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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #35 – da noite de skills

1. NBA Slam Dunk Challenge:

slam dunkLATo

A concurso 6 dos melhores dunkers da liga: o base dos Clippers Eric Bledsoe, o base rookie dos Toronto Raptors Terence Ross, o extremo dos Indiana Pacers Gerald Green, o shooting guard\shooting forward dos Knicks James White, o poste baixo dos Nuggets Kenneth Faried (embalado pelo prémio de MVP do jogo dos rookies e sophomores na noite anterior) e o extremo dos Jazz Jeremy Evans

A vitória acabou por sorrir para Terence Ross dos Raptors, vestido com o memorial 15, número que Vince Carter envergava nos Raptors quando venceu o dunk contest do All-Star Game de 2000 com um afundanço 360º!

A fotografia do afundanço da noite:

Ross

ross premio

2. Taco Bell Skills Challenge:

Damien Lillard premio

Damien Lillard venceu o concurso de skills de base.

O sensacional rookie de Portland fez o melhor tempo no habitual circuito construído pela liga e bateu a concorrência constituída por Brandon Knight (Detroit Pistons) Tony Parker (San Antonio Spurs) Jeff Teague (Atlanta Hawks) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) e Jeremy Lin (Houston Rockets).

3.

Team Miami

No concurso de lançamento por equipas, houve algumas mudanças em relação às regras. Um pouco à medida das mudanças introduzidas nos outros concursos. O concurso deixou de ser individual e os jogadores passaram a representar as suas conferências. Nos anos anteriores, por equipas, representavam as cidades 3 jogadores: 1 a representar a equipa actualmente, outro que a tenha representado e uma jogadora da equipa da cidade na WNBA. Este ano, decidiram unificar a participação das equipas por conferência. Daí a equipa que tenha vencido foi esta, do Este, constituída por Chris Bosh (actual jogador dos Miami heat) Swin Cash (jogadora das Chicago Sky) e Dominique Wilkins, antiga vedeta dos Atlanta Hawks.

4.

O habitual concurso de triplos, vencido pelo base dos Cleveland Cavaliers Kyrie Irving. Irving provou porque é que é um dos melhores lançadores de 3 pontos da liga.

Irving 2

Irving bateu a concorrência apertada de Ryan Anderson (New Orleans Hornets) Stephen Curry (Golden State Warriors) Steve Novak (New York Knicks) e Matt Bonner (San Antonio Spurs). A final foi disputada contra o veterano jogador da equipa Texana. A lamentar, a ausência deste concurso (como o Eduardo Barroco de Melo me disse na altura por mensagem) de Kyle Korver (Atlanta Hawks) e Jamal Crawford (LA Clippers), dois indiscutíveis triplistas da liga!

5. Foto de família:

sabado

Todos os que participaram na noite de sábado.

Nota final: Muita gente me tem perguntado porque é que a liga não convida ou não coloca os melhores jogadores da liga nestes eventos.

1. A liga por vezes convida alguns jogadores para estes eventos, mas alguns jogadores não aceitam o convite. Muitos jogadores não querem actuar nos eventos de sábado à noite por razões pessoais. Em vez de viajarem mais uma vez para uma cidade para fazer uma aparição no concurso de triplos ou de afundanços, preferem ficar uns dias com a família e descansar do árduo calendário da liga que na maior parte dos casos os afasta da família e amigos durante meses.

2. No all-star game, a liga tenta que em todos os eventos estejam representadas todas as equipas, num grau de equidade. Não interessa que hajam equipas sem representação no maior evento de exibição mediática da liga. Para as maiores vedetas da liga, noutros casos, estes eventos não interessam para aumentar a sua popularidade, logo, deixam que jogadores “menos brilhantes” possam ter o seu espaço. É claro que para a liga interessava ter James ou Griffin todos os anos a lutar pelo concurso de afundanços (se bem que ambos já o venceram nos primeiros anos de liga) ou Chris Paul no concurso de 3 pontos ou no skill challenge.

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NBA 2012\2013 #34 – do All-Star Weekend

1.

all-star

2. Do habitual jogo entre Rookies e Sophomores, agora misturados

De um lado o Team Shaq de Shaquille O´Neal, constituído por Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) Damien Lillard (Portland Trail Blazers) Harrison Barnes (Golden State Warriors) Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats) Chandler Parsons (Houston Rockets) Kemba Walker (Charlotte Bobcats) Ty Zeller (Dallas Mavericks) Klay Thompson (Golden State Warriors) Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) Andrew Nicholson (Orlando Magic) e Andre Drummond (Detroit Pistons) que mesmo lesionado alinhou durante 36 segundos.

Do outro lado o Team Chuck de Chris Robinson, constituído por Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) Bradley Beal (Washington Wizards) Kenneth Faried (Denver Nuggets) Kawhi Leonard (San Antonio Spurs) Anthony Davis (New Orleans Hornets) Alexey Shved (Minnesota Timberwolves) Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) Isaiah Thomas (Sacramento Kings) Nikola Vucicevic (Orlando Magic) e Brandon Knight (Detroit Pistons)

Faried

A vitória acabou por sorrir confortavelmente para a equipa Chuck por 163-133 e o MVP da partida foi o Sophomore Kenneth Faried depois de marcar 40 pontos e conseguir 10 ressaltos. No lado do Team Shaq, o melhor pontuador foi Kyrie Irving com 32. Faried recebe o prémio com o “fantástico” Craig Sager (carismático jornalista da modalidade conhecido pelos seus exuberantes fatos) atrás. Sager ontem estava com um fato fora do normal.

3.

Antes do BBVA Rising Stars, as celebridades convidadas pela liga disputaram o jogo de celebridades. A mascote dos Bulls aproveitou para celebrar com Kevin Hart, o MVP da partida.

4. As fotos de grupo de rookies e Sophomores, a visita do comissário da liga David Stern ao balneário das equipas e algumas fotos do jogo:

BBVA

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5. Do jogo das celebridades:

celebridadescelebridades 2

O rapper Common e a antiga vedeta da liga, o poste Dikembe Mutombo.

celebridades 3

Usain Bolt, o próprio, atrás da bola!

celebridades 4

O rapper Ne-Yo.

6. Como não podia deixar de faltar neste tipo de eventos, a NBA Cares preparou uma série de acções comunitárias em Houston com a participação de jogadores e treinadores da liga. A NBA cares é um assunto ao qual irei abordar num dos próximos posts.

NBA cares Duncan

Tim Duncan (San Antonio Spurs)

NBA Cares Harden

James Harden (Houston Rockets)

NBA cares Howard Parker

Dwight Howard (Los Angeles Lakers) e Tony Parker (San Antonio Spurs)

NBA cares Irving

Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers)

NBA cares LeBron

LeBron James (Miami Heat)

NBA cares Lin

Jeremy Lin (Houston Rockets)

NBA Cares Ming

Mesmo já não pertencendo à liga, a antiga vedeta dos Houston Rockets Yao Ming também se quis associar ao evento.

NBA cares Westbrook

Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)

7. Brincadeiras:

Na euforia de ter ganho o prémio de MVP do jogo das celebridades, Kevin Hart decidiu desafiar o campeão olímpico Usain Bolt a uma corrida com bola nas mãos!

8.

Bastidores do jogo entre rookies e sophomores.

9. Mais a sério.

Michael Jordan afirmou recentemente que prefere Kobe Bryant a LeBron James. Já em Houston, James respondeu ao melhor jogadores de basquetebol da história.

10. Acabada de tirar:

skills challenge

Os participantes do concurso de skills de hoje. Brandon Knight (Detroit Pistons) Damien Lillard (Portland Trail Blazers) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) Jeremy Lin (Houston Rockets) Jeff Teague (Atlanta Hawks) e Tony Parker (San Antonio Spurs). “As festividades de hoje” começam à 1 e meia da manhã e tem transmissão na Sportv.

11.

A dupla de vedetas de Oklahoma presente no evento (Westbrook e Kevin Durant) falam do “orgulho” em ser all-star.

Westbrook 2

Westbrook decidiu prolongar o carnaval e aparecer no evento de ontem vestido de Tartaruga Ninja!

Os Thunder decidiram publicar no seu site um video com os dois jogadores a trabalhar nos eventos promovidos pela NBA cares.

12.

Bruce Bowen

Jogo das celebridades. Quem se lembra de Bruce Bowen, exímio atirador campeão pelos Spurs?

13.

carmelo

Festa de Puff Daddy e Carmelo Anthony em Houston. Seguramente uma daquelas festas onde todos os amantes da liga queriam ir!

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NBA #25

1. Jogos de ontem:

Grande jogo ontem em Indiana, com os Raptors a vencerem os Pacers por 100-98 depois de recurso a 1 prolongamento. Os Raptors já estão a jogar com a sua nova aquisição Rudy Gay. A antiga estrela de Memphis tem actuado muito bem nos primeiros jogos pela sua nova equipa. Gay fez 29 pontos na derrota da equipa canadiana contra os Heat por 85-100, 25 na derrota contra Boston por 95-99 e 23 pontos ontem. Na equipa de Toronto Rozan fez 22 pontos, Amir Johnson 14 pontos e 14 ressaltos (apesar de não ser um grande fã deste poste reconheço que está a fazer a melhor temporada desde que chegou à liga) e Jonas Valenciunas e Andrea Bargnani saltaram do banco para fazer 14 pontos cada um sendo que o rookie conseguiu também acrescentar 13 ressaltos.

O italiano Andrea Bagnani foi notícia esta semana visto que a imprensa especializada falou de eventuais negociações entre os Raptors e os Bulls para a troca do italiano por Carlos Boozer. À primeira vista, desportivamente, esta troca não faz qualquer sentido para o lado dos Bulls vista a época monstruosa que o seu poste-baixo está a realizar. Apesar de ser um jogador de 15 pontos de média e de poder vir a acrescentar poder de fogo exterior aos Bulls numa fase em que os Bulls são das equipas que menos concretizam de 3 pontos na liga, não vejo grande vantagem para os Bulls numa troca deste género até porque Boozer e Noah estão a perpetrar neste momento o melhor jogo interior da Liga. No entanto, a notícia afirmava que a troca se poderia dar por questões financeiras. Boozer assinou em 2010 um contrato salarial que prevê o pagamento de 100 milhões de euros a 5 anos sendo que a extensão de contrato que o poderá ligar aos Bulls até 2017 terá que ser negociada no início da próxima temporada. Com as exibições que o all-star está a fazer, Boozer poderá negociar uma extensão de contrato que lhe permita um vencimento máximo de 24 milhões de dólares, valor que neste momento parece ser proibitivo para os cofres da equipa de Chicago, ainda para mais por um jogador que está a caminhar para a veterania. No entanto, os Bulls, sem grandes objectivos este ano poderão receber Bargnani (está descontente em Toronto e poderá efectivamente, bem inserido na equipa de Chicago, dar o trampolim para a casa dos 20 pontos de média) e a partir do próximo ano poderão encaixar Bargnani com a concorrência de Nikola Mirotic, jogador do Real Madrid cujos direitos de NBA pertencem à equipa de Chicago e jogador cujas exibições em Madrid (onde já é estrela da Liga) auspiciam que poderá ser uma das vedetas do futuro da competição. Visto pela óptica de Toronto, Boozer poderia vir a reforçar a equipa canadiana, que, com a contratação de Rudy Gay pretende construir uma equipa competitiva que consiga alcançar os playoffs na próxima temporada.

Voltando à partida.

Do lado de Indiana, Paul George voltou a fazer das suas (26 pontos e 14 ressaltos) mas não conseguiu evitar a derrota da equipa. George e David West estão a jogar a um nível inacreditável. O poste-baixo que veio de New Orleans na época passada voltou a encontrar os números que tinha na anterior equipa. Ontem fez 30 pontos e 8 ressaltos. Muito perto do seu máximo de carreira, feito a 11 de Novembro do ano passado contra Sacramento (31).

Os Pacers também foram alvo de rumores esta semana. Dado que a equipa de Frank Vogel está a lutar pela vitória na divisão central com os Bulls (a vitória na divisão dá direito a um dos primeiros 3 lugares da conferência indiferentemente do score) e dado que Danny Granger está lesionado, o nome do extremo tem estado nas bocas do mundo para uma eventual troca. Vogel não conta com o extremo (as suas características são de jogo interior e no jogo interior a equipa de Indianapolis está bem servida com West e Roy Hibbert) podendo o mesmo ser trocado para fortalecer as opções da equipa, principalmente as de banco, onde Indiana “pode-se dizer” não tem banco.

Hornets a vencer categoricamente em Atlanta. Os Hawks estão a passar por uma fase má da temporada. Grande exibição dos bases de New Orleans. Eric Gordon com 27 pontos, Greivis Vasquez com um fantástico triplo-duplo com 21 pontos, 11 ressaltos e 12 assistências.

Vasquez é indiscutivelmente uma das maiores sensações da Liga. O base internacional Venezuelano, apesar de ter sido jogador da Universidade de Maryland por 4 anos, foi 28ª escolha do draft de 2010 (Memphis Grizzlies) e nas previsões não era visto como um jogador que se aguentasse por muito tempo na liga. Tanto é que os Grizzlies deram-lhe pouca rotação no seu ano de rookie e Vasquez foi parar a New Orleans no ano seguinte. Em New Orleans fez números de 8.9\5.4a no seu ano de estreia na época passada. Este ano já subiu a parada para 14 pontos de média e 9.4 assistências por jogo e é dono de interessantes skills técnicos para base. Lança bem (43%) e é um óptimo pensador de jogo. A sua contratação por parte dos Hornets tornou-se um sucesso.

Brilhante vitória dos Pistons no Palace de Auburn Hills perante os Spurs (sem Ginobili e Tim Duncan) por 119-110. Bom jogo colectivo da equipa do estado do Michigan. O poste Greg Munroe fez 26 pontos, 14 ressaltos e 5 assistências. O base Brandon Knight fez 24 pontos e o veterano extremo Charlie Villanueva saltou do banco com a mão quente para marcar 21 pontos, 15 deles em triplo (5 em 7 tentativas).

No lado dos Spurs, noite pouco inspirada para praticamente toda a equipa, excepto Tony Parker que fez 31 pontos e 8 assistências.

4ª vitória consecutiva dos Heat, desta feita contra os Clippers na Flórida. LeBron James dominou as atenções com 30 pontos marcados. Chris Paul voltou à competição mas ainda anda à procura de superar a lesão que o impediu de dar contributo à equipa nas últimas semanas. O base actuou 19 minutos e fez apenas 3 pontos e 2 assistências. Blake Griffin também anda com alguns problemas físicos. Do lado de Miami, Chris Bosh está lesionado e Ray Allen não jogou esta partida devido a uma gripe.

Com Yao Ming a assistir à partida, os Rockets bateram os “difíceis” Trail Blazers por 118-103. LaMarcus Aldridge mostrou novamente a sua boa forma e apontou 31 pontos no lado da equipa do estado do Oregon. No entanto do outro lado estava um inspiradíssimo James Harden (35 pontos) a mostrar o porquê de neste momento ser o jogador mais in da Liga. O Turco Omer Asik continua a provar que os Bulls estiveram errados quanto ao seu potencial quando no Verão não cobriram a proposta oferecida pelos Rockets. Eu próprio também nunca acreditei muito no seu valor. No jogo, o antigo poste de Chicago fez 9 pontos e 13 ressaltos. Os Bulls deverão estar arrependidos visto que Asik era capaz de dar muito jeito agora para fazer descansar Noah.

2. Top plays of the Night:

3. Classificação actual:

Este 3

Algumas Notas:

1. Indiana e Chicago taco a taco pela vitória na Divisão Central.

2. As 6 vitórias seguidas de Boston, lustradas pela “goleada” imposta aos Lakers na quinta-feira permitiram à equipa um novo balão de oxigénio na luta pelos playoffs. Philadelphia está cada vez mais longe desse objectivo. A equipa está a jogar muito bem sem Rondo. Paul Pierce e Jeff Green são aqueles que se tem portado melhor e que tem mais jogo nas mãos com a saída do base por lesão.

3. Orlando não vence há 12 partidas. Não acredito nesse tipo de estratégias porque na liga as derrotas pagam-se muito caras. Primeiro porque os fans começam a desiludir-se e não vão ao pavilhão. Segundo porque a equipa torna-se menos competitiva e na cabeça de alguns jogadores começa a ser um destino que não se deseja. Mas neste caso de Orlando parece-me que a equipa está a perder jogos de propósito para cair o mais fundo na tabela e assim poder candidatar-se a uma das primeiras posições do próximo draft.

Oeste

1. Despique San António\Oklahoma pela vitória de conferência. Estamos perante as duas melhores equipas da actualidade no Oeste se bem que acho que os Clippers são a equipa com o plantel mais dotado ao nível de qualidade e soluções.

2. Busílis. Utah, Houston, Portland, Lakers e Mavs (ainda não saíram totalmente da corrida) para 2 vagas de playoff no final. Os Jazz parecem-me o elo mais fraco da corrida. Portland está a jogar maravilhosamente bem apesar da inconsistência ao nível de resultados. Não merecem ficar de fora deste playoff. Houston também não. Os Lakers estão a subir gradualmente de produção e irão fazer tudo para entrar nos 8 primeiros.

4.

Kobe Bryant “in your face” em Kris Humphries e Gerald Wallace (Brooklyn Nets)

5.

Não é todos os dias que se vê isto na NBA. O Bósnio Mirza Teletovic, poste rookie de 27 anos internacional pela Bósnia Herzegovina que este ano trocou os espanhóis do Baskonia pelos Nets conseguiu cometer a proeza de fazer 3 airballs em 3 lançamentos consecutivos.

6.

Passagem de testemunho? Fantástico bailado de James Harden sobre Ray Allen. Harden é efectivamente aquele que um dia poderá suceder a Ray Allen como o jogador com mais triplos marcados da história da competição. Allen está na sua 17ª temporada na Liga e leva 3123 triplos (média de 183 triplos por temporada). Harden vai na sua 4ª temporada na liga e para já tem 481 triplos apontados.

7. Por falar em records:

Garnett

Kevin Garnett tornou-se o 16º jogador da história a ultrapassar os 25 mil pontos de carreira. Está a 1701 pontos do 10º lugar, sendo espectável que ainda consiga entrar no top-10.

8. Notícias, análises e rumores:

Análise de Jeff Kaplan à brilhante forma dos Denver Nuggets nos dias que correm no Hang Time Blog de Sekou Smith.

Josh Smith (Atlanta) torna-se free-agent no Verão e começa a discussão sobre o seu futuro. Poderá assinar um contrato máximo com os Hawks (o mais espectável) ou rumar a outra equipa.

O mesmo acontece com Kevin Garnett. Garnett torna-se free-agent no próximo verão sendo que o futuro dos Celtics (ou a reconstrução desse mesmo futuro) passa pela saída do veterano poste. “Clientes” não lhe faltam no entanto.

Fran Blinebury volta a lançar a questão no Hang Time: Será que Jordan poderá voltar a jogar 1 jogo na competição aos 50 anos? Sinceramente dou a resposta: sim, gostava que Jordan voltasse ao United Center para fazer 5 minutinhos num jogo dos Bulls!

Greg Oden continua sem clube mesmo apesar dos esforços que está a fazer para voltar à competição. E os Bulls continuam a dormir pois era de valor dar uma chance a Oden num cenário em que Noah continua a jogar 40 minutos por partida e mais dia menos dia poderá estoirar!

Já referi neste post logo no início: o rumor da troca Bargnani-Boozer entre Chicago e Toronto.

Rumor: Ben Gordon (Charlotte Bobcats) por Kris Humphries (Brooklyn Nets)

Rumores: JJ Redick interessa aos Bucks. O que na minha opinião é plausível visto que Reddick apesar de só este ano se ter afirmado como titular indiscutível dos Magic vê a sua carreira num impasse devido à estratégia da equipa da Flórida.

O poste rookie dos Detroit Pistons Andre Drummond (o jogador mais novo na competição deste ano) irá parar entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão nas costas.

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NBA 2012\2013 #15

1. Jogos de ontem:

Jogo de surpresas e reviravoltas em LA. Orlando não ganhava um jogo nos últimos 10. Já os Clippers tinham estabelecido um record de franchising ao nível de vitórias seguidas: 13. Ao 14º jogo, em casa, quando se previa uma vitória fácil para a turma de Los Angeles, os Magic provaram que a liga afinal tem como principal característica o equilíbrio.

Na ausência de Glen Davis na turma da Flórica, foi o poste sérvio Nikola Vucevic uma das grandes figura do encontro (está a fazer grandes jogos desde que Baby Shaq se lesionou) com 18 pontos e 15 ressaltos, números que tem sido tónica das suas prestações nas últimas 2 semanas. O sérvio acabou por confirmar a vitória de Orlando com um slam dunk.
A grande figura do encontro, para o lado dos Magic, acabou por ser o base Arron Afflalo com 30 pontos (10 em 19 ao nível de lançamentos de campo; 3 triplos) e 7 assistências, provando que só não é uma figura de proa da liga porque é um jogador demasiado inconsistente nas suas exibições. Talento de tiro não lhe falta. Falta sim estrutura psicológica para superar momentos de pressão.
Do banco de Orlando saíria ainda JJ Redick com 21 pontos, sendo 12 obtidos com 4 grandes lançamentos atrás da linha do garrafão. O 6th Man de Orlando está a jogar um basquetebol prodigioso, o que põe em causa o seu futuro em Orlando visto que no próximo verão torna-se free-agent e segundo os rumores quer sair da equipa da Flórida.

