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pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

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Chicago Bulls 116-89 Indiana Pacers

Ao 5º jogo, os Bulls terminaram o trabalho!

Depois de um 4º jogo muito pouco conseguido em Indiana, a série voltou para Chicago.

Se os Pacers tinham tornado a série muito difícil para os Bulls graças a uma estratégia defensiva exímia, e se Chicago por sua vez complicou em muito as coisas acabando por vencer 3 jogos no último período sem jogar grande coisa, neste 5º jogo a turma de Chicago fez um jogo perfeito! Os Pacers, acabaram por provar do seu veneno, graças a uma defesa de Chicago muito aguerrida e a um jogo de ataque onde a eficácia dos Bulls (principalmente da linha de 3 pontos) se fez sentir.

Até ao intervalo, o jogo foi mais ou menos equilibrado. Os Bulls (com alguns jogadores a atingir a 3ª falta muito cedo) andaram sempre na frente com uma vantagem de 10 pontos. No 3º período, algumas desatenções permitiram Indiana chegar a uma desvantagem mínima de 4 pontos até que Derrick Rose (com 4 faltas na altura à semelhança daquilo que acontecia com Carlos Boozer e Joakim Noah) fez saltar o seu brilhantismo concretizando 3 triplos seguidos quando nas 5 anteriores tentativas não tinha concretizado algum.

Joakim Noah exibiu-se a grande nível (tinha o avô Zacharias e a irmã Helena nas bancadas) mostrando novamente que é a alma desta equipa. No 3º período uma pequena provocação a Josh McRoberts de Indiana valeria uma expulsão directa (ejection) ao poste baixo dos Pacers por agressão clara ao jogador de Chicago. Experiente na arte da provocação, Noah acabaria por dar o veneno à agressividade dos Pacers nesta série. Acabaria a partida com 14 pontos e 8 ressaltos.

Em 29 minutos de utilização, Derrick Rose fez o que lhe competia marcando 25 pontos. No final do 3º período saltou para o banco para descansar e dar alguns minutos de utilização à alternativa para o seu lugar, ou seja, CJ Watson.

Luol Deng marcou 24 pontos e do banco de Chicago saltaram à vista as exibições de Taj Gibson e Karl Korver. O extremo voltou a ser decisivo com 13 pontos.Pela negativa, Carlos Boozer nunca se conseguiu encaixar na partida, atingindo a 4ª falta ainda no 3º período – perante este facto, Tom Thibodeau fez com que o poste baixo nunca mais voltasse à partida.

No total, os Bulls acabariam a partida com 14 triplos marcados.

No lado de Indiana, uma exibição insalubre ficou marcada pela expulsão de McRoberts. Danny Granger (20 pontos) e Tyler Hansbrough (14 pontos11 ressaltos) ainda conseguiram ter momentos de descernimento nesta eliminação de Indiana.

Chicago fica assim à espera do desfecho da série que opõe Orlando a Atlanta.

Os Hawks lideram por 3-2 após a vitória concludente de Orlando no jogo 5 em casa. Sem um bom Dwight Howard em competição (8 pontos8 ressaltos) a equipa da Flórida foi mais equilibrada nesta partida. Jason Richardson foi o melhor marcador com 17 pontos num jogo em que os 12 jogadores utilizados por Orlando marcaram pontos.

Do lado de Atlanta, Josh Smith foi o único jogador inspirado, marcando 22 pontos e ganhando 11 ressaltos.

A série segue para jogo 6 em Atlanta.

Os Miami Heat fecharam a sua série, vencendo em casa os Philadelphia Sixers por difíceis 97-91.

Não foi um jogo muito fácil para a equipa da Flórida. Valeu em muito a eficácia no lançamento de 3 pontos. O suplente Mário Chalmers foi exemplo disso concretizando 6 triplos em 12 tentativas. Chalmers acabaria o jogo com 20 pontos. LeBron James fez um bom jogo de equipa, marcando 16 pontos, conquistando 10 ressaltos e executando 8 assistências. Invulgar para quem domina todas as atenções no jogo de ataque dos Heat.

Destaque ainda para Dwayne Wade com 26 pontos, 11 ressaltos e 7 assistências e Chris Bosh com 22 pontos. Os dois foram essenciais nos minutos de decisão perante uma equipa de Philadelphia que despede-se do campeonato com honra. Digo-o, porque à partida para este campeonato ninguém acreditava que a turma liderada por Doug Collins fosse capaz de conseguir atingir os playoffs.

