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assim se faz história na UEFA

Papiss Cissé dá a eliminatória aos magpies no último minuto da partida.

Lazio e Stuttgart jogaram a 2ª mão perante um Olímpico vazio por ordem da UEFA. A Lazio foi castigada com jogos à porta fechada por mau comportamento dos adeptos. Caso amanhã o sorteio dite um Benfica vs Lazio, devido ao castigo dos Laziale e ao possível castigo do clube encarnado devido ao comportamento dos adeptos no jogo contra o Spartak de Moscovo (Champions) a eliminatória entre estas duas equipas poderá jogar-se à porta fechada.
Delicioso momento televisivo para quem viu. Jogo em silêncio. Podia-se perfeitamente perceber o que os jogadores costumam falar entre si em campo, facto que não conseguimos perceber quando os estádios estão cheios.

O mesmo se passou no Estádio Ataturk em Instambul, desta vez devido ao mau comportamento dos adeptos do Fenerbahce.

Admirável prestação dos Romenos do Steaua de Bucareste nos dois jogos contra o Chelsea. A fazer lembrar o Sporting na época passada em Manchester. O sonho dos Romenos esteve quase concretizado.

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UEFA Champions League Fantasy Football

Para quem tiver equipa formada (ou que queira participar aqui) o Entre o Nada e o Infinito tem uma liga privada cujo código de entrada é: 1341783-451493

Todos serão bem vindos.

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Que se prepare para voltar aos relvados na próxima eusébio cup

Irreal. Irracional.

Os amigáveis de clubes que se disputam por esta altura em todo o mundo são jogos cuja nomeação da arbitragem para os mesmos pertence às federações do país onde se realizar o jogo ou a uma onde um dos clubes intervenientes seja afiliado. Como tal, se o árbitro dessa partida, agredido pelo jogador do Benfica, decidir escrever o incidente no obrigatório relatório de arbitragem da partida, será aberta uma queixa na UEFA por parte da federação em causa (neste caso a Alemã) e poderá ser estabelecida uma punição para os clubes (Dusseldorf e Benfica) e para o jogador que agrediu.

Desde que acompanho a sério o futebol, só me lembro de uma situação do mesmo género e outra, que pode ser dada como análoga:

1. O enfant terrível do fascismo Paolo Di Canio (aquele que saudou uma vez os irreducibile laziale com a saudação fascista de Mussolini) na irónica época de 1997\1998 ao serviço do Sheffield de Wednesday, depois de se ter pegado com o central do Arsenal Martin Keown, empurrou o então arbitro internacional Paul Alcock depois de ter visto cartão vermelho. A FA castigou o jogador italiano com uma suspensão de 11 jogos e uma multa de 10 mil libras.

2. Um ano antes do incidente protagonizado por Di Canio em Inglaterra, o actual treinador do Sporting Ricardo Sá Pinto, tendo a notícia que não estava no lote de convocados de Artur Jorge para os encontros de então da Selecção Nacional, dirigiu-se ao Jamor e agrediu com socos o seleccionador nacional da altura (Artur Jorge) e o seu adjunto (Rui Águas). Depois de um longo processo contencioso na FIFA, onde a FPF apelou ao organismo internacional para que punisse de forma exemplar o jogador do Sporting, a mesma acabou por se decidir por 1 ano de suspensão do atleta, exclusivo à participação em competições organizadas pela FPF. Esse facto levaria o Sporting a procurar um novo clube para o atleta e a transferi-lo para a Real Sociedad, onde pudesse continuar a sua carreira.

Visto que o futebol é uma arca cheia de momentos e histórias, é de relembrar que o capitão do Benfica já protagonizou uma cena no passado com um antigo companheiro de equipa, situação à qual passou impune na justiça desportiva:

Estavamos a meio da temporada 2007\2008 num jogo disputado no Estádio do Bonfim entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. Com os sadinos a vencer a partida, Luisão e Katsouranis desentenderam-se no relvado e estiveram perto de trocar uns mimos. O arbitro dessa partida optou por não expulsar os dois jogadores como determinam as leis do jogo para casos de agressões dentro e fora do relvado.

Já que estou numa de analogias, num futebol mais evoluído que o Português, na época 2004\2005, dois jogadores do Newcastle (Kieron Dyer e Lee Bowyer) tiveram uma atitude semelhante, esbofeteando-se no relvado como podemos ver pelas imagens do video abaixo postado:

Sem meias medidas, o arbitro da partida expulsou os dois atletas e a FA voltou a ter mão pesada no desfecho do caso, punindo os dois jogadores com 3 jogos de suspensão.

No que toca ao incidente desta tarde no jogo entre Dusseldorf e Benfica:

1. Dado que o carácter amigável do jogo e a nomeação da arbitragem pela Federação Alemã, caso o árbitro da partida decida escrever o incidente no relatório de jogo (não vão Rui Costa ou o LF Vieira fazer a habitual visita ao balneário do árbitro) levará a que a federação germânica comunique a intenção da UEFA abrir um processo disciplinar ao capitão encarnado. Até porque Luisão é o capitão de equipa e o lema da UEFA pelo “respeito” no futebol deverá garantir que os capitães das principais equipas europeias sejam os primeiros a praticar o respeito pelas leis do jogo. Dúvido portanto que esta situação passe em claro aos olhos da instituição que guia o desenrolar do futebol europeu.

2. A própria FPF deverá fazer uma visita ao passado e ao caso específico de Ricardo Sá Pinto. Se um murro num seleccionador nacional valeu 1 ano de suspensão, o que deverá valer um empurrão num árbitro? Esperemos que a instituição presidida por Fernando Gomes volte a demonstrar a força de pulso que Gilberto Madaíl e seus pares demonstraram aquando do caso do agora treinador do Sporting.

Luisão poderá começar a pensar em comprar o red pass para os jogos do Benfica no Estádio da Luz. Estou seguro que só o voltaremos a ver jogar na próxima Eusébio Cup.

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lá pelas ucrânias da periferia europeia e democrática

Pelos vistos nos arredores dos Estádios ucrânianos do euro 2012 não é permitida a manifestação.

