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Que jogão

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How to make money in the middle of a crisis and collapse is coming

Cortesia de João Araújo Correia.

À primeira vista o tipo até diz umas coisas bastante acertadas. Com muito exagero pelo meio. Até que descobriram a careca a Alessio Rastani (cortesia Bruno SimõesJornal de Negócios).

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Porque é que esta merda não me sai da cabeça?

Arcade Fire — “Neighboorhood #2 (Laika) — Álbum: Funeral (2004)

Com o Suburbs jurei que esta banda tinha morrido para mim… Meses depois, decido voltar a ouvir o Funeral. E tudo me soa ainda mais genial do que soava em 2004.


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Metronomy – Holiday

Metronomy — “Holiday” — Álbum: Nights Out (2008)

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Para ver e rever, e rever novamente com atenção

http://video.rutube.ru/1591c1203bf0ffa5974db4b0f7614085

Bolton 0-5 Manchester United

http://video.rutube.ru/87fecc1a75f897a1c702a554a1286e58

Manchester “Kun Aguero-Dzeko-Silva-Touré Brothers” City 3-0 Wigan

Para se treinarem autómatos deste calíbre, basta o curso do FM. Eles fazem os estragos sozinhos. No final da época, tenho em crença que Manchester será um cidade em festa.

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RWC 2011

A Nova Zelândia entrou a ganhar no mundial. 41-10 com 6 ensaios para o lado Neo-Zelandês (o que corresponde a ponto bónus) por intermédio do ponta Richard Kahui, do centro Ma´a Nonu, do defesa Israel Dagg, e pelo asa Jerome Kaino. Dan Carter converteu 4 desses ensaios e ainda marcou uma penalidade. Tonga marcou um ensaio apenas mas portou-se muito bem frente à selecção anfitriã. Foi inclusive o melhor resultado de Tonga frente aos Neo-Zelandeses.

A Nova Zelândia não fez uma exibição de encher o olho. Alguns furos abaixo das exibições que fez no Torneio das 3 Nações frente a Austrália e África do Sul. No entanto, o jogo na fase de grupos contra a França irá ser o primeiro teste a esta fortíssima selecção. Se em 2007, os Neo-Zelandeses se queixavam que uns dos motivos da sua eliminação precoce no mundial desse ano foi a ausência de jogos competitivos na fase de grupos (jogaram contra a Itália, Escócia, Roménia e Portugal) neste mundial, irão medir forças com a França na 3ª jornada da fase de grupos, e, já sabem que não irão enfrentar os franceses nos quartos-de-final.

Para esta madrugadamanhã de sábado, 4 jogos muito interessantes:

Fiji vs Namíbia – As Fiji não terão grandes dificuldades frente à selecção mais fraca deste mundial.

Escócia vs Roménia – Repetição do duelo da fase de grupos em 2007. A Roménia é uma selecção mais frágil. A Escócia deverá ganhar por margem de 40 pontos.

Japão vs Canadá – Um jogo que promete um pouco de equilíbrio. Equipas com potencial semelhante, com ligeiro ascendente para a equipa Canadiana.

Argentina vs Inglaterra – O primeiro jogo a doer. Tenho curiosidade em saber o potencial desta renovada selecção Argentina. A Inglaterra será favorita mas terá que suar para bater os Argentinos.

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William Webb Ellis Cup

Em Outubro de 2007, em pleno Stade de France em Paris, o brilhante talonador John Smit recebeu das mãos do Presidente da República Francesa Nicolas Sarkozy a 2ª Taça do Mundo para a África do Sul.

De 4 em 4 anos, esperamos sempre por este momento.

Na Nova Zelândia, os melhores irão competir pela William Webb Ellis Cup. A selecção da casa é a favorita e tenta aproveitar o factor-casa para voltar a vencer um título mundial que só  venceu precisamente em território Neo-Zelandês em 1987 na 1ª edição do campeonato do mundo.

Não vou estar aqui a fazer uma antevisão sobre a prova, mas irei postar sobre algumas partidas nas próximas semanas. Numa primeira linha de “contenders” estão a África do Sul, a França, a Nova Zelândia, a Austrália e a Inglaterra. Numa 2ª linha, coloco a Irlanda e o País de Gales. Excluo a Argentina por razões óbvias: estes últimos 4 anos foram muito turbulentos para os Pumas, com a retirada de jogadores importantes da sua selecção como o médio-de-formação Pichot, o pontadefesa Corleto, entre outros, e a entrada de muita juventude na sua selecção.

A cerimónia da abertura está marcada para a 8 e meia da manhã. Terá transmissão na Sporttv, assim como os restantes jogos do mundial. Para as 9 e meia da manhã está marcado o primeiro jogo, com a selecção da casa a receber a selecção de Tonga.

A competição pode ser acompanhada aqui.

Nos por cá torcemos pela Austrália.

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Pelos jogos internacionais…

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=RT1qphGQhgB7hnyk

A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xkwxb1

No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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Pelos jogos internacionais

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Em Chipre, os tugas lá ganharam e ultrapassaram o assunto da ordem: Ricardo Carvalho!

Não foi um jogo propriamente fácil. Os Okkas e os Charalambides não fizeram lembrar Guimarães nem nada que se pareça… No entanto, a nossa selecção (mesmo a jogar com 10 depois de uma expulsão certíssima de um jogador cipriota que se decidiu armar em guarda-redes) esperou até às últimas para confirmar a vitória e dar um toque de goleada que não ilustra aquilo que se passou em campo.

Cristiano Ronaldo acabou por ser a figura do jogo com 2 golos, mesmo apesar dos cânticos do cipriotas em homenagem a Lionel Messi.

Continuamos no bom caminho e tivemos quase quase a descolar da Noruega, que em casa, esteve quase a patinar no gelo frente à Islândia. Só aos 87 minutos é que o avançado do Hannover da Alemanha Mohammed Abdellaoue conseguiu “cravar” uma grande penalidade aos islandeses e consequentemente concretizá-la.

Terça-Feira teremos os olhos postos em Copenhaga onde a Dinamarca nos poderá dar uma ajuda caso vença ou empate com a Noruega:

1. Em caso de vitória Dinamarquesa, ficarão as 3 selecções com 13 pontos, mas a Noruega terá um jogo a mais, logo cairá para o 3º lugar. A Dinamarca ultrapassa Portugal caso consiga bater os Noruegueses por uma diferença de 7 golos.

2. Em caso de empate, a Noruega lidera com 14 pontos e mais um jogo. Portugal será 2º com 13. Dinamarca 3ª com 11 e os mesmos jogos de Portugal.

3. Em caso de vitória Norueguesa, a Noruega irá liderar com 16 pontos, Portugal ficará com 13 e menos um jogo e a Dinamarca com 10 estará impossibilitada de chegar à 1ª posição do grupo.

Nos restantes grupos:

– No grupo A, David Alaba (jogador talentoso do Bayern Munique) viu a sua Áustria ser goleada pelo rolo compressor da Mannschaft por 6-2.

Os meninos da Mannschaft continuam a maravilhar o mundo com o seu bonito futebol. Uma noite para nunca mais esquecer para Mezut Ozil. O 10 do Madrid apontou o seu primeiro hat-trick pela selecção e em todos os golos teve nota artística elevada. Andre Schurrle (3º golo em 2 jogos), Podolski e Mario Gotze marcaram os restantes golos da Mannschaft. Mesmo apesar de ter mudado de armas e bagagens para a Lázio de Roma, Miroslav Klose continua a ser chamado à selecção e teve grande preponderância no 1º golo da sua selecção.

Mário Arnautovic e Harnik marcaram os tentos de honra dos pobres Austríacos.

