Alto do Anglirú. Na etapa raínha da Vuelta deste ano, o homem da Geox deu um salto triunfal para a vitória na prova, roubando a camisola vermelha a Wiggins durante a subida final.

A história da etapa começa na subida anterior ao Anglirú. No alto do Cordal, regista-se logo a primeira baixa entre o top-10 da prova. O Sueco Kessiakoff da Astana ficou muito cedo em dificuldades e hipotecou a sua hipótese de chegar ao top-10. No Cordal saíram alguns ciclistas. Quase todos atrasados em relação ao líder Wiggins. Sastre e Moncoutie foram os homens mais importantes a sair. Moncoutie saiu com o proposito de reforçar a sua liderança no prémio da montanha.

Depois da descida para o Anglirú, foi a Liquigás de Vincenzo Nibali a pegar na corrida com uma aceleração protagonizada por Peter Sagan. O ciclista Italiano estava com ideias de atacar na subida e recuperar o tempo perdido na etapa de ontem, tempo que Nibali justificou por um erro pessoal na alimentação durante a parte final da etapa.

A 12 km do fim, na entrada oficial da subida do Anglirú, o grupo restrito de homens começa a perder as primeiras unidades. Chris Sorensen foi o primeiro a ceder terreno. Jurgen Van der Broeck da Omega-Pharma Lotto também ameaçava cair do grupo principal. No entanto, o experiente belga manteve-se entre os primeiros e acabou por fazer uma etapa interessante.

Sastre continuava com os seus ataques. Na altura, pensei que o veterano estaria interessado em vencer no alto do Anglirú. Tal ataque não seria mais do que uma tentativa de desgaste da Liquigás, pois o seu colega de equipa Juan José Cobo iria atacar de seguida. Denis Menchov da Geox também se encontrava num grupo onde Tiago Machado não era por mim identificado. Maxime Monfort era outra das ausências no grupo de Wiggins. O Belga fez no entanto uma excelente corrida pois conseguiu entrar nos primeiros da etapa. Já Wiggins ia bem acompanhado pelo seu gregário Christopher Froome. 1º e 2º da geral eram rodeados por homens como Cobo e Joaquin Rodriguez.

Quando se pensava que era altura do homem da Katusha lançar o seu ataque, começam os ataques decisivos desta etapa. Sastre ia lá na frente. Juan Manuel Garate da Rabobank saiu com o propósito de abrir caminho para um possível ataque de Bauke Mollema. Igor Antón saiu com o propósito de dar a vitória na etapa à Euskatel e Cobo saiu posteriormente com a vontade decidida de vencer a etapa e chegar à liderança da prova. Em poucos quilómetros, quando a etapa já ditava uma rampa de subida na ordem dos 20%, Cobo acabou por ficar sozinho a ganhar tempo a todos os outros concorrentes. Sastre, Garate e Antón seria ultrapassados pelo homem da Geox. Pelo meio, o Irlandês Daniel Martin da Garmin tambem iria tentar a sua sorte.

Com o ataque de Cobo, o grupo Wiggins acabou por ficar muito reduzido. Com ele seguiram Christopher Froome, Joaquin Rodriguez, Denis Menchov, Walter Poels da Vacansoleil e Vincenzo Nibali. O Italiano haveria de ser o primeiro a ceder. Mollema o 2º. Rodriguez iria ceder a cerca de 5 km da meta. Quem estava ligeiramente mais atrás do grupo Wiggins era Van der Broeck.

Com os olhos na vitória e uma cadência incrível, seria Juan José Cobo a vencer a etapa e a chegar à liderança. Cobo amealhou 48 segundos para Christopher Froome, que nos últimos quilómetros teve ordens para deixar Wiggins sozinho e avançar para perder o mínimo tempo possível para o ciclista espanhol da Geox, para Walter Poels e para Denis Menchov. Este último entrou no top-10, mas já não luta pela vitória na prova. Será o grande braço direito de Cobo para a defesa da vermelha na próxima quarta-feira, altura em que o pelotão ultrapassa a última grande dificuldade de montanha desta Vuelta.

