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Crise humanitária

É com espanto que observo a situação actual do Japão.

– Um sismo devastador: o 4º maior da história, segundo os registos existentes, que tirou a vida a cerca de 10 mil pessoas.

– Dezenas de milhares de desaparecidos, centenas de milhares de pessoas evacuadas.

– 4 explosões nucleares na Central Nuclear de Fukushima, que perfazem um dos piores acidentes nucleares da história da humanidade. 17 soldados norte-americanos contaminados com níveis de radioactividade superior ao normal, riscos para a saúde pública dos cidadãos e trabalhadores da área envolvente à Central Nuclear.

– Centenas de milhares de desalojados, cidades que desapareceram do mapa, estragos financeiros na casa de milhões de milhões de euros. O sismo, para além das estruturas que destruiu, para além das vidas que tirou e dos riscos para a saúde pública que gerou está a abalar significativamente a economia Japonesa. Exemplo disso foi a Bolsa de Valores Japonesa (Nikkei) que hoje encerrou com perdas colossais de 10%.

Perante todos estes dados, pode-se falar que é a maior crise no país desde a 2ª Guerra Mundial e desde o lançamento da bomba atómica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Perante todos estes dados, pode-se falar que esta deverá ser a pior catástrofe natural da história da humanidade. Num país que se encontrava altamente preparado para actuar a todos os níveis perante este tipo de catástrofes: respeitava os métodos de construção anti-sísmica, tinha toda a logística preparada ao nível de protecção civil para actuar imediatamente em situações de resgate, remoção de escombros e, preparadíssimo e instruído ao nível de formação cívica dos seus cidadãos.

Como aqui referi num dos anteriores posts sobre esta catástrofe, nem é bom de pensar caso um fenómeno sísmico desta potência eclodisse em Portugal. A protecção civil Portuguesa não está preparada para actuar num fenómeno destas, mesmo apesar do facto da região de Lisboa coabitar com o risco de uma falha sísmica. Ao nível de formação cívica, os cidadãos Portugueses não estão minimamente preparados tendo em conta a formação que é dada ao povo Japonês.

Estamos portanto perante uma crise humanitária sem precedentes. A Comunidade Internacional através da sua organização internacional primordial que é as Nações Unidas devem unir todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos desta catástrofe.

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Tragédia no Japão

A natureza pode ser a maior amiga ou a maior inimiga do Homem.

É capaz de nos dar vida e de causar a morte.

O sismo de ontem no Japão é a prova disso. Às 00:00 de Lisboa (9:00 em Tóquio) a protecção civil japonesa oficializou 400 mortos, 548 desaparecidos e cerca de mil feridos. O número de mortos, como tal, é passível de chegar ao milhar de pessoas naquele que foi o 4º maior sismo (desde que existem registos) da Humanidade.

O Governo Japonês também olha com extrema precaução para a Central Nuclear de Fukushima, a 250 quilómetros do local onde eclodiu o sismo. De acordo com a Comunicação Social Nipónica, o sistema de arrefecimento da Central nº1 da central nuclear falhou e os níveis de radição poderão estar mil vezes superiores à normalidade. Para tal, o Governo decretou o estado de emergência na região, o que motivou a evacuação de toda a população que habite ou trabalhe até 10 km da central nuclear.

Às 4 da manhã em Niigata (19 horas em Lisboa) outro sismo de menor intensidade (6,6 na escala de richter) eclodiu perto desta província, não havendo notícias de mortos, feridos ou grandes danos.

Estamos a falar de uma catástrofe que atingiu um país, que tem uma alta rede de “know-how” e meios disponíveis para lidar com este tipo de fenómenos na natureza. Nem a bem queiramos pensar o que  é que um fenómeno desses pode trazer, caso aconteça um dia em Portugal – relembremos que Portugal (a área de Lisboa) corre exactamente o mesmo risco daquilo que aconteceu ontem no Noroeste do território Japonês.

É necessário que as entidades governamentais, específicamente o Ministério que tutela a Protecção Civil, tenha meios suficientes para poder lidar com uma situação destas. E pelo que parece, Portugal, nem sequer dispõe de um alerta para tsunamis.


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Tensões a oriente

O exército Sul-Coreano está a preparar um exercício na Ilha de Pyongyeong com começo marcado para amanhã e término na terça. Tal acontecimento poderá levar a novas tensões bélicas entre os dois países da Península Coreana.

Caso o referido exército “queira manter marcado o exercício”, o governo Norte-Coreano estará disponível para retaliar sobre o exercício do exército Sul-Coreano. Segundo informações de Pyongyang, a Coreia do Norte estará disponível para lançar um ataque de grande escala à ilha de Pyongyeong, maior que o ataque lançado a 23 de Novembro contra a mesma, causando quatro mortes (2 civis e 2 marinheiros Sul-Coreanos) e a destruição de dezenas de casas pertencentes a civis.

Quase toda a comunidade internacional já veio a público alertar para que se mantenha a calma nas relações entre os dois países. A China, como superpotência da região em questão, acabou por ser demasiado vaga na sua reacção.

Em outro prisma, a Comunicação Social apontou esta semana notícias que indicam que o Japão aumentou as suas forças militares devido à China. Segundo a Defesa Nacional Japonesa, a ameaça de armas nucleares vinda da Coreia do Norte e o crescimento da  força militar Chinesa, levaram a que se tomassem medidas no que toca a um aumento efectivo na defesa de antimísseis e na defesa nuclear.

Tóquio está com um relativo medo nas ilhas do Sul do país, visto que acredita que os Chineses aumentaram consideravelmente o seu poderio naval: “Pequim “moderniza rapidamente o seu exército e intensifica as suas actividades nas águas vizinhas ao seu território” e que “com a falta de transparência da China sobre as questões militares e de segurança, esta tendência é uma fonte de preocupação para a região e para a comunidade internacional.”

O Ministério da Defesa Chinesa, refuta as opiniões de Tóquio, reiterando que a China adoptou uma política defensiva: “A China continua a seguir uma via de desenvolvimento pacífico e a sua política de defesa nacional é defensiva. Não queremos ameaçar ninguém. “[Nenhum país] tem o direito de se designar como representante da comunidade internacional, tão pouco o de fazer declarações irresponsáveis sobre o desenvolvimento da China.”

As tensões entre a China e o Japão agravaram-se em Setembro com o acidente entre um barco de pesca Chinês e duas embarcações de patrulha Japonesas nas Ilhas de Senkaku, ilhas pertencentes ao mar da China (pretensões Chinesas) mas com soberania de Tóquio.

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