Nos outros jogos do grupo, a Turquia bateu o Cazaquistão com muitas dificuldades em Instambul. Arda Turan, jogador recentemente contratado pelo Atlético de Madrid ao Galatasaray marcou aos 90+6″ o golo da vitória turca, golo que recoloca os turcos no 2º lugar do grupo com 13 pontos, num grupo em que a Alemanha assegurou matematicamente a qualificação.

A Bélgica de Defour e Witsel patinou no Azerbeijão. Os Belgas estiveram a vencer até aos 86 minutos. Os Belgas estão na 3ª posição com 12 pontos. Como a Turquia tem menos um jogo e a Bélgica tem que ir jogar à Alemanha em Outubro, os Belgas poderão ter dito adeus ao europeu.

Terça, a Áustria recebe a Turquia.

– No Grupo B, a competição está feroz. A Rússia sofreu para bater em Moscovo a Macedónia. Semshov foi o autor do golo russo e recoloca a Rússia na liderança com 16 pontos.

A Irlanda e a Eslováquia empataram a 0 em Dublin e continuam ambas com 11 pontos. Quem também espreita o 2º lugar é a modesta Arménia. Os Armenos marcam 11 pontos depois de terem batido Andorra por 3-0 fora.

A próxima jornada promete ser importante para o desfecho deste grupo. Na próxima terça-feira, a Rússia recebe a Irlanda e pode trilhar o seu caminho rumo à PolóniaUcrânia. A Eslováquia terá que medir forças com a Arménia. Caso os Armenos vençam e a Irlanda perca, o 2º lugar fica ao rubro com as 3 selecções com 14 pontos na ida para as últimas 2 jornadas.

– No grupo C a Itália foi fazer o resultado do costume às modestas Ilhas Faroe. 1-0, golo do regressado António Cassano.
O central do Inter Rannochia foi titular nos italianos, assim como foi novamente Thiago Motta e Christian Maggio. Alberto Aquilani e Mario Balotelli também voltaram a jogar pela Squadra Azzurra.

Os italianos lideram com 19 pontos e estão a 1 ponto da qualificação.

A Eslovénia marcou passo na Estónia por 1-2 e a Sérbia capitalizou o erro, vencendo a Irlanda do Norte em Belfast por 1-0 com golo de Pantelic.
A Eslovénia continua em 2º com 11 pontos, os mesmos da Sérvia. A Estónia relançou o sonho de marcar presença no europeu, estando em 4º com 10 pontos. Já a Irlanda do Norte passou para o quinto lugar com 9 pontos mas ainda poderá conseguir vaga para o playoff.

Na próxima jornada, a Itália poderá qualificar-se e baralhar ainda mais as contas do grupo se vencer a Eslovénia no Artémio Franchi em Florença. A Sérvia terá pela frente as Ilhas Faroe em Belgrado e poderá aproveitar um deslize da sua antiga república. No jogo do mata-mata, em Tallinn, a Estónia recebe a Irlanda do Norte e pode manter bem vivo o sonho dos playoffs.

– No grupo D, a França está a fazer uma qualificatória menos sofrida que as anteriores. Na Albânia, os Franceses venceram por 2-0 com Benzema a abrir o marcador.

A Bósnia deu um passo importante rumo aos playoffs, ao bater a Bielorrussia em Minsk por 2-0. Os Bósnios são 2ºs com 13 pontos enquanto os Bielorrussos (com 12 pontos em 8 jogos) disseram praticamente adeus à possibilidade do playoff. A Roménia (11 pontos com 7 jogos) venceu o Luxemburgo fora com dois golos do extremo Gabriel Torje e continua a lutar pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Bósnia recebe a Bielorrussia enquanto a Roménia se tentará defender contra a França.

Abrem-se aqui alguns cenários:

1. Se a Bósnia bater a Bielorrussia, não só tira os Bielorrussos do caminho como poderá passar para a frente do grupo com uma vitória acima de 4 golos caso os Franceses percam (p.e 1-0 com os Romenos)

2. Se a Bósnia perder com a Bielorrussia e a França bater a Roménia, os Franceses dão um passo em frente com 19 pontos contra os 15 dos Bielorusssos (+1 jogo), os 13 Bósnios e os 11 Romenos.

3. Se a Bósnia empatar com a Bielorrussia e os Romenos baterem a França, a Roménia passa para o 2º lugar do grupo com 14 pontos em igualdade com os Bósnios.

4. Se a Bósnia vencer a Bielorussia e os Franceses empatarem com Romenos, a França lidera com 17 pontos contra os 16 de Bósnios, 12 de Bielorussos e Romenos.

– No grupo E

Os Holandeses ofereceram o Happy Meal do dia aos pobres jogadores amadores de São Marino.

11-0 com poker de Van Persie (para esquecer os 8 que apanhou no fim-de-semana anterior com o Manchester) bis de Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder e outros golos de Heitinga, Wijnaldum e Dirk Kuyt.

A Holanda lidera com 7 vitórias.

A Suécia escorregou em Budapeste. A Hungria (embora com mais um jogo que os suecos) igualou-os a 15 pontos com uma vitória por 2-1. Mesmo com um jogo a mais, os Húngaros torcem para que na próxima jornada algo possa correr mal com a Suécia nas últimas jornadas. Dificilmente poderá ser na próxima, pois a turma Sueca irá a São Marino. No jogo de hoje, o avançado do Bari Gergely Rudolf foi o herói da partida ao apontar o golo da vitória magiar aos 90″.

A Finlândia bateu a Moldávia em casa por 4-1 num resultado que pouco importa visto que as chances finlandesas são nulas.

Na terça-feira, a Finlândia recebe a Holanda, a Moldávia recebe a Húngria e a Suécia vai a São Marino. A Holanda poderá confirmar já na terça-feira o apuramento.

– No Grupo F, Fernando Santos e a sua Grécia continuam a liderar depois da vitória por 1-0 em Israel. Sotiris Ninis marcou o único golo da partida.

A Grécia tem 17 pontos contra os 16 da Croácia, que foi vencer a Malta com facilidade (3-1). Israel (13 pontos; +1 jogo) hipotecou a sua campanha nesta jornada.
No outro resultado do grupo, a Letónia foi vencer á Geórgia por 1-0.

Na próxima jornada teremos a Cróacia a receber Israel e a Grécia a defrontar a Letónia. Creio que o cenário mais certo seja a vitória das duas equipas da frente do grupo. Se tal acontecer, ambas garantem pelo menos o playoff e deixam a discussão da qualificação para as últimas 2 jornadas.

– No grupo G,

A Inglaterra foi a Sófia resolver o encontro na 1ª parte. 3 golos no 1º tempo por intermédio de Gary Cahill e 2 de Wayne Rooney chegaram para reforçar a liderança inglesa no grupo com 14 pontos. A Bulgária de Lothar Matthaus é uma selecção muito descolorida sem Berbatov, necessitando que apareça um novo jogador que seja excepcional.

Os Ingleses aproveitaram a solidariedade Britânica concedida por Gales. Gales estava a fazer uma campanha frustrante até hoje, momento em que a selecção galesa bateu Montenegro por 2-1 em casa. Craig Bellamy, Aaron Ramsey e Gareth Bale foram titulares na selecção de Gales; Simon Vukcevic, Stevan Jovetic, Stefan Savic e Mirko Vucinic titulares em Montenegro; Ramsey foi decisivo ao marcar o 2º golo dos Galeses e Gareth Bale fez um jogão segundo o site da UEFA; Jovetic marcou o golo montenegrino.
Montenegro, continua na 2ª posição com 11 pontos.

A Suiça folgou e continua com 5 pontos, ou seja, muito longe do apuramento.