Do lado da equipa de Vinny Del Negro, Jamal Crawford falhou o último lançamento.
Blake Griffin com uma prestação notável em todos os aspectos – 30 pontos, 8 ressaltos, 7 asssistências. Apesar de continuar a persistir (e a ser beneficiado pela arbitragem) com os seus slams em falta (quase todos são em falta visto que Griffin entra com os braços para armar o slam e só não são falta todos aqueles em que o defensor está dentro da área restritiva), notam-se bastantes melhorias do poste baixo de LA ao nível do lançamento, sendo que Griffin já é capaz de executar com uma significativa taxa de exito lançamentos a 14 pés do cesto e já converteu inclusive 3 triplos esta temporada.
Contrastando com a excelente exibição do all-star, o resto da equipa exibiu-se a um nível inferior aquilo que tem exibido, excepção feita para Chris Paul com as suas fantásticas 16 assistências e 10 pontos marcados. A equipa de LA pode queixar-se da falta de eficácia ao nível de 3 pontos com 9-22.

Surpresa em Chicago, com a equipa local a ser perfeitamente dominada pelos Phoenix Suns:

Os Bulls apresentaram-se algo cansados perante uma equipa (Phoenix) que tem demonstrado bem menos durante época do que aquilo que seria de prever. Esta equipa nova equipa dos Suns vai dar que falar nas próximas épocas caso não saia ninguém nas próximas rondas de transferências. É uma equipa com muita qualidade, começando pelo base organizador Goran Dragic (quem sabe se os Suns não tem aqui o novo Steve Nash; penso que Houston fez muito mal em abdicar deste sérvio para contratar Jeremy Lin), pelo extremo Michael Beasley (para quem não sabe foi o nº2 do draft onde o 1º foi Derrick Rose; continua algo instável e frágil do ponto de vista psicológico o que é muito mau visto que é um extremo com um leque de soluções ofensivas muito interessantes) e pela sua linha de postes constituídas por Luis Scola e Marcin Gortat, dois jogadores muito experientes que conseguem dar muita força e muito poder ofensivo e defensivo à equipa.

A estratégia defensiva e ofensiva da equipa do Arizona em Chicago passou por estes 4 homens: Dragic muito eficaz a organizar, Beasley muito eficaz no tiro exterior (20 pontos; 10 em 14 em lançamentos de campo), Scola muito eficaz a lançar e a ganhar ressaltos defensivos (22 pontos; 7 ressaltos, 6 deles defensivos) e Marcin Gortat exímio tanto a servir de muro para as investidas interiores de Noah, Boozer e Deng (por muitas vezes estes 3 esbarraram literalmente contra o polaco) como a abrir caminhos através do seu bloqueio para Beasley e Scola, se bem que nesta história dos bloqueios a arbitragem não só foi muito permissiva com bloqueios ilegais do polaco como em outras vezes passou vista grossa a muitas faltas que o polaco fez na luta das tabelas.

Do lado de Chicago, o trio composto por Noah, Deng e Boozer apresentou-se com algum cansaço acumulado nesta partida em virtude da excessividade que Tom Thibodeau lhes tem dado nos últimos tempos. Deng e Noah tem médias de utilização de 40 minutos, não apresentam para já suplentes que os possam fazer descansar mais tempo sem a equipa sofra uma quebra de rendimento e isso pode ser um factor prejudicial para a equipa no futuro. Mesmo assim, as exibições de Boozer e Noah contra uma defesa muito aguerrida por parte de Phoenix foram bastante satisfatórias. 

Tom Thibodeau foi mais uma vez apanhado com dificuldades na leitura de jogo. Está a dar demasiados minutos a Hinrich e isso não está a ser benéfico para a equipa do ponto de vista ofensivo. Ontem tinha Hamilton a acertar tudo o que lhe vinha parar às mãos e acabou por dar demasiado espaço ao italiano Marco Belinelli (um desastre na partida de ontem) em prol do veterano all-star.

Da exibição de ontem salvou-se também o sophomore Jimmy Butler. O puto está a crescer a olhos vistos em Chicago. Não é um primor de técnica, não é o gajo perfeito ao nível de lançamento mas é muito lutador, não tem medo de arriscar e costuma entrar para marcar 8\10 pontos muito importantes em períodos decisivos.

Dados importantes: Chicago com tendência para perder jogos contra equipas acessíveis em casa. Road de sonho para os Bulls com 10 vitórias e 5 derrotas. No United Center, a coisa está bastante dispar: Thibodeau só tinha perdido 7 dos 42 jogos efectuados em casa na época 2011\2012 e nesta época já soma 10 derrotas em 20 jogos.

Dirk já voltou ao activo e já se vê um cheirinho dos velhos Mavericks.

2. Em específico:

Chalmers completamente endiabrado. Jogo sem história em Sacramento até que Chalmers desata a marcar triplos e só para nos 10. 34 pontos (máximo de carreira) para o base de Miami e o empate com o recorde de Brian Shaw ao nível de triplos marcados num jogo, recorde que perdurava desde 1993. 10 em 13 para o base de Miami num jogo em que o base da equipa adversária (Isiah Thomas) também quis entrar na brincadeira e lançou 6 em 8.

3. As 10 melhores jogadas da noite:

Destaque para o regresso em cheio do #1 do draft de 2010 John Wall (Washington Wizards)

4. The Nets Association episode 6: as primeiras duas semanas de PJ Carlesimo no comando da equipa, semanas que se tem pautado por algumas vitórias da equipa e pela consequente subida na tabela classificativa no Este.

5. Uma graçola do “barbas” James Harden (Houston Rockets) contra Philadelphia num jogo onde os 76ers viriam a vencer.

6. Insider: Monty Williams e os New Orleans Hornets

7. Notícias:

Rumor que tem circulado que dá conta do interesse dos Cleveland Cavaliers em recapturar LeBron James quando este terminar contrato com Miami em 2014.

O proprietário dos Mavericks Mark Cuban afirma que a sua equipa não irá trocar Dirk Nowitzky.

8. Desta noite:

parker rubio

Fotografia curiosa tirada há minutos no jogo entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves. Dois jogadores europeus (Tony Parker e Ricky Rubio), dois bases talentosos (um mais veterano e o outro a dar as primeiras pisadas de uma carreira que se espera muito auspiciosa na Liga), dois jogadores com o mesmo número nas costas.

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NBA 2012\2013 #9

1. Jogos da noite:

Dois fantásticos jogos de dois jogadores da casa (David Lee e Stephen Curry) não chegaram para anular um grande jogo do 5 habitual de Memphis. Stephen Curry fez 24 pontos (4-8 da linha de 3 pontos) e David Lee fez 14 pontos\10 ressaltos. Recorde-se que o antigo jogador dos Knicks tem sido especulado para uma possível troca da equipa com sede em Oakland (Califórnia) com Boston e com Dallas.

Do lado de Memphis, o 5 base composto por Mike Conley Jr, Tony Allen, Marc Gasol, Zach Randolph e Rudy Gay fizeram 75 dos 94 pontos da equipa, com especial incidência para os números de Randolph (19 pontos\12 ressaltos). Foi a 3ª ou 4ª vez que vi esta equipa de Memphis jogar. Ponto mais frágil para mim é a falta de soluções de banco. Ponto mais forte é o seu base. Mike Conley Jr dá muita estabilidade ao jogo ofensivo da equipa. Daí as subidas de rendimento de Rudy Gay e Zach Randolph.

Os Lakers estão mais longe dos playoffs. Depois de parciais onde perdiam por 12\15 pontos quase conseguiram a revancha no fim do jogo. Foram aniquilados pela inspiração de Tony Parker (24 pontos\6 assistências), pela garra de Tiago Splitter (14 pontos\14 ressaltos) na luta das tabelas contra um pobre jogo interior de Los Angeles constituído pelo rookie Robert Sacre na ausência de Dwight Howard e Jordan Hill e pelo trio mortífero que saiu do banco de Greg Popocyvh (Gary Neal com 12 pontos, Stephen Jackson com 14 pontos e Manu Ginobili com 19). Deste trio saiu grande percentagem da concretização de 3 pontos da equipa: os Spurs lançaram por 25 vezes fora do garrafão e concretizaram 12 desses triplos, o último deles vencedor por intermédio de Manu Ginobili.

Na ausência da linha interior da equipa (Howard, Hill e Gasol não alinharam; a vida de Mike D´Antoni em LA está cada vez mais complicada) Earl Clark fez máximo de carreira (22 pontos\13 ressaltos) e provou que pode ser uma alternativa muito válida para a equipa. Kobe assumiu o último lançamento como lhe competia e falhou. Mesmo assim voltou a carregar a equipa às costas na 2ª parte e fez 27 pontos. Metta World Peace (eu continuo a preferir chamar-lhe Ron Artest) também fez um jogo soberbo com 23 pontos, 8 ressaltos e 7 roubos-de-bola.

Steve Nash

Ainda nos Lakers é de referir que Steve Nash tornou-se esta semana o 5º jogador a ultrapassar as 10 mil assistências de carreira.

Kobe Bryant

Por isso é que nos jogos as coisas não saem bem…

3. Noutro assunto completamente à parte, Rajon Rondo juntou-se a Carmelo Anthony na lista dos castigados desta semana, depois da Liga ter examinado um encostão que o base dos Celtics deu a um árbitro no passado dia 6 no jogo de Boston em Atlanta. É a 3ª vez que o base dos Celtics é castigado esta época.

4. A venda dos Sacramento Kings: criou-se um movimento na cidade chamado Here To Stay que pede ao Director Comissário da Liga David Stern que alargue o prazo da venda da equipa para que um residente ou um grupo de residentes de Sacramento possa cobrir ou aumentar a oferta feita por Chris Hansen e Steve Ballman, dando a hipótese de Seattle entrar na competição por via de um novo franchising.

5. As 10 + do dia de ontem:

6. O nº1 de draft mais azarado da história da competição (Greg Oden) ainda não desistiu de um regresso à competição. Oden tem sido fustigado desde os primeiros dias na liga com uma lesão no joelho que o tornou inapto para a modalidade em 2009. Pelo que se fala poderá voltar agora à Liga e já tem pretendentes (Miami Heat).

Evans

7. Rumores de transferência.

Não sei qual é a estratégia a longo prazo de Memphis, não sei se estas eventuais investidas de Memphis são verdade e não sei qual é o cenário financeiro da equipa. Quer-me parecer que não seja uma equipa que viva muitas dificuldades financeiras visto que não gasta nem de perto nem de longe o tecto máximo permitido pela liga e só terá renovações de contrato dos seus atletas mais importantes em Novembro do próximo ano. Poderá portanto ser uma notícia que vise criar mais instabilidade ou motivação nas hostes de Sacramento. Sinceramente não estou a ver Memphis trocar Gay por Evans e não estou a ver um all-star como Rudy Gay a querer jogar num franchising que não tem qualquer tipo de ambição e ainda não sabe onde vai actuar no próximo ano. Também não acredito que Denver esteja interessada em levar Evans – a dupla Lawson e Galinari está a dar frutos.

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NBA 2012\2013 #5

Agora sim, uma review minimamente completa do que se tem passado na liga, equipa a equipa. Peço desculpa por ter demorado tanto tempo (a época já vai com 1\4 dos jogos realizados para quase todas as equipas).

Começo pela conferência este, por ordem de classificação até ao momento. No post seguinte, abordarei a Conferência Oeste.

P.S: Derivado do facto de este post ter sido escrito por etapas durante uma semana e de não ter tido tempo para acabar este post, os resultados apresentados quanto ao score das equipas já não são os mesmos. Assim sendo, para não modificar a estrutura do post quanto a alguns dos seus conteúdos, apresento aqui o printscreen da tabela classificativa da Conferência Este da Liga no dia 9 de Janeiro de 2013:

nba 2

Para não estar a alterar o post por completo, ignorem portanto os resultados que se verificavam a 21 de Dezembro e tomem nota apenas do conteúdo prático que traço nas equipas.

New York Knicks

carmelo 2

Carmelo Anthony: showtime nesta fantástica equipa dos Knicks.

Se contra os Nets, Carmelo Anthony tinha fixado o seu máximo pontual de temporada nos 35 pontos, ontem, na reedição do duelo entre as duas equipas (como são da mesma conferência jogarão ainda mais 2 vezes uma contra a outra esta temporada), Melo foi ao novíssimo Barclays Center fazer uma exibição de gala com 45 pontos na vitória dos Knicks por 100-97:

Nota extra-basquetebol: a rivalidade entre estas duas equipas parece começar a construir-se. O video começa com uma interessante imagem. A conversa pré-jogo entre o realizador Spike Lee (adepto confesso dos Knicks; Lee costuma viajar com a equipa durante toda a época) e o co-proprietário dos Nets, o rapper Jay Z.

Com 21 jogos disputados até hoje, os Knicks lideram (sem grandes surpresas, para mim) a Conferência Este com um score de 16 vitórias e 5 derrotas. Como já tive oportunidade de dizer a um adepto dos Knicks num destes dias no café (Renato Nolasco), considero que esta equipa dos Knicks tem a fórmula necessária para vencer a fase regular da conferência este e, quem sabe, chegar às finais da competição. Deixemos para já os playoffs de fora, pela sua incerteza. É de relembrar, por exemplo, que os Bulls, vencedores da conferência na época passada perderam logo na primeira ronda dos mesmos para os Philadelphia 76ers, 8º classificado.

A equipa mais velha ao nível de idades deste ano (e da história da Liga) está com uma dinâmica fantástica. Arranque de sonho com 6 vitórias consecutivas, sendo que algumas delas foram de uma categoria muito interessante: Miami em casa (101-84, um autêntico massacre), dupla sobre Philadelphia em casa e fora por números expressivos (100-88 e 110-88), Dallas (104-94) e  San António (fora) para depois ir perder a Memphis, onde está a maior revelação desta temporada. Não é escândalo nenhum perder contra Memphis, seja em casa ou fora visto que é uma equipa que está a jogar a plenitude do seu basquetebol. Depois desta série, os Knicks já bateram os Nets por duas vezes. Pontos baixos: a derrota copiosa em Houston por 131-101 num jogo em que Chandler Parsons e James Harden estiveram absolutamente fantásticos com 64 pontos e a derrota em Chicago (sem Carmelo Anthony) onde os Knicks acumularam algum cansaço.

rasheed wallace 2

Mike Woodson está de parabéns, pelo facto de estar a tirar o máximo rendimento da sua equipa. Ao contrário do que se viu no ano passado na equipa, a equipa está menos dependente do poder de fogo de Carmelo Anthony (Anthony monopolizava quase por completo o jogo dos Knicks, facto que o obrigava a errar muitos lançamentos de campo) e o shooting forward beneficiou e muito do facto da equipa ter outras soluções ofensivas. Tanto que a sua média pontual subiu dos 22 para a casa dos 27 pontos por jogo e a sua percentagem de lançamento subiu dos 43% para os 47%. Nesta 3ª época em Nova Iorque, Carmelo atingiu finalmente o melhor do seu jogo, comparável apenas aos números das épocas 3, 4 e 7 em Denver. De onde vem este sucesso de Carmelo em particular e dos Knicks em particular? Uma melhor gestão de jogo por intermédio dos bases Kidd e Felton (a importância de ter um grande base na equipa; no ano passado até surgir Lin, os Knicks não tinham bases em derivado das lesões constantes de Baron Davis e Mike Bibby, jogando inclusive muitos jogos com o extremo rookie Schumpert a base) e uma melhor selecção de jogo, procurando o jogo interior de Chandler ou Rasheed Wallace (quem diria que voltaria à Liga para jogar bastante e ser decisivo; ainda mete de vez em quando aqueles triplos deliciosos) ou outros bons lançadores dos quais o seu plantel dispõe: Brewer, os próprios Kidd e Felton (fortíssimos como se sabe no lançamento de 3) JR Smith (está no auge da sua carreira mas é daqueles jogadores que só rende se sair do banco) e Steve Novak. A juntar a este sucesso, os Knicks ainda se podem gabar que tem dois jogadores muito importantes no estaleiro: o extremo Schumpert e o poste baixo Amar´e Stoudamire. Amar´e Stoudamire é a grande incógnita desta equipa. O que fazer com um all-star fustigado regularmente com as lesões? Sair do banco? Trocar? Trocar sabendo por exemplo que os Lakers querem trocar Gasol e os dois jogadores tem uma folha salarial idêntica?

Defensivamente a equipa revela algumas fragilidades. Tem bons defensores para jogo interior (Chandler é indiscutivelmente um dos melhores da Liga e Wallace sempre se safou) mas no entanto a sua defesa tem jogos onde deixa a desejar. Caso do jogo contra os Rockets e dos jogos contra Dallas. Uma ameaça a esta equipa dos Knicks são equipas que joguem de forma rápida, como é caso dos Clippers, Denver Nuggets, Memphis Grizzlies, Indiana Pacers e Timberwolves. Como os jogadores de Nova Iorque já não são novos, podem acusar alguma fadiga de forma precoce nesses jogos. Derivado desse facto, é também um desafio para a equipa técnica fazer com que as pernas dos veteranos não falhem nos momentos decisivos. É de relembrar que Kurt Thomas tem 40 anos, Wallace, Kidd e Camby 38. Ronnie Brewer veio a revelar-se uma boa contratação do ponto de vista defensivo. É um jogador que vem de uma equipa que aprimorou durante os últimos anos a defesa (Bulls) e é um jogador que demonstra muita agressividade a defender. Aqui está um artigo que demonstra o porquê dos Knicks terem contratado e bem o antigo SG\SF dos Bulls.

A chave deste primeiro lugar na conferência segundo Mike Woodson:

woodson

Outro dos factores de admirar nesta equipa e que subitamente se constituiu como mito é o valor dos ordenados desta equipa. Tenho ouvido muita gente dizer que os Knicks ultrapassam o tecto máximo da liga, fixado em 100 milhões de dólares por época. Tal não é verdade. Senão vejamos:

Knicks

Os supostos 24 milhões de dólares de ordenados de Stoudamire e Carmelo para esta época são mentira. A equipa gasta 80 milhões de dólares para esta época, sendo que ainda poderá facilmente encaixar mais uma vedeta a este rooster. Confesso que também fiquei surpreso com os salários de Kidd, Smith, Wallace e Brewer pois pensei que ganhassem ligeiramente mais. Kidd, com 3 milhões está contratado com o chamado “salário de veterano”, ou seja, 3 milhões por época. Nash por exemplo, recebe mais 1 milhão em LA.

Para finalizar, alguns dos momentos momentos dos Knicks neste início de temporada:

Miami Heat

James 3

A carneirada do costume. Pouco ou nada mudou em relação à época passada. A não ser uma ligeira subida de rendimento de Chris Bosh e a adição de um 4º all-star (Ray Allen). De resto, a dupla Wade-James continua a monopolizar o excessivo jogo de uma equipa que continua a ser orientada praticamente sem treinador.

2º lugar da conferência com 14 vitórias e 5 derrotas, sendo que os Heat poderão igualar os Knicks caso vençam as próximas duas partidas. Até agora, a equipa está a cumprir o seu estatuto de campeão: pontos altos nas vitórias em casa contra Boston (120-106) Denver (199-116) Phoenix (124-99) Spurs (105-100) e Brooklyn (102-89). Pontos baixos nas 2 derrotas contra os Knicks, sendo as duas copiosas (uma delas em casa por 20 pontos), em Washington, em Memphis (num jogo onde Rudy Gay esteve endiabrado) e Clippers. Tirando a derrota contra uma crescente equipa de Washington e os cabazes impostos pelos Knicks (que não se aceitam para uma equipa com este potencial) a época está a ser normal para Miami.

Ray Allen

A equipa de Erik Spoelstra em pouco mudou o jogo em relação às épocas passadas. O big-three constituído por Bosh, Wade e James continua a monopolizar o jogo da equipa, marcando mais de 70% dos pontos da equipa, Wade e James continuam a dar espectáculo e Ray Allen, embora saíndo de uma posição de banco, não veio para a Flórida passar férias. O shooting guarda continua a aplicar o melhor do seu jogo em Miami, o tiro exterior, onde esta época revela uma eficácia de 48% no lançamento de 3 pontos (36-76), ligeiramente superior aquela que tinha em Boston (45%). Se tivermos em comparação o que Allen fez nestes 19 jogos iniciais em matéria de 3 pontos (36-76), proporcionalmente, se mantiver a média de lançamento que tem apresentado, Allen poderá acabar a época regular com um score de 160-304, o que torna a eficácia maior tendo em comparação a época 2011\2012 onde o recordista de triplos marcados na liga apresentou um score de 168-378. Allen está a lançar menos mas a lançar muito melhor que nas épocas em Boston. E isso pode ser um factor bastante desiquilibrador para jogos onde Wade ou LeBron não alinhem, jogos esses que costumam ser muito complicados para a equipa de Miami pela preponderância da dupla no jogo ofensivo da equipa. Para já Ray Allen está a beneficiar e muito da inteligência de jogo de Wade e procura obviamente cortes que lhe permitam a sua posição ideal para 3 pontos: as linhas e aquele pontinho descaído para a direita onde costuma ser mortífero.