Nesta partida, os inspirados André Iguodala (22 pontos10 ressaltos) e Elton Brand (22 pontos) precisavam de mais qualquer coisinha da equipa para levar a série para jogo 6. O base Jrue Holliday marcou 10 pontos e deu 8 assistências, mostrando-se ao longo da série como um jogador a ter em conta para o futuro desta equipa.

Os Heat já sabem que vão disputar a meia-final de conferência com os Boston Celtics, numa série que vai ser eléctrica.

Na Conferência Oeste:

– A perder 3-1 na série, os Spurs salvaram o primeiro dos matchpoints contra Memphis. 110-103 foi o resultado final de mais uma partida difícil para os homens de San Antonio.

O Argentino Manu Ginobili arrancou uma exibição à Ginobili de alguns anos atrás, marcando 33 pontos. A estrela Argentina esteve muito bem no lançamento, concretizando 10 em 18, 4 de triplo. O Francês Tony Parker também se exibiu uns furos acima do marasmo que nos têm habituado desde há 3 anos para cá, marcando 24 pontos e oferecendo 9 bolas aos companheiros de equipa. Tim Duncan fez um jogo aceitável com 13 pontos e 12 ressaltos. Continua a ser lacuna dos Spurs a falta de alguém que consiga aparecer no jogo à excepção do seu big-three. Jogadores experientes como Richard Jeffeson, Grant Hill ou Antonio McDyess têm andado escondidos durante esta série. Os jovens talentosos como Gary Neill ou Tiago Splitter, também não estão a acrescentar mais valia a esta equipa durante estes jogos, fruto da inexperiência nestas andanças e da falta de rodagem que o técnico Greg Popovich teima em apostar.

Do lado de Memphis,

– Em Los Angeles continua o calvário dos Lakers para suplantar os New Orleans Hornets.

No jogo 5, os Lakers viraram a eliminatória a seu favor num jogo mais calmo para a turma de Phil Jackson e onde as suas vedetas mostraram mais credenciais daquilo que tinham feito nos 4 jogos anteriores.

6 jogadores atingiram a casa dos dois digitos (Kobe, Gasol, Odom, Artest, Bynum e Fischer). Em suma, o núcleo duro dos Lakers. Kobe marcou 19 pontos mas têm sido Bynum que tem deslumbrado nesta série. No jogo 5 apontou 19 pontos e conquistou 10 ressaltos. Gasol esteve bem melhor com 16 pontos e 8 ressaltos. Já o tinha comentado com alguns amigos que seguem a sério esta modalidade o facto do irmão Marc Gasol estar a executar melhores números na série contra San Antonio que o irmão Pau.

Do lado de New Orleans, Chris Paul voltou a liderar a equipa com 20 pontos e 12 assistências, contando com a ajuda do italiano Bellinelli (até que enfim que aparece) e de Trevor Ariza (2o pontos)

– Em Dallas, a mesmíssima coisa. Perante um adversário mais equilibrado (Portland) os Mavs fizeram o 3-2 num jogo muito sofrido que terminaria 93-82.

Dirk Nowitzky e Jason Terry estiveram a alto nível. O Alemão com 25 pontos e o base suplente com 20 pontos. Foram muito bem secundados com a excelente exibição do poste Tyson Chandler (14 pontos e 20 ressaltos) e com a organização do base Jason Kidd (14 assistências).

Os Blazers estiveram uns furos abaixo em relação ao jogo 4. André Miller voltou a liderar a equipa com 18 pontos e 7 assistências. Gerald Wallace apareceu finalmente na série com 16 pontos e 9 ressaltos. Desta vez, os Blazers não contaram com uma boa exibição de Brandon Roy, que nos jogos anteriores saía sempre do banco para dar um excelente contributo.

– Em Oklahoma, os Thunder mataram a eliminatória como se previa, numa vitória arrancada a ferros nos últimos instantes da partida. 100-97 foi o resultado final de uma partida onde Durant foi rei com 41 pontos. Numa exibição menos vistosa do ponto de vista colectivo, Russell Westbrook marcou 14 pontos, James Harden 12 e Kendrick Perkins deu uma mãozinha na luta das tabelas com 11 pontos e 9 ressaltos.

Oklahoma espera o desfecho da série que opõe os San Antonio Spurs aos Memphis Grizzlies.

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