Já nas últimas semanas, a recolha e abate de cães abandonados era a ordem do dia por parte dos funcionários municipais e da polícia.

A UEFA passa impune a toda esta polémica. Percebe-se o porquê. Platini está mais interessado em festejar golos da selecção Alemã com Frau Merkel do que por exemplo utilizar a Ucrânia como palco para aliar o futebol a causas sociais ou ao desenvolvimento de uma democracia que respeite os mais básicos Direitos do Homem.

O exemplo da prisão da antiga presidente da república Iulia Tymoschenko é só mais um a juntar ao role de um país minado pela pobreza, pela máfia, por uma justiça que não funciona e quando funciona actua sempre em favor dos mais poderosos da sociedade e pela corrupção na altas esferas da governação.

A UEFA deverá começar a ter mão pesada e a ter critérios mais abrangentes para a escolha de países organizadores de fases finais de europeus. Um desses critérios deverá ser o respeito pelos Direitos Humanos. Se em 1992 se puniu a Jugoslávia com a proibição de participação na fase final devido ao genocídio que os sérvios estavam a levar a cabo na Croácia e na Bósnia, porque é que em 2012 se vai entregar a organização de uma fase final a um país que castra a liberdade de expressão e opinião aos seus cidadãos? Onde é que se posiciona o tal “respeito” que é proclamado nos spots televisivos da UEFA e que é apregoado como pedra basilar do futebol europeu?

Platini não está deveras preocupado com o assunto. Quer é um Espanha vs Alemanha na final. Quer receitas a entrar nos cofres do organismo. Quer um futebol tristonho, manipulado. Deve sair.

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Há 3 meses atrás, Alessandro Diamanti nem sonhava que podia ser um dos convocados por Césare Prandelli para este europeu. À sua frente na lista estavam avançados muito mais poderosos (e eficazes) como Alessandro Matri,  o seu colega de ataque no Bologna Robert Aquafresca, Floro Flores, Gianpaolo Pazzini, Pablo Osvaldo, Raffaele Palladino, David Lazanfame, Alberto Gilardino, Giuseppe Sculli e até o histórico Fabrizio Miccoli.

Diamanti assim como o jovem avançado da Juventus Emmanuele Giaccherini acabaram por cair no gosto de Prandelli e causaram espanto na convocatória italiana. Diamanti já tinha feito uma boa época em Inglaterra em 2009\2010 ao serviço do West Ham e nem mesmo apesar dos 8 golos somados na Série A desta temporada faziam dele o melhor marcador da equipa (o melhor seria o veterano Marco Di Vaio que recentemente se desvinculou do clube e assinou por uma equipa canadiana). Já Giaccherini jogou apenas 14 jogos na condição de suplente na Juventus de Antonio Conte, tendo apontado apenas um golo. A olhos grossos, tendo em conta o histórico italiano aberto pelos precedentes Paolo Rossi e Squillaci (eram jogadores de clubes de meio da tabela quando jogaram o mundial de 82´e 90´) a história parecia repetir-se..

Com jogadores no banco como Giovinco, Di Natale e Fabio Borini, é Diamanti quem tem saltado do banco como primeira opção do seleccionador italiano Césare Prandelli. E como é de conhecimento de todos, Di Natale é aquele player talhado para este tipo de palcos. Diamanti nunca foi um finalizador nato: prova disso foram os 70 golos que apontou em 288 jogos como profissional. Não quero com isto dizer que Diamanti não seja finalizador, mas, não é propriamente aquele matador ao estilo Vieri ou Inzaghi. No entanto, Alessandro Diamanti tem outras características que o tornam especial: tem tecnica, tem muita força e incute muita garra no ataque de quem representa, nunca dando uma bola como perdida. Foram essas as características que motivaram Prandelli a convocá-lo para o europeu, tomando em consideração o facto de Di Natale, Cassano e Balotelli serem tecnicistas natos, o facto de Borini ser um excelente finalizador mas ainda ser inexperiente e Giovinco ser um trequartista que cria muito jogo mas não finaliza.

Hoje Diamanti entrou para jogar atrás de Balotelli. E não desiludiu. Tentou 3 jogadas individuais, apareceu tanto na esquerda como na direita como no miolo e na altura da decisão mandou os Ingleses de volta para terras de sua majestade.

Diamanti foi o espelho de uma selecção italiana que nunca desilude. Futebol curto e vistoso, pautado com rigor por Pirlo e De Rossi, criativo lá na frente por Balotelli e Cassano, se bem que o jogador do City não esteve nos seus dias. Exceptuando em dois lances (aquele na primeira parte em que Buffon defende um remate a uma mão e aquele em que Bonucci tira o golo a Ashley Young) a matreira Inglaterra viu jogar a Squadra Azzura. Foram incontáveis as vezes que Cassano rompeu pela esquerda e que Abate rasgou o flanco direito. As próprias estatísticas de jogo não traem o meu raciocínio. A Itália fez 35 remates (20 à baliza) e eu não me lembro de ver uma selecção tão avassaladora numa fase final de um europeu. Faltou eficácia é certo, principalmente de Balotelli: o jogador do City dispõe de 5 oportunidades de golo. Mais, só mesmo a selecção Portuguesa no jogo frente à Dinamarca. Descurando a percentagem de posse de bola, a Itália conseguiu completar 800 passes. Sim, 800 passes. A Selecção Espanhola, em jogo normal, faz cerca de 650 e esse número já é por si um abuso por completo. Só Pirlo fez 140 desses 800 passes. Marchisio 117. Impressionante.

Muito se pode gabar a Inglaterra de ter conseguido aguentar o jogo para os inevitáveis penaltis. Nos últimos 22 anos, esta é a 6ª vez que a Inglaterra é eliminada nas grandes penalidades numa fase final de uma competição internacional. Maldição de Paul Gascoigne? Maldição ou não, Steven Gerrard, Joe Hart e Theo Walcott não mereciam uma eliminação tão dura pelo que fizeram durante o europeu. O 4 de Liverpool renasceu e esteve ao nível do Super Steven de 2005. A jogar na direita, como mandam as regras. O extremo do Arsenal bem correu mas foi dizimado por um exemplar Balzaretti, jogador do Palermo que foi mais uma das apostas de Césare Prandelli (cruzaram-se os dois na Fiorentina em 2007\2008 e desde aí o seleccionador italiano nunca mais prescindiu do lateral-esquerdo nascido em Turim e formado no Torino).