Mais 3 jogadores estão em destaque na equipa: Bosh (ler este artigo) deu um pulo muito interessante em relação ao desastre que foi a temporada regular da época passada. A todos os níveis. A eficácia de lançamento de campo subiu de 48.7 para 53% e já não temos aquelas séries de jogos em que Bosh conseguia apenas 1 cesto de campo em cada 10 lançamentos. Ao nível de ressaltos, uma melhoria de 2 décimas pontuais, e de abafos, passou dos 0.8 para 1.4 por jogo. Nota-se claramente um Bosh mais acutilante na luta das tabelas e mais assertivo no lançamento, principalmente no mid-range shot, onde Bosh apesar de não ser um dos melhores da liga na sua posição (Wallace, Love, Griffin, Randolph tem sido melhores) sempre foi uma área do seu jogo onde mal ou bem cumpriu e onde no passado esteve muito mal.

Outro dos jogadores que tem subido de rendimento nesta equipa é o sophomore Norris Cole. Ao ponto de já ter consolidado algum estatuto dentro da equipa. Cole apareceu no draft do ano passado e nos primeiros jogos da temporada passada prometia algo mais do que aquilo que as previsões de draft não confirmavam. No entanto, com o decorrer da época passou a ser menos utilizado até esta época. 19 minutos de utilização em média que para já não se traduzem em pontos (média de 5 pontos e 2.3 assistências) mas que se caracteriza em força de vontade por parte deste 2º anista da liga.

O terceiro é o veteraníssimo Rashard Lewis. Neste ano de reencontro com o seu antigo colega de Seattle Ray Allen, este veterano que cumpre a sua 15ª temporada na Liga não veio para Miami ganhar o salário de veterano para ficar no banco. Jogou 15 dos 19 jogos da equipa, 4 a titular e tem ajudado naquilo que pode. Ainda marca esporadicamente os seus títulos. Poderá ser muito importante na fase dos playoffs. Lewis e Cole vieram sem dúvida preencher uma lacuna que muita gente apontava a esta equipa: a falta de banco. Em conjunto com Allen, Shane Battier, Haslem, Joel Anthony e Mike Miller, já se pode dizer que esta equipa tem um 5 de banco.

Como referi nesta secção destinada aos Miami Heat, um dos pontos baixos foi precisamente a derrota frente aos Spurs. Isto porque Greg Popovich decidiu poupar as suas três vedetas devido ao desgaste da liga. Parker, Ginobili e Duncan já não são novos. No entanto, a atitude do consagrado treinador frente aos Heat valeu uma multa da Liga de 250 mil dólares porque há uma regra na Liga que uma equipa não poderá deixar muitos jogadores de fora por opção técnica para não tirar qualidade ao espectáculo. Que me lembre de algo semelhante, só no futebol. Na época passada, o treinador Irlandês Mick McCarthy  (Wolverhampton Wanderers) deixou de fora da convocatória 10 dos 11 titulares do jogo anterior da equipa e por semelhante regra, o clube foi multado pela FA. A decisão em relação a este comportamento da equipa texana causa-me uma opinião dual: se por um lado é o treinador que decide quem joga e deixar 3 jogadores (veteranos) de fora é uma decisão que se aceita pela preservação do seu estado físico (que já não é o de outros tempos), por outro lado temos que ver que a NBA é uma liga onde o espectador paga a peso de ouro para ver este tipo de jogos no pavilhão.

Antes dos highlights dos Heat, 3 notícias\opiniões:

Ray Allen

Rashard Lewis

Como explorar as 5 maiores dificuldades dos Heat

Videos:

LeBron James, desportista do ano para a Sports Illustrated, sobre a postura ofensiva da equipa.

Vitória em Denver (sem Dwayne Wade) depois de 10 derrotas consecutivas no Nevada contra os Nuggets.

James no seu show particular habitual.

Atlanta Hawks

3ºs da conferência este com um score de 12-6, o que me deixa algo intrigado. Deixa-me intrigado porque é uma equipa que teve mudanças significativas no seu jogo com a saída de Joe Johnson para Brooklyn e com a entrada de jogadores como Anthony Morrow, DeShawN Stevenson e Devin Harris.

Os Hawks perderam a sua maior estrela para Brooklyn. Joe Johnson era a luz da equipa. O lançador de serviço, a estrela à qual os companheiros endossavam a bola em altura de decisões. Com a saída de Johnson para Brooklyn acabava-se o big-three Johnson-Hortford-Josh Smith. Todavia, a estratégia dos Hawks em colmatar a saída de Johnson pela contratação de Morrow, Stevenson e Harris ainda não deu os frutos que deveria dar.

Anthony Morrow cumpre a sua 4ª época na Liga. Pela primeira vez, está numa equipa com objectivos explícitos: as meias-finais de conferência. Anthony Morrow é um jogador com uma técnica muito acima da média, lança bem e a sua técnica aliada ao drible fácil permite-lhe fazer drive-in para o cesto com alguma facilidade. É um jogador com um enorme leque de soluções ofensivas. Falta-lhe algum discernimento na hora de usar essas mesmas soluções, mas para já, em Atlanta, tem estado furos abaixo do que se esperava dele até porque está bem tapado pela dupla Louis Williams\Jeff Teague e por DeShawn Stevenson, tripla que não lhe garante muitos minutos de jogo.

O contrário é Stevenson. Andou perdido durante ano por Washington, Dallas e New Jersey. Chegou a Atlanta e a sua rodagem passou dos 18 para os 26 minutos em campo. A pontuação dos 2 para os 8 pontos por jogo. Stevenson é um veterano cheio de experiência e é um óptimo lançador. É uma boa situação de recurso até que a equipa consiga trazer um shooter parecido com Joe Johnson.

Harris: encolheu em tudo em relação a Utah. Utilizado em alternativa a Teague, passou dos 11 pontos de média para os 7, das 5 assistências para as 2.5. Também é um jogador com alguma técnica. Mas Teague assume-se neste momento como o grande patrão da equipa.

teague

Se a época passada provou que Teague poderia ser uma das vedetas emergentes da Liga, esta época prova um Teague ainda melhor, principalmente ao nível do que lhe é exigido: transporte de bola e shooting.

Com a saída de Johnson, existe algo que deve ser reparado em Atlanta: nenhum jogador ultrapassa a barreira pontual dos 20 pontos de média. Hortford voltou de uma grave lesão e tem jogado imenso (16.8 de média percentual e 10.8 de média de ressaltos). Há um ano atrás, por causa de uma lesão no joelho que o atirou para fora dos pavilhões durante 6 meses, muitos diziam que Hortford nunca voltaria a ser o Hortford do duplo-duplo (1o pontos\1o ressaltos) – pois bem, Hortford voltou e já não é o Hortford de média 11, é um Hortford completo de média 16.8 absolutamente gigante na luta das tabelas e concretizador mortífero in the paint.
De Chicago veio Karl Korver. Os Bulls mal aproveitaram Korver. De forma quase escondida lá entrava ele principalmente nos 3ºs e 4ºs períodos para meter os seus triplos decisivos. Dos 22 minutos de utilização em Chicago, Korver passou a 30 em Atlanta e é o motor do jogo exterior desta equipa na falta do triplista do costume (Joe Johnson). Defensivamente, é outro jogador incansável.
Louis Williams mais um shooter. Quando está em conjunto com Teague dentro de campo, estes dois imprimem um ritmo demoníaco ao jogo de Atlanta.

Josh Smith. Com a saída de Johnson ele é o nº1 da equipa. Tem estado à altura. Continua muito bom ao nível de lançamentos de campo, muito guerreiro (8 ressaltos em média) e melhorou significativamente o seu tiro exterior. Já lança com mais precisão de 3.

Em suma, estes Hawks, apesar de apresentarem algumas individualidades conseguem funcionar muito bem como colectivo. Essa está a ser a receita para este início de época.

Dossier de imprensa sobre os Hawks:

Maxwell Ogden do Bleacher Report acredita que os Hawks não devem fazer de Smith o próximo Joe Johnson. Isto porque o contrato de Smith termina em 2013 e poderá tornar-se free-agent. No entanto, Smith já veio afirmar que não pretende sair da equipa, estando em negociações para uma extensão de contrato.

O Georgiano Zaza Pachulia castigado em 1 jogo pela liga por este lance. O internacional Georgiano foi considerado reincidente neste tipo de lances.

Chicago Bulls

Boozer

Merecido. Confesso que quando Carlos Boozer mudou de Utah para os Bulls, fiquei bastante contente com a transferência. Num ano em que os Bulls pretendiam LeBron, Wade, Stoudamire ou Nowitzky para juntar a Rose, Boozer acabou por ser um mal menor para uma equipa que na altura estava em construção mas poderia ser completamente despedaçada caso um dos 4 primeiros fosse contratado. Boozer chegou a Chicago lesionado e demorou a encadear na equipa. Fez uma 2ª época melhor. Mesmo assim, para mim fã dos Bulls, as exibições do pf não me agradavam, pois era um Boozer completamente diferente daquele que tinha sido em Utah, com a singular excepção de ganhar 3 vezes mais em Chicago (tem um contrato de 100 milhões de dólares a 5 anos sendo que neste ano atinge o máximo desse contrato com um vencimento de 24 milhões de dólares). Em Utah via um Boozer que lançava de triplo (se fosse preciso), sempre na casa dos 20 pontos, muito forte nas incursões debaixo do cesto e dominador na luta das tabelas. Nos primeiros 2 anos de Chicago vi um Boozer muito irregular, com um lançamento à rectaguarda muito gasto. Parece ter recuperado os dias de Utah.

11-9 de score. Muito acima de qualquer previsão. 4º lugar na conferência não por mérito de score, mas pelo facto de liderar a sua divisão. Indiferentemente do score, a NBA obriga que os vencedores das 3 divisões por cada conferência fiquem obrigatoriamente numa das 4 primeiras posições. Com Milwaukee com 10-9 no seu máximo potencial e Indiana com 10-11 é provável que os Bulls somem mais um titulo na divisão central.

É uma equipa que está a aprender a jogar sem Rose. Hinrich renasceu em Chicago e está a cumprir bem a função para o qual foi contratado. Boozer, Deng e Hamilton são os marcadores de serviço. Os 3 estão a jogar bastante bem ao nível de Rose, diria que um furo acima em relação à época passada. Noah continua a ser a alma da equipa. É mais decisivo a todos os níveis que nos anos anteriores: os 13,9 pontos de média e 10.8 ressaltos assim o mostram.

Ao nível de banco, a equipa perdeu com as saídas de Watson, Korver, Brewer e Lucas III. Perdeu essencialmente ao nível de 3 pontos. É certo que contratou outros bons triplistas como Robinson e Bellinelli. Mas não são tão regulares quanto os que saíram. Ao nível de jogo interior, Gibson continua a cumprir como seu cumpriu. É um jogador com poucos recursos técnicos mas é muito lutador e raramente compromete. Asik rumou a Houston e a equipa ficou sem um poste suplente. Nazr Mohammed é muito escasso para ser substituto de Noah. O rookie Marquis Teague parece ter alguns dos dotes que fazem importante o irmão mas joga pouco. Thibodeau terá que o inserir com mais regularidade na rotação. Radmanovic até poderia ser um jogador especial nesta equipa pela capacidade de tiro exterior que ainda possui mas Thibodeau raramente o coloca em campo.

Robinson

Nate Robinson e Marco Belinelli entraram muito bem neste plantel. O baixinho é um exemplo para qualquer basquetebolista que não seja dotado de altura. Com 1,72 já ganhou de forma espectacular um concurso de afundanços. Tem uma mola nas pernas. É incrível a elevação deste jogador. Chega tão alto como um de 2,15.

Já o Italiano é um shooter nato. Dêem-lhe espaço que ele concretiza.

Pontos altos desta equipa para já: as vitórias caseiras contra Dallas (101-78) Philadelphia (83-78, para limpar o estigma da lesão de Rose e da eliminação nos playoffs do ano passado) e Nova Iorque (93-85). A vitória fora em Milwaukee.

Pontos baixos desta equipa: As derrotas caseiras contra Milwaukee (92-93 num jogo onde a meio do 3º período venciam por 27 pontos), New Orleans (82-89) e Indiana, onde a equipa foi absolutamente zero no ataque. O mesmo na derrota fora contra os Clippers (101-80) num jogo que ficou sentenciado no 2º período.

Rose:

Rose no Berto Center, centro de treinos dos Bulls. As mais recentes previsões indicam que o craque poderá estar de regresso no final do mês de Janeiro ou início de Fevereiro. Rose já treina sem limitações e faz treino de shooting nos dias de jogos.

Muito se tem perguntado e escrito sobre o dossier Rose. O que valerão os Bulls se Rose voltar em bem para o final da temporada? Na minha humilde opinião, os Bulls não tem capacidade para chegar à final de conferência esta época mas poderão complicar a vida a muito boa gente se chegarem aos playoffs. Mas não tem qualidade para chegar à final de conferência porque lhes falta banco. Até agora Thibodeau lançou 7 homens de banco: Nate Robinson, Bellinelli, Gibson e Butler com regularidade, Nazr Mohammed e Marquis Teague com alguma irregularidade e Radmanovic em 2 ou 3 jogos desta época. O banco de Chicago resume-se para já aos 4 primeiros, sendo que Bellinelli é inconstante e Butler tem vindo a crescer bastante mas de facto, ainda dá os primeiros passos a sério na Liga. Mohammed é carta fora do baralho. Teague é capaz de fazer coisas boas mas como rookie ainda tem que percorrer o seu caminho. Radmanovic, como anteriormente referi, é um desperdício de banco e bem que lhe podiam dar uns minutinhos para ver se daquela lentidão ainda saem uns triplos.

Algumas notícias recentes sobre os Bulls:

A lesão de Richard Hamilton. Está 4 semanas de fora.

Bradford Doolittle escreve sobre o segredo de sucesso de Thibodeau nos Bulls.

Nota pessoal: não querendo discordar de maneira alguma do autor do texto, quer-me parece pelos jogos que tenho visto que a equipa está a atacar muito mal e a defender com metade da agressividade que defendia no ano passado. Já não me recordo de tantos jogos na era Thibodeau em que a equipa não consegue ultrapassar os 90 pontos e já não me recordo também de jogos em que os adversários ultrapassavam a fasquia dos 95 no United Center.

Alex Kennedy sobre os Bulls no USA Today.

Videos:

O incrível comeback dos Bucks no United Center que impediu a 10ª vitória seguida dos Bulls contra o rival directo na divisão central.

seguido de um cabaz aos Dallas Mavericks (sem Nowitzky).

e aos Knicks sem Carmelo.

Philadelphia 76ers

Mesmo sem Andrew Bynum (numa das suas habituais ausências de rotina por causa da lesão no joelho que o assola há anos), e sem regresso previsto para o poste que veio de Los Angeles via Cleveland Cavaliers na troca entre Philadelphia, Cavs, Orlando e Lakers despoletada pela ida de Dwight Howard para a Califórnia, pode-se dizer para já que Doug Collins está a cumprir os objectivos que lhe foram designados pela direcção do franchising no início da temporada: uma vaga nos playoffs. No entanto, este 5º lugar de Philadelphia com um score de 12-9 não se pode considerar um feito despropositado em relação ao valor desta equipa pois é uma equipa com um jogo muito sui-géneris na Liga e com muito potencial.

A equipa de Doug Collins assenta nestes pilares: Spencer Hawes, Jason Richardson, Jrue Holiday, Evan Turner, Dorell Wright, Thaddeus Young e Nick Young.
Hawes um p.f com pouca técnica mas com muita capacidade de luta.
Richardson, um veterano que cumpre a sua 12ª temporada na liga. Está longe de ser o super Richardson que marcava 30 e 40 pontos por jogo esporadicamente em Phoenix, Charlotte e Orlando. No entanto é um jogador com uma capacidade de tiro que não é comum na liga. Prova disso são os 37 triplos que já marcou esta época.
Jrue Holliday é o patrão desta equipa. Os 18 pontos de média dão-lhe o estatuto de líder. Não é à toca. Jrue Holliday saltou do banco e assumiu-se como o timing-maker desta equipa. Quando aumenta a velocidade, a equipa responde-lhe nesse sentido. Marca muitos pontos fruto de arrancadas poderosas para o cesto mas ainda me parece algo verde a tomar decisões sobre pressão.
Evan Turner é outro explosivo e apesar de ter um bom lançamento ainda não está no auge daquilo que pode valer. Veio para a liga rotulado como um bom lançador de 3 pontos mais ainda não conseguiu confirmar essas credenciais.
Dorell Wright não melhorou nada desde que saiu de Golden State. É um shooter nato. Já tinha baixado muito as suas médias no 2º em Oakland. Em Philadelphia ainda não enquadrou nesta equipa e ainda não mostrou o seu ponto forte que é o lançamento de 3 pontos. É incrível ver um jogador com o seu talento não estar a jogar ao nível desse mesmo talento.
Thadeus Young, mais explosividade. É indiscutivelmente outro dos líderes desta equipa.

Esta equipa de Doug Collins funciona, fruto da sua imensa juventude, à base da rapidez e do jogo exterior. Poderá melhorar muito quando tiver jogo interior com Bynum. Bynum é menino para chegar e começar com duplos-duplos na casa dos 20 pontos e 10 ressaltos. Hawes neste momento é muito escasso no jogo interior.

Neste primeiro quarto de época, destacam-se como pontos altos da equipa as vitórias em Boston fora (106-100; sensacional jogo de Evan Turner com 25 pontos e 11 ressaltos) e casa (95-94; vitórias contra rivais directos podem resolver muita coisa no final da temporada) a derrota em Oklahoma por 116-109 (outro enorme jogo de Turner com 26 pontos acompanhado de Thaddeus Young com 29 pontos e 15 ressaltos). Pontos baixos as derrotas contra Detroit em casa (76-94) e Nova Iorque, onde o ataque da equipa pura e simplesmente não funcionou.

Brooklyn Nets

Deron Williams

O novo franchising da NBA, detido em co-propriedade pelo rapper Jay Z e pelo magnata russo Mikhail Prokorov, está a ter uma começo algo decepcionante, tendo em conta os objectivos da equipa e o que foi gasto em reforços: lutar pelos primeiros 4 lugares da conferência.

No último ano, a direcção dos Nets trouxe para equipa os seguintes jogadores: Gerald Wallace, Andray Blatche, Keith Bogans, Joe Johnson, Jerry Stackhouse e CJ Watson. Sem contar com os 3 rookies da equipa. A juntar aos bons jogadores que já possuia: o base all-star Deron Williams, DeMarshoon Brooks, Kris Humphries, Reggie Evans e Brook Lopez.

É certo que na NBA, as equipas demoram algum tempo a engrenar. Maior parte dos 10 jogadores que supra enunciei estão a jogar juntos pela primeira vez, sobre as ordens de Avery Johnson. E o próprio Avery Johnson está a aplicar um pouco do seu cunho profissional na equipa, ou seja, é uma equipa focada num excessivo basquetebol de ataque e é uma equipa que ainda apresenta muitas lacunas a defender. Das 9 derrotas averbadas até hoje, maior parte deram-se devido a maus jogos do ponto de vista defensivo. Outras derrotas deram-se devido ao facto desta equipa também se apresentar algo inconstante.

Os Nets são liderados por Deron Williams. Do All-Star que cumpre a sua 8ª temporada na Liga nada demais em relação aquilo que nos habituou: 16.8 pontos por jogo, 8,5 assistências por jogo (números ligeiramente abaixo daqueles que sempre apresentou). Deron Williams é aquele jogador que nos habituou a um estilo de líder. Tudo o que faz, faz bem. É indiscutívelmente (em conjunto com Chris) um dos melhores bases da nossa geração. Tem uma capacidade de liderança incrível, o que faz com que raramente falhe nas suas decisões de passe e lançamento.

A acompanhá-lo Joe Johnson. A mudança de Atlanta para Nova Iorque trouxe uma ligeira baixa nos seus números, facto que se deve considerar normal. Johnson ainda se está a adaptar à nova equipa. No entanto, oscila entre jogos onde é decisivo e outros onde tem sido demasiado perdulário. Os jogos onde tem andado escondido foram precisamente os jogos contra as outras equipas candidatas aos primeiros lugares de conferência.

Brook Lopez. Um início de época marcado por ligeiras lesões. Tem um potencial tremendo como sabemos, mas, é muito achatado a lesões. Está mais propenso ao ataque (18.5 pontos) do que à luta nas tabelas (6.8 ressaltos de média). É necessário para a equipa que comece a defender melhor de modo a eliminar os déficits defensivos que esta equipa apresenta.

