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Quase lendária

A partida de ontem que colocou frente-a-frente na final do US Open Rafael Nadal e Novak Djokovic, foi na minha opinião uma partida quase-lendária.

Só não considero a partida lendária, porque não foi discutida naquele 5º set em que o vencedor terá obrigatoriamente que ganhar o set por dois jogos de serviço de diferença. De resto, o facto de ser uma partida considerada como quase-lendária assenta muito bem ao grande espectáculo que assistimos durante pouco mais de 4 horas. Deliciosa foi por exemplo aquela troca de bolas entre os atletas com o público do Arthur Ashe Stadium completamente de pé em rendição absoluta ao bom ténis dos jogadores.

Rafael Nadal e Novak Djokovic são indiscutivelmente (creio que ainda em conjunto com Roger Federer) as 3 grandes lendas vivas do ténis actual. Na final de ontem, tanto o sérvio como o espanhol deram tudo o que puderam e o que não puderam para vencer a partida, e eu, dei por mim no 3º set a reparar em três acontecimentos que nunca tinha visto nos últimos anos em escala tão redonda: 1. Nadal acaba o 3º set com a camisola completamente colada ao corpo 2. Nadal joga o 4º set em claras limitações físicas, depois da violência de jogo que levou de Djokovic durante toda a partida. 3. Novak Djokovic perdeu o 3º set mas não quebrou psicologicamente e apareceu ainda mais forte no 4º. Isso constitui-se de facto como uma evolução enorme do ténis do sérvio.

Prevaleceu o maior ténis (actual) do Sérvio, que assim leva para casa o seu 6º título do Grand Slam da carreira e o 3º este ano. Roger Federer ainda pode dormir descansado. Muito dificilmente arriscam bater o seu record de vitórias.

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É preciso ter galo!

Foto: Site oficial do US Open


Fiquei acordado até tarde com a esperança que Frederico Gil conseguisse passar pela primeira vez à 2ª ronda de um Grand Slam.

Ainda não foi desta. Acompanhei o jogo em directo a partir do 2º set. Gil deu luta, deu a crença que poderia vencer um set mas não conseguiu contrariar o jogo de John Isner, aquele que há 2 meses atrás entrou para a história do ténis ao vencer Nicolás Mahut em Wimbledon no jogo mais longo de sempre (10 horas) do qual falei aqui neste blog.

Gil perde assim pela 9ª vez na 1ª ronda de um Grand Slam em 9 participações. É preciso ter galo!

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