A Itália joga quinta frente à Alemanha, num jogo que promete. Duas equipas que jogam a um ritmo avassalador. Os Alemães, muito moralizados pelo excelente 2º tempo contra os Gregos. A Itália, ligeiramente fatigada pelo prolongamento de hoje mas rica em soluções. Alemães e Italianos são muito fortes fisicamente e creio que o factor que vai contar nesta meia-final será o factor psicológico: vencerá a selecção que demonstrar mais vontade para jogar em Kiev. Um bocado ao contrário do jogo de paciência que prevejo para o Portugal vs Espanha.

Espero portanto que quinta-feira a dita final combinada pelo senhor Platini seja alterada por portugueses e italianos. Para que tenha vergonha e se demita do principal órgão do futebol europeu, cargo onde só tem causado problemas e celeumas. A bem da espectacularidade do futebol europeu.

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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Cromos da bola #5

O Sr. Futebol.

Platini era um médio ofensivo fora de série. Galgava metros com as suas maravilhosas arrancadas. Organizava jogo como ninguém, com passes medidos a regra e esquadro. Para além disso, marcava golos, muitos golos, golos importantes.

Numa carreira recheada de títulos (Taça de França em 1978 pelo Nancy; Ligue 1 em 1980 pelo Saint-Éttiene; 2 scudettos,  1 Liga dos Campeões, 1 taça das taças, 1 taça de itália, 1 taça intercontinental e 1 supertaça europeia pela Juventus e um campeonato da Europa pela selecção francesa ) e marcada pela idolatria tanto dos franceses como dos tiffosi da Vecchia Signora à sua liderança em campo de uma geração talentosa do clube transalpino, ficou-lhe apenas o amargo na boca de ter perdido o título da época 1986\1987 na última jornada (e último jogo de Michel na Juve) no Dell´Alpi para o sensacional Napoli de Diego Armando Maradona e o golo da vitória da Juventus na vitória na Liga dos Campeões contra o Liverpool na malograda Tragédia do Heysel em Bruxelas.

A título pessoal, o legado Platini também é importante para o futebol: equipa do século XX para a FIFA, 3 ballon d´or, 2 títulos de melhor jogador francês do ano, melhor jogador do campeonato da europa em 1984, 3 vezes o melhor marcador da Série A e o melhor marcador do campeonato europeu de 84.

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História do Futebol #3

Foi precisamente há 8 anos, na inauguração do novíssimo Estádio do Dragão, com José Mourinho no comando de uma equipa que haveria de fazer história no futebol português com a conquista de uma Liga dos Campeões, que, do outro lado, no Barcelona se estreava um dos maiores génios do futebol actual: Lionel Messi.

Na altura, com 16 anos e 145 dias, o então jogador da equipa de juniores do Barcelona (só na época seguinte iria alinhar 22 jogos pela camisola da equipa B do Barça e outros tantos pela equipa principal dos catalães) haveria de entrar para a derrota de 2-0 dos culés contra a máquina do FC Porto.

A partir daí, tudo mudou na estrutura Barcelonista. Messi realizou 309 jogos pelas equipas A e B do Barça, tendo marcado incríveis 209 golos. Aos 24 anos, já ganhou tudo o que há para ganhar, excepto a Copa América e o Campeonato do Mundo de selecções. Senão vejamos: a nível colectivo, 5 campeonatos espanhóis, 1 taça do rei, 5 supertaçãs de espanha, 3 ligas dos campeões, 2 supertaças europeias, 1 campeonato do mundo FIFA, 3 taças da catalunha, 5 torneios juan gamper, 1 mundial de sub-20, o torneio de futebol dos jogos olímpicos de 2008 em Pequim, e a nível individual, a bola de ouro da FIFA, o título de melhor jogador para a FIFA por duas vezes, o Ballon D´Or da France Football, a chuteira de ouro da UEFA, a posição na melhor equipa da FIFA e da UEFA durante 3 anos consecutivos, o título de melhor jogador de um campeonato do mundo de sub-20, o título de melhor jogador da champions league por duas vezes, homem do jogo da final da champions league, melhor atacante da champions league por duas vezes, entre outros prémios menores.

Impressionante para quem tem 24 anos e prepara-se para vencer muito mais.

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futeboladas

1. A Selecção Nacional admite jogar sobre protesto amanhã em Zénica, na Bósnia.

A bom da verdade, aquilo não é um relvado: não é nada! Até o clube da minha freguesia, a Liga dos Amigos de Aguada de Cima (LAAC) tem melhores instalações para competir na 2ª distrital da AF de Aveiro.

Michel Platini é o culpado deste tipo de histórias tristes:

1.1 – A UEFA permite que o jogo se dispute num ervado como o de Zénica, mas não permitiu por exemplo que o Paços de Ferreira jogasse a UEFA na Mata Real. A Mata Real ao pé de Zénica é um luxo.

1.2 – Platini é o tal bom samaritano que deu lugares na Liga dos Campeões aos chamados “países pobres”. Dar não custa. Já agora, peça às respectivas federações para ao menos construir infra-estruturas que se coadunem com tal possibilidade. Acredito perfeitamente que as instituições Bósnias não tenham capacidades para muito mais que aquilo – então, em caso desta impossibilidade, a UEFA que actue pro-activamente no desenvolvimento do futebol já que nos spots publicitários tanto preconiza para si esse esforço.

Esperemos que a selecção vença e que ninguém se aleije.

2. Por falar em aleijar. O Sporting acabou de perder 4-0 em Angola contra a selecção local. Domingos levou um misto de aleijados e de juniores para disputar a Taça Independência. Ainda bem que ninguém se aleijou. A selecção de Angola costuma ser bastante perigosa.