Andray Blatche e Gerald Wallace. O primeiro subiu a fasquia em relação aquilo que fazia em Washington na última época. Sinal claro de que um jogador rende mais quando tem a seu lado melhores jogadores e uma equipa com objectivos. Está mais atlético e mais capaz de lançar a média distância. Está a esforçar-se muito mais do que se esforçava em Washington. Tem sido decisivo em algumas vitórias da equipa. O 2º está muito longe do Gerald Wallace de Charlotte. Pode-se dizer que está na curva descendente da carreira. Já não é o Gerald Wallace que lançava com efectividade de 3 pontos, comete muitos erros nas decisões de lançamento e não vai com tanta regularidade às tabelas, jogo onde se sentia como peixe na água. Para termos uma noção, o Wallace de Charlotte (antes dos Nets ainda passou por Portland) era o homem que na última época completa no franchising da Carolina do Norte (2009\2010) tinha algo como 456-943 em lançamentos de campo (48%), 52-140 em triplos e 762 ressaltos ganhos numa temporada. Nos 21 jogos realizados esta época, o extremo tem 52-119 (43,7%) em lançamentos de campo, 16-48 em triplos (lança menos mas com maior eficácia) e apenas 71 ressaltos.

Com algum destaque Kris Humphries, CJ Watson e Jerry Stackhouse. O primeiro é um jogador que não queria ter na minha equipa. Pouco móvel e conflituoso. O 2º perdeu alguma da preponderância que tinha em Chicago. Se em Chicago tinha o papel de 6th man, jogando em média 24 minutos por jogo, em Brooklyn a sua rodagem passou para 18 minutos. Se em Chicago era aquele jogador que oscilava entre jogos maus e jogos onde era capaz de derrubar a fasquia dos 25 pontos, em Brooklyn tem sido menos point-guard e mais shooting guard. Já leva 27 triplos este ano tomando em comparação que no passado em Chicago fez 64 em 49 jogos. Para bem da equipa de Avery Johnson, este homem tem que jogar mais. Stackhouse é outro que confirma que os veteranos estão de volta: em Atlanta pouco jogava. Em Brooklyn tem aparecido em todos os jogos, com mais de 10 minutos de utilização por partida. Contribui naquilo que pode para o poder ofensivo da equipa, tendo 6 pontos de média por jogo.

Outro factor deve ser levado em conta para este medíocre arranque dos Nets esta época: é para já a equipa do Oeste com maior número de jogos contra equipas de topo. Nos 21 jogos realizados, já jogou 2 vezes contra Miami, outras 2 contra Nova Iorque, outras 2 contra Boston, outras 2 contra os Lakers e 1 contra os Clippers. Tendencialmente isto faz com que estes 9 jogos sejam 9 jogos onde o risco de perder aumenta.

Como pontos altos da campanha dos Nets até agora estão as vitórias contra Orlando (fora\107-68), a vitória caseira contra os Clippers 86-76 onde Blatche e Humphries secaram por completo Blake Griffin, a vitória caseira contra os Knicks (96\89) onde Brook Lopes fez 22 pontos e 11 ressaltos e Deron Williams 16 pontos e 14 assistências, a vitória sem espinhas em Boston por 95-83 e até as derrota em Oklahoma, obrigando Kevin Durant ao seu melhor jogo (lá está, se não fosse a péssima atitude defensiva, venceriam este jogo) e Nova Iorque (esta semana), sendo que esta última apenas aconteceu porque Carmelo Anthony entrou em campo com o seu melhor jogo (45 pontos).

Como pontos baixos, as derrota em Miami por 103-33 (mau jogo colectivo) e 89-102 num jogo em que os Nets tiveram uma primeira parte de sonho e uma segunda parte de autêntico pesadelo e a derrota caseira contra Milwaukee por 88-97 (idem).

À semelhança dos Knicks, os Nets também não gastam mais do que o que está estabelecido nas regras da Liga:

Nets

Para finalizar algumas notícias e vídeos desta equipa:

Brook Lopez está novamente lesionado.

O departamento de média desta equipa tem sido extraordinário. Necessitava de ser, é certo. É uma equipa nova que precisa de ganhar nome e recrutar fans para poder por em marcha o seu projecto de futuro. Aqui ficam algumas imagens inside do franchising.

Kris Humphries, Rajon Rondo e Kevin Garnett pelos piores motivos. Rondo foi castigado pela 3ª vez este ano. Humphries saiu sem qualquer castigo ou multa. Gerald Wallace foi multado em 35 mil dólares e Garnett em 25 mil. Concordo com a decisão de castigo a Rondo, com a multa a Wallace, mas não posso concordar que Humphries não tenha sido expulso pela duríssima falta de cometeu e Garnett também não tivesse um castigo desportivo pela reacção que teve ao adversário.

Os nets perderam mas fica aqui o espectáculo proporcionado pelas duas equipas. 117-111 com um Durant de high-level.

Boston Celtics

Rajon Rondo

Como já tinha escrito num dos primeiros posts desta série, esta época será muito complicada para a equipa de Doc Rivers.

Primeiro, pela saída de Ray Allen para os Heat. Os Celtics perderam efectivamente metade do seu poder ao nível de jogo exterior.

Segundo, pela veterania dos seus membros. Garnett e Pierce já não tem o vigor de outros dias. E a direcção de Boston sabia que tinha que renovar o plantel da equipa. Contudo, não o fez a tempo e as suas maiores vedetas tem um valor quase nulo ao nível de trocas.

Terceiro, por alguma escassez de banco.

Na ordem do dia está Rajon Rondo. Tornou-se o verdadeiro patrão desta equipa. Triplos-duplos em muitos jogos. Organiza o jogo como ninguém. Os seus drive-in e layups são de assinatura. É a alma da equipa. No entanto, neste início de época, apesar de muitas vitórias caírem para a equipa por seu intermédio, já foi castigado por 3 vezes e isso pode reflectir-se na trajectória da equipa ao nível de classificação. Toda a gente que vive o mundo da NBA sabe que o jogo de Rondo sai na perfeição quando este assume aquela veia provocadora. Porém, a Liga já não perdoa a Rondo tantas reincidencias em actos provocatórios e actos de agressão física. São 4 anos a insultar e agredir. Se os primeiros castigos resultaram em multas, o incidente com Humphries valeu 2 jogos de suspensão, suspensão que já não é inédita na carreira do base. Suspensões à parte, os seus números não mentem: 13.9 pontos, 12.9 assistências (1º neste capítulo na Liga) e 5.9 ressaltos. Percentagem de campo acima dos 50% (51,9%) sendo um dos poucos jogadores na Liga que consegue esta fasquia.

Nem só de Rondo vive esta equipa é certo. Pierce e Garnett também estão com bons números. O primeiro com 20 pontos de média, num dos melhores arranques de campeonato da sua carreira. Rapidamente Pierce começou a meter aos 30 por jogo, algo que não é usual pelo facto de ser um jogador que só atinge pico de forma lá para Fevereiro. O segundo com 16 pontos parece viver uma 2ª vida. Tem 54% de eficácia no lançamento, o que em grosso se traduz em 137-253 em lançamentos de campo. Esta está a ser uma das melhores épocas ao nível pessoal para o veterano de 17 temporadas na Liga.

De Dallas veio Jason Terry com a missão de fazer esquecer Ray Allen. Em Dallas, Terry foi por 3 vezes nomeado o melhor 6º jogador da liga. Tem um basquetebol extraordinário, rápido e com uma eficácia de tiro exterior impressionante. Ainda se está a adaptar à equipa. Caiu em 4 pontos a sua média de época, mas tendencialmente irá recuperar alguma falta de eficácia.

Brandon Bass. Jeff Green, Leandro Barbosa, Courtney Lee e Chris Wilcox. Tirando Lee, os restantes 4 são jogadores dos quais não aprecio. Green tem alguma preponderância no jogo da equipa pois é um extremo que acrescenta algum jogo interior à equipa. Bass é um p.f lento. Tem alguma eficácia no lançamento a média-distância mas tudo o que for a mais de 14 pés (medida americana) do cesto não entra. Barbosa tem dias. Wilcox é pura e simplesmente horrível e não consigo perceber como é titular. Não só não se impõe na luta das tabelas como o seu jogo ofensivo e defensivo é pautado por muitos erros imaturos.

Sullinger e Fab Melo. O primeiro começou a época lesionado mas já tem entrado na rotação com algum sucesso. O segundo continua sem jogar, o que é um facto que me intriga. Com um poste tão horrível como Wilcox, porque não dar algum espaço ao brasileiro?

Penso que este será o último ano desta fórmula para Doc Rivers. Urge-se renovação em Boston. Se por exemplo na divisão central, Chicago, Milwaukee e Indiana, indiferentemente do que façam ao nível de resultados, terão uma vaga nos 4 primeiros lugares caso vençam a divisão, no caso de Boston a coisa é diferente. Com a divisão praticamente entregue aos Knicks, qualquer derrota poderá resvalar numa saída da zona de playoffs. E uma eliminação precoce dos Celtics dos playoffs, aliada ao pouco poder monetário e de troca dos Celtics em virtude da veterania dos seus jogadores e salários altos poderá ter consequências futuras no franchising, apenas comparáveis aos 8 anos em que os Celtics estiveram sem pisar os playoffs no início deste século (2000-2008).

Perante este cenário, qualquer decisão para a direcção da equipa do Massachusets será complicada. Algumas notícias tem dado contra do interesse de Boston em desencadear uma série de trocas já pela altura do Natal. Umas dão conta no interesse em Anderson Varejao dos Cavaliers para o posto de poste. Apesar de Varejao ser um jogador experiente e furos acima de Chris Wilcox, creio que não iria acrescentar muito mais ao jogo de Boston pelo facto de também ele ser um jogador que deixa a desejar em muitos aspectos. Outras equacionam outros homens para o jogo interior dos Celtics: Drew Gooden, Pau Gasol, Josh Smith e Marcin Gortat. Gooden só pode ser brincadeira visto que já não joga desde o tempo em que esteve nos Bulls. Gasol está referenciado para várias trocas. O baixo nível de exibições que o espanhol tem feito nos Lakers (está com a pior média pontual e de ressaltos desde que chegou à NBA) poderão disparar o clique para a troca. No entanto, não vejo quem é que os Lakers estejam interessados em Boston. A não ser que seja o próprio Rondo, mas, nesse cenário, Boston perderia e muito. Pelo que vi, Boston tem cap salarial para incluir Gasol. Gortat está a fazer boas exibições numa equipa de Phoenix que finalmente poderá estar em condições de lutar por uma vaga nos playoffs. Não creio que a direcção da equipa do Arizone e o jogador pretendam efectuar uma troca com os Celtics.

Milwaukee Bucks

Scott Skiles cumpre. 7º lugar com score de 11-9, apenas a 1 vitória dos Bulls, líderes da divisão central.

jennings ellis

Brandon Jennings e Monta Ellis constituem uma das melhores duplas da NBA. Alta velocidade. Melhor melhor só a dupla Wade-James. A transferência do shooting guard de Oakland para Minnesota (que envolveu a saída de Andrew Bogut para a Califórnia onde não tem jogado devido a lesão; mais uma não é) acabou por ser excelente para o jogador, para Jennings e para as duas equipas. Ellis já era um diabrete à solta quando jogava com Stephen Curry. Em Brandon Jennings parece ter encontrado a sua alma gémea. Sintonia total. Os Bucks despacharam um dos seus maiores cancros: Bogut. Os Warriors foram buscar muitas picks de qualidade ao draft para construírem uma equipa de futuro.

Olhando para os números destes dois em particular: Ellis tem 18.6 pontos de média pontual e 5.7 ao nível de média de assistências por jogo. Jennings 17.3 de média percentual e 6.1 ao nível de assistências. A dinâmica deste duo é fantástica se reparmos que um joga para o outro. Tanto Jennings como Ellis pautam o jogo da equipa numa velocidade ímpar. As equipas com jogadores mais velhos terão muitas dificuldades contra esta equipa. Se Jennings é um jogador que cresceu imenso ao nível de condução de bola e avaliação de decisões (já não treme sobre pressão), Ellis é o showstopper da equipa: lança de todo o sítio, género e feitio e de vez em quando brinda-nos com aqueles afundanços de levantar pavilhão. Quando os dois estão muito marcados ou a fazer um mau jogo do ponto de vista de tiro, viram-se para o turco Ilyasova (tem estado pior ao nível de lançamento de 3 pontos) ou para Mike Dunleavy (42% no tiro de 3 pontos). Com o outro base da equipa, Beno Udrih, está apresentado o seu jogo exterior. O jogo exterior da equipa foi muito importante na vitória contra Chicago, no jogo que acima referi, onde os Bulls a ganhar por 27 a meio do 3º período foram perder. Quem apareceu? Ilyasova, com vários triplos decisivos.

Ao nível de jogo interior. Apesar de ser um extremo, é no jogo interior que Marquis Daniels (contratado a Boston) se sente confortável. A equipa possui Gooden e 4 postes altos de raiz: Dalembert, Udoh, Sanders e Luc Mbah a Moute. Todos eles são jogadores algo rudimentares ao nível técnico. Dalembert é desde há muitos anos um caso gritante. No entanto todos eles apresentam um espírito de sacríficio muito importante para os objectivos da equipa: Dalembert tem 6.1 pontos de média e 4.9 ressaltos por jogo, Mbah a Moute 10\5.5 e Sanders 7.7\7. Não havendo um titular, é caso para dizer que estes três se complementam muito bem e dão muitas opções válidas ao treinador. Udoh apesar de jogar com suplente de Gooden a poste baixo, faz 5.5 pontos de média por jogo.

Milwaukee possui um dos melhores rookies de 2012: Doron Lamb. É um jogador muito energético e com boa capacidade de lançamento. Scott Skiles já se apercebeu disso e tem dado 13 minutos de utilização em média ao antigo jogador da Universidade de Kentucky. Os números de Lamb não tem sido famosos mas tenderá a melhor no futuro. Tem o azar de ser base numa equipa que tem Jennings e Ellis.

A equipa de Milwaukee está de olho em Chicago. Qualquer deslize dos Bulls será a meu ver muito aproveitado por esta equipa. O primeiro lugar na divisão dá direito a lugar privilegiado aos playoffs, lugar que muito dificilmente teria acesso esta equipa pela via normal de classificação na tabela.

Alguns vídeos dos Bucks:

Indiana Pacers

Para já na 9ª posição, fora dos playoffs.

O início de temporada dos Pacers surpreende-me pela negativa. Esta equipa tem tudo para se posicionar entre o 4º e o 6º lugar da conferência. Tem muita juventude com alguma experiência de liga, talento, e acima de tudo soluções de valor nas 5 posicões do basquetebol.

No entanto tem sido um início muito complicado para a equipa sediada em Indianápolis. Danny Granger está lesionado e só voltará aos pavilhões no início de Fevereiro. 11 vitórias e 11 derrotas de score. Os Pacers ganham um jogo para depois perderem o seguinte. Não conseguiram até agora fazer mais de 2 vitórias seguidas. Tendo em conta que a tabela neste momento mostra que o 4º classificado (Bulls) tem um score de 12-9 e os Pacers que são 9ºs tem 11-11 tudo poderá mudar num instante. Em poucos jogos tanto os Bulls poderão estar fora dos lugares de acesso ao playoffs como os Pacers na 4ª posição.

Início de temporada marcado por algumas derrotas que não estariam nas contas da equipa treinada por Frank Vogel como a derrota em Charlotte (89-90) em casa contra Toronto (72-74). Todavia, uma vitória inesperada contra os Lakers.

É uma equipa que tem vindo a soltar-se mais com o decorrer do tempo. Nos primeiros 10 jogos a equipa não conseguia marcar mais de 90 pontos. Ultimamente já tem chegado aos 100 (contra Dallas 103; New Orleans 115). Tem tudo para ser uma equipa com um grande grau de pendor ofensivo. Marcadores de pontos não lhes falta: DJ Augustine (vindo de Charlotte) Paul George, Danny Granger, George Hill e David West. Com a ausência de Granger (jogador com uma média pontual na casa dos 22) é normal que a equipa se ressinta a nível ofensivo. Fazendo uma comparação dos Pacers com os Bulls (Derrick Rose de fora), ambas as equipas estão ressentidas do facto dos seus melhores marcadores estarem de fora. Para explicar este nível de irregularidade da equipa, acrescenta-se o facto desta equipa ser a equipa com mais turnovers na liga: 15.2 de média por jogo. São portanto 30 (mínimo) a 45 pontos que não entram por jogo por erros, principalmente dos seus bases.

O primeiro tem sido uma contratação furada. O Augustin que era indiscutível líder de Charlotte é um flop em Indiana. Dos 16 pontos de média em Charlotte, passou a 3.2 em Indiana. Com Granger lesionado, a missão de pontuar passa para George, Hill e West. George e Hill são jogadores de alta velocidade. Pecam por serem jogadores com um baixíssimo nível de decisão e esse é de facto um dos pontos que explica tanta irregularidade. Apesar de George ter uma média pontual de 16 e Hill de 14.7, as suas percentagens de lançamento deixam a desejar porque são jogadores que lançam em demasia sem muita consistência. No entanto, George já marcou 48 triplos este ano em 118 lançamentos e Hill 35 em 112.

Para dar alguma maturidade à equipa existe David West. Está a fazer uma excelente temporada, a melhor desde que saiu da companhia de Chris Paul em New Orleans, com números fantásticos: 17.5 de média pontual e 8.5 ressaltos. É candidato ao all-star deste ano pela conferência este.

Roy Hibbert 2

Falando do jogo interior da equipa, outro dos problemas que tem assolado esta equipa são as medíocre exibições de outra das suas estrelas: Roy Hibbert. Comparando com a época passada, Hibbert está longe do seu nível exibicional. Se no ano passado, Hibbert acabou com médias de 12.8\8.8\2 blocks per game, e se previa que a equipa de Indiana cresce muito na conferência este em virtude da maior maturidade dos seus jovens jogadores, esta época, depois de Hibbert ter estado com um pé fora de Indiana pelo facto do seu contrato estar a expirar e de ter renovado o seu contrato com a equipa, Hibbert apresenta números que não são de todo aqueles que a equipa esperava de si: 9.5 pontos (esperava-se que subisse a fasquia para os 15) 8.4 ressaltos (esperava-se que figurasse no top dos ressaltadores da liga). Algo imperceptível anda a abalar o poste. Falta-lhe concorrência no sector (Hansbrough e o contratado a Dallas Ian Mahimni são jogadores muito fracos para fazer sombra a Hibbert) e talvez ainda lhe esteja na ideia a possibilidade de ir procurar a vida noutro lado. No verão haviam várias possibilidades, entre as quais Chicago e Portland. Apenas a equipa do Oregon apresentou uma proposta no valor de 58 milhões de dólares por 3 temporadas, proposta que foi coberta de imediato pelos Pacers.

Uma eventual troca de Hibbert será muito complicada de gerir para os Pacers. É um jogador com uma qualidade imensa. Tem tudo para ser o melhor ou um dos melhores postes da liga desta geração. Tem atleticismo, corpo e técnica apurada de poste. Marca pontos e é um animal das tabelas. Neste momento, tomando em conta os 26 anos, a situação torna-se mesmo complicada. Hibbert terá que explodir. Se há altura para explodir, é agora essa altura. Se Indiana o trocar, corre o risco que o jogador vá explodir num rival de conferência. Se o deixar ficar, poderá ter o dissabor de Hibbert se tornar um flop futuro tendo em conta o ouro com que é remunerado. Penso que só o final da época poderá ser bom conselheiro para esta equipa.

Orlando Magic

Ano zero para a equipa da Flórida. Howard já se foi e os Magic, na minha opinião, não ficaram a ganhar em nada com a saída do poste. Por teimosia da sua direcção renovaram no ano passado o contrato com Howard para que este pudesse render algo que pudesse à equipa construir um plantel de futuro. Estas pretensões saíram goradas. No meio do cerco que fizeram ao jogador, os Lakers ainda ofereceram Gasol. Era de facto na altura uma boa proposta. Os Magic declinaram, talvez por questões económicas e pelo elevadíssimo salário do internacional espanhol. Agora, com a saída da sua antiga vedeta para LA a troco de uma mega troca que colocou Josh McRoberts, Arron Afflalo, Al Harrington e Etawn Moore, resta esperar que uma equipa jovem como é Orlando seja bem trabalhada.

O plantel de Orlando não é mau nem é bom.

Ao nível de bases, Jameer Nelson, JJ Redick, Moore e Afflalo dão conta do trabalho.

Nelson parecia eclipsado nos últimos anos da presença de Howard. Parece ter reencontrado o seu jogo. Se antigamente era um jogador que só jogava para Howard, o individualismo gerado pela saída do poste fez Nélson subir as suas exibições e os seus números.