A estes tempos somamos a bonificação de 20 segundos ganha por Cobo.

A 1,21 chegaram Wiggins e Antón. A 1,35m Rodriguez com Mollema, Monfort e Sergey Lagutin, ciclista Uzebeque da Vacansoleil.

Daniel Martin da Garmin perdeu 1,41m. Jurgen Van der Broeck chegou em 14º a 2.17m, tempo que lhe permite entrar no top-10. Seguiu-se a chegada de Vincenzo Nibali com 2.37 de atraso – o italiano pode estar fora da luta pelo pódio. 5 segundos depois chegou Jakob Fulsang.

Chris Sorensen chegou com 3,32 de atraso e disse adeus ao top-10. Sastre perdeu quase 4 minutos. Tiago Machado chegou na 27ª posição com quase 5 minutos e meio de atraso, sendo o primeiro Radioshack a entrar. A radioshack perdeu hoje hipóteses de chegar à liderança colectiva.

Haimar Zubeldia e Janez Brajkovic perderam 9.40. Até à hora deste post, a organização ainda não tinha actualizado as perdas de Kessiakoff.

Na classificação geral, as coisas ficaram assim ordenadas:

1º Juan José Cobo (EspanhaGeox)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
3º Bradley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 48s
4º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.46s
5º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 2.37m
6º Denis Menchov (RússiaGeok) a 3.01m
7º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 3.06m
8º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 3.27m
9º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 3.58m
10º Walter Poels (HolandaVacansoleil) a 4.07m
11º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 4.32m
13º Joaquin Rodriguez (EspanhaKatusha) a 5.17m
15º Chris Sorensen (DinamarcaSaxo Bank) a 6.08m
16º Daniel Martin (IrlandaGarmin) a 6.42m
20º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 9.16m
21º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 10.07m
22º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 14.47m
26º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 22.33m
28º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 26.51m
29º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 28.56m

Juan José Cobo tem uma magra vantagem. Terá que se defender nas próximas etapas e se possível ganhar mais tempo para a dupla da Sky. Froome e Wiggins terão que fazer pela vida na próxima quarta-feira para poderem ousar chegar á vitória na prova. Caso contrário, só apenas um milagre nas etapas planas poderá garantir aos ciclistas britânicos a vitória na prova.

Bauke Mollema não é uma carta descartada para a vitória na geral, mas a vida do Holandês está muito difícil. Terá que fazer uma etapa fenomenal na quarta. O Holandês irá querer chegar ao pódio, tomando partido ora de Froome ora de Wiggins.

Com os olhos postos no pódio também estarão Denis Menchov (irá acompanhar Cobo na etapa de montanha e poderá subir mais na geral) e Maxime Monfort. Nibali e Fulsang serão homens que perderão mais tempo até Madrid e pelo meu prisma não tenho dúvidas ao excluí-los da possibilidade de atingirem o pódio final.

Jurgen Van der Broeck, Walter Poels, Daniel Moreno e Joaquin Rodriguez irão lutar pelo top-10. Poels é o único ciclista em que acredito não só manter-se nos 10 primeiros como até poder subir alguns lugares na classificação.

A radioshack deu novamente provas da péssima época que está a fazer. Brajkovic, Zubeldia e até Tiago Machado já andam fora do top-20. A instabilidade quanto ao futuro abala a equipa fundada por Lance Armstrong. Prova disso são as possíveis saídas de alguns ciclistas, entre os quais Paulinho, Zubeldia e Kloden.

Nas outras camisolas:

– Na verde, Rodriguez lidera com 90 pontos contra os 85 de Mollema, os 75 de Peter Sagan e os 71 de Walter Poels. A luta pela camisola está em aberto. Rodriguez não irá querer ficar fora do pódio final. Mollema, Sagan e Poels terão o mesmo intuito que o ciclista espanhol.

