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O brilhante discurso de Jorge Sampaio

São discursos como este que me fazem admirar a personalidade e a postura política deste senhor.

No dia que em Nova Iorque na sede das Nações Unidas, os países ricos se comprometeram a ajudar os países pobres no tratamento universal de doentes com HIV (ver aqui o post que escrevi em relação ao acordo) o antigo Presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio investido nas vestes de Alto Representante Especial das Nações Unidas para a Luta Contra a Tuberculose deu um murro na mesa e clamou que indiferentemente do estigma que representa o HIV para a humanidade, é de importância capital relembrar que a cada minuto morrem 3 pessoas com o vírus HIV, “sendo inaceitável o enorme número de mortes em todo o mundo devido à doença.”

Para o efeito, o investimento numa estratégia mundial que coloque a acessibilidade ao teste da doença a todos os Homens poderá evitar 1 milhão de mortes entre as pessoas portadoras do vírus e várias centenas de milhares entre as que não são portadoras do vírus.

Segundo comunicado de imprensa da Organização das Nações Unidas, os países desenvolvidos deverão doar entre 15,3 a 16,7 mil milhões de euros para os países que necessitam dessa ajuda. Contudo, ainda não se sabe o leque de países que irão contribuir e ainda não se tomaram medidas para saber se irão contribuir. Esperemos que sim!

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Em Nova Iorque

1. A Organização das Nações Unidas pretende colocar os países ricos numa política de cooperação que permita financiamento o tratamento universal contra o Virus HIV a 15 milhões de pessoas em países pobres até 2015.

É uma decisão que se saúda e que obviamente se espera que passe do papel para a prática.

2. No Conselho de Segurança, a Rússia (e eventualmente a China) avisou que se vai opor (naturalmente como tem sido seu apanágio no orgão) a uma resolução apresentada pela Alemanha, Portugal, Reino Unido que condena a repressão que está a ser feita pelo Governo Sírio aos manifestantes que se opõem contra o regime de Damasco.

O argumento Russo é sempre o mesmo: o caso não representa perigo à segurança e paz mundial. E a perda de vidas humanas fica para 2º plano nos objectivos da Organização?

À Federação Russa fica bem manter a neutralidade ou estarão outros negócios adjacentes ao bloqueio desta tomada de decisão? Como todos sabemos, o Governo Sírio serve de escudo protector à instalação de certas células de redes de terrorismo internacional.

Numa tensão política interna onde se calculam milhares de mortos e onde as populações estão a fugir para a Turquia, onde é que o caso Sírio difere do caso Líbio?

É por este tipo de tomadas de decisões, que aconselho a leitura deste texto da Dra. Teresa Cravo (curso de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) no que toca ao projecto reformista das Nações Unidas, em particular, ao processo reformista que se tentou efectuar no Conselho de Segurança.

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