Redick esteve a um passo de rumar a Chicago como free-agent. Não o fez porque o salário de renovação que os Magic lhe ofereceram foi elevadíssimo. Redick foi o melhor jogador do NCAA (campeonato profissional universitário) de 2005 por Duke. Nesse mesmo ano foi campeão universitário. Chegou à liga bem rotulado mas não se conseguiu impor. Só no ano passado conseguiu chegar a 6th man da equipa, o que se traduziu num salto na rotação de 22 para 27 minutos de utilização. Este ano é titular da equipa e puxou o seu jogo de 11.8 para 13.8 pontos por jogo e duplicou a sua capacidade de assistências de 2,5 para 5. Redick é dono de uma técnica invulgar, quase perfeita, tanto no transporte da bola como no acto de lançamento. Tem tudo para ser a vedeta da equipa este ano.

Afflalo é outro caso complicado. Técnica não lhe falta, até sobra. Capacidade de tiro exterior sublime. Em Denver toda a gente sabia que estava ali um jogador talentoso. Sendo um shooter nato e ligeiramente lento de movimentos não enquadrava no alto rimo de jogo que George Karl incute nas suas equipas. Tanto ele com o veterano shooter Al Harrington. Mudou para Orlando. Nota-se uma melhoria tal no seu jogo que chegou à Flórida e tornou-se logo o melhor pontuador da equipa com uma média de 16. Falta-lhe começar a acertar com os triplos. Tem 27 em 88 tentativas. No ano passado em Denver fez 88 em 212. Quando o fizer, será um jogador altamente letal.

Etawn Moore. Estará aqui o futuro da equipa? Este sophomore daria muito jeito a Boston. Nos 21 jogos de Orlando já marcou o dobro dos pontos (195), com 24 minutos de utilização do que nos 38 jogos de Boston (101) onde era utilizado durante 8 minutos de forma esporádica. É um lançador nato e só tenderá a melhorar.

Ao nível de jogo interior a história é outra. Howard não era só o jogo interior da equipa, era a canalização prática de todo o jogo da equipa. Sem esquecer os extremos (o velhinho Turkoglu ainda dá conta de algum jogo e Andrew Nicholson promete ser um dos rookies do ano), o jogo interior resume-se a Glen Davis, o baby shaq que andava muito escondido e mal aproveitado por Boston\sombra de Howard quando este precisava de descansar. Davis não é um primor de técnica. Mas tem caparro para aviar uns quantos. Não é o mais inteligente dos postes da liga, mas tem cabedal para se fazer valer nas tabelas contra os outros postes. Melhorou imenso desde que foi para Orlando e se calhar agora até daria jeito a Boston, que procura precisamente um bom poste. Está a fazer bons números e ainda aproveita o facto do jogo de Nelson estar formatado para servir Howard. A saída de Howard deu-lhe espaço e fez-lhe bem. Subiu 12 minutos na rotação, subiu 6 pontos de média em relação ao ano passado e tem empurrado a equipa nos momentos decisivos. Na 6ª época na liga duvido que lhe melhorem o lançamento, departamento do jogo onde ainda continua em déficit.

Com 8-13 de score ainda está tudo em aberto para os Magic. Não creio que consigam uma vaga nos playoffs. Os rivais directos são mais fortes. Já tiveram jogos esta época onde isso ficou provado nas derrotas contra Chicago e Boston. Para o ano logo se vê se conseguírem acrescentar mais alguma qualidade a este plantel.

Charlotte Bobcats

Neste quarto da época Jordan deve ser um proprietário mais satisfeito. Em 20 jogos, os seus Bobcats já venceram por 7 vezes e para já não varrem a lanterna vermelha da conferência. Já conseguíram mais de metade das vitórias do ano passado.

Apesar da equipa estar assente nos 275 milhões de dólares investidos pelo mítico Michael Jordan (recordo que os Bobcats são do Estado da Carolina do Norte, estado natal do antigo astro da modalidade), os últimos anos tem sido de autênticos dissabores para esta equipa. Sucessivas trocas e escolhas directivas que correram mal do ponto de vista desportivo e que deram azo às piores épocas de sempre da equipa (e quiçá das piores épocas de sempre de uma equipa na história da competição) e o próprio lock-out que ocorreu no início da competição na época passada, onde os Bobcats ocupavam na proa o rol de equipas que não conseguiam fazer face às suas despesas, chegaram inclusive a colocar em risco a participação da equipa na prova e a possibilidade dos direitos do franchising mudarem para outras cidades que se tem mostrado desejosas de receber a competição (ou de voltar a receber) como é o caso de Las Vegas, San Francisco e Seattle.

Nos 66 jogos da fase regular da época passada, os Bobcats alcançaram apenas 7 vitórias, tantas como as alcançadas já este ano em 25 jogos. Pior que as 7 vitórias (1 a cada 10 jogos) foi a figura muito triste protagonizada por uma equipa que muito dificilmente conseguiria vencer (digo na minha opinião) um dos mais importantes campeonatos europeus (Espanhol, Francês, Italiano, Russo, Turco, Lituano ou Grego).

Algo mudou neste verão em Charlotte. Jordan foi obrigado a reformular a equipa e com essa reformulação, iniciada pela ida de dois dos principais activos da equipa (Boris Diaw para os Spurs no final do prazo para trocas da época passada e DJ Augustin como free-agent para Indiana), que não só não estavam a render o esperado na equipa como libertaram algum cap salarial para a reconstrução da nova equipa, aliado à possibilidade uma escolha satisfatória no draft de 2012 (Michael Kidd-Gilchrist) fizeram com que a equipa tenha para já um comportamento muito mais satisfatório do que aquele que teve na época anterior. No entanto, esta equipa ainda terá que trilhar um longo caminho para estar em condições de lutar pelos playoffs.

Apesar da equipa ainda manter gente que não tem qualidade para jogar nesta liga (Reggie Williams, Hakim Warrick, Kemba Walker, o flop Tyrus Thomas, DeSagana Diop), o incremento de novos jogadores com alguma experiência (Ben Gordon, Brendan Haywood e Ramon Sessions) em conjunto com Gilchrist (para termos noção da entrada de rompante do antigo poste-baixo da Universidade de Kentucky que foi escolhido na posição 2 do draft deste ano, nos primeiros 25 jogos da equipa está com uma média pontual de 11 e 6.4 de ressaltos) e alguns jogadores interessantes como é o caso de Gerald Henderson e Bismark Byombo (precisam claramente de puxar mais por este jogador) fizeram com que a equipa tenha melhorado em muito o seu jogo em todos os sectores. Ramon Sessions, apesar de ser um base mediano é um bom organizador de jogo, Henderson e Gordon dão mais capacidade ao nível de tiro exterior, Gilchrist, Haywood e Byron Mullins dão um melhor jogo interior. Falta no entanto uma estrela a esta equipa, ou seja, alguém que seja capaz de decidir jogos e sobretudo banco. Falta essa estrela na medida em que os Bobcats já perderam alguns jogos (contra algumas importantes equipas na Liga) por diferenças pontuais residuais (abaixo de 6 pontos). Tendo uma estrela que assuma o jogo de forma decisiva nos momentos finais, mais jogos poderiam ter caído para esta equipa.

Para terminar, é de realçar que esta equipa começou muito bem nos primeiros 11 jogos da época com um score de 7-4. No entanto, já não vence desde 24 de Novembro, averbando 14 derrotas seguidas.

Detroit Pistons

Andre Drummond

André Drummond: o jogador mais jovem da NBA desta temporada. Um diamante em bruto que Detroit tem em mãos para explorar.

O caso dos Pistons é um caso mais complexo. Pode-se dizer que é um caso que cruza exemplos de outros casos particulares de outras equipas da conferência: Boston e Charlotte.

Os Pistons, apercebendo-se que tinham uma equipa excessivamente velha, sem valor de troca no mercado, com salários acima do normal para a veterania dos seus jogadores e sem resultados desportivos, decidiram apostar na juventude como forma de inverter os maus anos da equipa. Falamos de uma equipa que foi campeã da NBA em 2004 e que disputou uma final da competição em 2005. No entanto, os tempos dos 2ºs bad boys de Detroit já vai bem longe. Apesar de quase todos ainda jogarem em outras equipas da Liga (Rasheed Wallace, Richard Hamilton, Chancey Billups, Antonio McDyess), na equipa, dessa era só sobraram os veteranos Jason Maxiell e Tayshaun Prince. Ao contrário do exemplo de Boston (queimar a estratégia da equipa a partir de uma estratégia aversa a mudanças radicais), os Pistons decidiram sacrificar mais uma época onde até tinham cap para adicionar 2 ou 3 jogadores de qualidade e experiência para construir uma equipa praticamente de raiz.

Os Pistons tem vindo a fazer uma época bastante aceitável com uma equipa extremamente jovem. 7-21 de score é certo, mas, pelo que tenho visto, mesmo nas derrotas, tem feito jogos muito conseguidos do ponto de vista exibicional contra equipas de outras dimensões, casos das derrotas em Oklahoma (97-105) Orlando (106-110) Chicago (104-108) Philadelphia (97-104) Denver (94-101) Brooklyn (105-107). É uma equipa algo bipolar: tanto tem uma alta propensão ofensiva (ver no calendário o número de jogos que a equipa tem acima dos 100 pontos) como tem baixa propensão ofensiva noutros jogos (o que se pode explicar pela óptica da construção de uma equipa com jogadores que nunca tinham actuado juntos até esta época). Defensivamente é uma equipa bastante frágil e como tal precisa de ser trabalhada nos próximos meses.

Os Pistons são a equipa mais jovem desta liga. Pelo meio alguma mistura de veterania, casos de Charlie Villanueva, Jason Maxiell ou Corey Magette. Se olharmos para o seu plantel, rookies são 5 (Drummond, English, Singler, Middleton e Kravtsov), sophomores e 3ºs anistas 3 (Knight, Monroe e Jerebko) e até o líder da equipa (Rodney Stuckey) apenas cumpre a 6ª época na Liga. Destes 9 jogadores, Stuckey (regressou muito bem de uma lesão complicada que o afastou praticamente toda a temporada do ano passado) Drummond, Singler, Knight, Monroe e Jerebko tem influência no rendimento da equipa.

Falando de alguns:

Drummond – O BI deste poste engana. 19 aninhos. André Drummond pelo que vi vale ouro no futuro caso seja bem trabalhado. Este poste que veio da Universidade do Conneticut tem apenas o azar de ter como titular da sua posição outro jovem de ouro: Greg Munroe. Munroe é indiscutívelmente um dos líderes da equipa e a solução de futuro para a construção da equipa. Os seus números mostram isso (15.7 em pontos, 9.1 ressaltos) e pode-se dizer que neste momento, Munroe e Joakim Noah dos Bulls são os postes em melhor forma na liga neste início de temporada. Pelo que pude ver nos 2 ou 3 jogos que já vi da equipa, Drummond tem tudo de bom na posição: corpo, atleticismo, esforço, técnica acima da média. No entanto, não poderá viver na sombra da estrela da equipa e será bom para a equipa liderada por Lawrence Frank que trabalhe o jogador para a posição de poste baixo. Se essa missão tiver exito, meia equipa dos Pistons para os próximos 10 poderá estar construída.

Os bases Stuckey e Knight. Complementam-se. Stuckey é um excelente organizador de jogo. Nos primeiros anos da liga, os números de Stuckey e até o estilo de jogo que apresentava chegaram a motivar a imprensa norte-americana a escrever que Detroit poderia estar a ver nascer um novo Dwayne Wade nos seus braços. Prova disso a fantástica época 2009\2010 onde atingiu o seu máximo de temporada: 16.6 pontos. Stuckey é um bom organizador de jogo e é também ele um bom lançador. Teve algum azar com uma lesão no joelho que já o obrigou a parar muito tempo. Ainda este ano, na pré-época, a lesão quase o obrigou a falhar os primeiros jogos da temporada. Está lentamente a re-entrar no jogo. Leva 11.8 pontos de média nos 28 jogos realizados esta época e 4.2 de assistências. Está a lançar menos e melhor e a servir mais de organizador de jogo.
Já Brandon Knight é outra história. Depois de ter sido um dos rookies da época passada, com uma média pontual de 12.8, este jogador promete ser uma das referências da equipa para os próximos anos. Muito completo em tudo: organiza bem jogo, faz algumas assistências, lança bem tanto a meia-distância como de 3 pontos (41% de eficácia nos 3 pontos; 54-125 esta época em triplos) e promete não ficar por aqui. Já está nos 15 pontos de média.

Extremos: Villanueva, Prince e Jerebko – Os primeiros dois dispensam apresentações. Fortes no lançamento, aparecem com grandes exibições quando menos se espera. O 3º está a decair. Depois de 2 boas temporadas, esperava-se que este bom lançador pudesse dar o salto qualitativo para 12\13 pontos de média. Ficou-se pelos 6.8 actuais.

À semelhança de Charlotte esta é uma equipa que também precisa de adicionar à sua equipa alguém que consiga resolver jogos nos momentos de pressão.

Para finalizar, alguns momentos da grande estrela da equipa Greg Munroe durante esta temporada:

Em jeito de brincadeira, confesso que o segundo slam, protagonizado por Jason Maxiell (não acreditava que ele fosse capaz disto!!) me deixou um bocado parvo!

Jogo de carreira para Munroe contra Toronto na terça-feira.

Momento do jogo contra Chicago. O experiente Kirk Hinrich ficou muito mal na figura. A sua veterania já lhe devia ter dito que nestes momentos, as regras permitem que peça timeout ao árbitro. Nesta altura, Detroit ainda lutava pela partida. Não teve consequências para os Bulls ao nível de resultado na partida mas…

Cleveland Cavaliers

Kyrie Irving

Mais uma época para esquecer no Ohio.

Os Cavaliers são este senhor, praticamente sozinho.

Não digo totalmente sozinho visto que a equipa tem ali 2 ou 3 artistas capazes de fazer boas prestações. Nos 30 e poucos jogos realizados esta época já deu para perceber que Irving é mesmo craque. O nº1 do draft do ano passado está no entanto a passar um pouco ao lado da competição (à semelhança de John Wall nos Washington Wizards) derivado do facto da equipa ainda não ter adoptado uma estratégia de construção real de soluções de plantel que os possam levar a lutar por algo mais.

Apesar de ter falhado alguns jogos por lesão (1 mês de lesão), Kyrie Irving (ver posts das escolhas do staff) é um jogador do catano. Veloz, com um tiro excepcional e dono de uma vontade de vencer incrível, não tem sido poucas as vezes que o base da equipa do Estado do Ohio tem aparecido nas melhores jogadas do dia ou da semana com incríveis cavalgadas para o cesto, com triplos do meio da rua ou com buzzer-beats do arco da velha. Inserido numa equipa muito experiente no seu todo (já vamos a jogadores como Alonzo Gee, Daniel Gibson, Omar Casspi, Luke Walton, CJ Miles) as estatísticas do #2 subiram substancialmente: no ano de rookie “Uncle Drew” apresentava (em 51 jogos; parece que é achatado a ter pequenas lesões durante a época) uma média de 30 minutos de utilização com uma média pontual de 18.5 e 5.4 de assistências. Este ano, subiu 5 minutos na rotação da equipa, passou dos 18.5 para os 23.1 pontos de média e manteve o nível de assistências (5.4\5.6). Está portanto mais lançador e mais concretizador, principalmente de 3 pontos onde já se encontra com 41% de eficácia.

No entanto, Irving não está bem acompanhado.

Todos os jogadores que acima enunciei são jogadores com alguma experiência na Liga, mas tem números muito insuficientes.

Varejao

Começo por Anderson Varejão. O brasileiro está a ser cobiçado por várias equipas, fruto da boa época que está a realizar. Talvez a melhor desde que chegou à liga: na sua 9ª época na liga, este internacional brasileiro que chegou à NBA vindo do Barcelona, está com 14.1 pontos e uma média de 14.4 ressaltos\2.71 o que faz dele o melhor ressaltador da Liga e um dos melhores defensores (para mim) em conjunto com DeAndre Jordan (Clippers) e Joakim Noah (Bulls).

Os Cavs não abdicam dos seus números e principalmente da sua experiência de Liga. No entanto é público que Varejao anda a ser sondado por várias equipas, entre os quais os Boston Celtics e os Milwaukee Bucks.

Alonzo Gee. Mostra algum talento principalmente no jogo interior. 11.6 de média pontual em 33 minutos de utilização. Afirmou-se como titular numa equipa da liga depois de passagens algo inglórias por Sacramento e Washington. É um jogador a ter debaixo de olho pois facilmente poderá elevar a sua fasquia para os 13\14 pontos de média pontual.

Daniel Gibson. Aquando dos primeiros anos da Liga, quando em Cleveland alinhava um senhor chamado LeBron James, este base parecia mostrar que se poderia tornar num jogador all-star. Era claramente o nº3 da equipa (atrás de LBJ e Larry Hughes) e tinha uma capacidade fantástica nos triplos. Para termos uma noção desses tempos, na época 2007\2008 (quando os Cavs de LBJ lutavam pelo título) este senhor chegou a ter uma média de temporada nos 3 pontos de 44% (118-268). Foi-se apagando com o tempo. Continua a ter uma média interessante no tiro longo (39%-47\120) nos 23 minutos de utilização mas não passa mesmo disso.

CJ Miles: manteve a regularidade nos números nos tempos de Utah.

Luke Walton: pouco ou nada contribui e pouco ou nada melhorou desde os melhores tempos de LA.

Rookies:

Dion Waiters – este base recrutado no draft à Universidade de Syracuse era dos homens menos em destaque no draft apesar da sua 4ª posição. Está a confirmar que poderá ser o nº2 da equipa. Já é praticamente titular na equipa (30 minutos de utilização) e é bastante regular no seu lançamento. 14.1 de média pontual coloca o base como candidato a rookie do ano.

Tyler Zeller – agradável surpresa. Escolhido na posição 17 do draft, este antigo jogador da Universidade da Carolina do Norte que se revela muito hábil nas duas posições de poste poderá ser um jogador de futuro. Faz do corpo arma e tem boas percentagens de lançamento a meia distância (43%). 8.6 pontos por jogo de média e 5.6 ressaltos põe-no como jogador capaz de actuar no próximo jogo de all-star game entre rookies e sophomores. Promete.

Washington Wizards

Últimos com apenas 5 vitórias e 28 derrotas.

Pouco ou nada mudou em Washington.

Tirando o facto de John Wall estar lesionado e ainda não ter feito um único jogo, espanta-me como é que esta equipa está em último com a quantidade de talentos jovens que tem nas suas fileiras. Com jogadores como Bradley Beal, Kevin Seraphin, Jordan Crawford e Jan Vesely e outros mais experientes como Emeka Okafor, Trevor Ariza ou Nênê Hilário, 5 vitórias é muito pouco.

Começo pelos mais novos:

Bradley Beal – Uma aposta ganha. O 3º do draft deste ano é máquina. Com regularidade no lançamento de média e longa distância é o complemento perfeito para um base como Wall.

Kevin Seraphin – Os Bulls devem estar arrependidos de ter passado os seus direitos para Washington na libertação de Kirk Hinrich para Washington em 2009 (Washington despachou o base para Atlanta e passados 3 anos este voltou a Chicago como Free-Agent). O Francês encarreirou na equipa da capital e tem uma média pontual de 11.3\5.3 ressaltos, o que significa que poderia ter sido agora uma excelente alternativa de banco ao seu compatriota Joakim Noah.

Jordan Crawford – Dispensa apresentações. Lança muito e nem sempre é bem sucedido. Num dia em que esteja inspirado é menino para marcar 5 ou 6 triplos em tantas tentativas. Noutros é capaz de não acertar 1 em 10. Mas quando acerta é um perigo.

Jan Vezely – Este checo que chegou à NBA por via do Partizan de Belgrado ainda não conseguiu discernir que o rigor da liga Norte-Americana é superior ao da Europa. Este Checo era rotulado como craque na europa. Nos Wizards mal joga e é uma pena visto que segundo o que vi na Euroliga em 2010 é dotado de uma capacidade atlética notável.

Nênê – Trocado por JaVale McGee para dar um novo swing à equipa no jogo interior, tem fracasso a missão. Está uma sombra do que era em Denver. O brasileiro sempre foi lento mas em Washington joga à velocidade de carvão. Talvez anime quando Wall voltar à competição.

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De Londres #20 – O ouro olímpico para o novo Dream Team

Como se esperava. O novo dream-team americano arrebatou o ouro, de forma fácil e como se esperava.

Deron Williams, LeBron James, Anthony Davis, Andre Iguodala, Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Love, Kobe Bryant, James Harden, Kevin Durant, Tyson Chandler e Russell Westbrook são os nomes que Londres irá recordar para a eternidade. Nomes que a nada devem ao nível de talento na modalidade ao Dream Team original de 1992, equipa que continha elementos como Michael Jordan, Magic Johnson, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Larry Bird ou Charles Barkley.

No entanto, muitos outros jogadores poderiam pertencer a esta equipa. Alguns não viajaram para Londres por lesão: Derrick Rose, Dwayne Wade, Blake Griffin e Dwight Howard. Outros como Paul Pierce, Rajon Rondo, Joe Johnson, Andrew Bynum, Greg Munroe ou Carlos Boozer também poderiam ter sido opções na selecção norte-americana.

Em Londres, um passeio.