Na próxima jornada, Montenegro folga. Se os Suiços quiserem ter uma réstia de esperança terão que bater a modesta Bulgária. O mesmo se aplica aos Bulgaros (têm 5 pontos como a Suiça). A Inglaterra poderá alcançar a qualificação caso vença Montenegro.

No grupo I, a Espanha folgou e já veremos o jogo que os espanhois fizeram esta noite mais à frente neste post.

No único jogo de hoje, a pobre Lituânia empatou a 0 bolas com o Liechstenstein em casa. Não chegará à República Checa, que amanhã jogará na Escócia. Os checos tem 9 pontos, poderão aumentar para 12 caso vençam mas ficarão com um jogo a mais que a Espanha que tem 15. Já os Escoceses tem apenas 4 pontos em 4 jogos, podendo passar para 7 caso vençam a República Checa e como tal relançar a luta pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Escócia irá receber a Lituânia enquanto a Espanha irá confirmar a qualificação em Logroño diante do Liechstenstein.

Outras zonas:

Zona Ásiatica

Já a pensar no mundial de 2014, iniciou-se a 1ª fase de grupos:

– Grupo A – A China venceu 2-1 Singapura. A Jordânia bateu o Iraque por 2-0.
– Grupo B – – A Coreia goleou o Libano em casa por 6-0. O Kuwait foi vencer fora os Emirados por 3-2.

– Grupo C – Vitória suada do Japão frente à Coreia do Norte por 1-0. Em Saitama, o Japão de Zaccheroni com muitas ausências de jogadores que actuam na Europa suou para bater os norte-coreanos. O Uzbequistão também levou de vencido o Tadjiquistão pelo mesmo resultado.

– Grupo D – A jogar em casa e com poucos atletas da convocatória normal, os Australianos bateram a Tailândia por 2-1. Joshua Kennedy e Alex Brosque resolveram um jogo muito difícil para os Australianos. A Arábia Saudita cedeu terreno em Omã, empatando a 0.

– Grupo E – O Irão não deu hipóteses à Indonésia (3-0). Qatar e Bahrein empataram a 1 bola.

Amigáveis:

Venezuela e Argentina foram testar jogadores e promover o futebol à India. Num amigável disputado em Calcutá, a Argentina levou a melhor por 1-0. Otamendi marcou o golo da Argentina na estreia do novo seleccionador Alejandro Sabella. Os Indianos ficaram porém maravilhados com Lionel Messi e com as suas boas arrancadas.

A Argentina provou não ter conseguido superar as falhas defensivas da era Maradona e Batista. A Venezuela podia ter ganho, não fosse o avançado do Málaga Rondón ter desperdiçado algumas chances de golo.

Ucrânia e Uruguai protagonizaram um bom ensaio. 3-2 para a selecção Uruguaia.

Depois da difícil vitória espanhola no mundial de 2010 por 2-1, a selecção espanhola voltou a demonstrar dificuldades perante a interessante selecção sul-americana.

O jogo desta noite, realizado em St. Gallen na Suiça, ficou marcado pelas cenas de violência que podemos ver no video que postei.

A Espanha iniciou o jogo a perder. Ao intervalo perdia por 2-0, fruto do golaço de Maurício Isla a abrir a partida. Irritado, Del Bosque colocou Iniesta e Fabrègas, jogadores que viriam a ser os obreiros da reviravolta espanhola.

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Bem feito

Se é uma gazela, o homem mais rápido da história, o invencível e o maravilhoso do atletismo… porque é que faz falsas partidas em momentos de decisão?

Talvez seja altura de dar um joint ou um comprimido para a ansiedade a Usain Bolt.

Parabéns para o seu compatriota Johan Blake, o novo campeão mundial dos 100 metros. Não é e nunca será o melhor atleta desta categoria. No entanto, não é tão mediatizado como o seu colega de estafetas e é mais forte do ponto de vista psicológico.


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Coragem

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Cândida Pinto e Rodrigo Lobo para a SIC.

Paulo Dentinho para a RTP.

Num hotel no centro de tripoli, deitados em directo para não serem o alvo das atenções de atiradores nos topos dos prédios em volta.

Um jornalista poderá ganhar bastante bem em cenários de guerra. Mas que é preciso ter coragem, é…

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São os maiores

Pilar OlivaresReuters

Mika. Os grandes homens e os grandes atletas aparecem sempre nestes palcos nas alturas decisivas. Como se diz na gíria, o guarda-redes do Benfica recentemente contratado à União de Leiria, mostrou ter os “tomates no sítio”.

É preciso sofrer para vencer. Esta equipa portuguesa é uma equipa de sofredores. E ou muito me engano, ou será uma equipa de vencedores!

120 minutos de um jogo muito estático e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, redundaram na marcação de grandes penalidades onde os nossos sub-2o estiveram literalmente com um pé fora da competição após 2 penaltis falhados pelo central Roderick e pelo trinco Danilo. Seria então da sorte bafejar Portugal ao 4º penalti, com uma bola em cheio na trave por parte do central Argentino Pirez (que devia ter sido expulso no decorrer da 2ª parte) e duas grandes defesas de Mika.

No lado Português, como os comentadores da RTP bem realçaram, Portugal não é uma equipa muito goleadora e não pratica um futebol bonito do ponto de vista atacante. No entanto, a selecção de sub-20 faz juz a uma das máximas mais importantes do futebol em que a defesa é realmente o melhor ataque. Ao nível defensivo, Ilídio Vale tem ali um enorme conjunto: o sexteto constituído por norma por Cedric, Nuno Reis, Roderick e Mário Rui (ontem foi Luis Martins o jogador que cumpriu com distinção o lado esquerdo da defesa) e os trincos Danilo e Pelé são o esteio de uma equipa vencedora. Principalmente o central Nuno Reis (imperioso no desarme e com um sentido posicional muito maduro para os seus tenros 20 anos) e os trincos Péle e Danilo, voltando ontem a ser jogadores incansáveis ora na transição de jogo de portugal como nas dobras aos colegas de equipa e no desarme às investidas dos argentinos.

Lá na frente, Caetano e Nelson Oliveira foram irrequietos e provocaram muitos problemas a uma defesa argentina que se tivesse pela frente um consistente contra-ataque de Portugal com mais homens teria tremido bastante.

Nelson Oliveira é de facto um jogador fenomenal. Tem um drible estonteante e brota fantasia em q.b no seu jogo. No entanto terá que crescer muito mais como jogador e (por exemplo) aprender a passar mais a bola aos seus colegas. De todas as intervenções do jogador do Benfica, grande percentagem foram intervenções em que o avançado do Benfica pegou na bola e pensou que ia fintar 5 ou 6 jogadores. Já Caetano peca por ser um jogador muito franzino.

Sérgio Oliveira é outro dos casos problemáticos nesta selecção de sub-20. Acompanhei o jogador durante 1 época no Beira-Mar. A técnica está lá, a inteligência está lá. A confiança é que parece não estar. O sérgio poderá ser um jogador excepcional quando um treinador o obrigar a estar presente no meio campo da equipa durante 90 minutos. O Sérgio tanto é capaz de fazer rasgos brilhantes e criativos em prol da equipa como de seguida desaparece da partida durante 20 minutos e pelo meio é capaz de arranjar uma picardia com 2 adversários e arranjar problemas com a arbitragem. É portanto um jogador que irá necessitar de muito acompanhamento por parte dos técnicos que lhe surjam pela frente durante a carreira.

Do lado argentino, Erik Lamela é de facto um grande jogador. Aquele pé esquerdo é absolutamente divinal a distribuir jogo e a bater bolas paradas. Justificam-se os 13 milhões dados pela Roma por um atleta que para já apenas mostra uma vicissitude muito negativa: à semelhança de Sérgio Oliveira, desaparece por momentos da partida.