3. Pronuncio-me publicamente sobre Javi Garcia, Alan, Djamal, Vieira e plantel do Sporting de Braga num comentário apenas: deixem o álcool e joguem à bola.

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Pelos jogos internacionais

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Em Chipre, os tugas lá ganharam e ultrapassaram o assunto da ordem: Ricardo Carvalho!

Não foi um jogo propriamente fácil. Os Okkas e os Charalambides não fizeram lembrar Guimarães nem nada que se pareça… No entanto, a nossa selecção (mesmo a jogar com 10 depois de uma expulsão certíssima de um jogador cipriota que se decidiu armar em guarda-redes) esperou até às últimas para confirmar a vitória e dar um toque de goleada que não ilustra aquilo que se passou em campo.

Cristiano Ronaldo acabou por ser a figura do jogo com 2 golos, mesmo apesar dos cânticos do cipriotas em homenagem a Lionel Messi.

Continuamos no bom caminho e tivemos quase quase a descolar da Noruega, que em casa, esteve quase a patinar no gelo frente à Islândia. Só aos 87 minutos é que o avançado do Hannover da Alemanha Mohammed Abdellaoue conseguiu “cravar” uma grande penalidade aos islandeses e consequentemente concretizá-la.

Terça-Feira teremos os olhos postos em Copenhaga onde a Dinamarca nos poderá dar uma ajuda caso vença ou empate com a Noruega:

1. Em caso de vitória Dinamarquesa, ficarão as 3 selecções com 13 pontos, mas a Noruega terá um jogo a mais, logo cairá para o 3º lugar. A Dinamarca ultrapassa Portugal caso consiga bater os Noruegueses por uma diferença de 7 golos.

2. Em caso de empate, a Noruega lidera com 14 pontos e mais um jogo. Portugal será 2º com 13. Dinamarca 3ª com 11 e os mesmos jogos de Portugal.

3. Em caso de vitória Norueguesa, a Noruega irá liderar com 16 pontos, Portugal ficará com 13 e menos um jogo e a Dinamarca com 10 estará impossibilitada de chegar à 1ª posição do grupo.

Nos restantes grupos:

– No grupo A, David Alaba (jogador talentoso do Bayern Munique) viu a sua Áustria ser goleada pelo rolo compressor da Mannschaft por 6-2.

Os meninos da Mannschaft continuam a maravilhar o mundo com o seu bonito futebol. Uma noite para nunca mais esquecer para Mezut Ozil. O 10 do Madrid apontou o seu primeiro hat-trick pela selecção e em todos os golos teve nota artística elevada. Andre Schurrle (3º golo em 2 jogos), Podolski e Mario Gotze marcaram os restantes golos da Mannschaft. Mesmo apesar de ter mudado de armas e bagagens para a Lázio de Roma, Miroslav Klose continua a ser chamado à selecção e teve grande preponderância no 1º golo da sua selecção.

Mário Arnautovic e Harnik marcaram os tentos de honra dos pobres Austríacos.

Nos outros jogos do grupo, a Turquia bateu o Cazaquistão com muitas dificuldades em Instambul. Arda Turan, jogador recentemente contratado pelo Atlético de Madrid ao Galatasaray marcou aos 90+6″ o golo da vitória turca, golo que recoloca os turcos no 2º lugar do grupo com 13 pontos, num grupo em que a Alemanha assegurou matematicamente a qualificação.

A Bélgica de Defour e Witsel patinou no Azerbeijão. Os Belgas estiveram a vencer até aos 86 minutos. Os Belgas estão na 3ª posição com 12 pontos. Como a Turquia tem menos um jogo e a Bélgica tem que ir jogar à Alemanha em Outubro, os Belgas poderão ter dito adeus ao europeu.

Terça, a Áustria recebe a Turquia.

– No Grupo B, a competição está feroz. A Rússia sofreu para bater em Moscovo a Macedónia. Semshov foi o autor do golo russo e recoloca a Rússia na liderança com 16 pontos.

A Irlanda e a Eslováquia empataram a 0 em Dublin e continuam ambas com 11 pontos. Quem também espreita o 2º lugar é a modesta Arménia. Os Armenos marcam 11 pontos depois de terem batido Andorra por 3-0 fora.

A próxima jornada promete ser importante para o desfecho deste grupo. Na próxima terça-feira, a Rússia recebe a Irlanda e pode trilhar o seu caminho rumo à PolóniaUcrânia. A Eslováquia terá que medir forças com a Arménia. Caso os Armenos vençam e a Irlanda perca, o 2º lugar fica ao rubro com as 3 selecções com 14 pontos na ida para as últimas 2 jornadas.

– No grupo C a Itália foi fazer o resultado do costume às modestas Ilhas Faroe. 1-0, golo do regressado António Cassano.
O central do Inter Rannochia foi titular nos italianos, assim como foi novamente Thiago Motta e Christian Maggio. Alberto Aquilani e Mario Balotelli também voltaram a jogar pela Squadra Azzurra.

Os italianos lideram com 19 pontos e estão a 1 ponto da qualificação.

A Eslovénia marcou passo na Estónia por 1-2 e a Sérbia capitalizou o erro, vencendo a Irlanda do Norte em Belfast por 1-0 com golo de Pantelic.
A Eslovénia continua em 2º com 11 pontos, os mesmos da Sérvia. A Estónia relançou o sonho de marcar presença no europeu, estando em 4º com 10 pontos. Já a Irlanda do Norte passou para o quinto lugar com 9 pontos mas ainda poderá conseguir vaga para o playoff.

Na próxima jornada, a Itália poderá qualificar-se e baralhar ainda mais as contas do grupo se vencer a Eslovénia no Artémio Franchi em Florença. A Sérvia terá pela frente as Ilhas Faroe em Belgrado e poderá aproveitar um deslize da sua antiga república. No jogo do mata-mata, em Tallinn, a Estónia recebe a Irlanda do Norte e pode manter bem vivo o sonho dos playoffs.

– No grupo D, a França está a fazer uma qualificatória menos sofrida que as anteriores. Na Albânia, os Franceses venceram por 2-0 com Benzema a abrir o marcador.

