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Fez?

Ou diz que fez?

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Inscrevam-se numa jota e sejam eleitos na direcção de uma filarmónica da terreola

E serão tão licenciados numa licenciatura à vossa escolha como Miguel Relvas.

Nuno Crato não comenta. Não seria de espantar. Relvas arrasou por completo o mega pacote de exigência que Crato arquitectou para esta legislatura.

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só na Universidade Lusófona é que isto pode acontecer

Relvas pagou 1777 euros (inscrição, equivalências que não existiam, e propinas) para ter um curso à la minuta.

Faz-me lembrar a era socratinista e a sua obsessão com o programa das Novas Oportunidades. Venha cá, aprenda um português de 3º ano, um inglês macarrónico de 6º e saia daqui com o 12º ano prontinho para frequentar o ensino superior.

Antigamente, faziamos questão de saudar os péssimos condutores automóveis como salvas com “tiraste a carta por correspondência seu urso” – noutros casos, o urso era logo substituído por um impropério mais berrante. A suposta licenciatura de Relvas (o fascista; cognome utilizado desde sempre e para sempre neste blog) soa a uma licenciatura tirada por correspondência. Relvas nem sequer fez um exame ad-hoc. Valeu-se da experiência profissional adquirida na sede da nacional da JSD a assinar despachos para as comissões políticas regionais e logo aí teve equivalências a cadeiras de Ciência Política. Pululou entre História e Direito (sem nunca ninguém o ter visto pelas faculdades em questão) e a única cadeira que fez valeu-lhe outras 10 equivalência. Foi a Roma, a Berlim, a Paris, a Bruxelas, a Londres e a Estrasburgo, tendo da vista do Big Ben obtido as restantes equivalências às restantes cadeiras de Relações Internacionais. O sonho fez o homem, o homem fez a carne e a carne deu o curso a Relvas.

Todo este esturro sai precisamente no dia em que o Ministério da Exigência Educativa de Nuno Crato publica os excelentes resultados do exame nacional de Português. 9.6 de média à disciplina da Língua de Camões. Uma exigência danada. No entanto, como em terra de cegos quem tem olho é rei, é caso para dizer que infelizmente qualquer pessoa que saiba ler e escrever o suficiente em Portugal poderá arriscar-se a ter uma licenciatura como Miguel Relvas.

Mas atenção. Nesta macacada, juntando os galhos todos, ainda vêm dizer que Relvas está dentro da lei. Será que se eu arranjar o vidro do meu carro, terei automaticamente a licenciatura em Engenharia Mecânica e o mestrado em Mecânica de Automóveis? Se eu usar um beret basco, serei pintor e como tal terei direito à licenciatura em Arquitectura? A resposta dou-a de borla: sim, Relvas conseguiu. sim, dá direito. (mas porque Relvas conseguiu).

O pior desta história será obviamente mencionar a postura deste ministro. Ainda circula pelos corredores de São Bento. Sem vergonha de ter a sua pessoa envolida em escândalos das secretas, de estar acusado de vigiar e obter informações sobre a vida privada de 4 mil pessoas, de ter coagido psicologicamente uma jornalista a não apresentar uma peça jornalistica incómoda, e destinatário de um licenciatura mais forjada que a dita licenciatura de José Sócrates a um domingo. Ou seja, em São Bento, para além da incompetência do Ministro da Economia, da prepotência e do falhanço total das políticas do Ministro das Finanças, da arte de bem mentir do primeiro-ministro, da cristandade absoluta da Ministra da Agricultura e da pasmaceirice que se tem revelado noutros Ministros, temos um que não tem vergonha.

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