Juan Iturbe mostrou-me novamente aquilo que já tinha visto no jogo entre o Cerro Porteño e o Santos para a Libertadores: pé esquerdo bem apurado, usa e abusa das tabelas com os colegas de equipa ao estilo Messi e é um jogador muito rápido ao nível de movimentos, coordenação motora e pensamento do seu jogo. Não terá muitas dificuldades em enquadrar-se ao alto nível no FC Porto com estas características.

Não fiquei impressionado com o guarda-redes Andrada. Se é certo que é alto, também me deu a parecer que é capaz do 8 e do 80 no mesmo jogo.

Também não fiquei impressionado com a defesa argentina. Mais do mesmo: caceteiros em demasia.

Portugal irá defrontar o vencedor do jogo entre a França e a Nigéria, jogo que se disputa hoje. A Nigéria é outra das selecções em destaque neste campeonato do mundo, fazendo à força que estes países africanos trazem usualmente ao mundial de sub-20 prova onde os Nigerianos já obtiveram uma final em 2005 onde apenas sucumbiram perante a Argentina de  Messi, Ustari, Lucas Biglia, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Kun Aguero e Fernando Gago, selecção onde muitos 3 anos depois viriam novamente a derrotar os Nigerianos para o Ouro olímpico em Pequim.

Como também foi dito pelos comentadores da RTP, esta vitória frente à Argentina tem um significado histórico muito forte em 1991, Portugal também derrotou os Argentinos no campeonato do mundo disputado em Portugal e acabaria por chegar à vitória.

Dessa selecção de sub-20 vingaram jogadores como Jorge Costa, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Paulo Torres, Nélson, Abel Xavier, Peixe, Rui Bento, Brassard e outros menos sucedidos como Toni, Gil, Luis Miguel, Tó Ferreira, Tulipa, João Oliveira Pinto e Cao.

Para finalizar, a fotogaleria desta vitória:

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

Vanderlei AlmeidaAFP

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

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Tame Impala – Why won´t you make up your mind?

Tame Impala – Why wont you make up your mind – Álbum: Innerspeaker (2010)

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The Clash – Police and Thieves

The Clash – Police and Thieves – Álbum: The Clash – Side Two (1977)

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Cavendish e Evans vencem em Paris

E assim terminou a edição deste ano da Grand Boucle. Nos campos elísios em Paris, Mark Cavendish somou a sua 5ª vitória em etapas na edição deste ano e Cadel Evans da BMC logrou sagrar-se o primeiro australiano a vencer a maior prova da época ciclista internacional, obrigando a primeiro-ministro Australiano Julia Gilliard a cumprir o que tinha prometido ontem: conceder feriado nacional no dia 23 de Julho de todos os anos aos cidadãos Australianos pelo feito nacional do seu compatriota em França.

No dia da consagração dos dois atletas, os nossos portugueses em competição Sérgio Paulinho e Rui Costa tentaram a vitória na etapa e consequente ida ao pódio final da Volta à França mas sem sucesso: a HTC-Columbia lá atrás não dava hipótese a qualquer tentativa de fuga na tirada de 95 km que ligou Cretéil (sim, a pequena cidade nos arredores de Paris que é cheia de Portugueses e serve de abrigo à antiga equipa lusa em terras gaulesas dos Lusitanos de Saint-Maur que actualmente se chama Cretéil-Lusitanos) até Paris.

Depois das habituais voltas ao circuito habitual de Paris, Evans superiorizou-se no Sprint a Fabien Cancellara (saiu do Tour sem aparecer na corrida) Edvald Boasson Hagen, André Greipel e Tyler Farrar.

Depois do sensacional contra-relógio ontem em Grenoble, em que Cadel Evans voou para a vitória no Tour. Antes dos comentários finais sobre a classificação-geral, esta ficou assim ordenada na chegada a Paris:

1º Cadel Evans (AustráliaBMC)
2º Andy Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 1.34m
3º Frank Schleck (LuxemburgoLeopard-Trek) a 2.30m
4º Thomas Voeckler (FrançaEuropcar) a 3.20m
5º Alberto Contador (EspanhaSaxo Bank) a 3.57m
6º Samuel Sanchez (EspanhaEuskatel) a 4.55m
7º Damiano Cunego (ItáliaLiquigás) a 6.05m
8º Ivan Basso (ItáliaLampre) a 7.23m
9º Tom Danielson (EUAGarmin) a 8.15m
10º Jean-Christophe Perraud (AG2RFrança) a 10.15m
11º Pierre Roland (FrançaEuropcar) a 10.43m
12º Rein Taaramae (EstóniaCofidis) a 11.29m
13º Kevin De Weert (BélgicaQuickstep) a 16.29m
14º Jerome Coppel (FrançaSAUR) a 18.36m
15º Arnold Jeanesson (FrançaFDJ) a 21.20m

Há quantos anos é que a França não metia tantos no top-15 na geral final da prova?

Na classificação dos pontos, classificação muito renhida este ano devido às mudanças no sistema de pontuação, Mark Cavendish confirmou o favoritismo que lhe previa no meu post de previsão do Tour ao vencer esta categoria “categoricamente” com 5 vitórias em etapas. Todavia, a prova ficou marcada pela “ausência” de sprinters como Boonen ou Petacchi: estiveram em pouca evidência na prova.

Cavendish venceu com 334 pontos contra os 272 de José Joaquim Rojas da Movistar, 236 de Phillipe Gilbert da Omega Pharma-Lotto (esta equipa animou tanto a corrida que acabou por chegar a Paris sem um lugar no pódio final) 208 para Cadel Evans e 195 de Thor Hushovd.

Samuel Sanchez festeja a vitória da camisola da montanha em Paris. Um bom prémio para a atitude do atleta da Euskatel nas etapas de montanha. Sanchez, leva a camisola das bolinhas e a vitória em LuzArdiden numa prova onde não fosse uma 1ª semana de loucos poderia ter lutado pelo pódio.

Na montanha, Samuel Sanchez confirmou em Alpe D´Huez a vitória na classificação do melhor trepador do Grand Boucle.

Sanchez pontuou 108 pontos contra os 98 de Andy Schleck, os 74 de Jelle Vanendert da Omega Pharma-Lotto, os 58 de Cadel Evans e 56 de Frank Schleck numa categoria que este ano não teve grande interesse devido às mudanças executadas pela organização e mesmo pelo traçado da prova que não privilegiou a montanha como tem privilegiado.

Na habitual foto dos vencedores antes da partida para a última etapa, Pierre Roland mostrou a camisola branca com o símbolo da Europcar como vencedor do prémio da juventude. Se o principal candidato a esta camisola era naturalmente Robert Gesink, tendo como principal rival Roman Kreuziger da Astana, esta classificação acabou por ficar marcada pela intensa luta entre 4 ciclistas que vão dar bastantes cartas no futuro: Pierre Roland (vè o seu esforço e dedicação à preservação da amarela de Voeckler durante 11 dias premiado com a vitória na juventude) Rein Taaramae da Cofidis, Rigoberto Uran e Arnold Jeanesson. Todos poderão ser ciclistas com carreiras bastante interessantes.

Pierre Roland venceu a classificação com 46 segundos de vantagem para o Estoniano Rein Taaramae, 7 minutos e 53 para Jerome Coppel da SAUR e 10 minutos e 37 para Arnold Jeanesson da Française des Jeux.