A Bósnia deu um passo importante rumo aos playoffs, ao bater a Bielorrussia em Minsk por 2-0. Os Bósnios são 2ºs com 13 pontos enquanto os Bielorrussos (com 12 pontos em 8 jogos) disseram praticamente adeus à possibilidade do playoff. A Roménia (11 pontos com 7 jogos) venceu o Luxemburgo fora com dois golos do extremo Gabriel Torje e continua a lutar pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Bósnia recebe a Bielorrussia enquanto a Roménia se tentará defender contra a França.

Abrem-se aqui alguns cenários:

1. Se a Bósnia bater a Bielorrussia, não só tira os Bielorrussos do caminho como poderá passar para a frente do grupo com uma vitória acima de 4 golos caso os Franceses percam (p.e 1-0 com os Romenos)

2. Se a Bósnia perder com a Bielorrussia e a França bater a Roménia, os Franceses dão um passo em frente com 19 pontos contra os 15 dos Bielorusssos (+1 jogo), os 13 Bósnios e os 11 Romenos.

3. Se a Bósnia empatar com a Bielorrussia e os Romenos baterem a França, a Roménia passa para o 2º lugar do grupo com 14 pontos em igualdade com os Bósnios.

4. Se a Bósnia vencer a Bielorussia e os Franceses empatarem com Romenos, a França lidera com 17 pontos contra os 16 de Bósnios, 12 de Bielorussos e Romenos.

– No grupo E

Os Holandeses ofereceram o Happy Meal do dia aos pobres jogadores amadores de São Marino.

11-0 com poker de Van Persie (para esquecer os 8 que apanhou no fim-de-semana anterior com o Manchester) bis de Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder e outros golos de Heitinga, Wijnaldum e Dirk Kuyt.

A Holanda lidera com 7 vitórias.

A Suécia escorregou em Budapeste. A Hungria (embora com mais um jogo que os suecos) igualou-os a 15 pontos com uma vitória por 2-1. Mesmo com um jogo a mais, os Húngaros torcem para que na próxima jornada algo possa correr mal com a Suécia nas últimas jornadas. Dificilmente poderá ser na próxima, pois a turma Sueca irá a São Marino. No jogo de hoje, o avançado do Bari Gergely Rudolf foi o herói da partida ao apontar o golo da vitória magiar aos 90″.

A Finlândia bateu a Moldávia em casa por 4-1 num resultado que pouco importa visto que as chances finlandesas são nulas.

Na terça-feira, a Finlândia recebe a Holanda, a Moldávia recebe a Húngria e a Suécia vai a São Marino. A Holanda poderá confirmar já na terça-feira o apuramento.

– No Grupo F, Fernando Santos e a sua Grécia continuam a liderar depois da vitória por 1-0 em Israel. Sotiris Ninis marcou o único golo da partida.

A Grécia tem 17 pontos contra os 16 da Croácia, que foi vencer a Malta com facilidade (3-1). Israel (13 pontos; +1 jogo) hipotecou a sua campanha nesta jornada.
No outro resultado do grupo, a Letónia foi vencer á Geórgia por 1-0.

Na próxima jornada teremos a Cróacia a receber Israel e a Grécia a defrontar a Letónia. Creio que o cenário mais certo seja a vitória das duas equipas da frente do grupo. Se tal acontecer, ambas garantem pelo menos o playoff e deixam a discussão da qualificação para as últimas 2 jornadas.

– No grupo G,

A Inglaterra foi a Sófia resolver o encontro na 1ª parte. 3 golos no 1º tempo por intermédio de Gary Cahill e 2 de Wayne Rooney chegaram para reforçar a liderança inglesa no grupo com 14 pontos. A Bulgária de Lothar Matthaus é uma selecção muito descolorida sem Berbatov, necessitando que apareça um novo jogador que seja excepcional.

Os Ingleses aproveitaram a solidariedade Britânica concedida por Gales. Gales estava a fazer uma campanha frustrante até hoje, momento em que a selecção galesa bateu Montenegro por 2-1 em casa. Craig Bellamy, Aaron Ramsey e Gareth Bale foram titulares na selecção de Gales; Simon Vukcevic, Stevan Jovetic, Stefan Savic e Mirko Vucinic titulares em Montenegro; Ramsey foi decisivo ao marcar o 2º golo dos Galeses e Gareth Bale fez um jogão segundo o site da UEFA; Jovetic marcou o golo montenegrino.
Montenegro, continua na 2ª posição com 11 pontos.

A Suiça folgou e continua com 5 pontos, ou seja, muito longe do apuramento.

Na próxima jornada, Montenegro folga. Se os Suiços quiserem ter uma réstia de esperança terão que bater a modesta Bulgária. O mesmo se aplica aos Bulgaros (têm 5 pontos como a Suiça). A Inglaterra poderá alcançar a qualificação caso vença Montenegro.

No grupo I, a Espanha folgou e já veremos o jogo que os espanhois fizeram esta noite mais à frente neste post.

No único jogo de hoje, a pobre Lituânia empatou a 0 bolas com o Liechstenstein em casa. Não chegará à República Checa, que amanhã jogará na Escócia. Os checos tem 9 pontos, poderão aumentar para 12 caso vençam mas ficarão com um jogo a mais que a Espanha que tem 15. Já os Escoceses tem apenas 4 pontos em 4 jogos, podendo passar para 7 caso vençam a República Checa e como tal relançar a luta pelos playoffs.

Na próxima jornada, a Escócia irá receber a Lituânia enquanto a Espanha irá confirmar a qualificação em Logroño diante do Liechstenstein.

Outras zonas:

Zona Ásiatica

Já a pensar no mundial de 2014, iniciou-se a 1ª fase de grupos:

– Grupo A – A China venceu 2-1 Singapura. A Jordânia bateu o Iraque por 2-0.
– Grupo B – – A Coreia goleou o Libano em casa por 6-0. O Kuwait foi vencer fora os Emirados por 3-2.