– Na montanha, Moncoutie marcou alguns pontos no Cordal e reforçou a sua liderança. Tem 60 pontos e vê o italiano Mattia Montaguti com 38, Daniel Moreno e Cobo com 32. Se nada de excepcional acontecer, o Francês da Cofidis irá levar a montanha para casa.

– No prémio combinado, Cobo é o novo líder. Mollema é 2º e Daniel Moreno o 3º.

– Por equipas, a Geox assegurou praticamente a vitória colectiva. Tem 6,49m de avanço para a Leopard e 25 minutos para a Euskatel.

Amanhã teremos o 2º dia de descanso.

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E Paulinho esteve tão perto

Depois do dia de descanso, a etapa 11 (com final em alto) prometia bastante. Os 167 km que ligavam Verin a Estación de Montaña Manzaneda prometiam mais uma vez a luta pela camisola vermelha, cuja pertença mudou no final da etapa entre ciclistas da Team Sky: Christophe Froome não aguentou a etapa e cedeu a camisola ao seu chefe-de-fila Braddley Wiggins.

A etapa em si foi protagonizada por uma fuga precoce de ciclistas mal-classificados na geral mas de enorme qualidade, onde um dos animadores chamou-se Sérgio Paulinho. O Português andou muito bem até que na súbida final parafraseando-o numa entrevista concedida ao Jornal Record acabou por “pagar o esforço”.

Como companheiros de fuga, Paulinho teve entre outros David Moncoutie, Luis León-Sanchez, Matteo Montaguti e Amets Txurruca. Como podereis ver nas imagens, foi o francês da Cofidis o vencedor da etapa, tendo deixado para trás toda a concorrência. Paulinho terminou na 5ª posição a quase 2 minutos.

Na luta dos homens da frente quem ganhou mais tempo para a geral foi Joaquin Rodriguez. Recuperado do desaire pessoal sofrido no contra-relógio, o espanhol da Katusha conseguiu ganhar 7 segundos a Wiggins, Cobo, Mollema, Kessiakoff, Nibali, Jurgen Van der Broeck e Haimar Zubeldia. Vantagem escassa a meu ver até para voltar ao top-10.

Janez Brajkovic continua a confirmar a época para esquecer. Ontem, perdeu 23 segundos para Rodriguez e 16 para o grupo do camisola vermelha. O esloveno arrisca-se a sair do top-10. Não foi o único a perder tempo. O Dinamarquês Jakob Fulsang perdeu 34 segundos para Rodriguez e 27 para o grupo Wiggins, terminando num grupo atrasado com o belga Maxime Monfort, Marzio Bruzeghin, Christopher Froome, Denis Menchov, Carlos Sastre, Michele Scarponi.

O Português Tiago Machado também baqueou nas suas intenções de assaltar o top-10 da prova, tendo perdido 1,05m para Rodriguez e 58 segundos para o grupo principal. O objectivo do top-10 estará muito mais difícil daqui em diante.

No entanto, a extrema competitividade da prova pode fazer com que tudo se altere a qualquer momento. Note-se a classificação geral até ao 14º que é Joaquin Rodriguez Oliver.

Classificação Geral após a 11ª etapa:

1º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky) a 7s
3º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 11s
4º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 14s
5º Jakob Fulsang (DinamarcaLeopard-Trek) a 19s
6º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 47s
7º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 1.06m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeok) a 1.27m
9º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 1.53m
10º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.00m
11º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega-Pharma Lotto) a 2.01m
12º Marzio Bruseghin (MovistarItália) a 2.22m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.42m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 2.56m
19º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 4.06m

Nas outras classificações:

– Joaquin Rodriguez Oliver reforçou a liderança nos pontos. Tem 81 pontos contra os 62 de Mollema e aumentou a vantagem em 6 pontos em virtude da sua classificação na etapa.