Tal como tinha afirmado no post de preview, a Garmin apresentava-se nesta volta como a equipa mais completa entre as presentes. Completa porque tinha homens para tudo: Farrar e Hushovd para os sprints e fugas, Vandeveld e Danielson para a montanha. Se Christian Vandeveld desiludiu na alta montanha, Danielson foi destemido e assumiu os gastos da casa ficando no top-10 da prova. Farrar venceu uma etapa e para ele muito trabalhou Hushovd, que à sua conta também lucrou vencer duas etapas com a especialidade de uma delas ter sido em Lourdes depois da difícil passagem pelo Col D´Aubisque onde Hushovd provou ser um ciclista que passa muito bem as montanhas apesar de ser um sprinter, atacando sem dó nem piedade.

Colectivamente, a GarminCervélo, logo no primeiro ano da fusão entre as duas equipas venceu com 11 minutos e 4 segundos de vantagem sobre a Leopard-Trek e 11.20 sobre a AG2R.

Passando à minha opinião geral sobre a Volta:

– Ao nível de traçado o Tour ficou um pouco além das expectativas que desejava para esta edição. Muitas etapas planas acidentadas que desde cedo começaram a tirar candidatosanimadores das etapas de montanha de prova e que começaram a cavar fossos para os principais candidatos como Contador e Samuel Sanchez. Pelo mesmo raciocínio, se a montanha chegou tarde, chegou em força. 4 grandes etapas, 2 etapas de média dificuldade. Por uma questão de competitividade, deveriam ser mais as etapas de montanha, havendo espaçamento entre os pirinéus e os Alpes como se fazia antigamente.

Na geral:

– Muitos dissabores, muitas surpresas. Começando por Contador, acabando em Gesink. Começando pela vitória de Evans acabando no azarado Wiggins. Prefiro personalizaragrupar este comentário:

Abraço colectivo da BMC. Bem podem estar felizes. Evans é o abono de família para esta jovem equipa, da qual o Australiano não precisou para vencer o Tour. Mesmo que precisasse, eles não estariam lá.

Cadel Evans – Tem aqui o seu prémio de carreira. Não foi de todo o ciclista que mais fez para merecer a vitória, porque nesse campeonato quem acabaria por vencer seria um dos Schleck. Pelos menos foram os Luxemburgueses aqueles que mais tentaram a vitória e que mais jogaram ao ataque. No entanto, Evans aproveitou-se da regularidade para fazer forte o que por si e pela sua equipa (BMC) o fazia fraco. Sem equipa e sem argumentos para pedalar nos intensos ataques dos homens da Leopard-Trek geriu muito bem as diferenças que ia tendo para estes e para Alberto Contador. Em Grenoble não perdoou concretizar aquilo que já vinha tentando nos últimos 56 anos.

Andy SchleckFrank Schleck – Saem novamente do Tour como derrotados, ou moralmente, como os primeiros dos últimos. Mais uma vitória moral para os Luxemburgueses que teimam em executar na perfeição o seu jogo de corrida na montanha mas continuam a falhar de forma redundante nos contra-relógios. O treino pelo qual tem passado para melhorar a sua condição nesta variante assim como os seus resultados está a fazer efeito de ano para ano mas continua a ser escasso para vencer a Grand Boucle.

Alberto Contador – Ano difícil para Contador no ano da mudança da Astana para a Saxo Bank. Os intermináveis escândalos de doping que ainda o terão de levar à barra dos tribunais, a dúvida quanto à participação na Volta à França, a vitória folgorosa no Giro que lhe causou algum cansaço na preparação para o Tour, a mudança de equipa que se veio a provar que diminuiu em muito as chances do italiano revalidar o título visto que a sua nova equipa foi uma sombra daquilo que a poderosa Astana lhe oferecia nos últimos anos e sem dúvida a penosa lesão no joelho que o impedia de pedalar no seu estilo cómodo e veloz foram vários dos factores essenciais para a primeira grande derrota do Espanhol no Tour.

Contador nunca esteve ao seu nível, nunca atacou e nunca pode mostrar o seu enorme potencial enquanto ciclista. O 5º lugar é penoso para o Espanhol. E a Saxo Bank terá que pensar em contratar alguém que consiga estar com o homem na montanha, visto que Navarro e Porte falharam redondamente. 

Samuel Sanchez – Não fosse uma primeira semana azarada e o campeão olímpico de Pequim seria pódio com toda a certeza. Acordou na hora certa em LuzArdiden e nunca mais saiu da companhia dos grandes do pelotão internacional. Apanha a camisola da montanha como bónus e dá à Euskatel aquelas vitórias que continuam a moralizar a agora mais antiga equipa em actividade do pelotão internacional em continuar na sua política de investimento em ciclistas da casa.

Ivan BassoDamiano Cunego – O que escrevo para um serve para o outro. São corredores iguais. Sem tirar nem por. A única diferença é a da idade. Enorme potencial na montanha. Não atacam. Parecem não ter ambição e são ambos péssimos no contra-relógio. Não têm equipa que os leve lá acima e endureça o ritmo. Tem uma grande carreira que ficará para sempre recordada como aqueles que nunca levantaram uma palha para vencer um Tour.

Thomas Voekcler- No início da prova quem acreditava em Voeckler para o top-10? Ou se calhar para o top-20? Para a 4ª posição alguém? Não. Voeckler é um excelente ciclista e já tinha andado de amarela, mas, ninguém acreditava que o líder da Europcar voltaria a vestir a amarela e a resistir com ela envergada durante 11 longos dias com enormes etapas de montanha pelo meio. O espírito de sacríficio deste Francês para dar uma alegria aos seus compatriotas foi algo inacreditável e para isso muito contou com a ajuda do seu fiel escudeiro Pierre Roland. As etapas de montanha em que esteve na defesa intransigente da sua camisola elevaram-no ao nível de Virenque. Merecia o pódio.

Peter VeltisTony Martin – São bons ciclistas, ambos ainda muito roladores e muito frescos para atacar os primeiros lugares desta volta. Precisam de amadurecer e treinar em alta montanha para se afirmarem nas grandes voltas.

Vladimir Karpets – Mais uma decepção. Volta a confirmar que é um ciclista que passa ao lado de uma grande carreira.

Levi Leipheimer – O espelho da Radioshack durante a prova. Azarada, escondida, em baixo de forma, sem uma liderança firme após a saída de Brajkovic. Saisaem pela porta do cavalo e é melhor que preparem muito bem a Vuelta senão será uma época para esquecer tendo em conta o investimento feito.

Robert Gesink – Sempre admitiu que não era candidato e acabou mesmo por não o ser. Está a recuperar de lesão e usou o Tour para preparar a Vuelta, prova onde costuma estar forte. Creio que este ano não fugiu à regra. A Rabobank teve um Tour para esquecer – provavelmente um dos piores de sempre dos Holandeses.

Sandy CasarDavid MoncoutieSylvain Chavanel – Quantos mais velhos, estes Franceses não mudam o seu estilo de sempre. O único contra é que estão claramente piores ao nível de performances. Praticam a luta do gato e do rato, limitando-se a escapar e a tentar fazer a diferença vencendo uma ou outra etapa. Serão claramente engolidos pela nova geração do ciclismo Francês constituída por Jeanesson, Roland, Gadret, Riblon ou Perraud. No fim de contas, a sua tarefa também já está cumprida: aparar as pontas e fazer honras à casa na ligação de duas gerações que prometem ser mais importantes que a sua, ou como quem diz, ligar Virenque, Brochard, Jalabert e Moreau à nova geração talentosa que está a emergir no ciclismo Francês.

Luis León Sanchez – Quer andar na montanha mas não tem pernas. Corre bem colinas e devia dedicar-se mesmo a isso: clássicas! Jamais será um corredor da geral e devido a essa consciencialização é que homens como Bettini ou Bartoli nunca correram grandes provas.