– Grupo C – Vitória suada do Japão frente à Coreia do Norte por 1-0. Em Saitama, o Japão de Zaccheroni com muitas ausências de jogadores que actuam na Europa suou para bater os norte-coreanos. O Uzbequistão também levou de vencido o Tadjiquistão pelo mesmo resultado.

– Grupo D – A jogar em casa e com poucos atletas da convocatória normal, os Australianos bateram a Tailândia por 2-1. Joshua Kennedy e Alex Brosque resolveram um jogo muito difícil para os Australianos. A Arábia Saudita cedeu terreno em Omã, empatando a 0.

– Grupo E – O Irão não deu hipóteses à Indonésia (3-0). Qatar e Bahrein empataram a 1 bola.

Amigáveis:

Venezuela e Argentina foram testar jogadores e promover o futebol à India. Num amigável disputado em Calcutá, a Argentina levou a melhor por 1-0. Otamendi marcou o golo da Argentina na estreia do novo seleccionador Alejandro Sabella. Os Indianos ficaram porém maravilhados com Lionel Messi e com as suas boas arrancadas.

A Argentina provou não ter conseguido superar as falhas defensivas da era Maradona e Batista. A Venezuela podia ter ganho, não fosse o avançado do Málaga Rondón ter desperdiçado algumas chances de golo.

Ucrânia e Uruguai protagonizaram um bom ensaio. 3-2 para a selecção Uruguaia.

Depois da difícil vitória espanhola no mundial de 2010 por 2-1, a selecção espanhola voltou a demonstrar dificuldades perante a interessante selecção sul-americana.

O jogo desta noite, realizado em St. Gallen na Suiça, ficou marcado pelas cenas de violência que podemos ver no video que postei.

A Espanha iniciou o jogo a perder. Ao intervalo perdia por 2-0, fruto do golaço de Maurício Isla a abrir a partida. Irritado, Del Bosque colocou Iniesta e Fabrègas, jogadores que viriam a ser os obreiros da reviravolta espanhola.

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Segue para a Catalunha

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Fazem 19 anos do primeiro triunfo do Barcelona na prova máxima do futebol europeu. Precisamente no antigo Estádio de Wembley.
À primeira vista, a vitória de 1992 parece mentira quando dito como primeiro dos catalães às novas gerações, mas o facto é que o livre do antigo treinador do Benfica Ronald Koeman ditava o primeiro grande triunfo europeu para o Barça frente à Sampdoria na altura comandada em campo por um tal de Roberto Mancini.

Em 6 anos, o Barça de RijkaardGuadiola limpou 3 dos 6 troféus, facto que deve ser considerado como genial. Aos 40 anos, Pep Guardiola (que já tinha vencido a prova como jogador nessa final de Wembley em 1992) tornou-se o mais jovem treinador de sempre a vencer por duas vezes a prova, superando o record que pertencia ao único treinador que lhe conseguiu roubar troféus nas duas últimas temporadas: José Mourinho.

O Manchester United, a jogar no seu país (quase em casa diria) recebeu o Barcelona, numa disputa muito peculiar: ambas as equipas disputavam o 4º troféu máximo do futebol europeu.

Passando a factos, quando vi as equipas iniciais não constatei qualquer mudança de relevo na equipa do Barcelona: Guardiola não mexeu muito na equipa em relação aquilo que à constituição com que se tinha apresentado nos últimos jogos da época dos Catalães, à excepção da aposta em Mascherano no eixo da defesa preterindo de Carles Puyol, em limitações físicas nas últimas semanas. Na esquerda da defesa, o regressado Abidal (um verdadeiro vencedor da vida) substituía a opção que tinha sido mais regular: o brasileiro Adriano.

Do lado da turma de Ferguson, o xadrez inicial causou-me algum espanto ao contrário da apatia natural que me tinha provocado a teia montada por Guardiola.

O Escocês cometeu algumas falhas graves no seu onze inicial: um meio campo composto por Carrick e Giggs quando se impunha claramente a colocação de um terceiro homem como Scholes perante um meio-campo que se sabe povoado de jogadores do Barça, a colocação de Nani no banco o que é um profundo crime para uma final de Champions,  e a colocação de António Valência no onze inicial quando se têm o maior criativo da equipa no banco. Já a aposta no Sul-Coreano Ji-Sung Park não a posso censurar, visto que o jogador asiático é de um rigor táctico tremendo e uma aposta segura para este tipo de jogos.

Durante a partida, não assistimos a nada de novo. O Manchester entrou a todo o gás, tentando circular rapidamente o seu jogo ofensivo e apostando em pressionar alto a defesa do Barcelona. Uma boa entrada para quem pretende vencer esta equipa Catalã, que perante a “entrada de leão” do adversário se limitou a diminuir lentamente a velocidade do jogo e a tentar adormecer a equipa Inglesa. Dito e feito.

Calmamente, o Barcelona foi colocando o seu “tiki-taka” em marcha e aos 27″ seria Pedro Rodriguez a inaugurar o marcador. Passados 7 minutos, o Manchester (reagiu bem ao golo) haveria de empatar num lance em que Giggs assiste Rooney vindo de posição de fora-de-jogo. Nesse aspecto, os auxiliares e árbitros de baliza do quinteto comandado pelo Húngaro Viktor Kassai erraram, assim como todos também erraram (na minha opinião) em dois lances: o primeiro quando Evra levou a bola com o braço na primeira parte e o 2º quando Villa colocou a “mão marota” na área dos Catalães a um lance de insistência de Evra pela esquerda.

Na 2ª parte, uma veleidade da defesa de Manchester permitiria a Messi rematar sem oposição de fora-da-área para o 2-1. Quando o Barça se toma em vantagem, já sabemos qual é o resultado: a equipa começa a adormecer o jogo numa lenta circulação de bola de um lado ao outro do terreno que pode durar minutos e que efectivamente atordoa por completo o ímpeto das equipas adversárias. Muito sábia a lição de Guardiola no que toca a este aspecto de jogo.

Quando se impunha que o português Nani entrasse (ao intervalo) perante um Valência que não fez mais nada durante toda a partida senão dar porrada nos adversários, Ferguson lançou o internacional luso “tarde e a más horas” e este acabaria por estar indirectamente ligado ao 3º golo dos Catalães, numa altura em que a equipa de Manchester tinha tremendas dificuldades em conseguir sair a jogar do seu meio campo perante a pressão alta que os Catalães habitualmente exercem.