Os Norte-Americanos não vacilaram. Dos 156-73 à Nigéria veio um recorde olímpico ao nível de pontuação de uma equipa num jogo olímpico. França, Austrália, Lituânia (a selecção que melhor se portou contra a Norte-Americana, perdendo apenas por 5 pontos) Tunísia, Argentina e Espanha sucumbiram perante o maior potencial dos fundadores da modalidade. Na final de hoje, apesar da Espanha ter jogado dois furos acima do que tinha jogado na fase de grupos (onde em 5 jogos perdeu dois frente a Russia e Brasil, classificando-se no 3º posto; onde sentiu imensas dificuldades para bater uma medíocre anfitriã Britânica apenas por 1 ponto) e nos quartos-de-final\meias frente a França e Rússia, os Americanos acabaram por fazer uma 2ª parte mais consistente. Porém, deve ser dado mérito aos Espanhois pela 1ª parte que fizeram, pelo portentoso jogo interior que tiveram (a partir de Ibaka e dos irmãos Gasol) um pouco ao contrário dos jogos contra Rússia e França (o seu jogo interior foi bem controlado por estas selecções) e pelas fantásticas exibições de Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, sendo este último um jogo que acho incompreensível como é que só conseguiu aguentar dois anos ao mais alto nível na NBA.

Foi um torneio olímpico com muita qualidade. Desde os Estados Unidos até à fraca Tunísia. O resultado final pareceu-me normal: EUA com o Ouro, Espanha com a prata, Rússia com o bronze. Argentina e França também mereciam as medalhas. Os Argentinos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para travar os russos no Bronze. Ginobili e Scola exibiram-se a bom nível. A França de Parker, Batum e Turiaf caiu nos quartos-de-final contra uma Espanha mais forte na parte final da partida. No final da partida também se podem lamentar do extravasar da tristeza de Nicolas Batum, quando agrediu Navarro com um murro na barriga, gesto que deverá ser alvo de punição para o atleta por parte da FIBA. Os Russos, liderados por alguns jogadores recheados ao nível de experiência passada na liga norte-americana (Khryapa, Mozgov, Kirilenko) e por outros que fazem maravilhas na europa (Fridzon) acabaram por ser uma selecção que me cativou muito e que promete dar luta aos americanos no futuro (a rússia foi a única selecção de topo que pelo sorteio não defrontou os EUA).

Por outras paragens podemos constatar que a modalidade terá um futuro mais equilibrado. A Grã-Bretanha montou uma equipa para os jogos. Recrutou dois atletas interessantes na NBA que não nasceram em solo inglês: o Sudanês Luol Deng e o Jamaicano Ben Gordon. Ambos “passaram” por Inglaterra: Deng tinha passaporte britânico quando fugiu do conflito somali rumo aos EUA. Gordon é filho de uma inglesa Tunísia e Nigéria foram bons representantes do continente africano, continente que está a exportar bons talentos para a europa e para as universidades americanas. O Brasil quedou-se pelos quartos-de-final, saboreando uma vitória contra a Espanha na fase de grupos. A Argentina, apesar da experiência acumulada das suas principais vedetas nos campeonatos americanos, espanhol e italiano (Ginobili, Scola, Nocioni) poderá passar por alguns problemas de renovação na sua equipa. A China foi um interessante participante em representação do continente asiático. No entanto, o basket chinês poderá desaparecer de cena nos próximos anos visto que não tem aparecido grandes talentos desde Yao Ming e Yi Jianlian.

Para os próximos olímpicos estou seguro que outras selecções irão aparecer. Israel e Irão terão boas selecções no futuro, a primeira comandada por Omri Cassipi. Na velha europa, outras também começam a despontar como o caso da Dinamarca, Irlanda e Ucrânia. Grécia, Itália, Croácia e Sérvia, pelo passado glorioso que ostentam também deverão ser candidatas a um regresso aos jogos olímpicos.

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De Londres #14

O Dream Team arrasa tudo o que agarra:

A Nigéria provou recorde olímpico ao nível de pontos sofridos. Carmelo Anthony, LeBron James e Anthony Davis passearam a altíssimo nível. O homem dos Knicks fez 37 pontos em apenas 14 minutos de utilização. Não é que a Nigéria tenha jogado mal. Para uma equipa da sua dimensão portou-se bastante bem. Não havia era nada a fazer contra aquela força desigual.

A outra selecção do grupo (Tunísia) também haveria de ser esmagada por 110-63.

A própria França, calejada com vedetas da como Joakim Noah, Tony Parker ou Nicolas Batum foi impotente na 1ª jornada do grupo A do Torneio Olímpico.

A Lituânia conseguiu hoje quebrar o furacão Norte-Americano, perdendo por apenas 5 pontos (94-99). Amanhã, os Norte-Americanos tem o seu teste de fogo frente à Argentina de Ginobili.

Ainda no Grupo A:

1. A França venceu a Argentina por 71-64 e a Lituânia por 82-74 mas sentiu dificuldades perante a Tunísia, vencendo a equipa africana por apenas 4 pontos de diferença. (73-69). Os Franceses e Argentinos estão apurados. À Lituânia bastará um empate contra a Tunísia ou até a derrota caso a Nigéria não vença a França.

No Grupo B:

1. Percurso interessante da Rússia. Venceu a Grã-Bretanha e a China com grande folga, o Brasil (2º no grupo) por 1 ponto e a Espanha por 3, num jogo em que o seleccionador russo fez uma marcação apertada aos irmãos Gasol (anulando por completo o forte jogo interior dos espanhóis) e em que jogadores como Viktor Krhyapa (já alinhou nos Bulls) ou Timofey Mozgov (jogadores que tem alguma experiência de NBA pois já lá actuaram nas épocas passadas) estiveram de mão quente no ataque russo.

2. A Espanha de Scariollo está a sentir muitas dificuldades em impor o seu jogo nestes Jogos. A derrota contra a Rússia e as magras vitórias sobre Austrália (82-70) e Grã-Bretanha (79-78) não tem dado bons sinais para a fase final. O jogo de amanhã contra o Brasil será fulcral para os espanhóis perceberem se estão à altura da final contra os Norte-Americanos ou não.

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(a ler) para o torneio olímpico de basquetebol

entrevista feita pela marca ao seleccionador Norte-Americano de Basquetebol Mike Krzyzewski

PREGUNTA. En 1992, el sueño del ‘Dream Team’ empezó con una derrota inesperada ante un equipo de universitarios. Se ha repetido la historia en un entrenamiento ante el equipo B.
RESPUESTA. Bueno, realmente no nos ganaron. No era un partido de entrenamiento como tal, sino segmentos de cinco minutos. Sí que anotaron más puntos que nosotros pero eso no es uChucna victoria.

P. Bueno, los jugadores del ‘Select Team’ sí hablan de victoria y como usted dijo que esa derrota fue una estrategia de Chuck Daly para llamar la atención de sus jugadores, pensé que sería igual.
R. En 1992 sí era un entrenamiento de unos 20 minutos y aunque había tremendos jugadores, Jordan no jugó mucho y tampoco se realizaron ajustes defensivos. Aquella derrota sirvió para tomar consciencia de que había que hacer cambios. Esta vez no hemos jugado más que tramos de cinco minutos, aunque tengo que reconocer que el rival hizo un gran trabajo.

P. También puede servir de toque de atención para que los jugadores sepan que han de estar a tope en los Juegos, pues ahí se medirán a los mejores entre los mejores.
R. Bueno, la alarma o llamada de atención ya las tuvimos en 2002, 2004 y 2006. No sé cuántas veces puedes darle al botón de que suene la alarma dentro de cinco minutos sin que realmente te despiertes. Habrá que ir a tope. En 1992 tuvimos que preparar una treta que sirviera de atención, pero ahora la realidad es que ya nos han ganado muchos equipos que son muy buenos.

P. ¿Qué rivales destacaría de los Juegos Olímpicos?
R. España tendrá a todos sus jugadores de vuelta, Argentina sigue contando con Ginobili y Scola, Francia con Parker y más jugadores NBA, Rusia es un equipo muy grande, también está Lituania, Brasil, que es grande y tiene un entrenador reputadísimo…

P. ¿Las distancias con EEUU se siguen recortando?
R. Respetamos enormemente a la comunidad internacional baloncestística y el nivel tan alto que hay. No es que supongamos o imaginemos que son buenos, es que es la realidad. Son equipos muy buenos y esperamos que nos planten una dura batalla.

P. Entre todos los rivales, ¿cuál el más complicado?
R. Odio decir que alguien concreto es nuestro rival más duro o complicado, más que nada por si otro equipo nos gana. Creo que nuestro rival más complicado es nuestro siguiente rival en nuestro próximo partido, sea quien sea.

P. ¿Y España?
R. Obviamente estamos hablando de uno de los más grandes equipos que hay ahí fuera. No sólo están los hermanos Gasol, también Ibaka formando sin duda el mejor juego interior de los Juegos. También está Navarro, que es uno de los mejores jugadores del mundo. También Rudy, Calderón en el puesto de base… Tienen una gran cantidad de jugadores con amplia experiencia internacional y una continuidad tremenda. Llevan jugando juntos desde que eran unos chavales.

P. Las expectativas son altas. ¿Teme que el exceso de presión les pase factura?
R. No puedes prestar atención a lo que se diga o se espere de ti. Tienes que concentrarte en tu trabajo y seguir mejorando. Tenemos que querer ganar porque nosotros queremos ganar, no porque otros esperen que ganemos. Si haces algo porque alguien espera eso, jamás lo logras. Queremos ganar el oro porque esto es lo que queremos hacer. Esta es nuestra meta y espero que los demás la compartan.

P. ¿No ganar el oro sería un fracaso?
R. Desde luego, sería una decepción tremenda. Si perdemos, ya está, hemos perdido. Titúlalo como quieras. No ganar el oro sería una tremenda decepción para nosotros porque nuestra meta es ganar el oro. Sería una decepción brutal, pero la gente puede decir lo que quiera si perdemos. Independientemente de lo que pase en Londres no nos iremos de allí como unos fracasados. O nos iremos felices y satisfechos por haber cumplido nuestra meta o nos iremos muy decepcionados. Vamos allí para ser campeones.

P. Usted no ha entrenado nunca a un equipo NBA y en la selección está repleto de superestrellas, MVP, ‘All Star’… ¿Cómo es de complicado trabajar con ellos y hacerles ver la importancia del colectivo y no la personal?
R. No es duro en absoluto, son grandes profesionales y su actitud es intachable. Son tíos muy majos, que respetan al cuerpo técnico porque son jugadores que han salido de la universidad. Todos salvo tres, y uno de ellos, Kobe iba a venir conmigo a Duke pero terminó dando el salto profesional. Ellos siguen el baloncesto y saben que hemos tenido éxito y creen en lo que les decimos.

P. ¿Cómo es su relación con los jugadores?
R. Llevamos ya juntos siete años así que hemos desarrollado una gran relación, una buena amistad y creo que gran parte se debe a que yo no entreno en la NBA y no soy rival suyo nunca. Nunca compito ante ellos así que puedo ser su entrenador sin tener que preocuparme de si en algún momento soy su enemigo. Estamos en esto juntos. Durante el año mantenemos el contacto, tenemos una gran relación y me encanta entrenarles.

P. Pensando en los Juegos: abren contra Francia, que cuenta con una selección con amplia representación NBA y con un físico tremendo.
R. Francia tiene un gran equipo, que ya hizo un gran trabajo el año pasado y que tiene a Parker que es tan bueno como cualquier base de la NBA. Nuestro país quiere que ganemos cada partido y queremos cumplir con esos deseos, pero será un debut complicado.

P. ¿Qué espera de su ‘stage’ en Barcelona?
R. Con suerte, deseo que nuestra estancia en Barcelona sirva para que nos preparemos muy bien de cara a los Juegos con dos amistosos muy duros contra Argentina y España.

P. Vuelve a Barcelona en el 20 aniversario del ‘Dream Team’. Entonces usted era ayudante. Ahora seleccionador nacional absoluto desde hace años. ¿Qué recuerda del ‘Dream Team’?
R. Lo que sucedió en 1993 fue una explosión mundial que ayudó al crecimiento global del baloncesto. Aquellos 12 jugadores se unieron y no es loE que ganaron sino cómo lo ganaron. Demostraron con su gran calidad lo magnífico y bello que puede ser el baloncesto, jugado como colectivo. Desde entonces, el baloncesto mundial ha mejorado más y más. Es un deporte que está creciendo y cada vez encuentras mejores jugadores por todas partes. La prueba es que un 20% de los jugadores de la NBA son extranjeros.

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NBA

Vamos em primeiro lugar aos meus Bulls. 3 jogos muito interessantes (de analisar) antes da visita ao líder da conferência Oeste (Oklahoma City Thunder) que será amanhã pelas 17h (12 horas locais).

Os Bulls são a primeira equipa já apurada para os playoffs.

Derrota caseira frente a Denver na madrugada de quarta-feira. Um jogo péssimo dos Bulls a todos os níveis perante uma equipa (Denver Nuggets) que ainda está na corda bamba pelos playoffs no Oeste. Não consigo perceber como é que este colectivo de Denver (realço a palavra colectivo; tem bons jogadores como Wilson Chandler, Farried, Ty Lawson, Al Harrington, JaVale McGee, Arron Afflalo, Chris “Birdman” Anderson, Danilo Gallinari) chega a esta altura da época em 8º lugar na conferência quando tem potencial para ter uma fase regular muito mais descansada.

Um jogo péssimo por parte dos Bulls. No 7º jogo sem Rose (pergunta-se na América como é que estes Bulls conseguem manter tanta regularidade ao nível de vitórias sem a sua bússula) tudo correu mal aos Bulls. A equipa fez o pior jogo que tenha visto ao nível defensivo e ofensivo. Ao nível defensivo, pouca acutilança na marcação à zona fez com que os atirados de Denver brilhassem: Arron Afflalo (está a acabar a época em grande; é talvez a sua época mais regular na Liga) fez 22 pontos (8 em 12 em lançamentos de campo) e Ty Lawson fez 27 pontos e partiu tudo no United Center. Afflalo esteve a um passo de assinar pelos Bulls como free-agent no início desta temporada. O base de Denver fez 3 triplos muito importantes, acontecendo quase todos em jogadas em que Chicago reduzia a vantagem por intermédio de triplos. Metade da vitória de Denver no United center residiu na excelente participação dos seus bases. Quem também saiu bem do banco (como é seu apanágio) foi Al Harrington: 17 pontos, 3 triplos. Em matéria de triplos, Denver tivemos um jogo de eficácia alta: 8 triplos para Denver em 13 tentativas, incríveis 13 em 20 para os Bulls.

Na equipa de Chicago, se houve jogo em que Rose fez falta foi este contra Denver. A equipa jogou mal. CJ Watson e John Lucas não foram capazes de arranjar boas soluções de lançamento e cometeram imensos turnovers. No total, a equipa de Chicago fez 16 turnovers, pertencendo 9 a Watson e Luol Deng. Um dos turnovers que me saltou à vista durante a partida foi numa reposição de bola. Watson recebendo a bola de Deng deixou-a rolar pelo chão para não queimar tempo (existe uma regra na NBA que numa reposição de bola, enquanto esta não for tocada por um jogador antes do meio-campo faz com que o tempo geral e o tempo de ataque não avance) no fim do 3º período. Qual é o espanto que no momento em que Watson vai receber a bola, escorrega e faz com que a bola saia pela linha lateral.

Ao nível defensivo, os Bulls não conseguiram aplicar a sua lei aos Nuggets. Deixaram toda a gente lançar à vontade e ao nível de ressaltos, Denver conseguiu sacar 31 ofensivos.

Ao nível do ataque, faltou alguém que se destacasse. Faltou Rose. Watson foi o melhor pontuador com 17 pontos. Depois ficaram Boozer, Lucas e o rookie Jimmy Butler com 14 pontos. Butler esteve muito bem nesta partida, arriscando lançamentos difíceis em alturas em que a equipa tentava recuperar desvantagens de 9\10 pontos.

Para finalizar, Denver teve uma pontuação igual ou a cima de 25 pontos em todos os períodos. Não é fácil ganhar em Chicago. Não é fácil ultrapassar a barreira dos 100 pontos em Chicago.

Na madrugada de quinta-feira existiu um domínio total frente a Atlanta. A equipa recusou bem da derrota do dia anterior vencendo a equipa do estado da Geórgia por esclarecedores 98-77.

Depois de um primeiro parcial em que Atlanta levou a melhor por 23-21, os Bulls controlaram o resto do jogo e comodamente foram gerindo a sua vantagem na 2ª parte. Luol Deng voltou a fazer uma exibição à Deng com 22 pontos (5 triplos) Boozer fez 20 pontos e 9 ressaltos, chegando inclusive a dar uma jogada de puro espectáculo à rapaziada das bancadas onde perante a pressão de um jogador de Atlanta a 3 metros do cesto, rodou pela parte de fora e afundou na cara de Joe Johnson. Joe Johnson iria acabar por retribuir a gentileza com uma gravata (acidental é certo) no power-forward de Chicago. Quem também se evidenciou foi Taj Gibson. O power forward suplente de Chicago tem vindo a crescer muito nesta temporada. Já se deixou daqueles lançamentos estranhos a longa distância para os quais não está dotado e prefere atirar à direita a 2 metros onde é muito eficiente. Gibson também tem melhorado muito ao nível técnico e isso tem sido nítido nos últimos jogos dos Bulls.

Perante mais um jogo em que os Bulls fizeram muitos triplos (9) Atlanta fez uma exibição muito off. Apenas Josh Smith (19 pontos) e Jeff Teague (13 pontos e 8 assistências) tentaram lutar contra o domínio dos Bulls.

Frente aois Pistons e como a imagem mostra, Derrick Rose já aqueceu com a equipa assim como Richard Hamilton. No entanto os dois continuam a ser poupados pelo departamento médico da equipa. Será que teremos Rose amanhã contra Oklahoma?

Depois de um primeiro parcial de 28-25 para os da casa e dos Pistons ainda terem ameaçado que vinham a Chicago com vontade de vingar o rótulo de 2ª pior equipa da actualidade da NBA (a 1ª é definitivamente Charlotte) a equipa de Ben Gordon e companhia acabou por sair vergada a uma das piores prestações ofensivas da temporada. Dois períodos (2º e 4º) com apenas 10 pontos revelaram uma eficácia pobrezinha de 36% para a equipa do Michigan.

Os Bulls nem precisaram de puxar pela sua veia triplista (apenas 2 em 12 tentativas) para derrotar os pobres Pistons. Deng (20 pontos) Boozer (13 pontos e 11 ressaltos) e Noah (19\12) foram praticamente suficientes para vencer a partida.

Ainda sobre os Bulls, ocorre ler um bom artigo publicado por John Schumann no blog NBA Hang Time em que este analista realça a enorme resposta que o colectivo comandado por Tom Thibodeau dá na ausência do MVP da época regular 2010\2011. Nota para a percepção que Schumann faz para as combinações Boozer-Noah. É nítido que Boozer depende em muito das prestações de Noah. Se Noah estiver confiante na recepção de bolas dos bases e as encaminhar para o tiro a média distância de Boozer, o power forward faz grandes mas mesmo grandes exibições.

Outros jogos em destaque na Liga desde terça-feira:

Jogão em Milwaukee entre duas equipas que entram na fase final da época lugar com objectivos distintos. Atlanta (31-22) está em 6º na conferência este e já tem praticamente assegurada a sua vaga nos playoffs. No entanto, os Hawks irão querer uma posição mais confortável para evitar Miami, Chicago, Orlando ou até Boston que tem estado em crescendo nas últimas semanas.

Nesta partida em Milwaukee assistiu-se a uma enorme performance colectiva por parte das duas equipas fazendo lembrar um pouco daquilo que vão ser os jogos de playoff.

Em Atlanta, 6 jogadores ultrapassaram os 10 pontos ao nível de pontuação pessoal. Josh Smith teve uma exibição pessoal monstruosa, marcando 30 pontos e conquistando 18 ressaltos. Smith atirou de todo o lado e feitio, fazendo 14 em 26 ao nível de lançamentos de campo. Jeff Teague (15) e Ivan Johnson também estiveram em destaque com 17 e 15 respectivamente. Joe Johnson apenas fez 11 pontos e 8 ressaltos. No dia seguinte em Chicago também teria uma exibição para esquecer.

Em Milwaukee, as sinergias da transferência de Monta Ellis já se fazem sentir mas para já ainda não suficientes para afirmar que a equipa se qualifique para os playoffs. Os Bucks estão a melhor consideravelmente desde a entrada do extremo mas ainda continuam de fora dos lugares de acesso à fase final do campeonato. No entanto, prevê-se uma luta intensa com Nova Iorque se bem que os Nova Iorquinos tem para já 3 jogos de vantagem sobre a equipa de Scott Skiles.

No jogo frente aos Bucks, Monta Ellis superou Josh Smith com 33 pontos e fez ainda 8 assistências. Sem qualquer triplo pelo meio, diga-se. Ellis tem beneficiado do talento de Brandon Jennings. O base nesta partida fez 18\6.