Jens Voigt – Não é um homem importante para a geral, mas acaba por ser um homem importante para a geral. Contraditório mas explicável: não é homem de vencer, é homem de ajudar a vencer. 40 anos bem medidos no corpo de um ciclista que até tem umas vitórias muito interessantes como a própria geral da Volta à Alemanha. Até mete pena ver este homem sair, porque no fundo todos gostaríamos que fosse eterno.

Roman Kreuziger – Fez uma única aparição na montanha envolvido numa fuga. Não parece o mesmo corredor dos tempos da Liquigás. Também sofreu da patologia que está a afectar o desempenho da Astana. Deverá fazer melhor na Vuelta, ou pelo, esperemos que sim.

Andreas Kloden – Viu que não estava em forma, desistiu. A Vuelta será objectivo para o Alemão.

– Vinokourov, Wiggins, Brajkovic, Van der Broeck,  – Não chegaram a conhecer o sabor da prova por infelicidade nas primeiras etapas. Com os 4 em prova, a montanha seria bem mais animada, o top-10 diferente e a classificação da montanha ganharia mais vivacidade. Disso estou seguro.

Rui Costa – Cumpriu objectivos para a equipa, cumpriu objectivos para o país, cumpriu o seu objectivo. Venceu a sua etapa, atacou na montanha e ainda tentou a gracinha em Paris. Mais um corredor talhadinho para clássicas e cá entre nós, menino para seguir as pisadas de Paulinho nos Olímpicos e quiçá tentar a sua sorte nos mundiais, nas clássicas de colinas na Bélgica, pavé Francês ou em São Remo e San Sebastien. Ele já ameaçou nos últimos jogos olímpicos.

– Sérgio Paulinho: Muito apagado, cumprindo de certa maneira a espécie de fado que foi talhado para a sua equipa neste Tour após a perda dos seus líderes.

Na luta pela verde:

– Mark Cavendish – Palavras para quê? Se realmente a HTC não arranjar um patrocinador para o ano, não faltarão convites ao Britânico.

– José Joaquin Rojas – Uma agradável surpresa. Pode ser um nome interessante para os campeonatos do mundo.

– Phillipe Gilbert – Começou com a corda toda mas perdeu a pica quando começou a subir e rapidamente desistiu da ideia louca de apostar na geral. Não conseguiu a verde mas fica na história desta edição com uma excelente prestação. Também deverá atacar os campeonatos do mundo.

Thor Hushovd – É uma classe de ciclista, como já tinha referido num dos posts que escrevi sobre as suas vitórias em etapa.

Tyler Farrar – Venceu uma etapa, mas teve muito apagado no resto da prova. Nem com a ajuda de Hushovd conseguiu parar o furacão Cavendish.

André Greipel – O mesmo de Farrar, exceptuando o facto do Alemão ter vencido o seu rival e antigo colega de equipa por uma vez, facto que festejou como se de uma Volta se tratasse. Ficou muito tapado pelo protagonismo de Gilbert. 

Edvald Boasson Hagen – Cumpriu o que tinha a fazer. Certinho que nem um motor, tem um futuro enorme e brilhante pela frente. Candidato a campeão do mundo e quem sabe olímpico na companhia de Hushovd, está mais que visto.

Alessandro Petacchi, Stuart O´Grady e Tom Boonen – Estiveram em França nestas últimas duas semanas? Petacchi foi avistado uma vez. Na alta montanha, por mais estúpido que pareça!

Na montanha:

– Jelle Vanendert – O homem que surpreendeu meio mundo ao vencer na montanha e ser segundo noutra etapa atrás de Samuel Sanchez. Aproveitou o protagonismo que lhe foi concedido pela equipa após o abandono de Van der Broeck.

– Jeremy Roy – O mais combativo do Tour. Disso não tenho dúvida. Faltou apenas a vitória numa etapa. Leva 10 mil euros para casa por ter passado no Alto do Tourmalet e do Aubisque. Isto é, se não tiver que dividir os prémios com toda a equipa Française des Jeux.

Para terminar, aqui ficam em vídeo, os highlights da etapa de hoje assim como algumas opiniões expressas por membros da corrida à mesma. Para o ano há mais:

Cavendish fala da vitória em Paris:

Cadel Evans, visivelmente emocionado na chegada a Paris:

Andy Schleck cai de pé no Tour onde novamente se portou como um grande campeão:

Passagem de testemunho entre Contador e Evans:

Momentos felizes: a valente murraçada de Contador no “doutor” como sinal de amizade com o homem que lhe queria fornecer o doping:

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Vale a pena dar uma olhada (Copa América)

O Brasil confirmou a sua passagem aos quartos-de-final com uma goleada sobre o Equador. Neymar e Pato confirmaram as credenciais.

Mesmo assim, a selecção brasileira aparece em melhor forma nesta competição que a rival Argentina.

No outro jogo, a Venezuela continuou a mostrar-se como a equipa sensação da prova, ao empatar a 3 bolas num emocionante jogo contra o Paraguai. Esta selecção Venezuelana está a crescer a olhos vistos e avizinha-se pela primeira vez capaz de chegar a um mundial.

Tivemos portanto de esperar pelos últimos jogos da fase de grupo para ver golos a sério.

Os quartos de final da prova já estão marcados. Assim teremos:

No sábado, a Colômbia contra o Peru. Pelo futebol que estão a praticar, os Colombianos são os meus favoritos à vitória nesta competição. Muito concertados do ponto de vista defensivo, com um meio campo forte e um ataque ainda mais forte. Gozam do talento de Freddy Guarin, Pablo Armero, Zuniga, Radamel Falcão, Dayro Moreno e Adrian Ramos e da experiência de Perea e Yepes. Do outro lado, o Peru é uma equipa extremamente forte do ponto de vista defensivo, muito agressiva e não deixa jogar com facilidade. No ataque é uma equipa que explora muito bem o contra-ataque, dispondo para isso de homens muito rápidos na frente e de um Guerrero bastante útil no último toque.

Também no sábado, o derby regional das selecçõespaíses do Rio da Prata. Argentina vs Uruguai. A Argentina entrou mal na competição, mas depois da vitória frente aos sub-22 da Costa Rica está disposta a acertar agulhas. Do outro lado, o Uruguai é uma equipa com muito talento em todos os sectores e dispensa apresentações no que toca principalmente ao seu ataque. Será um dos melhores jogos da competição. É quase uma final antecipada.

Se os Argentinos jogarem contra o Uruguai como jogaram contra a Bolívia e Colômbia serão eliminados.O mesmo acontecerá com o Uruguai se não aplicar a sua agressividade defensiva perante o poderio atacante argentino e se os seus homens da frente não aproveitarem a fragilidade da dupla de centrais argentina constituída por Milito e Burdisso. 

No domingo, Brasil vs Paraguai. De um lado, o super poderoso Brasil. Do outro, o Paraguai, outra das potências emergentes da região no que toca a futebol. O Paraguai tem vindo a alterar a sua forma de jogar. Já não é aquele Paraguai dos últimos 15 anos que se limitava a ter uma boa consistência defensiva e a jogar na retranca. É um Paraguai muito completo, que faz dos 3 homens lá da frente a sua força. Barrios, Santa Cruz e Valdez são homens temíveis à defesa brasileira. 

Também no domingo, Chile vs Venezuela. Os Chilenos também tem uma excelente selecção, cujo rosto principal é o agora jogador do Barcelona Alexis Sanchez. A Venezuela, como referi, está a fazer uma excelente competição e pode dificultar a vida aos Chilenos.




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Cavendish a brilhar

À 5ª etapa, Mark Cavendish mostrou o porquê de ser o melhor sprinter da actualidade, triunfando na chegada a Cap Frehel.