– Em virtude de ter entrado na fuga, o italiano da AG2R Matteo Montaguti marcou pontos para a montanha mas só lidera por 1 ponto. David Moncoutie tem 32 pontos contra os 33 do Italiano. Daniel Martin continua com 25 e Daniel Moreno com 20.

– Bauke Mollema continua a liderar na camisola do prémio combinado. Daniel Moreno é 2º e Joaquin Rodriguez 3º.

– Por equipas, a entrada de Paulinho na fuga e a sua classificação final permitiram à Radioshack voltar à liderança e gozar alguma vantagem para a Rabobank e Leopard-Trek. A diferença é de 2.08m para a equipa holandesa e de 2.23m para a equipa luxemburguesa.

A etapa de amanhã ligará Ponteareas a Pontevedra, sendo a etapa de descanso entre as montanhas galegas. Tem 2 contagens de 3ª categoria de fácil superação a meio da etapa e dois sprints especiais. Será uma etapa talhada para as fortes pontas finais de homens como Peter Sagan, Alessandro Petacchi, Luis León-Sanchez (caso decida entrar numa fuga) Pablo Lastras, Carlos Barredo, Sebastian Lang, Greg Van Avermaet, Tom Boonen, Stuart O´Grady ou Heinrich Haussler.

Por curiosidade só vi agora que alguns dos ciclistas que deram cartasforam desilusão do Tour deste ano estão na Vuelta, mas com um rendimento de descompressão. São os casos de Rein Taaramae da Cofidis (112º) Andreas Kloden (130º) e Kevin De Weert (138º). Deverá ser uma estratégia clara de treino em alta competição tendo em vista os mundiais de estrada da UCI.

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Quem és tu Christophe Froome?

É a interrogação que é feita por meio mundo ligado ciclismo.

O “semi-desconhecido” Christopher Froome da Team Sky (digo semi-desconhecido visto que na sua página da wikipédia diz que nasceu no Quénia, viveu na África do Sul mas tem nacionalidade Britânica e aos 27 anos a vitória mais importante que alcançou foi numa etapa da Volta ao Japão) lidera a Vuelta quando estão cumpridas 10 das 20 etapas. Hoje foi dia de descanso.

Froome surpreendeu todo o mundo do ciclismo ontem ao ser o único homem no contra-relógio em Salamanca a perder menos de 1 minuto (59 segundos precisamente) para o veloz Tony Martin da HTC. Outros contra-relogistas de classe como o seu companheiro de equipa Braddley Wiggins (perdeu 1.22m) Fabian Cancellara (1.27m) ou Janez Brajkovic (1.57) acabaram por perder mais tempo.

No contra-relógio, os Portugueses surpreenderam. Tiago Machado foi 7º a 1.37m de Martin, tempo que lhe garante para já o 16º lugar a 3.28m de Froome e a escasso minuto e quinze segundos do 10º classificado da prova, o seu companheiro de equipa Haimar Zubeldia.

O jovem bairradino Nélson Oliveira foi 12º no contra-relógio, confirmando as credenciais que o apontam como um dos melhores contra-relogistas do futuro do ciclismo mundial. Perdeu 2 minutos e 19 segundos para Martin.

Na geral individual, é este o panorama à 10ª etapa:

1º Christopher Froome (Grã-BretanhaTeam Sky)
2º Jakob Fulsang (DinamarcaTeam Leopard) a 12 s
3º Braddley Wiggins (Grã-BretanhaTeam Sky) a 20s
4º Vincenzo Nibali (ItáliaLiquigás) a 31s
5º Frederik Kessiakoff (SuéciaAstana) a 34s
6º Maxime Monfort (BélgicaLeopard-Trek) a 59s
7º Bauke Mollema (HolandaRabobank) a 1.07m
8º Juan José Cobo (EspanhaGeox) a 1.47m
9º Janez Brajkovic (EslovéniaRadioshack) a 2.04m
10º Haimar Zubeldia (EspanhaRadioshack) a 2.13m
11º Marzio Bruzeghin (ItáliaMovistar) a 2.15m
12º Jurgen Van der Broeck (BélgicaOmega Pharma-Lotto) a 2.21m
13º Denis Menchov (RússiaGeox) a 2.35m
14º Joaquin Rodriguez Oliver (EspanhaKatusha) a 3.23m
16º Tiago Machado (PortugalRadioshack) a 3.38m
17º Nicolas Roche (IrlandaAG2R) a 3.47m
19º Daniel Moreno (EspanhaKatusha) a 3.59m
22º Michele Scarponi (ItáliaLampre) a 4.22m
28º Carlos Sastre (EspanhaGeox) a 6.48m
33º Luis Léon-Sanchez (EspanhaRabobank) a 10.10m
34º David Moncoutie (FrançaCofidis) a 10.28m
36º Sylvain Chavanel (FrançaQuickstep) a 10.51m
39º Vladimir Karpets (RússiaKatusha) a 14.37m

Froome, Fulsang e Kessiakoff são para mim as grandes surpresas do top-10. Estão a fazer uma excelente Vuelta e pelo que tenho visto, os dois últimos arriscam-se a lutar pelo pódio. Já o actual líder da prova é um homem “semi-desconhecido” cujo potencial ninguém conhece muito bem – veremos se conseguirá aguentar o peso da camisola, a exigência e dureza da prova e a concorrência ou se este resultado foi fruto do acaso.

Maxime Monfort – Estará em grande condição de forma? Se estiver, é um sério candidato à vitória.

Bauke Mollema – Não é à toa que ocupa o 7º lugar da classificação. Na razia que acabou por constituir o Tour para a equipa da Rabobank, foi Mollema o único corredor da equipa a dar nas vistas. É um homem que se sente bem na média montanha e defende-se de forma razoável no contra-relógio. Já envergou a camisola vermelha e o minuto e sete segundos que o separa da liderança não é uma barreira intransponível.

Janez Brajkovic continua por perto. Tem andado algo escondido. No entanto, creio que até Joaquin Rodriguez que é 15º (já venceu nesta Vuelta e já envergou a camisola vermelha) tudo é possível.

Carlos Sastre – Devia mudar o nome para Carlos (De)Sastre. Depois da vitória no Tour e das sucessivas mudanças de equipa, não acerta uma para a caixa. Qualquer dia, anda por aí a correr em estradas portuguesas.

Luis-León Sanchez – Alguém não se apercebe que o espanhol não é corredor para as grandes voltas e que colocá-lo nas grandes voltas mesmo que seja para ganhar etapas é desperdício?

David Moncoutie e Sylvain Chavanel – Mais do mesmo; prometem muito e cumprem pouco. Ainda bem que os franceses tem uma geração melhor a despontar.

Vladimir Karpets – Horrível. Há 10 anos atrás era este o grande talento do ciclismo mundial. Uma carreira que não é mais do que um tiro ao lado.

Nas outras classificações:

– Fruto das vitórias que obteve em duas etapas, Joaquin Rodriguez Oliver da Katusha tem a camisola verde dos pontos. Lidera com 74 pontos contra os 62 pontos de Bauke Mollema e os 50 do Eslovaco Peter Sagan da HTC. Estamos perante uma classificação estranha onde o primeiro sprinter puro é o espanhol Pablo Lastras da Movistar na 6ª posição com 48 pontos.

– A camisola da montanha é pertença do Irlandês Daniel Martin da Garmin com 25 pontos. Lidera contra os 23 do italiano Matteo Montaguti AG2R com 23 pontos e os 20 de Daniel Moreno da Katusha. As grandes etapas de montanha ainda estão para vir.