Já no dia 24 em Houston, Dallas tinha vencido por 101-99 num jogo em que a decisão da partida arrastou-se até ao último segundo. Em Dallas a história foi diferente. Dallas começou mal (30-19 para Houston no 1º período) deu a volta no 2º e no 3º período e acabou por gerir a vantagem que tinha no 4º.

Os Rockets estão a aguentar-se dignamente na luta pelos playoffs (são 7ºs na conferência) mas ainda continuam com Kevin Martin ausente. Martin dificilmente voltará a jogar na fase regular. No derby do estado do texas contra Dallas, Luis Scola voltou a comandar as tropas com 22 pontos e 8 ressaltos. Foi extremamente interessante ver Scola a travar uma intensa batalha corpo-a-corpo com Dirk Nowitzky e Lamar Odom. No entanto Scola teve a ajuda de colegas como o extremo Chandler Parsons (15\9) e o base Goran Dragic (17 pontos\9 assistências).

Interessante é ver esta equipa de Houston. Ninguém dava nada por eles. No entanto com a contratação de Kevin Martin tudo se tem vindo a alterar. Luis Scola parece outro. O argentino sempre me causou boa impressão. Numa equipa a sério com objectivos é mais lutador que o habitual. Esta equipa de Houston poderá efectivamente crescer com a evolução dos jovens jogadores que possui: Courtney Lee é também ele um bom base e um bom lançador. Goran Dragic é uma pérola que dará cartas no futuro. Faz o trabalhinho de base como deve ser e é destemido na hora de atacar o cesto ora em incursões ora no tiro de longa distância. Chad Buddinger apesar de ser um jogador alto lento, é um excelente nº6 e é bastante atlético.
Não consigo é compreender como é que uma equipa que contrata um jogador como Marcus Camby continua a apostar em Dalembert para a sua titularidade. Dalembert é um jogador horrível e a cada ano que passa fica ainda mais molengão do que os tempos em que estava em Philadelphia.

No lado de Dallas, nesta partida, Dirk voltou a levar a equipa de Mark Cuban às costas. 21 pontos para o Alemão. Teve a colaboração dos elementos vindos do banco. Beaubois (14 pontos) e Brandon Wright (13) ajudaram Dallas a consolidar mais uma vitória.
Depois de assistir a esta partida dos campeões em título, fiquei mais convencido que Dallas terá capacidades para renovar o seu título. Não se trata apenas de Dirk, de Jason Terry, de Shaun Marion ou Jason Kidd. Trata-se de colocar o melhor plantel ao nível de soluções a mexer. Tirando os 4, há um Vince Carter irregular, um Lamar Odom que teima em aparecer (se bem que já tem feito algumas boas exibições) um Rodrigue Beaubois que tem mais para dar, um Brandon Haywood que tem lugar de caras na equipa titular (no lugar de Mahimni) e um Yi Jianlian cujo treinador continua a teimar em não dar hipóteses e que até poderia ser uma excelente solução para a equipa no jogo exterior.

Tim Duncan (26\11) e Tony Parker (24 pontos) para um lado. Shannon Brown (32 pontos) Marcin Gortat (21 pontos\14 ressaltos) e Steve Nash (16\8 assistências) no outro. Final de campanha feliz para os Spurs. 4 jogos em 5 noites com 4 vitórias.

Cabaz de Nova Iorque frente a Orlando. Será um escândalo se os Knicks não se posicionarem para os playoffs. No entanto, é cada vez mais nítida a possibilidade de termos Chicago a jogar contra Nova Iorque na 1ª ronda dos mesmos.
A vida em Nova Iorque está difícil. Isto porque Jeremy Lin e Amare Stoudamire estão lesionados. Jeremy Lin foi hoje operado ao joelho e arrisca-se a perder o resto da temporada. A pausa nunca será inferior a 6 semanas para Lin. Já Stoudamire está de fora por tempo indeterminado com uma lesão nas costas. Torna a vida mais difícil para Mike Woodson que tem visto o reforço JR Smith casar muito bem com o resto da equipa e que tem visto a dupla Bibby e Davis cada vez mais entrosada no jogo da equipa. O que não muda é a ganância de Carmelo Anthony.

Neste jogo frente a Orlando, a turma da Flórida fez um jogo muito pobrezinho a todos os niveis. Já os Knicks estiveram com muitas ganas na fase de atacar o cesto. Se bem que o fizeram de forma pouco eficaz, principalmente nos triplos com 12 em 34 tentativas. Carmelo fez 25 pontos e 6 assistências, o rookie Iwan Schumpert, a jogar a point-guard, também marcou 25 pontos (com 4 triplos e do banco saiu Steve Novak para ajudar a equipa com 16 pontos. Novak é outro exemplo igual a Lin. O exemplo de alguém que andava perdido no banco dos Knicks e que de um momento para o outro tornou-se pedra fundamental para alguns triunfos da equipa de Nova Iorque. Contra Orlando, Novak foi autor de 4 triplos. Apesar de ser um jogador que anda na Liga desde 2006 e de já ter jogado em Dallas e em San Antonio, só agora é que Novak se está a destacar qualquer coisita. 8.6 é a média pontual deste extremo em Nova Iorque, tomando em conta que nunca passou dos 5 pontos de média e que em Nova Iorque tem uma média de rotação de 17 minutos.

Minnesota viu-se à rasca para bater os Bobcats. No entanto Kevin Love (40 pontos e 19 ressaltos) fez um jogo monstruoso. Os Wolves continuam à rasca com as lesões. Rúbio já não volta mais esta temporada. Beasley tem um dedo do pé fracturado e Barea anda à rasca da bacia. Os Wolves tem alinhado com 8 jogadores.

Deron Williams (30 pontos e 9 assistências) continua a partir a loiça toda. Os Nets tem vindo a melhorar com o decorrer da época e para o ano até prometem qualquer coisinha. Já arrancaram tarde.

14º jogo seguido de Miami a vencer em casa. Desta vez vieram os rivais de Dallas e perderam graças a um show (finalmente!) colectivo de Miami, principalmente no 3º período.
Facto raro em Miami: Nenhum dos elementos do Big Three ultrapassaram os 20 pontos.
Facto raro em Miami parte 2: 6 jogadores ultrapassaram a barreira dos 10 pontos sendo eles o Big Three + Mario Chalmers, Udonis Haslem e Norris Cole.

Do lado de Dallas, pouquíssima defesa e pouquíssimo ataque. Dirk Nowitzky (25 pontos) disfarçou o dia mau da equipa.

Períodos desiquilibrados. 30-18 para os Lakers no 1º período. 34-19 para Oklahoma no 3º. Bynum (25\13) e Bryant algo inspirados num lado mas insuficientes para travar a vontade de vencer a qualquer custo de Rusell Westbrook no outro. Westbrook esteve simplesmente soberbo. Durant também esteve em destaque com 21 pontos e 11 ressaltos.

Cleveland está a dizer adeus aos playoffs. Não basta ter Kyrie Irving para se ter sucesso. Ultimamente tem sido cabaz atrás de cabaz. Irving fez 29 pontos. Do outro lado Irving e seus pares foram sugados por uma máquina devastadora que fez 124 pontos, liderada por Brandon Jennings (28 pontos) e Ilyasova (20 pontos e 10 ressaltos).

A diferença de ter um Dirk e de ter um Jameer Nelson e um Chris Anderson.

Bem disputado. Quando o fim chega e a pressão aperta, uns marcam e outros falham por duas vezes.

Para finalizar alguns memes da NBA:

Marca pontos como um cavalo. Ganha ressaltos como um cavalo. Mete triplos que nem um cavalo. E ainda dá nas fuças do Barea como um cavalo.

Convém também dizer que com tantos touros à volta torna-se difícil

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8 seguidas e uma derrota!!

Vou escrever sobre as últimas 7 dos Bulls para o campeonato.

Para começar, a nota prévia: Os Bulls já lideram o campeonato com um score de 33-9. No entanto tem mais 2 jogos que Oklahoma.

Para ser mais especifico, porque existiram pequenos dados individuais de cada jogo diferentes e até porque o único denominador comum de 5 destes 6 jogos foram as grandiosas exibições que Derrick Rose, vou escrever jogo-a-jogo:

New Orleans Hornets no dia 28. Scottie Pippen, como sempre, na plateia.

Contra um adversário que está a fazer uma má-época (perdeu os seus dois principais activos: Cris Paul e David West; no entanto ganhou outro que andava tapado nos Clippers, caso de Chris Kaman) os Bulls tiveram de soar até ao último minuto para conseguirem a vitória. Quem mais poderia trazer a vitória senão Derrick Rose? 32 pontos e 9 assistências no dia em que Richard Hamilton regressou à competição (seria sol de pouca dura).

Joakim Noah iniciou aqui o melhor ciclo da temporada com 15 pontos e 16 ressaltos. Noah tem conseguido mais de 15 ressaltos quase todas as partidas e está numa forma impressionante. Luol Deng fez 14 pontos e 11 ressaltos.

San Antonio Spurs no Texas no dia seguinte.

Previa-se um autêntico duelo entre dois dos melhores bases do campeonato: Tony Parker do lado dos Texanos, Derrick Rose no lado de Chicago. No 1º período, os dois chocaram num lance e Rose ficou agarrado ao joelho. Temeu-se o pior no banco de Chicago mas o base voltaria 1 minuto depois à partida. E voltaria para abafar por completo a mediocre exibição de Parker. Spurs ainda sem Ginobili (voltaria no domingo frente aos Spurs) e com Duncan em clara evidencia: 18 pontos e 10 ressaltos.

Parker ficou-se pelos 11 pontos, 9 ressaltos e 6 assistências, vendo Rose do outro lado facturar 29 pontos. Noah foi aos 3 ressaltos e o jogo acabou ser recheado em triplos (15; 7 para Chicago, 8 para San Antonio). Apesar de Rose ter guiado Chicago ao triunfo com as suas fantásticas incursões ao cesto (o típico um contra todos) também são de realçar os 37 pontos no banco, particularmente, os 12 importantíssimos pontos de CJ Watson (10 deles no 2º período onde o jogo teve mais tremido para Chicago). Incrivelmente, nessa partida, quando Watson estava a jogar bem, Thibodeau resolveu-o mandar para o banco. Mais uma daqueles decisões incompreensíveis daquele que foi considerado no ano passado o treinador do ano da Liga.

Esta vitória acabou também por ser histórica: os Bulls já não venciam em San Antonio desde 2003, ou seja, desde o ano em que tinha nas suas fileiras Kirk Hinrich.

No dia seguinte, Cleveland Cavaliers.

De facto, foi mais um jogo aborrecido de se ver em que os Bulls dominaram desde o minuto inicial. Muito facilitou o facto dos Cavs estarem a jogar sem os seus dois melhores jogadores: Kyrie Irving e Anderson Varejao. O primeiro teve uma lesão que o impediu de actuar durante 1 semana enquanto o segundo está parado fazem algumas semanas.

112-91 foi o resultado final do jogo. Para a história, 2 parciais em que a equipa de Chicago ultrapassou os 30 pontos. Luol Deng foi o melhor marcador da partida com 24 pontos. Derrick Rose somou 19 e Ronnie Brewer (tem actuado muito bem nos últimos jogos) fez 13 pontos.

No passado domingo, Philadelphia 76ers fora.

Na bagagem, os Bulls levavam como recordação a derrota pesada que tinham sofrido no mês de Janeiro no mesmo local por 18 pontos de diferença.

Com um domínio assente por parte dos Sixers nos primeiros dois períodos, alicerçado por duas boas exibições ao nível de lançamento (Jrue Holiday e Elton Brand) a 2ª parte traria um Rose endiabrado: 35 pontos e 8 assistências, com 12-22 de lançamento de campo e 4 triplos incluídos no pacote. Rose fez de tudo na partida: incursões assustadoras ao cesto, triplos, bons lançamentos a média distância e maravilhosas assistências para os seus companheiros. Dos 96-91, nota-se vendo o boxscore que os Bulls alicerçaram a vantagem através da sua concretização de 3 pontos: 7 contra apenas 1 de Philadelphia.

CJ Watson voltaria a lesionar-se com alguma gravidade a meio da partida.

À semelhança dos 76ers, os Indiana Pacers causaram um bom efeito na equipa de Tom Thibodeau. No entanto, a “vingança” contra os Pacers centrar-se-ía na vingança sobre uma derrota caseira, por sinal, a unica derrota obtida no United Center.

Na antevisão da partida contra a equipa de Larry Bird (é proprietário da equipa da sua cidade natal) Derrick Rose tinha dito à comunicação social que devido à derrota caseira do mês de Janeiro estava ansioso por voltar a jogar contra a equipa de modo a conseguir um “payback”.

Indiana, baseando a sua estratégia defensiva num método de aniquilação do jogo de Rose, conseguiu alguns resultados fazendo uma marcação individual ao base dos Bulls. As coisas estiveram equilibradas durante a primeira parte, ou seja, quando Rose conseguiu apenas 2 dos 13 pontos na partida. Foi de facto um dos piores jogos de Rose esta época, saldado no fim com 13 pontos e 9 assistências. No entanto, o colectivo dos Bulls mostrou-se e a equipa superou a marcação ao base: Luol Deng fez 20 pontos e 6 ressaltos, Ronnie Brewer fez 12 pontos Taj Gibson 10 e perante a ausência de CJ Watson, John Lucas saiu do banco no 2º e no 4º período para fazer 13 pontos.

A remar contra a maré, Paul George foi o melhor shooter de Indiana com 21 pontos. David West fez 11 pontos e 9 ressaltos (o habitual) mas não se mostrou hábil no tiro (4 em 11 lançamentos de campo). Desilusão foi ver o grande player de Indiana Danny Granger em dia mau com apenas 10 pontos.

O saldo final iria redundar numa vitória estrondosa por 92-72.

Em casa de um adversário que ainda luta por uma vaga nos playoffs (Milwaukee) os Bulls tiveram um bom teste para uma eventual ocasião em que possam ter que defrontar os Bucks a doer.

Mais uma grande joga da dupla Derrick Rose\Joakim Noah: o base conseguiu um tremendo score individual de 30 pontos, 8 ressaltos e 11 assistências, estando muito perto do triplo-triplo novamente. O poste obteve 20 pontos e 18 ressaltos.

Do lado de Milwaukee, Brandon Jennings esteve mal. Lançou muito (4 em 11) mas só obteve 10 pontos. Quem se destacou foi precisamente Drew Gooden (jogou por Chicago entre 2007 e 2009) com 27 pontos e o turco Ilyasova com 32 pontos e 10 ressaltos. O poste baixo está a melhor a cada ano de liga que passa.

Depois deste enorme périplo, no único jogo que eu não vi, Orlando bateu Chicago por 99-94. Graças a um parcial 38-21 no 1º período, Orlando conseguiu gerir o resultado, mesmo apesar do facto de Chicago ter posto a diferença dos Magic a 5 pontos ao intervalo.

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NBA All-Star Weekend

Na sexta-feira, para abrir as festividades, o habitual jogo entre rookies e sophomores, respectivamente novatos e jogadores de 2º ano na Liga. No entanto, para contrabalançar as equipas, a Liga optou por misturar jogadores nas equipas Chuck e Shaq.

Do lado da team Chuck actuaram: Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) DeMarcus Cousins (Sacramento Kings) Derrick Williams (Minnesota Timberwolves) Paul George (Indiana Pacers) MarShoon Brooks (New Jersey Nets) John Wall (Washington Wizards) Tiago Splitter (San Antonio Spurs) Evan Turner (Philadelphia 76ers) Gordon Hayward (Utah Jazz) Kawhi Leonard (San Antonio Spurs) e Derrick Favors (Utah Jazz)
Do lado da team Shaq alinharam: Blake Griffin (LA Clippers) Jeremy Lin (New York Knicks) Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) Markieff Morris (Phoenix Suns) Kemba Walker (Charlotte Bobcats) Landry Fields (New York Knicks) Norris Cole (Miami Heat) Brandon Knight (Detroit Pistons) Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) e Greg Munroe (Detroit Pistons)

Como jogo de exibição que se preze, houve tempo para tudo. Para os triplos e rodopios de Kyle Irving, que como esperado, seria eleito o MVP da partida, para os afundanços espectaculares de Derrick Williams (viria a participar no slam dunk contest de sábado) para os afundanços de Paul George (idem) para as jogadas explosivas de Marshon Brooks, para as assistências e afundanços de John Wall, Ricky Rubio e Blake Griffin, para os triplos de Landry Fields, etc…

A Team Chuck venceu a Team Shaq por 146-143. Kyle Irving foi o melhor pontuador da partida com 34 pontos.

No sábado, a noite de Skills trouxe um espectáculo pobre que se previa mais intenso e mais disputado.

Na minha opinião e não desprestigiando os jogadores que tiveram em campo, podia-se ter feito mais qualquer coisinha no sentido de proporcionar um bom espectáculo, optando-se pela convocação de verdadeiros especialistas nas habilidades a concurso. Realço portanto a presença de bons triplistas como Ray Allen, Karl Korver, Vince Carter e Arron Afflalo no concurso de triplos assim como as ausências de outros no concurso de afundanços como LeBron James, Monta Ellis, Nate Robinson, DeMarcus Rozan ou Blake Griffin, nomes que eventualmente trariam um espectáculo mais vistoso a esta noite de sábado.

Todavia, a Liga, no que toca ao All-Star Weekend, faz uma convocatória minimamente global do alinhamento respeitando as características|feitos dos jogadores (em conjunto com a escolha do público através do site da competição) e a presença de elementos de todas as equipas nas provas de exibição. Muitos jogadores, por receio de lesão ou por vontade expressa de aproveitarem esta paragem do campeonato, optam por não aceitar os desafios menores.

Assim sendo, no primeiro concurso da noite, o Haier Shooting Stars, concurso que consiste na constituição de equipas formadas por 3 elementos (1 jogador da equipa na actualidade, 1 antigo jogador da mesma equipa e 1 jogadora da equipa feminina da WNBA da mesma cidade da equipa masculina, com o objectivo de lançar de várias posições com exito no menor tempos possível, tiveram presentes três equipas: a de Nova Iorque, constituida por Allan Houston, Landry Fields e Cappie Pondexter (New York Liberty\New York Knicks), a de Atlanta constituída por Jerry Stackhouse (substituindo o lesionado Joe Johnson\substituído por Rajon Rondo no All-Star Game) Steve Smith e Lindsay Harding, a equipa de Orlando, constituída por Jameer Nelson, Dennis Scott e Marie Ferdinand-Harris e a Team Texas, constituída por Chandler Parsons, Kenny Smith (Houston Rockets) e Sophia Young.

A equipa de Nova Iorque venceria o concurso.

No 2º contest da noite, o concurso de Skills era apimentado por mais uma acção de solidariedade da NBA. A NBA, aproveita usualmente estes momentos para efectuar acções de solidariedade para a comunidade, algo que só eleva ainda mais o nível da competição.

O concurso de Skills, criado para bases, resume-se à execução de um circuito que começa com um lançamento\afundanço, um slalom com bola, dois passes para uma baliza (um de peito e outro picado) um lançamento longo, outro passe, novo slalom e o término com um lançamento simples ou afundanço. Dos 6 intervenientes, passam 2 a uma final consoante os melhores registos.

A concurso, dos melhores bases da liga: Deron Williams (New Jersey Nets) John Wall (Washington Wizards) Tony Parker (San Antonio Spurs) Rajon Rondo (Boston Celtics) Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder). A particularidade neste concurso residia no facto de cada atleta representar no concurso um jovem em busca de uma scholarship universitaria. Tony Parker venceu o concurso e o seu representado acabou por ir para casa mais feliz, decerto.

Lançamento de triplos, o concurso que mais gosto de ver na noite de sábado.

A concurso, Kevin Love dos Minnesota Timberwolves, Kevin Durant dos Oklahoma City Thunder, Mario Chalmers e Jones dos Miami Heat, Anthony Morrow dos New Jersey Nets e Ryan Anderson dos Orlando Magic.

Depois de um concurso muito disputado, de 2 rondas e 2 desempates disputados, o poste Kevin Love tornou-se o novo rei dos triplos. É um bom prémio para Love, pelo simples facto de ser um poste muito completo que para além de dominar bem o jogo interior, vem esporadicamente fora do garrafão lançar de 3 pontos com bastante sucesso (37% esta época).

Para finalizar a noite, o habitual concurso de afundanços. Ligeiramente mais fraco este ano ao nível de espectacularidade. Presenças de Chad Buddinger (Houston Rockets) Jeremy Evans (Utah Jazz) Paul George (Indiana Pacers) e Derrick Williams (Minnesota Timberwolves).
Deu para tudo: para afundanços em estilo revival, saltos sobre motas, saltos frustrados, planos B e C…

No Domingo:

O habitual jogo das estrelas da Conferência Este e do Oeste.
Maior parte dos jogadores dispensam apresentações.
Kevin Durant foi eleito MVP. O jogador dos Oklahoma City Thunder fez 36 pontos na partida. Kobe Bryant dos Lakers marcou 27 pontos na partida e tornou-se o melhor marcador de sempre em All-Star Games com 271 pontos, contra os anteriores 262 de Michael Jordan. O Oeste ganhou por 148-147.