Numa etapa corrida na região da Bretanha (a edição deste ano fez efectivamente questão de passar a caravana pela terra de Bernard Hinault) a antevisão desta tirada previa (apesar do percurso ser de dificuldade baixa) uma etapa que poderia trazer complicações devido ao vento (o traçado andou sempre paralelo à costa da Bretenha) e devido às imensas rotundas e curvas no traçado que poderiam ditar quedas ou quebras no pelotão.

Se ao nível de tempo esta etapa 5 não fez grandes mossas entre os principais candidatos à vitória, teve alguns momentos determinantes para a condição física e psicológica dos atletas. Desde logo, 3 candidatos à vitória e 1 sprinter tiveram quedas: os primeiros foram Janez Brajkovic e Robert Gesink, ainda bem longe da meta. O esloveno da Radioshack que era apontado como o principal chefe-de-fila da equipa acabou por ter alguns ferimentos que o impediram de continuar em prova. A liderança na equipa Norte-Americana passará agora para a dupla Kloden-Leipheimer, tal e qual eu previa nos últimos posts que escrevi sobre o Tour.(ver a antevisão). Já o Holandês da Rabobank não sofreu grande aparato e em poucos minutos estaria de volta ao pelotão.

Foto: The Huffington Post

Imagem da queda de Brajkovic, Gesink e Carlos Barredo. Com o Esloveno estendido no chão em dores pensou-se numa grave lesão. No entanto, o mesmo não acabou por ficar em prova sendo transportado de ambulância para o hospital mais próximo com algumas feridas nas coxas, nos braços e no sobrolho.

Depois foi Alberto Contador a cair. O espanhol também acabaria por recolar rapidamente ao pelotão, se bem que no momento da queda viu-se uma imagem de Contador algo nervoso. Com as quedas, o nervosismo apoderou-se do pelotão e os próximos seriam Tom Boonen (ficaria impedido de disputar o sprint final) John Gadret (a aposta da AG2R para a montanha) e Yaroslav Popovych da Radioshack, que entretanto seria rebocado por Sérgio Paulinho. O sprinter Belga ficou com algumas marcas no corpo pela queda. Gadret perdeu muito tempo na etapa de hoje.

Os quilómetros finais foram marcados também pelo risco dos chamados “abanicos” – por momentos, o vento forte que se fazia sentir poderia dar a noção de corte no pelotão. Tal não veio a acontecer.

Até que chegados ao quilómetro final, o camisola amarela Thor Hushovd bem tentou lançar o seu colega de equipa Tyler Farrar, mas Mark Cavendish haveria de fazer um sprint de trás para a frente, suplantando Rojas da Movistar e Phillipe Gilbert. A luta pela camisola verde, com a nova pontuação está claramente ao rubro e o Belga confirma estar dentro dessa luta em detrimento de um bom lugar na geral onde ele poderá claramente entrar pelo menos no top 20.

No que toca à camisola amarela, Thor Hushovd mantem-a e não é expectavel (em situação normal de corrida) que a perca nos próximos dois dias:

– 1 segundo separa-o do australiano Cadel Evans, 4 de Frank Schleck (3º) 10 de Andreas Kloden (5º) e também 10 do 6º que é Bradley Wiggins da Sky. Andy Schleck fecha o top 10 a 12 segundos do Norueguês que é campeão do mundo de estrada da UCI.
– No top 20 Levi Leipheimer é 14º a 18 segundos, Robert Gesink 15º a 20 segundos, Alexandre Vinokourov 16º a 32 segundos e Phillipe Gilbert 17º a 33.
– Mais atrasados estão Ivan Basso (21º a 1 minuto e 3 segundos) Damiano Cunego (25º a 1 minuto e 13) Alberto Contador (39 a 1.42m) mesmo tempo de Luis Leon-Sanchez (42º). Dois lugares mais atrás está Christian Vandeveld já a 1 minuto e 57.
– Samuel Sanchez já perdeu algum tempo nesta primeira semana. O líder da Euskatel está em 53º a 2 minutos e 37. John Gadret também saiu muito penalizado desta etapa: já está a mais de 7 minutos de Hushovd e muito dificilmente lutará por um lugar no top 10. Resta ao Francês lutar por uma vitória de etapa.

– Quanto aos Portuguêses, Rui Costa é 73º a sensivelmente 3 minutos e meio de Hushovd, enquanto Paulinho está na 131ª posição a mais de 9 minutos.

Na camisola verde, o Belga Phillipe Gilbert lidera com 120 pontos sendo o 2º o espanhol da Movistar Jose Joaquim Rojas com 112 pontos. Amanhã, devido ao novo sistema de pontuação, a camisola poderá novamente mudar de dono. Cadel Evans é 3º com 90 pontos, Cavendish 4º com 84 e Hushovd 4º com 82 pontos. Todos eles terão hipótese de chegar à verde amanhã.

Na camisola da montanha, Cadel Evans é o líder com 2 pontos. Seguem-se 5 ciclistas com 1. A etapa de amanhã tem uma 3ª categoria que poderá dar a liderança a um novo ciclista.

Na juventude, lidera Geraint Thomas da Sky.


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A arbitragem em Portugal não é assim tão má

No jogo do Mundial feminino entre a Austrália e a Guiné-Equatorial, uma jogadora africana (como as imagens mostram) agarrou deliberadamente a bola com as duas mãos e mesmo assim, não deu motivo suficiente aos arbitros para marcar grande penalidade.

Como podem verificar, os erros de arbitragem da liga portuguesa em relação a um erro deste género é uma coisa de meninos. Vitor Pereira deve dar-se como feliz.

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Em Atenas

Em Atenas, o governo Socialista de George Papandreou nunca esteve tão abandonado e tão cercado de protestos sociais.

O Governo Grego está à beira da bancarrota. Por imposição europeia para receber um novo resgate que pode ir até aos 120 mil milhões de euros + a última tranche do primeiro acordo negociado com o Banco Central EuropeuFundo Monetário Internacional e Comissão Europeia, o Parlamento Grego terá que aprovar amanhã um novo pacote de medidas de austeridade que ostenta mais despedimentos e cortes na Administração Pública, uma subida gradual de impostos, a perda de regalias por parte de funcionários da Administração Pública e familiares como o caso da pensão vitalícia que os filhos de funcionários da Administração Pública tinham direito por morte dos país, aumento das taxas de cuidados hospitalares e reduções dos encargos das finanças públicas, entre outras medidas.

Nas ruas, está marcada uma greve para as próximas 48 horas. Como podemos ver nestes dois vídeos, as ruas de Atenas estão a ferro e fogo. São milhares de pessoas contra cerca de 5 mil soldados policiais.

No Parlamento Grego, embora o Partido Socialista de Papandreou disponha de maioria absoluta, existem deputados do mesmo que não quer votar a favor de mais medidas de austeridade por estes irem contra os seus princípios. Caso as novas medidas de austeridade passem amanhã no Parlamento, prevêem-se dias terríveis em Atenas. Grupos activistas Gregos acreditam que este problema económico, financeiro e social que afecta o país Helénico não é mais do que o princípio das novas revoluções nos países periféricos da Europa contra o grande capital e a hegemonia dos interesses das grandes potências europeias sobre as instituições europeias. 

Caso as medidas de austeridade não passem no Parlamento Grego, não existe um re-financiamento mundial à Grécia. Se não existir esse re-financiamento, pura e simplesmente, a Grécia cai numa situação de bancarrota nas próximas semanas e poderá ser convidada a sair da zona euro, cenário que seria catastrófico para as políticas de integração europeias no que toca à constituição de uma União Económica e Monetária, para o Mercado Europeu e para a estabilidade da própria moeda.

Isto no dia em que o Governo Português apresentou o seu programa eleitoral e em que em Espanha reclamou-se novamente eleições antecipadas.