– A camisola do Prémio Combinado pertence a Bauke Mollema da Rabobank.  O 2º é Joaquin Rodriguez e o 3º Daniel Moreno.

– Por equipas lidera a Leopard-Trek. Roubou a liderança à Radioshack após o contra-relógio. A equipa dos portugueses Tiago Machado, Nélson Oliveira e Sérgio Paulinho está a 7 segundos. A 2.07 está a Rabobank.

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Vuelta

Não tenho postado mas tenho mantido alguma atenção nas primeiras etapas da prova. Vamos na 6ª etapa.

Nibali, Chavanel, Sagan, Sastre, Joaquin Rodriguez Oliver, Daniel Moreno, Jakob Fulsang, Maxime Monfort, Jurgen Van der Broeck, Marzio Bruzeghin, Michele Scarponi, Haimar Zubeldia, Braddley Wiggins, Nicolas Roche, Tiago Machado, Carlos Sastre, David Moncoutie, Dennis Menchov, Christophe Le Mevel, Bauke Mollema, Luis Leon-Sanchez, Janez Brajkovic – uma 2ª linha do ciclismo mundial bastante interessante, excepto os casos de Sastre, Nibali, Chavanel, Zubeldia, Wiggins e Leon-Sanchez, que são atletas de 1ª linha das grandes provas.

Uns aparecem na Vuelta depois de azares no Tour, cass de Wiggins, Van der Broeck e Brajkovic.

Outros aparecem na Vuelta depois de terem andado desaparecidos no Tour, casos de Chavanel, Fulsang, Monfort, Zubeldia, Roche, Moncoutie, Mollema e Leon-Sanchez.

Outros aparecem na Vuelta depois de lhes terem negado a participação no Tour, casos de Sastre e Tiago Machado. Aproveitando o facto de ter mencionado o Português, este está a portar-se bastante bem e para já está na 23ª posição da geral a 1,43m de Chavanel, mostrando-se bastante em forma. É possível um lugar pelo menos no top-20 caso se mostre em estar perto do seu chefe-de-fila (Janez Brajkovic) nas etapas de montanha. O que acredito desde já serem os planos da Team Radioshack para o Português. 

Nelson Oliveira é o outro português em prova, também ele a correr pela Radioshack. O atleta da Anadia está muito atrasado na classificação com mais de 50 minutos para o líder. Não se pode pedir muito a quem aos 23 anos está a realizar a sua primeira grande volta da carreira. Nelson Oliveira correu quase toda a época pela equipa de estagiários sub-23 da Radioshack.

Outros aparecem mesmo para ganhar: Nibali, Joaquin Rodriguez e Daniel Moreno.

Chavanel está neste momento na liderança. É o novo Jalabert. No Tour, nicles de forma. Apareceu esporadicamente nas etapas de montanha, sempre em fugas, tentando pescar qualquer coisa. Na Vuelta, aparece com outro ânimo. Muito à semelhança daquilo que Jaja fazia.

Ainda a procissão vai no adro. Até ao 36º (Le Mevel) a diferença até Chavanel é de 3 minutos. Já passamos uma das dificuldades (Sierra Nevada-Baza) é certo. Faltam ainda etapas duríssimas como a 9 (Sierra de BejanLa Covatilla) a 10 (contra-relógio em Salamanca), a 11 (chegada a Estacion de Montaña Manzaneda) e a 15 (o terrível Anglirú)

Para já, tivemos o abandono de Matthew Goss e consequentemente de Cavendish. O Britânico ficou sem o seu lançador de sprints, o que comprova a minha teoria de que a Sky terá que mudar os seus estatutos na próxima época na próxima época: Cavendish não irá sem o australiano para a equipa cujos estatutos só permitem contratar ciclistas nascido na Grã-Bretanha. A HTC-Highroad despede-se das grandes provas por etapas com um amargo dissabor. A equipa extingue-se em Dezembro.

Estão os dados lançados.

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