Se por um lado o “tiki-taka” tem esse efeito, por outro lado o Barça usa e abusa desse modelo para atacar o adversário quando este se encontra cansado: Villa haveria de dar a estocada final perante um Manchester que pura e simplesmente não existiu na 2ª parte.

Vitória justíssima na Liga dos Campeões por parte do Barcelona, que quer gostando ou não gostando, é de facto a melhor equipa mundial dos últimos anos.

O Manchester pela carreira que fez na competição é um justo vencido mas hoje não fez pela vida para bater este Barcelona.

Para finalizar, em Setembro teremos um Barcelona vs FC Porto na supertaça europeia.

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O que poderia ter acontecido à FPF

A UEFA e a FIFA anunciaram ontem a suspensão aplicada à Federação de Futebol da Bósnia-Herzegovina, a contar a partir do dia 1 de Abril de 2011, que impede a participação em jogos internacional dos clubes bósnios e da respectiva selecção.

Com base na sanção está a rejeição de adopção dos estatutos da modalidade, à semelhança daquilo que aconteceu nos últimos meses entre os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. Não atendendo às exigências das instâncias do futebol europeu e do futebol mundial que pretendiam instaurar no país dos Balcãs uma presidência única em vez do actual trio que está à frente do futebol Bósnio (1 presidente muçulmano, 1 presidente bósnio, 1 presidente croata, respeitando todas as etnias que compõem o país), a federação Bósnia não se adequou aos estatutos legais pretendidos.

Estamos a falar das mesmas suspensões em que poderia decorrer a FPF caso os seus estatutos não fossem aprovados na generalidade há umas semanas atrás na última Assembleia-Geral realizada.

Com esta suspensão, os clubes Bósnios não poderão jogar as competições europeias na próxima época e a selecção Bósnia foi automaticamente expulsa do Grupo D de qualificação para o Europeu 2012, a cerca de 2 meses da próxima partida que seria disputada no próximo dia 3 de Junho.

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Finalmente

A Federação Portuguesa de Futebol tem novos estatutos e finalmente se adequou à lei pela qual o governo quer reger o futebol.

Não há nada como a ameaça de sanções aos clubes e selecção por parte da FIFA e da UEFA para que os “velhos do restelo” das associações de futebol se mexam e aceitem a redução de poder que estes novos estatutos lhes contemplam para os próximos tempos.

Paciência. Sempre tive em crença que as associações distritais estão a mais no futebol português. A forma como roubam os clubes (nos distritais 33% da receita vai para a associação de futebol; por cada castigo de atleta ou dirigente, os clubes mais pequenos tem que pagar os elevadíssimos custos de processo), as claras “associações” a truques de bastidores no que toca a arbitragens e a manobras de corrupção e as tentativas de domínio de todas as decisões federativas fazem das associações distritais um cancro que os novos estatutos vem para erradicar.

Futebol Clube do Porto, Braga e Leiria montaram um eixo (em conjunto com as suas associações distritais) que não permitia que estes novos estatutos tivessem aprovação. Vá-se lá saber porquê não é?

O futebol português fica a ganhar.

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Chumbada

Chumbada. A proposta de revisão dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol. Novamente. Agora por “insuficiência de maioria qualificada” na Assembleia Geral que se realizou hoje.

Mais uma vez foi rejeitada a adaptação dos estatutos da FPF ao Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas. Por casmurrice dos membros que compõem a Assembleia-Geral da FPF em chegar a um acordo, a Federação Portuguesa de Futebol continua de costas voltadas para a lei. As Associações não se parecem importar com os cortes de financiamento estatal que vão sofrer.

Não se esqueçam que a UEFA está atenta ao desenrolar desta problemática. Qualquer dia, irrompem por aí a dentro com a decisão de punir desportivamente a nossa selecção. A pena pode ir até à proibição (às nossas selecções) de participarem em provas internacionais durante 2 anos.

Tá-se bem, continuem assim. Assim vamos longe. Paulo Bento até pode garantir a qualificação no campo, mas de nada isso pode valer caso as “comadres” não se entendam nas Assembleias Gerais.

Se em breve excluírem a selecção portuguesa de uma fase final de um europeu, não se esqueçam que existe alguém sapiente dos meandros que se tecem na federação avisou…

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Tesourinhos deprimentes do futebol Português #6

Estavamos a 12 de Setembro de 2007 no Estádio de Alvalade em Lisboa, num jogo a contar para a Qualificatória para o Euro 2008 contra a Sérvia.

Depois da nossa selecção ter empatado no campo contra a sua congénere Servia, eis que Scolari protagoniza um dos momentos mais épicos do futebol Português ao espetar um murro no defesa esquerdo Sérvio Ivica Dragutinovic. Tudo para defender o “mínimo Quaresma” que se tinha pegado com Dragutinovic.

(O pormenor do murro a rebeldia de Scolari sem Dragutinovic dar conta e a atitude de Fernardo Brassard, que se impediu que o Sérvio respondesse a dobrar é delicioso)

Scolari seria alvo de um castigo disciplinar da UEFA de 4 jogos. A Selecção Nacional conseguiria o apuramento para o Europeu de 2008 da Suiça, onde conseguiu atingir os quartos-de-final. Em pleno europeu, Scolari anunciou que não iria renovar pela Selecção, rumando ao Chelsea, onde não conseguiu aquecer o banco até ao Natal!

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Uefa Champions League Fantasy Football – Matchday 1

Como tinha prometido aqui vão os primeiros resultados da minha Liga Privada (Amigos do Branco) no concurso da UEFA, após o término da 1ª ronda da fase de grupos da prova.

Dos cerca de 50 convites enviados e da postagem neste blog com o código da Liga, 22 utilizadores acederam à chamada e vistas as coisas, está desde já prometida uma competição privada bastante interessante que apenas é manchada pelo facto do “mastermind in masternova” da coisa, ou seja eu, declarar-me capaz de lutar pela UEFA da coisa…

Também é destaque que a liga está a ser liderada para já por um utilizador mistério! O lanterna-vermelha, devido a pelcalços (com o servidor!!!) é o meu amigo Pedro Patoilo!