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Memórias do Tour (Lance Armstrong)

Vencedor por 7 vezes do Tour. Até hoje, o ciclista com mais vitórias, num registo que demorará decerto muitas décadas a ser batido.

Há um antes e um depois na vida de Lance Armstrong.

Por um lado, quando Armstrong surgiu para o ciclismo profissional na extinta Motorola, ninguém jamais tinha em crença que o Norte-Americano viria a fazer a história que fez na prova francesa.

Lance era desde cedo um ciclista talhado para conseguir algumas vitórias (tanto que foi campeão do mundo de estrada em 1993 aos 22 anos) sendo indubitavelmente um bom finalizador, um contra-relogista interessante e um corredor que se aguentava na médiaalta montanha mas que jamais teria a hipótese de lutar com os melhores da altura (Indurain, Riis, Zulle, Rominger).

Em 1996, uma inflamação na virilha seria diagnóstico de cancro nos testículos e de dois tumores gravíssimos  no pulmão e no cérebro. Lance estava condenado mas sempre se mostrou capaz de lutar contra a doença, que viria a ultrapassar num grande exemplo de luta pela vida. Em 1997 voltaria à estrada pela Francesa Cofidis num acto de puro amor pela sua profissão.

O cancro fortaleceu Armstrong. As longas sessões de quimioterapia deram-lhe uma resistência à dor e ao sofrimento que seria importante nas vitórias do Tour enquanto o peso que perdeu durante a fase da doença deram-lhe a desenvoltura necessária para se tornar num excelente trepador.

Um estudo realizado à sua capacidade aérobica (há quem afirme que Ullrich tinha ainda mais capacidades aeróbicas que Lance) provava que Armstrong tinha uma capacidade de 83,8 mLkgmin (VO2 Max) ou seja, superior à de uma pessoa normal (40-50) e ao nível de outros grandes ciclistas do passado como Indurain (88) e Greg LeMond (92,5).

Até que veio a fase da US PostalDiscovery Channel. 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005. Lance Armstrong e a US Postal contra tudo e todos. Disputas espectaculares contra Jan Ullrich, Iban Mayo, Joseba Beloki, Tyler Hamilton (que seria um dos seus gregários nas primeiras vitórias do Tour) e mais tarde contra Iban Basso e Alberto Contador (que seria seu rival na mesma equipa após o regresso à competição em 2009).

Por outro lado, as suspeitas de doping que recaíram sempre sobre Armstrong e a sua equipa nunca se vieram a confirmar. Nem mesmo quando descobriram seringas e substâncias dopantes num frigorífico da casa de Armstrong em Granada (Espanha). Relacionado com as suspeitas de doping, a sua página da Wikipédia é bastante esclarecedora, contendo relatos e links sobre todo o historial de acusações, testes e peritagens realizadas aos sítios onde treinava e às suas casas no Texas, em França e Espanha. Contudo qualquer das acusações lançadas não foi provada.

Individualmente, Lance era um fenómeno. Lembro-me do Tour de 2001 (o menos concorrido para Armstrong) em que este na terrível subida para o Alpe D´Huez atacou cedo e fazia uma média de 115 pedaladas por minuto, facto extraordinário para um trepador perante a dureza da montanha dos Alpes.

Porém também é certo dizer que a preparação de Lance era criteriosa: para o Tour, preparava-se na Volta à Suiça, no Tour da Romandia e no Critério Dauphiné-Libère. Neste último algumas das contagens de montanha são as mesmas da Volta à França. A sua época competitiva começava em Março e terminava no Tour, ou seja, era um ciclista que se dedicava apenas a uma grande prova por etapas por época. Também é certo afirmar que tanto na US Postal como na Discovery Channel, Lance era secundado por uma equipa de gregários constituída à sua volta: Rubiera, Beltran, Heras (passou de chefe-de-fila a ajudante de Armstrong) Tyler Hamilton, George Hincapie, Popovych, José Azevedo: todos eles tiveram uma quota parte no sucesso do Norte-Americano. A US Postal funcionava na perfeição nas etapas de montanha: comandavam muito bem as operações e iniciavam um trabalho desgastante para os adversários que a pouco e pouco iam gerando grupos muito reduzidos onde ficava o Americano e HamiltonAzevedo e dois ou três adversários, pura e simplesmente, os melhores (Ullrich, Kloden, Mayo, Basso, Beloki).

O Tour mais difícil seria o de 2003, quando Ullrich decidiu mudar de equipa para a Team Bianchi. A vitória de Lance esteve presa por um fio, não fosse o Alemão cair no contra-relógio final. Foi a diferença mais escassa nos duelos entre ambos: 1 minuto e 1 segundo. Foi também o Tour, onde Ullrich esperou por Lance após este ter caído numa etapa de montanha devido à interferência de uma bandeira de um espectador na sua roda.

Neste capítulo Lance teve imensa sorte: o respeito que imperava sobre o seu poder no pelotão internacional fazia com que os adversários esperassem por si quando tinha que sair da bicicleta para urinar ou quando caía. Todo o pelotão desejava bater Armstrong mas em situações de corrida sem incidentes. Já o Americano nunca se importou de vencer a todo o custo: o célebre caso da descida em que ia com Beloki (também no Tour de 2003)  em que os dois  saíram fora da estrada e o espanhol ficou gravemente ferido provou um Lance Armstrong que nem sequer olhou para trás para saber do estado do colega de profissão. Beloki jamais iria recuperar os seus dotes de trepador.

2005 marcaria a sua retirada do ciclismo profissional. Os anos seguintes seriam bastante conturbados no Tour: Lance Armstrong e Ullrich estavam fora e uma nova fornada de ciclistas entrava no panorama mundial (Llandis, Contador, Basso, os irmãos Schleck, Valverde). Haviam tantos candidatos a suceder ao Americano em Paris como escândalos de doping no Tour. O caso de Llandis em 2006 foi prova disso. No entanto, jamais algum destes ciclistas (mesmo Contador que já soma 3 triunfos) deverá chegar ao palmarés de 7 vitórias na geral e 22 etapas no Tour do ciclista Norte-Americano.

Voltaria à competição em 2009 para atacar novamente o Tour, depois de ter passado por experiências na maratona e no Triatlo. Incluído primeiro na Astana com Alberto Contador, teve problemas com o Espanhol no primeiro Tour chegando mesmo a pedir aos colegas que não apoiassem o Espanhol nas etapas de montanha, que de resto, este venceria com toda a classe. Decidiu fundar a Team Radioshack, uma equipa voltada para si mas a participação no Tour de 2010 seria um desastre por completo e Armstrong anunciava em Outubro passado a sua retirada definitiva da estrada.

O seu estilo era completamente inigualável. Mal a equipa preparava o seu grupinho para o resto da subida, era extremamente controlador: ora respondia a quem atacava, ora controlava a corrida deixando ir quem não lhe interessava responder. Nos momentos cruciais, lançava o seu ataque demolidor, sendo um primor no contra-relógio. Creio que foram mais as vezes que bateu Ullrich no contra-relógio do que o contrário, se bem que Ullrich era substancialmente melhor nessa variante da modalidade.

Para finalizar, aqui fica o video daquela que é considerada a melhor corrida feita pelo Norte-Americano no Tour, em 2001 no Alpe D´Huez (se clicarem no video poderão ver as 5 partes que compõem a integra da subida):

Esta subida para Alpe D´Huez foi onde Armstrong deu baile a toda a concorrência.

Outro dos momentos míticos foi em 20o3 na subida para LuzArdiden, a célebre subida em que Armstrong caiu devido à interferência de um espectador e em que Ullrich e os restantes esperaram pelo regresso do Norte-Americano:

A queda de Joseba Beloki, também no Tour de 2003:

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