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Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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reservas do all-star game 2012

Love, Nowitzsky, Aldridge, Nash, Westbrook, Parker, Marc Gasol – Oeste

Juntam-se a Griffin, Durant, Bryant, Bynum e Paul.

Bosh, Deron Williams, Hibbert, Johnson, Deng, Pierce e Iguodala – Este

Juntam-se a Rose, Carmelo Anthony, Wade, James e Howard

Se clicarem aqui, onde abordo pela primeira vez este all-star game, nos palpites indiquei como suplentes do Oeste  Raymond Felton e Rudy Gay e como tal falhei na previsão, acertando todavia os outros 5 e no Este, falhei Rajon Rondo e Amare Stoudamire.

Creio que perante o que Gay e Rondo tem feito nesta época, é um erro crasso dos treinadores não levarem estes dois nomes.

Gay, apesar da época muitos furos abaixo do esperado de Memphis, alinhou em 26 jogos, perfazendo uma média pontual de 18.7 e 6.7 ressaltos por jogo. No entanto é um shooter explosivo e acaba por ser a “alma-mater” da equipa de Memphis.

A escolha de Tony Parker prende-se pelo facto do jogador estar em re-ascensão na Liga. 18.9 pontos de média e 7.7 assistências, exibições muito consistentes que tem carregado os Spurs na intermitência de Duncan e na ausência de Ginobili.

No Este, saúdo a chamada pela primeira vez para o evento de Luol Deng. Bem o merece pois está a fazer a época mais expressiva em Chicago. Uma máquina de pontos e ressaltos. Deng não é e nunca será a principal vedeta de Chicago. É o Pippen dos tempos modernos. Mas na falta de Rose em campo, é a ele que os colegas passam a bola e quase sempre com exito Deng assume certeiramente a liderança. No entanto, complementando D-Rose, Deng não poderia ser melhor colega. Agora, não tenho apenas um motivo para ver o All-Star Game mas sim dois!

A não-escolha de Rondo para este All-Star é na minha opinião escandalosa. Se Boston tem feito (miserável é certo) o que fez esta época (se Rondo estivesse ausente, Boston a esta altura estaria longe dos lugares de playoffs) deve-o a Rondo. É o showman de Boston perante um Paul Pierce que infelizmente tem dias e perante a “ausência” de Garnett e Allen, cuja psique ainda está sã para definir objectivos de vitória mas cujo físico (pelo avanço da idade e pelo ritmo diabólico da NBA\desgaste de épocas de altíssimo rendimento) já não responde mais à exigência da própria prova.

A escolha de Pierce aceita-se, apenas tendo como base o facto de Pierce ter sido um dos melhores jogadores da década. É all-star garantido, there´s no doubt about it.

Amare Stoudamire – Perante Bosh é difícil assumir que Stoudamire entrava nesta lista. Para mim entrava por troca de Hibbert visto que não sou muito apreciador do poste de Indiana. Mais facilmente iria buscar Greg Munroe a Detroit. Amare está a subir de rendimento e tal e qual como Pierce é um all-star nato. Erro de julgamento creio.

Gasol – Não está. E perdoem-me os lakerianos; não está e muito bem. Está a anos luz do Gasol de outros tempos, precisa de mudar de ares e a sua dinastia é representada pelo irmão que é uma fera jeitosa!

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Bulls vencem em Nova Iorque

Noite cheia de groove na meca do basquetebol: o Madison Square Garden.

Apesar do óbvio que é o meu sentimento pelos Bulls, confesso que tenho uma admiração muito forte pelos Knicks. Pelo que representa Nova Iorque, pelo cosmopolitismo da cidade, pelo Madison Square Garden como meca do basquetebol norte-americano e pela história que o Franchise apresentou e continua a apresentar.

Spike Lee na primeira fila, a comandar as tropas dos seus Knicks, a prostestar com a arbitragem e a mandar vir com os jogadores adversários. É quase um espectáculo dentro do espectáculo. Para quem viu, Craig Sager, o reporter da TNT com os seus momentos bizarros. O basket em Nova Iorque é uma alegria.

Perante duas equipas históricas da Liga, com dois bons roosters (apesar do posto na tabela classificativa ser uma realidade quase antagónica) estavam os ingredientes reunidos para que existisse um bom espectáculo, o que veio a acontecer.

De um lado os Bulls, ainda com alguns problemas de plantel motivados pelas lesões de Luol Deng e Ric Hamilton. As lesões tem sido uma constante na equipa de Tom Thibodeau, pelo que os Bulls não alinham com as cartas do baralho todas em cima da mesa há 14 jogos consecutivos. Deng, Noah, Rose, Hamilton e Watson tem sido os mais fustigados por lesões neste primeiro terço de época.

Os Bulls vinham de uma série intermitente. Derrota caseira frente a Indiana (a primeira em casa), vitória em New Jersey, derrota em Miami, vitória frente a Washington e derrota em Philadelphia.

As derrotas, todas contra equipas que estão a jogar muito bem e estão a revelar inclusive aspirações aos primeiros lugares da conferência. A derrota em Philadelphia foi copiosa. A derrota em Miami poderia ter sido vitória não fosse o facto de Derrick Rose ter escandalosamente falhado dois lançamentos de lance livre no último minuto, quando até esse momento tinha efectuado 12 em 12.

Derrick Rose tem vindo a assumir mais preponderância na equipa, tendo feito mais de 30 pontos em 4 dos últimos 5 jogos.

Do outro lado uma equipa de Nova Iorque que está a realizar um péssimo campeonato para as suas pretensões e real qualidade e que, consequentemente, começa a ser questionada não só pela comunicação social mas inserida em notícias que dão conta que os seus responsáveis estão a pensar desmantelar a equipa já este ano dado a uma certa insatisfação com o ambiente que se vive no MSG.

A equipa está Melo dependente, é um facto notório e a imprensa tem apontado deficiências no método de treinar de Mike D´Antoni, que para mim é incontestavelmente um dos melhores treinadores da Liga e acima de tudo, um gentleman da competição.

As capacidades de Stoudamire estão a ser postas em causa, algo que o poste está a relativizar com excelentes exibições dentro de campo (ainda ontem mais uma frente aos Bulls), Melo tem dias, Tyson Chandler só agora é que se está a habituar ao estilo de jogo da equipa, Baron Davis e Mike Bibby são inexistentes porque passaram mais tempo no estaleiro do que dentro de campo e Landry Fields\Iwan Schumpert tem sido jogadores muito valiosos dentro da equipa em tempos de vacas magras.

Toney Douglas tem sido aquilo que em Nova Iorque se tem aproximado de base. Baron Davis e Mike Bibby passam mais tempo no banco e na sala de fisioterapia do que em campo. Fields é escasso para Shooting Guard, apesar de ser um jogador tecnicamente muito interessante e um bom triplista.

Stoudamire? Para onde pode ir? Orlando em troca com Howard, sabendo que nessa situação Nova Iorque terá que despachar mais 2 jogadores de qualidade que neste momento não tem dado que Melo, Chandler são inegociáveis, Bibby e Davis ainda agora chegaram e estão sempre lesionados.

Melo? Quem poderia querer Melo Anthony? New Jersey? Não tem capacidade de troca. Boston? Não tem capacidade de troca. Detroit? Não tem capacidade de troca. Memphis? Não tem capacidade de troca a não ser a dupla Gasol\Gay e mesmo assim não estou a ver Nova Iorque a vender melo ou a ver Melo a ir para Memphis. LA Lakers? Dúvido, dada a obecessão por Howard.

Outra pergunta que me ocorre. Não seria melhor, pelo espírito colectivo da equipa ter abdicado da contratação de Melo pela construção de uma equipa à volta de Gallinari e Felton, como está a ser feito e com bons resultados práticos por Denver?

Quanto ao jogo em si:

Jogo extremamente bem disputado, com um período inicial de parada e resposta. Notas para o começo de exibição de Amare Stoudamire e Landry Fields e para a resposta que vinha de Chicago através dos triplos seguidos de Karl Korver. O shooting guard tem alinhado de início e Tom Thibodeau não tem visto gorada a oportunidade que tem dado ao antigo jogador dos Utah Jazz. O catch and shoot do base é um autêntico balão de oxigénio para Chicago de vez em quando. Ora para aliviar desvantagens ora para aumentar vantagens.

Stoudamire no seu melhor desta época. Sou um apreciador das suas qualidades. Não é um jogador tecnicamente perfeito. Mas é atleticamente perfeito. Dá tudo o que tem em campo. Leva tudo e todos à frente, afunda, lança bem ao perto, ao longe e também consegue triplos de vez em quando. E aquele que sido o melhor jogador da última época (LeBron James) acaba por ser um jogador da mesma linha, só que, muito mais portento da natureza que Amare.

No 2º período, um pouco mais de Rose e de Melo. Melo acabaria com 26 pontos e 6 ressaltos. Rose seria novamente o homem-chave de Chicago com incríveis 32 pontos e 13 assistências. Rose contribuiu para 63 dos 108 pontos da equipa.

Ao intervalo, os Bulls lideram por 55-44.

Na 2ª parte, os Knicks aproximaram-se gradualmente do marcador, graças aos pontos de Melo e Stoudamire, acabando mesmo no último período por encostar os Bulls a sucessivos empates e vantagens inferiores a 4 pontos.

Do lado dos Bulls, realce para as exibições de:

Carlos Boozer – Não se deu por ele em campo na maioria do tempo, mas o seu lançamento em fuga à rectaguarda voltou a dar resultados com 16 pontos e 9 ressaltos.

Joakim Noah – Mais um good-day at the office com 10 pontos e 9 ressaltos. Três combinações base-poste com Rose foram deliciosas. Teve dificuldades em defender Stoudamire.

CJ Watson – Um bom 2º período com 10 pontos de rajada.

Karl Korver – Catch and shoot. 16 pontos. 3 triplos e outros que mais de 2 pontos.

Jimmy Butler – Perante as ausências, o rookie de Chicago deu o seu contributo como pode. Defendeu Melo e pode-se dizer que o secou no 4º período. Fez 7 pontinhos bem preciosos. Está a crescer.

Em Nova Iorque, exceptuando Melo e Stoudamire:

Tyson Chandler – Apagado q.b. Ainda está à procura do melhor ritmo dentro da equipa. 9 pontos e 8 ressaltos.

Landry Fields – Alguns triplos e outras boas incursões para o cesto. É o melhor da rectaguarda dos Knicks na ausência de Davis e Bibby.

Iwan Schumpert – Perante as ausências têm que fazer frete de point guard quando é shooting guard\shooting forward. É um atirador puro. as na falta de melhor e na existência de Toney Douglas…

Passando para outras análises:

Estão lançadas as bases para o All-Star Game\All-Star Weekend.

O publico, entre os quais eu e a maralha da Liga PT da ESPN Fantasy League, fomos alguns dos milhões de amantes da NBA que votámos no 5 base que a equipa da Conferência Oeste e a equipa da Conferência Este irão alinhar dia 26 em Orlando.

Eu confesso que votei algo como: Rose, Wade, James, Bosh, Howard no Este e Nash, Westbrook, Durant, Bryant e Kevin Love no Oeste.

No entanto os escolhidos pelos votantes foram: Rose, Wade, James, Carmelo Anthony e Dwight Howard no Este e Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, Blake Griffin e Andrew Bynum.

Os suplentes serão escolhidos pelos treinadores nas próximas semanas sendo que do Este os 7 suplentes oscilarão entre Rajon Rondo, David West, Kevin Garnett, Ray Allen, Paul Pierce, Greg Munroe, Deron Williams, John Wall (talvez jogue nos rookie vs sophomores) André Iguodala, Elton Brand, Amare Stoudamire, Tyson Chandler, Carlos Boozer, Luol Deng, Kyrie Irving (rookies vs sophomores infelizmente) Chris Bosh, Danny Granger, Joe Johnson e Josh Smith.

Aposto em 7 suplentes como Rondo, West, Pierce, Williams, Stoudamire, Deng e Joe Johnson.

No Oeste, os suplentes poderão ser Westbrook, Felton, Gallinari, Ginobili (se recuperar) Duncan, Tony Parker, Nowitzky, Kidd, Carter, Gasol, Marc Gasol, Rudy Gay, Nenê, Kevin Martin, Monta Ellis, Steve Nash, Ricky Rubio (também alinhará no rookies vs sophomores)

Aposto em 7 suplentes como Westbrook, Raymond Felton, Tony Parker (dúvido que Ginobili recupere) Dirk Nowitzsky, Marc Gasol, Rudy Gay e Steve Nash.

 

Quanto a outras equipas da Liga:

Philadelphia – Não deixam de surpreender pelo actual 3º lugar da Liga. Iguodala está a jogar bem como sempre, Brand nem por isso.

Indiana – Continuam bastante coesos. Prova disso foi a vitória em Chicago num destes dias. Continuo a dizer que a entrada de David West fez muito bem à equipa.

Milwaukee – Michael Redd saiu e a equipa melhor muito. Não só ao nível de jogo mas ao nível de resultados. Drew Gooden tem alinhado bastante bem nos últimos jogos. Brandon Jennings está a liderar a equipa a todo o vapor com 20.8 pontos de média em 21 jogos. Andrew Bogut está novamente lesionado, numa fase em que estava claramente a subir de rendimento.Estão em 8º na conferência, lutando pela última vaga dos playoffs com Cleveland, Nova Iorque, New Jersey e Toronto. Mas cuidado, os Knicks não irão ficar com score negativo até ao final da época creio.

Oklahoma City Thunder – Melhor record da Liga até agora com 17-4. 81% de vitórias. Merecem todo o sucesso por aquilo que fazem em campo.

Denver – 2º lugar. O mesmo me ocorre dizer sobre os Nuggets na proporção do que disse sobre Oklahoma.

San Antonio – Mesmo sem Ginobili a coisa tá-se a endireitar. Tony Parker tem acrescido de rendimento nos últimos jogos. Falta banco aos Spurs.

Dallas – O mesmo de Spurs. Lamar Odom mais entrosado. Vince Carter explodiu e está a ter uma 2ª vida em Detroit. Kidd lesionado, não existe um 2º base na equipa com a saída de Barea. Mesmo assim a equipa de Mark Cuban já saiu dos lugares dos aflitos rumo a uma época regular que se convém nos 4 primeiros.

LA Lakers – Com Bynum tudo melhor. Gasol continua híbrido: ou faz exibições de alto gabarito ou faz exibições muito vazias.

Utah – Continua a receita: trabalho, garra. Vamos ver se a falta de vedetismo na equipa não se reflecte nas horas importantes em que alguém tenha que assumir jogo.

Memphis – Quem tem boca vai a Roma. Pela boca de muitos, Memphis já tinham ído a Tóquio. Cuidado, Gasol e Gay não chegam e os playoffs ainda são uma miragem.

Houston – Agradável surpresa. Poderão tentar algo bonito.

Minnesota – Decepção para já. Pode ser que o regresso de Michael Beasley dê algumas alegrias a esta equipa.

Golden State – Muito bonito em casa. E fora?

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A crise bateu à porta da NBA

Em Julho passado, proprietários de equipas e sindicato de jogadores profissionais não chegaram a acordo quanto a um contrato colectivo que permitisse aos primeiros diminuir substancialmente em cerca de 30% os salários colectivos.

Na forja estavam colocadas 9 equipas cujas dificuldades financeiras provocadas até pelo próprio cenário económico vigente faziam com que este acordo se tornasse primordial para a sua sobrevivência.

Em julho, os aficionados da modalidade em todo o mundo não achavam que esta quezília entre patrões e jogadores chegasse ao nível em que está hoje: já se pode dar como certo que não irão ser jogadas as primeiras 2 semanas da fase regular, um pouco à semelhança daquilo que tinha acontecido na década de 90 (19981999) num caso com características similares.

Antes do campeonato da europa de basquetebol, começaram os primeiros rumores que davam conta da eventual saída de jogadores da liga enquanto durasse o lock-out. O primeiro a sair de facto foi Deron Williams, base all-star que representava os New Jersey Nets e que se mudou de armas e bagagens para a Turquia de modo a representar o Besiktas. O Besiktas, clube cujo proprietário se decidiu em investir milhões, também tentou estrelas como Kobe Bryant ou mesmo Derrick Rose. Kobe também haveria de ser apontado ao Kinder Bolonha de Itália.

Outros também afirmaram ponderar assinar temporariamente por equipas dos seus países enquanto durar o lock-out: os irmãos Gasol começaram a treinar-se pelo Barcelona, Andrew Bogut tentou regressar à Austrália para disputar a fase final da liga de basquetebol mas o seu seguro desportivo nos Milwaukee Bucks acabou por impedir o poste australiano por questões contratuais indeminizatórias em caso de lesão contraída noutra equipa que não os Bucks.

Derrick Rose dos Chicago Bulls também já veio dizer que em caso de avanço neste lock-out, poderá vir a rumar à Europa ou até à China. Ginobili treina-se pela Argentina. Bellinelli por Itália. Pietrus e Tony Parker em França. Todos esperam que a trica seja desbloqueada por quem de direito. Caso não seja, avançam por outra solução.

Basicamente, nenhum fã do jogo acreditava neste cenário. Todos acreditavam que perante um percalço, os patrões das equipas iriam ceder à natural vontade dos jogadores: os contratos assinados são para se cumprir até ao fim e não sujeitos a mudança das regras do jogo a meio. No entanto, a máquina de fazer dinheiro que é a liga, deixou de fazer tanto dinheiro. A própria crise económica começou a afastar gente dos pavilhões, principalmente das equipas cujos resultados não estão a ser os melhores nos últimos anos (Minnesota, Golden State, Charlotte, Detroit, Washington, New Jersey, Phoenix) mas cujos salários de jogadores continuam altíssimos e como tal, dispendidos para além das reais capacidades das finanças das equipas. A proposta dos jogadores é que os salários baixem no máximo 5 milhões na totalidade dos casos de jogadores que tenham contratos até 4 anos e um contrato máximo de 5 anos. A Liga pretende que a medida passe para 3 e 4, respectivamente.

O acordo para que o campeonato arrancasse no timing de sempre (30 de Outubro) falhou. As duas primeiras semanas estão riscadas do schedule. Na NBA, não existe tempo para recuperar esse atraso. Aquelas 56 jornadas não irão ser jogadas.

Continua então sob negócio recomeçar a partir do dia 14 de Novembro. Alguns jogadores é que podem não estar interessados em esperar por um acordo que até poderá não acontecer e antes do tempo podem pular para a Europa.

O comissário-geral da Liga David Stern, foi claro ao afirmar:  “With every day that goes by, I think we need to look at further reductions in what’s left of the season. We certainly hoped it would never come to this,” he said. “I think that both sides worked hard to get to a better solution. We think that we made very fair proposals. I’m sure the players think the same thing. But the gap is so significant that we just can’t bridge it at this time.”

Perante tais declarações, o acordo urge mais que tudo visto que do ponto de vista financeiro, tudo pode vir a ser uma catástrofe para a liga e para as equipas: estima-se que um mês de paragem pode custar perdas no valor de 350 milhões de dólares.

Derek Fischer disse à saída da reunião de ontem que está a representar uma solução que todos os jogadores concordem. No entanto, algumas equipas já referiram que com o lock-out e com a quebra clara de receitas, os cheques do mês de Outubro e do mês de Novembro podem não sair por falta de liquidez das mesmas. É nesse assunto que Chris Mannix da Sports Illustrated toca de forma muito pertinente: “They want us to say we can’t miss checks and just take the deal,” texted one All-Star player. “It won’t happen. We are standing firm. Everybody thinks the players are being greedy, but when it’s all said and done, we are giving up a lot.”

How quickly these system issues are resolved will likely determine when the league gets back to work. Stern has frequently said that if the system issues can be agreed to, the economic ones — specifically the BRI — are close enough that a deal can be made. On Monday, Kessler suggested the same. Getting the system issues settled, however, is looking like a tall task.

“The NBA is more dug in than before,” Hunter said. “[The owners] are going to have to soften their position and be willing to compromise.”

Segundo a opinião de Ian Thomsen da Sports Illustrated, este processo de negociação foi muito mal conduzido: ” On and on it will go, with both sides looking back to the salvation of the ’99 lockout. That resolution a dozen years ago may have influenced these extended talks that failed Monday night in New York. As much anxiety as both sides were feeling to reach an agreement this week, they weren’t experiencing the ultimate pressure that will be felt later this winter when the entire season is at risk. “The problem,” said a former league official who was involved in the negotiations that shortened the 1998-99 season to 50 games, “is that people tend to look at early January as the drop-dead date.”

He was worrying that the absolute final offer from either side may not emerge for another 12 weeks. Not until the final days of this calendar year will the owners fully understand the consequences of losing a full season during a recession, while more than 400 players find themselves confronted with the likelihood of a full year without an NBA paycheck.

In many ways these entire negotiations have gone according to form. It is not the formula anyone would have desired, but it has been entirely predictable. The owners lock out the players July 1, with little negotiating done for most of July and August, followed by sudden urgency to make a deal that can save the full season.”

Esperamos então que esse acordo chegue o mais rapidamente possível e que venhamos a ter espectáculo!

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