A classificação, após o fecho desta ronda é a seguinte:

(Duplo clique para ampliar; peço desculpa por não ter conseguido um print-screen total)

A primeira metade da tabela revela que este ano a liga será prometedora. O utilizador mistério (Al Samud SAD) lidera com 84 pontos sendo seguido de perto por Rui Nunes com 83 e por Aron Von Meurs que está em 3º com 80 pontos.

Na 2ª metade da tabela (13º a 22º lugar) ainda se encontram os respectivos utilizadores:

13º Bruno Ferreira Santos (ELITE) — 49 pontos
14º Paulo Beirão (sorbitol) — 48 pontos
15º Hugo Gomes (FC Tropa) — 47 pontos
16º João Jorge (SCP.de) — 46 pontos
17º João Cortesão (SL Benfica) — 45 pontos
18º Nuno Mourinho (Goals´R´Us) — 44 pontos
19º Gabriel Girardon (Halterocopistas) — 39 pontos
20º Real Aguada (Júlio Pinto) — 37 pontos
21º Helder Pereira (fc confulcos) — 34 pontos
22º Pedro Patoilo (Rastaman FC) — 34 pontos

Ao nível da pontuação total, a nossa liga ocupa neste momento o lugar 823 no ranking de Ligas privadas.


PS: Já se podem alterar os jogadores tendo em vista a 2ª Jornada da competição que é daqui a 2 semanas. Aconselho-vos a fazer as alterações que pretenderem depois da jornada de campeonato que antecede para verificarem se os jogadores poderão ser utilizados nas partidas das Champions. Cada alteração terá a subtracção de 2 valores na pontuação acumulada do utilizador.

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Uefa Champions League Fantasy Football

A “Uefa Champions League Fantasy Football” é um concurso com base numa plataforma virtual promovida pelo site da UEFA, válido para a Liga dos Campeões. O objectivo do jogo é muito parecido com a Liga Record, salvo as diferenças dos respectivos regulamentos e os prémios que esta época continuam a ser praticamente os mesmos para os melhores classificados: viagem e bilhetes para a final da competição, playstation 3, Playstations portáteis e televisores Sony Bravia. O utilizador tem a oportunidade de registar uma equipa tendo em conta um orçamento virtual de 100 milhões.

Nos intervalos entre as jornadas da competição e posteriormente entre os jogos das eliminatórias, o utilizador poderá fazer as alterações que desejar na sua equipa.

Para quem estiver interessado em jogar a edição desta época da “Uefa Champions League Fantasy Football”, à semelhança das épocas anteriores criei uma liga privada que intitulei “Os Amigos do Branco”.

A inscrição no concurso da UEFA pode ser feita aqui. Depois do registo de utilização e da criação da equipa, quem quiser poderá inscrever-se nesta Liga Privada tendo apenas que clicar nas opções “LeaguesLigas” que aparece por cima da equipa e inserir este código (69049-13344) na opção “Join Private LeaguesEntrar numa liga privada”.

As actualizações dos resultados dos participantes na Liga serão colocadas neste blog após o termino de cada jornada.

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Resultado histórico

Pela primeira vez na sua história, o Braga apurou-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Resultado histórico, brilhante! A sinfonia de George Haendel será escutada na pedreira!

Há uma semana atrás não gabei este Braga à toa. Apenas referi que este Sporting de Braga é actualmente a melhor equipa Portuguesa. Pode ser visto na página principal deste blog. Parafraseando o importante: “Este resultado não deixa os Bracarenses qualificados para a fase de grupos da Champions mas quase…No entanto creio que em Sevilha, o andamento vai ser duro e a equipa da casa tentará acelerar o jogo de tal maneira que o Braga deverá passar algumas dificuldades. Depois do que vi hoje, se a equipa de Domingos Paciência mostrar a mesma garra e a mesma atitude creio que irá passar para a fase de grupos (…)” – Nem o Sevilla causou grandes dificuldades (atacou de forma muito atabalhoada e 2 dos 3 golos que marcou foram erros crassos de Felipe e Elderson) nem o Braga se amedrontou com a margem escassa que trazia da 1ª mão. Domingos olhou de frente o adversário, não ligou aos nomes do outro lado do campo e pôs a equipa a jogar com a garra e com a agressividade do costume. Depois do Celtic, depois da excelente primeira mão, Domingos e os seus jogadores não acusaram a pressão e foram ao Sanchiz Pizjuán jogar de igual para igual com o “poderoso” Sevilha que de poderoso não mostrou nada ao longo dos 180 minutos.

No final, considero este 4-3 um resultado muito benevolente para o que o Sevilha fez durante os 90 minutos. O Braga, através de uma grande atitude de entreajuda e organização defensiva e através do seu contra-ataque mortífero mereceu golear este Sevilla que neste jogo voltou a tentar sobreviver da veia criativa de Navas e do jogo bombeado para Luis Fabiano e Frederic Kanouté.

Para além do encaixe financeiro que irá chegar aos cofres Bracarenses (cerca de 910 Milhões) o Braga entra numa grande montra do futebol mundial. Esta chegada à elite do futebol europeu é uma enorme montra de projecção para o trabalho que está a ser realizado no clube nos últimos anos e para a afirmação europeia dos seus jogadores.

Os jogadores do Sporting de Braga provaram hoje que no futebol, uma equipa cheia de craques não ganha. Também provaram que um colectivo unido vale bem mais do que a tentativa de supremacia com base em 2 ou 3 grandes jogadores do ponto de vista individual. O Braga deu hoje uma “sapatada” enorme na mentalidade do desporto Português. Deixando de pensar como coitadinhos, podemos enfrentar qualquer adversário estrangeiro: basta deixar a pele em campo.

Como tal, a Pedreira merece receber um Manchester, um Inter ou um Real Madrid. Os adeptos do Braga merecem futebol de primeira!

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